eleicoes.ai

← Renan Santos, vídeos de 2026

MARANHÃO CONTRA RENAN SANTOS | ANÁLISES RENAIS | 16/04/2026

Renan Santos · 16/04/2026 · 113 min · MBLiveTV - Lives do MBL
↗ assistir na fonte original

Transcrição gerada automaticamente a partir das legendas do vídeo — pode conter erros. Confira sempre no vídeo original.

▶ 00:00:00 ao vivo. >> Boa tarde, meus lindos. Tudo bem? Atrasamos por por culpa minha hoje, tá? Me perdoem. Me perdoem. Infelizmente eu fui fui almoçar e aí quando estava voltando para cá, >> sabe? O Uber o Uber cancelou. [risadas] Infelizmente aqui com medo. >> Aí e aí eu eu pedi pro nosso querido menor aprendiz Bruno vulgo iraniano. >> Eh, olha aí, ó. Você tá operando sozinho pela primeira vez? Não, né? Você já operou antes sozinho? Não, eu acho que é a primeira vez, tipo, que montar e começar aqui é a primeira

▶ 00:00:31 vez. >> Primeiro, então, olha só, nós temos um menor aprendiz operando a live pela primeira vez e outro menor aprendiz aprendendo junto com ele enquanto a gente tá aqui apresentando. Não é mesmo, Orlando? >> Exatamente isso. >> Aqui a gente monta o carro em movimento, entendeu? >> A gente troca o pneu com o carro andando. >> A gente troca o tênis do Artur doval >> enquanto ele não está >> Orlando, não. Aqui, ó. Quero saber quem tava aqui que acompanhou o meu debate com o Artur Duval no e detalhe. Orlando, por favor, quem ganhou o debate? >> Ah, você. Você ganhou você ganhou. >> Obada. Muito obrigada, gente. Muito obrigada. É difícil ganhar um debate de

▶ 00:01:01 açudo Val. >> Não é fácil, mas você ganhou. >> Eu tô tô aprendendo. Eu tô aprendendo. Aos poucos a gente não pode ganhar todas, mas algumas a gente a gente vai tentando. >> Você teve, você teve o o melhor, o de todos os argumentos que ele deu hoje, nenhum foi melhor do que os seus. >> Olha aí, gente. Então, eu ganhei 100%, 10 a 0 para mim. >> Mas sabe porque ele perdeu? Porque ele é liberal. Se ele tivesse ido pela questão do consumismo e >> sim, aí ele teria pego, se ele teria falado, se ele, se ele tivesse falado

▶ 00:01:31 assim, ó, antigamente poderia até ser que os tênis começou pela cultura, mas hoje em dia é voltado pelo consumismo. Mas por que que ele não deu esse argumento? Porque ele não sabia sobre o que ele estava falando. Claro, porque é um liberal, >> o que reforça o meu argumento. Ele estava falando sobre algo que ele não sabia o que ele o que era e enfim. E aí aconteceu isso aí. >> Bom, >> gente, por que de novo essa Ana? Então eu trabalho aqui e infelizmente por enquanto vocês não vão ter que me ver todos os dias. Se você não está contente tem um botãozinho X ali em cima. Você pode fechar a live e assistir outra coisa. >> Não, para com isso. Eles vão, eles

▶ 00:02:01 gostam de ficar aqui conosco. >> Não, mas o cara não quer me ver. >> Tem, não, tem muito hater meu. O seu, não sei, master meu po. >> Estão chamando o Orlando de Godo. Ororando. >> O pessoal não gosta muito de mim não, porque eu falo. >> Olha só. Aparentemente sou uma pessoa do sexo feminino que fala, eles não gostam. Nossa, feminista, né? >> Nossa, sim. Espectro cinza. Voltando. [risadas] OK, Glenda. Vamos continuar. >> Bom, eh, hoje temos algumas pautas interessantíssimas para falarmos aqui. >> Temos, >> temos boas pautas.

▶ 00:02:31 >> Temos deputados falando de, de do presidente Renan Santos, temos Neymar pai falando de Renan Santos. >> Neymar pai falando de Renan Santos. OK. >> Neymar falando de Renan Santos e várias outras coisas aí que eu vou jogando aí ao longo da live. Boa, boa. Então vamos começar, >> vamos começar então com o deputado, >> ó, antes, antes, antes da gente começar, já deixa seu like na live. >> Exatamente. >> E se inscreve no canal, se você não está inscrito, tá bom? >> É, bora.

▶ 00:03:01 >> Exatamente. >> Vamos lá. Teve lá no Maranhão, esteve lá nesse bairro um candidato a presidente da República, um candidato chamado Renan, que ele teve a a infelicidade, a quem repudio muito a fala dele. Ele denominou de forma infame, de forma infame aquele bairro de um pedaço do inferno. É um

▶ 00:03:31 absurdo que falou esse pré-candidato querendo dizer que quem tá ali, então são as pessoas que vão pro inferno. Quem vai pro inferno é quem não presta. >> Foi exatamente isso, Iildo Rocha, que o Renan quis dizer. Foi exatamente isso. Você tá assim, ó, top de interpretação. Você tá assim para um, para um deputado. Parabéns pela interpretação de merda que você teve da fala do Enan. Esse cidadão, eu asseguro esse cidadão, ele não conhece o Maranhão, ele é cheio de

▶ 00:04:01 processo, cheio de problemas e foi lá pro Maranhão só para falar mal do estado e falar mal do Maranhão. Repudio, vamos fazer um documento aqui, assinar. Vou pedir para os demais deputados federais, os senadores do Maranhão, repudiando as falas que foram feitas por esse pré-candidato, primeiro lá no bairro do Coroadinho, segundo em vários municípios acabando com com o estado do Maranhão, enquanto que o estado dele, que ele não olha, o estado dele tá cheio de problema lá no estado dele, que é o estado de São

▶ 00:04:31 Paulo, tem muitas mazelas também. Então, quero aqui repudiar e dizer que o prefeito Braide, o prefeito Braide não deu conta de apresentar o projeto, de, aliás, de executar o projeto. Então, ele não deu conta de executar, que tá desde 2024, já era para ter sido executado esse projeto para melhorar aquele bairro, acabar com esse nome de favela, fazer do coroado, do coroadinho um novo bairro, um bairro exemplar, para dar qualidade de vida para aquela população. Mas eu tenho certeza que a prefeita que está lá agora vai dar conta de fazer

▶ 00:05:03 esse empreendimento lá no Coroadim, lá em São Luís. E se precisar do apoio do deputado Iildo Rocha, estou à disposição para ajudar a fazer com que seja concretizado esses recursos foram destinados pelo presidente Lula para São Luís fazer a prefeitura fazer esse novo bairro lá no Coroadinho e perder esse nome de favela. Muito obrigado, senhor presidente. Que esse pronunciamento >> quer começar, Orlando? >> Cara, eh, teve um vídeo que saiu esses dias, se você quiser procurar até pode

▶ 00:05:33 você pode procurar meu amigo Farid. >> Eh, >> Farid. >> Farid >> é o primeiro nome que veio na cabeça assim. [risadas] >> Mohamed. >> É Mohamed, por favor. Mas eh saiu um vídeo agora do do Caneta Azul, aquele rapaz que canta Caneta Azul, eh, dando entrevista e falando sobre direita e esquerda. Pois bem. E aí o pessoal falou: "Nossa, que absurdo, como pode esse cara ser candidato?" E sinceramente, eu não entendi porque as pessoas estão tão abismadas com a com o caneta azul, já que a qualidade média do

▶ 00:06:06 nosso centrão é o o quando dele mesmo, Wilton >> Hildo Rocha, né? >> É, não é isso. Essa é a qualidade média que não difere em quase nada de um de um caneta azul. Você pode perceber, ele não tem capacidade, eu não acho que seja malcaratismo, tá? Eu acho que ele de fato interpreta dessa forma. >> Eh, no caso, eu vou dizer uma aqui, uma dica, uma dica para todos vocês. Uma dica para todos vocês. >> Sempre deduzam duas coisas. A primeira

▶ 00:06:37 coisa que vocês podem deduzir é burrice. Sempre deduzam burrice. A segunda coisa que vocês podem deduzir é muitos assun aqui porque seria cancelado. Mas mas é isso. Primeiro sempre deduzam burrice e pode colocar aí. É, deixa, deixa eu só fazer um um comentário que ele falou assim: "Ai, o Renan Santos não conhece o estado do Maranhão. Ildo, eu tenho certeza, eu tenho certeza que o Renan Santos deve conhecer melhor o estado do Marião do que o senhor, porque o senhor tá falando uma neira dessa, em plenário, você não conhece o próprio estado que você vive. Você deveria ser o primeiro a estar aí

▶ 00:07:08 para lutar para que o seu estado tenha condições e melhores, melhores estradas, saneamento básico, que não tenha lixo a céu aberto. Por que que teve que esperar em um uma pessoa de outro estado, já que você tá tão indignado que ele não tá prestando atenção no estado dele, por que que você teve que esperar vir uma pessoa de São Paulo e ir ao Maranhão para poder falar que tem um lixo a céu aberto? Só então a prefeita maravilhosa do qual o senhor tá falando aí, ir lá pegar uma escavadeira para poder tirar um cachorro morto do meio da rua, porque as pessoas simplesmente tinham que andar e ver cadáver de cachorro na rua. Então

▶ 00:07:38 assim, quem não deve conhecer o próprio estado é o senhor, não Ranel. >> Pode colocar agora. >> Tá aí, ó. >> Tem muitos assuntos sérios pra gente falar contigo, porque você ainda não conseguiu mostrar as propostas. Me fala uma que tá na tua cabeça assim. Sabe o que? Você sabe o que é o que é o que é um deputado federal? Você sabe o que é? >> Eu não sei porque não tô lá dentro ainda. Não sabia, viu? >> Ah, você só vai saber quando você tiver lá dentro. >> Todos você sabe trabalhar quando pega na enchada. Sabia disso? >> Enchada. >> Mas em que sentido, Manuel? Fala,

▶ 00:08:09 explica pra gente. >> Por hora vou deixar tudo em off por hora, né? A gente tá começando a trabalhar devagarzinho. Isso aí a gente não pode explicar ainda agora, né? >> Explicar. Per não, pera um pouquinho, pera um pouquinho, pera um pouquinho. Você entrou nessa loucura, isso pode ser uma loucura de querer ser deputado federal. E não sei se você sabe, mas para você ser deputado federal, aliás, para você entrar numa eleição, você precisa dizer qual é a tua plataforma, o que que você vai fazer. E aí você vem aqui e fala que

▶ 00:08:40 não, tá tudo em off. Que história é essa, meu? por hora na minha hora de eu falar ainda. Vai chegar a hora e o dia de eu falar agora não posso falar ainda. É uma plataforma em segredo. >> Segredo. Você disse que loucura então então tem muita po soltar o trunfo, né? Vai que coloc plataforma de governo dele. >> Vamos lá. Temos muito que conversar aqui com o Manuel. Vou pedir ajuda. >> Temos bastante gente aqui. >> Como que você pretende combater a corrupção? >> Sabe o que é corrupção? >> Essa é ótima. >> Sei. Não posso falar, mas eu sei. >> O que que é corrupção? >> Fala aí também um pouco. Não, >> não, não, não vou falar. Tô perguntando

▶ 00:09:11 para você o que que é corrupção. É falar, fazer coisa errada. Essa é corrupção. >> Não, não. Explica, explica o que é, o que é corrupção. >> Corrupção, que é coisa errada. >> Coisa errada é o que a gente tá vendo no Brasil inteiro. Muitas coisas desistem isso aí. Por exemplo, >> tipo, >> que que tá errado no Brasil hoje? >> Muita coisa. Me cita uma. >> Não, não posso falar. >> Não, não. Me cita uma coisa que tá errada. [risadas] Manuel não pode falar. Vem per um pouquinho. Não, pera aí. Para você vem aqui.

▶ 00:09:44 Conseguem vem aqui. Você vem não. Eu tô muito calmo. Você vem aqui com seu assessor, seu fotógrafo aí, sei lá o que que é. Você vem aqui para dizer que você é pré-candidato a deputado federal e você não consegue dizer o que você vai fazer, nem o que você pensa. >> Agora não posso dizer ainda. >> Como agora não? Agora é a hora para você falar isso. >> Não é a hora. Não é hora ainda. Você tá sonhando. >> Deixa eu só entender uma coisa, Manuel.

▶ 00:10:15 A gente vive calma, a gente vive um momento de polarização política no Brasil forte, né? Então, tem a galera da direita, tem a galera da esquerda. O Manuel tá posicionado onde? Você é mais de direita, você é mais de esquerda, você é mais conservador, você é mais onde que você tá no espectro político? >> Eu sou mais na minha, fico tranquilo, né? F, >> eu sou mais na minha. [risadas] Eu fico no me estrado, né? >> Vou não vou vou vou levantar aqui. Vou >> o que? Calma, calma. Ô, a caneta azul, eu vou votar, eu vou deixar de votar

▶ 00:10:46 numa outra candidata que eu ia votar, que eu não posso dizer quem, mas vou votar em você, >> cara. Eu vou dizer uma coisa assim, eh, vou até tirar agora aqui o fone. Esse momento em que ele fala, você direito de esquerda e ele fala, eu sou mais na minha. É a assim, principal falar, Manuel Gomes é o primeiro identitário brasileiro. Esse cara é o primeiro identitário de direita brasileira. Ele está para além da direita e da esquerda e ele está completamente focado no quê? na a na própria vida, na própria concepção, é um

▶ 00:11:18 extremo liberal identitário. Isso que ninguém conseguiu pegar. Ele é algo como eh tivemos na década de 60 na França, a novela Druá, né, que era a que é a ideia da nova direita francesa, que buscava fazer uma contraposição à nova esquerda. Pois bem, nós temos agora a novíssima novíssima direita com Manuel Gomes, porque ele conseguiu trazer uma concepção para além da clivagem direita e esquerda, que ele consegue dizer muito bem que ele não está nem pra direita, nem pra esquerda, mas ele está na dele,

▶ 00:11:49 o que significa uma introspecção do homem >> dele >> que busca fazer do Estado brasileiro apenas o espelho do indivíduo. Esse homem, >> gente, eu vou me retirar depois dessa dessa análise. >> Desculpa, gente. Esse homem conseguiu fazer algo que ninguém tá ninguém ninguém ninguém conseguiu conceber. É um nível que vocês ainda não estão preparado. É >> nível de intelectualidade que de fato a gente não não consegue conceber. >> É isso. Agora assim, para para além da

▶ 00:12:19 da análise metalinguística do do >> Caneta Azul. >> Do Caneta Azul. Caneta Azul é muito bom. Qual o seu nome? >> Caneta [risadas] azul. >> Caneta Azul. Para além do caneta azul e análise metalinguística, cara, a gente tem que pensar o seguinte: Não consigo imaginar nada de diferente do que ele falou em relação ao Wildo, ao Wildo Rocha. Não tem absolutamente nem nada de diferente. A gente tá a gente tá assim abismado com esse rapaz

▶ 00:12:51 sem nenhum motivo. Essa é a qualidade média do centrão brasileiro. >> Exatamente. Exatamente. E assim, eu vi um comentário ali de um rapaz que acaba de passando batido o nome dele para mim, mas o que ele falou é uma verdade. A gente ri, a gente faz piada, tal, mas isso é sério, gente. uma pessoa, uma pessoa com essa capacidade ou falta de capacidade se acha tão boa a ponto de se candidatar a um deputado federal da do maior estado do Brasil. E ele ele não tem um pingo de vergonha na cara dele de

▶ 00:13:21 chegar num programa onde as pessoas perguntam: "O que faz um deputado e ele falar assim: "Não sei, eu vou descobrir como o Tiririca fez na época dele". Ou ou ele ou ele pegar e falar: "Ah, não é o momento de falar". Sabe o que que eu acho que deve ter acontecido? minha análise assim psicológica da situação, eu devem ter falado para ele assim: "Olha, você não pode falar que você é candidato, você tem que falar que você é pré-candidato, então você não pode falar que você vai fazer o que você vai se eleger." E aí ele entendeu que ele não pode falar nada. Então se perguntarem para ele sobre a quais são suas propostas, não posso dizer, não é o momento de dizer, porque ele deve ter interpretado que ele não poderia falar

▶ 00:13:52 absolutamente nada quando não é exatamente assim. Então assim, a gente ri, mas isso é o sintoma do Brasil, é que o Orlando falou, é o é o super centrão mostrando o que ele é através dessas pessoas. Um eleito, que foi o anterior que a gente viu, que é o Hildo, e um aí querendo se candidatar porque é o 90% do congresso que a gente tem hoje são essas pessoas. Infelizmente, pessoas como Kim Cataguiri, que são excepcionais são eh >> eh, como que isso me fugi a palavra? Exceção. >> Exceção. É uma exceção. É algo

▶ 00:14:22 excepcionalíssimo, podemos dizer. Exato, >> cara. E assim, eu eu tenho uma dificuldade muito grande >> de olhar para para isso e ficar indignado. Eu não consigo ficar indignado vendo o Caneta Azul candidato. Eu eu não acho que ele deveria ficar com vergonha de ser candidato. Eu acho que o Caneta Azul está ele está surfando no Caliuga, como todos nós deveríamos surfar. É isso que ele está fazendo. Está surfando no Caliuga. E outra coisa que é muito importante dizer, eh, imagine que o que um caneta azul, o

▶ 00:14:52 problema dele é que ele é famoso demais para que a gente possa ignorá-lo. Mas todos os dias nós passamos por dezenas de canetas azuis pela rua, tá? >> Seja em São Paulo, seja na Bahia, seja no Maranhão, seja em qualquer lugar do Brasil, vocês estão passando por dezenas de canetas azuis e vocês não percebem isso. Você já devem ter assistido aquele filme Guerra Mundial Z, que é o o segundo melhor filme de de zumbi da história? Eu tenho muito medo. Qual >> o primeiro? >> O primeiro é um é um filme coreano que passa em acho que é em Seu. É só que

▶ 00:15:24 sempre esqueço o nome. É o do trem. Muito bom. Desesperador. >> Não, aquele é o melhor filme de de zumbi já feito na história. Só um parênteses. Eu tenho eu tenho pavor de zumbi. Eu tenho pavor, desespero do zumbi, mas eu assisto todao quant coisa que existe de zumbi. >> Não, os caras são os dois melhores filmes de zumbi da história, assim. E no Guerra Mundial Z, não sei se você percebe como que eles fazem a representação do dos dos palestinos naquela invasão lá em Israel, que basicamente o aquele palestino que tá lá, ele é é ele é quase como não humano

▶ 00:15:54 e ele é por isso que ele é ignorada pelos zumbis e tal. Eh, pois bem, claro, tem uma explicação do filme daquilo, do porquê, mas essa é uma representação que diversos autores trazem do palestino como o não humano, como o zumbi, né, dada a guerra imperial que há e etc. Claro, na interpretação deles, não na minha. >> Eh, e o ponto é que nós estamos passando por diversos desses zumbis todos os dias, né? Eh, a gente não percebeu ainda, mas nós estamos vivendo a guerra mundial Z

▶ 00:16:25 no Brasil porque nós estamos rodeados de zumbis, cara. Eh, temos uma grande parcela que é completamente improdutiva e que, por sorte, é improdutiva, porque se for produzir, vai destruir, né, que são incapazes de de de fazerem um ó com um copo, mas essa é a nossa realidade, cara. Então, quando eu vejo o o Caneta Azul, eu não consigo nem dizer assim, ele deveria ficar de algum modo eh sei lá, chateado ou ou envergonhado, porque

▶ 00:16:56 ele está representando muito bem aquilo que da população. >> Exatamente. E mais do que isso, a nossa democracia é como uma democracia em um país que simplesmente não deveria eh vai que tem uma cultura política diferente, que diverge da da democracia, não é? Não é uma nós não somos um país de cultura política liberal. É, a nossa democracia inevitavelmente vai cair em canetas azuis. >> Sim. >> É inevitável que caiamos em canetas azuis.

▶ 00:17:26 >> Sim, porque as pessoas é é aquilo, né? A gente, a gente finalmente parou de, acho que paramos um pouco de olhar o, o, o, o político como um funcionário e entender que ele é um representante. Então, a pessoa vai votar em quem ela acha que representa ela. Infelizmente, é o que o Orlando falou, a massa da população se enxerga nessa pessoa. Ele olha e fala assim: "Caramba, eu sou igual a ele, então vou votar nele, porque ele vai votar como se fosse eu." E aí a gente tem essa essa grande merda

▶ 00:17:56 aí que enfim. >> Sim, perfeitamente. >> Falando em merda, eh não foi só o o Caneta Azul não é o pioneiro nisso aí, né? Temos o nosso querido vereador Paulo Bosta. >> Paulo Bosta. >> Paulo Bosta. [suspirando] >> Ai um setinho. >> Paulo Bosta com o Dr. Raul que todo mundo gosta. 17121 Munda Bauru, não se esqueça, vote 17121 com Dr. Raul, prefeito 25, mudança com verdade. Paulo Bosta, empresário de merda.

▶ 00:18:27 >> Paulo Bosta, empresário de merda. [música] >> O povo quer comer, o povo quer emprego, [música] o povo tá morrendo. Acorda, Rafa Max 4077. Em protesto, a candidata Lourdes Melo pretendia fazer um minuto de silêncio, mas só temos 57 segundos.

▶ 00:18:57 >> Agnelo, um número 3100. Eu quero voto. Eu quero voto. Eu quero voto. Voto em mim. Voto em mim. Voto em mim. Voto em mim. Eu quero voto. Eu quero voto. Eu quero voto. Voto em mim. Voto em mim. Meu nome é Agnelo. Número 31003100. Eu quero voto. Eu quero voto. Eu quero voto. Eu quero voto. Vota em mim. Vota em mim. Vota em mim. Vota em mim. Eu quero. >> Isso aqui tá muito em sal. >> Eu quero voto. Eu quero voto. Quero voto. Voto em mim. [risadas] Nem eu consigo falar isso. Então você consegue? Quero volta, quero volta, quero volta. Volta em mim, vota em mim, quero volta. >> É, é isso, gente. Então, assim, eh, ninguém vai conseguir me convencer, né,

▶ 00:19:27 de que o problema são com essas pessoas aí. >> Exatamente. >> Nenhum, perceba bem, a gente dá risada neles, mas o problema não é de nenhum deles, tá? Não, e assim, não só as pessoas que a a grande massa da população que acha legal e vota nisso daí, mas assim, tem aqueles também que são que não são tão imbecis nesse ponto, mas ainda assim eles fazem um voto de protesto porque eles não têm a capacidade de de enxergar que as coisas podem ser melhores. Então eles estão tão acostumados com as coisas sempre sendo ruim, que eles vão falar que eles vão pensar assim, ó, todo mundo um bando de

▶ 00:19:58 filho da mãe mesmo lá dentro, então vou votar no caneta azul porque dane-se porque eu vou é o meu voto de protesto. assim que o Tiririca foi para lá parar no Congresso, entendeu? Então a pessoa simplesmente, ah, eu vou vou já que não tem jeito, vai ser aí mesmo, só para >> E aí que está a grande questão, >> e é o grande problema. >> Eh, em 2018 tivemos um voto de protesto que conseguiu ser radicalizado em favor de Jair Bolsonaro. >> Pois é. Só que ele próprio não era um radical, ele era uma pessoa que apenas usava de aparatos retóricos para isso.

▶ 00:20:30 E tem um ponto interessante, eu tava vendo um texto do Bisoto de 11 anos atrás. 11 anos atrás, Eduardo Bisoto e publicou um texto, cara, no Facebook, no final do Facebook e ele >> eu ainda mexo no Facebook, tá? >> Hum. Eu eu já não mexo há anos e anos no Facebook. Por isso que eu falei finado. Achei que ninguém mais usasse você. As pessoas usam muito Facebook. >> Ah, então então no no vivíssimo Facebook e e era um texto de 11 que ele publicou há 11 anos e que ele falava o seguinte:

▶ 00:21:00 "Olha, eh, ele pegava alguns exemplos históricos e ele dizia: "Se você não radic, se as forças políticas estiverem sempre indo para em direção ao centro, a população não está acompanhando. A população está indo para para os lados. alguma hora essa radicalização vai cair alguns problemas. Um um deles é a radicalização imbecil, que são simplesmente você pegar seu voto e falar bem assim, por que é o pior que aí você

▶ 00:21:31 só vai botar esse imbecil lá dentro e vão ser 4 anos dos outros tendo que lidar com ele, porque também é é ele tá por qual partido você sabe? Caneta azul. >> Ah, o rapaz acabou de falar que eu esqueci. Ele foi convidado pelo Avante. Isso. Avante. Pronto. Aí é bom que vai botar o dono do Avante para ter que lidar com caneta azul por 4 anos, né? e o restante dos parlamentarários. E o restante, exatamente. Só que existe um problema que é que é também da radicalização, que

▶ 00:22:02 é o fato de se a classe política não entender esse processo de radicalização e não atender a isso, não tiver eh players suficientes para atender a isso, vai surgir alguém que pode ser verdadeiramente radical. E isso significa, em última instância, a possibilidade de dissolução da ordem democrática e, enfim, do regime como tal, >> né? >> Então, as pessoas estão apostando tanto e e me impressiona chegarmos em 2026 e

▶ 00:22:32 os partidos continuarem com as mesmas apostas que eles tiveram em 2014, em 2010, em 2006. Eles estão com a mesma aposta que tiveram há 15, 20 anos. Será que eles acham mesmo que o Brasil não mudou nada de 2006 para cá? Será que eles realmente acham que a perspectiva política brasileira não mudou nada de 2006 para cá? Será que alguém acredita realmente que o nosso momento é idêntico àquele?

▶ 00:23:03 Se acreditam isso, perceba bem. Então, a vinda desse desse radical deixa de ser uma ameaça e se torna uma esperança, porque é a única coisa que sobrou para poder eh acabar com esse marasmo, porque tudo isso que eles estão fazendo conosco, isso aí é assim, obviamente eu não vou culpar o Caneta Azul, não fico irritado pelo Caneta Azul, agora me irrita profundamente todos os líderes partidários que permitem isso. Eles

▶ 00:23:35 permitem isso. >> Sim. Hoje hoje um rapaz mandou um comentário na live que é muito sintomático. falou assim: "Esses esses velhos que estão na política, eh, que a gente deu uma notícia do FHC, né, que tá sendo interditado e tal, ele falou assim, ó, eh, esses velhos que estão na política, Zé Dersceu que permanec na política, todos os ministros do STF que são velhos, todos esse pessoal, o próprio Valdemar da Costa Neto, que são pessoas que estão aí no entre 70 e 80 anos, que ferraram o Brasil durante a sua vida inteira, eles vão morrer e não

▶ 00:24:05 vão pagar por isso. Eles não vão pagar e pelo menos em vida pelo pelo mal que eles fizeram ao Brasil. Inclusive, não só não vão pagar, mas estão sendo pagos durante na durante a vida inteira para fazer o que eles estão fazendo com a gente. Então assim, eh é é muito necessário. Eu acho que a gente tá nesse momento de que as pessoas estão começando a abrir os olhos. Enquanto a gente ainda vê esse tipo de coisa acontecendo, do outro lado a gente ainda tem esperança, porque a gente vê coisas como o a visita do Renan ao Maranhão, dando efeito, mesmo ele eh sendo assim

▶ 00:24:35 entre aspas e entre, pelo que dizem as pesquisas e os e os e os os eh inimigos políticos dele que ai não, ele é desconhecido, ai ninguém sabe quem é, ai ele é um doidinho, como disse o o Flávio, quem é o Flávio para falar que alguém é doido, né? Mas enfim, eh, e ele foi lá e fez fez uma diferença no estado tão grande que o próprio deputado que veio falar mal dele não fez durante todos se os seus anos de mandatos, que eu faço lá ideia de quais sejam, mas eu aposto aqui que não fez mais do que o Renan fez em alguns dias lá no estado.

▶ 00:25:05 Então, assim, ao mesmo tempo que a gente tem essa desesperança de certo lado, a gente ainda tem uma certa esperança de que as coisas vão mudar e que eh de e que existem pessoas que estão aí para fazer a diferença de forma positiva. Isso foi uma coisa que me fez é vir pra política, porque eu pensava assim: "Poxa, se eu sou uma pessoa boa e eu sei e eu sei que eu poderia fazer alguma coisa boa, eu tenho que acreditar que existem pessoas boas querendo fazer coisas boas também, as quais eu posso me juntar e a gente todo mundo fazer coisas boas juntos." E então acho que é essa esperança que a gente tem que ter. >> Sim. É, eu eu tenho eu sou um cara muito

▶ 00:25:36 esperançoso na política. Eu acho que cada vez que nós temos, por exemplo, um momento de ruptura, eu acho que é uma possibilidade de fazermos algo completamente novo, diferente e melhor, não é? Sempre que temos um momento revolucionário, significa que temos uma chance de fazer algo diferente, melhor. Sempre que temos o momento de de assim o momento mais baixo da república, sempre significa que sempre há a possibilidade de fazermos uma nova república. Sempre penso isso, >> sim, >> porque eh não existe uma morte definitiva, né? Não, não existe uma

▶ 00:26:06 morte definitiva. O Império Romano caiu, mas os romanos continuaram. Então, é, não é como se tivessem morridos os romanos com o fim daquele daquele do império, né? Ainda que toda civilização tenha morrido junto com o império romano. >> É, mas as coisas vão se transformando e vão >> se transformam. Exatamente, exatamente isso. Então eu sinceramente vejo isso e acho que OK, existe cada vez que eles apostam mais em canetas azuis, tiriricas e sei lá quem mais que vai sair

▶ 00:26:36 candidato, sempre que fazem essa aposta, isso significa que a possibilidade de chegarmos em um momento de ruptura, em um momento de a necessidade de transição, ela se aproxima. Por quê? Porque existe um limite entre eh existe um limite entre aquilo que leva ao ao marasmo, a estagnação, ao sentimento de de anomia, aquele sentimento de ficarmos realmente apáticos, né, a uma apatia geral, que

▶ 00:27:06 esse é um problema brasileiro muito grande. A apatia é um grande problema. O fato de sermos apáticos faz com que nosso país permita ter termos ugumotas, por exemplo, porque é um absurdo termos ugumotas, né? mais do que o cadeto azul. Mas eh pronto, nós nós temos esse sentimento de apatia, só que você vai pisando tanto no caso das pessoas apáticas que alguma hora essa apatia se torna raiva, se torna uma cólera e que se torna uma revolta.

▶ 00:27:36 >> Uhum. E, e eu acho que estamos caminhando para isso. A, a, o crescimento de Renan Santos reflete exatamente isso. Sabe quando aquela poxa, acho que 2022 foi o cúmulo da apatia. 2022 foi a pior eleição que eu lembro da minha vida, assim, foi a mais chata de todas, foi a que teve as piores entrevistas de todas, foi a que teve os piores debates de todos, foi que teve as piores propostas de sempre. 2022 foi, acho que a mais antipolítica das nossas campanhas eleitorais.

▶ 00:28:07 Eh, não a tua tava tanto o Lula quanto Bolsonaro disputando para ver quem é da maior bolsa família. >> Depende, porque do ponto de vista intelectual, realmente de produção de conteúdo de qualidade técnica, não teve, mas os debates foram muito engraçados, sim, 2022. Puxa, não achei. Eu achei >> nos foram muito bom. Foram muito. Foi puro entretenimento, mas assim, mas é como se você tivesse assistindo um BBB, mas na verdade é um, é um debate eleitoral para descobrir quem é a pessoa que vai comandar o país pelos próximos 4 anos, o que é muito triste. >> É o que verdadeiramente não comando, né?

▶ 00:28:37 [risadas] Que assim, verdadeiramente não comanda porque a gente tem esse outro outro problema que é o fato do presidente não ter mais o poder em suas mãos. Não temos mais a centralidade do poder no executivo. Está distribuído hoje entre legislativo e e o e o judiciário, principalmente judiciário. >> Mas eh 2022 foi o cúmulo da apatia. Creio que 2026 é o início da cólera. >> Quero jogar uma pergunta para vocês aí, seguindo a análise de vocês. Eh,

▶ 00:29:08 >> fala, Farind. esse esse recente crescimento do Renan Santos, eh, essa esse rebulício que ele tá causando no cenário político, eh junto com o crescimento nas pesquisas, vocês consideram mais que é que já era uma uma parte da população já estabelecida que tá insatisfeita ou é justamente essa ruptura que você vem falando, Orlando, que ele que ele tem uma tendência a crescer muito mais? Que que vocês acham? >> Quer começar ou >> posso começar? Então eu acho que vamos lá, existe uma

▶ 00:29:39 insatisfação que é latente há muitos anos, não é? Porque o brasileiro tá insatisfeito com sua própria situação. E nós experiment experimentamos ali, vai de 2006 até 2012, experimentamos uma espécie de ascensão que foi um voo de galinha que deu ao Brasil uma falsa sensação de começar a voar e cair no chão de uma vez. E e aquilo significou para o Brasil uma frustração muito grande, que é uma frustração geracional também, né? Eh, eu

▶ 00:30:11 eu estava na universidade, eu estava indo pra universidade quando o Brasil tava descendo. Então, assim, pô, tô fazendo, tô estudando direito e eu estou vendo vários advogados ganhando R$ 2.000 por mês, pô. Sabe, pera aí. Por que >> foi o que aconteceu comigo? >> É isso. Assim, eu eu estava >> eh eu eu estava estudando direito. Aí imagine só, eu passei na UFBA para estudar direito. Aí eu tô na UFBA e eu vejo uns caras que estudaram na UFBA, que eram meus veteranos fodidos, velho, tendo que rodar o Uber. Eu falei: "Pera, per, pera aí, que que eu tô fazendo da

▶ 00:30:41 minha vida, velho? Eu tô estudando aqui para quê? Para nada, né?" Mas então, eh, eu tem tem esse sentimento que é um um sentimento latente. Entretanto, esse sentimento ele não conseguiu se materializar. Teve um momento de materialização que foi 2018, porque foi um momento em que teve uma ascensão de um de uma possibilidade de líder político que não se efetivou como líder político, mas se efetivou como massa eleitoral, que foi Jair Messias Bolsonaro.

▶ 00:31:11 O caso do Renan Santos e e aí que tá, isso acontece em 2018, que é a efetivação da revolta. Nós temos ali, eu acho que é o momento em que a revolta consegue ganhar corpo e que não atua só uma só um parêntese pequeno. Não gosto de ficar fazendo esses vai voltas, mas acho que esse parêntese vale a pena. É uma revolta que inicia assim em 2013 e só ganha corpo final em 2018. Pois bem, em 2022, que foi na campanha seguinte a isso, nós tivemos a campanha mais apática da

▶ 00:31:42 história, o que nos revela o quê? novamente um sal, um voo de galinha que todo mundo cai de cara no chão, mas um novo ciclo de ressentimento e frustração. E e essa é a tônica que vem tendo. Qual é o ponto fora da curva em 2026? que existe um projeto geracional, que é o primeiro ponto. Acho que a gente tem que fazer essa clivagem geracional, porque se em 2013 quem tava as suas foram as pessoas da geração do Renan, que são vai 40, que hoje tem 40 anos,

▶ 00:32:14 quem hoje compõe nossa base são também esses millennials, mas principalmente a geração Z. Por quê? Porque a geração Z é uma geração que já nasceu e cresceu nesse Brasil plasmado, nesse Brasil que não tem para onde ir. Então, hoje nós temos um projeto político que tem um recorte geracional. E mais do que isso, Renan Santos é o melhor líder político que eu acho que foi produzido no Brasil nos últimos 30,

▶ 00:32:44 40 anos. Porque além de ser um projeto com recorte geracional, é um projeto político que tem uma delimitação ideológica que está para além do quadro que estava printado nos últimos 15 anos em nosso país. É como se ele trouxesse, é como se estivéssemos olhando dentro de um quadro e ele simplesmente quebrasse essas esse essas barreiras. O que significa, em última instância que ele que ele está entregando para o Brasil uma imaginação política.

▶ 00:33:16 Se a imaginação moral é a capacidade de nós pensarmos a partir, enfim, para para chegarmos em uma concepção, né, a partir de símbolos e significados sobre certo e errado, bom e ma, etc. A imaginação política é a derivação disso para as instituições, para a disputa de poder. Quem é que consegue trazer isso pro Brasil? Renan Santos, porque é o único que está imaginando um país. >> Sim. >> Nós crescemos em um país que nunca se efetivou enquanto nação.

▶ 00:33:47 >> Uhum. >> Nós temos fronteiras, mas nós não temos uma um uma cultura política própria efetivada. É, e não só isso, a gente acho que o imaginário, o imaginário a gente sempre teve desde lá do do livro Brasil, país do futuro, entende-se o Brasil como sendo um um país com grande potencial para ocupar o inclusive que é um dos nossos brindes hoje, o Brasil, país do futuro. Vamos falar do Valet Plus. >> Eu não queria te interromper, desculpa do livro m interrupting. É bom, tá aqui.

▶ 00:34:19 Hoje quem entrar na Valete Plus é propagando. >> Hoje quem entrar no na Valete Plus vai receber a revista Valete do mês, que é o o do Alexandre de Moraes ali apanhando, vai receber o Criton e o Brasil País do Futuro, que é o livro do qual eu tô falando agora, que foi é é um livro do Stephan Swarg, que ele foi a pessoa que veio pro Brasil e ele imaginou o Brasil como sendo um um país com grande potencial de ocupar um espaço central dentro do cenário mundial e não só um espaço de cadjuvante. e ele enxergava no Brasil um grande potencial para poder eh

▶ 00:34:52 derrubar os o os erros que os erros que foram responsáveis pela queda da aquela queda não, né, mas certa forma a queda da Europa. E esse imaginário sempre existiu. O problema é ninguém traçava um caminho concreto para aquilo ali. Então, a gente sempre ouviu, eu sempre me lembro de ouvir desde criança, tipo, ai o Brasil é um país perfeito, o Brasil tem tudo, o Brasil tem uma uma posição geográfica privilegiada, o Brasil tem um clima privilegiado, a gente tem potencial, a gente tem potencial, mas e

▶ 00:35:22 o que que o que fazer para alcançar esse potencial? Eu acho que o diferencial do Renan, é justamente um dos motivos pelo pelos quais ele pelo qual ele tem crescido, é justamente ele fala assim: "Gente, atenção que o que o Brasil tem um potencial, a gente sabe o que que a gente precisa fazer para para chegar até aqui". E ele traça um caminho concreto que as pessoas são capazes de entender e falar: "Caramba, então o que esse cara tá falando não é só uma lista de de desejos, como que a gente tava acostumado a ouvir até hoje, mas ele tem um plano concreto, ele sabe como como alcançar esse potencial e eu acho que

▶ 00:35:52 esse é o principal diferencial". >> [roncando] >> Perfeito, perfeito, perfeito. Só mais uma coisa que eu acho importante dizer é que o Renan Santos, ele tem ainda um uma outra questão que explica a sua ascensão, que é o fato de Renan ser parte do daqueles que eh viram esse esse voo e essa queda. Ele é parte desse processo. É assim como boa parte da NBL que que aí é que está. Eu acho que esse é o diferencial que é você ter uma constante

▶ 00:36:23 histórica. Isso que eu já falei que existe uma constante histórica na história brasileira, principalmente e após o golpe republicano, que é quando duas facções de duas ou mais facções de elites estão em disputa no Brasil. sempre há é uma constante histórica isso, uma sublevação das camadas médias porque e quando consegue se efetivar, como aconteceu na época do Getúlio Vargas, toma o poder e muda radicalmente as instituições. Ou pode acontecer de

▶ 00:36:53 fracassar e simplesmente acabar com tudo piorado, não é? Como tivemos, por exemplo, pós 2014. Eh, Renan Santos faz parte desse e o BMBL e a missão é um produto desse processo de sulevação que ainda não se efetivou. Então, temos que pensar como que nós conseguimos ter eh esse diferencial que é nós não somos partes da elite extrativistas, nem do lumpezinato sem

▶ 00:37:25 consciência de si. Nós somos a camada média que foi esmagada nos últimos anos por essa aliança maldita. >> Forte, tá? >> Assim, é porque eu não sei fazer corte. Poderia ter feito um bom corte agora. >> Poderia fazer são corteiras que estão assistindo a gente. Façam um corte de Orlando Lima porque essa fala foi sensacional. >> É, mas eu não, eu não sou bom para isso, cara. Eu não olho pra câmera, não. Eu nem sei qual é a câmera que tá. Eu tá vendo essa. Ah, essa aqui, né? Pronto. É isso. >> Mas essa aqui também tá ligada. Se o nosso Aperta a câmera dois aí, operador.

▶ 00:37:55 Olha, ó. Um pouquinho diferente, tá vendo? Mas a cor dessa aqui tá mais bonita. Volta para um. Aí >> volta. É, pronto. Não, obrigado. É que eu eu simplesmente não sei, cara. Então, >> então, mas ficou uma fala Mas foi uma fala muito boa. Dá para corteiros ajudem aí. consegui fazer três bons cortes aqui. Já >> foi um belíssimo corte e um belíssimo gancho pro nosso pra nossa próxima pauta que é >> foi tudo programado. >> Exatamente. >> Olha aí >> que é sobre o ex-prefeito de São Luís e atual pré-candidato ao governo do

▶ 00:38:25 Maranhão falando sobre Tá >> pronto. >> Pegou aí, >> passou. >> Pera aí, >> pera aí. >> Aí >> agora >> foi >> falando sobre Renan Santos. >> Ô Deus. >> Bom demais. É o Braide. É o bride. >> É o bride. >> É o bride. Vamos ver o que o brother. >> Ele é pré-candidato a governo, né? >> Fala para nós sobre o coroadinho que a min tá batendo em cima no coroadinho. O Renan teve lá no Coroadinho. Como é o Coroadinho? O Coroadinho, pera aí, deixa

▶ 00:38:56 eu só dar entrevista aqui. O CoroDinho foi um dos bairros que mais recebeu obras e serviços da Prefeitura de São Luís. Entreguei a nova web da CI Ribeiro, entreguei uma creche de tempo integral. Entreguei o clínica da família Sacavém que atende ao coroadinho. Entreguei duas quadras cobertas no coroadinho. Entreguei todas as escolas novas do coroadinho. Coloquei iluminação de LED em todo o coroadinho e fiz o maior sonho da cidade do Coroadinho, que

▶ 00:39:28 foi entregar o hospital do Coroadinho. Transformamos a a unidade mista do Coroim no hospital do CoroDim. E foi exatamente por isso que quando eu fui candidato à reeleição, eu tive mais de 70% dos votos do lixo. O lixo, >> e o lixo, >> o lixo é um trabalho que a população tem que fazer, que a prefeitura trabalha todo dia. Valeu, coladinho. >> Valeu, Brasil. Valeu. >> O cara não tem um pingo de vergonha na cara dele de fazer um vídeo desse rindo

▶ 00:39:59 enquanto a situação da do lugar. Assim, ó, gente, 65% do local lá onde o Renan foi, eh, 65% das do dos jovens lá estão de certa forma envolvidos com o crime organizado. E ele acha que esse é um case de sucesso a ponto dele querer se candidatar a governador. E é muito triste o o fato de que o trabalho que ele faz é horrível. Qualquer pessoa consegue ver que é horrível. As pessoas que moram lá conseguem ver que é horrível. E ele fala disso como se fosse um grande orgulho, como se fosse um

▶ 00:40:29 belíssimo trabalho. Olha, a gente tá fazendo coisas muito boas, amigo. Você teve que pagar um um post num num numa página de notícias para poder falar bem da tua cidade, porque não tem o que falar, >> cara. É, assistindo Bride, eu fiquei meio na humora das ideias, cara. [risadas] Sério, eu tô eu tô aqui tipo assim, eu tô aqui tipo que político desgraçado, sabe? É, eu sou >> esses políticos malditos. >> Malditos. [risadas] Vocês vão pagar. Eu tô, eu tô meio, eu tô, fiquei meio assim, aí quando começou

▶ 00:40:59 o pessoal falando: "É o BR, é o BR, é o BR". Eu tô aqui idólatras >> porque cara, mas pronto, é >> assim, gente, é lixo, a céu aberta, é cadáver de cachorro, as pessoas cavando cova com as próprias mãos. >> O pior que esse cara ainda fala o seguinte, olha o que ele diz, olha o nível do que esse rapaz diz, que a questão do lixo, a prefeitura cuida todos os dias. Ele realmente quer quer fingir que aquele lixo, aquele montante de lixo, aquelas toneladas de lixo nasceram do dia para a noite a partir das mãos daquelas pessoas.

▶ 00:41:29 >> Aí, ó, a Bárbara tá falando que em Coradinho não entra Uber. Esse é o esse é o baita trabalho que você fez. Ô, ô, >> não entra Uber. >> Por quê? Por causa do crime organizado. >> Provavelmente. >> Ou porque é muito longe? >> Provavelmente. Provavelmente. >> Bom, por exemplo, na minha cidade lá em Portugal também não tem Uber. >> [risadas] >> Igual coroadinho. >> Tenho certeza que é igual coroadinho. Quantos cadáveres de cachorro você passa diariamente? >> Não, Deus me livre. Não, não, mas lá não tem Uber porque como é uma vila, é, não é economicamente viável ter Uber. Então

▶ 00:41:59 tem muito táxi. Você chega centro da cidade, tem táxi, mas não tem Uber. Não, mas é >> outra coisa que é engraçado eh na Guarda, que é o a principal cidade de lá da onde a gente mora, simplesmente tem em um dia eu consegui, assim, se passei uma semana lá, só tem três Ubers rodando na cidade. São os mesmos três. >> Caramba. >> É, é, é quase que um táxi, tá ligado? Só que mediado pelo aplicativo. É tipo isso. >> Não, gente, assim e >> e obviamente aquele cachorro não acabou, >> não é? É por conta da criminalidade. Lá,

▶ 00:42:30 ó. Bonde dos 40. Bde dos 40. >> É o bonde dos. Vocês chegaram a ver o vídeo do da do Bond dos 40 ameaçando o Renan Santos? >> Não, eu vi o vídeo do Renan Santos ameaçando o B dos 40. >> Ele eles soltaram um vídeo meio que ameaçando o Renan Santos assim. V >> Não vou colocar não não coloca. >> Não é bom colocar essas coisas porque é o que eles querem. Eles querem >> visibilidade. Não, não é bom colocar. >> Mas essa esse tipo de coisa, tá ligado? Que eles colocam >> B dos 40 manda baixar vidro de carro de carro comum. Imagina um. >> Ah, entendi. Sim, sim. >> Tá vendo? Ô, ô, Brad, você fez que [ __ ]

▶ 00:43:01 trabalho. Você se orgulha, você se orgulha, você deita a cabeça no teu travesseiro à noite, você pensa assim: "Nossa, que baita trabalho que eu [música] estou fazendo. Eu estou cumprindo o meu propósito como político de uma cidade de merda". >> Não tenho dúvida que ele pensa exatamente isso. >> Eu não tenho dúvida que ele pensa exatamente isso. >> Muito triste. É muito, é muito triste. Sério, sério. O cara fala rindo, rindo como se fosse a coisa mais linda do mundo. >> Assim, eu eu imagino que ele quando deite, ele pense bem assim: "Eu estou fazendo exatamente o que eu preciso". É exatamente isso. Não tenho dúvida.

▶ 00:43:32 Olha só, novamente, e esse rapaz é infinitamente pior do que o caneta Azul. Ele é infinitamente pior do que o caneta Azul. E ele e ele tem uma capacidade de interpretação maior do que do caneta azul. Ele tem uma capacidade de de argumentação superior do caneta azul. Ele tem uma capacidade tem um carisma superior ao do caneta azul, né? Tem mais, sei lá, tem mais educação do que o caneta azul. Eu não tenho dúvida que o caneta azul é menos perigoso do que ele.

▶ 00:44:02 Éim, porque o caneta azul ele pega pela ignorância, pela burrice, mas esse cara ele é assim, se se Coroadinho é a filial do inferno, você é o estagiário do capeta. É isso. >> É isso. >> Exato. Exatamente isso. >> Olha, ó. É uma das populações, é uma das maiores favelas do Brasil, frequentemente citada entre a quarta e oitava maior população. >> Mais de 53.000 1 habitantes, não é? Surgiu em 70, de forma não planejada, enfrentando desafios históricos de

▶ 00:44:32 infraestrutura, gestão territorial, além de episódios. >> Eh, bom, eu tenho uma Essa aqui vai ser outro corte bom, tá? >> Uhum. Ó, olha pra câmera. >> Isso. Essa aqui, essa aqui, >> esse aqui vai ser um corte bom. Eu eu desenvolvi uma uma argumentação que eu pretendo transformar isso, nem vai ser na valete, eu pretendo transformar, desenvolvê-la eh na universidade, que é basicamente o seguinte, existe o chamado devir nordestino para o Brasil, que não tem nada a ver com o Nordeste em si, mas

▶ 00:45:02 com as classes políticas nordestinas que exportam seu modo de ver o mundo, sua mão de visisão, que exportam seu modo de agir sobre o mundo para o resto do Brasil, que é basicamente a periferização de todo o país. Quando a gente pensa, por exemplo, no Caneta Azul, ele é de algum estado do Nordeste, provavelmente ou Maranhão ou Piauí, não vou saber exatamente. Pois bem, ele será candidato por São Paulo. Hoje, quando você olha para as principais instituições de estado do país, os grandes homens são dos estados

▶ 00:45:34 mais pobres e com pior desenvolvimento possível. Esse é o devir nordestino para o Brasil. É, todo o Brasil que você conhece, ele será periferizado, ele será favelizado. Você andará entre canetas azuis e você ainda assim será feliz. Você dividirá em alguns anos uma casa porque você vai morar em um quarto, porque não vai ter condições de pagar o aluguel de uma casa. Você vai morar em um quarto, assim como pessoas imigrantes moram em Paris, você fará isso na sua cidade e o o

▶ 00:46:05 vizinho do quarto ao lado será alguém que terá a incapacidade de viver em sociedade. É por isso que ele vai usar o o celular dele sem fone e você não poderá dormir, mas ainda assim você terá que ser feliz. Essa é a lógica da periferização do Brasil, a medicurização completa. O Piauí, o Maranhão não são exceções dentro de nossa história. Eles se tornaram o case do sucesso para que as elites extrativistas possam manter seus privilégios ao mesmo tempo

▶ 00:46:37 em que o lumpezinato, sem consciência de si possa manter-se sem grandes problemas. Sabe quem vai sofrer nisso? Nós, as camadas médias. Essa é, esse é o grande plano que há para o Brasil. Nesse plano nós somos algo descartável. Quem não é descartável é o Braide e o Coroadino. Agora deu um corte, hein? Mas, ó, deixa eu te falar, eu vi um comentário numa publicação do Renan falando do, não sei se era exatamente de Coroadinho, mas era de algum lugar lá do do Maranhão, que a

▶ 00:47:08 pessoa falava o seguinte, eu acho que era de Coroadinho, a pessoa falava o seguinte: "Nossa, por que que esse homem tá indo falar mal de desse lugar? Esse lugar ainda tá bom. Você deveria ir em lugares que estão ruins de verdade. Eu li aquele comentário, eu fiquei assim, [risadas] não, calma. O Renan está num lugar que está ele falou, falou assim: "Ah, um prefeito, alguém tá fazendo alguma coisa por esse lugar. Ele devia visitar os lugares que estão verdadeiramente ruins." Eu fiquei, gente, se esse é o lugar que está melhor, melhor, está melhorando, está Imagina o que tá

▶ 00:47:39 verdadeiramente ruim. Tipo assim, eu não consigo conceber. Eu não, eu, eu não, eu, eu, eu imagino o quê? que o lugar que está verdadeiramente ruim é a pessoa dormindo do lado do cadáver do cachorro. Porque é sério, não. Sete pneus furados em quatro dias. >> Sim. >> As pessoas cavando cova, gente. A pessoa cavando cova com as próprias mãos, com as próprias mãos do familiar. Vocês imaginam o que é isso? E assim, ah, esse lugar está, esse lugar tá melhor. Você deve ir um lugar que tá ruim de verdade. Eu não quero nem saber

▶ 00:48:09 o que é o lugar que tá ruim de verdade. Sinceramente me dá tristeza de imaginar. Eu tenho muita vontade de andar pelo eu, eu já, já, esse é um plano que eu tenho mesmo. >> Uhum. >> Eu quero separar as 100 cidades de piores de pior IDH do Brasil. As 100 cidades de pior IDH do Brasil, que eu pretendo ir em todas elas para fazer uma pesquisa acadêmica sobre aquela questão do centrão que que começamos a fazer. Eu quero desenvolver mais. Eh, eu pretendo fazer isso, pegar as 100 cidades de pior IDH do Brasil e ir nelas, porque a gente, sinceramente, eu

▶ 00:48:40 não quero ver o Brasil, sei lá, cara, não quero ir no Leblon, sabe? E eu eu tô cansado do Leblon porque o Leblon criou isso. Se existe uma se existe um problema também de da imagem brasileira ser vista como uma grande favela, a culpa vem do Leblon, a culpa vem das classes altas cariocas e paulistas. É isso. Também não podemos eh retirar essa responsabilidade das elites brasileiras, né? Só existe coroadinho e o cachorro se

▶ 00:49:11 decompondo ali porque permitiram que isso acontecesse, né? Eh, acredito fielmente que nós devemos pensar antes de qualquer coisa em como imporem, porque ordem se impõe e cria a disciplina. É assim que se faz. Nenhum país que se desenvolveu, perceba bem, a Europa tem uma história baseada em ferro e sangue. É, é essa a história da Europa, ferro e sangue.

▶ 00:49:41 Eles eram tão bárbaros quanto eles olham hoje para os balcans, né? O o Eslavag, ele disse que os balcans são uma espécie de espelho e distorcido do que foi a Europa durante quase toda a sua história. Eles tiveram que se civilizar, que se tornar tiveram que se tornar civilizados e aprender a conviver e criaram uma ótima sociedade que está sendo destruída novamente por conta das elites daquele país, daqueles países, né? O Brasil não era essa animalização,

▶ 00:50:13 assim, o fato do MC Rian SP ter desviado não sei quantos bilhões, o fato de ter participado, obviamente ele não desviou todos esses bilhões sozinho e enfim e para si, não é? Eh, o fato de nós e e de termos eh pose do rodo como grande eh exemplo da nossa cultura popular, né? Não existiria pose do rodo sem existir Caetano Veloso. Temos que lembrar na quando quando Lula

▶ 00:50:43 sumiu, alguém de algum ministério dele, alguma coisa assim, foi alguma coisa que eu lembro da área da saúde, subiram ao palco para cantar uma música do poço do rodo que falava sobre violência policial. Então, as elites ilustradas do nosso país é que criam esse populacho nojento que está aí e que parece ser a única coisa que podemos entregar para nossos filhos. Mas nem sempre fomos assim e não temos que

▶ 00:51:13 morrer sendo assim. Não precisamos morrer dessa forma, né? Não é um destino. A decadência é uma escolha. Estamos escolhendo continuamente essa decadência. Mas acredito realmente que podemos impor a ordem e fazer coroa por exemplo, se tornar um local minimamente habitável. Mas para isso eu não quero conhecer o Leblon. Quero conhecer os 100 piores lugares do do país. >> 100 >> os 100 piores lugares do país. Você tinha falado seis. >> Não, 100. >> Eu gostei muito da análise de vocês, por isso eu queria jogar outra pergunta aí

▶ 00:51:44 pros nossos apresentadores. Eh, o mais cedo vocês falaram de um tal de marasmo que tava sendo sentindo no Brasil e tudo mais. Eh, como que um cara aqui de São Paulo, Santa Catarina, que tem acesso a um metrô, uma rua asfaltada e tudo mais, ele sente esse marasmo e como essa galera do Maranhão, eh, do Nordeste do Brasil, tipo coroadinho, sente esse mesmo marasmo. Como vocês veem essa questão? >> Quer responder? >> Pode começar. >> Veio de forma muito diferente, né? Por

▶ 00:52:15 exemplo, eu não tenho dúvida que alguém de coroadinho não sente esse marco. É bom deixar isso claro. Eh, porque a concepção que você tem sobre o mundo depende também da forma como você está inserido nesse mundo. E eu digo isso porque enquanto eu morava na Bahia, por exemplo, vamos lá até vai até meus 20 anos de idade, eu achava que o mundo fosse uma extensão da Bahia. É isso. Eu achava que [risadas] eu achava que >> muito a cara.

▶ 00:52:45 >> Eu achava que o mundo [risadas] fosse uma uma extensão da Bahia no sentido de que não pode ser nada tão diferente do que é isso aqui. >> O que o que São Paulo também acha que é >> é isso assim, eu falava, pô, tá, a parte boa, a gente vai no Rio Vermelho, a gente tem uma [ __ ] praia boa, se a gente quiser uma praia de pobre, tem ali, mas se quiser uma praia de rico, tem aqui. Tudo muito acessível. O mundo é mais ou menos isso aqui, com algumas mudanças, uma aqui, outra ali, é tudo a mesma coisa. Mas perceba bem como o seu mundo se restringe à aquilo. Você acredita que

▶ 00:53:15 todo mundo é aquilo. Então não tenho dúvida que alguém de coroadinho simplesmente não sente esse marasmo. Porque para chegar em um marasma você primeiro tem que chegar em um ponto de certo conforto que não vai para além daquilo. >> Uhum. Você chegou em uma situação média que você não vai sair daquilo. É como se seu teto fosse 1,70 m. É como se você estivesse preso no corpo do Artur Val. [risadas] >> Não, detalhe, detalhe, tipo, sou quase também do Artur Val, então eu só tô aqui

▶ 00:53:46 zoando o cara à toa, tá ligado? Mas é como se fosse isso. Agora, um jovem de São Paulo que eh tem que ele consegue enxergar uma porque São Paulo é o centro do país no sentido de ser a grande força econômica e aqui você encontra o mundo, cara. >> Sim. >> Aqui você tem acesso a tudo que você quiser. Central da América Latina, né? >> É isso. Aqui você tem tudo que você quiser, sabe? Então você, então você consegue, pô, imagina para um jovem ver alguém eh um jovem que estuda na Estácio vendo o um outro que estuda na USP,

▶ 00:54:19 ele consegue sentir isso. Ele consegue sentir que ele tá [ __ ] que ele não vai conseguir competir aquele jogo, que ele tá em outro game. O cara lá de coroadinho não tem isso, pô, porque ele nem sabe o que é a USP. >> Você não tem um comparativo, né? Ele tá presente de uma bolha. Exatamente. Exatamente. Isso é aquela coisa, você tá acostumado a ler, sei lá, Ravier com J, do nada te dão um Dostoyevski. Hoje eu sou tor, >> você sabe, você sabe que não, mas deixa eu fazer um parêntese aqui. Você sabe que Artur Doval, você sabe qual foi a

▶ 00:54:49 expressão dele para fazer Raviar com J, né? Ele leu Dostoevski e falou: >> "Eu posso escrever isso aqui também?" [risadas] Aí ele escreveu Raviar com Jior. >> Gente, se o Dostoevs que escreveu crime castigo, por que eu não posso escrever Rabia? Foi, foi essa a lógica dele. >> É, mas [risadas] assim, brincadeira, >> chegou queria ter a autoestima do Artur. >> Não, mas posso falar? Muita gente critica Roco J. Eu acho divertidíssim. >> Gostei, eu gostei também. Susou pela pela resenha, mas eu achei um livro legal. >> Mas o que eu queria falar é que eh a

▶ 00:55:21 pessoa um dia tá lendo alguma porcaria e no outro dia você tá lendo eh Dostoyevski, ttoy. Pô, pera aí. Existe um mundo, cara. Existe algo que eu nunca acessei antes. Eh, você não pode achar que o mundo é diário de banana, apesar de eu adorar diário de banana. Você não pode achar que o mundo é diário de banana, sendo que existe Ilíada. Essa é uma questão. O jovem São Paulo sabe que existe Ilíada, ainda que ele não acesse com seus próprios olhos, mas ele conhece a Ilíada. Um jovem que está no Rio de

▶ 00:55:52 Janeiro, ele sabe disso. E isso faz com que essas esse sentimento de marasmo de que, ok, eu estou numa situação, num ponto da história que talvez eu não consiga caminhar, que aí é a pior coisa que tem. >> Uhum. >> Eu acho que a pior situação que tem é você chegar na parede, porque a partir dali você percebeu, >> é uma parede de vidro, né? Você consegue ver tudo aquilo que você não pode alcançar. Exatamente. Essa essa é a pior situação. Então se observa de forma muito diferente. Agora tem uma coisa

▶ 00:56:22 importante de falar, tá? Eh, nós temos um caso que é por que Renan Santos cresce no Nordeste? Alguém já parou para se perguntar nisso? Porque tudo bem, se o jovem de São Paulo é o jovem que consegue acessar esse mundo e o jovem de Coroia não acessa isso, por que que Renan Santos cresce no Nordeste? Existe um fator chamado internet que fez com que diversos jovens de CU de Cabritinha do Norte conseguissem acessar o resto do mundo. Eles começaram a

▶ 00:56:53 perceber o seguinte: "Pera aí, pô, eu não preciso morrer sendo isso. Eu não preciso viver a vida dos meus pais. Eu não preciso repetir a vida dos meus avós. Eu posso ter uma vida que não nunca me foi dada, mas que eu sei que existe. E eles vêm apenas. E é por isso que eu acho que o sincerídio do Renan, quando vai lá e fala assim é uma filial do do inferno, um sincerídio do Renan comunica com essas pessoas que tiveram esse acesso, porque essas pessoas dizem bem assim:

▶ 00:57:24 "Isso aqui realmente é a filial do inferno. Eu estou vivendo no inferno." O Renan passou, sei lá, uma semana, né, nesses lugares e ele ficou assim indignado. O Renan mandava áudios indignadíssimos sobre o que acontecia lá, porque isso é uma coisa importante. O Renan Santos também ressoa lá por pela por ser algo genuíno, não é? >> Mas ele mandava áudios indignadíssimos. Agora imagina você viver 10, 15, 20, 30 anos da sua vida naquele lugar. >> Nunca ter visto outra coisa.

▶ 00:57:54 >> E quando você tem acesso é pelo seu smartphone, você tá com o seu Moto G35 acessando esse resto do mundo. Cara, você percebe que você não precisa morrer daquela forma. Você não pode, você não precisa morrer no inferno. Você tem como buscar uma outra coisa. E é assim que ressoa diferentes modos de se observar a estagnação brasileira. >> Maravilhoso. Não tenho nem o que complementar desse desse. >> Olha, vou te dizer uma coisa, ele faz

▶ 00:58:24 excelentes perguntas, tá? >> Não, esse operador é bom. Esse operador é bom, hein? Esse operador tá sendo assim: "Você está levantando minha aura, cara". >> Operador, >> cara, pode formar aura à vontade. A, >> operador, você é incrível. Você é incrível. [risadas] Ah, >> sim. Não, assim, eu eu estou aqui abismado com esse operador. >> Ah, você viu? O homem é bom. >> Bom. >> Adivinha quem Adivinha quem encontrou esse talento de operação? >> Pô, depois de eu ter que aguentar Eloí a semana toda, na verdade. >> Coitada. [risadas] >> Tô brincando, tô brincando, tô brincando. >> Bom, vou usar, vou usar esse gancho aí

▶ 00:58:55 para trazer a pauta quente. Pauta quente. >> Opa, pauta quente. >> Opa. >> Eh, temos nada menos nada mais que Neymar Pai atacando Renan Santos. Ai gente, o Neymar pai existe. Eu eu eu assim eu eu acho tão interessante como eu vivo na minha vida sem lembrar que o Neymar existe, aí acontece alguma coisa, aí eu lembro que o Neymar existe e ele tem um pai que é pior que ele. [risadas] >> Quando você pensa que só existe um problema, não existe. >> O cara fez um discípulo. >> Vamos lá, Renan Santos. Recardo, recado

▶ 00:59:27 para Neymar. >> Ah, ok. E aí, Neymar? Pai, vou te explicar no palco adequado por suas irresponsabilidades irresponsáveis laações, >> ou seja, meão de processo. Você pode colocar o vídeo de Renan Santos falando sobre Neymar? >> Eu poderia, mas o meu teclado ele tá sem bateria. Continua. Continua. Eu vou >> assim. Problemas técnicos vão ser resolvidos. >> Calma aí. Você faz o seguinte, você

▶ 00:59:57 manda uma mensagem para você mesmo, copia e cola o navegador. >> Não tem como copiar. Ah, sim, >> porque o o teclado não funciona, mas o mouse funciona. >> Olha só. Tá vendo? Depois dizem que loiras não servem para nada. >> Pelo contrário, pelo contrário. Eu acho que o ML mostrou que as loiras do MBL são as melhores candidatas. >> É verdade. Isso é verdade. Pois é. >> Temos a Amanda Vetorazo. >> E só também. Brincadeira. [risadas] >> Nossa, nem e nem para falar nas minhas gente. Por favor, se vocês for falar mal de mim, fala nas costas que não dói. Mal

▶ 01:00:28 na minha cara triste. Contrário, né? Falar fal, [risadas] >> por favor, fala mal pelas minhas costas. Pela frente eu fico triste. Você não tava preparada para isso. >> Tava preparada para esse golpe. >> Não, brincadeira. Nós temos as melhores loiras, pré-candidatas e candidatas do Brasil. Bom, sobre o o Neymar, eu vou querer ver o o vídeo. >> O vídeo >> tô mostrando para mim mesmo aqui. [risadas] >> O problema do Neymar sempre foi refletido muito bem pelo pai, >> né? O pai dele é um senhor de de sei lá,

▶ 01:00:58 50 anos que se comporta como um adolescente, que gosta de de fazer festa como um adolescente, que gosta de curtir a vida como adolescente e que que se vê no Neymar. >> Quer dizer, tudo que o Neymar é é o que ele gostaria de ter sido, né? Então, >> e ele e ele não deixa de viver isso através do Neymar, né? No meio do Neymar. >> Sim, sim, sim. Sem dúvida, sem dúvida nenhuma. Agora sim, vídeo do Renan Senta. >> Renan Senta. >> Pausa.

▶ 01:01:28 >> Opa. Que tá sem som, né? >> Pausa. Isso aí. Põe o som. Não, isso. E põe, põe o som em cima ali, ó. O sonho de cima. De cima. Não, não. >> Diminui o sonzinho em cima. aperta o cut aí no tecl no stream deck. >> Tem que voltar pro início. >> Aê. >> Ai >> Júnior drogas e corrupção. É sobre isso que eu vou falar agora. Presta atenção, meus amigos. Houve uma operação hoje que prendeu o MC Rian. Prendeu também o cara da Choquei, o pose do rodo tá todo encrencado. É uma operação que envolve lavagem de dinheiro via bets, vias, ou

▶ 01:02:01 seja, aquilo que a gente já conhece envolvendo o tráfico de drogas. O que que eu achei estranho envolvendo Neymar? Sabe o perfil do gordinho do MC Rian? Você percebe inúmeras fotos com o Neymar. Um deles inclusive chamando Neymar de chefe. E aí eu pergunto para o Neymar e não é uma acusação. Eu tô começando a achar estranho o seu Neymar direto e recorrente com pessoas ligadas ao tráfico de drogas. E eu tô com uma lista. MC Rian [música] tem um amigaço. Ouan, teu amigo tava junto no Cruzeiro. Joias preso, mesma coisa. O Buzeira, teu amigo Buzeira que foi pego na operação Narcobet. O Rodrigo Morgado, teu parça, também na operação narcobet que envolve

▶ 01:02:31 lavagem de dinheiro, ligado a tráfico de droga. O José Celson Moraes, um dos seus maiores parças, dono da BBM, que trabalha com jogador de futebol e também próximo do time Monte Azul, que o seu pai é consultor, sempre da Baixada Santista. Bruno é amigo Alves, ouvido numa operação de 2019 que dá conta de 760 kg de droga exportado, tudo ligado ao PCC, também ligado ao tráfico de drogas. Isso sem falar de inúmeros outros amigos seus deste universo da Baixada Santista e das drogas. Eu pergunto isso, Neymar, porque você é uma inspiração para muitos jovens. Veja, eu não manjo muito de futebol e até

▶ 01:03:01 gostaria de vê-lo na Copa por conta da sua habilidade, mas eu não consigo imaginar o Messi ou o Cristiano Ronaldo andando com os amigos que você tem, ainda mais no momento em que você tá na Baixada Santista. Veja os negócios t dos seus amigos que todos levam ao tráfico de drogas, fazem muita gente crer que pode ser que você também esteja próximo disso em alguma medida, porque não é normal todo mundo ao teu redor ser envolvido com tráfico de drogas, tráfego internacional de drogas ou lavagem de dinheiro ligado a isso. Então, Neymar, antes que as pessoas comecem a suspeitar de coisa estranha, não é uma acusação. Tava na hora de você que inspira muitos

▶ 01:03:31 jovens do nosso país, parar de andar com vagabundo traficante. É sério, porque quando você autoriza esses caras a serem grandes influenciadores, o jovem brasileiro, o jovem rapaz brasileiro acha que é legal, que é bacana você cultuar esse tipo de gente que é lixo e que tem que ser preso por muito tempo, de preferência [música] pelo resto da vida. Tá aqui meu recado pro queridão do Neymar. Meu nome é Renan Santos e eu sou pré-candidato a presidência da República. Júnior, [aplausos] >> ele >> é o brabo. >> O homem é bom, tá? Ele, cara, quando tem

▶ 01:04:02 quando chega um áudio do do J 3 segundos, eu já sei o que vai ter, cara. Mesmo assim, eu abro aquela [ __ ] daquele áudio. >> Eu sei, eu tenho o áudio dele que eu uso para tudo que é ele falando maravilha, maravilha. [risadas] Eu mando, eu mando para todo mundo esse áudio. >> Não, quando chega um áudio de 3 segundos do J, eu já sei que é ele falando ele. >> Ou se for para alguma mulher, ela. >> J, eu sou sua fã, tá? Fique que fique aqui registrado, >> que fique registrado, que eu também sou seu fã Júnior. >> Mas eh vamos falar do V, coisa rápida antes, >> ó, a Maria entrou. Entre, entre mais,

▶ 01:04:34 entre mais pessoas, >> antes de falar sobre a questão do Neymar, entre na valete de Pense, que hoje vocês vão ganhar uma valete de brinde e ainda vai ganhar Brasil, país do futuro do Stephenwag e >> e Criton, Diálogos de Platão. >> Então é isso, >> entrem na Valete Plus, vocês vão ganhar dois livros e o uma valete. P e essa valete aqui, vou te falar, quem estiver, olha, vocês estão vendo aí. Mostra essa, mostra essa a parte de trás. Olha que linda.

▶ 01:05:05 >> Olha isso aqui. >> Caramba. >> Olha isso aqui. Isso aqui é [risadas] se você >> Ela >> ela é a valete. É cara, sério. Entrem na valete porque vale a pena. Vocês que estão vendo Gilmar Mendes aí indo para cima do Alessandro Vieira, pô. Ou entrou mais um. >> Olha aí quem é. >> Que isso? >> Marcos. Bem-vindo, Marcos 3. Piem interna. Só só. >> [risadas] >> Ele, ele é esse aqui explica muito bem

▶ 01:05:37 porque que o judiciário sempre vai avançar contra os outros poderes. Foca audar aqui. >> É para essa caceta poder agora. >> Não, não foca foca porque vocês se mexem e eu deixo desativado. >> Ah, mas você também? >> Ah, claro, a culpa é minha. >> Aê. >> Nossa, o homem é bom, tá? >> O homem é bom. >> Fala dele, fala dele. Ó, dá até para ler aqui embaixo agora, ó. Ó >> aí, ó. Aí, aí, aproveita, vocês ainda vão ter Criton e Brasil, o país do futuro. El

▶ 01:06:07 >> não, gente, só hoje. Só hoje, tá? >> Ele. >> Ô, Orlando, vamos assinar as valetes de quem entra hoje. >> Boa, >> gente. >> Hoje vamos assinar as valetes de quem entrar. >> Assinatura de Orlando Lima. Raríssima, tá? Raríssima para você que obviamente a principal assinatura não será minha, será da Ana. >> Não, Orlando Lima. Eu tô aqui todo dia. Você, você é excepcional. Mas, mas assim, eu tenho mais hater do que gente que gosta. As pessoas também não gostam [risadas] de mim. Já falei, olha o tanto de gente me xingando ali. É ótimo. >> Não é isso? Como não tenho, como eu não

▶ 01:06:37 tenho, como eu não tenho muitos fãs, tenho muito hater, é o importante dizer sua fã, Orlando. >> Muito obrigada. Também sou seu fã. Muito obrigada. Importante é isso. >> O importante são os fãs fazendos pelo caminho, né? >> É isso. [risadas] >> Mas assim, vamos falar de Neymar. >> Vamos falar agora de Neymar. Cara, tem uma coisa que eu fico impressionado em relação ao Neymar, é que ele é a representação perfeita dessa decadência brasileira. Ele é representação perfeita. Eu escrevi isso para o o livro amarelo. No livro amarelo, eh, facículo um, tem um texto meu que tá lá como a

▶ 01:07:10 industrialização dos corpos, algo assim. É o facículo um. >> Sim. >> Caraca, você tirou da onde o facículo um agora, velho? >> Dou [risadas] meu >> qu faço seu trabalho. Olha aí, ó. Mano, que loira folgada, velho. Tá focando em mim. [risadas] >> Rapidinho. O cara mandou ali. Sou hater de ambos, mas ótima live, tá ligado? >> Olha aí, >> cara. Eh, vamos lá. Pronto. Aí está. Nesse nesse facículo tem um texto meu. Agora você pode me diminuir que eu já tô gordo demais. É. [risadas]

▶ 01:07:42 >> Eh, tem um texto meu que se chama industrialização dos corpos. Você que tiver a o o facículo um, faça a leitura dele, porque eu falo exatamente sobre como Neymar, como Neymar Júnior, ele representa muito bem a financeirização do Brasil. de todos os jogadores de futebol que atingiram a marca do 1 bilhão de dólares, o único que não atingiu o topo de sua, enfim, de todos os atletas, né, eh, que atingiram 1 bilhão de dólares, o

▶ 01:08:14 único que não, eh, conseguiu atingir o topo da sua categoria, o topo, o topo do seu esporte, foi Neymar Júnior. Messi, Cristiano Ronaldo, não precisam nem falar. Lebron e Michael Jordan tampouco. Eh, eh, o como é o do o do O do tênis não, >> Tiger Woods. >> Tiger Woods do Golf. Tiger Woods do Golf. Preciso falar alguma coisa? Não preciso falar. >> Todos eles atingiram o 1 bilhão chegando

▶ 01:08:46 ao topo. Ou seja, a sua recompensa financeira está diretamente ligada ao seu desempenho em campo, ao seu desempenho no seu esporte, não é? Neymar Santos era a única exceção no top 20. E existe uma razão para isso. O Brasil é um país de uma economia extremamente artificial. Somos um país de uma economia artificial, artificialíssima, de um de um país que não tem nenhum tipo de indústria para produção real de valor. Nós temos uma riqueza que nunca

▶ 01:09:18 se traduziu na produção de riqueza. E isso fez com que isso isso consegue se refletir, por exemplo, na quais são as empresas mais valiosas de nosso país. São bancos, não temos grandes indústrias, né? Tivemos durante algum tempo a Petrobras, sendo a mais valiosa do mundo, mas baseado também em uma uma primeir primeiro ponto em uma farça que era aquele período do pressal com todas

▶ 01:09:49 aquelas faces e uma especulação financeira absurda. Tivemos a empresa do Ike Batista que estava muito bem avaliada, JBS chegou não >> não não chegou a figurar entre essas, mas por exemplo o Ike Batista tinha uma fortuna avaliada em 27 bilhões sem sem ter extraído uma única gota de de petróleo. É um país baseado na especulação, é um é um país baseado na narrativa, tá? E o Neymar não foge

▶ 01:10:19 disso. Temos que lembrar que o tempo que ele passou para no Barcelona foi menor do que o que Rafinha já vai fazer no Barcelona já já. Eh, se formos parar para pensar, ele nunca conseguiu atingir o topo. Ele ele chegou na mesma posição de melhor do mundo que o Griezmann chegou e o Griezmann não atingiu 1 bilhão. Isso só chega, ele só chegou lá porque somos um país em que a espetacularização

▶ 01:10:49 está superior à produção. É por isso que, como grande aspecto aspiracional das meninas e também dos dos homens está a ser influencer, paga muito melhor você ser um influencer no no Brasil por vários motivos, não é? É, do que você ser um eletricista. Hoje eu vi uma um um uma eh na minha cidade, lá na Bahia, uma oferta de emprego para um eletricista, um eletricista com experiência R$ 4.000.

▶ 01:11:21 Com todo respeito, esses trabalhos especializados, manuais e especializados fora do Brasil são hipervalorizados. Um eletricista na Europa e na e nos Estados Unidos ganha muito dinheiro. Ele está entre os melhores remunerados na Bahia e o seu salário é de R$ 4.000. Isso obviamente demonstra o nível de degradação da da economia e da produção brasileira. É assim que Neymar consegue representar tão bem o nosso país. E é

▶ 01:11:52 por isso que se você for ver, ele só tem como amigos algo que algo que seria não amigos, que que são outros influências. Você acredita que haja ali uma amizade verdadeira? Óbvio que não. >> A amizade deles baseia-se tão somente no espetáculo, >> porque não há uma camada que separe o homem Neymar Júnior do personagem Neymar Júnior, porque o Homem Neymar Júnior é o personagem Neymar Júnior. >> Sim. >> Não à toa temos aquela excelente imagem

▶ 01:12:22 que é deprimente, mas excelente como um sintoma, como assim demonstrativo, não é? nem sintoma, mas como demonstrativo dele no aniversário da filha jogando pôker ao lado da mulher e da filha. Ele está jogando pôker. Perceba bem, não existe uma separação entre o foro íntimo dele e tudo que ele faz no foro público. É uma única coisa. Ele é o homem unidimensional, como todos aqueles. Qual é, qual é a

▶ 01:12:52 camada que liga? Pos do rodo, Neymar. Rian, Ryan, sei lá, >> Ran, >> Ran e o próprio Ryan Santos e outros, o fato de serem influencers e o fato de pensarem o mundo através tão somente do espetáculo. Afinal, o Brasil, já que é um um país que novamente não se efetiva como nação, só pode se efetivar como espetáculo. >> Exatamente. não à toa, como bem refletido aqui no primeiro faículo do

▶ 01:13:22 livro amarelo, ele conseguiu reunir tantas pessoas justamente desse mundo de influenciadores, porque aqui é o que a gente cansa de falar dessa imagem do do livro amarelo, é um menino da favela observando o Cruzeiro do Neymar, que era a concentração de maiores babacas da face da Terra aqui em cima de um objeto flutuante, marítimo, e que eram majoritariamente formadas por por pessoas eh dessa classe de influenciadores que influenciam a quem no fim do dia? Influenciam crianças que

▶ 01:13:54 durante muito tempo do do seu dia tem acesso ao celular e ficam consumindo esse tipo de conteúdo. >> Olha aí quem quem quem? Thiago. >> Thiago >> Marcos 4. [aplausos] >> Por qu? Não entendo qual é essa. Porque ó. Ah, achei que tinha entrado. É porque é que eu tô com toque com isso aqui. É que que que acontece? A gente tem o Marcos, sabe? O Marcos. Então isso, aquele moço chama Thago e ele parece o Marcos. Você vê ele falando >> isso. Ele ele parece o Marcos Félix

▶ 01:14:24 Félix. Então eu comecei, o nome dele é Thiago, eu comecei a chamar ele de Marcos 2. >> Ah, >> entendeu. Aí entrou um Marcos aqui que eu chamei de Marcos 3 e agora acabou de entrar a mais uma pessoa e eu só falei Marcos 4 porque pela piada >> realmente você parece é irmão dele. >> Não foi por e a voz parece. É muito engraçado. Aí o Marcos ficou irritado porque agora eu chamo ele de Marcos um. >> Ah. que ele virou um derivado dele mesmo. >> Virou um derivado deles. Caraca, [risadas] assim, o cara foi rebaixado, tá ligado? Ele é o Marcos, agora é o Marcos um. Porque chegou o Marcos dois. >> Sim, >> o cara foi rebaixado.

▶ 01:14:54 >> E agora a gente tem um Aluísio dois também. Você viu? Sim, >> tem o Aluío dois. >> É o Aluíio dois. O rapaz que senta aqui, que o nome dele é Sid. >> Nossa, >> ele é o Aloío dois. Ele senta bem aqui >> assim. Abriu um bueiro de paraibada. [risadas] Eu fiquei impressionado com essa [ __ ] é paulista, velho. >> É. Ué. >> O cara da tamanho da cap. [risadas] Ai o Lula. [risadas] >> Cara, ainda bem que ainda não pegou na câmera, velho. >> Mas ele sabe o que ele fez. >> É, ele sabe. Vocês sabem, vocês sabem. Vocês não são inocentes. [risadas]

▶ 01:15:25 Mas bom. Ah, vamos lá. Tem mais pautas? Tem mais pautas? >> Tem. Ah, eu queria jogar mais uma pergunta, então >> joga porque você tá muito bom na pergunta. Você [risadas] é nossa vera Magalhães. >> Vai, solta a pergunta, Pedro Dória. >> Bom, o Neymar ele teve certo sucesso material, né? É innegável isso. >> Iegável. Bateu 1 bilhão de dólares, sem dúvida nenhuma. >> É, mas eu queria conectar ele com aquela análise que vocês fizeram no começo, porque seria ele o espelho da mediocridade do brasileiro que não consegue pensar além do material e que

▶ 01:15:56 toda a frustração e vem tipo: "Ah, não consigo comprar um carro, não consigo comprar isso?" Que tal antes do carro a gente pensar em ter um país primeiro? É, essa pergunta que eu queria. Exatamente. É exatamente isso aqui. É o é o brasileiro querendo ser o Neymar porque o Neymar tem coisas. Porque na prática, se você for pensar, gente, aqui assim, sou uma mulher falando de futebol, que entendo de futebol, nada. Mas para mim o grande marco do futebol, como a maioria das pessoas que não entendem de futebol, é você ganhar uma Copa do Mundo. O Neymar teria todos os atributos para ganhar para Cristiano Ronaldo. Ele ele

▶ 01:16:26 precisa para ninguém. >> Cristian, Cristiano Ronaldo e Messi, eles são eles são pessoas aí que estão fora da curva. Mas assim, >> o cara o cara esteve ele poôde ele pôde ele, ele teve a oportunidade de de mostrar o seu talento, de ser bom. Eu acho que assim, o Messi ele é o grande retrato do talento inato e o o Cristiano Ronaldo é o grande retrato do esforço. O Neymar ele tem um talento inato, mas ele não se esforça, ou seja, ele e o talento inato dele não é suficiente para que ele

▶ 01:16:56 bata de frente com o Messi e o esforço que ele faz é zero. Lógico, logo ele nunca vai bater de frente com Cristiano Ronaldo. Ele teve a oportunidade de viver na mesma época que esses dois caras e ele não fez mais que nenhum deles. E ele tinha esse talento. Então a única coisa que ele virou queele que foi o que ele pôde virar, então ele teve o talento todo ele desperdiçado, porque ele virou apenas um influenciador com má companhias e ele se tornou apenas uma má influência. É isso. É, é isso que ele faz. Ele se tornou uma má influência de pessoa, ele se tornou uma má influência de futebol. Ele é uma má influência até

▶ 01:17:26 de influenciador. >> Sim. >> Entendeu? Porque a gente tem bons influenciadores, pessoas que que influenciam as pessoas para o bem, para coisas legais, para coisas interessantes, mas ele é um até um influenciador ruim. Então, tudo a a [risadas] a minha visão, tudo aqui ele se propôs até hoje, ele fez mal, a não ser ganhar dinheiro. Então, é a única coisa que ele pode fazer é se retratar dentro desse material. E aí as pessoas usam isso como exemplo do tipo, olha, eu preciso ter o que o Neymar tem. Eu quero ser jogador de futebol. Não porque eu quero ter a glória de um jogador de

▶ 01:17:56 futebol, ganhar uma Copa do Mundo, ser um reconhecido por ser um grande jogador, mas porque eu quero ter o o o dinheiro e a fama que o Neymar tem. Eu quero ter as mulheres que o Neymar tem acesso. Eu quero ter, enfim, todas essas coisas que são de fato objetos materiais e não o exemplo verdadeiro, que seria o talento e o esforço. >> Se é para para pensar como que, por exemplo, eh, a questão do do você falou sobre a questão de mulheres, eu acho que vale a pena falar isso, né? Porque falar sobre dinheiro parece que é algo que todo mundo consegue enxergar muito. Mas

▶ 01:18:27 já para para pensar sobre a relação que esses influências têm com com mulheres, a forma como eles enxergam as mulheres e a própria produto. >> Exatamente. Não, não são um produto, qual o qual eles têm acesso. >> É, eu vou eu vou >> por meio do dinheiro. >> É, eu acho que não é só uma questão de produto, é que eles observam o sexo, né? É como se fosse, vamos lá, é como se o sexo fosse para essas pessoas. uma espécie de eh forma de conseguir subjugar a outra pessoa.

▶ 01:18:58 >> Sim, como como também nós temos somos um país extremamente materialista em em vários sentidos. Por exemplo, quando vamos falar sobre a soberania brasileira, falamos sobre nossos recursos naturais. As pessoas só conseguem imaginar o Brasil e a sua riqueza a partir do nosso ouro, das nossas florestas, dos nossos macaquinhos, dos nossos das nossas iguanas, né, da nossa praia. Ah, nós temos praia, porque são coisas que conseguimos enxergar, são coisas que conseguimos tocar, são coisas que

▶ 01:19:28 conseguimos eh materializar. Eh, ao contrário de coisas que são imateriais, por exemplo, imaginar que existe uma espécie de eh de espírito brasileiro, >> né? Para você acreditar que existe um espírito brasileiro, você precisa ter uma noção de Brasil anterior. É o que eu falei até ontem aqui sobre a questão o eh ucraniana, não, desculpa, russa. A Rússia sim entende seu espaço material e seu espaço imaterial, porque entendem

▶ 01:19:58 que existe um espaço civilizacional. russo no mundo, ao contrário do Brasil, que não enxerga absolutamente nada disso. Eh, então nós somos extremamente materialistas em diversas questões que imaginamos o sexo a partir também dessa lógica material, subjulação e uma espécie de você vai coletando pela sua vida, não é? >> Uhum. >> É aquela coisa do P, >> é, você vê isso nas próprias músicas que eles que eles cantam, porque [limpando a garganta] você vê que as músicas eles sempre falam o quê? Ah,

▶ 01:20:29 carro, dinheiro, eh, droga e mulher são as coisas que eles podem consumir com com o dinheiro que eles têm. Sim. Eh, tem inclusive tem uma uma música, o pessoal vai me zoar agora, mas eh tem uma música desses MCs que é Let's Go 4, que eles falam justamente isso. Eu acho engraçado porque eu falo que essa música ela é a reunião de tudo aquilo que eles acham acham chique. Então eles pegam tudo quanto é tipo de marca, tudo quanto é tipo de comida, restaurante e coisas e colocam nessa música para falar tipo: "Olha, a gente tem tudo é porque a gente teve acesso por meio do dinheiro que

▶ 01:21:00 sabe, sei lá Deus da onde vem esse dinheiro, não só da música". E tem uma parte que eles falam justamente disso, eh, de uma mulher que foi para fora, morou muito tempo lá fora. Aí ele fala literalmente a música full, deu com gringos [risadas] e agora ela retorna pro seu país e fala: "Ela é muito gostosa com essa cara de atriz. Agora ela quer dar para mim porque eu sou rico, eu sou os meninos de SP, entendeu? Eu sou, eu sou os eu sou [ __ ] de SP. Eu tenho um carrão, eu tenho coisa e ela foi lá fora, ficou com os gringos, agora ela quer dar para mim.

▶ 01:21:30 Então assim, é uma forma de ostentação, objeto o qual eles conquistam, não só a mulher bonita, mas uma mulher que foi lá fora, >> ficou com outros caras que são na visão deles melhores e agora ela quer ficar comigo que eu sou [ __ ] porque eles conseguiram isso por meio do dinheiro. Eu falei três vezes a mesma coisa. >> Não, não, mas é exatamente isso. E a questão do sexo é como se fosse coletando na sua vida a algo para poder ganhar, não é? Então o sexo é algo que você ganha, é algo que você vai conseguir coletar. Se se a gente for pensar, vai, vamos pegar outra coisa aí que que gosta muito de falar que são

▶ 01:22:01 carros, porque é uma forma de você conseguir demonstrar aquilo que você tem, porque é a forma que você tem status. Você, não sei se você percebeu como que o pos do rodo leva o iPhone dele, ele coloca o iPhone dele para fora assim, >> sim, com uma capinha de arma. >> Exatamente assim. Então, para todo mundo saber que ele tem um iPhone, né? Eh, tudo e e como somos multos materialistas, tudo precisa ser muito visto, precisa ser algo extremamente eh demonstrado, não pode ser algo percebido. Eh, o o o Merreiro falou que

▶ 01:22:34 existe uma que isso aí todo mundo conhece, mas foi porque ele me falou hoje, eh existe aquela regra para roteiros de filme, enfim, que é show don't tell, né? Mostre, não, não fale, né? Não, não, não diga o que tem ali. Apenas mostre e a pessoa vai conseguir fazer sua interpretação. No Brasil isso não funciona. Você tem que mostrar, você tem que ter uma estudo extremamente visto. >> Você tem que você tem é exatamente, você tem que demonstrar sua riqueza, >> você tem que demonstrar tudo que você

▶ 01:23:04 puder fazer. É daí que vem uma espécie de lógica que nós não podemos de forma alguma imaginar um um e fazermos uma viagem que não seja para irmos em zonas históricas que são turísticas, afinal de contas, né? Eh, todo brasileiro que vai a Paris, ele vai a Paris para ver a torre. Torel, >> ele não vai para conhecer Paris, ele vai para conhecer a Torre Effel. >> Uhum. Ele nem imagina que na França exista um outro mundo para além daquele.

▶ 01:23:35 Por exemplo, ele não imagina que na França exista Marsélia, não. Ele não não imagina que exista a a região da Bretanha, que é infinitamente superior a qualquer outra coisa ali, né? As pessoas vão para Roma para verem o coliseu. As pessoas não vão para conhecer sobre Roma, né? Vão ali para tirar foto no coliseu, n? Para conhecer sua história, >> para tirar, não é? Não só no Coliseu, mas uma foto naquele restaurante que tem de frente com o Coliseu, com uma taça de vinho e o Coliseu ao fundo, porque essa é a cara da ostentação brasileira quando

▶ 01:24:06 via para outro país. >> Porque o brasileiro conhece toda a lógica de enfim, todo o toda a lógica de cultura brasileira baseia-se no turismo, porque o turismo é a forma de você fazer a demonstração da sua bagagem cultural. As mulheres que, por exemplo, colocam todas mulheres e homens também fazem isso, né? Mas principalmente mulheres que colocam na 1000 as bandeiras de todos os países que elas pisaram. >> Por quê? Às vezes a pessoa fez uma conexão de duas horas no país, apandeira lá. >> Foi, você foi pra França, ficou três

▶ 01:24:37 dias na França, tirou foto na torre Effel, né? Eh, e ficou no hotel e comeu o croaçã e aí coloca a França na sua na sua bio. >> Por que exatamente? Para fazer a demonstração de que conhece muitos lugares do mundo, né? Nunca parou para ler um autor francês. Nunca leu um autor francês. Não, não. Nunca leu Madame Bovarri. Nada. Quem é Flober? Não sabe. Nunca para Foi paraa Inglaterra sem nem saber

▶ 01:25:07 direito sobre a história inglesa, mas sabe que tem lá aquele Big Bang e vai tirar foto naquele que >> tem um igualzinho aqui na luz. >> Ah, é? Não sabia >> não. Não é igualzinho. [risadas] >> Mas aí você vai tirar fot, >> mas é muito parecida que ali você não pode sacar o celular para tirar foto. >> É isso. Vai tirar foto com aquele guarda, porque a nossa lógica é somente isso, né? Então é é uma forma que nós temos um um modelo estético extremamente demonstrativo, materialista, que se demonstra em tudo isto, no Neymar, na

▶ 01:25:37 Virgínia. Eh, a Virgínia quando vai pra Espanha, ela tem que colocar o horário da Espanha e do Brasil, >> não? Isso é um grande problema para ela, porque ela fez um story falando que era um grande problema. >> Você não viu isso não? Ela fez um story falando, gente, é muito trabalhoso, porque assim, eu tô aqui na França, aí eu tenho que postar, olha isso, meu trabalho. Aí eu tenho que postar um story, aí eu tenho que ir lá pegar a bandeira do Brasil, colocar a bandeira do Brasil, ten que ver que horas são no Brasil. Aí tenho que pôr o horário, eu tenho que pôr o horário da França. Nossa, assim, é super cansativo. Eu juro por Deus que ela fez esse vídeo. Procura aí, operadora, esse vídeo da Virgínia. ela reclamando como se fosse uma coisa

▶ 01:26:08 muito muito assim penosa fazer o que ela postar um story com dois horários e duas bandeiras e os f importante, os filhos não indo pra escola, tá? Os filhos dela não estavam indo pra escola, inclusive ela foi notificada pelo pelo Conselho Tutelar, que teve que voltar pro Brasil para poder levar as crianças na escola. >> Sim. Eu acho engraçado porque o pessoal fica ficou irritado com falando sobre essa questão da da enfim do do dessa questão do turismo, porque provavelmente todo mundo gosta de fazer isso e não é perceba bem, não estou atacando vocês por isso, não é um ataque, mas eu estou

▶ 01:26:39 descrevendo um um uma um sintoma do Brasil. Esse é um sintoma nosso. Ninguém vai paraa Itália para poder eh curtir seus para para poder ver, por exemplo, como é a vida na Itália, para conhecer a cultura italiana. Não, não, não, >> não. E e outra que uma um uma outra analogia também, a pessoa vai na França, vai ao Luvre, não porque ela quer conhecer a arte, conhecer, ver as diversas artes que tem lá, os artistas, os movimentos.

▶ 01:27:09 Não, ela quer ir lá tirar uma foto da da Mona Lisa e voltar para casa. >> Exatamente. E todo mundo pode fazer isso tranquilamente, tá? Vocês podem fazer isso tranquilamente. Eh, eu eu só ninguém vai conseguir, por exemplo, me mostrar que eh ir ao Luvre significa alguma alguma demonstração de cultura. >> Isso ninguém vai conseguir demonstrar. >> Mas as pessoas postam isso como se fosse é exatamente. É como se fosse ali o seu tour cultural. Não, você, desculpa, você não é o tour cultural que você tá fazendo, tá? Eh, e obviamente ninguém

▶ 01:27:40 vai no Luvre por conta da cultura do Luvre. Ninguém vai no Luvre para entender assim quais são as obras de Davin ou qualquer outra coisa. Até porque o o o principal museu de Davin não está na França, está obviamente na Itália, mas especificamente Milão, né? Porque ali você vai conhecer as obras dele e a história dele. Mas a grande questão é que você não vai a outro país para fazer um intercâmbio cultural. Você vai outro país para fazer um turismo

▶ 01:28:10 baseado em >> materialismo. >> Materialismo em demonstração aos demais. >> Mas assim, o que você espera de um povo que não faz a a a visitação cultural no seu próprio país? As pessoas não fazem >> as pessoas não conhecem o seu próprio país. Eles não sabem, eles não não vem como as pessoas andam. Você vê, vê se pel volta pelo início da live o deputado do Maranhão falando que o Renan não sabe qual é a realidade do Maranhão. Quando o Renan foi lá andar de carro e viu a realidade do Maranhão, muito mais do que esse deputado jamais vai ser capaz de ver. Ele mesmo eleito pelo seu estado

▶ 01:28:42 não conhece o próprio estado, como uma pessoa de outro estado foi e se propôs a conhecer. >> Então assim, se a gente não faz isso no nosso quintal, imagina no quintal. Olha aí. Só só uma coisa para poder eh na minha na cidade que eu moro lá em Portugal tem simplesmente cortando a cidade toda, é aquedutos romanos que datam do século estão lá os aquedutos romanos do século cortam a cidade toda de uma ponta a outra. é uma cidade no interior,

▶ 01:29:13 em uma cidade que está mais de 1000 m acima do nível do mar e tem aquedutos humanos que se mantiveram até hoje. Você passa se se a pessoa não tiver capacidade de de não vou dizer que de observação, mas de contemplação, porque essa é uma das coisas que perdemos. A capacidade de contemplação foi perdida, tá? Nós não conseguimos, olha, ninguém consegue mais parar em algum lugar, sentar e apenas observar o mundo, porque você vai entrar no seu celular, você vai

▶ 01:29:43 entrar no seu Instagram, você vai ficar escrollando, escrollando, escrollando, vai levantar e vai pra casa, né? >> Ou você vai tirar uma foto >> ou vai tirar uma foto para poder postar exatamente no seu Instagram e depois você vai scrollar, escolar, scrolar. Eh, mas quando eu eu comecei a fazer uma coisa que são as acordo cedo, vou fazer uma caminhada pela cidade sem o celular que >> ainda bem senão você seria roubada aqui. [risadas] >> Aqui sim. >> Saiu lá sem celular para poder olhar mesmo. Há diversas ruínas que contam

▶ 01:30:14 diversas histórias de diversos períodos. Nós não somos a a assim, nós não somos o alfa e o ômega da civilização. >> Uhum. Nós somos uma poeira dentro da história >> e a contemplação de você parar ali e pensar quantas pessoas não passaram por aqui, quantas histórias não não se iniciaram e terminaram nesse local ou é assim, é simplesmente incrível. >> É exatamente isso. Eh, você conseguiu olhar uma uma casa que tá tem uma casa. Olha que coisa incrível. Eu vou deixar você falar só uma coisa.

▶ 01:30:44 >> Po, pode falar, pode falar. Não, eu ia jogar uma última pergunta para vocês antes do >> Pode jogar, joga no joga no peito do pai, filho da mãe. >> Eh, essa eu eu vi eu vejo os problemas que vocês falaram. Eh, só que é sabido que o brasileiro também ele tem o Q baixo, digamos assim. Então, isso quer dizer que ele tem baixa capacidade de abstração de ideias. >> Dado esse problema que vocês falaram e a falta de capacidade de abstração de ideias, qual é a alternativa? Seria, eu só vejo que sobra o espiritual. Mas eu

▶ 01:31:15 queria saber de vocês. Alter, desculpa, foi, fui ler ali o coisa e perdi a pergunta. Eu peço mil desculpas, foi todo meu, mas pode falar de novo. >> É, é, eu vi o problema que vocês colocaram e de falta de contemplação e tal. E o brasileiro é um povo que tem o Q baixo. Isso tá correlacionado com falta de abstração de ideias. >> Sim. >> Como a gente vai convencer essa galera? Eh, eu só vejo a alternativa espiritual. Agora eu queria saber de vocês se há outra alternativa. >> É, cara, eu vou dizer uma coisa, eu sou

▶ 01:31:45 católico. Eu sou católico, mas eu não vou por essa alternativa espiritual aqui. Eu vou vou dar uma DJ de Vence. Não, não vou. [risadas] Eh, não, não é isso. Mas eh eu eu sou um eu sou católico, mas eu não vou por essa. Sabe por quê? Quando você vai nos centros, ah, não vou dizer que a Igreja Católica é mais difícil isso acontecer, né? Porque você precisa ter uma certa preparação, etc. Mas, infelizmente, a Igreja Católica, eh, por exemplo, não consegue entrar em certas em certas

▶ 01:32:15 comunidades, né? Vamos colocar assim, n? Existem favelas que simplesmente não tem uma representação católica forte ali dentro. Você tem uma representação eh protest, vai nem um pentecostal. Eh, e a qualidade de quem pastoreia as suas ovelhas é tão ruim quanto as suas ovelhas. Outro problema no Brasil é que nós estamos imersos, a América Latina ficou imersa em uma disputa dentro da Igreja Católica que se espalhou para outras, né, que é a uma disputa de teologias.

▶ 01:32:48 Sabemos da questão lá da teologia da libertação, mas não somente essa, o que fez com que a Igreja Católica na América Latina também não conseguisse dar uma resposta de entendimento eh espiritual para cada povo. Até porque temos que lembrar um uma coisa que quem fala isso é um pagão chamado Alain de Biduá. Se existe uma se existe um um um fio condutor entre o cristianismo e o liberalismo, se chama universalismo. A

▶ 01:33:19 lógica de que tudo é universal, todos somos iguais. Existe uma moral absoluta para todos, logo também existe um desígnio absoluto para todos. Correto? Boa. >> Assim sendo, dificilmente você vai conseguir eh chegar nos desígnios espirituais de cada nação e dentro dessa nação, de cada fração dessa, porque existem países que são fracionados. O Brasil é um país fracionado, porque nós somos o antigo império que está agora como uma nação, né, como um estado

▶ 01:33:50 nação. Então nós não conseguiríamos isso através do simplesmente do da religião, que é a logicamente seria a a alternativa ideológica por excelência, né, já que toda filosofia política é apenas a desacredização da religião. Agora, como fazer isso no Brasil? que essa é a pergunta de um bilhão de dólares. O primeiro ponto que nós temos que fazer, e aqui é uma coisa que eu vou falar um tanto quanto polêmica, é admitir que algumas pessoas são inaptas

▶ 01:34:20 para para terem esse tipo de experiência. >> Sim. >> O acesso à abstração, o acesso ao mundo, o acesso à beleza não está eh igualmente distribuída em todos os ser seres humanos. Existem homens que são incapazes de contemplarem a beleza por si só, de protegerem o mais fraco, porque entende que isso é o justo, de recompensarem aqueles que foram

▶ 01:34:51 justos com eles. Existem homens que são inéptos e o primeiro passo é entendermos isso, que há a inapetidão natural de certas pessoas, que isso não será mudado. >> Essa pessoa nunca vai conseguir aprender como apreciar alguma coisa. >> Exatamente. E esse é um problema que no Brasil nós tivemos, que foi a lógica de que, como todos devem acessar as mesmas coisas, nós eh o Brasil passa por uma espécie de tentativa de igualitarismo militante, né? eh fez com que, por

▶ 01:35:22 exemplo, as universidades fossem sucateadas para abrigar o maior número de inéptos dentro delas. É isso que fizemos. Pessoas que não podem fazer um ó com copo fazendo direito nas nossas universidades, estudando, gente que não consegue fazer um cálculo sem sem uma calculadora do lado em engenharia, pessoas incapazes de interpretar um texto fazendo pedagogia. Já parou para pensar que as pessoas mais burras que você conhece na sua vida, provavelmente fizeram pedagogia na escola? Se for mulher >> Uhum.

▶ 01:35:52 >> as pessoas mais burras que você conheceu na sua vida vai fazer pedagogia, pô. >> Não. E agora eles estão meando paraa psicologia, tá? >> Sim. Que é outro lugar pra gente incompetente. >> Só as pessoas entenderam assim, gente, eu sou completamente maluco. Eh, aí alguém falou para ele: "Ah, você tem que fazer psicólogo, tal, ele entendeu: "Ah, psicologia e aí foi todo mundo fazer psicologia. Ninguém faz terapia, só fazem a faculdade de psicologia. Aí tá um antro de malucos." É isso. Então assim, imagine o que é que a pessoa mais, assim, a mulher mais burra que você conheceu na escola, ela se tornou pedagoga e vai ensinar o seu filho. Por

▶ 01:36:23 que que essa mulher teve que fazer uma faculdade de pedagogia? Assim, não existe razão para aquilo, né? Mas ela fez. Eh, a o o homem mais burro que você conheceu na sua vida vai que não tem aptidão para nada, ele vai fazer gestão pública ou ele vai fazer relações internacionais, que é a faculdade para quem não sabe muito bem o que quer da vida. >> Administração >> pegou em mim. >> Ah, desculpa. Não, não [risadas] tem exceções, tem exceções, tem exceções,

▶ 01:36:53 tem exceções. >> Gente, aprendemos hoje com o Artur do Val, que é uma generalização e essa aqui é uma exceção. >> Mas não, mas tá certo porque eu não sabia bem o que eu tava fazendo. É verdade. [risadas] Ó, >> é verdade. >> Não, ele parti do princípio que é melhor você fazer alguma coisa do que ficar parado. Foi, foi desse princípio que eu parti. Mas >> calma, mas eu eu tô obviamente >> o Orlando ficou sem graça, gente. >> Não, não, mas ele tá [risadas] certo. Ele tá certo. Mancada do [ __ ] assim. O cara veio aqui uma vez também. Chegou. >> [risadas] >> Não, mas a Luiz é, >> mas

▶ 01:37:23 e como falaram ali também, a administração é outra, né? >> Então nós temos diversas, essas pessoas estão fazendo. Por que que essas pessoas estão fazendo essas faculdades? Você é uma pessoa incapaz de fazer tanta coisa na sua vida, cara. Vai, vai virar marceneiro, sabe? Vai fazer alguma coisa prática, sei lá, vai virar soldador. >> Cursos técnicos. Exatamente. Vai, vai, vai virar encanador. Eh, pronto. Precisamos muito mais de encanadores do que de um péssimo administrador.

▶ 01:37:53 Precisamos muito mais de um marceneiro do que precisamos de mais um formado em relações internacionais. Com exceção de você, com exceção de você. [risadas] Você merece se formar e você é um cara, assim, suas perguntas são excelentes. Mostra que você é um cara inteligente. >> Baitto operador. Fala aí. >> Louco. >> Baitto operador. Virou o meu favorito, inclusive. Nossa, velho, >> depois da Ana, [risadas] mas >> estou muito orgulhosa. Estou muito orgulhosa. >> É isso. Então, é e é muito mais importante termos essas pessoas que simplesmente digam: "Eu não tenho

▶ 01:38:23 aptidão para para me formar no no ensino superior, até porque eu não preciso disso." Nós somos um país que forma por ano, sei lá, 50.000 ou advogados, algo assim que formamos por ano. >> Nós temos mais faculdades de direito no Brasil do que no restante do mundo todo junto. >> É isso. Nós temos mais na cara, nós temos mais advogados no Brasil do que em todo mundo, juntando a China, sabe? >> Pois é. Juntos. Juntos o mundo inteiro, todas as faculdades de direito do mundo não dão a quantidade faculdade de direito que a gente tem no Brasil. Agora imagine, agora imagine o seguinte, eh, a

▶ 01:38:54 o o Irã, o Irã que todo mundo olha como se fosse um, um lugar tosco, né? >> Uhum. Nosso operador, inclusive. >> O Brasil forma quanto ali? Ah, não, ali é quanto tem? Vê aí quanto que a gente forma por ano de advogado. Quantos advogados, né? Quantos >> bacharéis em direito. >> É bacharéis em direito. Quantos bacharéis em direito? >> Bacharéis em direito. Advogado. Só quem passa na OAB. É, já fui me se formando. Tem ali na [ __ ] pera aí.

▶ 01:39:25 Novos bacharéis em direito. >> A gente tá formando por ano 100.000 advogados. >> Mais de 1800 custos. >> Não, advogados não. Bacharéis. >> Bacharéis é 100.000 bacharéis em direito. Você parou para pensar que esse é um país que está fadado a dar errado pelo simples nada contra os advogados? >> Não, eu tenho tudo contra os advogados. Tá. Então você pode. Eu não não não vou falar isso. >> Eu tenho muitas coisas contra advogados. >> Mas você é advogado, né? >> Sim, por isso mesmo. >> Mas eh somos um país fadado dar errado por uma razão muito simples. O Irã, que

▶ 01:39:56 é esse lugar que achamos tosco, fundamentalista, tal, forma mais engenheiros do que o Brasil. Mas calma, não é que a gente esteja formando engenheiro civil, apesar de eu tá concluindo, né? Agora também sou engenheiro civil, né? [risadas] Mas não é que estejamos formando, eles estejam formando engenheiros civis, não são engenheiros para para trabalhar na área nuclear, estão formando físicos, estão formando engenheiros para da área eletrônica, eles estão formando uma casta que está se que está ajudando na

▶ 01:40:27 conversão industrial militar daquele país. Nós estamos formando advogados. Sabe o que estamos formando? Concurseiros. >> É isso que estamos formando. Nós somos uma advocracia. E, e o Brasil, o seu regime se chama advocracia. Inclusive, entrem na Valete Plus que vocês vão ter acesso a uma revista que é essa aqui que fala exatamente sobre a advocracia, que é o que eu chamo de eh que eu faço crítica à razão burocrática, né? Além disso, vocês vão ganhar dois livros. Então, entrem, porque só nessa live vocês vão ganhar dois livros. O Orlando e eu vamos

▶ 01:40:58 assinar todas as as pessoas que entrarem no valete. >> Exatamente. Que porque nós somos >> as pessoas não, a gente vai assinar as valetes. No caso, >> somos uma advocracia porque todo toda tudo aquilo que poderia ser resolvido com uma conversa na diplomacia no Brasil só pode ser resolvido com litígio. No Brasil não existe acordo que se e com para ser cumprido que seja com aperto de mão. Ou você tem alguma prova daquilo, ou você sabe que aquele acordo não será cumprido. É impossível de você ter um

▶ 01:41:29 acordo baseado na confiança. >> Sim. Com vocês. >> Não. E e outra coisa, eu vou te falar, quando eu eu entrei na faculdade de direito e na metade do ano de 2018 e o que estava acontecendo em 2018, eleições. E eu e aí o pessoal discutia muito política na sala de aula e eu ouvi de diversos colegas de sala a seguinte frase: "Eu não gosto de política". Não, uma faculdade de direito. E aí aquilo me assustou. Eu falei: "Gente, se você não gosta de política, por favor, desça a escada e tranque o seu curso

▶ 01:42:00 imediatamente, porque você está se formando em direito, você está estudando direito, você vai ser um operador da justiça." Como assim você não gosta de política? Os políticos que estão lá, que você, os que você se recusa a reconhecer, a olhar ou a sequer pesquisar sobre, são as pessoas que vão fazer as leis que você vai ter que defender no futuro. Então, assim, como assim? você está numa faculdade de direito, você não gosta de política, vai fazer outra coisa, cara. Vai fazer outra coisa. As pessoas ficaram indignadas comigo. >> Bom, em em defesa dos seus colegas bachar em direito que se tornaram advogados ou não, eu posso dizer para

▶ 01:42:30 eles que mais importa mais importa >> saber a eh a decisão do dia do Gilmar Mendes ou do Alexandre Moraes do que saber a lei, que é o que >> Pois é. Exato, [risadas] porque infelizmente é é o que é o que decide ele. A interpretação do juiz é muito mais importante do que a letra da lei. E aí daqui 10 anos ele pode mudar de de opinião. >> Exatamente. >> Que é o que acontece. >> Vai dar uma acelerada aí que vai ter live do grupo livro. >> Pode. >> Ah, então vamos pro pimba. >> Vamos pro pimba, assim, por favor, me digam aí o que vocês acharam da live de hoje. Eu particularmente adorei a live de hoje. >> Gostou muito? Eu gostei muito. Eu gostei

▶ 01:43:00 muito. >> Assim, merecíamos pelo menos mais um para formar quatro ali, né? do de >> Eu acho eu pelo vai cinco. Cinco D >> C mais dois mais dois ó enquanto você tiver live >> c >> cinco. Tá >> dá vamos fazer o seguinte se chegar a cinco, dá para dar mais algum brinde? >> Não posso me abster >> não posso me abster >> não posso me absterir é ótimo. [risadas] >> Ok mas se entrar em cinco, a gente vai assinar os livros e a valete. Fazemos isso. >> OK. Se entrar em cinco, vamos assinar

▶ 01:43:33 tanto a valete quantos livros. >> É isso. >> Fechou então. >> Perfeito. >> E ainda consigo a assinatura do merreiro. >> Ô, rapaz, >> tô assim, velho. Por que tá colocando isso? >> A, por que que eu tenho fone botando fone? [risadas] Ele tá, ele vai falar dali, tá ligado? >> Então, tipo, o cara tá do meu lado. >> Po, falar, pode começar, >> pode começar. O Gui Omeia mandou R$ 5 e mandou e sinto que o MB Live, principalmente o análisis, é uma bonfire da de sanidade, parece ser o único lugar com pessoas a fim de falar de coisas

▶ 01:44:03 relevantes. >> Muito obrigada. Muito obrigado. Eh, o Vinícius Alvarez mandou 5€ putz, >> um pedaço do inferno é onde estou. Mano Brau e retratando a favela na música, homem na estrada. >> Pois é. >> Eh, José Viana mandou R$ 2. Ele se ele se candidato a vereador em 22. Não entendi nada que você falou. José Vi, >> ele se candidatou a vereador em 2015 e teve 7000 votos. >> Eu não sei se ele tá fal deve ser o caneta azul. >> Deve ser o caneta azul. >> Deve >> é sei lá. O se Vinícius mandou R$ 5.

▶ 01:44:34 Orlando, meu tio vende lonas de caminhão iguais a essa aí que você tá usando. Material muito bom. Beijo pra Baiana Ering e operador Júnifer. >> Beijo, queridos. Eh, o Marcelo Vinícius mandou R$ 5. No mínimo, o que tinha que ter para essa cambada é ter curso superior e saber todo o processo legislativo via algum tipo de prova ou seleção. O Enzo Ribeiro mandou R$ 5. Orlando, compartilhe sua opinião com a Ana sobre mulheres na política. Vai agregar bastante. >> Eu compartilho da mesma opinião que Orlando. [risadas]

▶ 01:45:04 >> O mandou R$ 150, mandou R$ 10. Não, rapidinho, só deixa eu falar uma coisa aqui. >> O o os caras que são meu haters, eles mandam assim, como se eu fosse falar: "Não, não, não, não é isso que você pensa." Não, não, não, não é isso, por favor. >> Não. E assim, como se eu tivesse do lado do Orlando, eu não soubesse as opiniões políticas dele. >> É isso, velho. O pessoal acha que que eu sou assim, eles acham que eu sou um criptoacionário que no MBL eu engano, tá ligado? Eu estou enganando o MBL, fingindo ser um liberal, enquanto na verdade estou doutrinando as pessoas para serem reacionárias. >> O pessoal só não entendeu absolutamente nada. >> Eu amo, eu amo, eu amo haters. Eu amo

▶ 01:45:34 haters porque eles simplesmente não entenderam nada. Maravilhoso. Eh, mandou R$ 150, mandou R$ 10. Sinto discordado do nosso filósofo Orlando Lima. Todos de que tem 35 mais vão concordar comigo que o melhor filme de zumbi é um morto muito louco. [risadas] >> Zumbilândia. >> O Ludecas mandou R$ 27,90. Artur também gosta de tênis. Ele faz questão que o tênis seja rasgado. Logo ele é bobo. [roncando] É o Lucas 667 mandou R$ 5. Marquinho DJ vai mandar aquele ao vivo? Tá. [risadas] Eduardo Trentini mandou R$

▶ 01:46:04 5. Se tiver alguém da Baixada Santista, o núcleo é mbl.baixada e amoniele >> @amonielle @amonielle. Rafael T mandou R$ 10. Atenção baú. >> Rapidinho. Posso falar uma coisa? Sigam a Moniele, hein? @amonielle lá no Instagram. É com dois ls. Perfeito. É isso. Eh, o Rafael T mandou R$ 10. Atenção Bauru, São Paulo. Eh, 18 de abril, este sábado, teremos R hour no quintal do Vença. Para mais informações, procurem BL Bauru. Contos da onça mandou

▶ 01:46:34 R$ 10. Valorizem os corteios. Estamos aqui pela missão. Se fosse por diante, estaria fazendo o corte do deputado tio Toker. >> Bravo. Vocês são bravos os corteiros? Vocês são demais. >> Bravo que pedir desculpa. E não vi a parte do corteiro. Foi o que do corteiro? >> Que é para valorizar os corteiros, senão eles poderiam estar fazendo cortes de outros eh tiktokers deputados. E é realmente a gente valoriza muito vocês. Vocês são demais, tá? até e façam várias vários cortes dessa live, tá? Muito boa. Eh, >> Gabriel Ferro >> não passa. Gabriel Ferro não. [risadas] >> Eh,

▶ 01:47:04 >> não, pode ler. Tô brincando. Pode ler. >> Gabriel Ferro mandou R$ 2. Orlando, estarei no encontro orlandista. >> Não, não quero você lá. Não vai >> um encontro orlandista. >> Quero fazer final de semana encontro. >> Tá vendo? Eu não fui convidada. >> Não, ainda não registrado. Ainda não tá certo que fique registrado. Que eu não fui convidada. >> Tá certo. Ainda não fiz. Não fui convidada para o encontro orandí. >> Como que o Gabriel tá sabendo? Eu não >> porque mesma coisa que aconteceu >> fala que você me odeia Orando. >> Não, não, não é [risadas] porque elas começa a pesar o clima do nada. >> É porque eu ainda não decidi. Eu falei que eu quero fazer, mas ainda não tá decidido. Eu queria fazer esse final

▶ 01:47:35 [limpando a garganta] de semana. Hoje é quinta já. >> É, >> hoje é quinta. E ainda não tá decidido. >> Amanhã é o fim de semana já. Uma pena. >> Eu contei tudo pra minha mãe, mandou R$ 10. Ana, esse final de semana tem o primeiro porto landista. Eu estou nesse seleto grupo. Sou o cara da porção de a >> seleto grupo. >> Ainda não tenho grupo. Ainda não existe o grupo. >> Sou o cara da porção de azeitonas. Com que tênis você acha que eu devo ir, cara? >> Bota um Allstar. [risadas] >> O Renato Gonçalves Beraldo Júnior mandou R$ 20.14.

▶ 01:48:05 É, Ana, no dia 31/03 eu fui o único a assinar o Valete Plus. Até agora não recebi a revista. Aí rapaziada, falecom@valete.org.br. br. Quem puder responder, quem pode responder, mandando nesse e-mail aí que eu falei. Eh, dois, quando vamos poder publicar artigos no app da Valete? >> Em breve, >> manda e-mail também. Eh, >> ele mandou pimba, >> mandou mais R$ 10. Eh, acredito no movimento, sou militante ativo, aluno da academia, mas o pós-venda de vocês precisa ser melhorado. Não temos nem rastreio para acompanhar. >> A gente tá trabalhando para isso, querido.

▶ 01:48:35 >> É, a partir do pós-venda, eu acho que tá tendo uma boa reestruturação e vai sim. Vai melhorar >> sim. O Gustavo Santos mandou R$ 5. >> Ó, chegou o homem do pós-venda, ó. Brincadeira. [risadas] >> Renan, você poderia ir no Acre também? O governador lá é R no STJ e vai disputar o Senado esse ano e tá em primeiro. Absurdo, >> cara. É tão bom ver o pessoal falando tipo assim, Renan, você pode vir aqui, você pode vir. Tá, cara, virou uma >> porque tá tá porque tá dando resultado. >> Tá dando resultado. Bom para [ __ ] E o Renato tem que ir no Acre. Tem que ir no Acre. >> Sim. O Renato que o nome já dele já foi mandado

▶ 01:49:05 >> aí. Renato. Renato, seu nome já foi mandado, as pessoas já estão sabendo. >> Boa. >> Perfeito. >> Ó, ele mandou mais dois p. >> Ele mandou mais dois pins. O Renato Gonçalves. Professor Orlando, tenho três textos no substecks. É @renatogbjúnior. E enquanto eu não posso publicar no app da Valete a síndrome de Estocolmo dos brasileiros. >> Opa, vou ler. >> Legal. >> Sim. Eh, >> obrigados a votar. >> É, obrigados a votar, mas despreparados para decidir entre Baa e Mulock. Seria uma honra se você lesse e pudesse me fornecer crísticas. >> Não, legal. Esse último entre Baau e

▶ 01:49:36 Moloque, não, simplesmente t falando de Bau e Moloque com o professor Ricardo chegando aqui. [risadas] >> O Carlos Eduardo mandou R$ 20. Boa tarde aos senhores. >> Já lá. >> Eu sei, eu sei. É que Baal é mais para lá no Oriente Médio. [risadas] >> O Carlos Eduardo mandou R$ 20. Boa tarde aos senhores. Sugiram ao Renan que que veja e se possível passe por Itapevi São Paulo. Basicamente é um município que foi revolucionado em duas gestões da prefeitura, mas infelizmente anda com Cassabe. O homem é bom.

▶ 01:50:07 >> Brabo. >> O Renan não o Cassabi. >> Ah, obviamente. >> E Tapevi. >> O João Pedro mandou R$ 10. Orlando, o que você acha do clássico ética anicômaco? O e a ética aristotélica pode ser aplicada hoje em dia? Estou fazendo um trabalho para aplicar no estágio no ensino médio. Física mais filosofia. Cara, eh, entenda uma coisa, Platão e Aristóteles são toda a base da filosofia e todo o resto é nota de rodapé, tá? Então, assim, por favor, leia, leia Aristóteles, porque a ética de

▶ 01:50:38 Aristóteles continua a ser essencial. >> Sim, >> repito, Platão e Aristóteles são toda filosofia, todo o resto é nota de rodaapé. [roncando] >> Exato. O Rafael Evaristo Garcia mandou 2€ mora em Braga. É seu vizinho ali e gostaria de assinar a valete. É possível? >> Sim, é possível. >> É, você tá sendo possível novamente. Ah, que bom. >> Sim. Inclusive, quem for de Portugal, de Espanha, qualquer lugar na Europa, com exceção, enfim, qualquer lugar, acho que

▶ 01:51:08 no mundo, com exceção de Estados Unidos por enquanto, pode assinar a valete, tá? Então entrem aí e acessem a valete, >> pessoal. Não mandem mais pimbas. A gente acabou de atualizar a página pela última vez. Vamos ler rapidão os vídeos. Estão aqui já mandando a gente sair daqui assim. Já estão olhando pra gente assim, ó. >> É aqui o Vini Júnior White mandou R$ 10. >> Vamos voltar na [risadas] >> que vagabunda. >> Muito boa sua foto. Vamos votar na Ana. Se ela virar deputada, não fará. Eh, foi um hate,

▶ 01:51:38 >> Deus. >> Foi um rate >> de hate. >> Eu não fazer mais lives do Artur. [risadas] >> O cara tá me desejando a melhor coisa do mundo. >> Calma. Já tá acabando. S. >> O Felipe Assis mandou R$ 10. Ana, você acha que esse cancelamento do Guto aumenta suas chances para ser eleita deputada federal? >> Nossa, que que tristeza você pensar isso. >> Teve cancelamento? Não, não vi. Pode passar pro próximo. >> É o Lucas Agnes mandou R$,90. Orlando, nosso petista de direita favorito. [risadas] É, >> é, é o marxista de direita.

▶ 01:52:08 >> O se Vinícius mandou: "Gaio fato, como anda o combate o fascismo?" >> [risadas] >> Eh, o Dimitri Camil Abramov mandou R$ 2. Procura emprego. >> Vai no infos. >> É info jobs, rapaziada. É, Gabriel Ferro mandou: "Eu te amo, Landinho. Que teu tocos te proteja de Cristo". A >> amém, meu amigo. >> Gente, muito obrigada pela audiência. Não se esqueçam de deixar o like, se inscrever no canal, ativar o sininho para não perder nada e daqui a pouco tem live no >> Se puder pedir alguma coisa aqui, só peço uma coisa, me sigam no Instagram @ Qual é meu Instagram? Ah, @orlandismo_line,

▶ 01:52:39 é isso. @orlandismo_line. Me sigam, >> me sigam também, @anaering. Amo vocês. Um abraço. Tchau. >> Perfeito. >> Dá tchau, operador porque as pessoas te amaram. >> Beijo pessoal, até mais. >> Bait operador. >> Acabou, acabou, acabou, acabou. >> Encerrou. >> Uh, pô, baita live de hoje. Gostei. Legal, >> cara. Marca os dois que eu