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RENAN VISITA BATALHÃO DO BOPE | Rio de Janeiro
Renan Santos · 06/04/2026 · 60 min · Renan Santos
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▶ 00:00:00 Aqui tava no filme Tropa de Elite 2. Ess essa >> é essa cenário aqui é o da Tropa de Elite. A PM do Rio só formou três aqui ó. 1 2 3. É, tem um da FAB e é um inspetor. E se formaram cinco, começaram 50, formou 10%. >> [ __ ] >> tem cara que sai, quando ele bota o peso da mochila para botar nas costas, ele desiste. A gente até tem uma uma mística que fala: "Saiu no peso da mochila". E esse aqui é o caveira número um. Foi assassinado na porta de casa.
▶ 00:00:36 Fala pessoal, estamos aqui no Rio de Janeiro indo para o BOP, sede do BOPE ali. Vamos, vamos visitar uma comunidade ali com eles que eles dominaram e botaram lei e ordem. É isto. >> Fala galera, estamos basicamente aqui na sede do golpe, entendeu? Aliás, bem louca a sede do golpe aqui. >> [ __ ] espaço legal, bonito. E mano, tem uma caveira gigante. Caveira aí. >> Sé aqui. É o seguinte, por exemplo, o COESP
▶ 00:01:07 de 2000 de 78, que foi o primeiro. Então, todos os alunos que iniciam iniciam 40, 50 alunos e aí vai ficando pelo caminho. No final se formam 5, 6, 7, como o senhor vai ver no quadro dos formandos lá dentro. E aí os que ficam pelo caminho são os fracos. [risadas] >> [ __ ] >> Aqui já. E aí é uma cruz. Quando você pede para ir embora, você bate um sino. O sino não tá aqui. Você bate o sino e crava a tua cruz como um fraco ali e vai embora. E aí tu vem resgatar. Eu fui
▶ 00:01:39 resgatar quatro vezes lá minha cruz. [risadas] >> Aqui foi o primeiro blindado. Esse aqui foi o primeiro blindado. Chegou em 2000. Foi quando nós estávamos aqui. Nós inauguramos. que o blindado veio porque na época ele veio para transformar. Então nos deu a possibilidade de em vez da gente ficar tomando tiro, da gente repelir, da gente socorrer as pessoas ao mesmo tempo, os feridos, aquilo, e nos deu uma nova formação tática no terreno. >> Isso possibilitou o quê? Uma garantia. Oh, Marcelo Corbage,
▶ 00:02:10 meu amigo, >> seja bem-vindo aí. >> Tudo bem? >> Tudo bom? Prazer, Renazer. Tudo bem? Esse aqui é o nosso comandante do meu turno, graças a Deus, não ficamos ali, entendeu? >> Ah, [risadas] >> do meu turno. E ele é caveira dupla, ele é caveira da PM e da Marinha, >> [ __ ] >> Ele não gostou numa vez, ele foi lá fez que eu casei com mulher brabaito. [risadas] >> Fica à vontade aí. Preparei um café lá depois pra gente tomar lá na
▶ 00:02:40 >> Tá bom, tá bom. Eu tô dando um briefe aqui inicial pra gente mostrar para ele aí tudo você. Fica à vontade. >> Então esse esse esse blindado, presidente, é importantíssimo por ele foi um divisor de águas para todo o Brasil. Então, todas as forças policiais hoje tem carros blindados novos, modernos, graças a exatamente esse primeiro canamback aqui que a gente teve e nos salvou muito. >> Que o que era tipo um era um carro forte adaptado. >> Era um carro forte adaptado que começou numa engenhoca e hoje você tem carros aí no mundo todo. Todos os exércos e as
▶ 00:03:11 forças policiais no mundo tem hoje o seu blindado. >> E nós começamos aqui dessa forma com esse ali. E aí os as comissões de direitos humanos, os pissóis da vida, aí eles combateram muito. E qual o argumento deles combater um carro? >> Logicamente que você passou a ter força para encarar os caras. Aí os caras começaram também a cair. >> Uhum. >> Aí começou a ter uma aberração. É porque ele causa isso, causa aquilo. Só que o tiro batia no carro e voltava nas pessoas e feria as pessoas. E nós contamos mais de 2000
▶ 00:03:41 perfurações nesse carro >> para dizer, olha, foram 2000 policiais que poderiam ter sido baleado, feridos e aí começou a se desconstruir a narrativa deles. Então demorou muito tempo, demorou uns 10 anos pra gente desconstruir, só para você ter ideia do quanto aqui a gente transforma. Outra coisa importante aqui, >> então foi inovação isso aqui. >> Sim, isso aqui é inovação. Foi a primeira no no Brasil foi uma das primeiras. Outra coisa importante aqui, aqui é a unidade de socorro operacional. Isso aqui é o cara inicia a operação de
▶ 00:04:12 treinamento dele aqui. Primeiro socorrismo. Ele não inicia aqui sem ter o o start inicial do primeiro socorro. Ele começa por aqui, aqui que ele inicia. E isso é é uma doutrina mundial a nível de operações especiais. Você não começa nenhum treinamento, nenhum, nenhuma formação de operações especiais sem ter antes do primeiro socorrismo. >> É básico. É como senor chama matéria um do treinamento. >> É a matéria número um. Depois o senhor vai ver lá embaixo. Se você ouviu, vai e vença, >> pare, pap, né? Tem toda uma doutrina.
▶ 00:04:43 >> É uma cultura interna, né? >> A cultura interna nossa. E ela é ela é junto com a formação. Então o cara ele é formado psicologicamente, fisicamente e tecnicamente, espiritualmente, porque ele tem que estar sentindo, ele tem que ter um soldado pertencimento, >> não, ele tem um pertencimento. Então o cara que tá aqui hoje, >> nós lutamos muito na época com o governo garotinho, quase nos rebelamos por quê? Uma gratificação. Hoje o cara que tá
▶ 00:05:13 aqui, ele ganha uma gratificação especial. Então, falando de soldado básico, ele tem 5.000 de salário mais 3.000 de gratificação, mais o rast que ele faz, ele chega a 12, onde você arruma um salário de R$ 12.000 para início de carreira. É um cara mestrado, um doutorado, então isso já é um pertencimento a ele. Então quando você fala e ir tirar ele daqui, ele chora. >> Hum. >> Mas ele, então você tem o quê? Você tem um baixíssimo nível de desvio de conduta e de erro. >> Uhum. É isso.
▶ 00:05:43 >> É, você tá tratando o cara como um batalhão de elite mesmo. >> E a senhor vai ver a cozinha, a comida, tudo é gestão e tudo aqui gira em torno da instrução. Tudo bem? >> Tudo bom? >> Aqui tudo gira em torno da instrução. Esse aqui é meu xá, presidente. Isso aqui é o Busnelinho. Vulgo Busnelinho. >> Vulgo Buznelinho. >> Eu sou o Busnelo. Ele é o Buznelinho. >> Busnelinho. Famoso Buznelinho. >> Tudo bem 03? Como é que você tá? Tudo bom, Renan? Prazer.
▶ 00:06:13 >> Você tem o cara, então você tem que decorar essa oração, você tem que orar essa oração, você tem que dominar. E se você não cultuar isso de manhã na formatura, as pessoas sentem falta e isso é um desrespeito. A gente lá em São Paulo, >> ó. Rota São Paulo aqui, São Paulo. >> Tudo bom? >> Como é que tá? Prazer, Renan. >> Esse é o curso de operações especiais e esse aqui é o curso de ações estático. >> Qual a diferença? Aqui é um módulo de 6 meses completão. Então você pega patrulha rural, urbano, explosivo, tal, tal. Esse aqui é uma
▶ 00:06:43 coisa rápida, 45 dias que é para você nivelar o cara, >> tá? Tá, tá. >> Você nivela o cara, >> você pega um cara que eventualmente ele é um soldado >> da tropa normal lá fora, aí você abre, abre o curso para ele, ele vem, ele tem que ter um preparo físico, psicológico, tal, tal, e ele é submetido à pressão total. Só que é uma pressão muito mais eh super aguda. Por quê? Porque você tem que testar o cara o máximo. >> Então você vai correr com o cara 12 horas. V ver v cara resiste. Você não quer que ele corra 12 horas, ver até onde ele vai, ele resiste. É uma, é uma
▶ 00:07:14 questão psicológica em cima dele. Então esse curso aqui ele é mais completo. Esse aqui é um curso de de nivelamento básico. Ninguém ninguém tá aqui sem ter isso aqui. Bem dizer pouquíssimos são as pessoas que não tão, as mulheres, tal, os meninos sem dificuldade e tal. Então não tem. In nadao possível para o soldado do Bot. Você tem que ser um cara autocontrolado. >> É assim, não é negar agressividade, ela tá, é uma ferramenta que você tem, >> é um instinto que você controla, >> tá? Você tem o controle emocional, ou seja, você não tem o desespero, você tem
▶ 00:07:45 que ter, você tem que ter uma disciplina consciente, ou seja, o que que você tá fazendo, como que você está fazendo aqui não pode ter um erro de, por exemplo, ali, ali, lá, lá, porque isso custa a vida, tá? Você tem que ter uma um espírito de corpo positivo, aquele que que te fortalece. Você tem que ter uma flexibilidade. Você não pode ser rígido para não quebrar. Você tem que ser honesto consigo e com o teu companheiro e com a instituição. Você tem que ter iniciativa. O primeiro item que difere os iguais,
▶ 00:08:17 qual é? É a iniciativa. >> Sim. >> Eu sou igual a você. Eu sou igual a você. Eu uso o mesmo uniforme que você. Tal, tal, tal. Mas o que que me difere de você? é o cara que vai >> é iniciativa. Iniciativa. >> Eu vou eu vou iniciar primeiro que você. Eu já ganhei de você. >> Hum. >> É, é uma coisa importante. A lealdade. >> Você tem que ser escravo de um senhor só. >> Sim. >> Tá. Liderança. Você tem que ser um líder nato. Você tem que ter essa liderança. Espírito de liderança. A perseverança e a versatilidade. Você tem que perseverar sempre. Você não pode desistir.
▶ 00:08:49 E aqui tem uma máxima que diz o seguinte: paciência para emboscar. Hum. >> Eu já fiquei 12 horas deitado do lado de uma lixeira esperando o cara passar. Hum. >> 15 horas. Tem cara que já tem aqui que ficou de mendigo em Copacabana quase um mês. O cara ficou de mendigo, passava merda lá no corpo e tal. Ficava um mês lá em frente ao hotel para pegar um traficante italiano. >> [ __ ] [ __ ] >> O cara ficou de mendigo. Mendigo barbago. Tudo deformado. Passava merda para ninguém chegar perto dele, para ele federal.
▶ 00:09:20 >> Então, paciência para emboscar. Quando que surgiu o BOP, assim, quando começaram a montar essa cultura interna? >> Então, o BOP ele surgiu em 1978, 77 por aí, de um, tem um presídio aqui no Rio de Janeiro chamado Quinta da Boas Vista, um presídio, na época era um presídio como é hoje, é a mesma porcaria, tá lá. e teve uma rebelião. E aí resultou da rebelião, vários policiais mortos, vários bandidos mortos, ou seja, uma carne sino, uma desgraça. E aí o coronel
▶ 00:09:52 Amêndola, ele pegou essa doutrina e começou a a gestar isso. E aí foi criado um núcleo de operações especiais e aí nasceu um núcleozinho ali. Aí foi expandindo, expandindo, expandindo essa sede. >> Essa sede aqui era um esqueleto velho abandonado que a ditadura não deixou ter o clube dos juízes aqui. Porque você vai ver depois que tem o palácio Laranjeiras aqui embaixo. Eles falaram que era uma questão de segurança nacional isso aqui. Aí isso aqui ficou abandonado. Eu, meu pai era porteiro e eu morava aqui embaixo. Por acaso eu vinha fazer a
▶ 00:10:23 minha preparação física toda nessa ladeira. Isso aqui era tráfego. Isso aqui era tráfego. Isso aqui era tráfico. E aí o garotinho quando entrou foi seu secretário. Mão a César que é de César. Ele deu uma boa remuneração no final, ele comprou fuzis e ele fez a sede nova do Bot. Aí nós nos distanciamos da corporação porque a corporação não gosta do BOP, não gostava. >> Eu já ouvi falar isso aí. >> É uma havia uma uma divisão muito
▶ 00:10:53 interna e aí nós criamos o nosso espaço próprio. E aí aqui a gente não teve limite. Aqui a gente ganhou máquina, a gente escavou, furou, botou, fez, fez carpintaria. Eu era carpinteiro, eu era soldador, tem outro que >> a grana para sustentar a operação aqui é ela é toda do estado? Vocês montaram algum fundo, alguma coisa? Aí teve várias parcerias, né? O Pimentel, Rodrigo Pimentel trouxe muitos parceiros para cá. Esse relógio, por exemplo, é do BOP, >> é da SUAT,
▶ 00:11:23 >> [ __ ] É da SUAT. Tem 500 só no mundo. Eu tenho 108. O meu é ovo relógio. Então são essas estruturas empresariais que vem a grado. Tem um shake árabe desses dias. O cara já prometeu que vai doar alguma coisa. O cara vem, doa, olha, eu preciso disso, disso, daquilo. E o governo do estado, como o BOP é um marketing hoje, ele investe aqui. >> Hum. E aí você teve do garotinho para cá, você teve uma depois de um 74, que foi um 74 foi do Garotinho, eh,
▶ 00:11:56 e houve uma transformação, porque ou acaba com o BOP ou transforma o BOP. O BOP pegou 174 e fez um grande impulsionador para transformar. Aí virou um profissional. Hoje você tem os cursos, então você tem os cursos básicos e você tem um curso de especializações que é tiro de precisão, explosivista, eh negociador, gestor de crise, eh psicólogo, psiquiatra. Aí você passou a trabalhar o policial, o policial hoje, por exemplo, tem um policial aqui, tem uma equipe de policiais que eles não vão
▶ 00:12:27 paraa rua, paraa patrulha, para só em último ússimo caso, mas eles ficam aqui à disposição. Se tocar uma uma uma ocorrência de resgate de refém, eles estão pronto e aptos para atender todo o estado do Rio de Janeiro. Então, antigamente você não tinha, você pegava o cara cansado da noite toda para trolhar e ao mesmo tempo ele tinha que fazer essa missão. Não dava. 174 foi o resultado disso. O cara tava cansado >> e a galera vem de outros lugares treinar aqui que já deu para perceber >> sim, vem Brasil todo, vem estrangeiro, vem tudo. Há uma interação muito grande
▶ 00:12:57 do BOP em relação a isso. >> Isso ajuda a financiar o BOP, imagina. Ou não é só na parceria? >> Não, não, não, não. Aqui, por exemplo, tatam, isso aqui deve ter sido uma doação. E tá aqui a qualidade. A gente tem equipe de lutadores. >> Ah, aqui tava no filme Tropa de Elite 2. Ess essa >> é essa cenário aqui é o da Tropa de Elite 2. E aqui que eu lhe falei, tá? Nome dos inscritos aqui oficiais. Eh, João Jaque Soares Buznelum. >> Eu sou o raio 269.
▶ 00:13:27 Então, quem é ctiano é raio, quem é caveira é caveira. >> Hum. >> E aí aqui tem os catianos, né, que é o básico. Formou 1 2 3 4 5. Ó, um da Polícia Civil, um da PM do Rio. A PM do Rio só formou três aqui, ó. 1 2 3 >> É, tem um da FAB e é um inspetor e se formaram cinco, começaram 50, formou 10%. >> [ __ ] é uma peneirada. Ateneu >> no meu 2004
▶ 00:13:57 aqui, João Jaque Soares Busnelo, sou eu. Do Rio, formou 1 2 3 4 cinco também, três policiais só. 1 2 3. É um curso caríssimo. É um curso muito caro, porque ele envolve muitos meios, muitas viagens, muita produção. O cara aqui dá, cada um aluno aqui dá no mínimo 10.000 tiros, [ __ ] >> 10.000 tiros. E se ele ficar reprovado na na prova de tiro, ele perde o curso. E falta uma semana, duas semanas para ele se formar, ele vai perder o curso
▶ 00:14:27 todo. >> [ __ ] >> Então o cara >> é é no >> aqui, ó, formaram um três só para >> E qual é a parte que o pessoal mais cai na peneira? Eh, são as duas primeiras semanas que >> as duas primeiras semanas você vai bater o a peneira e aí no final porque você tem que peneirar rápido porque é um custo caríssimo, caríssimo. Então, quem quer que tem cara que sai, presidente, o cara vem aqui, quando ele bota o peso da mochila para botar nas costas, ele
▶ 00:14:57 desiste. Eu não tô falando, a gente até tem uma uma mística que fala: "Saiu no peso da mochila". O cara desistiu no peso da mochila. O cara gastou equipamento, se preparou, mas saiu no peso da mochila. >> Aqui quando quando for vice-governador >> aqui tá faltando um tanque tático. >> Hum. >> Que é para fazer o mergulho. >> Mergulho. Mergulho. Mergulho. >> Mergulho. É um tanque tático de mergulho. >> Mas para que tipo de operação? >> Aqui nós temos operação muito, muitas favelas que passam em praia, em beira de
▶ 00:15:28 praia, em cabeceira de praia. >> A gente vai subir? >> Sim, sim. Vamos subir. E aí? Ah, assim aqui, aqui em cima te falo. E aí você tem que ter o domínio do mergulho. No curso de operações especiais tem o mergulho, mas você não tem, você fica dependendo dos outros. Aqui é a reserva de armamento, onde você pega todo o armamento, munição. Aqui atrás dessa dessa dessa parte aqui. >> Arsenal. Aqui fica todo a questão do arsenal, munição, arma, tudo fica, fica aqui. Aqui a doutrina ela fala que quanto mais você cultua a educação e o
▶ 00:16:00 treinamento, mais desenvolvido você fica. Então, a primeira coisas que você tem aqui é sala de aula. E aqui nós tivemos uma Ah, aqui é o quadro dos ex-comandantes. >> Primeiro é o amêndo lá. >> Aquele lá é o amendoêndola. Paulo César é uma é um mito também, né? Ele comandou como nucia, núcleo de da companhia de operações especiais, núcleo da companhia. Aí aqui já virou uma companhia independente e aqui já virou o BOPE. Então ele comandou uma, duas, três vezes aqui.
▶ 00:16:32 E esse aqui é o caveira número um. >> Ah, é. >> Foi assassinado na porta de casa >> por quem? >> Reagiu um assalto. >> Ele foi comandante algumas vezes também. >> Sim, sim. Esses aqui foram os caras que foram comandantes aqui formados, caveiras aqui que foram comandantes gerais. Esse aqui foi foi comandante geral na época do garotinho. Depois de 1 74 ele assumiu. Esse aqui foi 2012, 2013, não sei não. Acho que foi
▶ 00:17:02 antes. Esse aqui num 2013. Esse aqui foi chefe do estado maior geral, que é o segundo cargo mais importante da polícia. Esses aqui foram os três primeiros. Esse aqui foi comandante geral também. E esse aqui foi o chefe também. Então foram todos matriz nossa formada aqui que levaram pr pra corporação. E tem algum algum por conta do próprio treinamento, algum conflito de estilos com galera, vamos dizer do do bombo da da polícia normal na hora que um cara
▶ 00:17:32 assume. Como é que é? Deve ter um conflito de cultura, né, cara? >> Tem tem um conflito. Tudo bem. tem um conflito, tinha tinha um conflito, presidente, mas depois foi criado um módulo de treinamento básico para a tropa geral toda. Então, lá no meu batalhão, na Baixada Fluminense, eu comandei dois batalhões da Baixada Fluminense, comandei Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis e Misqueta. Você passou a fazer o quê? Você pegava os grupos de ações táticas das patamos e
▶ 00:18:03 trazia para um treinamento básico de uma semana. Aí eles passaram a ter uma linguagem técnica, eles passaram a ter um conhecimento tático e aí a partir do momento que o Bob chegava para te ajudar, acabou o ranço, >> tá? Acabou a vaidade, porque eu e você vamos progredir junto na favela. Depois eu vou lhe mostrar na favela, ali embaixo como é que você progride na favela. E aí nós passamos até a mesma linguagem técnica. Aí acabou os módulos. Eu não sei mais que você, você não sabe mais que é, mas eu tô aqui para te ajudar. Eu tô aqui para te ajudar. Mudou a mentalidade. E
▶ 00:18:33 aí o que que tem hoje? Isso provocou uma uma vinda de mais policiais para cá para fazer o curso, porque ninguém queria vir aqui para tomar tapa na cara, chute no saco, eh, ser humilhado, passar fome, sede, frio, >> né? Ninguém queria isso, mas quando você teve essa sensibilidade, a tropa começou a ver que aqui havia uma possibilidade e aí você teve todo um um uma possibilidade. Simplesmente isso. Você botou o cara para treinar uma semana nas técnicas, >> você não sugou o cara, você não maltratou, você deu a técnica para ele,
▶ 00:19:04 como que é uma progressão de favela sob. Todo mundo passou a ter aquilo ali. E aí você passou a cultuar dentro das unidades essa doutrina. Então foi uma doutrina nossa exportada daqui para lá. >> Então o cara, por exemplo, da Patamo, ele já >> ele já tem a sensibilidade para isso. Ele já fez um curso de uma semana >> preparatório, que é numa outra unidade comando intermediários >> que a gente tem. >> Sim, que é o refeitório geral da galera. >> Refeitório. >> É, na minha época não era nada disso, não era climatizado, não era nada.
▶ 00:19:34 >> Pois é. >> Mas aqui tá em obra, a cozinha tá em obra. Essa cozinha é distinta. Por quê? Aqui o senhor pode ver que não existe, existe só uma diferença. Aqui você tem o gerente, né, os oficiais, mas é tudo igual. A mesma linha de servir, a mesma linha de servir. O que o outro, >> como pergunta, o oficial não é um concursado frente de fora, alguém que progride dentro. Como é, qual é a lógica do oficial aqui? O oficial, ele pode ser o oficial médico, fez o concurso, virou oficial médico, oficial psicólogo, oficial pedagogo e oficial de combate e
▶ 00:20:04 oficial de auxílio e administração. O combatente, que é o que eu sou, eu fiz um concurso vestibular, tá? Passei pra academia, fiquei 3 anos na academia, saí aspirante e fui pro Copa, pra Copacabana, no Batalhão Copacabana. Lá eu fui aspirante, primeiro tenente e aí eu me preparei pro curso, vim pro tanto é que eu fiz como capitão os dois cursos, já fiz velho, já fiz velho. E aí você segue a tua carreira normal. Então até capitão aqui
▶ 00:20:35 você vai pra rua rotineiramente, você comanda uma equipe, depois como uma jovem do seu você faz parte da grande administração. >> Então você já tem uma sessão toda sobre sua responsabilidade, o patrimônio disso aqui tudo, etc. planejamento, organização, método. E aí você passa a ter essa oficialidade que faz parte. Você tem o médico, dentista, o psicólogo, o pedagogo, o e os de combate e os de administração, que é outro. >> Já tava falando com o Almeida que ele lá
▶ 00:21:05 na rota eles se recentem dos oficiais que vêm e que não tiveram passagem. >> Não, aqui o oficial que tá aqui, primeiro que o oficial Caveira é soberano. >> Hum. O >> é soberano. >> Legal. Soberano, segundo que o cara que tá do outro lado fez o mesmo curso que você, >> tá? >> Então o conhecimento é igual. >> Uhum. >> Conhecimento não tem dor, não tem fome, não tem. Você sabe e eu sei. O >> é igual você chegar num balcão de delegacia e o delegado querer te dar uma aula de direito e você fala: "Doutor, o mesmo livro que o senhor estudou, eu estudei". Tem >> certo?
▶ 00:21:35 >> Então o oficial aqui ele tem. Então o Caveira não deixa os outros oficiais que não sejam operações especiais treinar. O dono do batalhão é o caveira. Legal. >> Não importa se ele é soldado ou coronel. >> Legal car. >> Ele é o dono do batalhão. Ele é o dono disso aqui. É um pertencimento que ele tem. Os outros são auxiliares. >> E aí que quando essa sen não vem o o cara que não teve a cultura interna querer meter o bedelho. >> É. Aí assim o o lá em São Paulo a mística é outra, a a forma é outra. Aqui nós temos separado isso. Nós temos as
▶ 00:22:07 rondas ostensivas, que é a rota lá. A nossa ronda extensível é uma coisa à parte, é uma unidade à parte que a gente nem se mistura, tá? É outro outra lógica. >> Aqui aqui tudo é independente administrativamente, orçamentariamente. >> Isso dá para perceber. Parece até um é uma unidade à parte, tipo um Avengers aqui. >> Você não tem essa tropa aqui, ela é a tropa reserva do comandante geral e do governador. Então nós somos a reserva tática do governador e do presidente.
▶ 00:22:38 Teve uma merda gigante. O governador pega essa tropa e faz o que ele quer. A reserva tática dele para uma pronta resposta. Uhum. >> Tá. Então é isso. Então nós somos aqui é independente administrativamente, economicamente e operacionalmente. Eu tenho tudo aqui. Eu tenho inteligência, eu tenho tudo, planejamento, organização, método. Eu faço um briefing, debriefing, tem o briefing, o debriefing, que é importantíssimo para você colher os erros e e aperfeiçoar. >> E aí é totalmente independente. O senhor
▶ 00:23:08 vai sentir, o senhor vai conhecer outras unidades, você vai ver que há todo um si. Aqui não há o si. >> Não, é isso que eu tô vendo assim. Eu tô, eu tô achando aqui eh eh tem um grau de você consegue ter a cultura interna toda aqui, muito porque você consegue ter autonomia para ter essa cultura interna e isso é construído e gera legitimidade. Aí você vira um negócio, não tem não tem a infiltração, não tem a filtração do do espírito ruim, sabe? Da >> É, não é um elemento estranho, né? >> É exato. >> Porque o sofrimento que você teve no curso foi o mesmo que o cara daqui teve
▶ 00:23:38 e o cara de lá teve. >> Então eles são iguais. Tanto é que o cara que fez o curso comigo, ele não vai me chamar de Busnelo, ele vai me chamar de 01 e vai me mandar tomar no cu. Ele soldado, sargento e tudo. Por quê? Porque eu e ele passamos juntos. Então eu vou chamar ele de 15, ele vai me chamar de 01. O outro vai chamar ele de 04, o outro vai chamar outro de 30. E aí a entre a numeração, quando é numeração é todo mundo igual. Mas isso gera uma afinidade, até me arrepio porque é uma coisa assim, isso gera uma afinidade de
▶ 00:24:10 irmandade muito profunda, muito profunda, muito profunda. >> É, isso é [ __ ] É [ __ ] >> Aqui teve uma irmandade uma vez que estávamos em 12 oficiais separados, do comandante ao tenente. Pois isso aqui virou um inferno que a gente e a gente queria fazer operação toda hora, toda hora, toda hora. E aí no final todo mundo foi, não, não vamos não tomar uma cachaça lá embaixo e vamos deixar essa [ __ ] de lado. [risadas] Senão você entra numa rota.
▶ 00:24:41 >> Sim. >> Uma rota importante. Matar vicia. >> Hum. >> E aí é um descontrole total, falta de controle emocional. >> Então você tem que fazer aquele acompanhamento pós uma operação. É >> a desaceleração pós operação. Ela é importante. Aqui começa, aqui começa como pela prática física. Isso já é um aliviador de conceito. Aqui você tem uma prática física. Aquele tenente, aquele major que subiu ali, ele é formado de educação física, é professor de educação física, ninguém nada por ele, mas é
▶ 00:25:12 aquilo ali. É um [ __ ] operador. Tava lá nos 120 do alemão, >> tava lá. >> Então, eh é é um uma prática que você tem aqui é o culto da educação física. Nas unidades convencionais você não tem muito disso não, porque o policial lá é sofrido, ele tá numa escala rígida. Aqui é 24 por 72, entendeu? Ele trabalha 24 horas, folga 72, depois ele vem para um treinamento. Então é uma coisa mais sofisticada e que dá essa possibilidade.
▶ 00:25:42 >> Perfeito. O período que o cara descansa, ele faz outra coisa. Faz >> aí a maioria faz segurança e acompanhamento de VIPs, né, estrangeiros aí e tal. E isso é muito importante, que gera uma [limpando a garganta] renda muito boa para para ele extra. >> Lógico. >> Eh, assim, >> isso não interfere no espírito de batalha dele. >> Não, não, não, não. Todo mundo, >> essa era uma dúvida que, por exemplo, assim, o cara tirar um salário legal não interfere no sangue nos olhos, cara. Não, não amolece.
▶ 00:26:12 >> Não tem nada a ver. Não tem nada a ver. Não tem nada a ver. >> Foi só uma notícia muito boa. >> É, o o fator financeiro, ele é importante. >> Hã, >> mas ele não é dominante. >> Uhum. Porque muitos aqui estão por emoção, tão aqui por Tem cara que você olha aqui, você fala: "Não, coronel, eu tô aqui ainda porque eu gosto disso aqui". Você tem que mandar o cara embora. >> A família do cara passa a ser tudo aqui. >> Uhum. >> O pertencimento dele é tão grande que você tem que dizer: "Cara, vai em paz, eu já acabou teu tempo." Porque o cara vai ficando, vai ficando, vai ficando,
▶ 00:26:42 vai ficando. >> Tem um lance do cara eventualmente começa a não ter condições de participar de uma operação e ele querer e tal. >> Tem, tem. Você tem, >> pô, deve ser maior triste pro cara. >> É, é uma tristeza, mas aí você tem que ter a consciência, né? E ele tem, ele sabe disso, né? Ele sabe, mas aí ele fica assim, ele vai vai no apoio, leva munição, alimento, socorro e motorista. Aí tem o ser doideira. O senhor vai procurar aqui. O se doideira tá aqui ainda. >> Quem?
▶ 00:27:12 >> Você Moreira? >> Não, você reformou. >> Reformou. >> Tava lá no coia e reformou. >> Reformou. Você doideira. Ele pilotava um caminhão lonado aqui como ninguém. Parecia um carrinho de Fórmula 1, cara. [risadas] >> Mas é um cara, o apelido dele ser doideira, mas é um cara que >> hum >> completou o tempo dele e ele queria ficar. Fica aqui cá. >> Queria ficar. >> É isso. >> É porque é um senso de mano assim. >> Vamos subir. >> Ah, tem mais. >> Sim. Agora o senhor vai ver a melhor parte.
▶ 00:27:45 >> Tá mudou, né? >> Tá. J Silva, tudo bem? Como é que você tá? Tranquilo. Beleza. Bom, >> prazer, Renaldo. >> Aqui é a academia. Aqui é o salão, futebol do salão. B. Só dar uma olhadinha aqui rapidinho. Isso tudo aqui foi doação. Ela vem aqui,
▶ 00:28:17 ó, perna dele, mano, ela para próximo do quadril dele, coloca no chão e suba. Mais feito. Nessa pressão aqui da mão, ele não vai conseguir fechar a meia guarda aqui. Eu tiro a minha perna. E uma coisa importante aqui, o policial aqui nós não temos o militarismo interno, temos o respeito interno e temos a camaradagem interna. E isso com isso vem o militarismo. Eu não, aqui eu
▶ 00:28:48 não obrigo o cara por ser capitão coronel, major, entendeu? Aqui é uma camaradagem interna muito grande. Com isso você dá liberdade pro cara e o cara gera uma liberdade eh de responsabilidade. >> Então eu eu tava vendo um >> aqui >> eu tava vendo um artigo sobre como é que era >> cuidado na escada >> exército americano versus o exército alemão na primeira guerra >> que o exército alemão era muito mais sobre camaradagem e o americano muito mais sobre hierarquia. >> Uhum. em que o exéramão era superior nesses termos, porque ele gerava
▶ 00:29:19 eh, vamos dizer, um trabalho através de amizades verdadeiras. Tem um livro que chama tempestade de ferro, tempestade de aço. Uhum. >> Cara, >> [ __ ] [ __ ] [ __ ] [ __ ] E é muito sobre isso, sobre essa. >> É. Então aqui o cara tem a liberdade. O policial aqui ele tem a liberdade. É uma liberdade vigiada, sim. Porque você não pode abrir mão de de ser vigiado ou vigilante, >> mas ao mesmo tempo te dá uma responsabilidade que para você manter essa liberdade você tem que ter.
▶ 00:29:49 Aqui teve um cara que ele desviou duas pistolas. Aí o comandante príncipe na na época falou: "A partir de hoje a escala é um por um. Sai de serviço, fica pra instrução, vai paraa casa, volta pro serviço. No outro dia, você tirou a segurança, a folga, tirou todo mundo." A pistola apareceu em dois tempos. [risadas] Você mexeu no bolso, no emoção e no descanso. [ __ ] acabou, >> [ __ ] >> A cidade do Rio de Janeiro nasceu ali naquela ilhota.
▶ 00:30:19 >> Sim. >> Ali estáo de fundou a cidade do Rio de Janeiro, entre o Pão de Açúcar, tal, tal. A Urca, que é o Byron, ela é uma designação de urbanização carioca de um projeto de 1900 do prefeito Pereira Passos e Henrique, que fez o aterro do Flamengo, todo o aterro do Flamengo, que tudo era mar. >> Uhum. O mar vinha até ali, no palácio do Catete, naquele jardim ali, é o Palácio do Catete. >> Sim. >> Ele vinha até aqui. >> E aí a cidade foi fundado lá. Aqui desce um rio de lá que é o chamado rio
▶ 00:30:51 carioca. Ele tá canalizado hoje. Rio Carioca significa o rio do Homem Branco, que era onde os portugueses vinham e pegavam a sua água. Então o índio falou que era o carioca, o rio do Homem Branco. >> Ah, então o o carioca m >> é o rio do Homem Branco. >> [ __ ] >> Tá aí. E o que que aconteceu? Os piratas, franceses, holandeses e ingleses, eles vinham aqui, bombardeavam os portugueses ali e vinham para dentro. E ali aonde é a academia da Marinha, a escola naval ali do lado do aeroporto
▶ 00:31:22 ali onde saiu aquele avião, ali era a ilha de Vilha Ganhão, que era uma vilha que se tornou referência pros franceses virem bombardear aqui. Eles pegavam em 1700 e pouco, 1600 e pouco, eles pegavam o pau brasil, as especiarias, o que tinha e fazia a troca em os escos com os índios que ficavam no fundo da baía de Guanabarana. Guanabara, Guanabara. F que deu a guerra depois, né? Portug que tem os os portugueses achando que iam perder isso aqui pr pra França Antártica, né?
▶ 00:31:54 >> Sim. >> Eles iam perder. Aí eles trouxeram a capital de Salvador pro Rio de Janeiro e aí difundiu a cidade, começou a crescer a cidade, porque senão eles iam perder isso aqui pra França. Nós éramos para estar falando >> for e tal, mas >> eh basta >> ali é o forte, né? >> Ali é o forte. Lá do outro lado é a Fortaleza Santa Cruz e aqui do outro lado é outra fortaleza. E >> ela era ali pr por causa da passagem. >> É na passagem. Aquela ilha também uma ilha forte também que era presídio. Horrível aquilo ali. Eu fazia remo, eu fazia remo, eu ia lá, dava volta. Uma
▶ 00:32:26 correnteza desgraçada naquilo ali. E aí a praia de Botafogo é porque eram incineradas naus portugueses. Os índios botavam fogo. Botafogo. >> Agora vamos falar de comunidade, de favelas. Isso aqui era uma favela dominada pelo tráfico, tá? E aí quando nós viemos para cá em 2000, isso aqui tudo mudou. Nós vamos descer depois, vamos andar ali, o senhor vai ver. E aí aqui é um campo escola para você treinar. Você começa a treinar as condutas de patrulha, tal, tal, você vai aqui para dentro. Então é um campo escola que a gente tem hoje. Os
▶ 00:32:56 policiais moram aqui, vivem aqui, tem família aqui, convivem aqui. Há uma integração, uma sinergia muito grande com a com a comunidade. Pro senhor ter ideia, vamos pegar uma casa aqui, uma laje grande, aquela laje lá, onde tem aquelas caixas d'água lá, >> tá? Se eu quiser comprar uma laje, porque você na favela, você compra a laje para construir em cima, eu vendo para você o direito de você construir na minha laje, tá? Então eu compro a laje, uma laje daquela ali tá 100, R$ 150.000 para você comprar o direito de construir. R50.000
▶ 00:33:28 tu compra um apartamento 24 solo, cozinha, banheiro no no subúrbio. >> Sim. >> Com tudo estruturado, >> com título de propriedade prático. >> Então então o que tem aqui? Tem o Demaise Dema. Era é um alemão que ele veio para cá e fundou um bar bem bem bem no centro ali. Nós vamos passar, não sei se tá funcionando o Demis. E ali tinha uma câmera que a Doit TV na Alemanha pegava essa imagem todinha para falar do Rio de Janeiro de dentro. Ou seja, o cara teve uma visão empresarial muito boa.
▶ 00:34:00 >> Sim. >> E isso com isso traz o turista, traz o cara de for >> Sim. Aqui é um lugar que não tem, aqui não tem o controle do territorial do tráfego. >> Então logo se torna apenas um bairro humilde. É. >> E aí você consegue fazer o uso comercial dele. >> Problema que tem, Problema que tem que se eu for eleito e o e o Rafa, nós vamos dar o título de propriedade. >> É essa essa é a jogada. >> O ITR, que é o Instituto de Terras do Rio de Janeiro, ele não dá um título de propriedade, tem mais de 20 anos. Olha o absurdo que é uma autarquia que é feita para dar, não dá. E aí você fica tirando
▶ 00:34:30 o direito do cara a ter direito a uma propriedade que valoriza muito mais. Você passa a cobrarem as taxas de vida dele, você inclui o cara na sociedade. >> Não. E quer ver uma parada? Tudo isso se torna um ativo e hipotecável, bancarizável. Logo, isso tudo vira economia formal. Você tá falando de bilhões, se a gente olhar tudo, porque a gente incluir esse lugar com a vista que tem aqui, a gente tá falando coisa que dá centenas de bilhão, que só trilhão em termos de patrimonio. >> Eu até me arrepio porque eu eu sou um favelado nato. Eu, se eu pudesse, eu
▶ 00:35:01 morava dentro de favela também, porque eu gosto. Eu tenho várias e várias ocorrências em suma, porque você tem uma cultura própria daqui que não tem como você remover isso daqui, tá certo? Não tem como você remover. Então você tem como fomentar, melhorar e aperfeiçoar. Hum. Tá? Então é isso, só que o quê? Você tem um instituto que não dá, que não, que não faz e aí você tira essa possibilidade de um de um desenvolvimento econômico que vai transformar aquela região. Imagina o cara poder ter um ativo bancário que vai ali e faz um investimento ou por
▶ 00:35:32 exemplo, ele o cara, vamos supor, o cara se ele vende as lajes, né, ele faz esses mini prédios, eh, ele hipoteca dois andares, levanta a grana, faz mais três andares, com faz o projetinho, >> faz o projetinho, autoriza, autorizado, papu, não sai vendendo, virou um business, o cara multiplicou o patrimônio dele. >> São essas coisas que não é permitido hoje, né? >> É, o Brasil é o país da do cartório, né? Eu sou eu sou eu sou um cara totalmente e avesso a esse tipo de >> pelo amor de Deus, essa [ __ ] tem que
▶ 00:36:02 desaparecer, cara. Amigos, estamos com o coronel Busnelo, tá? E vamos ter nossa pequena incursão aqui numa bairro, numa comunidade, numa favela, vamos colocar nesses termos, que teve algo de muito especial. Ela está ao lado de uma organização muito séria. Bonela, pôela falar mais do que eu. E com base nisso o tráfico não toma ela. Aí veja só o que acontece quando a lei ordem, >> a libertação da população do local. Quando você recupera esse território e permite que aquela população se transforme, ela mesmo vai se auto eh
▶ 00:36:33 transform gerir e vai com isso, gerar uma economia formal do local, vai gerar uma formalidade e a possibilidade de transformação do local. Maravilhoso. Vamos dar um passeio. >> Vamos lá. >> E aí, só uma pergunta, né? O tráfico não tá aqui. A galera tem raiva dos policiais? De de jeito nenhum. >> Ô, eu vou dizer para você que não tem o consumidor de droga. Sim, tem o cara que traz ali que fuma, mas isso faz parte da sociedade. O Brasil é um dos países mais
▶ 00:37:04 dopados do mundo. >> Sim. >> E esse é um outro projeto que a gente tem que olhar, que é a desintoxicação da população. Você vai em áreas de craque, não tem um serviço de acolhimento, >> né? Mas posso te falar, isso aqui como viela tá bem OK, tá? OK. Já se arruma os fios. >> Isso aqui, cara, se for >> subterrâneo, bota subterrâneo, >> bota subterrâneo, acabou. Porque o seguinte, e Europa é mais ou menos assim, se você tiver basicamente revestimento, pintor aqui, >> tá feito. Nada que eu não tenha visto isso na Itália.
▶ 00:37:34 >> Aqui, aqui é uma área de campo base da do BOPE. É aqui que você treina. Inicialmente começa o treinamento de patrulhas, entendeu? Então aqui é um lugar distinto, é um lugar diferente, né? Comércio, então é diferente. >> Olha só que legal. faz uniforme >> aqui. O College >> do exército americano. Eles vieram nos visitar durante um período e aí o eles tinham
▶ 00:38:04 eles têm uma espécie de corregedor de auditor da guerra, né? Então ele é um cara que vai pro pro local de conflito e vê se a lei da guerra tá sendo executada corretamente, >> né? E aí ele veio na E aí ele veio coordenador desse grupo, né? Aí eu perguntei para ele: "Como o senhor faria isso no Iraque, no Afeganistão?" Ele: "Não, nós bombardearíamos primeiro aéreo e depois entraríamos". Eu falei: "Se eu fizer isso, eu vou para Tribunal Internacional de Violação de Direitos
▶ 00:38:34 Humanos. Eu não posso. Eu tenho que tomar cada espaço disso aqui. E tem uma conduta de patrulha para você poder >> fazer isso. >> Fazer isso. Tem toda uma técnica, né? Mercado muito bonito. Bem >> mercadinho. Você vê, ô ô ô, Buznelo, a maior parte das coisas aqui são comércios, né? >> Sim. >> Eh, muita casa em obra. Olha isso aqui, ó. >> Sim. >> Falar que isso aqui é um >> Ó, o cara tá subindo um, dois, tá no terceiro andar já. >> Isso aqui é uma casinha normal, cara.
▶ 00:39:05 Normal, normal, normal, normal. >> Normal. Você legaliza? >> Sim. >> Formaliza e dá o patrimônio para ele. >> Sim. É isso que tem que ser feito, tirar ele dessa informalidade. >> Sim. >> Da possibilidade dele poder se transformar. >> Bem-vindo, Deme. Entrada. >> É, aqui é o Demis. Aqui. Vamos descer. Vamos descendo já aqui.
▶ 00:39:44 >> Olá, tudo bem, senhora? Aqui é uma área de recreação, >> de recreação da comunidade toda. O acho que o Bop ajudou alguma coisa, né? >> Fica à vontade. >> Podemos. >> Pode entrar. Vadá. Beleza. >> Beleza. >> Eu já vi ele em algum lugar. Não sei se ele já vem aqui. >> Eu paquetar, pô.
▶ 00:40:15 >> É o Paquetar. >> Paquetar. [risadas] >> Eu acho que é mais seguro. Ó, por causa das câmeras. Car, car. >> É uns gringo ali jogando. >> [ __ ] que animal. >> Então é aqui que rola. É, >> é verdade. Eu já vi, eu já vi vídeo da, acho da Nike aqui. >> Sim. Essa qu aqui do FIF Street. >> Tá rolando o Brasil, Inglaterra aqui,
▶ 00:40:45 né? Simuladão. >> Você pode ver. É difícil fazer isso aqui, >> não é? >> Pois é. Não é. Então, houve a imposição da lei, eliminação do estado paralelo e aí agora tinha que vir a formalização. >> Isso. Agora vem a formalização >> que o estado é omisso em grande parte nisso, >> para desapropriar, para fazer >> e fazer áreas de recreação, cara. A garotada tem que ter isso,
▶ 00:41:16 >> reforço escolar, etc., né? Tem toda uma uma pedagogia. Ih, os ingleses estão metendo a mala aí, velho. >> Vamos nessa. Vamos, vamos. Muito legal. P lance arrumar afiação, regularização. Tem que ter obamente o projeto de engenharia arquitetônica de São Zaba, né? Que tem essa. >> Sim. Sim. >> Agora aqui não tem morro em volta, né? Não é área de morro de de pater
▶ 00:41:46 deslizamento. >> Não, não. Aqui já tem todas as contenções de encosta, tudo direitinho. Ou seja, título de aqui é aqui é basicamente título de propriedade de urbanização. >> É ver se é uma que aqui é uma área de proteção ambiental aqui do lado. Então tem que ver até onde vai cada coisa, né? E fazer a adequação e regularizar. >> E até mesmo na área, se você puder captar essa área, o próprio morador ele tem a intenção de manter aquela área como preservação ambiental. Óbvio, óbvio.
▶ 00:42:25 >> Agora, o senhor imagina o senhor tomando tiro de tudo quanto é lado. Você tem que progredir, você tem que tirar um trilho, >> tirar um trilho de trem para você poder entrar. A viela é a parte do ponto de vista urbanístico e arquitetônico, mais eh desafiadora, porque ali você não consegue entrar com uma ambulância. Se uma pessoa que mora ali não consegue eh se ela tem um acidente, se ela tem um desmaio para você tirar ela de um lugar, mandar pro outro, aí o negócio fica difícil. Então tem essa questão. Agora, de resto, você tem cidades na Europa que
▶ 00:42:56 são vielinhas. Eu fui, eu tava em Portugal, fui em em um castelo que é um vialarejo medieval, tão estreito quanto. Aí entra uma questão de você conseguir adequar e transformar em bairro. Você não precisa derrubar. Muita gente acha que sim, a gente tem que derrubar tudo e fazer prédio. Alguns lugares sim, outros lugares não. Aqui não é o caso. Aqui é um caso de adequação. Senor Antum quer dar um toque aí pra galera. Não, cara, eu acho, pô, a favela é interessante conhecer uma favela que é mais segura que a Suécia, provavelmente, né? [risadas] Tipo, >> tem e acho que isso é combater um pouco
▶ 00:43:27 de, enfim, informação errada que circula, que pobreza é o que gera violência, desigualdade gera violência, [música] ordem gera ordem, isso é assim em qualquer lugar. A lei deriva do tabu, o tabu é moral, religioso, que seja, mas quanto menos as pessoas fazem, menos elas tendem a fazer, entendeu? >> Aqui ninguém faz nada errado, então por isso as pessoas cada vez mais fazem coisas não erradas. Perdão, desculpa, mas [ __ ] eu acho que isso aqui para ficar um bairro altamente morável, como você tava falando, Renan, acho que ia ser bem, ia ser meio barato até quebrar, aterrar. É, >> olha, coisas são sensas. Aquela vovozinha com um parente, um cara
▶ 00:43:58 ajudando ela entrar, um rapaz levando um garoto que pode ser irmão ou filho dele para assim, que é um bairro, um bairro comis bucólico até, né, meio suburbano assim, né? E cara, eu acho que favela assim, a gente não perdão, a gente não pensa direito que que é assim, né? É uma forma de urbanismo onde o estado não direciona, cara. Se você vai em vilas muito antigas, em qualquer lugar do mundo, é meio favela, é uma porrada de coisa montuada, uma porradaão. >> É exato. Entendeu? Então >> é isso. Aqui onde as pessoas urbanizaram
▶ 00:44:28 antes do estado. A ideia que a gente tem de bairro planejado é uma ideia do ano 50, 60. É favela, não é digno, pô. Vai, vai cagar no mato, entendeu? Eu acho que é questão de ordem só. Enfim, boa experiência, Renan. Obrigado. >> Maravilhoso. Vamos pegar uma, >> vamos beber uma aguinha. Vamos embora, galera. Agora a gente vai degustar os sabores do sabor, né? Comunidade Tavários baixos. Ninguém tá denunciando também, né? >> É. Vamos entrando aí. >> Vem comigo. Fazer um >> Renan, vamos fazer um provando um
▶ 00:44:58 salgado aí. Comendo [risadas] >> comendo um joelhão. >> Tem joelho aí? Tem um joelho aí? Vamos provar. >> Você disse que não faria. Vamos arrumar um bebê também pr você dar um beijo. >> Eu queria um joelho, por favor. >> O joelho é basicamente um salgado assado à base de queijo. >> Exato. E aí é interessante porque se você >> o tradicional mesmo, queijo com presunto. Então dia tem de tudo, né? É
▶ 00:45:29 um negócio que quando você atravessa a baia de Guanabar e vai para Interó nome da [ __ ] vira italiano. >> É aqui me disseram que se chama joelho porque não faz o menor sentido. Não parece um joelho, tá ligado? Obrigado. É, não parece em nada um joelho, mas é porque ele ficava abaixo, acima, quer dizer, abaixo da coxinha. Não é muito ridículo. E aí, Niterói italiano, não sei por só. E aí é com cebola. Eu não queria >> setembro. >> Com todo respeito. Com todo respeitou. Morreu na cabeça. Não morreu.
▶ 00:45:59 >> Aquele policial ali, ele tem uma placa na cabeça. Ele tomou um tiro na cabeça. Ele tem uma prótese na cabeça. >> Dá para dar uma entrevistaada com ele? Vou ver com ele. >> Se ainda tiver pensando aí no >> Olha só que legal. E aqui, ó, como o Buzelo tá mostrando, o pessoal do BOPE vem na comunidade, vem e interage com o comércio aqui. Bora da subtenente da Macena. >> Tudo bom? Prazer, Renan. subtenente Damaceno, ele vai narrar aqui a história
▶ 00:46:30 do acidente ou incidente que ele sofreu por um fascino, né? >> Foi. E então foi uma tentativa de assalto também que eu foi ali na foi em 2006, >> eu tava pegando a rua Goiás, logo ali no início da Goiás mesmo, foi abordado por um um carro, né, que na verdade tinha uns cinco elementos dentro. Um deles, eh, o que tava no carona, me enquadrou e saiu do carro, me fez uma vistoria em mim e e pediu para que entrasse no carro. Como eu tava com a mochila e com
▶ 00:47:02 fardamento, eu optei em tentar correr. Quando eu tentei correr, ele deu um tiro a queima roupa na minha cabeça aqui. Hoje eu tenho uma prótese aqui. Na época eu perdi totalmente o movimento do lado esquerdo, né? conforme o tempo, visão periférica, tive descolamento da retina, quer dizer, fiquei bem bem ruim na época lá, quase que eu vim. >> Um cara desse não pode ser condenado na lei comum, ele tem que ser condenado. >> Agora uma, um cara que faz isso primeiro
▶ 00:47:32 era faccionado provavelmente. >> Ah, com certeza. Então cara desses, ele nunca mais deveria sair da prisão. Em qualquer país sério, ele nunca mais saia da prisão. O agravante ele ter atacado de maneira torpe ainda por cima um agente da lei é tipoém >> é é 50 anos. É que a gente no Brasil a coisa é meio maluca. Um cara desse só deu homicídio não ter sido consumado. Ah não, 2 anos e meio. >> É, >> é bizarro. Pode pode mostrar pra câmera aqui. Sim, sim. Olha só o tiro.
▶ 00:48:02 >> O tiro ele pegou aqui o fragmento entrou para dentro da cabeça, uma um pedaço da bala saiu aqui em cima e aqui hoje us ter uma prótese aqui assim, ó. Vendo se botar botar a mão aqui, tu sente o a prótese. Então, >> e como é que você os caras deram tiro, achou que você morreu e saíram fora. >> Saíram fora. Aí fui socorrido pelos moradores do local, né? moradores do local que me acusav consciente, >> eu fui perdi a consciência no momento, mas quando eu acordei sentado na calçada, já varido de sangue já, eles eh
▶ 00:48:34 falaram: "Não, calma que a gente vai tentar te salvar". E a o corpo de bombeiro me socorreu. Eu fui pro Salgado Filho na época, né? >> Nossa, >> na época eu tinha uma filha, minha filha hoje tá com 20 anos, mas na época ela tinha 20, tinha 4 anos de idade, né? Eu falar, pô, só pedia para que não deixasse eu morrer para terminar de cuidar dela, né? Mas >> e o o você continuou, você conseguiu manter operacional e tal ou ou isso? >> É, eu voltei, voltei pro pr pro
▶ 00:49:04 batalhão, né? E assim, fiquei muito bom tempo em fase de recuperação, fazendo fisioterapia e tal. E como a gente tá acostumado, né, a trabalhar na rua e gosta do que a gente faz, eu, pô, eu optei de ficar eh voltar, pegar o hábito para voltar a trabalhar na rua. E conseguiu, >> é, conseguir o médico conseguiram me dar o >> sensacional, cara. Você vê, você tem que ter um, porque não é nem uma questão física, é o preparo mental do cara ter um uma, umas um evento em que >> você poderia ter morrido, bate provavel
▶ 00:49:35 que você morreria >> e você não apenas sobrevive, como você volta. É, falo nos esportes de Fórmula 1, quando o cara bate o carro quase morre e fala: "Ah, cara, eu voltar a correr é a coisa mais difícil, tentar no carro de novo para você, né, voltar talvez." >> É, não vou dizer para para você que foi simples, né? a gente ficar, a gente fica aquele trauma, né, aquela sequela do susto, né, do do Eu passei alguns reflexos também de eh na própria equipe de serviço mesmo quanto a isso, mas tentava sempre eh me policiar, entendeu? Os próprios amigos me ajudavam e tal, a
▶ 00:50:06 gente e ia pr pra rua como se como como era antes, né, >> cara? Que que história, cara. Que história. História. Você recebeu o seguro? >> Recebi o seguro integral na época. >> Integral. E o que assim, uma pergunta assim, ó, tem umas 3.000 pessoas assistindo ali. >> Eh, que recado você dá pra galera? Porque assim, a gente tá fazendo um trabalho e muito duro sobre a alteração de leis penais do Brasil. Então, a gente tá defendendo aumento de pena para todos os crimes violentos, basicamente. Eh, fim
▶ 00:50:38 da famosa progressão de pena, saidinha, toda a lei de execução penal, a maiorita LEP que a gente tem no Brasil, que é talvez a pior do mundo. Eu tava em Portugal, país da Europa, não é tão ruim quanto a nossa. A nossa consegue ser pior que dos caras. Aí você vai pegar juiz ideológico, vai pegar às vezes às vezes cara se honesto delegado de polícia preguiçoso que não quer fazer ocorrência como tem que ser. Vocês tem todo um sistema quer montar passar isso de caba rabo, alterar essa bagaça de caba e para quem é faccionado eh configurar aquilo como organização terrorista. E aí o cara não tem direitos
▶ 00:51:08 >> porque assim no no em qualquer lugar do mundo, membro de facção terrorista de de organização terrorista ou facção criminosa, vamos colocar aí, ele não é detentor de direitos prerrogativos com a pessoa normal. Então o cara aceitou assim, sou faccionado, botei uma botei uma tatuagem, trabalho para uma facção, cara, você não vai ter os seus direitos deão. Ah, chama um advogado, [ __ ] foi visto na rua, já é levado pr pro presídio na hora. É assim que faz o gess. E aí eu acho assim, mas que lugar sério, Dinamarca. Na Dinamarca elesitaram como terrorista três grupos. Um dos grupos é se você ostenta os
▶ 00:51:40 sinais deles, mesmo que não esteja cometendo os crimes deles, você vai preso. >> Que é, por exemplo, um oruã da vida que fica falando meu pai, não sei o quê, vai em cana. >> É isso aí. Eu acho que tem que ser mesmo visto como terrorista, porque eles são terrorista na verdade. Tanto é que quando algum líder deles eh morre na em operação, algum algum confronto, ele a primeira coisa que eles fazem é tacar fogo em ônibus, entendeu? Até mesmo a gente eh já passou por situações deles até balear morador para botar na conta
▶ 00:52:10 da gente, entendeu? Então isso é são atos terroristas, né? Não tem como dar outro nome para isso, entendeu? >> A gente maldita, né, cara? Gente maldita. >> Eh, que assim fosse não quero tomar teu tempo de atrapalhar aqui. A gente tá andando ao vivo e conversando com a galera. >> Eh, que se você fosse falar assim, olha, o que que você acha que deveria mudar em termos de política mesmo para resolver? não resolver, mas mitigar o combate ao crime, fazer com que ele aconteça de maneira clara, assim, coisa que você viveu na rua e falar assim, isso aqui
▶ 00:52:40 muda, a gente tá aprendendo aqui >> então acho que isso aí é um grande passo, botar as facções como terrorista, que eu acho que já intimidaria um pouco mais a situação, porque eles são bem usados mesmo. Acho que de repente eh eh seguraria um tempo, porque eles iam ter um pouco mais de medo da lei, né? eles saberam que a qualquer ato que eles ali a a pena dele não ia ser tão grande como é hoje em dia, entendeu? E aquilo acho que tem que classificar qualquer um
▶ 00:53:11 que eh faz essa apologia, tanto em música, tanto com com qualquer outra coisa, eles também tm que tinha que ser visto como é sofrer. Exatamente. É o nosso projeto. O nosso projeto basicamente é o que a gente tá defendendo total. O apologista ele só não tá segurando a arma, ele tá fazendo todo o resto. Exatamente. >> Ele tá fazendo todo o resto. Muito obrigado. Desculpa tomar tempo. Isso. >> Obrigado. >> Nada. >> Já precisar ir >> dá uma cena. Obrigado aí. Tá agradeado. >> Obrigado. Valeu. >> É por aqui. >> Cabeça dura, né? [risadas]
▶ 00:53:44 >> Você vê, né? A a a possibilidade e o seguro dele é R$ 100.000. Se for na época, acho que era até menos, cara. Então, uma coisa que tem que ver é a pólice única de seguro para todos os servidores de segurança pública no Brasil, que se você fizer uma pólice nacional, ela vai sair para pro estado mais barata e mas ela pode ter um valor muito maior >> que que vai vai possibilitar num numa desgraça que o policial morra ou fique alejado ou ou tem uma uma sequela grave
▶ 00:54:15 que ele possa sobreviver dignamente, né? >> Sim. >> Por cara não tem. Então essa é esse é um dos amparos que tem que ser revisto imediatamente. >> Uma outra pergunta, eu não sei como é que é aqui no Rio, porque em São Paulo é bem bizarro. Aqui se você acaba sendo eh processado pelo estado, pelo MP, etc, por conta de uma operação, quem é que arca com o jurídico? >> Então, mais uma vez, o policial tem que arcar do bolso dele >> aqui também. Assim, isso é um absurdo, cara. Isso, isso, isso é isso é defesa do policial e da polícia, né? porque
▶ 00:54:48 xinga, ofende a instituição e a instituição não requer a possibilidade de um direito só de resposta sequer. E o policial tem que arcar. Se for processado, ele arca com tudo. >> É, os rapazes, achou, a gente tá montando uma espécia de um departamento jurídico para fazer assistência policial ao policial, assistência jurídica ao policial, eh, com advogados de primeira, crutando a molecada, tal. >> Tem que ter, tem que ter, tem que ter. você vai gerar a possibilidade de fazer justiça, porque a justiça tem
▶ 00:55:20 que ser feita e o policial às vezes fica preventivamente preso 5, 10 anos. E aí, quem é que vai tirar, vai dar de volta esse tempo para ele? E muitas vezes o caso da cidade de Deus agora os policiais ficaram do anos presos, foram a julgamento, ganharam no júri e foram difamados pela televisão, pela mídia. Como é que eles vão recuperar? Como é que a família deles vai ficar? >> Então isso tem que ser revisto imediatamente. >> É, eu peguei casos.
▶ 00:55:52 Pode entra. Senhor, tudo bom? >> Tudo bem, meu amigo. >> Graças a Deus. devagar na mesma lutinha aí por aí dando um apoio moral aí >> nosso presidente Renas >> tudo bom >> prazer prazer ó o grande xureque aqui [risadas] >> é xureque com >> o cara desse reciclagem >> é >> tá boa a reciclagem aí >> tá dá tá dando para sobreviver né >> que que tá valendo mais plástico? >> Ah, o metal é o melhor pô >> qual metal cobre alumínio. >> Cobre alumínio. É, pô. É, mas eu só vivo só mais de pet.
▶ 00:56:22 >> Pet >> é meu forte é pet. Mas você já tritura o >> Não, não, não, não. Vê um camião e ponho aí para mim. >> Não, >> eu sou um pequeno atrás. >> Se você pudesse ter um triturador disso, seria bom para você? >> Seria bom, pô. >> Aí um um fomento que você pode gerar para ele, né? >> Sim, sim. Bom ponto. >> Um pequeno um picotador disso aqui. Ele já entrega o material picotado, pronto para ser >> Sim. Você consegue operar volume muito maior, né? >> Sim, sim. Maior e de uma forma correta. >> Sim, sim. Xeque, um prazerzaço.
▶ 00:56:52 >> Prazer. Fant. Valeu, >> mas meu nome é Evandro, tal. >> Ah, mas X é mais legal. >> Jureque é mais legal. É >> reciclagem X aqui, ó. Vamos fazer, vamos divulgar. >> Então, como a gente tava falando isso da assistência, né? A, a, eu vi que isso é em todo lugar, né? Tem amigos nossos da polícia em São Paulo que mesma coisa, o cara fez uma teve uma ocorrência, o cara atuou de maneira heróica, aí vem o processo, fica 5, 10 anos e eles usaram o mesmo termo que você. Você fica com uma espada na cabeça, né? Você tem audiência de custódia e muitas vezes o
▶ 00:57:22 cara se faz de vítima lá, o policial já sai com processo nas costas ali na audiência de custódia. Ou seja, você inverte o polo do da criminalidade. O policial sai como criminoso e o cara como inocente, coitado, vítima da sociedade. >> É bizarro. É bizarro, cara. Isso, isso é isso é uma das coisas mais você explica para gringo, os caras ficam tipo quê, por >> né? Na França berço do humanismo não é assim. é muito mais radical. A violência policial lá é outra dinâmica e você tem
▶ 00:57:54 o processo legal que tem é duro lá. Vai ser processado lá fora para você ver. >> Pois é. >> Não, não. Lá na França, cara, crime é uma armada. É, >> é as penas totalmente. A gente só fica achando que o francês é otário. Otário somos nós. A, a gente pega tudo que é de pior que vem lá da gringa, faz uma versão ainda piorada disso. Vivemos as consequências dessas escolhas erradas. E aí ainda tem gente nossa no Brasil que acho que tá em cima do mundo. A gente vem ministro do Supremo, o Barroso ficava querendo dar aula em Harvard explicando sobre o humanismo e a
▶ 00:58:25 democracia dele. Isso é muito bizarro, velho. Você teve, olha, olha o ECA. O ECA foi feito pelo Fernando Color de Melo na época que ele tava sob pressão do impeachman. Aí ele quis fazer uma média e assinou o ECA, a porcaria que tá aí hoje. >> Sim. >> Então temos que rever isso urgentemente. >> Sim. A menoridade penal, ela tem que cair para 14. >> E crime de ondo, eu sou defensor. Crime de ondo, se o cara foi capaz de cometer um crime de ondo, um cara de 12 anos,
▶ 00:58:55 ele tem que ser punido também. >> Na Inglaterra é assim. É, o cara cometeu o crime de onda, o psicólogo vai atestar que ele tava consciente, acabou, >> né? >> Não importa a idade. >> Exato. Porque se ele teve força física, intencionalidade, planejamento e cometeu aquele crime violento, ele vai ter que pagar. É, >> foi adulto para cometer o crime, será adulto para ser punido. É. Ele não pode ser 3 anos de pseudo. >> Sim. O internato al >> internato, mais nada. Que lá é uma escola do crime, né? Então, >> exato.
▶ 00:59:25 >> Para isso, precisaremos de parlamentares lá para aprovar a redução da maioridade penal. Ah, >> isso é obrigatório, até porque no Senado botaram para tirar, né? >> Exato. >> É sempre no Senado. O Senado é uma máquina. >> Enterra, enterra tudo quanto é projeto de combate à corrupção e de eh segurança pública. >> É, o Senado é uma máquina de implant também, cara. Assim, al Columbri, cara, uma um lugar tocado pela alcolumbre não pode não pode andar. Vamos encerrar a live que a gente tem a próxima. Foi um recadinho final, >> recado pra galera. Cara, sim. Agenda do Rio de Janeiro, muito legal. Que aprendizado aqui. Que aprendizado.
▶ 00:59:56 Sigam, ó, falem os arrobas aí. >> @seco. Seco né? >> Isso. Com 26 igual da atriz. >> Boa. Boa. Só não vou tiver pelado, né? [risadas] @coronelbuzinelo com2 Ls. >> Mar. Sigam eles e vamos que vamos que hoje tem mais live.