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Presidente Lula se reúne com o presidente da Anfavea

Lula · 14/07/2026 · 37 min · Lula
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▶ 00:00:00 Colegas e amigos, nós temos o privilégio, presidente, de receber hoje o Igor Calv, presidente da Anfávia e a diretoria para fazer ao senhor alguns públicos reconhecimentos, não é? E de um setor industrial que emprega direta e indiretamente mais de 1.300.000 pessoas aqui no Brasil, 114.000 1 empregos diretos e que vem experimentando resultados muito favoráveis neste neste ano, o que faz

▶ 00:00:30 ju, aliás, a tradição dos mandatos do senhor à frente da presidência da República, porque nos períodos em que o senhor exerceu a presidente da Anfável, o Igor Calvicou essa essa audiência para estar com o senhor e com todos nós.

▶ 00:01:03 >> Fechei, fechei. Bom, primeiro, boa tarde, presidente. Eh, Lula, ministra Miram, vice-presidente ALC, ministro Dario, ministro Márcio Elias. É um prazer, como sempre, estar aqui com vocês. E o ministro Márcio eh já fez uma belíssima introdução aqui ao nosso assunto. Presidente, o setor automotivo o senhor conhece eh como ninguém. A gente hoje ainda representa eh 20% de todo o PIB da nossa indústria. Então a cada R$ 100 produzidos na indústria,

▶ 00:01:33 presidente, 20, né? dizem respeito ao setor automotivo e é um setor com uma cadeia eh muito grande. Então, num carro o senhor conhece muito bem, né, desde têxtilis, né, tecido, vai borracha, plástico, eletroeletrônico, agora inteligência artificial, vidro. E a cadeia é muito longa. A cadeia é muito longa e é isso que dá a respons. Então, quando eh o governo entende que a política industrial pro setor automotivo, é política de estado, é toda

▶ 00:02:04 uma cadeia industrial, na verdade que é afetada, não é só aqueles que fabricam e montam o veículo final. E esse ano de 2026, presidente, fruto, eu acho que de muito esforço desse governo, fruto acho que do empenho eh do nosso setor, né, quando o senhor assumiu eh de novo a presidência da República, presidente, ministro Márcio Elias, na época secretário executivo, eh ministro Daril agora como secretário executivo da fazenda, né, o senhor lançou o mover,

▶ 00:02:35 que foi o responsável, presidente, por trazer eh, sem dúvida alguma, pro país o que hoje Hoje nós já estamos contabilizando acima de R$ 150 bilhões de reais de investimento. E nesse contexto de um um contexto mundial muito difícil, né? Novas tecnologias chegando, novos concorrentes chegando, todo mundo preparando novos produtos, trazendo tecnologias pro Brasil. Isso tem dado resultado agora, presidente. Então, o que começou alguns anos atrás, os investimentos vão amadurecendo e dão resultado agora nesse momento. Um uma

▶ 00:03:06 das primeiras boas notícias que eu teria para trazer pro senhor hoje é que desde 2014 eh nós não atingimos a marca que nós vamos atingir esse ano. Serão 3 milhões de veículos emplacados nesse ano. Desde 2014 a gente não chegava nessa marca. Nós estamos agora cruzando uma fronteira muito importante. O senhor sempre falo nos seus discursos. Quando o senhor deixou a presidência era mais de 3 milhões. E nesse ano nós vamos voltar a esse nível de emplacamentos. A nossa produção vai chegar esse ano a 2.800.000

▶ 00:03:36 unidades. Dá uma diferença aqui de 200.000 entre o que é produzido e o que é emplacado. Parte disso que nós não conseguimos eh igualar esses números diz respeito ao mercado internacional, que é um grande também desafio pra gente. Eh, alguns dos nossos parceiros mais imediatos, como a Argentina, o mercado tem caído, então os nossos embarques diminuíram, vão diminuir esse ano em 12%, mas os emplacamentos vão crescer 12% e nós vamos ultrapassar essa marca que para nós é um número, vou dizer assim, um número mágico, né? Nós estamos

▶ 00:04:06 ultrapassando uma marca importante dos 3 milhões. O ano em que nós mais produzimos veículos no país foi 2000 13, não, 2013, 3.700.000 veículos que nós produzimos e no ano anterior, 2012, 3.800 foram impemplacados. E esse ano, então, a gente ultrapassa os 3 milhões. Óbvio, né? Nós temos muitos desafios, mas eu acho que hoje não é uma agenda de falar de desafios, é de comemorar essa passagem dos 3 milhões de emplacamentos. E por fim, uma segunda notícia

▶ 00:04:37 importante que acho que é fruto do trabalho de todos que nessa mesa estão, presidente, aliás, há muito tempo, em vários lugares porque passaram, é que ao comemorar os 70 anos de Anfávia, eh, que é de 1956, 15 de maio de 1956, nós começamos a produzir veículos no país e o senhor fez parte dessa história. Chegamos aos 70 anos e na semana passada, presidente, isso é um anúncio importante, nós completamos 100 milhões de veículos produzidos no país desde

▶ 00:05:07 1957. Eh, nós trouxemos até uma placa para presentear o senhor e todo o governo que é comemorativa desses 100 eh milhões de veículos produzidos, né, que é uma placa de carro. Vou passar as suas mãos. Passo em pé. >> [aplausos] >> Muito bem,

▶ 00:05:40 a gente tem um para cada ministro, mas terminar de contar isso, que isso é importante. Eh, e eu pra Anfávia é uma agenda muito cara essa de produção. nós vamos atingir 100 milhões de unidades produzidas, não é qualquer país. Aliás, muitos países começaram a produzir e deixaram de produzir veículos. E nós chegamos eh com 70 anos de atuação da ANFÁV, mas tem empresa aqui com 100 anos já no Brasil, a 100 milhões de unidades produzidas.

▶ 00:06:10 E unidades produzidas significa mais emprego aqui, significa mais renda para as pessoas que trabalham, significa uma cadeia é forte. E é esse o intuito da gente, comemorar os 100, as 100 milhões de unidades, olhando para as próximas 100.000, 100 milhões de unidades, que é o que a gente veio aqui, obviamente comemorar. E já comemoramos de antecedência, eh, vice-presidente Alc, né? Já chegamos na 100, vamos chegar em outra 100 e queremos acelerar essas 100 milhões de unidades. Para isso, obviamente, é indissociável o trabalho

▶ 00:06:42 que sempre, né, governo e setor privado, em especial no setor automotivo fazem. E a Anfávia sabe reconhecer isso. A Anfávia não é um setor que caminha eh por suas próprias pernas. No mundo inteiro o setor automotivo funciona, né, com essa interação republicana entre o setor privado e o setor público. E o senhor desde o início desse governo e dos outros é uma auscuta muito importante pro setor. Então esse canal diálogo aqui na presença do ministro da indústria, do ministro da fazenda, vice-presidente, ministro da Casa Civil, isso pro setor automotivo importa muito.

▶ 00:07:13 Muitas vezes eh nós não somos atendidos na integralidade, é óbvio, né? Mas isso faz parte, né, da da vida pública de vocês, da nossa vida. Mas isso é fruto, eu acho que de um diálogo, né? a gente só não é atendido na integralidade porque há um diálogo, há outras questões a serem observadas que não apenas os nossos setor e a gente reconhece sim quando há o esforço e há sim um esforço muito grande, né, desse governo em especial em amparar o setor automotivo com marcos regulatórios, presidente, claros, concisos e eu queria saudar

▶ 00:07:44 muito, né, o mover em especial, porque ele trouxe é o que para nós é muito caro, a previsibilidade. Ao longo do tempo, a previsibilidade é super importante. Os nossos ciclos são 5 anos. 6 anos e ter esses marcos que digam onde a gente vai ter que investir, para que investir, é de fundamental importância. Então 3 milhões em razão, sim do mover, da previsibilidade e coincidentemente 100 milhões nós chegamos nesse ano de 2026, eh, portanto, 70 anos depois. Então, obrigado, presidente, obrigado a

▶ 00:08:14 toda a equipe do governo. [aplausos] >> Eu eu eu coordeno, >> Igor. Muito obrigado. Vamos ouvir o nosso ministro da fazenda, Dário Durrigan. Presidente Lula, vice-presidente Alkmin, Miriam, Márcio, colegas Igor, representantes da Anfávia, fazer uma fala breve, presidente, que acho que é

▶ 00:08:44 importante reconhecer depois de muito trabalho da equipe do senhor os resultados que a gente vem podendo observar, né, nos diferentes setores, eh, fruto de uma política econômica que conseguiu equilibrar crescimento, um crescimento sempre acima das expectativas. Então, talvez se perguntado pro setor ou pro mercado se no começo de 2023, quando a gente tinha 1 milhão 600 carros produzidos no Brasil, se seria possível

▶ 00:09:14 retomar uma marca de quando o presidente tava no nas suas gestões anteriores, dos anos de 2012, 13, com anfavis, muita gente não acreditava. E a gente fecha o ano de 2026 depois de uma série de programas, eu posso compartilhar aqui algum alguns deles para registrar esse histórico com o vice-presidente. A gente volta à marca de 3 milhões e fechando um ciclo de 70 anos de anfávia com 100 milhões de autoveículos, que

▶ 00:09:46 acho que essa é a denominação, produzidos no Brasil. O que mais do que a produção no Brasil, que claro que é importante, é emprego no país, é desenvolvimento pro nosso povo, é mais tecnologia, inovação que a gente procura atrair. Então isso também fruto de uma política econômica que conseguiu equilibrar os vários desafios do país, permitindo que o Brasil crescesse com mais desenvolvimento. Eu vou lembrar, presidente, que o mover é o nosso programa guarda-chuva. Mas logo em 2023,

▶ 00:10:16 Márcios, vocês lembram que a gente abriu uma linha de 2 bilhões paraa renovação de frota logo em 2023. Foi um dos primeiros programas que eu como secretário executivo trabalhei com Márcio, que era secretário executivo na época do MIDIC. E foi uma linha super bem sucedida, que em poucos meses também conseguiu rodar e e trocar veículos novos no país. Durante a discussão da reforma tributária, nós, a pretexto de mudar toda a legislação tributária do consumo, presidente, nós preservamos as

▶ 00:10:47 regras específicas do regime automotivo, seja na própria reforma tributária, seja prevendo no imposto seletivo, a nossa grande marca, que é desenvolvimento com compromisso social e compromisso ambiental. Por isso que a gente depois faz o IPI verde, que o vice-presidente Alkmin sempre fala dos números e do sucesso do IPI verde no Brasil, em que a gente pega os carros mais acessíveis à população que respeitam

▶ 00:11:35 um programa de carros em 2023, o IPI verde que força a transformação ecológica no setor, refletido na discussão do imposto seletivo que nós já estamos fazendo com a FÁVIA. A reforma tributária traz as peculiaridades do setor, dando previsibilidade, atraindo o investimento e dando continuidade para para essa política. E mais recentemente, a gente não pode deixar de lembrar os as três linhas do Móve Brasil para caminhões, em especial pros autônomos, que a gente tem feito o esforço

▶ 00:12:06 específico a pedido do presidente, mas paraa indústria de ônibus e caminhões bem importante no país, uma recuperação de uma indústria que tava precisando, mas também um move para veículos e um move para motos, de modo que a gente consegue abarcar com essas várias políticas nesses 3 anos e meio, finalizando no fim do ano quatro anos abarcando todo o setor, olhando inclusive pra cadeia do setor, gerando emprego e mantendo o investimento no país. Então é com muito orgulho, presidente, aqui eu represento aqui a

▶ 00:12:36 política econômica que viabilizou no seu governo a volta dessa marca de 3 milhões de veículos, que volto a lembrar, quando a gente retoma o que era o começo de 2023, não era algo que era dado, era algo que era visto com muito ceticismo e com muito trabalho, escolhas corretas. a gente supera o ceticismo e tem o prazer de ter mais essa entrega dentro do seu governo. Obrigado, presidente. >> Muito bem, Daril. [aplausos] Presidente, obrigado, Dari. Rapidamente,

▶ 00:13:07 presidente, eu vou passar a palavra pro nosso vice-presidente, né, e o sempre ministro da indústria. Eu só queria deixar, vou deixar os números para que ele apresente. Só queria lembrar um detalhe interessante, que é muito relevante. Você mencionou o comércio exterior, o Brasil sempre teve voca, o nossa parque industrial sempre teve muita vocação pro comércio exterior no setor automotivo também. o Mercosul sempre muito relevante. Há poucas semanas nós conseguimos reativar o acordo com a Colômbia eh graças a uma atuação direta do presidente Lula, a a

▶ 00:13:38 presidência o presidente Petros. E na questão de um mês atrás, nós tivemos o a reativação do acordo com a Colômbia, que é relevantíssimo. Temos uma empreitada importante com Equador, onde você esteve há pouco tempo. Eu também estou agora envolvido pra necessidade de nós equalizarmos aquela relação. Temos também o México, o acordo automotivo com o México, que precisa passar por uma revisão. E há pouco tempo lá no Paraguai, na reunião do Mercosul, o senhor falando com o presidente do Chile, não é, nos encomendou uma

▶ 00:14:08 conversa a respeito de um acordo pro setor automotivo. É, ou seja, nós temos diversas frentes aí que beneficiam não só a indústria automotiva diretamente, mas também a indústria de autopeças, onde o Brasil também tem uma longa tradição, porque incorpora tecnologia, porque incorpora inovação. Veja o combustível, né? O flex field que a gente faz aqui, o etanol, os biocombustíveis, biocombustíveis, ou seja, estamos sempre na fronteira da tecnologia e da inovação. Era essa a minha observação. Eu queria ouvir o Dr.

▶ 00:14:38 Foi, não, nossa chefe da Casa Civil, Miriam Belquor. Vou dar a palavra. >> Não, muito obrigada. Fábio trouxe uma mulher da delegação. >> É, nós estamos >> ainda bem, né? Não é fácil chegar aqui, né? Mas estamos aqui, não acho que queria só fazer uns pequenos comentários complementares, né? Presidente, vice-presidente sabe, eu sou do ABC Paulista, onde essa indústria começou. Meu pai trabalhou na indústria automobilística, trabalhou na na Folks,

▶ 00:15:10 eh antes tinha trabalhado. Isso, Ancheta. Isso. Eh, eu eu queria reafirmar, né, primeiro algumas diretrizes do nosso presidente, né? Primeiro é a, ele sempre determina pra gente o diálogo com os setores, né? E eu acho que uma parte substancial do nosso resultado é exatamente porque a gente faz esse diálogo. É a partir dele que a gente constrói as propostas eh para

▶ 00:15:40 todas as políticas públicas, né, e para setor industrial também, né? Acho que essa é uma marca. Toda vez eu me lembro no Lula um, no Lula dois, às vezes a gente chegava com uma proposta para ele e ele falava pra gente: "Mas você já conversaram com o setor? Já conversaram com os movimentos envolvidos? Isso sempre foi um traço e eu acho que ele é eh de fato uma marca do nosso presidente e que leva a esses resultados, né? Eh, eu acho que é mais uma área, né? os

▶ 00:16:12 resultados que a Fábia traz aqui é mais uma área que o governo faz entregas, né, com as quais o presidente se comprometeu. Eh, e eu acho que a gente pode escolher qualquer área, qualquer política, eh, industrial de desenvolvimento, as políticas sociais, as políticas de infraestrutura, para onde a gente olhar, os resultados são eh infinitamente superiores ao período anterior, tá certo? as políticas públicas voltaram e

▶ 00:16:42 os resultados dessas políticas são muito importantes. Eh, a gente tá na Copa, todo mundo aqui esperando 4 horas o o jogo Brasil, o jogo Espanha e e França. Eh, e eu tenho dito em vários momentos aqui de avaliação do governo e fora do governo que nós estamos eh dando de goleada, né, só para pegar o momento da Copa, né? Só aqui o exemplo dado. Acho que a gente entrou, presidente Alch vai

▶ 00:17:14 falar disso. Eh, a gente entrou com 1 milhão, uma produção de o emplacamento de 1.600 e estamos quase dobrando. Isso mostra bem a diferença de atitude desse governo para esse setor, mas também pros demais setores. Então, eu acho que é importante recebê-los aqui eh para mais essa eh mais esse resultado positivo do governo. Obrigado, >> ministra Miram. Muito obrigado. Eu,

▶ 00:17:44 aliás, preciso fazer um agradecimento ao ministro Darildo e e a Casa Civil, ministro, porque a o EMIDIC sempre tem nos dois um grande aliado pro desenvolvimento dessas políticas, né? Políticas setoriais e estruturantes muito relevantes. Eu tô gostando desse papel de mestre de cerimônia, viu, presidente? Agora eu queria ouvir o nosso vice-presidente Geraldo M. [risadas] >> Presidente Lula, ministra Miriam Belor,

▶ 00:18:14 ministro Márcio Elias Rosa, Dario Durigan, presidente da Fábio, Igor Calvê, o Mauro Borges, o a Daniela Matos, o Felipe Cascais. Presidente, o senhor quando assumiu em janeiro de 2023 o setor tava em grande dificuldade, passando por dificuldade caminhão, por exemplo, eh, como passou de Euro5 para Euro6, encareceu mais de 20%.

▶ 00:18:45 também com uma enorme dificuldade. O senhor imediatamente fez o programa de renovação de frota dando um crédito eh para os compradores. Então isso ajudou naquele momento a revitalizar o setor. Depois o mover mobilidade eh verde. O mover aumentou as vendas porque fez um crédito tributário para as empresas para inovação, eficiência energética,

▶ 00:19:16 segurança automotiva. Então, aumentou venda, aumentou investimento, 190 bilhões, 150 no automotivo e 40 na Autopeças e descarbonização e eficiência energética. Aí o senhor lançou agora eh o ano passado o IPI verde. Para ter uma ideia do sucesso que é, aumentou comparando esse primeiro semestre com o primeiro semestre do ano

▶ 00:19:46 passado, 30,6%. E é um carro de entrada, não é carro de R$ 200.000, é carro de R$ 70.000. É aquele primeiro carro. Então, um carro que tem 80% de reciclabilidade, emite menos CO2, ele é um carro de menor valor, senhor zerou o IPI, zerou. E ponto de vista fiscal neutro, porque aumentou um pouquinho o carro carão,

▶ 00:20:17 aquele carro de diesel, gasolina, polente, >> mais poluente. Então ficou neutro e estimulou. Com isso aumentou 30,6% a venda do carro sustentável. Caminhão que tava em dificuldade por causa da taxa de juros, um caminhão muito pesado, custa mais de 1 milhão. Aumentou e mês de junho, comparado ao mês de maio, 15,9%. É o caminhão. Ônibus aumentou 36,7%

▶ 00:20:51 comparando junho com maio. Então foi o móvel caminhão, move ônibus, o móvel eh carro taxista e autônomo. Fui à cidade importantíssima, domingo, aniversário da Lu, Pim da Monhangaba e encontrei no café um rapaz motorista de aplicativo dizendo: "Olha, eu tô trocando o carro, consegui comprar um carro 0 km, sou motorista de aplicativo". e o móvel agrícola também,

▶ 00:21:23 o agro trator, implementos, enfim, fodemos um salto aí super importante e investimento, porque não tem futuro sem investimento. Então esse e quando o senhor assumiu tinha fechado a Mercedes-Benz no ano anterior em São Paulo, fechado a Ford na Bahia, fechado a Troller no Ceará. Todas reabriram, todas reabriram e todas ampliando todas as montadoras. E esse dia histórico,

▶ 00:21:53 hoje 100 milhões de veículos fabricados do Brasil e o Brasil depois de 12 anos voltando aos 3 milhões e este ano de emplacamento. Então, um dia importantíssimo aí. Parabéns, presidente. Ô, Igor, eu primeiro queria dar os parabéns pelo teu comportamento de pedir uma audiência

▶ 00:22:24 para vir aqui mostrar o que aconteceu na induta automobilística nos últimos tempos e mostrar o gigantismo que se transformou a induta automobilística brasileira desde a sua implantação aqui em 1957. Eu digo isso porque normalmente os empresários vê muito a Brasília se queixar e reivindicar.

▶ 00:22:54 E muitas vezes quando o governo se reúne e atende o setor, ele sai daqui, a imprensa pergunta: "Tudo bem, tudo?" Não, não foi suficiente. É sempre assim. Então, quando você vem aqui para dizer, presidente, olha, nós estamos satisfeitos porque as coisas aconteceram, não só porque o setor automobilístico representa 20%, sabe, da produção industrial desse país, mas porque o do PIB industrial, mas

▶ 00:23:25 porque a indústria automobilística voltou a ganhar fôlego. E é a segunda vez que eu governo o Brasil e na recuperação da indústria automobilística. E eu sempre tive na cabeça porque eu vivi o outro lado. Eu vivi o lado em que eu não era presidente e era dirigente sindical. E naquele tempo o que motivava a gente a discutir a crise do setor automobilístico era o chamado pátio

▶ 00:23:56 cheio. Quando quando chegava o pessoal do sindicato para dizer: "O presidente, o pátio tá [risadas] cheio, não tem mais lugar para guardar carro". Logo vi a notícia de que tinha uma crise na indústria automobilística que a gente tentaria resolver. E muitas vezes nós fomos criticado, mesmo no meu primeiro mandato, a facilidade e agilidade com que a gente tentava resolver o problema do setor automobilístico. E há uma coisa muito interessante,

▶ 00:24:26 o setor automobilístico, desde que foi implantado aqui, ele era o setor industrial mais dinâmico, mais moderno e que trazia no bojo da indúta automobilística os empresários que estavam acostumado com outro tipo de relação com o estado e com outro tipo de relação com o sindicato. Eu sempre digo que era muito mais fácil lidar com uma empresa alemã, com a empresa sueca, do que lidar com os empresários brasileiros, porque eles

▶ 00:24:58 traziam de lá uma experiência histórica de 100 anos de experiência de luta sindical e era muito mais fácil a gente se organizar na eduta automobilística. A gente não criou comissão de fábrica nas indústrias brasileiras, a gente criou comissão de fábrica em todo o setor automobilístico. Primeiro, sabe? E nós fomos ensinando a sociedade brasileira que a comissão de fábrica, eu vou te dar um exemplo, Antônio Emí de Moraes, que durante muito tempo era o símbolo do empresário brasileiro mais

▶ 00:25:29 importante, era escolhido o melhor empresário todo ano. Tá certo que eu também era escolhido o melhor dirigente sindical, sabe? Mas ele, nós fizemos uma greve na no na nitroquímica dele lá lá em >> São Paulo >> e ele dizia assim: "Não, eu não vou negociar a comissão de fábrica porque a fábrica é minha. Não vou dar fábrica paraos meus trabalhador, mas Dr. Emília, a gente não quer fábrica. A gente só quer ter uma comissão para negociar com vocês, sabe? Quando tiver momento de crise. Bem, eu tô dizendo isso também

▶ 00:26:00 para dizer o seguinte. Ah, foi a partir dessa relação que até hoje é uma relação muito civilizada entre o sindicato e os empresários setor automobilístico, que a gente tem avançado e que a gente pode dizer que ainda é o setor mais dinâmico, inclusive na relação entre trabalhadores e empresários. E toda vez que tem uma crise, [limpando a garganta] a gente tem primeiro, normalmente um governo costuma dizer: "Bom, não é comigo a crise, a crise é um problema de vocês." Ou seja,

▶ 00:26:32 tem uma enchente no rio, o governo fala: "Não é comigo, é com Deus, ninguém mandou chover demais. Tem uma seca?" "Ah, não é comigo, é com Deus. Ninguém mandou fazer seca demais. Até aqui no setor petroquímico que não é comigo." Ou seja, se o governo só existe para dizer: "Não é comigo, para que governo?" Então o governo ele existe exatamente para que quando tem uma crise, por mais difícil que ela apareça, o governo possa chamar os envolvidos naquele setor para discutir aquela crise e a partir de

▶ 00:27:03 então começar a encontrar soluções para essa crise. Aí eu vou contar uma coisa que eu gosto de contar muito, é o seguinte. Quando eu fui escolher o Alm para ser ministro da indústria e comércio, não era ele o meu ministro, eu tava preocupado com o Alm que eu ia ter o vice-presidente, sabe, aqui na função de ser sem uma responsabilidade de um cargo para ele trabalhar o dia inteiro, esperto como ele é. Governador de São Paulo, 16 anos. Eu falei, eu preciso dar trabalho para esse senhor. [risadas]

▶ 00:27:34 Não, mas o que é o problema? Eu comecei comecei conversar com possíveis ministros da Industria Comércio. Então você tá sempre procurando um cara moderno, um cara que fala muito inovação, um cara que fala muito e sabe essas coisas todas que todo mundo fala e que nunca coloca em prática. E o último cidadão que eu conversei, depois de 40 minutos de conversa, ele falou tanta teoria que ousei perguntar para ele, me diga uma coisa, meu amigo, alguma coisa dessa que você tá me

▶ 00:28:06 falando, você já colocou em prática? Não, é só teoria. Então eu falei, sabe de uma coisa? O meu menino de comércio vai ser o Alm, porque ele tem muito mais experiência e conhece muito mais o setor. E o que que a gente conseguiu fazer aqui? Não tem um setor que tenha trazido um problema pro governo que a gente tenha dito não é conosco. Não tem um setor. Todos os setores a gente diz que é conosco e a

▶ 00:28:36 gente quer compartilhar, seja do da cana de açúcar, seja dos catadores de materiais recicláveis, seja dos catadores de coco, de babaçu, qualquer setor. Se teve um problema, o governo tem que tentar encontrar uma solução. E o setor automobilístico tem algumas coisas importantes. Ah, eu sempre acho que todas as saídas tem que ser compartilhada. Na primeira crise do setor automobilístico, quando eu já era presidente em 2004 2005, a gente começou a discutir a possibilidade de que o que

▶ 00:29:07 fazer para criar mercado para que as pessoas pudessem consumir carro, porque essa é uma das soluções. Eu produzo carro, se a sociedade não tiver dinheiro para comprar, eu não vou vender carro. Bom, se você não consegue vender no mercado interno, você tem que tratar de vender no mercado externo. É mais difícil no mercado interno, porque você tem outros concorrentes das próprias matrizes das filiais aqui que querem vender para países que poderia ser o

▶ 00:29:37 Brasil o vendedor, porque est mais próximo aqui na América do Sul ou no continente africano. Então a gente tá sempre discutindo como fazer com que o mercado se fortaleça. Uma coisa é você dizer, vamos dar aumento de salário para todo mundo poder comprar carro. Isso não é tão simples, não é tão fácil assim. A segunda é você falar: "Bom, a taxa de juro é muito alta, é preciso saber como é que a gente vai facilitar essas taxas de juro, o que que a induta pode abdicar de preço, o que que o governo pode abdicar de

▶ 00:30:08 imposto, sabe? É uma forma de você encontrar. Outra coisa é como que a gente faz para aumentar a quantidade de mesas pra pessoa pagar. Porque muitas vezes uma pessoa não pode comprar um carro para pagar em 24 meses, mas se for 36 meses já pode. Se for em 48 já pode. Eu lembro que aqui no governo tinha gente que dizia assim para mim: "Ô Lula, mas ninguém quer comprar um carro para ficar 48 meses pagando sem trocar, porque o carro fica depreciado." Eu

▶ 00:30:38 dizia, isso é para classe média, porque o povo mais humilde que compra um carro, ele vai com o carro, vai ficar com carro 10 anos, 15 anos, quando ele não tiver dinheiro para colocar gasolina, ele e a mulher empurra o carro, empurra o carro para fora da garagem, no sábado, lava os para-choque do carro, lava a calota do carro e bota para dentro outra vez e tá feliz da vida. Mas o que nós vamos fazer é fazer ele comprar. E fomos criando programas como esses que foram criados agora. E o sucesso é extraordinário.

▶ 00:31:08 Teve setor que cresceu quase 38% a venda de carro. E assim vale pros ônibus, porque a gente tem que levar em conta o sucesso daquela política agrícola chamada Mais alimentos, a quantidade de máquinas agrícolas que são vendidas de todos os tamanhos por conta daquele programa. Nós temos que levar em conta que 10 anos que a gente ficou fora do governo, não foi comprado uma ambulância do SAMU nesse país. Só a gente voltar para comprar ambulância. O caminho da

▶ 00:31:40 escola que tem milhares de ônibus que foram comprados é outra coisa que incentiva. Agora nós compramos 3.300 ônibus veículos sanitários. Ou seja, o que que é um veículo sanitário? Eh, quando você mora numa cidade pequena, pobre, que você tem uma doença que você tem que fazer em modal num outra cidade, você não tem transporte para levar. Às vezes você sai de madrugada, às vezes fica o dia inteiro lá fazendo modiálise, às vezes volta de madrugada, volta

▶ 00:32:11 vomitando no carro, não tem cuidador, não tem nada. O que que nós fizemos? Compramos 3.00 ônibus com ar condicionado, inclusive com elevadorzinho. A cadeira que desce, pega a pessoa que não pode subir a escada, ela senta, a cadeira sobe, coloca ela lá com ar condicionado e com direito acompanhante, sabe? Nós compramos 880 Vãs para fazer ambulatório onontológico. Ou seja, já que o pobre que tá no meio do mato, não pode ir na cidade um

▶ 00:32:42 dentista, que a gente vai até ele, sabe? Inclusive não faz mais molde de dentadura. Agora escaneia a boca do cidadão e faz a faz a frota de uma máquina 3D, o que é uma coisa que nem o nem a dentadura do Trump é igual essa. [risadas] Não, não é. Então, então veja, nós estamos tratando de fazer tudo que a gente puder fazer para fazer com que os setores produtivos do Brasil volt a crescer, a gente vai fazer. Então, quero

▶ 00:33:13 te dar os parabéns por isso, porque vocês vieram aqui, nós sentamos com vocês, discutimos, fizemos as medidas que tinha que fazer, o Congresso Nacional aprovou o que tinha que ser aprovado e o resultado é esse. A gente vai voltar aí para cá. 3 milhões de carro outra vez, porque quando nós votamos tava implacando apenas 1.600, ou seja, isso significa 1.400 a mais e apenas 3 anos e meio. Se a gente continuar nesse nível, o ano que vem

▶ 00:33:44 você vai anunciar 3 milhões e o outro ano 4 milhões e a gente se quiser não para mais. Uma outra coisa que nós temos que fazer, Igor, é a gente trabalhar junto, governo, empresários, para que a gente comece a disputar mercados externos. Veja, as multinacionais, elas podem elas podem simplesmente compreender que as exportações dela pode sair do Brasil.

▶ 00:34:14 Não tem sentido uma empresa alemã exportar para a América Latina. Não tem sentido. Ou seja, poderia ser exportado daqui do Brasil um lugar que tem 16.000 km de fronteira, que dá para você ir a pé, dá para levar nas costas o carro. Seja, não tem sentido o continente africano que tá aqui, o cara comprar um carro do Japão, se tem empresa japonesa produzindo aqui, que se esporte daqui. Mas isso só vai acontecer, Igor, se a gente quiser ir

▶ 00:34:44 trabalhar, sabe? Não é a gente ficar aqui esperando que um dia levante o empresário, sabe, de um país africano, pega um avião e venha pro Brasil, fala: "Eu quero comprar carro aqui". Não, é nós que temos que ir para lá, temos que vender o nosso produto, facilidade que nós podemos dar e incentivo que a gente puder dar. Quando a gente conseguir fazer isso, a gente vai ganhar mercado e vai ganhar mercado. E por que que a Bolívia compra um carro americano

▶ 00:35:14 se tem empresa americana aqui que venda daqui para lá é muito mais fácil para todo mundo e paraa empresa é o mesmo caixa. Então eu quero te agradecer [risadas] pela agenda, pela postura de vir comunicar o governo o sucesso. E da nossa parte eu só posso dizer para você que enquanto a gente tiver no governo, qualquer crise em qualquer setor industrial ou da agricultura não é um

▶ 00:35:46 problema dos outros, é um problema do governo e nós vamos tentar resolver. Por isso, obrigado, querido, e boa sorte a indulto atualística brasileira. [aplausos] As outras placas, presidente, outros, né? falar falar

▶ 00:36:17 presidente no recorde desse ano específico. >> Muito bem.