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Renan Santos · 28/07/2026 · 22 min · Renan Santos
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▶ 00:00:00 Esse é o marido da dona Benedita. São 4 da tarde e ele tá bêbado. Você tem quantos anos? >> 16. >> 16. Uhum. >> Você já tá grávida? >> Aqui é o banheiro que o pessoal usa. A água que eles captam é essa aqui, ó. A casa é toda de madeira. [música] Se um dia der um curto circuito, pega fogo. A senhora concorda com o slogan? Prendeu matou. [música] Chegamos a meu gasto, só para deixar
▶ 00:00:31 claro, o pessoal de Marajó é muito orgulhoso. Pô, Renan, vamos ver o lado bom. O lado bom tem tem soes, tem algumas coisas interessantes, mas não há tempo. Então vamos ver os problemas. Vamos filmar os problemas aqui e vamos desenhar soluções, porque é grave, tá? O que tem aqui é muito grave. Aqui não tem água potável. Aqui você tem uma dissolução da ideia de família muito muito muito forte. Então aqueles crimes horrorosos envolvendo criança acontecem aqui. A economia aqui é muito primária, muito, muito primária. Economia extrativista, cara, pedofilia
▶ 00:01:01 basicamente, exploração sexual de crianças, não sei se tráfico de menores, mas há um caso famoso, tráfico de menores aqui. Mas tudo muito grave assim, tudo muito pesado, muita pobreza. Mas vamos lá, vamos, vamos conhecer. >> E aí, galera, bom? >> Obrigado aí por dar uma carona, hein? Bom, ótimo. >> Como é que tá? >> Que eu vi que eles bom engorro para por causa do sol, né? Eu pegava a mesma coisa.
▶ 00:01:31 [música] >> Prazer, sou Renan. >> Olha, esse é o homem que eu tinha te dito. >> Ó, a senhora se arrumou para ficar bonita, né? Aí, >> pois é. [risadas] Dá um oi pro pessoal ali. >> Oi pessoal. >> E aí, como é que tá? Me conte. A gente veio conhecer a senhora, conhecer um monte de quer entender a cidade através da a vida tua da vida das pessoas. >> Porque olha a água, como eu falei, é essa água que a gente usa pr
▶ 00:02:03 >> para beber. >> É, a gente pega na bomba e trata pra gente tomar que não tem não tem condição de comprar, né? >> Só só para poder mostrar. Vem comigo. >> É aqui que você pega água? Não, a gente pega mais de lá de fora na bomba vendém. >> Tá >> aí só que a gente coloca na caixa e trata. Só que agora saiu lavando a caixa para ele de novo para tratar. >> E aí a água você usa para cozinhar, tomar banho. >> Cozinhar, tomar banho, lavar roupa, beber, >> beber. Consegue filmar? Pessoal, olha
▶ 00:02:34 isso aqui. >> Preciso que você explique aqui para contar a história pra gente. >> Meu pai é cadeirante. Aí quando ele tá passando balga, tem problema de AVC, a gente tem que levar na cadeira. É ruim de vir ambulância buscar aqui. A gente leva na cadeira, mas a cadeira vai pulando muito porque é trapicha, né? E tem muito buraco também. As crianças quando vão pro colégio vão varanda no buraco. >> Uhum. >> Porque é ruim de ir pra escola pegar o ônibus lá na praça. >> Que tipo de doença a molecada pega aqui ou todo mundo pega por causa da água?
▶ 00:03:04 >> É incrição intestinal, diarreia. >> Que tipo, você me conte da sua experiência de doenças aqui, por exemplo, eh, em geral você falou diarreia. Teve, teve parente que ficou muito doente por conta disso. >> Já teve, já teve de passar quase mês no hospital com infecção intestinal. >> E pr, e quando você precisam pro hospital, como é que vocês fazem? >> A gente leva lá aqui, fica o hospital, a gente pega a moto, vai ver, a gente liga quando tá muito mal pra ambulância, >> tá? Aí vai no posto aqui. >> Agora se tiver algo grave, você precisa
▶ 00:03:35 ir >> Breves. >> Para Breves. >> Breves tem um hospital. Então, só pra gente pensar a conexão, porque a gente demorou mais ou menos uma hora de lancha para vir para cá. É isso. >> Difícil, hein? >> É difícil. Bem difícil. >> Quando é muito grave, antes de chegar morre. Que nem aconteceu pro meu cunhado >> quando ele chegou no porto de breve ele faleceu. >> Meu Deus do céu. >> Foi. >> Isso faz quanto tempo? >> Tá com 3 anos já. >> 3 anos. E ele tinha o quê? >> Ele tá aparecia uma dor na perna dele.
▶ 00:04:05 >> E era >> é uma dor que depois estourou. Era, acho que era uma herne que estourou. >> Hum. E aí? E aí? Basicamente infeccionou quando eles levaram ele chegou, foi só chegar no porto. >> Meu Deus, meu Deus do céu. >> Meus pê aí pode mostrar os fundos aí pra gente conhecer. >> Tá as casinhas aqui é o banheiro. E aí é joga basicamente ali mesmo no no chão que parece para >> É muita sujeira mesmo, né? >> Muita sujeira. É encanamento. Assim, há
▶ 00:04:36 alguma promessa de de trazer água para vocês? Porque assim, eu vi que tem uma, eu vi que tinha um, tinha um, uma imagem de uma política, uma deputada ali na frente, na frente da casa. Tinha uma imagem de uma >> Ah, aquela de lá é a candidata que se elegeu seis dias agora da vereadora que não tinha era, não tinha vereadora. >> Vereadora, mas não tem projeto para para trazer água. >> Ainda vão assumir ainda agora em agosto ainda. >> Hum. >> Ainda não estão assumindo ainda. E tava sem vereadores, era prefeito. >> E quais são os temas importantes quando assim quando um político vem fazer campanha? Qual que tema eles tratam
▶ 00:05:06 assim como importante? Olha, já foi tratado que eles vão fazer um hospital que não tem para fazer cirurgia, né? Vem, vim para cá. Agora é água encanada, mas tem uma cozampa, não sei como é que a gente chama, mas acho que é cozampa, né? Aí na entrada do trapicha, mas para cá não chegou ainda também. >> Então tem a tem a companhia de saneamento, ela tá instalada aqui e não há nada sobre fornecimento de água porque assim pra galera ficar para ficar claro, não é sobre esgoto aqui. Esgoto ainda é uma etapa. Ó, veja, isso aqui é o banheiro. Isso aqui é um Brasil real,
▶ 00:05:36 galera. Isso aqui é o banheiro deles, ó, galera. Aqui é o banheiro que o pessoal usa, >> né? É assim, tipo, seando o fato que tem uma lâmpada aqui em cima, >> é tipo século XIX, isso aqui, tá? E não é que assim, ah, é um vilarejo, não é assim, é um município, isso aqui existe como município. Isso aqui não tá no lugar remoto do município. Isso aqui é literalmente você chega com o barco, a gente veio aqui de
▶ 00:06:06 moto, não deu 5 minutos. É bem pertinho do da parte central da da cidade. Você tem quantos filhos? >> Oito filhos. >> Oito filhos. Todos planejados ou foi acontecendo? >> Todo planejado. >> E quantos netos já? >> Cinco netos. >> Senhora tá com quantos anos? >> 46. >> 46 é a minha geração. Tem mais ou menos uma pouquinho mais velha do que eu. Você acha perigoso isso aqui? Não >> acho >> que a casa é toda de madeira. Se um dia der um curto circuito, tá pega fogo. E vocês estão perto da parte central da cidade, não é que você tá distante, você tá numa numa região perto. Coisa que
▶ 00:06:37 você gosta de fazer, que que tem aqui na cidade que você que você acha legal para pegar o lado positivo também? >> Olha, na verdade eu não saio de casa quase porque eu cuido do meu pai [música] e eu tenho problema de saúde também, eu sou hipertensa e tenho problema cardíaco também. Quando você vai, você chega aí para fora da ilha, você chega aí pro continente lá pro Pará. >> Nossa, >> quando você precisa de alguma coisa, você vai para Breves. >> Para Breves, é >> Breves e Sores. Acho que são as cidades mais conhecidas que tem aqui em Marajó. É, meu gasto é menor, ainda que tem um
▶ 00:07:08 tamanho considerável. Não é que é uma um vilarejo, aqui é uma cidade, tem estrutura. Eh, a parte de fornecimento de água cá, inexistente. Ela relata problemas de doenças ligadas à diarreia. Com com qual assim, a senhora tem muitos filhos, com qual frequência um parente seu aparece doente assim, quantas é no mês ou sempre tem alguém semana. O meu filho, eu tenho um que tá pro colégio que ele ele é bem magrinhozinho que ele só ver quase com diarrei e eu já levei ele para breve também para consultar ele. Atestou muita verme da água. O
▶ 00:07:40 médico falou que ele tinha que tomar só água mineral porque fazer comida dele com água mineral porque senão não ia eliminar as vermes da água. fala de saneamento. Político não gosta porque é uma obra que fica escondida, um encanamento. Então não dá para ficar fazendo, ó, fiz uma praça. Só que o saneamento ele impacta demais na vida das pessoas. Saneamento e fornecimento de água são coisas assim obrigatórias. Quando a gente fala dos problemas dela do saneamento, a gente tá falando de de água. A água que eles captam é essa aqui, ó. As pessoas não deveriam beber água
▶ 00:08:10 assim, sabe? Fornecimento de água não é que é um problema. E eu odeio ter que usar esses exemplos, mas não é como problema que a humanidade tá se enfrentando agora. você voltar 2000 anos atrás, mais de 2000 anos atrás, 2500 anos atrás, o o os romanos já tinham resolvido esse assunto. Eh, se voltar há mais de 3.000 anos atrás, você vai ter comunidades na Índia, Mogem Rudaro, que resolviam essas questões. Deveria ser o básico, uma das funções básicas do estado é fornecimento de água e saneamento. Isso é o mínimo. Isso é o mínimo. Ainda mais um local que a água é
▶ 00:08:42 abundante, vocês têm água à vontade. Aqui é basicamente você tratar a água, você fazer um processo de desfavelização, porque isso aqui é apenas uma modalidade de favela. A casa da palafita, isso é uma favela. E aí você, isso faz com que, veja o que ela falou, todas as semanas os filhos dela ou membros da família dela estejam presentes com doença, ou seja, aquilo é inviabilizante para trabalho. No processo de formação, especialmente esse rapaz tinha quantos anos? O seu filho que tava doente? >> Tá com se anos. >> 6 anos. Então, no processo de formação da cabeça dele, formação do cérebro
▶ 00:09:13 dele, processo constitutivo, você tá com parasitas, isso gera déficit educacional, tem um monte de estudo sobre isso. Então, isso é uma forma de inviabilizar a vida da pessoa. Então, isso aqui é tudo é muito primitivo, mas isso existe. Eu me lembro quando a gente começou a falar da COP, não sei se a senhora comprou, teve um evento enorme lá em Belém do Pará, assisti, >> gastaram os tubos de dinheiro, o governador daqui, o o que que acontece? Eles esconderam todos os problemas reais e ficaram vendendo que não, se você não fala bem do Pará, você na prática está,
▶ 00:09:44 sei lá, com inveja que o Pará tá brilhando. Eu mesmo gravei vídeos falando sobre esse problema. Esse é um problema real ambiental, porque quando as pessoas falam de problema ambiental, as pessoas ficam falando só de desmatamento. E beleza, é um problema concreto desmatamento. Até a gente viu ali no meio do caminho, só que isto aqui é problema ambiental. Os resíduos que são jogados aqui, esse lixo todo na água, isto é um problema ambiental. A maior parte dos problemas ambientais no Brasil estão em ambientes urbanos e aqui é uma cidade. E a senhora é vítima, veja só isso aqui, ela é vítima de um problema, em resumo ambiental.
▶ 00:10:14 [música] >> É, isso aqui é muito, isso é muito parte da realidade aqui. Os homens, os homens gosta do, da cachaça aqui? É, eu gosto. >> Suas filhas mais novas já t filhos? >> Já duas. >> Com quantos anos a mais nova teve filho? Uma tá com 18 e a outra tá com 16. >> Ela tem emprego? [música] >> Não. >> Você tem quantos anos? >> 16. >> 16? >> Uhum. >> Você já tá grávida? >> Você quis [música] estar grávida ou acabou acontecendo? >> Acabou acontecendo. Era quase um marido.
▶ 00:10:46 >> Era quase um marido. E ele tá apoiando a sua gravidez? >> Era ele que queria, mas eu não queria. >> Ah, ele que queria. Ele tem quantos anos? >> Parece que ele tem 29. >> 28 anos. >> Você não acha que era melhor você tá com ele num ressolamento sério agora que vocês t uma criança? Não, muito ciumento. >> Ele é muito ciumento. Você frequenta igreja? >> Não tem como sem ir na igreja, na verdade. Te >> fazer uma outra pergunta. Como é que você vai na escola? >> Eu nem estudo, mas eu parei de estudar. >> Você não acha importante agora que você vai ter uma criança você voltar a estudar, tentar arrumar [música] um um trabalho?
▶ 00:11:16 >> Eu acho, né? Mas >> ou você prefere, por exemplo, ah, você recebeu bolsa família, morar com seus pais e vai [música] sobrevivendo >> também, né? Também pode ser assim. Me desculpa, meu amor, que a minha casa, olha como tá numa terreira de c aí para dentro parece um forno. >> Pois é, como tô falando sobre a água, né? Aí nós temos, nós tendo a nossa água encanada, nossa água tratada, ela é muito importante para nós aqui na beira.
▶ 00:11:46 Nós estamos aqui na beira da Bahia, mas aí vocês estão vendo, olha essa água aí. Aí quando tem vez que dá muita marizia, não tem condição pra gente nem colher para tratar, porque ela fica barrenta, ela fica fica ruim mesmo. E nós tendo nossa água tratada é uma bção. >> Uma pergunta, o pessoal não tenta pelo menos juntar o lixo para jogar fora? >> A gente Ah, meu coração. É, sabe o que é isso? É os pessoal lá dos barqueiros. Eu não sei, muitas pessoas só faz tirar a
▶ 00:12:17 bolacha da saca pr água. Então vamos colocar num sacola e vamos levar pro lixeiro. Eu tenho 66 anos, mas eu todos os dias diz eu maçquinho para dentro do massacou levando pro lixeiro. Não acomolo nem queimo aqui porque é água. Eu levo para lá pro lixeiro lá da frente. >> É difícil que a senhora faz sua parte, mas outras pessoas não fazem. >> Eu faço a minha parte, meu amor, mas os outros não fazem. >> Ó Reno, que eu tava conversando com a com a dona Benedita também. É Benedita igual a outra. Existe a questão lá do do abuso e do tráfico sexual de menores
▶ 00:12:47 aqui? Existe o abuso dentro das próprias famílias, é claro, mas não é o caso, por exemplo, da dona Benedita. Ela ela tem nove filhos e ela teme muito por tudo isso que acontece aqui na ilha de Marajó. >> Eu tenho o seu orgulho de dizer que eu lutei na minha vida e consegui criar todos os meus seis filhos, >> não é, dona Benedito? >> Que aqui se eu viia na maior paz, não tranquilidade. >> Ô, Senhor. Graças a Deus, filha uma bç. >> E aí tá chegando os grupos criminosos que tem que ser totalmente estirpados. >> Se eu for, deixa eu fazer uma pergunta, ó. Se eu for presidente da República, eu
▶ 00:13:17 posso matar os membros das facções? [risadas] Posso. Posso. Eu quero saber de maneira bem se eu posso matar eles. Pode. Bem matado. >> Fecha. Fecha. >> Isso aqui é muito importante porque os sociólogos, né, os jornalistas de alguns lugares vão falar assim: "Não, olha só, eh, é para passar a rapa nos cara, né? >> Mas >> assim, se ele se entregar, eu prendo por 30 anos. Se ele não se entregar, pá, pá, pá. >> Para finalizar. A,
▶ 00:13:48 >> eu a senhora concorda com o slogan prendeu ou matou? >> Ai, Jesus. >> Eu acho que a gente tem que fazer isso com esses caras. >> Mas é coisa que não prende, tira da horta, [risadas] >> não é? Erva daninha na horta, estraga a horta. >> Não, porque porque é assim, olha aí, eu vivo só eu agora. Meus filhos já saíram tudo. Tenho duas filhas em Uberlândia, Minas Gerais. Eu tenho em Macapá. Eu me eu vivo já só mesmo, na verdade com três netinhos, sendo meninas e um menino, um
▶ 00:14:19 rapaz de 22 anos. Mas aí eu tenho a minha vida, entendeu? Eu baixo, eu trabalho, trabalho. Quando chega a hora de eu deit de eu dormir, eu abaixo a minha rede, eu não estou ai agoniada. Mas >> é o que que a senhora gostaria de ver assim? Assim aqui, ó, tira no matar esses caras que eu já vi que a senhora gosta muito que mate eles. [risadas] >> Ai, meu Deus. >> É o que que a senhora gostaria de ver assim de mudança muito grande? >> Não, meu amor, agora a gente tá achando
▶ 00:14:50 graça, mas agora eu vou voltar na realidade, né? >> Hum. a gente gostaremos é que Deus mande a bênção, no caso saúde, nossa água tratada, a nossa energia boa, que aqui tem muita queda de energia, mas muito, muita coisa até queimar as coisinhas que a gente tem, né? Então o que que nós queremos dentro de nossa nossa cidadezinha que elas todo mundo estão vendo que ela é uma cidadezinha meia carente por outra inteira, mas só que a
▶ 00:15:20 gente precisamos só de bção, só coisa bom para nós, entendeu? É só isso que a gente precisamos. >> Sim. Estamos >> tirar as coisas ruim. Tirar. Entendi. Tirar, né? Já entendi. Já entendi. Já. Ó, eu já ganhei o que ela tá falando. Fiz isso que ela acabou. Lógico. O bom ser então energia abundante com preço bom. Hum. Isso. >> Saneamento básico. A senhora gostaria, por exemplo, de ahã construirmos casinhas, casinhas boas de alvenaria.
▶ 00:15:50 [risadas] >> Aqui vira só uma casa. Essa casa é da minha filha, coitadinha, que ela tá lutando para construir essa minha aqui. Coitada. Eu. >> Mas não em cima da água. Acima da água da doença. >> Casinha na terra. >> Aham. Eu gostaria. >> Boa. Gostaria. >> Gostaria. Três. A senhora gostaria de que tivesse trabalho bom, pagando bem para todo mundo? >> Teus filhos estão todos tá trabalhando? Muito. >> Tá, meus filhos estão trabalhando. >> Então, os seus filhos não tão, por exemplo, a maior parte não tá no Bolsa Família, eles estão mais no >> Não, no caso os os pai de famílias, que
▶ 00:16:22 já são tudo pai de famílias, né? Eles tem o meu filho aqui daquela casa grande ali, trabalha no mercado. >> Então, todo mundo trabalhando. >> Sim. Aí esse outro daqui ele trabalha, ele é vigia ali na pastoral. Eu gostei porque tem dois modelos de família aqui. >> Ela é uma família mais estruturada, uma pessoa mais centrada. Ela fala bem, você vê, >> ela fala bem assim, a senhora >> a casinha dela é é a pintadinha. >> Não, claramente [risadas] dá para perceber, a gente perceber como como acontece escolhas individuais. A a a sua casa é pintada, os seus filhos todos estão trabalhando. A senhora é uma
▶ 00:16:52 pessoa boa? >> Eu tenho essezinho, ele é ele trabalha com negócio de móvel e trabalha também com de vigia, né? Aí as meninas, minhas filhas minas gerais são toda empregada, graças a Deus. Essazinha ela não é não é empregada, mas ela recebe a poça dela. Dá para ela se sobreviver com o homem dela, né? Ele trabalha pro interior na zona rural, né? >> Uhum. >> Aí vamos levando a vida em nome de Jesus. Vamos passando. >> A senhora é religiosa. >> Oi. Não, eu sou católica, mas é só uma
▶ 00:17:24 parte, né? >> Eu também sou. [risadas] >> Você pode ser católica e religiosa. A senhora não é evangélica. >> Sim, sim, sim. Mas aí esse nome de nome de Jesus é nossa glória, né, mano? Lógico. >> Aí então e tenho outro de que ele trabalha com gesso, ele é funcionário também. Vamos levando a vida cada seus cantinhos. >> E eles estão morando aqui ou >> não. Cada cá dessas casas. Um lá pro bairro do Tucumá, outro aí, outrozinho aqui atrás. >> A senhora com você é inteligente, você fala bem, você criou seus filhos bem.
▶ 00:17:55 Você não pode ter isso aqui >> na na sua porta. >> Você não pode. >> A gente não pode viver num país assim. Então, o nosso sonho é o mesmo sonho que o seu, é desenvolver essa bagaça. >> E é por isso que a gente tá colocando esse projeto e rodando o país com ele. >> E é isso. A senhora é uma mulher inteligente. A senhora se tivesse nascido, vamos botar na minha cidade, eu sou lá de São Paulo, >> eh tivesse tido estudado nos colégios que eu estudei, a senhora tava trabalhando em bons empregos, ganhando uma granona. Tava tava morando num lugar bonito, porque a senhora, a senhora tem capacidade, a senhora sabe falar, a
▶ 00:18:25 senhora tem um sistema de valores, eh criou bem os filhos. Graças a Deus. Graças a Deus. Sempre eu falo, >> meu filho, eu estou colocando vocês para quando eu ir desse mundo, vocês saberem respeitar as pessoas. A, um bom filho, ele encontra pai, mãe em toda parte. >> Verdade. >> E o mau filho, >> sim, >> ele é ele é como é que se diz? >> Eu tenho o nome deles espalhados por aí, viu? São ingratos.
▶ 00:18:56 Graças a Deus, os meus filhos gostam, eles são, eles gostam de ser respeitado e também gostam de respeitar as pessoas, porque se eu não respeito ninguém, eu não sou respeitada. >> Lições aqui, tá? Muito bom, muito bom. >> Eu queria que pelo menos desse uma pausa nesses esses violentos, né? >> Não, desse uma pausa. Eu queria que eu fazer uma que é uma pausa? É pausar a vida deles, [risadas] pausar a respiração deles. Meu Deus do céu. Não, não. A gente brinca, mas a gente tá dentro de uma situação difícil, né? Tá. Então é um, segurança, mata
▶ 00:19:29 bandido. >> Ah, >> então a parte um, temos um acordo. Segunda coisa que a senhora quer, >> o que a gente deseja é as seguranças de responsabilidade para prestar atenção nas pontes que o senhor sabe que é as pontes, né? >> Ponte, tá? >> E as os centros da cidade, né? Corre pro centro, >> arrumar o centro, a cidade fica bonita, >> desfavelizar a cidade. >> Uhum. Hum. Tem infraestrutura, >> tudo, tudo, tudo. >> Olha, agora eu achei tão bonitinho lá a praça, né? Que lá tá bonitinha. É os
▶ 00:20:00 lixeirinhos todo isso que a gente queria na nossa cidade. Coisas bonitinhas. >> Coisa três. Terceiro desejo. >> É, o meu desejo também é que se eu tivesse condições de fazer, de aprontar minha casa. Ah, era uma felicidade. >> Habitação. >> Aprontar a minha casa. >> Volta programa na sua minha ponte. para outra vez vocês viram aqui. Nós tem aqui uma >> a ponte diz a a >> uma par nós conversa. >> Não, não. Eu quero que a senhora tenha uma casa que a senhora não precisa chegar com a ponte.
▶ 00:20:30 >> Sim, >> que ela chega porque vai ter uma rua ali atrás, a casa fica ali atrás com rua, rua passa, tem uma porta lá e aí eu te visito assim. Então a gente tem um pacto, eu ganhando eleição, eu não posso prometer isso porque a compra de vota, eu sou preso, se eu promete. >> Mas a senhora vai na minha posse me assistir lá em Brasília? >> Não, >> não. Olha que mulher malvada. você me buscar a gente resgata. >> Não, a gente te resgata para ir lá assistir. >> Sim, mas sim. Agora vamos lá. >> Não, de avião. Chique >> a sua graça. Quando, como é o seu nome?
▶ 00:21:02 >> Renan. Renan Santos. >> Eu tô concorrendo contra o Lula. >> Ah, é? >> É. >> Aqui, ó. >> Então, vamos lá, meu amor. Então, vamos lá. >> Maravilhoso. >> E tem uns quantos votos? Graças. >> E eu vou precisar, vou precisar de uns, no primeiro turno de uns 30 e no segundo turno de uns 59. >> Milhões. >> Milhões. [risadas] >> Eu tô arrumado. Que fique registrado. Eu falo muito rápido. Ah, não, [roncando] eu não falo não. Fala tá errado. [risadas] Muito bom. Muito bom. >> Tudo que que ela tá passando pra gente
▶ 00:21:33 hoje é o que tá no nosso projeto. >> É. Não, o que a senhora descreveu o nosso plano de governo. O que a senhora quer é o que a gente quer. >> E a galera vem e fala pra gente e a galera vem e fala pra gente: "Não, mas é para aprender matar só o pobre de periferia. É, é só essa galera". A luta é justamente por conta de pessoas como ela que tem em vários lugares, né? Nas comunidades, nas favelas de palafita, que seja. É justamente para essas boas pessoas como ela. >> Exatamente. De novo, muito obrigado. Obrigado por nos receber. Obrigado aí
▶ 00:22:04 pela pela turnia aqui. >> Obrigado galera, valeu. Vocês vão aparecer nos vídeos lá, viu? Vou mandar pro víde >> Obrigado, meu irmão. Tamos junto. Próximo passo, vamos ver. Vamos à procura de um lugar bonito para gravar um vídeo, para não ficar só na bad vibes, né? Tem que ter um good vibes também. M.