ENTREVISTA COM O PRESIDENTE LULA
Lula · 05/08/2026 · 84 min · Meteoro Brasil
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▶ 00:02:25 Bom dia. Muito bom dia. Estamos aqui ao vivo nessa live ao mesmo tempo de todas as coisas. Bom dia, chat bálsamo. Eu sou Ana Lesnoveski do Meteoro Brasil. Tô aqui com os nossos maravilhosos Emílio Garcia e Mila Maçuda dos Três Elementos para uma live muito especial com o nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva. Presidente, muito obrigada por aceitar o nosso convite, por conceder esse tempo para conversar com a gente. >> Bom dia.
▶ 00:02:55 >> Bom dia. Muito obrigada, de verdade. >> Vocês, >> eu queria agradecer por nos receber na sua casa. Eu já eu tava conversando com os meus amigos que eu iria ter o prazer de ter uma conversa pessoal com o meu amigo pessoal Luís Inácio. Então, estamos aqui para conversar. Acho que a gente a gente vai trazer um papo bem legal sobre ciência, sobre eh soberania, sobre um monte de coisa que acho que o nosso público vai gostar bastante. Bom dia pro nosso público do Três Elementos e do Blá blá. >> Bom dia, Emílio. >> Bom dia, presidente. Eu vim aqui com uma outra missão. Eu quero dicas. Vou pedir
▶ 00:03:28 aqui um monte de dicas e quero conhecer um pouco mais do meu presidente eh querido que eu votei. Então assim, tô super emocionada. Obrigada pela oportunidade. Ô >> Vila, bom dia. O, deixa eu dizer uma coisa para vocês. Ah, eu, eu, eu quero que vocês se sintam totalmente à vontade para fazer o programa mais livre que vocês já fizeram. Pergunta o que vocês quiserem. Não tem, não tem pergunta
▶ 00:04:00 desaforada, não tem pergunta, sabe? Faça, faça aquilo que você está fazer de melhor, >> tá? Tá ótimo. Pode >> pode começar chutando [risadas] do peito para cima. >> Boa. Vamos lá. >> Bora lá. Presidente, eu gostaria muito, de verdade, de começar com amenidades e perguntar qual é o clone do Lula com quem eu tô falando. Mas, sinceramente, presidente, eu vou começar com um tema um pouquinho mais pesado, porque eu tô preocupada. Eh, a gente tá indo para um
▶ 00:04:32 período de eleições, eh, e a gente tá vendo uma tensão internacional crescer. Os Estados Unidos ontem revogaram visto da nossa embaixadora no nos Estados Unidos. Eh, o Brasil, né, negou o visto do pessoal que vinha aqui questionar as nossas urnas eletrônicas. Eh, a minha pergunta é: nós, o Brasil está preparado para enfrentar uma possibilidade de interferência estrangeira no nosso processo democrático? Presidente,
▶ 00:05:02 >> o Brasil não sabe, não só está preparado, como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir o nosso processo eleitoral. Há uma coisa, uma coisa, Ana, que é preciso ficar claro. Eu tenho dito nas vezes que conversei com o presidente Trump que nós somos dois homens de 80 anos de idade, somos presidente das duas democracias mais importantes, sabe, da região
▶ 00:05:32 >> e que, portanto, a gente tem que passar para o pessoal que mora, sabe, na nossa região, sobriedade e para o mundo que tá precisando de sobriedade, serenidade. E todas as conversas que eu tive com ele foram conversas boas. >> Uhum. >> Né? Pois bem. Ah, eu eu entreguei pro Trump na última reunião que eu tive com ele, um pedido para que ele liberasse as 11 autoridades brasileiras que estão proibidas de
▶ 00:06:02 entrar nos Estados Unidos, >> né? São o ministro da Suprema Corte, levou o café geral da União, ministro da saúde. Bem, ele não fez. Depois eu fico sabendo da notícia que vinha dois jovens para cá para se intrometer e fiscalizar e investigar auna brasileira. >> Uhum. >> O Itamarati corretamente negou o visto para eles, né? Aí vem a questão da embaixada. A última vez que eu recebi embaixador foi o mês passado, eu recebi de uma vez só 10 embaixadores no
▶ 00:06:33 Itabarati e disse ao ministro Mauro, agora até a eleição eu não recebo mais embaixador. Só depois da eleição é que eu vou receber de qualquer país do mundo. >> Uhum. >> Né? O que aconteceu? Os Estados Unidos não deu importância para embaixador no Brasil porque faz um ano e meio que ele está no no poder não mandou para cá. >> Uhum. >> Tá. Aí tenta mandar e acha que a gente tem obrigação de fazer a data que eles querem. Não é correto e não é
▶ 00:07:03 [limpando a garganta] possível e nós queremos ser tratado com respeito. Mas pois bem, nós tomamos atitude. Ele então tomará a atitude de caçar o visto da nossa embaixadora. Se ela sair para cá, ela vai ter que tirar visto outra vez. >> Uhum. >> Quer ver? Eh, ele tomou essa atitude que eu acho uma atitude, sabe, irresponsável, impensada. para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática, é um tanto desnecessário. Então, veja, é o seguinte, eu eu eh eh tenho falado com
▶ 00:07:36 todas as pessoas do mundo, eu não aceito, sabe, mentiras sobre o Brasil. Esse país é muito grande. Esse país tem muita história, tem muita responsabilidade e não dá para ninguém imaginar que vai derrotar o Brasil com mentira. Não dá. Não dá para ninguém pensar que vai se intrometer de fora aqui para, sabe, disputar as eleições. Se eles quiserem fazer no outro país que façam. Aqui no Brasil não vão fazer. Agora se quiser vir aqui, se o o secretário de estado
▶ 00:08:08 quiser aqui aqui fazer com isso pro meu adversário, pode ver até bom, mas ele vem fazer discurso porque eu quero de uma vez só, se ele vai disputar, disputar as eleições, derrotar todos eles juntos. Esse vai ser o negócio. Agora, com muito respeito, eu não sou de de ficar fazendo brava, >> mas é o seguinte, quem manda no nosso país é o povo brasileiro. Quem governa esse país sou eu. >> Uhum. >> Quem disputa as eleições aqui são os brasileiros e qualquer um pode disputar. Então o seguinte, não se metam porque eu
▶ 00:08:39 duvido que no país deles tenha um sistema eleitoral mais honesto que o nosso. Você sabe o que que eu digo, Ana? Eu digo sempre o seguinte, a urna é uma coisa tão importante que se pudesse roubar eu não teria sido presidente. >> É verdade. >> Eu não teria sido presidente da República. E o que acontece é que eu sou o cara. Eu fui o segundo em 89, o segundo em 2000 98, o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o primeiro em 2010
▶ 00:09:09 com a Dilma, o primeiro 2014 com a Dilma, o segundo em 2018, o primeiro 2022, tudo com eletrônica. com uma coisa fantástica. Termina as eleições 5 hor da tarde, 7 horas você tabou o resultado no Brasil inteiro. >> Aliás, eles deveriam, ao invés de questionar nossa urna, >> deveriam copiar, >> pedir para que a gente fosse levar as urnas para ele fazer uma eleição eletrônica, para eles saber que nós estamos no auge da modernidade eleitoral.
▶ 00:09:39 >> Então é o seguinte, não dá para aceitar ingerência. É isso, querida. >> Perfeito. >> Maravilha. Vamos lá. Eh, Milan, presidente, já que a gente tá falando de tudo que a gente é referência, né, eleições, urnas, vamos falar um pouco sobre a questão de vacina, que a gente sempre foi referência com altas coberturas, uma coisa linda que todos os governos fizeram e agora de novo a gente tá com medinho dos países que não tão
▶ 00:10:09 fazendo a sua parte lá fora, né? tem uma essa questão da do negacionismo, tanto fora quanto dentro, mas daí agora essa chegada de sarampo que nem era mais para acontecer. E aí eu fico assim, a gente fica com medo como indivíduo. Eu queria perguntar, você também fica com esse medo como indivíduo? E como esse medo se reflete nos seus nas suas ações como presidente, sabe
▶ 00:10:40 assim? Eh, eu vejo o senhor como é é o presidente, mas o presidente é o humano e o presidente também é vulnerável a isso. E pensando que vacina ela só tem um efeito real quando é um evento coletivo e não individual, todo mundo fica em risco quando ela não é ah não tem a sua abrangência total. Como o senhor enxerga isso? E como como que a gente pode falar sobre os
▶ 00:11:10 programas? E principalmente como a gente reconquista a >> a confiança >> a confiança das pessoas nas vacinas. Essa era a dica que eu queria. >> A palavra a palavra correta. Mira, obrigado pela pergunta. de confiança. Quando eu chamei a companheira, sabe, Ira, para ser níia, para ser ministra da saúde, a primeira coisa que nós discutimos foi como a gente trabalhar para recuperar a confiança na
▶ 00:11:42 sociedade brasileira, para que os pais tivessem responsabilidade de não permitir que a ignorância, sabe, eh, vencesse a a inteligência. e dizer que o filho não poderia tomar vacina porque ia virar jacaré, porque ia virar eh eh capivara, porque ia virar gay, porque ia virar das contas, ou seja, um absurdo do absurdo negava vacina. Nós fizemos um trabalho extraordinário com a ministra Nívia,
▶ 00:12:12 estamos fazendo um trabalho extraordinário com o companheiro Padilha. Nós estamos recuperando outra vez a capacidade do Brasil ser o primeiro país do mundo com capacitação, sabe de dar vacina. Essa é uma coisa que nós estamos cheio de orgúlio porque estamos motivando as pessoas da vacina. E temos laboratórios importantes como a Fio Cruz, temos laboratórios importantes como o Butantã, que tem trabalhado de forma extraordinária para produzir vacina contra dengue, que o Brasil produziu vacina contra dengue e para
▶ 00:12:43 produzir outras vacinas. Nós estamos nos preparando para ser o rei da vacina no mundo. E educar, eu vou dizer para vocês uma coisa, educar, educar a criança na escola, educar criança no ensino médio, educar criança na universidade, que já é adulto, mas sobretudo indicar o pai e a mãe. Se tiver uma doença contagiosa, que você tem que tomar uma vacina e um pai não quiser que o filho dele tome, o pai vai ter que trancá-lo dentro de casa, não é isso? Porque essa é a lógica. Ele não pode contagiar outras pessoas. Então
▶ 00:13:14 o que nós precisamos é política. Vocês podem ajudar, vocês podem ajudar todo dia falando de mas feliz da vida, Mila, porque ah nós já recuperamos quase que 80% da confiança da sociedade. O número crescente de vacinas é muito grande, mas muito grande. Então eu tô feliz porque eu acho, e vou dizer uma coisa para vocês. Ah, você fala muito rede social. Eu não costumo tratar de rede social, costumo tratar de rede digital. Porque de social tem muito
▶ 00:13:44 pouco. >> Uhum. Sim. >> Tem muito pouco. Ou seja, parece que o mal tem uma certa prevalência, sabe, nas coisas, nas verdades, nas coisas mais educativas. Então, o que que eu penso? A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentiras sobre doença, para dar desinformação, para mandar o cara tomar remédio que não pode tomar, para mandar o cara não tomar vacina que vira não sei das quantas. Tudo isso tem que ser
▶ 00:14:14 crime. Isso não é liberdade de expressão. Uhum. >> Isso é canalice e responsabilidade de quem utiliza uma rede de internet para desorientar a sociedade. >> Sim. >> Sabe? Com doença a gente não brinca. Com doença a gente trata com muita seriedade. E isso vale. Eu vou dizer para você, a minha briga é que tudo que for válido na vida real tem que ser a vida digital. >> Sim, concordo. >> Senão a gente não resolve o problema.
▶ 00:14:44 >> Sim. Portanto, eu sinceramente acho que o Brasil tá de parabéns. Aliás, eu queria convidar vocês para aonde vocês tiverem que tiver uma carreta da saúde do do programa, agora tem especialista para vocês visitarem para ver a revolução que tá acontecendo nesse país. Nós vamos pode com a gente. >> Obrigado pela pergunta sobre a vacina. Eu tenho uma pergunta pessoal para fazer pro senhor. Quando as pessoas vão lá no no nosso podcast, quando a gente chama o pessoal, os deputados, vereadores para
▶ 00:15:15 irem lá com a gente, eu sempre faço uma pergunta que é a primeira pergunta que a gente faz na noite, que é por que as pessoas fazem isso com elas mesmas? E eu vou explicar porque eu faço essa pergunta. Porque lidar com política, pelo menos no nosso ponto de vista, é algo que é no mínimo cansativo pensar nas disputas ou nas coisas que o senhor tem que fazer para ser presidente da República. Além da questão da campanha que o senhor tá tá tá nisso há 40 anos, pelo menos 50 anos em política. Eu fico muito imaginando assim, quando a gente foi convidado para essa reunião, o
▶ 00:15:45 pessoal falou assim: "Não, Lula tá em reunião e eu tava em casa de bermuda, chinelo e camiseta no domingo à tarde esperando a resposta do senhor para ver se a gente já tá aqui e o senhor tava trabalhando e tava em reunião." Então, a pergunta que eu faço pro senhor é: "Por que que o senhor faz isso com você mesmo? Por que que qual é a motivação real?" Porque a gente tá falando de um cargo que é de o cargo de maior visibilidade do país que a gente vive, o cargo em que a sua família fica exposta, em que as pessoas que você mais ama estão expostos e que também estão
▶ 00:16:15 dispostos. Eu acredito a estar expostos, mas é uma pergunta que que sempre me pega assim, não era melhor estar pescando e e fazendo um churrasco e e tomando uma cerveja? Aí, >> mas eu levantei, eu levantei hoje de manhã, eu tava na academia fazendo ginástica, Janja. Era já é injusto. Você vai fazer ginástica. Ela hora depois de mim e ela me abraçou, falou: "Você precisa descansar". >> É, >> você tá cansado? Porque eu cheguei quase meia-noite ontem.
▶ 00:16:45 >> Uhum. >> Mas eu levanto todo dia 5 horas, 5:30. Veja, ô Emílio, eu tenho uma coisa que acontece com a política, que é o seguinte: quando você entra na política apena para disputar uma eleição, você não tem compromisso com nada. >> Uhum. >> Mas eu não tô na política para disputar uma eleição. A eleição, ela é apenas o resultado de um objetivo que eu tracei na minha vida. Eu acreditei que era possível mudar a história do sindicato e nós mudamos. Eu
▶ 00:17:16 acreditei que era possível criar um partido quando ninguém acreditava e nós criamos o partido político. Então a política para mim é uma causa. E eu posso te dizer hoje, olhando na Câmara que tá lá a Câmara Principal, espero que seja para mim, >> é, eu acredito que épal, >> eu quero olhar para eu vivo hoje, aos 80 anos de idade, o meu melhor momento na passagem pelo planeta Terra.
▶ 00:17:48 Eu vivo um momento muito especial na minha vida. Foi um cara que tem uma mulher que eu amo muito e que a gente se cuida muito. Eu tô bem na política. Eu hoje eu faço comparação. Hoje eu faço comparação, eu deixo a humildade no canto e eu peço para vocês que são gente importante, gente bem formada, a fazer uma análise
▶ 00:18:18 desde a proclamação da República de 1889. pega a história de todos os presidentes da República que passaram por esse país para comparar se alguém chegou a fazer 10% de política de inclusão social que nós fizemos. Isso me dá um orgulho muito grande. Se você hoje analisar quem foi que investiu mais em universidade, eu sou o presidente que mais fiz universidade, mais fiz Instituto Federal, mais fiz hospitalis universitário, sabe? Nós
▶ 00:18:50 fomos o partido que mais investamos nas terras indígenas, no assentamento da dos pequenos proprietários na reforma agrária. Nós fomos o cara que mais assentamos que bola, que mais fizemos reserva florestal, sabe? Ou seja, eh eh eu tô conseguindo fazer tudo aquilo que foi a razão pela qual eu me coloquei como candidato pela primeira vez. É fácil, não é? Muito difícil. Já fizemos tudo. Não tem muito para fazer, porque esse país era um país de terra arrasada.
▶ 00:19:21 Esse país era governado para 35% da população. Esse país nunca pensou em ser governado, sabe, para todo mundo. Universalização da sociedade brasileira nunca foi. Nunca foi. Você veja, quando eu cheguei em 2003 na presidência, eu tinha 54 milhões de pessoas em estado de fome. Nós acabamos em 2012. Quando eu voltei em 2023, tinha 33 milhões de pessoas fazendo fomos. Acabamos em 2 anos e meio. [tosse] Ora, e eu tenho
▶ 00:19:51 orgulho porque nós conseguimos e é o modelo para o mundo incluir o pobre dentro do orçamento do país, sabe, com múltiplas políticas. Não foi uma só, não é? O Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, é invenção de imposto de renda para quem quer 5.000, é o gás do povo, é a luz, sabe? Tudo que é dinheiro que significa aumento indireto pro povo. Aumento indireto pro povo. Então me sinto feliz, sabe? Falta muita coisa
▶ 00:20:21 para fazer. Eu agora tenho que apresentar um programa pro próximo mandato que eu tô definindo quatro ou cinco coisas muito importante. Tô esperando que o Congresso Nacional aprove a PEC da segurança pública para que a gente possa apresentar o Brasil um programa chamado SUSP, sabe? um programa que nem o SUS para segurança, públ sistema único de segurança pública nesse país, >> para que a gente possa interferir, sabe, na violência na periferia, não apenas
▶ 00:20:53 para matar, mas para recuperar o território, para que a sociedade possa viver dignamente decentimento. Nós não podemos permitir, sabe, que um bandido qualquer, qualquer que seja o nível dele, possa tomar conta de uma vila, de um bairro, de uma rua, possa interferir na mulher que vai comprar o grá, na pessoa que recebe outra família, sabe? Nós precisamos acabar com isso. E a outra coisa é o combate ao crime no andar de cima, aonde os bichos mandam. >> Uhum. >> Que são os engravatados, >> que são que moram no apartamento de
▶ 00:21:24 cobertura, que moram em mansões, sabe? Que nem sempre a polícia vai lá. Então nós para vencer o crime, nós precisamos vencer esses de cima, porque são esses de cima que faz a irrigação da da da droga, do dinheiro ilícito, sabe, junto ao [limpando a garganta] pessoal mais pobre. >> Deixa eu aproveitar um ganchinho, desculpa interromper o senhor, a gente teve um monte de conquistas, isso a gente tem dados que mostram, nós trabalhamos com ciência, a Ana também trabalha com essa parte da gente apresentar os dados sobre as mudanças
▶ 00:21:55 que aconteceram no Brasil a partir de 2002. e algumas mudanças que começam a acontecer um pouco antes, mas a partir de 2002. A minha pergunta é, em 2016 a gente tem um golpe e esse golpe ele muda as pessoas que estavam governando o Brasil. E uma coisa que a gente percebeu é que muitas dessas conquistas, e o senhor volta à presidência para recuperar parte dessas conquistas, elas se perdem muito rápido. Em em um período de 6 anos, o Brasil mora, volta pro mapa da fome, por exemplo. A gente volta a
▶ 00:22:25 ter problemas que nós considerávamos ultrapassados, que a gente olhava e falava: "Tá, a partir de agora é pra frente, a gente não vai ter que voltar". O senhor volta paraa presidência para tirar a gente do mapa da fome de novo, que que é um grande absurdo. A minha pergunta é: como que o senhor se sentiu a estando afastado da política, afastado das pessoas que o senhor gosta e vendo isso acontecendo no país a partir das modificações que o senhor tava lutando tanto para fazer? Qual que é o sentimento que você teve com parte
▶ 00:22:55 dessas conquistas que que que o senhor mesmo tá falando quando elas foram perdidas ou quando coisas que a gente partia do princípio que já eram dadas deixaram de ser dadas? tem tem um problema em política que é o seguinte: não basta você fazer as coisas e você não pode fazer as coisas achando que de imediato o povo vai compreender que você tá fazendo os benefícios que você tá dando. Não é assim que funciona a cabeça do ser humano. O que você precisa é convencer e explicar pra sociedade por
▶ 00:23:26 que você faz aquilo. Veja, por que que nós começamos dizendo, nós vamos governar para todo mundo, mas vamos começar governando primeiro pros mais necessitados. Eu dizia, se você quiser aprender governar, tem que olhar o comportamento de uma mãe. Uma mãe, ela pode ter 10 filhos. Olha que senta os 10 na mesa para comer, todo mundo vai ter um bife. Se for ovo, todo mundo vai ter um ovo. Todo mundo vai ter igual. Mas se tiver um que está doentinho, mais fragilizado,
▶ 00:23:59 é aquele que a mãe vai pegar no colo, vai dar comidinha na boca dele, porque ele precisa mais do que os outros. No governar. É isso. Você começa sempre por aqueles mais necessitados para que você dê sustentabilidade aqueles que estavam passando fome. Aí quando aquele que tá passando fome vai ter mais saúde, vai precisar de menos médicos, vai poder trabalhar mais, a gente vai poder ir cuidando dos outros. Eu vou te dar um exemplo para você
▶ 00:24:29 saber. Eles desmontaram [limpando a garganta] quase todos os ministérios. Não tinha mais ministério da cultura, ministério do trabalho, ministério da igualdade racial, sabe? Ministério dos direitos humanos. Eles acabaram, acabaram, simplesmente acabaram. Ou seja, nós tivemos que trazer tudo isso de volta. Eu dou sempre um exemplo. O IBAMA em 2023 tinha 700 funcionários a menos do que em 2010. Sabe para você ter ideia?
▶ 00:24:59 >> Uhum. 15 anos depois tinha eh eh eh 700 a menos. Eu vou te contar outro caso. Quando nós deixamos a presidência, a induta automobilística emplacava 3.800.000 carros. Quando eu votei só emplacava 1.600. Menos da metade. Menos da metade. Só para você ter ideia, nós procura o Brasil para você saber se tem uma cada verde amarela. Nós herdamos
▶ 00:25:29 87.000 casas paralisadas desde o tempo da Dilma. Como é que pode um governo deixar casas para sem construir? Nós encontramos creche, escola, quase 6.000 obras paralisadas. Ou seja, então o que o o que me mostra é que destruir é muito fácil. Destruir. Você destrói um castelo que levou um século para fazer e meia hora. >> Uhum. >> Né? para com você levou 100 anos e para
▶ 00:26:00 fazer aquelas políticas de inclusão social, nós levamos anos para construir anos. Também eles chegaram acabaram. >> E quando o senhor volta, o senhor sente o quê? É desespero, é tristeza? É muita tristeza. >> É desamparo. >> Até por que eu tenho tristeza, Emílio? Pelo seguinte, veja, a minha tristeza é eh é é porque por que que eles não fizeram tudo que tinha que ser feito antes de mim? Você acha compreensível que eu, um presidente que não tem um
▶ 00:26:31 diploma universitário, só tem um curso de SENAI, seja o presidente que passe para a história como o cara que mais fez universidade na história do Brasil? Só vou dar um dado para você. Em 2003, quando nós chegamos aqui, tinha 5 milhões de pessoas no mercado de trabalho com diploma universitário. Hoje tem 25 milhões, eu quero chegar a 50 milhões. Agora, por que fui eu? Por que que eles não fizeram? Todos eles eram tão estudado, tão sabido.
▶ 00:27:01 Ah, eles são gestor, porque eu sou gestor, o que que eles fazem quando ele chega que ele encontra dificuldade, ao invés dele tentar reduzir a dificuldade, ele resolve vender o patrimônio público. >> Uhum. >> Quantas vezes já se tentou privatizar a Petrobras? E esse ano a Petrobras vai dar mais lucro do que no momento que eles mais venderam ativo da Petrobras. Então eles vão vendendo as coisas porque não tem competência para gerir o governo enfrentar a crise. Eu, por exemplo,
▶ 00:27:31 descobri que no final de 2024 que tinha 500.000 jovens em idade de ensino médio, desistindo da escola porque tinha que ajudar a família no orçamento familiar. Eu tinha que tomar a decisão. Ou deixa essas crianças abandonar a escola e alguns por falta de oportunidade vão cair no crime organizado, vão cair na criminalidade e depois eu vou ter que investir, que aí não é investimento, aí é gasto. >> Aham.
▶ 00:28:01 >> Em cadeia. Ou eu cri um programa para evitar que eles abandonem a escola e criamos o pé de meia. E o pé de meia diminuiu 62% da invasão no ensino médio e já atendeu mais de 7.hõ2.000 pessoas. Só no estado de São Paulo, que é o mais rico do país, tem 971.000 jovens recebendo o pé de meia. Agora, por que eu? Por que eles não fizeram isso? É porque eles não pensava no
▶ 00:28:31 Brasil como todo. O pobre é um estudo para sociólogos, sabe? um tema de eleição para estudar a tese acadêmica, aquele negócio todo, sabe? E ele só é lembrado na época da eleição, porque é da eleição ela é a maioria. Então o o os políticos que passam o ano inteiro comendo com banqueiro, quando chega no meio da eleição, eles vão pro bairro, pega a criancinha pobre, faz carinha, depois esquece outra vez. Então o nosso papel Emilha, é tentar mostrar pro povo
▶ 00:29:01 que a eleição é uma coisa sagrada, sabe? Quando o cidadão vai votar, ele ele não precisa votar em mim, não precisa votar em você, precisa votar em você. Eu vote nele, vote nele. O que que eu quero paraos meus filhos? Quem é o cara que vai ajudar meu filho? Quem é o cara que vai cuidar da minha família? Quem é o cara que vai cuidar quando eu tiver numa situação difícil? Quem é que vai gerar emprego? Ele tem que pensar isso para ele falar: "Não, eu vou votar em tal pessoa, seja homem ou mulher,
▶ 00:29:31 preto ou branco, não tem problema." Mas ele tem que fazer um esforço de raciocinar, sabe? Quem é que vai cuidar deles? >> Sim. >> Então eu eu digo sempre o seguinte: "Olhe, o nosso papel é fazer as coisas, não esperar agradecimento gratuito das pessoas e bem informar as pessoas. Eu tenho um programa, eu vou contar essa história porque sabe quem tem dente que tem a boca completa, não tem noção do
▶ 00:30:04 sofrimento de uma jovem, uma mulher um homem sem dente na boca. Uhum. >> Sobretudo quando falta uma janela aqui na frente. Não tem noção. Essa pessoa não arruma mais namorado. Essa pessoa não beija mais. Essa pessoa não pode comer uma castanha, não pode comer um amendoim, não pode comer uma carne, sabe? Então eu criei o Brasil sorridente exatamente por uma imagem na minha cabeça, sabe? Eu ia pros comícios no Nordeste, aqui no interior de São Paulo,
▶ 00:30:34 na periferia. Eu via pessoa lá na frente, olhava a pessoa com a mão na boca, a pessoa não ria. Eu falei: "Pô, vou criar um programa para cuidar dos pobres desse país que não tem porque dentista tudo era uma coisa de de gente que tinha dinheiro." >> Uhum. >> Mas a maioria não tinha. >> E agora? Agora nós avançamos tanto, nós temos 830 vans transformada em ambulatório odontológico, consultório odontológico.
▶ 00:31:04 E agora a pessoa faz o o modelo de uma chapa, de uma de uma prótese, é escaneada a boca dele, não tem mais negócio. >> E ele recebe uma prótese maravilhosa. Você não tem não tem noção e mirar a alegria das pessoas. Não tem novo? Eu fui agora pro Rio de Janeiro com o diretorgeral da da do da Organização Mundial da Saúde e fui levar três pessoas que colocaram prótese. Sabe um
▶ 00:31:35 um senhor de idade bem velinho falou: "Ô presidente, eu não ia mais no bar meus amigos, não ia jogar mais dominó >> porque eu tinha vergonha. Sabe uma mulher, uma uma jovem negra, bonita, ela foi o presidente, eu aprendi uma coisa maravilhosa. Eu pensei que eu ia colocar dentro dele só para aprender a comer. Presidente, eu tô beijando como nunca [risadas] beiji na vida. E aí essa realização, presidente, desculpa interromper, casa muito bem com a maior promessa do seu governo. O Ministério do
▶ 00:32:06 Namoro. Tá cumprido aqui. Tá cumprido. [risadas] Eu quero ter ministro. Os meus amigos me cobraram, mas essa é a evidência de que tá dessas coisas. Porque >> uma vez eu briguei muito com o ministro meu que foi paraa Alemanha e levou um um material do ministério que tinha uma uma senhora, devia ser uma italiana dos seus 50 anos, sabe, com pé de alface na mão. E do outro lado um senhor negro sem o dente na boca. Eu chamei o
▶ 00:32:37 ministro, eu falei: "Que graça que você tem de levar uma fotografia dessa? Você pelo meno deveria ter mandado colocar o dente no companheiro para levar. Você acha que ele vai ficar confortável com isso, cara? Porque é assim, cara, nesse país, há 30 anos atrás, os políticos em alguma região do país iam pro comío e levava uma cesta de dentadura. levava uma cesta de dentadura e mandava as pessoas experimentando. Se comesse na boca ficava, >> vai ficar
▶ 00:33:08 uma falta de respeito. Então >> o que que nós estamos fazendo? Nós estamos tentando criar a base da construção de uma sociedade altamente civilizada e altamente atendida naquilo que é o principal dela, viver dignamente. E agora a gente tá pensando nesse salto de qualidade extraordinário, que é definir o tipo da educação que a gente quer fazer nesse país. Foi aprovado o plano nacional de educação e nós precisamos dentro de 10 ou 15 anos
▶ 00:33:40 entregar esse país como um dos maiores países do mundo na área de educação. Formar engenheiro, formar matemático, formar gente para pensar em inteligência artificial, formar gente para aprender a fazer bateria dos minerais críticos e terras raras. Ou seja, nós não temos o direito de ficar devendo para ninguém. Então eu quero pegar a juventude brasileira e transformá-la daqui a 10 anos, sabe, em gente altamente qualificada para não dever nada a nenhum americano, a nenhum chinês, a nem um
▶ 00:34:11 francês, a nem um russo. Ou seja, nós poderemos ser melhor e não queremos ser melhor, só queremos ser igual. >> Aham. >> Então, então esse é o segundo avanço que eu quero ter. A outra coisa que eu quero fazer, sabe, com muita força, que eu tô pensando muito na questão de defesa. O Brasil é um país muito grande, nós temos 16.000 1800 km de fronteira seca, temos 8.000 km de de fronteira marítima, temos 12% da água doce do mundo, temos a maior floresta tropical do mundo, temos riquezas minerais que a gente nem
▶ 00:34:41 conhece ainda. E isso >> isso é do povo brasileiro, isso é de cada pessoa desse país. Portanto, que ninguém mais vai colocar a mão nisso. A gente não vai ficar exportando material em natura, não. A gente vai tentar transformá-lo aqui dentro. Por isso é o seguinte, eu sou otimista e por isso eu digo, eu vivo o melhor momento da minha passagem pela terra. Bom demais. >> Eu eu acho que eu vivo um momento pleno, sabe? Momento pleno. Eu não tenho, sabe, preocupação pessoal. Eu levanto todo dia
▶ 00:35:13 pensando o que que falta fazer, o que precisa fazer. E é isso que eu quero fazer. país como eu vou demorar para morrer porque eu vou viver 120 anos. >> Por favor, >> já tô combinado, >> por favor. Já [risadas] tá certo. Já >> já bateu um papo, já tá combinado. Esse é o esse é o acertado. A única coisa que eu quero fazer, sabe? É dizer o seguinte: "Olha, eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser minha última eleição, >> por [risadas] favor". >> E aí eu quero fazer o que você falou, dá para pescar, pô. >> Eu quero pescar. Eu sou bom pescador. >> Eu sou bom pescador.
▶ 00:35:43 >> Mas é bom pescador ou é bom de história de pescador? Porque na igreja torto, cara. Eu tenho pirarucu de 60 kg. >> É isso. Tá parecendo história de pescador, hein? [risadas] >> Mas mas teu pirarucu não quer dizer que tira o pirarucu da água do >> Não tiro. >> Aqui nesse laguinho aqui, ó. Laguinho interno aqui. Eu tenho tambaqui, tambacu pintado, dourado, tudo aqui. 6 7 8 kg. >> Só para bater o anzolzinho de vez em quando para >> Então o anzol não tem garra porque para machucar que nem esse bicho [risadas]
▶ 00:36:15 tira. Eu também. >> Bem colocado. >> Então é isso, cara. Nós vamos em frente com esse país. Eu eu eu quero entregar o Brasil, >> sabe? Soberanamente grande, bem formado, sabe? E um país competitivo com qualquer país do mundo. >> Boa, >> presidente. Por falar em país bem informado, nós aqui com professores universitários como muito felizes com isso. E eu quero chamar uma pergunta da nossa maravilhosa Ana Bonaça, que é do canal Nunca Vi um Cientista. Ela gravou
▶ 00:36:45 uma pergunta pra gente que eu tenho certeza que vai abordar aí os temas da ciência que tanto tanto nos interessam. >> Olá, eu sou a Ana Bonassa, sou cfundadora do Nunca Vi um Cientista e trabalho com divulgação científica. As redes sociais estão sendo usadas para propagar desinformação que prejudica a saúde das pessoas. Tem pessoas falando para abandonar o tratamento do diabetes para tomar vermífo. Tem gente falando para tomar água com sal num país que já
▶ 00:37:15 consome excesso de sal. Tem pessoas falando que colesterol alto é bom. Esse é um problema de saúde pública que pode causar sequelas ou até mortes. A minha pergunta é: existem planos para criar regras para evitar que flagrante e consolidada desinformação em saúde seja propagada nas redes sociais? E existem planos para punir os picaretas que querem lucrar as custas da saúde das pessoas. Obrigado. >> Obrigada.
▶ 00:37:45 Ô, Ana, obrigado pela pergunta, Ana. Eh, eu eu acredito, veja, que nós precisamos ser mais duro no controle da perversidade de alguns humanos na utilização das redes digitais. Sabe, o cara pode brincar com o que ele quiser, o cara pode falar o que ele quiser, o cara pode discutir. Agora, o que a pessoa não pode é utilizar, sabe, um celular, um computador
▶ 00:38:18 para desinformar as pessoas com relação a doenças. Um cidadão que não sabe, fecha a boca. Ah, será que esse imbecil que faz isso não percebeu? o que aconteceu na Covid. Não percebeu que a gente poderia ter evitado 50% das mortes que houve nesse país? O presidente não era obrigado a saber tudo. Eu nunca exigi que o presidente soubesse tudo.
▶ 00:38:48 >> Uhum. >> N, aliás, ele não sabe nada. nunca exigia que ele soubesse tudo. Ou seja, mas um presidente tem que saber, sabe, criar um comitê de crise e convocar os especialistas do Brasil que entendem do assunto para falar todo dia com a sociedade, para bem informar a sociedade. Ele não fez, ele ia pra televisão zombar de velhinho tufindo, ia zombar de gente com dificuldade de respirar. negou oxigênio
▶ 00:39:19 para Manaus. Ou seja, então será que ninguém aprendeu nada? Será que ninguém aprendeu? Passando cloroquina para as pessoas, sabe? Porque era um remédio que não valia para nada, sabe? Sobretudo na questão da Covid. Então eu acho, viu Ana, que nós temos que ser muito duro, muito duro. Aliás, nós vamos fazer, sabe? Eu vou, eu assinei dois decretos este ano, atualizando o Marco Civil da Internet para ampliar a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia com foco
▶ 00:39:50 no combate a crimes virtuais, postagens irregulares dos usuários e proteção da mulher. Eu tava começando a pergunta com a com a Emília falando das vacinas, sabe? E o que você falou é muito mais grave, sabe? As pessoas acham que podem, aliás, o Brasil tem um defeito na saúde e no futebol. Se você tiver num restaurante com 10 pessoas de você falar que tá com uma dor, tem 10 m na hora para dar palpite na sua dor. Se você falar de futebol, tem 10 caras para escalar o time. Então, a saúde não. A
▶ 00:40:24 saúde tem que ter conhecimento científico. Ninguém pode brincar com a saúde, ninguém pode ficar dando palpitão. Eu tomei tão remédio toda também. Eu fiz tal coisa faça também. Não é assim que funciona a saúde. Por isso eu quero dizer, Ana, que depois da tua pergunta, eu quando voltar pro palácio, vou me reunir com o ministro da saúde, vou pegar o advogado geral da união e vou saber o que que a gente pode fazer mais duro para responsabilizar o criminoso
▶ 00:40:54 que acha que é liberdade de expressão falar bobagem pra sociedade, desinformar as pessoas sobre doença. O senhor levantou um ponto que acho que é importante, que aí é complementando a pergunta, que é a ideia do do papel das grandes empresas de tecnologia nisso. Então, acho que tem a questão do criador de conteúdo. Acho que os criadores de conteúdo, eles sim têm que ser responsabilizados pelo que eles falam, mas eu queria que o senhor falasse pra gente qual que é a sua visão em relação à regulação dessas grandes empresas,
▶ 00:41:24 porque a gente sabe, existe um histórico dessas grandes empresas, inclusive treinando grandes negacionistas científicos. e vendendo propaganda em cima desse conteúdo de negacionismo, de ciência ou qualquer tipo de negacionismo, a gente pode falar de vacina, de clima, de um monte de coisa e que essas plataformas treinam essas pessoas para serem ainda mais eficientes nessas plataformas. >> É, o negacionismo é um grande negócio, né? Não é uma coincidência. Exatamente. >> Oi, Emil e Ana,
▶ 00:41:54 nós tivemos um problema com os Estados Unidos sobre as plataformas americanas. >> Uhum. >> Porque eles acham que a plataforma não pode ser punido para nada, não pode ser, sabe, investigada por nada. >> Uhum. >> E eu não sou contra as plataformas. Acontece que se quiser entrar no território nacional tem que subordinar a legislação brasileira. Muita gente lá fora não gostou quando a gente fez o ECA digital para proteger os
▶ 00:42:26 nossos adolescentes, as nossas meninas e nossos meninos. E cada vez vai precisar mais criatividade e mais seriedade na criação de instrumento de fiscalização, porque a gente não pode permitir, sabe, que as nossas crianças sejam vítimas de interesses econômicos escusos. >> Uhum. Então o cara tá nos Estados Unidos, ele não paga imposto aqui dentro e fala o que quiser, fala o que quiser, a mensagem que quiser, sabe? Muita pornografia, muita, sabe, tudo que não
▶ 00:42:56 presta vem na internet também. Então nós precisamos pensar seriamente nisso. E aí os Estados Unidos nos criticam, não, porque vocês estão querendo punir nossas empresas, não queremos punir. Não queremos punir. O que nós queremos é que a empresa americana pode vir pro Brasil tendo o mesmo direito da empresa brasileira, da empresa chinesa, da empresa sueca, da empresa inglesa, da empresa de qualquer lugar. Mas isso aqui tem lei e tem país e tem governo. Portanto, é o
▶ 00:43:27 seguinte. Nós queremos salvar a humanidade, não queremos que ele vire algoritmo ou vítima dos algoritmos. Presidente, por falar em tecnologia, eu tenho uma pergunta aqui que vem do nosso Pedro Zambarda ali do nosso canal. [roncando] Eh, o senhor teve um projeto dentro do plano de governo chamado Lula Play, que se tornou o marco legal dos games, né, na gestão Lula 3. Eh, você mencionou isso no podcast Flow também. Você também aprovou o ECA digital. E agora a gente tem o PL do Stop Killing
▶ 00:43:57 Games Brasil com a Jandira Fegali, né, feito pela Jandira Fegali, que tá em tramitação. A gente pode pensar num arcabolso legal pro pra área de jogos eletrônicos e a tecnologia, inovação. O seu próximo governo eh pensa nisso. Eh como como a gente vai trabalhar com a regulamentação dos jogos e da tecnologia? Deixa eu falar uma coisa primeiro, Ana. Eh, toda entrevista que eu vou dar, eu discuto com a minha assessoria qual é a pergunta principal que as pessoas podem
▶ 00:44:28 fazer. >> Uhum. >> Sabe? E eu tinha certeza que vocês iam fazer essa pergunta. [risadas] >> Por quê? Porque em 2022, sabe, vocês me entregaram uma cartilas Lula Play. >> Aham. né? E você tinha um conjunto de reivindicações. E nessas reivindicações, em 2024, eu sancionei o marco legal de games, lei número 14.852/224. >> Com isso, grande parte dessas diretrizes passaram a integrar. Eu vou ler para
▶ 00:44:58 você alguma coisa que as pessoas sabem. Se você gosta de game, você pode prestar atenção aqui. Eu não vou olhar aí porque eu vou ler, mas Tuquinha, firme bem aqui. F. O que que diz o Marco? Legal. Reconhecimento dos games como um setor estratégico da economia, criação de uma classificação própria para empresa de games, reconhecimento de diferentes atividades profissionais, facilitação da importação de equipamentos e kits de desenvolvimento para reduzir custos, incentivo à
▶ 00:45:28 formação de novos profissionais, estímulo ao uso dos jogos na educação e na saúde. Isso é muita coisa, muita coisa. Vou dizer mais ampliação do acesso a instrumento de financiamento também nós fizemos alguns pontos da cartilha não parecem de forma expressa ou ainda depende de regulamentação, implementação. Ampliar as condições para enquadramento de profissionais da área do regime do MEI e do Simnacional para quem trabalha com desenvolvimento de jogos, principalmente profissionais
▶ 00:45:59 profissionais autônomo. colocar em prática uma categoria própria de classificação para empresas de games, facilitando o acesso a políticas públicas, reduzir impostos sobre equipamento de ferramentas usados para criar jogos, criar fontes permanentes de investimento para apoiar o desenvolvimento da indústria de game no Brasil, tá? Então, nós estamos preocupados, sabemos a importância, são 100 milhões de usuários no mínimo aqui no Brasil, é uma arrecadação que ultrapassa R bilhões de reais. Portanto, só um presidente negacionista
▶ 00:46:31 não cuidaria disso com carinho. Hoje a gente tem dois duas questões prementes que são o Kinai paraa área de jogos, né, e um Kinai pra área de produção de conteúdo digital. Ontem mesmo tava num evento falando sobre isso. Eh, >> você tava dizendo que já tá no projeto de lei >> da Jadira Fegada, >> já já. Eh, o knai dos jogos já tá em ler ainda, precisa ser implementado. A gente tá >> Pode ficar certo. Pode ficar certo que nós vamos atrás disso. [risadas] Demais.
▶ 00:47:01 >> Eh, podemos a gente quer fazer mais uma pergunta, senão vou. >> Eu queria fazer uma última do meu lado aqui, tá? Presidente, tenho um medo danado, porque agora assim, já tem anos que a gente tá falando, ouvindo sobre crise climática, mudanças climáticas, aquecimento global e era uma eh não era uma promessa, mas era assim, a gente sabia que ia chegar um momento crítico, um momento onde a gente ia enfrentar um monte de eventos climáticos
▶ 00:47:32 extremos e parece que isso tá chegando cada vez mais. Vem agora um einho, né? Chega agora um eho com um país que já tá passando por seca, com inundações. E aí eu fiquei pensando aqui, quando acontece uma tragédia numa cidade e vem alguém te falar assim: "Presidente, tá acontecendo isso?" O que que o Luís Inácio pensa primeiro? Que qual que é a sensação depois como presidente? Quais
▶ 00:48:03 são as suas primeiras ações? como que isso, como que isso se desenrola para socorrer eh municípios, estados, áreas, como que ocorre essa conversa entre eh município, estado e o governo federal? E por último, eh quais lições são tiradas disso que podem ser implementadas em ações futuras para se prevenir e para agir rapidamente? Eu eu vou te contar
▶ 00:48:34 algumas experiências bem-sucedidas, >> algumas bemsucedidas. Eh, antigamente a gente ficava brigando com prefeitos e brigando com governadores, um tentando acusar o outro de quem era a responsabilidade, por exemplo, desmatamento ou ou queimadas, tá? Nesse meu segundo mandato, eu combinei com a Marina que a gente deveria transformar os entes federados em parceiros, porque o prefeito ele tá próximo do lugar que
▶ 00:49:04 tá queimando, ele tá próximo do lugar que tá tendo desmatamento, o governador também tá mais próximo. Então que era preciso a gente criar uma parceria para que a gente pudesse combinar inclusive com incentivos financeiros para que os prefeitos ajudassem. Isso significa o resultado da queda dos desmatamentos em todos os biomas brasileiros e na Amazônia de 52%. Porque nas áreas em que mais tinham queimadas ou derrubada, sabe? Os
▶ 00:49:35 prefeitos estão participando ativamente. Então, qual foi a lição que eu aprendi? É mais fácil a gente construir uma parceria do que a gente ficar achando culpado, né? A segunda coisa é que nós vamos no prepar hoje. O Brasil tem um sistema de comunicação, sabe? O seu celular vai tocar no seu bolso. Se você tiver num lugar >> que vai ter algum desastre climático, o seu telefone vai tocar em qualquer lugar do país, tá? Então as pessoas recebem a informação correta.
▶ 00:50:05 Terceira coisa, nós criamos uma coisa chamada transversalidade dentro do governo. Eu participei de uma reunião a semana passada com 24 ministros, sabe, que trabalharam sistematicamente com especialistas para discutir os efeitos do Eoninho que me parece que vem pesado e ele começa a firme ficar mais graves a partir de setembro, outubro, novembro. Então nós estamos hoje, eu eu disse na reunião, sabe, a imprensa não sei se
▶ 00:50:35 divulgou porque o estuca nem sempre publica o que eu falo, mas é o seguinte, eu disse o seguinte, eu duvido que algum país do mundo fez o sistema perfeito que nós fizemos de tentar evitar males maior com o que vai acontecer com o Ninho. Nós temos mais helicópteros para jogar água. Nós temos para salvar vida, nós temos mais avião para jogar água. Nós temos mais
▶ 00:51:05 carro para jogar água. Nós temos mais carro para transformar pessoa. Temos muito mais brigadistas para cuid muito mais brigadistas para cuidar disso em parceria com brigadistas de estados e municípios. Nós temos grupo de saúde preparado. Nós temos a a Defesa Civil totalmente preparada. Nós já temos acumulado 180.000 1000 toneladas de milho, 310.000 toneladas de arroz. Nós estamos com muita pr aquisição de 350.000 cestas básicas de alimento, programa de
▶ 00:51:35 aquisição de alimento do PA para agricultor da região norte, centro de informação da saúde. Tem vários centros de informação da saúde porque a saúde é uma das coisas primeiras, sabe, que que a queimada afeta. Então, nós nunca estivemos tão preparados como estamos agora. Eu não quero dizer que a gente vai evitar, sabe, eh eh tudo, mas o que eu posso dizer para vocês é que eu elogiei a Bí de Oquió pela coordenação
▶ 00:52:06 da coisa mais eficaz que eu já vi apresentar para mim. Eu fiquei orgulhoso, sabe quando você fica orgulhoso? Você dá um trabalho para uma pessoa tua e a pessoa vem e apresenta. Tá aqui presente? Eu sinceramente fiquei muito orgulhoso. Eu tô esperando o Elninho. Ele que venha calmo, [risadas] porque se ele vier bravo eu que vem calminho, porque >> se ele vi brava, eu tô fervendo. >> Bom demais. Excelente. >> E vamos depois da gente se preparar para enfrentar, a gente tem que torcer para que Deus nos ajude
▶ 00:52:36 >> e que ele não venha a causar tantos prejuízos >> ao Brasil. Mas posso te dizer que a gente nunca se preparou tanto, nunca, nunca, nunca. Aliás, eu acho, Sidônio, que seria importante você olers entregar para eles o resultado do trabalho que nós fizemos. >> Eu tenho certeza que vou vocês vão sentir o mesmo orgulho que eu sento. Sabe o que que é orgulho? De ver as pessoas trabalhando com amor, com dedicação. Sabe, eu queria que vocês entregassem para eles o resultado do
▶ 00:53:06 trabalho nosso. >> E a gente podia marcar um papo também com a ministra, com os com as pessoas que trabalharam nesse projeto para contarem pra gente e mostrarem isso pra gente também. Pamira que >> sim, sim, sem dúvida. >> Maravilha. Vamos pra pergunta do Matias. >> Bora, >> bora lá, presidente. A gente tem uma pergunta do Matias, do xadrez verbal. Vamos voltar aí pro assunto da política internacional da pergunta dele. >> Boa Alvorada, presidente e demais presentes. Meu nome é Matias Pinto e são os apresentadores do podcast xadezbal,
▶ 00:53:36 dedicado à política internacional. Nos últimos 20 anos, a conjuntura latino-americana deu um giro à direita, no qual a onda rosa mudou para azul. Nesse sentido, quais são os principais desafios para integração regional, especialmente o Mercosul, com a maioria dos países vizinhos sendo governados pelo extrema direita e muitos deles hostis ao Brasil? Olha, eu eu também acho que o Brasil vive
▶ 00:54:08 um extraordinário momento na sua relação internacional. Todo mundo sabe, o Brasil não quer briga com ninguém. O Brasil quer paz com todo mundo. O Brasil quer muita tranquilidade. O Brasil tá discutindo, sabe, com todos os países a questão da paz. O Brasil participa dos bricks, o Brasil participa do G20, o Brasil participa da Celá, o Brasil participa, sabe, do Mercul. A a gente tem trabalhado de forma muito
▶ 00:54:38 eficaz para tentar mostrar que o mundo tá precisando de paz e não de guerra. Porque vamos ver o seguinte, a guerra da Ucrânia, quando ela começou, pensava-se alguns que o ia ganhar em três meses. Pensavam outros que a União Europea, Estados Unidos ia colocar muito dinheiro e que a Orcânia ia destruir a Rússia. Não aconteceu nenhum e nem outro. É como se fosse uma coisa empancada. Tá parada aqui a guerra já há
▶ 00:55:08 vários anos. Nós vamos para 5 anos. E você percebe que tem dificuldade de um acordo. Por que que tem dificuldade do acordo? Porque o conselho da ONO, a Ouro não funciona mais como deveria funcionar. O conselho de segurança, os membros permanentes são França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos, tá? Então ele não se reúne, então ninguém discute nada, então as coisas vão acontecendo. A semana passada eu liguei pro Fiping para falar da
▶ 00:55:39 necessidade do conselho de segurança se reunir. Ontem eu falei com o meu amigo Putin para ele se reunir. Vou falar com o Trump também. Eu de que precis são cinco pessoas. Cinco. Se reúnam, toma o café, is qualquer coisa, sabe? E se reúam para decidir o que que vai fazer com o mundo. [limpando a garganta] Por quê? A guerra da Ucrânia, que era para acabar logo já tá 5 anos. Os Estados Unidos matou o Caminei achando que tinha ganhar. Guerra, a guerra mal tinha começado. Agora todos nós somos
▶ 00:56:10 vítima do cerco do petróleo no estreito de Ormoço. Todo mundo tá pagando. Aqui no Brasil >> nós tomamos atitude para não permitir que o preço da guerra chegasse no bolso do povo ou no feijão. E estamos dando o resultado. A a Israel continua invadindo casa e continua matando Palestina e continua matando libanês e continua achando que é dono do mundo. >> Então é o seguinte, e você não tem a nível internacional uma esfera para discutir isso e chamar negociação. Então
▶ 00:56:43 eu falei pro e falei pro CFI, vou falar por se reúnam pelo amor de Deus. >> Vocês são os membros mais importantes do conceito de segurança, são as três maiores potências, sabe? econômica, militar do mundo se reúne e coloca o fim nesse conflito, porque o dinheiro que falta paraa educação tá indo paraa guerra, o dinheiro que falta paraa saúde tá indo pra guerra, o dinheiro que falta pro desenvolvimento dos países povos tá indo pra guerra. Vamos parar isso. Não sei se vai dar certo, mas pelo menos eu fiz o apelo. Eu estou convencido que o
▶ 00:57:13 papel joga um papel muito importante. Ah, a gente sabe o seguinte, a América Latina ela nunca foi de esquerda, né? Sempre foi muito de direita. Eh, o melhor momento progressista que a gente viveu na América Latina foi de 2000 a 2012, sabe? Ah, que tava bem a Argentina, que tava bem o Chile, que tava bem o Equador, que tava bem o Brasil, que tava bem o Paraguai, não tava bem o Uruguai, tava bem o Paraguai,
▶ 00:57:43 que a gente tinha presidente, sabe, com uma visão democrática, civilizatória avançada. Agora deu um revertério, ou seja, a extrema direita começou a ganhar em alguns países. Mas eu, como presidente da República, sabe, no segundo mandato, eu vou tentar reconstruir uma aliança na América do Sul, porque as pessoas têm que aprenderem, sabe, de que a relação entre estado não é ideológica. A relação entre o estado, ela é um
▶ 00:58:13 interesse do estado. Ou seja, eu convivi com o Uribe, que era de direita, eu convivi com o Pinheira, que era de direita e a gente tinha uma relação de respeito entre Brasil e Chile e Brasil e e Colômbia. Não é não é a posição ideológica que define a relação entre estados, são os interesses de cada estado. >> Eu vou tentar reconstruir isso, sabe? Ninguém precisa gostar de mim. Eu não preciso gostar de ninguém, porque eu tenho que gostar do Brasil. Eles têm que gostar do estado deles e a gente saber
▶ 00:58:43 que se a gente tiver irmanados em grupo, a gente forma um bloco mais forte para negociar com a União Europeia, para negociar no OMC, para discutir os conflitos que nós temos que discutir. Nós levamos 25 anos para fazer um acordo com a União Europeia. Não foi 25 dias, foi 25 anos. Tá feito. Se vai dar certo logo no começo, eu não sei. O Brasil já aumentou 2 bilhões, sabe, de comércio nesse pouco tempo que nós assinamos. Nós queremos crescer mais. Então eu o
▶ 00:59:13 conselho que eu vou dar pros presidentes, eu não vou levar em conta, sabe, o comportamento ideológico dos presidentes para manter relação com o Brasil e com outro país. Eu vou levar em conta os interesses do Brasil e com parte nos interesses do Brasil eu vou conversar com os presidentes e mostrar que juntos nós temos chance. Separados, nós vamos continuar fracos como ficamos durante 500 anos. Presidente, eu vou puxar o gancho dessa fala. O que vale são os interesses do Brasil e não as os
▶ 00:59:44 interesses ideológicos e vou virar essa questão para dentro do Brasil. Ou seja, em outras palavras, a gente falou das tretas externas, vamos falar das tretas internas. Eh, na última convenção, eh, o senhor falou sobre as brigas vindouras com o Congresso por emendas. Como é que o senhor vê o futuro do Brasil diante de uma disputa entre o executivo e o nosso legislativo? Como é que o senhor pensa em contornar ou enfrentar essas
▶ 01:00:14 questões? >> Eu acho que nós temos que tomar uma decisão, Ana. Veja, eu acho que é o seguinte, como o governo anterior ao meu foi um desgoverno, o Congresso Nacional se apoderou do orçamento da União, se apoderou de outras coisas. Sabe? Então é preciso que a gente restabeleça um regime presidencialista e as funções do presidente são funções do presidente, a função do Congresso é do Congresso Nacional, tá? Isso eu vou
▶ 01:00:44 fazer e vou conversar e não vou dizer que a gente vai brigar com o Congresso, porque o Congresso que foi eleito vai ser eleito pelo povo. Goste ou não, foi a vontade do povo. Então eu tenho que levar em conta. >> Da mesma forma que se eu ganhar, eu quero ser respeitado. Eu tenho que respeitar quem ganhou. Uhum. >> Eu posso divergir ideologicamente, mas eu preciso conversar porque afinal de contas o o eu digo sempre, não é o presidente da República, sabe que que o Senado precisa, que a Câmara precisa, nós é que precisamos deles. Então nós
▶ 01:01:14 precisamos conversar para manter a harmonia, mas nós vamos tentar mudar essa questão do orçamento, sabe? Vamos tentar mudar, sabe, o o o o o o o o papel de cada um nesse país. Porque o Brasil, de vez em quando, a gente vê o seguinte, de vez em quando a gente vê o legislativo quer ser executivo, o executivo quer ser legislativo, o judiciário quer ser legislativo e quer ser executivo, o executivo quer ser judiciário. É preciso voltar a arrumar a mesa de jogo e colocar cada pedra no seu
▶ 01:01:45 lugar. Quando o tabuleiro tiver bem formado, o jogo vai ser melhor. >> Nesse contexto que o senhor tá falando do orçamento, a gente sabe que tem uma uma ferramenta que foi colocada, que é o teto de gastos, que é extremamente controverso na capacidade de investimento dos países e principalmente a gente sabe que o governo federal acaba tendo com o teto de gastos, com orçamento secreto, com tudo, tendo uma dificuldade grande de movimentação. O que que o senhor pensa em relação ao teto de gastos? como que a gente faz
▶ 01:02:16 para talvez conseguir investir mais no país a partir dessa estrutura? >> Tem uma coisa que nós precisamos compreender e a sociedade precisa compreender. Quando você cria teto de gasto, você está limitando a capacidade de investimento. >> Os grandes países do mundo ditos não tem teto de gas. >> Nem sempre você sabe o que é gasto, o que é investimento. De vez em quando eu faço uma pergunta pro jornalista. Quando uma televisão importante dá aumento pros seus funcionários, é
▶ 01:02:46 gasto ou investimento? >> Sim. >> Ou seja, quando nós colocamos dinheiro para educação, é gasto ou investimento? Paraa saúde, é gasto ou investimento. O único gasto que a gente faz de verdade é pagar 1 trilhão2 bilhões de dívida de juro. >> Aham. Esse é um gasto perigoso que nós precisamos encontrar o jeito de como reduzir essa taxa de juro. O Banco Central é autônomo, ele tem autonomia. Agora, o que que nós temos que fazer? Nós temos que cuidar para que do ponto
▶ 01:03:18 de vista econômico, a gente tenha bastante seriedade fiscal para não gastar aquilo que a gente não tem e ao mesmo tempo você trabalhar para reduzir a taxa de juros. Porque se você controlar a inflação e você gastar o que tem que gastar, efetivamente pode sobrar alguma coisa para você investir. A outra coisa que nós vamos ter que definir numa discussão muito séria é o seguinte: eu posso fazer uma dívida para fazer um investimento novo? Eu posso? O que acontece no mundo
▶ 01:03:49 empresarial? O que acontece? Vou pegar um banco, não vou citar o nome, vou pegar um banco. Um banco tá tendo mais cliente, ele resolve, sabe? tá sem dinheiro, tomar 500 milhões emprestado, ele tá se endividando. Isso é gasto? Não, ele tá pegando 500 milhões, vai fazer o investimento, vai ter uma nova sede, vai poder atender mais cliente e vai dar rentabilidade. O estado é a mesma coisa. Se eu quiser construir
▶ 01:04:21 alguma obra importante que significa trazer benefício pro país, uma estrada, uma ferrovia, isso é gasto ou investimento? É investimento. Então, se o estado tiver que fazer uma dívida por isso, pode fazer. É que aqui no Brasil o estado foi aprisionado pela Faria Lima. Foi aprisionado. Então, começa janeiro falando de teto de garrafa para estourar. Não tem aquela, sabe, política fiscal não vai cumprir as metas, sabe?
▶ 01:04:52 Passa o ano inteiro falando isso e ninguém discute. O que é que nós vamos fazer para esse país crescer? >> Uhum. >> Porque tem uma coisa, Emílio, tem uma pergunta no Brasil que eu acho, a gente nunca pergunta quanto custa não fazer as coisas na hora certa. Quanto custou o Brasil não alfabetizar o [limpando a garganta] povo na hora certa? >> Quanto custou não comprar vacina na hora certa? Quanto custou não comprar vacina? Ou seja, então essa pergunta nós temos
▶ 01:05:22 que fazer, sabe? Quanto custa a gente não fazer as coisas? >> Uhum. >> Quanto custa? Quanto custou a gente não fazer a reforma galha quando o mundo inteiro fez na década de 50 depois da Segunda Guerra Mundial? Quanto custou a gente não formar muita gente de matemática engenharia, sabe que a gente poderia ter formado? Ou seja, então essa discussão que eu quero fazer no no meu no meu quarto mandato, ou seja, o Brasil
▶ 01:05:52 tem que dar um salto de qualidade porque a base já está construída, as pessoas já estão comendo, nós temos o menor desemprego da história do Brasil, nós temos a maior quantidade de jovens nas universidades. Então agora a gente tá num patamar aí que a gente pode dar um salto de qualidade e a sociedade tem que ser convidada a dar um salto de qualidade. Quando eu falo, por exemplo, investir em defesa, eu tô investindo em tecnologia, eu tô investindo em emprego, eu tô
▶ 01:06:22 investindo em mais meninos que vão ter que se formar engenharia em matemática para produzir as coisas de defesa que o mundo inteiro tem. Um país do nosso tamanho não fabrica drone. Uhum. E o mundo inteiro agora tá só com drone. Ou seja, a gente, como é que a gente vai controlar 16.000 km de fronteira se a gente não tiver drone? Então, essas coisas nós temos que pensar sempre pensando no futuro do país, pensando em criar oportunidade de trabalho para a
▶ 01:06:52 juventude brasileira, porque quando eu coloco o menino para estudar, ele quer saber a segunda a primeira pergunta dele. Eu quero estudar. >> Aí você coloca ele para estudar. Ele fala: "O que que eu vou fazer de de formado? Aí você tem que procurar fazer a economia crescer para gerar oportunidade de emprego que ele precisa ter. >> Uhum. >> Sabe? Então eu tô Mas você não tem noção, Emílio, como é que eu ando tranquilo. Eu tô vivendo um momento como eu vivi na disputa com Ferra. Eu eu tava na disputa com Ferra. Eu tava mas tão
▶ 01:07:24 confiante de que aquela eleição era minha. Nada me abalava. Quando eu fui pro segundo turno, muita gente ficou, falou: "Gente, Deus, Deus tá me dando, sabe, mais uma cutucada para mim estudar um pouco mais, para mim aprender um pouco mais, sabe? Então, nesse momento, sabe, eu vou dizer, não há uma única razão para que um brasileiro ou brasileira que queira o bem do Brasil não votar em nós.
▶ 01:07:54 >> A não ser que o cara seja negacionista, que não quer que dê nada dê certo, que que não quer cuidar do povo, não quer, sabe? Aí, paciência, nós temos isso. Mas se as pessoas forem pensar no Brasil, sabe, avançando, crescendo, gerando emprego e oportunidade, eu vou, pelos candidatos que estão se apresentando até agora, eu ouso dizer, sabe, que teria que votar e vi, [risadas]
▶ 01:08:24 >> presidente. A gente tá quase se aproximando do do final. Eh, eu queria emendar uma última pergunta. O senhor falou sobre tecnologia e e formar pessoas para área de tecnologia. Nós não temos fabricação de drone, o senhor mencionou. Eh, e eu queria perguntar sobre os interesses das grandes empresas de tecnologias BigTechs no Brasil. Eh, eles olham pra gente, me dá a impressão, como um grande depósito de terras raras e espaço para data center. Eh, como é que a gente concilia a nossa soberania,
▶ 01:08:56 o nosso desenvolvimento tecnológico e o nosso respeito ao nosso meio ambiente também? >> Nós temos que ter um projeto nosso. Veja, nós criamos um Conselho Nacional para cuidar da questão das terras raras e minerais críticas. Eu disse no começo, a gente não vai continuar a ser exportador de minério e natura. Nós vamos transformar aqui dentro, vamos aprender a fazer as coisas que tem que ser feita aqui dentro. E se tiver empresas estrangeiras que tem expertiz e
▶ 01:09:27 quiser vir trabalhar conosco, ótimo. Ótimo. O que a gente não vai permitir é que venha navios aqui, sabe? Encha 200 toneladas de leva pra terra deles e depois a gente vende baratinho e compra caro. Não. Então isso chama-se soberania. Nós queremos ser dono do nosso nariz e queremos aprender a fazer o processo de transformação. Por isso eu tenho debatido com a educação. Nós temos que formar muito mais engenheiro do que estamos formando. Temos que investir
▶ 01:09:58 muito mais em matemática que nós estamos investindo. Vamos ter que mandar a gente estudar lá fora. Vamos ter que ter milhares de jovens estudantes inteligência artificial, sabe? Para que a gente seja dono das coisas. Então esse será um país que você vai ver nos próximos 4 anos. como alguém da área da tecnologia, fico muito feliz de ouvir isso, presidente. Eh, nós, se vocês estiverem ouvindo, a gente só para te dizer o seguinte, a questão da tecnologia para mim é o seguinte, veja,
▶ 01:10:28 eh, nós criamos uma faculdade de matemática no Rio de Janeiro. >> Uhum. >> Para que a gente pega as Olimpíadas da matemática, sabe? Aquela meninada que ganha medalha de ouro, a gente faz um vestibular com eles. Quem tiver melhor nota vai para essa faculdade de matemática. vai comer, estudar e dormir lá pra gente formar matemático, sabe? Fazer um centro de excelência. Mas é o seguinte, é tão fácil compreender o seguinte: Não há nenhum país do mundo
▶ 01:11:00 que se desenvolveu sem antos investir na educação e sem tecnologia. >> Uhum. Então, se a gente quiser dar o salto que todo mundo sonha, é isso, é fazer a revolução educacional um passo adiante do que nós fizemos agora. >> E posso te perguntar, a gente tá agora esses tempos fazendo acordo com a China também em relação à inteligência artificial. Então a ideia a gente é se aproximar também de outras, >> veja, nós não queremos ficar dependendo de um único conhecimento.
▶ 01:11:32 Nós queremos fazer acordo com a China, queremos fazer acordo com os Estados Unidos, queremos fazer acordo com a França, queremos fazer acordo com todo mundo. Com quem tiver conhecimento esteja disposto a trabalhar conosco, nós vamos trabalhar. Agora, é importante que as pessoas saibam que aqui nesse país tem um presidente que aprendeu a ser dono do seu nariz. Eu sabe repudi o complexo de viralata que durante muito tempo dominou a sociedade elite brasileira, sabe?
▶ 01:12:03 >> Uhum. >> Então agora é o seguinte, esse país tem dono. O dono se chama-se povo brasileiro. E ele quer progredir, ele quer evoluir, ele quer ser dono das suas coisas. >> Perfeito. A gente tinha muito mais pergunta, a gente muito mais coisa para trazer. A gente a gente precisa de muito mais tempo com o senhor. Da próxima vez, uma coisa que eu tenho que falar para vocês >> é, >> rapaz, o MC Livros. >> Ah, verdade. O MC Livros, claro. >> Eu se o MC livre reúne 25.000 livros
▶ 01:12:35 para aluguel digital na biblioteca pública com acesso democrático, gratuito e contínuo de leitura. foi lançado em abril de 2026. Já tem mais de 1 milhão de usuários ativos e 630.000 aluguéis de livros. 62% acesso pelo telefone celular. >> Sabe idiomas? Você sabia [roncando] disso? >> Sabia. Sabia. >> Pois é. Plataforma de ensino de inglês e espanhol do nível básico ao avançado, com cerca de 800 aulas, lançada em 2026
▶ 01:13:09 já tem 660.000 pessoas matriculadas. com 60% na faixa entre 18 e 34 anos. Tela Brasil, você já sabe. >> Aham. [risadas] >> Conhecemos todos. Conhecemos todos, presidente. >> Mas é importante, >> mas é importante falar. É importante contar para quem tá assistindo. Foi lançado no Rio de Janeiro. É uma plataforma gratuita que democratiza o acesso aos nossos filmes e garante acesso à cultura. Lançada em mais de 2026, reúne mais de 500 filmes
▶ 01:13:40 brasileiros e já tem mais de 800.000 usuários ativos, quase 70% acesso pelo telefone celular. >> Bom, excelente. >> Você percebe que aos pouco o país vai sendo dono de si mesmo. >> Vai, >> a gente começa a gostar da nossa cultura, começa a gostar da nossa música, começa a gostar da nossa arte, começa a gostar da nossa floresta. Um passo que eu quero dar pro futuro é o seguinte, nós temos que ter uma política muito séria para cuidar dos idosos, que a sociedade tá ficando mais idosa. E uma
▶ 01:14:11 coisa que eu quero fazer temos que estimular a juventude brasileira que gosta de para Miami para conhecer a Amazônia, >> para conhecer o Brasil profundo. >> Tem sa tem que conhecer o que que é o que que é o Pantanal. >> O Pantanal saber o que que é a catinga, o que que é, sabe? Então o governo tem através do Ministério da Cultura, do Ministério do Turismo, Ministério da Educação, incentivar. Não tem tanta gente que faz, sabe, e viagem para Miami, para Orlando, para
▶ 01:14:42 Ótimo, eu quero que vá mesmo. Mas por que que a gente não incentiva a vir pra Amazônia, a conhecer o que que é o semiário nordestino? E presidente, eu já fui para Orlando e já fui pro sertão do Sergipe. E o sertão do Sergipe é infinitamente melhor do que Orlando. Infinitamente, você conhece, você já foi visitar transposição do São Francisco? >> Já. É, é um negócio. >> Você já, você sabe o que que é um canal de 1700 km com 15.000 km de adutora, fazendo com que água chegue numa região
▶ 01:15:12 que durante 300 anos foi vítima da seca. é uma das maiores obras hídricas do mundo. Ou seja, vocês sabem o que que é uma pessoa receber água dentro de casa. Eu conheço gente que tomou banho. Pela primeira vez quando eu fui na casa dela, pessoa tomando banho no chuveiro. Lavar um prato numa pia, nem máquina, mas só a pia já dá o prazer. >> É, >> sabe? A pessoa lava roupa num tanque dentro de casa, não precisa ir pra beira do rio, fica cocorada, lavando e batendo na pedra. Sim,
▶ 01:15:42 >> essa revolução é que tá acontecendo e muitas vezes a Avenida Paulista não sabe. >> Sim, sim. >> E muitas vezes não quer nem saber. O que é importante é que o povo tá sabendo e por isso eu quero agradecer a vocês, dizer para vocês que eu estou sempre à disposição dentro do possível para dar entrevista para vocês perguntarem tudo que vocês tiverem vontade. >> Excelente. Eu fal, eu ia falar, nós vamos entregar para vocês é isso aqui, olha. Olha, vou entregar para vocês isso aqui, ó, que eu falei, mas tem mais
▶ 01:16:13 completo aí que nós vamos entregar para vocês, a questão dos brigatistas, >> sabe? dos brigadistas, que é a questão, sabe, do do do IBAMA, da compra de avião, do Ministério da Defesa, nós temos 130.000 horas de avião já contratada, caso Eloni apareça aqui nervoso, >> mais excelente. >> Então depois vocês vão receber isso aqui direitinho para vocês poderem passar para outras pessoas, tá bem? Presidente, a gente trouxe presentes para você um um
▶ 01:16:45 presente presente das meninas primeiro e daí depois eu tenho um pedido para fazer. Vai lá, Camilinha. >> Esse aqui é um livro que eu escrevi com um jornalista científico chamado Reinaldo José Lopes. Eh, A teia da vida e é só é meio que a minha carta de amor à natureza. Eu sou ecóloga. Então eu escrevi um livro >> para falar de ecologia. >> O livro da Mila Maçuda e do Reinaldo
▶ 01:17:15 José Lopes. >> Depois tem que autografar pro presidente. Não tá autografado ainda não. >> Devolve, devolve, devolve, presidente. Devolve. [risadas] >> Afina aqui para ver. >> Eu tenho aqui. Tem tem uma B ainda? Eu trouxe o presente inclusive que claro a gente usa [risadas] >> então tenha David é o presente que a gente trouxe pro senhor. A Ana também trouxe >> polícia Bareta utilizava b ele falava essa careta que nunca falha.
▶ 01:17:45 >> É, então exato. >> Presidente, eu trouxe o livro do nosso Pedro Zambar do vídeogame Crash que conta a história do Marco Legal dos Games que o senhor tava tava comentando, né? que que foi desenvolvido aí junto com o pessoal da Brague. Enfim, >> você não iam falar do Pirula? >> A gente vai falar agora. Eu tava só esperando os presentes, aí eu vou falar do Pirula. A gente já vai falar. A gente vai falar do Pirula, presidente. Fica tranquilo. >> Ó o livro do Pedro Zambarda.
▶ 01:18:18 [risadas] >> Essa é a foto. >> É barato. >> Essa é a foto. É. Compra o teia da vida também, tá? para financiar os projetos de divulgação. >> Conta a história. Assinou. >> Eh, o Pedro assinou aí cedo, Pedro. E eu trouxe também o café do meteório e ó, vou te dizer, esgotadíssimo, tá? Vai voltar a vender daqui a 30 dias, mas tá aqui um um dos últimos um dos últimos exemplares do nosso café. A gente como amante do café brasileiro produzido aqui no Brasil por produtores independentes, produz, plantam. Então,
▶ 01:18:48 >> a gente tem um acordo com uma empresa que trabalha com pequenos produtores eh no Brasil. Tomarei, depois falarei para vocês. >> Manda mensagem avisando. >> E aí, [risadas] o que o que eu queria falar é que nós fazemos parte de um projeto chamado três elementos, que somos quatro pessoas, que nós estamos aqui representando mais duas pessoas e a nossa equipe que trabalha com a gente, uma dessas pessoas é um dos maiores cartoonistas do Brasil chamado Carlos Ruas, que mandou um abraço pro senhor e o outro >> eu fico, >> quer que eu continue? que é
▶ 01:19:19 >> é assim, acho que é o pioneiro na divulgação científica do Brasil, eh, o Pirula. [risadas] E assim, eh, por que que a gente fica tão emocionado quando fala dele? O Pirula, ele não só eh mostrou que era possível fazer divulgação científica no Brasil, indo lá gravar na casa dele sozinho, uma câmera falando sobre ciência, ensinando sobre ciência na internet, mas ele ah estimulou,
▶ 01:19:50 incentivou, apoiou uma leva gigantesca de divulgadores científicos, como eu, o Emílio, diversos outros. Ele tava lá falando, "Vamos fazer junto, vamos que eu ajudo." Eh, em 2025 ele sofreu um AVC. foi muito, muito, muito chocante pra gente. Foi assim, eh, >> muito sério, >> muito, muito sério. Ele agora tá num processo de recuperação ainda, eh, teve
▶ 01:20:22 uma afasia, tá voltando pouco a pouco a falar, a se movimentar, teve uma paralisação do lado direito do corpo, mas ele ainda é o nosso querido divulgado. >> 44 agora. 44 anos. Se o senhor poder mandar um beijo para ele e tá assistindo a gente agora. >> Ô perulinha, vem para nós, cara. [risadas] Não deixa a doença te vencer, não, cara. Passa por cima disso. >> Podia tá aqui com a gente hoje. >> Mostra o cara porreta que você é pirula.
▶ 01:20:54 Você percebeu aqui que os caras estão aqui, gostam tanto de você que nem consegue falar. Não, não consigo mesmo. >> Ô Pedro Ludo, concreto. É o seguinte, o mundo precisa de gente boa, cara. De gente que tenha coração como o teu, a cabeça como a tua, que veja a sociedade como você veja, uma sociedade, sabe, que viva compartilhando as coisas boas e se ajudando no sabe, nas necessidades. Nós estamos caminhando para uma
▶ 01:21:24 sociedade muito individualista, sabe? muito, cada um trancado no seu mundinho, cada um sabe, namora com o seu celular, casa com o celular, como com o seu celular, foi tudo. Havia gente se esqueceu de conversar, de se abraçar, de se beijar, sabe? É uma coisa que faz falta à humanidade. A humanidade ela existe para viver em comunidade. A humanidade é assim, ela tem que viver em comunidade, sabe? É uma convivência de autoajuda, não é uma convivência cada um no seu mundo. E você faz falta
▶ 01:21:56 pirolinha. Então, cara, vem para nós. >> Boa. >> Vamos junto. >> Excelente. Certeza que ele vai ficar feliz lá na casa dele. >> Beijo no coração, Pirula. >> Maravilha. >> Maravilha. Ficamos por aqui. A gente agradece imensamente, presidente, pelo pelo trabalho e pela entrevista, pela conversa. E especialmente te digo que eu saio dessa conversa com esperança num Brasil soberano, num Brasil desenvolvido tecnologicamente, um Brasil que se
▶ 01:22:26 conhece e se ama profundamente. Muito obrigada por isso, >> obrigado mesmo. >> Obrigada a você, querida, e parabéns pelo trabalho. Mira, querida, obrigado pelo trabalho. Parabéns. >> Muito obrigado, presidente. Muito obrigado por nos receber. Obrigado mesmo. >> Fiquei feliz de vocês não se machucar beijando. >> Não, não. É bom, é legal. É, é gostoso. O senhor podia colocar um piercing aqui. Será que a Jang gost? Tá dando palpita ali. O que que é? >> Pode, podemos encerrar. Podemos, não podemos. Vamos ficar mais tempo.
▶ 01:22:57 [risadas] >> Obrigado a todo mundo que tá assistindo também, >> gente. Muito obrigado. E para todo mundo que tá assistindo, valeu demais. Valeu pro chat, valeu para todo mundo. >> Obrigado. [risadas] Valeu. Assim, ó. >> Aê. E depois e depois em off eu ensino outro pro senhor que é meio difí meio pornográfico faz assim. >> Quem não sabe fazer assim. >> É verdade. É verdade. É verdade. É, é porque o meu não é coração. Quando eu faço assim é meio batata, então eu prefiro fazer assim. Acho que fica melhor. >> Muito bem. >> Muito bom.