Presidente Lula visita o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO)
Lula · 17/07/2026 · 42 min · Lula
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▶ 00:00:00 do ministro de Estado da Saúde, Alexandre Padilha, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri, do presidente da Fiocruz substituto Walkler Rangel e do diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Dr. José Paulo Gabi. [aplausos] [aplausos] Para dar as boas-vindas, faz uso da
▶ 00:00:30 palavra o diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Dr. José Paulo Gabi. >> Boa tarde a todos e a todas. Quero quero agradecer imensamente aqui a presença do senhor que proporcionou nós estarmos aqui hoje, porque foi na sua gestão em 2000 em 2006 que o senhor lançou o projeto de do novo, né, de vir
▶ 00:01:02 para esse prédio que era um prédio abandonado aqui no Rio de Janeiro e transformou nesse instituto maravilhoso que é referência internacional em Traumator ortopedia e hoje pelo seu apoio mais uma vez no seu depois desses anos todos e do ministro Padilha e toda a equipe do Ministério da Saúde eh propiciou nós estarmos funcionando 100%, presidente, com todos os leitos abertos, 321 leitos. Nós hoje saímos de uma
▶ 00:01:33 realidade de 400 e poucas cirurgias por mês. Estamos fazendo mais de 1000 cirurgias, todas de alta al alta complexidade de ortopedia, né? Então, em nome de todo o corpo clínico, esse corpo clínico o senhor vê que o quanto tá feliz, o quanto tá eh com a sua presença, com presença do ministro, das autoridades e tá nos apoiando. Então, muito obrigado, presidente. O SUS lhe agradece, nós lhe agradecemos, o SUS lhe agradece por todo o apoio da sua vida
▶ 00:02:04 toda, da sua luta e que nós entregamos isso aqui com maior carinho e maior amor para nossos pacientes. Muito obrigado pela sua presença. [aplausos] >> Deixa só, deixa eu só fazer uma pergunta, uma pergunta o seguinte. Ah, se comparado a qualidade profissional dos nossos médicos, dos nossos enfermeiros, dos nossos funcionários e a qualidade do trabalho que vocês prestam aqui comparada a outros países do mundo, que
▶ 00:02:34 lugar que a gente tá? Olha, com certeza nós estamos nós estamos entre o primeiros e eu tenho certeza que somos os melhores em ortopedia da América do Sul. Não falo isso com a maior tranquilidade do mundo, né? Eu acho que a grande diferença, e o senhor bem colocou, a grande diferença desse instituto, sem dúvida que um prédio com as com tudo que tem aqui nos favorece ter nosso trabalho desenvolvido, mas é a
▶ 00:03:05 qualidade do corpo clírico, qualidade das pessoas, as pessoas que fazem isso aqui acontecer, né? Eh, hoje nós temos profissionais eh formados aqui em 27 estados do Brasil, né? Então, a gente tem profissionais de fora do Brasil que vê aqui constantemente, de Angola, da Inglaterra, dos Estados Unidos, aprend da China aprender com a gente, aprender cirurgia, aprender os cuidados de enfermagem com paciente ortopédico. Quer
▶ 00:03:36 dizer, nós somos realmente uma referência no mundo, graças ao SUS, graças ao apoio dos senhores. >> Você é médica há quanto tempo? Eu me formei em 94, presidente. Quer dizer, eu sou médico >> 94. Eu me formei 94. >> Veja, de quando você se formou até hoje, qual foi a evolução nessa área da medicina? Então, a ortopedia ela vem evoluindo muito, como tudo no mundo, né, muito
▶ 00:04:07 rapidamente. Eh, nós vimos agora o exemplo de uma prótese de joelho, né, o senhor mais cedo perguntou sobre prótese de quadril, né? Agora, eu acho que o grande salto que nós estamos dando agora, que é com a chegada da cirurgia robótica, né, e com tratamentos ortobiológicos, que são os tratamentos que a gente utiliza, as próprias células do paciente, pra gente tentar evitar chegar a uma cirurgia no porte de uma prótese. Então, acho que a gente tá
▶ 00:04:38 agora dando um um outro salto muito importante. Presidente, >> você poderia você poderia explicar, você tá falando pra imprensa, você não tá nem falando para eles, ele tá falando para mim e pra imprensa. Então, o seguinte, a de uma prótese convencional para prótese feita numa máquina 3D, qual é o significado da evolução? >> Então, a prótese 3D que o senhor, né, nós vimos mais cedo também, é a prótese para amputados, né? A prótese é muito
▶ 00:05:10 mais leve, muito mais barata, muito mais rápido de ser feito. Ela é adaptável ao paciente, quer dizer, ela é personalizada ao paciente, né? E então esses pacientes, normalmente a prótese ela gasta, ela quebra, ela tem problemas, ela não pode entrar dentro da água, as próteses eh mais eh importadas. Então nós temos essa tecnologia de fazer em 3D, que é uma tecnologia que permite esses pacientes terem, tomarem o banho, molharem, entrar na piscina e com custo
▶ 00:05:41 muito barato que eles permitem eles eh refazerem, se for o caso, a prótese, se ela tiver algum dano. Então, realmente é pro paciente é é muito mais eficaz usar uma prótese [aplausos] >> agora. Ouve-se o prefeito da cidade do
▶ 00:06:12 Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri. >> Gente, boa tarde. Boa tarde a todos. Boa tarde a todas. Eu quero muito dizer, vou falar um minutinho, presidente, mas como eu não sou candidato a nada, não é isso, ministro? Eu tenho direito de falar certas coisas que outros não podem. Então, acho que eu também devo dizer, né, aquilo que deve ser dito. Então, para nós, certamente falo aqui,
▶ 00:06:42 governador Ricardo Couto, né, que é um orgulho pro Rio de Janeiro, né, tá enfrentando aquilo que as pessoas achavam que era impossível enfrentar e tá mostrando que quando tem gente séria é possível fazer. Eu, presidente, eu fico ouvindo o senhor falar, vendo todo o corpo aqui do Into falar isso com muito orgulho, mas a primeira coisa para nós cariocas, nós aqui do Rio de Janeiro, é um orgulho muito grande saber que tem um Instituto Federal como Into, Nacional, que
▶ 00:07:12 pertence ao Sistema Único de Saúde, ministro Padilha, e que a gente pode bater no peito e dizer que não deixa a desejar para nenhum lugar do mundo. Isso a gente pode falar sobre o sobre a Fiocruz, sobre os nossos hospitais federais, mas há muito pouco tempo atrás a gente viu governantes que negaram o SUS, negaram a ciência, negaram a vacina, negaram o serviço público, negaram os servidores federais.
▶ 00:07:47 E se existe um lugar no Brasil que sofre com isso, foi o Rio de Janeiro. Então, se a gente acha que o governo federal anterior foi ruim pro Brasil, eu tenho certeza, presidente, e faço isso, faço questão de dizer isso. Se foi ruim pro Brasil, foi muito pior pro Rio de Janeiro. Muito pior. a quantidade de servidores federais que tem no Rio de Janeiro, a quantidade de hospitais federais que tem no Rio de Janeiro, a importância do governo federal pro Rio de Janeiro é enorme. Então, para nós ter
▶ 00:08:18 um presidente da República aliado do Rio de Janeiro, que ama o Rio de Janeiro e que todas as vezes que o prefeito Eduardo Pais e que eu já como prefeito todas as vezes, ministro, que a gente precisou do presidente da República, ele não pensou duas vezes. Oto é mais um exemplo disso. A gente estava mais cedo na Fiocruz, como já estivemos nos hospitais federais em outras agendas, como é o caso do aeroporto do Galeão, como é o caso das obras e investimentos feitos na zona
▶ 00:08:48 oeste e assim por diante, com a quantidade de PAC, PAC na rocinha, PAC no alemão, PAC na maré, tô falando de tudo, presidente, porque no fundo, no fundo, o que tá por trás disso é um presidente da República que defende o Rio de Janeiro e que faz sempre pela população precisa mais. E o Into é um orgulho pro Rio, um orgulho pro Brasil. Muito obrigado, presidente Lula. Que orgulho. O Into tá aqui no Rio de Janeiro. Eu só não resisto, mas o complexo que a
▶ 00:09:18 Fiocruz quer fazer aqui no Porto fica 2 minutos daqui, presidente. É pertinho, dá para fazer junto. Fio Cruz, Into e vários outros órgãos. Fica 2 minutos daqui. Bom, então muito obrigado, presidente. Obrigado ministro Padilho. Obrigado a todo o corpo do Inco. Que orgulho de vocês. Vivo SUS. [aplausos] Neste instante faz uso da palavra o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Boa tarde, gente. Boa tarde.
▶ 00:09:49 >> Queria uma salva de palmas para todas as trabalhadoras e trabalhadores do nosso Instituto Nacional de Traum Ortopedia, [aplausos] Ministério da Saúde. Presidente, o senhor, o senhor sabe, eu já tinha falado pro nosso diretor, o Gabi, o quanto eu queria poder trazer o senhor aqui. Tô muito feliz que o senhor tá aqui, porque eu sei o carinho que o senhor tem por esse instituto. O senhor foi aquele que enquando presidente da República,
▶ 00:10:19 transformou essa estrutura que era um prédio abandonado, abandonado pra cidade do Rio, abandonado pro pro estado do Rio de Janeiro. Sabe-se lá o que o que que poderia ter aqui, de que forma a ser usada. E o senhor sonhou em transformar esse espaço nesse grande Instituto Nacional de Trama, tirando ele de um lugar acanhado que foi muito importante, mas que não dava conta mais das transformações que o senhor falou.
▶ 00:10:49 Eu tive a honra junto com a presidente Dilma de estar aqui em 2011 inaugurando isso que o senhor que fez. Eu ganhei naquela época esse avental aqui, presidente. E e eu levei esse avental para casa, porque quando a gente começou ali em 2011, a gente não conseguia fazer funcionar toda a estrutura do hospital, porque mesmo fazendo concurso, às vezes não conseguia contratar todo mundo. Às vezes o modelo de contratação é diferente.
▶ 00:11:19 Eh, toda a estrutura, equipamento foi feito, mas a gente não conseguia colocar ele para funcionar plenamente. E eu tive comigo, eu falei assim, ó, eu vou um dia ter o orgulho de poder voltar no Gabi sabe disso, e botar o avental que estava guardado em casa com o presidente Lula e poder falar: "Hoje o funciona 100% da sua capacidade, desses nove andares aqui dessa estrutura. Isso graças à transformação que o senhor
▶ 00:11:49 tá fazendo aqui e nos outros hospitais aqui federais do Rio de Janeiro. A gente fez um verdadeiro programa de ressuscitação desses hospitais, gente. Trazer uns dados só aqui do Into, depois vou falar aqui. Tem uns colegas dos outros aqui. Estamos então tudo aqui querendo, inclusive o senhor vai chegar lá um dia, vai visitar lá também. Só aqui foram 777 novos profissionais contratados. Graças a um arranjo que nós fizemos junto com a Fiocruz, tá aqui o Valcler,
▶ 00:12:21 a Fiotec, que permite inclusive contratar de formas diferentes do que a gente poderia só através do concurso. Então, facilitou essa contratação além da chamada do pessoal eh de concurso e de remanejamento de outros hospitais que vieram para cá eh porque encontram no Into um local mais adequado, com mais dignidade naquele momento da reestruturação que nós fizemos de vários hospitais. Isso significou, presidente, só comparando 2026 com 2025, depois que
▶ 00:12:51 a gente completou essa estruturação, 44% a mais de internações de pacientes, não só do Rio, mas do Brasil aqui no Into, nesse um ano, 38% a mais de cirurgias realizadas. presente, o o Gá tava falando isso 38% a mais nesses primeiros meses, porque hoje a gente já realiza nesse mês, né, Gabi, três vezes mais do que a gente realizava por mês aqui. A gente realizava em geral
▶ 00:13:22 400 cirurgias por mês. Nós realizamos nesse mês 100 cirurgias aqui no Into, salvando população carioca e gente do Brasil inteiro. Presidente, tem procedimentos aqui [aplausos] que vem o Brasil inteiro para fazer cirurgia aqui, vem Brasil inteiro fazer procedimento. Tem um tipo de cirurgia, presidente, que aqui é o maior hospital que mais faz, que é a cirurgia de escoliose, que é uma coisa muito grave,
▶ 00:13:53 que a coluna da criança adolescente vai ficando torta, às vezes parece coluna que tá como se fosse um S. E eles fazem aqui uma cirurgia às vezes demora 10, 12, 14, mais de um procedimento, 5, 6. É aqui no Into que é feito, né? É aqui no Into que forma ortopedista para todo o Brasil. E o senhor perguntou pro Gab aqui, ó, o que que evoluiu. Ele falou de duas coisas que evoluíram na ortopedia. Uma que são os tratamentos ortobológicos. Ele não falou aqui é o hospital pioneiro
▶ 00:14:25 aqui e no mundo do tratamento ortobiológico que tá sendo feito aqui vai virar referência pro mundo do que tá sendo feito aqui pelo SUS [aplausos] construindo uma solução todos os profissionais. E a outra que ele falou do robô, vai ter cirurgia robótica ortopédica aqui no Into este ano ainda, gente, [aplausos] fazendo parte dessa transformação
▶ 00:14:56 tecnológica que eu tá fazendo no SUS. Não existia financiamento pelo Ministério da Saúde para cirurgia robótica. Quem tinha cirurgia robótica pelo SUS tinha porque o hospital se virava sozinho, comprava o equipamento, tentava manter esse financiamento sozinho. Graças ao senhor pelo agora tem especialista. A gente criou uma tabela do agora tem especialista específica para fazer a cirurgia robótica. Então os hospitais do SUS que querem fazer cirurgia robótica compra o equipamento e a gente mantém
▶ 00:15:26 isso. No caso do Into, o Ministério inclusive vai comprar o equipamento que o Gab já tá comprando. Eh, foi até paraa China aí para fazer a última visita. A gente vai ter aqui pelo SUS essa qualidade de tratamento aqui. E tá aqui também, presidente, tá aqui o pessoal do Instituto Nacional de Cardiologia, que é outra referência nossa. Tá aqui o pessoal do Instituto Nacional do Inca, do Câncer, tá aqui o Hospital Ipanema, que é o nosso hospital federal. Tá aqui o pessoal que tá dirigindo o hospital do servidor, que o senhor vai conhecer
▶ 00:15:57 ainda também junto o pessoal do Hospital Bom Sucesso, do Andaraí, do Cardoso Fontes, que é junto com a prefeitura, do Hospital da Alagoa, que é junto com a Fiocruz. Nós ressuscitamos esses seis hospitais que estavam entregues a um uma pessoa que se achava o dono desses hospitais. E o senhor tá devolvendo esses hospitais pro verdadeiro dono dele, que é o povo do Rio de Janeiro e o SUS. [aplausos] Só pros três institutos nacionais,
▶ 00:16:28 presidente, né, pro Into, pro Inca e pro Instituto Nacional de Cardiologia, foram contratados 100 novos profissionais que ressuscitaram esses três institutos nacionais, sem contar o que foi pros outros seis hospitais federais, entre eles o hospital Panema. Ao todo, foram 2.4 bilhões de reais de investimento direto do Ministério, em parceria com a prefeitura, parceria com o grupo hospitalar Conceição, que é empresa do Ministério, com a Fio Cruz, que é fundação do Ministério da Saúde, cada
▶ 00:17:00 solução que a gente encontrou paraa transformação de cada um deles. Então, aquilo que é um sonho do senhor, o senhor pode ter certeza, os hospitais federais do Rio e os nossos três institutos nacionais vão voltar a ser a referência nacional de atendimento especializado do Brasil, da América Latina e muitos procedimentos pro mundo. [aplausos] E o senhor, assim como o prefeito tava falando, né, do pessoal do da Fiocruz, quando o senhor falou do terreno,
▶ 00:17:30 pessoal do Instituto Nacional de Cardiologia também quer, o Inter também quer. Vocês podem ter certeza, eu tenho certeza, professor. Nós estamos ressuscitando os hospitais, colocando eles para funcionar, funcionando a capacidade plena e com os resultados que eles vão tendo, não tenho dúvida. A gente só tem um caminho que é crescer cada vez mais esses hospitais, ter uma estrutura cada vez melhor, pegar os terrenos aí com a prefeitura e fazer o Rio voltar a ser um grande exemplo de complexo hospitalar do SUS aqui no Rio
▶ 00:18:00 de Janeiro. Viva o SUS. Muito obrigado, presidente Lula. [aplausos] Com a palavra o governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Culto. [aplausos]
▶ 00:18:32 >> Boa tarde a todos e a todas. Começo como feito aqui pelo ministro Padilha, agradecendo a todos os profissionais da área de saúde que trabalham aqui, aqueles que trabalham também em outros estabelecimentos. A importância de vocês paraa população é enorme e eu acho que é de suma importância começar nessa fala fazendo esse agradecimento, esse registro, assim como
▶ 00:19:02 agradeço muito e já o fiz na parte da manhã mais cedo, cheguei até a me emocionar quando falei o apoio da presidência da República ao estado do Rio de Janeiro em todo sentido. o apoio, eh, compreendendo o momento do estado do Rio de Janeiro no plano econômico e nas suas várias vertentes que importam
▶ 00:19:33 para o Estado, não é? olhando pro campo social, vendo a questão da educação, a questão da saúde, nos apoiando também na parte da segurança. E tudo isso me leva a vir aqui, porque eu acho que nós temos que olhar pra frente, nós temos que ver o que efetivamente importa para o estado, para o país e ter a responsabilidade nesse
▶ 00:20:04 momento. Todos sabem, estamos chegando próximo ao momento do voto, onde temos que assumir a nossa responsabilidade, não é? Hoje aqui é um dia, é um marco, é um marco onde temos que ser levados a uma reflexão, uma reflexão muito importante que envolve o que nós queremos para o nosso país, o que importa para o nosso país, o
▶ 00:20:37 que importa para a nossa sociedade. Então eu venho aqui como magistrado e como cidadão, principalmente como cidadão, pedir a todos que aqui se colocam também como cidadão, que chegando o momento da eleição, prestem atenção em tudo que vem acontecendo em nosso país. Presta atenção naquilo que queremos para o nosso país e
▶ 00:21:07 nos atos e nas ações daqueles que já conhecemos e que podemos saber qual será o norte que essa pessoa dará. Então, a minha fala aqui é uma fala, volto a dizer inicial, de gratidão a todos os profissionais da área de saúde. Uma gratidão à compreensão do governo federal quanto ao momento em que o estado do Rio de Janeiro passa e tudo
▶ 00:21:38 que passa, não quero fazer juízo de valor, não quero fazer críticas a pessoas que passaram. Eu estou nesse momento no exercício do executivo e eu tenho uma missão. Não era aquilo que eu pretendia na vida, não é? A minha pretensão se colocava no âmbito do judiciário, mas eu fui alçado a estar no executivo e
▶ 00:22:09 estando no executivo, eu tenho também uma responsabilidade e eu vou cumprir com essa responsabilidade, não é? Com essa responsabilidade que me foi posta. Eu estou fazendo o máximo que eu posso fazer e vou continuar fazendo. Eu espero que todos aqui, né, no exercício da cidadania que está por vir também procedam da mesma forma, com responsabilidade. Mais uma vez, muito
▶ 00:22:41 obrigado a todos e muito obrigado ao presidente e aos profissionais. [aplausos] Senhoras e senhores, com a palavra o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. O o nosso governador, ele sempre fala que ele não é político, que ele não sabe falar com os políticos, mas mais umas duas visitam minha aqui,
▶ 00:23:11 ele vai falar igualzinho nesse processo, porque ele sabe, eu tenho falado para ele que ele sabe a missão que ele tem no Rio de Janeiro. Quando vocês aplaudem o governador, vocês não aplaudem ele, porque ele fez uma ferrovia que vocês sonhavam, que ele fez um porto, que ele fez. Não, ele não foi candidato, ele não pediu nada a ninguém. Ele tá aqui fazendo um favor a todos nós, a todos nós brasileiros e a
▶ 00:23:43 todos os caiocas. Ele na missão de desembargador, ele tá fazendo um favor para ver se a gente consegue se livrar das milícias. que tanto causa prejuízo ao Rio de Janeiro. É isso que ele tá fazendo aqui. [aplausos] Então, quando vocês aplaudem ele, eu digo para ele que vocês estão apenas mostrando um compromisso de respeito com ele, imaginando que ele consiga dar a vocês o
▶ 00:24:15 prazer de voltar a dizer que moro no Rio de Janeiro, que o Rio de Janeiro não é lugar de miliciano, não é lugar de facção, sabe? criminosa do Rio de Janeiro é lugar de gente trabalhadora, de gente que quer viver em paz e que durante muito tempo não poôde viver em paz, porque a maioria dos governadores foram presos nesse estado. Então, que Deus te abençoe, governador. Que você faça aquilo que outros não conseguiram
▶ 00:24:46 fazer. Essa é uma missão dada por Deus. [aplausos] A segunda coisa que eu queria dizer a vocês é que, Zé Paulo, eu vindo aqui, eu tô voltando aqui 17 anos depois, eu vim aqui em 2006 trabalhar a ideia do projeto de criar esse instituto, de comprar um prédio abandonado que era
▶ 00:25:17 o Jornal do Brasil e depois eu não voltei mais aqui. E quando eu volto 17 anos depois, eu me sinto como se tivesse, sabe, tido um filho e passei 17 anos sem ver meu filho e fui encontrá-lo aos 17 anos para saber se ele tava bem. Eu muitas vezes fiquei frustrado porque eu sabia de notícia que não estava funcionando 100%, que não
▶ 00:25:48 tinha todo funcionário que a gente sonhava ter. E eu então tinha um pouco de frustração porque a gente também não tinha conseguido fazer os hospitais federais do Rio de Janeiro ser uma referência brasileira. Eu sempre sonhei que em qualquer lugar do Brasil, quando alguém quisesse falar de saúde, as pessoas lembrasse, no Rio de Janeiro tem seis hospitais federais que são centros de excelência para tratar do povo
▶ 00:26:20 brasileiro. E agora a gente tá conseguindo fazer isso numa parceria com a prefeitura do estado, numa parceria com o setor privado, com Santa Casa. Ou seja, nós estamos tentando dar ao povo brasileiro aquilo que ele merece, porque tem duas coisas na vida de um ser humano que não pode haver discriminação por conta do berço que a pessoa nasceu, por conta da origem, sabe, da família,
▶ 00:26:51 é a educação e a saúde. E eu já tive muitas experiência, sabe, que os pobres do Brasil inteiro têm muitas experiências. Eu já esperei muito tempo em filas. Eu já perdi minha mulher e meu filho num parto. Eu já quando cortei esse dedo, eu fiquei mais de 4 horas esperando que o médico que tinha que estar de plantão, mas não tava de plantão, viesse tratado do meu dedo.
▶ 00:27:23 Então eu sei como é que o pobre é tratado, como o rico é tratado, porque ainda prevalece na área da saúde o poder do dinheiro. É por isso que se criou tanto ódio quando a gente aprovou na Constituição de 88 a criação do SUS. Porque muita gente, muitas vezes de Mafé, tentava insinuar que o Estado não tinha condições
▶ 00:27:53 de oferecer ao povo brasileiro um sistema único de saúde, porque quem sabia cuidar da saúde era iniciativa privada. E saúde é para quem pode pagar, quem não pode pagar, que morra no esquecimento e na negligência do Estado brasileiro. E nós então resolvemos provar exatamente o contrário. Eu acho que na questão da saúde, a
▶ 00:28:26 pessoa mais pobre que mora no lugar mais pobre do Rio de Janeiro tem o mesmo direito de ter um tratamento no hospital com o mesmo médico que trata o governador do estado, o prefeito da cidade, o deputado federal, os ministros da do Tribunal de Justiça, sabe? [aplausos] o mesmo direito. O mesmo direito. Da mesma forma que a educação.
▶ 00:28:57 A educação a gente nunca quer tirar o direito de ninguém, mas a gente quer que as pessoas mais humildes que não tiveram chance na vida de progredir, que não tiveram chance de estudar, que uma filha de uma mulher mais humilde, ela possa disputar a mesma vaga na melhor universidade que pode disputar o filho do cara mais rico. Nós queremos apenas criar as condições
▶ 00:29:27 de dar oportunidade a todos de ser tratado com decência, com respeito, com dignidade e todo mundo disputar o espaço que todo mundo tem direito. É assim que eu penso a saúde, é assim que eu penso a educação. Por isso eu sonho com uma saúde de qualidade. Por isso eu trouxe a Janja hoje para fazer a mamografia dela nas nossas carretas. Vão ser 150 carreta espalhado
▶ 00:30:00 por esse país, fazendo tudo que é tipo de exame de ressonância magnética, mamografia e outros exames de imagem para que as pessoas sejam tratadas com decência, sobretudo as mulheres que muitas vezes por ser pobre não são tratado, em muitos lugares desse país. Então, se a montanha não vai a Maomé, malvão [aplausos] as pessoas não têm dinheiro para ir ao hospital, sabe? Nós vamos até a casa
▶ 00:30:30 dela tratar delas. E hoje nós fomos na FC, a gente já veio fazer a mamografia numa máquina que machuca menos do que as máquinas convencionais. E qualquer mulher, se a mulher do governador for fazer mamografia, se a mulher do prefeito ou do Padilha, ela vai fazer na mesma máquina que vai fazer a mulher mais humilde do Rio de Janeiro. Afinal de contas, [aplausos] é isso que significa para mim o
▶ 00:31:00 Instituto de Traumatologia e Ortopedia. É isso que significa para mim, dá às pessoas o direito a ter orgulho de ser brasileiros, a ter orgulho desse país ter governantes que trate as pessoas, sabe? Não precisa privilégio porque tem uma coisa que jogo na nossa cara todo dia. Ah, o bacana ele vai tratar num hospital particular porque ele paga um plano
▶ 00:31:30 médico, um plano médico muito caro. Então, se ele paga um plano médico muito caro, ele tem direito de tratar no hospital, no céu, que eu não vou falar nome de hospital aqui, mas tem o direito de tratar em tal hospital, porque ele paga um plano de saúde. O pobre não paga, então vai pro SUS. É assim, o que que eu acho é que é uma mentira dizer que o Bacana paga um plano de saúde, porque todo mundo que paga um plano de
▶ 00:32:00 saúde desconta o que ele paga no imposto de renda. Portanto, quem paga é o povo pobre que não tem plano de saúde [aplausos] e, portanto, ele tem que ter direito. Portanto, o estado tem que ter direito. [aplausos] Nós não estamos tirando de ninguém. Eu não tô proibindo que o Bacana possa ter o plano que ele quiser. Eu só tô dizendo que o povo mais humilde vai ter direito de ter o mesmo tratamento que ele tem no hospital público, porque cabe ao estado
▶ 00:32:31 garantir a todos o mesmo tratamento. Essa é a minha alegria de estar hoje nesse querido Instituto Nacional de Traum. Demorei muito para falar traumatologia, traumatologia, ortopedia. Mas agora falei, então a minha a minha vinda aqui é para ver um filho que eu programei, que eu quis que ele acontecesse, sabe? que passei 17 anos sem vê-lo. Hoje
▶ 00:33:01 eu tô vendo ele e quero dizer obrigado, mães que cuidaram dos meus filhos, pais que cuidaram dos meus filhos, enfermeiras e enfermeiros que fizeram acontecer de verdade essa criança ser forte, bonita e sadia e ser exemplo para todo e qualquer país do mundo. Uma coisa que eu aprendi na vida, doutor, é nunca ser menor do que ninguém.
▶ 00:33:31 Eu nunca sonhei ser maior do que ninguém, mas não aceito ser menor. Eu aprendi a andar de cabeça erguida. E quando a gente aprende a andar de cabeça erguida, a gente não precisa ser presunçoso, a gente não precisa andar de nariz empinado, ser orgulhoso, não. Você tem que andar de cabeça erguida de orgulho. Orgulho do que você é, orgulho da onde você mora, da sua rua, da sua cidade, da sua vida, do seu bairro, sabe? Da sua
▶ 00:34:03 cor, sabe? Você tem que ter orgulho de tudo. E eu sou um homem orgulhoso. Eu, por exemplo, não aceito a vedice. Eu, quando eu digo isso, eu quero que você saiba o seguinte. Eu não consigo evitar que os anos passem. Eu não consigo ainda fazer a terra parar, tá? Eu não conseguir, mas eu não permito
▶ 00:34:34 que pelo fato dos anos passarem eu fique velho. >> Então, doutor, eu quero dizer que eu hoje eu levantei 5:30 da manhã, fiz 2 horas da minha ginástica, 2 horas da minha ginástica, vim para cá, ainda não almocei, a minha delegação não almoçou ainda, nem o governador almoçou, nem o prefeito almoçou ainda. Você já abçou, você tá qu trabalho, tá? Você já comeu padrilha também? Não, isso aqui
▶ 00:35:04 também já comeu, sabe? E eu saio daqui feliz primeiro porque vou comer uma refeição só significa que eu vou economizar. Significa. Então, mas eu saio feliz por vocês. Eu fui ver uma operação numa sala de cirurgia. Eu fiz uma infiltração no joelho de uma mulher. Eu já fiz muita infiltração no meu joelho. Eu fiz uma operação do quadrí e eu fiquei assustado porque eu tive a impressão que eu tava entrando
▶ 00:35:35 numa siderúrgica, a quantidade de ferro e ferramenta que tinha lá, sabe? E é engraçado porque a pessoa não tava na estenciada geral, tava só sedada. E eu fiquei bobo de ver o avanço tecnológico. Imagina quando for robotizada. Imagina quando for robotizada. Esses dias eu fui no hospital do amor em São Paulo e fui simular uma cirurgia,
▶ 00:36:05 uma cirurgia na Bahia. E é muito engraçado porque eu acho que pra gente aprender fazer operação com robô, a gente tem que primeiro aprender jogar game. Então comece a treinar, gente, comece treinar game, porque é o seguinte, é impressionante. Eu peguei o robô e quase que eu fiz num operação de próstata na Bahia. >> [risadas] >> E com uma coisa fantástica, doutor, é
▶ 00:36:36 que o homem agora com a operação de próstata robótica, ele não vai ter mais medo, porque o erro, a possibilidade dele ficar com impotência é quase que zero e dele ter incontária é quase que zero. Então agora os homens também não vão morrer dessa bobagem, sabe? Então o que que nós estamos fazendo? dizendo para as pessoas, eu demorei 3 anos com dor no meu quadril porque eu tinha um problema de cirurgia
▶ 00:37:06 do fêmeo que eu não queria fazer com medestesia. 3 anos na última campanha que eu fiz em 2002, eu pulava em cima do caminhão, depois chegava em casa, ficava chorando a noite inteira pra janja, que eu não aguentava a minha perna porque não tinha, sabe? Você ficava com a bunda para cima, doía. Você ficava com a bunda para baixo, doia. Você ficava com a bunda do lado do ia. Ou seja, não tinha, você sentava, doí, você levantava, doía. Era um inferno. Aí eu tomei a decisão de operar. Operei com um amigo de você chamado Jean Carlos, sabe? Um filho de
▶ 00:37:38 italiano casado com a cubana. merda. Hoje no dia seguinte eu já subi oito degrau de escada. Eu falei: "Como eu fui ignorante, como eu fui burro". se sofrer 3 anos. Então eu vejo a cara de vocês, eu fico pensando, a gente tem que dizer pro povo, você não tem mais o direito de sofrer. Faça sua cirurgia, procure o nosso íto e se optere que você vai viver feliz pro resto da vida.
▶ 00:38:08 Por isso, [aplausos] meu querido prefeito, meu querido governador, >> eu quero dizer para vocês, confiar, >> quero dizer para vocês o seguinte, eu acho que o Rio de Janeiro precisa de uma chance, governador. Se tem um estado que de uma chance, é o Rio de Janeiro. E quem tem que dar chance são vocês.
▶ 00:38:39 >> Quem tem que dar chance é vocês. Eu não posso falar de eleição, mas quem tem que dar chance é vocês. É preciso que a gente não acredite que colocar uma raposa no galinheiro, ele vai tomar conta das galinhas. >> Certamente ele vai, ela vai comer as galinhas. Então cuide, cuide. Sejam solidário aquele homem que tá ali, que é um procurador, para ele fazer a limpeza
▶ 00:39:09 que todos vocês sonham, mas só ele tem coragem e obrigação de fazer, porque ele está no governo do estado. Um abraço a todos os funcionários do INC, um beijo no coração. Um abraço, governador, um abraço prefeito. Meus parabéns, Padilha. E meus parabéns, doutor. [aplausos]
▶ 00:39:42 Alô, alô. Ó, vocês vocês da imprensa deve ter estranhado que eu não falei do tarifaço. Vocês perceberam? Eu não falei do tarifaço porque até agora o Trump não falou do tarifaço.
▶ 00:40:12 Quem falou do tarifato foi o pessoal do segundo escalão dele. E o meu pessoal já respondeu hoje: "Quando o Trump falar, eu vou falar. Quando ele falar, eu vou falar de presidente para presidente da República." [aplausos] Eu já falei, eu já falei três vezes ao presidente Trump. que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra. Brasil não tem nenhum interesse. Nós aqui somos da paz.
▶ 00:40:42 >> Nós somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa, >> é a guerra da verdade. >> Eu quero provar ao mundo quem é que tá dentro da verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Então ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma. que é a arma da palavra. Isso nós [aplausos] vamos ter que demonstrar no mais um abraço, gente. [aplausos]
▶ 00:41:15 >> Está encerrado este evento. Pede-se a todas e a todos que aguardem em seus lugares a saída do presidente da República, da senora Janja Lula da Silva e do governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.