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Lula visita o Casarão das Quebradeiras de Coco do Maranhão

Lula · 03/09/2022 · 63 min · Lula
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▶ 00:01:59 Uhum.

▶ 00:05:11 da regularização, em 30 anos o MCB teve a felicidade de ter um um decreto para Sés Maria, que é uma comunidade, um território quilombola, onde existe mulheres negras lá lutando pelas águas, pelas florestas. Existe também no Piauí, pela primeira vez assinado pela Regina, e nós queremos dirigir os nossos agradecimentos especiais por esses momentos de conquista. A conquista da casa, a conquista dos dois territórios

▶ 00:05:42 decretado, que precisa também da regularização deles. A gente vai dar continuidade nessa história toda de regularização. Então eu fiz aqui esse breve histórico do precisa e dizer como que nós nos sentimos nessa sua ausência para a gente voltar a viver a nossa vida com bem-estar. Que é tudo que a gente busca entre movimentos social e aqui eu não falo somente do Mix CB enquanto quebradeira

▶ 00:06:12 de coco, eu falo como todos os segmentos que estão aqui. Desde as redes sociais privadas, nossas redes comuns, populares, que estão aqui aglomeradas, é todas com o mesmo objetivo para chegar no mesmo lugar. Então segurança alimentar, agroecologia, é terra, território, educação contextualizada, espaços para continuar como a gente produzir, como a gente vender, comercializar, que aí entra

▶ 00:06:42 tudo coisa do mercado. E eu abro aqui para minhas companheiras colocar suas palavras temáticas e depois a assessoria do presidente vai sistematizar isso com um documento que nós também iremos entregar aqui agora, que é um resultado de uma discussão coletiva que a gente vem fazendo há uns 30 anos, não esmiuçadamente, mas é um resumo.

▶ 00:07:17 É quem é que eu assino que recebi? Olha aqui o papel

▶ 00:08:05 Pode tirar aí? Obrigada. Olha.

▶ 00:08:46 Viva o Lula e salve as mulheres. E aqui eu ofereço a oportunidade para nossas companheiras fazer o seu gesto de entrega dos seus sentimentos políticos, sociais, culturais e ambientais para todos nós, povos e comunidades tradicionais.

▶ 00:09:16 Ministério dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Volta da autonomia dos conselhos CNPCTs e CONSEA. Babaçu livre quando? Já! Já. Sou do Piauí e temos orgulho de ter uma governadora quebradeira de coco babaçu, Regina Sousa. Projeto produtivo para as mulheres

▶ 00:09:47 rurais. Compras públicas, como PAA, PENAI e etc. Energia trifásio, né? Agroindústrias de babaçu, cesta básica em alimentos.

▶ 00:10:22 Economia solidária, PGPMBio. É, meu nome é Eunice, sou quebradeira de coco, coordenadora executiva do movimento. Sou Flávio de vi Flávio Dino doente, sou meu vizinho e sou Lula doente também. E quero dizer a volta do DEM MDA, do MDA, meu

▶ 00:10:52 presidente. Orçamento para o combate à violência contra as mulheres e as crianças, meu presidente. E quero dizer, meu presidente, aqui uma coisa para você. Eu sou mãe quebradeira de coco. E hoje eu tô conseguindo pagar, na marra, arrasto, que pobre não tem dinheiro, a faculdade de meu filho, que se você fosse presidente, eu não estaria pagando do meu neto, mas eu sei

▶ 00:11:22 que nós vamos chegar lá, porque esse Deus é um Deus de misericórdia. Um abraço. Eu me Sou Maria do Rosário, sou do território quilombola Sés Maria do Jardim, município de Matinha. É, quero dizer regularização fundiária dos territórios tradicionais. E nessa frase eu quero dizer volta Lula.

▶ 00:11:55 É crimes ambientais de devastação, venenos, cercamento. E nessa frase eu quero dizer volta Lula. Educação do campo, educação quilombola, educação indígena. E nessa frase eu quero dizer volta Lula.

▶ 00:12:27 Sou Clésia, quebradeira de coco, jovem, lá do Piauí. E é um orgulho ter uma governadora quebradeira de coco e tá aqui presente a você, presidente Lula. Buscar mais leis federais de preservação dos babaçuais. Produção agroecológica, que a gente já produz, mas queremos aumentar.

▶ 00:12:58 Crimes ambientais, buscar punir os as pessoas que fazem isso. E ameaças às quebradeiras de coco. Buscar punir aquelas pessoas que ameaçam as quebradeiras de coco. Que nós estamos lá na base, a gente sente. Principalmente as jovens, a juventude e e idosas. São as que mais sofrem com as ameaças.

▶ 00:13:30 E nós que estamos na linha de frente de tudo isso, nós mulheres, somos as mais ameaçadas. É, meu nome é Fátima, eu sou quebradeira de coco, represento todas as quebradeiras, sou lá de Timbiras. Estou aqui, é um é um orgulho muito grande estar aqui perto do meu presidente, né? E eu quero dizer aqui o recado, senhor presidente, Ministério

▶ 00:14:00 das Mulheres, nós estamos pedindo. A outro o outro recado, meu presidente, volta Comitê Gestor Fundo Amazônia, que tiraram de a gente, viu? E e volta Lula. Seguindo aqui a nossa dinâmica da nossa roda de diálogo, de conversa, eu quero procurar se tem três das nossas companheiras que conte um pouco do seu

▶ 00:14:30 dia a dia. O presidente Lula quer ouvir, mas antes do nosso dia a dia geral, é, eu ainda tenho uma tarja aqui que eu trouxe, né? Ao governador do Maranhão, o retorno da SAF para os movimentos sociais do campo. Aí assim, três se elege para a gente fazer um relato do nosso dia a dia. Como que a gente amanhece, tá? Quem se candidata a primeira? Emília?

▶ 00:15:04 Bom, agora eu vou falar o meu nome. Meu nome é Emília, eu moro no Piá Pontal, é um assentamento e no Tocantins. Quero dizer que a luta não tem sido fácil nessa época de campanha aí de Covid, né? que quase mata todo mundo. Presidente atual, acho que queria deixar todo mundo morrer mesmo, né, para ficar menos pessoa. E a gente, como organização

▶ 00:15:36 além da gente não ter mas a gente se obrigou a fazer cesta para doar para nossas companheira. A gente deu cesta várias vezes nas comunidades que estavam passando por necessidade. Também quero dizer sobre essa situação que a companheira falou que no tempo do Lula nossos filhos estudava fazia faculdade. Hoje só faz faculdade os filhos de quem tem condições. Os nossos, a gente não pode pagar.

▶ 00:16:07 A gente paga o primeiro mês, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto já não pode mais, porque cada vez que paga uma vez aumenta, vai aumentando, aumentando e a gente não tem condições de pagar. Uma outra coisa também, Lula, o povo tá passando fome. Muita gente tá sem comer. Muita gente não tem o que comer, muita gente não tem o que botar na panela, muita gente não tem o que dar para seus filhos. Muita gente não sabe o que é mais comer um pedaço de carne que aumentou demais.

▶ 00:16:38 Dentro das nossas comunidades um 1 kg de carne maciça custa 35 reais, 40 reais. Qual é um pobre que tem condição de comprar 1 kg de carne para comer? Então essa situação tá dessa forma. E a outra coisa também que tá acontecendo é que hoje a gente vai no no supermercado comprar uma coisa para comer é um preço. Amanhã você vai, já é outro muito mais alto do que aquele que tava lá. E o pobre não pode comprar. Porque cada dia que ele vai aumentando,

▶ 00:17:08 ele não tem salário. Vive do trabalho de quebrar um coco, de fazer um carvão, de fazer uma rocinha e de de fazer um carvão para vender, de tirar um azeite. Onde é que tudo isso vai ter condições do pobre se alimentar, para viver uma vida digna com essa carestia que está aí no nosso país? Eu vou dizer uma coisa para vocês. Se nós não botar aquele homem no mato, fora da, desse jeito, ele vai matar todo o mundo.

▶ 00:17:38 Todo o mundo vai morrer de fome, gente, de fome. Deixa eu fazer uma pergunta para a companheira que falou agora. Que hora que ela levanta todo dia para trabalhar? Você fala. Que hora que você levanta? Quantas horas você fica quebrando o coco? E depois eu queria, eu queria que vocês pudessem, se alguma puder, sentar no chão. E mostrar como é que se quebra coco.

▶ 00:18:10 Porque tem muita gente que acha, tem muita gente acha que tem uma máquina moderna, que é que nem tem produzir carro, tudo moderno, tudo chique, tudo digital. Eu quero que vocês mostrem como é que é a vida de vocês quebrando o coco e quantas horas vocês ficam quebrando o coco sentadas no chão. Eu queria que uma sentasse aqui, porque enquanto eu vou falar, aí já vai resolvendo tudo.

▶ 00:18:42 Eu não sei se nós temos um machado aqui, mas nós tínhamos, viu? Mas a gente é, tem o coco, tem o macete e a gente vai se posicionar. Então. Gente, Lula. Primeira. Dama. Levantar cedo, 7:00 da manhã. Ir para a mata e dona do, e dona. Emília disse assim.

▶ 00:19:13 Que ele vai pro mato". No mato não, nós não quer ele na nossa mata não. Nós não queremos na nossa mata. A nossa mata é nossa, o nosso babaçu é nosso. Levanta cedo 7:00 da manhã, pegar o machado, botar no ombro com o coco e sair pra mata quebrar o coco pra garantir o sustento da sua família. Isso é maravilhoso. Eu confesso que isso é muito bom. Mas

▶ 00:19:43 sofre. Por quê? Você vai na garantia de trabalhar. Você chega lá, você passa o dia quebrando o coco. Você quebra 10, 15 kg de coco e volta à tarde. E você não come nada. Por que que você não come nada? Porque não tem. Porque o que eu produzo naquele dia é pra mim vender, pra mim deixar em casa pra pra quem fica lá comer. Então não é um emprego que eu recebo todo o mês, 30.000, 100.000, sei quanto

▶ 00:20:13 que o povo recebe aí. Mas a quebradeira de coco, ela recebe o valor de 10 kg de coco se ela quebrar no dia. E você sabe quanto é 1 kg de coco que tá hoje? R$ 5,00 ou R$ 6,00. Só isso. Isso nem dá pra alcançar a PGPM porque passou, Lula, da PGPM. Passou do valor do preço mínimo. Que o preço mínimo hoje é 4 e uma fraçãozinha. 4,83. Então nós não acessa.

▶ 00:20:44 E a gente diz aqui: "Queremos que esse preço do coco aumente porque nós queremos acessar a nossa política, porque senão nós não vamos querer acessar nossa política". E chega lá, volta pra trás com aquele coquinho e vai vender. E eu tô falando uma história de 30 anos atrás que eu ia vender no barracão. Eu volto 4:00 da tarde. Eu preciso voltar 4:00 da tarde, senão eu não vou quebrar o tanto de coco para o outro dia eu ter a garantia do arroz e

▶ 00:21:15 do feijão e olhe lá da carne o preço que tá, né? Então, às vezes, é um trabalho duro, mas é o que a gente tem e a gente tem que ir. E melhorou isso muito, muito Lula, quando você entrou na presidência da República. Porque eu só quebrava o coco e vendia a amêndoa no barracão. Eu não podia tirar 1 L de azeite para mim vender. Eu não podia vender para outra pessoa o

▶ 00:21:46 coco. Eu só podia vender para o meu patrão. Depois que o Lula chegou, aí eu posso tirar o azeite. Aí eu posso ter a máquina para moer meu coco. Aí eu posso acessar a PGPM, quando o coco baixar mais, na safra ele baixa mais, agora ele vai baixar mais um pouquinho e eu vou acessar. Aí eu posso tirar o mesocarpo do coco babaçu, que você vai ir degustar o mingau ali daqui a pouco. Aí eu vou vender não só a amêndoa, Lula, não vou mais só quebrar o coco no mato,

▶ 00:22:17 mas eu vou vender o litro do azeite, eu vou vender o quilo de massa de coco babaçu, eu vou vender o sabonete, eu vou vender o artesanato, mas isso do governo Lula para cá, gente. Do governo Lula para trás, as quebradeiras de coco não tinham onde morar. Todos os pobres não tinham onde morar. Nós morávamos numa casa de palha, parede de palha, os porcos entrando dentro. É nossa realidade, Lula. Era isso.

▶ 00:22:47 É para contar, eu vou contar. Mas a gente teve a graça de receber uma casa do assentamento para morar. Muitas famílias receberam. No governo Lula, no governo Dilma. Passou esse governo, trancou tudo, Lula. Não temos mais como acessar nada. E nós queremos voltar o Lula para nós ter nossa casa, nossa terra, nosso território, nosso

▶ 00:23:17 babaçu livre. Porque nos assentamentos o babaçu tá lá para as assentadas. Mas tem muitas terras com babaçu privado. Tem mulheres morrendo e o trator passando em cima. Trator passando para matar as quebradeiras que tá quebrando lá. Estamos com a lei estadual, nunca conseguimos uma lei estadual, estamos com uma lei estadual no estado do Piauí. Nós temos uma governadora quebradeira de coco e temos muita fé que dessa vez vai acontecer.

▶ 00:23:48 Vai acontecer pelo menos ela receber e colocar porque não depende tudo só dela, mas ela tá fazendo muita força e vai fazer. Queremos que chegue pelo menos lá aonde o povo vai votar na nossa lei. Temos entrado em lei federal também, nunca deu certo. Mas a gente tem fé que um dia em Brasília, na cadeira do Lula, nós vamos tá sentada, Lula. Nós quer nossa lei babaçu livre.

▶ 00:24:18 Então essa é a vida da mulher, da mulher que é mãe, da mulher que é vó, da mulher que é filha, da mulher que é jovem, da mulher que trabalha por tudo isso que nós falamos aqui, a gente tá reivindicando, dizendo que queremos. Queremos acessar, então isso aqui, tudo que nós botemos de políticas públicas, de direito, além de ir para o mato quebrar o coco, além de ir para nossa indústriazinha tirar o azeite, além de ir tirar o mesocarpo, nós tem que tá aqui dizendo para o Lula o que que nós queremos.

▶ 00:24:49 Nós temos que tá tá lá no governo do Piauí dizendo que o que que nós queremos. Nós temos que tá no governo do Maranhão dizendo Flávio Dino, nós não tem um lugar para ficar, para o escritório e tudo, então vamos lá". Então são muitas coisas e tá aqui. São muitas coisas que a mulher precisa e faz no seu dia a dia, Lula. Não é só quebrar o coco, mas são muitas coisas. E o pior é lutar pelo pelo preconceito. É ouvir de um candidato a governador do Piauí

▶ 00:25:19 que você é quase preta. Você é quase preta, mas é inteligente. Isso mata a gente, isso dói, entendeu? O nosso coração fica sangrando quando a gente escuta isso. E nós lutamos contra tudo isso. Obrigada. Se Só mostrar uma coisa para quem não sabe,

▶ 00:25:50 o pessoal que veio comigo. Tá, aqui aqui tá faltando um machado para tentar mostrar como é que coloca o machado de corte para cima, segura o coco com a mão e bate com esse pau para partir o coco no meio. Mas não tem machado. Eu só queria também reforçar essa falta, né? Foi uma falta, né? Da

▶ 00:26:21 gente até se recordar, né? Mas dessas pessoas que estão aqui, quem nunca viu quebrar coco? Quem nunca viu quebrar coco? A Janja. Oh, que pena. Mas é Mas é isso aí, né? Mas Mas você vai ver, tá? Minha excelência, você vai ver, se Deus quiser, como a gente quebra o coco, tá bom?

▶ 00:26:58 Eu, eu quero só dizer aqui para nós, né? Que o, o nosso Lulinha paz e amor Ele é vida, saúde Né? Alegria, paz E eu creio que nós vamos vencer, gente. Vamos profetizar que o Lula é presidente, porque é bíblico. Nós tem que profetizar coisa boa na nossa vida. Lembrar do que nós passamos quando o Lula era presidente. Ninguém

▶ 00:27:29 não morria de fome, todo mundo vivia com a barriga cheia. Então, vamos profetizar de hoje por diante. O Luís Inácio Lula da Silva é presidente, porque Deus é maior e ele quer. Um abraço. É, é, o Lula fez uma, uma pergunta para todas nós e Helena, Maria Antônia e todas aqui já Já mencionaram. Mas a Maria Laídes, é, falou que a gente

▶ 00:27:59 Que era três Mulheres fazer isso aqui. É, e eu gostaria de dizer, Lula Que tudo que, o que nós, a nossa realidade, é o nosso tempo que passa no mato quebrando o coco, o nosso tempo que passa nas nossas casas Tudo, essa realidade está tudo aqui nessas tarjetas Todos aqui nesse cenário. E

▶ 00:28:30 Eu dizer A, é, além de nós já estar pedindo Que, Lula A garantia Das políticas Que vem nos, nos fortalecer, eu gostaria de dizer que em 2009, quando Lula lançou a campanha, lançou o programa da PGPM Bio, lá em Manaus, e o Mix CB estava lá, quebrou

▶ 00:29:02 coco no palco, ao lá onde Lula fez a fez a lançamento da campanha da presidenta Dilma. E onde ele lançou a a a a política da PGPM. Lula, queremos dizer aqui, manter, voltar essa campanha, porque ela foi uma campanha de muito muito valor para as quebradeiras de coco, foi aonde nós podemos

▶ 00:29:34 ter o nosso o nosso acesso. Então, tudo isso também está dentro dos territórios quilombolas. Re precisamos a regularização e afirmação dos territórios quilombolas de quebradeiras de coco. Muito obrigada. Bom dia, meninas. Eh, eu nunca tinha visto ao vivo e ficar e tinha visto já em vídeo e tal. Eu queria perguntar,

▶ 00:30:04 perguntei aqui para a companheira, quantas famílias estão envolvidas em todo esse território em que vocês são eh que trabalham com com a quebra do coco. Quantas famílias são e quais são as principais, assim, eu já perguntei aqui para as meninas que estão aqui do meu lado, os acidentes que vocês sofrem, né, quebrando o coco com a mão, basicamente e as e que resultado que esse trabalho que é insalubre, né, na verdade, de se concentradas quebrando o coco, quais são as consequências físicas de vocês e que

▶ 00:30:34 como vocês estão protegidas, né, pelo SUS, como é que vocês o atendimento de vocês pelo SUS aí essas doenças, porque são doenças derivadas do trabalho que vocês fazem, né? A Jô já fez uma pergunta pertinente para ser compreendida e a minha resposta vai servir de complementação para a história de vida que o presidente quer ouvir e já ouviu parte, mas como é um dia a dia, fica faltando algumas

▶ 00:31:05 lacunas, é, é dizer assim, que nós somos mais de 300.000 quebradeiras de coco em quatro estados, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, porém esse censo, esse resultado é muito antigo, a gente não tem um resultado atual. Ele é de 2010. Agora, a nossa história de luta vai fazendo a manutenção das quebradeiras ali, passando esse momento da quebra de saberes

▶ 00:31:36 tradicionais para as filhas das quebradeiras, que também faz cumprir a nossa resistência ali. Aí vai seguindo em 88 a gente era tudo isso que a Helena já falou e muito mais, que a gente quebrava 10 kg de coco para comprar 1 kg de arroz, mas mesmo assim, a gente tentou dar uma guinada e muitas de nós estamos já com cooperativa, inclusive o Mix e B tem uma cooperativa também interestadual e que é o lugar da gente organizar a

▶ 00:32:07 nossa produção. Essa produção onde a gente possa fazer o aproveitamento integral do babaçu, que hoje não é mais inular somente para o mato, porque a gente traz, aproveita a casca, o carvão, o mesocarpo, o óleo e muitas de nós também já fazem cosmético em casa, o sabonete, é, sabão, já é uma ajuda. Aí seguindo essa história, é, essa, essa quantidade de mulheres está no seu dia a dia, é não derrube essa palmeira, é não arar de

▶ 00:32:38 pesado essa palmeira, não coloque veneno nessa palmeira, não é coloque é fogo nessa palmeira, não coloque é pulverização de avião porque vai contaminar e hoje a nossa luta é por segurança alimentar, se a gente é continuar fazendo isso, a gente não vai fugir dessa regra. Aí vindo essa essa esse histórico todo, o que é que nos impacta?

▶ 00:33:08 Mulheres ainda sendo morta por palmeira, mulheres sendo empurrada por jerico, mulheres em sistema de segurança porque estão ameaçada. E aí assim, é uma história que ela dá continuidade, você fugiu um tempo de passar fome e agora volta a passar fome com a chegada desse que em vez de livro dá arma, em vez de amar destrói, faz a o o Brasil se odiar. E aí eu eu coloco aqui nosso sentimento

▶ 00:33:38 a Cristine, né? Que que foi ameaçada, que foi feita tentativa, né? É trago também a lembrança aqui da Querumbina que hoje não pode estar aqui, mas ela mandou um abraço carinhoso, ela é da nossa história, ela mandou 14 minutos de de de áudio, mas nós estamos dizendo que a ideia dela está aqui em nossas tagetas, que ela se sinta contemplada. E aí assim, essa essas perguntas que que a gente atrás é para dizer um pouco do que a gente foi e um pouco do que a

▶ 00:34:08 gente está sendo e o que a gente quer fazer, dar continuidade a nossa história de luta. É é isso. Cumprimentar uma pergunta. Tá tá o o muitas vezes a o a palmeira tá na terra de um fazendeiro. Como é que ele age quando vocês vão pegar o babaçu na terra deles. O plano de manejo para nós é a coisa mais difícil que tem, porque nós

▶ 00:34:39 chamamos esse momento de lei na marra. Que eles queiram ou não, nós temos que entrar, porque é daquilo que é o nosso ouro, é daquilo que é nossa vida, é buscar o coco para quebrar. Então tem muitas mulheres que já responderam na justiça, tem muitas mulheres que às vezes foram tomados seus pacarás, muitas mulheres que o vaqueiro estava atrás com a piola como se fosse um boi. Essa história lá você ouviu em São aqui em São Luís quando você veio para o primeiro encontrão das quebradeiras.

▶ 00:35:11 E e não fica só aí essa história da é somente do impacto da violência é física pessoal, tem outras que vocês aí vem o racismo ambiental, que lá estão as mulheres, que aonde cai uma palmeira quando cai uma mulher, onde se levanta uma mulher levanta uma palmeira. E aí é esse racismo ele tá como um todo nas águas, na floresta. Continua. Na na proposta da minuta de lei, quando eu digo é é plano de manejo é difícil

▶ 00:35:41 porque nós não temos como dialogar com o fazendeiro para dizer vamos dizer que fica assegurado a entrada da quebra do babaçu em propriedade pública, privada e de assentamento. Essa é aonde emperra a nossa minuta com os fazendeiros. Fazendeiro não querem aceitar. Mas se vocês não vão lá pegar o coco, o que que o fazendeiro faz com esse coco? Bom, eles já tentaram muito criar tecnologia para dizer que o coco é deles e que eles vão

▶ 00:36:12 produzir, mas se eles não fazem nada com o coco, eles queimam, eles vendem de carrada é para para as usarias que foi também um outro impacto que a gente já já sofreu com a queima do carvão inteiro que aconteceu com as gusarias e pouco chicho deles, é como se fosse vocês tirarem tudo, não fica nada para elas. E na nossa na nossa filosofia, na nossa intenção é assim, uma passa hoje, põe um pouquinho, a outra passa amanhã, põe um pouquinho, é diferente daquele acúmulo

▶ 00:36:44 ali só para um, porque vai tirando a vida da da das pessoas, né, sobre o babaçu, da sustentabilidade das pessoas. O agrotóxico, eles é um meio estratégico também de matar para não continuar a floresta do babaçu e agora eles estão aplicando, é tipo uma injeção nas pindovas jovem. Dentro do plano de manejo se a gente que a gente propõe e tá no nosso coração é assim, olha, se tu roçar o teu pasto, deixa 60 palmeira por hectare e entre pindovas jovens e

▶ 00:37:15 palmeira idosa e curinga. Inclusive nós nos sentimos bem com essa é sinônimo de nós somos palmeira, nós somos curinga, nós somos pindova, porque é isso se relaciona natureza, as mulheres, né. Quer falar? Só se apresenta. Ah, é.

▶ 00:37:45 Eu também que eu só li a tarjeta aqui, não me apresentei, não disse de qual era o estado. Eu sou Marinalda, eu sou coordenadora do movimento também do regional Piauí, sou da terra da é governadora Regina Sousa e do município Deputado Francisco Lima. O meu nome é Áurea, é eu sou filha da Maria Laíde, sou filha de quebradeira de coco, sou quebradeira de coco. Eu queria muito dar um abraço no Lula, gente. Eu tô emocionada.

▶ 00:38:18 Vocês são lindos. Então, é o Lula pediu para a gente, é, para as quebradeiras contar um pouquinho do dia a dia e eu acho que eu me encaixo nisso, né? E Lula, eu aprendi a quebrar coco aos cinco anos de idade, com minha mãe. A gente, é, ela saía, o meu pai saía para roça. Tô. E, Desculpa, gente.

▶ 00:38:53 Tá bom, tá bom. Vai dar. E, a gente, a gente ia com eles quebrar coco, com a mãe, com a avó, com os irmãos mais velhos, né? A gente quebrava no mato. E depois de um tempo, é, a gente conseguiu um jumentinho, os irmãos iam buscar e a gente quebrava em casa. Então, a partir dos cinco anos de idade, a gente começa nisso, a gente tem essa rotina que ele falou, começa antes das cinco, gente.

▶ 00:39:24 Cinco, a mãe e o pai levanta, eles que fazem o café, eles que põem o, o, a, a farofa, o ovo, o, a, a farinha para a gente comer. E a gente faz a, quando vai, quem vai juntar leva às vezes também, né, a, a marmitinha. Aí traz o coco para casa. E a gente quebrava um turno, né? É, quando eu estudava de manhã, eu quebrava à tarde, quando, é, eu passei a estudar à tarde, é, eu

▶ 00:39:54 quebrava de manhã. E assim a gente aprende, né? Mas, assim, era tão difícil, tão difícil e a gente entendia que a educação era o caminho. A gente sempre soube disso. E mesmo sem as mínimas condições de estudar, ele dizia: "Vocês querem ir, de qualquer jeito, estudar?" E E quem queria, né, assumia, ia para o para a cidade, não tinha educação na lá na zona rural, no campo. A gente estudava até no máximo

▶ 00:40:24 a quarta série. E eu consegui fazer uma graduação através de um programa chamado Pronera. Eu não quero esquecer disso aqui, né? É uma luta dos movimentos sociais. É, eu sou oriunda da da educação contextualizada, como está sendo dito aqui. Eu entendo que sem educação a gente não consegue nada, é, de lu, de direitos. A gente precisa

▶ 00:40:54 estar atenta a tudo que está acontecendo, é, no país, é, se colocar contra e se a gente não tiver a formação adequada, se a gente tiver em qualquer escola que não te dá essas condições, a gente é atropelado e acaba cedendo a esse governo de ódio que está aí. Uma das coisas que eu estou, que eu estou escutando muito bonito nessa campanha que vocês estão espalhando amor. E eu acho que é isso mesmo. Né? A gente precisa trabalhar para

▶ 00:41:24 espalhar o amor. Né? É, a gente vê muito ódio. E eles trabalham isso de uma forma muito forte. Né? Então, é, eu acho que é isso. Obrigada, gente. Bom, gente, agora a gente vai para lá, falar para escutar nosso companheiro aqui, ver o que se ele tem resposta. Você está satisfeito ou ainda quer algum complemento? A coordenação está chamando a atenção nossa para não deixar você perder o o voo. É.

▶ 00:41:58 É porque amanhã nós vamos ter o de manhã uma reunião com as empregadas domésticas lá em São Paulo. Olha, deixa Ah, deixa o meio certo, pô. O Mas primeiro eu quero, quero agradecer a vocês. Ah, é, é importante que vocês tenham em conta que a gente

▶ 00:42:28 quer voltar porque é preciso recuperar a dignidade do ser humano nesse país. Ah, as pessoas não sabem como é que vive a maioria do povo pobre desse país. Eu sempre digo que quando chega em época de eleição, todo mundo lembra de pobre. Você não vê nenhum político na televisão falando bem de banqueiro. Você não vê nenhum político na televisão

▶ 00:42:59 falando bem do grande empresário, do grande fazendeiro. Na época da eleição, a coisa mais importante é o povo pobre. Só que depois da eleição, muita gente se esquece do povo pobre. Vocês tiveram a sorte de ter um companheiro como Flávio Dino no governo do estado do Maranhão. Um companheiro que brigou, um companheiro que tem consciência social, um companheiro que foi, sabe,

▶ 00:43:29 marginalizado pelo governo Bolsonaro, um companheiro que teve a coragem de protestar, contestar e brigar contra a cassação da companheira Dilma Rousseff. Porque ela foi vítima, sabe, de uma mentira desgraçada nesse país, como eu fui vítima, e o objetivo era me tirar da disputa de 2018, porque eles sabiam que a gente ia ganhar aquelas eleições. E o Flávio Dino tá indicando o Brandão

▶ 00:44:00 para ser o sucessor dele. O Felipe tá ali, o Felipe Camarão, vocês conhecem, que foi secretário da educação. E a gente quer voltar, porque a gente acredita que é apostando nessas coisas que vocês fazem e valorizando essas coisas, dando dando valor, porque sabe, para um cara que mora na Avenida Paulista ou na Faria Lima lá em São Paulo ou um cara que mora, sabe, numa rua melhor do Rio de Janeiro, quando você fala em quebradeira de coco de

▶ 00:44:31 babaçu, ele não sabe nem o que é babaçu, não sabe o que é quebradeira, portanto ele não tem nenhuma importância. É como a política de cisterna. Quando a gente falava: "Vou levar a cisterna para o povo que não tem água", o cara que mora numa cidade grande, que mora num prédio, que tem água, ele não tem nem noção do que é uma cisterna. Ele não tem noção do valor. Quando você falava em levar o programa Luz para Todos, quem já tem energia em casa não dá nenhum valor para aquilo.

▶ 00:45:02 Aí eu lembro que as pessoas não sabiam nem o que era candeeiro. E eu lembro a alegria quando eu chegava numa casa, às vezes tinha três, quatro crianças, Flávio, fazendo lição em cima de um caixote de cebola, sabe, com a vela, aquela fumaça preta do querosene saindo da lamparina na cara das crianças. E eu lembro que eu pegava a mão da mulher, levava na tomada, quando acendia a luz, era como se ela tivesse saindo do século XVIII para o século XXI. Eu lembro de uma tia minha que quando a

▶ 00:45:33 Raí da acendeu a luz da cozinha dela, ela saiu correndo de tanta claridade. Ela não se habituou, sabe, nos primeiros dias por causa da claridade, acostumada a cozinhar no fogão de lenha de uma boca só, com um candeeirinho do lado, sabe? Eu lembro de mulher que dizia assim para mim: "É a primeira vez que eu vejo o meu filho dormir". Porque com o candeeiro, sabe, você não via as crianças dormir. As mulheres tentavam costurar uma camisa à noite com um candeeiro, colocar um

▶ 00:46:03 botão numa roupa, não era possível. Então, todas essas coisas, todas essas coisas só faz quem tem um pouco de conhecimento e quem tem um pouco de sentimento. Eu sempre disse que governar um país é como falei, é como o papel de uma mãe, não tem nada mais exemplar para governar um país, uma cidade ou estado do que o comportamento de uma mãe. Porque a mãe é a coisa mais solidária, é a coisa mais sensível, é a coisa mais

▶ 00:46:33 humana para cuidar da coletiva, da família, é uma mãe. Ela pode ter 10 filhos, sabe, todos se acham mais bonitos, mas ela vai dar um chameguinho a mais para aquele que está mais fraco, para aquele que está debilitado. E assim é o governo. O governo não existe para agradar banqueiro, o governo não existe para agradar empresário, o governo não existe para agradar fazendeiro. O governo existe para fazer com que as pessoas de baixo tenham oportunidade de fazer um curso como você fez,

▶ 00:47:04 porque todos nós sonhamos em fazer um curso. Todos nós, ninguém faz opção para ser pobre. Pobre a gente não escolhe. A gente é pobre porque nasce pobre, porque não não não não tem outras condições, a gente não tem oportunidade. Como é que uma pessoa que nasce com cinco anos quebrando o coco e está com 50 quebrando o coco, sem nenhum auxílio, sem nenhuma uma política de bolsa, sem incentivo, sem ter uma cooperativa, como é que essa pessoa vai crescer? Não vai crescer.

▶ 00:47:35 Então, nós queremos voltar para ver se a gente consegue outra vez dar um salto de qualidade na vida das pessoas. A gente não quer construir uma sociedade de pobres. Eu não quero ser pobre, você não quer ser pobre, você não quer ser pobre. A gente não gosta de coisa ruim, a gente gosta de ter boa, a gente quer morar bem, a gente quer comer bem, a gente quer se vestir bem, a gente quer se passear, a gente quer ter televisão, a gente quer ter carro, a gente quer ter computador, a gente quer ter celular, a

▶ 00:48:06 gente quer viajar, a gente quer ter tudo. É para isso que a gente existe, para conquistar os bens materiais que nós mesmos produzimos, se não de que que vale a vida? Vocês não nasceram para serem eternamente quebradeiras de coco de babaçu. O que falta é oportunidade de vocês crescerem, oportunidade para que a gente possa tornar a profissão de quebradeira de coco de babaçu uma profissão rentável, digna, que vocês não precisam

▶ 00:48:37 ficar sentadas o dia inteiro, não sei se vocês têm dor na coluna, sabe, o dia inteiro, deve ter, eu fico imaginando, Flávio, se você ou eu passássemos o dia sentados com um machado no meio das pernas, sabe, quebrando coco de babaçu. E às vezes esse porrete não vai nem no coco, vai no dedo. Sabe? E tem que chorar sozinha porque não tem ninguém para ouvir, se quer chorar. Então a gente, a gente vai mudar isso. A gente fez uma experiência bem sucedida

▶ 00:49:07 e eu acho que a gente pode fazer muito mais. Eu tenho dito para todo mundo e disse ontem ainda no comício aqui em São Luís. A única razão que eu tenho para voltar a ser candidato a presidente da República é a certeza que eu tenho de que é possível fazer mais do que eu fiz. Porque eu já conheço o caminho das pedras, eu já sei aonde as coisas emperram, eu em 2008 regularizei a terra de um quilombo em Contagem, Minas

▶ 00:49:37 Gerais. Veja que absurdo. Foi reconhecido como terra de quilombola, eu votei em março ou abril lá agora de 2006, 2007 até 2022 ainda não deram a escritura, não deram a titulação da terra quilombola. Ou seja, são praticamente 12 anos, Flávio. As pessoas esperando uma coisa que já foi reconhecida. Então, a gente vai fortalecer as cooperativas.

▶ 00:50:08 As cooperativas de crédito, as cooperativas de produção. A gente vai garantir que as pessoas tenham o preço mínimo. A gente vai voltar a criar o PRONAF, criar o PNAI e vai criar outros programas. Porque se a gente não fizer essa revolução, a gente não tem sentido voltar. Não tem sentido voltar. Então, eu eu eu quero assumir um compromisso para vocês. Quero assumir um compromisso com vocês. A gente ganhando as eleições,

▶ 00:50:38 sabe? A gente vai convidar vocês para fazer uma grande reunião em Brasília, para a gente definir as coisas que vocês desejam. Lá, vocês já vão encontrar o Flávio Dino como senador e como senador, ele pode fazer a lei passar com mais facilidade. A gente vai ter o Brandão como governador, ajudando naquilo que vocês precisam e que o estado pode fazer. Porque esse é o sentido da política.

▶ 00:51:09 É a gente fazer com que as pessoas melhorem de vida. Ou seja, nós não queremos tirar ninguém, nós não queremos tirar nada de ninguém. Eu não quero tirar nada de ninguém, mas o único que eu quero é que todo o mundo tem direito de ter o mínimo necessário. Direito ao respeito, direito ao trabalho, direito ao salário, direito a uma casa. Sabe? E sobretudo as as condições das mulheres que ainda no Brasil são vítimas de violências seculares, milenares.

▶ 00:51:40 Ou seja, ainda prevalece muito o machismo no nosso meio. Às vezes, um cara é progressista quando tá no bar tomando um aperitivo, mas quando chega em casa ele é machista, ele não quer ajudar a companheira, ele não compartilha com a companheira as coisas de casa, ele acha que determinada coisa é tarefa de mulher, lavar a casa é tarefa de mulher, lavar o banheiro é tarefa de mulher, lavar a louça é tarefa de mulher, cozinhar é tarefa de mulher e não é. Não é, a gente pode repartir essas coisas com as companheiras e viver

▶ 00:52:10 melhor, viver feliz. Então eu quero agradecer a vocês de coração por mais essa aula, por mais essa lição, sabe, que vocês me deram. E eu saio daqui, volto para São Paulo hoje com a certeza de que a vida vai melhorar. Um beijo no coração. Eu quero servir aqui o Lula e a esposa dele o nosso babalad do coco babaçu. Lula. Janja. Isso é para tomar. Esse é o nosso

▶ 00:52:42 alimento, é o alimento que vai para as escolas, viu Flávio Dino? Para a escola do Maranhão, para a escola do Piauí, para as escolas do Pará, para as escolas do Tocantins. Produzido pelas quebradeiras de coco babaçu. Isso é feito da massa do coco babaçu. As quebradeiras de coco que faz. Viagra do sertão. E é a viagra do sertão dizendo a Sandra. Olha, todo mundo querendo, né? Mas vocês ficam com água na boca que ele está aqui, ó. Depois em outro momento, hein?

▶ 00:53:14 Eu quero aqui registrar, minha gente, eh, a presença de algumas pessoas que estão vivendo esse momento, a a Vânia, o companheiro Ribamar, muito obrigada porque vieram, outros que estão aqui que tiveram a oportunidade de estar nessa roda com a gente. Ouvindo aqui as ideias, construindo o futuro do das quebradeiras junto com os povos e comunidades tradicionais. Estamos aqui agradecido pela presença do nosso presidente Lula, da Janja e de sua

▶ 00:53:45 comitiva, do MST, de outros organismos que se encontra aqui, da nossa secretária Amanda e demais. Muito obrigada a todos. Beijo, Flávio Dino. Lula, Janja. Antes de vocês cantarem na despedida, deixa eu dizer. Nós vamos recriar Nós vamos recriar o Ministério das Mulheres. Nós vamos

▶ 00:54:15 Nós vamos criar o Ministério dos povos originários para que a gente possa ter pessoas sempre marginalizadas também com Ministério. A gente vai recriar o Ministério da Pesca porque a gente não pode ter a pesca no Ministério da Agricultura. Sabe? Tem que estar num Ministério fora da Agricultura. E obviamente que tudo isso será coletivamente feito e democraticamente decidido.

▶ 00:54:45 Nós vamos voltar a fazer as nossas conferências nacionais todo ano para que a gente possa ir aperfeiçoando as nossas políticas públicas. Eu vou estar em contato ganhando as eleições com os nossos governadores para que a gente construa uma aliança política para que a gente se ajude. Sabe? Se a gente se ajudando, a gente vai ajudar muito, muito, muito as pessoas que precisam. Tá? Obrigado, querida. Vamos agora à música.

▶ 00:55:18 Quebra coco, nego. Eu não, eu não. Quebra coco, nego. Eu tô quebrando e quebra coco, nego. Eu não, eu não. Quebra coco, nego. Eu tô quebrando. A palmeira de sabiá botou cacho nas altura, ela pensa que eu não sei quando o coco está maduro e quebra coco nego, eu não, eu não, quebra coco nego, eu tô

▶ 00:55:50 quebrando e quebra coco nego, eu não, eu não, quebra coco nego, eu tô quebrando. A palmeira de sabida botou cacho no baixão, ela pensa que eu não sei quando o coco está no chão e quebra coco nego, eu não, eu não, quebra coco nego, eu tô quebrando e quebra coco nego, eu não, eu não, quebra coco nego, eu tô quebrando.

▶ 00:56:28 Viva! Rumo ao tri? Viva! Eu quero dizer ao nosso companheiro Lula, nosso companheiro, o o futuro nosso presidente mais uma vez, é que nos ajude, que eu não tive a oportunidade de agora de falar e eu fui ontem lá para o nosso comício e vou e não me botaram para falar, eu está, eu subi e não me

▶ 00:56:58 botaram para falar. Eu sou Maria Antônia dos Santos, sou do quilombo que é uma do meu município de Cajari, Maranhão e sou lá da comunidade negra mesmo, né? E nós precisamos muito é do nosso território que é seja livre. Nós temos muita dificuldade com os fazendeiro, com queimada dos nossos babaçuais, marajazais e tudo de, do que

▶ 00:57:30 que presta está acontecendo lá e a esperança nossa é grande com Lula, Lula, Lula. Vira o Lula! Volta Lula! Obrigado. Eu posso, eu posso levar isso aqui? Eu vou, vou. Maria? Gente, olha, um abraço, um abraço a cada uma de vocês, um abraço a cada companheiro.

▶ 00:58:00 Quero pedir desculpa pela pressa que tenho que ir embora, mas a gente depende do avião e do horário. Então, estejam preparadas, gente, preparadas, que a gente vai fazer as coisas melhorarem. Vocês serão tratadas com muita decência e eu espero que o Ministério das Mulheres, a gente vai criar para voltar com muito mais força. O Ministério da Igualdade Racial vai ser criado para voltar com muito mais força.

▶ 00:58:30 O Ministério do Povo Originário vai ser a primeira vez que vai ser criado e a gente quer envolver todo mundo, a gente quer envolver todos os movimentos, sabe? Todo povo, os povos da floresta, para a gente criar uma coisa séria nesse país e mostrar para o mundo que além da gente cuidar direito do povo brasileiro, a gente vai cuidar da nossa floresta, a gente vai cuidar dos indígenas, a gente vai cuidar da nossa água e a gente vai cuidar, sabe, da nossa fauna. Então, fiquem com fé, sabe?

▶ 00:59:01 Que nós voltaremos aqui. Vamos primeiro ganhar as eleições, porque eleição eleição e mineração, a gente só sabe depois da apuração. Então, vamos, vamos trabalhar muito, ó, tem, tem, tem 29 dias pela frente, nós temos que nos dedicar. Cada pessoa que ligar no celular de vocês, vocês já falam, cada pessoa que vocês mantêm contato no zap, vocês falem também. Sabe? E e e quem se ligar algum bolsonarista,

▶ 00:59:32 você pergunte se alguém sabe que obra que ele fez aqui no Maranhão. O que que o Bolsonaro fez aqui no Maranhão? A não ser prometer armas, a não ser prometer armas e tentar xingar o Flávio Dino, porque estava cuidando do povo na era da pandemia. Hã?

▶ 01:00:04 Manu. Ela está emocionada. Deixa eu comportar.

▶ 01:01:17 Queria dirigir uma mensagem especial aqui a nossa primeira dama, com o nosso acompanhamento da Rede Vida de Televisão. Que celebra Agradecida por ter estado É por isso que ela Feita por uma série de entidades Entre elas Isso aqui no Maranhão Por que a particularidade dessa carta? Aqui no Maranhão nós continuamos vivendo O segundo estado com mais conflitos de

▶ 01:01:48 terra de todo o Brasil. Aqui no Maranhão no dia 28 de dezembro de 2017 lideranças foram assassinadas. Então nós celebramos a liderança da terra. E queremos eleger ela, eleger senadores. Celebramos e queremos eleger todos os candidatos Mas queremos dizer que a gente mudar a estrutura agrária Se a gente não agilizar a implantação da reforma agrária, da regularização da Nós vamos de novo sair do mapa da fome, sair do governo, vamos voltar.

▶ 01:02:20 Aqui só uma comissão Da Direitos Humanos Da CPT da Direitos Humanos da OAB E se reparassem na lei Vamos trabalhar assim de moral e solidariedade E nós aqui cobrando Não é? E queremos eleger Queremos A articulação A articulação que é importante Queremos celebrar essa vitória Força força na luta dos trabalhadores

▶ 01:03:02 Só mais uma, só mais uma. É só mais uma. Só mais uma saindo daqui por favor.