Presidente Lula participa de encontro com lideranças do sistema de ciência e tecnologia no Brasil
Lula · 24/07/2026 · 29 min · Lula
↗ assistir na fonte original
▶ 00:00:00 e viva e forte. Do nosso lado o nosso querido Leonardo Marquim, nosso menino de educação, a querida Francilene presidente PPC e a Helena Nader, presidenta da Academia Brasileira de Ciência, a Raiana Assunção, reitora da Universidade Federal de São Paulo, o Aluío Segurado, reitor da Universidade de São Paulo, eh, cooperador de Carvalho, presidenta da coordenação de desenvolvimento
▶ 00:00:31 pessoal ao nível superior, o Olival Freire Júnior, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, nosso Luís Compre Luís Antônio Elias, presidente da financiadora de estudo de projeto, o Renato Janini, nosso ex-ministro da educação e nosso companheiro também presidente da Sociedade Brasileira de Progresso para Ciência, o nosso companheiro Artur queo, ex-ministro da saúde e hoje um companheiro
▶ 00:01:03 presidente da HUB, a HB, sabe? Eh, era uma uma empresa alemã que tinha, que nós mudamos o nome a semana passada. Eu queria dizer para você que eu fui fui enganado hoje porque o seguinte, eu só marquei para vir aqui porque eu não podia ir ao Rio de Janeiro. Então, por respeito a SBPC,
▶ 00:01:35 eu falei pro meu companheiro que marca a minha agenda. Eu vou para São Paulo, marca uma visita a sete BPC que eu vou fazer uma visita porque eu não vou poder ir, sabe, ao Rio de Janeiro e vou conversar um pouco quais são as pretensões da nossa gloriosa, sabe, nosso glorioso mundo da ciência. E cá estou eu. Mas já assumiu o compromisso de Rio de Janeiro. Então,
▶ 00:02:09 [aplausos] então, ou seja, eu não sei se eu ganhei ou você ganhou. Eu acho que eu queria dizer duas coisas para vocês muito rapidamente. Eu quando vejo as pessoas falarem de números, eu fico imaginando o que aconteceu com o nosso país durante tantos e tantos anos.
▶ 00:02:40 A impressão que eu tenho era que todas as pessoas que governaram o Brasil durante muito tempo imaginava o Brasil para um certo percentual da sociedade brasileira. Acho que poucas vezes o Brasil foi prensado paraa totalidade da sua população. E no campo da educação é a coisa que eu
▶ 00:03:10 vejo mais visibilidade nisso. Ou seja, durante muito tempo a educação foi pensada para uma pequena parcela da população que nascia em berços privilegiados. Porque a maioria da população não era não era para estudar. E não faz muito tempo que a gente tá falando isso, porque na nossa vida
▶ 00:03:41 pessoal 50 anos dura muito, mas para uma nação 50 anos é nada. Eu lembro que quando o Paulo Renato ele eh fez com que fosse universalizado a educação desse país, sabe? o ensino fundamental, ele não se deu conta de que as escolas do Nordeste não tinha ensino médio. E eu lembro que quando eu tomei posse em 2003, a gente teve que construir quase
▶ 00:04:12 que estado de emergência, escola para ensino médio em quase todos os estados do Nordeste. E olha que o Paulo Renato era uma pessoa bem tensionada, sabe? Era uma das pessoas que a gente tinha uma relação democrática e muito civilizada. Ele era uma pessoa do mal, ele era uma pessoa do bem. Mas acontece que era a visão de uma elite. Hoje, sabe o que que eu lembro? Durante muito tempo, educadores
▶ 00:04:44 importantes nesse país era contra o CIEP do Brisola, dizendo que era muito caro. Quantas vezes e quantos debates eu participei, quantos debates para discutir a questão da educação, sabe, dos nossos educadores, gente muito importante que eu não vou citar o nome aqui porque tem pessoas que já não existe mais, então não vou falar de quem não tá aqui. Mas as pessoas falavam contra o CIEP dizendo: "É muito caro,
▶ 00:05:14 não é possível, isso não vai dar certo, não sei das quantas, tal". Ou seja, hoje há quase que uma unanimidade no país de que o ensino integral, em tempo integral é a solução para esse país, para melhorar o nível da educação e da amplitude na capacidade do que as crianças têm que aprender, inclusive despertar a criatividade das crianças. Ou seja, eu tô falando de
▶ 00:05:44 pouco tempo, eu tô falando de período em que eu vivi, eu não tô falando de coisa de séculos que eu não estava presente, eu estava presente e era parte das pessoas que participavam desses debates. E depois de dizer isso para vocês, eh, eu fico me perguntando por se demorou tanto para entender que era preciso fazer mais universidade nesse país? Por que que a gente demorou tanto para entender que era preciso dar as pessoas
▶ 00:06:14 da periferia, ao povo negro desse país o direito de estudar? Era porque era uma coisa cultural, era uma coisa da nossa vida. Nós nascemos assim e íamos continuando assim. Esse país teve gente importante que chegou a dizer que o Brasil para dar certo teria que ser governado para 35% da sua população. Eu conheço isso no movimento sindical.
▶ 00:06:47 Tem muitos sindicatos que nunca gostaram de fazer sócio. Por que não gostava de fazer sócio? Porque vivia com imposto sindical. Então eu recebia o imposto sindical para gastar com 10 pessoas. Se eu fizesse sócio, eu tinha que gastar com 1000. Então eu não fazia sócio, sabe? E aí você vê, sabe a razão [limpando a garganta] pela qual as pessoas não querem fazer investimento. Quanto mais universidade fazer, quanto
▶ 00:07:17 mais cientista a gente fazer, quanto mais doutora a gente formar, mais dinheiro vai precisar paraa educação, porque mais pesquisa vai ter que fazer. E quanto mais pesquisa a gente fizer e mais coisa a gente descobrir para esse país, mais dinheiro vai ter que investir. Essa é uma lógica que deve permear as pessoas que governam o país. Por isso eu resolvi vir aqui para pedir para vocês o quê? Para cobrar de vocês o quê? Cobrar de vocês o
▶ 00:07:47 seguinte. Não, não, não, não, não espere que eu faça sozinho a coisa que tem que ser feita. Mesmo que eu soubesse, mesmo que eu fosse um cientista famoso, sabe, e vocês não existissem, se não houvesse pressão, a gente não faz. Eu aprendi uma coisa no governo também, que é o seguinte, gente. A gente tem sempre um orçamento muito apertado.
▶ 00:08:20 Eu diria que o cobertor, o o orçamento da união é como uma manta de avião. Você vai naqueles, você já viajou longe numa cadeira econômica? Já? Não vou nem falar da comida, vou falar da manta. é que você começa a sentir frio da cabeça aos pés e a desgraçada da manta não cobra a cabeça aos pés. Você vai ter que escolher o que que você quer cobrir. O orçamento da União é assim, o orçamento da prefeitura
▶ 00:08:51 é assim, o orçamento do SBPC é assim, o orçamento do sindicato é assim, o orçamento nunca permite que a gente faça tudo que é preciso fazer. Como tem gente que não gosta de fazer tudo, é melhor ser assim. E o que que eu aprendi? Eu aprendi que a gente só consegue fazer as coisas se a gente for teimoso e resolver desafiar a nós mesmos. Quando eu pensei em fazer o programa
▶ 00:09:22 Fome Zero, vocês pensam que eu tive apoio de imediato das pessoas que trabalham comigo, dos meus companheiros? Não, as pessoas levantam muita dúvida, muita dúvida. Mas será que vai dar? Ainda a gente começou com R$ 50 antes do programa se transformar no Bolsa Família e tinha gente que achava que não dava. O orçamento não cabe. Vocês pensam que foi fácil a gente pensar em fazer Instituto Federal? Sabe,
▶ 00:09:52 não dá. O o orçamento não cabe. O orçamento não pode. Ah, vamos fazer universidade. Ô Lula, você é louco, cara. O orçamento não dá. Não dá para fazer, Lula. Não dá para fazer gosto de fazer extensão universitária pelo Brasil inteiro. Aa, não tem orçamento. O orçamento não cabe. E você só faz o orçamento caber se você tiver determinação de priorizar. E a gente conseguiu fazer muitas coisas
▶ 00:10:24 que não estavam previstas a gente fazer por teimosia, por disposição de fazer e por compromisso. Para que que serve um operário ser presidente da República se ele fizer as coisas iguais o que fizeram antigamente? Se vocês pegarem a história do Brasil e vocês todos sabem muito mais da história do Brasil do que eu, porque todos vocês tem pelo menos 30 anos mais de estudo do
▶ 00:10:55 que eu, vocês vão perceber o seguinte, em que momentos [roncando] da história desse país, esse país teve política de inclusão social? Em que momento? Pesquisem para vocês ver. de que foi proclamada a república? O que que foi pensado para o povo brasileiro, para o povo pobre, para o povo trabalhador, para o povo da periferia,
▶ 00:11:27 para o povo negro? Nada. Eu tenho dois momentos importantes. Eu digo sempre, um deles foi em 1936, quando Getúlio Vargas resolveu criar o salário mínimo, porque até então o povo não tinha salário. E o segundo momento foi em 37, em 43, quando ele criou a CLT. Hoje tem
▶ 00:11:59 muita gente que é contra a CLT. Tem muita gente que acha que a modernidade é essa é contra CLT, mas quando ela foi criada, a gente trabalhava num sistema de escravidão. Não tinha horário de trabalho, não tinha horário de entrada, não tinha jornada, não tinha férias, a gente não tinha direito. Por isso é que aqui em São Paulo não tem nenhuma viela com o nome do Getúlio. É por isso, porque ele conseguiu romper
▶ 00:12:31 com uma tradição conservadora em que as pessoas de nível mais baixo não eram levado em conta. Vocês não tm noção a alegria que eu vejo hoje a USP tem metade de gente estudando pregos, pardos e da periferia. Não sabe alegria que eu tenho. A USP era uma universidade vamos ser franca de brancos, de gente de classe média. Era universidade para pobre
▶ 00:13:03 estudar. E graças a Deus houve essa evolução. E até hoje tem gente que não acredita que tem raiva das cotas. até hoje. Porque o problema é que as pessoas não se contentam em que a gente não tire deles. O que as pessoas não gosta é que a gente faça com que os pobres sejam iguais a eles, ter a mesma oportunidade. Eu lembro que uma vez eu estava numa rua aqui em São Paulo, perto da 25 de maio,
▶ 00:13:35 Minucarta, ah, o Vfó e tinha mais uma pessoa comigo. E nós fomos no restaurante comer uma feijoada. Eu não fui comer esse cargô, fui comer feijoada. E tinha duas mulheres bem vestidas, sentada numa mesa. E eu fui ao banheiro, passei perto dela e resolvi dizer assim: "É, [limpando a garganta] ele disse que defende o trabalhador, mas vem comer no nosso restaurante". É assim que se pensa o mundo.
▶ 00:14:07 Então você pensa que os pobres incomodavam quando começaram a utilizar o parque de Birapuera? Vocês não pensam que o pobre começa a incomodar quando ele começa a ir no cinema, quando ele começa a ir no nos teatros, quando ele vai pro aeroporto. Apilidar o aeroporto de rodoviária, porque tinha pobre lá. E as pessoas não percebem que os pobres têm como grande sonho deixar de ser pobre. ninguém faz a opção de ser
▶ 00:14:38 pobre, né? Você faz opção para ser o que você quiser, jornalista, médica, dentista. tudo, mas você não faz opção para ser pobre, você não faz. [roncando] Então, sabe, é isso que eu eu aprendi governando. Como é que a gente faz para excluir os pobres nas coisas desse país? Como é que você faz? Ou seja, vocês acham que a sociedade brasileira aceita com facilidade a gente
▶ 00:15:10 propor a criação de um ministério do povos indígenas? Vocês acham que a sociedade acha normal a gente agora criar uma universidade federal para os povos indígenas? E que a gente quer que o reor seja indígena, que a gente quer que os professores sejam indígenas e que os alunos sejam indígenas? que é normal isso. Tudo isso é muito estranho. Há uma elite, sabe, que não não nunca aceitou isso de
▶ 00:15:43 graça. Então, quando você vai construir o orçamento da União, se você não tiver determinação de brigar por alguma coisa, eu digo para vocês a primeira grande briga que eu fiz no governo em 2003 foi proibir tratar educação como gasto, porque assim, tudo que a gente faz é gasto e ninguém fala que pagar 1 trilhão de juro da dívida é gasto.
▶ 00:16:14 Gast, você não vê um jornal escreveu uma matéria, nossa, o governo tá gastando 1 trilhão, sabe, com juro, poderia estar gastando com educação. Não, você pode pegar que as primeiras matérias do final de dezembro ou começo de janeiro, é cobrando o fiscal, porque cobrar o fiscal significa garantir o pagamento, sabe, dos juros. Então, nesse lenga nunca sobra dinheiro
▶ 00:16:45 para fazer as coisas necessárias. Vocês acham que as pessoas gostavam de investimento e pesquisa? E as pessoas precisam ser educadas, porque no Brasil também, Janine, tinha uma coisa séria com pesquisa. Você tinha uma certa teoria na pesquisa que o cara gostava de pesquisar, mas o resultado da pesquisa ele gostava de colocar na gaveta. Muita gente, sabe, pensava, pesquisava, fazia suas teses, mas depois isso se
▶ 00:17:15 transformava num projeto, um projeto que pudesse servir um produto ao país, que pudesse atender o crescimento de uma nova coisa nesse país. Isso mudou. Isso mudou. as pessoas hoje estão querendo pesquisar e estão querendo transformar o resultado da sua pesquisa em algo que seja útil para todo mundo. E aí a gente tá com o sucesso da Nova Indústria Brasil. A gente tá vendo a revolução que a gente tá tendo na era da
▶ 00:17:46 saúde. Eu digo todo dia, todo dia. O SUS nunca teve tão respeitado e admirado no Brasil como ele tá agora. Nunca, nunca temos. Precisou acontecer a desgraça do Covid para que o SUS pudesse sair de cabeça erguida, sabe? Com uma maior autoridade, sabe? Que salvou muito mais gente de
▶ 00:18:16 morrer nesse país. Quando a gente descobriu o pressal, aquilo foi resultado de tosia de inventar, de investir em pesquisa. Porque se você não investe em pesquisa, você não vai achar nada. não vai achar o que que é essa tal de terra rara de de de minerar escrito. Ou seja que se a gente não pesquisar e não investir sem saber se vai dar certo ou não, a gente não vai entrar nessa disputa.
▶ 00:18:47 A gente vai ficar vendo o Trump e brigar com CPing. E como o Brasil tem um potencial extraordinário, nós temos que nos qualificar [roncando] para que a gente seja dono do que nós temos no nosso território. O Brasil não será exportador de terras raras, sabe, de minerais críticos e e natura, não. Então eu queria dizer para vocês o seguinte: olhe a se a gente quiser resolver os problemas do país, a gente
▶ 00:19:18 vai ter que criar projetos. Projetos que tenha começo, mês e fim, projeto que tenha sustentação, pra gente tentar discutir que aquele projeto tem que estar fora do acabo fiscal. Ou seja, é preciso convencer o Senado, convencer a Câmara dos Deputados de que se a gente quiser chegar na ciência e atingir um patamar em 10 anos, nós temos que dizer durante 10 anos nós temos que
▶ 00:19:48 ter tais investimentos, tem que acontecer tais coisas pra gente poder resolver o problema do Brasil. E pra educação a mesma coisa. Se a gente não definir um dinheiro para educação, não sei se é 10, se é 15 ou se é 5 anos, a gente não resolve. Porque se ficar dependendo do governo que entra, diminuir o orçamento, do governo que entra criar bolsa, do governo que entra criar, ou seja, se não tiver algo que seja perene, que a gente saiba que todo ano vai ter e
▶ 00:20:20 a gente ficar dependendo da vontade de quem decide, não teremos jeito. Eu agora quero, já falei paraas Forças Armadas que eu quero um plano de defesa nesse país. alguma coisa séria, porque não é possível um país com 16.800 km de fronteira seca, 8.000 km de costa marítima, mais 5.700 km de água, a nossa responsabilidade,
▶ 00:20:50 mais maior reserva florestal do mundo, 12% de água doce, uma riqueza mineral que a gente ainda não sabe na terra e no mar, e a gente esteja tão desprovido de defesas. Qualquer dia o que resolve invadir o Brasil e vem aqui, sabe, nos cirar problema. Ah, é difícil. É difícil não. O Paraguai invadiu o Brasil, Argentina vai só vez. Para fazer coisa boa, o cara tem que pensar. Mas para fazer loucura, o cara não precisa pensar.
▶ 00:21:22 E eu fico pensando, por que que você não me entrega um estudo, Francilene? Quanto custou a guerra do Paraguai, esse país? Quantos orçamentos do país a gente teve que gastar para poder vencer aquela guerra que durou 5 anos? Então eu tô aqui, querida, e vou na vou na na no na SPPC para pedir para vocês o seguinte: apresentem um projeto de ciência que seja convincente,
▶ 00:21:53 não apenas para os cientistas desse país, os pesquisadores, mas que a gente possa convencer a sociedade de que com aquilo Brasil dará um salto de qualidade. Se a gente conseguir essa proeza, porque o quando o Guchig era meu ministro, ele era vivo, nós fizemos uma pesquisa na secretaria de assuntos estratégicos e a única coisa que teve unanimidade de 100% foi que o povo queria educação de
▶ 00:22:25 qualidade. Aí na segunda pergunta, você perguntava o que que você prefere, qual é o teu maior sonho? educação de qualidade. Aí você perguntava, é possível só 40% acreditava? Então nós temos que convencer a sociedade a acreditar nos projetos. Nós temos que convencer a sociedade. E hoje nós temos resultado fantástico, sabe? De que é possível? Eu fico vendo
▶ 00:22:55 os números. Vocês não pensam que eu gosto de comparar para mostrar que eu fiz mais. Eu gosto de comparar para mostrar a ineficiência de século nesse país de responsabilidade, porque custa muito pouco fazer as coisas que a gente faz. Custa muito pouco. Então seja, se a gente começar a pensar, Francilene, você precisa saber o seguinte. 51% de todas as terras disponibilizad
▶ 00:23:28 para a reforma agrária nesse país foi feita entre 2003 e 2008. Se você imaginar 49% de todas as terras quilombolas demarcadas nesse país foi feito de 2023 até essa data. Ou seja, numa demonstração que quando você quer, você faz, mas se você quiser quebrar barreiras, porque não é só a lei que proíbe, é a burocracia.
▶ 00:24:00 Se você tem um projeto bom e ele passa na mão de um burocrata, eu vou contar um exemplo, farmácia popular. farmata popular. Eu chamei meu meu meu companheiro minito, falei: "Eu quero um programa para distribuir remédio de graça pro povo pobre, porque eu conheço muita gente que ia no médico, fazia consulta, pegava essa consulta, ia na farmácia, não podia comprar o remédio e morria. Morria com um remédio embaixo, com a receita embaixo do travesseiro. Hoje não
▶ 00:24:30 pode falar mais criado mudo porque politicamente [limpando a garganta] incorreto. Depis as pessoas morreu sem comprar o remédio. Depois as pessoas morriam comprando o remédio porque não tinha a segunda consulta, porque não tinha a máquina para fazer a imagem. Então nós estamos resolvendo tudo isso com muita clareza e com muito investimento e com muita briga. Da mesma forma, sabe? O programa Brasil sorridente, vocês acham que alguém queria que eu criasse o um um um
▶ 00:25:01 programa para cuidar de dente das pessoas? Não era habitual pobre custar de cuidar de dente. Eu fui do departamento médico do sindicato. Naquele tempo, o trabalhador, o trabalhador ia no dentista, ele não pedia para tratar. Ele falava: "Aranque esse dente que tá doendo, arranca esse dente." Tratamento de canal é coisa sofisticada, sabe? As pessoas não pediam para fazer,
▶ 00:25:31 as pessoas vinham pedir para arrancar. A gente é que brigava com o detít para não fazer. E no sistema de saúde desse país não era contido o pensamento de saúde bucal. O corpo inteiro era tratado como uma coisa de saúde bucal, mas como uma coisa de doença. A boca não. Então nós queremos o Brasil sorridente. Não foi fácil, mas hoje sabe o que que nós compramos? 850
▶ 00:26:03 van, ambulatório dentário com máquina 3D para fazer prótese. Não tem mais aquele molde que enfia uma placa na boca do cara e fica não hoje não. Hoje é escaneado a boca do cidadão. Gente, eu sou de uma região em que na época da eleição os candidatos majoritários levavam cesta de dentaduras prontas para as pessoas pegarem na festa
▶ 00:26:33 e experimentar. Se não caísse tava pronta. É nesse país até outro dia. Não é um país antigo, não é aqui nesse país [roncando] pela falta de respeito. Então quando você fala em pesquisa, o cara fala: "Porra, dar dinheiro fis malandro pesquisar. Pesquisar o quê? ficar estudando 4, 5 anos, gastando o nosso dinheiro e não vai dar resultado. É assim que muita gente pensa. Então, nós temos que ter teimosia
▶ 00:27:04 para defender o que é correto nesse país. E, portanto, eu quero dizer, eu já fiz uma vez, os mais os mais pesquisadores com mais experiência aqui sabe que quando nós temos o PAC da ciência e tecnologia, nós colocamos 41 bilhões e vocês mesmo. foi montado um comitê de cientista para pesquisar a aplicação do dinheiro. E quando chegou no final do meu mandato em 2010, houve um encontro
▶ 00:27:35 lá em Brasília porque tinha sido aplicado 100% do dinheiro determinado pelo comitê que criou. Isso pode ser feito outra vez e a gente pode ter o dinheiro que a gente necessita da gente convencer a sociedade. Então é o seguinte, preparem e me entregue terça-feira quando eu for na SBPC. >> Prepare, tá? No mais gente, um prazer tá
▶ 00:28:05 aqui com vocês, ver tanta gente importante, tanta gente que eu já convivi, vê que o meu amigo Jin tá mais gordinho aqui, sabe? Tá mais gordinho. Ah, mas foi bom, tá? Pode contar comigo. Se vocês estiverem no Rio de Janeiro, eu estarei lá na terça-feira pra gente fazer um bom debate, uma boa discussão, tá? Muito obrigado. >> Está encerrado este encontro. Pede-se a todos e a todas que aguardem em seus lugares.