Presidente Lula visita serviços especializados e unidades móveis de saúde no Rio de Janeiro
Lula · 28/07/2026 · 93 min · Lula
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▶ 00:00:00 Barbosa, da diretora executiva do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV Aides, Winibia, do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri, do presidente da Fio Cruz, Mário Santos Moreira, >> do presidente da agência Brasileira do
▶ 00:00:30 Desenvolvimento do diretorgeral do Hospital Federal do Andaraí, Ivson Valverde. Neste instante, ouve-se as palavras do diretor-geral do Hospital Federal do Andaraí, Ivson Valverde.
▶ 00:01:02 Boa, ótimo. Boa tarde a todos e a todas. É um prazer, em nome do hospital e da prefeitura do Rio receber o >> senhor >> meu meu prefeito tem que falar, né? recebeu, o senhor presidente, tá no hospital. O senhor sabe que esse hospital tá passando por uma grande reforma. Eh, e isso graças à parceria com o Ministério da Saúde, o a
▶ 00:01:35 prefeitura desenvolveu aqui em um ano e meio uma transformação muito grande, né? A gente tem os funcionários aqui que estão super satisfeitos. Nós fizemos a ampliação do número de funcionários. O hospital quando a gente recebeu, ele era um hospital que tinha em média de 100, 1600 funcionários, tá? Hoje nós estamos em torno de 5.000 funcionários trabalhando aqui no Hospital do Andaraí, tá? em [aplausos]
▶ 00:02:06 isso através de uma reestruturação onde o senhor pode poôde mostrar, né, junto com com o ministro para o o diretorgeral da OMS, eh, o desenvolvimento da radioterapia, né, que a gente tá fazendo atendimento, mostrou para ele que o hospital e ele, né, pôde ver que é um hospital que tá aumentou o atendimento de emergência. Isso. Depois o nosso prefeito vai falar os dados daqui que eu não vou antecipar, né? Pode falar >> não. >> Então assim, nós hoje
▶ 00:02:36 >> tá ótimo. Nós hoje aqui fazemos mais de 20.000 atendimentos mês na emergência do hospital. O hospital não tinha atendimento de emergência. Então hoje nós fazemos mais de 20.000 atendimentos. Atendimento de ambulatório. Foi ampliado o ambulatório aqui de especialidades, incluindo o atendimento a câncer, tá? Nós estamos ampliando por causa do acelerador nuclear, nós ampliamos o atendimento paraa radioterapia e num breve momento, que o ministro já antecipou, a gente vai dobrar esse atendimento por causa do upgrade que vai
▶ 00:03:06 ser feito no aparelho. Então assim, eu quero muito agradecer, [aplausos] >> olha aí. Então, realmente eu quero muito agradecer. Eh, para mim é uma honra estar aqui nesse momento na frente, na direção do hospital, no momento tão importante pro município do Rio de Janeiro e pro estado do Rio de Janeiro. O momento onde a saúde ela estava largada, os hospitais federais não tinha
▶ 00:03:36 nenhum investimento, o senhor sabe muito bem disso. Nós passamos um período grande, aonde não tivemos investimento do governo federal, nós não recebíamos nenhum apoio, né? A prefeitura também não tinha não tinha uma parceria grande com o governo federal. Hoje o município do Rio de Janeiro eh eh recebeu grande parte de investimento no do governo federal para poder fazer desenvolvimento de todas as ações, né, junto com Hospital Andaraí, Hospital Cardoso
▶ 00:04:06 Fontes, também outro hospital que ganhou bastante investimento, abriu a emergência, então a gente conseguiu. Vai vir mais pad [aplausos] eleição vem mais aí mais investimento. Isso que é bom porque a gente sabe e o presidente também fala que saúde pública só se faz com financiamento. Então não adianta a gente chegar e ter um hospital se a gente não tem recurso. E para isso a gente precisa da parceria do Ministério eh de Saúde, a gente precisa da parceria do do senhor, né? E é
▶ 00:04:37 importante o senhor tá convidando o o diretor Tetros para ele poder ver que o SUS e a saúde do Brasil e do Rio de Janeiro tá cada vez mais fortalecida e ainda mais com a parceria do senhor presidente. Muito obrigado mesmo. É um orgulho estar presente e do lado do senhor. [aplausos] Discurso, he? Orgulhous. Agora as palavras do prefeito da cidade
▶ 00:05:10 do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri. >> Bom, gente, boa tarde para todas as pessoas que estão aqui. Boa tarde, presidente Lula. Boa tarde, ministro Padilha. >> Não tem jeito, essa bagunça é normal, gente. Não é isso, presidente? Presidente tá aqui. O pessoal fica fica feliz. Olha só, gente. Primeiro lugar, na nossa última visita, há uns 10 dias
▶ 00:05:40 lá na Fiocruz, eu comecei dizendo isso. Tem certas coisas que eu posso falar, que nesse momento o presidente não pode falar, o ministro Padilha não pode falar, >> mas eu posso, não é isso, deputada Benedito? Tem certas coisas que eu posso. Eu não sou candidato a nada. Não sou, não somos candidato a nada. Não é isso, Padil? Mas o Padilho é ministro. Depois vão dizer que o ministro tá fazendo, Depois vão dizer que o ministro tá falando do próprio trabalho. Não pode. Pelo de acordo com as regras estão dizendo que não pode. É o seguinte,
▶ 00:06:10 gente. Primeiro presidente, calma, mulher. >> O segundo >> que o presidente não resiste. Você chama? >> Ela tava dizendo, ela tava dizendo que me amava. Aí eu falei: "Ela vai gritar: "Meu rei, ela me chama de meu príncipe rei. [choro] >> O presidente não resiste. Vocês chamam, ele vai. Olha só, gente, primeiro dar as boas-vindas aqui ao diretor da OMS, Tedro Zanon. Uma honra muito grande para nós receber você e toda a comitiva,
▶ 00:06:42 OPAS, todo o time da OMS que tá aqui [limpando a garganta] visitando uma unidade do SUS e conhecendo o presidente Lula. É bom todo mundo aqui, né, entender o que a gente tá fazendo. O presidente Lula tá aqui fazendo quase um showro do SUS. Aproveitou o Hospital Federal do Andaraí, administrado com muito orgulho pela Prefeitura do Rio hoje, presidente, para fazer um show do SUS. Então ele trouxe aqui o diretorgeral da OMS e a gente tava aqui
▶ 00:07:14 lá embaixo, tem SAMU para ele conhecer o que que é o serviço do SAMU. Tinha um serviço móvel de odontologia para ele conhecer. como acontece aqui no Brasil, viu a parte do um dos sonhos do presidente da República, do presidente Lula desde do início, ele falou aqui, né, das pessoas que perdem os dentes ou sofrem um acidente ou alguma coisa genética e precisam ter um sorriso novo, né, com scanner, com tudo que a gente faz aqui no Andaraí, faz unidade da clínica da família também. Enfim, era um
▶ 00:07:46 showro do SUS, mas muito especialmente, e aí isso é importante, não é todo país do mundo que tem o SUS. Aliás, é muito raro existir um país nesse mundão aa que tem um Sistema único de saúde como nosso. >> Um país com mais de 100 milhões de habitantes tem um SUS só. Brasil, >> pode aplaudir. Nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes tem um SUS. [aplausos] E é. E aí, gente? meu rei. >> E aí, gente, mais do que, né, a gente
▶ 00:08:17 fica, né, muita, isso é uma, isso é algo que é muito importante. Nesse momento vocês vão entender por que eu tô dizendo isso, por que que eu comecei dizendo isso, presidente? Porque num passado muito recente, a verdade é que o SUS foi muito atacado. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, presidente, lá no seu segundo mandato como presidente da República, o prefeito Eduardo Paz estava começando como prefeito do Rio e essa cidade aqui só
▶ 00:08:48 tinha 7 ou 8% de cobertura de atenção básica. E aí na época, com apoio do governo federal, o prefeito Eduardo Pa decidiu fazer uma verdadeira reforma da atenção básica aqui na cidade do Rio e levou a cidade de 7 a 8% de cobertura para quase 80% de cobertura de atenção básica com apoio do governo federal. Isso significa que só 7 a 8% da população podia dizer que tinha um médico, sabia, conhecia seu médico. Hoje a gente tem 80% de
▶ 00:09:20 cobertura da atenção básica, mas e aí eu posso dizer essas coisas, quando o prefeito Eduardo Pai saiu e quando o presidente Lula saiu, a verdade, presidente, que o que aconteceu, por exemplo, aqui no Rio de Janeiro, se vocês lideraram uma reforma da atenção básica, depois da saída de vocês, o que a gente viveu no Rio de Janeiro foi uma contrareforma, porque as clínicas da família aqui no Rio, presidente, foram perseguidas, os funcionários das clínicas foram demitidos. Aquela cobertura de quase 80% desceu
▶ 00:09:51 para 40%. E que que aconteceu nesse meio tempo? Veio a pandemia. Então a gente tinha desestruturado o sistema de atenção básica. Vem a pandemia, as clínicas sem funcionário, os leitos dos hospitais, como era o Hospital Federal Andaraí, como Cardoso Fonte, mas a rede federal aqui no Rio de Janeiro, completamente sucateada, sem leitos funcionando, sem atenção básica e veio a pandemia. Que que fizeram, presidente, quando o senhor não era o presidente e o prefeito
▶ 00:10:23 Eduardo Paz não era o prefeito, começaram com uma história de hospital de campanha. Todo mundo lembra disso. Hospital de campanha aqui no Rio de Janeiro. Aquele antecessor do antecessor do atual governador Ricardo Couto, nosso, para quem eu peço uma salva de palmas, nosso desembargador, presidente do Tribunal de Justiça e governador, [aplausos] o antecessor do antecessor, que aliás foram eleitos juntos lá, o tal o tal dos do tal do juiz anterior que não era juiz porque disputou a eleição, não era juiz. do
▶ 00:10:53 aprendiz com o desembargador Ricardo Couto. Presidente, eles inventaram o negócio de hospital de campanha porque hospital, os hospitais federais sem funcionar, praticamente não tinha leito aberto, não era isso, ministro Padilho. As clínicas da família tavam todas desestruturadas, com os funcionários demitidos, não tinham condição de de absorver. E aí inventaram o negócio de hospital de campanha. Sabe o que aconteceu com o hospital de campanha? abriram o hospital de campanha, mal funcionou, depois descobriram que estavam desviando
▶ 00:11:24 o dinheiro do hospital de campanha, mal chegou a funcionar, não atendeu a população, muito menos conseguiu ajudar a enfrentar a pandemia. Então eu tô fazendo esse breve relato aqui porque tá na hora da gente fazer as devidas comparações. Quando o prefeito Eduardo Paz voltou em 2021 e o senhor voltou em 2023, presidente, a gente ainda teve dois anos sem o senhor aqui na prefeitura, infelizmente. O que que a gente começou dizendo? Olha gente, como é que tem a hospital de campanha se tem um monte de ele leito
▶ 00:11:55 fechado em hospital federal? monte de leito fechado pela cidade. Primeira coisa que a gente tinha que fazer era pedir auxílio do governo federal naquele momento, ainda em pandemia, para reabrir os leitos. Naquele momento Hospital Geral de Bom Sucesso tava fechado porque pegou fogo em 2018 e não foi reaberto. [limpando a garganta] >> O Hospital Federal do Andaraí, >> o Hospital Federal do Andaraí tava operando com 20 ou 30% da capacidade. Eraí o Sips de emergência fechada.
▶ 00:12:25 >> Com a emergência fechada aqui, presidente. >> Durante a pandemia com a emergência fechada. Foi só falar nessa gente do passado que começou até deve ser assombração isso, >> mas não tem jeito, tem que falar, não é isso? Ô ministro, >> então presidente, eu tô fazendo esse breve relato aqui, né? Porque a reabertura dos leitos, a reforma completa do Hospital Federal Nandaraí, do Hospital Federal Cardoso Fontes, esses dois administrados pela
▶ 00:12:55 prefeitura, mas os outros hospitais federais, né, com soluções diferentes, Bom Sucesso, Lagoa, né, os outros hospitais da rede federal foram fundamentais pro Rio de Janeiro, né, mesmo com os hospitais estaduais, mesmo com a rede municipal e a rede pública municipal aqui é muito, né, encorpada, muito forte. Não tinha condições de dar vazão, presidente. Então, né, a gente viveu uma pandemia Torres muito recente aqui no Brasil, né, e no mundo inteiro, mas aqui no Brasil, naquele momento de pandemia,
▶ 00:13:27 né, o prefeito da cidade tinha feito uma verdadeira perseguição contra a atenção básica. O estado do Rio abriu hospitais de campanha que nunca funcionaram e o governo federal não dava apoio e mantinha os hospitais federais fechados, sem leitos funcionando. Então nós estamos diante aqui do presidente da República, do presidente Lula, que desde a construção desse hospital aqui pelo presidente Getúlio Vargas, nos anos 40, produziu a maior revolução na rede
▶ 00:13:57 federal do Rio de Janeiro da nossa história. Presidente, muito obrigado. Muito obrigado [aplausos] porque [aplausos] >> se o Brasil, se os outros estados do Brasil, se os outros estados do Brasil sofreram com o governo federal que não defendia o SUS, que não investia no SUS, eu tenho
▶ 00:14:28 dever de dizer isso, presidente. É claro que o Rio de Janeiro sofreu mais, porque a rede federal aqui é maior, porque a relação que a gente tem com os órgãos federais é maior. Então, né, quando as pessoas, né, ao longo dos últimos anos viram, né, o prefeito Eduardo Pais a época, depois eu já nos últimos tempos como prefeito aqui ao lado do presidente da República, é porque isso é tratamento, isso é saúde, isso é mudança na vida das pessoas. Então o nosso papel é e sempre vai ser, presidente, defender
▶ 00:14:58 quem tá do lado da população, quem tá do lado do povo, que é melhor pro Rio de Janeiro. E só um homem público fez isso na nossa história. Não adianta a gente tentar, né, não tem jeito, né? a gente tá dentro de um hospital construído há 80 anos numa rede federal histórica aqui do Rio de Janeiro e que tinha sido destruída, sucateada pelo governo federal anterior. E só um breve alerta aqui, presidente, eu faço questão de dizer isso, inclusive diante do nosso governador Ricardo Couto. Eu tenho
▶ 00:15:28 visto, presidente, na sociedade, onde eu vou, eu falo isso, um certo alento por parte das pessoas, porque hoje vem o desembargador Ricardo Couto à frente do estado do Rio de Janeiro. Elas ficam, né? Mas eu tenho dito o seguinte, presidente, e, aliás, com o senhor aqui também, eu falei isso outro dia no evento de cultura, no evento cheio de empresário. O desembargador Ricardo Couto à frente do governo do estado e o presidente Lula à frente do governo federal não pode ser só alento, tem que servir de alerta também, porque até ontem,
▶ 00:15:59 há 4 anos atrás, o governo federal tava com isso aqui tudo destruído e fechado. Não pode ser alento ou só a gente ficar feliz, não é assim, né? Como é que pode a sociedade do Rio de Janeiro ter permitido esses hospitais ficarem destruídos e fechados? Como é que pode a sociedade do Rio de Janeiro ter visto que aconteceu no estado do Rio de Janeiro durante 8 anos e a gente permitir isso acontecer? Então, presidente, muito obrigado. Governador Ricardo Cotto, muito obrigado. Mas é importante a gente dizer isso. Não pode ser alento. A gente tem que ficar alerta para que o que aconteceu no seu hospital
▶ 00:16:29 federal aqui, na rede federal do Rio de Janeiro jamais aconteça novamente. Muito obrigado, presidente Lula. Hospital Federal do Andaraí a todo vapor funcionando, leitos abertos. [aplausos] Ministro Padilha, venha mais ao Rio de Janeiro. Cada vez que o ministro Padilha vem, a gente leva mais investimento paraa saúde. Presidente, muito obrigado. Viva o presidente Lula. Vivo o SUS. Obrigado. [aplausos] >> Tem a palavra agora o ministro da saúde,
▶ 00:17:00 Alexandre Padilha. Boa tarde. >> Boa tarde. >> Ô, gente, primeiro eu quero, eu tô tão feliz de voltar >> de novo aqui nesse hospital do Andaraí e ver os pacientes sendo atendidos, vê o centro de radioterapia funcionando, vê a enfermaria funcionando, vê a área de urgência funcionando, vê a Simone aqui. Eu quero pedir então o presidente Lu, ele vai aí, vai
▶ 00:17:31 aí, Simone, calma, calma. Ele, ele já contou. Vai lá, vai ver a Simone, presidente. Vai ver a Simone. Olha só. Ô, >> ô, Tedros, a Simone é uma das pacientes que botou prótese dentar e disse que agora tá beijando muito. Queria uma salva de palmas para todas as trabalhadoras e trabalhadores desse hospital.
▶ 00:18:04 A alegria, prefeito Eduardo, secretário Rodrigo, de ver esse hospital depois de ressuscitado, tá sendo tão bem cuidado. Nós estamos hoje aqui com uma visita muito especial. tá junto conosco, que tá acontecendo aqui no Rio de Janeiro, pela primeira vez na história que acontece na América do Sul, a Conferência Internacional de Aides. E por conta disso, a gente tá tendo a visita do diretor geral da
▶ 00:18:35 Organização Mundial de Saúde, Dr. Pedros aqui da Winnie, que é diretora da agência da ONU pra área da Aides, pro enfrentamento a Aides, [aplausos] da nossa ministra da saúde do Uruguai, a Cristina Lutemberg, nossa vizinha aqui. E a gente tá tendo alegria de ter a visita deles aqui. E Tedros, como você
▶ 00:19:06 tá no Rio de Janeiro, a gente queria muito te trazer para esse hospital. O presidente Lula dizia: "Não, mas aqui não é visita internacional, aqui o aqui é o ministro da educação, o Léo Baquini, que é nosso grande parceiro da educação, nosso governador. Dr. Tedro, a gente queria trazer muito aqui, o presidente queria mostrar um pedacinho, como disse o prefeito, das mudanças que estão acontecendo no SUS. Dr. Tedros conhece o SUS porque o SUS é conhecido no mundo inteiro.
▶ 00:19:37 Dr. Tedros conhece muito a instituição que nos dá muito orgulho do SUS, que é a nossa fundação Osvaldo Cruz, a Fio Cruz. Aliás, ontem o Tedros virou professor Dr. Honoris Causa da Fiocruz. Cadê o Mário? Eu não tô vendo o Mário aqui, nosso presidente da Fio Cruz, mas a gente tá tendo oportunidade dele poder conhecer mais um, alguns pedaços do SUS. Nós vamos inclusive apresentar uma projeção aqui de cada pedacinho que
▶ 00:20:07 ele conheceu. O que que a gente queria muito que você viesse num hospital como esse, Tedros? Porque isso aqui tem a ver com a história antes de existir o SUS. Antes de existir o SUS no Brasil, os primeiros serviços e hospitais de saúde no Brasil era fruto da luta das profissões, de cada uma das profissões e do estado brasileiro, oferecer serviços que a pessoa tinha que ter aquela profissão, pagavam a parte como se fosse
▶ 00:20:39 um seguro sendo pago por essa profissão. ali fazia os institutos de pensão e esses institutos de pensão montavam os hospitais. Esse hospital existe por conta dos trabalhadores da Marinha Mercante. Ele surgiu para cuidar dos trabalhadores e das famílias dos trabalhadores da Marinha Mercante. Tinha o dos bancários, que é lá no Hospital da Alagoa, tinha dos metalúrgicos, tinha dos ferroviários. Quem não tinha profissão
▶ 00:21:09 não tinha atendimento no Brasil. antes de o SUS, se você não fosse funcionário empregado em algumas profissões, você não tinha qualquer tipo de atendimento de saúde. Depois surgiu o chamado INAMPS, né? O INAMPS passou todo mundo que tinha carteira assinada, trabalhava, tinha carteira assinada, dava uma contribuição pro INAMPS e aí podia ter o atendimento pelo INAMPS. Quem não tinha trabalho fixo, quem não
▶ 00:21:40 tinha carteira assinada, quem não era CLT, como jovens falam, ô, eu sou CLT. Quem não era CLT não tinha qualquer atendimento de saúde no Brasil. Você tinha atendimento se chegasse no hospital, era registrado como indigente ou às vezes as Santas Casas, hospitais filantrópicos abriam as portas para fazer esse atendimento. Tudo isso antes de existir o SUS. Em 1988 teve a nossa Constituição, Tedros, depois da redemocratização no Brasil. E aqui temos duas pessoas que
▶ 00:22:12 participaram da Constituição. Um, o presidente Lula, que era deputado federal constituinte naquela época, e outra querida Benedita da Silva, que era deputada federal, também negra. Os dois participaram, escreveram a nossa Constituição brasileira, que criou o SUS na Constituição. E a partir daí o esforço com a criação do SUS de que todo brasileiro possa ter
▶ 00:22:43 acesso ao serviço de saúde, não só brasileiro, Tedros, qualquer pessoa aqui no Brasil. Inclusive eu vou dar hoje para você, quero que meu pessoal dá aqui o seu cartão SUS. A partir de hoje, o Tedros, toda, o Tedros conta uma coisa pra gente, presidente, que toda vez que ele vem no Brasil, tá andando na rua aqui no Rio de Janeiro, as pessoas chegam para conversar com ele achando que ele é carioca, começa a falar em português, começa a falar, porque ele tem um jeitão de carioca, não tem?
▶ 00:23:13 Tedros tem Pinter carioca, boa gente, tudo. Todo estrangeiro que tiver no Brasil, o Tedros durante o G20 precisou de um atendimento de saúde, foi atendido no SUS, tá com a vida tranquila dele por conta do SUS e ele nem sabia que quando foi atendido a gente registra o contato da pessoa, o nome cria um cartão SUS. E a gente foi buscar o seu cartão SUS. Agora você tem andar com ele na mão aqui o cartão SUS do diretor geral da Organização Mundial de Saúde, nosso
▶ 00:23:44 cartão nacional de saúde, que hoje inclusive é o número do CPF. Quem tem CPF, o número do CPF é o cartão SUS, é o mesmo. Quem não tem CPF, como Tedros, que é estrangeiro, tem atendimento pelo SUS também. A gente cria o número na hora o cartão SUS pro Teddos. Então o Terdos queria conhecer cada vez mais essas transformações no SUS. E esse hospital, como eu falei, surgiu antes do SUS existir, passou por todas as fases do SUS, de ser um hospital federal,
▶ 00:24:15 depois da descentralização, passar pros municípios e pros estados, chegou a ser repassado, depois voltou pro governo federal, aconteceu tudo que o prefeito falou, ele pode falar coisas que eu não posso falar, ele já contou aqui tudo pr pras pessoas. E graças ao presidente Lula, a nossa ministra Nísia que tá aqui, era ministra da saúde, nós começamos um verdadeiro plano de ressuscitação
▶ 00:24:45 dos hospitais federais. E você tá conhecendo aqui um pouco, Tedros, a nossa estratégia de fazer uma verdadeira transformação no SUS, que saiu mais forte depois da pandemia, mais reconhecido pela população brasileira, mas com muitos desafios ainda para enfrentar. Eu tenho uma apresentação, cadê a apresentação aqui? Tem uma apresentação aqui, Tesos, que vai te mostrar o impacto no Brasil de cada coisa que você conheceu aqui.
▶ 00:25:15 Primeiro, esse esforço. Onde que passa aqui? Não. Ah, >> eu eu peço para passar o próximo, tá? Você vai conhecer aqui, Teddros, cada pedaço do que nós estamos fazendo desse esforço. Você veio conhecer esse hospital? Porque nessa ressuscitação que tá sendo feito dos hospitais federais do Rio de Janeiro, nós fizemos a opção de
▶ 00:25:48 ter aqui um centro de tratamento de radioterapia, porque não existia na rede municipal do Rio, nem ofertado de forma sustentável pela rede estadual, centros de radioterapia aqui na cidade do Rio de Janeiro, dependia apenas do Instituto Nacional do Câncer. E nós instalamos aqui um novo centro de radioterapia que você conheceu. E nós estamos dizendo, Tedros, que nós vamos consolidar no Brasil a maior rede pública universal de prevenção,
▶ 00:26:21 diagnóstico e tratamento de câncer do mundo. O Brasil será campeão do mundo na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. Nós já temos hoje 49 centros de alta complexidade no tratamento do câncer, 289 centros também de assistência que não fazem todos os tratamentos, né? Não faz, ele faz ou quimioterapia ou a cirurgia ou radioterapia. Os 4900 cacons fazem
▶ 00:26:52 todos os três procedimentos. Nós estamos espalhando em todo o país essa rede. Hoje nós temos 338 hospitais credenciados pelo SUS, sejam públicos hospitais filantrópicos ou hospitais privados credenciados pelo SUS que apoia o tratamento, o diagnóstico, o tratamento do câncer no nosso país. Nas unidades básicas de saúde, chegamos a mais de 11 milhões 100 rastreamentos do câncer realizado
▶ 00:27:24 nas unidades base de saúde pra prevenção, o diagnóstico ser o mais precoce possível. Tínhamos um grande desafio que era ampliar o centro de radioterapia. O maior gargalo que nós tínhamos para iniciar o tratamento era as filas de radioterapia. Nós estamos instalando nesses 3 anos 51 novos centros de radioterapia. novos, com equipamentos modernos que você viu, teremos mais 70 até o final de 2026, tendo nesses centros o que o presidente
▶ 00:27:55 Lula sempre faz questão de falar, o equipamento de radioterapia, como nós temos aqui, que é o que tem de mais moderno. Outro dia o presidente quando foi inaugurar o primeiro no interior de Minas Gerais, ele como que eu tratei num bastante moderno porque era no hospital. O técnico falou assim: "Presidente, o senhor tá entregando pro SUS hoje é 10 vezes mais moderno do que esse hospital privado. Nós estão oferecendo pro SUS, como aqui no hospital andaraí, o que tiver de equipamento mais moderno pro
▶ 00:28:26 tratamento da radioterapia. 202426. Esse essa expansão significou 59ão pela primeira vez pelo menos um centro de radioterapia. Ninguém vai precisar sair do seu estado para fazer o tratamento do câncer, vai fazer o
▶ 00:28:56 tratamento perto da família. perto de quem mais gosta. a ampliação dos medicamentos oncológicos hoje, graças à parceria com a OPAS, aqui o Dr. Jarbas, diretor geral da Organização Panamericana de Saúde, através inclusive do fundo da OPAS, nós conseguimos ofertar o que tem de mais moderno no tratamento do câncer no nosso país, com 25 novos tipos de câncer que faltavam ser incluídos no SUS, foram incluídos no último ano. e novas estratégias de
▶ 00:29:26 rastreamento. Nós introduzimosância que a Preta Gil teve, que é o que mais cresce no Brasil, segundo o Inca, a gente vai poder fazer detectar esse câncer através de um exame de feeses feito dentro de casa. Você viu, Tedros, uma outra estratégia que são as carretas de saure da mulher, de tomografia espalhadas no país, mais de 600.000 procedimentos realizados nessas carretas. Eh, 48 delas são exclusivas
▶ 00:29:57 para as mulheres, mesma que não são exclusivas para as mulheres, como a carreta da área visual e a carreta de tomografia de exames de imagem, 80% são usados pelas mulheres, porque as mulheres são as que mais usam SUS, são que acompanham pacientes. Às vezes se é um homem que tá lá, é a mulher que é a parceira que tá junto com ela. Por isso, saúde da mulher é prioridade absoluta entre todos nós. E nós adotamos a estratégia do telediagnóstico, que é um centro exclusivo
▶ 00:30:27 para diagnóstico do câncer, que recebe as biópsias de vários cantos do país, inclusive das carretas. As carretas, por onde elas tiverem mandam para esse centro exclusivo de diagnóstico do câncer pelo telediagnóstico e fez que a gente tenha reduzido o prazo de 6 meses pro diagnóstico da biópsia, reduziu para 5 dias a resposta do exame da biópsia para começar o tratamento o mais rápido possível. Já foram mais de 14.000 laudos emitidos só das carretas espalhadas em
▶ 00:30:57 todo o país. Até o final do ano nós vamos ter 150. a gente tem 93 espalhadas pelo país. Até o final do ano vão ter 150 espalhadas em todo o país. Essa é a evolução a da do nosso atendimento ao câncer no nosso país. A gente saiu de 3.5 milhões de quimioterapias 2019 para mais de 4.7 milhões em 2025, mais de 34% de aumento. Isso é voltar a um nível maior do que a
▶ 00:31:27 gente tinha antes da pandemia. Saímos de 148.000 radioterapias para mais de 189.000 radioterapias. Saímos de 2 milhões para 2.hões700 de exames oncológicos para diagnóstico do câncer no nosso país. Dizendo com muita força, Teddros, que você tá vendo ser construída a maior rede pública de prevenção e tratamento de câncer do mundo aqui no SUS, no nosso país. Travou
▶ 00:31:57 aqui. Nós estamos iniciando no SUS desde esse ano. O que tem de mais moderno agora a cirurgia robótica. dentro do Sistema Único de Saúde, inclusive aqui no Rio de Janeiro, a cirurgia robótica faz a cirurgia ser mais precisa, tem menos lesão naquele paciente, ele sai mais rápido do hospital, tem menos infecção hospitalar. No caso de câncer de próstata, a cirurgia robótica dá menos impotência no
▶ 00:32:27 homem depois da cirurgia de de próstata. Tem muito homem que tem medo de fazer a cirurgia da CPR, tá aqui nossos colegas do Inca com medo de que vai ficar com impotência, vai ficar com lesão urinária, vai ficar com incontinência. A cirurgia robótica diminuiu essas lesões. O nosso Instituto Nacional do Câncer já tá fazendo a cirurgia robótica aqui pelo SUS. Nós vamos expandir em todo o país, né? Esse ano, até o final desse ano, serão vários serviços e certamente o SUS
▶ 00:32:58 vai ter em todos os estados. pelo menos um serviço com cirurgia robótica pra gente garantir esse acesso à população. Tô obrigando aqui para uma das coisas, Ted que a gente não poôde mostrar para você aqui, mas é o transporte dos pacientes. A gente não tem radioterapia nem centro de tratamento de câncer em todas as cidades do país, nem precisa ter a própria Organização Mundial de Saúde na sua recomendação, fala que serviços de radioterapia, de centro de
▶ 00:33:28 especialidade de câncer são em polos regionais. Então, muitos pacientes têm que sair da sua cidade para ir fazer a radioterapia, para fazer hemodiálise, para fazer acompanhamento da cirurgia. Algumas regiões do nosso país, como o estado do Piauí, os pacientes percorrem 600 km para chegar até o centro de tratamento da radioterapia e eram feitos de transporte da pior forma possível. Às vezes o município ia lá, improvisava, arrumava uma Kombi, pegava ambulância de
▶ 00:33:58 outro paciente. Então o governo federal resolveu criar um programa de transporte com dignidade, o programa de caminhos da saúde, mais de 3.000 unidades em todo o país pra gente dar dignidade ao ao transporte de pacientes, reduzindo para 50 km no máximo esse transporte, garantindo o transporte com qualidade de dignidade. A outra coisa que você viu aqui é o nosso programa Brasil sorridente, que é a expansão da saúde bucal com programa
▶ 00:34:29 público. Hoje nós temos a maior rede de atendimento de saúde bucal pública do mundo. Nós chegamos a 32.000 equipes de saúde bucal espalhadas nas unidades base de saúde do país. São mais de 32.000 consultas. Colocamos agora 500 equipamentos espalhados pelo país da prótese dentária digital que você viu aqui. Uma das pessoas que passou por essa prótese
▶ 00:34:59 dentária digital foi a Simone que tava ali, que antes tá lá dando mais beijo no presidente Lula, já foi perto do presidente para a prosidentária. As pessoas se afastavam de fazer a prova dentári porque tinha que fazer o molde, tinha que fazer três, quatro consultas até fazer o molde. Chegava hora que desistia de usar aquela prótese porque machucava a boca. Agora, tudo isso é feito através de fluxo digital, como você viu, escaneado com a can de scanner, impressão 3D aqui no Rio de
▶ 00:35:30 Janeiro, entrego no mesmo dia, até às vezes em 2 horas, a entrega da pró dentária como parte do do Brasil sorridente. E o último ponto que você viu foi uma parte importante no SUS agora do planejamento familiar da prevenção da gravidez na adolescência, que é a introdução do Implanon, que é uma medicação que custava R$ 5.000 nas clínicas privadas do Brasil e agora tá de graça pelo SUS na atenção primária em
▶ 00:36:00 saúde. A equipe de enfermagem junto com a equipe médica pode introduzir o implan. São 1 milhão400 nesse ano, foram 500 eh milhões no ano passado. A gente vai chegar a quase 2 milhões de unidades distribuída em todo o país. 500.000 já foram inclusive quase 500.000 já inseridos inclusive nas mulheres. E aqui na cidade do Rio de Janeiro, em 3 anos, o uso do implan reduziu de 17.000 gravidez na adolescência por ano para
▶ 00:36:32 menos de 5.000 grávidas na adolescência. E você viu que também conheceu a rede do SAMU, que também foi criada pelo presidente Lula em 2003. Ficou um tempo sem o governo federal não investiu mais na renovação do SAMU. O presidente Ul voltou e nós estamos fazendo a distribuição do SAMU em todo o país. Vão chegar até o final desse ano a mais de 3.000 ambulâncias renovadas no SAMU, garantindo a cobertura a quase 90% da população brasileira totalmente
▶ 00:37:03 coberta pelo SAMU. Então a gente queria queria mostrar essas ações e tem uma última coisa que eu preciso fazer aqui, porque hoje é o dia mundial do enfrentamento as a hepatite B. Dr. Tedros, como diretor geral da Organização Mundial de Saúde, tá aqui inclusive pela manhã, fez um pronunciamento para todo mundo sobre a importância do controle da hepatite B. Nós podemos mostrar pro Dr. Tedros como
▶ 00:37:33 que o SUS vem enfrentando a hepatite B com a cobertura vacinal. Quem é profissional de saúde vai se lembrar que antes só profissional de saúde tinha acesso à vacina. Já foi um alívio que a gente começou a ter acesso à vacina. Hoje a vacina departite B é universal, ampliada para toda a população e nós podemos mostrar os dados que nós vamos entregar aqui formalmente ao Dr. Pedros da MS e ao diretorgeral da Organização Pan-Americana de Saúde, que nós estamos entregando hoje o relatório ao MS que
▶ 00:38:04 mostra que o Brasil alcançou as metas estabelecidas pelo UMS para eliminação da transmissão vertical da gestante pro bebê da hepatite B. Então, queria convidar Dr. Tedros aqui, Dr. Jarbas, presidente Lula, Mariângela Simão, que é nossa vice-ministra de vigilância, a grande capitã do time. Primeiro a gente quer entregar ao general do nosso time, o presidente
▶ 00:38:34 Lula, o colete dos trabalhadores e trabalhadores da saúde da eliminação da transmissão [aplausos] vertical. Primeiro, a gente eliminou a transmissão vertical do HIV. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes a ter eliminado a transmissão vertical do HIV no ano passado. Fomos certificados para Organização Mundial de Saúde e hoje a gente tá entregando o relatório que mostra que nós alcançamos as metas de
▶ 00:39:05 ele. Queria convidar o Zé Gotinha para entregar aqui. Zé Gotinha, traz o Zé Gotinha aí. Cadê ele? Querido governador, governador do Rio de Janeiro. Cadê o Zé Gotinha? Queria trazer o nosso grande símbolo da vacinação no Brasil, o nosso Zé Gotinha, para entregar, vamos lá, Marângel, entregar pro Dr. Tedros, pro Dr. Jarbas, pra OPAS, pra Organização Mundial de Saúde. Entregue aqui junto, presidente.
▶ 00:39:35 >> Esse é inglês, dizendo inglês. >> Ops. Aí, presidente, >> isso aqui mostra que o Brasil chegou a 100% da cobertura vacinal nas crianças, mais de 98% da cobertura do pré-natal, redução de casos de hepatite B das crianças menores de 5 anos de idade,
▶ 00:40:06 alcançando as metas que o MS estabeleceu para dizer que nós eliminamos a transmissão da gestante pro bebê da hepatite B com problema de saúde pública. Estão entregando e vai ter avaliação pela OPES, pela UMS da nossa certificação. Muito obrigado, MS e OPAS por serem parceiros nesse alcance, nessa liderança. Eu tenho presente aqui também para os nossos convidados internacionais que é o Zé Gotinha, mascote Zé Gotinha aqui.
▶ 00:40:36 Cadê pr Cristina? Dr. Jarbas, nossos convidados estrangeiros. Cristina, Cristina, nossa ministra do Uruguai. E um para Winnie. Falta >> Winnie. >> Isso aqui é a demonstração que o Rio de
▶ 00:41:06 Janeiro e o Brasil, Brasil é um país que aposta na ciência, acredita na ciência e defende a vacina e o Zé Gotinha. Viva o Zé Gotinha, viva o SUS. >> [aplausos] >> Agora eu encerrei. >> Pronuncia-se agora o governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.
▶ 00:41:43 >> Bom dia a todos e a to. Boa tarde, né, a todos e a todas, não é? Estou eu aqui novamente com o presidente da República, com o prefeito, com o ministro Padilha, nesse instante que eu acho, como já disse anteriormente, muito representativo. Como governador em exercício, devo muita gratidão à presidência da República por tudo que vem fazendo para
▶ 00:42:13 o estado do Rio de Janeiro e mas por tudo que vem fazendo pela saúde. Os profissionais que estão aqui no âmbito da saúde podem ver como há uma mudança de postura, de política e acho necessário nós testemunharmos esse fato hoje. Cada um de nós tem uma responsabilidade, uma responsabilidade que vai se refletir em outubro, uma responsabilidade que diz
▶ 00:42:43 respeito ao momento da escolha daquelas pessoas que vão gerir o executivo. Todos sabem, eu me coloco como um governador itinerante ou um governador para passar o bastão para aquele que efetivamente será eleito pelo voto popular. Acho que cada vez que nos encontramos em um momento como esse, o momento onde o
▶ 00:43:16 estado investe em saúde, onde o estado faz um discurso pró saúde, pró educação, prós devemos refletir sobre aquilo que efetivamente queremos do Estado e assumir as nossas responsabilidades. Quando eu venho aqui, eu não venho para fazer eh uma campanha política para A,
▶ 00:43:46 para B, para C, até porque não faz parte eh da minha índole, mas venho aqui para pedir a todos que tenham senso de responsabilidade no momento que serão exigidos a fazer a escolha. Façam a opção, mas façam a opção adequada, [aplausos] a opção onde efetivamente o Estado
▶ 00:44:16 estará se direcionando para as funções próprias do Estado. Cada vez que há uma inauguração ou uma reinauguração ou o apontamento de uma política pública adequada para a população, eu estarei presente aqui como um marco que o governo do estado do Rio de Janeiro atual deve assumir um marco de responsabilidade.
▶ 00:44:46 Por isso eu estou aqui e estarei todas as vezes onde nós observarmos a presença da União ou do município investindo em saúde. Seja como for esse investimento, nós devemos aqui mostrar que apoiamos isso, que temos o senso de responsabilidade neste âmbito e aqui na data de hoje, com uma ideia maior de transparência,
▶ 00:45:17 onde a Organização Mundial de Saúde testemunha o investimento do Estado brasileiro no âmbito da saúde, a responsabilidade de dar uma saúde igualitária e universal a todos, independente da raça, do credo e de sua posição econômica. Então aqui eu faço mais uma vez o ato de parabenizar a presidência da República por tudo que vem fazendo
▶ 00:45:48 para o estado do Rio de Janeiro, para o âmbito social, não é? Então, muito obrigado ao presidente da República. [aplausos] >> Um ponto que eu ia me esquecendo, que eu acho importante. Eu gostaria de transmitir a todos aqui que conversando com o ministro da saúde e já fui comunicado também pelo presidente da
▶ 00:46:18 República, a União estará ajudando o Hospital Pedro Ernesto a ampliar suas portas de atendimento ao público. Então, quero [aplausos] transmitir essa notícia a todos que estão presentes. Me foi pedido pelo secretário Ronaldo Damião, deve ser conhecido de todos aqui. O secretário me pediu que eu fizesse essa solicitação, foi feita e já foi atendido. Então, transmito a todos que o a União estará investindo também
▶ 00:46:48 no estado do Rio de Janeiro, no que tange ao Hospital Pedro Ernesto. Muito obrigado. [aplausos] E neste momento as palavras do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adanon. [aplausos]
▶ 00:47:31 Boa tarde. [aplausos] >> Fico muito feliz. Acredito que foram muitas vezes temos tradução. Sim, temos tradução. Foc que eu acabo de receber agora.
▶ 00:48:02 Mas antes eu acabei de responder do ministro do presidente, eu gostaria de algumas palavras hospital e a transformação desse hospital antes dessa transformação. >> Só um minutinho. Ô Sérgio, ô, você tá traduzindo para quem? As pessoas, >> é melhor você pegar o microfone e vir traduzir pra imprensa também, Sérgio.
▶ 00:48:35 >> É melhor você pegar o microfone e vir traduzir pra imprensa. >> Pega o microfone aqui pra frente e traduzir. Já tá vindo, já [aplausos] cadê você? Cadê Sérgio?
▶ 00:49:08 Sérgio >> Ô Sérgio, >> venha para cá, rapaz. Cadê o outro microfone? Seja famoso. >> O presidente acabou de fazer aquela coisa do Lombarde. Lembra do Lombarde que ninguém conhecia aqui. Aqui é o Sérgio aqui, ó. short sent
▶ 00:49:39 this one will be on top will off the and then willing do you want me antes de eu ler a minha mensagem que eu trouxe uma mensagem Eu quero falar de improviso um pouquinho
▶ 00:50:09 sobre este hospital aqui. >> Eu quero falar desse hospital antes e depois da transformação. >> Como vocês sabem, este hospital enfrentou sérias dificuldades e desafios alguns anos atrás. na administração, problemas com a mão de obra, com os profissionais de saúde,
▶ 00:50:42 >> prédios já muito velhos, >> falta de equipamento, algumas unidades já estavam fechando, mas agora quando eu vi a transformação, fiquei muito impressionado. A infraestrutura foi renovada, uma infraestrutura foi acrescida,
▶ 00:51:14 novos equipamentos para expandir os serviços de prestação médica. Unit de queimados. >> De queimados? Ah, tá bom. E a unidade de queimado está funcionando. Trauma unit. Unidade de trauma. >> Ah, ok. De trauma. Nosso amigo aqui tem um sotaque forte. >> A unidade de emergência funcionando muito bem.
▶ 00:51:45 O departamento de oncologia recebeu novo equipamento de radioterapia, de radiação. E o problema com a força de trabalho, com os profissionais de saúde foi resolvido também, porque agora tem três vezes mais profissionais de saúde do que tinha antes.
▶ 00:52:15 E eu conversei um pouquinho com o pessoal, com alguns profissionais de saúde, que mostraram que estavam muito felizes, muito contentes, porque agora os equipamentos permite que eles possam atender melhor os seus pacientes. >> Bem, agora vamos falar de saúde em geral. Saúde é sempre uma escolha política e precisa de compromisso político.
▶ 00:52:52 Nós da Organização Mundial da Saúde acreditamos que a saúde é um dos direitos fundamentais do homem e da mulher. E nós então pedimos aos governos que se comprometam que a saúde é para todos, não só para alguns.
▶ 00:53:27 Nós achamos que a saúde não é apenas uma questão de direito fundamental do homem, da mulher, mas também deveria estar inscrito na Constituição. >> É por isso que nós apreciamos muito e agradecemos muito a posição do governo brasileiro, do Brasil de que saúde é para todos.
▶ 00:54:02 E o SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre grande toda a população. E com isso dá acesso a pessoas que não podem ou não teriam condições de ter acesso à saúde.
▶ 00:54:33 Isaudia. E o novo programa de saúde bucal é impressionante. E é um dos pacientes que passaram por esse programa, eu perguntei para ela, o nome dela é Cláudia e foi feito aqui. E aí eu perguntei para ele, quanto é que você pagou por tudo isso? Ela falou: "Não paguei nada". E são pessoas então que não t acesso a
▶ 00:55:04 um tratamento desse tipo. Então essa é a essência do lema saúde para todos. Não saúde para alguns ou para um alguns poucos, mas é saúde para todos. Eu acredito e sei do compromisso de sua excelência o presidente,
▶ 00:55:39 então eu acredito que o programa de saúde no Brasil vai se fortalecer pelo compromisso do presidente e que vai aumentar cada vez mais a sua cobertura de atendimento no Brasil. Eh, ele antes mencionou que a saúde aqui no Brasil é universal e então com isso, o Brasil mostra ao mundo que pode que
▶ 00:56:09 serve como um exemplo pro mundo o nosso sistema de saúde. >> [aplausos] >> And one more thing that I would like to say is the president from his own experience also shares to the people how he is benefiting from the radiation therapy he gets and he wants the people also get the same treatment. Bem, uma última outra coisa que eu queria dizer é
▶ 00:56:40 que o presidente tá recebendo um tratamento de radioterapia e ao mesmo tempo esse tratamento que ele tá recebendo, ele quer que esse tratamento se torne acessível não apenas para um presidente, mas para que todos possam ter esse acesso desse equipamento de radioterapia que hoje o hospital tem. Então ele conta a história dele e
▶ 00:57:11 passando pela experiência pessoal dele, ele diz que todos podem também ter esse mesmo tratamento. Eu sei que o presidente Lula tem um compromisso com a saúde e a saúde universal e eu cumprimento ele por isso e isso serve como um exemplo,
▶ 00:57:44 porque são poucos os líderes que têm essa preocupação, esse compromisso que o presidente Lula demonstra. [aplausos] regidente, você tem todo o apoio da OMS e quero também agradecer pela sua liderança que não é apenas regional, mas é uma liderança mundial. [aplausos]
▶ 00:58:28 Queria também lhe agradecer pela sua liderança durante a pandemia do COVID. >> O acordo pandic >> Ah, o acordo pandêmico. Tá bom. Acordo pando. Com esse acordo, isso vai nos permitir deixar o mundo com mais segurança e ao
▶ 00:58:59 mesmo tempo nos protege de futuras pandemias que nós saberemos enfrentar de uma maneira diferente do que quando nós tivemos a pandemia do COVID. Ninguém pode combater uma pandemia sozinho. Pandemia exige trabalho, esforço coletivo e solidariedade.
▶ 00:59:33 agadersobaders ageso reafirmar agradecer a sua liderança, porque só assim nós vamos conseguir enfrentar a pandemias, as futuras pandemias que pode acontecer. Nós
▶ 01:00:03 precisamos de ter liderança nessa área também para tornar o mundo mais seguro, mais tranquilo. And for me, the relationship WHO has with Brazil is personal because when I was minister of health in Ethiopia since 2006 I started a very good cooperation with Cruz and really benefit from that partnership to strengthen the system. A minha cooperação relacionamento com o Brasil já vem de longe. Desde que eu fui
▶ 01:00:34 ministro da saúde na Etiópia, nós fizemos os primeiros acordos com o Brasil e que inclui a Fio Cruz. And because Fio Cruz [aplausos] Fio Cruz is a champion of health. >> E porque a Fio Cruz é uma campeã nacional de educação e saúde, mas não apenas nacional. >> Euade >> a de equidade. De equidade na saúde, não
▶ 01:01:05 apenas a nível do Brasil, mas também a nível internacional. E ela também serve como a espinha dorsal para o estudo e pesquisa da saúde no Brasil. Eu
▶ 01:01:36 quero dizer que eu quero dizer que ontem nós celebramos um novo acordo entre a OMS e a Fio Cruz. Excellidenta, ministerila distinguish delegates de and. Bem, agora, senhor presidente da República, senhor ministro Padilha, ilustres delegados, caros colegas e amigos e amigas,
▶ 01:02:13 >> eu quero falar um pouquinho sobre hepatite B e outras notícias mais recentes que eu recebi agora. Eu quero dar parabéns ao presidente Lula e ao governo do povo do Brasil por terem submetido seu dossiê sobre eliminação da hepatite B como uma ameaça à saúde
▶ 01:02:44 pública. Isso abre um processo muito rigoroso e é o produto de anos de trabalho muito disciplinado entre profissionais da saúde, cientistas e comunidades em todo esse país. mon agc braclina
▶ 01:03:23 apenas 7 meses atrás o Brasil se tornou o primeiro país que tem uma população de mais de 100 milhões de pessoas a ser certificado por ter eliminado a transmissão vertical do HIV. >> [aplausos] >> Parabéns. Parabéns. E hoje volta para o próximo capítulo.
▶ 01:03:59 program made socially determined including hepatitis B. Isso não é mera coincidência. O programa Brasil Saudável, que está agora em ação, é um compromisso que foi feito em 2024 para eliminar 14 doenças que são determinadas socialmente, incluindo aí hepatite B.
▶ 01:04:31 Eu quero aqui agradecer e reconhecer o presidente Lula pessoalmente pela sua liderança. Bem, para ele, para ele a luta contra a hepatite nunca foi algo abstrato, é uma coisa mais pessoal, de experiência própria.
▶ 01:05:13 Eu também quero agradecer ao ministro Padilha, cuja liderança acabou se transformando numa convicção para dentro do sistema de saúde e os resultados nós estamos hoje aqui reconhecendo. num momento em que um financiamento para
▶ 01:05:45 a saúde global está passando por aperto e os sistemas de saúde de comunidade, toda parte estão sob pressão, o Brasil serve como um exemplo para mostrar bem além das suas fronteiras. O Brasil então acaba sendo a prova de que um pertencimento, né, um setor de saúde nacional, estatal e uma viés
▶ 01:06:20 político forte, uma vontade política forte, pode ser sustentada e pode entregar. Bem, mais uma vez eu quero agradecer o Brasil por mostrar que a eliminação é uma disciplina e não um mero lema ou slogan.
▶ 01:06:53 Muito obrigado. O processo de certificação começa hoje. Esperamos trabalhar muito juntos com vocês. Muito obrigado. Rior >> com sua permissão. Sou do Rio de Janeiro. >> Ah, tá bom. Qual a sua permissão? Eu queria dizer que eu também sou do Rio de Janeiro. Pertenço ao Rio. [aplausos]
▶ 01:07:24 SUS. Ah, prova tá aqui. Meu cartão do SUS. >> Presidente, presidente, presidente, >> presidente. Presidente, >> presidente. Presidente, presidente Lula. Brasil muito obrigado. >> Senhoras e senhores, agora com a palavra
▶ 01:07:54 o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. [aplausos] uma coisa importante para dizer para vocês. Nós estamos chegando perto de um momento de eleições no Brasil e tem muitas restrições para que a gente possa falar as coisas.
▶ 01:08:24 Mas eu queria apenas alertar o seguinte. Eu só posso dizer que serei candidato a presidente da República depois do dia 2, no próximo domingo, quando haverá uma convenção e o partido vai decidir se serei eu outra pessoa candidata. Mas não tem outro. Hoje eu não estou aqui como candidato a presidente da República. Eu
▶ 01:08:54 estou aqui como presidente da República para falar bem política que o SUS está implantando aqui no Rio de Janeiro. Eu não poderia deixar de dizer que nós estamos contribuindo junto com a prefeitura do Rio, junto com o governador Cláudio Coto para fazer uma revolução na educação. E eu vou falar que esse hospital aqui e os seis hospitais federais desse estado estavam
▶ 01:09:25 sucateado, não funcionava mais, sabe, a os UTI não funcionava mais, as cozinhas, não tinha mais médicos, não tinha mais quase nada, até o estacionamento dos hospitais federais, os funcionários tinha que pagar para colocar lá, colocar o carro lá dentro, porque isso era administrado pela família. Bolsonaro. >> Esse é o dado concreto. >> Esse é o dado concreto. Quem não gostar de ouvir vai ouvir. E o que nós estamos
▶ 01:09:57 fazendo é uma revolução aqui. Nós estamos querendo dizer se o Getúlio teve coragem de criar este hospital na década de 30, de 40, não é justo que alguém tem o direito de destruir um patrimônio que o povo do Rio de Janeiro precisava e que precisa, porque neste país o pobre não tem que ser tratado de como se fosse de segunda classe. Nesse país as pessoas
▶ 01:10:27 não podem morrer porque são negras. Não pode morrer porque são pobres, não pode morrer porque são mulheres, não pode morrer porque mora na favela. Esse país aprendeu a cuidar de todo mundo. Esse país não será mais um país governado para 35% da população que pode pagar plano de saúde e diz que paga caro para ter uma saúde boa. Mentira. Mentira. As pessoas que pagam bons planos de
▶ 01:10:58 saúde descontam imposto de renda. Portanto, quem paga é o povo que não tem o benefício da renda que o estado não recebe. Esse é o dado concreto desse país e que a gente vai ter que colocar o dedo na ferida, porque tá na hora da gente fazer com que a verdade prevaleça nesse país e não a mentira ou a fake news. [aplausos] É por isso que eu vim aqui. Talvez seja a última reunião que eu
▶ 01:11:28 venho ao Rio para discutir saúde, porque eu já vim, eu já vim para Eu já vi, eu [risadas] já vi, eu já vim mais a Rio de Janeiro para curtir saúde, porque era uma profissão de fé minha a gente transformar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro em centros de excelência. Centro de Excelência,
▶ 01:11:58 eu lembro que uma vez a Níia me disse: "Presidente, o hospital de bom sucesso, não sei se foi isso, tá numa situação muito grave, tá numa situação muito delicada, presidente. sabe, tem não sei quantos leitos fechados, não tem emergência, não tem cozinha, não tem não sei o quê, não tem não sei o quê. E os funcionários que
▶ 01:12:28 estão lá não querem que a gente leve uma empresa para administrar aquilo. Eu falei para Panos funcionários, porque a minha vida começou no sindicato. Se o hospital não está funcionando e tem algum funcionário não querendo que a gente administra aquilo de forma correta, quer que continue a bandalheira. Você atendeu o povo? Eu vou lá, Lívia, eu vou lá fazer uma assembleia para colocar as coisas no seu
▶ 01:12:58 lugar, porque o hospital não foi feito para cuidar só dos funcionários. Os plantar foi feito para cuidar do povo. E por isso tem que pagar bem aos funcionários para que eles atenda o povo da forma mais decente possível. Porque os funcionários também não pode ser tratado como se fosse escravo. Se nós quisermos exigir que os funcionários tratas pessoas, é preciso pagar o que lhe é devido. Mas é preciso que a gente saiba que a prioridade não é o médico,
▶ 01:13:30 não é o enfermeiro, não é o presidente da República. prioridade são as pessoas humildes que vão no hospital à procura de curar uma dor de barriga, uma dor de cabeça, evitar a morte precoce. É por isso que nós estamos fazendo isso dentro do hospital. E eu fiz questão de pedir pro Padilha, convide o copeiro Tedro para vir ao para vir aqui. O S não tá traduzindo, ele não tá nem ouvindo coisa, mas eu vou falar, ele vai
▶ 01:14:00 entender pela minha bronca aqui. >> Por isso que eu falei padrilha, traga ele aqui, porque o que nós o que nós estamos fazendo aqui é um exemplo para o mundo. E a gente tem que ter orgulho de dizer, não existe no planeta Terra nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes, que tem um Sistema Único de Saúde que funciona como funciona o nosso SUS. Não tem.
▶ 01:14:32 E o SUS não funciona bem por causa do governo, por causa do prefeito, por causa do presidente ou por causa do governador. crive da COVID. Ficou muito claro que o SUS funciona bem, porque os funcionários, os faxineiros, os enfermeiros, os médicos, as camareiras, aquela pessoa mais humilde queva o banheiro, teve coragem de trabalhar,
▶ 01:15:04 passava a vida que o governo não teve coragem de fazer. E é por isso que o SUS ganhou respeitabilidade. É por isso que o SUS ganhou respeitabilidade. E é por isso que nós estamos fortalecendo o SUS para ter orgulho de andar com essa camisa. Eu tenho duas coisas na vida. A camisa do SUS, a camisa do Corinthians e a camisa do Vasco, não é do Flamengo, do Vasco. >> Então eu falei, traga o Teddros aqui,
▶ 01:15:35 padr, porque o que eu quero mostrar o mundo é que é possível cuidar do povo pobre. Eu quero mostrar o mundo que não é por falta de dinheiro, às vezes é por falta de vergonha na cara das pessoas que governam, que não querem fazer prioridade, porque governar é decidir. Eu sei que você tem uma quantidade de dinheiro, pouco ou muito, mas tem uma hora que você senta na mesa e tem que decidir para onde vai esse dinheiro.
▶ 01:16:08 Essa hora que a gente tem que saber se o governo tem compromisso ou não. >> Para que que vai esse dinheiro? Se vai pros mesmos de sempre ou a gente vai permitir que o povo mais humilde, aquele caçador de material reciclável, aquela pessoa que tá dormindo na sarjeta, porque não teve chance na vida, vai ser tratado no hospital com a mesma fidalguia que é tratado de um grafiro que chega aqui. E nós achamos que essa função nobre de
▶ 01:16:38 médico, a função nobre de enfermeiro, a função nobre de quem se dispõe a trabalhar no hospital, a gente não tem que saber se a mulher que vai fazer o parto é preta. A gente tem que saber que é uma mulher. A gente tem que saber que é pobre, tem que saber que é mulher e tem que tratá-la com respeito e com defesa. E se todos os governantes do mundo tivesse um pouco, um pouco de humildade, tivesse um pouco de compromisso, o mundo
▶ 01:17:10 seria melhor. A gente não tava vendo o mundo gastar 3 trilhões de dólares em guerra >> e nenhum centavo para cuidar da saúde. >> Quantas crianças morrem de fome? Quantas crianças morrem de diarreia? Quantas crianças morrem de uma simples gripe? Porque o dinheiro tá sendo gastado para matar e não para salvar vida. Então eu queria que o Tedro viesse aqui para ele
▶ 01:17:41 dizer, no país é um país pobre. Nesse país já foram exterminados 5 milhões de indígenas que existia aqui quando nós fomos descobertos pelos portugueses. Nesse país, durante 350 anos, 5 milhões de escravos vieram para cá para trabalhar e criar este país como nós somos. e ainda hoje são tratados como se fosse segunda classe. Eu falei pro chamo
▶ 01:18:12 Tedos que eu quero mostrar que é possível através da vontade política do estado a gente não olhar o tamanho, a cor, o cérejoso ou a conta bancária. ficou, chegou na nossa mesa, é um ser humano, ele vai ser tratado com respeito, com carinho e da forma mais civilizada possível, porque esse é o papel de quem assuma a responsabilidade de trabalhar e de cuidar da área da
▶ 01:18:43 saúde. Ou seja, ninguém deveria fazer uma opção de ser médico para ficar rico. Ninguém deveria. A opção de médico é quase que uma dádida de Deus. é cuidar das pessoas, independentemente de quem quer que seja. E o papel do Estado é fazer com que as pessoas que vão trabalhar no estado ganh bem, ganh o salário justo para que todo mundo possa se dedicar. É isso que a gente tá
▶ 01:19:14 fazendo no hospital. Eu sonho, Padilha, que daqui alguns anos, quando eu tiver mais velho, daqui a 40 anos, quando eu tiver mais velho, que alguém perguntar para mim, o Rio de Janeiro tem um hospital de qualidade, eu falo: "Vá no hospital de Andaraí, vaiá no hospital de Bom Sucesso, vá no hospital federal que tudo vai ser de qualidade." Aleluia! >> Tudo vai ser de qualidade, porque gente, nada nesse país é criado com facilidade.
▶ 01:19:45 Tudo que a gente vai fazer pros pobres é difícil, >> é incrível. >> O pobre custa muito barato. >> Não tem nada mais barato do que cuidar do pobre. Mas tudo que a gente vai fazer pro pobre, a máquina, a máquina, o sistema não existe para pobre. Pobre tá maisalizado. Não sei se consigo. Pobre tá. Hoje eu fiz numa reunião logo cedo padilha. Eu quis financiar carro, sabe? táxi, Uber, motocicleta.
▶ 01:20:22 E hoje eu fiz uma reunião porque a burocracia é um verdadeiro inferno. >> É inferno, >> sabe? >> Me parece que o sistema financeiro brasileiro tá habituado a emprestar dinheiro para rico. >> Porque quando o pobre vai lá >> precisar de R$ 10, de R$ 20, é uma de uma exigência. A gente dá o salário como garantia, a gente cria fundo garantidor e mesmo assim o pobre é tratado como se não prestasse.
▶ 01:20:54 >> Então gente, acabar com isso, >> acabar com isso. Eu tô vendo esta moça aqui, Tedbro. Esta moça aqui, ó o sorrisindo desta mulher. [risadas] >> Por que que eu tô mostrando isso? Esta mulher fez um tratamento nos dentes do Brasil sorridente. >> Colocou essa porte maravilhosa. Eu vim aqui e perguntei para ela:
▶ 01:21:25 "Escuta aqui, companheira, você tá conseguindo mastigar carne?" Ela falou: "Tô tá conseguindo comer castanha de caju?" Ela falou: "Tô." E amendoim, tô. Mas, ô Lula, o que eu tô mesmo é beijando para caramba, porque com os meus dentes E agora, antes de vir para cá, agora antes de vir para cá, eu fui visitar três pessoas que fizeram prótese
▶ 01:21:57 no nosso novo esquema de prótese. Não faz mais aquele molde que en aquele negócio na boca e fica apertando com cão. Agora escaneia a boca. Escaneia a boca, sabe? Tira a fotografia da boca. e vai para a máquina 3D e faz a prótese. Gente, as três pessoas lindas deveriam ter vindo conosco aqui. As três, sorriso, sorriso cinematográfico e os três dizendo como é bom voltar a beijar.
▶ 01:22:29 Eu pensava que era só comer. Eu pensava que era só mastigar castanha. Mas eu descobri que quando a pessoa coloca uma prótese, tá aqui as nossas dentistas aqui, ó, tá aqui. Quando a pessoa coloca uma prótese, é a recuperação de uma autoestima. >> Alguém que já teve 120 kg, quando tem 80 kg, aí o cara se sente a pessoa mais feliz do mundo, não é isso? Alguém que tá com uma dor, como eu fiquei com uma
▶ 01:23:01 dor, sabe, no fêo durante 3 anos, com medo de tomar anestesia geral. Quando eu fiz a cirurgia que eu criei coragem, em dois dias me tiraram o fêmor, eu já tava subindo 8 degrau na escada. Que maravilha. Então, uma pessoa que com 20 anos de idade já perdeu os dentes da frente, já tem uma janela por causa da qualidade da água, por causa da qualidade da comida, por causa da qualidade da vida dele, essa pessoa não
▶ 01:23:31 pode mais rir. Você vai no encontro, ela tá com a mão na boca, você ela não consegue mais beijar, não arruma mais namorado. Ninguém quer namorar alguém que não tem dente. Nem mulher quer namorar homem, nem homem quer namorar a mulher. Esse é o dado concreto. E de quem é a responsabilidade? Plano de saúde não cuidava da boca. Nem o plano de saúde tem problema odontológico. Trata até de outras coisas, mas da boca não trata. Um dia eu cheguei falar pra Academia de Medicina, por onde entra
▶ 01:24:03 comida não é tratado como saúde pública. Por onde sai é, [risadas] é uma loucura isso. Aí criamos o Brasil sorridente. Criamos. E hoje, Padilha, quero te dizer, hoje na frente do Tedos, é a primeira vez desde que eu criei o Brasil sorridente, que eu senti a sensação de desejo completo quando eu vi aquelas três pessoas >> todas sem dente na boca e depois com
▶ 01:24:33 dente na boca, a mudança na fisionomia das pessoas, as pessoas dizer: "Eu nasci outra vez, eu voltei a ganhar gosto pela vida". É isso que a gente sente quando a gente vai no médico. A Nívia sabe que foi a primeira conversa que eu tive com a Nívia. Vamos criar o Brasil assist o agora tem especialista porque gente, o povo pobre precisa da maldita segunda consulta. >> Por que que nós criamos o SAMU? Porque o
▶ 01:25:04 cara era atropelado e morria sem socorro. Por que que nós queremos o formato popular? Porque eu quero no médico, o médico dava receita, ia para casa, colocava a receita em baixo do travesseiro, morria sem poder tomar o remédio. Depois nós temos o farmácia popular, a pessoa ia no médico, dava consulta, comprava o remédio, mas faltava a segunda consulta, o especialista. Aí quando a secretária da da da UPA, sabe, o da primeira consulta
▶ 01:25:37 ia marcar o especialista a daqui um ano, daqui 2 anos, daqui 10 meses, a pessoa voltava para casa para morrer. Aí às vezes conseguia depois de 10 meses ir no especialista. Chegava no especialista, ele olhava a pessoa falava: "Tá precisando fazer uma ressonância magnética. Tá precisando fazer uma anja, eu não sei das conta aí. Aí a moça voltava no balcão, o carro, a pessoa doente voltava no balcão. Olha, ele mandou eu fazer uma retonnética. Dá para
▶ 01:26:09 marcar a mocinha lá. Só daqui a 11 meses a pessoa voltava para casa para morrer. Eu fiquei pensando, Nívia, vamos fazer, vamos fazer a segunda consulta, sabe? Foi demorado, foi difícil, porque não é fácil fazer as coisas nesse país, não. Finalmente a gente tem, eu vi os números aí, 150 carreta. Se a montanha não vai a Maomé, Malvanha.
▶ 01:26:39 Se o pobre não pode ir no médico, a gente vai lá. Sabe 880 car van ambulatorial ondotológica. Não é para ficar esperando no gabinete o cara tratar do dente, não. Nós temos que ir na periferia, é na favelada da da baré, é no chapéu mangueira, é na rocinha. Se é lá que tá o sem dente, é lá que a V tem que tá para fazer o tratamento dele, para tratar dele, fazer limpeza no dente, fazer tratamento de canal, fazer
▶ 01:27:11 até ortodia a gente pode fazer até e depois escanear a boca, escanear, tirar fotografiar da boca e depois fazer um dente bonito. >> Isso é luxo, nenhuma. Isso é obrigação moral. Tá aqui a nossa companheira, nossa secretária de saúde, saúde robótica, saúde. Ela é professora titular da USP, tá? Ela é dentista da
▶ 01:27:41 USP, [risadas] tá? Obrigado. >> Então, >> hoje disse é luxo, não é luxo, é apenas dar direito à pessoa. Por que que o cara pode encher a boca de ouro e vai colocar dente de porcelana em Londres e vai colocar na Itália? E o do pobre não pode colocar um dedo aqui de qualquer coisa que fez. >> Por que que não pode? Então eu falei para trás do Tedro. O Tedro tem que conhecer porque ele conhece país rico e país pobre. E eu duvido que tem algum
▶ 01:28:12 país rico que faça o que a gente tá fazendo. Pode ir a Londres, pode ir a Paris, pode ir a qualquer Vai Nova York, vai Nova York para ver se o povo da periferia tem o tratamento que estão dando aqui. Vá, vá tentar pegar uma ambulância lá em Nova York para ver quanto custa. Vá, aqui não, aqui o SAMBAMU é de graça e a gente não escolhe. Ninguém pede carteira profissional, ninguém pede conta bancária, ninguém pede extrato, tá? doente precisou dar o SAMU para tratar
▶ 01:28:43 de você. Ainda falta coisa, falta muito. Eu sei que falta muito. Eu sei que quanto mais a gente faz, mais vai ter que fazer. Mas o dado concreto é que esse país é pobre, mas esse país tem que assumir o compromisso. É a primeira vez na vida que esse país tem um presidente, sabe, metalúrgico que não tem diploma universitário. Eu só tenho o primário, doutor. Só o primário. Uma porrinha de um curso de torneiros mecânicos no SENAI. E eu quero provar,
▶ 01:29:15 >> eu quero provar que é o seguinte, a gente tem que saber, tem que saber o que que as pessoas sofrem. As pessoas tem que saber como é que vive o pobre. Eu lembro do, olha o senador Dorneles, uma figura que eu gostava ou eu gostava do Dorneles. O Donellis foi eleito senador. Eu fiz amizade com Dorneles e uma vez o Donellis falou para mim: "Ô Lula, você sabe que eu não sabia que o Rio tinha tanta gente, tanta gente pobre. Eu só fiquei sabendo na campanha
▶ 01:29:48 que eu comecei subir o morro e percebi a pobreza. Porque a elite não sabe. A elite nasce de costa fumou e de frente pra praia ou pro aeroporto, sabe? Mas para saúde o povo que trabalhar na casa dele. Você acha que algum patrão pergunta pra empregada doméstica: "Ô menina, sabe como é que tá teu filho? Como é que tá a tua barriga? Você tá com dor de barriga? Como é que tá teu marido? Você acha que alguém pergunta? Pergunta nada. pergunta nada. >> É esse país que nós precisamos mudar. E
▶ 01:30:20 por isso por favor não tenha vergonha de dizer que você conheceu um país pobre, mas governado com dignidade. E na hora de discutir saúde, a gente não tem medo de discutir com ninguém. Cada pessoa pobre, cada um de vocês que tá aqui, cada um de vocês que tá aqui, se precisar fazer radioterapia, há 3 anos atrás vocês morriam, acou de fazer. Agora vocês vão ter um tratamento
▶ 01:30:50 numa máquina tão moderna que se o Trump tiver que fazer, vai fazer na mesma mica. Se o CPI tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina. Se o Lulia tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina. Porque vocês não são pior do que nós. Vocês são iguais e sobretudo vocês são a razão da gente existir. Por isso a gente tem que cuidar de vocês com muito respeito, com muito amor e com muito carinho. Padilha, parabéns, querido.
▶ 01:31:20 Parabéns. Parabéns, porque nós vamos mostrar que tudo é possível quando tem vontade política. Tudo é possível aqui nesse país, Tedro. Em 1846, o imperador tentou fazer um canal para tirar 12 milhões de pessoas do Nordeste da Seca, a região que eu morei, um canal que tem 740 km de extensão,
▶ 01:31:54 15.000 km de dutora. Ninguém deixava ele fazer, pois eu assumi a presidência em 2003 e falei: "Eu vou fazer e já tá pronto o canal do São Francisco levando água para 25 milhões de pessoas pobres". >> [aplausos] >> Então, recuperar a saúde do Rio de Janeiro, recuperar os hospitais federais é dar decência ao povo do Rio de Janeiro. E eu
▶ 01:32:24 acho que a gente não completou a obra ainda, mas o que estamos fazendo é um começo maravilhoso. É um começo maravilhoso e nós vamos ser exemplo de como tratar do povo mais necessitado desse país. Um beijo no coração. Obrigado a vocês. Obrigado Padilha. Obrigado Tedos. Obrigado governador. Obrigado prefeito. Obrigada. E estão encerradas as intervenções. Pede-se a todas e a todos que aguardem a
▶ 01:32:55 saída do presidente Да.