Presidente Lula participa do programa Sem Censura, da TV Brasil
Lula · 22/05/2026 · 124 min · Lula
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▶ 00:00:11 Meus amores, boa tarde. São 4 horas pelo horário de Brasília e quando se fala na nossa capital é impossível não pensar no meu convidado de hoje, nascido em Caetés, que na que era na época era distrito de Garenanhuns, em Pernambuco, teve uma infância muito difícil. e costuma dizer que aprendeu economia com a mãe [música] Euridice Ferreira de Melo, a dona Lindu. Aí ele foi para São Paulo em busca de mais oportunidades num roteiro que o conecta a milhões de
▶ 00:00:41 brasileiras e brasileiros. Torneiro Mecânico foi deputado da Assembleia Geral Constituinte e por três vezes eleito presidente da República Federativa do Brasil. Ai meu Deus. Quem tá aqui na nossa bancada é o presidente Luís Inácio Lula da Silva. >> [aplausos] >> Ah, muito obrigada, presidente, pela sua presença. Eu sei que o senhor deve ter uma agenda lotada, então assim, agradeço ter aberto um espaço para vir aqui. É muito importante também o nosso programa. Então, a gente agradece hoje. Vai hoje. E eu só quero pedir uma coisa.
▶ 00:01:13 O senhor vai me contar tudo, não vai? Promete >> tudo que você perguntar, >> tá legal? [risadas] E o que eu não perguntar, eles perguntam. E para me ajudar nesse bate-papo com o presidente Lula, eu conto com as participações da minha parceira querida da TV Brasil, jornalista [roncando] e âncora do Repórter Brasil tarde, Luciana Barreto. Lu, [aplausos] obrigada, Luzinha. Tem também a influenciadora que destrinche os segredos do economês e dá aquela força na educação financeira da gente, a Nati
▶ 00:01:43 Finanças. [aplausos] Nati, querida, obrigada, viu? E tem o meu querido amigo e jornalista incrível e criador de conteúdo, Muca, parceiro maravilhoso. Palmas pro Muca. Bom, gente, hoje a gente vai debater o Brasil e prestar um serviço para você que tá em casa e quer entender como as decisões tomadas lá em Brasília afetam a sua vida, o seu bolso e a sua família. A gente vai falar de economia, educação, segurança pública, saúde, emprego. Olha,
▶ 00:02:16 assunto é o que não vai faltar nesse programa. Duas horas vão ser pouco hoje. E você de casa não só pode, como deve participar no X, é só usar hashag #sem censura e também dá para mandar sua pergunta pelo WhatsApp, prefixo 21, telefone 99903 5329. Ou então aponta a câmera do seu celular aqui pro QRC que tá na tela que todos os caminhos levam aqui pra gente, tá? Presidente, mais uma vez muito obrigada por estar aqui com a gente. Uma honra.
▶ 00:02:48 Ai, >> eu que agradeço, Ca. >> Que emoção apertar essa mão. >> Essa [risadas] essa essa ideia de vir aqui no Sem Censura, >> não é? >> Sem censura de verdade. >> Totalmente sem censura. >> Não tem pergunta proibida. >> É isso. >> Essa é a ideia. Não é sem censura. É totalmente sem censura. Quando eu cheguei, >> presidente, me conta três vezes, presidente. Esse terceiro mandato tá sendo muito diferente dos outros dois. >> Esse terceiro mandato tá sendo diferente porque a política está diferente dos
▶ 00:03:18 outros dois. >> Sim. >> O mundo político, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro de 2026, não é o mundo político de 2010. Nós tínhamos naquela época uma certa civilidade na relação política. É importante lembrar que eu tinha como adversário o PSDB, >> eu tinha o Zé Serra, tinha o CB, tinha o Fernando Henrique Cardoso, tinha o Mário Covas. Hoje você tem essa loucura que é a fake news, a mentira. E as pessoas que não têm nenhuma responsabilidade com a
▶ 00:03:48 verdade, as pessoas que vivem fazendo desaforo, vivem sendo violenta. Hoje, por exemplo, a J tava me mostrando no celular dela, um cidadão na Bahia foi no supermercado fazer uma compra e não sei o que aconteceu que ele deu um tapa na cara da do da caixa que era uma negra e chamou de negra petista. Pode ser uma polícia negra petista. Eu tava no avião, passei o passei a mensagem para o governador da Bahia e pedi para ele ir lá, sabe? Porque não é possível que um
▶ 00:04:18 cidadão desse que em pleno século XX, em 2026, ele ainda não sabe que acabou a escravidão. >> Mesmo que não tivesse acabado a escravidão na cabeça dele, ele tem que tratar os outros com respeito, porque escravo também merecia respeito, >> certo? >> E esse cidadão é é um cara que não vale nada. Ele não vale nada. Se ele não é capaz de tratar uma pessoa igual a ele, um ser humano igual a ele, que a única diferença é a cor, ele não tratar com respeito, que que ele vai tratar? Qual é a educação que esse cara dá pro filho dele? Qual é a educação que ele dá na
▶ 00:04:49 relação com a esposa dele, com os empregados dele ou com aqueles que vivem com ele? Então, o mundo tá diferente. O mundo tá diferente. O mundo tá mais nervoso, tá mais irritado, tá mais polarizado. >> Não é no Brasil, mas nos Estados Unidos democratas republicanos há 20 anos atrás viviam como se fosse parceiros. Só tinha disputa na na época eleitoral. Hoje 90% do republicano não aceita aqui uma filha casa com democrata. >> Que coisa louca. >> E sabe, nós chegamos a à loucura política
▶ 00:05:19 >> e eu acho que nós temos uma preocupação de voltar, sabe? Eu eu fico sempre otário Luciano, eu fico sempre irritado porque eu não quero perder o humanismo que tem dentro do ser humano, porque nós estamos virando algoritmou. >> Estamos sendo vítima do algoritmo. Não é nós que estamos dominando os algoritmos. Eles estão nos dominando. >> Sim. >> Então isso é a preocupação que eu tenho e por isso a política mudou. Mudou. E eu sou, sabe, pela terceira vez, fico muito
▶ 00:05:50 agradecido ao povo brasileiro, porque significa que há um certo reconhecimento das coisas que nós fazemos e até das coisas que a gente não pode fazer. Esse meu terceiro mandato, issa, é infinitamente mais produtivo do que os outros dois mandatos. Eu posso te dizer que os os três primeiros anos de governo, nós tivemos 2 anos de recuperar esse país, porque todo mundo sabe que fazer uma reforma numa casa é mais difícil do que fazer uma casa nova. >> Sim.
▶ 00:06:20 >> Sabe? Às vezes, muitas vezes, é mais barato você comprar uma nova do que você tentar fazer uma reforma. E nós pegamos esse país desmontado. Pegamos esse país desmontado. Esse país não tem mais ministério da cultura, mas não tem mais ministério da mulher, ministério da igualdade racial, ministério dos direitos humanos, Ministério do Trabalho. Não tinha política. Eu dou sempre um número. Eu encontrei em 2023 o IBAM com 700 funcionários a menos do que tinha em 2010. >> É, >> esse é um exemplo. Eu encontrei 60 87.000 casas do minha casa, da minha
▶ 00:06:51 vida, ainda do tempo da Dilma paralisada. Eu encontrei 6.000 obras entre creche, coisa, obra de hospital, eh, UBS, UPA, 6.000 paralisada. Então, nós tínhamos que refazer tudo isso. Eu digo que é mais difícil porque tem que fazer nova licitação, novos preços para começar a fazer. E depois nós começamos a entregar. E eu posso te dizer, você pode perguntar aqui, nós estamos entregando nesses 3 anos e 4 meses o dobro ou tripo de qualquer outro governo
▶ 00:07:22 já entregou nesse país. >> Presidente, o senhor citou aí mudanças na política eh não só no Brasil, mas no mundo ao longo dos últimos 20 anos, desde o seu primeiro mandato. Uma mudança que a gente percebe muito claramente quando analisa os índices é na área da segurança pública. Porque se antes grandes cidades lideravam os rankings de criminalidade e violência, hoje esse cenário mudou, segundo os especialistas. Isso se deve ao fato de facções criminosas estarem atuando também em cidades médias e até mesmo em cidades menores. A Constituição Federal de 1988 estabelece que são os governos dos estados os responsáveis por garantir
▶ 00:07:53 a segurança pública pra população. O que que deu errado, presidente? >> Eu vou dizer o que que deu errado. Eu fui constituinte, aliás, eu e o fomos constituinte em 88. E por que que a gente tirou tudo do governo federal e passou pros estados? Porque durante o regime militar era sempre um general que mandava na segurança pública dos estados. Então a gente não queria mais que os militares tivessem qualquer ingerência na segurança dos estados. A gente passou a dar todos o poder para o governo do estado.
▶ 00:08:24 >> Foi um erro? Possivelmente foi porque a gente não definiu na Constituição de 88 qual o papel do governo federal na segurança pública. E agora nós queremos definir, eu tô com um projeto, eu tô com uma PEC, sabe? no Congresso Nacional. Se essa PEC for aprovada no Senado, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública. Nós já criamos, aprovamos o projeto de lei contra as facções, apresentamos agora a lei contra o crime organizado. Nós vamos entrar para valer,
▶ 00:08:55 porque eu não posso aceitar a ideia. Eu não posso aceitar a ideia que os bandidos dominam o território. O território em qualquer cidade, em qualquer estado, é do povo brasileiro. E ele tem que voltar a ocupar o seu território e o bandido tem que ser punido e tem que ir pra cadeia. Agora, as coisas nunca funcionou, porque eu não sei se você sabe, Muca, o primeiro presídio federal de alta segurança fui eu que fiz. >> Sim. >> É >> o primeiro. Depois eu fiz mais quatro. Agora nós vamos transformar 138
▶ 00:09:26 presídios. aonde está praticamente quase que 80% do chamado crime organizado das facções, nós vamos fazer 138 presídios de segurança máxima. Vamos financiar com os governadores tudo o que for necessário para que a gente proíba que a cadeia, ao invés de ser uma punição, é um escritório para eles fomentar o crime no Brasil e no mundo. >> Sim. >> Então a coisa vai funcionar. Eu estou aguardando o Senado. Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente ao Columbre. coloque para voltar a PEC
▶ 00:09:58 da segurança que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança desse país. >> Presidente, a nossa equipe foi às ruas pro público mandar perguntas pro senhor, porque é um programa que a gente faz pro público, mas o público também participa porque é para ele, ele caprichou nas perguntas. Se prepare. Olha a primeira. Boa tarde, Ca. Boa tarde, presidente. Eu queria saber se tem alguma estrutura eu possa ajudar o governo do estado, o município do estado em relação à nossa
▶ 00:10:29 segurança. Você não tem mais condições de mandar uma criança brincar no portão, na padaria, na quitanda, porque tô no celular, entram dentro daquelas das pessoas. Quer dizer, tá um perigo constante. >> É segurança grande preocupação. Eu eu vou dizer para essa senhora o seguinte. Adélia, Adélia. >> Adélia, efetivamente o povo tem razão de ter a desconfiança e de estar amedrontado, porque a maior maioria da verdade é que os estados, por mais que tem esforço, não dão conta de combater a
▶ 00:11:00 criminalidade. Ora porque não leva muito a sério. Ora porque muitas vezes os governadores se queixam que um bandido é preso, sabe, pela polícia militar. Ele vai entregue na polícia, com dois dias ele é solto, sabe? Tem tem lugar que o preso escolhe até a cadeia que quer ficar porque o advogado consegue uma petição na justiça. Então nós estamos mexendo, sabe, também no poder judiciário. É importante que a gente discuta efetivamente, sabe, o envolvimento do poder judiciário, do poder legislativo, do executivo, porque
▶ 00:11:30 o problema da segurança pública é uma coisa sagrada para o povo brasileiro. Ele não quer ser vítima de bala perdida. Ele não quer que alguém morra porque alguém achou que ele é alguma bandida ou não. A polícia não pode matar antes de conversar. A polícia tem que investigar. A polícia não pode atirar para depois perguntar. Então, obviamente que eu sei que o policial também não ganha o salário que deveria ganhar. E eu sei que muitas vezes ele não é preparado como deveria ser. Eu sei que muitas vezes ele vai pra rua com medo. Eu vi uma vez uma reportagem que aqui no Rio de Janeiro os policiais não saíam de casa com a farda
▶ 00:12:01 com medo de ser reconhecido. Ele trazia, sabe? Não é possível. Não é possível o policial que é um garante de segurança para a sociedade, primeiro, a sociedade não gostar muito de policial, segundo, ele não poder sair para trabalhar fardado até com motivo de orgulho pra processão dele. Então eu vou repetir aqui, nós estamos assumindo a responsabilidade de cuidar disso. A luta como crime grandado vai envolver 11 bilhões de reais, 1 bilhão de investimento do do governo federal e 10
▶ 00:12:32 bilhões de financiamento para os estados e para a prefeitura para que a gente possa dotar todo mundo de os instrumentos necessários para combater a violência. E aí a PEC da figurança vai me permitir criar para reforçar a Polícia Federal, reforçar a a polícia rodoviária federal, criar uma guarda nacional de verdade para atuar para não precisar ficar fazendo GLO quando tem um problema qualquer. Não, nós temos que ter uma política profissionalizada com inteligência pra gente tomar conta da
▶ 00:13:02 bandidagem. Afinal de contas, o território é é do povo e o bandido tem que ir pra cadeia. É isso, mamãe. Uma mãe. E e também uma coisa que nós estamos pensando, c muito séria, já fizemos mais de 15 milhão. Eio, nós precisamos colocar as crianças em escola de tempo integral, porque a escola de tempo integral é uma segurança pra mãe e pro pai sair para trabalhar de manhã, sabendo que o seu filho vai ficar, sabe, das 8 horas até 5 horas da tarde, ou seja hora numa escola sendo cuidada por professores, aprendendo muita coisa. Nós
▶ 00:13:33 já temos muitas escolas. Nós acabamos de fazer um convênio com com prefeitos e com governadores para alfabetizar as crianças até o segundo grau, porque nós temos tinha quase que 60% das crianças analfabetas no segundo ano de escola. Nós fizemos um pacto. Este ano a gente saiu de 36% de crianças alfabetizadas para 66. E nós queremos chegar até 2030 a 80% das crianças da fopetizad na idade certa. Ai Deus. >> Então as coisas vão acontecer.
▶ 00:14:03 >> As coisas vão acontecer porque precisa acontecer. O povo é muito sofrido. Ele já sofre muito. Ele não pode continuar sendo vítima de um cara que pega um revólver e acha que é dono da vila, é dono do bairro, é dono de quem entrega gás, é dono de quem sabe, não é possível. E a verdade é essa. Nós queremos unir forças a governadores de estado que não, alguns governadores não querem que a gente aprova PEC porque não querem que a gente se meta. Porque embora todo mundo reclama da polícia, a polícia é um pedaço de poder que nem o governador
▶ 00:14:34 quer abrir mão. >> E aqui no Rio de Janeiro vocês têm muita experiência disso. >> Sabe do que eu tô falando? Portanto, Cisa, a questão da segurança, dona Adélia, vai ser uma coisa sagrada para nós. Eu quero que você possa levar o seu neto na escola e saber que ele não vai ser ademistado por ninguém, que vai voltar para casa íntegro, inteiro e bonito, como você espera referender. >> E eu gostei muito que essa PEC tem quatro frentes, né? E uma das frentes é enfraquecer financeiramente as facções criminosas, né?
▶ 00:15:04 A primeira dela, a primeira dela é acabar com o poderio econômico da facção criminosa. >> Porque hoje a facção criminosa é uma indústria multinacional. Eles da cadeia comandam muita coisa de fora. Ele já tem gente, tanto tanto o crime organizado como as facções, ele já tem gente no poder judiciário, gente na política, gente no futebol, gente em tudo quant é lugar. Então, ou a gente quebra eles economicamente, >> sabe? A gente quebra economicamente,
▶ 00:15:35 depois a gente tem que melhorar as prisões. Por isso que nós vamos fazer 138 prisões nos estados. Vamos reformular para aquela de segurança máxima. Vamos ter uma política muito forte de combate ao tráfico de armas e à venda de armas. Fundamental. Fundamental. >> Foi uma das coisas que eu conversei foi uma das coisas que eu conversei com Trump. Você quer combater o crime localizado, Trump? Nós queremos também. Você quer combater o narcotraficante? Nós também queremos. Agora é o seguinte, é importante você saber que você tem um estado nos Estados Unidos que é dela que
▶ 00:16:06 faz lavagem de dinheiro de bandido brasileiro. Você sabe as as armas que a polícia federal brasileira prende, quase toda vem dos Estados Unidos. >> Então não é só olhar, disse para ele, entreguei para ele um documento, >> porque tudo que eu converso com Trump, eu entrego um documento. >> Pois é, presidente. >> Não é porque dizem que as pessoas quando tem 80 anos tem facilidade de esquecer. [risadas] Tem esquecer. Eu aprendi aos 80 anos que eu fiquei nunca tenha medo de contar a mesma piada para outra pessoa de 80 anos, porque [risadas] a pessoa vai falar: "Você tá repetindo". Mas ele já
▶ 00:16:37 esqueceu. Então eu faço questão. Eu faço questão. Eu agora levei quatro, levei quatro documentos. Portanto, trop é o seguinte, eu não só tô falando que eu vou entregar um documento. Eu espero que você leia a noite e não deixa a sua burocrata tomar da sua mão o documento, porque eu sou presidente, eu sei como é que funciona. Às vezes a gente recebe um documento, vê alguém, toma da mão da gente, a gente nunca mais v aquele documento. Eu tenho mais experiência que ele. Ele só tem 4 anos de mandata, eu tenho 12, [risadas] sabe? Eu tenho uma
▶ 00:17:07 pergunta sobre isso, presidente, porque eh a os Estados Unidos eles eh no final do ano passado trataram um documento chamado eh estratégia de segurança nacional e viraram os olhos deles para América Latina e Caribe de novo. E aí a gente viu muito as interferências do presidente Donald Trump eh Colômbia, México, Cuba, agora Venezuela, que é um caso ainda mais sensível. E quando o senhor foi paraa sua reunião
▶ 00:17:38 com o presidente Donald Trump, parte da imprensa se preparou porque o presidente Donald Trump e ali tinha aquela ameaça de transformar as organizações criminosas do mundo inteiro, inclusive que acho que as do Brasil como narcoterroristas. Isso seria um problema pra nossa soberania. Pois é, falhamos, o senhor ganhou e não foi nada declarado isso, mas como foi esse convencimento com o presidente Donald? Há um, há há um problema, Luciana, que nós vamos aprender lidar com os americanos.
▶ 00:18:08 Mesmo que fosse o Biden, mesmo que fosse o Clinton, mesmo que fosse Obama, os americanos eles têm uma certa mania de primeiro transformar os adversários deles em inimigos. Então, a cara da América Latina para os americanos é droga e tráfico. Droga e tráfico. Droga aqui, cocaína, maconha, tudo é aqui. Quando na verdade ele deveria se preocupar um pouco com os consumidores também a gente combate, sabe? Ele também combate os consumidor,
▶ 00:18:38 porque muitas vezes o consumidor paga o que tiver para ter uma droga. Então, é preciso que haja uma coisa compartilhada. Eles eles dão a nossa cara como latino-americano, como traficante de droga e cocaína, os árv como terrorista, os russos é tudo mal feito, tudo mal encarado e eles são os bonitos. Não, nós não somos assim. Eu falei para ele, nós não somos assim, sabe? O Brasil quer ser tratado com respeito. Nós temos uma relação diplomática de 2011 anos. >> É, >> nós tratamos vocês com respeito e você
▶ 00:19:09 nos trata com respeito. Não adianta, eu falei pro Trump, não adianta você ficar dizendo que tem navio de guerra, que tem avião de guerra. Eu não quero fazer guerra com você. Eu sei do meu tamanho. A minha guerra com você é na narrativa. Eu quero provar que você tá errado. Eu quero provar que eu tô certo. >> Maravilha. >> É assim que eu vou provar de fazer esse debate. >> E aí a gente vai conversando. Quando eu entrei, quando eu encontrei com o Trump na Malásia, ah, ele chamou a imprensa toda, coisa que eu não quero. Ou seja, só pode ter imprensa depois que a gente conversar. Porque a imprensa eu ficava preocupado que ele quisesse fazer o
▶ 00:19:40 mesmo que ele fez com o presidente Ramapondosa da África do Sul >> ou com o da Ucrânia. >> Da Ucrânia. Então eu quando eu fui encontrar com ele, ele chamou a empresa, falei: "Tr, não tem que conversar com a empresa agora. Primeiro vamos conversar, depois que a gente conversar, vamos falar com a empresa. Ele concordou. Agora lá também ele queria chamar a imprensa no salão oval antes da gente conversar. Falei: "Não, para quê? Primeiro vamos conversar. Eu tenho assunto os interesses do Estado brasileiro para conversar com você que tem assunto de interesse do estado americano. Vamos tirar nossas diferenças, depois a gente dá entrevista". >> Sim.
▶ 00:20:10 >> Aí uma coisa que era para 1 hora 15 ficou 3 horas. Depois ele falou lá, não vamos dar entrevista não. [risadas] O seguinte, porque eu eu falei pro Trump uma coisa assim, é uma conversa de dois homens de 80 anos. Não tem brincadeira nisso, >> não tem pegadinha. >> Falei Trump, eu tenho 80 anos de idade, você vai fazer 80 anos dia 14 de junho. A gente precisa passar pro mundo a responsabilidade de dois estados democráticos da América Latina, da América do Norte. Tá, nós somos as duas maiores democracias do nosso do nosso lado.
▶ 00:20:41 Então, temos que mostrar seriedade, passar para as pessoas tranquilidade. E eu acho que ele concordou porque ele ele ele ele ele me trata com muito respeito. >> Eu trato com ele com muito respeito. Eu tava vendo com ele as fotografias do presidente, ele me mostrando as fotografias do presidente. Quando chegou no Biden não tinha fotografia do Biden. Tá escrito lá embaixo, o maior preguiçoso dos Estados Unidos, maior corrupto. Quando loucura aí e ele com a cara feia, falei você não dá risada,
▶ 00:21:13 você fica melhor rindo, rapaz. De um sorriso para que essa caracuda. É porque os eleitor gostam. Eu gostava na eleição, mas agora não gosta mais. Sorria, Então vamos tirar fotografia ainda. Aí tiramos [risadas] a fotografia. >> Ainda deu um toque no trampo. >> Deu um toque no trampo. Presidente, >> deixa eu aconteça. É o seguinte. Eu eu aprendi aprendi dentro da luta sindical. A primeira reunião que eu fui com a FIESP negociar nos anos 79, a primeira coisa que fizeram é colocar uma cadeira alta pros empresários, uma cadeira baixa para mim. Eu me senti como se fosse um
▶ 00:21:46 velinguém. Então eu aprendi desde muito cedo que eu quero ser tratado de igualdade de condições. Eu não sou melhor do que ninguém, mas também não sou pior do que ninguém. Eu quero apenas ser igual nas discussões, sabe? E assim a gente vai conquistando o respeito, sabe, que o Brasil nunca teve, porque o Brasil sempre teve complexo de vira lata. >> Sim. >> Se tem um país que tem complexo de viralata é o Brasil. E eu aprendi com a dona Lindu, analfabeta. Meu filho não baixa a cabeça nunca. Se você baixar a
▶ 00:22:16 cabeça, eles colocam uma cangaia e você nunca mais consegue levantar a cabeça. >> E foi assim que eu faço política. E posso te dizer que hoje o Brasil vive o melhor momento de respeitabilidade que o país já teve em qualquer qualquer esfera do mundo. >> É, é verdade. >> Sabe, eu sou amigo do Fijipinga, eu sou amigo do eu sou amigo do Macron, eu sou amigo do primeiro ministro de inglês, eu sou amigo da da do primeiro ministro da da o primeiro ministro da Alemanha ganhou as eleições. Aí ele é inimigo do Lula, ele não se das contas, vamos lá me convidou pra feira de Ranov. Falei: "Eu vou na feira de Hanov, mas eu
▶ 00:22:47 quero fazer um desafio para você. Eu quero medir qual é o combustível melhor, se é o brasileiro ou o seu. [risadas] Por que que eu fiz isso? >> Porque eles eles os europeus eles têm um mix tecnológico que eles colocam todo ano alguma peça nova no motor para evitar a emissão de gás efeito estufa. Cada vez que eles criam o mix tecnológico, ou seja, que ele fala agora vai ser o Euro7, o euro9, Euro10, o caminhão aumenta aqui no Brasil 15%. Eu falei, não precisa aumentar porque o nosso combustível é melhor do que o de vocês. Desafiei a Mercedes-Benz e
▶ 00:23:19 desafiei o primeiro e fui para Hannover, a maior feira industrial do mundo. Fui lá, os caminhões andaram 100 km com óleo brasileiro, olho dele. O nosso combustível é 67% menos emissor de CO2 que o deles. >> Olha, >> presidente, eu quero puxar esse assunto do combustível. >> N, vai lá, Nati. Porque eu trabalho com educação financeira para o povo. E falando sobre o combustível, o governo lançou várias medidas relacionadas para abaixar, mas o preço da bomba do combustível continua alto. O senhor tem
▶ 00:23:51 a expectativa desses preços abaixarem? >> Eu tenho, eu tenho não, eu brigo todo santo dia para eles abaixarem. Eu toda semana me reúno com a Magda, me reúno com o Daril, me reúno com o o Bruno [limpando a garganta] Moreto, que é unito planejamento com a Miram Biocal, pra gente discutir, para não deixar que o desserviço da guerra do Irã traga problema para o comprador de feijão no Brasil. >> O senhor sabe quando esses preços vão abaixar? Pela sua expectativa? >> Não, veja, primeiro nós temos que nós
▶ 00:24:21 temos que ser duro na fiscalização. >> Uhum. >> Veja o que que nós fizemos, Otávio. O que que nós fizemos? Nós na semana que começou a guerra, que o preço aumentou o preço do brand, a gente chamou, sabe, uma reunião e discutimos o seguinte: nós vamos cobrar o imposto da exportação de petróleo, que cresceu muito e as empresas estão ganhando muito dinheiro com a exportação do petróleo subindo. E esse imposto nós vamos utilizar para evitar que o preço suba pro caminhoneiro, pro taxista, pro motorista
▶ 00:24:51 comum. E tomamos a medida. Depois resolvemos conversar com os governadores e nós subsidiamos 50% do ICMS do combustível para os governadores e eles a outra metade para evitar. Mesmo assim, mesmo assim tem distribuidora que não respeitou. >> Hum. >> Porque se ele não tivesse privatizado a BR, a gente teria como controlar, porque nós temos destromedora. Mas ele privatizaram a BR. Esse foi o desserviço que eles fizeram ao Brasil dizendo que ia melhorar. O que que melhorou? A privatação da BR.
▶ 00:25:22 >> [limpando a garganta] >> O que melhorou? Nada. Ou seja, que o governo não tem controle hoje. Aí você fica dependendo da agência, tá? E a agência ainda tem jeito com mandato do tempo do Bolsonaro. >> Hum. >> As agências que eram uma coisa reguladora, deixou de ser reguladora e ficou quase que representante de empresários. É, é uma coisa maluco que aconteceu nesse país. >> Então, veja, nós estamos preocupados. Posso te garantir, tá? que toda semana eu faço uma reunião. Nós não temos por
▶ 00:25:52 aumentar o preço. O que nós temos é que colocar a política federal, agência nacional de petróleo na rua para fiscalizar e multar ou prender quem tá aumentando sem necessidade de Deus. Ah, mas aí nós temos que que aumentar por causa dos importadores. Olha, quem foi que criou os importadores? Foram vocês. Foram vocês que a gente não precisa importar gasolina. Nós não precisamos importar gasolina. Nós importamos 30% do do do óleo dívil, mas mesmo com a mistura do biodísel a gente precisa
▶ 00:26:22 importa menos. Nós nós temos uma outra briga, querido, que é o seguinte, o biodiesel, que é uma válvula de escape, nossa, tá caro. E agora estamos conversando com os empresários por que o biodíd tá tão caro. Às vezes a Magda me diz que tá procurando, não encontra nem por R$ 6, então tem que baratear também para que a mistura compense e a mistura do compense. Eu posso te dizer, tá o seguinte, o Brasil é hoje o país que o povo menos sofre o aumento do combustível, embora tem alguns malandos
▶ 00:26:53 que aumentaram e nós estamos atrás deles. >> Presidente, e eu queria mudar um pouco de assunto, mas acho que ainda tá nesse pack dos grandes problemas ou das grandes preocupações, né? Eu e a Nat, a gente tem uma atuação em comum na internet, nós somos influenciadores também. E quando se fala de internet, a gente fala da segurança nesse ambiente digital, sobretudo quando a gente pensa na realidade de [limpando a garganta] crianças e adolescentes que t acesso hoje em dia já a celulares, a tablets, computadores e estão navegando na internet. O senhor é avô. Qual é a sua
▶ 00:27:23 maior preocupação quando o senhor vê uma criança com o celular na mão? Olha, veja, eu eu primeiro eu acho que nós precisamos nos reeducar, não é só proibir, é nos reeducar para que a gente saiba qual é o momento de você dar os telefone na mão das crianças. Eu tenho alertado o seguinte, uma criança de 3, 4 anos de idade, quando ela tá chorando, a mãe não precisa dar um tapete pra criança, um celular, é melhor dar um abraço, melhor pegar no colo, é melhor fazer alguma coisa, porque senão você
▶ 00:27:53 coloca a pessoa muito cedo a depender de uma coisa que ela não tem controle. >> Exatamente. >> Quando nós proibimos o telefone na escola no ensino fundamental, muita gente achou que ia ser ruim e não. E foi bom. A molecada voltou a jogar bola. É. cara voltou a conversar. Nós agora criamos o ECA digital, ou seja, para quê? Nós queremos que proteger meninas e meninos desse país. Nós queremos falar mais sobreca digital. Fala mais sobreca digital. >> Veja, é porque é porque nós fizemos nós
▶ 00:28:24 fizemos é o projeto mais sério do mundo. >> É, >> é o mais sério do mundo. Obviamente que as plataformas não gostam do nosso projeto, mas nós temos que brigar com alguém. Eu tenho que proteger as crianças. Eu tenho que proteger os adolescentes, sabe? Hoje tem tem hoje tem estupro coletivo incentivado pela internet e as plataforma tem que ter responsabilidade, tem violência contra criança, >> contra si própria, automilação, >> sabe? Tem gente, tem gente fazendo curso de como matar uma mulher e não ser
▶ 00:28:54 punido, sabe? Então, se a gente não é duro, se o governo não joga pesado nisso, a gente vai fazer esse país ser um país, sabe, de aonde predomina o o canibalismo, >> sabe? O canibalismo vai, então nós não queremos isso. Às vezes é ruim é ruim, mas não temos o que fazer, ou temos que ser duro para proteger, sabe? Eu sou um cara ou eu eu tenho eu tenho um um um verdadeiro paixão pelo humanismo. Eu eu sou um homem que acho que o amor, o
▶ 00:29:25 coração, a fraternidade, as coisas tem que estar em primeiro lugar. Tudo que a gente fizer, a gente tem que acreditar que tá fazendo pro bem. Então nós precisamos proteger nossas crianças, proteger. Eu eu às vezes eu critico a internet, a J me chama atenção, não critico a internet. Eu obviamente que eu sei, eu sei da importância da internet pra humanidade, eu sei da importância pra ciência, se dá importância pra saúde, você dá importância, sabe, para emprego, você dá importância pr as pessoas ganhar dinheiro. Não vou nem perguntar quanto é que influência como você ganha,
▶ 00:29:56 [risadas] porque você >> ganho bem, ganhina [risadas] do preço baixo, então >> mas sabe o que que me preocupa? Me preocupa é a falta >> de controle. Eu não quero censurar, eu quero o seguinte, não é proibido você falar na rede digital aquilo que no real é crime. Se no real é crime, digital tem que ser crime. >> Eu não posso permitir que alguém que ofender a FIFA na rua, ele vai ser
▶ 00:30:27 punido. E na rede digital o Caná possa ofendê-la. Exato. >> Ele tem que ser punido. Não dá pra gente brincar com isso. O cara que conta uma mentira, sabendo que é mentira, ele tem que ser punido. El sabe que o cara pode causar um roubo na economia contando uma mentira sobre o sistema financeiro. >> Exatamente. >> Um cara pode inventar que um banco vai quebrar, retira os seus dinheiros logo, vai uma corrida pro banco, quebra o banco. Isso tem que ser crime. E tem muitos bandidos, gente. Tem muito mau caráter. Tem gente que quer
▶ 00:30:58 ganadeiro até com o enterro da mãe. Então nós precisamos ser muito duro nisso. Obviamente que nós temos um congresso que nem sempre sabe é 100% favorável, mas nós temos conseguido aprovar muitas coisas no Congresso. Além da verdade a gente tem conseguido aprovar muitas coisas no Congresso. Eu também sou grato >> porque precisa muita conversa. Mas esse mundo digital que é uma uma coisa que não tem mais volta no mundo, >> você não pode achar normal um presidente da importância dos Estados Unidos querer
▶ 00:31:28 governar o mundo por pro por por Twitter. >> É, pois éura [risadas] essa. >> Você sabe qual foi a você sabe como é que eu recebi a notícia da taxação dos produtos brasileiros pelo Twitter? Não >> acredito. >> Olha, eu sou do tempo em que o presidente a fazer uma coisa dessa, liga pro outro chefe de estado e discute. É. Então eu não não fiz um tweet, eu fiz uma carta para ele mostrando que o tweet dele tava mentiroso, que ele não era deficitário com o Brasil. Em 15 anos, os americanos tiveram 410 bilhões de dólares superavit
▶ 00:32:01 >> nesse último ano foi 17 bilhões. Que déficit que é esse? >> Então quando a gente discute com seriedade a gente consegue. Eu fico preocupado. Eu fico preocupado com as mentiras. Agora nós vamos ter eleição, a inteligência artificial. Eu fui agora visitar o Hospital do Coração em Barreto, Hospital do Amor em Barreto. >> Eu vi o milagre da da medicina robótica. Eu mesmo peguei um robô, sabe, chinês e fiquei tentando fazer operação de uma pessoa da Bahia. Você faz costura no
▶ 00:32:32 ponto, você corta, sabe? >> É uma coisa maravilhosa >> de Barretos na Bahia. >> Na Bahia. Você pode fazer de qualquer país do mundo no Brasil. >> Sim. É uma coisa extraordinária. É, é uma coisa que eu espero que um dia possa chegar todo o povo brasileiro. Mas então fico imaginando se uma coisa boa dessa, sabe, que é inteligência artificial e tantas outras coisas, mas na eleição >> mesmo, >> é normal ter inteligência artificial no eleição. Você não tá comprando objeto, você tá escolhendo uma pessoa que vai governar o
▶ 00:33:03 Brasil no próximo 4 anos. >> Sim. >> Então você pode comprar uma mentira >> e depois como é que você conserta? vai esperar 4 anos. Então eu falei pro ministro, olha, acho que tá na hora da gente pensar que a inteligência artificial vale para muita coisa, mas ela não pode valer na disputa eleitorais para escolher um prefeito, um governador, um deputado. Não pode. E agora as bancadas aprovaram uma coisa que vai fomentar o uso de de robô na eleição. Eu certamente vetarei. Primeiro
▶ 00:33:33 vou trabalhar pro Senado não aprovar e depois eu vetarei. Porque se a gente não tratar as coisas com seriedade, a gente tem uma geração que a gente não tem controle dela. >> E o que é bom na sociedade é o sistema de organização que a democracia conseguiu criar no mundo. Você tem direito e tem deveres, né? O teu direito termina quando tu começa o direito do outro, sabe? Tem que ser uma lógica na organização da sociedade. >> E se a gente não cuidar disso, quem vai cuidar? Então eu eu eu tenho
▶ 00:34:04 preocupação. Essa questão digital para mim, essas plataformas tem tanta loucura. Essas bet, >> você poderia me dar uma aula que eu sei que você vamos conversar sobre Bet vocês começarem, n? Vamos falar já desenrol. Não, não. Claro, claro. Mas [risadas] mas o povo quer falar com o senhor da rua. Vamos lá. Vamos lá, por favor. >> Boa tarde, Cissa. Boa tarde, presidente Lula. Eu sou flamenguista. Eu sei que o senhor é corintiano. Gostaria de saber do senhor, presidente, se você acha que
▶ 00:34:35 o futebol continua eh unindo o nosso povo. E outra coisa, quais são as expectativas para essa Copa do Mundo aí pra final? Será que a gente ganha? [risadas] >> Quer saber da final? Ele tá acreditando você. Olha, deixa, deixa eu te falar uma coisa. >> Adorei, adorei. >> Deixa eu te falar uma coisa. Ah, lamentavelmente a gente não tá numa fase da produção dos tantos gênos de futebol como a gente já teve >> na seleção de 70, a seleção de 58, a seleção de 2002, a seleção de 94 foi
▶ 00:35:08 campeão do mundo, mas a gente precisa se lembrar que ela quase não se classifica, >> porque o Romário tava vetado >> e pra gente se classificar foi obrigado a trazer o Romário de volta, colocar o Romário para jogar. E o Romário que é um gênio, eu não conheço nenhum centraavante mais gênio que o Romário. Com toda irreverência dele, eu gosto muito do Romário, não quero saber que partido que ele tá, eu gosto dele pela irreverência dele [risadas] e gosto dele como jogador do futebol que ele foi. Então a gente tinha o Romário
▶ 00:35:39 salvou o Brasil, nós fomos para lá numa seleção com pouca esperança e fomos campeão do mundo. >> Sim. A seleção pode ser campeão do mundo. Pode ser campeão do mundo. O problema é que a gente não tem nem mais um ídolo. Mas se o nosso técnico, o Ancelote conseguir imprimir seriedade, respeito, sabe, a gente pode ser campeão do mundo, porque a gente não tá essa brastemp nenhuma, [risadas] mas também os outros não tão. O que me preocupa é a França. O que me preocupa é a França, sabe? Ah, que tem menos jogador
▶ 00:36:09 estrangeiro do que os ingleses. Você pega um time de futebol inglês, tem de 11 titular, tem nove estrangeiros. Aqui no Brasil também. Pega o Flamengo, pega o Palmeiras, pega o Corinthians, pega o Botafogo. Todos tem oito ou nove jogadores estrangeiro, exceto >> tá todo mundo prejudicado agora. [risadas] Então, presidente, tá todo mundo prejudicado, foi todo mundo pra Copa? >> Não. E o que o que o que é mais grave é o seguinte: os europeus compram os melhores de cada país. >> A gente compra o segundo melhor, a Série B compra o terceiro melhor. Ou seja, [risadas] então vai fechando o espaço por nossos
▶ 00:36:39 meninos. Mas que nós temos jogador bom tem, mas a gente pode ser campeão do mundo. Agora o Lancelotas para tomar cuidado, >> porque essa molecada tem que saber o seguinte, eles estão jogando em nome de um país que tem 215 milhões de habitantes e essa meninada tem que lembrar sempre o que eles eram antes de ficar famoso. >> O rapaz perguntou também, Cissa se o senhor acha que o futebol pode voltar a unir os brasileiros. O futebol sempre, eu acho que a seleção brasileira tem que unir os brasileiros.
▶ 00:37:10 Eu eu não fico preocupado que um um diretista vista a camisa do Brasil. Eu vesti a camisa do Brasil no jogo, porque eu sou brasileiro, torço antes deles. >> Claro, >> ele nem era nascido. Eu agora tava torcendo quando a gente perdeu da Suíça em 54. Pô, [risadas] >> então não vou abrir mão disso. Eu sei da derrota que nós sofremos em 1966, quando machucaram o Pelé e o EB virou aquela bomba de jogador que virou. Eu sei, mas a camisa brasileira não é dele, é nossa. Nós temos que vestir a camisa brasileira. Presidente, esse esse menino
▶ 00:37:40 que tava ali é um menino muito jovem, né? E agora a gente pode inclusive falar que tem gente que vai fazer, vai ter o primeiro voto agora tem 16, tinha oito em 2018, né? E foi uma época muito difícil. Os últimos anos têm sido muito difíceis, né? As famílias se separaram, brigaram e muita gente que era criança nessa época, ela não gosta mais de política. fala: "Meu Deus, política não é bom porque separa todo mundo, todo mundo brigou, as pessoas não têm adversário, t inimigos. Como fazer essa
▶ 00:38:10 juventude voltar a entender política, porque sem entender a política e sem gostar da política, a gente >> não forma, >> a gente não forma uma um um congresso bom, um congresso bom." Então, eu acho, Luciana, que eh o futebol pode voltar a unir as pessoas, sabe? O que você não pode permitir é que um vascaíno goste de um flamenguista. >> É isso. Eu concordo >> gost, mas as pessoas, [risadas] >> eu sou vascaína, J é flamenguista e a
▶ 00:38:42 gente se dá muito bem, sabe? Eh, um palmeirense e um corintiano, um cruzeirense e um Atlético. A gente sempre viveu e pro estádio, era metade para cada time. Eu cansei de ver jogo de futebol com a torcida de outros times. Agora você separou. O Maracanã é só da quando do Flamengo é só doida do Flamengo. Quando é o Vasco é só do Vasco. Quando é o Fluminense. Nós fomos perdendo uma coisa sagrada que é a convivência democrática na diversidade. >> Exatamente.
▶ 00:39:12 >> É verdade. >> Na hora que você separa, você acha que você resolveu o problema? Não. Você resolveu o problema dentro do campo, mas na sociedade você não resolveu. >> É. >> Então eu acho que o futebol pode botar e a seleção brasileira é motivo de unir o Brasil. Mesmo quando ela perde, a gente chora junto. Quando ela ganha a gente festeja junto. >> Olha, até porque tudo é politizado, né, presidente? >> Deixa perguntar. Política ninguém nunca gostou de política, querida. O povo não gosta de política. O povo é ser, sabe, educado para gostar. E a responsabilidade é dos políticos. O
▶ 00:39:42 que que você acha que o povo vai gostar de política se você tem 80% de mentira na televisão, denúncia de corrupção e muitas denúncias? ver nem aprovado. Eu não vou entrar no meu caso, mas a Lava Jato foi a grande mentira do século XX nesse país. E os meios de comunicação fomentaram dois monstros chamado Moro e chamado Delol e que depois não provaram nada, >> quebraram muitas empresas porque quando a empresa pratica ato de corrupção, você
▶ 00:40:13 prende o dono da empresa e deixa a empresa gerando emprego. Mas aqui o objetivo era quebrar as empresas a serviço de quem? 4 milhões de empregos foram desmontado com todo aquele episódio de Lava-Jato. A serviço de quem? Então eu não vi ninguém pedir desculpa. Ninguém pede desculpa nesse país. Sabe, o meio de comunicação poderia demoraram 50 anos para reconhecer, pedir desculpa no regime militar. >> Sim. E agora responderam mais 50 para pedir desculpa o que fizeram com com com o monstro da Lava-Jato. A mentira
▶ 00:40:45 deslavada que foi montada de gente que tinha desejo de assumir o poder nesse país. >> Tá se candidatando a >> Então a política ela vai depender dos políticos, tá? Vai depender dos políticos. Então, se os políticos forem dignos, fiz der as coisas corretas, passar as coisas corretas paraa sociedade e trabalhar em benefício da sociedade, ela pode gostar de política. O que que eu tenho dito paraa juventude? Eu faço muito encontro com o jovem, com estudante. Eu digo o seguinte: "Olha, você precisa gostar de política, porque
▶ 00:41:17 o dia que você achar que não tem mais político honesto no mundo, que ninguém presta, ainda assim você tem que gostar de política e você tem que entrar na política, porque você entrando na política, você quem sabe é o político honesto que você deseja que o Brasil tenha. [limpando a garganta] >> Sim. >> Mas se você fica de fora só criticando, você não vai consertar. Claro. >> Então é importante que os partidos aprendam a lição. Os partidos aprendam uma lição. Eu, por exemplo, tô muito chateado com a organização política do país. Eu era favorável a fundo
▶ 00:41:47 partidário, era favorável a a a fundo eleitoral. Hoje eu sou contra porque levou a promiscuidade da política. >> Presidente, >> o PT não gosta que eu falo isso não, viu? Se tiver petista me ouvindo agora. >> [risadas] >> E tem bastante, mas é que levou, é que levou a promiscuidade. Levou a promiscuidade. >> Sabe, um deputado hoje ele tem 50, 60 milhões de emenda por ano. >> É, >> sabe? >> É >> o fundo partidário, sabe? E sabe, para ajudar as pessoas a se eleger. Ou seja,
▶ 00:42:17 eu acho que quem tem que ajudar as pessoas a eleger é o partido. Tem que fazer finança, tem que fazer festa, tem que vender as coisas, tem que vender sapato, vender meia, vender bota, vender qualquer coisa. Eu em 82 para criar o PT, em 82 eu ia fazer com Araraquara. Eu subia no caminhão, fazia propaganda, vendia camiseta, vendia macacão, que era parte dos trabalhador, vendia macacão, vendia bola, vendia fita médica para arrumar dinheiro, para encher o tanque de gasolina, para fazer com outra cidade. >> Olha só, deixa eu contar uma coisa pro senhor, presidente. A gente já tá nos no
▶ 00:42:49 trend topics do Twitter, o nosso programa nos assuntos mais comentados. você em casa. Continue mandando, manda sua mensagem, continua comentando na #sem censura no X, tá? E agora, presidente, a gente vai fazer um break rapidinho, tá? A gente bota porque televisão tem disso. [risadas] No meu ouvido aqui que fazer um breo demais também. >> Eu tenho que beber água. >> Vou tentar, [risadas] >> gente, meus amores, pausa rapidinha para tomar uma água ou que você quiser e depois do intervalo a gente vai falar de
▶ 00:43:20 economia e diplomacia. Não sai daí não, tá? Beijo. Mu [música] >> hoje no Brasil, visto de cima, Chapada [música] dos Guimarães, maciços rochosos, pacientemente esculpidos pelo tempo. 6 da [música] tarde na TV Brasil.
▶ 00:43:51 As manhãs da TV Brasil começam com educação, documentários, cultura, turismo, música, culinária e os biomas brasileiros. Conteúdos da Rede Nacional de Comunicação Pública com a cara do país. Você tem um encontro com o Brasil aqui na tela da gente. [música] >> Presa em fantasias, ela tenta se livrar
▶ 00:44:21 dos próprios delírios. >> Oh, não fique assim. Tudo poderia ser pior. Você está viva e pode escolher que caminho seguir. >> Uma história sobre esperança e melancolia. >> Você jurou que ficaríamos juntos para sempre. Dulce amanto, hoje 9 da noite. [música]
▶ 00:44:51 >> Cultura e [música] toda a diversidade em forma de conteúdo. Agora ainda mais, muito mais [música] plural. Bem-vindos à nossa TV Brasil. Sábado. O olhar Brasil apresenta >> uma ilha que é cenário de mistérios e magia. Além de paisagens naturais exuberantes, mitos e lendas, a cidade conquista
▶ 00:45:21 visitantes pelo estômago com pratos deliciosos, com 42 praias, mais de 500.000 habitantes e paisagens de tirar o fôlego. >> Florianópolis, a capital de Santa Catarina, 6:30 da tarde. [música] Agora 16:45, a gente tá ao vivo para todo o Brasil
▶ 00:45:51 nessa sexta-feira, onde a gente tá recebendo o presidente Luís Inácio Lula da Silva. E você de casa, manda a sua pergunta, hein? Ainda não mandou? Não acredito, gente. Manda agora. Então, os caminhos estão aparecendo aí na tela todinhos e a sua pergunta vai est aqui. A gente vai falar, tá? Presidente, não sei se o senhor sabe, eu fiz química na faculdade na UFRJ, >> entendeu? Vamos falar de química. >> Vamos. >> Tabela periódica, gases novos. [risadas] >> Eu sei. >> Não, eu quero saber que babado foi aquele que o Trump falou. O segredo da
▶ 00:46:22 química com o Trump. Não, eu eu tenho uma tese isso aqui. É o seguinte, eu tenho isso é uma histórica da minha vida. Eh, nós seres humanos, nós somos 80% emoção e 20% razão. A a química entre entre os seres humanos, o fato de tocar a pessoa, de pegar a mão, eu não sei conversar sem tocar as pessoas, não sei. >> Dois, >> o Rugital era presidente da China, ele passava, acho que brilhantina no cabelo, eu vez levantava para passar a mão na
▶ 00:46:53 cabeça dele, [risadas] passar a mão no joelho do do bucho, passar a mão, sabe? Eu eu só sei conversar assim. Porque eu acho que há, eu não consigo entender como é que duas pessoas se gostam pela internet. Se eu não vê a cara da Nati, se eu não vê os olhos dela, a gente não não conhece as pessoas. Você pensa que conhece, mas não conhece, >> não tem não tem a química nesse pedaço. >> Então eu sempre fui assim, eu sempre achei que rola uma química entre os seres humanos. Quando você vê uma pessoa que você não gosta, é imediato. Eu não gostei daquela pessoa. Ex.
▶ 00:47:23 >> Você pode até se enganar, mas você não gosta. E quando você gosta, você também pode se enganar. Pô, gostei. Aquele cara é legal, aquela moça é legal, aquele rapaz, que cara boa que ele tem. Você gosta imediatamente. Tem pessoa que você vê, você quer estar junto conversando. Tem pessoa que você não quer nem que chegue perto de você. >> Isso é química. >> Isso é química. Não pode ser emoção porque você ainda não conhece a pessoa. E o Trump nós conversamos 29 segundos. 29 segundos. Eu peguei na mão dele, falei: "Nós temos que conversar, nós somos dois presidentes de país
▶ 00:47:54 grande. Estamos conversando. Acabou a conversa". Ele disse que rolou a química. [risadas] Gente, eu quero falar sobre Trump e química, tá gente? Eu achei ótimo isso, [risadas] professor. >> A pergunta da Luz junta as duas coisas duas, Trump e química. [risadas] Ô presidente, eh, os Estados Unidos tem um interesse imenso nas nossas terras raras, que são um conjunto de 17 elementos químicos que estão aí na natureza, mas tem uma dificuldade muito grande de extração nos minerais. E nós somos a segunda [limpando a garganta] maior reserva do mundo de terras ráas.
▶ 00:48:25 Nós perdemos só paraa China. que tem uma reserva imensa, quase metade do planeta. E os Estados Unidos precisam precisam das nossas terras raras. E a gente sabe que isso talvez seja assim uma das das questões mais de maior interesse dos americanos no Brasil nesse momento. O senhor foi para lá, eles têm muito dinheiro para investir, mas o senhor também é um grande negociador famoso, já sabemos como é que foi essa negociação. Tem eh os Estados Unidos
▶ 00:48:57 chegam ao Brasil agora com os bilhões de dólares deles de investimento nas nossas terras raras. >> Ô Lucio, tem tem uma coisa que é o seguinte. O Brasil, embora seja tratado como se fosse o segundo país do mundo em mineraris críticas e terras raras, nós só conhecemos 30% do nosso território. >> Uhum. significa que nós temos que fazer o levantamento em 70% ainda. Eu criei um conselho nacional para tratar a questão do das terras raras e esse conselho vai
▶ 00:49:29 ser ligado diretamente à presidência da república, porque nós estamos tratando isso como uma questão de segurança nacional, tá? É uma coisa de estado, é soberania nacional. Nós não vamos mais fazer com os minerais críticos, com a terra rara, o que foi feito com o minério de ferro. Vai cavucando e vai vendendo, vai cavando e vai vendendo. Não, nós queremos que o processo de transformação seja feito aqui no Brasil. Nós não temos vetos a empresa americana, não temos veto a empresa chinesa, a empresa russa, a empresa francesa, a empresa de nem da
▶ 00:50:00 Argentina com ele. Eu tenho, eu tenho tenho reserva. Quem quiser vir pro Brasil discutir conosco e fazer a pesquisa, sabe? sabe, fazer a prospecção e quiser fazer o processo de industrialização aqui no Brasil, sabe? Nós estaremos dispostos a conversar com todo mundo. >> E tem muita gente de olho, presidente. Tem muita gente de olho. >> Tem muita gente que quer. A Europa inteira quer, os Estados Unidos quer, todo mundo quer, porque é o, é o futuro que tá em jogo. É o futuro. >> E nós temos que ir com muito cuidado, porque senão você pega um empresário que
▶ 00:50:30 quer vender tudo e vai vendendo e vai vendendo e vai vendendo, ele só quer ganhar dinheiro para ele, não. Isso é o patrimônio do povo brasileiro. Então, se a gente vai explorar a Terra, o que que salvou a gente quando a gente criou o fundo social com o dinheiro do Petrobráz depois que a gente viu pressão? >> Isso. >> Nós temos que criar um fundo porque isso é propriedade do povo. Então, se a gente vai ganhar dinheiro com isso, um fundo tem que ser criado para garantir que o povo brasileiro, o mais humilde, que mora no mais longinque lugar, tenha direito a participar disso,
▶ 00:51:00 >> para que seja um motor de desenvolvimento econômico. E o presidente Trump entendeu isso? Ele, você não entendeu, vai entender. Você não entendeu, vai entender. Porque veja, o o eu tenho falado muito com o Trump até pro telefone, porque é o seguinte, eu quero que as pessoas compreendam que o mundo não pode ser governado. Eu tive agora, eu já falei com Fijiping, já falei com Puto, já falei com a Inglaterra, com a França. É o seguinte, nós temos cinco homens que são donos do mundo. Quem são os cinco
▶ 00:51:30 homens? Os cinco homens que detém são membros permanentes do conselho de segurança da ONU. Esses cara é que decide o que a ONO faz e que decide que não faz. Esses cara, sabe, o conceito de segurança é para decidir se vai guerra, deveria passar por lá, se vai paz, deveria passar por lá. Não, eles são os membros, não se conversam e cada um faz guerra de forma un lateral. Os Estados Unidos resolveu invadir o Iraque por conta própria. Agora resolveu invadir Irã por conta própria. Israel resolveu
▶ 00:52:00 invadir Gaza por conta própria. A Inglat a Inglaterra e a França invadiram a Líbia por conta própria. O Putin invadiu a Ucrânia por conta própria. O o Trump levou o Maduro embora por conta própria. Ou seja, >> acabou multilateralismo. >> É preciso que tenha o conselho de segurança funcionando. >> Sim. >> E eu já falei com cinco. Vocês precisam se reunir agora mesmo na Casa Branca. Eu disse pro Trump. Cara, você tem que convocar uma reunião. São cinco pessoas, não precisa nem fazer reunião, fazer uma teleconferência.
▶ 00:52:30 Vocês não podem continuar estimulando a guerra. O mundo gastou nos últimos anos 2 trhões 700 bilhões de dólares em armas e não gastou nada para combater a fome, não gastou nada para combater o anofabatismo, não gastou nada para ajudar os países, sabe, que não tem energia, tem energia. Então é eles que são os responsáveis por isso. É eles que são responsáveis. Eu tenho batido toda a reunião. Você precisa se reunir, você precisa se reunir, porque quando não é deles,
▶ 00:53:00 eles vetam. Cada um deles tem direito de veto. Se se quatro concordar e um vetar, >> acaba isso isso não não pode continuar assim. E depois eu acho que o Brasil tem que estar no concelho de segurança. Eu acho que ainda tem que tá. Eu acho que a Alemanha tem que est, eu acho que o Japão tem que tá. A Nigéria tem 240 milhões de habitantes, tem que tá. A Etiópia tem 126 milhões de habitantes, tem que tá. África do Sul tem que tá. O México tem que tá. A Índia tem que tá. É porque a geopolítica de hoje não é a geopolítica de 45. Eu queria até fazer
▶ 00:53:31 uma pergunta pro senhor, pegando esse gancho, juntando também um outro ponto, presidente. Alguns especialistas dizem que esse mundo eh do multilateralismo da ONU, do Conselho eh de segurança, ele ficou para trás por tudo isso que o senhor acabou de descrever. E alguns outros especialistas apontam que nessa nova ordem mundial que tá se desenhando, o Brasil pode ter um papel estratégico e pode ser privilegiado por rever, por deterração imensa de terras raras, que a gente ainda pode ter maior ainda, mais ainda, como o senor mesmo disse, e também por reservas de água doce enormes, o que é
▶ 00:54:03 um patrimônio que a gente não consegue nem calcular. Como é que o senhor vê essa possibilidade do Brasil tá diante de uma grande janela de oportunidades nesse cenário aí que se avizinha? Eu só vejo como acredito e trabalho para isso. Não é só por conta disso, é porque o Brasil tem a maior reserva da floresta do planamento Terra. >> Temos 12% da água doce do mundo, temos multiminerais e temos duas fronteiras gigantes. Nós temos 16.800 km de fronteira seca e mais 8.000 km de fronteira marítima. E temos petróleo a quase 500 km dentro. Então nós temos que
▶ 00:54:36 ter muito cuidado e muita experti para est dentro. Eu quero respeito. Eu eu nunca vou querer brigar nem com nem com o Uruguai, nem com os Estados. Eu não quero brigar com ninguém. Eu quero nós temos que ter uma relação de respeito. Nós temos que fazer com que o multilateralismo volte a funcionar, sabe? Não pode ser o unilateralismo que é como se fosse uma empresa de 20.000 trabalhadores negociar sozinho com operário, sabe? Não, se ele for negociar sozinho com Operário, toda é um acordo leonino, ou seja, é um gigante. Os
▶ 00:55:07 Estados Unidos que é um lateralismo, porque os Estados Unidos é um país que tá cheio de leis específicas dos Estados Unidos, que ele empunha empunha. Então, nós não podemos permitir que um país queira ser dono do mundo. Por isso que eu disse logo no começo da minha divergência com Trump, você não foi eleito para ser imperador do mundo. Você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos. Você falou, >> falei, falei, falei logo no começo por uma coisa muito simples. Sabe o que acontece?
▶ 00:55:37 Os Estados Unidos é um país que representa muito para todo mundo, ou seja, os Estados Unidos é um país grande, é um país efetivamente muito grande, muito poderoso, tem um PIB, sabe, de quase 30 [limpando a garganta] trilhões de de dólares, ou seja, é um país poderoso, tem muita tecnologia, mas ele precisa aprender a respeitar os outros, sabe? Ele passou a vida inteira vendendo a ideia da democracia, da prosperidade, sabe? De que o país dá oportunidade. Agora ele manda embora os coitados dos imigrantes que ajudaram a construir os
▶ 00:56:07 Estados Unidos porque foram para lá fazer o trabalho que americano não queria mais fazer. Presidente, vamos falar sobre a nossa economia aqui por conta que quero falar contigo sobre Bets, quero conversar com você sobre Bets, porque considerando a foi sancionada através de você em 2023, foi criado em 2016 no Michel Temer, as apostas esportivas online e em 2023 estava todo mundo fazendo de uma forma ilegal e em 2023 agora você foi lá e sancionou. Você priorizou, né, o governo
▶ 00:56:38 priorizou mais a arrecadação do que proibir, porque você, o senhor falou que por você acabaria as bets. Por que então sancionou ao invés de vetar e proibir como a China tem, por exemplo, primeiro nós proibimos quase que 90% de tudo que era bet ilegal nesse país. >> Uhum. >> Eu proberia todas. >> Por que não proibiu? >> Porque não depende de mim mesmo. Eu não sou dono do Brasil. Da mesma forma que que eu falo que o Trump não é dono do mundo, eu não sou dono do Brasil. Eu sou presidente da República, sabe? Eu faço
▶ 00:57:08 parte de um tripé de instituições que governam o país. Eu tenho o Congresso Nacional e eu tenho o poder judiciário. Para mim fazer uma lei, eu tenho que mandar pro Congresso Nacional. Eu só tenho 70 deputados em 513. Eu só tenho nove senadores em 81. Então você percebe, minha querida Nat a a capacidade de conversar, de dialogar, de fazer as coisas é mais imensa. >> Se o senhor vetasse, por exemplo, de 2023, você acha que teria problemas com
▶ 00:57:38 o Congresso? Porque o senhor sancionou? >> Eles derrubam o veto. >> Eles derrubam veto. >> Sabe é o seguinte, você também tem que saber o seguinte, hoje o futebol depende de Bet. Você tem que saber qual é a beta e féria, qual é a crianféria. Você pode deixar uma outra funcionando agora que você não pode deixar os tigrinos da vida funcionar. >> Mas o problema também das bets, presidente, é que tá tendo uma publicidade dentro de todos os canais de TV sem ter uma proibição como se fosse da publicidade infantil. A publicidade infantil, a propaganda de cigarro,
▶ 00:58:09 propaganda de álcool, é proibido de fazer essas propagandas, mas as bets não têm um controle. O senhor pretende fazer esse controle? Pretendo, todo mundo tem que ser tratado em igualdade de condições, querida. >> Todo mundo tem que ser tratado em igualdade de condições. Eu vou dizer o que é o que é ilegal, sabe? na vida normal tem que ser legal em qualquer outro espaço. O problema é o seguinte, nós criamos uma secretaria especial no Ministério da Fazenda para cuidar das mentes. Nós temos uma secretaria especial >> para cuidar disso e tá tentando agora
▶ 00:58:41 mesmo nós não vamos criar mais nenhuma até o final do ano e a gente vai pensar o que vai fazer disso. Se depender da vontade do presidente da República, e vou vou dizer isso durante a campanha, eu sou favorável a acabar com a todas aquelas bet que não estão prestando nenhum serviço de utilidade a esse país. Acontece que eles gastam muito dinheiro com publicidade em televisão, fomentão é sabido a quantidade de influência que eles têm no Congresso Nacional. É sabido, sabe? A quantidade de dinheiro
▶ 00:59:12 que ele faz o povo gastar, sabe? Jogando sem nenhuma orientação. >> É, >> porque jogar é uma doença. É um vício, gente. Você não tem noção do vício. Não tem noção. >> A gente tem que a gente olha a periferia, presidente. Eu sou da periferia. A gente olha a periferia e a gente vê os jovens pobres. Três em cada cinco são jovens que jogam nas bets, endividados. Eh, quatro em cada cinco,
▶ 00:59:42 né? Pobres ganham até três salários mínimos e uma grande parte jovens pretos. Fira, tem uma explicação é que todo mundo quer ganhar dinheiro fácil. >> Sim, >> todo mundo foi ganhar dinheiro fácil. Ou seja, nós temos que é um processo quase que educacional junto com as proibições, sabe? Não é uma coisa fácil de você fazer. Uma pessoa que quer jogar, uma pessoa que joga no bicho aqui no Rio de Janeiro, o bicho é contravenção há um século, >> mas ainda funciona, >> não acaba.
▶ 01:00:12 >> Você tem que ir, Veja o que acontece. Esse país, >> esse país durante séculos foi contra qualquer jogo de Avá, não fomos >> contra Cassino. Aqui tinha divergência, faz cassino no Nordeste, pro Nordeste ficar rico. Vamos fazer Las Vegas no Nordeste e tanta coisa. O dado concreto que o Cafina agora foi para dentro da sala pro telefone da vovó que empresta pro neto, >> pro telefone do papai que empresta pro filho e muitas vezes o filho joga escondido e as pessoas não sabem. Agora
▶ 01:00:43 como é que você faz isso sem violentar as pessoas? >> Sim, porque presidente tem uma questão que é interessante de pensar. O senhor disse, é verdade, o futebol hoje depende das bets e e vários outros ramos, se a gente for pensar, de atividade cultural, a quantidade de festivais que são patrocinados por Bets, o carnaval do Rio de Janeiro tem patrocínio de bets também, só que a gente pode parar para pensar em fazer o exercício que h algum tempo atrás havia propaganda de cigarro que a Nati fez a menção e ela era considerada normal, aceitável e num determinado ponto a sociedade amadureceu
▶ 01:01:14 a ponto de entender, não, isso aqui faz mal pra gente, a gente tem que tirar isso do ar e esse dinheiro deixou de circular e as atividades continuaram acontecendo. É, eu queria saber se o senhor vê caminho, apesar da resistência aí do L para que a gente amadureça. >> E outra e outra já pegando um gancho para costurar aqui, porque o grande problema, eu acho que é onde a gente tá querendo chegar, o senhor falou de vício, de dependência, todo mundo vê os dados, é o endividamento que isso também produziu nas famílias brasileiras que atingiam o nível recorde, né? Inclusive o governo lançou uma política pública, o novo desenrola, para tentar controlar ou facilitar a a regular a regularização da
▶ 01:01:47 situação das famílias brasileiras. >> Eles jogasse nas bets, né? É a segunda, é, é a segunda tentativa que a gente faz de encontrar uma solução pro endividamento da sociedade. A primeiro, vamos deixar claro uma coisa o seguinte: eu não sou contra as pessoas terem vontade de fazer uma dívida se for para comprar uma coisa que aumenta o patrimônio dele. Se o cara quiser fazer uma dívida para comprar uma coisa pro filho, se o cara quiser fazer uma dívida para fazer um quarto mais na sua casa para trocar de carro, ele tem o direito de fazer essa dívida. O que nós
▶ 01:02:17 precisamos educar é de que ele não pode fazer uma dívida além daquilo que ele pode pagar. Não sei se vocês tão lembrado, em dezembro de 2008, eu fui pra televisão fazer um pronunciamento para convidar o povo brasileiro a comprar, fazer dívida, porque o comércio tava parando. Eu fui pedir pro povo comprar, pedir se dizer compra, faça dívida. Não tem problema fazer uma dívida, mas faça uma dívida de acordo com o tamanho do que você pode pagar. Foi a primeira vez na história
▶ 01:02:47 que a classe D e a classe E consumiram mais do que a classe média. Foi, >> tá? Com muita responsabilidade. Então eu não quero ser contra a pessoa a fazer dívida. O que a gente não pode, sabe, é fazer as pessoas, porque nós não podemos deixar de educar as pessoas para não perder controle. Eu sempre falo pr as pessoas que eu converso o seguinte: "Olhe, você tem que colocar, gruda na geladeira da sua casa o seguinte, o seu salário, coloca lá quanto é que você ganha. Aí você coloca tudo que você tem que pagar, energia, luz, tudo, tudo. Coloca finanças finanças finanças. Eu
▶ 01:03:20 quero perguntar já sobre essas contas. Você pretende [risadas] >> Lula finanças? >> Mas o que acontece? Mas quando a pessoa é viciada, isso aqui não vale nada. >> Não vale nada. >> Vale nada. sobre educação financeira, o senhor, o Ministério da Educação, lançou, eu junto, inclusive, que eu fui, eh, de graça ali nas escolas para ensinar educação financeira pros alunos, mas na sua pauta, principalmente agora em 2026, o senhor pretende adicionar educação financeira? Porque os alunos, né, receberam ali do pé de meia, tiveram a educação financeira ali, mas o senhor
▶ 01:03:51 pretende trazer mais essa pauta para o seu governo? Eu pretendo, se eu puder, e se você puder, se você puder me ensinar >> a lidar com isso, porque tudo que eu quero é que as pessoas aprendo a gastar. >> Vamos conversar então. >> Tudo que eu quero é que as pessoas aprendam a gastar. Você sabe que quando eu fui fazer o desola, eu mandei chamar você, sabe? Falei, [limpando a garganta] >> vamos chamar, tá vendo? Vamos chamar a menina aqui do do chamar >> das finanças. é a mina da finanças aqui, porque a gente já falou de você muitas vezes, então pelo seguinte, porque o
▶ 01:04:23 povo às vezes perde o controle. >> Sim, muitas >> sabe? As pessoas ped o controle, eu não vou dizer nome de pessoa porque também não quero, mas tem gente que é obsecada para comprar, para, sabem, é tudo por telefone. É muito fácil. A pessoa não vê mais dinheiro. Antigamente você colocava no bolso, tirava o dinheiro, você falava: "Ah, não vou gastar não, colocava, >> você via que tava acabando na carreira". Celular e pelo cartão de crédito, você Eu posso contar uma história para você, uma história verdadeira. >> Eu nunca tive cartão de crédito. >> Sério? >> Nunca tive. Uma vez aí eu fui atrás do
▶ 01:04:55 Bradesco, para atrás do Banco do Brasil para dar um cartão de crédito pro PT, sabe? Eh, e nós conseg, o Banco do Brasil não quis dar, a Caixa Econômica não quis dar. O Bradesco deu um cartão de crédito, sabe, pro PT, pra gente fazer propaganda do cartão de crédito da empresa que tinha lá da Visa, não sei se era a Visa, qual que era outra. E eu tinha um cartão de crédito, o Bradesco meu cartão de crédito, eu andava com ele no bolso, um cartão de crédito internacional. Eu tinha vontade de
▶ 01:05:25 comprar um charuto que na época eu fumava um xuto, sabe? Eu parei de fumar em janeiro de 2010. Eu tinha vontade de comprar um charuto. Eu chegava na no free shop, eu olhava assim o xuto, eu falava 200. Eu até colocava a mão no bolso, não vou comprar, [risadas] não vou dar. Um dia eu fui pra Suécia com esse cartão de crédito e eu vi a caixa de charuto. E pela primeira vez eu senti a sensação de não tá pegando dinheiro. Era só passar meu cartão numa maquininha. Cara, [risadas] é fácil estimulante gastar.
▶ 01:05:57 Mas quando vem a >> E agora com Pix. >> É, >> é quando >> E agora? E agora na internet você tá no celular vendo, você você conversou com amiga sua sobre um produto, você vai receber 800 mensagens daquele produto. >> Por R$ 30, por 40. Você acha que não vai ser nada? É só R$ 50, mas de 50 em 50 a tua conta estoura. >> É exatamente, >> sabe? Então eu acho, Onati, que se a gente puder, eu vou chamar você para conversar, se a gente puder fazer uma campanha oficial educando as pessoas, ninguém quer que as
▶ 01:06:29 pessoas deixem de ter as coisas que elas sonha, mas nós vamos ver, faça tudo com muita responsabilidade, porque se você perder o controle vai ficar difícil. Quando a pessoa perde o controle do normal, vai pra geotagem. Na geotagem não tem mais volta. Presidente, o senhor acha que é por isso que as pessoas estão mal moradas com a economia? Porque quando a gente olha os dados, a gente vê que a renda subiu, o desemprego é menor da história, que macroeconomicamente a economia brasileira tá indo muito bem, mas o cidadão na rua só tem queixa. O senhor acha que é por isso? Eu sei,
▶ 01:06:59 veja, esse é um dado, esse é um dado que mostra o mau humor. Eh, veja, se você pegar os números do Brasil, tem coisa que eu gosto de contar, não é por vaidade, não. Veja, ah, ah, o Brasil, depois que eu deixei a presidência da República em 2010, o Brasil só voltou a crescer acima de 3% quando eu voltei pra presidência. É fato. >> É porque eu tenho uma tese querida, que eu queria repartir com você, >> uma tese, eu não aprendi na faculdade, é
▶ 01:07:29 o seguinte, é que muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. E pouco dinheiro na mão de muito significa distribuição de renda. Por quê? Porque se todo mundo tiver um pouquinho, sabe? Quando eu dou 1 milhão para você, você vai pro banco depositar numa conta bancária. Mas se eu pego esse 1 milhão e divido para 1000 pessoas, dou 1000 para cada um, cada um vai comprar um pão, vai comprar um chinelo, vai comprar um livro, vai comprar uma. >> O dinheiro vai circular, >> o bar vai vender, a padaria vai vender,
▶ 01:07:59 a loja vai vender, cabeleireira vai ganhar mais, sabe? Todo mundo vai ganhar. >> Sim. Então a minha tese é essa. Eu digo sempre o seguinte, isso não insira na faculdade. Muito dinheiro na mão de pouco significa miséria, prostituição, fome e desemprego. Pouco dinheiro na mão de muitos significação de riqueza. >> Por isso que o senor acabou com presidente, é isso que fez o fundo o proto família. É isso que faz o mic o microcreto do pron. Acho que não tem país no mundo que tem a quantidade de microcrédito que nós temos. Não tem.
▶ 01:08:30 >> Que que você falou, Muca? Eu queria saber se foi por isso também que o senhor acabou agora com a taxa das blusinhas. [roncando] >> Não, deixa eu lhe falar a taxa. Tem uma história da taxa das blusinhas. Eu posso até contar aqui. A Jan já tá aqui. Eu tava indo paraa China, Hadad. E o Hadad, quando ele fez a regulação da China, o Hadad acreditava que era uma coisa importante, tinha muita pressão dos anegistas de São Paulo do Rio de Janeiro. Então, quando o Hadad fez, o Hadad acreditava realmente
▶ 01:09:00 que era uma coisa boa e ele falou comigo com convicção de que é coisa boa >> para proteger a indústria nacional. >> Sim, a tesa era essa, proteger o produto nacional, sabe? Aí eu vou no avião com a Janja, eu a Janjo a dada e a Janja pegou o celular dela e falou: "Ô, ô ô ô Lula, o negócio tá ficando feio pro nosso lado, o negócio das blusinha". >> Sim. >> Aí eu falei pro Hadado, o Hadado não acreditou na primeira vez. >> Aí o avião demora, o avião demorou quase 20 horas para chegar e a Jorja com o celular dela e
▶ 01:09:31 foi aumentando e foi aumentando e foi aumentando. Aí no final da viagem o Arad se deu conta de que tinha um problema. Sabe, nós estávamos mexendo com uma parcela muito grande da sociedade, sabe, que estava comprando coisas de pequeno valor, sabe? Porque veja, o rico quando ele viaja, ele pode gastar 2.000 fora que ele não paga imposto. Ele pode chegar no free shop e comprar 500 de propaganda, ele não pagou. Por que que o 50 do pobre incomoda?
▶ 01:10:03 Tá? Então, houve uma pressão muito grande para acabar com isso. Foi um projeto de lei pro Congresso, porque os registas foram pro Congresso. E o que que nós conseguimos safar? Uma proposta de que não vai aumentar aquilo que era, mas vai ficar 20% na conta federal. E colocamos 20%. O que é que aconteceu? Os estados aumentaram o ICMF e ficou na conta do governo. >> Uhum. >> Entendi. >> Tá. ficou na conta do governo e a Jorge eu vim cobrando. Eu eu lembro que eu participei de uma reunião, eu minha dade
▶ 01:10:34 e eu me adadito e e eu falei: "Ó, sabe qual é o problema?" É o seguinte, você não sabe, mas a dona Lu ela compra, [risadas] a tua filha compra, a Janja compra, a minha filha compra, a da tua mulher compra, porque é verdade. [risadas] É verdade. Eu vejo às vezes eu comprar um monte de coisa que eu não dou nenhuma importância, mas um negocinho aqui, um sabe >> Exato. >> Quem é que não vai comprar? Então a gente fez isso agora, sabe porque é o seguinte, é 20%, sabe que nós descontamos, isso não vai causar nenhum
▶ 01:11:05 prejuízo. Você entra nessas lojas, pode entrar nas lojas aqui no Rio de Janeiro, essa loja grande, você vai ver quem é que produz a roupa. >> A China, >> Vietnã. >> É, >> não é isso? >> Exatamente. >> China e tantos outros países que produz Bangladesh. É, então por que não deixar os coitados vender o coitado comprar? Tão feliz da J fica tão feliz quando tem algum pacotinho para ela. [risadas] >> Presidente, vamos ver, vamos ver mais uma pergunta que chegou da
▶ 01:11:35 >> Eu compro pouco, não sou, não sou gostareira não. >> Você compra até caneta marca texto, eu compro caneta marca muito pouco. >> Compro, >> mas não sou não me convence não. Fico, eu tomo conta. >> Se isso finanças, >> vem cá, presidente. Não vi mais uma pergunta da até chegar da da de tomar conta a gente é. Quantas trombada você já deu? Nossa senhora. >> Quantos tombos você já levou? >> Eu criei três sozinho, entendeu? Aí eu já sei a segurar um pouco, entendeu?
▶ 01:12:06 [risadas] >> Vamos lá ver com o povo nas ruas. >> Vamos lá. >> Vamos lá. Eu me chamo Carlos, sou sociólogo de formação, educador, sou o primeiro da minha família a entrar na universidade graças às políticas públicas que o senhor implementou durante seu primeiro, seu segundo governo e tem acompanhado aí com muito gosto o debate da escala 61, debate do fim da escala 61, da redução da jornada de trabalho. Acho que todos nós esperemos mais tempo para cuidar das nossas famílias, conviver com as pessoas
▶ 01:12:37 que a gente ama. Eu queria saber do senhor como que tá essa força, como que o senhor vê essa proposição do governo e principalmente como o senhor sente que isso vai ajudar a aumentar o nosso nível de felicidade da nossa população e fazer com que as pessoas voltem a ser feliz nesse país. >> Obrigada, Carlos. Obrigada, Carlos. Ô, Carlos, eu a vida inteira trabalhei 5 dias por semana. A vida inteira. Eu muitas vezes ia trabalhar no sábado porque eu queria fazer hora extra.
▶ 01:13:08 Porque eu pagava aluguel, eu queria ter o dinheirinho para pagar aluguel, eu fumava aqui no dinheirinho para comprar o cigarro. Então ia fazer quatro horetas pro sábado, mas eu sempre tive dois dias para descansar. Naquele tempo a gente fazia uma compensação durante os dias da semana, você trabalhava uns minutos a mais, tá? >> Uhum. Mas eu não tinha noção. Como era de uma categoria muito organizada que eram os metalúrgicos da indulta automobilística, eu não tinha noção que no mundo tá milhões de pessoas que não tem, que trabalha, se pudesse faz
▶ 01:13:38 trabalhar os sete dias por semana e às vezes não paga hora não paga nada. Então eu me dei conta de que a gente poderia mudar isso, porque desde anos 80 que a gente já brigava para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas, a gente conseguiu na constituinte, na constituinte de 48 para 44 e a gente ficou brigando para reduzir para 40. E tu não vai trazer nenhum prejuízo à economia, vai trazer, eu diria, ganho pra economia, porque as pessoas vão estar mais tranquila, as pessoas vão tá mais descansada, a pessoa quem é casada
▶ 01:14:08 e vai tomar conta mais da sua companheira, do seu companheiro, das crianças, sabe? Vai poder, porque a mulher tem um um uma jornada e eu diria superior. A mulher trabalha, sabe? A mulher trabalha quando chega em casa, ela tem que fazer comida pro bonitão. Ela tem que fazer comida para criança. >> Ela tem que Não, mas nem tem tempo. Tem que lavar roupa, depois tem que lavar a casa, sabe? Tem que deixar tudo preparado pra segunda-feira. A Lu falou: "O bonitão tem que saber como fazer
▶ 01:14:38 comida também." Não. E aí o bonitão, o bonitão deita no sofá e fala: "Amor, me traz uma cerveja gelada, amor." >> É, mas tem que parar. >> O bonitão entra para tomar. O bonitão entra para tomar banho e fala: "Amor, cadê o sabão desse, amor? Cadê a toalha, amor? >> É, mas antes das mulheres não estão permitindo isso não, por exemplo. >> Então, deixa eu te contar uma coisa. Eu acho, eu acho que a jornada é, é, é, é, é necessária, é necessária para tentar melhorar o humor. Essa molecada que tá aí, moleque de 18 anos, 19 anos, ele,
▶ 01:15:08 ele, ele, ele, se puderem ganhar a vida dele com mais liberdade, é bom pro país, é bom para eles. E o principal argumento contra que é dos empresários, qual que o principal argumento contra é dos empresários de que isso vai aumentar muito o custo de produção dos empresários >> que que a gente sabe que >> gente você nós >> Brasil sempre se adaptou, né? >> Deixa eu te contar, nós conseguimos de 48 para 40 em 88, tá? de 88 para cá, você que é ligado à à tecnologia, os
▶ 01:15:40 avanços tecnológico nesse país foram extraordinariamente grande. Quanto de lucro que essa tecnologia trouxe pros empresários? >> Eu sou empresária, eu tenho 30 funcionários e a minha escala 4x3. >> Aí >> olha, >> fala, fala, repete, repete, repete. Olha pra câmera lá. Sua câmera, [risadas] sua câmera, sua câmera é dois. >> Tá na câmera dois. Eu sou empresária. >> Câmera um. Câmera um aqui. Câmera um. É. É. Eu tenho 30 [risadas] funcionários e a escala do meu trabalho aqui da empresa Nat Finanças é 4x3. >> Precisa de uma jornalista lá? Não.
▶ 01:16:11 [risadas] >> Tá vendo? >> Agora, presidente, apesar disso, desse exemplo bem sucedido e outras empresas também têm adotado, tem uma resistência enorme, inclusive no Congresso Nacional, né? Estão tentando fazer um período de transição, uma regra para poder aumentar ainda mais esse tempo de trabalho. Tem gente falando, tem gente falando de desconto anos é enorme, né? É transição. É quase não é transição. [risadas] Tem gente falando de fundo de garantia de entrar nesse jogo todo. A que que o senhor atribui tanta resistência do Congresso Nacional? Porque em tese a gente gosta de pensar até de um jeito inocente que o Congresso
▶ 01:16:41 tá lá representando o povo trabalhador desse país. >> Muca, pra gente, pra gente saber porque isso é assim, é importante lembrar, eu vou contar dois casos para você. Quando o Haiti conseguiu a sua independência, ele pagou até outro ano a sua independência paraa França. Outro dia numa conversa com Macron, falei: "Macron, por que que você não ajuda o Haiti?" Traduzindo, trazendo por dia de hoje, o dinheiro que o Haiti pagou pela independência são 28 bilhões de dólares.
▶ 01:17:12 Por que que você não devolve para Haiti 1 bilhão por ano? Aqui no Brasil, quando a princesa Isabel sabe, aboliu a escravidão, você acha que os empresários se contentaram? Não, ele derrubaram o imperador. Foi assim, porque eles queriam que o estado pagasse. >> Sim. >> Dava libertação de escravo. >> Aqui no Brasil, quando fomos discutir a questão da jorada de da das férias da Constituição de 46, o que que os empresários falavam? Não, o trabalhador não pode ficar 20 dias em casa, ele tem
▶ 01:17:42 que ficar só 10 dias, porque o ócio leva ele a violência, leva ele a bebedeira. Então, muito, nós estamos trabalhando com a mentalidade retrógrada, >> é, é >> de gente que parece moderninho na televisão, mas no trato com subordinado não tem nada de moderno. >> O presidente >> e a e a redução é o seguinte, nós defendemos que a redução seja de uma vez de de 44 para 40, sabe? em fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo que a
▶ 01:18:12 gente quer. Nós não temos força. Então tem que negociar. Só para você saber, eu segunda-feira tenho uma reunião com o presidente da Câmara, com o ministro do trabalho, pra gente discutir como é que a gente pode, sabe, não dá para aceitar ficar 4 anos, sabe, para fazer meia hora por ano, uma hora por ano, ou seja, aí é brincado de fazer redução, >> lógico. É, >> sabe? Então é o seguinte, tá o projeto de lei, vota contra quem quiser, sabe? Mas vamos mostrar pro povo quem é quem é nesse país. >> O dado concreto é que será um benefício
▶ 01:18:43 pra saúde, pra educação, uma coisa chamada amor dedicada. Exatamente. >> Olha só, a nossa conversa tá bom, mas o povo na rua quer falar também. Vamos lá ver o povo. Ô >> presidente, eu gostaria de fazer uma pergunta pro senhor. >> Eu como sou da terrinha também sou lá de Garanhuns. Meus pais também, meu tio Zé da onça. Eu gostaria de saber do senhor como é que foi a sua infância lá em Garanhões. Se você brincou muito de pipa, você jogou muito peão e comeu
▶ 01:19:14 muita rapadura ou como é que foi a sua infância lá? Me me responda, por favor. Maçarico do do acordeão. Deixa eu falar uma coisa pro maçarico do acordeão. Deixa eu falar uma coisa. E lá lá em Caeteda eu não tive infância. Um moleque com 7 anos em Caeta, onde eu nasci, o único brinquedo que eu tinha era quando ia chover que eu ia pegar tandura. >> O senhor foi comer pão aos 7 anos? >> Eu fui comer pão em sete anos em São Paulo já. >> Em São Paulo já é. >> Então veja, eu não tive infância, não
▶ 01:19:45 tive. Eu, na verdade, o primeiro presente que eu ganhei na minha vida foi eu mesmo que me dei. Comprei uma bicicleta velha, sabe? Eu tinha 17 anos. Eu quando cheguei em São Paulo, eu ia pra escola, só tinha uma calça, uma calça, uma calça curta, marrom com suspensó azul e outro verde, porque não tinha o pano para fazer os dois, a mesma cor. Eu ficava aquela calça de segunda a sexta, sábado eu tinha um short azul, colocava o short sábado e domingo, minha mãe lavava a calça, na segunda-feira eu pegava a calça. >> Dona Linda,
▶ 01:20:15 >> então então eu não tive infância, mas também não me arrependo disso não, porque eu uma coisa que a minha mãe me deu foi muito caráter, foi muita honradez e isso é motivo de orgulho e e lições de economia. Eu nunca reclamei. Ou veja, eu eu às vezes eu levava marmita no trabalho e segunda-feira é o dia que o trabalhador leva a marmita mais cheia, porque tem um macarrão do domingo, tem o frango, a coxa de frango. E eu tinha segunda-feira, uma vez eu fui fui almoçar, a gente sempre em grupo de
▶ 01:20:45 amigos assim, sempre seis amigos do lado. E eu sempre abri a minha marmita devagarzinho pr para pr para ver primeiro o que tinha dentro. Eu abri a tampa da minha mãe, eu não tinha mistura, era só feijão e arroz. Aí eu fechei, falei: "Eu não tô com". Foi dedí um amigo meu falou: "Ô, Taturana, me dá tua mistura. >> Ai, ai, ai." [risadas] >> Aí eu falei: "Não, não vou dar porque eu vou comer depois". Sabe? Eu quando a
▶ 01:21:15 Vilares fez um restaurante, eu muitas vezes pegava a carne que vinha para comer e embrulhava para levar pra minha mãe comer, porque eu tinha carne para comer na fábrica, ela não tinha. Então levava e tudo isso não me fez ser um cara, um cara raivoso, sabe, cheio de Não, era foi assim. Eu não posso me queixar da vida porque eu acho que Deus foi muito generoso comigo, >> porque saiu da onde eu saí, >> sabe? Chegar onde eu cheguei, sabe? Eu só posso agradecer a Deus.
▶ 01:21:45 >> Agora a gente tá com a Nat Finanças aqui, mas a dona Lidu Finanças foi muito forte pro senhor também que teve aulas de economia. Eu falei na abertura do programa, >> não é? E minha mãe era analfabeta. E a gente chegava em casa com naquele tempo a gente ia com envelope de pagamento. Eu não esqueço nunca, era um envelopinho amarelo, sabe, que a gente recebia, chegava os oito filhos e colocava o envelope em cima da mesa. >> A minha mãe que era analfabeta, ela sabia contar dinheiro, ela contava isso aqui nós vamos ter que pagar padari, isso aqui nós vamos ter que pagar o bar, isso aqui nós vamos ter que pagar isso.
▶ 01:22:15 Se sobrasse um pouquinho, ela pegava o meu irmão mais velho e dava isso aqui é pro seu transporte, isso aqui é pro seu não sei o quê. Para mim nunca sobrava. O caçula da família nunca sobrava. Então minha mãe dizia: "Vocês não podem gastar o que vocês não têm, vocês só podem gastar o que você tem". Eu aprendi assim, por isso é que eu fico nervoso quando eu vejo o sistema financeiro ficar falando défic fiscal, défic fiscal, sabe? Se tem uma coisa que eu aprendi cuidar foi do meu nariz, sabe? Eu sei que o país não pode se endividar. O país deve se endividar para construir
▶ 01:22:46 um ativo novo. >> Sim. >> Sabe? Se você quer fazer, se você quer fazer sabe, uma obra nova, você pode se endividar, porque o recebível daquela obra pode garantir que você possa pagar aquela dívida. Uma hidrelétrica que você vai fazer uma uma rodovia ou uma ferrovia. Então eu acho que existe no bob no no no Brasil uma bobagem do sistema financeiro, sabe que todo dia cadê o fiscal de fiscal vai dar 01, vai dar 01 de déficit. As pessoas não contam que os Estados Unidos tem uma dívida
▶ 01:23:16 interna de quase 120% PIB, que o Japão tem 200% do PI de dívida, que a Itália tem 160. Pessoas não falam, mas o Brasil tem que tá luco. Por quê? Porque o sistema financeiro quer receber a sua dívida interna. Então eu fico muito irritado com isso. Eu quero que as pessoas se dividem, eu quero que as pessoas tenha coisa, eu só quero que as pessoas tenham o cuidado. E isso eu trato com muito, mas com muita seriedade. Eu aprendi com a dona Lindu. Aprendi com a dona Lindu. Ô, ô, ô C, eu tem coisas na minha vida que eu conto
▶ 01:23:48 quando eu vou entregar casa, nós estamos entregando casa de 49 m². Eu tenho a famosa casa do Pum, a varanda do Pum. Aqui no Rio de Janeiro. >> Aqui no Rio de Janeiro eu fui entregar a casa e eu tava lá vendo as casas, eu fui visitar o apartamento, uma casinha de 42 m² e não tinha uma varandinha de 1 m e tava lá o dono, o presidente da Caixa Econômica e o dono da empresa que foi da casa. Eu falei pro cara, meu amigo, me diga uma coisa, não dá para você fazer uma varandinha
▶ 01:24:18 nessas casas? Você não solta pum? [risadas] A família dentro de casa numa salinha de três por três. Uma salinha de três por três. Pai, mãe e dois filhos. Pode ter um que tá com desarranjo intestinal. Vai soltar o pum a >> vai soltar o pum, vai soltar o se tiver uma varandinha, a pessoa sai lá fora, fácil, fije que vai ver a lua e solta o seu [risadas] tranquilamente. >> O seu gás efeito estúpil >> sabe? O pessoal fala bobagou. É verdade.
▶ 01:24:49 Todo mundo, todo mundo falta pum e mudou. Eu só queria garantir que tivesse a varandinha [risadas] do Pum e hoje todas as casas tem. Além da varandinha do Pum tem biblioteca. >> Tibloteca. >> Todo conjunto habitacional do Minha Casa, da minha vida tem biblioteca. >> Agora vamos rapidinho para esse intervalo que televisão tem intervalo. Ideia. [risadas] Ô meu Deus do céu. Depois tu fala com o diretor para parar com essa negócio de intervalo. Interval. >> Gente, mais uma pausa rapidinha, não sem censura. Depois do intervalo, a nossa conversa com o presidente Lula continua.
▶ 01:25:20 manda a sua mensagem. Beijo. Mu >> hoje. >> Não me ouviu chamar? >> Não, desculpa. E a Carolina? >> A Carolina foi com a Ana ver a Júlia. O Thiago esteve aqui. >> Ele esteve aqui? >> Sim. >> Com a Carolina? É, implorou que ela não fizesse a doação, disse que não
▶ 01:25:51 conseguia viver sem ela e quase se beijaram. >> Esse cara não perde uma oportunidade do casamento. >> Eu queria pedir a ajuda de vocês pra gente convencer a Carolina antecipar o casamento. >> 8 da noite na TV Brasil. As manhãs da TV Brasil começam com educação, documentários, cultura, turismo, música, culinária e os biomas brasileiros. Conteúdos da Rede Nacional de
▶ 01:26:21 Comunicação Pública com a cara do país. Você [música] tem um encontro com o Brasil aqui na tela da gente. >> Você comeria uma planta que nasce no meio da floresta? Bom dia. >> E se eu te disser que pode ser o prato mais incrível da sua vida? A Amazônia tá cheia de sabores escondidos, saber ancestral e receitas surpreendentes com as plantas alimentícias não convencionais.
▶ 01:26:51 >> Para nós é convencional, faz parte da nossa alimentação. >> Amazônia Punk, estreia sábado, meioia e meia na TV Brasil. Ele é um dos maiores sambistas do Brasil e nessa semana nós vamos ter a alegria de receber o seu talento na nossa roda. >> Queria o prazer do amor, assim [música] desejando [canto] estou. >> O poeta do samba, Jorge Aragão. Me faz tão bem acreditar que ainda existe amor.
▶ 01:27:25 Me deixa crer [música] que até aqui. >> Samba na Gamboa com Teresa Cristina. Domingo, 1 da tarde. [música] >> E a gente tá de volta com o seu Sem Censura que nessa sexta-feira recebe o presidente Luís Inácio Lula da Silva. O programa é ao vivo e você deve e pode mandar perguntas. Os caminhos para
▶ 01:27:56 participar da nossa conversa estão aparecendo aí na tela e a gente já começa esse terceiro bloco com pergunta de uma telespectadora que tem uma preocupação muito legítima. Vamos ver, presidente. Vamos lá. >> Oi, boa tarde. Tudo bem? Me chamo Natália, eu sou de São Paulo e eu tenho uma filha de 10 anos. Eu fico muito preocupada com o futuro dela e eu queria saber do senhor presidente o que que te preocupa na juventude brasileira hoje. >> Pergunta importante, Natália. Obrigada.
▶ 01:28:26 Ô, ô, ô, Natália, eu penso que a preocupação que você tem com o futuro da tua filha é a preocupação que todas as mães têm com o futuro da sua filha. É por isso que nós estamos fazendo uma espécie quase uma mini revolução educacional nesse país. Porque eh uma menina de 10 anos, ela não pode ir pra escola ficar 4 horas e sair para casa >> sozinha, >> porque ela não vai aprender tudo que ela tem que aprender. >> Porque as pessoas não tem que aprender
▶ 01:28:56 só que matemática dois e dois são quatro, aprender que Portugal chegou aqui, descobrir o Brasil. Não, nós temos que ensinar outras coisas para essas crianças. A questão ambiental tem que estar no currículo escolar. Exato. >> A questão do feminine tem que estar no escolar. >> O menino tem que aprender na escola desde pequeno que ele não é melhor do que a mulher, que ele não é superior, que ele tem que ser igual e tem que aprender a respeitar. Se a gente não levar paraa educação essas coisas, Natália, a gente não vai ter um ser humano correto. Então, e depois a o dia inteiro a pessoa vai
▶ 01:29:27 aprender música, vai aprender dançar, vai aprender, sabe, outras coisas que é necessário aprender para você ter uma educação completa. E eu sonho, veja, vou contar uma coisa. Fez que eu não não ia contar, mas vou contar. Eu vou apresentar uma proposta, sabe? que em 10 anos a gente vai resolver definitivamente o problema educacional nesse país. Vou apresentar uma proposta e vai apresentar da onde vamos tirar o dinheiro. É porque é o seguinte, ou a gente resolve isso ou
▶ 01:29:57 a gente não resolve. No Brasil sea tem um defeito e você que é economista, o Brasil tem um defeito. Toda vez que a gente vai discutir um assunto aparece alguém para dizer: "Custa muito". >> É verdade. >> Eu vou fazer tal coisa, custa muito. As pessoas nunca se perguntam quanto custa não fazer. >> Sim. Exatamente. >> Eu, ô Nati, eu fui visitar agora a Universidade Federal do ABC. >> Uhum. A Universidade FC foi criada por mim porque não tinha universidade em São Paulo Federal, só tinha São Carlos, que é uma história da
▶ 01:30:28 revolução de 32, que os paulistas não queria nada federal aqui, só queria, é por isso que foi criada a USP, >> porque eles perderam a revolução de 32, ele criaram a USP para poder governar o Brasil através da inteligência e conseguiram porque a USP é uma universidade extraordinariamente boa de qualidade. >> Exatamente. >> Então o que acontece? Nós precisamos ter em conta o seguinte, sabe? Se a gente conseguir fazer a educação funcionar nesse país, a gente vai ter a certeza absoluta de que a gente vai ter um país
▶ 01:30:58 daqui a 10 ou 15 anos, sabe? Totalmente formado, totalmente bem estruturado. Eu fico triste, sabe por quê? Você sabe por que que eu fico triste, Nat? Porque eu sou o único presidente do Brasil que não tem diploma universitário. Eu sou o único que já tive a minha casa enchendo d'água. Acordei muitas vezes à noite tirando o rato dentro de casa, barata, fez esboiando para tirar minha mãe, para levantar a cama. Eu não tinha nem televisão. Muitas vezes. Qual é o presidente que passou por isso? Qual é o
▶ 01:31:28 presidente que já ficou desempregado do anos? Qual é o presidente que já comiu de marmita a vida inteira? Aí às vezes ia para casa a pé porque eu não tinha dinheiro para pagar uma moeda de 50 centavos eu não tinha. Andava 18 km a pé para poder chegar em casa. E a minha namorada pegava o ônibus, ela passava por mim, eu ia pelo meio do campo, ela não vê que eu tava andando. >> E eu não reclamo de nada. Tudo isso eu conto pr as pessoas saberem. Eu quando vou inaugurar uma casa pequena, as pessoas ficam agradecida a Deus, porque o maior sonho é uma casa própria. Quem
▶ 01:31:58 não tem casa não tem noção da importância da casa. >> E eu eu digo para todo mundo, vocês acham que a casa de vocês é pequena, com 49 m²? Eu quando casei em 1974, eu comprei uma casa para ir morar com a Marilda. Era uma casa de 33 m². Morava eu, Marida, mãe dela, três filhos e dois cachorros. E ainda tem uma dávada que teve 11 filhos, uma dálmata que tinha que [risadas] e tinha que levantar de outro para dar uma madeira pro filhote.
▶ 01:32:31 Eu conto essas histórias para as pessoas saberem o seguinte. Eu sei de onde eu vim e eu sei porque que eu tenho preocupação com esse povo. Ô Nato, você que é nova, eu vou te contar uma história. >> Me conte. >> Eu nunca tive dinheiro para chupar um chiclete de bola. Naquele tempo era chiclete de bola. >> É, >> era um chiclete pingpong. >> É ponger um bol chiclete americano. Eu vi a molecada na rua pando e fazendo bol. Eu nunca tive o direito de ter um, nunca tive dinheiro para comprar um. E tinha um tal de boquita que era um amigo meu, um filho de um ser de pano. Ele
▶ 01:33:02 mascava a chicleta o dia inteiro. Quando chegava de tarde que ele ia jogar fora e ele me dava. >> Nossa, >> da boca. >> Da boca, da boca. Levava para casa, >> levava para casa, colocava na torneira, lavava aquele chiclete, colocava um pouquinho de açúcar e colocava na boca. Eu não tenho vergonha de contar isso, porque isso poderia ter me feito um homem nervoso, um homem, um homem um homem, sabe, com ódio. Não, não. Quem sabe foi uma aprovação que eu tive na vida. Ser assim para aprender fazer outras coisas. Eu estudava num colégio.
▶ 01:33:32 Ô Muca, eu eu tinha uma vontade de comer uma maçã, uma Nunca tinha comido maçã na minha vida. E naquele tempo a maçã vinha da Argentina. Uma maçã que vinha embrulhada num papel azul. Azul. Uhum. >> É do nosso tempo. [risadas] >> Do nosso tempo, presidente, pelo amor de Deus, presidente. Tô tão mal assim. [risadas] >> Eu saía da escola, ô Nat, saí da escola. Eu passava na feira, tinha a barraca da maçã. Eu ficava em pé olhando, olhando aquela maçã, falava: "Se eu roubar uma e
▶ 01:34:02 correr para casa". Naquele tempo, o o dono da barraca não ia matar nem bater, >> ele ia pegar você pela orelha e levava pra tua mãe. >> É, >> era assim. Exato. >> E por que que eu não roubava? Porque eu não queria envergonhar minha mãe, tá? Então eu só fui comer maçã muito tempo depois, quando eu já tinha dinheiro para comprar maçã. >> O presidente, >> tudo isso serve para mim como escola de vida, >> sabe? Então eu sei o que que o povo pobre desse país necessita.
▶ 01:34:32 >> Eu sei como é que ele vive. Eu fui ter televisão pela primeira vez na Copa do Mundo de 74. >> Ainda viu o Brasil perder. Puxa, >> ainda vi o presil perdendo a 74. >> Nem me fala da seleição, né? Presidente, >> vem cá. O povo tá na rua querendo falar mais. Eu tô fazendo, tem quase 2 horas que a gente tá aqui e eu tô aqui fingindo normalidade, mas na verdade a gente tá diante assim na bancada de duas mulheres negras. O senhor tá entre duas mulheres negras entrevistando o presidente da República. Eu nem lembro
▶ 01:35:03 se isso já aconteceu nesse país, mas isso [limpando a garganta] é graças eh a políticas públicas que permitiram mobilidade social. Então, isso me emociona muito. Presidente tá aqui agora fazendo parte da bancada, entrevistando o presidente da República. Eu sei que o senhor também é uma pessoa que esteve muito envolvida nas últimas décadas para que a população preta tivesse mobilidade social. E mas isso tem sido um ativo também de ódio. Nós mulheres negras somos também o
▶ 01:35:35 alvo do discurso de ódio nas redes sociais especialmente. Esse ódio tem a ver com a mobilidade social. nos querem da cozinha, presidente, mas a gente tá aqui entrevistando o presidente da República. Eh, eu queria saber como o senhor enfrentou toda essa h diversidade, adversidade para eh colocar políticas públicas nesse país. >> Olha, é é sempre muito difícil porque toda vez que a gente tenta criar uma coisa nova, aparece pessoas dizendo:
▶ 01:36:05 "Olha, que custa muito, não precisa". Aí apareci os preconceituados. Você vai tirar meu filho da escola para colocar o negro? Não, não vou tirar teu filho para curtir o negro. >> Eu quero que o negro tem a mesma oportunidade que teu filho. É só isso que eu quero. Eu não quero tirar a filha da patroa para colocar a filha da empregada doméstica. Eu só quero que a filha da empregada doméstica tenha a mesma chance da sua filha que vá pra mesma escola, que tem o mesmo professor e que disputa a mesma vaga. É só isso que eu quero. É querer demais? Não.
▶ 01:36:35 Isso as pessoas não entendem. Eu sei do preconceito que vocês sofrem. Eu lembro de uma menina que a gente colocou na universidade lá em Minas Gerais. Ela dizia para mim: "O o presidente, toda vez que eu entro na sala de aula, as minhas amigas mais ricas nem olha para mim." E eu falava: "Pera não não se preocupe, não. Não, não, não fique chateada não. Vença, quando você vencer, as pessoas vão te respeitar". Então eu fico, você não tem a noção, eu fui na USP um tempo desse. A USP era uma universidade de branco, de branco. Hoje
▶ 01:37:06 50% da USP é de meninos negros e partos da periferia, >> gente de escola pública. Você é muito nova, Nat. Deixa eu contar uma coisa para você. É muito triste que esse país, o presidente que não tem diploma universitária, é o presidente que mais fez universidade na história desse país. Nós sozinho fizemos mais do que todos os presid >> eu fui bolsista >> em pouco em pouco tempo nós encontramos esse país com 140 institutos federais,
▶ 01:37:36 nós vamos entregar com 782 institutos federais. >> Sei, >> tá? E a escola de tempo integral nossa tem como modelo o Instituto Federal, escola de qualidade, com laboratório, com espaço. Por que que você acha que a Marta Suprici perdeu a reeleição dela em São Paulo? >> É >> porque a Marta Suprici levou paraa periferia escola de qualidade melhor do que a classe média pagava. >> E aí a classe média falava: "Pô, essa cara tá dando pros pobres uma escola que eu não tenho não tem. É só colocar seu filho lá. Mas você não quer colocar
▶ 01:38:07 porque não quer junto com os pobres. Você não quer sentar junto com o Você não quer fechar as duas alegrias, então vai pagar a escola, sabe? Porque se as pessoas aprenderem a ser mais humildes, sabe? A se tratar com mais respeito, sabe? Esse país vai embora. Esse país, esse país é tão poderoso, você não tem noção, esse povo é maravil, eu conheço muito mundo, não tem nada igual a esse país. É um povo generoso, criativo, que tá ficando com ódio porque tem muita gente mentindo, fazendo fake news, inventando história.
▶ 01:38:39 Mas para mim, olha, veja, eu só para você ter ideia, em 3 anos e meio, presta atenção nesse, em 3 anos e meio desse meu governo, 40% de tudo que foi terra disponibilizada para qubola foi feito em 3 anos e meio. 40% de tudo que foi feito na história desse Brasil foi feito em apenas 3 anos e meio agora. Eu tenho orgulho disso. >> Com certeza eu tenho orgulho disso. >> A velhinha aqui também.
▶ 01:39:09 >> Agora não basta fazer isso. [risadas] É preciso, é preciso. Eu, eu ontem descobri uma coisa que eu fiquei chateado. Eu tô sabendo que muita gente que vai pra universidade termina desistindo porque não tem dinheiro para comprar o material. Sabe se nós criamos o pé de meia para garantir que os ensinos, o que que nós descobrimos? Nós descobrimos que 500.000 Viu? Meninos e meninas de 15 anos, 14, 16, desistia do ensino médio porque tinha que ajudar o orçamento familiar, >> tinha que trabalhar, >> tinha que trabalhar. Então nós criamos o pé de meia.
▶ 01:39:39 >> Sim. >> Mais de 4.500.000 que a gente paga uma e estamos pagando também uma bolsa pro pra pessoa ser professor, porque ninguém queria ser mais professor. Só sobrava para fazer, sabe, e pedagogia. o aluno com a nota mais baixa. Não, nós demos uma bolsa para os alunos da nota mais alta que quiser ser professor para poder motivar que a qualidade rene na sala de aula. >> Claro, com certeza. >> Então nós, eu, eu se não sabe Lena, o
▶ 01:40:10 orgulho que eu tenho, sabe, da ascensão do movimento negro. Eu conto, ó, eu vou ter uma reunião segunda-feira, é o dia da África. >> Sim. Eu tô trazendo os os reitores das universidades brasileira e tô trazendo os 70 reitores da universidade africana. Eu quero fazer um convênio para que a gente abra curso à distância pra gente ensinar o que a gente sabe para eles na África e eles também abrir abr o curso aqui para eles ensinar para nós a história da África, pro nosso menino dos
▶ 01:40:40 olhos azuis aprender o que que é a história da África, sabe? Porque se a gente não se conhecer, a gente não se gosta. Então nós temos uma dívida de 350 anos de escravidão que ela é impagável financeiramente. Com certeza >> ela é paga com gestos, com solidariedade, com transferência de tec tecnologia. Eu digo, eu tenho muito orgulho do que eu sou, porque eu sou resultado de uma mistura de indígenas com negros e ainda veio uma parcela
▶ 01:41:11 europeia nos ajudar a ser o que nós somos. Então, meu caro, se a gente não enfrentar esse debate, sabe, a gente não vai construir o país que a gente sonha. >> Esse país não tinha dentista negro, não tinha médico negro, não tinha caixa de banco negro, não tinha. Agora não, a gente vê por tudo quanto é lado, artista, vê empresário, vem um monte de coisa. Ainda é pouco. Ainda é pouco, mas estamos começando. >> Eu eu a a a eu falo sempre paraa Janja, ó Janja, >> você a J é muito muito muito sequiosa
▶ 01:41:42 com esse negócio da violência contra a mulher, do feminicído, da confianta também. >> É isso. Eu quero falar sobre isso agora. >> Aí eu falo para Jorge é o seguinte, você tem que compreender o seguinte, isso é uma questão milenar. A mulher, a vida inteira ela foi criada, sabe, como se fosse de segunda categoria para servir ao homem. >> Nós estamos evoluindo agora. O primeiro direito de voto nesse país foi 1934, conquistada na justiça por uma mulher de
▶ 01:42:12 Mossoró. Foi. >> É isso, presidente. A gente tá aqui com três mulheres, uma novinha, outra aqui mais velhinha, né, presidente? [risadas] Você, você, >> mas são três mulheres que estamos assim, que a gente de alguma maneira celebra essa semana o pacto de 100 dias no pacto contra o feminisicídio. A própria Jan já teve aqui conversando com a gente sobre isso, falou coisas brilhantes. Eu queria saber então do senhor quais são os
▶ 01:42:43 próximos passos, como é que tá esse pacto e os avanços, porque ah é tá muito barra pesada, né? Assim, eh, por hora não sei nem mais. >> Acho que não tem nada mais grave. Eu, presidente, toda hora eu tô noticiando um feminicídio, praticamente todo dia. Chega na segunda-feira, presidente, fim de semana acontece muito. Chega na segunda-feira, tem dia que me dói >> ter que ler aquela notícia. E é sempre a mesma coisa, presidente. Eh, um homem que não aceitou o fim do relacionamento.
▶ 01:43:13 Agora a gente tem algumas medidas, porque às vezes tem homem que tem medida protetiva, tá com a tornozeleira e vai lá e mata a mulher. É impressionante que agora a gente tem um dispositivo que pode tocar quando o homem se aproxima, sabe, da mulher. Mas é algo, acho que talvez o mais grave que a gente tem enfrentado nesse momento no Brasil. >> Aliás, é sempre bom lembrar que a gente tem a central de atendimento à mulher. através do número 180. E o 180 não é só para quem já sofreu violência, não, hein, gente. É um canal
▶ 01:43:45 de prevenção à violência. Então, lembre isso. 180. Desculpe, presidente, mas eu vou eu vou depois eu vou deixar isso aqui com você. Eu pedi pro Leerto trazer isso aqui para deixar com vocês as informações. >> Você veja, nós fizemos em 100 dias. Por que que nós decidimos construir esse pacto? Eu levanto para tomar café de manhã, daqui a pouco eu encontro a Janja na mesa chorando, vendo no celular. Aí mataram uma mulher porque não sabe, estuparam cont. Aí eu
▶ 01:44:15 falei, sabe uma coisa. Eu vou assumir essa esse essa luta em defesa da mulher, porque não é uma questão da mulher, é uma questão do homem. >> Sim. >> Aí resolvemos fazer o pacto com o poder judiciário, com o Senado e com a Câmara. E nesses 100 dias, nesses 100 dias, pode ter certeza, nesses 100 dias nós já fizemos mais do que em todos 100 anos para trás, tá? A quantidade de leis já foram aprovada 11 leis, já foram feito quatro
▶ 01:44:45 decreto e só de decisões do do poder executivo são 24 decisões do poder executivo. Vai resolver logo? não vai resolver tudo, mas tem muitas medidas que eu vou deixar com você aqui, C muitas medidas. Ou seja, ótimo. >> Agora eu tô eu tô teimando sempre que é o seguinte, a gente não vai resolver isso com leis, a gente não vai, a lei vai ajudar as decisões, as casas da mulher vai ajudar a colocar a tuseleira mais severa no cara, vai ajudar,
▶ 01:45:16 aumentar a pena vai ajudar, tudo isso vai ajudar. Mas se a gente não acreditar que será através da educação que a gente vai mudar isto, a gente não vai mudar. >> Ex. Acho, achei muito importante quando o senhor fez o lançamento do Pacto 100 dias atrás e agora quando o senhor acabou de dizer, quando o senhor disse assim, essa é uma questão do homem, porque eu acho que nós homens a gente fala pouco sobre a violência contra a mulher, a gente a gente não repreende os amigos que falam nunca, porque nós somos violentos. >> Sim. O o cara que bate na mulher dele, ele não conta pro amigo que ele bateu na
▶ 01:45:46 mulher dele. Ele não conta. Ele não conta pro amigo que ele é ciumento. É verdade. >> Porque nós somos assim. Você chega em casa meia-noite depois de fe o trabalho, vai jogar com seus amigos, vai beber com seus amigos, chega em casa, quer que a mulher desculpe você. Mas se ela chegar 5 minutos atrasado, você já fica com bronca achando que tá ruim. >> Ainda diz que bateu e a culpa foi dela. >> Ela pede para sair com Ah, deixa eu ir que a minha amiga tomava uma cerveja. Não pode. Então é preciso mudar o nosso
▶ 01:46:16 comportamento como homem. Eu tenho pedido o seguinte: "O bispo da Igreja Católica vai começar sua missa no domingo." Fala do feminicídio. O pastor da igreja evangélica vai fazer mesmo aquele que faz milagre, pastor Valdom e tantos outros. Antes de fazer os milagres, fala do feminicídio. O dirigente sindical vai na porta da fábrica pedir a salário, fala do do do do feminicídio. Vocês na imprensa, fale todo dia. O deputado tem que falar. Nós temos que transformar isso numa questão política, não é só uma questão de violência, é uma questão política.
▶ 01:46:46 >> Sim. >> Sabe de retrocesso da humanidade. Retrocesso. Sabe? Se o cara mora com a companheira e ela não quer mais ele, ela quer ir embora. Paciente arruma outro cara, vai cuidar da vida. >> Mas eu acho que é como o senhor falou, concordo com o senhor, isso isso tem que vir desde a terra idade, desde da educação na escola, entendeu? Sabe porque menino de vez em quando na primeira criança pequena escola depois depois depois sabe o que acontece? É porque os pais também não educa corretamente dentro de casa. Sim, >> o homem tem mais valor do que a mulher,
▶ 01:47:18 >> sabe? Obviamente que não é com todo mundo, mas o o o filho que tem dois homens e duas mulher, as meninas à vezes fica, por que que meu pai só olha paraos meus irmãos? Por que que meu pai coisa só leva meus irmãos? Não sei o campo de de de futebol. Aí tem mais uma coisa que eu falo sempre que as pessoas não gostam que eu falo. Quando o filho tem 15 anos, o cara já quer levar ele paraa iniciação sexual. Meu filho tem que ser macho. Aí a mulher ele quer que seja virgem até aos 45 anos de idade. >> Credo. >> Então >> a mar.
▶ 01:47:48 >> Então sabe o [risadas] que acontece? Se você não tiver uma educação que envolva os pais, sabe? E a mãe para educar, você não vai consertar essas coisas. >> Ô presidente, isso também tem uma raiz agora entre os nossos meninos. Tem acontecido muito estupro coletivo inclusive. >> Isso é >> porque os meninos têm assistido muita pornografia no celular. Então aquela senhora, a primeira senhora, Adélia, que falou lá, falou assim: "Eu não confio deixar a minha filha ir na quitanda, mas ele também não confia de deixar o filho dentro do quarto,
▶ 01:48:18 >> porque o perigo também tá dentro do quarto na palma da mão. Os meninos estão aprendendo sexualmente tudo muito desvirtuado. Então talvez regulação das redes também nos ajude no futuro contra o feminicídio. >> Com certeza. Eu não gosto com certeza. Ô, ô, Luciano, eu eu eu conto sempre o seguinte. Eu o primeiro filme que eu fui ver que tinha alguma cena que a gente podia chamar de cena, sabe, de cena nu >> nu. Era um filme que tinha uma artista
▶ 01:48:49 chamada Jaqueline Mirna, em que ela tava sentado numa mesa jogando baralho com as amigas com se de fora. Eu tinha 19 anos quando eu assisti a cena do Lu da minha vida foi essa no cinema. Hoje a molecada pega a internet, ele vê o que o avô nunca viu, o que o pai nunca viu, o que o tatar robô nunca viu. Ele vê e gente ensinando cada vez tratar pior, cada vez fazer coisas equivocadas erradas, sabe? Ah,
▶ 01:49:19 namorar é bom, é fazer sexo é bom, é, todo mundo sabe que é. Mas se a pessoa fizer as coisas certa, >> sim, >> um homem não pode obrigar a mulher querer transar com ele. >> Um homem não pode querer obrigar, a mulher gosta dele. >> Total. Não gostar. Eu sou do tempo, Luciana. Você sou do tempo. Eu aqui eu me sinto à vontade porque eu sou do tempo. Eu sou do tempo porque eu sou bem mais velho. [risadas] Mas eu sou do tempo. E Nati que a gente ia dançar. Veja que absurdo. A gente ia dançar. Se você levantasse a hora que começasse uma seleção e fosse tirar uma moça para
▶ 01:49:50 dançar e ela não aceitasse dançar com você, aquela seleção, ela não poderia levantar para dançar com outro. levantar tinha pau, até levantar tinha cafete. >> Coisa doida, gente. >> Então, então eu acho que nós já evoluímos bastante, mas ainda falta muito, >> falta muito, >> falta muito, falta muito. E eu eu tô ligando a isso, tem que ter uma combinação de leis, sabe, de ação do executivo, do judiciário. Tem que ter punição severa, sabe? Quando a essa ação
▶ 01:50:20 protetiva que a gente faz, a gente tem que dar efetivamente garantia, porque tem mulher que tá com ação a a a protetiva na mão. >> Sim. >> E assassinada. >> Sim. >> Então é preciso a gente cuidar, mas cuidar com muito carinho, mas tem que levar pro currículo escolar. >> Com certeza. Com certeza. Sabe por qu, presidente, a gente nós três aqui e com certeza já passamos por não não digo feminicídio, mas por uma situação de machismo >> e a gente acaba que vai normalizando,
▶ 01:50:51 porque ficou tão normalizado. E hoje, nos últimos anos, várias mulheres que estão nos assistindo em casa agora, por exemplo, tenho certeza que você já viveu uma situação como essa. >> E a pessoa que tá passando pela violência, Sissa, a pessoa ela não se sente, ela não consegue enxergar. não consegue porque normalizou. Ele tá dizendo, tem que ser feito uma coisa desde criança, desde os meninos tem que ver isso desde pequeno e em casa também. Os pais t que ver cuidar bem das suas mulheres paraos seus filhos virem e
▶ 01:51:22 vice-versa as mulheres respeitarem seus maridos também. Enfim, agora, presidente, >> não é uma coisa de agora não. Não é de coisa não. Eu casei a primeira vez em 1969 e a minha mulher trabalhava num numa empresa, ela pegava o ônibus, ela levava um uma agulha >> paraar. É, é, é. >> Porque a mulher fica em pé, o cara vem encostando, vem encostando. >> É, >> sabe? Você vê, é uma coisa antiga. Eu falo para J é o seguinte, homem não
▶ 01:51:52 presta. Homem é muito sem vergonha. Homem é o seguinte, se vacilar ele não tem respeito mesmo. Ele acha que ele é superior, porque ninguém pode nascer. Eu não vou falar o palavrão que eu falar aqui, porque >> po é totalmente não não fala [risadas] fala ou não. >> Eu não vou falar não, mas é o seguinte, aqui o cara não pensa com a cabeça. >> É, entendi. Entendi. >> Você entendeu o que falar? O cara não penta com a cabeça. >> Agora, presidente, o nosso tempo tá chegando ao final. Mas eu queria falar
▶ 01:52:24 de um assunto que para mim é muito é importante e é sagrado. Eu sou uma mulher que por várias razões também, por educação e por tudo que eu já passei, eu sou uma mulher de muita fé. Eu não digo daí de de religiosidades, eu digo fé. Eu eu sou eclética para caramba. Eu bato cabeça. Eu tenho Nossa Senhora que eu adoro, mas eu tenho meus orixás, enfim, sendo minha vela. Adoro Buda. Enfim, acho que são filosofias todas que levam o mesmo lugar, que é o amor ao próximo e a compaixão. Fiz até um programa chamado
▶ 01:52:54 Viver com Fé. Não sei se o senhor teve oportunidade de ver que era um programa que falava sobre fé. E a fé sempre me permeou, me ajudou nas horas mais difíceis, sabe? Queria saber do senhor, o senhor também é um homem de fé, né? Outro dia eu vi uma foto sua numa dessas viagens, o senhor parando, morando. O senhor é um homem de fé? Senhor acredita? Ô, eu eu digo o seguinte, não não existe ninguém que tenha mais razão de ter fé e acreditar em Deus do que eu. Eu eu digo
▶ 01:53:24 o seguinte: eu nasci numa terra em que as crianças morriam antes de completar 5 anos de fome. Eu sobrevivi. >> É, >> tá. Eu fui o primeiro filho de uma da dona Lindu, de oito filhos. Ela teve 12, mas quatro morreram. Ela teve teve teve oito vivo que tive um diploma primário. Eu fui o primeiro a ter uma casa, o primeiro a ter uma geladeira, o primeiro a ter uma televisão, tudo por conta de uma profissão que eu aprendi.
▶ 01:53:55 Então eu acredito, eu acho que Deus foi generoso comigo como jamais, sabe? Alguém seria por isso que eu acredito na existência de um ser superior. >> Aham. Porque não poderia acontecer comigo que aconteceu por eu, por que que eu sou presidente três vezes nesse país? Tem tanta gente mais estudada que eu, tanta gente mais bonita que eu, tanta gente mais sabida que eu, porque eu então eu fico me perguntando por que que as coisas aconteceram comigo. Eu tinha tudo para dar errado. Por que que eu dei
▶ 01:54:26 certo? Por causa da educação de uma mãe. >> Isso aí. Cadê a educação? Quando você é tratado com amor, quando você sente na pessoa que cuida de você uma coisa muito forte, minha mãe nunca levantou a mão para me bater e eu nunca fiz nada errado para não prejudicar ela. >> Lindo. >> Então eu devo tudo a isso. Então eu sou que sou. Não vão mudar mais porque já tem 80. Agora tem a janja. [risadas] >> [limpando a garganta]
▶ 01:54:56 >> E gente, a gente agora vai começar nosso, uma parte do programa que eu adoro, às vezes me ajuda muito, sabe? E eu quero ajudar ela nessa luta contra o feminicido, porque é uma é uma questão de honra >> a gente acordar um dia sem uma notícia de mulher violentada nesse país. Sem a chor, >> pode ficar [risadas] certo, n? A gente vai acordar um dia e vai agradecer a Deus. Nenhuma mulher foi estuprada, violentada, foi assassinada. Assim seja, que a gente tá com adoecimento mental já. A gente passou, eu passei o programa
▶ 01:55:27 todo pedindo para o público que tá em casa mandar suas mensagens e o público mandou milhões de mensagens. Aliás, a nossa hashtag continua bombando no Twitter. Muito obrigada você de casa que mandou mensagem pra gente. Então agora a gente vai ver algumas que a gente chama, eu adoro essa hora, interatividade. Vamos lá ver. Eu adoro que eu rodo essa cadeira também. Essa cadeira [risadas] roda. Vamos lá. Jorce Caitano de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Qual foi a decisão mais difícil que o senhor tomou como presidente que até hoje ainda se pergunta se fez da forma certa?
▶ 01:56:00 Tcharã. >> Eu fiz, eu fiz, veja a eu acho que eu fiz tudo que eu acreditava que era possível fazer. E eu nunca faço sozinho. Eu sempre ouço muita gente para tomar decisão. Eu digo sempre, eu não tomo decisão rápida. Eu consulto as pessoas, eu gente, eu consulto gente que sabe mais do que eu, consulto gente que eu gosto, gente que eu não gosto, gente que é opo. [risadas] Então, adoro, >> eu tomo decisão, sabe? Quando eu tomar tá tomada
▶ 01:56:30 aí, garoto. Márcia Santos de Salvador, Bahia. Sou professora e agradeço pela lei do celular. Os jovens voltaram a conversar e brincar com os colegas, a terem vida além da internet. O senhor não acha que através da educação podemos trazer jovens mais conscientes paraa política? >> Eu acho. >> Com certeza. >> Eu acho somente a educação. >> Somente a educação, >> sabe? >> Perfeito. >> Pode fazer as pessoas gostarem da política. >> Sabe que eu resto todo dia para Nossa Senhora Aparecida, pra nossa saúde, nossa educação. Depois vem economia, mas
▶ 01:57:02 saúde e educação para esse país todo dia, hein? Vamos lá. Cida Ferreira de Diadema, São Paulo. Senhor presidente Lula, quais são os títulos de livros que o senhor leu e lê? Obrigada. Nossa, vou dizer para você um livro que eu li, que marcou a minha vida, chama o Defeito de Cor. >> Maravilhoso, >> produzido pela primeira negra que está na Academia Brasileira de Letras. >> Que incrível. >> 900 páginas. Eu não li. Eu Bibi, Filipe. >> Ana Maria Gonçalves.
▶ 01:57:32 >> Maravilhosa. >> Ela teve aqui com a gente. Maravilhosa, maravilhosa. Próxima, >> Fernanda de Oliveira de Queluz, São Paulo. Boa tarde. Gostaria de saber do presidente como o MEC está se estruturando para dar suporte às escolas públicas para fazer a inclusão das crianças da educação especial. Perfeito. >> Esse é um desafio. >> É, >> Fernando, esse é um desafio que nós vamos vencer, porque tem gente que não quer que a gente coloca as crianças especiais, sabe, junto com outras crianças. Nós vamos colocar, desde que
▶ 01:58:03 você tenha os educadores preparados para fazer as coisas acontecer. Sabe, nós precisamos deixar de esconder as chamadas pessoas especiais. Claro, >> não. Elas existem, elas são como elas são, >> tem direito, >> nasceram como Deus quis que nascesse. Portanto, o estado tem que dar ela todo o direito. >> Exatamente. >> Viver a vida dela. >> Exatamente. Exatamente. Presidente, tem mais uma mensagem para encerrar que chegou das ruas, mas veio de um jovem
▶ 01:58:34 cearense. Vamos lá ver, por favor. >> Ô, bonitinho. >> Oi, Cissa. Oi, presidente Lula. Oi, >> me chamo Levi, sou do Ceará, mas estô morando aqui no Rio de Janeiro. Eu tenho 21 anos, presidente. E gostaria de saber, visto que cada vez mais eu sinto nós jovens distantes da política, das pautas sobre o que fazer com o país, como é que o senhor imagina de inserir mais os jovens nos temas da política e a participação da juventude nos debates de saúde, de educação e de melhoria em
▶ 01:59:05 geral da qualidade de vida do brasileiro? Adorei Levi. Adorei o Levi. Levi é político. Diz, você sabe por que eu creio um partido político? Porque eu descobri no Congresso Nacional em 78 ia ter uma lei que ia proibir as categorias de fazer greve professor frentista de ponto de gasolina. Eu fui pro Congresso e descobri que não tinha nenhum trabalhador no Congresso Nacional. Aí eu resolvi criar um partido político, tá? Então o que eu acho que nós vai ter certeza é o seguinte. O jovem só vai entrar na política quando
▶ 01:59:37 ele sentir que através da política ele pode mudar a vida dele e a vida da sociedade. O que você quer construir na tua vida, querido, vai depender muito da sua ação, da sua performance. Você não pode ser omisso. Dizer que não gosta de política é fácil. >> É, >> eu quero ver você dizer como resolver o problema da política. >> O ser humano é um ser humano político. >> Então, veja, quando o cara diz que não gosta da polía, todo o mundo gosta de política. A gente nasce fazendo política. Quando você chora, a primeira vez, você tá fazendo a política de
▶ 02:00:07 respiração. >> Quando você chora atrás de leita, você tá fazendo política para combater a fome. Então, tudo que nós fazemos é política. Eu não tô falando de política partidária, não. Não precisa ser política partidária, porque você precisa tá interessado nos assuntos de interesse da sua nação. >> Ô presidente, na década de 80, ai, desculpa, MCA, na década de 80, quando eu era criança e adolescente, a gente tinha as associações de moradores, a gente tinha as comunidades eclesiais de base da Igreja Católica e ali fazia eh
▶ 02:00:37 encontro de fé e política. Então, as pessoas ali entendiam os problemas do bairro, discutiam sobre política, ouviam, tinha candidato que ia lá para poder falar quais eram as pautas, teve orçamento participativo na década de 80, mas tudo isso se perdeu. Falar sobre política virou um problema do tipo, não fale sobre política que vai dar briga aqui. E a gente deveria voltar a falar sobre política entre nós, entre moradores, entre associações, entre família,
▶ 02:01:07 >> para a gente poder avançar na política. >> Eu vim disso, eu vim da, eu vim da chamada teologia da libertação da >> da Igreja Católica e vim do movimento sindical >> e eu tinha núcleo de partido dentro de casa, sabe? A garagem minha era um lucro para gente discutir o assunto. Hoje você não precisa partidarizar a discussão política. Você tem que chamar a sociedade para discutir um assunto. O assunto da escola é de interesse do bairro. Então você tem que chamar as mães e os pais numa reunião para
▶ 02:01:37 discutir o seguinte: "Olha, você tá gostando da escola do seu filho? O que que você acha que tem que mudar? >> Não é isso? Isso é fazer política. Não precisa estar num partido político, sabe? Na hora que vai ter uma eleição, você precisa pelo menos estudar a história dos políticos, dos candidatos. Ped, se você não estudar e você votar porque alguém te deu um papelzinho, você tá cometendo um erro contra você. Eu digo sempre o seguinte: você convidaria alguém para ser o padrinho do seu filho se você não gostar da pessoa? Se você
▶ 02:02:08 não conhecer a pessoa? Você colocaria o inimigo, sabe, de padrinho do seu filho? É como colocar uma raposa para tomar conta do galinheiro. A raposa vai comer a galinha, cara. Sim. >> Se quiser tomar conta da galinha, coloca um galo. Não coloco nunca. Me dá, você me dá. Tem um diretor aqui dizendo que o tempo acabou. Minha mãe, meu pai falando que eu vou dar, eu vou trouxe um pacote para você. Isso aqui eu já abrei. Vou te dar um pacote aqui. >> Tá. Mas então vem cá, me dá a mão. Muito obrigada. Muito obrigada. Eu sei como é que é o seu tempo. Senhor ter vindo aqui foi uma honra para mas assim uma uma um
▶ 02:02:40 uma pra população inteira que assistiu esse programa, prestou um serviço enorme. Eu quero lhe agradecer com o meu coração. Já merece. Beijo, beijo. Não, beijo, [risadas] >> Lu. Um beijo, minha querida companheira. Muito obrigada. N Finanças, olha, vai atrás dele para participar do programa Live. Te convidou aqui [risadas] ao vivo e a cores, hein, Luca, querido parceiro. Muito obrigado. >> Novinha, arrasou, Novinha. [risadas] >> Presidente do nosso tempo. Eu me lembro da maçã, mas
▶ 02:03:12 >> meus amores, obrigada pela companhia, pela audiência. Você censura volta na segunda-feira. 4 da tarde aqui na TV Brasil. Obrigada pelo seu tempo, pelo seu carinho e pela sua audiência. E salve essa bancada maravilhosa aqui. Beijos e até amanhã. Até amanhã não. É segunda. [risadas] [música]