Presidente Lula participa da 78ª Reunião Anual da SBPC
Lula · 29/07/2026 · 81 min · Lula
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▶ 00:00:00 O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. [aplausos] >> Boa noite. >> Boa noite. [aplausos] >> Boa noite, pessoal. Presidente Lula, >> é uma alegria, uma honra Niterói receber
▶ 00:00:30 o senhor mais uma vez. nos últimos do anos, o presidente já teve aqui em Niterói por três vezes. Tivemos uma agenda recente da feder da caravana federativa, que foi também extraordinária, presidente. E é uma honra a cidade de Niterói recebê-lo pela terceira vez em menos de 2 anos. Mas eu queria repetir o convite, presidente, que o senhor é filho de Deus
▶ 00:01:01 e Niterói tem as melhores praias do Rio de Janeiro. E eu queria depois dessa maratona que o senhor vai enfrentar, convidar o senhor para curtir as nossas praias de Taquatiara, Camboinhas, Piratininga, que são as praias mais lindas do Rio de Janeiro, pessoal. E eu queria, presidente, além de agradecer, fazer um registro histórico, porque
▶ 00:01:31 desde que o Rio de Janeiro perdeu a condição de capital federal, em 1960, e Niterói perdeu a condição de capital do estado do Rio, do antigo estado do Rio, em 1975, é o presidente Lula, o líder político desse país que melhor compreende o papel do estado do Rio de Janeiro na Federação Brasileira. O presidente Lula
▶ 00:02:02 é o presidente que olha o Rio de Janeiro com a compreensão da importância do Rio formação social, cultural do nosso país, porque o mundo até hoje percebe o Brasil a partir do Rio de Janeiro. Só para vocês terem uma ideia, amigos. e amigas, nesse governo onde o presidente volta a governar o nosso país, o Rio de Janeiro tá recebendo as duas maiores obras de infraestrutura da sua
▶ 00:02:33 história. a duplicação da rodovia Dutra da saída da ponte Rio Rio Niterói pra Baixada até o sul Fluminense e a BR101 da descida da ponte Rio Niterói pro lado de cá da baia de Guanabara, passando por São Gonçalo e Taboraí até a divisa com o Espírito Santo. Essas obras são obras importantes pra mobilidade, mas pra logística e pro desenvolvimento econômico do estado. Foi o presidente
▶ 00:03:05 Lula que fez a retomada do complexo petroquímico de Taboraí. E nós já temos, presidente em Itaboraí, mais de 10.000 1 trabalhadores trabalhando em Taboraí, graças à sua decisão. E com a rota 3, já temos lá a chegada de 30 bilhões de met³ de gás, ampliando as possibilidades de desenvolvimento econômico, plantas de fertilizantes e
▶ 00:03:36 desenvolvimento econômico e geração de emprego no Rio de Janeiro. Presidente, há 2 anos, 3 anos atrás, quando o senhor voltou, a nossa indústria naval estava praticamente destruída no estado do Rio de Janeiro. E eu quero dar uma boa notícia pro senhor. O estaleiro Mauá, que há 2 anos estava fechado aqui em Niterói, que foi a primeira indústria do Brasil criada pelo Mawauai em 1846, já está gerando 2500.000
▶ 00:04:07 empregos direto pros nossos metalúrgicos e 10.000 empregos indiretos. Presidente, o senhor salvou o Palácio Capanema, que o governo anterior queria vender o Palácio Capanema hoje é uma realidade no centro do Rio. E sobretudo o senhor recuperou, presidente, reconstruiu aquilo que o estado do Rio tem de melhor, que é a nossa inteligência.
▶ 00:04:38 Com a colaboração sobre a sua orientação da ministra Luciana Santos, o senhor reconstruiu as instituições de pesquisa e desenvolvimento científico do Rio de Janeiro, sobretudo as nossas universidades. O Rio de Janeiro é o estado que tem a maior proporção de mestres e doutores do Brasil. Portanto, amigos e amigas, eu não vou me alongar porque o presidente tem horário, mas eu queria agradecer,
▶ 00:05:08 presidente, mais uma vez a sua vinda de Niterói, agradecer a presidenta Francilene Procope, agradecer ao reitor da Universidade Federal Fluminense, a quem eu queria pedir uma salva de palmas. [aplausos] Niterói, presidente, é uma cidade onde 90% da população já está nas classes classes médias. 90%. Nós temos hoje 40% da população com nível superior e 2% da população PhDs.
▶ 00:05:42 Niterói é uma cidade que abraça ciência e é por isso que Niterói votou a favor da democracia em 2022. [aplausos] E Niterói abraçou esse grande congresso com mais de 40.000 pesquisadores visitantes. É o maior congresso científico da América Latina. Eu queria agradecer muito a todos vocês
▶ 00:06:12 que estão presentes e dizer que a gente não pode ter mais retrocesso nesse país. Eu fui prefeito na época da pandemia e não foi fácil conduzir aquela que foi o maior desafio sanitário da história de nossa geração. Quando nós tínhamos um governo negacionista à frente do governo federal. Nós não podemos ter mais à frente do nosso país quem nega a ciência, quem nega a vacina
▶ 00:06:42 e quem não tem a humanidade de cuidar do nosso povo. Viva a ciência, viva SBPC, viva o presidente Lula. Olê olê olê. Nesse momento, ouve-se o reitor da
▶ 00:07:14 Universidade Federal Fluminense, Antônio Cláudio da Nóbrega. >> [aplausos] >> Boa noite. Boa noite. Cumprimentando o nosso querido presidente, cumprimento todos os componentes dessa desse dispositivo. Presidente, eh antes da sua gestão, nenhum presidente havia visitado a Universidade Federal Fluminense. Essa já é a segunda vez que o senhor vem aqui no meu mandato. [aplausos] A primeira vez se foi ano passado em
▶ 00:07:44 Campos dos Goitacaes, mostrando o seu olhar pro interior do estado, pro interior de todo o Brasil, no nosso caso, pro interior do estado. E agora você tá aqui em Niterói, onde a nossa sede muito bem gerida pelo querido amigo Rodrigo Neves. Eu quero dizer, presidente, que nós eh exercitamos com muito orgulho o papel do perfil da universidade brasileira que o senhor nosudou a construir. Nós temos um perfil que associa alta qualidade científica com inclusão social,
▶ 00:08:14 porque nós precisamos trazer todo mundo junto para dentro desse processo de desenvolvimento. E o tema que a SBPC construiu conosco traz inclusão como umal porque incluir as pessoas no Alô. incluir as pessoas no processo de desenvolvimento não é um favor e não é somente a um exercício do direito de participar da construção de conhecimento.
▶ 00:08:47 >> O Vou esperar. >> Ei, >> alô. Isso. Agora ficou melhor minha voz, inclusive. Obrigado, presidente. >> Tá ótimo. >> Cima. Tá ótimo. Então, o processo de inclusão não é apenas garantir o direito das pessoas participarem do processo de construção
▶ 00:09:18 eh do conhecimento, significa melhorar o nosso olhar sobre os problemas, trazer as mulheres, o povo negro, os eh povos originários. Isso enriquece a nossa capacidade de olhar prosas. Então, presidente, desde o seu primeiro ciclo eh de governo que você ampliou de maneira histórica as universidades para todos os cantos desse Brasil, que nós estamos trabalhando direto com a missão de qualificar a produção científica do país. Essa é a missão da universidade e
▶ 00:09:49 incluir todas as pessoas. E veja, presidente, que hoje nós mudamos radicalmente o perfil da universidade brasileira. Se há 30 anos atrás era um local de privilégio da classe média e média alta, que tinha condição de trazer um estudo eh mais qualificado antes da universidade, hoje a maioria das pessoas, a maioria dos nossos estudantes vem das classes populares. Na universidade, [aplausos] na Universidade Federal Fluminense, acreditem, 2/3 dos estudantes vem de
▶ 00:10:20 família com até três salários mínimos de renda familiar. Essa é uma revolução na história do país e esse é um trabalho do seu governo que nós abraçamos como um estratégia de desenvolvimento nacional. E para concluir, presidente, para não me alongar, eu queria dizer que as crianças são foco dessa reunião do SBPC. A formação de cidadania científica é um elemento fundamental, porque as crianças, claro que se nós tivermos
▶ 00:10:50 gênios eh da ciência, é muito bom. Até porque o Brasil precisa formar mais doutores, presidente. Nós temos hoje de 10, nós temos em média 10 doutores para 100.000 habitantes. O CDE tem 30. Nós precisamos aumentar muito. É uma falácia dizer que o sistema tá saturado. Nós precisamos ampliar muito a inclusão da população no nível superior e formação de pesquisadores. Mas mais importante ou tão importante do que isso é a população, as crianças e adolescentes
▶ 00:11:20 saberem que tudo que nós, todas as nossas decisões vem de conhecimento de pessoas que nos antecederam. Quando nós escolhemos o que comer, o que vestir, tem conhecimento embutido e principalmente saber que nós estamos vivos por causa das vacinas. Todos nós estamos vivos por causa das vacinas. Então, presidente, para concluir, eu quero dizer que em nome da minha
▶ 00:11:50 universidade, que tem mais de 70.000 alunos espalhados por todo esse estado do Rio de Janeiro, a universidade comprometida em fazer 70.000 estudantes, 70.000 estudantes, a maior universidade, número de alunos ativos do país. Nós temos, como dizia Betinho, quem tem fome tem pressa, nós temos que acelerar esse processo de inclusão. Eu quero dizer, em nome da nossa universidade, em meu nome como pesquisador, como professor, aonde eu tiver como cidadão, que nós não
▶ 00:12:20 voltaremos a ser colônia de ninguém. Muito obrigado pela sua liderança. [aplausos] Obrigado. [aplausos] Ouve-se agora a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Procópio Garcia. [aplausos]
▶ 00:12:57 Maravilhosa. >> Boa noite, gente. >> Vamos receber o nosso sócio honorário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 30.805, nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva. [aplausos] >> [aplausos]
▶ 00:13:32 [aplausos] >> presidente, eh, aqui tem uma um recorte, uma amostra extremamente significativa de um conjunto de pessoas que junto com o senhor teve a condição de voltar a sonhar, ter coragem e perseverança para
▶ 00:14:04 construir um país digno, justo, capaz de usar a capacidade do seu povo, a riqueza dessa nação distribuída em todas as regiões desse país, mesmo enfrentando tantas desigualdades, mas sabendo que é possível fazer uma transformação a partir do conhecimento. Todos nós que estamos aqui nesse momento, agradecemos a todas as conquistas que vivemos já há alguns anos. É importante dizer que este encontro do estadista presidente Lula
▶ 00:14:36 com a ciência representa mais de 45 anos de relacionamento de alguém que acreditou que é capaz de ter soberania e desenvolver a partir do seu próprio povo. E é essa expressiva representação que tá aqui, presidente. Em 2008, quando o senhor pela primeira vez visitou a sede da SBPC em São Paulo e retornou sexta-feira próxima passada, o senhor colocava de maneira muito objetiva: "Me tragam uma cesta de problemas". Eu quero
▶ 00:15:06 ajudá-los a resolver, desde que você nos ajudem a resolver os problemas deste país. Nós atendemos naquele momento e continuamos aqui. Helena Nader. Estivemos juntos na sexta-feira, nossa presidente da Academia Brasileira de Ciência dizendo que nós estamos juntos, seja na saúde, seja para olhar as questões do meio ambiente, o processo de transição energética, a chegada da inteligência artificial, a chegada dos alunos da primeira infância inspirados a
▶ 00:15:37 conquistarem vidas e sonhos transformadores de país com o conhecimento e com a ciência. Então, nós estamos juntos e juntas. Ontem nós tivemos um ato, presidente, contra o feminicídio numa cidade que há 18 meses não tem o registro de um feminicídio, que é Niterói. [aplausos] [aplausos] E é uma satisfação quando a gente entende que este esta política pública
▶ 00:16:09 bem-sucedida, ela utiliza conhecimento, evidências e fundamentos para que toda a equipe do prefeito, a Universidade Federal Fluminense, do reitor Antônio Cláudio, que é extremamente parceira nesse processo, faça com que a vida das pessoas aqui estejam mais seguras. Não é à toa que Niterói tem um IDH alto, considerando a realidade do país e do estado do Rio de Janeiro. Então esse é um exemplo vivo de que o país pode ter essa transformação e é com conhecimento e consciência. Então, presidente, nós,
▶ 00:16:41 em nome da diretoria da SBPC, que tá toda aqui perfilada aqui à frente, o nosso conselho, secretários regionais, dirigentes de instituições, de universidades, cada cidadã, cada cidadão que acredita na transformação desse país sobre a liderança de um verdadeiro estadista. O Brasil precisa de ciência para todos, soberania, desenvolvimento e inclusão. Muito obrigada por estar aqui conosco nesse momento.
▶ 00:17:11 [aplausos] Fará uso da palavra a ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. [aplausos]
▶ 00:17:41 Nosso querido presidente Luís Inácio Lula da Silva, desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, saudar os dois ministros aqui presentes para economia de tempo, a Francilene Garcia, nossa presidente da SBPC, a Helena Nad, presidente da da Academia Brasileira de Ciências, Antônio Cláudio, nosso anfitrião, reitor da Universidade Federal Fluminense, o Rodrigo Rodrigo Neves, o prefeito municipal de Niterói, essa prefeitura que acolheu
▶ 00:18:13 nossa SBPC, a todas as instituições do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, unidade de pesquisa, agência de fomento, pesquisadores e pesquisadoras aqui presentes. a inteligência do nosso país. Eu saúdo em nome do nosso querido, meu conterrâneo e amigo Sérgio Rezende [aplausos] e ex-ministro da Ciência e Tecnologia Brasileira. Eu quero, gente, antes de tudo, agradecer de todo coração
▶ 00:18:45 a o afeto, a solidariedade, a acolhida, eh, nesse momento de dor, né, que tô passando, que recebi do presidente Lula, dos ministros e ministras desse governo e dessa comunidade acadêmica que me acolheu com muito carinho. Isso acalma minha alma e me ajuda a seguir adiante. [aplausos] Então, presidente, é um dia especial,
▶ 00:19:17 há um simbolismo muito forte na presença do presidente da República na SBPC, porque afinal esse encontro expressa de maneira clara o lugar que a ciência, tecnologia e inovação ocupam no projeto de nação que o presidente Lula está construindo mais uma vez. Um projeto que respeita e fortalece a comunidade científica e acadêmica, que entende o conhecimento como patrimônio público e respeita muito a inteligência
▶ 00:19:47 brasileira, diferentemente, presidente, do que já vimos. já vimos eh aqui essa comunidade, as instituições, as universidades serem tratadas como espaço de balbúrdia, mas aqui no nosso governo não. Nós respeitamos a inteligência, a produção científica e essa riqueza que é o grande patrimônio do povo brasileiro. Então, presidente, esse respeito não é só discurso, não é só retórica. O senhor
▶ 00:20:19 está na história desse país como homem que, embora nunca tinha frequentado, tive a oportunidade de frequentar as universidades, você foi o homem que ficou na história, que mais ampliou vaga nas universidades, institutos federais do nosso país. [aplausos] O senhor recompôs o FNDCT que estava contingenciado já no primeiro trimestre de 2023, de maneira célere. Isso fez com que nesse período de 4 anos
▶ 00:20:52 nós tivéssemos já 55 bilhões de investimentos, mais quase 30 que nós vamos fazer agora com recurso empossado do FNDCT do retorno do crédito, chegando, portanto, a 80 bilhões de investimentos na ciência e tecnologia brasileira. Isso feito de maneira democrática, de de debatida através de um conselho diretor do Fundo Nacional Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia que é tripartite, que tem empresa, que
▶ 00:21:22 tem academia e que tem governo. É NIB, é PAC na veia. 82% dos nossos recursos estão nessa agenda estruturante do país para poder garantir aquilo que eu disse na primeira reunião ministerial de que a ciência tecnologia ela é transversal, ela participa de todos os desafios nacional da saúde, do meio ambiente, do transporte que a gente usa, porque isso é muito necessário que a população compreenda o plano brasileiro de
▶ 00:21:53 inteligência artificial que o senhor encomendou. o SOS Clima, que é um outro programa constituído além dos 10 programas do início do governo. E com isso, presidente, nós produzimos ao longo desse tempo, vou dar alguns exemplos dos resultados do investimento de ciência básica, que foi o pico disso no período que o senhor liderou o país. Então a gente tem hoje apresenta pra sociedade brasileira, por exemplo, um ônibus 100% nacional elétrico dos
▶ 00:22:23 chassis, do motor, do software. A gente apresenta hoje uma vacina 100% da COVID brasileira, que é Spintec feita no CT de vacinas de Minas Gerais. O senhor apresenta através dessa decisão política um barco voador da Amazônia. O que para poder garantir a travessia feito pela inteligência brasileira, o coquetel enzimático que vai economizar 20 a 30% da transformação da do caldo da
▶ 00:22:54 cana em cana de açúcar, insumo que era importado. Isso sem falar do Sírius, do NB4, que é o que é o nosso eh laboratório de contenção biológica máxima do RMB e tantas outras entregas pro povo brasileiro. Por isso, presidente Lula, é uma honra entregar aqui uma versão da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia por para um plano decenal para 4 anos.
▶ 00:23:24 [aplausos] >> [aplausos] [aplausos] >> proade inexistência [aplausos] soberania do progresso, paciência e resistência soia.
▶ 00:23:56 >> Essa estratégia, presidenta, foi feito com muitas mãos. foram foi iniciada na quinta conferência nacional de ciência e tecnologia, que há 14 anos não acontecia. São 100.000 pessoas que participaram dessa construção e esse documento estabelece um compromisso do Estado brasileiro com essa política pública. Porque ciência se faz assim, de mãos dadas. a ENCT, que essa estratégia vai ser agora traduzida num plano, num
▶ 00:24:26 plano que o senhor sempre cobra e repete, que foi feito de 2007 a 2010. E esse plano vai ser, essa estratégia vai se traduzir num plano de 5 anos com metas, com loua, para garantir que a gente aplique esse debate. O esse documento foi submetido à consulta pública, teve a contribuição da sociedade e quero destacar mais uma vez o papel da própria SBPC, que foi fundamental em todo o processo de
▶ 00:24:56 mobilização e sistematização que originou esse documento. um trabalho coordenado pela professora Francilene Garcia. Em nome dela eu agradeço a cada um e a cada um de vocês nessa jornada. Então eles têm eles são quatro eixos estratégicos. Ele fortalece e integra o sistema nacional. Ele garante a inovação e a reindustrialização em novas bases tecnológicas. Ele trata de projeto estratégico para a soberania nacional e
▶ 00:25:26 a ciência e tecnologia ao desenvolvimento social. Também quero aqui dizer, presidente, que os objetivos de que nós estamos pretendendo na ENT é um sonho histórico de garantir 2% do PIB até 2034 para ciência brasileira. E para isso nós precisamos do investimento empresarial para aumentar essa essa esses investimentos. Então, a gente vai fazer isso no contexto, presidente, do de um
▶ 00:25:57 novo pactir. E eu quero lhe dizer, presidente, terminando, que hoje eu a gente fez uma portaria que oficializa essa estratégia, um grupo de trabalho responsável pela elaboração desse plano de 2027 até 2030 e não poderia haver lugar mais adequado que dessa iniciativa por na reunião da SBPC para transformar essas diretrizes em ação concreta. Então, presidente, o seu governo, o nosso Ministério de
▶ 00:26:28 Ciências e Tecnologia e Inovação, as universidades, Institutos de Pesquisa, SBPC, ABC, toda a comunidade acadêmica tem caminhado junto para consolidar essa política como uma política de estado, o futuro melhor para os brasileiros e brasileiros. Por isso que soberania nacional, domínio tecnológico, superar a nossa dependência são belas páginas da história que o senhor já escreveu e vai continuar escrevendo. Por isso que, como disse aqui o nosso magnífico reitor, não
▶ 00:26:59 queiram intervir ou interferir na história do nosso país. Nós somos madeira de lei que cumpinó. Não admitimos interferência. Viva soberania nacional. Você, presidente, vai continuar escrevendo mais belas páginas de história desse país. Termino falando uma canção que eu falei aqui na abertura. A história é uma canção de unidade da América Latina que Chico Boarque canta. A história é um povo, é
▶ 00:27:29 um carro alegre, cheio de um povo contente que atropela todos aqueles que a negam. Viva o Brasil! Viva a soberania nacional! [aplausos]
▶ 00:27:59 Tem a palavra o governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. >> [aplausos] >> Boa noite a todos e todas. Peço autorização
▶ 00:28:29 a todos os presentes para deixar as nominatas de lado, né? e cumprimentar a todos que aqui estão nas pessoas do presidente da República e do reitor da Universidade Fluminense. Hoje, mais cedo, estava em um evento referente à saúde, também com o presidente da República,
▶ 00:29:01 constatava que a cada venda do presidente da República ao estado do Rio de Janeiro, nós tínhamos um momento de alegria simbolizado por uma ideia de crescimento, uma ideia de investir no social. Há poucos dias atrás, a presidência da República celebrou com o estado do Rio de Janeiro o programa de pagamento da dívida, prestigiando a
▶ 00:29:33 ideia de educação, prestigiando a ideia de investir na educação. que ao chegar o reitor da Universidade Fluminense mencionava e exortava o governo do estado, ah, junto com a Universidade Fluminense e tantas outras aqui do estado, me refiro ao Erge e à Universidade do Norte Fluminense.
▶ 00:30:05 Universidade do Norte Fluminense, gestada dentro de uma ideia da importância da cultura pelo então professor Darci Ribeiro. Então aqui o reitor da Universidade Fluminense Volto exortava a necessidade de pensarmos na educação, pensarmos na ciência, pensarmos naquilo que é melhor
▶ 00:30:35 para o desenvolvimento do país. sem fronteiras políticas, chegou a um momento que nós não podemos mais nos permitir a ideia de fronteira partidária, fronteira política. Nós não podemos mais ter muros. Nós temos que ter pontes, pontes para o saber, pontes para a saúde, pontes para a própria segurança. Ao investirmos na educação,
▶ 00:31:06 obviamente que teremos reflexo tanto na saúde quanto na segurança. Talvez o maior investimento, e me coloco muito à vontade nesse ambiente que o Estado deve fazer é no conhecimento, no conhecimento científico, trazendo a educação desde as bases, trazendo estímulo para a educação
▶ 00:31:38 [aplausos] E se por um lado eu não tenho esses vínculos políticos, por outro lado, eu tenho o dever de testemunhar aqui perante todos o esforço que vem sendo feito pela União nesse momento no plano do desenvolvimento das questões
▶ 00:32:10 que importam à sociedade. E por esse motivo eu me coloco aqui como testemunha de tudo que vem sendo feito sem estas visões de barreiras, tudo que vem sendo feito pela presidência da República em prol da visão social, da visão que devemos ter. [aplausos] E acho que todos nós devemos refletir muito
▶ 00:32:41 no momento de exercermos a nossa cidadania no momento oportuno. Não podemos reclamar com aquilo que muitas vezes acontece a todos nós quando permitimos escolhas que não se direcionam exatamente aquilo que entendermos como adequado para o Estado.
▶ 00:33:11 Exorto a todos a fazerem uma reflexão sobre o que efetivamente queremos para o Estado brasileiro. Há pouco estava aqui o presidente da Organização Mundial da Saúde, que testemunhava e mencionava de forma elogiosa tudo que estava sendo feito no plano da saúde.
▶ 00:33:44 Há pouco tínhamos conhecimento sobre a erradicação vertical da hepatite em nosso estado. Quantos países conseguem chegar a esse plano? Muitas vezes esquecemos que nós temos uma fundação Osvaldo Cruz. Muitas vezes esquecemos da necessidade em se vestir
▶ 00:34:17 em ciência. Hoje, a 78ª reunião anual da SBPC é um momento que devemos pensar muito nos investimentos em prol da ciência, em prol da educação. Acho que já falei muito. Agradeço a todos vocês, não é? Muito obrigado. [aplausos]
▶ 00:35:09 Senhoras e senhores, com a palavra o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. [aplausos] Olá, olá. [aplausos] Uma uma coisa
▶ 00:35:39 importante acabou de acontecer com a fala do nosso governador. Eu não sei se todo mundo percebeu a coisa importante que aconteceu aqui. O governador veio aqui na simplicidade de um desembargador que nunca tinha passado pela cabeça
▶ 00:36:10 virar governador do Rio de Janeiro com a simplicidade dizendo: "Olha, eu não sou político, eu não tenho discurso de político e vocês aplaudiram ele quando ele foi chamado para falar. E vocês aplaudiram pelo gesto dele dizer que não era político. Sabe por quê? Porque
▶ 00:36:40 ele não está governador, porque vocês votaram nele e ele prometeu fazer muita universidade, fazer muito investimento na ciência, fazer um metrô, fazer mais um estaleiro. Ele não tá governador porque prometeu fazer as coisas para vocês, mas vocês aplaudiram ele porque vocês sabem que ele pode fazer no cargo de
▶ 00:37:14 governador provisório aquilo que nenhum eleito será capaz de fazer. [aplausos] Esse é o milagre da política, é o improvável acontecer na vida da gente. E muitos governadores, jamais governador, muitos governadores eleitos
▶ 00:37:44 jamais teriam coragem de vir numa SBPC. >> [aplausos] >> Já vai. E muitos candidatos a presidentes e a governadores também não terão coragem de ver. E você veio e na sua simplicidade leva para casa de volta, para sua família o reconhecimento
▶ 00:38:14 de que quando a pessoa tá cumprindo uma missão séria, o povo reconhece. Portanto, parabéns. [aplausos] Eu, como quero fazer um discurso muito curto, eu vou ler uma nominata para poder falar bem de algumas pessoas que estão aqui. Eu, a primeira coisa que eu tenho inveja é um dia ser chamado
▶ 00:38:44 magnífico reitor de alguma coisa. Porque o presidente da República, que é o cargo mais importante do país, é xingado de tudo quanto ter nome e você é só tratado de magnífico reitor, magnífica reitora. Eu acho chique, mas eu quero dizer para você a alegria de ter compartilhado com você, como reitor, nesses últimos anos, a realização de um sonho de poder provar
▶ 00:39:16 que a universidade não é uma coisa inatingível pela sociedade de que a universidade é uma coisa, sabe, que todos podem fazer, que todos por acesso. O problema é que eu faço questão de dizer sempre é que na história do Brasil a elite política e a elite econômica brasileira e durante muito tempo a elite intelectual brasileira não imaginava universidade
▶ 00:39:48 para todos. Esse é o dado. Até pouco tempo atrás, havia gente nesse país que achava que o Brasil só daria certo se ele fosse governado para 35% da população. E esse essa é a visão que predominou no Brasil durante muitos anos.
▶ 00:40:18 Quem é que imaginava fazer universidade para indígena? Quem é que imaginava fazer universidade para negros? Sabe e nem reconheciam o papel que os negros e os indígenas tiveram na construção desse país, na formação da nossa cultura, na formação do nosso jeito de ser. Não precisava. E muito menos trabalhador. Para que
▶ 00:40:49 trabalhador de fábrica fazer universidade? Trabalhador tem que trabalhar. Universidade é para quem pode. E havia uma contradição no Brasil. É importante a juventude compreender isso. [roncando] No Brasil, nós temos grande parte dos grandes intelectuais brasileiros que fizeram o ensino fundamental em escola pública. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, Dom
▶ 00:41:19 Pedro I é um exemplo. os grandes intelectuais. Se vocês pegarem os principais intelectuais brasileiros, todos eles estudaram escolas públicas e também estudaram e universidade pública. Agora tem uma outra parte da elite brasileira que não estudou escola pública, estudou nas melhores escolas particulares privada e quando foi fazer universidade, por ter tido uma formação mais
▶ 00:41:51 aprimorada porque pagava, ocuparam as universidades públicas e o pobre que teve uma péssima o ensino fundamental, porque o professor era muito mal remunerado. Ou seja, essas pessoas pra universidade tinha que pagar. Veja o contraditório. O pobre passava no vestibular, ia para uma particular. O mais rico passava no vestibular, ia
▶ 00:42:21 paraa pública. E a desgraça era que quando o pobre passava no vestibular numa escola privada, ele descobria quando ia começar as aulas que ele estava proibido de estudar porque ele não tinha dinheiro para pagar mensalidade. Esse é o Brasil de até outro dia. Não é o Brasil de o século passado, é um Brasil do século XX. aí muito próximo de nós. Quem é que não sabe a briga que nós
▶ 00:42:52 fizemos para poder fazer passar a política de cotas nesse país? [aplausos] Quem é, [aplausos] >> quem é que não se lembra? Quem é que não se lembra quando a gente criou o PRU, a quantidade de preconceito com PRU, porque diziu que a gente tava colocando
▶ 00:43:24 as pessoas da periferia de escolas públicas na universidade e que isso iria baixar o nível da educação. A Maril deve ter envolvido muito isso em Manaus e tudo isso aconteceu no Brasil. Eu em Belo Horizonte tive vários episódios de meninas negras que se diziam rejeitada dentro da sala de aula porque tinham ganho bolsa de estudo do Pro, estavam com outras que pagavam e
▶ 00:43:54 que não aceitava que elas estivessem estudando lá. Esse é o país que a nossa geração herdou. E é esse país que a gente tem que mudar. É esse o desafio. Quando aparece em pleno século XX alguém achando que a solução da educação nesse país é a escola circilitar, alguma coisa tá errada. Alguma coisa tá errada.
▶ 00:44:25 [aplausos] Quando aparece nesse país século XX, alguém dizendo que não quer que o filho dele vá pra escola, que o filho vai aprender dentro de casa. Ou seja, na verdade é a supremacia da ignorância, tentando vencer o pensamento da maioria da sociedade.
▶ 00:44:55 O que que leva um pai ou uma mãe não querer que o seu filho ou a sua filhinha se misture outros? É a cabeça da supremacia. sabe, de uma pequena parcela sobre a grande maioria. Então, esse país é assim e esse país, vocês sabem que ele de vez em quando ele piora e ele melhora, porque vocês sabem que destruir as
▶ 00:45:26 coisas é muito simples, né, Sérgio? É muito simples. Ou seja, você passa 10 anos para fazer uma casa, vem um vento e derruba a tua casa. Ou se contrata um japonês com a dinamita, ele implode o prédio que você construiu. Agora construir é muito difícil. Veja, eu fico imaginando, eu fico imaginando, eu fiquei 15 anos fora da presidência.
▶ 00:45:58 Eu saí em 2010 e voltei em 2023. 13 anos eu fiquei fora. A gente tinha acabado com a fome nesse país em 2012. Quando eu voltei em 2023, Sérgio, já tinha 33 milhões de pessoas passando fômetros. Nós desta vez, porque já tínhamos expertise, conseguimos acabar em apenas
▶ 00:46:30 2 anos e meio outra vez. apena 2 anos e meio. [aplausos] Segundo o meu ministro da saúde em 2002, meu ministro da educação, em 2022, 2002, a gente tinha no mercado de trabalho do Brasil 5 milhões de pessoas com diploma universitário.
▶ 00:47:00 5 milhões. Hoje nós temos 25 milhões. É pouco. [aplausos] É pouco. É pouco. Porque nós estamos ainda sendo vítima do atraso, sabe, de se investir na educação desse país. Eu conto uma coisa pra juventude saber, sabe? Que é gente poder saber da história, pra gente não não comer gato por lebre. Eu conto sempre a seguinte
▶ 00:47:31 história, governador. Cristó Colombo aportou o barquinho mequetref dele em Santo Domingo, na República Dominicana, em 149. Em 1932, 40 anos depois, Santo Domingo já a primeira universidade. Cabral chegou aqui 8 anos depois de Colombo lá
▶ 00:48:02 em Santo Domingo. Aportou o merquetref do barquinho dele também aqui. Não era trefe, porque quando a gente foi comemorar os 500 anos de descoberta do Brasil, nós não conseguimos fazer uma cela vela como aquela que chegou no Brasil. Ela não conseguiu atravessar o Atlântico da Bahia para cá. Então o que a que fez? aportou o barquinho dele. A primeira universidade brasileira só
▶ 00:48:34 foiir aqui no Rio de Janeiro em 1920, 420 anos depois. Lá foi 40, aqui foi 420. A primeira universidade do Brasil que foi feita era porque o rei da Bélgica vinha pro Brasil e rei precisava receber título de Dr. Honoris Causa. Não foi por causa de vocês, foi por causa do rei da
▶ 00:49:04 Bélgica que vinha para cá. Isso eu tô dizendo só para vocês entenderem o significado do atraso da educação desse país. Eu não faço com orgulho e não falo com orgulho, mas não pode ser normal. Não pode ser normal que um torneiro mecânico que só tem um diploma primário
▶ 00:49:34 e um curso do SENAI parte para a história como o presidente que mais investiu em universidade na história desse país. [aplausos] Não pode ser normal. [aplausos] Não pode com tanta gente letrada que governou esse país, tantos fazendeiros, tantos banqueiro, tantos advogados, tantos sociólogos, tantos. Você não é normal.
▶ 00:50:07 Eu não falo isso de orgulho, não. Eu falo isso com uma certa tristeza, porque se a quantidade de doutores que já governou esse país tivesse feito a lição de casa, a gente hoje seria uma nação altamente desenvolvida, altamente qualificada e uma nação que pudesse ser comparada a mais desenvolvida qualquer parte do mundo. É isso. Eu conto história para as pessoas
▶ 00:50:37 perceberem o seguinte. Quando os paulistas perderam a revolução pro Getúlio Vargas em 1930, aqui deve ter muita gente de São Paulo. O Jarini tá aqui, é um paulistano. Pois bem, o que é que os paulistas decidiram? É verdade que o Getúlio ganhou? a revolução
▶ 00:51:07 em 32, mas quem vai governar o país vai ser São Paulo pela inteligência e criar a USP. E vamos ser franco. A USP é um centro de excelência desse país e vamos ser franco. A UP formou durante muitas décadas a inteligência que governou esse país, porque eles não queriam que o governo
▶ 00:51:37 central metesse o bedeljo. Quanto que universidade em São Paulo? A a Universidade de São Carlos Federal do ABC. >> É, >> não, não. Federal do AVC. Agora >> nós tínhamos a Federal de São Carlos e nós tínhamos a a >> Unicamp. >> Unifér Unicamp. >> Pois bem, só para vocês ter ideia, eu sou da região mais industrializada do
▶ 00:52:07 Brasil, o chamado ABC paulista. E a gente não tinha uma universidade, uma faculdade federal, nem São Bernardo, nem Santo André, nem São Caetano, nem Diadema, nem Mauá, nem Santos, nem Sorocaba, nem Osasco, nem Guarulhos, não tinha. Eu criei em todas as cidades faculdades federais e aando universidade do ABC.
▶ 00:52:39 [aplausos] Mas você sabe que se a gente não toma cuidado, isso acaba. Isso acaba. Quando nós chegamos no governo 13 anos depois, Sérgio, não, 13 anos não, eu cheguei no governo depois de 2016, sabe? 7 anos depois do impeachment da Dilma. Eu cheguei no governo, eles tinham acabado com tudo. O
▶ 00:53:11 Brasil não tinha mais ministério da cultura. O Brasil não tinha mais investimento em bolsa. O Brasil não tinha mais ministério do trabalho. O Brasil não tinha mais ministério da igualdade racial, não tinha mais ministério dos direitos humanos, não tinha mais ministério dos, sabe? Não tinha muitos ministérios que nós começamos. Só vou dar um dado para vocês, para vocês marcarem na cabeça de vocês. O IBAMA de 2010
▶ 00:53:43 tinha 700 funcionários a mais do que o IBAMA de 2023 quando eu cheguei. Ou seja, 13 anos depois o Ibama tava quase que destruído. Eu vou dar um número para vocês, para você que é cientista político. Quando eu deixei a presidência em 2002, a indústria automobilística brasileira implacava 3 milhões e 800.000 carros.
▶ 00:54:15 Quando eu volotei 2023, a indústria brasileira emplacava 1.600.000 carros, menos da metade do que a gente emplacava 8 anos atrás. O que aconteceu nesse país? É importante a gente perceber, sabe, que nós estamos lidando com coisa muito grave no mundo, muito grave. E hoje nós assumimos a responsabilidade,
▶ 00:54:46 sabe? Quem gosta de ciência, quem gosta de pesquisa, porque nós tínhamos um defeito, Sérgio. O Sérgio é um companheiro do PSB, ele era muito ligado ao Miguel Arrai lá em Pernambuco, mas toda vez que eu fui candidato, sem ser do PT, ele que fez o meu programa C tecnologia. Nunca me perguntei de quem que ele era, mas tava lá. E foi um ministro da maior competência que eu tive. Como aqui também tá o nosso companheiro
▶ 00:55:17 Roberto Amaral, que foi meu primeiro ministro da F tecnologia. O Sérgio Redendo viveu um momento histórico comigo. Em dezembro de 2010, nós recebemos uma homenagem da ciência brasileira, de todos os cientistas, era muita gente que foi dar os parabéns pro governo, porque nós tínhamos cumprido a meta do PAC da tecnologia que era 41 bilhões e nós tínhamos aplicado todos os 41
▶ 00:55:50 bilhões de reais com uma coordenação de cientistas. Nunca houve na história da ciência brasileira e da pesquisa um governo que fosse homenageado pelo cientista. Normalmente eles são vaiado. São vaiado. Eu lembro que quando eu fui na primeira SBPC na Bahia, político não entrava. Entrava eu porque era metalúrgico. Então era o cara coitadinho desse metalúrgico. Deixa ele entrar. Então, gente, é o seguinte. Eu
▶ 00:56:20 acho que nós temos que tomar uma decisão nesse país. Eu sempre digo o seguinte: "Eu sou um ser humano, minha querida presidente da SPPC, muito fácil de trabalhar, muito fácil. >> [roncando] >> Primeiro porque você percebe que eu não sei tudo como as pessoas que sabem tudo. Porque tem um tipo de gente que sabe tudo. Tem um tipo de gente que a gente fala bom dia, ele começa a explicar o
▶ 00:56:51 dia. E eu eu não sou como eu não sou um cara muito estudado, eu sei pouca coisa. A única coisa que eu sei é o que precisa ser feito. E eu tenho consciência de que se a gente não investir em ciência, se a gente não investir em pesquisa, esse país nunca será um país decisivo, um país competitivo, um país capaz de dar
▶ 00:57:21 um salto de qualidade. [aplausos] Eu tenho consciência disso. Eu tenho consciência disso, que se a gente não investir, sabe, em pesquisa, a gente não vai para lugar nenhum. E quando a gente fala em pesquisa e inovação, tem muita gente que fala e não inova coisíssima nenhuma, porque a Petrobras é responsável por 2/3 do dinheiro que investe inovação nesse país. A iniciativa privada brasileira
▶ 00:57:53 não põe dinheiro. Não põe dinheiro. E é importante que a gente sabe que precisa dinheiro. Se não fosse pesquisa, a gente não tinha o pressal. Se não fosse pesquisa, a gente não tinha o biício. Se não fosse pesquisa, a gente não tinha muitas das coisas que hoje nós temos. Então eu sei que é preciso investir. Por isso que eu disse paraa nossa presidente da SPPC,
▶ 00:58:24 me apresente uma proposta, porque se a gente for discutir pesquisa, for discutir ciência e tecnologia, a partir do orçamento que a gente tem, a gente não vai ter investimento em pesquisa. E por que que não vai ter? Porque como o Brasil não pensou nisso, o dinheiro é sempre muito limitado. E eu sei como na ciência e na educação,
▶ 00:58:54 se a gente não tiver um projeto novo, uma proposta ousada, que a gente possa discutir, inclusive isso aqui dentro do orçamento não cabe. Nós vamos ter que construir o funcionamento disso até por fora das coisas que nós conhecemos como arcabosto fiscal. A gente vai ter que pensar aonde arrumar dinheiro extra, porque se a gente não arrumar, veja, eu
▶ 00:59:24 tô falando aqui, daqui a pouco o jornalista vai dizer: "O Luna tá propondo desrespeitar o arcabolso fiscal. Eu não vou desrespeitar porque eu sei o preço que ele tem para mim. O que eu preciso é construir alternativa para criar um programa que a gente possa anunciar ao Brasil. Nós vamos ter um investimento em pesquisa e em 10 anos a gente vai atingir tais metas. Como é que a gente vai atingir, por exemplo, sabe, tudo que nós precisamos na área da saúde?
▶ 00:59:55 Como é que a gente vai atingir tudo que a gente precisa no investimento de uma nova indústria nesse país? Como é que a gente vai chegar na inteligência artificial? A gente vai deixar que a briga fique entre Estados Unidos e China ou a gente vai entrar no meio e dizer: "Nós existimos. Nós existimos e o nosso povo não é mais burro do que o povo de vocês e nós queremos outro tipo de inteligência artificial. Nós queremos um inteligente artificial que atenda os
▶ 01:00:25 anseios da humanidade a partir do nosso país. Como é que a gente vai explorar esse estáis de materiais, materiais, minerais críticos e terra rara? Eu pensei, Janino, que terra rara era só garús porque não dava nada. Eu falei: "Porra, aquilo é raro mesmo, sabe? De um lado, de um lado se falava: "No Brasil é uma terra onde se planta tudo dá". E G não dava. Então eu falei, é terra, não é uma coisa fabulosa que tá
▶ 01:00:57 na mão dos chineses. Vocês acham que eu quero brigar com a China? Eu não sou louco. Vocês acham que eu quero brigar com os Estados Unidos? Eu não sou louco. Eu não sou louco. Eu não tenho nem os aviões que ele tem, nem os tanque que ele tem, nem as bombas que ele tem, nem o dinheiro que eles têm, nem o conhecimento científico e tecnológico que eles têm. Então, em vez de ficar brigando com eles, eu quero derrotá-los, estudando mais do que eles, investindo mais do que eles, pesquisando
▶ 01:01:28 mais do que eles e me transformando. [aplausos] É este o desafio que tá colocado para nós. Esse o desafio que tá colocado para nós. E por isso eu quero desafiar vocês com maior respeito, com maior respeito vocês. Quero dizer na frente de vocês, essa senhorita será convidada por mim quando ela tiver a proposta, um plano. Nós vamos fazer paraa
▶ 01:01:59 educação. Eu quero ver, já tem no Plano Nacional de Saúde, já tem a necessidade da gente investir uma quantidade de dinheiro pra gente em 10 anos dar uma solução na educação. A ciência é a mesma coisa. Ou nós fazemos isso ou a gente vai ficar sempre para trás. E nós precisamos inclusive direcionar paraa nossa juventude quais os cursos que nesse momento são mais importantes
▶ 01:02:30 para que a gente possa competir com aqueles que estão na nossa frente. Não é que eu não quero formar advogado, eu quero formar advogado. Não é que eu não quero formar cientista político, eu quero formar. Afinal de contas, o Brasil precisa cientista político. Eu quero formar qualquer coisa. Mas nós precisamos saber que o mundo tá numa caminhada maluca nesse mundo digital. Vocês vão ver o que vai acontecer nessa campanha. Você vai ver mais inteligência
▶ 01:03:00 artificial na televisão do que candidato. E o que é que nós vamos fazer? Nós vamos ficar lamentando, vamos ficar chorando? Não, não quero chorar. Eu não quero lamentar. Eu quero preparar esse país. E são vocês, são vocês que pode dizer: "Lulinha, meu querido Lulinha, nós queremos que você coloque em prática tal plano, porque se o plano for bom, nós vamos
▶ 01:03:31 levar no Congresso Nacional. Vou conversar com o presidente da Câmara, vou conversar com o presidente do Senado, vou levar vocês para conversarem com eles e nós temos que provar para eles que não é bom para mim, não é bom para um partido, é bom para esse país, é bom pro filho deles, é bom pro neto deles, é bom pro nossa manhã. [aplausos] Essa é uma coisa fantástica. Portanto, eu quero que vocês façam a proposta pra gente discutir a mesma
▶ 01:04:02 coisa que eu vou fazer na educação e na ciência e tecnologia, eu vou ter que fazer na defesa. Gente, deixa eu contar uma coisa para vocês. A questão da defesa é uma coisa muito séria. Esse país, eu vou contar uma coisa que vocês não sabem. Vocês sabem que quando eu tomei posse em 2023, 2003, Sérgio, eu fui eleito presidente da República e eu tinha que escolher três
▶ 01:04:34 comandantes, um da Marinha, um da Aeronáutica e um do Eu não conhecia nenhum sargento, nenhum cabo. E eu fiquei pensando, pô, como é que eu vou montar os meus comandantes se eu não conheço ninguém? Lembrei eu que o pai do Aluí do Mercadante era o favor do general Oliva, que tinha sido da escola superior de guerra [limpando a garganta] e era
▶ 01:05:04 liadura. Eu falei: "Ah, Olívio, ô Aluísio, dá para você chamar teu pai para ter uma conversa com ele?" Eu fui conversar com o pai do mercadante, general Oliva, e com o irmão do Olívio do do Aloío, que era coronel. E lá conversei, eles me deram uma instrução muito simples. Ô Lula, contar uma história para você. Lá nas Forças Armadas a gente tem uma
▶ 01:05:35 fila como tem no Itamarati, como tem nas universidades, como tem todos cargo de carreira, tem uma fila. Então tem o cara que é o primeiro da fila, sabe? Se você for escolher e vou escolher o segundo, vai ter um pequeno problema. Se você escolher o terceiro, vai ter um grande problema. Então é o seguinte, Lula, respeite a fila que são pessoas que já estão há 50
▶ 01:06:08 anos esperando a vez deles, que eles não vão te criar nenhum problema. E foi assim que eu fiz, escolhi a fila e nunca eles me criaram nenhum problema. Mas o que que eu vou dizer agora é que no primeiro 7 de setembro que eu fui fazer, o general que veio para eu dar ordem de começar o desfile, tava com um carrinho, um carro militar com o banquinho todo rasgado, plástico.
▶ 01:06:38 A gente não tinha mais batalhão de engenharia. Os soldados eram liberados às 11 horas da manhã porque não tinha dinheiro para pagar o almoço dos soldados. e eles não ganhavam o salário mínimo. Então esse que vos fala que não conhecia nenhum sargento, foi o cara que recuperou o batalhão de engenharia do exército, foi o cara que renovou a frota do exército, foi o cara que pagou o salário mínimo pro exército e foi o cara que criou o soldado cidadão,
▶ 01:07:10 tá? [aplausos] Todos os aviões que a Aeronáutica tem foi comprado no meu governo. Porque sabe qual era o avião do Fernando Henrique Cardoso? Vocês estão lembrado como é que chamava o evão do do Fernando Henrique Cardoso? Sucatão. Todo você sabe o que é sucatão. E o Fernando Henrique Cardoso tinha dois sucatão e dois sucatinha. Um sucatão. Caiu o motor com Marco Maciel andando lá
▶ 01:07:42 pro lado de Pernambuco, sei aondde, e aposentou os dois sucatão. Ficou dois sucatinha, dois sucatinha. Eu resolvi então que era preciso comprar um avião novo. Comprei o mais humilde dos aviões. Comprei um 319 de Airbus que o Brizola apelidou do aerolula. Você tá lembrado? Ele tá até hoje. É aquele mesmo avião que o motor quebrou no México. E eu fiquei 5 horas sobrevando o México com
▶ 01:08:14 motor só porque não poderia esvaziar o tanque, sabe? E todo mundo rezando no avião, todo mundo. E eu fui fazer uma brincadeira estúpida, Sérgio. Todo mundo nervoso. Eu falei: "Olha, comam, porque Deus não quer que ninguém chegue com fome". Foi, velho. Mas [aplausos] então veja, tudo fui eu que comprei. Eu fui a Antártica. Eu quando era mais
▶ 01:08:46 novo, eu vi aquele barão de tefé, aquele famoso navio da Marinha que ia lá paraa Antártida. Eu fui na Antártida e fui subir no parão de tefé. Não cabia duas bundas, não cabia duas pessoas, não passava assim. Um navio mequetref. Eu voltei e falei: "Ó, vamos comprar um navio decente". E compramos o navio decente. Agora mesmo acabamos de comprar quatro fragatas para marinha, todas muito cara, mas preparar quem é que vai
▶ 01:09:16 tomar conta do nosso petróleo a 300 milhas, sabe? Da margem que vai, quem é que vai tomar conta do pressal? >> [aplausos] >> Então nós também vamos ter que ter um plano de defesa, porque esse país tem 16.800 km de fronteira seca. Esse país tem 8.000 km de costa marítima. Esse país tem 5.700.000 1000 km de mar, que é sobre a nossa responsabilidade. Esse país tem uma quantidade enorme de
▶ 01:09:47 terras raras e mulheres crítico, tem a maior floresta tropical do mundo, tem 12% da água doce do mundo e tem 215 milhões de habitantes que nós temos que tomar conta. E se a gente não tiver defesa, a gente não toma conta. Qualquer dia, qualquer dia alguém resolve invadir a gente e a gente tá despreparado. Como é que a gente vai fazer? O avião que eu vim hoje é um da comprado por mim em 2006. O desgraçado faz tanto
▶ 01:10:20 barulho que a gente não consegue conversar mais. É verdade. Você veio no avião hoje. Então eu fico pensando, se a gente não pensar no salto de qualidade, nas coisas que são estratégicas, a gente ficar dependendo do que sobra, é como o salário de vocês. Se vocês não tiverem coragem de fazer um planejamento e comprar alguma coisa nova com uma dívida que vocês possam pagar e ficar esperando sobrar dinheiro, a gente
▶ 01:10:51 nunca vai ter nada. Nem o colchão da cama a gente troca, nem uma televisor melhor a gente compra porque nunca sobra. O orçamento da União é a mesma coisa. Então o que eu quero dizer para vocês é o seguinte. Eu sou presidente da República, eu não posso fazer promessa numa campanha. Eu não posso, eu não posso ficar, eu fazer isso, fazer aquilo, fazer aquilo, porque eu quero que vocês, se tiverem que votar, vote pelo que eu fiz e não pelo que eu vou fazer, porque o que eu fiz é certeza. O
▶ 01:11:23 que eu vou fazer não é certeza. >> [aplausos] >> A certeza é uma relação de confiança. A certeza é uma relação de confiança. E eu posso dizer para vocês, posso dizer para vocês que nós vamos terminar o mandato de forma muito exitosa. A gente fez tudo não. A gente cresceu o que queria? Não, até porque eu queria que vocês soubessem do número. Vocês sabem qual qual era a última vez
▶ 01:11:54 que a economia brasileira tinha crescido acima de 3%? Vamos ver se vocês se lembram. Aqui tá cheio de gente estudiosa. Vamos ver se vocês lembram qual foi a última vez que o Brasil tinha crescido acima de 3%. Foi em 2010 quando eu era presidente e só foi crescer. Quando eu voltei em 2023, 24 e 25, é, porque tem uma coisa que eu aprendi
▶ 01:12:26 que não tá na universidade, que eu nunca ouvi o economista do PT falar, nunca ouvi. Que é uma coisa simples. Se o dinheiro não circular no meio da sociedade e o pobre não tiver participando da economia, não dá certo. O que faz uma economia crescer é chamada microeconomia. É a seguinte tese: muito dinheiro na mão de poucos
▶ 01:12:56 significa miséria, pobreza. Pouco dinheiro na mão de muitos significa desenvolvimento, significa distribuição de renda. E é isso que é o milagre do que dá certo. É por isso que o Brasil, o Brasil é um dos países que mais tem resultado positivo, crescendo 3.4% ao ano. Acho que só tem três países que cresceram mais do que o Brasil. Agora, a política de distribuição de renda, eu
▶ 01:13:26 digo uma coisa e vou terminar. Eu digo uma coisa, acho que eu já disse para você, vocês podem pegar os estudiosos aqui, por favor. Não, não me frustrem, porque vocês podem me ajudar. Se eu tô falando bobagem e vocês me ajudarem, eu paro de falar. Mas eu já repeti tantas vezes essa bobagem, ninguém me disse nada. Eu acho que eu tô certo. Vocês podem pegar esse país da proclamação da República, Marechal Deodoro da Fonseca, 1889,
▶ 01:13:59 e peguem todos os presidentes que governarem esse país de lá para cá, coloque todo junto, coloque numa panela, ferva. Eu duvido que dê 10% da política de inclusão social que nós fizemos nesse país. [aplausos] Eu digo mais, eu digo mais, esse país teve um grande momento de inclusão social. 1936,
▶ 01:14:30 Getúo Vargas com salário mínimo. Em 1943, Getúlio Vargas com a CLT, que tem a gente da semiravidão e deu direito pros trabalhadores. Lembre o que aconteceu depois disso? Você teve o plano real com Itama Franco, você teve que destabilizou a economia, você teve o vale gás e você teve o vale leite sarei? O que mais? Lembrem,
▶ 01:15:00 ou seja, porque se todo ano a gente fizesse um pouquinho, a gente já tinha feito tudo. O problema é que quando eu cheguei na presidência, a gente discutiu o orçamento da educação. A primeira palavra que ouvir era o seguinte: não pode fazer isso, isso é gasto. Nós não temos dinheiro. A primeira decisão minha foi não. Investir em educação não é gasto. Investir educação é investimento. Gasta é pagar dívida de juros que a gente paga
▶ 01:15:30 todo ano mais de R 1 trilhão deais. [aplausos] Sabe porque senão? Senão a gente é induzido a acreditar em coisas que não são verdadeira. Vocês percebem que a gente começa o ano os banqueiros falando da questão fiscal. Todo ano pega dezembro e janeiro. Ah, o governo não vai cumprir a meta fiscal. O governo vai cumprir. É verdade, a gente cumpriu todo o ano. Você sabe
▶ 01:16:00 quanto que eu fiz de superado de primário? 425%. Eu que era contra fazer superar primário, eu fiz 4.25% em 2000, em 1000, em 2006, 2007. Agora veja que absurdo este país. Quando eu tomei posse em 2002, quando eu tomei posse em 2003, esse país tinha uma dívida de 30 bilhões de dólares. Esse país não tinha como pagar as suas importações.
▶ 01:16:31 E o Fernando Henrique Cardoso e o Malã não eram recebido pelo presidente do FMI. Eu tomei posse, chamei o presidente do FMI e falei para ele: "Eu sou filho de uma mulher do alfabeta, que ela me ensinou a não gostar de ver. Eu vou pagar a tua dívida. Em 2005, eu paguei a dívida e comecei a fazer, comecei a fazer, sabe, compra de dólar e fiz uma reserva pela primeira
▶ 01:17:02 vez na história do Brasil, uma reserva de 370 bilhões de dólares, que é o que sustenta a nossa economia até o dia de hoje. Porque também a gente aprende uma coisa errada. A gente entra na universidade e a gente pensa que a gente aprende a ficar inteligente na universidade. Na universidade a gente não aprende ficar inteligente. Na universidade a gente aprende conhecimento. A inteligência é você saber como aplicar
▶ 01:17:32 aquele conhecimento. >> Essa é a parte da inteligência. É você saber como você vai aplicar aquele conhecimento. Porque governar é decidir. Você tem que decidir toda hora. E toda hora que você decidir, você tem que escolher um lado. Você tem que escolher um lado. Não tem jeito. Você vai tomar a decisão. Você vai escolher alguma coisa. Alguém vai reclamar e alguém vai ficar feliz. Às vezes você atenda os dois, os dois fiquem felizes, tá? Eu por exemplo, cheguei aqui, um rapaz me entregou um
▶ 01:18:03 papel e falou assim: "Eu vou fazer pós-graduação da China, eu vou fazer toda China e tá a bolsa 17 anos atrasada". Falei: "Porra, 17 anos sem reajusta a bolsa, a bolsa tá menos zero. Essa bolsa tá desvalorizada para tá? Lucena de um jeitinho. Tô com papel e vou passar para você porque [aplausos] eu O Bolsonaro não governou 17 anos, governou só quatro e o tempo só três.
▶ 01:18:34 Como é que pode estar 17 anos sem reajusta a bolsa? Se for assim, eu vou me condenar. Eu e você. E o Sérgio Red também que foi ministro. E o Roberto Amaral também que foi ministro. Como é que pode uma bolsa tá 17 anos sem reajuste, gente? que pariu. Não é possível. Então, gente, é o seguinte. Como, >> como como governar é decidir e governar é
▶ 01:19:05 escolhelado. Minha querida presidenta da SPPC, eu termino a minha fala dizendo para você, você precisa, o mais urgente possível me entregar o plano que vocês aprovarem de ciência e tecnologia para que isso entre no programa de governo e a gente possa começar a discutir como colocar o dinheiro que é preciso paciência no orçamento da União. Dito isso, eu me
▶ 01:19:38 despeço de vocês. Um beijo no coração de cada um, beijo no coração de cada pesquisador, de cada estudante, de cada pesquisadora e e até o nosso encontro que eu vou convidar ela para ir em Brasília e levar a proposta. Um beijo, gente. Desculpa, eu falei demais. [grito]
▶ 01:20:13 Deixa ele cumprimentar um pouquinho. >> Está encerrada esta cerimônia. Pede-se a todos e a todas que aguardem em seus lugares a saída do presidente da República.