Encontro de Lula sobre desafios do Brasil de políticas para a Terceira Idade
Lula · 22/09/2022 · 72 min · Lula
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▶ 00:00:00 Tem a, tem dessas coisas. E eu queria primeiro cumprimentar o presidente Lula. Queria cumprimentar a Janja. O Mercadante. Queria cumprimentar e agradecer ao deputado Rui Falcão que propôs esse encontro com vocês e ajudou na articulação de vários de vocês que estão aqui hoje. Obrigado, Rui. Também queria cumprimentar aqui presente, para quem não conhece, a
▶ 00:00:31 Pimentinha, a nossa querida ministra Eleonora Menicucci. O Gabas, que também tava aí, ministro Gabas. Aqui estão presente, presidente Lula, representantes dos movimentos de pessoas idosas. Representantes da sociedade civil. Lideranças populares de luta pelos direitos das pessoas idosas, estudiosos, pesquisadores.
▶ 00:01:01 O presidente Lula tem compromisso desde sempre com os direitos das pessoas idosas. No seu governo ele acabou com a fila do INSS. Ele valorizou de forma significativa o salário mínimo. Ele criou a Farmácia Popular. Ele instituiu e fez o Estatuto do Idoso, que deu muitos direitos para todos nós. Ele realizou as várias conferências das
▶ 00:01:33 pessoas idosas. O PPC no seu governo cresceu 255% e, enfim, muita coisa. E ele também tem compromisso de fazer muito mais. Este encontro será mediado pela Maria do Carmo Guido, a nossa querida Cacá, coordenadora setorial da pessoa idosa, do Conselho do Idoso também, socióloga e ativista dos direitos humanos e da luta das pessoas idosas, do direito das pessoas idosas. Eu passo aqui a palavra
▶ 00:02:04 para Cacá, para que ela explique mais ou menos como é que vai ser a dinâmica. Obrigado. Tá. Olá pessoal, Cacá sou eu, eu sou a Maria do Carmo. E agradeço a todo mundo que tá aqui. Muitos são convidados meus, companheiros aí sindicalistas e tal. E jornalistas. Presidente Lula, é, eu sou coordenadora do setorial da pessoa idosa de São Paulo. E eu falo também em
▶ 00:02:35 nome do companheiro Vicente Faleiros, que é o coordenador do setorial nacional da pessoa idosa. E nós queremos, é, avisar, mostrar para você que o PT encara a transição demográfica e os, é, 33 milhões de idosos no Brasil, 17% da população, como uma questão de estado para nós, tá? Nós já temos uma massa crítica de gente pensando nisso e de gente estudando, tá? Então nós, o
▶ 00:03:06 Partido dos Trabalhadores, estamos voltados para essa questão. É. Eu gostaria de chamar aqui o, a primeira pessoa que vai falar, que é o Mauro Motorim. Ele é pesquisador da felicidade como norteadora de políticas públicas, criador da primeira plataforma digital premiada pela ONU, focada em cidadania, tá? Mauro, por favor. Mauro aqui, ó. Três minutos. Mauro. Tá bom.
▶ 00:03:39 Deixa eu sentar no lugar dele enquanto ele fala, né? Vou falar um pouco. Ah. Presi, presidente, eu tenho 74 anos e eu tenho um orgulho muito grande que uma pessoa tão experiente quanto o senhor, junto com o Alckmin, dê um exemplo para o Brasil que a experiência, a, a experiência não pode ser desprezada. Por
▶ 00:04:11 isso que nós estamos aqui hoje. Eu gostaria também Ok. Eu queria primeiro agradecer a oportunidade de apresentar uma proposta e subsídios junto com toda a sociedade civil e todas as, as entidades que batalham há muitos anos pelo direito dos idosos. Cumprimentando o Aldeir Espozeto, eu cumprimento a todos vocês porque essa luta não é de um grupo, é de todos nós por uma longevidade cidadã.
▶ 00:04:44 Queria cumprimentar também o senador Aloizio Mercadante, a quem nós vamos entregar um documento para reflexão também junto com as entidades, com as nossas propostas. Quero agora agra, fazer um agradecimento muito especial a um amigo fraterno de 40 anos, ah, que conseguiu viabilizar esse encontro, que é o deputado federal Rui Falcão. Rui Falcão, muito obrigado de todos nós.
▶ 00:05:16 Ah, eu tinha esquecido do 13 e 13, desculpe, Rui. Ah, presidente, nós somos 55 milhões de idosos no Brasil. Essa população de 55 milhões de idosos com mais de 50 anos é maior que a população de todo o Mercosul, é maior que a população da Argentina, do Uruguai e do Paraguai somados. Essa população com mais de 50 anos
▶ 00:05:46 é maior do que a população brasileira até 30 anos. A cada 21 segundos, eu vou eu não vou parar 21 segundos, vai nascer mais um idoso, presidente, tu com 50 anos. E se eu perder mais 7 segundos, nasce um de 60. Então, essa é a velocidade, diminuiu taxa de fecundidade, aumentou a longevidade e nós envelhecemos. Que bom que nós envelhecemos, presidente. Essa experiência não pode ser desperdiçada é desperdiçada. O Brasil comete um erro, o
▶ 00:06:18 desperdício da experiência e nós não podemos ser desperdiçados. Nós estamos aqui para lutar para ganhar no primeiro turno para chapa Lula Alckmin e para ter uma política de idoso consequente. Presidente, eu corri o Brasil todinho com o senhor. Acho que eu fui mais de 400 cidades junto com o com o senhor e com Ulisses Guimarães nas Diretas Já. Naquela época, que eu pensei que eu ia morrer com 62 anos, que era expectativa
▶ 00:06:48 de vida, eu já tô no lucro, tô com 74, mas a expectativa hoje é 78. E com 78 anos, é é nessa expectativa de vida, eu acho que tem muita coisa a ser feita. A questão de saúde melhorou. Temos uma expectativa de vida maior, presidente? Temos. Mas envelhecer bem é privilégio de poucos. E esse privilégio de poucos está nos afetando de uma forma dramática. Tudo que foi ruim nesses últimos quatro
▶ 00:07:18 anos, todos os desmandos sociais, todos os os problemas causados nesses últimos quatro anos é pior para o idoso. O idoso não pode mais perder tempo. Nós temos muita lenha para queimar, nós temos muita coisa que fazer, nós temos um compromisso com o Brasil, nós temos um compromisso com com e até o último minuto do voto nós vamos virar muitos eleitores. Nós queremos aí a eleição da experiência, a sua eleição,
▶ 00:07:50 um exemplo para todos nós, um exemplo para o Brasil e um exemplo para o mundo. Falta, é que eu não decorei tudo. Opa, opa. Mas no, eu queria pedir um favor especial ao senhor. Eu, eu faço parte de uma experiência e de uma idade privilegiada. Eu envelheci bem. Mas o Brasil está envelhecendo muito mal. Eu pediria um olhar especial para as
▶ 00:08:21 franjas da sociedade, para o nordeste brasileiro. Ninguém tem poupança para aguentar mais 20 anos. Nós queremos políticas públicas consequentes. Nós queremos capacitação. Nós queremos saúde, uma previdência justa e que as políticas públicas não fiquem só em governo. Nós queremos um compromisso de pressionar as, as empresas privadas. Nós queremos políticas públicas nas empresas privadas. Nós não somos clientes, nós
▶ 00:08:51 somos cidadãos. Nós queremos força para o empreendedorismo. O professor Kalache vai apresentar um trabalho que nós vamos lhe entregar, que é um subsídio, não só para equipe de governo, mas para todos nós termos uma discussão aberta, porque o que nós precisamos é justiça social, oportunidade para o idoso e contamos com o senhor, com a sua experiência. Muito obrigado e o Kalache vai apresentar.
▶ 00:09:21 Obrigado, Mauro. Presidente, é um privilégio, é uma honra estar aqui falando com todos. Você ia me apresentar, Carlos? Eu ia te apresentar, mas você se dispensa, você dispensa apresentações. Tá, então tá, ó. Agora gostaríamos de convidar o Dr. Alexandre Kalache, médico gerontólogo, presidente do Centro Internacional da Longevidade, ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da OMS. Pronto. Muito, muito obrigado, muito obrigado.
▶ 00:09:53 E meu amigo. E agora eu volto, presidente, a dizer que é uma honra estar aqui. Nós estivemos juntos em uma série de ocasiões em uma série de ocasiões, quando eu ainda estava em Genebra, na Organização Mundial da Saúde. Claro que o senhor não vai se lembrar, mas para mim foram momentos absolutamente ímpares que eu guardava na memória, quando o Brasil tinha honra, tinha dignidade de se apresentar nos palcos internacionais.
▶ 00:10:23 Queria agradecer também a você, Rui 13 13, pelo privilégio de estar aqui e de organizar. Nós estamos apresentando nada mais do que subsídios. São subsídios para uma política nacional visando o grupo que mais cresce hoje no Brasil, que é o grupo de 50 mais, especialmente os 60 mais e dentro dos 60 mais, especialmente os 80 mais. Presidente, nós estamos traumatizados por tudo que aconteceu.
▶ 00:10:54 Foram 700.000 mortes ou mais, porque é uma subestimação, que deixaram viúvas, que deixaram viúvos, que deixaram netos, que deixaram uma população que encontrou não a empatia e a solidariedade, a compaixão, mas o escárnio. Nós precisamos cuidar dessa população e ninguém melhor do que o senhor, com a sua sensibilidade, porque o Mauro já disse, nós estamos envelhecendo bem. Mas
▶ 00:11:24 Brasil afora, milhões de brasileiros estão envelhecendo com pobreza, sem comida na mesa, sem um teto em cima da cabeça. E seus netos sem uma escola adequada. E nós tivemos hoje o desprazer de ver as notícias saindo do ranking internacional, em que o Brasil ocupa a posição 44 de 45 países, onde se mal aposenta. Nós esperamos nesse primeiro turno, senhor presidente, que
▶ 00:11:54 logo de início a gente possa se debruçar nas políticas para tirar essa vergonha nacional. E esses subsídios Esses subsídios são porque, como o Mauro disse, se nós levarmos uma hora nessa sala, nós vamos ter mais 120 sexagenários, 180 cinquentenários. É muita gente, é o único grupo que cresce da população. E se nós conseguirmos, senhor presidente,
▶ 00:12:25 no seu governo, fazer com que o único segmento que cresce, que são as pessoas idosas, continuarem a ser produtivas, a botar comida na mesa para o neto, pagar eletricidade, o Wi-Fi para os filhos e netos continuarem trabalhando e contribuindo. E não só isso, nós sabemos que para os mais pobres, e o senhor sabe melhor do que ninguém vindo do nordeste, ter um aposentado dentro de casa é ter um recurso, é ter uma renda mínima que vem segura.
▶ 00:12:59 Esses subsídios eles estão consubstanciados num marco político que eu pude desenvolver nos 13 anos que trabalhei na Organização Mundial da Saúde, que chamei envelhecimento ativo. O primeiro pilar do envelhecimento ativo, meus amigos, é, sem dúvida, saúde. Com, sem saúde, você pode ser o CEO mais importante de uma empresa e a sua qualidade de vida não será a a Mas para os milhões que não tem assegurados um SUS, que sofreu
▶ 00:13:31 todos os assaltos nos últimos quatro anos e ainda assim não fosse o SUS, o número de mortes teria sido muito maior na pandemia, nós estaríamos muito mal. Sem saúde, qualidade de vida não existe e sem o SUS, 83 milhões de brasileiros dependem exclusivamente dele. Segundo ponto, senhor presidente, o senhor sabe melhor do que eu, que saúde se cria no contexto onde você
▶ 00:14:01 trabalha, onde você vive, como você se alimenta e milhões não tem essa opção de fazê-lo. Segundo eixo importante do marco político no envelhecimento ativo, é sem dúvida a aprendizagem ao longo da vida. Se o senhor não tivesse aprendido algo nos últimos 40 anos, o senhor não estaria, infelizmente, onde está. O senhor aprendeu. Eu também pude aprender, mas milhões de brasileiros não tem essa chance e se aos 43 anos você perde o emprego porque não aprendeu as
▶ 00:14:33 habilidades para te manter lá, você vai sofrer idadismo e vai ser muito mais difícil de conseguir um emprego. E por que que isso é importante? Porque se é o único grupo que cresce na população, nós precisamos ter certeza de que eles tem a habilidade e a saúde para continuarem produtivos. Um estudo da Deloitte na Austrália mostrou que 2,5% de aumento no produto interno bruto daquele país se daria com 1% de aumento
▶ 00:15:06 no emprego de quem tem 55 anos e mais. Não é porque a gente quer, coitadinhos dos idosos, privilegiá-los, é porque para a economia isso é essencial. O terceiro eixo do envelhecimento ativo é tão importante quanto os outros. Direito de participar. Eu eu detesto a palavra aposentado, presidente, porque remete àquelas casas antigas do anterior, onde te metiam lá no aposento, o velho fora de circulação. Eu vou aposentar como o senhor está se
▶ 00:15:36 aposentando, na sala da frente. E não no cárcere. Nós precisamos do senhor colocando os idosos na sala da frente, que é o direito que nós temos. Não quero que ninguém seja benevolente comigo. Eu quero que me tratem com a dignidade que eu mereço. O terço o último é a participação, é o pilar da participação participação da segurança, o horror de envelhecer sempre foi e sempre será. Não ter um teto em cima da cabeça, a comida na mesa e um pouquinho
▶ 00:16:07 de dinheiro no bolso, nem que seja para pagar os remédios que o SUS está deixando de pagar. Tudo isso é fundamental porque nós precisamos trazer o envelhecimento onde ele pertence. No centro de políticas sociais. E para isso é importante que a gente valorize as ILPIs, que a gente possa ter um aumento de ILPIs gratuitas, porque muitas vezes a família não consegue pagar, não consegue
▶ 00:16:39 a dar o cuidado que eu gostaria. E em tudo isso nós temos que combater o grande inimigo, o idadismo, o preconceito. Preconceito que se junta aos preconceitos de sexismo, de racismo, de LGBTismo, de elitismo. E agora vem esse último que a pandemia apenas deflagrou. O idadismo. Deixa para lá, são os mais fracos. Nós e as atletas, nós vamos nos dar bem. Não, nós vamos
▶ 00:17:09 ter que ter certeza que essa ideologia do ismo do idadismo, nós vamos combater lá até ao final. E o último ponto, seu presidente, que é absolutamente importante, nós precisamos cultivar e desenvolver uma cultura do cuidado. O cuidado que é feito pelas mulheres, mulheres que se sacrificam, que cuidam dos netos, que cuidam dos filhos, que cuidam dos pais, dos avós e do chato do
▶ 00:17:40 marido, porque se casam com homens mais velhos, isso está contrário, deviam se casar com homens mais novos, vocês vivem mais tempo. E essa cultura do cuidado implica que nós, homens, tenhamos que cuidar mais, participar da cultura do cuidado. E para isso, eu lhe peço, assim que o senhor assumir a
▶ 00:18:10 presidência, que eu espero seja no dia dois, eu espero que a gente renove o compromisso do senhor lutar com a com o legislativo para podermos assinar, que cabe ao chefe do governo, entrarmos e consubstanciarmos a convenção latino-americana, ibero-americana, pan-americana de direitos das pessoas idosas. E recobrar,
▶ 00:18:41 recobrar, presidente Lula, porque eu estava tanto em Genebra quanto em Nova York ao seu lado, brigando para que a gente tivesse um protagonismo em termos uma convenção internacional de direitos das pessoas idosas. Nós quase chegamos lá e hoje perdemos totalmente esse protagonismo. E o país que tiver esse protagonismo de liderar o processo de ter uma convenção internacional dos direitos das pessoas idosas vai
▶ 00:19:13 respeitar receber o respeito de gerações que estão por vir, porque vocês os mais novos aqui vocês só tem uma esperança de darem certo como nós mais velhos temos. O homem velho, a mulher velha é o jovem que deu certo e eu espero que vocês que almejam envelhecer possam envelhecer com mais direitos, com mais dignidades e a única forma de fazê-lo é ter o senhor na liderança no primeiro
▶ 00:19:44 turno. Muito obrigado. Opa, belas palavras Kalache, que lindo. Presidente, amigos e amigas, eu vou chamar agora a nossa companheira Rochinha, uma mulher símbolo, presidente, da luta pelos direitos da pessoa idosa, tá? Rochinha, a Rochinha é sindicalista, ela é cutista, ela é uma mulher poderosa. Muito obrigada.
▶ 00:20:19 Pra cá? Ai, eu tô um pouco envergonhada, viu gente? Bom dia a todos, tô emocionada. Primeiro de ver o Mercadante aqui, que ele já não me conhece mais, aquele bigodão preto bonito nas festas do sindicato e o presidente Lula. Eu agradeço a Deus tá em frente de você aqui. Entrei no PT sozinha sem ninguém me convidar. Quando você saiu naquela época, naquela greve, preso
▶ 00:20:50 dos metalúrgicos e disse o Brasil não vai ser mais aquele, vai mudar e mudou. E aí voltou tudo atrás, mas eu tinha confiança em Deus que você ia dar volta por cima e vai dar. Eu tô falando aqui deixa eu me apresentar primeiro, Maria da Guarda Rocha, a Rochinha. Eu sou presidente de uma associação, a Abrapos, Associação Brasileira de aposentados e pensionista
▶ 00:21:21 da saúde e similares. Mas também sou do Sind Saúde São Paulo e também sou da Liga do Professorado Católico que completou agora 102 anos. O presidente tá ali sentado. Eu trouxe ele. Então, é uma alegria muito grande. Quero agradecer a Deus e agradecer o deputado Alexandre Padilha, né, que me convidou para essa reunião e falou que eu não poderia faltar. E quero agradecer aqui a Thaís e o
▶ 00:21:51 Rogério pelo recebimento 10 que fizeram com uma velha de 84 anos, acompanhando os idosos a todo momento, lutando por uma vida digna, por respeito. E quero dizer para o senhor, acredito agora que os nossos idosos, com certeza você vai chegar lá e a vida deles vai mudar. Porque você mudou a a vida de muita gente. Eu sou nordestina.
▶ 00:22:22 Quando saí do nordeste não tinha água, não tinha luz, não tinha nada. Depois que você virou presidente, você colocou tudo. O pessoal saía na rua gritando que tinha um copo de água gelada, porque o presidente Lula colocou a luz, porque colocou a água. Então, isso para nós foi uma maravilha. Eu sou uma pessoa, uma mãe que tem os sete filhos. E naquela época não teve um presidente que deu o Bolsa Família. Eu sofri muito.
▶ 00:22:53 Eu dava o almoço para os meus filhos e eu ficava sem comer, porque às vezes não sobrava para mim. Mas eu sobrevivi e fiquei feliz de ver você dar Bolsa Família para aquelas mães carentes, para aquelas crianças, valorizou o negro, tudo o que você fez tá marcado, tá num livro lá no céu, você vai ser o nosso presidente, já é, né? Para nós, para mim você sempre foi presidente. E tô feliz com tudo isso que você fez, Lula.
▶ 00:23:24 Com toda essa simplicidade que você tá me vendo aqui, quando eu soube que você colocou Geraldo Alckmin como seu vice, eu achei que você é o mais inteligente do mundo. Muito inteligente. Parabéns, Lula. Parabéns por colocar Geraldo Alckmin do seu lado. Parabéns por fazer esse acordo com Márcio França. Você está de parabéns. Todos esses que você colocou, você precisava colocar. Sabedoria igual
▶ 00:23:55 à sua ninguém tem. E eu falei para todo mundo, não pensa que eu não vi debatendo na periferia e o povo preocupado, como é que fez isso? Justo Geraldo Alckmin que acabou com isso, falei assim, ele sabe o que faz e ali é a fonte da sabedoria. Pode acreditar que nós vamos ser felizes e vamos mesmo. E agora eu quero lhe dizer que nós, idosos, nós idosos, estamos com um projeto. Eu tenho um projeto 3B, mas o projeto 3B
▶ 00:24:25 não funciona. É bolo, bingo e baile, agora não funciona mais. O coronavírus tirou tudo, né? Então o projeto 3B não funciona, nós fizemos um projeto para lhe entregar hoje aqui, que com certeza você entrando lá em Brasília, logo logo nós, todas as entidades de idosos, estamos juntos. É esse esse esse documento que nós fizemos não foi só para nós, é todos que cuida do idoso, que é o envelhecimento
▶ 00:24:55 saudável. Eu faço seminário de idosos, eu tava no eu tava no décimo, mas o coronavírus a nós paramos um pouco. E os idosos não tava podendo vir mais, porque o a aposentadoria pequena, mas abençoada por Deus, é para cuidar do neto, do bisneto, do filho, o bilhete que o governo tirou, o bilhete do idoso, agora elas os idosos tem que dar o dinheirinho deles para o filho ir
▶ 00:25:25 lá trabalhar, para dar comida para o neto. Então essa é uma dificuldade muito grande. E nós estamos aqui com um com um projeto que nós vamos entregar para o senhor, eu quero ser fotografada junto, viu? Com o mercadante junto também, viu? Que aquele dali que falou muito, a a fonte da sabedoria. E eu quero que o senhor assine dizendo que recebeu, porque todas as entidades sentou comigo para escrever esse documento, que é o envelhecimento
▶ 00:25:56 saudável. Porque é o que nós precisamos, é de respeito, é de uma vida melhor. O idoso não tá vivendo, porque olha, o idoso precisa de educação. Se não tiver educação, não tem saúde. Precisa se educar para ter saúde. E precisa ter segurança. Tão morrendo de medo, porque tá cheio de arma, uma pessoa tem mil armas, tem 50 armas. O idoso já anda na rua tremendo. Então isso não dá mais, essa coisa não dá mais. E uma vez
▶ 00:26:28 e eu subi no palco lá na quadra dos bancários para levar um bolo para o Padilha e eu falei uma poesia para você. E eu falei que eu admiro a sua sabedoria, confia em Deus permanente, porque a árvore mais copada vem de uma humilde semente. E você vem de lá do nordeste para fazer a felicidade do povo aqui. Eu tô muito feliz. Tô muito feliz com a sua candidatura. Eu sabia que você ia vencer tudo. Eu sabia.
▶ 00:26:58 E nós estamos junto aí, a periferia, tá todo mundo animado, todo mundo sorrindo. Tenha certeza que tudo isso que você fez, esse acordão com esse povo, nossa, pra mim foi a melhor coisa do mundo que pôde acontecer. Continue assim. Com essa sabedoria. Viu? Em nome da ABDA POPs, do Sind de Saúde, da Liga do Professorado Católico, da AFINSP, o IAMSP tá uma calamidade.
▶ 00:27:31 Vamos cuidar do E agora eu acredito, você entrando lá, a coisa tem que melhorar. Porque o IAMSP tá uma calamidade. Tão morrendo tudo. O SUS é que segurava um pouco lá também, tá nessa situação. E nós precisamos resolver. Mas eu acredito em você. Tô tão feliz, mas tão feliz. Tô vendo você esse garotão. Nossa, que maravilha. Um abraço. Olha, eu posso
▶ 00:28:01 Olha, eu quero te chamar de meu amor. Porque eu sou uma nordestina que acreditei em você. Entrei no PT sozinha e acreditei, vou continuar acreditando. Queremos um conselho do idoso lá em Brasília. Por favor. Viu, Kaká? Vamos pra Brasília. Vamos levantar o idoso, gente. Porque é assim, o idoso é a experiência do passado, mas é a alegria de um sonho realizado. Eu tô realizada. Muito obrigada.
▶ 00:28:37 Vem aqui, Roberto, faz uma foto aqui. Você queria ficar perto do Lula. Vem aqui, Roberto, fazer uma foto. Corre, que o tempo passa. Corre, Ai, É, vamos fazer uma foto aqui que vocês me acompanharam. Não, você vem ficar para receber a foto. Isto, fica para lá, ó. Isto. Nós estamos felizes, os dois vieram me acompanhar nesta velhota aí, me empurraram, né? Obrigado. Obrigado. Obrigado a todo mundo.
▶ 00:29:20 Oi, querida roxinha, viva. Nossa, essa mulher é incrível. Presidente Lula. É, agora, é nós vamos ouvir a palavra do companheiro Varlei, que é presidente da poderosa Cobap. Varlei, com você. Olha. Nós vamos ter que voltar a ser feliz
▶ 00:29:51 novamente, né, presidente? É, nós aposentados nunca fomos tão felizes quando você estava presidente da República. Nós conseguia quase tudo que a gente queria. Então, eu vou falar aqui quase em nome hoje de 36 milhões de aposentados. Aliás, todos nós que representam o aposentado do Brasil, hoje nós estamos 36 milhões de aposentados, pensionistas da previdência.
▶ 00:30:21 Só da previdência, né? Regime geral da previdência. Então, nós precisamos muito de eleger você no primeiro turno. E nós vamos fazer isso, porque hoje 20% a mais dos aposentados acima de 70 anos vai votar. Mas estamos conseguindo que o aposentado que tem 70 anos vota para nós votar em você, para nós trabalhar junto com você. Mas nós queremos também
▶ 00:30:52 que o presidente traga de volta a nossa a nossa Ministério da Previdência. O Ministério da Previdência era onde a gente ia reclamar. Era onde a gente ia brigar. Né? Inclusive está aqui o nosso companheiro Gabas, que até hoje foi um dos melhores ministros da Previdência. Que sempre estava com a gente, sempre recebeu os aposentados. Né? Aí
▶ 00:31:22 vem um presidente que acaba com tudo. Acaba com os nossos medicamentos. Fecha as nossas farmácias. E aí fica por isso. Então nós não podemos concordar com isso. E nós estamos aqui nós, a COBAP mais as entidades de aposentados, para apoiar total e a gente se unir todos nós e dia 2 o nosso presidente ganhe em primeiro turno, sem
▶ 00:31:52 ir para o segundo turno, nada. Nós precisamos se unir. Nós precisamos soltar isso na mídia, nos nossos face, tudo que nós tivermos de internet. Se nós não tiver tudo unido, vai ser mais difícil, mas se nós se unir todo mundo pensou nós conseguir aí metade desses 36 milhões fazendo essa campanha até o dia 2? Agora está na nossa mão.
▶ 00:32:24 Vocês sabem que está na nossa mão nós eleger o presidente Lula no primeiro turno. Nós agora temos que sair da cara, viu presidente? Nós, eu falo nós também COBAP, falo todo o movimento sindical, nós temos que perder o medo e ir para rua e eleger o presidente no primeiro turno. Porque nós estamos meio recuado. Então nós temos que voltar a defender o nosso presidente. Ou nós defendemos o presidente para nós ganhar no primeiro
▶ 00:32:54 turno ou nós vamos ter problema. Então vamos se unir, pessoal. Vamos estar todo mundo junto. O mais rápido, nós já cansamos. Nós não pode deixar o nosso presidente sozinho. Nós temos que dar a mão, sair, batalhar, nós eleger ele no primeiro turno. Se todos nós concordar, todos nós sair, todos nós batalhar, nós sabemos fazer isso. Quantos e quantas greves nós fizemos, quantos e quantos movimentos nós
▶ 00:33:24 fizemos. Por que que nós não voltamos novamente fazer e eleger o Lula em primeiro turno para ele defender todos nós. Presidente, eu só faço uma reivindicação porque eu sei que você é capacitado, você vai resolver o problema desse país. Mas volta o nosso Ministério. Volta o nosso Ministério. Porque nós precisamos dele. Entendeu? E você sabe quem você vai colocar lá que vai ajudar você a a recuperar o nosso país e a nossa
▶ 00:33:54 previdência. No seu oito anos de governo foi a maior, a melhor previdência do mundo, foi quando você estava lá. Eu sou testemunha disso, de ir lá e ver, trabalhar com a equipe que você tem. Então eu deixo esse pedido nosso, né? Que eu acredito que é todos das nossas associação que está aqui, central, que volte o Ministério da Previdência. Né? E eu sei que eu vou cobrar você, que eu
▶ 00:34:24 sei que você vai ganhar no primeiro turno, então eu vou cobrar. Obrigado. 50 aí. Bom, presidente Lula, companheiras e companheiros, nós vamos ouvir o último orador, que é o Antônio Alves, presidente da poderosa Fapesp, e depois a gente vai ouvir o presidente Lula, finalmente. Bom dia, presidente. Cumprimento o senhor e ao cumprimentá-lo
▶ 00:34:54 quero cumprimentar a todos os presentes. Sei que é muito difícil falar depois do Mauro, do Calé, do Sefinado, do Varlei, da senhora que falou, mas eu queria colocar para o senhor que o senhor disse no durante o primeiro mandato os aposentados se quiserem alguma coisa que saiam na rua e lutem. Mas está tão difícil para lutar hoje, presidente, pela nossa saúde, as dificuldades, o pouco de saúde que nós temos seria as empresas privadas, mas é
▶ 00:35:25 caríssimo, nós não temos condição de manter. Eh, a idade também pesa e nós não temos uma qualidade como idosos é capaz de nos levar numa luta a Brasília, de colocar o pessoal na rua em São Paulo. Então nós estamos vivendo todas essas dificuldades. Que durante o seu governo nós foi bem melhor. Hoje nós estamos nesse caminho de insucesso atrás de insucesso. Por isso nós vamos entregar uma uma proposta
▶ 00:35:55 também para o senhor eh, pedindo que nos ajude a recuperar a nossa dignidade como ser humano. Porque a gente fala muito na riqueza do país, fala-se muito no agronegócio, muito nos minerais, mas esquecem muitas vezes que a maior riqueza que nós temos são a nossa gente e que é para ela que o senhor é eleito, os deputados são eleitos, senadores são eleitos, para lutar por essa gente, mas muitas vezes chega lá e esquecem dessa dessa grande
▶ 00:36:26 riqueza que nós temos. Falaram-se da nossa experiência, mas e da perda de experiência que estamos tendo hoje do nosso conhecimento adquirido ao longo dos anos. Mas na questão da da comida que falaram também que o Brasil tá passando fome, é um desperdício enorme. Então acho que tá na hora também da gente fazer uma reciclagem, um estudo para que a nossa gente saiba aproveitar melhor aquilo que nós temos, né? Na horta, na casa, enfim, para que a nossa alimentação volte a ser
▶ 00:36:57 saudável. Porque não depende só do governo, do governo tem que nos dar os meios, mas nós temos que desenvolver, nós temos que crescer, nós temos e como idosos nós podemos levar essa experiência, esse ensinamento a cada um desses mais jovens que aí estão. Então, presidente, lá no Rio Grande do Sul também, no último, o penúltimo comício da Dilma, quando ela tava caminhando, o senhor saiu lá e falou assim: "Ah, o aposentado tá bem de vida". Mas não estamos não, presidente, precisamos que o senhor olhe
▶ 00:37:28 com muito carinho por nós, porque houve muito reajuste do salário mínimo, esqueceram daqueles aposentados, deixaram meio de lado. Então nós pedimos isso pro senhor encarecidamente, que se, se eleito, e temos certeza que vai acontecer, que olhe pra nossa gente mais simples, mais pobre, mas olhe para os aposentados e idosos. O nosso amigo Walter Feldman falou, fez, falou de um programa que ele tem aqui, vai inclusive acontecer nesse final de,
▶ 00:37:58 de mês agora, um encontro pra falar, até ele usou um termo longa vida, longa vida parece caixinha de leite, mas é pra gente melhorar, né? A condição dos idosos nesse nosso país. Então isso que eu peço pro senhor e peço para que todos nós, engajados nessa luta, eh, somamos ao presidente para que nós possamos realizar esse nosso propósito.
▶ 00:38:30 Presidente, eu peço desculpas, mas uma falha é minha. É, eu esqueci e eu vou chamar o companheiro Luizão do Sindinap, que é o maior, se se auto intitula o maior sindicato da América. Então, Luizão, a palavra é sua. Obrigado, gente. Queria aqui cumprimentar a todos representantes das entidades de aposentados e idosos, cumprimentar o Rui Falcão pela, pela, pela iniciativa de promover o evento.
▶ 00:39:01 Um abraço ao Feldmann também, amigo de longa data. Ao presidente, presidente Lula, muito obrigado por dar essa oportunidade a gente de poder expor os nossos problemas todos em relação aos aposentados e à terceira idade. É, o senhor mesmo diz que se não fosse para fazer melhor, o senhor não viria. O senhor se recolheria e a aposentadoria também e aproveitar sua vida. Eu tenho certeza que é possível fazer muito mais do que o senhor já fez nos anos em que administrou esse país, voltados aí, nas ações voltadas à
▶ 00:39:31 terceira idade e e aos, e aos idosos. O Estatuto do Idoso foi aprovado na sua gestão. O reconhecimento do Sindicato Nacional dos Aposentados como entidade especial foi reconhecido na sua gestão. A dignidade de poder olhar o banco e olhar para o gerente do banco como um ser ativo na economia foi dado na sua gestão. O pouco da dignidade que nós recuperamos na terceira idade aconteceu nos anos em que o PT governou na, na sua pessoa.
▶ 00:40:01 Eu acredito que esses quatro anos amargados que nós vivemos sem aumento do real do salário mínimo, com o espa, com, com, com a, a, a, praticamente a falência da Previdência Social, a gente tem que fazer essa coisa se reerguer. É, a maioria das pessoas que estão aqui estão desde o início das suas das suas vidas profissionais trabalhando sempre para geração que vem depois. A busca que a gente a gente tinha na dignidade do trabalho sindical era para quem vinha depois aproveitar da nossa luta.
▶ 00:40:32 E hoje, presidente, a gente se faz aqui também fazer valer a permanência e a manutenção da previdência pública. A economia 4.0 vem aí. E o risco que a gente tem de perder a previdência pública pela falência de fundos é muito grande. Ou a gente estabelece uma uma um grupo de trabalho para discutir como é que vai ser o financiamento da previdência para gerações futuras ou a gente corre o risco de perder a previdência social. Até porque ela está desacreditada no
▶ 00:41:03 nosso meio. As os jovens não acreditam na previdência social pública. Temos que fazer um resgate também dessa dessa importância que a que a previdência pública tem para todo cidadão brasileiro. Como instrumento até distribuição de renda. Hoje 70% dos municípios do Brasil só vivem em função do que o INSS paga todos os meses aos seus beneficiários. A falência da previdência pública significa a falência desses municípios também.
▶ 00:41:33 Então cumpre a gente, essa geração que ainda está disposta a lutar, que ainda está disposta a fazer a fazer acontecer também a prevalência e o crescimento da previdência pública como órgão é institucional de distribuição de renda e fortalecimento dos pequenos municípios e engrandecimento das da população brasileira. É um desafio mas nós estamos já há 70 anos nos desafios. Temos aqui o desafio de fazer o Lula presidente novamente provando mais uma vez, como foi dito aqui, que a experiência e a e a vontade de persistir
▶ 00:42:04 e lutar vai prevalecer. Os quatro pontos que o Kalache colocou aqui como eixo dignifica a nossa luta também. É, nós, a maioria aqui é da geração que aquela música do Titãs falava que a gente não quer só comida. A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão, arte, trabalho, a gente quer viver. E eu acredito que se é para fazer melhor, a gente vai conseguir isso nos próximos quatro anos. Presidente, vamos eleger o senhor no primeiro turno, vamos
▶ 00:42:34 fazer o engrandecimento desse país e vamos fazer acontecer o melhor Brasil dos últimos anos nos próximos quatro anos. Trago aqui o abraço do Paulinho, o abraço do João Feio e a gente vai estar junto levando o senhor para Brasília nos próximos anos. Quer, quer, quer, quer que eu conte uma piada
▶ 00:43:06 sobre esse negócio de que vou falar com você depois? Vou contar uma piada. O Benito Gama era deputado federal, vocês lembram, pela Bahia. E ele foi, ele teve um papel importante no impeachment do Collor. E teve um congresso indígena na ONU, lá em Washington, em Nova York, ele foi convidado. E tinha uma roda de deputados e foi começando a apresentação dos
▶ 00:43:37 índios e toda hora passava um índio perto do Benito Gama e falava: "Preciso falar com você, preciso falar com você". E ele foi ficando orgulhoso de um índio americano saber que ele era e falar que quer falar em português. Ele falou: "Porra, eu tô importante". E aquele índio dançava, dançava e "Preciso falar com você". Então, aí quando terminou a dança, ele foi até o índio. E o índio falou para ele: "Ó, pera lá, falar com o senhor, eu não sou ido [ __ ]
▶ 00:44:08 nenhuma. Eu sou baiano. Trabalho de táxi aqui na Bahia, preciso de passagem para voltar para Bahia, eu quero que você me ajude. Mas olha, essa essa pequena reunião aqui é é é na verdade para a gente assumir o compromisso com vocês. É uma reunião em que a gente tá num processo de construção de programa de governo.
▶ 00:44:40 O Aloizio Mercadante faz parte com um grupo de todas as fundações dos partidos políticos, são sete partidos que sete 10 partidos que participam com o Aloizio Mercadante. E a gente vai recebendo as propostas e a gente vai construir um programa para que a gente possa executá-lo durante os próximos quatro anos. Eu acho que todos vocês têm consciência
▶ 00:45:10 do que aconteceu no nosso país. Ou seja, eu lembro que um dia nós tomamos a decisão de acabar com as filas na Previdência Social. Aqui em São Paulo, sobretudo na zona sul, tinha radialista que era especializado em ir de manhã nas filas do INSS para denunciar as filas. E tinha gente que ganhava para guardar lugar na fila.
▶ 00:45:41 E todo o dia vocês lembram, o governo era esculhambado. A a gente não tinha mais perícia médica da Previdência. O presidente Fernando Henrique Cardoso tinha acabado com a perícia da Previdência e fez um convênio, um acordo com Previdência privada, com médis, com a medicina privada para fazer as perícias médicas. E o que acontecia? Acontecia que os trabalhadores às vezes, ao invés de ficar os primeiros 15 dias
▶ 00:46:11 e depois, sabe, ah, fazer o exame e voltar a trabalhar, não. Ele ficava dois anos recebendo o benefício da previdência, dois anos, porque não tinha médico para fazer a perícia. Vocês se lembram a quantidade de tempo que uma mulher demorava para receber o pré-natal? Vocês se lembram o sacrifício que era para receber a aposentadoria, Luiz? Eu em 75, eu trabalhava no sindicato, eu ainda não era presidente, eu trabalhava no departamento de previdência social.
▶ 00:46:42 E eu recebia a papelada dos trabalhadores, fazia a contagem do tempo de serviço, colocava todo o papel dele dentro de um envelope e ia com ele na previdência social e dava entrada. Na previdência lá em São Bernardo, que não tinha, e que foi o sindicato que conseguiu levar a previdência para lá. No começo, a previdência não tinha nem máquina de escrever, o sindicato emprestava máquina de escrever. Nós emprestamos funcionário.
▶ 00:47:12 Ou seja, mas essa aposentadoria que eu dava entrada, demorava três anos e meio, quatro anos, dois anos e meio, mas o cara já tinha sido mandado embora. Então, o cara ficava esse tempo inteiro sem receber. Ah, quando ele recebia, tá certo que recebia o atrasado, mas muitas vezes ele nem chegava a receber. Então, quando eu cheguei na previ, na presidência, o primeiro ministro da previdência foi o Ricardo Berzoini, o segundo foi o companheiro Luiz
▶ 00:47:43 Marinho, o terceiro foi o companheiro Nelson Machado, o quarto foi o companheiro, ah, ah, Pimentel, que era o companheiro do Ceará, bancário, E o último foi o companheiro Capas, tá? E eu lembro que era o tempo do Nelson Machado quando a gente decidiu acabar com a fila. E esse desafio foi feito no microfone da FBN numa entrevista,
▶ 00:48:14 sabe? Em que eu disse que acabar com a fila, depois da imprensa foi entrevistar o ministro, ele disse que não tinha como acabar com a fila, eu fiquei puto, chamei ele no meu gabinete e falei: "Não, vamos acabar com a fila". Chamamos a rádio outra vez e demos uma declaração que vamos acabar com a fila. O que aconteceu? Eu não sei se vocês se lembram, Juruna. Você talvez seja novo, você se lembra, meu companheiro. A gente, o trabalhador não precisava mais apresentar documento.
▶ 00:48:45 Era Previdência que cuidava de comunicar ao cidadão ou à cidadã se ele já tinha completado o tempo da aposentadoria e a gente mandava um comunicado: "Senhor fulano de tal, o senhor já completou 35 anos de serviço, o seu salário vai ser de tanto e a sua aposentadoria está à sua disposição. Nenhum trabalhador demorava mais que 20 dias para receber a sua aposentadoria".
▶ 00:49:15 Na perícia médica, nós resolvemos que era preciso recontratar os os médicos da Previdência e nós resolvemos criar um call center que eu não sei se existe até hoje, que tinha o número 135. Esse call center, eu fui inaugurar ele em Pernambuco numa sala que não tava nem acabada ainda e a gente ligava para aquele call call center, ou seja, e a perícia médica que demorava 9 meses, 10 meses, passou a demorar, o máximo que ela demorava era 5
▶ 00:49:45 dias aqui na na zona sul de São Paulo. Porque as pessoas eram chamadas para fazer a perícia médica. Uma mulher que ia receber o pré-natal, ela tava acabando de dar luz, já tava recebendo o pré-natal dela. O que antes demorava meses, meses, a criança até aprendia a falar e a mulher não recebia. Numa demonstração de que a previdência pode ser muito melhor se ela for humanizada e se ela aproveitar o que nós temos de mundo digital para a gente poder modernizar
▶ 00:50:16 nossa atuação na previdência. Tá, isso do ponto de vista do funcionamento da previdência, nós provamos. Hoje tem trabalhador, sabe, esperando quatro anos para se aposentar outra vez. E a impressão que a gente tem é que a fila que existe na previdência é porque o governo acha que quanto menos pagar, mais dinheiro sobra para ele encher o bolso do orçamento secreto que ele faz. Então, é é preciso que a gente assuma o compromisso com
▶ 00:50:48 vocês, mas sobretudo o compromisso com aqueles que não estão aposentados ainda, que vão se aposentar, de que essas coisas têm que mudar no país. Tá? Eu confesso a vocês, eu tô com 76 anos. Dia 27 de outubro farei 77 anos. Tá, pareço um menino de 30, né? Eu descobri uma coisa. Eu descobri que é engraçado, eu não sei se vocês
▶ 00:51:18 sentem, eu não me sinto envelhecido. Eu acho que eu me senti envelhecido quando eu tive câncer, que aí você fica totalmente debilitado, você não tem força para nada, aí você se sente um cara, sabe, no fim da vida. Mas agora é o seguinte, cara, o que deixa a gente em casa, o que deixa a gente desmotivado, é a gente não ter uma razão para viver. Nós precisamos que essa razão, temos que ter alguma coisa
▶ 00:51:48 para fazer todo dia. Sabe, a gente não pode ficar num bar sentado jogando dominó, cuspindo numa caixinha de areia ou tomando uma cachaçinha para voltar para casa para encher o saco da companheira. A gente não pode ficar sentado no sofá vendo televisão e às vezes a companheira está varrendo a casa lá e mete a vassoura no pé do cara porque o cara não levanta nem o pé. Olha, aí quando a gente começa a se comportar assim, realmente a vida perde o sentido. Mas se você tiver uma causa,
▶ 00:52:19 se você estabelecer uma motivação de vida e você levantar com a disposição de fazer, com o compromisso todo dia, não tem idade. Eu digo nos meus comícios o seguinte, eu tenho, vou fazer 77, me sinto com energia de 30. Levanto todo dia 6 horas da manhã, faço quase 2 horas de ginástica todo dia, sabe? Tomo o meu aperitivo de vez em quando porque todo mundo é filho de Deus, sabe?
▶ 00:52:49 Ah, o que me mata é muita reunião. Mas fora disso, fora disso, eu sinceramente não estou vendo a idade passar, ela ainda não pesou no meu corpo. E para provar isso, eu casei dia 18 de maio outra vez. Ó o menino que está aqui. Não, e é, e é, veja, eu sei das necessidades.
▶ 00:53:19 A questão da saúde, sabe? É preciso que a gente dê um tratamento, sabe? Especial para as pessoas que estão com uma certa idade. Sabe, a gente inclusive tem que criar coisas novas. Por exemplo, uma pessoa com uma certa idade que começa a sentir uma dor na perna, uma dor nos pinhaços, como a gente diz na fábrica, ou seja, você tem que ter fisioterapeuta. E isso tem que ser gratuito para o governo do aposentado.
▶ 00:53:49 Da mesma forma que você criou o médico de saúde, que as pessoas visitam a casa, o fisioterapeuta ir gratuitamente ou pela prefeitura ou pelo SUS na casa das pessoas fazer, sabe, treinamento, exercitar as pessoas. Porque quando a gente fica parada, a gente fica atrofiado. A gente fica, sabe, inútil. Da mesma forma, nós vamos ter, tem uma profissão que vai se, que tá surgindo com força, que é o cuidadores. Nós vamos ter que formar muita gente e
▶ 00:54:20 nós temos que transformar isso num serviço público. Num serviço público e e por isso a gente fala tanto numa nova política tributária, numa reforma tributária, a gente fala do fortalecimento do SUS. Porque se a pessoa tiver que pagar um cuidador, a pessoa não morre. E não pode pagar? O que ele ganha não permite que ele pague. Então, é, são coisas novas que apareceram no mundo e que a gente vai
▶ 00:54:51 ter cuidar. E graças a Deus, a gente tá vivendo mais. Se bem que com a pandemia caiu a média de vida do povo brasileiro em quatro anos. Mas a verdade nua e crua que é gostoso a gente saber que o número de pessoas idosas estão crescendo. Estão ficando muito mais, vivendo muito mais tempo. Isso é bom. Isso não é ruim. Nós estamos, inclusive, Luísa, mudar a cabeça das pessoas que lidam com educação, que muitas vezes,
▶ 00:55:21 quando você quer discutir alfabetização, as pessoas falam: "Ah, não, nós temos que gastar o nosso esforço para formar uma, educar uma criança. Os velhos já passou do tempo, não vai educar". Eu, quando era presidente, eu fazia todo o uma reunião com os ministros ligados à área da saúde. E uma vez aconteceu comigo aquelas coisas que eu acho que só acontece porque Deus quer. Sabe, eu tava discutindo a a a questão de levar educação para os que para os
▶ 00:55:52 quilombolas e fazer a escola lá dentro. E o companheiro que tava participando falou: "Olha, aqui é muito difícil, o prefeito às vezes não ajuda e às vezes, sabe, as pessoas estão não querem educar porque as pessoas estão com 60 ou 70 anos, de que não vale muito a pena você investir nisso". Nesse dia eu fui para Bahia. E eu fui participar numa numa numa entrega de diploma de alfabetização. E foi a última vez que eu conversei com a dona Canô,
▶ 00:56:22 a mãe do Caetano Veloso, que já tava com quase 102 anos de idade, e ela tava naquele ato. Ah, então, o Wagner, que era o governador, entregou um diploma para uma mulher de 94 anos. Uma negra, sabe, forte, bonita. E ela falou: "Presidente, o senhor não sabe o que é ser alfabetizado. Eu tô com 94 anos,
▶ 00:56:53 eu não tinha coragem de ir no centro da cidade porque eu nunca sabia como voltar para casa. Eu tinha medo de me perder. E aos 94 anos eu aprendi a ler, eu vou para cidade, olho no ônibus, vejo o ônibus que vai para minha casa e eu consigo pegar o ônibus sozinho e vir para minha casa". E eu lembrei da minha mãe. Eu morava na Vila Carioca, lá na frente do IBC, quem não sabe onde era a Vemag antigamente,
▶ 00:57:24 lá perto da estação do Ipiranga. Eu morava lá e a minha mãe era analfabeta. E a minha mãe vinha com a gente para São Paulo para tirar documento e a coitadinha ficava ariada, no nordestino fala "estou ariado", ela se perdia. Só tinha um ônibus que era Vila Carioca, um vermelho, mas ela se perdia. E aí você tem que se virar e perguntar para alguém sabe, olha, o que ônibus que eu pego? Qual é o ônibus que eu vou? Na presidência, é claro, eu tive um companheiro que morava no Torto
▶ 00:57:56 que era analfabeto. Sabe o que ele fazia? Ele, como não sabia parar o ônibus, ele saía do Torto e até a rodoviária, no ponto final porque ele sabia onde era a garagem do ônibus, ele ia até lá para pegar o ônibus. Aí ele foi alfabetizado. Para ele, ele dizia, foi, foi a mão de Deus, agora eu vou ali na rua, passa o ônibus, eu consigo ler e pego o ônibus. Então nós precisamos saber o seguinte, não tem idade
▶ 00:58:27 para a gente fazer política pública para as pessoas. Tudo o que a gente fazer para uma pessoa idosa é a contraprestação de serviço do que a pessoa já fez pelo país pela cidade a pessoa já fez pela sua família. E às vezes a gente precisa até reeducar a família que cuidar de uma pessoa idosa não é peso. Sabe, a gente tem que ensinar as pessoas a cuidar, a gente tem que voltar a ser mais humanista, mais solidário, mais
▶ 00:58:57 fraterno. Sabe, às vezes o pai e a mãe cuidaram tanto dos filhos, sofreram tanto pelos filhos e quando fica velho ninguém quer o filho para morar junto. Eu pelo menos fui querido, Clara. A dona Lindu morava com a minha, com a minha irmã caçula casada, minha mãe morava, eu fiquei viúvo, a dona Lindu largou da minha irmã, fez eu alugar uma casa e morou comigo três anos e meio. E é bom morar com mãe porque a mãe não briga mãe não xinga a gente, mãe não fica de
▶ 00:59:29 cara feia, faz comida a hora que a gente fica em casa, é maravilhoso. Mãe é tudo que é tudo que é bom no mundo. Então, hoje então é o seguinte, nós vamos requerer ao Ministério da Previdência Social. Sabe? Não tem e o o no no meu partido, no meu partido a gente tem cota de participação para jovem, a gente tem cota para mulher, mulher agora é paridade, a gente tem para negro, sabe? Tudo tem
▶ 01:00:00 cota. E não tem cota para nós. Sabe? Não tem cota. Nós. É ver é verdade, porque nós já fomos uma parte, sabe? Muito importante da nação brasileira e que bom que seja assim. Eu quero que a gente chegue a 100, 110, 115, que a gente possa andar. Eu fui ver, eu eu eu conheci a mãe do Chico Buarque, ela tinha 100 anos, claro, eu ia na casa dela com 12 e ela abria uma
▶ 01:00:32 garrafa de pinga e a gente tomava uma cachaçinha, ela com 100 anos de idade. Sabe? O Oscar Niemeyer, que morreu com 104 anos de idade, quando nós refizemos o Palácio da Alvorada, eu chamei o Oscar Niemeyer para ir em Brasília e ele não ia de avião, ele não não andava de avião, ele não voava. Sabe o que ele fez? Ele pegou o carro no Rio de Janeiro, foi lá em casa, chegou no palácio para ver a reforma, sabe? Tomou uma cachaçinha e ainda fumou
▶ 01:01:02 um charuto e foi de carro e voltou. Ou seja, então, deixa eu falar uma coisa para vocês que já tão na minha idade ou mais jovem do que eu. Sabe? Nós precisamos ter motivação para viver. Nós precisamos construir. Aí a motivação é a gente se sentir útil, participar da atividade política, sabe, dar palpite nas coisas, se interessar pelo que acontece. Porque se a gente não se interessa, nem o neto da gente ouve mais a gente.
▶ 01:01:33 Não é? Porque é verdade, jovem, quando a gente é jovem, a gente não pensa em aposentadoria. Eu não pensava. E hoje a molecada é a mesma coisa. E essa meninada vai sofrer mais do que nós, porque eles começam a trabalhar mais velho do que a gente começava. A gente sofria por começar com 14. Mas com 45, 50, era ter muita gente aposentado. Hoje essa meninada toda com 30 anos não sabe nem o que é previdência
▶ 01:02:03 social. Eles só vão se dar conta quando eles tiverem idade, que tiverem algum problema, que quiserem se aposentar. Então eu acho que nós temos que ser exemplo para isso. Tem uma pauta de reivindicação na área da saúde. A farmácia popular tem que voltar, sabe? O O não é possível, e nós fizemos da farmácia popular para atender, parece que era 122 remédio, que é necessário, aquele que a gente toma de forma contínua, aquilo tem que ser dado de graça para as pessoas.
▶ 01:02:35 É, porque tu é uma pessoa que ganha 1.500 reais, se ganha 1.500 reais, tem que gastar 400 com remédio, acabou. Acabou. Então o meu compromisso com vocês é o seguinte. Primeiro eu quero que vocês tenham a certeza que vocês vão ter um companheiro na presidência da república. Vocês vão ter um companheiro. Ó. Inclusive eu tenho orgulho porque a associação dos aposentados de
▶ 01:03:07 São Bernardo do Campo foi criada por mim em 1978, quando eu era presidente do sindicato. Pois bem. Então é o seguinte, a a a vocês tendo um companheiro lá, é o que o que eu dizia para os dirigentes sindicais, quando os dirigentes sindicais me procuravam, "Ah, presidente, nós queremos redução da jornada de trabalho". Eu falava, "Não, não peçam para mim". "Não tem redução da trabalho de trabalho por medida provisória. Vocês vão na porta de fábrica, pega assinatura e
▶ 01:03:37 vamos fazer com que a gente tenha um projeto de lei de iniciativa popular com dois, três milhões de assinatura e vamos levar para o congresso". Porque se sair de cima para baixo não funciona. Agora a única coisa que eu quero que é que vocês saibam é que vocês vão ter um companheiro cercado de companheiros para que a gente possa dar a vocês e aos trabalhadores em geral o prazer de viver outra vez, o gosto de viver.
▶ 01:04:07 Porque nós queremos tratar tudo com muito humanismo. Eu acho que muita coisa foi destruída. Eu não acredito no desmonte que foi feito nas coisas que nós fizemos, Regina. Não acredito. Ah, eu quero ficar forte e bonitão como o Frechico, ó. Que figura. Figura simpática com 92 anos. Hein? Eu 80, 80. 80.
▶ 01:04:37 Mas ele parece um moleque de 20. Ele ele é ele é quatro anos mais velho do que eu. Depois eu tenho uma que é dois anos, né? Dois anos, depois tem eu, depois tem uma irmã caçula que tem 70 anos. Sabe, meu filho? Sabe? É que ele ele é acho que é filho de outro pai. Eu não quis fazer Eu não quis fazer DNA porque eu quero
▶ 01:05:08 ser irmão dele, então deixa. Mas gente, eu queria agradecer, eu queria agradecer, nós vamos Nós estamos falando de nós, nós estamos falando de nós, mas eu tive várias vezes na Cracolândia e lá tem famílias e crianças lá na Cracolândia, né, dentro do, do, apesar que agora eles tiraram lá da praça Princesa Isabel,
▶ 01:05:38 mas a gente vê crianças gateando, crianças de colo, famílias e a gente precisava, né, tá trabalhando essa questão. Nós temos pra frente do do pedágio da Anchieta nós temos a comunidade Que pedágio? Porque tem pedágio pra [ __ ] Não, não, da Anchieta ali no São Bernardo. Nós temos a comunidade Padre Pio que resgata os moradores, é,
▶ 01:06:08 ex-drogados e moradores de rua. Nós estamos com 70 pessoas idosas lá acamadas precisando de fraldas geriátricas. No seu governo foi criado, né, o ajuda e com esses outros governos tiraram a ajuda, então nós fazemos campanha pra ajudar essas pessoas. Então, eu quero Essas coisas todas, querido, vamos voltar. Vamos voltar, não é, não é possível um governo
▶ 01:06:38 tirar da pessoa que precisa de uma fralda geriátrica, o direito dela receber de graça essa fralda. Não é, não é possível, é humanamente impossível a gente entender. É uma coisa tão insignificante do ponto de vista do custo mas tão importante do ponto de vista do humanismo que a gente não pode aceitar. Então essas coisas todas, querido, essas coisas todas é da nossa responsabilidade fazer com que esse país respeite os seus filhos. Não é apenas no hino nacional, não. É no
▶ 01:07:09 comportamento dos governantes. E vai mudar. Pode ficar certo que muita coisa vai mudar nesse país. E eu só tô voltando a ser candidato por isso. Se eu não acreditasse que é possível mudar, eu não estaria. Eu ficaria em casa, sabe? Mas eu acho que nesse momento o Brasil tá precisando muito de um solavanco. E esse solavanco somos nós que vamos dar. Somos nós que vamos conseguir fazer. Eu quero
▶ 01:07:40 Eu quero agradecer cada um de vocês, cada companheira, sabe? E dizer para vocês que se preparem. Se preparem. Não, não fiquem cansados no dia dois. Dia dois, levantem, coloquem a sua roupa mais bonita. Eu, eu, a última vez que eu fui, que eu fui candidato a presidente, a, a mãe do, ministro Lewandowski, ela morava em São Bernardo. Ela tinha 94 anos. Ela foi votar com uma
▶ 01:08:12 camiseta do PT e o, o menino da urna disse que ela não podia entrar com a camiseta do, do PT. Ela falou: "O menino, eu não sou obrigada a votar. Eu levantei de manhã, ela andava com andador. Eu tô fazendo um sacrifício desgraçado para vir cumprir com o meu dever de cidadã e você, seu fedelho, quer me proibir de votar? Eu vou votar". E foi lá e votou. Foi lá. É, é importante vocês ficarem muito
▶ 01:08:43 atentos, porque pode ter provocação, pode ter gente que não queira que as eleições transcorram com paz e muita tranquilidade. Tá? A gente, a gente vai ter que mostrar que esse país pode voltar a vai diferente. Tá bem isso? Então, gente, obrigado de coração pela participação de vocês. Ah. Quando vocês, quando vocês tiverem se
▶ 01:09:14 sentindo cansado, vocês pensam: "Porra, se o Lula, com 77 anos, casou outra vez e tá animado, sabe? Por que que eu vou desanimar?" E outra coisa, gente, ó, deixa eu pedir para vocês uma coisa, olha. Pedir uma coisa para vocês, que é uma, é uma, é uma, uma missão. Ô, gente, eu queria pedir para vocês não ficarem parados em casa, por favor. Sabe? Tem que andar um pouco todo dia.
▶ 01:09:46 Se só puder andar 5 minutos, ande. Se puder andar 10, ande. Sabe? Se souber nadar e tiver um lugar, nós temos que praticar exercício. O nosso corpo não foi feito para ficar parado. Sabe? Então, todo, todo mundo, olha, viu dona Nair e seu Jorge? Tem que se mexer, tem que andar. Não pode ficar parado na frente de uma televisão. Tem que levantar, andar. Se vai comprar pão, vai a pé. Sabe? Se vai no mercado, vai a pé. Vai
▶ 01:10:17 devagarzinho, não tem nenhum problema. Mas a gente não pode permitir que a ociosidade ou a preguiça seja o que vai matar a gente. Tá? E eu não sei se vocês podem porque a preguiça tá aí. Mas se puderem namorar, namorem bastante, que faz bem para a saúde.
▶ 01:10:48 Ah, faz daqui para tirar foto e escuta. Aí. Olha. Olhe. Olhe, eu eu só quero só quero dizer para vocês, muito obrigado por esta reunião. Todos os documentos que vocês entregaram vão ser analisados, nós vamos fazer o programa e depois vocês vão ter a informação daquilo que faz parte do
▶ 01:11:19 programa. Tá? Nós vamos voltar, nos reunir em Brasília, nós vamos voltar a conversar como antes e eu acho que tudo vai melhorar. Sabe? Tá bem? Um grande abraço de coração, obrigado pela presença de vocês. Podemos Podemos fazer uma foto oficial? Vamos fazer, por favor. Então vamos organizar.
▶ 01:11:55 Tá bom. Vamos lá, gente? Vamos lá? Pede para encerrar a live. Tira essa câmera daí. Me dá uma uma cadeira para subir. Tira essa câmera daí. Amém!