Presidente Lula concede entrevista à Rádio Norte FM
Lula · 11/09/2024 · 49 min · Lula
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▶ 00:00:00 Muito obrigado pela sua disponibilidade, obrigado por atender a nossa equipe, esse veículo de comunicação aqui do norte do Brasil que também chega ao Nordeste do nosso país. E já desejando para pro senhor seja muito bem-vindo ao nosso programa e falar um pouquinho como é que foi essa viagem. Obrigado. Obrigado, Walter. Obrigado, Samira. Olha, a viagem ela se fazia necessária porque a gente ficando aqui em Brasília
▶ 00:00:30 apenas acompanhando através da televisão, da internet ou do rádio, a gente não tem uma noção exata [roncando] do que significa falar em seca na Amazônia. Ou seja, quando a gente vê um pouco de água, a gente pensa que não tem seca porque tem um pouco d'água. O que a gente não, o que a gente aprendeu nessa viagem é que mesmo tendo um pouco de água naqueles rios, aqueles rios era seis, sete vezes maior do que o que tem hoje. Nós chegamos em comunidade que a casa quando o rio tá normal bate na
▶ 00:01:01 janela e o rio estava com menos de meio m de água que não dá nem pros barcos transitarem carregando os produtos que as pessoas que as pessoas produzem e muito menos pra pesca porque o peixe desaparece, o peixe morre. Então é uma situação muito grave. Eu fiquei muito feliz porque eu aprendi com a minha mãe que aquilo que o o os olhos não vê e o coração não sente. Então eu fiz essa viagem, visitei três comunidades,
▶ 00:01:31 visitei a comunidade Canaã, visitei a comunidade de São Sebastião do Curumitá e a comunidade de Campo Novo. Ou seja, tivemos a colaboração extraordinária do nosso exército que colocou aviões, sabe, para levar toda uma delegação. E eu volotei com a disposição de e com o compromisso de fazer mais do que a gente tá fazendo. Ou seja, é preciso que a gente olhe com mais carinho. Eu levei vários ministros comigo, foram oito
▶ 00:02:01 ministros e é preciso a gente voltar lá para cuidar da saúde. É preciso a gente voltar lá para melhorar o programa Luz para todo. É preciso a gente voltar lá para melhorar a distribuição de alimento. É preciso a gente voltar lá para melhorar a água das pessoas beberem, sabe? Então agora eu voltei de lá com o compromisso de que cuidar daquele povo também é a minha responsabilidade. Aquele povo que muitas vezes é tratado como se fosse visível, ou seja, que as pessoas não querem enxergar. Pois eu fui lá para enxergar mulheres, homens e criança e dizer para
▶ 00:02:32 eles: "Nós vamos cuidar de você". E é importante lembrar, [limpando a garganta] Samira e Walter, que eu cheguei lá com 150 purificadores de água que nós tínhamos feito experiência no Rio Grande do Sul. E cada purificador ele consegue tratar água eh 5.000 L d'água em 24 horas e pode pegar água do rio. Na hora você liga e na hora você pode beber água do rio que tá não potável. Você torna ela
▶ 00:03:04 potável na hora. Eu deixei lá 150 eh purificadores. Eu espero que a Defesa Civil do Estado possa ter facilidade de fazer chegar aonde há necessidade. E também votei com o compromisso de que o governo federal vai assumir a responsabilidade de junto com o estado, junto com os prefeitos, a gente fazer mais coisas pra gente atender as necessidades básicas daquele povo. Presidente Lula, eh, a pergunta que eu queria fazer também é o seguinte: os
▶ 00:03:35 indicadores do clima na Amazônia tem apontado aí rios cada vez mais secos, menos chuvas e a situação realmente tá cada vez pior a cada ano? Como tornar, como o que fazer, na verdade, o que que o governo federal pode fazer para deixar esse cenário mais a menos, suavizar toda essa situação, uma vez que a gente tá tendo muitos focos de incêndio aqui na Amazônia. Ô Samir, tem uma coisa que nós, seres humanos, temos que aprender. Ou seja, nós quando agimos de forma
▶ 00:04:06 irresponsável, nós estamos destruindo o mundo que nós vivemos. Esse é um dado concreto. A experiência tem mostrado que a cada ano que passa as coisas se agravam mais e nós não poderemos permitir que a temperatura do mundo se eleve acima de 1,5, porque ficaria insuportável a sobrevivência humana no planeta Terra com uma caloria excessiva. E aí o cuidado com a Amazônia, porque teve um
▶ 00:04:36 tempo que a Amazônia era chamada como o pulmão do mundo. E nós tínhamos uma dívida externa que a gente dizia que era primoria do mundo. Nós temos que aproveitar esse momento em que a Amazônia, não só a Amazônia brasileira, mas a Amazônia da América do Sul é a parte mais conservada do planeta Terra para que a gente receba em dinheiro para cuidar das pessoas que moram lá. Porque nós temos que fazer os europeus e o mundo desenvolvido compreender que embaixo de cada copa de árvores mora uma
▶ 00:05:06 pessoa. Tem um um um extrativista, tem um seringueiro, tem um pescador, tem um indígena, tem um pequeno colono. Então essa gente pode utilizar a preservação da floresta como uma forma de viver, como uma forma de ganhar dinheiro, como uma forma de cuidar da sua família. E é isso que nós estamos fazendo com Funda Amazônia. É isso que nós vamos fazer agora na COP 29 e em em no Azerbaijão, em que a gente vai continuar mostrando que o 9 anos que não tinha uma seca como
▶ 00:05:38 nós estamos tendo agora e tanta queimada. Então, nós vamos ter que ter consciência que nós precisamos criar condições de sustentabilidade também jurídica para que a gente possa estar preparado para cuidar disso. Nós temos certeza que os eventos serão cada vez mais frequentes e intentos e, portanto, eu vou encaminhar ao Congresso Nacional uma medida provisória, criando o estatuto jurídico da emergência climática. O nosso objetivo, Samira, é
▶ 00:06:09 estabelecer as condições para ampliar e acelerar as políticas públicas a partir de um plano nacional de enfrentamento aos riscos climáticos extremos. Nosso foco precisa ser adaptação e preparação para o enfrentamento deste fenômeno. Por isso, vamos estabelecer uma autoridade climática [limpando a garganta] e um comitê técnico científico que de suporte e articula a implementação das ações do governo federal junto com o governo estadual e junto com as
▶ 00:06:40 prefeituras. Ou seja, no fundo, no fundo, nós queremos levar a sério, definitivamente a sério, a questão a questão climática. Não é mais uma questão secundária, não é mais uma questão da da universidade, não é mais uma questão apenas de cientista, é uma questão de responsabilidade de todos nós. Seu Samira, seu Walter, minha, ou seja, a responsabilidade é de todos nós. Nós precisamos cuidar do mundo que nós vivemos. Por isso, nós vamos levar muito
▶ 00:07:11 a sério e nós vamos trabalhar muito para que a gente possa dar ao povo a certeza de que eles serão cuidados, trabalhando em parceria com o governo do estado e com as prefeituras. Presidente, tiozão, agora falando, agora a pouco a gente estava conversando nos bastidores, o senhor falou: "O senhor não é um tiozão, senão você também é o Vozão." Mas é o carinho que nós temos eh pelo senhor aqui no estado do Amazonas. Nesse momento, Rádio Norte FM, que uma das rádios mais assistidas aqui no norte
▶ 00:07:41 do Brasil, em Brasília, com essa conexão também pro Nordeste. E vamos falar da BR319, porque uma BR importantíssima aqui para nossa, pro nosso estado, que liga, na verdade, a região norte para o restante eh do nosso país, criada na década de 70. E essa pergunta é uma pergunta de todos os amazonenses para o senhor, porque a construção e manutenção dessa BR, ela tá ligada diretamente na desenvolvimento
▶ 00:08:11 daqui da cidade, desenvolvimento aqui do estado. O ano passado, por exemplo, sofremos com desabastecimento, de acordo com a Fé Comércio, que é a federação e do comércio aqui da nossa do nosso estado, apontou que de cerca de 25 a 30% desse desabdade de me chamar de vovô. Tá, por isso que eu te chamei de Walter até agora, mas se não te incomodar, eu posso chamar de tiozão. Olha, a BR319, problema. A BR319 ela é uma necessidade pro estado
▶ 00:08:43 do Amazonas, é uma necessidade para Roraima e é uma necessidade pro Brasil. Essa estrada foi feita em 1970. Ela funcionou um tempo, depois ela foi se deteriorando e ela hoje é uma cidade que tem de Manaus até uma determinada distância, ela tem funcionamento. De Rema tem outra distância, ela tem funcionamento e tem no meio dela 400 km que foram deteriorados e que nunca foram consertados.
▶ 00:09:13 nunca foram consertado porque é uma estrada que tem um impacto muito forte na questão da Amazônia e na floresta, já que é uma das partes mais conservadas que nós temos no país. Ora, o que que nós estamos propondo? Na verdade, eu disse ao governador, eu disse ao senador Eduardo Braga e ao senador Omar Aziz, eu disse aos deputados que eu vou convocá-los aqui em Brasília para uma discussão muito séria com o Ministério do Transporte, com o Ministério do Meio Ambiente, para que a gente estabeleça um
▶ 00:09:43 compromisso de que ao retomar a construção daquela estrada a gente tenha o compromisso de não permitir a grilagem de terra, de não permitir, sabe, que as pessoas queime de um lado lado ou de outro, que as pessoas grilhem, que as pessoas ocupem, que as pessoas façam queimada, porque é uma área que tem que ser preservada. Então, se tiver terra do estado e terra da união, a gente precisa garantir que essa estrada seja preservada, sabe? Que que a floresta seja preservada e que a estrada seja uma
▶ 00:10:14 estrada feita, quem sabe, da melhor forma possível que a ciência pode nos permitir fazer. Então nós começamos ontem, assinamos um contrato do Denite para começar a fazer de 52 novos quilômetros que já estava autorizado. A gente vai começar a fazer primeiro 20 km e daqui acho que uns 20 dias tá liberado os outros 32 km. Enquanto isso, nós vamos estabelecer uma discussão com o estado e com a união, com os ministros envolvidos. Vamos convocar, sabe,
▶ 00:10:46 qualquer especialista que tiver em qualquer lugar do mundo para vir aqui discutir conosco como é que a gente pode fazer essa estrada sem causar danos a floresta que está muito preservada naquela região. Eu disse com disse ao governador ontem, ele disse que está disposto a fazer o que for necessário. Então eu tenho certeza que agora a gente pode encontrar uma solução de definitivamente a gente fazer a 319 a estrada mais bem construída, mais bem
▶ 00:11:18 sucedida e manter a floresta mais bem conservada do mundo. Isso é um compromisso e nós vamos tentar cumprir a partir dos próximos dias. Presidente Lula, queria falar agora sobre os indígenas e anomame lá do estado de Roraima. a gente sabe a situação que aconteceu por lá e o tanto de mortes que aconteceram também foram registradas, esse impacto negativo, né, que ganhou repercussão nacional e internacional pelos garimpos que existem lá na região. E o governador Antônio
▶ 00:11:49 Denário alega que não são realizadas ações nesse sentido, porque existe a falta de ampolio financeiro do governo federal. O que eu queria saber do senhor é o seguinte, existe essa falta de recurso do governo federal paraa Roraima com relação ao combate aos garimpos e como se houver essa falta de ação do governo estadual, essa fala dele para combater o garimpo ilegal também? Olha, eu eu penso que o governador se falou não falou sério e se falou isso não disse a verdade.
▶ 00:12:21 Ora, nós temos uma sala de situação montada na cidade de Boa Vista. Nós temos a representação de mais de 10 ministros que vive o dia inteiro em Boa Vista. A, nós estamos tentando cuidar da forma mais eficaz possível numa situação muito difícil. Você veja uma coisa, nós já destruímos lá 757 dragas e balças de garimpeiros. Tudo isso em 2003 e até esse mês, 666 dragas
▶ 00:12:53 e balças este ano 2024. A polícia federal fez 17 ações de combate ao financiamento ilegal de garimpo e anomalam com prisões mandado de busca e bloqueio de recursos obtidos o que financiavam o garimpe legal. E há 52 inquéritos de investigação abertos contra incêndios criminosos. Ora, nós estamos fazendo aquilo que é necessário fazer. Lamentavelmente eu fico muito triste quando eu dizer que continua a
▶ 00:13:23 morrer criança. Morre criança de desnutrição. Não pode ser porque a gente tá mandando a comida, mandando a cesta básica. Eu não sei, já tenho conversado com a ministra Nívia que tem dedicado, tem mandado mais médico lá. No começo a gente tinha um problema porque tinha médico que não queria ir, sabe, para se aprofundar mais na floresta com medo do crime organizado. E nós estamos enfrentando o crime organizado, inclusive criando um departamento da polícia federal no Amazonas para tratar
▶ 00:13:53 especificamente do combate ao crime organizado e ao garimpo. As coisas estão sendo feitas. Eu lamento se o governador disse uma coisa dessa, porque o governador tem participado. Nós temos um escritório de Rorâia com vários representação de ministros, sabe? Coordenado pela Casa Civil que se reúne, se reúne semanalmente. A Casa Civil tem reunião sobre o Roraima semanalmente. E as orientações são passadas para que a gente possa continuar cuidando, sabe, da
▶ 00:14:24 situação de Roraima. É um território muito grande porque é um território do tamanho de Portugal, tem fronteira com a Venezuela. teoria que a gente não sabe se o garimpo é nosso ou se é da Venezuela, mas nós estamos trabalhando muito e estamos trabalhando muito forte e o governador sabe disso. Se tem uma coisa que o governador tem certeza, é que nós estamos trabalhando muito para tentar debelar, sabe, não só o sofrimento dos mamames para que a gente leve saúde, leve comida e para que a
▶ 00:14:54 gente possa de uma vez por todas expulsar o garimpo de Roraima. Inclusive, presidente, a gente tem informação aqui que em 2021 o governador de Roraim Antônio Denário tentou aprovar uma lei que autorizava garimpos e previ uso de mercúrio nessa atividade. Isso mostra aí um apoio, né? Dá uma suspeita aí que ele dá dando apoio aos garimpos ali da região. E esse tipo de ação prejudica o trabalho do governo federal, a chegada dos recursos do que vocês estão enviando?
▶ 00:15:24 Olha, eu eu não não quero afirmar nada. Ô Samira, mas a verdade não é crua é que aqui em Brasília corre o boato de que o governador teria vinculação com esta gente do Garibo. A que nós estamos fazendo é investigando. O que nós estamos fazendo é tentando proibir. Não é fácil você destruir 757 dragas e balsa. O problema é que como quem financia o garimpe não tá lá. Quem
▶ 00:15:55 que fin o pilgarinho pra gente que tem dinheiro e tá no outro lugar? Você destrói uma balça, no dia seguinte tem outra balsa. Você destrói uma draga, um dia seguinte outra outra draga. Nós já destruímos inclusive vários aviões de vários helicópteros, porque é um compromisso moral do governo acabar com o crime organizado e o garimpo ilegal na Amazônia e em Horaima. Então nós vamos continuar trabalhando, vamos continuar lutando, vamos continuar mandando o jeito para lá. Eu tenho
▶ 00:16:25 certeza que num curto prazo de tempo a gente vai encontrar uma solução para extirpar de uma vez por todas o garipe legal. Muito bem, presidente. Olha, para você que tá nos ouvindo na Rádio Norte FM aqui em Manaus, na capital do Amazonas, em Brasília, no Distrito Federal, nós estamos conversando de forma exclusiva com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, que ontem, na terça-feira, esteve aqui no Amazonas, vendo a realidade, vendo eh o impacto que essa forte estiagem, que de acordo
▶ 00:16:55 com os pesquisadores, seria uma estiagem recorde, né, para e os amazonenses vêm penando com isso. Agora mais eh presidente, eu gostaria de falar com o senhor sobre um tema também importante na questão economia pro não só pro estado do Amazonas, mas pro Brasil, que é o potássio. Considerando que o Brasil importa 85% de do fertilizante que usa, né? Então gostaria de saber quais seriam as estratégias do governo federal para apoiar o projeto de extração do potássio, né, de potássio aqui em
▶ 00:17:26 Altases, município pertencente ao estado do Amazonas. Olha, muito se fala, ô Walter, de determinadas riquezas que tem no estado do Amazonas e que não tá sendo explorada pelo governo federal. Deixa eu te dizer uma coisa, a gente vai ter que se dotar autossuficiente na questão, sabe, de fertilizante. Isso é inexorável. Nós já tomamos a decisão inclusive de recuperar algumas
▶ 00:17:57 empresas que para fabricavam fertilizante. Outras coisas como potássio nós temos em algumas regiões, mas a gente para poder explorar potássio numa região como a Amazônia, nós temos que fazer antes um estudo científico, sabe qual é o problema e qual é o a o impacto ambiental que a gente pode trazer pra cidade. A verdade é que você tem a agricultura brasileira, ela nunca se importou muito em ter fertilizante, em ter potássio, em ter outros minerais
▶ 00:18:28 importantes para agricultura, porque era fácil importar. Mas agora com a guerra da Rússia e da Ucrânia, ou seja, nós estamos convencidos de que o Brasil tem que ser autossuficiente em tudo que ele precisa para fazer a terra se transformar mais produtiva e para melhorar melhorar a qualidade da nossa produção. Eu não conheço especificamente a reserva de potássio no estado do Amazonas, mas eu posso te garantir que se se tiver e for fácil de explorar sem causar impacto a sociedade
▶ 00:19:00 vai ser explorada. Se a exploração demandar impacto, sabe, na Amazônia, aí vai ser mais difícil, porque nós temos que discutir, temos que analisar e temos que ver se não existe outra possibilidade de pegar potaço em outras regiões sem que a gente possa criar um impacto negativo na Amazônia. Presidente Lula, agora que a gente queria falar da zona franca de Manaus e também de toda a nossa floresta, né, que pode ser explorada de forma sustentável.
▶ 00:19:31 Muitas discussões têm acontecido aqui no estado do Amazonas, como em toda a região norte, sobre essa situação, como explorar de forma sustentável, como fazer uma extração de ouro de forma sustentável. Será que é possível isso acontecer? Então, eu queria saber do senhor como que o governo federal está se movimentando para trazer aí uma exploração sustentável aqui pra nossa Amazônia, tirando aí a dependência só da zona franca de Manaus. Sabemos que a zona franca é extremamente importante, mas como incentivar essa outra parte, né? o negócio na floresta, mas de forma
▶ 00:20:02 sustentável, preservando a as árvores, enfim, todo o nosso meio ambiente. Olha, eh se a gente pudesse encontrar um outro jeito de trabalhar o enriquecimento do povo da Amazônia sem precisar da zona franca, seria ótimo. Mas o dado concreto é que a zona franca é muito importante pra região norte do país. Eu tô muito feliz porque foi nos governos do PT, Lula e Dilma que a gente deu a maior garantia pra dona Franca de
▶ 00:20:34 Manaus. Porque vocês sabem que aqui na parte sul do Brasil, na parte sudeste, tem muita gente que quer acabar com a zona Franca de Manaus. Tem muita gente que gostaria de acabar com a zona Franca de Manaus, porque o estado de São Paulo é industrializado, porque Minas Gerais, porque é o Rio de Janeiro, porque é o Rio Grande do Sul. As pessoas não têm dimensão da importância da zona franca para o estado do Amazonas e para a região norte. E eu tô muito feliz porque somente neste tempo que nós estamos
▶ 00:21:05 governando já aumentou 27.000 novos postos de trabalho. E você se lembra que o governo passado queria acabar com a dona Franca de Mandaus? Ora, eu acho que a dona Franca ainda é muito importante. É muito importante. O que nós precisamos é fazer com que quem venha mais indústria limpa pra zona franca de Manaus, que tenha o benefício necessário para ser incentivada a ir para Manaus, porque é preciso, sabe, a gente ter noção de que os empresários que fazem
▶ 00:21:35 investimento, eles querem ir na zona que tenha mercado, que tenha consumo, que tenha infraestrutura, que tenha condições e facilidade de vender escolo. na zona franca, sabe, no estado do Amazona, seria mais difícil você convencer o empresário aí. Por isso é que é importante manter a zona franca. Eu não vejo nenhum problema, não causa nenhum problema ao Brasil, a gente ter a Sona Franca produzindo, gerando emprego e gerando riqueza pro estado do Amazonas, tá? Então eu eu sou um
▶ 00:22:06 defensor da dona Franca de Manaus até que a gente possa daqui a alguns anos não precir mais de precisar dar benefício pra empresa e pro estado do Amazonas. Mas por enquanto é necessário e eu estou feliz, muito feliz que a dona Franca está gerando emprego, gerando renda e gerando contribuição para o estado do Amazonas. Presidente, ainda falando eh da Amazônia, né, mas uma outra ponta que é com relação à segurança, a gente sabe
▶ 00:22:36 que o crime organizado tem alcançado regiões onde não há enfrentamento, onde não tem combate. Como que o governo federal tem olhado para isso? A gente já teve aqui morte, né, de do indigenista e também do jornalista Dom Philips, que eh acabou morrendo lá no Vale do Javari por conta do crime organizado. Como é que o governo federal tá vendo essa situação e como que planeja, né, e dá esse enfrentamento nessas regiões mais distantes? Samira, até o final do ano nós teremos
▶ 00:23:06 funcionando em Manaus, um centro de cooperação policial internacional da Amazônia. Nós teremos até o final do ano funcionando um centro de cooperação policial internacional sob a coordenação da polícia federal, tá? Nós estamos levando muito a sério, Samira, mas muito a sério, essa questão da Amazônia, porque é um território imenso, é um território difícil de trabalhar e nós precisamos fazer
▶ 00:23:36 investimento, precisamos trabalhar conjunto com a nossa com os países fronteiritos, porque só com a a a Bolívia nós temos mais de 3.000 km, tem mais 1000 km, 1600 km de fronteira com a Venezuela. Ou seja, então nós temos que fazer o trabalho interno do Brasil, da Polícia Federal, tanto no combate ao clima organizado quanto ao narcotráfico e ao mesmo tempo, nós temos que estabelecer parceria com os outros governos de outros países para que a gente possa trabalhar na fronteira com
▶ 00:24:06 mais intensidade. E mais ainda, nós estamos vendo qual é a possibilidade que a gente tem de fazer com que as nossas forças armadas, além de ter uma mobilidade até 150 km na fronteira, possa ter até 250 km pra gente aumentar o espaço ocupado pela polícia, pelo exército e pela polícia federal. Esse é um trabalho gigantesco, Samira, mas que nós já tomamos a decisão com o fundo da Amazônia a gente preparar dentro do
▶ 00:24:37 estado do Amazonas com sede na capital esse centro de recuperação policial internacional. E você sabe que agora nós temos o secretário geral da Interpol e é brasileiro e nós vamos saber como é que a Interpol pode ajudar a gente combater o crime organizado nos países fronteiriços. Presidente Lula, chegou uma pergunta aqui de uma de uma pessoa lá de Roraima, lembrando que nós estamos ao vivo aqui
▶ 00:25:08 para todos os estados da região norte, também Brasília, Distrito Federal. E eu queria falar do senhor dessa pergunta aqui que é extremamente importante. A pessoa cita que a situação do estado de Roraima tá um verdadeiro caos em decorrência a um processo de cassação do governador Antônio Denário, que a gente já falou anteriormente. E nos últimos a polícia prendeu aviões carregados de drogas na fazenda do governador. O senhor vê isso com preocupação? O chefe de estado com o nome Envolvido em um escândalo desse? Presidente,
▶ 00:25:39 olha, deixa eu lhe falar uma coisa. A todos nós temos o compromisso de ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito. Se o governador tá sendo investigado, se a Polícia Federal tem indícios e se teve alguma coisa na fazenda do governador, isso tem que ser apurado, tem que ser investigado e o governador tem que ser julgado. Isso é o que todos nós estamos submetidos pela Constituição Brasileira.
▶ 00:26:09 A gente não pode reclamar porque a polícia tá nos investigando. A gente tem que tá preocupado em não cometer nenhum ilícito. Eu não posso falar nada do governador. Tenho pouca relação com o governador. O que eu posso te dizer também é que toda vez que ele vem a Brasília ele será bem tratado. E eu esse dia tô para ir a Rorama porque eu tenho que que inaugurar um hospital maternidade e quero fazer uma visita na linha de transmissão, sabe? Que tá trazendo energia para Raiba. Mas eu
▶ 00:26:39 espero que ele não tenha culpa. Espero que ele seja inocente. Mas a gente não pode reclamar da investigação. Se tem uma denúncia, se tem uma tomada decisão de um juiz que manda que seja investigado, a gente só tem que trabalhar para não ter nenhum problema de ilícito na nossa vida, de qualquer compromisso com qualquer coisa de criminalidade, para que a gente possa estar de cabeça erguida nesse país e no estado de Roraima.
▶ 00:27:09 Presidente, o aumento eh no fluxo de imigrantes entrando no pelo estado de Roraim, especialmente após as eleições na Venezuela, né, e está sobrecarregando público de saúde, educação, assistência social. Gostaria de saber quais as medidas do governo federal que está planejando para apoiar o estado de Raiva diretamente com os desafios, né, dessa crise imigratória aqui no Brasil. Olha, primeiro o ministro das relações
▶ 00:27:40 exteriores está com orientação e determinação da presidente da república para que a gente trate com muito respeito as pessoas que estão vindo pro Brasil por necessidade de sobrevivência. Você sabe que o ser humano é meio nômade. Quando ele não tem onde comer, quando ele não tem onde trabalhar, ele fica procurando todos os lugares. Então essas pessoas que estão vindo para para Rolar vai ter que ser bem tratada. E o governo federal tem a obrigação de ajudar o estado de Rorâmia
▶ 00:28:11 a cuidar da educação dessa gente, a cuidar do da manutenção dessa gente, porque nós não queremos que essas pessoas venham para cá e passe mais necessidade ainda do que já passava na Venezuela. Eu eu eu pretendo agora na minha visita a Roraima ter uma conversa com o governador, levar muitos ministros meus para que a gente possa definitivamente, sabe, a gente tratar com muita responsabilidade o respeito por esses milhares de venezuelanos que
▶ 00:28:41 estão no Brasil. E eu espero que a Venezuela volte à normalidade e que essa gente possa voltar paraa Venezuela o mais rápido possível. Presidente Lula, agora sobre a COP 30 que vai acontecer em 2025 em Belém, como apresentar os compromissos de sustentabilidade em um momento em que as políticas ambientais estão sendo muito atacadas? O que a gente precisa saber, presidente, é que o Brasil, que que o Brasil tem a levar para essa COP que mostra otimismo na conservação, levando
▶ 00:29:11 em conta todas essas mudanças climáticas que a gente tem tá vivendo, tá enfrentando. A fumaça que começa aqui na Amazônia e vai alcançando aí o Sudeste do Brasil. Que que o Brasil tem para levar pra COP? Ô, Samira, o Brasil vai levar pra COP a credibilidade que o Brasil conquistou no mundo ao longo desses anos. desde a COP 15 em Copenhag em 2009, que o Brasil tem sido um país de muito destaque na COP. O que que nós vamos
▶ 00:29:41 levar? Eu assumi o compromisso de que a gente iria ter desmatamento zero até 2030. E é importante lembrar, Samira, que o ano passado nós diminuímos o desmatamento em 51%, e é importante lembrar que até agora já diminuímos aparatamente mais 45%. Nós estamos vendo as queimadas no Pantanal e 85% das queimadas no Pantanal são em propriedade privadas. [limpando a garganta] As queimadas em São Paulo foi em
▶ 00:30:11 propriedade privada. Eu não sei no Amazonas se também tem muita na propriedade privada. O que eu sei é que nós vamos levar o compromisso e ao mesmo tempo nós vamos levar a cobrança, sabe? que os países ricos prometeram desde 2009 de que iriam ter um fundo e esse fundo seria para ajudar as pessoas que moram nas florestas poder sobreviverem dignamente. Eu posso te dizer, Samira, que tem poucos países hoje no mundo que t a respeitabilidade do Brasil. Nós
▶ 00:30:41 temos uma ministra extraordinária que é a companheira Marina, possivelmente uma das pessoas de maior credibilidade nessa questão ambiental hoje no mundo. A Marina é muito dedicada, trabalha demais. Nós vamos agora, após Verbajão, levar a proposta brasileira. Vou receber a presidência da COP 30 e a COP 30 vai ser muito importante. Nós decidimos fazer ela na cidade de Belém porque a o mundo inteiro fala da Amazônia. há muitos
▶ 00:31:11 anos. E agora nós queremos que a Amazônia fale pro mundo. Eu quero que o mundo venha saber o que que é o que que é uma floresta. Eu quero que o mundo venha saber o que que é, sabe, a felicidade ou o sofrimento do povo que mora na região da Amazônia. Eu quero que as pessoas venham conhecer como é que vive um seringueiro, como é que vive um extrativista, como é que vive um pescador, como é que vive um indígena. E nós estamos fazendo isso para convencer aqueles que já desmataram
▶ 00:31:42 há 200 anos atrás, aqueles que já polui o planeta há 250 anos atrás, astuma a responsabilidade de pagar a sua parte no mundo. E nós queremos, eu vou repetir uma coisa, nós queremos mostrar para eles que embaixo de cada copa de árvore tem uma pessoa brasileira, mulher, homem, que trabalha e quer viver bem. Ele não quer viver mendigando o prato de comida de todo dia. Ele quer, pela preservação que ele faz, receber um
▶ 00:32:14 dinheiro justo pelo cuidar da sua família. É isso que a gente vai mostrar. Nós vamos mostrar agora no final de outubro de novembro no Azerbaijão. Ah, e depois nós vamos mostrar em Belém na Copetita, mas também nós vamos discutir isso no Gevit. Nós vamos discutir isso nos brigas. [tosse] É uma é uma tarefa e uma responsabilidade muito grande. E eu tô muito feliz porque a gente tem muitos eventos internacionais aqui. Esse ano a
▶ 00:32:45 gente vai ter o G20, depois a gente vai ter os bricksã, na Rússia a gente vai ter a COP 29 em Bacu, no Azerbaijão. Depois eu vou participar da PEC no Peru e o ano passado nós temos aqui os bricos e vamos ter a COP 30. Portanto, o Brasil tá farto de participação de estrangeiro. Ou seja, o Brasil viajou muito o mundo 2003 e 2024. Agora o mundo começa a viajar pro Brasil para que a gente possa estabelecer parceria e fazer da questão
▶ 00:33:17 ambiental uma força motora de desenvolvimento de uma parte do nosso território. E nesse aspecto, a Amazônia será uma região privilegiada. Presidente, preciso falar que é extremamente importante esse seu olhar pra Amazônia nesse momento, porque a sensação que a gente tem com relação à Fumaça, por exemplo, que começa, né, a invadir aí o Sul e Sudeste, começou ano passado aqui. A gente teve um dos piores índices eh de do de qualidade do ar aqui
▶ 00:33:48 nesse momento, no ano passado. Então aqui já vem de muito tempo aqui na Amazônia essa relação e a gente sabe que a fumaça é consequência das queimadas, do desmatamento. Então esse olhar é extremamente importante, essa sua visita em estados da região, em comunidades, é extremamente importante, porque traz realmente atenção pra gente. E nesses eventos, todo esse movimento que vai acontecer, a gente espera de fato que os próximos anos a gente não tenha mais que manchetar ou noticiar toda essa situação que a gente tem vivido hoje, que tá aí
▶ 00:34:20 alcançando o Sul e Sudeste e só agora, né, a atenção realmente tá vindo para cá. Então a gente agradece muito e espera mais visitas suas aqui, não só no estado do Amazonas, como em Roraima, Tocantins, no Acre, em lá em Rondônia também, enfim, todos os estados da região norte, porque a gente às vezes se sente invisível aqui, como se a gente não tivesse sendo visto. E só quando chega no SUS Sudeste que as coisas vão começar a vir, que o olhar vai começar a aparecer para cá. Então a gente agradece muito e espera outras visitas suas aqui
▶ 00:34:52 na nossa região. Presidente, ô Samira, são 360 milhões de hectares da Amazônia Legal. são praticamente uma uma um grande percentual da água potável do mundo. Então, quando a gente vê queimada e quando a gente vê a seca, obviamente que a gente fica preocupado, a gente fica triste, porque a gente sabe da importância da Amazônia para a manutenção de funcionamento não do Brasil, mas do planeta Terra. É por isso
▶ 00:35:22 que nós temos uma preocupação e gostaríamos também de aproveitar, sabe, os microfones da Rádio Norte para transmitir o seguinte, tem muita gente que quando a gente fala na questão da preservação começa a dizer que a gente é contra o desenvolvimento, que a gente é contra não sei das quantas, que a gente não quer que o estado cresça, que a gente quer que o estado fique pobre. Não é isso. O que nós queremos é discutir como crescer sem destruir aquilo que é bom pra gente. Eu não preciso destruir o
▶ 00:35:52 ar, eu não preciso poluir os rios. Eu não preciso queimar floresta para crescer. Então o que nós estamos discut discutindo é como é que a gente pode se desenvolver de forma civilizada, garantindo que a indústria cresça, garantindo que o emprego cresça, garantindo que a renda cresça, sem precisar destruir aquilo que nos beneficia, que é o ar que a gente respira, o sol que nos aquece e a água que cai do céu, que é a razão, sabe, da
▶ 00:36:26 gente ter uma riqueza agrícola extraordinária. Isso é possível. É por isso que nós estamos totalmente abertos a discutir. Ô Samir, quando eu tomei posse, você tá lembrada que em janeiro eu convoquei os 27 governadores de estado para discutir com ele o que que é importante para cada estado. Não é o presidente da República que vai determinar o que que é importante, mas eu ouvi ouvi dos 27 governadores aí no Amazonas foi disponibilizado 15 bilhões e pouco, quais 10 bilhões e meio só pro
▶ 00:36:58 estado do Amazonas e 5 bilhões para a fronteira com outros estados. E mais grave, já aplicamos 4 bilhões 700 milhões aí do PAC da Amazônia. Assim foi feito com os governadores, assim foi feito com os prefeitos. Sabe por nós não queremos governar o Brasil como era governado no passado. Tem um presidente que não conversa com o prefeito, tem um presidente que não conversa com o governador, tem um presidente que tem um gabinete do ódio que só fala fake news,
▶ 00:37:28 que somente, sabe? Porque veja, você começou essa entrevista dizendo o problema da da rodovia BR319 e da falta de oxigênio em Manaus. Não foi por causa da ferrovia que faltou, da da rodovia que faltou oxigênio. Faltou oxigênio por irresponsabilidade do governo federal que não levou a fé COVID. É importante que a gente tenha claro que dos 700.000 1 brasileiros que morreram, 400 se deve à irresponsabilidade do
▶ 00:37:59 governo, que colocou inclusive alguns ministros da saúde que não entendia nada de saúde, um governo que distribuía remédio que não tinha nenhuma validade para o COVID. Então é importante que a gente discuta com muita seriedade. Nós estamos no primeiro quarto do século XX e nós não podemos repetir os mesmos erros do século XX. E eu, Sabira, tenho mandato até dia 31 de dezembro de 2026. Eu vou me dedicar,
▶ 00:38:30 vou me dedicar como se eu tivesse cuidando de um filho meu, como se eu tivesse cuidando do meu próprio corpo, para que a gente trate a questão climática com a maior responsabilidade possível, porque do cuidado que a gente tiver na questão climática, a gente vai viver mais ou vai viver menos. daqui a pouco eu não quero que o planeta destrua a espécie humana como destruiu os dinossauros. Por isso o ser humano, que é o único ser racional do planeta Terra,
▶ 00:39:02 que é o animal racional, precisava ser mais responsável. é o ser humano o único animal que mata sem necessidade, que rouba sem necessidade. Ou seja, então é preciso que a gente volte efetivamente a ser um ser humano humanista, que a gente seja mais solidário, que a gente tenha mais fraternidade, que a gente compartilhe mais as coisas e cuidar do mundo é obrigação de todo mundo, porque não tem lugar pro rico e pro pobre, ou seja, todo mundo mora no planeta Terra, uns moram melhor do que outro. E a minha
▶ 00:39:34 preocupação é cuidar daqueles que não moram tão bem, aqueles que moram nas encostas, aqueles que moram perto de córrega, aqueles que moram em Palacita, aqueles que estão morando na periferia descuidada desse país. Por isso eu fui visitar essas comunidades, porque eu poderia ter ido ao estado do Amazonas e ter ficado em Manaus, mas eu resolvi ir lá nas entranhas da Amazônia para ver como é que vive mulher, criança e velho naquela
▶ 00:40:04 região. E o que nós precisamos é apenas cuidar deles como brasileiros. presidente, eh, a gente tá sendo muito assistido e ouvido também aqui na na região norte e Distrito Federal. Nossa audiência tá muito grande. E quero trazer aqui uma pergunta de um ouvinte da Norte FM Manaus. Ele fala o seguinte: "O combate às queimadas precisa de pessoas e equipamentos especializados. As forças armadas t as pessoas e os equipamentos. Não seria o caso de formar brigadas permanentes nos quartais
▶ 00:40:35 especializados no combate ao fogo?" Olhe, eu tenho eu tenho muito orgulho dos brigadistas brasileiros. Eu fui ver as queimadas no Pantanal eu, sinceramente saí de lá muito orgulhoso com o trabalho dos brigadistas. Na maioria são voluntários. Eu conversei com o o meu comandante do exército, o general Tomás, e eu disse para ele que quem sabe a gente devesse aproveitar
▶ 00:41:07 esses jovens que vão servir o exército para que a gente formasse ele, especializado ele exatamente na defesa civil para que eles estivessem preparado para enfrentar desastres climáticos. Já que ele tá um ano nas Forças Armadas, vamos tentar preparar esse menino. São 70.000 jovens por ano que a gente pode preparar e torná-los profissionais de combate à questão climática, de defesa do planeta, de defesa da floresta, de defesa da água, de defesa da vida
▶ 00:41:38 humana. A gente pode fazer isso porque nós vamos precisar. Samira, veja, quando eu disse que a gente vai estabelecer, sabe, uma medida provisória criando estatuto jurídico de emergência climática. E quando eu disse que a gente vai estabelecer uma autoridade climática, é porque nós queremos pensar diferente essa questão climática. Nós queremos que a sociedade brasileira da universidade a uma favela, de um escritório com ar condicionado a uma
▶ 00:42:08 fábrica, que todos estejam compromissados em cuidar do planeta Terra, em cuidar do chão que ele mora, porque de nós depende a manutenção do planeta. Por exemplo, agora nós vamos começar uma campanha contra a dengue. Olha, nós vamos começar a dizer pro povo o seguinte: a dengue ela começa ser vencida dentro de cada casa. Não é da casa do vizinho, é na minha casa, é na sua casa que a gente precisa começar a cuidar. Se cada um cuidar da sua casa,
▶ 00:42:39 se todos cuidar da rua e todas as ruas cuidar do bairro e todo o bairro cuidar da cidade, envolvendo o prefeito, envolvendo o governo do estado, a gente pode chegar a ter dengue zero, mas é preciso que a gente comete com antecedência. A dengue não tá na casa do vivinho, a dengue tá na minha casa. Então eu preciso cuidar de evitar a proliferação do mosquito da DEG agora, fazendo aquilo que o Ministério da Saúde orienta, que todo mundo sabe fazer. Não
▶ 00:43:10 pode ter água empoada, é preciso ter lugar limpo, não pode ter pneu parado, jogado, velho, não pode ter a motoira de lixo. Ou seja, cada um, cada um, por mais pobre que seja, ele pode ser um grande agente para diminuir a degra do nosso país. E isso vale para a questão dos brigadistas. Nós queremos ter milhões de pessoas preparadas para enfrentar a questão, sabe, de queimada no Brasil. Eu fui no Pantanal, eu fiquei assustado, fiquei muito assustado. E 85%
▶ 00:43:43 das queimadas no Pantanal era em propriedade particular. Esse é um crime muito sério. Nós temos a Catinga também que teve problema sério. Nós temos o serrado que teve problema sério. E até agora nós não tivemos problema na na Mata Atlântica porque quase que já foi dizimada e na questão dos Pampas. Mas então o Pantanal, o Pantanal, eu vou repetir, o Pantanal sofre a maior seca dos últimos 73 anos.
▶ 00:44:13 Algo precisa ser feito por nós, não por nós governo, por nós seres humanos, para cuidar do chão que a gente pisa, do chão que produz alimento para nós, da água que nós bebemos, ou nós cuidamos ou nós afundamos. Presidente, o tiozão quer quebrar o protocolo um pouco para deixar uma coisa mais leve aqui pra gente, porque aqui nas minhas mãos aqui, para quem escuta a gente pela Rádio Norte FM aqui na capital e no Amazonas e também em Brasília, eu tenho nas mãos aqui um
▶ 00:44:45 presentes oferecidos pela pelo Grupo Norte de Comunicação que com certeza vai chegar até o senhor e uma arte linda aqui de uma arara pintada, presidente, eh nessa caixa personalizada de bombões com vários sabores, eh, é de frutos amazônicos. E eu queria destacar aqui, deixa eu deixar aqui rapidinho aqui, mostrar pro senhor, mostrar pro senhor aqui o sapinho Muractã que dá sorte quando você canta, toca nele, ó. Ó. Então, deixar na sua mesa aí
▶ 00:45:17 quando o Brasil tiver pegando, tiver o clima tiver muito pesado aí em Brasília, no Brasil inteiro, só pode tocar em cima da sua mesa esse sapinho que atraz sorte, segundo os e os nossos os nossos antepassados. E aqui tem vários outros produtos, como a própria língua do Pirarucu. E tem um negócio muito interessante aqui, presidente, que é o Viagra Regional. [risadas] O tiozão utiliza só para deixar claro pro senhor, tá? O Viagra regional vai chegar nas suas mãos e o tiozão utiliza
▶ 00:45:47 e recomenda também para todo o Brasil, porque aqui todos são produtos inteligentíssimos que provam essa inteligência do nosso povo, que trabalha de maneira sustentável, inteligente, preservando a floresta e movimentando a economia. São vários outros presentes aqui, inclusive tem a cachacinha de Jambu, viu? Sen gosta de uma cachacinha? É feito do que esse Viagra regional? Ah, aqui [risadas] tem natural, tem guaraná, tem catuaba, tem gincen,
▶ 00:46:18 tem Miratã, pó de de tem vários vários produtos regionais da floresta. Olha, [risadas] se isso fica bem, fica bem, se isso, olha, se isso for, se isso for verdade e funcionar, eu posso vender isso no mundo inteiro. Eu posso vender pros presidentes. Tá aqui à vontade. [risadas] Eu já falei, o tiozão, o tiozão usa o tiozão usa para trás. Deus do céu. Quando é que eu vou receber isso,
▶ 00:46:49 tiozão? Quando é que eu vou receber isso? Não, diretor geral. Diego Trajando vai levar pessoalmente pro senhor junto com o nosso CEO aqui do grupo norte de comunicação Sérgio Brind. Deixa eu fazer uma pergunta para você, Samira. Deixa eu fazer uma pergunta para você. Faz quanto tempo que o Felipe Dal morreu? Ai faz foi em 2016. Presidente, você sabe que eu tinha uma bela relação com Felipe Dal. uma bela relação.
▶ 00:47:20 Eu de muita gente de comunicação que eu de muita gente que eu conheci de comunicação, sinceramente, ele foi o cara mais moderno e mais democrático que eu conheci em si tratando de comunicação. Eu eu lamentei muito a morte dele, porque uma pessoa que pensava comunicação como ele faz falta ao Brasil. E aí o senhor vai conhecer o sucessor dele, que é o CEO do Grupo Norte de
▶ 00:47:50 Comunicação, Sérgio Bringel, que cria ali um um dos maiores grupos de comunicação de todo o Brasil, que tem expandido aí para vários estados aqui do norte e também pro Nordeste. O senhor vai conhecer pessoalmente ele. Aguarde aí, já marque na agenda. Tem óleo da bota também no nos presentes aqui, viu, presidente? Óleo da bota. Você já viu falar, né? Tá bom. Olha, deixa eu contar uma coisa para vocês. Eu eu na verdade eu na verdade deveria ter começado esse programa Samira e Walter pedindo
▶ 00:48:22 desculpas a vocês por causa de ontem, porque eu tava com 2 horas de atraso, tinha muita gente na Suframa e eu falei: "Bom, a entrevista eu posso fazer amanhã, mas eu não posso voltar a Mandus amanhã para fazer a o bate-papo lá no Suframa". Então quero agradecer a vocês a compreensão, sabe, de não termos feito a entrevista ontem, mas eu quero dizer para vocês que a próxima vez que eu for Manaus, eu quero fazer ao vivo no estúdio com vocês a entrevista. Ai, maravilha. Tá registrado,
▶ 00:48:54 presidente. Amém. Ó, comitiva assessoria tá [risadas] registrado, presidente. Muito obrigado mais uma vez pela sua participação, pela pela sua disponibilidade em conversar com a gente com temas importantíssimos. para o norte do Brasil. Muito obrigado mesmo. Obrigada, presidente. A gente aguarda sua visita, tá bom? Obrigada a você, Valter. Obrigado. Presente vai chegar aí. E um beijo no coração do povo da região norte do país.