Documento normativo. Nada é analisado fora dele.
eleicoes.ai — Metodologia v1.1
Julho 2026 | Herda integralmente a v1.0 (congelada) e incorpora o changelog da verificação documental completa (9 documentos primários, 8 casos, 0 inversões de classificação) Regra de congelamento (inalterada): esta versão é a régua aplicada aos programas de 2026. Alterações posteriores ao registro das candidaturas (15/8) exigem changelog público e justificativa não relacionada a candidato específico. Nenhum item deste changelog deriva de conveniência a candidato de 2026 — todos foram calibrados em backtests 2002-2022, com precedente documental citado.
0. Promessa do método (inalterada)
Entrega: direção estrutural e padrão provável de execução, com fontes citadas e régua idêntica para todos. Não entrega: severidade, cronologia ou forma exata de desvios; previsões numéricas; recomendação de voto. Base empírica ampliada: além dos 5 backtests, a verificação documental integral de 9 programas registrados (2002 Lula, 2002 Serra, 2006 Lula, 2014 Dilma, 2014 Aécio, 2018 Bolsonaro, 2018 Haddad, 2022 Lula, 2022 Bolsonaro) confirmou todas as direções estruturais dos dry-runs, com correções de categoria e evidência registradas em changelog — e nenhuma inversão.
1. Objetos de análise (dois, obrigatórios e separados)
1a. O texto — programa registrado no TSE. Toda classificação cita página/seção. 1b. O candidato — histórico verificável com fonte primária datada. Pesos: desafiante 50/50; incumbente ou mandato executivo recente 30/70.
[v1.1 — item 3 do changelog] Regra de separação de camadas: classificações do objeto 1a citam exclusivamente o documento registrado. Declarações do candidato e da equipe econômica pertencem ao objeto 1b e não podem sustentar classificação textual. Precedente calibrador: Aécio-2014 — três evidências do dry-run (preços Petrobras, BNDES, desonerações) estavam no discurso da campanha, não no texto; a direção sobreviveu, a evidência foi reclassificada. Corolário: o índice de especificidade é calculado só sobre o texto registrado.
[v1.1 — item 7 do changelog] Regra de exaustão textual: antes de declarar qualquer sinal “fora do texto”, ler o documento integral. Precedentes calibradores, nos dois sentidos: 2018-Bolsonaro (sinal institucional estava no texto e o dry-run não o leu); 2002-Lula (§27 do programa continha literalmente o núcleo da Carta ao Povo — a moderação estava no texto); 2006-Lula (a direção desenvolvimentista do 2º mandato estava textualizada, p. 12). Quando o registro do programa for posterior a um indicador antecedente (ex.: troca de equipe econômica), o texto é lido como primeiro documento formal da nova orientação.
2. Camada 1 — Extração estrutural (6 eixos, classificação fechada)
| Eixo | Classificações |
|---|---|
| Âncora fiscal | aperta / mantém / afrouxa / omisso |
| Abertura comercial | abre / mantém / fecha / omisso |
| Previdência & demografia | reforma / sustentabilidade arrecadatória [v1.1] / mantém / expande / omisso |
| Educação | qualidade (metas mensuráveis) / acesso-gasto com retórica de qualidade [v1.1] / acesso-gasto / omisso |
| Estado na economia | reduz / mantém / amplia / omisso |
| Instituições | dois subcampos [v1.1] — ver abaixo |
[v1.1 — subcampo institucional, item 1 do changelog, agora adotado] O eixo Instituições é lido em dois subcampos, sobre o documento inteiro (não só capítulos econômicos): (i) instituições econômicas — BC, regras fiscais, agências: fortalece / mantém / enfraquece / omisso; (ii) enquadramento do conflito político — adversário legítimo vs. inimigo a extirpar; FFAA em função constitucional vs. poder moderador/tutelar; ordem vigente a aperfeiçoar vs. refundar. Teste de simetria concluído: o subcampo capturou sinal real e distinto em oito documentos de todos os campos (tutela militar-cultural em Bolsonaro-2018; refundação constituinte em Haddad-2018; expurgo ideológico em Bolsonaro-2022; restauração constitucional em Lula-2022; conciliação em 2002; polarização eleitoral em 2006; neutralidade competitiva em Aécio-2014 e Serra-2002).
[v1.1 — categoria previdenciária, item 4 do changelog] “Sustentabilidade arrecadatória”: nomear o equilíbrio, prometer receita via emprego/formalização/fiscalização, omitir parâmetros. Fórmula transpartidária verificada em quatro textos (Aécio-2014, Haddad-2018, Lula-2022, Lula-2006 na variante-incumbente). Exibida como categoria própria, distinta de “reforma” e de “omisso”.
Regras de sinal (v1.0, inalteradas): omissão é sinal de primeira classe; custo do sinal [custoso/neutro/barato]; delta entre plataformas; índice de especificidade.
[v1.1 — refinamentos das regras de sinal]
- Item 5 do changelog: o delta entre plataformas aplica-se também ao eixo institucional — a remoção de propostas (ex.: Constituinte, mandatos no STF, entre Haddad-2018 e Lula-2022) é tão informativa quanto sua presença.
- Item 6 do changelog: o índice de especificidade conta exclusivamente compromissos futuros quantificados e datáveis; estatísticas retrospectivas de balanço são excluídas. Precedente: Bolsonaro-2022, numericamente denso e prospectivamente vago — sem a regra, o índice teria viés sistemático pró-incumbente.
- Item 2 do changelog — protocolo de delta intra-campanha: substituições de programa registradas durante a campanha exigem comparação integral versão a versão, classificação do delta em estrutural (muda eixo) vs. retórico (muda enquadramento) e leitura pelo custo do sinal. Precedentes: Haddad out/2018 (delta 100% retórico — Constituinte removida, núcleo econômico intacto) e Lula jun→ago/2022 (delta aditivo — aceno ao agro, núcleo intacto). Para 2026: baixar e versionar todos os programas no ato do registro (15/8) e a cada substituição.
3. Camada 2 — Mecanismo + precedente (inalterada)
4. Camada 3 — Cenário qualitativo a 20 anos (inalterada)
5. Teste A — Consistência aritmética (inalterada na interpretação canônica)
[v1.1 — nota operacional] Vagueza total é veredito: quando o texto não contém um único número prospectivo (Lula-2022), o Teste A registra “custo indeterminável pelo texto; o dimensionamento foi transferido para depois da eleição” — que é informação de primeira classe, não lacuna. Restrições autoimpostas (carga constante, “sem novos impostos”) entram na memória de cálculo como agravantes do gap.
6. Teste B — Executabilidade (inalterada: coalizão × restrição de realidade × dependência de PEC × patrocínio próprio do Congresso)
7. Módulo incumbente (inalterada; nota v1.1)
[v1.1] O texto de reeleição segue o padrão-incumbente verificado nas duas direções ideológicas (Lula-2006, Bolsonaro-2022): balanço retrospectivo denso, compromisso prospectivo raro. O confronto obrigatório é texto registrado × comportamento revelado datado pré-registro (ex.: omissão do teto de gastos por quem o rompeu, Bolsonaro-2022 — o silêncio fiscal mais informativo da série). Para 2026: PLOA 2027 (agosto) confrontado com o programa registrado do incumbente.
8. Salvaguardas de neutralidade (inalteradas)
9. Pipeline de aplicação 2026 (inalterada; acrescenta versionamento de programas do item 2 do changelog)
10. Registro de proveniência (atualizado)
A verificação documental exigida pela v1.0 §10 foi concluída em 26/07/2026 para 9 documentos (8 casos + Carta ao Povo), todos com texto integral e proveniência registrada nos anexos em /verificacao/. Placar consolidado: zero inversões; correções de categoria/evidência registradas caso a caso. Pendências: conferência cruzada dos espelhos de imprensa contra os PDFs oficiais do TSE (lista de download manual no relatório de sessão); Alckmin-2006.
CHANGELOG v1.0 → v1.1 (consolidado)
| # | Ajuste | Caso calibrador | Justificativa (não relacionada a 2026) |
|---|---|---|---|
| 1 | Subcampo institucional (i) econômicas / (ii) enquadramento do conflito político; leitura do documento inteiro | Bolsonaro-2018; simetria confirmada em 8 docs | Sinais institucionais aparecem como enquadramento, não como proposta |
| 2 | Protocolo de delta intra-campanha (versão a versão; estrutural vs. retórico) | Haddad out/2018; Lula ago/2022 | A substituição do texto é, ela própria, sinal |
| 3 | Separação de camadas: texto (1a) não pode citar discurso de campanha (1b) | Aécio-2014 | Contaminação de camadas infla a leitura textual |
| 4 | Categoria “sustentabilidade previdenciária arrecadatória” | Aécio-2014, Haddad-2018, Lula-2022, Lula-2006 | Fórmula transpartidária recorrente exige categoria própria |
| 5 | Delta entre plataformas estendido ao eixo institucional | Haddad-2018 → Lula-2022 | Remoção de propostas é sinal datável |
| 6 | Índice de especificidade: só compromissos prospectivos quantificados | Bolsonaro-2022 | Números retrospectivos geram viés pró-incumbente |
| 7 | Exaustão textual antes de declarar sinal “fora do texto”; texto pós-indicador lido como documento da nova orientação | 2002-Lula, 2006-Lula (e espelho 2018) | Os textos são mais informativos que a memória pública deles |
| 8 | Categoria educacional intermediária “acesso-gasto com retórica de qualidade” (formalização; criada na verificação 2014) | Dilma-2014; testada em Haddad-2018, Aécio-2014 (espelho), 2002, 2006 | A retórica de qualidade sem metas é padrão dominante e precisa de célula própria |