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RENAN SANTOS PODE SER O PRÓXIMO PRESIDENTE | PLANTÃO MISSÃO 05/12/25

Renan Santos · 05/12/2025 · 40 min · Partido Missão
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▶ 00:00:01 Não estou estamos ao vivo. Fala uma coisa aí. Olá, >> olá, olá. Olha, eu quero dizer uma coisa. Quero reclamar de uma coisa. >> As câmeras desse MBL estão me deixando gordo, rapaz. [ __ ] >> elas estão enfiando comida na tua boca. >> Essas [risadas] câmeras daqui a boca. >> Essas câmeras daqui são problema. >> É, cara, >> tem que substituir. Tem que subir. >> Você quer participar, você quer participar comentando, Glenda aqui da da mesa de operação? É, pode, pode aparecer

▶ 00:00:31 aí, pode aparecer aí, só que não tem câmera. >> E aí, pessoal, como vão? Tudo bem? Tudo bem? Tudo bem. >> Só não nada. >> Como é que está? >> Eu tô mais uma live. Eu tô aturdido, eu tô preocupado. Mas não é com o Brasil, não. É com a vida. O Brasil tá ótimo. O Brasil tá melhor do que a minha vida. >> A outra chegou derrubando coisa. >> É, não, ela é toda desastrada. Ela não consegue andar aí sem derrubar as coisas. >> Mas hoje é um dia bom. É, >> hoje é um bom dia, >> é um ótimo dia pra missão. É um dia maravilhoso. A missão tá tendo aquela aquela tempestade perfeita que falamos,

▶ 00:01:01 assim, está ocorrendo uma tempestade perfeita. Eh, eu acho que nada consegue e demonstrar isso mais do que a escolha dos nossos adversários. Exatamente, exatamente. Não, não, essa escolha do Flávio Bolsonaro, eu confesso, me deixou um pouco surpreso. Eu não, eu não imaginava que o clão, eu não imaginava duas coisas, na verdade, duas coisas que se alguém fosse me perguntar um dia anterior, eu diria: "Não, é o contrário, não é não é esse o caso." Primeiro, eu não imaginava que o clã Bolsonaro ia escolher o seu sucessor tão logo. Eu

▶ 00:01:32 achava que eles iam deixar mais tempo passar, ia chegar até as vésperas da eleição mesmo, sabe? na borda da eleição para escolher alguém, porque me parecia a estratégia adequada. Se você quisesse manter o monopólio do da força política, né? Você manter o monopólio da força política, o que você faz? Você mantém a sua indicação guardada, como se fosse uma carta na manga, né? E daí você dá esse indicação que você tá em cima do pleito. Para quê? Para fazer com que todo mundo fique ali te cortejando, esperando que você dê essa indicação e

▶ 00:02:02 sem poder fortalecer demais qualquer nome. Então eles não fizeram isso que eu imaginava. E a segunda coisa, eles meteram o cara puro sangue deles e é justamente o vagabundo, rachador, ladrãozinho do herário público, Flávio Bolsonaro. Não esperava que fosse o Flávio Bolsonar, sinceramente, é o que sobrou, né? É o que sobrou. O Carlos é um oligofrênico, o Eduardo Bolsonaro é um idiota e, enfim, fez aquelas merdas todas lá com os americanos. A Michele Bolsonaro é uma é enfim, não é confich.

▶ 00:02:33 >> Eu ia fazer comentários misógenos aqui, mas eu tô com a Glenda aqui na de operação, na mesa de operação. Não pode, né? Mas Michele é daquele jeito, né? Moça, uma moça, moça boa. Moça boa. >> E aí tem o Flávio, né? >> Boa, né? [risadas] >> Mas assim, tem o Flávio aí meteram lá o Flávio. >> É o o J, ele já falou há algum tempo que seria o Flávio o candidato, se não o candidato ele seria vício. O Jez fazia essa aposta. E aí eu tenho que citar o J porque é alguém >> que as redes do partido missão

▶ 00:03:03 >> OK >> tem que tomar cuidado, não temos candidato ainda. >> Ok, >> ok, ok, ok, ok. >> Ok. Eh, não temos candidato, como muito bem lembrado ninguém, tem só um rapaz que a gente gosta que é o Renan, mas não tem nada a ver. O Renan é só um cara aqui que chega, faz umas lives, tal, carac. Disso agora, >> certo? Mas ele não é, ele não é candidato de nada. Ele não é candidato de nada. O Renan é nosso amigo. >> Nosso amigo >> é nosso amigo. Tem um amigo da amigo. Isso. Tem um cara. O o Renan é o seguinte. O Renan ele é o vocalista da

▶ 00:03:33 banda Limão Rosa. O vocalista da banda Limão Rosa. Por algum motivo, eu não sei se agora vai ficar mais fácil fazer show em Brasília e tal, os Bolsonaros gostam de rock. Por algum motivo ele gostou disso aí. Não sei por, mas ele curtiu. Curtiu. Faz parte. >> OK. Eu [risadas] acho sinceramente que o o Flávio é é realmente a coisa mais lógica que eu esperava do vindo do bolsonarismo, porque é a única coisa que sobrou. E perceba bem, eu duvidava que fosse Tarcísio candidato, >> fosse o Tarcíio sem o Bolsonaro. Ele poderia ser candidato com um Bolsonaro.

▶ 00:04:03 >> Com Bolsonaro, naturalmente. >> Sem o Bolsonaro na chapa não seria, >> mas o jogo ainda não acabou, hein? Não, não acabou o jogo ainda. Eh, mas eu acho que a indicação do do Flávio agora é para colocar uma pressão sobre o centro, sobre o centrão, né? Porque perceba bem, o centrão sem sem Jair não é nada, não tem não não é lege. A aliança em torno do Tarcísio sem eh sem o bolsonarismo não é lege. Eu acho

▶ 00:04:34 que se tentarem retirar da equação Bolsonaro, eh os Bolsonaros, né, família, eles iriam para um racha no no estilo. Vamos lançar o Flávio de qualquer jeito. É, não sei por qual partido conseguiriam fazer isso, mas não duvido que algum partido aceitasse fazer isso. Esse que é o ponto. Eu não duvido que algum partido aceitasse fazer isso, né? Porque se você for ver, eles têm voto. Quem tem voto, >> ó, o pessoal tá dizendo que você é de Naldo Lima, né? >> É, não, eu tô Edinaldizada. >> Ih, rapaz,

▶ 00:05:05 tá, tá começando a pegar uma grana lá em Portugal. É, ainda não. Só tô só do sódio. Holando, olando, olando. >> O edinaldizado. >> E ó, estão dizendo que o Júnior acertou em todas as apostas. >> Sabe que eu acho engraçado é que até agora tudo que o Júnior falou não aconteceu ainda, mas saiu uma manchete. Saiu a manchete, é o suficiente para todo mundo ficar a cada manchete já saiu. >> Não, no no Chando. E saiu, não saiu. >> O qu? Não, não, não, não sei. Isso aí eu também falava, não é meu ponto. A nossa aposta não foi essa. Você não fez essa aposta, então não diga. [risadas] Eh, mas bom, o o a grande questão é que

▶ 00:05:37 não é sódio, é essa câmera. O primeiro ponto, eu estou de por conta da câmera do MBL. Não, não, não, Sim, sim, sim, sim. Você tá magro, pô. >> É, exatamente. [risadas] >> Ele é tão magro quanto o Flávio Bolsonaro honesto. [risadas] >> Nossa, >> você acha que não talvez não seja magro. Mas em relação a a a à questão do Flávio, bom, eu acho que eles iriam el e e eu não vai faltar partido, não vai faltar partido nenhuma federação.

▶ 00:06:08 >> Para caso haja esse racha, eh, acolhê-los, eu acho que não faltará. >> Mas que que você fala o racha o quê? O racho no PL, >> caso o Tarquí e o centro tente retirar PL, >> é, tente retirar eh Bolsonaro, os Bolsonaros da Equção. Valdemar da Costa Neto já fez algum pronunciamento e ele disse o quê? Ele falou que acata a decisão do presidente MC Bolsonaro e está com o Flávio. >> Hum. Interessante. Interessante. Mas assim, aí tem algumas atas alguns cenários que a gente pode estressar um pouco, tentar fazer uma futurologia

▶ 00:06:38 aqui, né? Eh, um dos cenários é a candidatura do Tarcis não está morta. Porque assim, vamos com calma, né? a gente tá falando eh do cara que foi lançado agora e tal, mas a candidat Tarcísio pode, o grupo político que está associado ao Tarcío pode tranquilamente tentar coptar o Flávio para um bloco Tarcío Flávio com o Flávio de vice, porque aí o Tarciso não iria realmente na cabeça, quer dizer, o Tarciso não não ele ele ele não não iria de vice, ele iria na cabeça da chapa. Isso pode

▶ 00:07:08 acontecer, eles podem tentar algo nessa direção. >> Sim. Eh, a depender inclusive da intensidade dos ataques que o Flávio sofra. Esse esse é um caminho possível, né? Não sei. Eu acho que esse é o caminho mais lógico. Não sei o grupo do Tarcis simplesmente abandonar a candidatura do Tarcío, porque o cara colocou o Flávio Bolsonaro. Isso parece tão estranho. >> Não, não acho que vão abandonar agora o Tarcísio. Eu acho que essa decisão do Flávio de ser candidato é para fazer o seguinte. Olha, é vocês terão que

▶ 00:07:38 inevitavelmente negociar conosco, vocês terão que fazer essa negociação, vocês terão que >> ah nos colocar na chapa, não é? >> Sim. >> E o Tarcísio é a a parte mais fraca da negociação. >> É, >> o Tarcísio é a parte mais fraca porque porque perceba bem, eh, Tarcísio por si só não tem voto para para disputar a presidência. >> Não, Tíiso não tem votos. Ele tem voto para ser governador de São Paulo. >> Cab. Exatamente. Cassab sozinho com a máquina do PSD não faz o o presidente. Então tudo depende. E e obviamente nos

▶ 00:08:09 últimos meses eles retiraram completamente os Bolsonaros de qualquer negociação, de qualquer eh acordo, não é? Tudo era feito à revelia do Bolsonaro. Tudo era feito à revelia do bolsonarismo. Pois bem, eh isso é ótimo. Eu acho que continua a ter um grande a grande questão entre eles, que é essa cisão, né? continua a ser hã persistente entre eles. Só que tem uma questão aí que eu acho que vale a pena falar.

▶ 00:08:39 Um Bolsonaro na chapa versus Lula é um grande cenário para uma terceira força. >> Sim, sim, sim. Naturalmente. Por isso que a gente tá feliz, né? Porque o cantor da banda Limão Rosa acha que é bacana isso aí. A gente acha. Vamos, vamos, vamos falar as implicações disso paraa missão, né? Eh, tem basicamente três quadros, três cenários, três contextos possíveis num eleição de 26. Os três são os seguintes. Eu vou mais ou

▶ 00:09:10 menos descrever os prós e os contras de cada um desses contextos. Beleza? Vamos lá. Primeiro contexto possível para 26. Ah, o Flávio fez esse esse ensaio aí. A família Bolsonaro fez esse ensaio, esse ensaio cai e ele vem como vice do Tarcísio ou ele se submete aí a uma força política majoritária que unifica tudo e vira lá o bloco, o blocão Ciro Nogueira, Valdemar, republicanos, Cassabe, todo mundo com um candidato só. Aí você tem um candidato gigantesco na

▶ 00:09:40 direita majoritária, o Lula e um terceiro candidato, mas sem nenhum outro candidato. Não sei, sei lá, se o PSTU lançar a Vera, Lúcia, qualquer pessoa assim. Este cenário, para mim, este que eu tô escrevendo, só tem prós pra missão. É um cenário muito interessante. Não há praticamente nenhum contra, porque aí você tem um discurso que vai ser o discurso eh, pô, pode ser que vai ser o discurso não pode você. Agora, agora eu tô com medo de falar as coisas aqui.

▶ 00:10:10 >> É, você vai ter uma música lá, sei lá, você vai ter uma música Mariana que vai tocar de um jeito muito interessante, as pessoas vão começar a sambar. Mas acho que dá [risadas] para falar, acho que dá para falar o candidato missão. >> Eh, enfim, vai missão vai ter candidato, é um partido. É, é. Pois é, >> nós somos um partido e vai ter, >> vai ter alguém lá que vai se beneficiar com isso. Por quê? Porque aí você tem somente dois blocos e todo mundo que não é alinhado perfeitamente com um desses blocos vai inevitavelmente querer o terceiro bloco. E aí o terceiro bloco se

▶ 00:10:40 torna uma grande força e meio que a gente reedita aquilo que não deu certo quando a gente lançou a campanha na época, o nem Lula nem Bolsonaro. A gente lançou o Nem Lula, nem Bolsonaro, não deu certo porque, enfim, não tivemos candidato para isso. A nossa manifestação não foi grande. Não deu certo, mas a gente pode lançar algo parecido com isso, não com esse slogan, evidentemente, mas a ideia de você tem uma pessoa aqui que encarna a opção nem Lula nem Bolsonaro, nem Lula nem taxízio, nem Lula, nem direito majoritário. Esse é o cenário. A, quais

▶ 00:11:10 são os contras desse cenário? Bom, tem um contra desse cenário, né? Eh, se você tiver nesse bloco majoritário uma força muito grande e por algum motivo, sei lá, espíritos iluminarem a mente de uma figura como Tarcísio, ele passar a ter um discurso mais vigoroso, mais próximo assim da intensidade do tipo de discurso que um candidato da missão teria. Neste caso aí pode ser que haja um certo esvaziamento aí de uma candidatura alternativa. Pode ser que o bloco seja tão forte que atraia quase como se fosse

▶ 00:11:41 uma força da gravidade para si, sabe? Puxando para si. Pode ser que isso aconteça. É, é, é um contra, mas eu acho um contra improvável, francamente. Eu acho que tem muito pró nesse cenário e muito pouco contra. Segundo cenário, segundo cenário. Cenário em que sai Flávio Bolsonaro, eh, o Lula e mais alguns candidatos de direita aí, o Caiado, Ratinho, sabe se lá quem. Neste candidato, quais são os pró nesse cenário, quais são os prós? O primeiro pro é debate com Flávio Bolsonaro, possibilidade de você meter o dedo na cara do rachador, possibilidade de você

▶ 00:12:12 ir para um confronto direto, para uma dividida de bola com um Bolsonaro. Ou seja, nada de dividida de bola com Tarcísio, com Zema, com car, não. Dividida de bola com o Bolsonaro. Isto é poderoso. Por quê? Porque nos últimos 5 anos, né? mais de 5 anos, na verdade, mas mais de 5 anos. Nos últimos anos da história do MBL, nós fomos a grande oposição direita contra o Bolsonaro, a única oposição de direita existente contra o Bolsonaro. O que significa que nós temos todos os argumentos, toda a

▶ 00:12:43 força discursiva, toda a legitimidade, todo o estilo, todo o estilo forjado para entrar numa dividida contra um Bolsonaro, colocar o dedo na cara de um Bolsonaro e dizer: "Ó, você é um rachador, você é um ladrão, você é um vagabundo, seu pai fez isso, aquilo, aquilo, aquil". E aí assim, você pode partir para cima de uma forma muito agressiva, que é depender do resultado disso sobre o seu adversário, se ele ficar quado e tal, você tem ganhos retóricos aí muito significativos. Então, eh, a eleição se torna também, também tem o detalhe sobre a eleição,

▶ 00:13:13 que eu acho que a nossa eleição já vai ser uma eleição intensa, ela se torna ainda mais intensa, o que significa que toda militância que vai trabalhar pra gente vai querer trabalhar em dobro, que as pessoas vão vir com muita intensidade, porque tem essa coisa de vamos chegar na desforra do Bolsonaro, vamos fazer alguma coisa contra esse canalha que tanto nos prejudicou e que prejudicou a direita nos últimos anos. Então, esse é o pró desse cenário, mas tem um contra esse cenário, tem um contra. Qual é o contra desse cenário? você tem muitas candidaturas, isso pulveriza um pouco o meio de campo e daí

▶ 00:13:43 a diferença específica do que você tá fazendo às vezes se dilui no meio de vários candidatos. Eu acho que a noção da concentração de votos em um fiel da balança, que seja o único terceiro, que seja a única terceira opção, desaparece. Eh, essa mecânica da concentração de votos exclusiva no candidato à missão meio que vai se diluindo, né? Então, aí você não teria uma concentração tão fácil. Eh, e isso é um problema. Então, há há um problema nesse nesse terceiro cenário. E você tem um quarto cenário.

▶ 00:14:14 Qual é o quarto cenário? O quarto cenário é um cenário eh completamente dividido e sem um Bolsonaro lá. Então, Flávio desistiu, Flávio virou vice, mas tá dividido, os governadores estão vindo, o bloco Tarcis é um bloco incerto, frágil, não conseguiu montar a coisa, tá tudo pulverizado. Aí eu acho que é ruim. Eu acho que é ruim, porque aí você não tem a vantagem discursiva do Bolsonaro, você tem pulverização muito forte, você acaba ficando meio entre todos. Evidentemente que é possível

▶ 00:14:45 contornar essas dificuldades. Vai depender muito de uma coisa que a gente não tem o controle, que é a onda ser gerada. Isso é muito difícil de você dizer que você vai ter o controle, porque eu sei, por exemplo, que o Renan consegue, quando ele faz as lives aqui, obter uma conexão muito forte eh com o público. A gente tem, né, ele tem essa conexão com o público, mas eh pro prção brasileira, não sei como seria essa conexão. Então você tem uma certa dificuldade aí de estimar o que seria

▶ 00:15:17 isso aí. Eh, e é, e esse já é um cenário mais difícil. >> Posso falar um pouquinho em relação à imagem do Renan, >> por favor? Porque assim, ó, o Renan, eu acho que realmente ele é o último nível do funil, né? Tu conhece antes o Kinho, tu conhece o Artur e tal. Primeira vez que eu vi ele funil é Orlando. >> É, não, realmente, aí complicado de fato, [risadas] mas a primeira vez que eu vi ele, eu senti até um pouco de desgosto, assim, eu não sei explicar, me causa um pouco de incômodo, sabe? Eu não senti conexão, eu não tive vontade de

▶ 00:15:47 continuar consumindo, mas eu acho que o potencial do Renan reside justamente na medida da intimidade gradativa que ele vai conquistando com você, entendeu? Porque no início não é uma pessoa muito carismática. Eu acredito que o poder dele especificamente gira em torno da medida de exposição, entendeu? Exposição é muito importante. >> Então vamos lá. Isso pode ser feito. E isto será feito. Isso será feito no quê?

▶ 00:16:19 Será feito na A gente tá falando alguma coisa que não pode falar. >> Era para você tá aqui na hora que o cara tava spamando [risadas] aqui no chat. Tô com medo aqui de do que >> é, mas você demorou um ano para chegar. >> É bom. É, >> pode falar com medo jurídico e não sei o quê. [risadas] P complicado fazer uma live sobre esse assunto poder falar as coisas. Mas assim, o que o que que a gente vai criar? A gente vai criar um arco. A gente vai criar um arco heróico que está para ser feito. E esse arco heróico se chama a o cantor da Limão

▶ 00:16:49 Rosa, passeando e fazendo coisas aí por várias cidades do Brasil. e e essa essa abordagem presencial que a gente quer ter é um diferencial que assim isso vai ser assim fundamental e dá para amarrar de uma tal maneira a a a o o o a junção aí é o seguinte, é você faz os vídeos direcionados à cidade, aí você mete o pau em tudo que tá de ruim na Opa tudo que tá de ruim na cidade. E aí você chega com o pessoal depois e o cara

▶ 00:17:19 chega lá e faz o seu show. >> Sim, sim. É isso. É, é a forma patrimonialista de você conseguir eh entregar, bom, entregar novos eh novos incentivos, não é? Agora assim, voltando à questão da da eleição em si, o candidato da missão, ele parte de um ponto que eu acho interessantíssimo, que é um ponto desinteressado. Eh, você chegar em uma eleição como a eleição do ano que vem e você chegar desinteressado, ou seja, você tem pouco

▶ 00:17:49 a perder, você tem você tem muito a ganhar, mas você tem pouco a perder, enquanto todos os lados que vão disputar com você tem muito a perder. O bolsonarismo tem muita coisa a perder, >> né? uma derrota na eleição do ano que vem e a depender do resultado, porque se for um grande resultado é uma coisa, um resultado abaixo do do anterior significa uma grande derrota para eles. E eu acredito que eles vão ter um resultado muito abaixo do anterior. Então, eh eles têm muito a perder no

▶ 00:18:19 próximo ano. O regime eh tem muito a perder no próximo ano, porque eles têm um último. Quem é o candidato o o o único candidato possível do regime? São na verdade tem dois, né? O regime político brasileiro tem dois candidatos. Um se chama Luís Inácio Lula da Silva, o segundo se chama Tarcísio Gomes de Freitas. >> Freitas. >> São os dois candidatos do regime político brasileiro. Eh, novamente é o bolsonarismo ali cria uma um problema

▶ 00:18:49 para uma dessas cartas, mas libera o campo para o outro. A o candidato do da missão é que cria o cenário improvável. E nessa indefinição que está dada, você só você chega com o horizonte completamente aberto. Eh, e perceba bem, eu não tenho dúvida, eu tenho assim, talvez eu esteja sendo muito otimista até, mas eu não tenho dúvida de que eh a situação que está dada hoje para a missão, estamos diante de um de uma tempestade

▶ 00:19:19 perfeita que vai se formando. Isso é, nós temos um público, a nossa parcela de público é muito engajada. Uhum. >> É uma parcela de pô muito engajada que tem capacidade para fazer para influenciar seu seu núcleo familiar. É uma, você ainda tem dentro dessa parcela que você já pontua uma grande massa que ainda pode decidir votar, não é? Eh, entre homens, na última pesquisa,

▶ 00:19:50 Renan já está apontando 5% entre homens. >> Uhum. O nosso nosso problema ainda é o público feminino, mas acho que isso consegue conseguirá ser superado. >> Isso aí eu vou resolver para você. >> Pronto. >> Opa, >> chegando. Cheg a cavalaria cheg missão. Tá. >> É, é, [risadas] eu, eu acredito que vamos conseguir, eu acredito que vamos conseguir superar esse problema em relação a ao público feminino. Eh, mas perceba, 5% entre homens é algo espetacular.

▶ 00:20:21 >> Uhum. É, é algo que não não não pensávamos isso. Há um candidato presidencial nosso por sangue em pouco tempo, né? >> É, sem fazer pré-campanha, sem nada, >> sem fazer pré-campanha nem nada. >> Horrorosos. >> É, tem nada acontecendo, pô. >> Acontecendo. Só ele tá fazendo live, não tem, não tem nada demais. E entrevistas e tal. >> Sim. Então, antes da pré-campanha agora, claro, para vocês que quiserem ajudar a contribuir, por favor, isso aqui, ó, livroamarelo. Compre o livroamarelo,

▶ 00:20:51 livroamarelo.com. Eh, entre no site e compre livro amarelo, porque é essencial para o financiamento da campanha do ano que vem. Caramba. >> Então, eu fiquei sabendo que dá para falar pré-campanha do Renan. Pode. >> Quem falou? >> Eu fiquei sabendo. Ah, aí é uma pessoa que não sabe absolutamente nada. O filósofo é Larinho, [risadas] >> meu vizinho. Ele leu um livro sobre políticas públicas baseado em evidência. A evidência

▶ 00:21:21 pode falar isso. Vamos, vamos seguir. Vamos seguir o rumo. Fala candidato da missão. [risadas] >> Mas gente, chega dois baianos aqui, destrói. >> Pronto. Partida impugnada porque [risadas] >> a campanha nem acontece, >> nem acontece. Caramba, esse esse livro aqui é tão bom. Olha o que eu abro aqui, ó. >> Brix o império japonítico de Pequim. Aí eu fui ver. Nossa, que coisa maravilhosa. >> Que coisa boa. Quem quem escreveu, né? >> Quem escreveu isso aqui? Não sei. [risadas] >> Ah, caramba. >> Olha aí. Olha aí. >> É lá. [risadas]

▶ 00:21:51 Mas é isso. É, comprem livro livro amarelo para financiar a campanha da missão no próximo ano. Eu acho que é o único partido até hoje no Brasil que foi financiado por venda de livros, né? Não conheço outro. >> É financiado pela venda de livros. É, >> é algo incrível. >> Eh, e eu achei incrível quando vão falar bem assim: "Ah, o fulano doou milhões e milhões pr pra missão". Não, >> [ __ ] Bom, bom, bom você me lembrar, cara. Eu eu, nossa, eu tenho um podcast gravado com os três irmãos. Eu preciso pegar um um box desse aí para levar, pros gordinhos. >> Vai hoje? >> Não, não, não. Domingo.

▶ 00:22:21 >> Ah, domingo. Vai ser gravado ou vai ser ao vivo, >> cara? Eu nem sei. Acho que é ao vivo. Domingo é ao vivo. É, certeza. >> Vou confirmar com o cara lá. É, de manhã é um horário horroroso. >> Não, é horrível. Pra baiana. >> É [risadas] um horário >> 11 da manhã. Se di acordar a mim é de madrugada, tá? É de madrugada, >> né? Não é 10, parece. É, é, tem uma um horário, um horário inclemente. É um horário triste, >> incl. Inclemente, mas eu vou levar lá o livro amarelo. Vou ficar com essa, com

▶ 00:22:52 essa tarefa, né, de levar a palavra do livro amarelo para todos os lugares que eu for. >> Não, a assinatura do livro amarelo não vai acabar assim. Você pode assinar. Tá com preguiça. Eu tô, cara, pregui, tô batido, tô melancólico, tô tô tô mal, tô mal, muito mal. >> Culpa sua, Ricardo Almeida. que me deixa feliz é a glória da missão. >> Ricardo Almeida só problemas para ele mesmo. Você faz de vítima. >> É, eu sou a vítima das pessoas. Sou vítima. >> Tu arruma problema para si mesmo.

▶ 00:23:22 >> O mais engraçado é que a pessoa mais preguiçosa da live não são não são os dois baianos, mas o parana. O o parana. >> É verdade. Paranaense >> que está que desistiu de operar live >> e está ali. >> Meu Deus do céu. [risadas] Vocês não estão vendo isso aí. O Junito, ele está jogado no chão, parecendo um mendigo com a barriga gorda dele de fora. Tá, tá uma [risadas] coisa essa barriga aí. Para com essa deporável >> não tira. Ah, você não tava com a

▶ 00:23:54 barriga de agora ele ele se cobriu. >> Escondeu a barriguinha. >> Voltei com os gringos aí. >> Uma barriguinha charmosa, né, gente? É uma barriguinha. >> É, é um mendigo no chão, >> cara. Não, assim, vamos dar uma agora uma viajada aqui. Saiu disso de de Flávio Bolsonaro que é chato demais >> falar de Flávio Bolsonaro. [ __ ] merda. >> Po, pode jogar o que você quiser. Joga na mesa. >> Vamos jogar na mesa, cara. Eh, o os gringos quando vieram aqui, eles ficaram impressionados com a questão do partido, não é? Eh, tanto com a com a forma de de montagem do partido, porque parece ter

▶ 00:24:25 sido uma forma muito inovadora, toda a capacitação da para isso e o recorte geracional feito hoje. Não falam tanto, não são eles que estavam falando tanto do recorte geracional, porque eles não tinham visto isso. >> Exatamente. É porque é fácil você falar sobre certas coisas. >> Só que quando você vê acontecer, >> o partido republicano não é um partido que tem corte geracional, né? Um partido que existe há mais de 100 anos, >> 100 anos e que continua a ser governado por muitos velhos. velhos, >> é, não atua o presidente, ou seja, Donald Trump, que é que é um velho

▶ 00:24:55 velho. É. >> Eh, e mas qual Vamos vamos pensar aqui agora sobre alguns partidos que podem se encaixar no mesmo caso do do Imbé no mundo. Tem um que eu vejo, >> não conheço, >> parecido que é o Nuevas ideias. >> Ah, é como é que é? >> De Salvador. O de Bukell. >> Ah, o do Bukell. O Buquell. É verdade. É >> o do Buquell. É claro que a forma de ser feita, etc., é completamente diversa e diferente do da nossa, mas eu acho que ele tem um recorte muito parecido com o nosso no sentido geracional. >> Uhum. >> São os millennials e a geração Z e do

▶ 00:25:25 país que foram sua base eleitoral de início e que mantém-se com ele, né? >> Uhum. Uhum. Então eu acho que é um caso. Ah, tem também agora o caso japonês. Bom, bom, esqueci o nome do partido que que é agora da que tem um partido lá que é um partido jovem >> que também tem um um recorte geracional. Saneito. Muito bem. >> Sansito. >> Eh, que também tem esse esse recorte tanto geracional quanto quanto com as

▶ 00:25:55 pautas, não é? Eh, então eu acho que são esses dois casos, porque perceba bem, o Vox na Espanha não é >> não é >> você acredita muito, né, na transformação da sociedade pela nova geração? >> Não, pior que eu não acredito pela nova geração. Não >> também, eu não tô ligando muito para essa nova geração. Essa nova geração tá sendo muito, a pessoa tá puxando muito saco desses jovens aí. Você não tens ainda, né? Eu não fizer nada ainda. >> Esse esse pessoalzinho aí fica ai não sei o que é moda. Ai eu vou acreditar não sei o quê porque isso aqui é culo.

▶ 00:26:25 >> Ai porque não sei o qu. Vai se [ __ ] Nem sabe se virar sozinha. >> Pronto. Vamos atacar toda a nossa base eleitoral. É [risadas] isso que a gente gosta de fazer. >> Uh. O negócio é esse aqui. MBL. Vocês não estão com nada. Eu eu não acredito que a que a que a reforma da sociedade etc veia tô mostrando as capas do livro amarelo. É isso que eu tô fazendo. [risadas] >> Eh, eu não acredito que seja por conta da idade, etc. que vai vai fazer esse

▶ 00:26:55 tipo de mudança. Eh, eu novamente vou vou fazer aqui o o [risadas] pegar emprestado do do Júlio Júlio Zévola, a ideia da do espírito ah do espírito bioló, desculpa, a juventude biológica e a juventude espiritual, não é? Eh, o qual o problema? Eu acho que o Brasil ficou durante muito tempo envelhecido à direita e à esquerda, principalmente por conta da questão de estarmos com as ideias, independente da da idade da da pessoa, a estão presas nas ideias dos

▶ 00:27:26 anos 60, principalmente. >> Hum. >> Maio de 68 para a esquerda e 64 e março de 64 para a direita >> são as ideias que basicamente calcificaram a mente dessas pessoas, não é? Isso, isso, isso eu concordo plenamente. >> E eu acredito que estamos passando de algum modo por um recorte geracional no espírito, não sentido biológico, né, >> mas no sentido eh do espírito. Por quê? Você pode perceber, o bolsonarismo continua preso das expressões lógicas. >> Não, o o bolsonarismo é uma expressão de

▶ 00:27:56 da nostalgia de 1964. real é intervenção militar, é militarização daquele jeito. Ah, na época da ditadura era seguro, é, é, é aquilo ali. E a esquerda é 60, luta contra a ditadura, diretas já que foi, enfim, depois, mas é aquele negócio bel festivais, Geraldo Vandré, não falei das flores, blá blá, pois ninguém aguenta mais essa esse negócio. Grande, grande símbolo de liberdade para essas pessoas. O stock é renov essa a ideia de grande

▶ 00:28:28 liberdade ficou feliz ali. >> Eu gosto, eu gosto. É legal jal, mas já foi, né? [risadas] Pessoas que estavam em stock transando, hoje elas são idosas ou mortas. Então assim, já acabou. >> Agora o negócio é inteligência artificial, ser uma robótica alienígena. É isso. Essa é a nova era. >> Sim. É isso mesmo. [risadas] >> Prefiro o de stock. >> Eu acho que eu vou voltar para o stock. >> Colocar o implante de neuralink que é

▶ 00:28:58 esse meu futuro. >> Essas coisas meor é o Ricardo já não gosta. Mas esse é o futuro. Ricardo. Aceite. Sua amiga vai ser uma cborg. Aceite. >> Que coisa nojenta. >> É. Nossa, é interessante essa tua palavra. >> É, >> tem um aspecto moral bem interessante. Gostei. >> Tem qualquer coisa que envolva robô. Eu acho repulsivo. Eu não gosto de lidar com, >> sabe com que eu sinto isso um pouco. >> Eu faço pouquíssimas consultas ao chat GPT, coisas muito específicas assim. De resto, eu acho que é uma coisa repulsiva, só uma barata que você dedo. >> Entendo. Eu sinto isso quando se tratam

▶ 00:29:30 de clones. Eu lembro quando eu assisti um filme em que eu vi uma mulher sendo substituída por um clone dela e aquilo senti como repugnante. Eu entendo esse teu nojo moral em relação a isso. Eu entendo. Curioso. >> Qual? Como é, rapaz? Você viu? Você ficou com nojumo. >> Eu senti repugnância quando eu vi um filme sobre uma mulher que havia sido substituída por um clone dela mesmo. É óbvio que a feminista ia ficar muito sentida e sentir nojo quando uma mulher foi substituída por um sai daí. Para de militar para cima de mim.

▶ 00:30:02 A ideia do Orlando é substituir todos os [risadas] sai daí Orlando. É porque é o incelho né? Tu não transa, [risadas] tu não transa. É por isso >> tivesse um cor e sei o que brincadeira. [risadas] Mas falou o cara que [risadas] >> falou o cara que come fantas. >> A outra vai fala. Olha, >> mas eh >> são seres que existem no mundo preternatural, viu? >> É verdade.

▶ 00:30:32 >> Cara, eu tenho eu tenho sinceramente um um ponto assim, >> eu não deveria ter contado essa história dia. >> Você não acredita que, por exemplo, a gente tem que ah pensar agora a gente tá chegando em um mundo que sem dúvida nenhuma, você não deveria ter >> temos estamos chegando em um mundo que agora sem dúvida nenhuma, você vai ter a inteligência artificial, tran humanismo, etc. Estamos chegando nisso. Até que ponto até que ponto vamos conseguir ser um eh eh vamos conseguir não entrar no

▶ 00:31:02 vórtex da inteligência artificial, etc. Cair nesse vórtex e ficar para trás a ponto de sermos, ah, simplesmente, sei lá, escravizados. Vai ficar É isso aí que vai acontecer. É isso aí que vai acontecer. >> E se fizermos um pick your baby brast? Não, não, não, [risadas] não. Eu não falo que a gente vai ser escravizado pela inteligência artificial. Eu eu acho que esses cenários >> não não pela não não pela IA, mas eu achoizado acompanhar. É, mas é isso mesmo. >> Até porque eu acredito na tese do tecnofeudalismo, tá?

▶ 00:31:33 >> Eu acho que vai chegar em um ponto em que, primeiro nossa nossa vida está de tal modo com todos os dados presos em servidores e por aí vai, que você não tem mais nada físico, né? >> Hum. que vai chegar um ponto em que você vai eh simplesmente pagar para algo para poder acessar tudo. Então você vai ter a Microsoft vai ser dona da sua casa e você vai pagar diretamente posição pessoal em relação a todo esse debate é mais radical do que a posição dos comunistas. Eu acho que precisa haver um

▶ 00:32:07 uma frente Não, não, não, não, não. O o que o que precisa existir e isso isso deveria partir da direita, porque eu acho que a esquerda também não vai conseguir fazer, mas a direita também não quer. Mas o que deveria existir é um movimento de massa, das massas contra as elites que comandam o mundo para tentar forçar as elites a repartir esse poder político, etc, etc. Isso é que tinha que acontecer. Então, então eu não consigo, não, não acho

▶ 00:32:37 >> não, não vai acontecer. Eu acho que eu acho que não é desejável. >> É, não, é claro que é desejável. Eu acho que não. Eu vou te dizer porque que eu acho que não é desejável uma coisa dessa. >> Eh, eu acredito que o ponto é uma revolta das massas contra esse tipo de elite, apenas para que você faça a repartição, é, é a destruição do do ímpeto ah de ruptura que estamos agora. >> Hum. >> Eu acho que estamos caminhando para um momento >> ruptura com quê? de com toda com as

▶ 00:33:08 formas políticas, ruptura, com as formas para onde a gente não sabia ainda. >> Ah, mas mas essa é a questão, né? >> Mas aí que tá, eu acho que é pior se ficarmos com o poder repartido. Comp é um momento em que essas massas não podem, >> não é um lumpen. Eu tô falando de toda a classe média, de todo mundo. Todo mundo é massa aqui, pô. A gente é massa aqui também, pô. >> Então, mas eu que eu acredito que >> quem quem somos nós perto de um cara como San Altman. Não, é um bilionário. Ele detém os dados de quem ele quiser, ele faz o que ele quiser. A a real é o

▶ 00:33:39 seguinte, >> você tem elites econômicas, financeiras e tecnológicas extremamente poderosas, que dão as cartas mesmo em relação à política global. Esses caras são extremamente influentes. E veja, eles sempre tiveram, você poer, ah, mas eles sempre exigiram, OK? Mas durante assim, boa parte da, digamos assim, da da modernidade, você teve isso aí, mas você tinha ao por outro lado movimentos dos trabalhadores muito poderosos, sindicatos, pressão,

▶ 00:34:11 revolucionários. Os caras fizeram a revolução da Rússia para, então você movimentos de massa, de direita, etc. Eh, você tinha uma pressão que vinha, digamos assim, debaixo pressionando os estados superiores da sociedade, que fazia com que você tivesse uma série de mediações, tanto mediações políticas no sentido de você aumentar a participação política das pessoas. Então você teve sufragem universal, você tem uma série de coisas me adiando politicamente, eu sei que você não gosta, mas eu vou lhe

▶ 00:34:41 vender. Você teve isso, você teve também a questão das mediações econômicas, você teve a as mediações do mundo trabalho, tudo isso aconteceu. Que que ocorre quando essa força vinda de baixo para cima, que que atravessou o século XIX, passou o século XX e chegou ali na segunda metade do século XX, começou a enfraquecer nitidamente e hoje é muito frágil, você teve um descolamento de força das elites de tal maneira que as elites de hoje são mais

▶ 00:35:12 poderosas sobre diversas do que as elites dos anos 40, 30, 20, 10, dos final do século X. E isso está errado. Isso, isso, iso, mas eu vou fazer. >> Isso esmaga todo o mundo que não está nesse estrato. Isso é isso é ruim. >> Eu só quero fazer aqui uma antes de você, só queria falar uma coisa. É porque então eu acho que essa forma política que está dada hoje, inclusive sobre a a perspectiva liberal de igualdade, etc., ceros direitos eh

▶ 00:35:42 inatos. Isso isso está perto de ser superado, porque isso é inorgânico e e insustentável a longo prazo. E eu acredito que se há uma forma que é uma forma econômica e de organização social que acabará por ter uma espécie de retorno, mas em um período tecatamente feudalismo, >> po ser terrível >> e um mas em um sentido muito específico que é a o o pagamento em troca de proteção, segurança, etc. tecnologia, elas estarão diretamente ligadas com a capacidade soberana e a capacidade militar. Eh, e é um mundo em

▶ 00:36:15 transição através da guerra. Isso é terrível. Veja, Orlando, que porventura aconteça isso aí, talvez se o diagnóstico seja correto. O que eu estou valorando é normativamente o diagnóstico. Eu estou dizendo que esse cenário me parece um cenário trágico, >> porque veja isto seg o que que é o feudalismo? O feudalismo é um sistema no qual o mando ele era muito direto, muito direto. E beleza, e havia no feudalismo outras questões aí em torno da religião, tal. Um tecnofeudalismo é um é é um

▶ 00:36:46 feudalismo sem a religião, né? É um feudalismo da do arbítrio direto, mais puro e mais cru. E assim, a ideia de você pagar para ser protegido por empresas que podem eventualmente colocar um drone e te matar na sua casa, isto é uma coisa bizarra. Então assim, se esse é o futuro, a gente tem que se opor ao futuro. >> Ó, eu só vou fazer uma contribuição aqui em relação ao que o Ricardo falou. tá dizer que eu surtei >> rapidinho. Eu concordo [risadas] com ele

▶ 00:37:16 porque assim, ó, veja bem, >> o Orlando ele gosta de fazer essas apelações >> de que a ordem liberal ela é inorgânica, artificial, portanto é impossível de se manter ao longo do tempo. Mas veja só, o que nós estamos construindo agora é justamente algo que é mais aberrativo ainda na ordem humana, que é justamente uma relação direta do chefe com um povo e uma comunidade que tem o poder de dissuadir e depor o chefe. No futuro nós não teremos. >> Pois é. nós continuarmos, se nós continuarmos em direção, não há sistema

▶ 00:37:47 de incentivo para barganha de força. [risadas] Agora que o debate é bom, vamos que a gente continue. Não importa rápida, já vai encerrar, vai encerrar, vai encerrar só para falar, poder falar isso. Eu discordo primeiro porque há alguns pontos que é a a dispersão do conhecimento, a capacidade inclusive hoje já há. Eh, se você for ver, e isso é algo que o próprio Mark Anderson fala, você tem uma concentração menor nas formas tecnológicas de poder do que na forma industrial. A forma industrial

▶ 00:38:18 concentrava mais recursos e concentrava e concentrava mais poder do que parece. >> Tu não vai conseguir barganhar com quem tem drones e robôs béicos. Hoje você já consegue, filha, entenda hoje isso, mas hoje a forma de dispersão hoje a forma de dispersão desse desse desses aparatos técnicos, como drones, como armas, etc, já é superior ao que era antes. A inclusive no começo do >> Você não vai falar no meu microfone não. [risadas] Aqui mulher não fala aqui. >> Eu não quero tecnofeudalismo, mas eu quero o feudalismo.

▶ 00:38:48 >> No início da ordem, >> só tecnologia. No início da no início da ordem eh da chamada ordem liberal global, que é esse período após a Segunda Guerra, você tinha muito mais concentração de armas, você tinha mais concentração de poder, inclusive mais concentração no sentido econômico nessas elites industriais do que você tem hoje. Hoje nas elites econômicas, através da tecnologia, o poder de concentração é menor. E isso são diversas pesquisas que demonstram. O próprio Mark Anderson, ele trabalha com

▶ 00:39:19 essa ideia de se de R$ 100 produzidos pelo tecnologia, apenas R$ 2 fic ficam concentrados na mão do do >> mulher silêncio. >> Mulher, silêncio. [risadas] >> Silêncio. >> Fala que hoje em dia as pessoas tem. >> Se tu for mostrar para um adolescente, usa esse computador aqui para fazer um texto, ele não sabe mexer. As pessoas têm acesso, mas elas não têm mais o domínio técnico. Tanto servir para nada. >> Silêncio. >> Sai daí. Sai daí. Vamos. Restaurar o feudalismo, só que sem a tecnologia, só isso aqui

▶ 00:39:49 >> aqui. >> Bom, é isso, senhores. Até mais. Estamos expulsando. Foi divertido. Live daqui a pouco, tá? Com Orlando e Visoto só para avisar. >> Eu não tô ligando não. >> Valeu. >> Por quê? Por quê? >> Tô brincando, pô. >> Abraço. Só uma palavra batada, né? >> Pô, precisa limpar aqui. O outro não pegou nada. Vai, mas vai melar o