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VIVEMOS UMA DITADURA FEMINISTA? | MBL NEWS | Junito e Espectro Cinza
Renan Santos · 22/10/2025 · 82 min · MBLiveTV - Lives do MBL
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▶ 00:00:02 E aí, galera? Estamos ao vivo. >> Estamos ao vivo. Ah, então vamos lá. Estamos ao vivo em mais um MBL News. Hoje, hoje vai pegar fogo aqui. Hoje vai pegar fogo. Estou aqui com a queridíssima Spectro Cinza. E aí, boa noite. Quanto tempo. >> Buenas noites a todos. Fico feliz por estar aqui mais uma vez. >> Pela primeira vez, inclusive, vocês enxergam eu e o Junito no mesmo lugar. >> Verdade. Verdade. Eu nunca. É verdade. Era sempre online. Era sempre online. >> Exatamente. Sempre online.
▶ 00:00:33 >> Vamos ver se a gente >> Sim, o Junito é mais bonito ao vivo, pessoal. >> É o homem mais bonito ao vivo. >> Coloca geral pr vocês ver. Olha a diferença. Coloca a câmera geral. Ó o meu tamanho aqui. >> Eu nem acho que tá tão diferente assim. >> Nossa, eu sou muito gordo. >> Capaz. >> Prometo emagrecer. >> Pois então, hoje o nosso assunto suposto também vai pegar fogo, né? Pois aproveite porque estou de bom humor. >> Na verdade eu vou provocar. Eu >> estou com energia. Tenho, eu não tenho muito, muitos conhecimentos sobre assunto. Acho que você deve conhecer mais, mas eu sei que você vai falar
▶ 00:01:03 alguma coisa que vai me provocar e vai me irritar e eu vou rebater. Sem dados, apenas com vibes, >> OK? >> Sem informações e dados, apenas com vibes. Então, vamos lá, deem like nessa live para chegar mais pessoas. Vai ser uma discussão legal aqui que a gente vai discutir a ditadura feminista no ocidente, hein? No ocidente. >> Uhum. E só dando recado, se você entrar no Valete Plus, você vai ganhar a camiseta gloriosa do Prendeu Matô, que está em moda. Prendeu Matô, mais um
▶ 00:01:36 chaveirinho da Valete e claro a revista do mês que fala sobre o problema do dos sites adultos do Olly Fans do Privacy e a Vice em pornografia. Você escreveu para alguma coisa para essa palete? Eu escrevi, mas não foi sobre esse assunto. Eu quis escrever, o Elan me proibiu. Essa é a ditadura do machismo, é do patriarcado. >> Elan. >> Você está certo. Obrigada. >> Não, não, não. Eu fiquei com uma raiva disso. E eu tentei várias vezes. Toda vez ele ia lá e jogava um balde de água fria em cima de mim, dizendo: "Você não pode escrever sobre isso. Todo mundo lá
▶ 00:02:07 pode. Você não pode." Então, >> não, não pode. Então, entre no Ret Plus. Eu vou começar então fazendo, eu eu queria começar com assuntos mais leves, mas acho que já vamos direto pro assunto que eu acho que vai dar uma boa discussão. Porque o seguinte, eh, você consegue lá no meu, você lembra o tweet que eu fez que eu fiz? Você respondeu? >> Receita >> sobre feminização nos jogos hiper feminização nos jogos. Você consegue pegar lá esse tweet? Eu não preparei. >> É um bom input. >> Fala uma palavra que você usou lá para pesquisar. >> Feminiz não faz muito é só descer um pouquinho,
▶ 00:02:37 você vai achar todos os dias. Deixa eu ver assim >> aí. Lê o tweet dele e lê minha resposta. >> Exato. E a gente vai brigar já. >> Não, mas eu não acho que tem divergência e tu divergiu daquele comentário. >> Não, mas eu >> OK. Desculpa, desculpa. Segredo. >> Vamos lá. É sobre super feminização dos jogos. >> É. >> Ã só eu brigando com aí. Eu brigando com os haters. Nossa, eu tô
▶ 00:03:07 >> tá brigando bastante, né, Junito? >> Nossa, eles tá brigando bastante. >> Estão empolvorosos comigo. >> Desce, desce, desce. Opa, opa, volta. >> Tem tanto quimpa, pode colocar isso daí. Exato. Bora lá. Vamos colocar. >> Coloca na tela. A super representação feminina forçada artificialmente na indústria dos games levou ao colapso de grandes estúdios ocidentais. Será que o o mesmo efeito está ocorrendo nas instituições e na academia de forma menos evidente? Então, >> no que a espectro responde, já coloca a
▶ 00:03:38 resposta da espectro. >> Certamente isso ocorreu >> em vários setores. Ah, agora você vai com a sua voz. B, vou ler. Então, certamente isso ocorreu em vários setores. O principal problema, além de pessoas mais competentes serem prejudicadas, é que se quem acende não o fazér, mas por cota e demonstra ineficiência, em vez de melhorar a imagem feminina, acaba piorando, reforçando a falsa impressão de que as mulheres são incapazes e não merecem suas conquistas, ainda que isso seja mentira em muitos casos. Entretanto,
▶ 00:04:09 nada disso aconteceu de forma gratuita. Está bem documentado o quanto as mulheres enfrentar obstáculos e a falta de reconhecimento por seus avanços em diversas áreas por motivos óbvios. Isso gera revolta e o ciclo continua. Então eu penso que o Junito tá certo, sim. Tá. Eu acho que foi um comentário bem relevante dele. Inclusive eu te parabanizo porque eu acho que teve uma sutileza, teve ali uma nuance realmente da situação. Não viu um rage gratuito nem nada. E eu penso que esse é um problema. Isso é um problema mesmo,
▶ 00:04:40 porque eu vou dar um exemplo eh recente, relativamente recente, do caso das comediantes, né? Porque recentemente muitas comediantes começaram a fazer standup, etc., abrir determinados shows e fazer rios no no Instagram e etc. E o que que a gente percebe muitas vezes é de que muit dessas mulheres que recebem uma certa promoção e engajamento, elas não são necessariamente engraçadas, mas elas têm recebido o engajamento e a promoção por
▶ 00:05:10 serem mulheres, certo? O problema é que se essas mulheres não receberam o reconhecimento por mérito, provavelmente elas não são engraçadas. Isso reforça o viés de que mulheres não podem fazer comédia. E isso acontece em vários outros setores. Então, nesse quesito, eu sou bem, talvez, como eu poderia dizer, bem determinada de que o ideal seja que as pessoas, tanto homens quanto mulheres, conquistem esses espaços de modo a ser por mérito, não por cota, porque isso só reforça que aquelas pessoas que
▶ 00:05:41 conquistaram determinados locais conseguiram ou por vantagem, ou por cota, ou de que realmente não são incapazes de exercer essas profissões ou esses cargos. Enfim, então isso acaba, infelizmente, só reforçando e manchando a imagem dessas pessoas, sabe? >> Agora que eu volto com uma provocação, eu acho isso impossível. >> O que que acha? >> Elas acenderem por mérito no momento que estamos. >> E eu vou agora vou explicar o porquê. >> Pode mandar >> por que eu coloquei, eu falei sobre jogos, porque é algo que eu acompanho, eu acompanhei com, sabe, com bastante
▶ 00:06:13 proximidade e e é uma área até pela natureza da dessa indústria que são produções demoradas. eh, e muito caras. Então, quando veio a essa queda, essa mudança radical de do da walkão, que aconteceu de 2016 em diante, foi muito perceptível no mundo dos games, porque muitos dos projetos que começaram lá atrás de 2016, começaram a sair há 1 do anos, eh, assim, foi muito perceptível e teve
▶ 00:06:43 assim resultados catastróficos, assim, a maior empresa de jogos do mundo, eu acho, eu acho que era a maior empresa, a Ubisoft, foi vendida, assim, ela colapsou colapsou. Então eu vi isso acontecer, era visível. >> É do Overwatch, não é? >> A Ub de vários jogos. Assassin's Creed. >> É qual que foi o último? Acho não, Dragon Age era da >> É porque eu sou noob, daí eu queria meio >> localizar. Uhum. >> Então o que que eu vi acontecer? Claramente, claramente a partir de 2015,
▶ 00:07:14 2016, assim, muda muito o rumo das histórias dos jogos. as quando tinha aquele eh normalmente a empresa posta, né, uma foto de toda a equipe e você via assim na própria equipe a mudança era um monte de gordo de nerd para um monte de mulher. >> Não sempre foi assim. Nerd gordo sempre foi assim, né, meu filho? >> Não foi, não foi assim. Foi, foi aconteceu 2016 em diante por política pública, inclusive eu vou dar uma de monarque agora. Black Rock. Sim, até Black Haw
▶ 00:07:45 investiu nesse tipo de coisa. Sade, sabe? Eh, você colocar dinheiro para para você fazer uma contratação mais >> inclusiva. >> Inclusiva. Então, >> isso eu consegui perceber. E por que que eu falo que é impossível hoje, no cenário atual, é impossível você ter um balanceamento através do mérito, porque nessa mesma postagem alguém postou um texto, um ensaio de uma tal de L em qualquer coisa que eu agora não. E eu achei fica interessantíssimo. Não acho que seja uma explicação concreta sobre
▶ 00:08:16 todo o fenômeno mas ele dá uma belíssima explicação porque é até uma mulher eh que colocou. >> É porque quem diria, né? Mulheres pensam. Interessante isso, né, Junito? Ah, >> de vez em quando, né? >> Silêncio. Silêncio. >> É que eu ia responder de uma forma muito escrota, mas eu pensei, estamos ao vivo. Isso aqui pode ser pode ser usado contra mim no tribunal mais para frente. >> Então, >> eh, mas o que que eu eu percebi? Não é é
▶ 00:08:47 que eu é engraçado que foi uma mulher que trouxe isso, porque trata desse assunto da hiperrepresentação feminina em várias áreas. Até ela comentou um termo que eu não conhecia. Eu já tinha ouvido, já tinha ouvido várias vezes. Você conhece o termo de de Long House? >> Acho que não. Não >> é um termo que tá se popularizando muito. >> Sim, recentemente eu já vi esse termo, mas eu devo ter visto umas duas vezes só. >> É, trata mais ou menos disso também, da troca de segurança pelo risco e inovação. >> Perfeito. >> Entendeu? Gostei, gostei do assunto.
▶ 00:09:18 Acho que vai dar uma boa discussão, mas prossiga. >> Então assim, pode ser um pouco longo o que eu posso explicar, porque eu não preparei. Como eu não me preparei, eu posso não saber explicar da forma correta. Então, desde já eu peço escas. Vou até me preparar porque é o seguinte, qual que é a tese dela? Não é uma tese, ah, brilhante, nem muito sofisticada. E eu não procrei a eu não fui ver as referências dela, mas basicamente é o seguinte. O que que ela diz? aconteceu, opa, aconteceu nos Estados Unidos um um
▶ 00:09:48 primeiro grande cancelamento em Harvard, um tal de Larry Summers, que falou off record que sobre as diferenças inatas do homem e da mulher. >> Eu lembro disso e já faz uns bons anos que aconteceu, uns bons anos. >> E a gente tá falando de Harvard, uma das instituições mais as mais importantes do mundo e com certeza >> sim, o que acontece lá vai euar por todo lugar. Então ali foi um grande cancelamento e não foi um cancelamento baseado em racionalidade porque o que ele disse tava baseado em evidências.
▶ 00:10:19 Mas o corpo docente feminino fez um grande cancelamento e se tornou público mesmo eh o sendo off record o que ele falou, porque é até antiético você publicar algo, né, off record e gerou a demissão dele com isso. começou a aparecer até pelo que aconteceu depois, leis nos Estados Unidos, principalmente de anti, como que eu falo?
▶ 00:10:51 >> Vários tipos de lei. Aí que começou um monte de lei antipreconceito ou lei para de cotas femininas. Então, a a partir daí, a burocracia que nos Estados Unidos, e claro que lá tem as maiores empresas do mundo, é óbvio que vai se estender para todo Ocidente, inclusive no Brasil, políticas de compliance, RH. Então, a burocracia que traz, a mulher tomou conta das grandes empresas, por exemplo, hoje nos Estados Unidos, ela usou como exemplo, eh, na mídia, naquela época tinha 37 30%
▶ 00:11:23 de, por exemplo, repórteres femininas. Hoje é é mais que a metade. >> Uhum. >> E isso daquela época. Psicologia, áreas inteiras que ficou que eram masculinas começaram a se tornar femininas. O próprio as mulheres começaram a ter mais diplomas, mais bacharelado. >> Uhum. Grandes empresas começaram a se tornar quase que uma uma creche de mulheres, >> porque você precisa ter mulheres, porque agora você tem inglês, se você e lá nos Estados Unidos, principalmente as
▶ 00:11:54 grandes empresas, se você tem um programa de promoção e não tem mulheres sendo promovidas, existem escritórios especializados em fazer grandes, é, não, >> grandes processos, assim, é, dele listou as empresas que estão sofrendo processo por conta disso. Então, a >> Eu gostei do assunto. Eu acho que tu deveria mandar esse texto para mim. >> E o e o que que ela coloca isso? O que que isso está gerando nas empresas? Colapso. >> Uhum. >> E ela daí ela traz eh estudos que, ó,
▶ 00:12:25 claro que é eh no individualmente existe muitas diferenças. Homem é muito diferente de mulher e tal, mas em grupo com num grande grupo de mulheres, em um grande grupo de homens, existem algumas particularidades. Uma delas, a mulher não não ter tanto risco, sabe? Não, o homem ele vai mais pro conflito, a mulher não. >> Uhum. >> Isso em grandes empresas tá causando muito, muito assim graves problemas, entendeu? de inovação, estagnação.
▶ 00:12:58 >> Concordo com tudo. >> E ela daí agora a preocupação dela, agora vou jogar para você. >> Uhum. >> Bom, isso está acontecendo também nas instituições públicas. >> Sim. >> Eh, juízas, que o sistema penal americano também tá sendo tomado por mulheres. O quanto isso vai afetar e o quanto isso já tá afetando até o sistema público americano, essa, vamos dizer, esse crescimento artificial baseado em burocracia. das mulheres. >> Perfeito. Eu realmente gostei bastante.
▶ 00:13:28 >> Novos clássicos. Que orgulho de você, J. Impute aí, porque recentemente a última revista da Valete, eu escrevi sobre isso, tanto que o título foi: "A mulher pisou no mundo dos homens e tropeçou". Então, tem uma ambiguidade do título, né? Tanto em relação a ter desprezado o mundo masculino, quanto ter enfiado os pés pelas mãos, certo? de achar que conseguiria lidar com o mundo dos homens, mas percebido que era algo bem mais difícil do que parecia olhando de fora, né? E assim, veja bem, eh, só para
▶ 00:13:59 fazer uma introdução, eu sou uma pessoa que tem um profundo respeito, sim, pela masculinidade, tanto quanto pela feminidade, tá? Então eu não vou aqui me posicionar com algum tipo de revolta e de frustração, nem nada assim, mas eu vou tentar expressar um pouco do que é o mundo masculino em alguma medida por conta da minha experiência aqui no MBL, tá? E também por conta das minhas características inatas. Eu nunca fui uma mulher muito feminina em relação ao meu
▶ 00:14:29 comportamento. Eu sempre fui muito ambiciosa e principalmente competitiva, muito mais disposta a correr riscos e me colocar em situações imprevistas e instáveis. Essa sempre foi a minha natureza, tá? Então, eu gosto de coisas novas, excêntricas, gosto de inovação, eu gosto de me colocar em situações que me geram consternação psicológica, embora muitas vezes eu fique nervosa, eu gosto de passar por essas situações. E
▶ 00:14:59 um dos motivos pelo qual pelo pelos quais me trouxeram aqui por MBL foi que eu queria mais desafio para mim, eu queria sentir mais pressão, eu queria sentir dificuldade. E a questão é que o problema do movimento feminista, principalmente a partir da segunda onda, foi por causa da influência especificamente, intensamente construtivista de que natureza humana não existe. Esse é um problema muito grave, tá? Então assim, isso aí basicamente foi um negacionismo científico que nós
▶ 00:15:31 racionalistas, os chatos baseados em evidências, estamos batendo há várias décadas. E as feministas compraram esse discurso de que homens e mulheres são iguais, de que sabe lá como, por uma mágica ou milagre, a evolução só acontece do pescoço para baixo. Isso é impossível. Nós estamos falando de evolução. Nós estamos falando de pressões externas intensas e radicais sobre os seres humanos, sobre criaturas ao longo de milhares e milhares de anos. E, portanto, isso também vai gerar diferenças comportamentais oriundas de
▶ 00:16:01 um cérebro diferente, certo? A questão é que nós também temos alguns vieses que é de querer de querermos ver o mundo como se ele fosse justo, bom, coerente. E a vida real não é assim. A natureza, ela é também, eh, como eu poderia dizer, sutil e cheia de nuances. Ela é um desenvolvimento de extremidades, digamos assim. Então, vão sempre existir mulheres mais masculinas e homens mais femininos e
▶ 00:16:32 pessoas mais aos extremos. A natureza ela é desordenada. Essa que é a regra da natureza, é o caos. O problema é sempre impor sobre as mulheres de que elas necessariamente devam agir contra a natureza individual delas, da mesma forma que os homens. Só que nessa ânsia de lutar por esse espaço de individualidade também acabaram assimilando essa perspectiva de que a natureza humana não existe e de que homens e mulheres têm os mesmos interesses, de que os homens e as
▶ 00:17:02 mulheres eles têm as mesmas predisposições a riscos, sendo que não é verdade. Isso é facilmente perceptível. E uma uma coisa assim, cara, eu acho incrível, algo que me irrita um pouquinho, assim, eu vejo muitas feministas falando: "Ai, mas tem que ter mais mulher na política, tem que ter mais mulher em posições de poder se eu olhar para várias delas e perguntar: "Tu quer entrar pra política?" Ela vai dizer que não quer. Você quer? Não, não quero. Tá, então quem vai? Ah, é a minha amiga. Você quer? Não, eu não quero. E você quer? Eu também não quero.
▶ 00:17:32 >> Ela vai votar na Érica Rilton. >> Entendeu? O o problema o problema é que é uma transferência de responsabilidade em favor de um ideal que elas não querem pagar individualmente por ele. Então não adianta tu dizer que as instituições burocráticas sem rosto devem resolver um problema que você sozinha não quer ajudar a resolver. Então, se você não quer abrir mão do seu conforto, se tu não quer se arriscar em um mundo político que é sim hostil, que é masculino, sim, que é competitivo, então
▶ 00:18:03 não reclama, não fica choram mingando e falando que nós devemos ter mais mulheres fazendo isso e aquilo se elas não querem propriamente se arriscar nisso. Agora, uma coisa que eu acho que é é relevante sempre de pontuar, primeiramente, eu penso que sociedades demasiadamente masculinas, elas são ruins, tá? E elas são ruins inclusive para homens, por exemplo, Afeganistão, países que estão constantemente em guerra, vivendo sob uma moral masculina de parentesco e que valoriza
▶ 00:18:35 demasiadamente a honra, por exemplo, são sociedades extremamente violentas. O Japão é >> discriminatórias, escuta, deixa eu terminar. discriminatórias. Calma, Junita, deixa eu terminar. >> Discriminatórias são muito repressoras. Agora eu estou pegando casos extremos, tá? Se a gente for pegar, por exemplo, o caso que tu trouxe do Japão, é até um caso bem interessante, porque ele ainda tem as suas nuances. Por exemplo, os homens trabalham e as mulheres trabalham, tá? Mesmo quando a mulher trabalha em casa,
▶ 00:19:05 todo o dinheiro vai pras mãos dela. Todo dinheiro que o marido recebe, quem administra no lar, no Japão, são as mulheres. >> Mas aqui no Brasil você é casado também. >> Pois então, agora se nós falarmos, por exemplo, de países realmente que estão sob uma moral tribal muito forte, muito patriarcal, é uma perspectiva até mesmo ingênua de como esse patriarcalismo se expressa nos homens e nas mulheres, tá? Porque veja bem, a masculinidade e o patriarcado, em
▶ 00:19:35 alguma medida, eles são importantes paraa manutenção de uma sociedade próspera, mas principalmente protegida e segura, certo? A força masculina é importante para manter uma civilização segura. E é nessa segurança que toda a femininidade pode se expressar e se manifestar através da arte, da filosofia, da inovação, da tecnologia, da conquista de direitos humanos, etc. Agora, numa sociedade que ela é pacífica e racional, como é Ocidente, principalmente os países desenvolvidos,
▶ 00:20:05 o que a gente vai perceber? Que tanto homens quanto mulheres vão se tornar mais femininos, certo? Homens e mulheres vão se tornar mais assim, da mesma forma que em sociedades extremamente patriarcais que estão constantemente em guerra, em que as mulheres também se tornam mais masculinas. Então, muitas vezes os conservadores, principalmente esses coaches de Instagram, eles têm uma perspectiva muito ingênua e pouco informada acerca de como é a vida tribal
▶ 00:20:36 em certas civilizações, como por exemplo na África. E eu vou dar um exemplo. Eu li, não terminei, na verdade, o livro da Aan Irsali, que é uma mulher que ela cresceu na Somália. Ela nasceu e cresceu na Somália. Depois ela se mudou pro Kenia. Depois ela foi morar na Arábia Saudita e depois ela se tornou filósofa na Europa, certo? Pois veja bem, ela conta inúmeras situações da vida dela, da vida cotidiana, sob um viés extremamente islâmico, tá? E é muito interessante ela contar como as mulheres
▶ 00:21:07 são criadas nesses lugares ou eram criadas no período dela com valores extremamente masculinos. Então, por exemplo, o que que elas aprendiam desde criança? Se chegasse um homem de uma tribo vizinha e se aproximasse delas, primeiro elas diriam: "Não se aproxime de mim". Se ele continuasse, ela diria: "A lá está vendo o que tu tá fazendo". Na terceira vez, elas deveriam se preparar para agarrar esses homens pelos bagos, >> pelos testículos, torcer com o máximo de força que elas pudessem, ao mesmo tempo que elas se protegessem eh na nas partes
▶ 00:21:38 mais frágeis, cabeça, os órgãos, etc., segurando com tanta força até esse homem desmaiar. Veja como isso é masculino, veja como isso é hostil, isso é violento. Nós não conseguimos imaginar isso acontecendo no Japão. A gente não consegue imaginar isso acontecendo na Polônia. A gente não consegue imaginar isso acontecendo aqui no Brasil. Então, quando a gente tá falando de uma sociedade masculina extremamente patriarcal, as mulheres também vão ser muito mais violentas, vão ser sim mais
▶ 00:22:08 duronas, tá? Então, outro exemplo, eh, houve uma briga na escola delas em que duas menininhas de jardim de infância ou de ensino fundamental tinham brigado e uma delas tinha apanhado, tá? A irmã mais velha de da moça que apanhou trouxe ela arrastada pelos cabelos praticamente, tipo, trouxe a força, colocou a amiga dela, a colega dela que havia vencido, uma na frente da outra em um terreno baldio para que elas brigassem, porque ela deveria lutar pela honra dela. Você apanhou, agora eu vou
▶ 00:22:39 te colocar aqui para que vocês briguem e que você recupere a sua honra. Então veja que essa perspectiva de que uma sociedade patriarcal, ela vai ter valores muito específicos, exclusivos só para as mulheres e não pros homens ou vice-versa, uma sociedade feminina que vai ser só para as mulheres e não pros homens. Isso não existe, tá? Então eu trouxe isso mais como modo de eh ilustrar de que essa visão de coach de tradifes na internet, na verdade
▶ 00:23:09 continua sendo, em alguma medida assim a manutenção de uma sociedade feminina, de uma sociedade que é fraca, que é uma sociedade que é frágil, que ela é suscetível, que ela não tem coragem de enfrentar as coisas com risco e com coragem. E é nesse aspecto que, ironicamente eu me entendo como uma defensora do patriarcado. Eu sou nunca imaginei que em algum momento eu me veria dessa forma. >> Ai o MB muda as pessoas. Mas não, isso é, isso é anterior. Isso é anterior. >> Não te fal, >> desculpa, mas ao mesmo tempo eu ainda me considero uma
▶ 00:23:41 feminista individual de que a força, de que a coragem, de que a tomada de risco, todos esses valores são importantes pra manutenção, pro crescimento de uma mulher saudável, de uma mulher emancipada, de uma mulher que seja independente. E veja só outro exemplo que vocês gostam bastante, né? Eh, Esparta. Esparta, os homens iam pra guerra, certo? Era uma sociedade extremamente bélica, belicista, com valores de honra, coragem, etc. As mulheres lá eram duronas também. Elas faziam exercícios físicos. Elas eram
▶ 00:24:11 chamadas pelos atenenses das mulheres que mostravam as coxas porque elas eram atletas, porque elas deveriam gerar também descendentes fortes e corajosos e elas também administravam os patrimônios devido ao fato dos homens estarem constantemente em guerra. Então, vejo que é uma sociedade, quando ela é patriarcal, quando ela tem uma determinada operação, um regime, aquilo vai afetar todos os indivíduos daquela sociedade. >> Faz sentido. Inclusive, não precisei ir tão longe não. Principal e para quem conviveu com família
▶ 00:24:41 e italiana, principalmente, que tem as nonas, >> elas são durona, meus caramba. A minha nona era >> era brava porque que que era que os os migrantes eram bem assim bem patriarcalidade italiana os que vieram para cá principalmente. >> Então as avó eram >> até engraçado porque dá para usar o exemplo da minha mãe mesmo. A minha mãe ela foi uma mãe bem rígida. A minha mãe é durona e eu lembro que quando eu era mais nova ela dizia que ela queria me criar para ser forte. Eu pensei: "Tá, mas pra faixa de gás não precisava
▶ 00:25:12 também, né? Não era para tanto. E aí eu lembro que a última vez que eu fui para ela, ela comentou que ela assistia um debate meu e ela ficou horrorizada assim, como eu destruí a Mand, ela ficou se perguntando como que ela se tornou desse jeito. E aí ela botou a mzina na consciência. Ah, é, deve ter sido a minha culpa. >> Hum. Então assim, agora recentemente, né, que eu escrevi esse texto paraa Valete sobre as mulheres terem entrado pro mundo dos homens, é que eu fiz, né, meio que uma retrospectiva acerca desde o início do feminismo, primeira onda,
▶ 00:25:43 segunda e terceira. E aí eu cito uma autora, que inclusive eu não sei se foi a mesma que foi citada aí no teu post de que as universidades americanas se transformaram em creches, mas não sentido creches que tu fala em sentido estrutural, infraestrutural, se tornaram creches em que as mulheres simplesmente não conseguem lidar com o conflito. E esse é um problema, >> é o Long House. >> Esse é um problema muito grave. Porque assim, gente, o conflito ele é importante sim paraa inovação, ele é
▶ 00:26:13 importante pro desenvolvimento, para para o aperfeiçoamento de uma pessoa que seja emancipada, corajosa, resiliente psicologicamente. E aí tu vai ver essas universidades americanas, elas estão cheias de salinhas para chorar, para gritar, de massoterapia, para falar sobre microagressões, isso e aquilo, não sei o quê. Então, veja que nós temos casos extremos. A sociedade patriarcal extrema é o Afeganistão, em que basicamente as mulheres só podem estudar até a quarta série. Elas não podem mais nem falar em público e só o olho delas
▶ 00:26:44 >> aonde? >> No Afeganistão. Recentemente eles passaram a lei de que as mulheres elas precisam enxergar só com um olho só. Então >> precisa dois. >> Não precisa, né? Para que dois, né? E o problema disso, veja bem, tem um problema estrutural disso é que assim, ó, como as mulheres elas só podem estudar até a quarta série, elas não podem se tornar médicas, certo? Só que também é proibido que os homens examinem as mulheres. Então não tem médico para mulher, elas estão morrendo por causa disso. >> É, mas isso >> entende? Então veja bem, nós temos casos extremos em que as pessoas são ou
▶ 00:27:15 histéricas em universidades americanas ou empresas ou basicamente mulheres estão morrendo literalmente porque não existem médicos para elas, sabe? Então eu acho que é aí que mora bastante do meu conciliacionismo. Eu considero que os valores femininos e masculinos são importantes paraa manutenção de uma sociedade constantemente em desenvolvimento, buscando a inovação, buscando o aperfeiçoamento, mas que também seja uma sociedade survival, digamos assim, que seja uma sociedade que seja suportável tanto para homens quanto para mulheres.
▶ 00:27:45 Só que tem um problema, tem um problema aí que eu não lembro se ela, acho que ela não traz, só que essa visão dessa autora que eu esqueci o nome, ela põe em risco até a estrutura que você falou aqui como uma estrutura adequada para principalmente pro Ocidente. Porque o que que é qual são os efeitos de uma entrada, uma uma super representação feminina forçada na sociedade?
▶ 00:28:15 Um um dos efeitos principais. >> Se é forçado, eu sou contra. Me desculpas. Eu sinto muito. >> É através da burocracia, né? É que você falou, é que você fez paralelo em sociedades muito masculinizadas, tem as mulheres masculinizadas e feminizad eh tem muito femininas, tem um homem muito feminino. Só que a da forma que está acontecendo agora, eh, nunca antes na história do mundo aconteceu dessa forma que tá acontecendo, até pela globalização, porque o seguinte, hoje a nunca na história do mundo, ela conta
▶ 00:28:46 lá, teve 30% do eh durante a história teve rainhas, teve, sabe, teve mulheres em posições de comando, tal, mas nunca teve 30% do parlamento ou ou 40% do sistema judiciário composto por mulheres. Aí que tá, ela coloca o seguinte, pô, a gente consegue ver o esse tipo de colapso, a empresa consegue ver esse colapso na academia porque você falou: "Ora, para que que serve uma universidade e se você não tem o conflito para você buscar a verdade?"
▶ 00:29:19 Que lindo, Junito. Eu tô até comovida, >> por é esse é um problema. E ela traz, ela não tá falando isso porque ela é machista, não é um problema para toda a sociedade. >> Se ela col, se as estruturas, >> se as instituições aconteceu mesmo as instituições, é um perigo pra sociedade ocidental inteira. É um grande risco. Imagina colapsar o sistema, o império da lei americano. >> Inclusive eu entendo, tá gente, que não
▶ 00:29:51 adianta, isso aqui é um fato, não é um entendimento. A sociedade ocidental foi o melhor lugar já desenvolvido para as mulheres e pras minorias viver. Isso é indiscutível. Inclusive, é por isso que eu me considero uma conservadora nesse sentido, porque eu não barganho com os direitos e com a que a gente conquistou no Ocidente. Foi construído e desenvolvido a duras penas. Muita gente morreu por causa disso. Homens, mulheres e [ __ ] e pobres, ricos, muitas pessoas
▶ 00:30:23 trabalharam por esse empreendimento. E é um lugar, supostamente era, né, em alguma medida, em alguns lugares seguro pras mulheres e pras minorias, está deixando de ser justamente por conta dessa cultura autofágica das mulheres. Isso me irrita profundamente, porque veja bem, desde criança eu olhava pra cultura muçulmana e eu achava aquilo um absurdo. Eu achava uma aberração. Eu me tornei feminista e eu continuei achando uma aberração. Eu era muito mais à esquerda e eu ainda achava uma
▶ 00:30:54 aberração. E agora eu estou de direita e continuo achando uma aberração, tá? Eu continuo achando um absurdo e eu não abro mão, eu não barganho desses direitos que nós conquistamos. E o problema é que, olha só, em alguma medida isso ocorre porque as mulheres são naturalmente mais empáticas do que os homens. Isso é um fato. Aliás, elas são mais empáticas do que os homens e elas cultivam valores diferentes do que os homens. como, por exemplo, homens no geral, eles conseguem se organizar bem
▶ 00:31:24 em estruturas, instituições, porque a natureza masculina ela é mais hierárquica, ela é voltada para atividades feitas em grupo, comandadas por um líder específico e que possui estruturas e delegações muito claras. Inclusive, essa é uma dica que algumas pessoas dão para que homens façam atividades domésticas, tá? Tu não tem que esperar que ele perceba, tu tem que dizer: "Tu vai fazer isso, isso, isso, isso, isso em tal dia, em tal hora". E aí ele faz, tá? Então essa é a natureza masculina, delegações de tarefas em uma
▶ 00:31:55 estrutura hierarquizada e com clareza de atividade, certo? E por isso eles conseguem ser coesos e agir em grupo através dessa dinâmica em prol de um objetivo em comum, como por exemplo o partido político. >> Isso c isso é citado nisso tudo. >> Exatamente. Entendeu? Então veja bem, as mulheres, pelo contrário, elas tendem será mais colaborativas, mais igualitaristas e valorizar a manifestação da individualidade pessoal,
▶ 00:32:27 certo? Eu penso que todos esses valores são importantes e que eles são razoáveis. O problema é que nós passamos por um processo de desprezo dos valores masculinos e isso nos coloca em risco. Recentemente eu vi um rios que eu fiquei com uma raiva. Eu não acredito que eu cheguei nesse ponto, mas [ __ ] >> Você tem que começar a citar as pessoas que você vê o Ross pros caras vão responder aqui, vai dar view pra gente, porque a gente responde de volta. >> Então, porque o eram rios em que basicamente eram lindas fotos de mulheres vivendo em uma sociedade patriarcal, aliás, em uma sociedade
▶ 00:32:57 matriarcal. Ai, crianças se beijando e se abraçando. É tipo, seria um mundo perfeito, entendeu? De pôneis e guloseimas, algodão doce e as pessoas se amando e se beijando e vivendo em plenitude. E eu fico pensando, claro, e uma horda, uma horda de selvagens do norte da África em volta de vocês? Ah, claro, excelente ideia. Vai funcionar sim, vai dar certo. Uma horda de selvagens do norte da África em idade militar ultrapassando todas as fronteiras em que eles foram
▶ 00:33:28 ensinados a vida inteira que mulheres são cabritas. Você realmente acha que isso vai dar certo? Você realmente acha que isso vai funcionar? Aí tu vai ver. >> Fica na resenha light aí. >> Não, desculpa. Mas é que assim, gente, esse é o único feminismo que eu conheço, >> entendeu? O único feminismo que eu conheço é realmente o cultivo da força de uma sociedade segura, saudável, inovadora, que proporcione que as mulheres possam se manifestar em que elas se desenvolvam em sua plenitude,
▶ 00:33:58 mas não de uma forma ingênua, abobalhada e autofágica, que nem nós temos visto até então. E olha só, até os gays têm percebido isso na Europa, tá? Eles têm se aliado a partir dos extrema direita na Europa porque eles sabem que o modo de vida deles está em risco. E aí nós temos, por exemplo, a líder do AFD, que é uma lésbica casada com uma imigrante. Ela é a líder do AFD, certo? Porque são pessoas que têm a noção de que o modo de vida delas está em risco.
▶ 00:34:30 E eu entendo dessa forma também. Então eu acredito que é uma forma bobinha, ingênua e autofágica de manter os seus valores ao ponto de desprezar a força e o valor da masculinidade. E quando eu digo não é o valor exatamente dos homens, é a masculinidade, porque a masculinidade está nas mulheres e a feminidade também está nos homens. Só que a masculinidade ela é importante, essencial paraa manutenção de uma sociedade segura, racional e que saiba lidar com o conflito, que saiba lidar
▶ 00:35:01 com os problemas, que não surte na primeira divergência. Ai, eu tive um gatilho. Gente, basicamente assim, ó. A indústria do cancelamento dos últimos 10 anos foi assim uma das maiores manifestações da cultura feminina no mundo. >> Nossa, >> o cancelamento é feminino, é o ataque de reputações. Isso é feminino. Quando eu vejo gente também defendendo esses coaches conservadores de que as mulheres têm que fazer só o que elas
▶ 00:35:31 sentem felicidade e alegria, isso é feminino. Você tem que fazer coisas que você não gosta. Tu tem que fazer coisas que são difíceis. Tu tem que fazer as coisas porque tu tem senso de dever e de responsabilidade. Não só porque você se sente bem e feliz. Ai, eu sou feliz batendo bolo em casa o dia inteiro. [ __ ] Tu é uma débil mental? Tu é debiloide. Ai, eu sou feliz aqui lixando o pé cascudo do meu marido. Pelo amor de Deus, vá fazer alguma coisa, mulher. >> É, é que é o, é que esses coachs
▶ 00:36:01 colocam. É aquele período de 20 anos que aconteceu no pós-guerra, né? Exatamente. Dando 50 na propriedade 20 anos. Ó, o Lifespan, né, da humanidade tem lá, sei lá, 10.000 anos de história. Eles pegam 20 anos ali >> de prosperidade americana. >> De prosperidade americana para esse é Isso é o exemplo de sociedade, tá? >> Exatamente. E aí eles acham que isso é conservadorismo. >> Eles acham que essa é a mulher de uma sociedade patriarcal. Meu filho, aquela sociedade estava vendo o auge do conforto, o auge da prosperidade
▶ 00:36:31 econômica. Todos tinham acesso a eletrodomésticos, carros, acessibilidade, lazer, viagens. Os Estados Unidos estava no auge, no topo do mundo. Agora tu vai pegar lá, que nem tu falou, uma mama do interior lá, uma velia, uma nona, aí você vai ver o que que a mulher de sociedade patriarcal. Ah, te dá um tapão, tu cai duro no chão. >> Elas carregavam toras de madeira nos ombros, entendeu? Enfim, basicamente é isso. Você pode trazer algumas outras. Não, eu vou trazer aviso que eu vou trazer outra questão. A gente vai
▶ 00:37:01 >> se aprofundar um pouco mais. Isso que o pessoal tá curtindo. Caramba. Ó lá, Based Glenda. Caramba, >> feliz. Feliz. É, mas é que o pessoal às vezes eles não sabem que tipo de feminismo que é o meu, entendeu? >> Jun tá assustado. Não é que eu ouvi também, eu eu falei essa semana eh quando você falou que o cancelamento é feminino, eu também falei, eu falei para falar do meus haters lá que eles >> e esse pessoal que toca cancelamento, são muito feminizados. O o Júnior Masters falou, ele postou, lembra? Ah, você é feminino, porque você tá tocando
▶ 00:37:31 cancelamento e tal. >> Por isso que eu me assustei. Falei: "Cara, faz todo sentido. Faz todo sentido. >> O cancelamento". É, >> eu, eu preciso dar o recado. Deem like na live. Eu sei que vocês estão gostando da live, eu tô vendo os comentários, vocês estão gostando. Então, deem like se você não deu para chegar mais pessoas. E lembrando, entrem no Valete Plus. Se vocês querem que a gente continue tendo lives mais específicas, eu preciso que vocês entrem no val na valete pro Renan continuar com esse horário das lives. Então, ó, se você entrar no Valete Plus, você ganha a camiseta Prendu Matou, você vai ganhar o
▶ 00:38:01 cordão e vai você vai ganhar também a revista do mês que tá >> e um date romântico com o Junito. >> Hã? >> Hum. >> Não, >> não, já eu sou velho demais para essas coisas. Então é isso aí. Entrem no Volete Plus. E eu preciso falar uma coisa. Você vai no festival? >> Claro, óbvio. >> Você vai estar lá, >> já tem até meu vestido pronto. Já já compre, você vai est produzida? >> Ah, eu vou com um vestido assim que eu acho que vai ficar cool assim. Ele tem um estilo brutalista, cinza.
▶ 00:38:31 >> Brutalista. >> É, ele é brutalista. Ele é cinza reto que passa muita autoridade, entendeu? >> Cinza reto que passa autoridade. Tô tentando. >> Ele poderia facilmente ser confundido com o uniforme da ex-União Soviética, talvez, ou com algo chinês assim. Ah, >> é porque é brutalista. Ele é cinza, né, gente? >> Tu tem cupom? >> Não, não tenho cupom. >> Então use o meu. Quem entre lá no no site, garanta o ingresso, já tá na descrição e tá no chat. Tem o o cupom dark. >> Dark você ganha 10% de desconto. Dark o
▶ 00:39:03 cupom. Então entre lá, participe também. Estarei lá. Aparentemente eu vou apresentar alguma coisa assim de live lá. Não sei. Tô vendo agora. >> Vai ser o primeiro congresso que eu vou ter que trabalhar e eu não vou poder ficar bebendo. Vai ser horrível. Já fui proibido de beber hoje. >> Bons tempos. Sério? >> Oi. Ó, você não vai poder beber no congresso. >> É, então essas festas assim públicas nossas, eu não bebo não. Não é uma boa ideia, entendeu? A gente tem que manter ali a pose e tal. >> Eu gosto. >> Tem jornalista, tem repórter, tem tudo,
▶ 00:39:33 né? >> Você tinha que ir de grammes um dia no nesse congresso. >> Nossa, eu adoraria. Eu tô até pensando, eu acho que eu vou com algumas coisas, alguns acessórios no rosto e tal, um cabelo mais trabalhado assim. Ava Grim, agora eu ouço Grimes, eu lembro que você gosta de Grimes. >> Eu amo. Sabe uma coisa que eu gostaria muito de ganhar? Eu queria muito aqui, ó, para todo mundo, quem quiser me presentear, eu gostaria de receber de presente algumas peças de armadura medieval. Eu gostaria muito. >> Guares adora, sempre tem espada que eu acho, máximo, sei lá, uma espada, umas ombreiras assim, entendeu? Pode ser pras
▶ 00:40:03 mãos, um elmo, eu acharia o máximo. Pois bem, mas uma coisa que eu queria trazer também é que veja bem, quando eu era mais nova, tá, lá no interior do Rio Grande do Sul, eu tinha uma intuição de que existia uma certa tensão entre homens e mulheres que eu não sabia qual era, eu não sabia nomear e como é que ela acontecia, mas eu sentia. Por quê? Porque eu já era competitiva e eu notava que os homens não exatamente
▶ 00:40:33 odiavam as mulheres, mas que eles nos desprezavam, como se nós fôssemos bobinhas, debiloides, idiotinhas, sabe? Eu sei que isso existe, eu não sou idiota, né? Então eu notava esse desprezo sutil, silencioso, só que eu sentia por conta da minha natureza. E aí, eh, a medida do meu crescimento, eu descobri que existia algo chamado feminismo. Eu vi no Wikipedia, quando isso nem fazia sucesso, ninguém sabia o que que era naquela época. >> Ah, era tipo, em 1920.
▶ 00:41:04 >> Não, não. Vamos considerar que eu Vamos considerar que eu nasci em 92, né? E aí eu comecei a me interessar com isso por isso quando eu tinha 15 anos. Então, ninguém tava falando disso ainda, né? Era bem antes do auge e tal. >> E essa é uma coisa que me aborrece um pouco na direita, no geral, assim. Eu acho que é um problema. Primeiramente, duas questões aí. Uma delas é desprezar o feminino. Então essa é uma coisa que querendo ou não, acabou alimentando também essa revolta das feministas
▶ 00:41:36 contra o masculino, delas perceberem que o feminino era desprezado, não exatamente odiado, mas visto como algo ridículo, com complacência, com condescendência, como valores necessariamente de pessoas fracas e incapazes. E houve um momento em que elas se revoltaram contra isso, só que essa revolta veio de modo inverso, tão extremo quanto é o que era antes. Então eu acho que já é um problema aí. Então o meu trabalho em relação ao conciliacionismo é tentar
▶ 00:42:07 em alguma medida conciliar e equilibrar essas coisas. >> É. >> E outro problema que eu vejo muito na direita, tá? Eu penso que a direita valoriza pouco as mulheres fortes, porque elas existem, mas como geralmente homens são de direita, eles pendem pra direita e eles buscam ideais para se espelhar e para usar de exemplo, eles acabam esquecendo das mulheres fortes e que são representativas existentes na
▶ 00:42:37 sociedade. Isso em alguma medida acaba afastando as mulheres da direita, tanto quanto acaba fazendo com que os homens não reconheçam esses valores nessas mulheres também, fazendo com que muitas vezes eles têm uma perspectiva abobalhada do que é ser mulher em uma sociedade patriarcal. É que você sabe, né? Se você vota em mulher, você não é vítima, você é cúmplice. Vá, confesso que eu achei boa. Achei boa. De fato, você é cúmplice. Então se
▶ 00:43:08 preparem, nós teremos inúmeras pessoas aí sendo cúmplices, né? Seremos muito cúmplice da manda vetoral. >> É, então eu também sou cúmplice dela, gente. O Ricardo é cúmplice meu, é cúmplice da Amanda, >> entendeu? E eu acho que nesses casos específicos é nosso dever reconhecermos a força dessas mulheres, como por exemplo a Késia. Tu conhece a Késia? Sim. >> Késcia da Bahia. >> Eu conhecer esse. >> Eu acho ela impressionante, tá? Porque veja bem, ela tem que lidar com duas pechas aqui, né? Ela tem que lidar com o
▶ 00:43:39 fato de que as pessoas são machistas contra ela porque ela é de direita. E ela também tem que lidar com o racismo das pessoas porque ela é de direita. Então ela tá pagando um preço duplo em relação ao sacrifício que ela resolveu, mas veja, >> levar a longo prazo. >> É, mas veja por as mulheres que eu tenho contato do movimento do Brasil Livre, que é um ambiente muito competitivo, muito duro, >> é muito masculino, >> muito masculino. Assim, o bullying é que reina. O bullying, você sabe que aqui
▶ 00:44:09 reina o bullying. >> Sim. >> A as mulheres que acabam sobrevivendo esse ambiente aqui, cara, >> não são os demônios, entendeu? É isso que eu percebi. São os demônios. >> E eu fico feliz que eu estou aqui até agora. É, >> é, mas agora vou trazer um problem. >> Não tem noção. >> Só que eu vou trazer um problema que vai. Eu acho que vai ser muito importante a tua opinião nisso, porque você já explicou sobre con >> conciliacionismo. Porque é o seguinte,
▶ 00:44:40 >> voltando agora, eh, coloca lá o o Antum tava assistindo. Grande Antum. Muito obrigado, cara. >> Muito obrigado por assistir a gente. Ele mandou a o texto que eu tava falando, ele achou. >> Coloca ali só para tem o nome da Eu mandei para você. >> Coloca onde? >> Eu te mandei um link. >> Ah, tá. >> Só para ilustrar, eu vou trazer mais um problema apontado, que eu me lembro desse texto aí, que talvez vai, o teu trabalho vai ser muito maior do que você pensa. É só coloca a capa lá. Só capa.
▶ 00:45:11 Quase certeza que eu usei essa mulher pro meu texto. Sim, foi ela sim, foi ela sim. Eu usei ela pro meu texto. Me jogaram >> da Valete, >> jogaram isso aqui lá naquele post lá que eu falei. >> Excelente. Excelente. >> Porque ela traz mais um problema aí. >> É, traz mais um problema gravíssimo aí. >> Eh, sim. Ela ela é colocado ali que realmente é um a cultura do cancelamento, porque a mulher tende a ostracizar, né? a a >> ser é mais violento fisicamente,
▶ 00:45:42 principalmente. >> É quando até depois do que tem um conflito até você conciliar, né? Você tem um conflito, a guerra você concilia. A mulher não tem o conflito e você oustracia, sabe? E >> e é interessante esse parênteses que tu trouxe porque eu confesso assim que eu acho que a minha entrada no MBL foi uma das manifestações dos meus traços masculinos, porque a gente teve problemas umas duas vezes pelo menos. graves problemas, a gente se odiava. Aí teve um dia que eu simplesmente cheguei aqui, é, eu quero fazer parte. E aí
▶ 00:46:14 passamos por cima de absolutamente todas as nossas diferenças individuais, históricas, idiossincráticas por conta desse ideal. E eu acho que essa é uma coisa que as mulheres deveriam aprender muito com os homens e que eu comentei nesse texto também, que essa capacidade de passar por cima de questões subjetivas individuais por causa de um ideal maior. E homens conseguem fazer isso com facilidade, não é? simplesmente porque eles foram treinados, mas porque eles viveram assim por milhares e milhares de anos ao simplesmente decidir
▶ 00:46:44 derrubar um mamute, porque era uma atividade feita em grupo sob uma liderança. >> Se fosse eu, era sozinho. >> Por mais que eles se detestassem, porque ou eles faziam isso, eles morreriam de fome. Agora, o que que as mulheres faziam? Atividades individuais em coletivo. Então, o que que era? cerâmica, era a criação de filhos ou agricultura ou senão tapeçaria, todas as atividades que tu faz sozinha, mas junto com outras pessoas. Agora, se juntarem
▶ 00:47:14 várias pessoas para derrubar um animal só, era uma atividade muito masculina. Então, não é algo que eles foram e ensinados a fazer. Simplesmente isso aconteceu ao longo de milhares e milhares de anos evolutivamente e hoje eles vivem dessa forma como se fosse algo simples, porque é simples para eles, porque já está constituído na personalidade, em média da maioria dos homens. Ah, mas tem um problema aí. Agora vou trazer o problema e por isso que eu falei que vai ser um trabalho
▶ 00:47:44 orcúlio para você, principalmente, porque o que que tá acontecendo, a gente já vê os efeitos e de tudo que tá acontecendo. >> Uhum. >> Na Europa, principalmente com eh claro assim, é são políticas femininas que tão >> de imigração, terríveis, terríveis, tá sendo terrível, >> mas como parar isso? Não tem essa, não tem uma solução nesse texto. E eu fiquei pensando também, cara, não, como que vai, como que vai solucionar isso? >> Eu acho que vai ter que partir das
▶ 00:48:14 próprias mulheres, porque um homem que se coloca contra isso vai ser taxado pela sociedade, vai ser atacado. A não ser que você seja um que nem eu, que se me chamar de machista, eu vou falar sou. >> Então, eu penso que existe um dilema acontecendo aí. Sim, ele é difícil de ser resolvido, mas eu penso que nós precisamos de algumas poucas mulheres, fortes o suficiente para que elas possam conduzir várias outras mulheres para que elas sejam seguidas. Eu vou dar um
▶ 00:48:44 exemplo, tá? A Ana Campanholo. >> Uhum. >> Tem várias coisas que eu divirjo dela, mas ela me admira, ela gosta do meu trabalho e eu também passei a admirá-la com o tempo. Veja bem, ela é de direita, ela é bolsonarista, etc. Mas a questão é que ela tem uma horda de mulheres que a seguem. São muitas mulheres que vão nas palestras dela, que compram os livros dela, que assistem ela em debates, etc. Então, a gente começa por aí, tentando cultivar e reconhecer algumas mulheres
▶ 00:49:15 específicas que manifestam características que não seriam bem absorvidas e recebidas se tivessem sido manifestadas por homens, mas que por mulheres as mulheres recebem melhor. Então, eu penso que uma questão aí é nós precisamos valorizar figuras femininas fortes. Isso é necessário. Então, tudo bem. Tem o Alexandro Grande, tem o Churchill, tem o Trump, tem o Elon Musk, tem não sei o quê, mas existem mulheres fortes e elas precisam ser vistas, reconhecidas e cultivadas como exemplo.
▶ 00:49:46 E as mulheres precisam se ver nessas mulheres, porque muitas vezes as pessoas elas não arriscam fazer certas coisas porque nem lhes passa na cabeça que aquilo é possível. Primeiro tu tem que conceber aquilo abstratamente, psicologicamente, para que depois tu comece a agir em direção à aquilo. Você tome atitudes em direção à aquilo. Então a gente precisa começar a reconhecer essas mulheres para que as outras que estão assistindo vejam nelas como um norte a ser seguido. Os homens precisam reconhecer essas mulheres também, porque
▶ 00:50:17 eu penso que eles estão dando um tiro no pé. Todas as vezes que eu vejo esses caras dizendo que mulher tem que ser submissa, que mulher tem que ser uma coitadinha, que mulher tem que ser dependente, eu penso: "Vocês estão dando um tiro no próprio pé de vocês. Vocês precisam dessas mulheres fortes, porque elas também são responsáveis por defender os direitos e os interesses de vocês." Tanto é, vou dar um exemplo aí, a primeira ministra do Japão, que a primeira da história do Japão que venceu recentemente, ela disse que ela quer ser a próxima dama de ferro do Japão e ela não é uma
▶ 00:50:48 promotora de valores feministas, por exemplo, de políticas de gênero e etc. Embora eu seja, mas eu olho para ela e eu penso: "Essa mulher, ela é durona, ela é forte, ela é corajosa". E o Japão é um país bem patriarcal ainda, principalmente institucionalmente. Eles são muito hostis, eles são muito competitivos. Se ela chegou lá, é porque ela é forte, ela não é uma mulher comum, deve ser o próprio diabo na terra, com todo respeito, né? Então veja bem, essas pessoas existem e elas precisam ser
▶ 00:51:18 vistas, reconhecidas e usadas como exemplo. E elas devem ser cultivadas também pelos homens, porque não existe, como eu falei anteriormente, sociedade que é patriarcal só pros homens, ela é para todo mundo. >> Como se cultiva isso? Como eu falei, você precisa reconhecer essas mulheres, falar bem delas, você precisa se debruçar sobre o que elas estão fazendo, as políticas delas, a biografia delas, o que elas têm conquistado. Isso é importante. Então, não adianta só ficar achando que tu vai defender o Ocidente falando que as mulheres tem que ficar em casa batendo bolo. Isso não existe. Se tu tá falando de uma sociedade
▶ 00:51:48 patriarcal, corajosa, todo mundo vai ser assim. Inclusive, isso acontece naqueles países do Oriente Médico, que tu vai ver um monte de mulheres de burca segurando uma metralhadora. Elas estão literalmente cobertas dos pés à cabeça, mas elas estão segurando uma metralhadora. Então, se você quer uma sociedade segura, se tu quer uma sociedade forte e resistente, as mulheres também serão e devem ser igualmente fortes e resistentes, resilientes psicologicamente.
▶ 00:52:18 >> Então, >> outra coisa, eu penso que nós precisamos e aí vai ter que partir dos homens, incentivarmos os homens a serem novamente produtivos, tá? Porque assim, ó, o que que a gente vê no comportamento dos primatas, tá? e várias outras espécies de mamíferos. Os os machos, os alfas, como eles são mais fortes, evidentemente, eles são responsáveis pela proteção da tribo, a redução das mortes intragrupais.
▶ 00:52:48 >> Muito obrigado, Estela. Seja bem-vinda. Você é uma mulher forte. >> É isso aí. >> Você é uma mulher forte, Estela. >> Seja bem-vinda. >> Seja bem-vinda, Estela. E também eles são responsáveis pela conquista e distribuição dos recursos. Certo. Ok. o o hormônio de cortisol do macho alfa é extremamente alto, porque ele pode a qualquer momento ser deposto, é difícil de se manter lá em cima e ele tem muitas responsabilidades. Os betas t muita vantagem porque eles têm acesso a recursos, às fêmeas, mas ao mesmo tempo eles têm menos responsabilidades. Então,
▶ 00:53:19 no caso, nós somos os betas do Renan Santos. E veja bem, eu achei que você ia dar risada, Junito. Não gostou, >> não gostou de ser o Beto do Rena Santos. mo melhor que ele naquela banda lá. >> Pois bem, quem acha que o Junito é o beta do Renan, digite um. Quem discorda, digite dois. Você vai ver uma horda de pessoas comentando um ali. Pois bem, a questão é que esses macacos, eles precisam do quê? Da
▶ 00:53:49 legitimidade das fêmeas para que eles possam governar. Então, se eles são incapazes, inaptos, elas derrubam. Então, se os homens são improdutivos, incapazes e inaptos, as mulheres não permitem que eles governem. Então, os homens têm que ser capazes o suficientes para que as mulheres decidam e proporcionem a legitimidade para que eles exerçam o poder deles. >> Então, vou te black pilar agora. Por que que isso é cada vez mais complexo e difícil?
▶ 00:54:19 Se uma sociedade, porque se uma sociedade se tá hiper feminizando, a próxima geração masculina vai ser muito mais feminina. A geração alfa, por exemplo, ou a própria geração Z já pegou bastante isso. >> Não, mas se tu for analisar que que foi aquela revolução lá no Nepal, foi a geração Z que fez, matou gente, derrubou, botou fogo nas coisas, entendeu? Tu tem que considerar também que existe um poder em pessoas que não tm nada a perder, tá? Elas são muito perigosas.
▶ 00:54:49 Mas eu acho que tem algumas coisas que nós já estamos conseguindo, como eu poderia dizer, regredir. Eu vou dar um exemplo, né, que não é de natureza social, mas de natureza climática. Houve um período em que nós tínhamos um um medo, uma preocupação grande em relação à camada de ozônio, certo? Isso foi recuperado porque aconteceram inúmeros esforços internacionais para resolver a camada de ozônio, tá? Uma outra questão, uso de cigarro. Aí a
▶ 00:55:19 gente vai, agora a gente vai para uma questão fenomenal social, certo? >> Houve um período em que fumar cigarro era moda, era charmoso, era elegante, era cool, todo mundo queria fumar cigarro. As crianças usavam simulacros ou simulações de cigarro que eram feitos de chocolate. >> Absurdo. >> Hoje em dia isso não existe mais. Antigamente as crianças também consumiam muito álcool em comparação com hoje e elas consomem muito menos. O que nós estamos vendo atualmente, principalmente em relação à regulação das redes
▶ 00:55:49 sociais, é o desestímulo dos jovens em usar redes sociais para que eles voltem a interagir fisicamente. Então, eu penso que existem sim possibilidades e tecnologias sociais para tentar compensar ou reduzir ou regredir alguns aspectos que foram causados por gerações que mimaram demais os seus filhos. E aí o Jonathan Rid, ele ele traz isso no livro dele da geração ansiosa, que as crianças passaram de indivíduos em desenvolvimento que brincavam na rua sozinhos, longe dos pais, para indivíduos que estão o tempo
▶ 00:56:21 todo dependente da aprovação dos pais, que eles têm que ficar ali em volta deles o tempo todo resolvendo os conflitos das crianças, sendo que elas precisam aprender a resolver essas coisas sozinhas. E aí tem um outro exemplo que eu trouxe num outro texto meu da Valete, que é sobre os playgrounds. é infantis que existiam na Alemanha, tá? Teve um momento que ali nos anos 90 eles perceberam que as crianças já não estavam mais tão interessadas em atividades ao ar livre, que elas enjoavam demais e facilmente nos brinquedos. Aí o que que eles fizeram? Eles trocaram todos os os parquinhos, os
▶ 00:56:53 playinggrounds infantis, que geralmente eram feitos de borracha de EVA por parques feitos com madeira, aço, ferro, construídos em ladeiras, em barrancos e com muito mais instabilidade. Então, daqueles parquinhos que eram baseados num modelo americano fofo, chato, diante, na Alemanha. >> Nossa, eles faziam engenharia social com criança já. Exatamente. Eles, isso a gente chama de nudget, digamos assim, são espécie de empurrõezinhos
▶ 00:57:23 >> para que as crianças voltassem a se interessar pelos brinquedos por mais tempo, porque elas ficavam menos entediadas e também porque elas sabiam lidar melhor com a frustração e com a sensação de impotência. Então elas caíam e torciam o pé, tudo bem. Ela dava um chorinho ali, ela continuava bem, ela ia lá e brincava de novo. Ah, eu me arranhei. Ah, eu torci o meu pé, o meu tornozelo. Ah, eu não consegui fazer tal coisa. que eu não aguentei isso, desenvolvia e continua desenvolvendo nelas esse senso de alta eficácia, que
▶ 00:57:53 inclusive é algo que o esporte também dá e que esses parquinhos mais inseguros passaram a proporcionar pras crianças alemãs. Então, veja que existem meios, a gente precisa reconhecer quais são eles, porque tem material aí, tem literatura científica sendo desenvolvida, mostrando o que a gente precisa fazer e a gente precisa aplicar isso de fato. >> Mas ali eles exageraram, elas ficaram meio violentas um pouquinho depois aconteceu um negócio meio chato lá. >> O quê? Você falou que no foi nos anos 20 na Alemanha. >> Não, isso foi nos anos 90. Ah, >> foi recente, não? Foi recente. Isso foi
▶ 00:58:23 recente em que eles, enfim, tornaram os brinquedos muito mais divertidos, interessantes pr as crianças, né? E eu não sei como é que foi isso na tua infância, mas eu lembro que quando eu caía quando criança 2, 3 anos de idade e eu começava a chorar minha men diz assim: "Não, já passou, já passou, nem aconteceu nada". E eu saia correndo de novo. >> As as crianças hoje em dia não quebram mais perna, não quebra braço. Estranho, cara. Exatamente. Ninguém se arrebenta mais, ninguém humilhado, ninguém sofre, entendeu? >> É, eu fui bastante humilhado. >> Eu também fui. Inclusive, é por isso que
▶ 00:58:54 a gente aguenta o MBL, né? Nós já fomos muito humilhados. Sim. É porque eu sou de uma, eu sou de uma época, Spectro. Eu eu tenho, eu sou de 88. Eu sou eu era viciado em quadrinhos, assim, eu era, amava quadrinhos numa época que era bem popular e era uma época que não tinha internet, não era negócio geek. Você lia quadrinho, você era um estranhão que apanhava. Você apanhava. >> Eu brincava muito na rua, a gente começava durante a tarde, mas >> jogava bats para caramba. >> 5:30 da tarde, depois da escola. E eu
▶ 00:59:25 ficava brincando até 11, meoite, 1 hora, na rua, na frente de casa. E aí era tirando o tampão do dedão do pé, >> passando por apelido, entendeu? Suado, pegando sol de 35º, brincando de bexiga na terra. Nossa, bons tempos. Aquilo era legal, viu, gente? Isso é divertido, isso é vida. Sério mesmo. E ali que inclusive eu comecei a me conectar tanto com homens quanto mulheres em relação a essa minha construção de individualidade, porque os meninos eles
▶ 00:59:55 eram muito cruéis comigo, principalmente na escola. Eu sofri muito bullying de guris na escola, mas na frente da minha casa meus vizinhos eram ótimos, eles eram muito legais. Eram guris aí, >> é os guri bé. Eles eram muito legais comigo, inclusive foram excelentes amigos por muitos anos. Então eu tinha essa clareza de que existiam homens e homens, meninas e meninas. >> Me jogaram no lixo. Muito louco. >> Meu Deus. Jogaram ele no lixo. Que horror. Ah, outra coisa, >> eu tomava muito chazão de cueca.
▶ 01:00:25 >> Outra coisa, eu não sei se vocês faziam viagens na escola, né? Porque nós fazíamos viagens também. fazer pro interior. Bastante. >> E aí, eh, nós íamos para Parque Aquático, né, que era no distrito da cidade, e sempre tinham alguns colegas que levavam a mamãezinha deles junto. Eu era criança e eu olhava para aquilo, eu pensava: "É tão ridículo mesmo, né? Tua mamãezinha te leva lancheirinha, ela te leva bolachinha, ela leva guarda-chuvinha, ela teve, ela vai junto contigo na viagem da escola, tu não consegue fazer isso sozinha." E eu comecei a fazer isso com que 9, 10 anos
▶ 01:00:57 mais ou menos, a gente já viajava com a escola e tu podia ir sozinho. Eu acho que o pais não tem que ir com os filhos em todos os lugares onde eles vão, sabe? >> Deixa que ele faça uma viagem sozinho, entendeu? Faça uma excursão sozinho. >> Agora você me trouxe muitas memórias. Eu sou de, eu sou de uma cidade do interior do Paraná chamada Marechal Cante do Rondom. >> Eu lembro que eu ia bastante, tinha bastante essas viagens, era um ônibus amarelo ainda, aqueles americanos, sabe? que tem aquele >> clássico. Nossa, combi. Macombe >> clássico. Eu lembro até pr onde, a gente ia para um tal de muel, a gente ia para Porto, nossa senhora. Porto Mendes. Se
▶ 01:01:29 alguém é daquela região vai saber esses nomes. Provavelmente deve ser até hoje deve ser algum local turístico lá. Mas viajava, ia pro campo, viajava bastante. Não sei como que é hoje em dia. Meu filho veio estudar aqui. A única coisa que ele aprendeu aqui, que os os meninos estavam faziam era eles pegavam os extintor para ficar quebrando o vidro da escola. Quebrando o extintor, não, pegando extintor para quebrar o >> extintor para ficar quebrando o vidro da escola. >> Gente, eu vou contar uma para vocês. [ __ ] Mas assim, teve uma vez que eu tava brincando com os meus colegas na
▶ 01:01:59 escola de dar saque e manchete com a bola de vôlei para ver quem fazia mais alto. E eu comecei a fazer e fazer, fazer. Teve uma hora que eu fiz tão alto que bateu na janela lá do último andar da escola. Eu lembro de olhar para aquilo em câmera lenta, de devagarzinho assim. Nossa, se espatifou em tudo. Eu fiquei tão nervosa e o meu colega Geazis na época começou a rir da minha cara e berrar. A Glena quebrou o vidro. A Glena quebrou o vidro. Eu fiquei tão nervosa. Aí depois eu fui pra diretoria e aí eu
▶ 01:02:31 acho que eu paguei R$ 10. >> Você pagou? >> Eu acho que eu paguei porque era uma escola pública. >> Nossa, R$ 10 naquela devia ser muito dinheiro, cara. Eu acho que era isso. Eu nem lembro se eu paguei, mas eu acho que eu paguei sim a janela da escola que eu quebrei. >> Cara, vamos lá então. Essas lembranças aí, várias lembranças e agora tá todo mundo chamando de velho. Fala que que eu tinha quase 50 anos. Pô, não tô tão dois aqui. Somos jovens senhores, né? >> Ah, você não é fresca. Qual que sua idade? >> Eu sou eu tenho 33 anos. Eu já digo que eu sou uma jovem senhora, mas eu sou
▶ 01:03:02 quase Z, porque a Z começa em 95. >> Quase Z. >> Aham. Mas aqui o Orlando trouxe a informa trouxe um uma outra forma de ver as gerações no Brasil, não é? Aqui no Brasil a gente tem que ver de forma diferente as gerações, né? Porque aqui é aqui no Brasil, por exemplo, ele falou e faz sentido, pô, a geração revolucionária não é a Zé, a geração que fez a revolução é a Boomer >> Ah, sim. Mas eu acho que tem uma coisa que eu acredito que vocês vão perceber aí também que existe principalmente uma divisão de nichos que não necessariamente é ou exclusivamente por
▶ 01:03:34 uma questão geracional, mas principalmente de interesses. Então muitas vezes tu vai ver jovens de sei lá 15 anos com humor super boomer e até meio esquisito. E aí tu vai ver uma pessoa mais velha, como por exemplo Junito, com humor da geração Z. Então eu acredito que também tem esse aspecto do interesse e do ambiente, da bolha que as pessoas estão inseridas realmente, sabe? Com quem que eles estão andando, os assuntos que eles estão mais interados, né? Ando com com Impera, com Antum.
▶ 01:04:04 >> É, então >> com o BH, eu sou ando com jovem da geração Z, cara. Se bem que se bem que o as pessoas da minha idade, pô, sei lá, Artur do Val e o Renan também são duas duas crianças. Olha, mas é que tem uma diferença muito importante entre o Renan e o Artur, é que o Artur é Jeca. >> O Renan é o jovem sensível, né? Ele é cool, ele é underground, não sei o que. E o Artur não. O Artur é o top Jeca. >> Não, o Ren é o é aquele meme do Hello Youngsters que é o cara carregando um skate. Um cara velho carregando um skate.
▶ 01:04:35 >> Nossa, que crueldade. Tu já viu o que é o meme do Didi vestido de forma hipster? Tu já viu? >> É o Didi com o bonezinho para trás. Exatamente. Ele, cara, ele é o Kiko dançando velho assim, sabe? Só Renaç fazendo banda. >> Que maldade. Que maldade. [ __ ] >> cara. Eu tô com tô com medo. Ele fica, ele fica convidando gente. Não sabia que eu tenho uma banda, gente que ele conhece para mais importante? >> Tu tem medo de levar uma facada ou de passar? Ele vai lá e cante
▶ 01:05:06 [Música] >> o maior mesmo porque ele faz ele fala o Renan, ele fala com mais ânimo da banda do que sei lá da missão, sabe? De pensar sa pera aí calma. Se se ele se acha tão bom o cantor, será que ele não tá exagerando também na missão? Isso que é meu medo. >> Então Junito, você já parou para pensar que talvez ele tenha construído toda essa estrutura só para ser cantor da banda? >> É a primeira vez que eu primeira vez que encontrei o Renan. Tu pensa, ele quer uma desculpa para fazer uma banda. >> Pessoalmente foi no foi lá em Curitiba.
▶ 01:05:39 Ele foi na frente do colégio estadual. A gente saiu correndo, encontrei ele, a gente saiu correndo, tinha uma massa gigantesca de estudantes atrás da gente. A gente entrou num Fusca. Antes da gente chegar na no lugar final, ele já tava mostrando ele no que ele tinha uma banda >> antes da valete. Antes da Valete, >> é 2015 ou 2016, >> antes de qualquer outra coisa é a banda. >> Ele já tinha aquela música da a garota que eu nunca mais vezi.
▶ 01:06:10 >> É a do Sul. >> Essa música é boa. Só que as músicas as músicas do Renan são boas. >> Minha favorita. A minha favorita é uma que geralmente eles cantam mais ao final do show, que são psicodélicas e progressivas. >> São as melhores. As progressivas, psicodélicas são as melhores. >> E eu entendo isso porque assim, cara, muitas coisas que eu faço, eu simplesmente eu quero ser uma diva pop, entendeu? Eu quero ser uma diva pop e fazer música experimental e me fantasiar DT. >> Nossa, Érica Hilton tem o mesmo sonho do Renan, né? Tá, ele tá realizando.
▶ 01:06:41 >> É, exatamente. Ela quer ser divap. Eu quero ser divapop, fazer música experimental, me fantasiar DT. E é isso, cara. Cada um tem o seu próprio caminho. >> O Incel com foto de anime falou: "Já fiz esse exposed o Renan fundou o MBL só para ter a banda. Ele nunca escondeu. >> Ele nunca escondeu. >> Não é um esposo, ele não esconde isso. >> Ele fez um movimento político para ter um público. >> É, faz todo sentido. Nossa, eu já tenho gente para escutar minhas músicas também. >> Maria, que que você cantaria? Ah, eu faria uma música experimental com uma
▶ 01:07:12 voz robótica. >> Eu sabia que eu sei, eu sei cantar e tocar no violão a Oblivion. >> Ah, sério? Ah, não. [Risadas] >> Nunca imaginaria isso. >> Adoro essa música. É que eu vi uma vez eu vi o Fran Ford Nan fazendo um >> um cover da GR, >> um cover dessa dessa música. Falei: "Pô, gostei". >> Ah, outra coisa, né? Eu sou bailarina, sou performer, fiz teatro. Então, né, meus camaradas, eu sou uma artista
▶ 01:07:42 completa. >> Você fez teatro? Sou uma artista >> faz algum >> Ah, não, pera aí. >> Você quer brincar de improviso? >> É, faz improviso aí. >> Não sei eu. O que que eu posso dizer assim, ó? Meu improviso é basicamente a minha vida política já. Ah, não tem graça. Nossa, que acabei com ela. Não, que as suas opiniões não tem graça. Não tem graça, porque você não tem nada diferente aqui para fazer uma peça, né? Não, eu sou assim o tempo todo. Eu sou a própria arte encarnada.
▶ 01:08:12 >> Bom, é isso. Eu gostei da live, cara. >> Muito boa, né, cara? >> Ficou legal. Ficou baita discussão. Ficou, você ficou sendo chamado de bê. Não fiquei sendo, não fiquei sendo xingado de burrito. >> É verdade. Mas é que também, >> eu sobrevivi a live sem ser xingado, cara. >> Mas é que tu também performou muito bem, né, Junito? >> Eu acho que tu desenvolveu bem. Acho que você tem que ter mais autoestima. Só isso. Acho que você precisa ter mais autoestima e não dar ouvidos para as pessoas que te chamam de burro, >> viu só? >> É, >> viu só?
▶ 01:08:42 >> É isso aí. >> Vamos, ó, antes da gente ir pr as participações, quer trazer mais alguma coisa? Não, não. Vade. Eh, é que ele tá, ó lá, ele ele não tá prestando atenção na gente. >> Hoje que eu tô, >> tá? Então, eu queria falar que dá tempo para você entrar no valete, tá? Entre no valete hoje. Se você entrar, você vai ganhar camiseta prendu matô. Eu perdi o no chaveirinho que tinha aqui. Tá aqui o chaveirinho. E você vai ganhar a revista do mês que fala sobre um tema muito
▶ 01:09:13 importante, cara. A gente vamos entrar num numa outra vez nesse tema aí, quando tiver a revista em mãos para para discutir. Então, ah, não, você é proibida pelo Elã. O Elã, >> a sociedade patriarcal, sociedade patriarcal é complicada, hein? Entra, entra no R Plus. >> Pois é, né, cara? Eu lutei tanto para não ser mais mandada por homem e onde é que eu tô agora? O que eu mais faço na minha vida é obedecer macho. É [ __ ] né? É, [ __ ] É a vida. Bora lá então.
▶ 01:09:44 >> Ai cara, sempre achei isso, coitadísimo do Junito que irrita, >> viu? Ó, não pode, não pode se mogar assim, Junito. >> Artur G mandou R$ 10. Eu vi recentemente uma entrevista com um membro do Talibã que a proibição do ensino superior para as mulheres era temporário para tirar a propaganda ocidental das universidades. >> É, essa é a velha história que nem do Bolsa Família, né, temporário e assim fica. Eu vou vou lá eu vou lá paraa freegão fazer um estudo de casa.
▶ 01:10:16 >> Lucas, >> tô brincando. >> E eu acho que tu não vai passar >> como imigrante. Não. Vão achar que tu é de lá. >> Vão achar que tu é de lá mesmo. >> Eu sou. >> É, mas eu acho que tu tem mais cara de iraniano, de persa, >> do que de afegão. >> Ah, persa. Persa é brab >> também. Acho >> Lucas Soares mandou R$ 10 na valete de De Longe. Meus textos preferidos são os da Glenda. Coincidentemente, hoje li a mulher pisou no mundo dos homens. Perfeito. Estava louco para ler o da
▶ 01:10:46 próxima sobre os Only Fans. Elan estragou. >> Exatamente. O Elan estragou, gente. Ele simplesmente Tu não pode escrever sobre isso. Você é a Glenda, a espectro cinza feminista progressista do MBL. Você não pode escrever sobre isso, porque ele disse, eles já pensam que você é satânica, que tu é do capeta, né, etc. Então não faça. Eu >> vou levar pr para hoje ela já revelou aqui que ela defende o patriarcado, que ela de direito. Agora próximo passo eu vou levar ela pra igreja. >> Não, pera aí. Aí vocês estão querendo
▶ 01:11:17 demais também, né? Patriarcado, mas um patriarcado ameno, tá? Um patriarcado seguro que proporcione bem-estar e liberdade pr as mulheres. Mas assim, mais ou menos também, né? Pera aí, pera aí. Inclusive, ó, fazer um parênteses aí, já que eu posso falar mais. >> Patriarca patriarcarca, não sei falar isso. >> Uma coisa que eu acho muito interessante é porque a Grécia foi uma civilização bem misógena, né? Ela não dava nenhum tipo de liberdade pras mulheres, etc. Mas o maior sinal, aliás, a maior
▶ 01:11:47 representatividade de racionalidade era de uma mulher, né, que era Atena, de racionalidade a deusa das cidades do instinto civilizatório. Eu acho incrível isso. E Atena, ela era uma deusa que representava o poder, o instinto civilizatório, a conquista das cidades. E também ela era a deusa da cerâmica, da do artesanato e das atividades manuais. Não. E o pior, se não, se tu for analisar mesmo agora fora a o seu machismo aqui,
▶ 01:12:19 veja bem, >> eu fiquei perdido por um minuto. A atividade artesanal, se a gente for analisar do ponto de vista arquetípico, é masculino, porque é o domínio da da natureza, é a força do homem sobre o mundo natural e caótico e desordenado, tornando ele útil, tornando ele eh capaz de servir aos seres humanos os seus intentos, as suas intenções. Eu acho isso incrível. >> É, pelo menos quando eu vejo coisa japonesa, os potteries lá, é tudo masculino, né? É feminino que é até
▶ 01:12:50 difícil. >> Ah, então só homens podem fazer coisas difíceis, as mulheres não podem. >> Sim. Que é arriscado porque você deixa o negócio numa fornalha durante três dias. >> Ah, nossa. Tá, realmente. Mas ainda assim, eu acho que lá elas devem fazer muitas dessas coisas. Eu vejo alguns vídeos desse tipo, elas mantalha, man, fog, >> mas delas eu já vi fazendo porque vamos assim, não é assismo assim e vamos dizer assim, ocupações de risco. É, >> geralmente é masculino. Masculino. >> Bora. Próximo.
▶ 01:13:21 >> Danilo David mandou R$ 10. Junito espectro. A cultura woke não seria uma forma de sabotagem por nações inimigas do ocidente, porque algumas empresas estão sendo quebrando, estão sendo quebrando e sendo compradas. pela China, por exemplo. >> Não, el só tão se aproveitando. Inclusive, naquele texto que a gente tava comentando hoje, ela diz que >> no Oak não é marxismo, não é feminismo, não é plano, não. É só a feminização da sociedade.
▶ 01:13:51 >> Também acho. >> É isso que é o o penso que >> o espírito que isso é oriundo, principalmente não de uma ideologia feminista, mas principalmente por causa do que a tecnologia proporcionou pr as pessoas. Então, se a gente for olhar mesmo no caso do Japão, cara, o Japão, embora tenha uma estrutura ainda muito patriarcal, os homens são extremamente tímidos e eles já não se relacionam mais com as mulheres. Muitos deles ficam em casa o dia inteiro e não tem mais coragem de ousar, de inovar, absolutamente nada. Então,
▶ 01:14:21 >> tem um aspecto do conforto que a tecnologia e as instituições sólidas que promoveram a sociedade civilizada geram nas pessoas. Eu sou bem civilizado. >> Exatamente. Foi a, eu acho que o principal fator foi a civilização mesmo >> e a tecnologia. Mas prossiga, >> senhor McNosch mandou R$ 20. Supremacia Junito, caraziniense aqui, [ __ ] E bora pro festival. E Junito foi mogado pela ET feminista. Toma dele. >> Mentira. Hoje o Junito foi muito bem. Estou orgulhosa dele. Foi muito bem.
▶ 01:14:52 >> Deu só. As outras vezes que a gente fez live junto deu gerou até textão depois no Twitter. O mundo que eu defendo é quebra pau intelectual. É isso aí. >> Felipe Dris mandou R$ 10. Glenda, como você vê a causa angélica? Você acha que os anjos estão ocupando os espaços que as mulheres lutaram para conquistar? Se sim, para mim essa é a guerra de vocês mulheres. >> Pois então, eu não considero uma guerra
▶ 01:15:22 tão, como eu poderia dizer assim, robusta ou importante, relevante, significativa, porque é uma quantidade muito pequena de pessoas enquanto fenômeno social. Se nós formos considerar realmente pessoas que são transexuais ou que se identificam enquanto mulheres, é uma quantidade ínfima da sociedade. Há não muitos anos atrás, eram cerca de 0,0% de pessoas na sociedade, eram pouquíssimas. Agora, o problema é que muit dessas pessoas estão sendo eh, aliás, muitas outras pessoas
▶ 01:15:53 que não necessariamente seriam na condição anterior identificadas enquanto transexuais, começaram a ser contagiadas em algum motivo, em alguma medida por esse fenômeno cultural. E além de que existem aquelas outras pessoas que vão tentar tirar vantagem desse status de transexualidade para tirar vantagem das mulheres também dos espaços femininos, etc. Você você viu que tá diminuindo o número assim? Ah, muito muito tá tá em queda livre o número de pessoas que você declaram trans.
▶ 01:16:23 >> Ah, fico feliz porque >> teve um pico passado agora. >> Imaginas pessoas estejam eh talvez tendo uma jornada de autoconhecimento, enfim, não sei. Mas ó, eu vou dar o meu exemplo, tá? Mais uma vez, eu já tive disforia de gênero quando eu era mais nova e não faz muito tempo. >> Você achava que era homem? E eu tive vários momentos em que eu pensei que eu era homem, que eu tinha que fazer transição de gênero, que eu deveria fazer redesignação sexual. Só que veja bem, uma das coisas que pode gerar isso nas mulheres, tanto nos homens, é uma coisa, ó, é inclusive que tem a ver com,
▶ 01:16:53 eu penso que a gente tem que ter essa visão clara do que é ser homem, do que é ser mulher, mas também o que é a natureza, tá? Porque como eu sempre fui uma mulher desajustada do que se espera de um comportamento feminino típico, eu pensava, tem algo de errado comigo. Talvez eu não seja mulher. Se eu não sou mulher, então eu devo ser homem. Então é, inclusive foi uma coisa que uma vez eu conversei com o Renan sobre em que a gente tem que ter essa clareza de que não é porque uma mulher, ela gosta de brincar de carrinho, que ela é um homem.
▶ 01:17:23 Ela pode ser uma mulher que gosta de brincar de carrinho. Ela é uma mulher que ela é competitiva. E eu acho que é aí que muitas vezes os conservadores eles acabam errando porque eles querem enfiar guela abaixo de que mulher é de um jeito e de homem é do outro. Que daí quando essas pessoas elas divergem do comportamento típico, elas entram muito facilmente naquela conclusão: "Ah, então eu sou do outro gênero." Não, você não é, você não é do outro gênero só porque tu gosta de brincar de carrinho e tu é uma mulher. Tu não é uma mulher porque tu gostaria de ser um excelente pai, sabe? Você só é um homem que gostaria de ser um pai, não uma mãe, né? S, eu tive
▶ 01:17:55 uma epifania aqui, eu acho que já deve ter imaginado, mas tudo que a gente discutiu hoje aqui faz, cara, é uma luta tecnotenentista, entra muito no no conceito do tecnotenismo do do Antum, porque é é uma luta contra as elites, porque são as elites que estão fazendo toda essa burocracia, que tá causando todo esse >> essa bagunça. Quer dizer, >> é possível, >> Antum, se você tiver assistindo, não faz sentido isso ser um mais uma
▶ 01:18:25 batalha do tecnotenentismo. Eu acho que faz todo sentido. Entra no nessa seara que a gente tava conversando e eu que eu li já o texto dele na da Valeste que não saiu. >> Foi muito boa essa discussão porque eu tive dois insightes aqui hoje conversando contigo. Um um deles é realmente fazer com que os homens, os conservadores, eles entendam como é que se luta por uma sociedade patriarcal que vai ser defendida também por mulheres. E outra que é de desestimular esse contágio transexual, que é começar a
▶ 01:18:56 reconhecer fenômenos sociais tais como eles são. Existem mulheres que são mais masculinas e os interesses delas vão divergir, mas elas não deixam de ser mulheres por causa disso. Ponto final. A mesma coisa com os homens. A gente simplesmente tem que ter essa coragem de abraçar certas nuances para que as coisas continuem sendo o que elas sempre foram em alguma medida. Nossa, como é que pode, né, cara, eu fazer um discurso conciliacionista ao mesmo tempo pela defesa do status copatriarcal? Isso é muito estranho. >> Porque Mas não é estranho porque do jeito que tá, se você não fizer isso, a
▶ 01:19:27 sociedade que você imagina como >> não vai acontecer. É, exatamente, exatamente, exatamente. >> Então você vai ter que defender o >> o patriarcado para eu manter minha liberdade enquanto mulher. Exato. >> Exatamente. >> Que paradoxo. >> Inclusive, um beijo para todos os homens da Sociedade Patriarcal do Ocidente. >> Sou profundamente grata a vocês aí que estão lutando pela manutenção do status qu do nosso patriarcado, tal como ele está hoje. Ele é muito importante. >> Junit tecno, Junito, tenentismo agora.
▶ 01:19:58 >> Muito bom. Próxima. >> Léo F. Couto mandou R$ 5. A venezuelana Maria Corina Machado que ganhou Nobel. Já é uma dessas mulheres notáveis. Glenda. >> Ela é Nobel de quê? >> Da. Ela é brabíssima, mano. Tá enfrentando a [ __ ] do Maduro com com a a ditadura do Maduro. >> Ah, tá. Então eu não sei quem é essa pessoa. Eu tô por fora. Eu tô por fora. É, foi ela que ganhou a última eleição.
▶ 01:20:28 Daí ele roubou a eleição. >> Ah, tá. Ok. Ok. Agora >> agora tá pedindo ajudos Estados Unidos para assassinar o Maduro. >> Sim, sim, sim. Agora eu estou bem contexualizado. E ele implorando. Por favor, não me mate. >> Tem que ter culhões. É, pode crer. Eu acho que tá certo. Não, eu não ia me ofender com isso, não. É que eu uso outra expressão. Eu falo que [ __ ] Essa aí a [ __ ] >> Essa é greluda. >> Essa aí o Lula gosta de usar também.
▶ 01:20:59 >> Ai, ai. Sim. Pois é. Eu nunca me ofendi com essa expressão do Lula, então [ __ ] >> Boa, bora. Temos mais. >> Não, acabou, >> cara. Então é isso, pessoal. Muito obrigado, Spectro. >> Digo mesmo. Foi uma obra de arte hoje. >> Gostei muito dessa live. >> Fico feliz. >> Maravilha. >> É uma sensação de gratificação, não é mesmo? >> É, fiquei, eu também tive um uns momentos de epifania aqui. >> Mas então é isso, pessoal. Muito obrigado aí pela participação. >> Hoje tem live no canal Spectro Cinza com
▶ 01:21:29 uma surpresa para vocês. >> Merda. Eu também ia fazer live. >> Bá, desculpa, cancela tua, Junito. Não dá. >> Faz aí. >> A minha vai ser 9:30. >> É que hoje eu vou estrear na Kick. Só na Kik. Hoje eu não não faço mais na Twitch, tá pessoal? >> Pode crer. >> Então agora é Kick, não sei, alguma coisa. Junito MBL, mas é Junito MBL lá na Kick. Mas é isso aí, pessoal. Muito obrigado. Até a próxima e boa noite. >> Beijinho. Você quer pro Nando Moura. Sinal do satanismo para ele. Mentira. Ah.