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ENTREVISTA DE LULA PARA SITES INDEPENDENTES

Lula · 19/01/2022 · 136 min · Lula
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▶ 00:00:00 Todos. Estamos começando aqui a coletiva do presidente com sites da mídia independente. Eh, todos estamos aqui com distanciamento, todos vacinados. Eh, a gente vai começar a entrevista com uma abertura do presidente, depois a gente vai encaminhar para as perguntas. Presidente. Bem, companheiros e companheiras, eu não não quero considerar isso aqui uma entrevista

▶ 00:00:30 tradicional. Eu quero considerar isso aqui uma conversa muito verdadeira entre as pessoas mais significativas da chamada imprensa alternativa nesse país. As pessoas que têm lutado para restabelecer o processo de democracia nesse país, as pessoas que têm denunciado constantemente o descalabro do que está acontecendo no Brasil. Então eu acho que

▶ 00:01:03 vocês devem considerar isso aqui uma conversa em que vocês terão que ser os mais francos possíveis nas perguntas. Não existe veto, não existe censura, não tem pergunta ruim, o que pode ter a resposta não satisfatória, mas isso faz parte das conversas que se tem. Eu queria começar dizendo para vocês que

▶ 00:01:33 depois de toda a nossa participação no processo da reconstrução democrática desse país durante os anos 70, os anos 80, depois das diretas, depois da constituinte, depois da eleição do primeiro presidente, depois do golpe militar, eu não imaginava que a gente tivesse um retrocesso político. na questão da democracia, na questão dos direitos humanos, na questão do direito

▶ 00:02:03 dos trabalhadores, na questão dos valores de uma sociedade como a gente está tendo agora. Não imaginava, eu não conseguia imaginar que fosse possível um país que foi capaz de realizar as campanha das diretas, um país que foi capaz de se tornar protagonista internacional, que em 2008 e 2009 alcançou um patamar de sexta ou sétima economia mundial, um

▶ 00:02:33 país que passou a ser respeitado e pela primeira vez o Brasil não só participou da construção do G20, como foi convidado a participar do G8 junto com a China, com a Índia e com a África do Sul, eu não imaginava que a gente pudesse retroceder tanto, sabe? Hoje o Brasil é um país tratado como se fosse paira na política internacional. Ninguém quer vir aqui. Ninguém tem prazer de receber o presidente do

▶ 00:03:03 Brasil, porque ele não fala democracia, não representa democracia. Ele representa o fake news, representa uma coisa que a gente não estava habituado a ver na história política do mundo e que começou muito fortemente com Trump nos Estados Unidos, contando 11 mentiras por dia. E o Bolsonaro que segundo a imprensa, tem contado em média sete mentiras por dia. um presidente que não

▶ 00:03:33 tem preocupação de falar com a imprensa. Tudo que ele fala é dentro de quatro paredes transmitido pelas suas redes para ele falar o que ele quiser sem ser questionado. Um presidente que montou um governo, que não tem nenhuma preocupação em responder às ansiedades do povo brasileiro, as ansiedades da sociedade brasileira com emprego, com saúde, com

▶ 00:04:03 com estudo, com cultura. Ou seja, um presidente que não respeita os valores elementais da democracia, não respeita negros, não respeita sindicalistas, não respeita pequenos produtores rurais, não respeita, sabe, a preservação ambiental, não respeita a relação internacional, não respeita 621.000 vítimas, sabe, do Covid-19. Você não tem um gesto dele de carinho com as pessoas que sofreram COVID. Um presidente que

▶ 00:04:35 tem que ser responsabilizado em algum momento da história, pelo menos pela metade das pessoas que morreram, que poderiam ter sido evitadas se o Brasil tivesse agido de forma civilizada, se o presidente tivesse agido de forma minimamente democrática e humanista, se tivesse ouvido a ciência, se tivesse ouvido a medicina, se tivesse ouvido os governadores, se tivesse ouvido os secretários de saúde, Se tivesse ouvido a Organização Mundial

▶ 00:05:05 da Saúde, certamente a gente não teria o desastre que nós tivemos com a pandemia no nosso país. Obviamente que todos nós sabemos que não é um governo que vai conseguir acabar com a pandemia. O papel do governo é organizar a sociedade com aquilo que ela tem de especialidade, com aquilo que ela tem de acúmulo de conhecimento científico, para que ela possa minimizar o sofrimento causado por uma pandemia que é mundial. E ele fez

▶ 00:05:37 questão de distratar tudo aquilo que era possível ser feito, inclusive na escolha dos seus ministros da saúde. Eu nunca vi gente para tratar a doença, para tratar do sofrimento dos outros, para tratar inclusive com crianças. Eu nunca vi gente com tanto descalabro, com tanta falta de humanismo, com tanta falta de afeto, como a gente viu nesses últimos

▶ 00:06:08 dias. Ou seja, você falar de fazer uma consulta para saber se vai dar vacina nas crianças é uma coisa tão absurda num país que é um país que se tornou respeitado no mundo pela cultura de vacinação que nós aplicamos nesse país, abolindo várias doenças que agora começam a votar. Então, ou seja, esse é um momento muito delicado, além do desemprego, além da queda do salário, sabe? Além da do do

▶ 00:06:41 ferimento do desrespeito às instituições e depois uma coisa grave, um presidente que foi eleito dizendo que era preciso abolir a velha política. Eu não conheço na história da República Brasileira desde Marechal Deodoro da Fonseca um presidente tão submisso ao Congresso Nacional como está o Bolsonaro hoje, mas não é submisso a um Congresso Nacional democrático, a um Congresso Nacional que pensa o Brasil

▶ 00:07:12 desenvolvido, que pensa um Brasil estudado, que pensa um Brasil evoluído. é submisso àilo que tem de mais atrasado na política brasileira, a ponto de subordinar o orçamento que deve ser dirigido pelo governo federal a um senador eleito por um partido político da base do governo. Ou seja, isso nunca tinha

▶ 00:07:43 acontecido no Brasil. Eu poderia pegar o Nacifa aqui como mais experiente de todos nós aqui na cobertura da política para dizer que eu nunca tinha visto no regime presidencialista deputados e senadores ter mais influência nas decisões dos investimentos do estado. Sabe de que o governo federal? Então é assim, é um descalabro. É um país que tá sem governo, é um país que não tem orientação para

▶ 00:08:16 absolutamente nada. Não cuidou do Enem, não cuidou do CISU, não cuidou do Proi, não cuidou do reúne, não cuidou do FIES, sabe? não cuidou do crescimento econômico, não cuidou da indústria, não cuidou do comércio, não cuidou das exportações. Ou seja, você não sabe para que que existe governo. É o primeiro momento na história desse país que você não sabe para que que existe o governo. Ele não discute nenhum assunto relevante à sociedade

▶ 00:08:47 brasileira, a não ser discutir os processos de tentar evitar julgamento e investigação da sua própria família, a tentar evitar, sabe, o julgamento do resultado da CPI, que é muito grave o que aconteceu nesse país. Ou seja, então diante dessa situação que eu estou aqui me colocando à disposição de vocês, eu tenho dito, embora muito de vocês não acreditem, que eu ainda não estou candidato a

▶ 00:09:18 presidente, porque eu vou ter que esperar um tempo para tomar essa decisão. Mas veja, não existe possibilidade de nós não fazermos o sacrifício que for necessário fazer e o esforço que for necessário fazer pra gente recuperar a democracia do Brasil. É preciso que a gente recupere a democracia para que a gente possa colocar a desigualdade na ordem do dia como prioridade de um governo e não colocar

▶ 00:09:50 como prioridade o teto de gasto pra gente colocar uma discussão do compromisso com a evolução social da sociedade brasileira e deixar no segundo plano o compromisso fiscalista do governo que tudo faz. para garantir dinheiro para pagar ao sistema financeiro e não faz nada para garantir o pagamento da dívida social que é histórica no nosso país. Ou seja, então é preciso juntar nesse país as

▶ 00:10:22 pessoas que querem conversar sobre o Brasil. O Brasil é um país que precisa efetivamente se dar conta que é plenamente possível melhorar a vida desse povo. É plenamente possível esse povo estudar. É plenamente possível esse povo trabalhar. É plenamente possível esse povo tomar café, almoçar e jantar todo dia. É plenamente a gente voltar a fazer o povo acreditar no seu churrasquinho, na sua cervejinha, na sua costelinha.

▶ 00:10:54 costelinha de porco, costela de gado, quem não comer como a gace, quem não comer carne, que for vegetariano, que come uma bela salada, que come um bife de soja, mas que, pelo amor de Deus, a gente tem que devolver ao povo brasileiro o prazer das coisas mais elementares que a gente nunca deveria ter perdido e nós perdemos todos. Então eu acho que o sistema financeiro vai ter que aprender quando sentar para conversar com o presidente, não ficar

▶ 00:11:24 discutindo apenas os seus interesses. Nós precisamos discutir quem é que tá preocupado com os milhões de brasileiros que estão dormindo na rua de forma vergonhosa, coisa que nós tínhamos abolido, sabe, no nosso governo. A gente vai ter que discutir por que a massa salarial tem caído tanto nesse país, diminuindo o poder aquisitivo e por que 74% das famílias estão endividadas. Essas coisas é importante que a gente

▶ 00:11:54 começa a fazer perguntas para aqueles que sempre fizeram perguntas pra gente, porque eu já fui candidato muitas vezes, já perdi muitas eleições e já ganhei algumas. E toda vez que a gente vai num debate, as pessoas se inscrevem para fazer pergunta. E e a dívida fiscal? E a dívida pública interna? É a dívida pública externa e a taxa de juro. Ou seja, ninguém pergunta

▶ 00:12:25 como é que tá vivendo o povo brasileiro. Ninguém pergunta como é que tá vivendo o desempregado, ninguém pergunta como é que tá vivendo os milhões e milhões de brasileiros que precisam ter o direito de morar que está assegurado na Constituição. Então eu quero dizer para vocês que o dia que eu tomar a decisão, só tem sentido eu tomar a decisão. E eu tenho falado para Gleite Ramon, se eu tiver um compromisso de fé,

▶ 00:12:56 um compromisso de fé, eu não posso querer ser presidente da República para resolver o problema do sistema financeiro, para resolver o problema dos empresários, para resolver o problema daqueles que ficaram mais ricos na pandemia. Só tem uma razão de eu ser candidato a presidente da República. é para tentar provar que esse povo pode voltar a ser feliz, que esse povo pode voltar a sonhar com uma escola técnica, que esse povo pode voltar a sonhar com

▶ 00:13:27 universidade, que esse povo pode sonhar, sabe, de viajar, de passear, de ter acesso às coisas interessantes que esse povo pode olhar um país que não faça desmatamento. Mas não só cuidar do meio ambiente falando da Amazônia, cuidar, cuidar do meio ambiente falando da qualidade de vida das pessoas na grandeiferia, no esgoto a céu aberto, nas praias poluídas, nas condições de vida que as pessoas vivem na periferia desse país, vivendo em lugares efetivamente

▶ 00:13:59 desumanizados. Então é essa discussão que nós temos que fazer pra gente definir que que país nós vamos querer. E é plenamente possível. E eu acredito nisso. Já fizemos isso e eu tenho dito uma frase que alguns gostam, outros não gosta, mas que a solução para o país não é muito difícil. A gente tem para solucionar o problema do país, primeiro colocar o pobre no orçamento e segundo colocar o rico no

▶ 00:14:31 imposto de renda. São duas soluções que podem resolver o problema desse país. E a outra coisa que nós vamos fazer nesse país é fazer com que a sociedade participe das decisões importantes desse país. Vocês estão lembrado que quando eu fui presidente nós fizemos 74 conferências nacionais. conferência para discutir tudo, inclusive é conferência para discutir a questão da regulação dos meios de comunicação. Nada foi feito da cabeça do presidente ou do ministro da

▶ 00:15:02 comunicação ou de um ministro, tudo era discutido de LGBT, a questão do sindicato, a questão da estrutura sindical, sabe? Então, é plenamente possível a gente reconstruir uma convivência pacífica na diversidade. Ninguém quer ser unanimidade, ninguém quer ser o dono da verdade porque não tem mágica para governar esse país. Esse país tá de seriedade.

▶ 00:15:33 esse país de alguém que converse com o povo, que acredite no povo e que permita que o povo possa ser sujeito da história nas decisões importantes que nós queremos fazer nesse país. A gente não precisa ler o manifesto comunista. A gente nem precisava ler o livro verde do Caddaf. A gente só tem que ler a Constituição Brasileira para saber que tudo que a gente quer está estabelecido na Constituição.

▶ 00:16:04 Então eu quero que vocês saibam que nós vamos fazer valer aquilo que nós já aprovamos, aquilo que nós já conquistamos para que o povo brasileiro volte a ter orgulho de ser brasileiro de verdade, a ter orgulho, sabe, de gostar da bandeira brasileira, não como se ele fosse a bandeira de um partido político. Porque eu tenho orgulho de dizer para vocês, eu tenho um partido que tem uma

▶ 00:16:34 bandeira e eu tenho orgulho da bandeira vermelha do PT e da estrela do PT. Isso não diminui o orgulho que eu tenho pela bandeira brasileira, pelos valores da minha pátria, pelos valores da minha nação. O que eu não posso é roubar de 213 milhões de brasileiros o símbolo que é de todos para tentar transformar no símbolo de um partido. Quem tiver partido que crie juízo, faça música do seu partido, faça uma bandeira do seu

▶ 00:17:05 partido, faça o manifesto do seu partido, faça um programa do seu partido e diga por que eles criaram um partido. Eu sei porque que eu criei o PT, tenho noção. Eles que façam o mesmo. E aí sim a gente vai construir um país democrático, com muita divergência, porque a democracia, como eu digo sempre, não é um pacto de silêncio. A democracia é efetivamente uma sociedade em evolução, em movimento,

▶ 00:17:37 questionando e brigando, lutando, reivindicando para que ela possa sempre aperfeiçoar a democracia e melhorar suas condições de vida. Dito isso, eu agora me coloco à disposição de vocês para que vocês exerçam a democracia questionando o quanto vocês quiserem. Obrigado. Laura Caprilone, dos jornalistas Livres. Bom, eh, bom dia, presidente Lula. Eh,

▶ 00:18:09 eu não poderia abrir essa essa rodada de perguntas sem pegar o grande a grande interrogação nesse momento. Eu sei que o senhor acabou de dizer que nem sabe se será candidato. O Alim nem sabemos se será candidato. Mas eu queria perguntar pro senhor se o senhor eh discutindo assim em cima da experiência vivida, o senhor imagina uma chapa eh do PT para derrotar o

▶ 00:18:41 Bolsonaro? Porque é isso que se trata. A gente tem que derrotar o Bolsonaro como primeira missão. Mas senhor, imagina uma chapa para derrotar o Bolsonaro, que o PT lidere e que tenha como vice um cara que eh fez o massacre do Pinheirinho, o cara que perseguiu professores, o cara que bombardeou secundaristas, o cara que pegou e eh é o principal responsável pelas chassinas que

▶ 00:19:11 ocorreram na periferia de São Paulo em 2006. Então eu queria perguntar pro senhor se em tese, eh, já que não estamos discutindo nomes, se em tese o senhor admite uma uma composição como essa no governo, não tô falando como aliança. Aliança a gente faz com todo mundo para derrotar o Bolsonaro, mas no governo como vice-presidente. Ô, ô, Lara, eu sinto que eu sinto que que você construiu uma

▶ 00:19:42 quantidade de defeitos para poder falar do Alm. Deixa eu te dizer uma coisa. Eu eu não sei se vocês perceberam que só não tem falado do assunto o me eu. Você vê todo mundo falar todo santo dia. Você vê todo mundo da palpite, mas você não vê uma fala minha, uma fala do por uma razão simples. Ol saiu do PSDB e não se definiu para que partido ele vai.

▶ 00:20:14 Ele é um homem que não tem partido hoje e eu não defini a minha candidatura, então não pode ter nem candidato nem vice, é o óbvio, tá? Eu queria dizer isso para ficar claro. A segunda coisa é o seguinte, eu não sou candidato para ser protagonista. Eu sou candidato para ganhar as eleições. E sou candidato para ganhar as eleições no momento em que o Brasil está infinitamente pior do que estava em

▶ 00:20:45 2003, quando eu tomei posse. Economicamente, politicamente, socialmente, o Congresso está muito, mas muito, muito, muito pior do que o Congresso que eu tomei posse em 2003. Ganhar umas eleições é mais fácil do que governar. E governar significa que você tem que adquirir possibilidade muito grande de conversar com as pessoas.

▶ 00:21:15 Por isso é que nós precisamos fazer alianças, por isso é que nós precisamos construir parceria, tá? Eu tive com o governador durante 4 anos na presidência que eu fui, porque no outro período foi o Serra e a minha relação com o Alc ela foi foi eu não tenho nenhuma nenhuma divergência da minha relação com o presidente com Álcom e nem com Serra. Tive uma uma conversa com os dois extraordinária, sabe, na relação entre os entes

▶ 00:21:45 federados. Nós temos divergência, temos, por isso pertencemos a partidos diferentes. Temos visão de mundo diferente, temos, mas isso não impede que se for necessário que você construa a possibilidade das divergências serem colocadas num canto e você colocar as convergências no outro canto para você poder governar. Eu não terei nenhum problema se tiver que fazer uma chapa com o Alkim para ganhar as eleições para governar esse país. Só não posso dizer

▶ 00:22:17 para você que vou fazer porque o o Alm tem que definir para que partido ele vai. Nós vamos ter que saber se o partido que ele vai está disposto a fazer aliança com o PT, porque nem as nossas alianças mais certas estão fechadas. Quem lê a imprensa ver todo dia, sabe? Parece que tá tudo certo do PT e PSDB. Daqui a pouco parece que tá tudo, sabe, destruído, sabe? Daqui a pouco você vê com o pessoal a mesma coisa, daqui a pouco você vê, sabe, com

▶ 00:22:48 o PSD do Cassab. Então nós precisamos ter tranquilidade porque o tempo vai se encarregar e o tempo tá chegando. Nós temos que definir a questão das federações, nós temos que definir a questão das alianças políticas. E aí quando a gente fizer aliança, o partido pode reivindicar vice, pode reivindicar outro cargo. Eu só quero te dizer que da minha parte não existe nenhum nenhum problema de fazer aliança com o M

▶ 00:23:20 e ter o MM de vice. Não tem nenhum problema. Nós vamos construir um programa de interesse da sociedade brasileira. Todo mundo sabe o que que eu quero, sabe? para esse país. Não abro mão de que o a prioridade é o povo brasileiro, a prioridade é o povo trabalhador, a prioridade é a classe média baixa, a prioridade é o povo que está desempregado, aquele chamado descamisado que o color falava em 1989.

▶ 00:23:52 Essa gente é que tem que ser nossa prioridade. E eu espero que o esteja junto sendo vice, não sendo vice, sabe? porque me parece que ele se definiu de fazer oposição definitiva, não apenas ao Bolsonaro, mas também ao São Paulo. É importante lembrar que o PSDB do Dória não é o PSDB socialdemocrata, Mário Cova, do Fernando Henrique Cardoso, do Zé Serra, criado no período da constituinte, no tempo do Franco Montor.

▶ 00:24:23 Então, querida Laura, fique tranquila que na hora que tiver que acontecer, eu terei o prazer de marcar uma outra coletiva. Se for o trazer o aqui, como eu levava o Zé Alencar junto comigo para mostrar, tá aqui a parceria para ganhar as eleições. É preciso ele querer, é preciso saber que partido que ele vai entrar e é preciso saber a definição do meu partido. Você vai querer também que eu seja candidato, porque tudo pode acontecer no PT.

▶ 00:24:53 Luiz Nacif, jornal GGN. Ô presidente, tem um teste que ocorre que a gente faz até com automóveis, mas vale para Supremo, vale paraa Procuradoria, que é o a instituição em situação normal de voo e sobre estresse. Nós já tivemos a experiência do que que foi o Supremo sobre estress, a Procuradoriagal da República sobre estress. Eh, quando a gente fala eh no vice-presidente eh com todas o tem um conjunto de

▶ 00:25:23 virtudes aí, é um sujeito leal, é um sujeito de de boa índole, mas vamos supor o estress. O stress é o seguinte, por alguma razão aí, porque ninguém é eh é eh é invencível ou é eterno, o presidente e sai, o senhor deixa a presidência por alguma razão. Ou seja, tem a situação normal que é o Lula indo até o final do governo. O Alm seria um vice-presidente tão leal quanto o Zé

▶ 00:25:53 Alencar. E uma outra situação que pode vir ocorrer do Lula ter que sair no meio do governo. Eh, o projeto Lula não se transformaria num projeto Fernando Henrique Caduzo. O pessoal que votou desse projeto Lula, porque a cabeça do Alkmin, as um dos pontos de divergência é a questão do mercado, é a questão do modelo Fernando Henrique Cadoso. A vice-presidência não devia ser algo umbilicalmente ligado ao pensamento do presidente. Olha, o problema é que quando a gente pensa política, às vezes

▶ 00:26:25 a gente pensa no que a pessoa foi e a gente tem medo de pensar no que a pessoa vai ser. O ser humano ele é mutante, ele ele vai se transformando. Um se transforma para pior. Eu vejo muitos comentaristas na televisão brasileira que era extremista de esquerda, sabe, há 20 anos atrás e hoje são direitistas e fazem julgamento dos outros todo dia. E eu vejo pessoas como teu Antônio Vilela, que no golpe de 64 utilizava

▶ 00:26:57 metralhadora para tirar incomunista nas praças de Maceió e depois virou o símbolo da democracia e do direitos humanos nesse país, tá? Eu eu o que que eu posso dizer para você? Quando você é candidato, você não você não não sabe o que vai te acontecer. O que eu sei que vai acontecer com esse país, nós vamos ganhar as eleições com um programa. Esse programa será aprovado pelas forças políticas que vão compor a minha aliança

▶ 00:27:27 política. Quando eu tomei posse em 2003, a primeira coisa que eu disse foi o seguinte: no nosso governo não tem política de ministros. Não é o milite que decide fazer uma ponte, um viaduto e muito menos política de deputado com emenda. No nosso governo, a política será definida pelo governo. Tudo será de todos e vai ser assim. Então, veja como eu acho que não vai me acontecer nada, porque eu tenho

▶ 00:27:57 um compromisso e acho que Deus vai me ajudar a viver 120 anos, porque já nasceu o cara que vai viver 120 anos e eu fico pensando que pode ser eu, né? Então eu eu não tenho eu não penso no pior, eu penso no melhor. Eu penso que eu vou ser eleito presidente se eu for candidato. Penso que nós vamos governar esse país e penso que nós vamos recuperar a alma desse país para o povo brasileiro, o orgulho de ser brasileiro. E obviamente que o vice estará como teve

▶ 00:28:27 o Zé Alencar. O Zé Alencar, eu vou contar para vocês uma pequena história para ninguém ter dúvida. Eu fui convidado para ir numa festa de 50 anos de vida empresarial do Zé Alencar. O Zéu foi convidado, foi foi telefonado pro DU pedindo para ele me convidar e eu disse textualmente: "Eu não tenho por em Minas Gerais na festa de um burguesão como o Zé Alencar, sabe? Eu sabia que ele era um grande empresário. Eu falei: "O que que eu vou

▶ 00:28:58 fazer lá? Não quis ir." Mas aí me convenceram. Aí cheguei lá, tinha uns 20 senadores, tinha uns 10 governadores de estado e eu tô lá com nariz torcido, o que que eu tô fazendo aqui? E fala senador e fala aí. Daqui a pouco vai falar o Zé Alencar e o Zé Alencar começa a contar a vida dele. Quando ele terminou de falar, eu falei pro Zé disse: "Eu encontrei o meu vcio. Eu não conheci o Zé Lenká.

▶ 00:29:28 Encontrei o meu vício. O Zé Alencar tava disputando uma vaga, me parece que na presidência do Senado dentro do PMDB. Ele só teve o voto dele, tá? só teve o voto dele. Eu fui conversar com o Zé Alencar no dia que ele só teve o voto dele. Cheguei lá conversando com o Zé Alencar e falei: "Companheiro, é o seguinte: olha, eu vim aqui para te convidar para ser meu vice. Tem condição, você tem que sair do PMDB,

▶ 00:29:58 porque o PMDB tá apoiando outro candidato. Eu queria você. Fomos discutir a entrada dele no PL. Acertamos a entrada dele no PL e eu duvido que alguém tenha sorte de ter o vice que eu tive como Zé Alencar. Eu espero espero que se as forças políticas que me apoiam decidir se óc visto e que ele esteja ouvindo o que eu tô falando, porque ele tem que provar que ele vai ter que ser igual ou melhor que o Zé Alencar. E aí

▶ 00:30:29 eu estarei muito tranquilo, porque o vice tem que ajudar a governar esse país. Tem que ajudar a governar esse país de qualquer jeito, porque esse país não tem mais espaço para brincadeira, não tem mais espaço para aventura. Eu vou me cuidar, vou me cuidar pedindo pra mãe natureza olhar pro Lulinho aqui, né, pô? Que eu preciso, vou casar com a Janda, como é que eu posso casar e ter um problema? Eu tenho que cavar e ver pelo menos 20 anos.

▶ 00:31:00 Tem um negócio chamado escritório do crime, milícias. Ah, não, não. Eu não trabalho com essa preocupação, mesmo sabendo que ela possa existir. Eu eu sinceramente acho que esse país não tem essa cultura, sabe? A cultura nossa é da mentira, como foi feita com Getúlio Vargas, como foi feita com Justelino Cubicheque, como foi feita com o João Gulá, como a vida inteira foi feita com Brizola, como foi feita com Miguel Arrais, como tentaram fazer comigo.

▶ 00:31:30 Eu tive sorte, a ajuda de vocês, ajuda dos blogueiros desse país. Eu tive sorte do povo brasileiro, sabe, que me ajudaram a provar a farça que foi montada contra mim em vida. Outros não tiveram. Joceline até hoje paga por um apartamento que nunca foi dele no Rio de Janeiro. E eu, graças a Deus consegui desmontar, sabe? o Canalha, que foi o Moro no julgamento dos meus processos, o

▶ 00:32:00 Dalanol, a mentira, o fake news, o PowerPoint da quadrilha, tudo isso eu consegui provar que quadrilha eram eles. Então eu acho que nós temos que estar tranquilo. Eu tenho muito juízo, muito juízo. Eu seio da responsabilidade. Você sabe, nacífica que eu sou um cara que eu gosto de conversar com as pessoas. Eu gosto de ouvir as pessoas. Eu não tomo decisão com 39º de febre.

▶ 00:32:31 Ninguém acha que eu tenho que tomar a decisão agora. Não, eu vou pensar, eu vou conversar, eu vou ouvir e vou decidir. É assim que eu quero governar esse país, ouvir mais o povo brasileiro. Eu não vou, se for candidato, Glê, é importante você tá sabendo, eu não quero ser um candidato do PT. O PT é o meu partido, mas eu quero ser candidato de um movimento que esteja disposto a resgatar a decência do povo brasileiro, a dignidade do nosso povo e

▶ 00:33:03 o direito dele ser feliz e viver dignamente. É esse movimento que vai restabelecer a democracia. É esse movimento que vai dar um golpe no Bolsonaro. É um golpe na urna. Não é um golpe militar, um golpe na urna. Esse negócio dele ficar bravo, dizer que não sabe se vai entregar, se não sabe se vai aceitar, que vai ter capitório, não. Ele calminho, calminho, pode até sair pela porta dos fundos como Figueiredo, mas quem ganhar vai tomar posse e vai

▶ 00:33:34 presidir esse país. E é isso que eu tenho certeza e por isso me preparo. Levanto todo dia 6 horas da manhã, faço 6 km dia, faço muita musculação, faço muita perna para poder aguentar a marimba nesse país e para aguentar a Janjinha também. É isso. Rodolfo Lucena Tutameia. Bom dia, presidente. Minha pergunta, o os Estados Unidos apoiaram o golpe de 64. Os Estados

▶ 00:34:06 Unidos apoiaram o golpe contra a presidenta Dilma. Os Estados Unidos apoiaram todo o processo Lava-Jato para tirar o senhor do do processo eleitoral em 2018. Como o senhor avalia que os Estados Unidos, e aí eu falo desde o estado profundo, se a órgãos de segurança, o trumpismo e a Casa Branca mesmo. Ontem mesmo a gente conversou com

▶ 00:34:37 o Frei Beto e ele alertava: "A Casa Branca não dorme." Então eu queria saber como o senhor avalia que os Estados Unidos vão se comportar frente a um processo eleitoral em que a julgar por hoje as as chances são de que eh saia do do Planalto o presidente que foi mais submisso, mais subserviente aos aos Estados Unidos na história do Brasil e entre um presidente que, como disse o

▶ 00:35:08 seu biógrafo Fernando Moraes, saiu da prisão muito mais antierialista. Veja, acho que o Frei Beto cometeu um equívoco, tá? Se ele tiver assistindo, eu queria alertar, Beto, que o a Casa Branca dorme. Quem não dorme é o Pentágono e a CIA. Os presidentes dorme de tanto dormir, às vezes acontece coisa que eles não gostariam que acontecesse. Ora, eu tenho clareza do papel histórico

▶ 00:35:38 dos Estados Unidos. Tenho muito, muito, muito, sabe, eh, compreensão. Agora, eu acho que muitas coisas que acontecem no Brasil depende menos da ingerença dos Estados Unidos e depende mais do complexo de viralata da elite brasileira. É ela que permite, é ela que muitas vezes chama esses golpes que você citou para dentro do Brasil. Porque é assim historicamente,

▶ 00:36:10 é assim historicamente. Quando se dizia, sabe, que os Estados Unidos tinha participação no golpe de 64, todo mundo que dizia isso era chamado de conspirador. Mas você acredita em conspiração? Você acredita nisso? Aí vem a informação, o telefonema do embaixador americano recebendo ordem do presidente Kennedy para fazer o que tinha que fazer aqui no Brasil. Então nós temos fita, nós temos vídeo de

▶ 00:36:42 procurador americano festejando a minha prisão. Nós temos dados informações do procurador da Suíça, sabe, fazendo toda a canalice que fez. Eu lembro que eu fui conversar com o embaixador da Suíça e eu falei para ele, sabe, vocês sabem que vocês tiverem envolvido no meu processo? Falei: "Não, mas ele já foi afastado. Ele já foi afastado. Vai significa o que que tiveram. Deixa te dizer uma coisa, ô Rodolfo. Eh,

▶ 00:37:12 eu aprendi desde muito pequeno que quando a gente não se respeita, ninguém respeita a gente. Eu tive uma relação muito, muito séria com o presidente Bush. Você já sabe dessa história. Dia 10 de dezembro de 2002, eu já eleito presidente da República, fui aos Estados Unidos conversar com o Bush. Primeiro eu fui à Argentina, depois eu fui ao Chile, que eu queria

▶ 00:37:43 mostrar o meu compromisso com a integração sul-americana. E quando eu cheguei lá, o Bush passou 40 minutos me convidando pra guerra do Iraque, inclusive dizendo que se o Brasil participasse da guerra, o Brasil poderia participar. da reconstrução do Iraque. É engraçado, né? Você faz uma guerra para destruir já pensando que as tuas emprenteiras vão reconstruir o país. E eu disse pro Buch, a coisa mais simples do mundo. Não conheço o Estadão Hussein.

▶ 00:38:14 O Iraque fica a quase 14.000 km do meu país. Ele nunca me fez nada. O meu inimigo é a fome, não é o Sadão Hussein. E eu vou então fazer uma guerra contra a fome no meu país. Acabou. E nunca perdi relação de amizade com Bush. E ele tratou o Brasil muito dignamente. Tratou tão dignamente que nós fomos visitar uma uma refinaria e chegamos num porto de gasolina. Ele tava com o cap da BR na cabeça e apareceu um carro da GM para ele tirar foto perto. Falou não

▶ 00:38:44 posso tirar foto perto de produto, sabe? E ele tava com com a com o chapéu da BR. Eu nem avisei para ele tirar o chapéu da BR porque era importante para ele fazer propaganda da nossa BR. Depois eu tive uma boa, uma boa relação com Obama. Eu acho que o Obama ele ele ele não foi não foi, sabe tão corto. A invasão da Líbia foi decidida, ele tava no Brasil

▶ 00:39:15 quando ele recebeu o telefonema para falar com Sarovid e com o primeiro- ministro da Inglaterra. aquela espionagem que ele fez no Brasil, ele teve a sensatez de pedir desculpa para Angela Mérco, mas não pediu desculpa para Dilma, sabe? Então, o que, como é que eu vou tratar os Estados Unidos? Primeiro eu estado trato os Estados Unidos com respeito que eu acho que eles merecem. Agora, eu quero que eles me tratem com o respeito que o Brasil merece. Eles têm

▶ 00:39:45 que compreender que o Brasil é o país mais importante da América Latina, é o país maior do ponto de vista da população, é o país maior economicamente e o Brasil tem interesse em crescer junto com todos os países da América Latina e da América do Sul. E o Brasil pode ser um grande protagonista na América do Sul. O Brasil pode ser um parceiro, porque o Brasil não pode querer crescer sozinho. Nós temos que crescer levando junto conosco os nossos parceiros. Argentina,

▶ 00:40:16 o Chile, Uruguai, Paraguai, Peru, Equador, Bolívia, sabe? a a Colômbia, sabe, os países do Caribe, ou seja, o Brasil tem potencial para isso. O que os Estados Unidos precisa aprender é que o Brasil não é serviçal deles. O Brasil é um país soberano que define a sua política externa. E da mesma forma que o Brasil respeita a política externa dos Estados Unidos, nós queremos que ele respeite a política externa do Brasil. É só isso.

▶ 00:40:47 É só isso. Nós não somos quintal de ninguém. Isso vale pros Estados Unidos, vale paraa China, vale paraa Rússia, vale paraa Índia e vale para Guinébissal. Sabe, respeito é bom. A gente gosta de dar e a gente gosta de receber. É isso que eu posso falar pros Estados Unidos. A gente não vai aceitar como não aceitei, sabe? interferência naquilo. Os Estados Unidos não queria que eu fosse

▶ 00:41:18 ao Irã. O Obama não queria que eu fosse ao Irã. A Hillary Clinton ligou para o o o Emir do Qatar para que o Emir me convencesse a não ir para o Irã. O o Obama ligou para o Mev. Eu tava em Moscou. Quando o Mevedev me falou: "Olha, o Obama ligou pedindo para mim interferir para que você não vá". Eu falei: "Eu vou. Ele não quer que eu vá porque ele não acredita que a gente vai conseguir o acordo. E eu acredito, nós fomos lá

▶ 00:41:49 depois de dois dias, conseguimos o acordo melhor do que o que eles fizeram depois de nós, bem melhor. Mas a imprensa brasileira com complexo de viralata, sabe? Não queria que o Brasil fizesse o acordo, porque também para os vilal desse país, o Brasil não tem que se meter. O Brasil não tem tamanho. Eu lembro que eu fui conversar com um embaixador importante nesse do Brasil. Ah, e e eu fui fui reclamar porque tiraram o Bustan.

▶ 00:42:20 O Bustan era embaixador do Brasil e era o diretor da agência que cuidava de armas químicas. E o Bustan dizia que não tinha armas químicas no Iraque. O Clinton pediu pro Fernando Henrique Cardoso tirar o Bustan. E o Fernando Henrique Cardoso tirou o Bustan. Aí escolheram aquele japonês que dizia que o Iraque tinha armas armas químicas. Ou seja, aí eu fui dizer pro embaixador, por que que o Brasil tirou? Ele falou:

▶ 00:42:51 "Ah, porque o Brasil não põe dinheiro. Só quem põe dinheiro é os americanos. Então eles têm que mandar mesmo. Com essa visão a gente não vai a lugar nenhum. Com essa visão a gente não vai lugar nenhum. Então é preciso a gente saber se respeitar. Eu reconheço o valor dos Estados Unidos, a importância dos americanos, a importância da China, a importância da Rússia, a importância da Índia, mas reconheço a importância de uma ilha pequena no Caribe. Todos têm o direito de ser soberano e cada um age de acordo

▶ 00:43:21 com a sua força. E o Brasil tem muita força. Basta ter coragem de utilizá-la. Agora, se o Brasil tiver um presidente que fica batendo continência pra bandeira americana ou rastejando-se de quatro aos pés de um presidente como Trump, o Brasil não vai a lugar nenhum. Mauro Lopes, Brasil 247. Presidente, uma brevíssima consideração. Logo depois do golpe contra a presidenta

▶ 00:43:51 Dilma em 2016, os poderosos desse país e a sua mídia decretaram que todo esse grupo de mídia independente que tá aqui estava liquidada. Pouco depois, quando o senhor entrou na cadeia em abril de 18, esses mesmos poderoso e sua mídia disseram: "Lula está morto politicamente". Hoje eu cheguei aqui, entrei e falei com o Stookert. Start, que lugar presidencial esse, né? Bonito, chique, elegante.

▶ 00:44:25 A gente tá aqui, essa mídia independente e o senhor, eles perderam. Eles perderam, né? Eles, o povo brasileiro tá aqui, a mídia independente tá aqui e o senhor tá aqui. Então, quero dizer que para mim é um momento de grande emoção e considero um encontro histórico na abertura do ano das eleições desse país. Isto posto, queria lhe propor mudar um pouco a agenda da conversa ou fazer alguns pressupostos e

▶ 00:44:56 uma pergunta bem concreta. São eles primeiro, as pessoas negras e as mulheres são as duas grandes maiorias do país. Tanto as pessoas negras quanto as mulheres são mais do que 50% do país. Essas mesmas pessoas, segundo as pesquisas de opinião, se o senhor for candidato, deverão garantir a sua vitória. Não há nenhum outro grupo no país, mulheres, negros e os mais pobres, no

▶ 00:45:28 qual a proporção de votos, de intenção de voto que o senhor tem seja maior, é disparado maior. Então, deverão garantir sua vitória se o senhor for candidato. Os movimentos negro e feminista, mais o movimento indígena e LGBTQ+ são o polo dinâmico da luta política, social e cultural do país, com presença que atravessa inclusive o movimento sindical, movimento do sem terra e todos os movimentos sociais do país. O PT tem

▶ 00:45:58 a luta contra o racismo e contra o sexismo e o patriarcalismo como centrais em seu programa e na discussão ação de suas lideranças mais expressivas como o senhor Glade Hoffman, Fernando Hadad e tantas outras. em que pese de tudo isso, os governos do PT deixaram muito a desejar em relação à presença das mulheres e das pessoas negras nos seus governos, tanto nos governos dos dois governos do Lula, como nos governos Dilma. Nos seus dois governos,

▶ 00:46:29 presidente, houve 99 pessoas que passaram pelo ministério. Apenas 10 eram mulheres. Dessas, apenas três eram mulheres negras, apenas sete homens negros. 82 eram homens brancos, 81% dos seus ministros e ministras. As pessoas negras e as mulheres foram objeto efetivo dos programas de seu governo, mas foram pouco protagonistas na liderança do processo. Nesse momento,

▶ 00:47:00 nós temos uma enchurrada de mulheres e homens negros que foram formados pelas políticas de cota dos governos do PT, mestres e doutores. E a gente tem ao mesmo tempo uma tendência na esquerda mais contemporânea que acontece, por exemplo, na Alemanha. Olaf, o senhor deverá ter como parceiro na Arena Internacional, assumiu o governo alemão com a promessa e cumpriu a promessa de paridade de gênero. Lá são oito ministros homens, oito ministros

▶ 00:47:32 mulheres. Boret aqui no Chile já se comprometeu a um governo paritário com mulheres. Na Bolívia, as mulheres ocupam 56% do Senado. O México aprovou uma lei que garante paridade de gênero em todas as esferas de poder, executivo, legislativo e judiciário. O senhor tá pronto a se alinhar com essa tendência e assumir um governo, se o senhor for candidato, inici eleições, com um compromisso de paridade, de

▶ 00:48:03 gênero e raça? Eh, a minha pergunta é, não tô perguntando uma adesão à ideia, é uma pergunta concreta. Eh, o senhor terá paridade total de gênero e raça num seu governo ou pode assumir conosco aqui um compromisso, pelo menos de percentuais mínimos de presença de pessoas negras e mulheres no seu ministério? Ô, ô Mauro, primeiro, obrigado pela pergunta. Eh, eu acho que essa é uma das razões que eu dizia em 2018 que gostaria

▶ 00:48:35 de votar a presidência da república, porque era preciso a gente fazer coisas que a gente não tinha feito, tá? Ah, veja, eu acho que quando eu ganhar as eleições em 2003, é preciso que a gente veja o momento histórico pra gente não menosprezar as coisas grandes que foram feitas. Não pense que foi fácil criar o Ministério da Igualdade Racial. Não é uma coisa simples num país que foi o último a abolir a escravidão, o último a fazer independência, o último a

▶ 00:49:05 garantir o direito de voto das mulheres, o último a ter uma universidade. Ou seja, nós somos um país que tem um acúmulo de retrocesso e de atraso nos avanços sociais e nós pagamos um preço por isso. Graças a Deus, eu faço parte de um partido político que tudo no partido político é paritário hoje. Tudo no PT, tudo, sabe? É importante você lembrar que há avanços importantes hoje, inclusive a a candidatura de mulheres hoje, sabe, ela é paritária. A

▶ 00:49:35 candidatura de mulher tem inclusive a porte de verba, sabe, necessária pra gente alavancar o atrasa a que a gente foi submetido. Eu acho que nós caminhamos para ver, sabe, em algum momento da história desse país, uma maioria de mulheres mandando. Porque quando você fala que só teve isso de nego de mulher, você esquece de falar que foi no nosso governo que pela primeira vez uma mulher virou presidenta da República desse país. E não uma

▶ 00:50:05 mulher qualquer. Uma mulher que aos 20 anos de idade tinha sido presa, condenada, torturada, sabe, e dada como morta pra política. e ela virou presidente da República. Então isso foi um gesto revolucionário muito grande. E também no governo da Dilma não teve a quantidade de mulheres que a gente poderia ter. Uhum. Tá. O que que eu posso te dizer? Eu não posso eh numa entrevista coletiva falar cota ou falar números, mas eu posso te dizer que hoje os partidos políticos

▶ 00:50:35 sabe, trabalho com a ideia, sabe, de que as mulheres terão que ter uma participação muito mais forte dentro do partido, nas bancadas dos partidos e dentro dos governos, como se sobretudo o povo, o movimento negro, como a questão dos indígenas, ou seja, a sociedade ela está caminhando e o PT é um dos partidos que puxa essa discussão internamente para que a gente possa fazer um governo efetivamente, sabe, que respeite a

▶ 00:51:06 densidade da sociedade brasileira tal como ela é. As mulheres são tão ou mais qualificadas do que os homens em muitas coisas. Aliás, eu acho que algumas coisas das mulheres têm muito mais coragem do que os homens para fazer, sabe? E eu acho que primeiro nós temos que ganhar as eleições, né? Você, você tá, você tá lembrado que tem gente que quer que eu já indique quem é o meu guru ele meu guru econômico. Tem gente que quer que eu indico o meu vício, tem gente que quer que eu indique quem vai ser o meu ministro da justiça. Tudo isso

▶ 00:51:36 vai acontecer no tempo certo. Eu aprendi em 85 com a campanha do Fernando Henrique Cardoso que a gente não senta na cadeira antes do tempo que dá azar. Eu não ganhei nada ainda. E essa força que vai ser o meu governo, ela vai ser demonstrada na campanha, porque na campanha nós vamos querer uma participação bastante paritária, senão em alguns casos até majoritariamente pessoas que não participavam muito da vida política desse país. Porque nós

▶ 00:52:07 vamos montar muitos comitês, nós vamos muit muitos grupos para criar o programa e eu vou reeditar as conferências nacionais para elaboração das políticas públicas e vou remontar, sabe, o chamado o chamado conselho de desenvolvimento econômico e social, muito mais paritário agora, muito mais representativo da sociedade brasileira, sabe? Então você continue escrevendo que você vai ter muita surpresa com o que vai acontecer nesse país, até porque eu volto se

▶ 00:52:39 disputar as eleições com a consciência de que ah o governo, o presidente da República não pode tudo. Uhum. Sabe, eu dizia que quando me perguntavam qual era o grande efeito meu nos meus governos, dizia o grande efeito meu não foi uma obra, foi o povo ter descoberto que ele fazia parte da do do governo. Foi a inclusão do povo nas decisões. E agora eu acho que nós precisamos

▶ 00:53:10 transformar o povo, sabe, em sujeito da história. Esse país não é meu. Esse país não é teu, esse país é nosso. Então é esse nosso que envolve negros, índios, desempregados, empregados, sabe? Gente que mora na periferia, o povo sem rua, os catador de material reciclado. É esse povo sabe que tem que ajudar, dizer que país nós queremos crescer. Não é apenas a Avenida Faria Lima,

▶ 00:53:41 não é apenas a bolsa de valores, eles também serão ouvidos, mas ele tem que aprender que tem outros setores importantes para decidir que tipo de Brasil nós vamos querer. Essa é uma das razões pelas quais eu posso ser candidato, que eu quero provar que é possível exercer a democracia na sua plenitude, respeitando a totalidade da sociedade brasileira. Obrigado, presidente, e só te dizer para vocês o seguinte, eh,

▶ 00:54:12 eu acho que nós ainda não vencemos, mas você disse na tua pergunta que eles pensavam que a gente tava morto e tá nós aqui não, nós ainda não vencemos porque o vencer que você pensa e o vencer que eu acho que você pensa é um vencer que além de ganhar uma eleição, nós temos que aprimorar as instituições nesse país. Uhum. As instituições nesse país ainda elas são compostas pela pela, eu diria, pela

▶ 00:54:43 putocracia, sabe, que fez a proclamação da República ainda do tempo do império. Quem são desembargadores? Quem são juízes? Quem são procuradores? Quem são? Sabe essa gente da casta do aparelho do estado, é gente muito sofisticada. Ainda não tem ninguém do proi, ainda não tem ninguém das cotas. Sabe? E quando essa gente tiver participando das instituições, a gente pode ter certeza que a democracia está se consolidando de forma definitiva

▶ 00:55:14 no Brasil. Obrigado, presidente. Paulo Donizete, Rede Brasil A. Bom dia a todos. Bom dia, presidente. Queria destacar que eu falo também em nome do coletivo que tem a TVT, a Rádio Brasil Atual e a parceria do Brasil de fato. Eh, eh, presidente, acho que nunca antes na história desse país ficou tão evidente o papel da ciência, né, diante da da tragédia que tem sido o combate à

▶ 00:55:47 pandemia, né? Então, acho que nunca se deu tanta importância ao valor que tem a ciência para construção de uma humanidade mais civilizada. Essa mesma ciência, presidente, eh ela também tem afirmado ao longo dos anos que o nosso modo de produção industrial de bens de consumo, ele tá sendo letal, né, pro planeta, né, o aquecimento global, o mau uso dos recursos naturais,

▶ 00:56:17 a emissão de gases de efeito estufa, a o uso da tecnologia como forma de ampliação do lucro, em vez de melhorar as condições de trabalho de vida de quem produz. Então, é uma uma infinidade de de de mudanças que seriam necessárias para que o nosso modo de produção e o nosso modo de consumo fosse revigorado. Então, eh levando em conta que o senhor também, eh, ainda não não confirmou sua

▶ 00:56:49 candidatura, mas estamos aqui falando também com um possível candidato e um possível presidente, eu gostaria de saber se o senhor e o campo progressista que o acompanha estão se preparando para apresentar pro mundo, para liderar ou para participar de maneira protagonista na construção de um novo modelo de produção industrial. Principalmente hoje em dia, por exemplo, quem consegue comprar um carro elétrico é é 1%, 99% consegue nem sonhar com isso, né? Então

▶ 00:57:20 eu pergunto até porque em termos de política industrial e todos os economistas desenvolvimentistas falam que é preciso uma política industrial nacional forte para o país se desenvolver. Eh, já que vamos começar do zero, já que ela tá destruída, há muitos anos ela vem sendo destruída, né, em parte também por esse sistema de financierização da economia. Eu gostaria de saber se o senhor está preocupado, né, em se preparar, em preparar o país para, já

▶ 00:57:51 que vai reconstruir, reconstruir a partir de um novo modelo mais humano e mais sustentável. Ô Paulo, eh, eu tenho eu tenho a seguinte consciência, eh, o Brasil precisa pensar em recuperar a sua capacidade industrial. A, a indústria já representou no Brasil 30% do PIB e hoje a indústria representa

▶ 00:58:23 de 10 a 11% do PIB. Ou seja, significa que a nossa indústria desapareceu. E ela desapareceu porque as pessoas quiseram que ela desaparecesse. Ou seja, tanto as multinacionais começaram afundando as nossas empresas de ortopeça. Quanto os nossos grandes empresários, a gente tinha empresários nacionalistas, pessoas de envergadura que era respeitada. Eu lembro sempre uma pessoa que não gostava de mim, o Antônio Emírio de Moraes, mas eu nunca deixei de

▶ 00:58:53 reconhecê-lo como um grande empresário brasileiro, um cara com uma visão nacionalista, com uma visão de soberania da indústria nacional, os Vilares, sabe, os Mindlin, os Bartela, ou seja, era um conjunto de empresários que pensavam o Brasil, não não deixavam de ser atrasado na relação com os trabalhadores. Eu lembro com Dr. Emir de Morais, nós fomos fazer uma greve na fábrica química dele lá em São Miguel Paulista e nós fomos pedir

▶ 00:59:23 comissão de fábrica que nós tínhamos já conseguido na Volkswagen e ele disse: "Na minha fábrica ninguém vai mandar, sabe? E não aceitou fazer a comissão de fábrica". Mas eu, embora tem essa discordância com a visão do mundo do trabalho dele, da relação com o sindicato, eles tinham uma noção nacional. Isso acabou. Isso quando eu vejo os empresários brasileiros é o velho da van, sabe? O que é uma tristeza pro nosso país ainda vendendo produto chinês, sabe? Não é nem

▶ 00:59:53 produto brasileiro. Então eu acho que nós temos que pensar, sabe em que nicho de indústria a gente vai apostar para que esse país possa voltar a ser industrializado? Porque sabe, nós perdemos a era da indústria automobilística. Nós somos o único, o único país que está entre as 10 economias maiores do mundo que não tem uma indúta automobilística. Nós poderíamos ter tido, mas não quisemos ter ou não deixar o que a gente tivesse, como não queriam deixar em 53

▶ 01:00:25 que a gente tivesse petróleo, porque era melhor, diz na época importar dos Estados Unidos. É só pegar editorial do jornal Estadão da Época. Você pensa que o estado é conservador agora que ele tá pequenininho? Não, ele era conservador na época já. em 53. Então, veja, nós temos que pensar, nós estamos discutindo isso dentro, sabe, da Fundação Pessoa Bramo, sabe? Nós temos NAP, que está o núcleo de de discutir política industrial. Nós temos que definir que nicho de política industrial

▶ 01:00:56 a gente vai querer, que tipo de indústria a gente quer fazer crescer. Nós temos plataforma, sabe, de algumas coisas que nós precisamos crescer. O Brasil é um país que era o terceiro produtor de avião do mundo. A terceira indústria de aviação do do mundo era a brasileira, que embora aviônica fosse importada dos Estados Unidos, mas a gente tinha uma participação no mercado respeitável. O Brasil pode votar, apesar da Ibra ter votado porque a Boing devolveu, mas o Brasil pode escolher

▶ 01:01:27 algumas coisas, sobretudo agora que nós estamos praticamente na América Latina e na Europa quase que começando do zero, porque nessa nova indústria da inteligência artificial, nessa famosa indústria digital, nessa famosa indústria de dados que todo mundo fala e ninguém sabe o que é ainda, né? A China e os Estados Unidos detém 90% desse mercado. A Europa e a América Latina tem 10% só. Como é que a gente vai entrar nisso? Você veja a confusão

▶ 01:01:59 que deu só pelo fato de eu ter dito, tá na hora do movimento sindical começar a ficar atento às mudanças trabalhistas que estão acontecendo na Espanha. Você viu que já houve uma gritaria. É por isso que nós fomos o último país a abolir a escravidão, sabe? E ainda quando se aboliu a escravidão, sabe? Os donos dos escravos queriam que o estado pagasse indenização. Então, essas pessoas não se dão conta

▶ 01:02:30 que não há democracia sólida. Se a sociedade não tiver bem estruturada do ponto de vista organizacional. Isso acontece na indústria que paga um salário, sabe, mais importante, que tem mais valor agregado. Bem, eu te confesso que o único desafio que cabe a mim nesse instante, que sou o leigo e muitas das coisas, é envolver as universidades, envolver os empresários e o estado para que a gente discuta o que fazer.

▶ 01:03:02 Eu, no tempo que eu era presidente, nós criamos no BNDS vários núcleos para discutir, sabe, inovação industrial. Essas coisas andam muito poucas, porque os empresários brasileiros não investem em inovação, não investem em pesquisa. Quem investia em pesquisa era Petrobras, era Petrobras, era o estado que investia, porque eles não investem. Então, nós precisamos primeiro fazer uma grande discussão com a sociedade brasileira. o que que nós entendemos por

▶ 01:03:32 uma nova política industrial, qual é o mercado que a gente pode entrar, o que que a gente pode estruturar. E aí eu tenho consciência que se a gente pegar, sabe, os cientistas brasileiros, pegar as nossas universidades, pegar os nossos empresários mais jovens e mais modernos e pegar a gente que tem o governo, a gente pode apresentar, sabe? Eu eu lembro que no governo da Dilma Luís Mercadante era ministro da Ciência e Tecnologia, eu lembro que foi apresentada uma plataforma de 10 tipo de

▶ 01:04:03 indústria que a gente poderia a começar a desenvolver no Brasil. Nós temos que fazer isso tendo consciência que ninguém vai nos ajudar. É nós, é a nossa inteligência e os nossos interesses soberanos, tá? Pra gente discutir claramente como é que a gente pode adquirir o novo mundo. Uma coisa que tá certa, Paulo, é o seguinte. Todo mundo fala que o mundo tem que mudar, mas todo mundo continua fazendo a mesma coisa. Todo mundo fala que tem que mudar, mas

▶ 01:04:34 quando você pega a imprensa, você lê que tem pouca gente que ficou duas vezes, três vezes, até 10 vezes mais rico na pandemia e os pobres do mundo inteiro continuam sem ter acesso à vacina, sabe? A gente nem recebe informações de como que está a pandemia na maioria dos países africanos. Então eu acho que nós temos que construir um outro mundo. Por isso eu queria lhe dizer uma coisa que eu defendi no Congresso em Genebra, no Parlamento Europeu. Nós precisamos

▶ 01:05:06 rediscutir uma nova governança mundial. A gente não vai resolver a questão ambiental se a gente deixar por conta do Estado Nacional. Porque quando você aprova uma coisa numa conferência particular ambiente, essa coisa volta para dentro dos estados para eles aprovarem e normalmente os concretos não aprovam. Você sabe que eu era presidente em 2008, em 2008 a União Europeia tinha decidido

▶ 01:05:37 que em 2020 todos os carros europeus teriam no mínimo 10% de etanol ou de biodiesel. O que aconteceu? Nada. Nada, não introduziram. Portugal queria 20%. O Japão queria ter 3% de biodísel e de etanol na sua gasolina. Não fizeram nada. Então, é preciso que a gente tenha uma governança, que a gente tenha uma ONU

▶ 01:06:07 rejuvenecida, renovada, mais representativa da geopolítica atual, com determinados poder, que algumas coisas, sobretudo na questão ambiental ou na questão da paz, tem que ter uma decisão coletiva e não uma decisão unilateral. É preciso acabar com o poder de veto na ONU. É preciso acabar com o poder dos Estados Unidos, não respeitar nenhuma decisão.

▶ 01:06:37 Ou seja, a mesma ONU que em 48 construiu o estado de Israel, não tem coragem de construir o estado palestino. Então é preciso ter uma nova governança. Por que que o Brasil não tá no conselho da ONU? Por que que a Argentina não tá? Por que que o México não tá? Por que que a Índia não tá? Por que que a Leanha não tá? Por que que o Japão não tá? Por que que o Egito não tá? Por que que a Nigéria não tá? Por que que a África do Sul não tá? Ora, a Segunda Guerra Mundial já faz muito tempo, ou seja, de 45 até 2020 já são 75 anos.

▶ 01:07:13 Sabe, é preciso que a gente tem em conta que a gente tem que mudar pra gente pensar um novo mundo, que tipo de indústria a gente vai querer desenvolver, como a gente vai cuidar do meio ambiente, como a gente vai cuidar das nossas esquas minerais, da nossa água, da nossa floresta. Sabe isso? Tem que ser uma discussão que envolva além das nossas fronteiras, que envolva o mundo, para que cada um cumpra com a sua função. E hoje não dá. Hoje o que eu vejo são os países ricos dizerem que os

▶ 01:07:43 próprios têm que fazer um fundo, que eles têm dinheiro para financiar um fundo, sabe? O pobre quer se desenvolver. Ninguém quer que a Amazônia seja transformada, sabe, num santuário da humanidade. As pessoas que moram na Amazônia querem querem ter acesso a bens materiais, querem produzir. É possível utilizar a riqueza da biodiversidade da Amazônia para desenvolver a Amazônia? É. Então nós temos que investir em pesquisa. Então nós temos que fazer parceria como nós fizemos no meu governo

▶ 01:08:14 com aquele fundo da Alemanha e com a Noruega. É possível fazer. É possível a gente utilizar a riqueza daquele ecossistema pra gente ganhar dinheiro para desenvolver o Brasil. Agora é preciso ter governo que queira fazer isso e é preciso envolver a sociedade. A gente tem que pensar nisso e pensar como melhorar a vida do povo na cidade. Porque tem muita gente que fala de meio ambiente pensando apenas na floresta amazônica. E é preciso pensar no esgoto

▶ 01:08:44 a céu aberto na periferia de São Paulo, nos dejetos a céu aberto. É preciso pensar nas condições de moradia. É tudo isso que nós temos que pensar. Esse é o novo Brasil que eu acho que a gente pode construir. E é por isso, Paulo, que eu quero dizer para você que se depender da minha vontade, nunca a sociedade brasileira foi tão convidada a participar das decisões como será convidada agora, porque eu tenho 76 anos

▶ 01:09:15 de idade. Se ganhar as eleições, vou estar com 77. E eu preciso dar esse povo a oportunidade dele dizer o que ele quer desse país. Ele não pode receber da mão dos burocratas desse país o Brasil que ele quer. Ele tem que construir. E eu peço forças a Deus para poder, sabe, ter forças para juntar essa gente e dizer que país nós queremos, que agricultura nós queremos. As pessoas têm que aprender que você pode criar gado, que

▶ 01:09:46 você pode plantar sódia, que você pode plantar milho sem degradar o meio ambiente. É possível você utilizar a quantidade de pesticida que você utiliza. Para isso a ciência evolui. Agora o que nós estamos é recém das grandes empresas que produzem esse veneno. Então nós temos que lutar contra isso. Você veja o que que nós perdemos depois que teve o golpe na Dilma.

▶ 01:10:17 Você lembra a quantidade de veneno que foi autorizado a jogar na agricultura brasileira depois que houve o golpe na Dilma? Então, restabelecer isso, meu caro, significa a gente, inclusive fazer um chamamento aos empresários que têm consciência de que eles não vão progredir muito de vender os seus produtos no exterior se eles não tiverem preocupados com a questão ambiental. Essa tese de que vamos abrir a cerca pro gado passar não

▶ 01:10:49 será predominante no meu governo. Não será predominante. E nós vamos ter que envolver a ciência para provar que a gente pode, como a Embrapa provou durante muito tempo, que a gente pode ter uma agricultura mais sadia, uma indústria mais limpa, menos poluente do que nós tivemos até agora. Não é um desafio de um presidente, é o desafio de uma sociedade, sabe? Esse é um debate que a gente tem que envolver a sociedade para ela participar, para ela saber o que ela

▶ 01:11:19 quer. A gente pensa que as pessoas não sabem das coisas, né? Esses dias eu fui eu fui num evento de catadores de materiais recicláveis em Brasília. chega lá, me deparo com uma senhora de 37 anos, sete filhos, sete filha. Quando me falaram a doutora, a dona fulana de tal tem sete filhos, ela é catadora 14 anos. Eu falei: "Coitadinha, coitadinha uma ova, ela tá

▶ 01:11:50 terminando o curso de direito, sabe?" Então eu fiz perguntando, um país que é capaz de produzir uma catadora de papel, que tem sete filhos aos 37 anos, está se formando direito para defender o seu povo, nós vamos ter medo do quê? Nós temos que incentivar mais gente, sabe? Mais gente a ter consciência como essas pessoas estão tendo consciência. Então eu sou um cara que quero ouvir a sociedade naquilo que eu vou discutir

▶ 01:12:21 bastante, sabe? Nós não faremos um governo de especialistas, sabe aquele governo outro especialista, outro especialista e o povo nunca é especialista de nada. Então nós queremos ouvir os especialistas em sobrevivência, em condições adversas, que é o povo brasileiro. É isso que vai acontecer no Brasil. José Cásio, Diário do Centro do Mundo. Bom dia, presidente. Bom dia, amigos. Presidente, o senhor falou aqui em complexo de viralatas.

▶ 01:12:53 pois falou em eh na nossa cultura de servidão aos Estados Unidos, né? O senhor viveu o período da ditadura, o senhor foi vítima dela, contou que o Figueiredo saiu pela porta dos fundos e agora o que a gente vê é um governo de conotação militar dentro de um ambiente democrático, né? é um governo eleito, mas que eh faz a

▶ 01:13:23 sua gestão eh sustentada pelo ideal do militarismo por militares. E o que a gente vê dessa turma que tá aí no comando do país, a gente como aprontou o que aprontou lá em Manaus, nós temos o Braga Neto, que dispensa apresentações. General Heleno no num avião presidencial, sob o comando dele, foi

▶ 01:13:55 encontrado cocaína nesse avião, no exterior, né? Temos até um militar, um ministro, Luís Eduardo Ramos, que foi chamado de Maria Fofoca por um ministro da do governo Bolsonaro, Ricardo Sales, para dar um nível da turma que comanda o país aí do ponto de vista militar.

▶ 01:14:26 Então a gente descobre, presidente, que esse pessoal além de golpista, são entreguistas e são, para usar um português bem correto, um bando de pangaré. A pergunta que eu quero fazer pro senhor é o seguinte: as forças armadas no Brasil são um caso perdido ou tem solução, presidente? Olha, nós não podemos julgar as Forças Armadas

▶ 01:14:57 pelas pessoas que estão no governo Bolsonaro. Eu eu tive o prazer de conviver com as Forças Armadas durante 8 anos. Eu sinceramente tive uma relação de recuperação das Forças Armadas Brasileiras, sabe? A palavra correta é essa. Eles podem colocar lá nos livros deles que o governo do Lula foi o governo de recuperação das forças armadas brasileiras, dando a ela um mínimo de

▶ 01:15:27 dignidade para que ela pudesse cumprir aquilo que está garantido na Constituição. A força Damada defender a soberania desse país, defender o povo brasileiro contra interesses externos. Foi assim que a gente recuperou pagando o salário mínimo pros recrutas que não recebia salário mínimo. Foi assim que nós fizemos, dando o direito deles almoçar, porque quando eu cheguei na presidência, os recrutas eram liberados às 11 horas da manhã porque não tinha

▶ 01:15:59 dinheiro para pagar o almoço pros recrutas. Nós garantimos que eles tinham que ficar o dia inteiro e almoçar. Nós criamos o soldado, cidadão, para dar aos recrutas no ano que ele tava no exército uma prof. e depois tentar no mercado de trabalho sobreviver. Foi assim que nós recuperamos a engenharia do exército brasileiro para ajudar a fazer obras em lugares inóspitos, ou seja, e nós transformamos a a a o batalhão de

▶ 01:16:29 engenharia das Forças Armadas numa empresa poderosa, sabe, para poder nos ajudar inclusive a balizar preço na construção civil. Foi assim que nós recuperamos uma parte da marinha. Fazia anos, anos que a gente não fazia um investimento em peró no requecimento de urânio. Nós fomos lá e garantimos que ia ter dinheiro todo ano para que a gente continuasse aprimorando. Foi assim que nós compramos um navio para substituir aquela vergonha

▶ 01:16:59 do parão de ter fé que eu fui visitar na Antártica. Não cabia, sabe? Nem o o pesquisador lá dentro. Eu fiquei com vergonha de ver o tamanho, de ver a pequenez de um navio que eu admirava quando eu vi a televisão falar. O barão de teré, não sei das contas, eu achava que era uma coisa grande. Resolvemos comprar navio. Foi assim que nós recuperamos a Força aérea brasileira, que não tinha avião para nada. E essas Forças Armadas cumpriu um papel importante durante todo o meu governo e

▶ 01:17:31 acho que durante o governo da Dilma. Eu eu não posso balizar as Forças Armadas pelos que estão no governo. Eu não sei se essa gente que tá no governo hoje eram aqueles tenentes que estavam quando se recusaram, sabe? Quando o gás despediu frota. Eu não sei se eles faziam parte dessa turma, sabe? Mas essa gente não representa as Forças Armadas. Eu eu estou convencido. Estou convencido. Por isso que eu não me preocupo muito quando falar das Forças Armadas. Ou seja, que você tem um grupo

▶ 01:18:01 de aproveitadores hoje. O poelo jamais poderia ser general com a formação que ele tem, com a grosseria que ele tem, com a ignorância que ele tem. Não pode o homem daquele chegar general dizer que ele pensou ir na CPI de farda porque ele seria mais respeitado. As Forças Armadas precisa compreender que não é a farda que mostra o caráter, é a formação deles, é os interesses de defender a soberania

▶ 01:18:31 nacional. Então eu trabalho com a certeza absoluta, sabe, de que as Forças Armadas não é isso. As Forças Armadas tem gente preocupada com o Brasil, tem gente preocupada com o desenvolvimento do Brasil, tem gente preocupado com a soberania brasileira, tem gente preocupado com a independência do Brasil. E é essas Forças Armadas que nós queremos, sabe, que prevaleça no Brasil. Nós precisamos ter umas forças armadas altamente preparada, sabe? Armada,

▶ 01:19:01 porque a gente precisa deles quando a gente menos precisa, mas quando precisar, eles tem que estar pronto. O que não dá é para ter uma força armadas falida. Então eu eu trabalho com a ideia, sabe, de que esses 8.000 E os militares que estão trabalhando no governo, na burocracia, eles certamente irão se afastar, sabe? Ainda durante o processo eleitoral, eles vão percebendo que eles têm que pedir a conta, sabe? Porque ah,

▶ 01:19:32 eu acho que o Brasil tem que ser governado, sabe, pela sociedade civil. Os militares têm uma função constitucional que eles têm que cumprir, sabe? e eles cumprem bem quando eles cumprem a função deles. E, portanto, eu vou estabelecer uma relação, sabe, como sempre, sempre mantive essa relação, sabe? É importante lembrar que quando eu ganhar as eleições, eu serei o chefe supremo das Forças Armadas e, portanto, sabe, nós iremos discutir o papel das Forças Armadas, sabe, que é um papel

▶ 01:20:02 mais nobre do que esse que está acontecendo agora. Eu não não vejo o problema nas Forças Armadas. O que eu vejo é falta de orientação e que como quem governa o Brasil não orienta nada, quem governa o Brasil sabe, não conhece de economia, não conhece absolutamente nada. Então ele não tem orientação, não tem orientação para fora armada, não tem orientação para ir marati, não tem orientação pra política externa, não tem nada, sabe? E ela vem orientada,

▶ 01:20:34 a Volças Armadas pode prestar grandes serviços a esse país, sabendo que eles são iguais a nós, que eles não são soberanos, que eles não são mais importantes, não são mais inteligentes do que você, mais do que eu nasci, mais do que eu. Eles são iguais, apenas tem uma função definida na constituição. É isso que eu quero que eles compreendam. Ivan Longo, revista Fórum. Bom dia, presidente. Eh, eu o senhor já

▶ 01:21:04 afirmou aqui que ainda não tem candidatura confirmada, que não definiu vice, que vai fazer isso no momento certo, etc. Mas eu queria voltar um pouquinho na na discussão sobre o Alkim, que tá muito à tona aí. Ã, mas levantando um outro aspecto, há uma uma certa resistência em certos setores à esquerda e mesmo dentro do PT, né? ã, com relação à possibilidade e de se firmar essa aliança com Alkmin ou mesmo que não seja ele, que seja alguém com o perfil dele, né? um perfil mais à

▶ 01:21:36 direita do senhor. E o grande temor aí desses setores da esquerda ou mesmo dentro do PT é que essa para firmar esse acordo eh com uma pessoa mais à direita do senhor se abriria a mão de pontos fundamentais aí de programas historicamente definidos defendidos pelo PT, né? questões programáticas, como, por exemplo, soberania da Petrobras, revisão de teto de gastos, ã, ou mesmo revisão da reforma trabalhista. Enfim, eu gostaria de saber do senhor, ã, como

▶ 01:22:07 o senhor recebe essas críticas que são feitas até dentro do PT a essa possibilidade de de uma possível aliança com Alkmin ou com alguém mais à direita do senhor? E se o senhor avançar nessas conversas com o Alkmin ou se chegar a um acordo com alguém mais à direita do senhor, se para esse acordo isso envolveria negociar pautas como essa que eu citei, questões programáticas defendidas pelo PT? Olha, deix deixa eu l dizer uma coisa assim muita com muita clareza, porque eu não quero responder só para

▶ 01:22:38 você, eu quero tentar falar agora com o povo que vai nos ouvir, que vai nos assistir. E veja, eu eu não tô procurando uma aliança ideológica, sabe? Eh, eu não tô procurando uma aliança apenas para ganhar as eleições. Eu tô procurando construir um conjunto de alianças com forças políticas para me ajudarem a fazer a transformação que nós precisamos a fazer no Brasil. Inclusive,

▶ 01:23:09 se a gente quiser aprovar uma reforma tributária. Eu até não gosto de utilizar a palavra reforma tributária porque eu já utilizei dezenas de vezes a gente não consegue fazer. Não sei se o Nacif se lembra, mas em 2007 eu mandei pro Congresso Nacional uma proposta de reforma tributária que teve o apoio dos 27 governadores de estados. o governador era o Serra em São Paulo, que teve o apoio de todos os líderes partidários, que teve o apoio

▶ 01:23:39 das 27 federações de indústria do Brasil, que teve o apoio de todas as centrais sindicais e quando chegou no Congresso, ela não andou, porque tem sempre aquele, como chama, como que o Jan Quadro chamava, o inimigo força oculta, hein? Tem uma força oculta que não deixa a política tributária andar. Eh, então eu estou convencido que é assim, a gente vai precisar, sabe, mudar muita coisa

▶ 01:24:09 nesse país. A relação com o Congresso Nacional, ela não pode ser uma relação promíscua, ela tem que ser uma relação civilizada, como acontece em vários países do mundo, sabe? Mas nós temos que mostrar o que que é preciso para reconstruir esse país. Se você não pode fazer uma reforma tributária complexa, você pode fazer mudanças de ponto na reforma tributária, sabe? Por exemplo, vamos definir que quem vive de dividendos paga imposto de renda. Vamos definir que quem ganha até cinco

▶ 01:24:40 salários mínimo não paga imposto de renda. Nós temos que definir algumas coisas para dar mais sustentabilidade aos de baixo e para dar mais compromisso com o Brasil, com os de cima. Isso dito assim parece difícil, mas eu acho que se a gente sentar para conversar e a gente construir uma força política, eu tenho conversado muito com o PSD do Cassabe, tenho conversado com Cassabe, ou seja, sabe, é bem possível que a gente possa construir alguma coisa

▶ 01:25:11 junto. É bem possível. É bem possível que a gente possa construir o Paulinho da força sindical com solidariedade. Nós estamos construindo, sabe? Nós precisamos construir uma força política capaz de dar sustentação nas mudanças que nós precisamos fazer. A, o movimento sindical brasileiro, ele não quer uma reforma da estrutura sindical para votar o que era. É, eles querem construir uma coisa nova. E uma coisa nova, a Espanha tá dando um

▶ 01:25:41 exemplo, é a participação do Estado, dos empresários e dos trabalhadores. É isso, é a sociedade encontrando soluções para os seus problemas. E isso eu tenho certeza, eu tenho certeza que qualquer pessoa que vier a ser vice vai contribuir para que a gente faça isso. Você se esquece que o Zé Alencar era um empresário que tinha uma empresa com 17.000 1 trabalhadores, que ele tinha sido presidente da

▶ 01:26:11 Federação das Indústrias de Minas Gerais, que ele tinha sido vice-presidente da CI e o Zé Alencar tinha uma visão social altamente moderna, altamente contributiva. E é isso que um vice vai ter que ter num governo meu. Eu não vou escolher um vice pro vício ser contra. Ah, eu quero um vice que seja contra eu. Não, ninguém faz isso. Nem você, nem e nem ninguém. Eu quero um vice, sabe? Que compreenda que nós

▶ 01:26:43 precisamos construir uma nova possibilidade para construir o Brasil novo que o Paulo Donivete disse que é possível construir. Eu tenho certeza, sabe, que o vice vai cumprir esse papel. Então eu eu sinceramente eu acho que nós temos que ter algumas preocupações antes, ou seja, as pessoas que são contra, que falam contra, eu só digo para elas o seguinte: falem enquanto a gente tem o direito de falar, porque já teve um momento nesse país que a gente

▶ 01:27:13 não podia falar. Então, como eu acho que a democracia é uma sociedade em movimento, em busca de novas conquistas, aproveite e fale, enquanto eu sou o candidato a presidente que vou dar o direito de vocês falarem, de ajudar a escolher, de criticarem e depois ajudarem a governar. Eu vejo o mundo, eu vejo o mundo mais colorido, sabe? Bem, bem mais colorido, eu não

▶ 01:27:43 vejo. Eu dificuldade eu tinha era em 2003. Você não tem noção do que era 2003. 2003 em dezembro eu não tinha prendendo do Banco Central ainda. Não tinha nem noção de quem ia ser, sabe? E eu em 2010, em 2003, 2002, eu não sabia como escolher os comandantes das Forças Armadas. Eu não conhecia ninguém, não conhecia nem sargento, nem

▶ 01:28:14 cabo, nem tenente. Ou seja, como é que eu vou escolher os três comandantes? Eu não tinha menor noção, mas escolhi e deu certo. Agora não, agora eu tô mais sabido. Agora eu já sei como é que funciona as coisas. Agora já conheço muita gente, já sabe, as pessoas que as pessoas colocam obstáculo no tal do Banco Central independente. Esse Banco Central tem que ter compromisso com o Brasil, não é comigo.

▶ 01:28:44 Ah, ele vai ter meta de inflação, vamos colocar meta de emprego, meta de de de crescimento econômico também. Vamos comprometer com alguma coisa positiva. E quem é que tem que chamar o cara para conversar? Sou eu. Pode ficar certo. Eu não conheço, mas a hora que eu ganhar, vem cá, vamos conversar um pouquinho aqui. O meu, vamos discutir o Brasil. Não, não boa. Não, não, eu eu vejo contrariedade,

▶ 01:29:14 mas não vejo obstáculos. As pessoas vão vão perceber o que vocês precisariam perguntar de vez em quando. É o seguinte: qual é o medo que as pessoas têm do PT? Essa é uma pergunta que eu acho que vocês poderiam ajudar o Brasil fazendo para as pessoas que têm medo do PT. Ah, o PT vai ter problema fiscal. Então vamos retratar um pouco a

▶ 01:29:44 história. Inflação 12%, desemprego 12%, 30 bilhões de dívida externa. O Malan, coitado, todo ano viajava para o para ver se conseguiu um acordozinho para pegar dinheiro para fessar o caixa. O Brasil não tinha dinheiro para pagar as suas importações. O Brasil tá quebrado. Era o que os economistas falavam para mim. O Brasil tá quebrado. O Lula não vai poder governar. Coitado do Lula. E eu falava: "Porra, vocês são meus amigos, querem que eu governe e fala que tá quebrado,

▶ 01:30:15 então é melhor dizer para mim não ser candidato". O que aconteceu nesse país? O que aconteceu nesse país que era que tava quebrado? O que aconteceu nesse país é que nós fomos o único país do G20 que fizemos superá primário durante todos os nossos mandatos. O que aconteceu nesse país é que nós pagamos a dívida do FMI, emprestamos 15 bilhões pro FMI. Fizemos uma reserva de 370 bilhões de dólares. O que aconteceu nesse país é que a gente tinha uma

▶ 01:30:46 dívida pública interna de 60% caiu para 35%. É isso que aconteceu nesse país. Os banqueiros ganharam dinheiro, os empresários ganharam dinheiro, os trabalhadores também ganharam dinheiro. Geramos 22 milhões de empregos. Se você pegar uma uma tabela curta, o que aconteceu nesse país é que durante os governos do PT, 80% dos acordos dos trabalhadores feitos nesse país eram com aumento real acima da inflação. 80%.

▶ 01:31:19 Veja quantos trabalhadores tiveram aumento real acima da inflação. Agora vou dar um dado aqui. Em 2021, apenas 15.8% dos reajustes ficaram acima do NPC. 36 tiveram valores iguais e 48% fora baixo. Por isso é que a massa salarial tá caindo, porque esses ignorantes acham que a sociedade vai ficar evoluída se o povo tiver passando fome, se o povo tiver desempregado, se o povo ganhar pouco. Essa sociedade que eles querem, poucos para muitos, sabe? E

▶ 01:31:53 muitos para poucos. Essa sociedade não dá certo. Essa sociedade não dá certo. Então, é por isso que as pessoas precisam aprender uma lição de vida. Esse país só será soberano, democrático e respeitado quando todo mundo tiver acesso, sabe, aos bens que ele ajuda a produzir. Quando todo mundo puder estudar, puder comer, ter acerto à cultura. Aliás, eles

▶ 01:32:23 têm tanto medo de cultura, acabaram com o ministério. Pois eu vou criar, vou fazer uma conferência de cultura e vou criar um comitê de cultura. não vai ser mais só um ministro de cultura, não. É um comitê de cultura pra gente dizer para eles que a cultura vai ajudar a construir esse país mais democrático. Então, quem tiver medo de cultura, se prepare, porque a cultura vai funcionar mais forte no próximo governo. É isso.

▶ 01:32:53 Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania. Boa tarde, senhoras e senhores. Boa tarde, presidente Lula. Primeiramente, eu gostaria que nós nos congratulássemos pela mudança de cenário em que nos encontramos da última vez que estivemos juntos presencialmente, presidente, em 2019, foi dois dias antes do senhor ser libertado e o cenário era diametralmente oposto. Hoje, na situação em que nos encontramos, eu acho que vale alguma

▶ 01:33:24 comemoração, porque hoje nós temos esperança, presidente. da nós somos oito entrevistadores, já tivemos três perguntas sobre o Geraldo Hawking. Para empatar, eu gostaria, para ficar meio a meio, eu gostaria de fazer a quarta, tá? Presidente, é o seguinte, hã, o cenário atual com o Jir Bolsonaro é o seguinte: o sujeito, ele dia sim, dia

▶ 01:33:55 não, ele ameaça de um golpe de estado, ameaça fechar a Globo, ameaça prender todo mundo. Ele no seu discurso de posse diz que ia expulsar do Brasil quem não concordasse com ele. Quando a gente está tentando vacinar a criança, ele faz campanha contra a vacina. Ah, o sujeito diz que não vai aceitar o resultado das eleições. O sujeito fica tentando aliciar policiais, eh, aliciar eh militares.

▶ 01:34:28 Eh, nós temos um presidente da República que é repudiado pelo planeta. E se tiver alguém em outro planeta deve repudiar também, suponho, não é? Vida fora da terra, devem conhecer. Olha, tem Bolsonaro lá na terra. Presidente, a situação é muito grave e, como o senhor bem disse, nós não ganhamos nada. ou melhor, o senhor não ganhou nada ainda, mas o Brasil, quando eu falo nosso, eu falo o Brasil, não ganhou nada

▶ 01:34:59 ainda a possibilidade de se ver livre do Jair Bolsonaro. O que que acontece? Parece que há grupos eh bem tensionados, mas que acham que já houve alguma vitória. Por que, Geraldo Alkmin? penso eu, por uma aliança com um vice mais à direita? Porque que tem uma origem na direita, porque o a esquerda já está com a gente. A gente sabe que o eleitorado brasileiro é

▶ 01:35:31 tripartite. Ele tem o o aqueles que não são nem de direita, nem de esquerda, muito pelo contrário, tem aqueles que são de esquerda e tem aqueles que são de direita, que eu digo que o direitista no Brasil, no povo, costuma ser de extrema direita. Ah, o que acontece? É preciso, como o senhor disse, ter uma aliança para governar, não só para ganhar a eleição, porque depois vai ter que fazer reformas, vai ter que fazer tudo aquilo, desfazer tudo aquilo que foi feito e

▶ 01:36:02 para isso vai ter que ter apoio no Congresso. Ah, essa questão do Alkm para mim não tá bem solucionada, porque as perguntas elas refletem um clima que eu acho que é a única coisa negativa que tá acontecendo na sua pré-campanha essa questão do Alking. Porque veja bem, eh, tá tudo dando certo, pelo menos até aqui. Mas de repente, veja, hoje eu fiquei sabendo que querem uma CPI contra o Alkm. Não é brincadeira.

▶ 01:36:32 Pergunta, querem uma CPI contra o Alm? O abaixo assinado já tem 1300, não sei quantos. Daqui a pouco tem manifestação na rua. Ao mesmo tempo em que os filhos do Bolsonaro, alguns órgãos de imprensa, como a Veja, por exemplo, o Estadão, ficam tentando torpediar os filhos do Bolsonaro, gozado que eu vi a resgatarem coisas que o Bolsonaro, que o Alk me dizia quando era seu opositor nas campanhas. Os filhos do Bolsonaro, o Moro, o Ciro, todo mundo postando e

▶ 01:37:04 setores do seu partido postando também, ou seja, a esquerda do seu partido. É, então quer dizer, é uma situação muito difícil e que me preocupa muito, porque em 2013, em junho 2013, dia 1o de junho de 2013, a ex-presidente Dilma Russef, ela tinha 65% de aprovação. Eh, 15 dias depois, ela tinha 29. A partir dali, tudo foi indo pro buraco

▶ 01:37:36 e o próprio Bolsonaro, agora a pouco saiu, há pouco tempo saiu um documentário da Brasil paralelo eh em que o Bolsonaro dizia que ele nasceu em 2013, mas 2013 só começou pelo campo esquerdo, não é? Começou pelo campo esquerdo. Ah, aí estenderam o tapete vermelho pra direita, a direita veio e chutou para gol. Botaram a bola na marca do pênalti.

▶ 01:38:08 No ano seguinte teve não vai ter Copa. Pergunta, por favor. Ah, bom. A minha pergunta pro ex-presidente é a seguinte: presidente, não tá na hora de fazer um acordo com a esquerda eh para que a gente ganhe as eleições primeiro e entender que o senhor precisa governar o país e não não é só vencer a eleição, tem que vencer e tem que ter maioria para governar, senão acontece que aconteceu com a presidente Dilma.

▶ 01:38:38 Mas me diga com qual esquerda que eu devo fazer acordo? Porque o PT é o maior partido de esquerda da América Latina. O PSB, se diz de esquerda, nós estamos trabalhando junto. O pessoal nós estamos trabalhando junto. Qual é a esquerda que você vislumbra que tá fora disso e descontente para mim poder conversar? Tá dentro do PT. É, mas o PT não é problema. O PT é um partido político. Uhum. O PT, as pessoas têm o prazer e o direito de dirigir até que o PT decida.

▶ 01:39:10 E quando o PT decidir, não tem esquerda direita, tem uma posição partidária. É isso que vai acontecer. É isso, tá? Todo mundo vai aparecer rindo, ninguém vai aparecer chorando. Senhor acha que não vai atrapalhar, hein? Olha, vai atrapalhar antes assim, né? O que nós estamos disputando nesse país é tão sério, muito sério, é tão sério que é, eu vou dizer para você uma coisa que eu disse para o encontro do Lugo com

▶ 01:39:42 os partidos de esquerda, quando o Lugo ainda era presidente. Eu fui na cidade de Leste conversar com o Lugo e com aquele grupo de oposição que estava ligado ao Lugo. E eu lembro de uma menina sentada na frente do Lugo, uma menina jovem bastante desaforada, falando com Demiste na frente do Lugo. Porque companheiro Lugo? Porque não se

▶ 01:40:13 queou nada? Porque não se mudou nada, porque sabe, é, é o seguinte, é como se não tivesse acontecido nada, sabe? Assim ela ela esculham boa porque ela car está caro, o frijol está caro porque o arroz está caro e assim eu fiquei até com pena do lugo. Aí eu falei assim pra menina: "Ô companheira, se permite um estranho da um conselho, mudou tanto

▶ 01:40:44 as coisas no Paraguai que antes você não conseguia chegar a 3 km perto de um presidente. Agora você tá sentada na frente do presidente desancando o presidente. É, houve mudança, sabe? E as pessoas acham que não muda. Eu eu lembro que eu fui no congresso do PCDB, eu era presidente do PCD B e eu tava no congresso lá na academia de tênis. Eu conheciu a academia de tênis em Brasília, aquele ginásio. E uma

▶ 01:41:14 compeira do PCD Begou o discurso. Por que companheiro Lula? Por que não muda nada? Por que não mudou nada? Falei, companheira, como não mudou? Você viviu na clandestinidade até outro dia. Agora você tem a Agência Nacional de Petróleo, você tem o ministério, tem a presidência da Câmara e tá fazendo um congresso na academia de teres. Isso não mudou? Lógico que mudou. Sabe, essas coisas é que nós precisamos compreender

▶ 01:41:44 o que que nós estamos enfrentando. E eu queria te dizer, Eduardo, que o Brasil de 2023 será um Brasil, sabe, muito, muito, muito mais destruído do que o Brasil de 2003. vai precisar de muito mais conversa, de muito mais paciência, de muito mais habilidade para você reconstruir esse país. Porque se fosse fácil reconstruir no grito, eu tava resolvido.

▶ 01:42:16 Eu vou chamar o povo pra rua e vamos fazer. Você sabe que não acontece. Não acontece. O que você precisa ter inteligência política de você construir as pessoas que podem querer remar junto com você para fazer a travessia oceânica, que não é pequena, tentando evitar que morra a quantidade de gente que morria no tempo dos navios negreiros, sabe? tentar fazer a travessia sem

▶ 01:42:47 perder ninguém e fazendo com que esse país volte a sonhar. A construção de um país novo, com ideias novas, em que a questão ambiental esteja na frente, que a questão do emprego esteja na frente, de que, sabe, a capacidade distributiva desse país esteja na frente. Um país que coloca a desigualdade, nós temos que ficar indignado. Uma coisa que eu fico indignado é a gente perder a capacidade de se dignar.

▶ 01:43:17 Esse país não tá tendo vacinação para criança. Esse país não tá tendo material para fazer teste. Esse país não tá tendo máscara. Tem gente utilizando máscara de pano que não protege nada. Essa daqui protege. Mas quantos pode utilizar uma dessa que tá custando R$ 4 ou R$ 5? Tem gente utilizando máquina de máscara de pano, achando que tá protegendo. Ora, esse país que não tem testagem para

▶ 01:43:47 a sua população, que a prefeitura não tem dinheiro para testagem, tem um presidente da República que gasta R$ 600.000 R$ 1.000 num avião para trazer um médico da Barramas para dizer que ele não sabe comer camarão. E a gente não fica indignado, a gente passa desapercebido. Se o problema do Bolsonaro fosse não saber comer camarão, eu poderia ensiná-lo. Ele tem que tirar casca

▶ 01:44:17 e precisa mastigar pelo menos 16 vezes, como disse o médico. Mas não precisava trazer o médico da barrama. faz um um uma consulta telemedicina que eles falam tanto para nós. A telemedicina vai resolver. Por que que não resolveu da barramas aqui no Brasil? Bolsonaro lá na telinha na televisão. Ô cara, apreram precisa tirar aquela coisa que tem na cabeça, que é só casca aquilo machuca. Machuca na entrada e na saída, sabe? Precisa tirar a casca e comer parte,

▶ 01:44:47 pedacinho pequeno e mastiga. Precisava pagar R$ 600.000 R$ 1.000 de um avião e a gente não fica indignado e crianças não têm testagem aí nas prefeituras que não tem dinheiro. E é importante lembrar que a Ôrro, embora ela parece que mata menos do que as outras, o dado concreto é que ela é mais contagiosa do que as outras. E o dado concreto é que ela é mais agressiva para quem não tomou vacina.

▶ 01:45:20 E aí é que as nossas crianças, qual o risco? Como é que vão volotar pra escola? Como é que vai votar a normalidade na escola se a gente não tá fazendo atestagem? Se a gente não protege, sabe? E isso a gente não fica mais indignado. E o presidente contando sete mentiras por dia. Eu vejo de vez em quando o presidente falar porque 3 anos sem corrupção, 3 anos sem investigação e sem apuração, porque ele não aguenta uma investigação.

▶ 01:45:52 Ah, se fosse o governo do PT, qualquer pessoa denunciada vai apurar. O que nós queremos é que seja apurado e investigado. Agora não, ele não apura nada. Ele não apura nada. Então fica difícil a gente não se dignar com essas coisas. Então veja, nós precisamos, não vai ser fácil a reconstrução do país, Eduardo. Não vai ser fácil. E eu tô te dizendo uma coisa,

▶ 01:46:22 eu sou o único que se for candidato e ganhar as eleições, eu não posso chegar lá falar: "Olha, companheiros, sabe? Eu eu pensei que que ia fazer isso, porém, entretanto, eu não tenho que utilizar a palavra nem porém, nem entretanto. Se eu entrar é para fazer as coisas diferentes nesse país. É isso que o povo tem expectativa. Mas o povo quer mudança de verdade. O povo tá com esperança. O povo sabe o que é viver bem.

▶ 01:46:53 Ninguém acostuma com coisa ruim. Sabe? Você não vê ninguém sonhar. Você não vê ninguém ter a aspiração de morar numa favela, ninguém tem aspiração de morar numa palacita. Ninguém tem aspiração de ficar sem comer. A aspiração das pessoas é evoluir. As pessoas não são peão de fábrica porque escolheram, é porque não tem profissão. Se tivesse eles não seriam peão de fábrica. As pessoas estão catando material reciclável porque não tiveram

▶ 01:47:23 chance de estudar para ser outra coisa. Então, o que nós temos é que atender essa aspiração da sociedade, uma aspiração de uma sociedade evoluída a dormir, dormir razoavelmente bem. Você acha que alguém tem a aspiração de dormir num quartinho de 2 por aonde ali se cozinha, ali se faz as suas necessidades fisiológicas, ali se faz sexo com 10, 12 pessoas dormindo no mesmo quarto? Eduardo, eu morei num quarto de cozinha

▶ 01:47:54 com 13 pessoas, então eu tenho consciência o que esse povo tá passando. Então eu não posso, eu não posso mentir. Eu não posso ganhar os 76 anos e falar: "Gente, olha, eu ganhei, mas não dá para fazer as coisas. Desculpa, eu tenho que atender o mercado. Eu preciso atender a Faria Lima. Eu preciso ter responsabilidade fiscal. Eu preciso manter teto de gasto e o teto de comida e o teto de emprego e o teto de salário e o teto de saúde,

▶ 01:48:26 quem é que vai devolver para esse povo? Então, meu caro, é esse cidadão que acaba de ficar emocionado, que quer ser presidente. E se for, é para mudar, não é para continuar mesmo. Isso. E por isso, companheiros, é o seguinte. Eu sei o que vocês fizeram quando eu tava preso. Eu hoje assisto menos vocês do que eu assistia quando eu tava na cadeia. Eu passava o dia vendo vocês,

▶ 01:48:57 sabe? Todo mundo, todo mundo. Cansei de ver muitos de vocês. Então, eu sei a força que vocês deram. Eu sei a força de um lado da Globo, a Veja, o SBT, a Record, a Bandeirante, a Folha, o Estadão, o Globo, colocando a cara desse santo de barro chamado Moro, como se fosse herói nacional. E vocês, os blogueiros sujos, como eles chamavam vocês, sabe, defendendo, sabe,

▶ 01:49:29 a mim, defendendo a minha causa e a vigília lá no Paraná. Então, é esse país que nós temos que mudar. E e a verdade é essa, para mudar você tem que ter um compromisso. Eu quero que todo mundo saiba. Eu não quero mentir para ninguém. Só tem sentido eu voltar a ser presidente desse país se eu tiver um compromisso de que as pessoas vão viver dignamente nesse país, de que o meu compromisso é garantir que as pessoas têm um prato de feijão e arroz no almoço com bifa cebolado, com

▶ 01:50:01 ovo no almoço e na janta que tem um café com pão, com manteiga, que as pessoas consigam ter uma casinha digna. Mas se não for para fazer isso, então o Lulinho é melhor pede a conta e vai embora. deixar a Gace livre para indicar outro. É para fazer esse país que eu preciso construir uma relação política mais ampla do que o PT e não mais à esquerda, mas ao centro. E

▶ 01:50:31 se for o caso até com setores, sabe, de centro direita. É isso, é isso. Eu já eu já passei por lá, Eduardo. Eu sei a diferença entre falar e fazer. Eu sei o que é você querer que o deputado aprove uma coisa e você vai pedir para ele, ele fala: "Por que que eu tenho que votar? Eu não sou do seu partido, eu não concordo com você, sabe? Não basta teu querer, eu preciso convencer, sabe? E às vezes você tem que ceder,

▶ 01:51:03 não fazer o que o Bolsonaro tá fazendo. Se colocou de joelho diante do Congresso Nacional. Essa vergonha desse desse orçamento secreto em que os deputados estão governando ao invés do governo. Os prefeitos não procura mais governador, procura deputado. É esse país que nós queremos? Não. Então tem gente, sabe? Tem gente. Eu ainda quero conversar com mais gente, sabe? Eu quero

▶ 01:51:34 conversar com, sabe? Independentemente das pessoas serem de direita ideologicamente, eu quero saber humanamente como é que essa pessoa pensa, porque tem gente que é conservadora do ponto de vista ideológico, mas tem uma visão humana mais digna, sabe? Então essa gente toda precisa est junto pra gente recuperar esse país. Não vai ser uma tarefa fácil, tá? Uma coisa eu tenho que relação

▶ 01:52:06 internacional muito boa. Graças a Deus nós construímos no nosso governo uma relação forte, muito forte, muito respeitosa. E isso eu acho que é uma coisa que vai nos ajudar a poder dar um salto de qualidade. Ô gente, olha, eu falei para caramba, eu tenho disposição de ficar aqui mais duas horas, não tem problema nenhum, não. Eu vou tentar agora ser mais curto nas minhas respostas, porque eu tava com

▶ 01:52:36 vontade de falar. Vejo o microfone aqui, ninguém para me interromper, então eu falei demais. Agora eu vou ser mais curto, tá? Eu não sei como é que vai ser agora. Zé, você a gente tem 2 horas já de coletiva. Eu acho difícil a gente conseguir fazer uma outra rodada inteira. Eu acho que a gente pode ter duas perguntas aqui e e e encerrar aqui quem tiver disposição. Não, não, não. E aí, aí aí não, não, vamos fazer. Tem três pessoas aqui. A

▶ 01:53:08 Laura, o Rodolfo e o Mauro. E a gente encerra. Eh, vamos tentar ser breve tanto nas perguntas. Se tiver alguém que tem uma coisa nova, uma coisa, pode falar também. Não tem. microfone. Eu deu por conta disso. Agora o almoço nosso vai esfriar. Laura, por favor. Eh, presidente, eh, vou fazer bem rapidinho. Eh, presidente, a gente sabe que os negros estão sofrendo um genocídio brutal. Os indígenas estão com

▶ 01:53:40 as terras invadidas e invadidas pelo garimpo e invadidas pela agricultura, pelo agronegócio. Eh, presidente, a a eu vejo na entrevista que o senhor deu pro Mano Brown e pro Podep o compromisso do PT com a questão da luta contra o racismo. Eu queria perguntar pro senhor o seguinte, dá para contar com num futuro governo uma política de tolerância zero do seu governo, espero que seja o seu

▶ 01:54:11 governo, uma política de tolerância zero com o genocídio negro e com a as invasões de terras indígenas e quilombolas por esses eh esses agentes aí de do agronegócio e da e da mineração. Olha, eh bem curto e não grosso, bem curto e rápido. Eu acho que dá para contar com a ideia de que nós vamos fazer o que for possível e impossível para que a gente definitivamente,

▶ 01:54:43 sabe, evite o genocídio do povo negro na periferia desse país e do povo pobre como um todo. E a questão indígena está muito ligada à questão ambiental, ou seja, nós precisamos efetivamente ter uma um uma a coragem de dizer que os índios não são intrusos. Nós é que somos os intrusos e que nós precisamos garantir para eles o direito de viver dignamente. Sabe isso? Nós vamos ter que fazer. Já fizemos uma vez e vamos fazer, porque é

▶ 01:55:14 importante a gente lembrar como que era o nosso tratamento quando a gente foi o governo na questão indígena. E certamente a gente precisa ter consciência que para garantir essas coisas que você pediu, nós precisamos mudar o papel do Estado, tá? Porque quando a gente fala em violência, ô Laura, a gente pensa na polícia, sabe? Aí não tem solução, tá? Porque mais violência, mais polícia, mais violência. O problema é que a

▶ 01:55:45 violência ela é originária, na minha opinião, da ausência do estado no cumprimento das suas obrigações com a comunidade. Se o Estado não tá lá gerando emprego, se o estado não tá lá cuidando de água, cuidando de educação, cuidando de saúde, cuidando de lazer, cuidando de cultura, sabe? e o estado só aparece lá com a polícia de vez em quando, aí não tem solução. Então é preciso que a gente discuta o papel do Estado no cumprimento das suas funções sociais com a sociedade

▶ 01:56:17 brasileira. Essa, na minha opinião, é a grande solução que a gente vai ter para acabar com a violência tal como nós conhecemos hoje. Rodolfo, obrigado. Lucena. Presidente, presidente, as políticas do governo Bolsonaro eh levaram a morte centenas eh de milhares de brasileiros na na pandemia, levaram milhões ao desemprego e a fome. O senhor tem falado bastante de de de ã ã desenvolver políticas para

▶ 01:56:50 reverter essa situação, mas o mas o governo Bolsonaro também vem destruindo a economia brasileira, vendendo as riquezas, entregando as grandes empresas eh estatais. O senhor eh considera possível eh recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento sem recuperar as empresas estatais, sem devolver a Petrobras, que tá sendo fatiada, tá sendo entregue pro estrangeiro, sem devolver a Petrobras pro povo brasileiro

▶ 01:57:20 para ser usada como instrumento de política energética? Olha, eu já disse uma vez de que é importante que as pessoas sérias nesse país ou no mundo, que estejam preocupadas com a construção do novo mundo, ah, ao tentarem comprar empresas públicas brasileira privatizada, leva em conta que a gente vai mudar de governo e que a gente vai rediscutir esse assunto, porque eu sou daqueles que defendo um

▶ 01:57:51 estado forte, o estado Estado forte não significa um estado autoritário, porque eu não quero num estado autoritário. Eu quero num estado forte aquele estado que seja capaz de induzir o desenvolvimento do país. Um estado que tem a força de cobrar impostos daqueles que guiam mais para fazer investimento em desenvolvimento industrial. Todo mundo sabe que quando, sabe, teve a crise mais aguda, eu era favorável a expandir a base monetária para que a gente pudesse ter um projeto de desenvolvimento nesse

▶ 01:58:23 país. Sabe o que a gente não pode é continuar mais um século dizendo que a gente não pode crescer, que a gente não pode se desenvolver porque o país não cresce. Se o país só vai crescer se o estado quiser que cresça. Não é que o estado pode tudo. O estado pode ser o indutor. O estado pode convencer empresários. O estado pode ter linha de crédito de longo prazo para fazer obra de infraestrutura. O BNDF tem que voltar a funcionar para o desenvolvimento Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. É bem para isso que serve estado. Então

▶ 01:58:55 eu quero que as pessoas saibam que esse ser humano que vos fala defenda um estado, sabe, que tenha força para ser indutor de políticas públicas na área social e políticas públicas na área do desenvolvimento. Eu sei o que foi bom para esse país, a criação do PAC. Eu sei o que foi bom para esse país a gente construir no mesmo período. É importante a gente lembrar, em 2008, a gente tinha no mesmo

▶ 01:59:26 período, em 2010 as três maiores hidrelétricas do mundo sendo construída aqui no Brasil, além dos estádios paraa Copa do Mundo e das Olimpíadas. Eu sei a quantidade de linha de transmissão que foram feita, a quantidade de quilômetros de de torres que foram colocadas, a quantidade de estradas. Tudo isso estava planejado desde fevereiro de 2007. Esse país não tem planejamento. Se eu perguntar para você, ô Rodolfo, me diga uma obra que o Bolsonaro tá fazendo,

▶ 01:59:56 você não lembra? Me lembra? Se alguém lembra, fale. Eu quando dou entrevista pra rádio nas cidades, no estado, eu pergunto, sabe, você sabe alguma obra do governo Bolsonaro? Ninguém sabe porque não tem. Ele agora fala do eixo ferroviário, que é um projeto que tá no papel para os estados fazerem. Então, deixa eu lhe falar uma coisa. A Petrobras, ela tem que ser tratada não como uma empresa de petróleo. A Petrobras é uma empresa que ela foi

▶ 02:00:28 durante muito tempo a empresa gestora e indutora do desenvolvimento desse país. Ab Petrobid, ela gerava oportunidade para milhares de pequenas empresas. Quando nós aprovamos o tal do componente nacional na indústria naval e nas nossas plataformas e nas nossas sondas, teve 65.000 empresas participando. Agora, quando o governo diz que as empresas estrangeiras vão poder participar, sabe, no processo de venda

▶ 02:00:59 para o Brasil, garantindo que as compras governamentais comprem produtos estrangeiros, você tá matando a indústria brasileira. Então, tudo isso, Rodolfo, nós vamos repensar. E vamos repensar discutindo com a sociedade, porque a sociedade tem que entender, porque esse discurso fácil de que o Estado é corrupto, iniciativa privada é honesta, nós vamos desmistificar isso, de que tudo do estado não presta, tudo da iniciativa privada é bom,

▶ 02:01:30 de que é preciso criar muitas agências. O que que foi a criação das agências? Foi a entrega do estado para a iniciativa privada. É isso. Então, nós vamos ter que pensar, conversar com a sociedade, sabe? Nós vamos ter que rediscutir o Brasil, sabe? Nós vamos completar 200 anos de independência. Então nós vamos ter que discutir que Brasil a gente quer, já que nós somos independentes. Vamos então discutir que Brasil que a gente quer a partir do olhar do povo brasileiro.

▶ 02:02:01 Eu eu tô muito entusiasmado com essa possibilidade. Você sabe quando a gente chega numa certa idade que a gente já foi presidente, que a gente, eu, eu me sinto um homem realizado e acho que eu sou muito grato porque acho que Deus me deu além daquilo que eu poderia merecer. Então, tudo que eu tenho que fazer daqui paraa frente tem que ser despojado da minha visão pessoal. Eu preciso, sabe, ouvir a sociedade brasileira para

▶ 02:02:31 dizer o que que a gente tem que fazer pro país. Não é ouvir só um lado, é ouvir o Brasil. Isso eu vou fazer, querida, sabe? Vou fazer para Petrobras, para Eletrobras, pro Banco do Brasil, pro BNDS, pro Ba, pro BNB, sabe? Porque o Brasil precisa desse suporte dessas instituições públicas. Se não fosse essas essas instituições públicas, a gente não tinha sobrevivido a crise de 2008. Foi graças ao BNDS ter coragem de

▶ 02:03:02 colocar 500 bilhões para financiar a obra de infraestrutura que eu disse que a crise aqui seria uma amarolinha e foi. Então pode ficar certo que eu sou daqueles caras que sonho grande, porque se você não sonha grande, você acorda pequeno. Um sonho grande para acordar grande, para fazer coisa grande nesse país.

▶ 02:03:32 Mauro, espero que você me ajude nisso. Mauro Lopes, Brasil 247. Presidente, até o final do ano, a lógica pré-eleitoral, vamos dizer assim, vinha operando com a ideia das federações e isso levaria a, por exemplo, um candidato ao governo, aos governos estaduais ou um candidato a cada governo estadual desta federação. Parece que na virada do ano, de lá para cá, houve

▶ 02:04:02 alguma mudança nessa lógica? Há uma dificuldade evidente para conformar as federações. E o PT, além da candidatura Hadad, que tá consolidada aqui para o governo do estado de São Paulo, lançou o senador Humberto Costa lá no Pernambuco, o senador Fabiano Contarato lá no Espírito Santo. Como é que vai ser isso? Vai ter candidato dos diversos partidos, não vai? Como é que vai ser essa? Não, não, não. Ô, Mauro, Mauro, você tem que levar em conta que o mês de dezembro, o mês de janeiro, é um mês de

▶ 02:04:33 férias. E por por por conta de não ter muita gente dando entrevista, aparece muita futrica, aparece muito pensadores anônimos. Veja, primeiro o PT mantém a sua afinidade com o PSDB íntegra. PSB, com PSB. O PSB ele tem o direito de lançar candidato em Pernambuco porque é o estado em que a direção mais forte do PSDB é lá, tá? O que que tá acontecendo?

▶ 02:05:05 O candidato natural do PSB não quer ser candidato que é o Geraldo Júlio. Uhum. Tá. E o Paulo Câmara, que deve ser, na minha opinião, o coordenador da sucessão, sabe? precisa discutir. O que eu tô dizendo é que dessa vez o PT tem duas pessoas com potencial de força para ser candidato. Tem o Humberto Costa que tá no meio mandato pro Senado, e tem a Marília Rais, porque além do cargo de governador, tem o cargo de vice e tem o cargo de senador. Então o que eu quero é que as pessoas conversem porque embora o

▶ 02:05:36 PSB seja um país que tenha direito lá em Pernambuco de indicar, não pode tratar o PT de forma pequena. Sabe apenas isso que tá em jogo. E o Humberto Costa é muito fiel à relação com o PSB. Se o PSB definir a candidatura, o Humberto Costa tá fora, tá? Nós não temos candidatura no Espírito Santo. Quando o companheiro Contarato quis entrar no PT para ser candidato, foi

▶ 02:06:06 dito para ele que a gente tava fazendo conversa com o PSB e que ele poderia, seria muito prazeroso ele entrar no PT, mas não para ser candidato, porque senão a gente estaria traindo. Então ele entrou no PT. Se ele vai ser ou não candidato, depende da nossa relação com o PSB. Se a gente tiver reunido com o PSB direitinho, não será candidato. Sabe, nós defendemos a candidatura do Freixo no Rio de Janeiro. Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino.

▶ 02:06:36 Agora o companheiro Flávio Dino tem um candidato dele que é o vice que é do PSB DB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB. Nós temos uma candidatura do Éton, então eles vão ter que se acertar lá para facilitar nossa vida. Aqui em São Paulo é a mesma coisa. Aqui em São Paulo você tem o candidato, o PSB disse que tem o Márcio França, sabe? Em algum momento se faça uma avaliação para ver quem tem mais chance,

▶ 02:07:06 né, B? Se for o Márcio França, vamos discutir com o Marro França, mas eu acho com toda a modéstia que o PT nunca teve tão próximo de ganhar o governo do estado como tá agora, sabe? E você sabe que não seria pouca coisa isso. Nós temos o Rio Grande do Sul em que o PSB tem um candidato e o PT tem outro. A gente pode, na dúvida fazer uma afilição, fazer uma pesquisa, saber quem tem mais possibilidade e indicar.

▶ 02:07:36 Ah, o PT não tá fechado com as suas candidaturas. O PT tem interesse de que o PSB tem direitos. Uhum. Sabe que o PT também tem direitos. Então é preciso apenas a gente sabe afinar a viola. A Gace tá conversando, ela vai conversar com o presidente do PSB e na hora que ela achar que é interessante, tá? Eu ia conversar com o Cassab essa semana, mas o Cassab parece que tá com Covid, tá? Tá no hospital. Eu quero conversar com o Cassab porque

▶ 02:08:06 eu tenho uma boa relação com o Cassabe, tenho uma boa relação com muita gente do Cassabe, sabe? E vou conversar. Você sabe que em política conversa é bom. Sabe? E nós temos que conversar com muita gente. Se for necessário, nós vamos conversar com, sabe, o PSD do Cassab em Minas Gerais, vamos conversar com o PSD em outros estados. Se tem uma coisa que eu gosto de fazer, é conversar. Uhum. E você sabe que de uma boa conversa

▶ 02:08:36 sempre sai uma boa coisa, sabe? É por que que eu tô fazendo isso, ô Mauro? Porque eu acho que a situação do Brasil hoje, se comparada a 2003, tá muito pior. Tá muito pior na questão social, na questão do emprego, na questão da educação, na questão da tecnologia, na questão do Enem. Ou seja, o país piorou. O país foi, sabe, é é como é como aquele jogo de palito, sabe? Você soltou,

▶ 02:09:07 abandonou, caiu um para cada lado. Ou seja, você não tem uma orientação. Você não tem orientação para Forças Armadas, uma orientação pro Itamarati, uma orientação pra indústria. Ou seja, esse presidente não se reúne com ninguém, não discute com ninguém e me parece que ele não faz questão de discutir porque ele diz: "Eu não entendo nada. Se já que eu não entendo nada, eu vou contar." E aí ele conta sete mentiras por dia, sabe? E você sabe que sete é conta de

▶ 02:09:38 mentiroso. Então é oito já sabe, então é oito. Então é é esse país que nós vamos ter que remontar, querido. Remontar. E é possível, Mauro, é possível a gente fazer isso, sabe? eh numa perspectiva de reconstruir uma coisa que o povo brasileiro tem demais, que é o afeto. Uhum. Que é, sabe, o uma coisa fraterna, uma

▶ 02:10:08 coisa solidária. Ninguém precisa ficar brigando com ninguém. Ninguém não precisa ficar brigando, sabe? Ninguém precisa ter medo, porque o o Lula não é de perseguir ninguém. Eu não vou fazer com eles o que eles fizeram comigo, porque o meu compromisso é fazer pro povo, não é fazer nada contra os outros. Eu quero fazer as coisas pro povo. Se ao terminar o mandato, eu sendo candidato e ganhando as eleições, o povo tiver trabalhando mais, ganhando mais, comendo

▶ 02:10:39 mais, estudando mais, o que que eu quero? morrer e ocupar meu espaço no céu, que eu tenho direito. É isso. Legal. E a Janjinha que se cuide. Obrigado, presidente. É assim, é assim que eu quero levar esse país, gente. Esse país precisa de muito, muito, muito, muito, muito, muita solidariedade, muito amor, muito carinho, muita alegria, sabe? E é isso que nós vamos construir,

▶ 02:11:09 tá? Por isso, companheiros, eu quero mais uma vez agradecer a vocês. Eu não tive oportunidade de agradecer a vocês, mas vocês não tem noção na FIF como vocês foram importantes para mim quando eu tava preso. Eu recebia o pen drive de vocês. Eu nunca vi tanto vocês como eu vi na cadeia. Nunca vi. Sabe, eu andava 1 hora e meia vendo vocês, depois eu deitava vendo vocês, depois eu ia dormir vendo

▶ 02:11:39 vocês, depois eu tomava café vendo vocês. Nunca conversei tanto com vocês como eu conversava lá. E aquilo me animava muito, muito, muito, muito, muito. E além daquela, daquela vigília que foi uma quem não acredita em Deus pode começar a acreditar, porque não existe antecedente na história da humanidade de uma vigília daquela. Não existe antecedente na humanidade,

▶ 02:12:09 uma vigília daquela que aquelas milhares de pessoas passando frio, calor, sendo provocados, passando necessidade. E eu herdei daquilo, além da janja, herdei daquilo uma cachorrinha chamada revistência que foi criada lá dentro da vigília, que tá comigo, que de vez em quando dorme comigo, sabe? Então, sabe, eu não tenho fal ten que agradecer a Deus. Vou fazer uma campanha leve, uma campanha simpática. Não vou fazer

▶ 02:12:40 jogo rasteiro, não vou ficar respondendo mentira do Bolsonaro, não vou dar importância pro boneco de barro chamado Moro, sabe? Não vou dar. Eu vou vou tentar fazer uma campanha conversando com o povo brasileiro. Quem quiser mentir, quem quiser ofender, pode fazer. A minha campanha será no mais alto nível, como foram as outras que eu fiz. Porque se você fizer uma campanha em baixo nível, você vai governar em baixo nível. Então, de coração, muito obrigado

▶ 02:13:11 a vocês. Muito obrigado por tudo que vocês representam para mim. É muito mais do que vocês possam imaginar, tá? Um abraço, queridos. Obrigado. Vamos agora ao almoço. Obrigado. Encerramos agora aqui a coletiva. Agradecer, agradecer a todo mundo que tá assistindo, agradecer a vocês pela presença. Muito obrigado.

▶ 02:13:43 Vai ser a do almoço, hein?