Presidente Lula participa de reunião sobre Soberania Digital
Lula · 11/08/2026 · 24 min · Lula
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▶ 00:00:00 do mercado, uma pessoa que tá na sociedade civil, né, nessa nessa no âmbito da sociedade civil. E justamente eles trouxeram pra gente uma coisa que o senhor desde o início do seu mandato, o senhor já tinha essa sensação do senso de urgência que é esse tema pro desenvolvimento brasileiro, né? A gente já vem tratando disso, senhor desde o início encomendou o PEBIA, né? A ministra Luciana coordena o PEBI, o plano brasileiro de inteligencia artificial, mas a gente tá vendo que tá num momento muito crítico, né? E a e uma das falas que uma das falas iniciais foi justamente a do professor CEPIC, que ele
▶ 00:00:31 trouxe contexto geopolítico e como cada país tá atuando nesse momento, identificando estratégias que são mais próximas do que o Brasil pode fazer, né, e outras que talvez não seja o caminho que o Brasil deveria seguir. Se a gente quer ter um grau de soberania maior, a gente tem mais aut mais capacidade de determinar o nosso futuro. E ele trouxe esse senso de trazer esse panorama pra gente poder tomar decisões. E na sequência veio o Mert Veloso, justamente uma pessoa que atuou no mercado tantos anos e voltou ao Brasil, né? Estamos, a gente falou muito de retenção de talento, repatriação de talentos e ele é
▶ 00:01:02 um dos desses casos, presidente. E ele trouxe esse senso de urgência, né? Ele trouxe uma metáfora aqui que foi importante, que é a água caindo, né? E como isso vai aumentando numa velocidade exponencial. E a gente tá faltando 5 minutos finais, onde pode simplesmente um você ter uma enchente, você ficar preso naquilo se você não tiver uma estratégia de saída. E essa discussão do digital e da entrada da IA, ele trouxe esse senso de urgência e falou muito que o Brasil tem uma capacidade muito grande
▶ 00:01:33 de aproveitar esse salto se souber coordenar as ações dados nossos ativos estratégicos, né? ele trouxe muita importância dessa fundamento aí de energia e de também de talentos que a gente precisa para poder dar ter uma base sólida para poder avançar, né? Na sequência, o professor Edson Borim, ele trouxe justamente essa pilha de A reforçando que a gente precisa no Brasil fortalecer a nossa capacidade computacional. Trouxe muito isso, né? Nossa capacidade computacional no Brasil. Precisa avançar no PB. Isso tá
▶ 00:02:04 pensado já. A gente tá, né? Já já essa ideia de supercomputação, a gente já tem avançado, nossas empresas públicas estão avançando, a gente tem contrato já com instruções de ciência e tecnologia que estão comprando supercputadores, mas ainda numa escala que ainda não é a escala que vai permitir você ter uma capacidade de oferta para tanto setor público, setor privado, pesquisa, que é o que a gente tá discutindo muito, né, ministra Luciana, nesse âmbito do PEBIA, pra gente fazer GPUs. E ele trouxe também que o Brasil tem uma oportunidade de usar modelos já abertos, mas que a gente traga isso pros nossos dados, que
▶ 00:02:36 a gente treine com os nossos dados para sair justamente de uma de um viés que infelizmente os modelos que são treinados lá fora têm, que a gente precisa trazer isso para dentro. E aí isso liga totalmente com o que a Marília Marciel trouxe, a Marília que tá que atua nessa na sociedade civil discutindo isso, uma super especialista em como a gente gera valor dos dados. E ela trouxe a importância que o Brasil tem uma base de dados gigantesca, mas que a gente precisa usar esses dados de forma estratégica, né? ela trouxe e ela trouxe também muitas questões de parcerias do que estão sendo feito nos países e ela
▶ 00:03:07 trouxe um exemplo e da África muito interessante, né, de uma oportunidade que o Brasil tem de apoiar a África e de trazer e junto com a África pensar geopoliticamente essa o risco de uma captura de dados que é nossas que no fundo a nossa inteligência, né, que ela trouxe que eu achei bem bacana, que é juntar o dado com o conhecimento que a gente tem, como é que a gente pode avançar. E aí o professor Anderson Rocha, presidente, trouxe uma coisa que é central, justamente ele foi o com base nisso que a Marila falou, ele trouxe quais são os dados que o Brasil tem, né? E ele trouxe o Brasil e um pouco isso, a
▶ 00:03:37 gente tem conhecimento e dados em áreas que são estratégicas, que talvez nenhum outro país tenha, justamente em áreas de de agricultura, em áreas de energia, em áreas de saúde, né? né? Ele foi trazendo vários exemplos aqui que o Brasil é capaz de dar um grande salto. E aí, presidente, eu acho que isso tudo reforça e um pouco até a fala da Miram no final foi nesse sentido, esse senso de urgência. A gente falou muito aqui durante a reunião esses 5 minutos finais, que é o momento da gente dar o nosso salto desenvolvimento. Acho que a gente já tava eh muitas das coisas que
▶ 00:04:08 foram faladas aqui já estavam mapeadas, né? A questão dos dados. A gente tem trabalhado muito, presidente, senor, e o senhor foi muito preciso numa das reuniões do quando trouxe o PEBIA, o presidente falou: "Cadê a base de dados do Brasil?" O senhor falou isso, né? A gente a gente já vinha trabalhar nisso, uma infraestrutura nacional de dados. As nossas empresas públicas de dos que tem os dados públicos estão aqui, ser para data prévia. A gente já vinha trabalhando nisso de como é que a gente organiza esses dados. Ter os dados não é suficiente, né? A questão como é que você transforma esses dados em inteligência e usa eles para de fato
▶ 00:04:40 resolver os problemas. Então acho, presidente, a gente sai daqui com a sensação muito importante de uma coisa de da própria de toda a cadeia, né, da base fundacional. E aí acho que três coisas que foram destacadas aqui, energia, a gente tem energia limpa, mas a gente tem que planejar essa expansão da nossa base. O ministro de Minas de Energia já trouxe tudo que tá sendo pensado nesse processo de expansão aqui importante, a retenção de talentos. E acho que aqui, presidente, é uma metáfora que o senhor gosta de futebol, assim como tá acontecendo de no futebol
▶ 00:05:10 dos nossos meninos estarem saindo muito novos aqui, às vezes com 15 anos, 13 anos, vê o menino bom, ele já vai pra Europa. Infelizmente isso também tá acontecendo com nossos talentos nessa área digital. E muitas vezes essas empresas com uma bolsa baixa às vezes 2.000, mas que pro aluno que tá ali se formando é muito dinheiro, ele rouba o talento e a gente não consegue fixar esse talento. A gente falou muito aqui na fixação de talentos. O Brasil tem uma uma capacidade de formação muito grande, gera talentos importantes, mas a gente tem que tomar cuidado para que a gente não perca esses talentos e para não
▶ 00:05:41 perder a gente precisa gerar oportunidades de emprego aqui. E foi justamente que eles trouxeram nessas áreas de pó. Então, na base fundacional, é isso. Eu acho que tem a questão da infraestrutura, que é muito importante, né? Foi falado muito em supercomputação, data centers, como é que a gente faz isso de forma sustentável também, como é que a gente planeja isso e claro nas aplicações justamente para resolver os grandes problemas com base em todo esse conhecimento que o Brasil já tem. Então, acho que a gente sai daqui, presidente, com uma sensação de que a gente consegue olhar mais estrategicamente para isso,
▶ 00:06:12 pensar nos grandes desafios, tomar decisões. A ideia dessa reunião aqui era a gente poder tomar as decisões que hoje vão definir o futuro do Brasil, né? A gente tá trabalhando numa ideia de como é que a gente constrói, que o Brasil aproveita essa grande janela de oportunidade que essa mudança do digital tá acontecendo. A gente tá vivendo uma revolução industrial. Acho que foram poucos momentos na história onde se viu isso. A gente tá, essa nossa geração aqui, essas gerações que estão aqui hoje estão vivenciando isso. E se o Brasil não perder essa janela de oportunidade, a gente vai não dar o salto desenvolvimento que a gente precisa. E o
▶ 00:06:43 senhor tá tão preocupado com esse salto a desenvolvimento. Essa é uma agenda central e foi dito aqui, né? O ministro Daril falou isso. Isso hoje em dia não existe mais um setor, é todos os setores da economia. Se for muito falado, se a gente não der esse salto de qualidade, garantindo toda essa infraestrutura e chegando nas aplicações, a gente vai perder essa janela. E acho que a gente tá aqui com todos as elementos para tomar as decisões corretas. E o foco aqui agora é o estado conseguir coordenar essa agenda em parceria muito forte com o setor privado, né? estado junto com o setor privado coordenando essa agenda pro Brasil não perder essa
▶ 00:07:15 janela de oportunidade. Então, presidente, eu acho que essa foi foi uma agenda muito importante, foram algumas horas aqui que a gente tá sentado. A segunda vez que eu nesse recente, né, o presidente tem uma até o ministro Wellon falou isso, o presidente gosta muito de ouvir a ciência, ouvir os especialistas para poder tomar as decisões. A gente fez recentemente uma de sobre minerais críticos e terras raras que foi uma oportunidade gigantesca de 3 horas sentada ouvindo especialista. A gente de novo repete isso com essa agenda tão estratégica. E agora, presidente, eu queria ouvir, né, passar a palavra aqui pro nosso vice-presidente, Dr. Geraldo
▶ 00:07:46 Alco, que a saúde foi uma das áreas muito apontadas aqui como uma capacidade de resolver problemas de saúde numa velocidade gigantesca, né? E a gente pode ouvir o vice-presidente que foi ministro também de indústria e comércio, porque também é uma área central paraa nossa indústria. ANIB trata disso, né, presidente? Então, seria muito bom lhe ouvir e na sequência ouvir o presidente. Muito obrigado. >> Olha, cumprimentar cumprimentar o presidente Lula,
▶ 00:08:17 ministras, ministros, professora, professores, especialistas. Ela se referiu à saúde, a IA pode melhorar muito o acesso à saúde, a qualidade do atendimento, redução de custos. Eu não chego ao exagero do Elon Musk, que hoje lendo uma entrevista dele, ele se refere à semiimortalidade, né? Eu não chego a tanto, mas é
▶ 00:08:47 impressionante o avanço que se pode ter, aliás, em quase todo na desburocratização, né? Eh, na economia, na nova indústria Brasil, na NIB, é a missão quatro, é a transição digital. Então, nós temos aí uma avenida pela frente. Cumprimentar os expositores, muito didáticos, debate muito proveitoso, tenho certeza que nós vamos ter bons frutos aí. E o
▶ 00:09:18 grande limitador, presidente Lula, da inteligência artificial no mundo é falta de energia para tudo isso. Esse é o grande limitador. E o Brasil tem energia abundante, renovável, energia limpa e além de terras raras, que é um insumo aí fundamental. Temos uma avenida pela frente. Parabéns por esse encontro.
▶ 00:09:49 Sou um puxador de palmas. Bem, eu queria começar a pedindo desculpas aos nossos convidados e a nossa convidada, porque nós demoramos além da hora para começar. tava marcado para 16 horas. Nós começamos às 17 horas e vamos terminar às 8 horas da noite. Eu quero pedir desculpa para vocês por isso. A segunda coisa que eu queria dizer para vocês é que vocês podem anotar o dia de
▶ 00:10:20 hoje na agenda que depois dessa reunião a gente tá dando o passo final para que o Brasil vire doo do seu nariz. na questão de inteligência artificial. Em 2024, eu fui convidado pela Luciana para participar do congresso do pessoal de Ciência, a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. E naquela conferência eu resolvi fazer
▶ 00:10:51 um desafio aos nossos cientistas que estava na hora do Brasil utilizar a sua universidade, o seu conhecimento, para que a gente fizesse uma proposta ao mundo de uma política de de uma política de inteligência social em língua portuguesa. Nós tínhamos acertado inclusive com o presidente da Espanha, Pedro Sanchez, que queria fazer uma parceria conosco para que a gente criasse uma inteligência artificial de língua. sabe? Eh, eu diria, eh, brasileira e
▶ 00:11:22 espanhola. O dado concreto é que nós estamos discutindo a Estera assumiu a responsabilidade pelo governo de trabalhar essa questão da inteligência artificial utilizando o os instrumentos que ela tinha disponível, sabe, na mão dela, sobretudo a gente utilizando os dados que tinha o CEPR e a data prév e tentando convencer os ministros de que os dados de cada ministério não são deles, porque é uma
▶ 00:11:52 certa filmeira em quem tem os dados achar que são dele. Se alguém pegar ele vai perder alguma coisa. Então o dado da saúde é da saúde, da educação é da educação, o dado dos militares é dos militares e assim vai. O dado da polícia federal é da polícia federal. Então nós temos uma república, sabe, de donos de dados e o estado não tem os dados. Uma vez, só para vocês terem ideia, eu chamei o meu ministro do chefe de gabinete, hoje tá aqui o Amado, mas era
▶ 00:12:23 o general Fé, eu falei F, não tem, não tem. tinha acontecido aquele, não, não tinha acontecido ainda não. Eu queria uma política de de inteligência concentrada no governo, porque você tem inteligência da marinha, inteligência do exército, inteligência da aeronáutica, inteligência da polícia federal, inteligência da polícia pública, da militar dos estados, inteligência da ABIM, inteligência da do tesouro,
▶ 00:12:54 inteligência da Receita Federal. E o Estado não tem inteligência. Olha, e quem tem a inteligência vira mais dono do pedaço do que o estado que é o dono de tudo. Então eu pedi pro Féx montar um gabinete para que a gente pudesse juntar todo mundo e todo mundo ter conhecimento global da inteligência que o país precisava. Ele montou o gabinete, mas não funcionou porque as pessoas não
▶ 00:13:25 passavam inteligência. Porque a inteligência é utilizada como se fosse uma parte do poder. Eu uso a inteligência para ganhar alguma coisa, para ter o poder, para ter mais informação, para poder levar vantagem. É assim que funciona e tudo vem demorando, demorando, demorando. Eu sou adepto de uma filosofia, sabe que é o seguinte, o importante é o principal, o resto é secundário. Essa filosofia eu aprendi, eu aprendi do
▶ 00:13:55 sindicato. Por que que eu aprendi essa filosofia? Eu ia fazer uma assembleia no sindicato, eu fazia um boletim grande e metia o pau no governo, xingava o Delfineto, sabe, todo mundo. E o principal que era a convocação da assembleia, eu colocava no final, comparei essa assembleia dia tal sexta-feira. Acontece que o trabalhador pegava o boletim, ele entrava na fábrica no boletim, quando chegava na porteira, ele
▶ 00:14:25 jogava fora, porque não ia levar boletim para dentro da fábrica. E um dia eu falei: "Como é que esses trabalhadores não vão na assembleia? A gente convida ele no vão, a gente convida ele no vão. Eu descobri que o principal que era a data da assembleia, eu colocava, eu colocava no final o principal que era a data da assembleia, ó, eu colocava no final, o trabalhador não tinha lido a data da assembleia e jogava fora o boletim. Aí eu inverti, eu comecei a fazer
▶ 00:14:56 boletim colocando primeiro a manchete, assembleia, sexta-feira, dia tal de tal, às 19 horas. Foi aí que nós começamos a encher o estado da vila cr de gente para participar da assembleia. Aqui nessa questão da inteligência social é a mesma coisa. Como foi na questão dos minerais críticos de terra rara? A gente tá 2 anos discutindo, 2 anos e meio e conversa e conversa e a gente não dá o passo que precisa ser dado. Nós temos que decidir o que nós vamos fazer.
▶ 00:15:28 Acabei de falar para Mir agora. Tá na hora de convocar uma outra reunião menor do que aquela pra gente dizer o que que a gente vai fazer, porque enquanto a gente não tomar decisão, a gente não aprova no Senado e as pessoas vão tomando conta das coisas nesse país. Quando a gente tá aprovado no Senado, eu não tenho mais nada pra gente tomar conta. E aqui vale pra inteligência artificial. Ninguém espera que o Brasil afante. Ninguém ninguém vai levantar pro Brasil sentar. Cada um quer fazer o que ele puder fazer
▶ 00:16:00 para ganhar. E nós é que temos que ter interesse. E ao invés da gente ficar olhando naquilo que é grandioso, que a China tem, naquilo que é grandioso, nós temos o que que nós temos, o que que nós poderemos utilizar e começar a olhar um pouco para aquilo que a gente pode oferecer ao mundo. E nós temos coisa muito importante para oferecer ao mundo. Coisas brasileiras. Coisas brasileiras. Nós temos um modelo
▶ 00:16:30 de pequena propriedade no Brasil que é modelar. Nós temos uma produção agrícola que é exemplo no mundo. Ou seja, nós conseguimos crescer a produção 10 vezes sem crescer duas vezes o tamanho da terra. O investimento em pesquisa, em genética, sabe, em tecnologia, no no centro urbano a gente fala: "Não, mas o Brasil não pode ser só exportador de commodity, exportar soja, milho, minério de ferro, tudo bem".
▶ 00:17:02 Mas a gente nunca parar para perguntar quanto tecnologia tem hoje no grão de soja, quanto de genética tem numa vaquinha, sabe, que dava 3 L de leite, agora dá 80. O sub dela não cabe nem no meio das pernas da vaquia, quase que não consegue andar. Isso é investimento, isso é conhecimento, isto é pesquisa. Então, por que que eu tô dizendo tudo isso para vocês? Porque em 2010
▶ 00:17:33 eu saí daqui de Brasília, eu fui no ITA visitar a construção de uma turbina brasileira. A etanol seria a primeira turbina brasileira produzida no Brasil, a etanol. Era tudo que eu queria na vida. Era o Brasil de uma turbina. Foi o quinto país do mundo a fabricar turbina. Eu fui lá em 2000, 2009, acho que foi 2010,
▶ 00:18:05 vi a turbina, eu tava com o ministro de Minas e Energia e eu falei: "Ó, isso aqui só vai pra frente se o ministério fazer uma encomenda". Para que uma encomenda? Pra gente utilizar essas turbinas para produzir energia nos lugares mais remotos para levar luz para todas para as pessoas. Deixei o mandato, fui embora. Certo que tava tudo sendo feito. Quando eu tomei posse, 13 anos depois, a primeira pergunta que eu fiz pra Fábio foi
▶ 00:18:35 perguntar: "Cadê a a turbina?" Ela parou. Ah, tá sem dinheiro. Levei essa moça lá, vi a turbina e mandei colocar dinheiro para terminar a turbina. Mas nós ficamos 13 anos parados. A gente poderia ser fabricante do turbina hoje. Poderia ser fabricante. Aí retomamos agora. Agora a turbina tá pronta. Ela agora tá pronta. E mais grave, ela pode ser utilizada a etanol
▶ 00:19:09 para que ela possa produzir energia nos lugares comunidades de 2.000 pessoas, 3.000 pessoas. Ela atende diretamente isso. Agora, para que a gente dê escala, paraa gente oferecer na América Latina, paraa gente tá oferecer América do Sul, pra gente oferecer no continente africano que tem um problema de energia muito sério, nós precisamos dar escala. E para dar escala significa que o governo vai ter que fazer encomendas. Não tem outro jeito.
▶ 00:19:40 Ou seja, se nós quisermos produzir escala para exportar e ganhar o mundo, nós temos que acreditar em nós. Então, essa reunião de hoje que vocês participaram é o começo definitivo de que nós vamos entrar na era da inteligência artificial. Não tem mais voltas. Pode ter certeza que o trabalho que a Luciana fez, os pesquisadores no ministério dela, o trabalho que a fez e que os ministérios trabalharam, está coroado hoje com a
▶ 00:20:13 presença de vocês. Sabe por quê? Porque vocês viam aqui dizer o seguinte: é possível, nós temos condições, nós temos inteligência, nós temos gente preparado e não vamos vender pro Real Madrid, não vão vender Barcelona, vamos deixar jogando no Corinthians, vamos deixar jogando na Ponte Preta, no Bragantino, no Botafogo, no Vasco, não vamos deixar ir para fora pra gente poder valorizar esse país. Então, eu quero agradecer a vocês de coração. Vocês não sabem o
▶ 00:20:45 benefício que vocês fizeram para mim, vindo aqui e dizendo coisas que eu já ouvia da Ester. Eu falei, vou mandar nisso, Esté, pelo amor de Deus. E não a parceria só entre nós, o governo e as empresas, entre nós, as universidades brasileiras, as instituições da sociedade de que quiserem e os empresários pra gente criar o que é nosso. O que não pode é o seguinte, gente. Esses dias eu trouxe a Coreia,
▶ 00:21:16 presidente da Coreia veio fazer uma visita ao Brasil. E como nós foi muito bem recepcionados agora, eu embora não tem nenhuma cabritinha, não tem nem nenhum pode, eu sou vendedor de carne porque aonde eu vou, eu tô vendendo avião, eu tô vendendo car, eu tô vendendo eternal, tô vendendo eu andei mais de se meses com carro de plástico na mão, dizendo pro mundo do
▶ 00:21:46 Brasil será o primeiro país a produzir um carro verde. O o protótipo que eu tava andando era branco. Eu mandei pintar de verde. Quero dizer que era verde. Eu lembro que eu fui em muitos países, fiz muitos embaixadores africanos chorar, sabe, no nas minhas conferências em Genebra falando de que a Asca poderia ter proveito da produção de etanol, sabe? Cansei de passar vida fazendo isso e não deu certo. Não tive o meu carro verde.
▶ 00:22:19 Aí eu fui vender carne pra Coreia. Não, você tem que comprar nossa carne. O Japão tem que comprar nossa carne. E aí na hora do almoço, eu imaginando que a gente ofereceu um churrasco pro coreano. Sabe o que que foi que nós oferecemos? Sopa de pirar o cu e bobó de camarão. E ele foi embora assim comu no churrasco. Eu até mandei o Márcio ir para São Paulo. E sabe o que que o presidente sabe qual era o maior desejo dele? Ir no
▶ 00:22:51 sindicato que eu fui presidente, entrar na sala que eu que eu trabalhava, sentar no sofá que ele achava que era o meu e tirar a fotografia que eu tirava. E ele fez tudo isso e não levou a minha carne. Então eu tô dizendo para vocês, vocês hoje vieram aqui e venderam para nós a certeza de que nós estamos pronto, não para disputar com a China, disputar com os Estados Unidos, estamos prontos para disputar conosco mesmo e fazer aquilo que nós temos de importante para
▶ 00:23:21 fazer inteligência artificial. Por isso, obrigado a vocês de coração. Obrigado pela participação. Eu quero aqui o professor Anderson Rocha dia 21 vou estar na estação. Pode se preparar para ir lá. Eu vou estar na Praça da Estação, dia 21, né? Quero agradecer o Anderson Rocha, o Marco Aurélio Cepique, o Edson Borim, a María Maciel e o Mateus Podovani. Obrigado pela colaboração de vocês e obrigado aos ministros, gente. Um abraço e até outro dia.