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LULA AO VIVO EM ENTREVISTA PARA A RÁDIO CBN VALE, DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Lula · 26/01/2022 · 62 min · Lula
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▶ 00:00:00 Presidente Luís Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à presidência eleições 2022, que gentilmente atende a reportagem da CBN e vai conversar conosco e também com você da população, você que é morador em São José e toda a região do Vale do Paraíba. Presidente Luís Inácio Lula da Silva, bom dia. Muito obrigado pela atenção aqui com a CBN Vale. Presidente, bom dia, Fernando Carlos. Bom dia,

▶ 00:00:30 Marcelo Rocha. Bom dia, Els Costa. Bom dia, companheiro da CBN e certamente bom dia, companheiros e companheiras do Vale do Paraíba. É um prazer imenso estar à disposição de vocês para responder as perguntas que vocês entenderem que deva ser feita. Agora, presidente, região do Vale do Paraíba, em termos de lembranças, de histórias, até mesmo como sindicalista, o o que vem na memória do

▶ 00:01:00 presidente quando se fala de Vale do Paraíba? Presidente, ah, eu fui muitas vezes ô Fernando Aonos dos Campos, eu fui muitas vezes fazer assembleia em porta de fábrica. Eu fui muitas vezes fazer comício em São José dos Campos. Eu fui muitas vezes em Taubaté, fui muitas vezes em Jacareí, ou seja, eu penso que eu fui algumas vezes em Pinda Moyangaba também. Eh, ah, me vem a história muito muito interessante

▶ 00:01:30 porque a a gente tinha uma relação sindical muito forte em São José dos Campos, quando eu era presidente do sindicato dos metalúrgicos. A GM naquele tempo tava em franca, franco crescimento, geração de emprego, desenvolvimento. Eram momentos importantes em que aquelas trabalhadoras tinham uma capacidade de mobilização muito grande, era muitas greves, ou seja, e foi um momento de ouro para os trabalhadores brasileiros, não só do ponto de vista da sua

▶ 00:02:00 organização, mas do ponto de vista das suas conquistas. Eu fui muitas vezes a Imraé, muitas vezes a Imraé. eh fui visitar, sabe, muitas outras fábricas aí em São José dos Campos. Então eu tenho uma lembrança, fui muito na Volkswagen em Taubaté, uma relação muito boa com o movimento sindical. Depois a gente ganhou as primeiras eleições paraa prefeita em São dos Campos com a Ângela e depois a gente ganhou com o Carlinhos. E faz algum tempo que eu não vou na região do Vale

▶ 00:02:30 do Paraíba. Eu espero que agora quando terminar o COVID, eu possa voltar, fazer as viagens. pelo Vale do Paraíba e sobretudo e a São José dos Santos. É, e nesse momento é fundamental o resguardo, né, o distanciamento. A gente tem uma COVID que ainda está matando, ainda é muito preocupante. Mas já que falamos do Vale do Paraíba, presidente, e nós temos aí um filho aqui da terra, né, que é o ex-governador geral do Min, nascido em Pinda Monhangaba. E temos

▶ 00:03:02 neste momento uma tratativa entre o Geraldo Wim, o PT para uma possível chapa o senhor candidato a presidente e ele como vice. Como é que está essa situação no momento? Uma definição, ela vem quando o Geraldo Wim, no seu entender, é a pessoa certa para ser o seu companheiro aí na chapa para as eleições presidenciais? Presidente, olha, Fernando Carlos, o problema, se a gente vai fazer uma chapa comum, depende de dois fatores. Depende da minha

▶ 00:03:33 decisão de ser candidato ou não, que ela deverá se dar agora no final de fevereiro, no começo de março, e vai depender, obviamente, da filiação do companheiro Almido político que faça aliança com o Partido dos Trabalhadores. Eu eu tenho dito para todo mundo, ô ô companheiro Fernando Carlos, que o problema do Brasil hoje não é ganhar as eleições. O problema do Brasil hoje é ganhar e conseguir consertar o país.

▶ 00:04:03 Porque o Brasil está muito mais desestruturado do que tá em 2003. A inflação está maior, o custo de vida está maior, o desemprego está maior, os prejuízos salariais estão muito maiores. Você pega uma cidade como Sidos Campos, você pega que nós temos mais desemprego do que já tivemos em qualquer outro momento. E os trabalhadores organizados já faz 3 anos que não tem aumento real de salário. Então as instituições estão muito, muito prejudicadas. O Congresso

▶ 00:04:34 Nacional hoje praticamente domina, sabe, o governo. O governo não governa, quem governa é o Congresso Nacional. As instituições precisam ser, sabe, reconquistadas para funcionar de forma harmônica. Nós precisamos entender que o governo governa, que o legislativo legisla e que o judiciário julga, sabe? E isso pode conquistar uma uma certa harmonia na sociedade brasileira. Daí, porque aça política se faz necessária? Tem muita gente que acha que é difícil

▶ 00:05:06 fazer aliança. Eu acho que é importante fazer aliança porque você precisa ganhar as eleições e depois de ganhar você precisa governar. E no meu caso tem que governar bem, porque eu preciso fazer mais do que eu fiz o primeiro mandato. É importante lembrar que quando eu deixei a presidência dia 31 de dezembro de 2010, eu tinha 87% de bom e ótimo, talvez da maior aprovação que o presidente já teve na história desse país. Eu não sei se na história da democracia. Então eu tenho que votar

▶ 00:05:36 para fazer mais. E para fazer mais, eu preciso de mais gente do meu lado. Por isso eu tô conversando com todo mundo. E eu espero que dê certo esta conversa. Espero que ó me escolha o partido político adequado, que faça aliança com o PT. Espero que o PT compreenda a necessidade de fazer aliança. Espero que o povo brasileiro possa colher aquilo que ele tem como expectativa numa possível volta do PT, sabe? liderado pelo Lula para governar o Brasil. Eu vou

▶ 00:06:07 trabalhar muito, eu acredito, sabe? Eu tô tô tentando conversar porque eu não quero tomar decisão antes de fechar alguns acordos com outros partidos políticos. Eu tenho que conversar com muita gente ainda, sabe? E quando chegar o momento certo, eu vou tomar a decisão. Qualquer outro candidato pode arriscar. Eu não posso arriscar. Eu se voltar a governar esse país é para fazer mais do que eu fiz. E fazer mais do que eu fiz significa, sabe, me dedicar muito mais,

▶ 00:06:37 trabalhar muito mais, conversar muito mais, ter muito mais aliados para que a gente possa ter tranquilidade para fazer as mudanças que o Brasil precisa pro povo voltar a ter esperança e a ter cidadania nesse país. Tá certo, presidente Lula? Vou colocar nessa conversa o meu amigo És Costa, jornalista, para já também entrar nesse bate-papo com ex-presidente Lula, pré-candidato à presidência da República. Bom dia, Elcio. Bom dia, Fernando. Bom dia a todo mundo que nos acompanha. Bom dia, presidente

▶ 00:07:08 Lula. Eh, é um prazer conversar com o senhor na manhã dessa quarta-feira. Eu vou insistir um pouquinho na questão do Geraldo Alkm, que tem uma importância para o Vale do Paraíba, ele é de Pinda Mohangaba aqui pertinho. E também tem a ver com a questão da governabilidade que o senhor acabou de falar. O os vice-presidentes na gestão do PT, o Zé Elencar, Michel Temer, que pese o peso deles na composição da chapa, eles acabaram não tendo um peso expressivo no governo.

▶ 00:07:38 Eh, qual o papel de um vice do senhor que o senhor vislumbra para um vice-presidente de um eventual novo Lula? ou traduzindo aqui pra gente que papel teria o vice-presidente Alkmin num futuro governo Lula, caso o senhor seja eleito nas eleições de outubro? Eu esses dias eu brincava com algumas pessoas, eu dizia que se tem alguém que tem experiência de serviço é o álcool, é uma boa piada do Mário Covas. Então veja, o vice é vice, o vice ele está lá

▶ 00:08:11 para contribuir, para participar. O Zé Alencar participava de todas as reuniões de governo que eu fazia. Quando eu fazia reunião de governo, o Zé Alencar participava, ele falava, ele dava opinião, ele representava o governo. Eu coloquei o Zé Alencar, inclusive no ministro, no Ministério da Defesa, ou seja, o vice ele tem muita importância e o vice é um parceiro de primeira hora, ou seja, ele participa das decisões, ele participa das coisas boas, ele participa das coisas ruins,

▶ 00:08:42 porque ele tem que estar muito umbilicalmente ligado ao presidente da República. Esse é o papel do vice, sabe? Além do papel de substituir o presidente na ausência do presidente. Ou seja, quando você escolhe uma pessoa para vice, você está estabelecendo uma relação de confiança. O vice não é uma pessoa distante. O vice é um cara que tem que est na sala, na cozinha, sabe? Ele tem que estar em todo lugar junto com o presidente, porque ele faz parte

▶ 00:09:14 da governança do país. Eu trato o Vice com muito respeito, com muito carinho. Obviamente que eu sempre terei dificuldade e o sabe disso. Ou seja, a a que é é muito difícil você encontrar alguém para substituir um companheiro como Zé Alencar, que era um empresário altamente bem-sucedido, era um mineiro que gostava de torres ou de barriga, era um mineiro que gostava, sabe, de conversar muito e um homem de

▶ 00:09:44 uma lealdade extraordinária. Eu tenho confiança no Alco. Eu fui presidente 8 anos, tive relações com rock, ou seja, sempre foram relações de respeito, sempre foram relações institucionais. E se der certo a gente construir essa aliança, eu tenho certeza que vai ser bom, sabe, procai bom para mim, vai ser bom pro Brasil e sobretudo deve ser bom pro povo brasileiro. É só a gente dar tempo ao tempo para saber se pode ser construída essa aliança, qual o partido que o o Al vai entrar. Ele ainda não

▶ 00:10:15 decidiu, mas certamente ele também tem tempo para decidir, né? Há muita gente querendo levar o e acho que ele tá apenas fazendo uma ferição, sabe, das dos convites que ele tá recebendo para ele tomar a decisão. Quando ele tomar a decisão, eu tomo a minha decisão. Aí nós vamos sentar e conversar. Até mesmo a questão do Geraldo Alkim. Não, presidente, ontem surgiu a informação de que o PSD também tem interesse, né, em trazer o o Alkmin. E

▶ 00:10:47 aí as negociações começaram com Gilberto Cassab e a gente sabe que o PSD ele tem um posicionamento de centro, né? E aí fica a questão com relação como governar o país. É, presidente, eu ia que perguntar pro senhor exatamente isso. que outras partidos tidos como conservadores, por exemplo, o senhor vem conversando, o PSD ou outras legendas e como num eventual novo governo Lula vai ser a relação, por

▶ 00:11:17 exemplo, do senhor com o centrão, né, que é essa entidade aí que domina muitos debates políticos e que faz parte de sucessivos governos, embora muitas vezes seja até demonizado, né, nas críticas que a gente vê aí as alianças políticas. Ô Elscio, o problema, o problema é que o centrão não é o partido político. O centrão é uma combinação de um conjunto de partidos políticos que se junta em relação a determinados interesses. Eu

▶ 00:11:48 lembro da criação do central na constituinte de 88. A gente estava avançando muito nas conquistas sociais. O companheiro Mário Covas era o o responsável pela comissão de sistematização. A gente tava conversando, a gente tava avançando muito. Aí de repente o Roberto Carlos que era o deputado de São Paulo, mas outros como deputado Fiúza, o ex-deputado Fiúza de Pernambuco se juntaram, criaram o centrão que era para tentar freiar os avanços do setor

▶ 00:12:18 progressista na constituinte. Eles se juntaram depois para garantir o mandato do Sarnei de 5 anos. E assim, toda vez que tem um momento de crise, eles se juntam para evitar que haja um avanço das conquitas sociais nesse país. Mas eles, o centrão não é um partido político. Você não pode tentar conversar com o centrão, você conversa com as forças políticas que compõem os partidos políticos que fazem parte do centrão. Ah. Ah, e eu vou te dizer uma coisa, a

▶ 00:12:48 gente não negocia com suplente, a gente negocia com quem tem mandato, a gente negocia com quem é eleito e toma posse. Então você vai ter que conversar com o deputado, goste ou não goste do deputado. Quando você tiver um projeto de lei que você mandar para o Congresso Nacional, o líder do governo vai ter que construir a maioria. E a maioria ele constrói conversando com todas as forças políticas do Congresso, convencendo as pessoas, aceitando sugestão, aceitando

▶ 00:13:20 proposta de mudança. É assim que se dá o jogo político no planeta Terra, aonde existe democracia. Eu não vejo o problema ter que conversar com o centrão. O que eu vejo é que nós precisamos eleger um conjunto de deputados que tem uma visão do Brasil um pouco mais otimista, um pouco mais social, um pouco mais humanista. Ou seja, a gente não pode continuar com o Congresso, sabe, que tornou o presidente da República recém.

▶ 00:13:50 Ô Elson, se você analisar como homem inteligente da política que você é, você vai perceber que desde a proclamação da República, a gente não tem um presidente bocoto que falou muita bobagem das eleições e que virou refém do Congresso Nacional como o Bolsonaro. Você não tem na história em nenhum momento essa coisa de orçamento secreto em que os deputados passam a ter mais

▶ 00:14:20 força do que os governadores nas negociações com os prefeitos. Porque os prefeitos não tá o governador para discutir uma obra. Ele procura um deputado. Os deputados viraram quase deuses, sabe? Não é o deputado que administra o orçamento, é o poder executivo que elabora o orçamento, aprova o orçamento e executa o orçamento. Você veja que o Bolsonaro não executa nada. Se eu perguntar para vocês qual é a obra que o Bolsonaro fez em São

▶ 00:14:51 José dos Campos ou no Vale do Paraíba, vocês não saberão dizer porque não tem. Então esse é o dado concreto. Nós vamos ter que ganhar as eleições e conversar com as forças que foram eleitas. Eu espero que o povo brasileiro possa no no dia da eleição votar em pessoas que têm um sentido mais social desse país, que pense melhor o papel do Estado, que queira mais desenvolvimento, que queira mais geração de empregos, que queira

▶ 00:15:22 acabar com a pobreza, que queira acabar com a fome, que queira melhorar a educação, que queira melhorar investimento em ciência e tecnologia, sabe? Eu espero que a gente consiga fazer isso no processo eleitoral. Mas quando você é eleito presidente, você vai ter conversar com quem foi eleito, meu caro. O ideal seria que o PT pudesse eleger todos os deputados. Não vai acontecer, tá certo? Segunda coisa mais importante é que a esquerda devesse eleger a maioria dos deputados. Eu acho que é difícil

▶ 00:15:52 acontecer. Então, meu caro, você negocia com quem tá eleito, você negocia com a direita, você negocia com a esquerda, você negocia com o centro, você negocia com católico, com o evangélico, com ateu, ou seja, você negocia com quem tem mandado para você poder aprovar as coisas que o Brasil precisa que seja aprovada. Essa é a política e esse é o exercício da política. o exercício da política que foi exercido durante dois mandatos pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e agora a possibilidade de

▶ 00:16:24 participar de uma nova eleição. Marcelo Rocha também participando dessa conversa com o presidente Lula aqui na CBN Vale. Bom dia, Marcelo. Olá, bom dia, Fernando. Bom dia, presidente. Muito obrigado pela entrevista logo cedo aqui no Jornal CBN, primeira edição. E eu queria falar, presidente, o senhor tocou no assunto aqui da nossa região do Vale do Paraíba, uma região importante de ciência, tecnologia. Nós percebemos nos últimos tempos um desmonte justamente nessas áreas. A queda no investimento na ciência que o

▶ 00:16:55 nosso IMP aqui da nossa região também foi muito prejudicado. Além disso, nós também tivemos muitas perdas de fábricas, fechamento de fábricas aqui na região, como a Ford, a LG, muitos trabalhadores perderam seus empregos. E eu queria saber do senhor o que é possível ser feito em nessas questões do investimento, retomada do investimento, caso o senhor venha a se configurar, seja eleito no próximo mandato nessas questões de investimentos aqui paraa

▶ 00:17:25 nossa região, geração de empregos. E outra questão também, a questão da saúde, como é que a gente pode virar chave para estipar o negacionismo que existe ainda e muita gente sendo induzida ao erro, principalmente em relação à vacina? Presidente, olha, ô Marcelo, bom dia, Marcelo. E e eu queria te dizer que essa pergunta me dá oportunidade de poder explicar algumas coisas para vocês. Primeiro, eu tenho muito orgulho, mas muito orgulho

▶ 00:17:56 de ter ganhado as eleições em 2003 e ter gerado, no tempo em que o PT governou o Brasil, 22 milhões de empregos formais com carteira profissional assinada. Isso é um orgulho que eu tenho e tenho mais orgulho ainda, Marcelo, de dizer para você que durante todo o período do meu governo, 87% dos acordos firmados pelo movimento sindical brasileiro tiveram aumentos

▶ 00:18:26 reais acima da inflação. Esta é uma conquista extraordinária. Isso significa crescimento econômico. Porque na hora que você cria mercado, sabe, você cria consumo, você cria poder de compra, esse consumo gera emprego na fábrica, gera emprego no comércio e faz a economia funcionar corretamente, gerando muitos empregos e muitas oportunidades. Nós estamos com a economia atrofeada. O estado não tem capacidade de investimento. O estado está permitindo a

▶ 00:18:56 faleira das universidades. O estado diminuiu quase a zero o orçamento da ciência e tecnologia. O estado destruiu o IMP. O estado nunca visitou, sabe? Nunca deu importância, sabe? Para para o Ita a a a vender a Imraé da forma mais escabrosa possível. Ainda bem que a Boig depois não pôde ficar com a Imraé. A Ibraé era um centro de excelência dos investimentos em tecnologia e da credibilidade tecnológica do país. A

▶ 00:19:28 Embra era a terceira empresa de aviação do mundo. Eu tive o prazer de viajar muitos países, ô Marcelo, vendendo avião da Imbraé, fazendo propaganda de avião da Imbraé, pedindo para empresários e para governos comprarem avião da Imbraé, porque cada avião comprado da Imbraé, eu sabia que tinha, sabe, um trabalhador produzindo a pequena peça daquele avião. Mas o que que nós temos que fazer agora? Primeiro nós temos que recuperar o crescimento econômico. O crescimento

▶ 00:19:59 econômico ele se dá de duas formas. Primeiro, o presidente da República tem que ter muita credibilidade, tem que ter um modelo econômico que seja previsível. Você precisa convencer, sabe, a sociedade interna e externa para que haja investimento. De preferência, se você puder convencer o investimento direto externo, é muito importante, mas você precisa convencer os empresários internos a fazer investimento. Os empresários serão convencidos de duas

▶ 00:20:29 formas. uma se ele perceber que o governo está acreditando no que ele fala e o governo colocar dinheiro, porque o poder público tem que ser em muitos casos o indutor do desenvolvimento. E segundo, se tiver mercado para comprar aquilo que as pessoas vão produzir, se o povo tiver falido, se o povo tiver devendo, como hoje 74% das famílias estão endividadas, se o povo não tiver poder de compra, ninguém vai investir

▶ 00:20:59 porque não tem para quem vender. Eu posso dar um exemplo para você entender isso, Marcelo. Quando eu deixei a presidência em dezembro de 2010, o Brasil vendia 3.800.000 carros. Hoje o Brasil tá vendendo menos de 2 milhões de carros. Ou seja, 12 anos depois a gente tá vendendo metade dos carro que a gente vendia em 2010. Isso significa o quê? significa desemprego, significa fechamento de empresa, significa retração no mercado e

▶ 00:21:29 significa menos investimento. Menos investimento é menos emprego, menos emprego é menos salário, menos salário é menos consumo. Menos consumo significa empobrecimento do país. Então, nós precisamos fazer isso e nós vamos fazer. Por isso é que eu tenho dito, a solução não tem mágica. A solução é a gente colocar o pobre no orçamento e colocar o rico no imposto de renda. Porque rico não paga imposto sobre dividendos. Então é preciso que o rico compreenda que ele tem que pagar mais

▶ 00:21:59 imposto que o cara que ganha o salário mínimo. E o povo trabalhador, na minha opinião, quem ganha até cinco salários mínimos não deveria pagar imposto de renda. É preciso que a gente efetivamente crie no Brasil a consciência de que as pessoas devem pagar de acordo com o que ganha e não fazer com que o pobre que compra o quão paga o mesmo imposto proporcional. Aquilo que paga o dono do Bradesco, aquilo que paga o dono do Itaú, aquilo que paga o dono da GM. Não é possível. E

▶ 00:22:31 isso nós vamos ter que mudar. Perfeito. Então eu [risadas] acho que se você colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda, se você tiver política de inclusão social que o pobre começa a ter dinheiro para ir no supermercado, para comprar uma camisa, para comprar um short, para comprar um vestido pra filha, para comprar um sapato, para comprar caderno, sabe? A economia vai crescendo por si só, não tem outra mágica, não tem essa do governo fazer um plano emergencial para gerar emprego. Sabe o que tem, na verdade, é a gente

▶ 00:23:01 dinamizar a economia para gerar emprego. E eu tenho consciência do que aconteceu na região do Paraíba quando eu era presidente da República. Eu tenho consciência do que aconteceu. Então é isso que a gente vai fazer para fazer voltar a economia. A economia não cresce enquanto tiver milhares de pessoas dormindo na sargente e na rua. A economia não cresce enquanto você tiver 19 milhões de pessoas passando fome. Ou seja, esse não é modelo de desenvolvimento. Hoje nós vivemos no

▶ 00:23:31 Brasil numa situação, Marcelo, em que não tem um gesto do governo federal de investimento. Se você analisar o orçamento que o Bolsonaro aprovou agora, você vai perceber que é o menor investimento do governo em toda a história da República. Se o governo não tem dinheiro para investir, se o governo não é indutor do investimento, quem vai investir? Se você fosse empresário e você percebesse que o governo não acredita nele mesmo, que o

▶ 00:24:02 governo não investe, por que que você vai tirar seu dinheiro da conta do banco para fazer investimento? Você precisa, primeiro que o governo seja sério, segundo que tenha consumidor para comprar o produto que você vai produzir. E é isso que nós vamos fazer nesse país. Nós já fizemos uma vez. Você tá lembrado, Marcelo, que quando eu cheguei na presidência, as pessoas diziam: "O Brasil tá quebrado, o Lula não vai conseguir governar, o Brasil tá devendo 30 bilhões pro FMI, o Brasil não tá conseguindo pagar as suas importações. O

▶ 00:24:32 Brasil não tá conseguindo fazer isso, não tá conseguindo fazer aquilo. Eu vou te dar um exemplo do milagre. Vou te dar um exemplo. Quando eu cheguei na presidência, a dívida pública interna era 60%, quando eu saí era 35. O Brasil tinha uma dívida de 30 bilhões, nós pagamos 30 bilhões do FMI, ainda emprestamos 15 bilhões pro FMI e deixamos 370 bilhões de dólares na reservas, que deu ao Brasil uma garantia que ele jamais teve na sua história. E

▶ 00:25:04 ao mesmo tempo nós fizemos isso com uma forte inclusão social e com muita responsabilidade fiscal. Vocês lembrem que foi o PT e no governo do PT o Brasil foi o único país do G20 que durante todo o nosso período fez superáit primário todos os anos. Eu aprendi com a dona Lindor, uma mulher que me pôs no mundo, que nasceu analfabeto e morreu analfabeta. a gente só gasta o que tem. E quando a gente

▶ 00:25:34 fizer uma dívida, a gente tem que ter consciência de que a gente precisa criar alguma coisa para pagar essa dívida. Então, se você faz uma dívida e cria um ativo produtivo capaz de gerar riqueza e aumentar o patrimônio do país, ótimo, mas você não pode fazer dívida para custeio, porque se você é dívida para custeio, não tem retorno. E essa coisa nós vamos cuidar com muito carinho. Você tá lembrado, Marcelo, eu vou te dizer algumas coisas. No nosso governo, a gente criou farmácia popular e criou

▶ 00:26:06 aqui tem farmácia popular que era uma coisa extraordinária, que vendia 120 tipos de remédios para as pessoas que precisava tomar de forma contínua. Você tá lembrado que nós queremos o Brasil sorridente. Eu tinha uma necessidade de garantir ao povo pobre que ele não precisaria ficar sorrindo sem dente na boca, que era preciso que o estado assumisse a responsabilidade de garantir que as pessoas pudessem mastigar um pedaço de carne, uma amendoim. Nós criamos o Brasil sorridente, criamos centenas de centros de recuperação

▶ 00:26:36 odontológica. Nós criamos o SAMU, que hoje é motivo de orgulho para todo mundo. Nós trouxemos mais médicos para garantir que as pessoas mais pobres, das cidades mais pobres, tivessem um doutor, porque não tem doutor nas cidades pobres. As pessoas querem ficar nos grandes centros urbanos, as pessoas não querem trabalhar no sertão ou na periferia porque tem violência. Então nós já provamos, Marcelo, que o Brasil pode ser bem melhor, que o Brasil pode ser mais fraterno, mais solidário, mais

▶ 00:27:06 humanista, que o Brasil pode ser mais inclusivo. E é isso que nós vamos voltar a fazer no país, presidente. Um país de todos e não um país de poucos. Perfeito. Aproveitando essa essa pauta que o senhor falou da do dos projetos envolvendo saúde, a saúde é hoje um grande pilar que move a nossa economia, porque as pessoas estão ficando doentes, a pandemia está com força total. E eu queria saber do senhor, como é que o senhor analisa aí o as ações do governo federal em relação

▶ 00:27:36 ao trato com a pandemia, esse atraso na compra de vacinas e por outro lado, nós temos também um próprio ministro da saúde que eventualmente vem apresentando assim eh críticas em relação à própria vacina, que é público, né? Ele vem demonstrando assim uma certa não uma não promoção tão grande que poderia fazer em relação à vacinação infantil. Como é que a senhora analisa aí o o trato do governo federal em relação à saúde pública hoje, principalmente em relação à pandemia? Presidente,

▶ 00:28:06 Marcelo, a a saúde é uma área em que a gente pode desenvolver um extraordinário potencial industrial na área da saúde. Nós já tínhamos feito isso em 2009. Começamos a trabalhar a ideia de você criar uma forte indústria na área da saúde para produzir coisas para a saúde de remédio a aparelhos modernos como se produz na na na Alemanha, como se pô no Japão, nos Estados Unidos. Esse é um lugar que

▶ 00:28:37 quando a gente fala em política industrial, nós temos que pensar que a saúde é um nicho extraordinário para que a gente possa explorar o potencial de desenvolvimento industrial. E aí não temos que investir em ciência e tecnologia. É só a gente ver o papel do ITA na história do Brasil pra gente saber que investimento, em ciência e tecnologia é muito importante. É só a gente ver o papel do IMPA, a gente vê o papel, sabe, no nosso governo nós chegamos a ser a terceira, o

▶ 00:29:08 terceiro país em produção científica nas revistas especializadas, porque nós fizemos o investimento de mais de 41 bilhões no PAC que nós criamos só para e tecnologia. Essa é uma coisa importante que na era da saúde nós vamos ter que explorar bem para que o Brasil se transforme um país competitivo. O Brasil pode fazer a vacina. O Brasil tem estrutura para fazer a vacina. Agora, o que acontece? O que acontece, Marcelo, é que nós temos um governo que não é

▶ 00:29:38 governo. Nós nunca tivemos nesse país, sabe? Nós nunca tivemos ministros da saúde, sabe? com pensamento retroga e atrasado como nós temos hoje. Nós nunca tivemos. Eu tive quatro ministros da saúde, sabe? O o o o Bolsonaro não conseguiu indicar um único ministro da saúde que significasse um cara interessado em cuidar do povo. Ele, o último dele que foi aquele pavo é uma

▶ 00:30:09 vergonha. Aquele cidadão depois daquela CPI, ele deveria est preso. O que que o Bolsonaro fez? fez um decreto dando sigilo de 100 anos para as aberrações e paraa loucura que o Pasoelo fez. Você tem um ministro da saúde que tenta dificultar a vacina para criança, quando toda a ciência orienta de que não tem outro remédio a não ser a vacina. E o segundo remédio é você tentar evitar aglomeração.

▶ 00:30:40 É todo mundo, é todo o planeta Terra, todos os cientistas, todos os médicos do mundo orienta isso. Só o Bolsonaro é que conseguiu descobrir no Brasil um nicho de fascistas que não acredita na ciência. Não sei porque que estudaram medicina, mas veja, eu estou convencido que o Bolsonaro é responsável por mais da metade das pessoas que morreram nesse país. Eles ainda continuam refeitando o remédio que não vale nada para enfrentar

▶ 00:31:12 o COVID-19. Não vale nada. Ele ainda continua negando a vacina. Ele esse dia teve o pudor de dizer, sabe que 300 crianças que morreram é pouca coisa, que não é nada. Ou seja, esse cara não tem sentimento, esse cara não tem filho, esse cara não tem coração, esse cara não pensa nos outros, esse cara não é humano, porque é um descalabro a gente tá assistindo o que tá assistindo no Brasil. Um presidente que não gosta de

▶ 00:31:42 falar na imprensa porque ele prefere mentir sete, oito vezes ao dia, sabe? através da sua rede social produzindo fake news. Então, Marcelo, efetivamente, eu estou convencido que voltar a governar o Brasil será uma verdadeira guerra para recuperar o Brasil para os brasileiros. Fazer as coisas funcionarem corretamente, fazer a pessoa perceber que ter livro é melhor do que ter arma, sabe? fazer as pessoas compreenderem que

▶ 00:32:13 investimento de saúde não é gasto a investimento, que investimento educação não é gasto a investimento, que investimento na juventude brasileira é o mais importante investimento que a gente possa ter, sabe? E isto não está na cabeça. Não sei se você percebeu, nós conseguimos em 12 anos colocar quase quase, sabe, 8 milhões e meio de jovens na universidade. Quando nós chegamos tinha 35 milhões e o que que tá acontecendo agora? Em 2016 nós tivemos

▶ 00:32:44 16 milhões de jovens fazendo o Enem. Agora tivemos só 3.600. Ora, se você não investe na saúde, não investe na educação, não investe no emprego, a pergunta que eu faço é: "Para que governo? Para que governo?" Então, eu acho que a sociedade brasileira tem que pensar seriamente, sabe? Tem que pensar seriamente. Se não quiser votar no Lula, não tem nenhum problema. Mas não pode permitir que Bolsonaro ou um outro fascista governe esse país. Esse país aprender a gostar

▶ 00:33:15 da democracia, exercer a democracia, porque é uma coisa importante paraa sociedade. As pessoas precisam aprender a reclamar, as pessoas precisam aprender a se indignar. Ora, como é que pode um país que é o terceiro produtor de alimento do mundo, um país que é o maior produtor de proteína animal do mundo, tem uma pessoa na fila do açoke para pegar um osso. Como é que pode o país que tem 8 milhões e meio de quilômetros de costa marítima

▶ 00:33:45 sabe esse país ficar vendo as pessoas comerem cabeça de piaba, cabeça de sardinha, porque não tem dinheiro para comprar um peixe? Como é que pode uma cidade rica como São José dos Campos ter gente dormindo na sargente e nas calçadas? Pessoa passando fome? Isso não tem explicação. Isso não tá na Bíblia, não tá na Declaração Universal dos Direitos Humanos e muito menos na nossa Constituição. Então é preciso, Marcelo, é preciso Fernando Carlos, é preciso que

▶ 00:34:15 a gente não perca a nossa capacidade de indignação. A palavra correta é o seguinte: eu vou ser um cara indignado, porque esse país precisa tratar o seu povo com respeito. É isso que nós temos que dizer. Alto e bom som todo santo dia. A sociedade precisa estar indignada. Indignada é a palavra correta. Por isso eu fui visitar o Papa quando eu saí da prisão. Eu fui visitar o Papa. Por isso

▶ 00:34:45 eu fui visitar o Conselho Mundial das Igrejas, porque eu queria viajar o mundo fazendo uma campanha, sabe, de indignação contra a fome e a miséria. Lamentavelmente o COVID apareceu e eu, como exemplo, tenho que me cuidar ficando dentro de casa, evitando participar de atividade com muita gente. Presidente, deixa eu deixa eu dar sequência aqui nessa conversa com o senhor, porque o nosso tempo vai passando e e é sempre bom ouvi-lo, porque eh a visão que o senhor tem de

▶ 00:35:16 governabilidade, diferente do atual governo, eh dá a possibilidade do eleitor pensar em qual opção ele vai escolher para as próximas eleições. Mas eu quero aqui agradecer a todos que estão participando pelo Facebook, pelo Instagram, pelo YouTube. Nós temos uma audiência gigantesca aqui em São José dos Campos e região do Vale do Paraíba e o programa está reforçado com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Mas eu quero dar

▶ 00:35:47 sequência, presidente. O És Costa tem mais uma questão com o presidente Lula. Pois não, Elscio. Temos várias questões, né? que a presença do presidente Lula eh suscita vários debates. Mas o senhor citou agora na respondendo ao Marcelo a questão do desemprego no Brasil, eh historicamente, fazendo uma análise dos últimos anos, o desemprego do Brasil, ele começou, ele deu uma estilingada, começou, chegou a um nível crítico ainda

▶ 00:36:17 no governo Dilma. Eh, chegou a 12 milhões 800.000 1000 desempregados, 13 milhões de desempregados e esse e não voltou a refluir desde então, né? O senhor concorda com essa análise? O que que aconteceu de repente naquele período pro desemprego dar essa estiringada e não não recuar? Isso é uma pergunta que acho que é interessante. O senhor citou outra coisa que que são as reformas que o senhor falou que precisa falar fazer, né? O senhor já falou que vai rever, por

▶ 00:36:47 exemplo, a reforma da trabalhista. O senhor fez uma série de críticas que outras reformas de repente podem ser eh revistas ou propostas no eventual governo Lula, por exemplo, vai mexer no imposto de renda, tributar grandes fortunas? O que que pode ser esperado a partir daí? Ô, ô, ô, ô, ô, Elon, obrigado, obrigado pela pergunta. Eh, deixa te dizer o o que eu penso a respeito disso. Eh, primeiro, nós tivemos o maior crescimento de emprego

▶ 00:37:17 formal da história desse país nos nossos governos. É importante a gente não perder de vista quando a gente faz a crítica, a gente reconhecer alguma coisa importante. Em 2014, em dezembro de 2014, o Brasil tinha 4.3% de desemprego. 43.3% 3% de desemprego significa padrão Dinamarca, padrão Suécia, padrão padrão Suíça, padão, ou

▶ 00:37:48 seja, é dos menores, é é aquilo que a gente chama de pleno emprego. A gente chegou, ora, em função do agravamento da crise econômica internacional, vocês estão lembrado que houve uma série de desoneração feita pelo governo da presidenta Dilma, ainda com o Guido no Ministério da Fazenda, sabe? foram muitos bilhões que foram desonerados na perspectiva de construir o emprego. Eu tenho uma tese muito simples, que é o

▶ 00:38:18 seguinte: as coisas começaram a piorar efetivamente, sabe, no segundo mandato da Dilma, quando o Eduardo Cunha virou presidente da Câmara. Por quê? Porque ele, diferentemente do que o Temer tinha feito com o Fernando Henrique Cardoso em 99, que a economia, vocês estão lembrado, o Fernando Henrique Cardoso foi eleito, a economia tava praticamente quebrada. O Brasil quebrou duas vezes e o presidente Temer fez uma contribuição no sentido de aprovar coisas para ajudar

▶ 00:38:49 que o Fernando Henrique Cardo conseguisse recuperar. Isso foi acontecendo. A Dilma, todas as propostas que a Dilma mandava para o Congresso Nacional, ela virada virava uma pauta bomba, porque ela mandava desonerar, sabe? Esse óculos aqui? O Eduardo Cunha colocava 50 produtos para desonerar. Quando a Dilma tentou acabar com a desoneração, não conseguiu porque não foi votado. Então,

▶ 00:39:19 obviamente que nós temos culpa também. Acha que o PT tem culpa porque a gente poderia ter cuidado para evitar, sabe, tanta desoneração. A gente deveria ter feito desoneração com a contrapartida, sentar o patrão com o trabalhador junto para dizer qual é a parte do trabalhador, já que eu vou dar uma devolução de dinheiro para o patrão, o que que o trabalhador ganha. Isso nós fizemos em 2010. Eu fiz 47 bilhões de desoneração e toda a desoneração que nós fizemos, nós tínhamos a contrapartida.

▶ 00:39:51 Eu não sei porque que deixou de ter contra partida. Então nós temos responsabilidade também porque o desemprego começou a crescer ainda no nosso governo. Mas é importante que se dê, sabe, a má vontade do presidente da Câmara em tentar estabelecer uma pauta correta com a presidenta Dilma. A segunda coisa que nós temos que levar em conta é que a economia entrou num retrocesso muito ruim. E quando a política não tá bem, aonia não vai bem,

▶ 00:40:22 fica mais difícil você consertar. Fica muito mais difícil você consertar. Ou seja, eu acho que houve um determinado momento e veio as manifestações de 2013, aí não conseguiu recuperar mais. Esse é um dado concreto e objetivo que levou a gente a uma situação muito difícil. E depois o golpe na Dilma. A maior disfaçatez, a maior ofensa à democracia foi a mentira da pedalada para tirar Dilma do governo, presidente. E aí

▶ 00:40:53 ôs construir uma coisa chamada ponte para o futuro. Não sei se você tá lembrado. E essa ponte para o futuro, na verdade não era uma ponte, era um abismo. Presidente, o senhor tá falando sobre, o senhor tá fazendo uma boa, rememorando o governo da presidente Dilma e surge uma questão. Que papel, por exemplo, a presidente Dilma pode vir executar num novo governo Lula? Ela vai, o senhor acha que ela é um quadro interessante de ter participação no eventual novo do PT?

▶ 00:41:23 Veja, eu acho que nós não vamos não vamos trabalhar para remontar o governo de 2003, 2004, 2005. Ou seja, o tempo passou, tem muita gente no pedaço, tem muita gente nova no pedaço, sabe? E eu pretendo montar um governo com muita gente, sabe? Com muita gente nova, com muita gente importante, sabe? E com muita gente, com muita experiência também. E a Dilma é uma pessoa que eu tenho o mais profundo respeito e o mais profundo carinho. A Dilma tecnicamente é

▶ 00:41:54 uma pessoa, sabe, inatacável. A Dilma ela tem uma competência extraordinária. Aonde é que a companheira Dilma, na minha opinião, erra? É na política. Ela não tem a paciência que a política exige que a gente tenha para conversar, para ouvir as pessoas dizerem não, para atender as pessoas. Mesmo quando você não gosta do que a pessoa tá falando, você não pode ficar agressivo, você precisa entender. Eu sou daqueles políticos, se o cara tiver contando uma

▶ 00:42:24 piada que eu já sei, eu não vou dizer pro cara, eu já sei essa. Não, conta outra vez. Se for necessário rir, eu vou rir. Sabe de uma piada que eu já ri? Porque a pessoa se preparou para contar aquela piada, a pessoa se preparou para falar aquilo comigo. Então eu tenho que ter paciência. Eu acho que nisso efetivamente nós cometemos um equívoco pela pressão em cima da Dilma. Vocês não são não acham que foi brincadeira o que aconteceu em 2013, 2014, 2015, 2016 em

▶ 00:42:54 cima da presidenta Dilma. Foi muita violência, muita violência. E parte dessa violência se deve ao Aécio Neves, porque esse país era tranquilo. Quando eu disputava as eleições com o Fernando Henrique Cardoso, quando eu disputei com Serra, quando eu disputei com álcool, o país era civilizado. A gente disputava, a gente discordava, a gente tinha pensamento diferente, mas a gente era capaz de se encontrar num restaurante depois de um comício e se cumprimentar. A gente era capaz de falar bom dia e boa

▶ 00:43:24 noite para as pessoas. A gente era capaz de se comportar da forma civilizada. A partir de 2003, esse país perdeu isso. Aí esse país foi tocado pelo ódio com grande culpa da imprensa brasileira. Com grande culpa da imprensa brasileira que contribuiu para estimular o ódio, para estimular a mentira, para estimular a antipolítica. A coisa mais absurda num país, ô Elson, a coisa mais absurda é quando você nega a política. Porque quando você nega a

▶ 00:43:57 política, o que vem no lugar da política é o fascismo. Hitler negou a política e veja o que aconteceu na Alemanha. Stalin negou a política. Veja o que aconteceu na Itália. Aqui no Brasil se negou a política. O que que a negação da política pariu? o Bolsonaro. É isso. Então, é melhor que a gente aprenda a eleger pessoas que falem menos bobagem, pessoas que prometam, sabe, menos verdade e pessoas que falem aquilo que o

▶ 00:44:29 povo precisa saber. Não tem mágica para consertar o Brasil. Não existe mágica. Se pudesse, a gente trazia o mágico daqueles que aparece na televisão e consertava. O que vai consertar o Brasil é muita seriedade, é muita responsabilidade, é muito juízo, é muita conversa com a sociedade. Você tem que ouvir os trabalhadores, você tem que ouvir os artistas, você tem que ouvir o povo que tá querendo casa, o povo que tá querendo

▶ 00:44:59 terra, o povo que tá querendo emprego. Por isso que eu fiz 574 conferências nacionais, 500 não, melhor 74 conferências nacionais para discutir as políticas públicas desse país [limpando a garganta] para que a gente possa ter certeza de que a sociedade está participando. E eu quero avisar vocês, Elcio, Fernando, e Marcelo, que num próximo governo meu, a sociedade brasileira ela não será

▶ 00:45:29 quadjuvante. Ela será sujeita da história porque ela vai participar das principais decisões. Eu vou reunir, eu vou recriar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para participar empresário, trabalhador, índio, padre, pastor. Ou seja, a sociedade vai ter que dizer o que ela quer do Brasil, porque o Brasil não é meu. O Brasil é do povo brasileiro. E ele precisa dizer o que que ele quer, como é que ele quer e para que que ele quer. O Brasil não pode ser governado

▶ 00:45:59 para 35% da população. O Brasil tem que ser governado para todo mundo. Os pobres t direito de andar de avião. Os pobres tem que ter direito de ir num restaurante comer. Os pobres tem direito de ir num teatro. Ele tem direito de comprar carro. A gente não gosta de coisa de segunda categoria. Tem gente que acha que pobre gosta de carne de segunda, de laranja de segunda. Não, a gente quer tudo de primeira. Para isso a gente tem que ganhar um

▶ 00:46:29 salário digno. Para isso a gente tem que trabalhar. É esse Brasil que a gente pode construir. Eu queria dizer para vocês três, é possível construir esse país. E eu quero dar o meu testemunho. Eu vivi esse país. Eu vivia esse país sendo o país mais respeitado do mundo. A gente era respeitado pelos Estados Unidos, a gente era respeitado pela China, a gente era respeitado pela Argentina, a gente era respeitado pelo país mais pequeno que é o Uruguai, mas também pelo maior que era a China e a

▶ 00:47:00 Índia. Porque respeita uma coisa que a gente gosta de receber, mas a gente também tem que dar. Então, é esse Brasil que pode ser construído, é esse Brasil que eu acho que é possível reconstruir. E eu só vou poder reconstruir com a ajuda de vocês, com a compreensão de vocês, sabe? Com a imprensa dizendo a verdade, por mais dura que ela seja. É importante lembrar o seguinte: eu nunca, nunca, nunca na minha vida, eu tenho 76 anos, eu nunca conversei com

▶ 00:47:32 jornalista, nunca liguei pro Roberto Marinho, nunca liguei pra Folha, nunca liguei pro Estadão para pedir, fale bem de mim, faça uma matéria favorável, nunca. A imprensa fala o que quer, quanto mais livre ela for, melhor. Agora ela tem que ser verdadeira. Ela tem que ser verdadeira. Ela tem que dizer o fato como ele é. Presidente, a gente sabe que que o senhor terá aí pela frente uma missão, logicamente, de campanha e e terá pela frente adversários que vão apontar

▶ 00:48:02 falhas do PT num recente passado, a questão de de dinheiro, de lava-Jato, de corrupção e e a gente sabe que a campanha agora como entra nas redes sociais, ela ganha uma outra proporção, principalmente com a divulgação de fake news, né, Como o senhor encara esta campanha, esta eleição, este debate? O senhor acredita realmente que que vai ser uma situação? O senhor já falou sobre isso? Antes tinha debate, tinha conversa, tinha diálogo. Vai ser

▶ 00:48:34 conversa ou vai ser uma guerra essa campanha 2022? Presidente? Ô, Fernando, se depender de mim, você acompanhou a minha disputa com col 89, 94 e 98 com Fernando H Cardoso, em 2002 com Serra, 2006 com o Alkm. Nós sempre fizemos campanha de debate de ideias e debates programáticos. É isso que eu pretendo fazer. Eu não vou jogar

▶ 00:49:04 o jogo rasteiro de alguns adversários. Eu não vou entrar no lamaçal que eles estão entrando na perspectiva de me atacar. Muitas vezes vocês perguntam assim para mim: "Ô, presidente Lula, não tem nenhuma autocrítica assim para fazer?" E eu falo, "Por que que eu tenho que fazer autocrítica?" Sabe, se eu fizer autocrítica, eu vou tirar o direito da minha oposição me criticar. Então, deixa a oposição me criticar. É ela que tem que mostrar os defeitos do PT, ela que tem que mostrar os defeitos

▶ 00:49:35 do meu governo e eu tenho que mostrar aquilo que nós fizemos. Esse debate ideia de ideias é muito interessante. Eu quero saber quem é que vai resolver o problema do emprego, quem é que vai resolver o problema da economia, quem é que vai reconquistar a credibilidade do país. Como é que a gente vai fazer, ô Fernando, como é que a gente vai fazer para recuperar o atraso escolar de milhões de crianças pobres na periferia? que não tiveram oportunidade de estudar corretamente durante a pandemia.

▶ 00:50:06 Uma criança de classe média média ou de classe média alta, ele conseguiu ainda estudar porque tinha computador, porque a escola funcionava, porque ele recebia. E as crianças pobres que perderam praticamente 1 ano e meio, nós vamos ter que fazer um imenso esforço, vamos ter que chamar os educadores brasileiros, os professores e as professoras, fazer um verdadeiro mutirão, utilizar o que a gente tiver de instrumento para que a gente possa recuperar esse atraso

▶ 00:50:37 educacional e colocar as crianças no mesmo padrão, sabe, educacional, sabe? se tornar, porque é educação que permite que as pessoas progrida na vida. Nós temos que garantir que eles tenham a mesma qualidade de educação, que eles aprendam as mesmas coisas. Essa é uma das preocupações que eu tenho. Então, veja, eu acho que nós temos pessoas que vai fazer campanha só no fake news. Eu eu eu acompanho a imprensa brasileira e

▶ 00:51:07 eu vi esses dias que o Bolsonaro conta sete mentiras por dia. Se ele conta sete, um filho mais novo conta mais sete, o outro conta mais, outro mais conta sete. Se você imagina quatro pessoas contando sete mentira, já são 28, sabe? Então o país não pode estar subordinado à mentira. Eu sinceramente não entraria nesse jogo. Não entrarei. Se o povo brasileiro preferir votar em alguém que mente, então é o seguinte, não precisa me escolher. Não precisa me

▶ 00:51:37 escolher, porque eu acho que o Brasil tá precisando da verdade. O Brasil tá precisando de fraternidade. O Brasil tá precisando de amor. O Brasil tá precisando de solidariedade, de carinho. O Brasil precisa de livro didático, de livro [risadas] de história, de livro de geografia, sabe? de livro de matemática e não de armas, não de fuzil, não de espingada, não de pistola. O povo brasileiro não quer ser pistoleiro. Parece que a gente tá voltando ao campo do velho oeste, sabe? Em que as pessoas tem que ter armas, não. Nós queremos ter

▶ 00:52:09 livro, ter acesso à cultura. Nós queremos participar da vida cultural desse país e não ficar treinando tirou o Alves. Esses dias eu vi nos jornais já abriu 700 700 cursos de tiro nesse país. Enquanto isso, as escolas estão fechando, as universidades estão fechando, sabe? Os professores não estão podendo ter aula, sabe? Não tem dinheiro para cortar a grama na entrada da universidade, não tem dinheiro para investimento em em vacina. Sabe que que maluquí que é isso? Que loucura que é

▶ 00:52:40 essa que esse país tá vivendo? Então eu não me proponho a esse jogo não. Eu vou fazer a minha campanha. O povo brasileiro me conhece. Me conhece desde 1978, quando nós fizemos as primeiras greves no ABC. Eu tenho uma história, sabe, que é muito pública. Tem os meus inimigos já me despiram, já me viraram do avesso, sabe? E eu sempre faço a política pautada, porque eu acho que quando eu tô

▶ 00:53:10 falando com vocês, sabe, ô, ô Fernando, Éo e Marcelo, quando eu tô falando com vocês, eu não tô respondendo as perguntas só para vocês. Eu tô falando com uma dona de casa que tá dentro de casa ouvindo rádio. Eu tô falando com uma família que tá no carro e pode ter uma criança ouvindo o que eu tô falando. Então, eu não tenho direito de mentir para essa criança. Eu não tenho direito de falar com ela, coisa que eu não tenho coragem de falar paraos meus filhos. Esse mundo tá precisando da verdade.

▶ 00:53:40 Esse mundo tá precisando de amor, de paz, de tranquilidade, de harmonia e não essa loucura que a gente tá vivendo. É esse país que eu me proponho a oferecer. É esse país que eu me proponho a discutir durante o processo da campanha. Sabe, eu nunca peço para as pessoas gostarem de mim, porque sabe, nem Cristo teve o apoio de todo mundo. Eu não quero isso. O que eu quero é que o povo brasileiro tenha consciência de que a gente pode melhorar esse país.

▶ 00:54:10 A única coisa que eu quero é isso. Pelo amor de Deus, não tem necessidade desse país ter gente que vai dormir com fomes. Não tem necessidade desse país ter criança desnutrida. Não tem necessidade desse país ter criança fora da escola. Esse é um país grande. Esse é um país que tem tudo. O que é preciso é a gente ter vergonha na cara e saber que quando a gente governa, a gente governa pro povo e não poros nossos amigos. É isso que a gente tem que ter claro. E é isso

▶ 00:54:41 que eu quero fazer. É com essa força, sabe? Com essa força, sabe que eu quero governar esse país e tenho certeza, como eu tenho fé em Deus, de que a gente vai governar esse país melhor do que eu já governei, oferecendo mais pro povo do que já ofereci. Esse povo vai voltar a sorrir. Eu quando falo sempre, Fernando, que a gente vai voltar a comer uma picanhazinha, uma costelazinha, sabe? Tomar uma cervejinha, eu também tenho que falar que o cara que não gosta de carne, o cara que é vegano, sabe? O cara

▶ 00:55:13 também tem direito de comer uma boa verdura orgânica, sabe? Nós que estamos fomentar o o surgimento da agricultura orgânica. Ah. Mas a gente tem que ter o direito de sabe, tem gente que não gosta de pobre no aeroporto, tem gente que acha que pobre não pode no teatro, que o teatro é coisa de vivo. Não, gente, sabe? O o povo tem que ter direito a tudo, sabe? Eu quando tinha 16 anos de idade, eu tinha uma calça preta e uma camisa,

▶ 00:55:44 acho que era bom, que chamava na época, aquela, uma vermelha com a golinha. E tinha uma uma um trio caipira que é no circo aqui na Vila Carioca, aqui no Ipiranga, aonde eu morava, Zelão Pinin, Verinha, era um trio caipira, tinha um circo todo furado e eu colocava a roupa mais bonita que eu tinha para ir ver as duas artistas cantarem. Eu até achava que ela estava cantando para mim. O povo gosta de coisa boa. O povo gosta de coisa boa. O povo quando faz na feira, ele não quer ir às 11:30, meio dia para

▶ 00:56:16 comprar cheirp. Ele se pudesse ter às 9 para comprar a melhor laranja, o melhor manga, a melhor espiga de milho, a melhor macaxeira. Sabe? O povo que vai no final fica até apertando o ovo para saber se ele tá bom, se ele tá estragado. Não. A gente gosta de coisa boa, gosta de se vestir bem, gosta de comer bem, gosta de passear bem, a gente quer viajar de avião, não quer ir de buzão. É isso que o povo sonha, gente. E é isso que nós temos que garantir para esse povo, oportunidade desses pobres estudarem, se virarem doutores, coisa

▶ 00:56:47 que nós fizemos com o Pro, com o Fiéis e com o Reú. Esse povo quer fazer escola técnica. Nós encontramos 140 que foi feita num século e nós fizemos mais de 500. Esse país pode e nós podemos. É só a gente querer e como a gente quer nós vamos fazer. Presidente, quero agradecer a sua participação, éls ele ele denunciou a idade, né? Ao falar qual a camisa que ele colocava, falou em camisa banlon. Aí ficou feio,

▶ 00:57:17 né? Sou um atestado da idade aí já avançou um pouquinho. Mas eu não pego a minha idade não. [risadas] Orgulho, eu quero presidente que vocês cheguem na idade que eu tô, com a saúde que eu tô. Tomara. Presidente, o senhor falou uma coisa rapidamente aí, o senhor disse que o senhor tá do jeito, o espírito do senhor é mais ou menos o Lulinha, paz e amor, né? O senhor vai encarar a campanha de uma forma positiva, mas o senhor vai estar na frente de dois personagens que têm sido bastante críticos com o senhor nos últimos

▶ 00:57:47 tempos, o presidente Jair Bolsonaro e o ex-juiz Sérgio Moro. Num debate de televisão, por exemplo, o que que o senhor vai perguntar para eles? Ah, se eu falar agora, ele vai ficar preparando. Ah, mas dá uma dica, presidente. Dá uma dica aí, pelo menos para pros ouvintes que têm acompanhado a gente. Ó, tá bombando o programa aqui. Eu nem sei. Vai, vai que esse Bolsonaro resolve tomar uma facada para ir debate. Eu não vou. [risadas] Vai que o Vai que o Moro pega o Código Penal e fala: "O Código Penal não me deixa ir, não deixa acontecer".

▶ 00:58:17 Sabe, eles vão, eles vão, eles vão estar diante de um ser humano civilizado. E, e o senhor prefere quem? Que ser humano humanista? O que é um cara que sabe falar com o coração? O que é um cara que conhece a alma desse povo? Eles vão saber. E e o senhor prefere o quê? e ganhar no primeiro turno ou chegar no segundo turno com Bolsonaro ou com o Moro. Presidente, olha, eu eu tenho muita experiência no segundo turno. Eu já ganhei todas as eleições do PT, foi no segundo turno. É

▶ 00:58:48 mais sofrido, é mais sofrido, é mais sofrido, sabe? Mas obviamente que a gente quando entrando numa campanha, você entra para ganhar, sabe? Eu vou trabalhar para ganhar. Aconteça no momento que acontecer, mas eu vou trabalhar para ganhar. Eu não escolho o adversário, sabe? Quem tem que escolher os adversários é o povo brasileiro. Sabe, eu eu eu é o seguinte, ô ô ô ô ô, Fernando, o seguinte, qualquer candidato que nunca governou esse país pode

▶ 00:59:19 prometer o que quiser. Eu sei o que é fazer as coisas. Eu sei o sacrifício de fazer, sabe? Eu sei o que é você sentar com uma pessoa para convencer as pessoas de acreditar numa coisa que você quer falar. E aí é é esse congresso, é essa relação com o Congresso que eu quero ter pra gente mudar as coisas e votar a funcionar. O Congresso não pode se meter, sabe, no poder judiciário. Os defesários não pode se meter no Congresso. O presidente da

▶ 00:59:50 República não pode querer mandar no Congresso. O presidente da República não pode querer mandar no poder judiciário. Cada um cumpra com a sua função tal qual está na Constituição. Se cada um cumprir o que está na Constituição e cada um ficar na sua, o país vai ganhar, o Brasil vai ganhar. E o Brasil ganhando, o mundo ganha. E o que eu quero é esse povo comendo, trabalhando, estudando e sorrindo. Tá certo,

▶ 01:00:20 presidente? Muito obrigado pela sua atenção aqui com a CBN Vale. A gente passou um pouco do tempo que havia sido combinado com a sua assessoria, mas é sempre bom e interessante poder ouvir tudo o que o senhor tem a falar a respeito do momento e do futuro do nosso país. Então, muito obrigado. Uma ótima semana e os contatos continuarão em breve de volta aqui na CBN Vale, viu, presidente? Nando Carlos, obrigado a você, obrigado ao Costa, obrigado ao Marcelo Rocha, obrigado aos ouvintes. Eu quero aproveitar, dar um abraço pro meu amigo Carlinho, que foi prefeito do PT,

▶ 01:00:52 paraa Ângela Guardemin, que foi prefeito do PT, pro nosso Marco Aurélio de Mi, de Jacareí e é o povo do de São José dos Campos. Gente, não perca a esperança, não fique de cabeça erguida, porque a gente que tem fé, a gente que acredita, a gente consegue. E o Brasil nasceu para ser um país poderoso, sabe? Um país governado por humanistas. Acredite nisso que nós vamos mudar o Brasil. Um beijo no coração. Grande abraço. Obrigado. Obrigado ao

▶ 01:01:23 ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva participando conosco desse CBN primeira edição especial. Hoje foi uma hora praticamente de bate-papo, de conversa com o presidente, expondo suas ideias, seus pensamentos a respeito do momento do Brasil e o futuro político do nosso país. o Éls Costa. E o