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Veja a entrevista completa do candidato Renan Santos (Missão)
Renan Santos · 05/08/2026 · 90 min · GloboNews
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▶ 00:00:00 Olá, muito boa tarde. Bem-vinda à série de entrevistas da Globo News e do G1 com os candidatos à presidência da República. Foram convidados os cinco mais bem colocados na última pesquisa da Tafolha e pela sequência definida em sorteio a gente recebe hoje Renan Santos do Missão. >> Amanhã nós vamos receber Romeu Zema do Novo. Na sexta-feira Ronaldo Caiado do PSD. Flávio Bolsonaro do PL é o convidado da próxima segunda-feira. Presidente Lula do PT não aceitou o
▶ 00:00:30 convite. A Globo News e o G1 transmitem ao vivo esta série de entrevistas especiais e conjuntas. A entrevista terá 1 hora meia de duração contada a partir de agora. Candidato Renan Santos, é um prazer recebê-lo aqui. >> Prazer é todo meu, uma honra estar com vocês. Prazer muito especial mesmo, assim, com é um é um momento de realização para os meninos e todas as pessoas que ajudaram a coletar as garotas na chuva, no sol para ter esse partido político e eu estar neste momento representando eles.
▶ 00:01:00 Então, espero, espero responder bem as perguntas de vocês. >> Candidato, queria começar perguntando das propostas desse plano de governo que o senhor já entregou ao TSE. tem uma série ali de informações de eh planejamento. O senhor fala na PEC da regra fiscal, da nova regra fiscal, mudança na lei penal, mudanças ali em programas sociais, mas o senhor se coloca como um candidato antissistema. Acompanho muito as falas do senhor, o senhor já falou, já chamou o centrão de vagabundo, de parasita e o senhor sabe
▶ 00:01:33 exatamente como funciona uma PEC, né? assim, precisa de apoio, precisa de muito voto. Como é que o senhor pretende fazer isso? >> Precisa deu, eu aceito a alcunha do antissistema no sentido de que eu não participo do grande jogo e seus vícios, mas eu entendo o funcionamento da fábrica de salsichas, que é o Congresso Nacional. Durante o impeachment da Musf, eu organizei manifestações de rua e eu participei do próprio comitê do impeachment. A gente tem parlamentares no Congresso que aprovam projetos mesmo sendo oposição aos governos. O caso do Quin é o mais emblemático. Ele foi
▶ 00:02:03 oposição ao governo Bolsonaro e aprovava projetos e relatorias. E mesma coisa, eh, agora no governo do Lula, em que ele também é oposição. Existe um momento de você, assim como existe um momento de eu ser o Renan militante do MBL, existe um momento de eu ser o Renan o presidente no partido missão e existe um momento também dos candidatos, dos partidos adversários se agredirem mutualmente e apontarem os problemas e o momento deles sentarem na mesa para poder discutir projetos. Mesmo com as diferenças postas, chamando os membros do centrão que são parasitas. Olha, é o momento de chamar de parasita, é o momento de chamar o parasita pra mesa e ele me
▶ 00:02:34 chamar de responsável do que ele quiser chamar e colocar as diferenças e a gente começar a tratar dos projetos. Eu acho que a função da democracia é justamente essa, é a gente sentar e o parlamento e as instituições entregam essas possibilidades, é sentar, colocar os projetos e aí eu tenho a obrigação de trazer os projetos e com base nisso discutir. Mas eu sei da dificuldade e a dificuldade está para todos. Mas o que eu sinto e não quero me estender nessa pergunta, mas ela ela é muito importante, que ela é sobre governabilidade num país que vive em crise. O que eu sinto é que eh quando você tem um presidente que tem vontade de realizar algo, que ele tem um plano,
▶ 00:03:05 mesmo quando ele não é bem aprovado ou quando ele tem dificuldade de construir maioria, e eu posso dar um exemplo, Fernando Henrique no segundo mandato ou Michel Temer com seus 3 4% de aprovação. Quando você tem agenda, você mesmo assim consegue compor. E aí governos que não tem agenda, e aí a gente pode pegar o governo do Bolsonaro, que ele chegou lá sem meio que saber o que ia fazer. Em grande medida o governo Lula, que não tinha muito a propor, eh eles passam meio que andando de lado. Então a ambição é querer fazer algo e lutar para realizar. >> Um ponto bastante
▶ 00:03:36 relevante da sua proposta é a aprovação de uma proposta de emenda à constituição antes mesmo da sua posse, caso o senhor se eleja. é uma proposta muito ambiciosa e de histórica dificuldade de aprovação em diferentes composições do Congresso Nacional. Uma aprovação dessa monta requer o centrão, que a lógica da política brasileira é de manutenção do centrão como grupo político no Congresso
▶ 00:04:09 Nacional. Exatamente. >> Mas aí eu quero ver qual é a viabilidade de passar essa proposta. osa. E aí, com base no que o senhor já disse em outros momentos, ou cerca de um ano e meio atrás, o senhor já disse o seguinte: "O centrão é o verdadeiro inimigo". Mas esse não é nem o ponto, porque o senhor já respondeu para Sadi o que que o senhor pensa do centrão. O ponto é que numa fala de um ano e meio atrás, o senhor reconheceu a dificuldade de passar reformas de peso, dizendo basicamente o seguinte: toda reforma no
▶ 00:04:40 Brasil tem que ser minorada, ou seja, ela precisa ser desidratada para poder passar, para acomodar os interesses do centrão. No fim do dia, uma máquina viciada que impede impede o presidente de governar. Os cortes todos não me parecem possíveis sem uma gigantesca gigantesca reforma constitucional, visto que eles não vão mudar as regras do jogo que os beneficiam. Eu lhe pergunto, como é que o senhor vai fazer para aprovar uma PEC que mexe em tudo, a gente vai
▶ 00:05:11 tratar disso mais na frente, mexe em tudo de benefício social a tantos outros pontos com esse centrão. >> De maneira clara, >> antes da posse, >> antes da posse, a gente tem que façar ela como PEC da transição. Você tá se refrindo a PEC na TUSA que o K já protocolou junto com o Pedro Paulo e mais um outro deputado federal e tá no processo de coleta de assinaturas. Eu adoraria passar ela integralmente, entendendo que, como eu mesmo disse, você fez uma citação minha, que ela tende a ser minorada diante de pressões parlamentares, de bancadas ali durante
▶ 00:05:41 esse período da transição. E eu entendo também que se for o caso, eu precisaria passar pedaço dessa PEC, por exemplo, desvinculações, desindexações, que são temas que foram interditados e e colocados de lado pelos meus ã meus adversários dessa eleição. Eu não vejo, por exemplo, Flávio falar em uma reforma fiscal baseada no corte de despesa e ele tá falando inclusive em reforma fiscal baseada no aumento de receita. >> Você tá falando de de desindexação, só pra gente colocar todo mundo na mesma página, é recurso desvinculado para saúde e educação.
▶ 00:06:11 >> Não, essas são as desvinculações. A des isso, uma desvinculação das receitas e a desindexação é do valor do salário mínimo, o aumento do salário mínimo, indexando o aumento da aposentadoria do BPC. Porque isso acaba gerando não apenas pressão eh sobre o aumento de juros, porque aumenta a dívida e aumenta a dívida aumentando, você aumenta os juros, o seu dinheiro desvaloriza, desvalorização do dinheiro gera menos poder de compra, que é o famoso e a minha grande crítica, você dá com uma mão pro aposentado ou para um beneficiário e tira com a outra, que é o que as pessoas sentem. Hoje você indexa e ao mesmo tempo as pessoas sentem que o
▶ 00:06:41 poder de compra delas diminui. Eh, esta impressão somada ao drama fiscal que a gente vem passando precisa ser respondida agora. E por quê? Pro próximo presidente governar, tem que haver um clima de confiança de que o Brasil será capaz de arcar com seus compromissos, com suas dívidas e que você vai ter um controle fiscal tal que a curva de juros no longo prazo comece a alterar, o Banco Central sem cena na marretada começa a alterar os juros numa tendência de queda. Isso tem uma pressão também orçamentária e aí você consegue tocar as
▶ 00:07:11 outras políticas que também são políticas de corte de despesa que estão inseridas naquela PEC ah e somadas a reforma de competitividade, o que vai gerar um efeito de crescimento na economia, que é o que a gente pretende ter. Candidato, eu queria entender porque eu faço essa cobertura de congresso há muito tempo e eu sei da dificuldade que é. Eu vejo das articulações para você aprovar um projeto como esse, uma proposta como essa. O senhor falou que a PEC está protocolada. As informações que a gente tem levantadas junto à Câmara é de que ela não está protocolada. Essa do Kim tem um número mínimo de assinaturas. O senhor sabe disso.
▶ 00:07:41 >> Então, eh, o senhor disse ontem, inclusive, numa entrevista pro antagonista que não é nem para esperar a posse, é para já no dia seguinte do segundo turno, tava assistindo. >> Mas como é que vai fazer isso? >> Compondo, fazendo, >> mas não tá nem protocolada, >> não. Assim, você >> tem 61 de >> você faz o número de coleta de assinaturas. Com as assinaturas que você obtém, você faz o protocolo formal para geral dezembro. Sim, você tem que correr com isso. Ou você separa dois dois elementos que eu citei, as as desvinculações e as desindexações, você
▶ 00:08:12 separa e você entra com um projeto específico. Aí vai depender da correlação de forças que a gente estabelecer após a vitória. O elemento central é: eu sou o único pré-candidato que tá indo paraas eleições. Pré-candidato não, candidato agora que está indo para as eleições falando que vai fazer isso. Se eu venci a eleição, uma questão lógica, significa que eu venci a eleição com essa agenda. Se eu venci com a eleição, com essa agenda e com as expectativas futuras de mercado de que caso essas medidas não passem, o Brasil quebra até o centrão e aí em conversas com membros do centrão, eh, vocês são jornalistas experientes e conhecem, todo mundo sabe que a rota
▶ 00:08:43 nossa é de colisão fiscal. Há um problema fiscal que tá se aproximando cada vez mais. O carrapato sabe que o boi não pode morrer e eles sabem que em alguma medida reformas terão que passar. Na transição é o melhor momento. Na transição eu posso negociar com deputados e senadores que perderam suas eh respectivas eleições. Eu posso fazer durante o processo de composição de governo em que um eu estou num um num um momento de alta, são os famosos seis primeiros meses. >> Mas então o senhor sabe que não dá para governar sem o centrão? >> Mas eu tenho certeza disso. Eu não, você não verá um discurso de molecagem no sentido de não, eu vou
▶ 00:09:13 governar. É impossível. Até porque o nosso modelo eh democrático pós 88, ele é uma mistura de parlamentarismo com o presidencialismo. Então eu eu não apenas não, eu falo que eu terei que governar com eles, eu teri que compor governo com eles, eu teria que compor ministeriado. O que eu vou precisar fazer é estabelecer as regras para isso. Isso é innegável. Tem mais um elemento que a gente vai falar. >> Então o senhor tá admitindo nesse caso que o senhor vai governar com palavras suas, parasitas, vagabundos? >> Sim. O o eleitor, vou vou vou complementar. O eleitor brasileiro vai eleger pelo menos 300 parasitas e
▶ 00:09:43 vagabundos. Como eu sou um democrata, eu vou ter que compor, não com bandido nomeado por um membro do PP. >> Mas você vai compor ou CD? >> Compor. CD CD na vida faz parte de negociações. Se eu fizer uma negociação republicana, CD faz parte. O que eu não farei são negociações não republicanas. E esses são os limites impostos para um candidato que venceu com essa agenda. Agora, as pessoas vão eleger um candidato a presidente, não um showman ou um cara que vai fazer um statement ante sistema. Não é possível fazer um statement ou uma declaração, ó, sou o candidato do sistema que vou governar
▶ 00:10:13 sozinho. Não dá. O Brasil tá quebrado. Não dá. O Brasil, assim, a gente só falou agora da parte fiscal que precisa passar. Tem muitos outros elementos que a gente precisa resgatar em termos de nação que vão precisar de maioria no Congresso, maioria para PL e para PEC. Então, eu já aviso pro eleitor, eu já venho avisando nos meus comícios, meus eventos, eu vou ter que conversar, eu vou ter que negociar e compor com membros deste parlamento, desses partidos que vão paraa eleição mais corrupta da história brasileira. >> Agora, candidato, no último congresso do
▶ 00:10:43 missão, no último fim de semana no congresso do Missão, o senhor deu a seguinte frase: "Vamos matar quem roubar". Eu quero entender o que que essa declaração quer dizer. O senhor tá dizendo que o vocês vão matar o ladrão de celular, o sonador de impostos, o político corrupto, a mulher que rouba na venda 2 L de leite para alimentar o filho. Quem que sen Quem que o senhor tá dizendo que vai matar? >> Ah, foi uma bela declaração que eu dei no púlpito. Foi transmitido aqui
▶ 00:11:13 inclusive pela Globo News. Então, vou contextualizar a declaração para responder você de maneira muito precisa. estava falando que nós vamos viver num país em que você poder andar com o seu celular na rua e você vai comprar as coisas que você quer e você não será assaltado. Quem quem tentar te fazer isso vai morrer. O que que eu tô demonstrando um discurso político que se você tiver diante de um assalto à mão armada, que é o grande problema que gera medo das pessoas na rua, São Paulo, a taxa de homicídio a cada 100.000 habitantes no meu estado, que é São Paulo, diminuiu bastante. Já já São Paulo vai ultrapassar uma taxa menor que a dos Estados Unidos da América em
▶ 00:11:43 termos de homicídios da cada 100.000 habitantes. Entretanto, todo mundo fica inseguro andar em São Paulo. É o assalto à mão armada. O assalto uma armada. Hoje um policial em São Paulo só não São Paulo, no Brasil ele tem a possibilidade de eh legítima defesa de terceiros, que é se alguém tá assaltando você uma armada, ele poder agir de maneira armada, tentar um tiro não letal. se acontecer de ser letal, aconteceu. O que eu tô avisando é o approach, a resposta que a a a presidência da república tem que dar é o bandido será tratado como bandido e o cidadão como cidadão. E que
▶ 00:12:14 o cidadão não tem que ter medo. Aquilo é um recado político, um recado político importante de uma intenção de um próximo presidente de enfrentar de maneira muito dura o crime. >> Mas não tem o risco de matar inocentes. Eu tô falando isso porque o senhor tá falando que foi um discurso que o senhor fez lá na convenção, a gente assistiu, a gente acompanhou. É um é um slogan da campanha. Eu já vi o senhor falar várias vezes. A gente leu aqui o plano de governo, tem o senhor explica do que se trata, teve até bichinho de pelúcia sendo vendido ali com essa frase. Então o senhor usa muito isso, né? É uma marca
▶ 00:12:46 >> da campanha. O senhor não teme abusos em nome do senhor como líder do grupo usando esse slogan? >> Não, não temos. Então, a gente já vive numa sociedade do abuso. Primeiro, a gente vive numa sociedade em que o abuso e a violação de direitos humanos se tornou regra. O a exceção se tornou viver em lugares seguros em que você não é assaltado por todos os lados. A gente vive uma sociedade de medo. Portanto, eu quero inverter isso. A minha declaração foi muito clara. Hoje diante de um cidadão armado, uma pessoa, acho que nem tem como haver muito engano. Se você é
▶ 00:13:16 um policial e tá na rua e você tá diante de um de um bandido que tá apontando uma arma para uma pessoa, como agora não sei se acompanha no caso horroroso aqui no Rio de Janeiro de um menino autista tava no meio da rua, um bandido armado tentou roubar o cordão dele, ele entrou em pânico, o menino fugiu, o cara tirou ele, matou ele pelas costas. O que um policial deveria fazer diante desse caso é fazer uso da força. O uso da força, nesse sentido, ele tem que ser eh apoiado pelo Estado, suportado pelo Estado. A autoridade policial, ela tem que ser respeitada e dignificada nesse sentido. Isso não significa que o abuso
▶ 00:13:46 ele tem que ser acobertado ou achar que as consequências do abuso são meras meros números ou não. >> Mas isso é diferente de matar como política de estado, né? O o que o policial pode fazer no momento de uma ocorrência como essa tá permitido. >> Sim, né? >> Constitucional. >> Agora o que eu entendo quando o senhor fala vamos matar que isso vai ser uma política de estado. >> Aí é uma confusão. Nat, desculpa, desculpa interromper. Entre um slogan e
▶ 00:14:17 uma prática. Eu não vou permitir que policiais fiquem andando, atirando a esma. Isso, isso nem existe. Agora, a ideia própria de que o estado ele vai iniciar sua luta de para fazer um enfrentamento total ao crime, respeitando preceitos constitucionais, me parece meio óbvio. As pessoas não entendem dessa maneira. >> Mas então o, deixa eu só ver se eu entendi, tá? O que você, o que o senhor tá me dizendo é que o senhor se divide em duas pessoas, uma pessoa campanheira de campanha que fala tudo e
▶ 00:14:48 uma outra pessoa que se eleito for vai governar. Não. Por exemplo, quando você publica uma notícia no G1, uma, você vai ter o título, você tem a fal da matéria e você tem o corpo da matéria. Cada um é construído de uma maneira para você ter camadas diferentes de interpretações. >> Mas o título é um resumo fidno do que do que está na >> O título é, olha só, prendeu matô para falar o bichinho de pelúcia que a gente vendeu e está disponível na nossa loja no partido. Se você é um bandido, você tem apenas duas opções no meu governo. Ou você vai ser preso, ou se você reagir, você vai terminar morto ou machucado. Não tem outro caminho. Se
▶ 00:15:18 você é um bandido armado, tá cometendo um assalto, mas isso já é assim hoje. Se o bandido reagir numa ocorrência, ele pode morrer. >> Sim, sim. Espero que aconteça mais. E se ele for preso, ele que ele fique preso, porque hoje a regra prendeu soltou. Hoje você prende, vem uma audiência de custódia, solta. Para, eu, eu aposto dinheiro que aquele cara que matou o menino autista agora com cordão, ele é um reincidente porque tenha quase aquela proporção pareto. Quase todo mundo que comete os crimes são as mesmas pessoas e são essas pessoas são reincidentes e retornam à rua. Hoje a regra prendeu soltou. A provocação do prendeu o matô é
▶ 00:15:48 você tem que ter dois caminhos. O prendeu o matô, não tem outro caminho. >> O senhor se inspira muito e eu ouço muito o senhor falar do Bukelli. Hum. é o Salvador. Eu queria saber do senhor se é nisso aqui que o senhor se inspira agora ampliando mais para o plano de segurança como um todo. Olha só, ele a gente sabe, ele reduziu de forma drástica o crime, mas olha só a que custo. Prisão sem mandado, ampliação do tempo de prisão sem ordem judicial, redução drástica de
▶ 00:16:18 ábias corpos, dificuldade de acesso a advogados, prisões baseadas em denúncia anônima, perfil territorial e até tatuagem. Não, o senhor sabe disso, senhor acompanham. Isso aqui é a fórmula. Queria saber se o senhor vai fazer alguma coisa parecida dessas no Brasil. >> A fórmula é o que tá disposto no livro amarelo e boa parte daquilo que a gente defende passou agora no Congresso >> Mas isso aqui que eu falei, o senhor bebe nessa fonte? >> Não, não. Eu bebo na fonte da capacidade de ação e resolução do Estado. É o Salvador não é igual ao Brasil. Eu vou dar um exemplo. Eu respeito e acredito muito na ideia de que o poder executivo
▶ 00:16:49 tem que ser capaz novamente de executar coisas. As pessoas em Salvador não tinham mais autoestima, as pessoas não conseguiam andar nas ruas. E ele teve um approach, ele teve uma vontade de ação que ele conseguiu realizar e concretizar uma mudança. Eu respeito isso. Agora o Brasil não é o Salvador. Eu não vou concordar com tudo que ele faça, nem ele vai concordar eventualmente me torno o presidente com tudo que eu faça. O Noboa, se vocês pegarem um caso, para fazer uma crítica boa a a o modelo de Salvador, o Noboa tentou copiar o que o Buquelli fez em El Salvador num contexto equatoriano. não funcionou como é o Salvador, porque Equador tem um tráfico
▶ 00:17:19 internacional de drogas, tem a acho que uma uma um cartel chamado Los Lobos, poderosíssimo. >> Mas onde é a diferença do senhor para ele então? lá critico que ele faz, por exemplo, julgamentos coletivos ou prisões sem mandado. Não, não faria isso. >> Até porque a Constituição aqui não pergunção. O que o Buquelli fez tá num contexto eu, eu salvadoreno dentro de um sistema normativo dele. O que nós vamos fazer vai ser dentro de um contexto nosso com as dificuldades e vicitudes de um país com o Brasil. O país é o crime
▶ 00:17:49 organizado no Brasil é muito diferente ao Salvador. O PCC não existe. Você tentar explicar para uma pessoa de Salvador que é o PCC, ele mesmo não vai entender. Os Estados Unidos não entendem como funciona o PCC. Os mecanismos que você vai ter de enfrentamento serão outros. Agora a vontade de agir para resolver esses problemas tem que ser a mesma. a vontade, a disposição do líder em resolver um problema histórico. Desculpa, vale a pena pegar um outro cara que eu cito que é o Milei. Milei tava na convenção do Flávio Bolsonaro. Agora eu não teria nenhum motivo para falar: "Ah, eu gosto, acho Milei maravilhoso". Dito isso, a intenção do Milei durante a campanha de falar dos
▶ 00:18:20 problemas econômicos argentinos, mesmo quando impopulares, é uma dinâmica que eu gosto também. É o Brasil é igual a Argentina? Não, as potencialidades são diferentes. >> Mas então, já que a gente tá falando de Brasil, vamos fazer um ponto a ponto aqui. Prisão sem mandado. >> Não acredito em prisão sem mandado. >> Ampliação do tempo de prisão sem ordem judicial. >> Tem que ter ordem judicial. >> Redução drástica de abas corpos. >> O abias corpos, se você foi a se você cometeu um crime de ondo, você não tem direito a abias corpos. >> Dificuldade de acesso a advogados? >> Não, você tem que ter acesso ao advogado. >> Julgamento coletivo, o senhor já falou
▶ 00:18:51 que é com prisões baseadas em denúncia anônima, perfil territorial e tatuagem. Para você, para você ser enquadrado como membro de uma facção, você tem que ter uma investigação prévia. >> Mas então, o que que a senhor vai fazer de parecer com o Buque? Não entendi. >> Pelo amor de Deus, eu acabei de falar, é o enfrentamento ao crime organizado. É a intenção, >> mas a forma é a bula. Se essa é a bul não a bula dele pode ter esses elementos, a construção de grandes presídios, >> a ideia de que você vai tratar o a facção criminosa como um ente anômalo dentro da sua sociedade e aí você vai ampliar a capacidade de ação do Estado.
▶ 00:19:22 Por exemplo, ele criou um estado de exceção. O estado de exceção, >> eu quero só só pra gente entrar nisso, mas é minha resposta para ela. Se você >> é não, mas é porque eu vou complementar e você vai ter chance de dar resposta para pras duas. São muitos vídeos, muitos vídeos, muitas falas suas em que o senhor parece ter muito mais inspiração, se inspirar muito mais no Buquell do que o senhor tá descrevendo agora. E aqui de novo, acho que vale a pena dizer como o Buquelli conseguiu essa fórmula, como ele chegou à implantação dessa fórmula. Ele demitiu
▶ 00:19:53 todos os ministros da Corte Constitucional. Ele aposentou compulsoriamente 1/3 dos juízes. Hoje ele controla a o Congresso de lá, a assembleia. Ele a imprensa não é livre. Muitos jornalistas tiveram que sair do país para não serem presos. Basicamente, em outras palavras, não há democracia por lá. E no seu plano de governo, o senhor deixa muito claro que o senhor vai combater o crime fazendo decretos sucessivos de estado de defesa
▶ 00:20:27 e que essa é a sua e GL, que essa é a sua fórmula. O senhor, em nome do seu combate, do seu plano de combate à criminalidade, está disposto a o custo de um regime autoritário ou de atropelar o Supremo Tribunal Federal se ele viesse colocar contra as suas medidas, por exemplo? >> Não, eu não vou atropelar nada. Eu vou fazer o estrito cumprimento da lei. O estado de defesa que é necessário para que uma operação policial aconteça numa favela ou numa cidade tomada pelo crime,
▶ 00:20:57 se necessário, será colocado naquela região. >> Então você não vai fazer nada como Buquell. >> Mas eu não sou buquelli, eu sou brasileiro. Meu nome é Renan Santos. Eu não sou neto de palestinos. Eu tenho outra família. Eu nasci na Moca. Eu moro no Brasil e eu vou criar políticas de segurança muito duras para destruir o crime num contexto brasileiro. Não adianta achar que é uma regra de três, porque senão eu vou falar o seguinte: "Olha, um país que virou uma ditadura foi a Venezuela e um dos momentos paraa criação da ditadura foi o Sr. Hugo Chaves crescer a economia de maneira artificial e aplicar políticas sociais". Isso significa que se eu aplicar políticas sociais e crescer o país
▶ 00:21:28 economicamente eu vou virar um ditador? Não. Significa que eu vou ter que deixar de fazer políticas econômicas e sociais para crescer um país. Não. Eu tô só falando que uma coisa não precisa ser correlacionada com a outra. Você pode ter eh políticas de segurança séria e você pode ser um democrata. E essas coisas cabem numa democracia. Você não tá vendo eu falar: "Ah, vou vou sobrepor a a democracia brasileira em nome do meu". Não, o combate ao crime, inclusive, é uma maneira de garantir a existente de democracia brasileira. Estamos exatamente no Rio de Janeiro. Existe democracia plena no Rio de Janeiro com a aquela turma toda que foi
▶ 00:21:58 presa lá na LERGE, a própria Polícia Federal que falou que havia uma relação muito clara entre Comando Vermelho e a o Bacelar. TH Joias na campanha do Flávio Bolsonar. Gajos, que é do comando vermelho na campanha do Fábio Bolsonaro. Existe qual o modelo democrático aqui? E há uma ficção de democracia nesse sentido. A melhor maneira de garantir a democracia é você o garantir que os instrumentos republicanos do estado funcionem, senão você não tem nada. Eu fui para uma cidade no Ceará que chama Santa Quitéria. Essa cidade foi tomada pelo comando vermelho. O prefeito ganhou a eleição usando o comando vermelho. Ele importou aqui do Rio de Janeiro.
▶ 00:22:29 Multibandido da cidade das dos bairros abandonados. Não é isso? >> Não, não, não, não. Isso é Iraponga. Santa Quitéria é uma cidade que tem urânio, inclusive acho que tem um parente do Cassab lá próximo que ainda atua na área. Santa Quitéra, o prefeito ganhou a eleição chamando membros do comando vermelho para participar e servido como capangas impedindo que as pessoas votassem. E e isso não é opinião minha, ele foi afastado por conta disso. Pegaram a relação comando vermelho. Como é que eu vou atuar ali se o comando vermelho esconde arma na casa das pessoas? Uma geleó às vezes lá não será suficiente para eu pegar um bandido que
▶ 00:22:59 se esconde na casa de alguém. Você precisa de um instrumento do estado de defesa naquele local. O senhor fala do desses sucessivos decretos de estado de defesa >> pontuais em locais diferentes. >> Eu sei, mas como é que garante? O senhor sabe, suspende direitos. >> A gente vai atuar >> como é que garante que o o o morador, que não tem nada a ver com o crime, não vai ter o direito suspenso? >> O morador já não tem direito nenhum. A a aí é acreditar numa ficção de aquele que aquele morador de uma favela ou de uma cidade tomada pelo crime organizado, ele é um titular de direitos. Ele tem direitos nomiais. O direito tá na
▶ 00:23:30 Constituição é nominal para ele. Aquela pessoa nunca viu um direito. A a vida, liberdade e propriedade, direitos humanos de primeira geração, a gente aprende no primeiro ano de faculdade direito. A pessoa dispõe disso numa favela? Se eu pegar, chamar vocês pra gente andar agora num complexo. >> Falando de prisões sem mandado. O senhor sabe disso, senhor fez? Não, não, não, não, não estou falando de sair prendendo moradores aleatórios. Não, não, mas você não, porque eu tô perguntando como é que garante que isso não vai acontecer de acordo com a lógica do próprio direito que a gente tá aplicando aqui, não é nem a gente que tá querendo porque já passou essa legislação, é das facções. Você determinar que a pessoa é membro de uma
▶ 00:24:00 facção criminosa, é essa pessoa que vai ser alvo de uma operação policial. Não, mas aí a gente tá falando de decreto de estado de defesa. >> O decreto de estado de defesa é para você fazer operações e nestas operações você buscar os teus instrumentos de estado para buscar os bandidos. Se você é uma dona de casa que teve sua casa, por exemplo, invadida, para dar um caso concreto, o que acontece aqui no Rio de Janeiro, conversando com membros do BOP, eles explicando as dificuldades e porque é o próprio BOPE que é favorável a isso. Se é um morador de uma dona de uma dona de casa que aí vem o bandido e ele se esconde na sua casa e coloca armas na
▶ 00:24:30 sua casa, eu preciso entrar na sua casa para retirar ele. Mas agora você não vai ser retirada. A investigação que levou o estado a saber, este aqui é um membro do Comando Vermelho que tá operando nessa favela, não necessariamente vai buscar você simplesmente porque sim, apenas a polícia tem mais meios de ação para poder buscar ele. >> E eu queria entender como é que isso vai se dar, porque no seu plano de governo, o senhor vai cuidar da segurança pública por meio desses institutos, o estado de defesa e a GL. >> Posso claro complementar? Esses são os
▶ 00:25:00 instrumentos excepcionais para eu vencer a guerra contra eles. Eu quero viver um país de normalidade. Eu não quero precisar de fazer nada. Eu quero fazer o que for meramente necessário para recuperar os territórios. >> OK, entendi. Agora, como é que o senhor vai fazer isso em dois meses? Porque no caso de estado de defesa, o senhor tem um limite de 60 dias. O senhor sabe disso? >> Sim. >> Tem um limite de 70 60 dias. 30 dias >> e mais 30 dias. O que eu entendo e quero saber do senhor
▶ 00:25:30 é o seguinte: ou o senhor vai resolver a criminalidade por meio do estado de defesa em 60 dias ou o senhor vai atropelar a Constituição? >> Não, porque não é assim que é feito o enfrentamento. Você tem dois modelos de enfrentamento ao crime organizado. Você tem duas operações de crime organizado no Brasil. Uma é a operação do Comando Vermelho, que é uma operação territorial. Ela é uma operação muito similar que tem ao Salvador, que é ocupação de território e atividades econômicas ilegais que acontecem naquele território. Essa é uma operação mais fácil que o estado de defesa debela ela com de maneira mais intensa. Eu consigo
▶ 00:26:01 pegar todos os grandes nódulos das regiões em que eles têm boa parte do faturamento. Em um período de tempo menor eu consigo tocar as operações e fazer isso. A do PCC é diferente. A do PCC é o que eu chamo de operação vertical, porque a infiltração deles é institucional. é o que torna um país um narcostado. É mais parecido com Colômbia, como houve problema com eles, é parecido com a com o México. Na infiltração eh vertical, olha só o trabalho de articulação do Estado. Você tem que ter, você tem que ter o trabalho de inteligência COAF, você tem que ter um trabalho de ir ligação da Polícia Federal, você vai ter que detectar dinheiro que entra, sai, você vai ter que ter fazer ah compromisso de
▶ 00:26:31 cooperação com outras nações. Por exemplo, Holanda. Encontrei embaixador da Holanda, encontrei, não sei se é corpo diplomático holandês reclamando, olha, a droga vai parar no porto de Rotterdam, porque o PCC exporta droga que sai de São Paulo e vai para Rotterdam. Então tenho que falar com outras nações. Eu tenho que com a Bolívia lá na fronteira evitar a entada da droga e eu tenho que ter a Marinha atuando lá no no rio Amazonas, na bacia amazônica, para evitar a entrada de droga por via pluvial. Eu tenho que ir no porto de Santos, eventualmente fazer lá no Porto uma intervenção, porque a droga escada por lá. Eu tenho que recuperar o território da Baixada Santista. Eu tô falando em compromisso
▶ 00:27:02 com polícias de estados diferentes, uso de forças armadas, tanto aeronáutico quanto a marinha, em áreas diferentes, atuação da nossa força diplomática em áreas diferentes. Eu tô falando de uma atuação hiper coordenada com diferentes órgãos do governo, inclusive com outras nações. >> Então o que eu quero dizer, desculpa, desculpa, Sadi, é que é muito complexo. Então, cada remédio para cada área é diferente. Agora, o estado de defesa, ele representa a resposta para a preocupação de algo que é constitucional, que é o controle do nosso próprio território. Agora >> eu preciso retomar o meu território,
▶ 00:27:32 viver a desculpa de mais um 5 segundinhos eu já passo a bola. Eh, não é um mal de cara que faz live, gosto de falar. Eh, se eu não recuperar o território, eu não tô cumprindo meu, eu tô prevaricando como presidente. Eu preciso recuperar o território, senão o Brasil não é um país. >> Agora, candidato, como é que vai fechar essa conta? O senhor falou dos superpresídios, tá? Isso. Eh, tem aos montes nas falas do senhor tá no plano de governo. O senhor se inspira no secotes falando em El Salvador. >> Isso eu gosto muito. >> Então, o senhor acabou de repetir isso aqui. Mas como é que vai fechar essa
▶ 00:28:02 conta? Porque o senhor eh promete cortar 3 trilhões. O senhor quer construir super presídio. Onde vai sair esse dinheiro? >> O novo regime fiscal. O corte de gastos não é eh >> no papel matemática. >> Não, não matemática. De maneira clara. Eu preciso fazer o corte gasto que aí tem um novo regime fiscal. O que que é o novo regime fiscal? Tudo aquilo que envolva gatilhos para aumento automático de gastos, por exemplo, as indexações e as vinculações, eles vão virar corte, eles a redução deles vai virar superavit e eu vou resolver questões de orçamentárias com esse superáit. Tudo que for corte de gasto vira aumento e
▶ 00:28:33 investimento e presídio é um gasto que o estado vai ter que fazer o investimento em infraestrutura para receber esse corpo prisional. Então eu vou ter que gerar espaço fiscal para investir nisso também. >> Quanto que gasta? Quanto que gasta hoje? Qual é o gasto hoje com presídio? >> Eu não sei estimular aqui quanto eu gasto com presídio. Eu sei que eu preciso conseguir 300 a 500.000 vagas. O senhor tem essa essa o senhor tá falando das vagas ainda falando de violência? Eh, queria falar um pouco de feminicídio. O senhor acompanha os números. A gente viu uma redução dos crimes violentos como homicídio,
▶ 00:29:03 latrocínio em 2025, mas feminicídio, na contramão, subiu, bateu recorde no ano passado, 4%. Quatro mulheres morrem em média no Brasil por dia. Eu li o o programa de governo do senhor, eu, se eu estiver errado, o senhor me corrija, mas não tem nada sobre feminicídio. Queria saber qual que é o plano do senhor para combater o feminicídio. >> O a não só feminicídio, como violência contra a mulher como um todo, ele tá inserido no contexto do do da lei de responsabilidade gerencial. O que que é lei lei de responsável
▶ 00:29:34 gerencial? É uma série de metas que nós vamos estabelecer. Inclusive, eu não sei se haverá tempo da gente falar desse desse tema que para mim é um tema central nosso para enfrentamento de oligarquia, que é o sistema de metas para municípios e estados. Eu vou pegar o qual quem tá fazendo muito bem a lição de casa na questão do feminicídio e violência contra a mulher. Novamente alguém que tá apoiando o meu adversário Flávio Bolsonaro, mas eu tenho que ser justo. Tanto o prefeito Ricardo Nunes quanto o governador Tarcísio. >> Mas por que que não tem nada no plano do senhor específico? O senhor >> porque porque isso tá no sistema de metas. O senhor não acha que o feminicidiu? >> Não, não, não, porque as a maior parte das políticas são estaduais e municipais
▶ 00:30:05 para atender isso. >> Mas o senhor não acha que eu acabei de dar os números, o senhor acompanha o tema de segurança de combate à violência? Isso não deveria ser destacado? >> É, eu destaco nas minhas falas, eu tenho vídeos gravados, eu tenho participações em congressoos e eventos que eu trato desse assunto. >> Mas o senhor tem algum problema contra a palavra feminicídio? Não, eu tenho, eu tenho um problema muito específico contra querer ficar fazendo proselitismo fingindo que se preocupa, como é o caso do Flávio, que ficou querendo dar celular agora para falar que gosta de mulher. >> Mas porque o senhor o senhor falou, não quero fazer pros elitismo fingindo que me preocupa. O senhor não se preocupa? >> Não, não, não me preocupo, mas não vou
▶ 00:30:35 fazer pros elitismo vagabundo. >> Mas o senhor não acha que é urgente? >> Eu acho que é urgente o tema do enfrentamento à violência contra a mulher. Sim. Por isso que isso entra na lei de responsabilidade gerencial. é um dos 10 temas que vão estabelecer as métricas para municípios estados para avaliação, porque a a as principais políticas que estão sendo tocados para para enfrentamento violência contra a mulher estão sendo tocados em municípios e estados. O uso das polícias, as guardas civis, a política que tá sendo tocada em São Paulo vai ser o padrão pra gente estabelecer como como a métrica geral paraa lei de responsabilidade gerencial município. Onde é que desculpa
▶ 00:31:05 a lei de responsabilidade gerencial? O que que tem sobre feminicídio lá? >> Deixa eu explicar. Você sabe, você leu lá o livro amarelo? Li >> que que o lei de responsabilidade gerencial estabelece queis indicadores de desempenho em áreas fundamentais. Por exemplo, você falou: "Ó, eu não vi feminicídio, eu não vi o quase não tem eu falando sobre saneamento básico no livro amarelo." E é um tema importantíssimo. E por quê? Porque a execução de políticas de saneamento básico, ela está, deixa eu complementar aqui que é importante, ela tá dada no nos entes municipais ou até consórcio de municípios e entes
▶ 00:31:35 estaduais. O governo federal pode ajudar com o financiamento lá nos indicadores da lei de responsável gerencial que são colocados para os municípios. Está ali samento básico, cobertura de água, cobertura de esgoto, desempenho escolar, SAEB, DEB. Um deles, >> um deles que está incluso é violência contra a mulher. São os indicadores e as políticas vão ser adotadas. E essas políticas são adotadas pelos municípios e o governo federal cobra. Se o prefeito não entrega esses indicadores de acordo com a nossa regra do legisado gerencial, ele não, ele pode se tornar elegível. E
▶ 00:32:06 se ele consegue entregar essas metas com as políticas que serão auxiliadas inclusive pelo governo federal, aí ele recebe, ele fica graduado para receber, por exemplo, mais. >> Mas então, combate ao feminicídio, o senhor tá reduzindo a um tema gerencial, é isso? >> Não é um tema. Em última instância tudo envolve gestão. Eh, é um tema gerencial e legislativo. Eu posso no governo federal aumentar apenas. Agora, a gestão desse enfrentamento é uma gestão que envolve estados, envolve municípios. >> Mas senhor defende aumentar a pena? >> Defendo. Eu defendo todo tipo de violência, incluindo violência contra a mulher. Não, mas eu queria, eu vou olhar
▶ 00:32:36 pro senhor o que que é feminicídio e aí o senhor me disse se concordo. Assassinato de uma mulher por razões da condição de sexo feminino, ou seja, quando o crime é motivado por menosprepreso, ódio ou discriminação à condição da mulher. Eu já falei várias vezes aqui, eu falo sempre na Globo News, esses dados mostram sempre que ele que esse os contextos onde esses feminicídios acontecem é de violência doméstica e familiar. O senhor acha que isso aqui não existe? >> Quem disse que que não tô perguntando. >> Não, eu acho que existe sim. Inclusive não é reportado. Inclusive assisti um podcast teu falando com uma pastora
▶ 00:33:06 evangélica muito interessante sobre isso, >> sobre os não reports, sobre a ideia de que há uma espécie de uma naturalização e as pessoas tentam manter os núcleos familiares eh achando que a violência, porque o homem que comete o não só o feminicídio, a violência contra a mulher, ele é o mesmo homem que fala: "Tem que matar os bandidos. Ele não se vê como alguém que tá cometendo crime". E às vezes a mulher e na ânsia de manter o núcleo familiar dela vivo, ela não reporta. Então você tem um número gigantesco de casos não reportados. Eu tô falando isso, candidato, para explicar, porque eh a pena foi aumentada no ano passado, né? Se fosse uma um caso
▶ 00:33:36 só de endurecer a pena, >> mas não acho que seja só endurecer, >> não. Mas é porque o senhor falou, eu sou a favor, né? Qual que é o qual que é o plano? Qual que é a ideia? Qual que é o detalhe? >> Falta falta isso projeto de governo. Candidato. O senhor falou da da lei de responsabilidade >> gerencial. Eh, eu confesso que custei a encontrar um uma prioridade do seu governo para redução deentão feministão, desculpa, então eu falo pouco do saneamento básico e minha campanha toda eu tratei do assunto, mas o livro não
▶ 00:34:06 fala porque são políticas federativas, tem entes federativos responsáveis por isso. O município de São Paulo, para ser claro, o município de São Paulo tem uma política sensacional. Eu já gravei com a Amanda sobre isso. Eh, uma mulher que ela consegue uma uma medida protetiva, ela recebe um aplicativo com outro nome. Se essa se ela sente que o cara que ela tem a medida restritiva tá aproximada, ela chama a polícia eh municipal, a guarda civil metropolitana, aciona carros para ajudar ela. Você tem aluguéis sociais. Todas essas políticas que a prefeitura de São Paulo adotou são
▶ 00:34:37 por isso que a gente tem que adotar em âmbito nacional. O a lei de responsabilidade gerencial vai estabelecer dando determinado peso orçamentário para municípios tem mais ou menos dinheiro, as regras paraas estabelecerem essas políticas. A regra é inspirada no modelo paulistano e é de estado ao governo do estado de São Paulo. O governo do estado de São Paulo tá fazendo um baita trabalho. Usar o smartpa, como eles estão usando para pegar um cara que cometeu uma violência contra a mulher é um elemento central disso. Usar tecnologia. Por exemplo, o governo do estado de São Paulo veio com a tornzeleira eletrônica, ela tem o rastreamento, a geolocalização e a
▶ 00:35:08 mulher tem a geolocalização do celular. Se bate que eles estão ficando próximos, é acionado uma viatura. Tem um outro elemento que também entra aí. Há uma parte dos casos de violência contra a mulher e as reclamações gerais que você vê, especialmente nos rincões dos centrões, ser centrões eh regiões contadas pelo centrão também acho que cabe, é de que a mulher não tem o acesso, existe uma questão de acesso à justiça, ela não sabe como utilizar, ela não tem dinheiro para pagar um advogado. Deixa eu continuar, vocês falaram que eu não me importo com o assunto. Os plantões de defensoria pública vão todos nessa linha. Eu preciso ter plantões de defensores públicos para eventualmente
▶ 00:35:39 uma mulher que precisa de uma decisão liminar contra um agressor, um ex-namorado que é um stalker e que ela precisa da decisão, esteja presente. Essas, assim como políticas, que eu vou te dar um exemplo ligado a saúde e água, são políticas que estão não estão presentes no texto, mas são métricas que vão ser utilizadas para avaliação. >> Isso é um ponto, candidato. Eh, eu não disse que o senhor não se importa com o assunto. disse que lendo o seu plano de governo, eu não vi esse assunto sendo abordado. Agora, mais, mas eu quero
▶ 00:36:10 falar de homens também, tá? Quero falar de homens também. Dados do próprio Tribunal Superior Eleitoral de julho agora de 2026 mostram que o Missão tinha mais de 90% de filiados homens e menos de 10% de filiadas mulheres. As mulheres são maioria do eleitorado. O que que da sua mensagem não está chegando ao eleitorado feminino? Por que não está chegando segundo esses dados do TSE? >> Isso se reflete em algum grau na nossa militância também. Isso reflete em algum grau na direita jovem, não só no Brasil
▶ 00:36:41 como no mundo. A direita jovem costuma ser mais masculina, assim como a esquerda jovem tende a ser mais feminina. Isso não é nem opinião minha, isso são estudos internacionais que mostram isso. É natural da dinâmica das redes sociais. A conforme as idades avançam, o meu grupo é muito jovem. Quando eu vou pegando, por exemplo, a distribuição de mulheres mais velhas e homens mais velhos que nos apoiam, já é mais equânimo. Existe uma questão de militância jovem, que são as pessoas que se filiam, é o militante mais quente. É, óbvio que eu não fico feliz com isso, porque eleitoralmente, inclusive, não faz sentido. É ruim pra gente, é ruim para criar candidatos. Agora, dentro do nosso universo, a gente precisa
▶ 00:37:11 entender, ser uma mulher candidata é muito difícil. A Amanda, que é minha coordenadora de campanha, o que a Amanda já sofreu, invadir a casa dela, sequestrar a mãe dela, atacaram ela, fazem montagem de ela pelada. Dentro do nosso inverso, ser uma candidata, os ataques a gente recebe de esquerda, jeito, são muito pesados e isso afasta as mulheres da atividade política mesmo. Então, construir inclusive um grupo de meninas que vão ser candidatas necessariamente é mais difícil. Tanto que o padrão das nossas candidatas costuma ser mais velho, mesmo que a gente é um grupo jovem, porque as mais novas ficam inibidas, porque a
▶ 00:37:42 porrada que vem em rede social é muito pesada. E aí entrando, inclusive e tem um, o Jonathan Height fala muito disso, é um autor que eu gosto, ele fala da da ansiedade que existe por conta das redes sociais. As mulheres são mais afetadas por depressão e ansiedade por conta do uso das redes do que os homens. a mulher jovem da geração Z, que é quem, minha geração que eu sou talvez dominante, meu grupo político seja nesse bloco, a mulher na geração Z está muito ansiosa. Então, nesse sentido, o caminho da política dá dá gatilhos ainda maiores de ansiedade nela. Então, é uma coisa que a
▶ 00:38:12 gente tem que trabalhar para acolher melhor e trabalhar melhor. Mas lógico que eu assim e eu não gostaria de ficar nessa situação de maneira alguma. >> A gente vai ver um vídeo agora, daqui a pouco a gente volta para poder comentar. Pode rodar, por favor. O que que a gente tem que fazer, que é o que eu acho, é o restabelecimento enquanto poder de características profundamente masculinas na nossa sociedade. Você é machista, >> sou, eu sou, eu sou, me chama, eu sou porque tem que certas coisas tem que ser, tem que dar o nome aos bois.
▶ 00:38:43 >> Esse vídeo, candidato, é de 25 de abril do ano passado num programa da internet que o senhor tinha, tá ali com alguns colegas. >> Carro alfa. >> Isso que é um carro alfa Romeu, tá? antes que vocês façam construções outras que >> eu queria pedir pro senhor esclarecer essa afirmação, porque eu olhando me dá a impressão de que o senhor passa uma um certo orgulho em ser machista. Não, essa essa inclusive não sei se viram o vídeo inteiro, vimos vimos >> o vídeo inteiro. Uma das coisas que eu discuto, aquele é um influenciador digital masculinista >> sobre a questão homem e mulher e sobre a
▶ 00:39:14 questão, eu tenho uma opinião muito diferente da dele de que a ele ele defende, eu tenho que lembrar dessa entrevista, mas ele defende a ideia de que as leis, por exemplo, de direito de família são muito punitivas com relação aos homens. Eu falo, a maior parte dos casos dos direitos de família envolve homem que não paga pensão e homem que não tá presente. A figura do homem, a figura do homem presente, ela deixou desistir. E a provocação que eu faço ali, que é uma provocação válida, é a figura masculina, ela tem que retornar de maneira eh positiva na nossa sociedade. >> O que que é isso?
▶ 00:39:45 >> O que que significa? A maior parte dos jovens que cometem crimes no Brasil não tem não tem a figura masculina por perto. >> Eu quero até entrar em >> Mas de te complementar. Um estudo da AGV de 2007 mostra que os meninos que vão parar na FEB e os meninos que cometem crime, em 80% dos casos, eles não têm a figura paterna. A figura, a ausência da figura masculina tem uma correlação mais forte do que o índice gine, que é o índice de desigualdade para o cometimento de crime. O que eu quero dizer? A figura do bom pai, do bom avô, do bom homem de referência faz falta para inclusive para menino e pro menino, mas especialmente pro menino. E essa
▶ 00:40:16 figura tem que ser construída. E aí entra um grande, um grave problema que tá pegando a sociedade brasileira como um todo. Nós estamos vivendo uma sociedade de famílias desconstruídas, da figura da figura masculina moída. >> Mas o senhor se coloca como um homem machista? >> Não, ali é uma provocação. Você tem que saber o momento da provocação. >> Não, senhor dis acabou de mostrar. >> Então, se o senhor tava bastante, o senhor tava bastante à vontade ali e no livro e no vídeo, >> é, e no vídeo todo. São raros os momentos em que o senhor de fato discorda. >> Você viu esse momento? Eu vi todos
▶ 00:40:47 osito. >> Eu vi todos. Eu só queria só para pr para concluir, porque se conecta com o que o senhor estava dizendo. O senhor também eh disse aqui é uma aspa sua, tá, candidato? Ausência de presença masculina é um dos maiores elementos constitutivos de um jovem que comete um crime. Ele não tem exemplo, ele não tem limite, ele não tem estruturação. A gente tá falando de um país em que metade dos lares brasileiros chefeados por mulheres. Eh, e não significa que não haja a figura
▶ 00:41:17 masculina nesses lares, tá? Isso é diferente de mãe solo. O senhor tá culpando as mulheres pela criminalidade? Pelo amor de Deus, isto o maior culpado é o homem e isso se relaciona com essa fala, >> não é? Porque quando não tem homem, o lar fica desestruturado e vai, a mulher vai e por isso que as famílias que são biparentais, t o pai e a mãe, elas são mais funcionais. A família monoparental brasileira, em que o homem não paga pensão e não tá presente, ela vai gerar o menino problemático, a ausência da figura paterna. Isso não só no Brasil,
▶ 00:41:48 tem estudos nos Estados Unidos da América, o Toma Sol, eu falo muito disso. A ausência da figura masculina, ela tem um efeito gerador de garotos indisciplinados que vão ter um pior desempenho escolar e que vão cometer crimes que afetam a sociedade como toda. >> É porque passa a impressão ao candidato que a mulher não sabe. Deixa só, deixa só concluir, eu jurou, >> não, eu vou deixar o senhor concluir. É que isso passa a impressão de que o senhor >> eh não tem apreço pelo que as mulheres fazem na educação dos seus filhos. Por que que eu tô te dizendo isso? Isso soa
▶ 00:42:18 como só o homem se não tiver homem. E eu não tô dizendo aqui que as famílias, os filhos não precisam de pais, todo mundo precisa, responsabilidade afetiva, responsabilidade, responsabilidade financeira, tudo isso aqui é é dado como o céu eh está azul hoje, tá? Sim, >> só para não ter confusão disso. O meu ponto é, quando o senhor diz isso, >> automaticamente passa-se a impressão de que os lares em que não existe a figura masculina são lares de filhos desestruturados.
▶ 00:42:49 Isso não é verdade. >> Hum. Vamos lá. A maior parte dos casos de rapazes que cometem crimes vem de famílias em que um pai não está presente. Ponto. Isso é estatístico. Isso é um dado. Esses rapazes também apresentam desempenho escolar inferior. Ponto. Famílias monoparentais têm renda menor. Ponto. Isso é um dado da realidade. Se alguém acha que a minha impressão vai machucar ou não, aí paciência. Talvez eu não seja o melhor comunicador do mundo. Só que o que eu tô falando é uma verdade. E eu quero falar a verdade porque eu tenho que resolver problemas de verdade. Eu não quero
▶ 00:43:19 passar a impressão A ou B quando eu falo isso. E a impressão maior é: existe um número gigantesco de homens que se relacionam com mulheres. A relação não dá certo. O homem não tem compromisso nem afetivo com com a criança, especialmente com esse menino. E ele não tem compromisso inclusive de pagamento de pensão. A minha discussão nesse podcast foi sobre isso, minha discussão desse tema. O que que é o machismo? Que isso é uma provocação. O que que é o machismo? Vamos restabelecer a boa autoridade masculina ali. Eu sei se você pode, você pode cabeça com provocação. Só que para mim,
▶ 00:43:49 >> eu tô ouvindo senhor a >> a questão da a questão central aqui eu quero fazer uma pergunta na sequência. Só isso. Tudo bem. >> Eu tô esperando o senhor terminar, >> tá? Ótimo. É, a questão central é se você não restabelece este tipo de postura próxima senão do pai, de uma autoridade masculina que esteja próximo do rapaz, estabelecendo limites e exemplo que sirva de espelho, a tendência desse rapaz não é apenas é o comoo de crime, mas é de ter uma vida mais disfuncional e reproduzir ele naquela sociedade a qual ele faz parte
▶ 00:44:19 comportamentos que são deletérios para ele, para outras moças que nessa sociedade acabam se perpetuando. Desculpa, deixa ter mininar. Em em um contexto de empobrecimento, as famílias mais a tendência de ter famílias monoparentais em grupos sociais mais humildes é maior. >> Eu fiquei muito, o senhor usou a palavra exemplo, era isso que eu ia perguntar. O senhor acha que que exemplo que isso aqui dá? >> Eu não, eu honestamente eu não estou preocupado com isso. >> Mas o senhor é um líder de um grupo político, tem seguidores. As pessoas entenderam >> quando o senhor diz eu sou macho tem que dar nome aos bois.
▶ 00:44:49 >> Eu sou deixando muito claro, as pessoas entenderam minha mensagem. >> Que que elas entenderam com essa mensagem? mensagem que eu falo e eu falo sempre disso, esse aqui, esse tema que inclusive Natou, a figura masculina presente, o bom pai, o bom bom tio, o homem presente, o bom avô, isso tem que ser restabelecido e não combatido. E existe um combate, inclusive na internet que acontece sobre isso, discussões bizantinas em geral entre pessoas de classe média envolvendo mulheres de homens, movimento red versus movimento feminista, que são inúteis num contexto em que a maior parte da população mais pobre não tem a figura do pai presente.
▶ 00:45:21 Em vez da gente discutir como restabelecer a a boa autoridade masculina, bom exemplo masculino. >> Quando o senhor diz que o senhor não é machista, o recado que passa é que é um discurso violento contra mulheres. >> Bom, então tente achar eu falando alguma coisa de discurso violento contra mulher nesse nesse contexto aí. >> O senhor disse: "Sou machista". Tem que dar nome aos bois. >> Olha só, se você entendeu a provocação, então paciência. Se eu passei essa mensagem para você, lamento. O que eu tô tratando o tempo todo, inclusive nessa entrevista, é isso. >> O senhor acha que as mulheres entenderam que ser machista é um afago? Sei. Eu não
▶ 00:45:51 sei, sad. Não, não, não sei. Eu não sei que elas vão entender. Agora, a mensagem que eu quero tratar e o que eu trato como programa não é isso. Eu não vou ficar pegado aqui se a se eu machuquei ou passei a impressão A, B ou C. Eu não sou a melhor pessoa do mundo para fazer o marketing de mim mesmo. Agora a ideia que eu tô definindo aqui tá certa e é isso que importa. Candidato, em agosto de 2021, uma jovem de 21 anos registrou um boletim de ocorrência contra o senhor por estupro. O senhor foi absolvido por insuficiência de provas. Ainda assim,
▶ 00:46:22 como o senhor era candidato a presidente da República, eu queria entender o que que aconteceu naquela noite. >> Eu saí com ela, a gente tinha um namoro, a gente tinha um relacionamento. O relacionamento termina. Ah, a gente tava naquele rescaldo, era o período da pandemia, tava, ela tava muito estressada. E foi isso. A gente ficou à noite, não teve relações sexuais. Ã, ela retorna pra casa dela, os parentes dela não gostavam de mim. Ela saiu escondida porque era o período da pandemia e havia todas essas restrições para sair. Ela não sabia como explicar. A família convence ela a me dar um corretivo e aí
▶ 00:46:53 ela faz uma falsa acusação contra mim. No mesmo dia, eu tenho todas as provas disso. Ela ela liga para mim da delegacia, Renão, o que que eu tô fazendo? Me ajuda, me ajuda, me ajuda. Eu não aten o telefone que era de madrugada. E aí depois eu converso com ela no dia seguinte, ela vai pra casa da mãe dela em outro estado. Nesse outro estado eu converso com ela, ela retorna para São Paulo e aí retornando para São Paulo, ela retira o boletim de ocorrência. Mesmo assim o Ministério Público entra com investigação, que isso é muito importante, quer checar o que aconteceu, e com ela vai avisando: "O Renan não fez nada, eu errei, eu menti.
▶ 00:47:24 A mãe dela, por favor, não punam minha filha. Ela mentiu sobre o Renan. O Ministério Público leva a julgamento e o juiz na audiência, o Ministério Público pede a minha absolvição, ela pede a minha absolção e eu sou absolvido. candidato, tem um vídeo de que viralizou em 2021, acho que foi gravado em 20, que o senhor aparece sorrindo ali, falando para um grupo de apoiadores, de amigos, dizendo que vocês queriam entrar num
▶ 00:47:55 bar, num estabelecimento. Se vocês não entrassem nesse estabelecimento, vocês iam estuprar uma moça ali, uma colega de vocês. Queria perguntar pro senhor. Eu vi esse vídeo, a gente viu várias vezes e eu eh pensando em trazer essa pergunta aqui, o senhor acha que dá para brincar com o estupro? >> Não. Senhor >> não, não. Esse primeiro que esse vídeo não é de 2020, esse vídeo é de 2017 >> que viralizou em 21, né? Então foi >> não éizou uma pessoa. Isso é o seguinte, a gente tava numa festa e a gente tava simulando que eu era um rei. Era uma brincadeira que elas estavam participando. >> Mas então o senhor acha que dá para
▶ 00:48:25 brincar com isso? Foi que eu perguntei. >> Sad, você tem que deixar eu terminar. Você pediu um contexto, então deixa eu te dar o contexto. Você ficar assim, adianta aí, ó. Vou contar a história e depois você pode me retrucar numa boa. Essa história foi uma piada que eu fiz no contexto com ela presente, com amigos presentes. Tinha ter umas 20, 30 pessoas e que a gente ficava imitando. Foi uma piada muito ruim num ambiente privado que alguém filmou e aí tirando de contexto parece que eu tô fazendo aquele comentário ou como uma piada ou como um statement ou como uma declaração. Não, era uma piada muito ruim que eu me arrependo. Isso eu me arrependo. Aquilo lá daquele podcast eu me arrependo
▶ 00:48:55 porque é um comentário dentro de um contexto que a gente estava falando dessa relação homem e mulher. Agora daquilo ali, me arrependo e me arrependo muito pela minha amiga Bárbara, que ela todas as vezes é usada como um porrete para ficar dando porrada em mim. É minha amiga, me defendeu todas as vezes. Esse tema foi alvo de a de denúncias, tá? Maris Alves do Nicolas Ferreira que falaram que eu tava incitando estupro. Todas as vezes essa minha amiga barba teve que lá me defender e me defendeu todas as vezes muito bem. E a defesa que ela fez toda vez ninguém se preocupa se estão enchendo o saco dela, se estão expondo ela. >> Mas vocês que expuseram ela, candidato? >> Não, não, eu não expusei nada. Não, não,
▶ 00:49:26 >> vocês >> não. Eu não gravei esse vídeo. >> Você, vocês, >> eu não gravei esse vídeo. Alguém gravou. >> Fato de falar. >> Mas só uma coisa, >> fato de falar. >> Só o fato de falar. >> Piada ruim. Eu me arrependo da piada. >> Eh, candidato, quero falar de desfavelização, que é um ponto que o senhor bate bastante no seu na sua, na sua proposta de governo. O seu plano, me corrija se eu tiver errada, promete transformar 12.000 1 favelas no Brasil em bairros, eh, em 10 anos, territórios
▶ 00:49:56 onde vivem mais de 16 milhões >> de pessoas. Isso segundo o censo de 2022, pode ser até que seja um número maior, né? >> Como é que o senhor vai fazer isso? Porque para fazer uma política de desfavelização, o senhor vai ter que tirar as pessoas dessas casas para poder colocar saneamento, para poder eh arrumar moradia. elas voltam de fato para casa. Onde é que o senhor vai colocar essas pessoas enquanto o senhor está desfavilizando
▶ 00:50:28 as comunidades no país? >> Vamos lá. Primeira coisa, o que que é uma política de desfavorização? Primeiro é atestar que viver numa favela é indigno, que uma pessoa que vive hoje numa favela, ela não é titular de direitos, que ela tem taxas de tuberculose maior, taxa de gravidez na adolescência maior, presença endêmica do crime organizado. A o a anomalia urbanística chamada favela, precisa ser confrontada, enfrentada e resolvida. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, países sérios não têm favelas. Países sérios enfrentam o problema da favela.
▶ 00:50:58 Eu posso pegar da China a Singapura. Eu posso levantar da Colômbia à Argentina experiências de países que estavam no terceiro mundo. Tô falando, inclusive a Índia tem fortes políticas de desfavilização acontecendo agora. Todos eles tentando resolver. Culturalmente o Brasil adotou outro caminho que é de aceitar a favela como elemento da própria personalidade. Ah, a favela faz parte da nossa cultura. Eu não acho que isso seja deva ser aceitado e é um enfrentamento que é urbanístico, estrutural e cultural também. Então, envolve um, retirar o crime organizado, dois avaliar qual a natureza daquela
▶ 00:51:28 favela e daquelas daquelas pequenas propriedades informais. Por enquanto, no livro amarelo, a gente fala de quatro modelos, lugares que t a interesse econômico. Vou dar um exemplo, vai um fidigal aqui no Rio de Janeiro, mas que são aclives, lugares têm interesse econômico e são planos a maré. Aí lugares sem interesse econômico e que são vamos dizer com aclíves ou acidentados e sem interesse econômico e planos e planos, ou seja, uma planície. Cada um terá uma política diferente de desfavorização. >> O que tem interesse econômico, a pessoa
▶ 00:51:58 que mora lá vai ser tirada de lá para que possa se construir empreendimentos? É isso? Muito pelo contrário, você pode fazer um aproveitamento adjacente com com levar empresas pra região, levar empregos pra região, só que você vai fazer um leilão reverso, você tem mais possibilidades no leilão reverso de você atrair investimento privado. Agora, se é uma área de pouco interesse econômico, o investimento será majoritariamente público. A questão do interesse econômico é para você poder vincular a participação econômica nisso. Então, por exemplo, uma região distante, de baixo interesse econômico, mais plana, qual o principal questão dela? Em muitos
▶ 00:52:28 lugares essas casas já são de alvenaria. Você tem que fazer, como aconteceu na Argentina, uma adequação da construção à legislação nossa. A conferir essa pessoa o título de propriedade. Qual o principal problema dela? é o problema de você conectar ela em termos urbanos, você tem vias de acesso. Então, boa parte da desfavilização vai ser transformar aquilo num bairro, arborizar, levar equipamento urbano e conectar de maneira mais eficiente essas pessoas com metrô ou com vias de acesso melhores. >> Mas se valorizar vai ter remoção. >> Oi. >> Isso que eu quero saber, a gente quer entender como é que vai ser, como é que
▶ 00:52:59 eu vou remover uma pessoa que Mas como o senhor a gente quer entender como no detalhe o senhor vai, >> mas isso não, isso não, isso não consta no programa, isso seria de uma desumanidade gigante. >> Então o que que o senhor vai fazer exatamente? pessoal vai ser dono do título de propriedade dela num bairro num título de propriedade >> de uma casa que vai ser reformada num bairro que vai ser de Sadim. >> Por que que eu iria remover? Eu não entendi a pergunta. Por que que eu iria remover essa pessoa? >> Não, a gente tá perguntando se isso não é remoção com outro nome, porque o senhor faz um eh longuíssimo capítulo no programa de governo falando sobre isso.
▶ 00:53:30 Acho que >> porque esse é o maior problema social do Brasil. Então, a gente quer os detalhes. Acho que é justo para quem tá assistindo saber o que que o candidato tem a dizer sobre isso. >> O diagnóstico central disso. A favela é um problema transversal. Ela congrega inúmeros outros problemas dentro dela. Problemas de saneamento, de acesso à água, problemas que vão de tuberculose a pior desempenho escolar. Resolver a favela é você resolver múltiplos problemas ao mesmo tempo dentro de uma chaga que é urbana. Chaga que atende a a paisagem a paisagem urbana. resolver ela é você atacar muitos problemas ao mesmo tempo. Por isso que nós temos um
▶ 00:54:00 capítulo enorme dedicado a isso, que envolve desde a autoestima da pessoa que mora lá a ideia própria de uma cidade séria no século XX. >> Tem uma tem um trecho, eu queria que o senhor explicasse que o senhor fala de eh remoção, de demolição em 48 horas. >> Sim. Se Mas isso é muito claro, isso não é Se você monta uma favela agora você faz uma invasão, nós não vamos permitir que aquela invasão se erga. Movimentos de moradia ou movimentos de especulação imobiliária, grilagem. Se eu me se em 48 horas você vão construir uma casa, né? Construir uma hora, uma pessoa vai tentar montar um barraco, você vai ter
▶ 00:54:30 que apenas cumprir a lei, que é impedir aquele barraco de ser montado. Você senão você não tem direito de propriedade no Brasil, você é um país sério. País sério, existe propriedade pública e privada, ela é respeitada. Senão não tem regra, mas isso é é uma regra básica. Nós vamos ter utilizar inclusive satélites, georreferenciamento para evitar novas invasões. Existe uma indústria da grilagem que acontece no ambiente urbano e que também acontece no ambiente rural. Uhum. o a mesma lógica para evitar, por exemplo, eh, ocupações de guileiros de áreas de proteção ou áreas de manancial. Em São Paulo, as áreas de manancial foram inteira
▶ 00:55:00 invadidas, foram invadidas para construção de favelas e depois o PCC ocupou. Isso quando não é o próprio PCC que organiza as invasões. Então, sim, isso precisa ser feito. Eu não vou permitir o surgimento de nenhuma outra favela. É isso que o presidente Sério tem que fazer. Isso é lei e ordem. Agora, quem mora na favela, aqueles 16 milhões de inscritos da Matusa, esses 16 milhões terão direito a título de propriedade e viverão em bairros que não terão mais o crime organizado, que serão devidamente urbanizados e se eles estão numa, para dar mais exemplos, uma pessoa que tá numa encosta, igual aconteceu em Juiz de Fora agora, não dá para morar numa encosta, vai ter que tirar as
▶ 00:55:31 pessoas dali e vai ter que fazer um prédio para essas pessoas morarem. Se não há interesse econômico em participar dessa atividade, o poder público vai ter que fazer a construção de prédios. Para isso, eu preciso liberar espaço fiscal, por isso que eu preciso fazer as reformas. Isto é uma política de estado pro Brasil se comprometer, igual o Singapura se comprometeu, ou igual a China conseguiu evitar, de se tornar um lugar favorizário da dignidade para as pessoas. Resolver favela é um tema central pro Brasil um país sério. >> Como é que o senhor vai proteger o morador? Avaliando aqui um dos quatro eixos, tá? que é de forte interesse
▶ 00:56:03 privado, econômico. >> Avaliando aqui um caso concreto, uma família que mora numa área como essa, o senhor citou o Vidigal, por exemplo, as coisas começam a acontecer, supondo que o seu plano, que o senhor seja eleito e o seu plano funcione para aquela área. Forte especulação imobiliária, forte interesse econômico. Aquela família pode ser levada a sair de lá, porque ela já não dá conta de pagar o IPTU, ela já não dá conta de viver com o que ela ganha, porque ela trabalha, a mãe de
▶ 00:56:34 família trabalha na casa de alguém. Como é que o senhor vai fazer para proteger essa família nessas circunstâncias? Você tá falando que essa pessoa, vamos, vamos contextualizar, eu já terminei de fazer uma obra, então o cara que vivia hoje na mão do comando vermelho ali na casa da aqui eu tô assumindo já que o senhor já fez isso. >> Mas eu preciso pintar o cenário, preciso pintar o cenário porque eu entreguei para essa pessoa. Eu retirei o crime organizado. Ela tem uma via urbanizada. O filho dela sai daquela daquela casa que ela tem com título de propriedade, vai estudar na escola, volta. Ela tá pagando um IPTU social, ela tá pagando uma conta de luz social, porque você vai
▶ 00:57:05 ter que fazer uma transição para uma pessoa hoje que ou usa o gato ou outros instrumentos para poder ter luz à disposição, que não vai poder precisar pagar um um um pau para pagar uma propina para um traficante para poder ter acesso a um determinado serviço. essa pessoa que está vivendo nesse novo contexto, essa pessoa, se há uma valorização que é a tal da gentrificação, talvez, imagino que seja essa questão, há uma gentrificação, começa a valorizar aquela pessoa, havendo um enriquecimento da renda dela, ela se mantendo lá, ela não vai ter um aumento na prestação da casa dela,
▶ 00:57:35 tampouco aumento de PTU, porque nós vamos fazer uma transição nesse processo. Um, dois, se essa pessoa quiser alugar ou vender naquela casa, ela tem agora um título de propriedade, coisa que ela nunca teve. E aí, se isso se valorizou, ela se valorizou, se ficou mais rica. E aí, se essa pessoa está mais rica, eu consegui através de cidadania fazer com que uma pessoa que foi, que hoje não tem nada, que hoje é uma semicescrava num regime eh quase feudal, tocado por um lord criminoso do Comando Vermelho, essa pessoa é um feliz proprietário de uma de um imóvel que pode locar ou continuar morando lá. Eu
▶ 00:58:05 fico muito feliz se esse for o dilema dela de agora em diante, porque hoje o dilema dela é saber se ela sobrevive. candidato, ontem nessa entrevista que o senhor teu na sabatina do antagonista, o senhor disse que vai usar a emenda parlamentar a nosso favor, tá? Tô colocando entre aspas e aí o senhor diz que vai cortar a despesa obrigatória. Despesa obrigatória, por exemplo, saúde e educação. Queria entender do senhor como é que vai ser isso? Vai tirar, vai cortar a despesa obrigatória para aplicar a emenda? >> Não. >> Explica, por favor. >> Não, não, Sad, eu não falei nada disso. >> Não, eu quero que o senhor explique. O
▶ 00:58:35 senhor falou, vou usar emenda parlamentar a nosso favor. Não é o discurso mais antissistema. Não, eu não, eu >> sen até faz esse fala isso dentro desse contexo. Eu não falei que eu vou cortar de saúde e educação. Não sei onde você viu falar isso. >> Eu que eu estou dizendo que despesa obrigatória como saúde educação. O senhor sabe disso, né? Despesa obrigatória. >> Lógico, mas eu não falei que ia fazer isso. >> Mas eu tô perguntando como é que vai ser feito. >> Perfeito. Então aqui você só colocou palavras na minha boca. >> Não coloquei. Acabei de dizer pro senhor despesa obrigatória como saúde, educação. Acho que é importante dizer isso. Ser obrigatório. Essa despesa não vou alterar. >> O gatilho da desvinculação. Tanto explicar primeiro saúde de educação. O
▶ 00:59:05 gatilho da desvinculação são os aumentos automáticos baseados no aumento de receita. Eles vão ser corrigidos pelo IPCA. >> E se você quiser investir mais educação, é um investimento, porque isso é um piso, não um teto. >> Mas qual o despedes obrigatório? Então é isso que eu queria entender. >> Vou dar um exemplo. O o hoje você tem inúmeras renúncias fiscais que passam em projeto de lei. Você vai poder cortar renúncias fiscais que estão hoje prendendo o nosso orçamento. É, esse é um do exemplo que eu vou cortar para gerar aumento de espaço fiscal discricionário. A gente tem muita despesa obrigatória nesse sentido. Onde
▶ 00:59:35 mais a gente vai andar cortes, por exemplo, de super salário judiciário que vão ter um impacto em cascata também pros estados. Nós temos o problema do orçamento judiciário, ele afeta também os estados. esse aumento e não só corte isso aí, o corte das desindexações, o que eu estou jogando que é a cenourinha da governabilidade, que é chegar pro pra pro Congresso Nacional e falar: "Olha, o quanto vocês aumentarem de espaço discricionário para aumento de investimento, o percentual da emenda é estabelecido ali." >> Logo, quanto mais vocês cortarem, mais
▶ 01:00:05 vocês terão as emendas. >> Exato. Exato. Você vai e as a diferença é que aí a emenda será disciplinada. Hoje a emenda apenas você aumenta a receita. aumenta a emenda e eles gastam como querem e hoje eles recebem um rebote 30, 40, 50%. >> Mas como é que como é que, Desculpe, pode continuar? >> Não. Então, hoje a emenda ela virou um caos. Hoje ela aumenta como um quer e hoje ele gasta como ele quer. Nós vamos ter que disciplinar o funcionamento das emendas. Até o Flávio Dinho, vou vou venho citando, até pessoas que têm linhas, >> senhor falou isso ontem também, eu vi
▶ 01:00:35 >> linhas políticas diferentes da minha, concordam com isso. A forma como a menda é conduzida não está sendo funcional e bom pro Brasil. a gente tá eh financiando a captura do Estado, como vem acontecendo pelo Centrão, através do uso das emendas. O funcionamento da regra de compra de voto que mitiga a existência de democracia no Brasil se dá através das emendas. As emendas parlamentares hoje se tornaram parte central desse, é o óleo que move a engrenagem do centrão. A emenda, o que eu tô colocando é ela tem que ser utilizada como um instrumento bom de governabilidade e ela se encaixa naquilo que eu te falei da lei de
▶ 01:01:05 responsabilidade gerencial. A emenda eu não vou conseguir fazer ela desaparecer, pelo menos no primeiro mandato meu. Não tenho essa pretensão, não tenho esse tamanho. O problema brasileiro é gigantesco. Como eu disse para vocês, o Brasil vai eleger pelo menos 300 parlamentares no mínimo complicados para colocar num português mais tranquilo. O que eu vou precisar fazer é a emenda ela se adequar à lei de responsabilidade gerencial e ela se adequar a políticas públicas dentro daquelas metas que eu havia comentado, que vai desde segurança, educação, eh obras de saneamento,
▶ 01:01:35 combate ao crime contra a mulher. Por isso que eu te falei da lei da lei de responsabilidade inicial. Essas políticas, as emendas, elas vão ser disciplinadas para atender estes temas junto aos municípios. O prefeito que entrega os bons indicadores se qualifica para receber mais emendas. O prefeito que não se qualifica, ele recebe menos emenda. Esse é o critério. E aí a emenda aumenta ou diminui de acordo com o espaço discricionário. E aí você consegue ter um regime fiscal mais funcional e gerar governabilidade. Por isso que eu acho que isso aí é um instrumento virtuoso pro uso das emendas. Deixa eu falar um pouco do vice
▶ 01:02:05 do senhor Aroldo Medina. Eu já vi o senhor falando várias vezes. O senhor reconhece, admite que teve, houve uma tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro. Já ouvi o senhor falando isso algumas vezes, mas o Haroldo Medina, o senhor também sabe, visitou acampamentos em frente aos quartéis, apoiou ali os golpistas. Como é que o senhor, qual é o recado que o senhor dá, tem num vice desse, na chapa do senhor no na defesa da democracia? É o melhor recado possível, porque ele se arrependeu. >> É um homem que se arrependeu, que o 8 de
▶ 01:02:36 janeiro, inclusive ele, >> ele acha que foi estado >> ele condenou e ele acha que estado. >> Ele se arrepende de ter ido nos quartéis. >> Ele foi no quartel antes de ter sido o atentado o dia 8ito. Ele foi antes. Ele foi ainda ele era um bolsonarista. Ele foi uma pessoa que era bolsonarista, entendeu que estava errado, >> fez seu meia culpa e o que eu acho que é belo nessa história toda é abrir a porta para uma geração. >> Mas quando que ele entendeu? O senhor pode pode detalhar >> tá virado o 8 de janeiro ele já condenou. Tem vídeo dele condenando 8 de janeiro. Agora a virada dele que foi a transformação de um homem que acreditava em grande parte na ideia de que o Bolsonaro foi vítima de uma armação do
▶ 01:03:08 TSE para alguém que falou: "Olha, o caminho não é esse, é uma porta aberta para outras pessoas da geração dele, especialmente pessoas 60 a mais que acreditavam naqueles sites de notícias esquisitas, canais de YouTube que defendiam que a urna tinha sido fraudada. Ele é a porta de saída para essas pessoas. Eu acho importante porque tem pessoas que foram levadas a crer, porque volto a colocar aqui que a UNA não funcionou durante as eleições, que você teve interferência chinesa, todas aquelas conspiraçã >> conspiração. E o e o Haroldo, ele foi uma pessoa que fez essa a transição de
▶ 01:03:38 alguém que tava nesse torpor para alguém que viu eu estava errado. E esse reconhecimento ele arrasta. É importante porque essas pessoas existem na nossa democracia. Uma pessoa que votou, que acreditou nisso não um criminoso. Então sim, é importante que ele exista e é importante que ele esteja na minha chapa. Inclusive, porque existe um, a gente citou o elemento feminino, agora o principal elemento e o principal desafio meu para crescimento é o elemento geracional. As pessoas, eu tenho que chegar nas gerações mais velhas e a porta de saída deles é justamente um elemento como Aruro. >> Candidato, a gente vai dar uma olhada em
▶ 01:04:08 mais um vídeo e em seguida a gente segue a nossa conversa. >> Estou no estrito cumprimento do meu dever como presidente da República e para passar o estado de defesa, eu preciso do Congresso. Congresso, eu pedi, Congresso aprovou dia 5 de janeiro de 2027. Se vier uma decisão do STF, não é que eu vou, eu só não vou cumprir. >> Eu não vou cumprir. Eu vou apenas com as forças policiais, se precisar de auxílio das forças armadas, vou fazer o meu estrito cumprimento do meu dever constitucional. >> E aí eu pergunto, candidato, é o senhor quem vai decidir o que é ilegal ou não
▶ 01:04:40 ilegal a partir do Supremo? Que como é que o senhor avalia a hoje essa declaração? O senhor a mantém? >> Mantenho. E está certíssimo. >> O senhor é que diz o que é ilegal ou não? Não, a Constituição disse, se eu cumprir o devido processo legal numa medida ela passou no Congresso Nacional, eu cumpri todos os ritos, não pode vir uma decisão monocrática parar o estrito cumprimento da lei, até porque eu estaria prevaricando. O presidente da República tem que cuidar do território nacional, o presidente da República e as forças armadas. Eu reconheço que existe uma guerra. A gente não está, eu não acho que exista um estado de normalidade
▶ 01:05:10 de coisas no Brasil. não está vivendo uma normalidade. Se eu sair andando aqui no Rio de Janeiro no meio da rua, e eu andar 2, 3 km, já vou cruzar com uma favela, vou cruzar com uma área que eu não posso andar, vou cruzar com uma área que se uma pessoa pedir um ela vai tomar porrada. Vou vou passar numa área controlada pelo crime. Eu não reconheço que é essa normalidade. Eu espero que o STF também entenda. E para até eh aprofundar essa discussão, meu partido entrou com uma ação STF tratando disso, para reconhecer o estado inconstitucional de coisas no território brasileiro, nos territórios em que estão tomados pelo crime organizado. A ação,
▶ 01:05:41 inclusive, está nas mãos do Flamengo. >> Mas a pergunta que eu fiz foi: é o senhor quem vai? Se o Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal toma uma decisão que contrarie os seus interesses uma vez eleito, o senhor vai decidir que não vai cumprir? >> Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ponto. >> Mas ele é o guardião da constituição. >> Não, ele tá rompendo a constituição. E existem existem precedentes. >> É o senhor que decide isso. Então >> não sou o senhor, é a própria Constituição. Então vou dizer que é o
▶ 01:06:12 Alexandre de Moraes que vai decidir isso, que é o exemplo que eu dei ali. Ou é um ministro que vai monocraticamente, sem passar pelo processo legislativo, definir se algo que teve o processo legislativo eh válido ou não. Não é. É errado isso. E é por isso que a gente tá vivendo um estado completamente confuso de coisas em que o STF eh se torna última instância para um processo legislativo, em que o o legislativo cuida do orçamento. A gente tá vivendo num país doente. >> Mas o senhor vai entrar no Supremo? O senhor tá criticando agora dizendo: >> "Sim, porque eu sou um democrata. Sadinho, >> mas o Supremo é o guardião dessa
▶ 01:06:43 constituição. O que o que garante? >> Depende, depende. E se ele não cumprir a Constituição, >> que o que garante que qualquer governante possa rotular o que é ilegal ou não? >> Não é rotular. Existe o texto da lei, >> então vamos repetir o senhor concordando. Eu cumpri >> eu se eu c o exemplo dado ali >> entro, olha o decreto e o estado de defesa para resolver aquela situação. Igual Michel Term faça a mesma coisa. GLO GLO do Temer aqui no Rio passa pelo processo legislativo completo. Aí vem uma DPE, alguém entra lá no no STF, o a rede de sustentabilidade entra ai não
▶ 01:07:14 pode por não sei o quê. Aí vem uma decisão monocrática. Eu vou, eu não vou cumprir uma decisão democrática, >> candidato. É que um democrata, mesmo discordando da decisão da justiça, ele cumpre a decisão e recorre. Não cumprir uma decisão da justiça é papel de um democrata ou é um ou é um ato de um democrata? Não, porque não é um ato >> não, porque não é um ato democrático você passar por cima do devido processo. >> Há, nesse instante no Brasil um estado inconstitucional de coisas quando o STF
▶ 01:07:44 fica passando o tempo todo sobre a atribuição de outros poderes. E cabe ao presidente da República também não aceitar isso. E eu vou falar, teve precedente. Houve uma decisão tomada em 2016 por parte do STF, lição monocrática contra o Renan Calheiros, que a época que iria seria afastado. Fen Cleiros não cumpriu a decisão e o STF reviu. E foi um golpe de estado, não foi? A questão toda é quando você está invadindo as prerrogativas essenciais de um determinado poder, aquele poder pode se insurgir, não de maneira golpista, mas não acatando uma decisão quem se é
▶ 01:08:15 ilegal. Lógico que eu vou discutir junto ao STF, eu não vou cumprir imediatamente uma decisão que é ilegal. Eu não vou cumprir. É errado isso. Eu tenho que cumprir meu papel de presidente. Eu, se eu virar presidente da República, eu tô botando a minha vida em risco, enfrentando o crime organizado. Minha vida é deada. Eu tenho que vir aqui fazer essa batina com vocês, ser exposto. Eu não vou ser destruído para ser um boneco lá. Eu serei um presidente, não boneco. E assim, minhas qualificações democráticas estão aí desde sempre. Quando eu organizei as primeiras manifestações pelo impeachment
▶ 01:08:45 da Dilma, surgiu a turma lá da intervenção militar. Eu entrei na justiça e proibi eles de comparecerem as minhas manifestações. Nunca quis andar com essa turma. Tenho asco da turma que é da golpe de estado. E acho que as violações contra a democracia acontecem não só do Bolsonaro. Acontece com o Lula comprando o voto no Congresso comensalão, acontece no petrolão, acontece de muitas maneiras quando um político do centrão compra voto na base. A democracia brasileira hoje ela é meramente nominal em muitos termos. Ela precisa ser respeitada. E o exemplo tem
▶ 01:09:15 que se dar parte de todos os poderes, inclusive do presidente da República. Esse é o que é um recado para todo mundo. Eu vou respeitar a tudo, mas eu vou exigir respeito. Eu não vou lá ser um boneco. >> Vamos falar do Código Unificado de Imprensa que tá no plano de governo do senhor, o senhor propõe esse código para aspas, aspas disciplinar o setor. Que que isso difere daquela tentativa no primeiro governo Lula de controlar a imprensa? O senhor pode detalhar pra gente? >> Eu posso detalhar inclusive em termos históricos nossos. A primeira manifestação nossa aconteceu quando
▶ 01:09:45 atacaram a revista Veja. Nós sempre fomos a favor da imprensa livre e sempre seremos muito a favor da imprensa livre. O que a gente tá tratando aqui, até tratei ontem na >> o PT tentou fazer no governo Lula só para só para e não somos nem um pouco favoráveis a nada daquilo que eles fizeram. aqui é um ataque direto às >> e como isso difere do que o PT, >> vou dar um exemplo que tá acontecendo agora, que não tem nada a ver com o que o PT fez nesse instante. E eu tô falando muito de uso de emendas, infiltração do centrão, eh, quebra da institucionalidade. Eh, hoje páginas de fofoca espalhados pelo Brasil que se
▶ 01:10:15 passam por veículo de imprensa, e esse é o exemplo mais grave, que muitas vezes tem audiência maior do que da própria Globo News. Essas páginas de fofoca recebem dinheiro público e estão recebendo dinheiro que vão desde emenda até contratos que estão na rubrica de publicidade, contratados por agência. se passando por veículos de imprensa, tão eh criando não apenas notícias falsas, mas influenciando o debate público ao redor do Brasil. E ninguém sabe. Alguém sabe que aquilo não é uma vío de imprensa? Alguém sabe que, sei lá, o Bacabau News, uma página de fofoca local, que apenas um cara fazendo fofoca recebe eventualmente R$ 20.000 por mês
▶ 01:10:46 de um prefeito e que aquilo não tem transparência? Aconteceu isso com a famosa agência Mind agora durante o governo Lula. esse tipo de coisa, imprensa é imprensa. Imprensa tem checagem, imprensa tem redação, um site que se passa por imprensa, não. E receber dinheiro público na casa dos muitos milhões, como tá acontecendo no Brasil. Isso, >> mas esse código não pode ser usado contra o jornalismo sério? Não, porque não nunca houve da nossa em todo o nosso histórico como movimento político e com o nosso partido, nenhum tipo de objeção com relação a isso. >> É, mas aí vamos supor que o senhor não
▶ 01:11:16 faça o controle nem censura da imprensa uma vez eleito. Em algum momento o senhor vai sair da presidência da República se o senhor for eleito. Quando o senhor faz uma lei e cria um código de imprensa, o senhor basicamente tá dando uma licença para qualquer governante, inclusive o senhor próprio, mudar de ideia e resolver censurar, porque no fim das contas quem tá dizendo se o jornalista é sério ou não é o presidente da repúl. Não, não é sobre isso. Não porque não é um decreto do presidente da República, não porque é
▶ 01:11:46 uma discussão que tem que ter no parlamento. E eu acho que boa parte do jornalismo é favorável a isso. Na verdade, isso aqui me veio como reclamação de jornalistas ao redor do Brasil. Quando você roda o interior do Brasil, o jornalista sério ele tá quebrando e a página de fofoca comprada pelo prefeito tá bombando. Então você tá deixando de ter cobrança sobre políticos porque não existe nas pequenas e médias cidades praticamente nenhum veículo jornalístico. >> O senhor já ouviu as entidades de representação do jornalismo brasileiro? O senhor já conversou com esses representantes para saber a posição do jornalismo profissional em relação a
▶ 01:12:17 isso? Não, não, não estive nenhuma reunião com a BRAJ que precisa vir a público todas as vezes para atacar a gente, não por motivos eh verdadeiros, mas eventualmente um apoio a um outro site aqui ou ali. Eu não fiz isso e não preciso fazer isso para detectar que é um problema no Brasil, até porque se eles tivessem detectado esse problema antes, eles estariam tratando e às vezes eles estão muito mais preocupados com problemas setoriais deles do que um problema nacional que envolve a democracia brasileira. Não haver imprensa e haver um monte de lacaio com página de Instagram comprada recebendo dezenas de milhões de dinheiro público.
▶ 01:12:47 Isso é um ataque à democracia. E o fato dessas associações não estarem se preocupando com isso me preocupa de verdade. Isso aqui eu tô falando de assim, assim como a compra de voto, porque falar novamente em democracia nos interiores do Brasil é falar disso em termos meramente nomiais, é como se fosse um teatro. É como falar das da imprensa local, a compra de voto e a página comprada. Alguém tá ligando para isso? Alguém fez um manifesto sobre isso? Eu gostaria de ter visto porque eu apoia ser o primeiro subscrever. Agora, ninguém tá tratando esse problema que é gigantesco. [roncando]
▶ 01:13:17 Gigantesco. Um dos maiores problemas da democracia brasileira. Páginas de fofoca comprado pro político com dinheiro público, com dinheiro de emenda, virou regra no Brasil. E não é que é 1000 páginas, são dezenas de milhares de páginas. Cada cidade que você vai tem umas 20, 30. Ninguém está, se essas associações se preocuparem com isso, gostar, me chama agora. Se reúnem comigo, subscrevam. Agora eu lamento que nunca estão a fim de tratar desses problemas. São problemas essenciais que a gente tá tratando. >> É porque não significa que isso que o senhor tá dizendo não seja um problema. O ponto é a o controle da imprensa. O
▶ 01:13:48 nosso ponto era isso. Mas eu quero já mudar para para um outro assunto que é a lei de responsabilidade gerencial. tá na sua proposta de governo, já falou diversas vezes, prefeitos que não cumprirem metas específicas definidas para saúde, para saneamento, de crescimento do município, portanto, de PIB, educação, ficariam inelegíveis por 8 anos. E aí eu pergunto, o senhor vai definir essas metas uma vez eleito?
▶ 01:14:20 Como é que vai ser debatido isso? Como é que o senhor pretende caçar direitos políticos com base exatamente em quais critérios eu queria entender? Perfeito. Eh, a Lei de Responsabilidade Fiscal que passou durante o governo Fred Henrique, ela foi um marco que ajudou a disciplinar o uso de recursos públicos em municípios e estados no Brasil. foi dividido uma revolução. A sequência natural é estabelecer metas de desempenho nos municípios estados, senão um prefeito é eleito e ao ser eleito ele
▶ 01:14:50 não tem nenhum compromisso em melhorar os indicadores nas áreas que importam. E isso somado, e você é uma pessoa que estuda muito desse tema, é a coputação do Estado, isso somado a um modelo político baseado em emendas e ausência de atividade econômica nesses municípios, criou municípios fantasma, que não tem atividade econômica, que vivem da computação da própria população e que foi turbinado agora com as emendas do orçamento secreto, em que dinheiro é desviado, vira caixa dois, compra a população, não se melhora a vida das pessoas, se faz um show com algum cantor sertanejo próximo do período eleitoral.
▶ 01:15:22 O Wesley Safadão foi inclusive processado por ele por tratar desse assunto. E aquele município não atinge seu seus objetivos básicos. Você não consegue ter metas de fornecimento de água. Eu fui para meu gasto no interior na ilha do Marajó não tem água, as pessoas bebem esgoto. Você não tem meta, a pessoa não cumpre nenhuma melhoria em no ranking do SAEB ou no IDEB. E mesmo assim o prefeito é reeleito. Estabelecesse indicadores, estabelece um parâmetro de desempenho mínimo. Se um prefeito não cumpre nenhum desses parâmetros de desempenho mínimo, mesmo com o recurso federal chegando, recurso
▶ 01:15:53 do FPM, ele tem que ter algum tipo de punição, senão o que ele vai, o que a gente vê é a reprodução de um modelo político baseado estritamente na computação, que é justamente a base daquilo que a gente chama de centrão. Por que que nós somos escravos de políticos do Amapá ou políticos do Piauí ou políticos do Maranhão, mp lugares mais pobres? Porque essas pessoas não prestam contas para seus eleitores, porque eles apenas administram prefeitos, são receptores e gerenciadores de recursos por vezes ilícitos, que ajudam a manter essa
▶ 01:16:23 lógica. entregar para o munícipe, pro munícipe, metas que vão ser cobradas por parte do governo federal e que vão ser discutidas no Congresso, porque esse é um projeto que tem que passar no Congresso, estabelece as metas e os critérios de avaliação. São instrumentos que vão permitir que aí sim o gestor público, independente da sua coptação natural e em lugar coputação que eles fazem da própria população, falando de da compra de volta por e simples ao cargo na prefeitura, eles vão ter que atingir aqueles indicadores objetivos. Japão trabalha com isso, China trabalha com isso, você tem isso em alguns lugares na Inglaterra. Isso é uma
▶ 01:16:53 maneira da gente qualificar a gestão pública ao redor do Brasil. >> O deputado depende do prefeito para se eleger? O prefeito depende do deputado para conseguir recurso. Como é que o senhor imagina que o senhor vai conseguir aprovar uma lei de responsabilidade gerencial, por exemplo? >> Da mesma maneira que F Henrique Cardoso passou a lei de responsabilidade fiscal. Também desagradava os prefeitos à época, construindo base, construindo convencimento, construindo maioria. O lugar que eu fiz a grande apresentação
▶ 01:17:23 desse projeto foi na marcha nacional dos prefeitos para um uma massa de prefeitos. Eu imaginei que eu seria xingado. Eu falei: "Ol, alguns de vocês vão perder o direito político." Só que entretanto há uma há um outro lado. Os prefeitos tiverem um desempenho melhor, eles vão se qualificar para receber mais emendas. Para um prefeito significa até um grau de independência orçamentária para investimento, caso ele seja um bom prefeito. E eles gostaram dessa ideia. Então, há um trabalho de convencimento com prefeitos, há um trabalho com os deputados e com os partidos. um partido político que, porque uma das coisas que
▶ 01:17:53 a lei de responsabilidade gerencial faz é além de não apenas entregar punição, mas entregar mais recursos pro município que funciona bem, o partido político tiver mais prefeitos que atingem metas de desempenho, o fundo partidário passa a ser determinado pelo número de pontos que aquele prefeito obtém, ponderado pela população, multiplicado pelo número de municípios que o partido tem. Aí, então você cria uma um incentivo robusto para que os partidos políticos invistam em quadros técnicos e bons prefeitos que isso vai garantir o recurso do partido. E isso se torna um benefício e um
▶ 01:18:23 incentivo positivo para os partidos, para os prefeitos e também para bons deputados. Então é uma é uma mudança no sistema de incentivo do Estado e uma forma de diminuir a política de copação, que é a base daquilo que a gente chama de centrão. Para mim isso é a base para uma verdadeira reforma política no Brasil. Porque a política no Brasil, a gente discutir, ah, eu vou fazer voto distrital, é distrital misto. Em grande medida você consegue adaptar o modelo atual de emenda e computação e cidades com baixa atividade econômica para qualquer modelo. Se você não alterar este sistema de incentivo e recompensa,
▶ 01:18:54 você não consegue melhorar. >> Mas o senhor que vai decidir isso? Eu vou propor isso. Quem decidir isso eu nem tenho condição de eu decidi sozinho. Quem faz isso é o presidente da República, manda pro Congresso, se discute. Aí o poder executivo disciplinado por uma legislação que passa no Congresso Nacional atua junto aos municípios. >> Muita articulação, >> mas precisa, mas >> com centrão, comendo, >> todo mundo tem. Eu não nego isso. Eu passei o impitment da Dilma fazendo articulação. Eu nunca vendi a mãe para fazer o que eu acredito. Eu nunca entreguei meus valores. Só que eu negocio. Eu tô lá para ser um negociador
▶ 01:19:24 e uma pessoa que vai convencer, convencer todo mundo. Eu vou ter que vir aqui na imprensa. Quando eu quiser passar todos esses esses projetos difíceis, vou ter que vir aqui no programa de vocês explicar. >> E como vai convencer aqui da fusão dos municípios também que o senhor fala disso da redução? >> Fala de maneira clara. A gente vai ter que criar uns instrumentos de incentivo inclusive paraa fusão dos municípios. Você vai fazer os plebiscitos, qu cerca de 4.000 plebiscitíos, como determina a lei, porque o plano do senhor reduz de 5570 para 1500, né? >> A viabilidade, a viabilidade dos municípios é através da redução deles. A
▶ 01:19:54 maior parte dos municípios hoje são inviáveis. Você vai ter instrumentos, inclusive a lei de responsabilidade gerencial vai encaminhar eles para isso, porque caso o município não tenha atividade econômica condizente para se manter no longo prazo, ele vai ser incentivado, como o Japão faz. a se juntar. Se ele se junta, você vai ter mais investimentos federais nessa união. E vamos fazer uma campanha política para as pessoas participarem desse processo, porque as pessoas precisam ser convencidas, e até fácil de convencer todas as cidades minúsculas que eu rodei ao redor do Brasil, que não são funcionais, quando você mostra pras
▶ 01:20:24 pessoas que aquela cidade é apenas um cabide de nove vereadores e um prefeito inútil que não melhora os desempenhos e a vida da pessoa e que a pessoa tá pagando para aquele preço, a pessoa primeiro achar essa esse projeto racional. E aí é uma tarefa de presidente da República de fazer o convencimento do projeto. Naturalmente o Congresso Nacional vai querer participar disso e naturalmente a gente vai chegar num projeto articulado. Ponto. É uma questão negociada. Eu não tenho condição de impor isso que a Constituição me impede hoje. >> O senhor queria falar um pouco de educação, tema super importante. Eu vejo também que o senhor fala muito disso. O
▶ 01:20:55 senhor já disse que vai cortar o financiamento das faculdades, que o senhor chama de unisquinas, né? Se eu tiver errado, o senhor me corrige aqui. Quase 80% dos universitários brasileiros estão na rede privada. a maioria em universidades que não são de ponta também o senhor sabe disso, e boa parte via o pro e o FIES. Pergunto pro senhor, esses jovens vão estudar onde? >> Nós vamos alterar a dinâmica hoje de formação de capital humano no Brasil. você simplesmente entregar para uma pessoa que mal sai alfabetizada da escola um endividamento ou um programa
▶ 01:21:25 em que ela acredita que ela vai ganhar um diploma para depois virar Uber ou virar entregador. Eu tô apenas iludindo essa pessoa. Países muito mais desenvolvidos do que o nosso, a Alemanha é um exemplo mais claro, ou a China, que é um país em desenvolvimento, ou vou citar também o próprio Vietnã, trabalho muito com o ensino técnico, a formação técnica das pessoas, que é mais rápida, mais adaptada aos contextos. E essa pessoa quiser fazer uma universidade, ela pode ter acesso à universidade pública e boas universidades, a boas universidades privadas com financiamento. O que não vai ter é praticamente uma máfia que foi
▶ 01:21:56 construída através de muito lobby numa propaganda que foi feita pelo Lula de que, ah, não, eu vou te dar um diploma e sua vida vai se resolver. Não se resolveu. Inclusive, esse é o drama da minha geração. Minha geração, todo mundo achou que ia conseguir um bom emprego com o diploma e terminou enganada e terminou na mão do Pablo Marçal, dizendo que ela fracassou porque não tinha um mindset certo. Foi exatamente isso que aconteceu. A minha geração, a geração Millenium, acreditou, olha, ampliou, tive acesso agora à universidade, fiz relações internacionais numa uni alguma coisa. Ela pegou esse diploma, pendurou na parede e foi fazer Uber. Lógico que
▶ 01:22:28 existem externalidades econômicas eh que que envolvem o problema dessa pessoa, mas definitivamente um diploma mal qualificado é apenas ilusão. E as pessoas acreditaram nessa ilusão. candidato, eh, eu não vou entrar aqui no na discussão sobre a qualificação do diploma porque é um tema bastante complexo, de fato, mas eh o financiamento estudantil é um caminho, uma porta de entrada de jovens pobres no mercado de trabalho. E vou além, o
▶ 01:22:59 senhor fala em abolir o sistema de cotas. O sistema já fez mais de 10 anos de aniversário, conseguiu mobilidade, ascensão social de pessoas com renda baixa, pessoas pretas. Por que que o senhor vai abolir o sistema de cotas, a exemplo do que o senhor tá falando? >> Vou vou começar pelo que você colocou inicialmente. Vai haver financiamento, mas vai haver vai haver qualidade e fiscalização. >> Vai acabar com eu vou qualificar. Não, a
▶ 01:23:30 universidade que entrega péssimo ensino e acaba recebendo ou renúncia ou algum incentivo governamental, não receberá. Ponto. Vou ficar fingindo, vou ficar fingindo que o cara receber um diploma. Ah, sou formado em medicina. Não, não haverá isso. A gente não tem que trabalhar com essa ilusão, até porque isso é enganação. Termina sendo um estelionato no fim do dia com, especialmente com a pessoa que tá pagando ou com o pagador de imposto que tá sendo iludido e que tá vivendo numa sociedade em que aumentou a produtividade e a escolaridade. A ilusão, a mentira vai acabar. Segunda coisa, eu e o meu grupo político nós não
▶ 01:24:00 acreditamos em termos principiológicos do sistema de cotas. Agora, a nossa política para substituir o modelo de cotas, que é uma política de sistema de incentivo e recompensa para bons alunos desde a base, ela vai substituir paulatinamente. É igual a tudo envolve uma transição. Não vou, ó, entrei no governo, acabei com esse modelo. Não, nós vamos fazer uma substituição. Eu acredito no poder, não só da educação, mas no poder da integração. E eu acredito que existem pessoas talentosíssimas espalhadas por todo o território nacional. Um exemplo muito claro é boa parte das pessoas que passam
▶ 01:24:30 no item nas melhores universidades vem lá do Ceará, o colégio Farias Brito, acho que Ariá. Como é que eles fazem a coleta? Eles coletam muitos meninos e meninas dos interiores do próprio estado do Ceará que estão indo bem em escolas públicas. Eles coletam essas pessoas, treinam, passam em grandes vestibulares, viram inclusive uma bandeira. Olha, essa escola é muito boa. O que nós pretendemos fazer? Nós queremos qualificar as crianças primeiros, um sistema de alfabetização muito poderoso, porque o Brasil hoje ele não está focando no método fônico, que é o principal método referendado por pesquisa para alfabetizar crianças. As
▶ 01:25:00 crianças estão saindo semialfabetizadas da escola. Aliás, sobre a escola e primeira infância tem todo um trabalho que a gente tá tratando. É um dos temas que a gente mais fala no nosso livro de de propostas. Mas as crianças e as famílias que performarem melhor em provas objetivas feitas pelo governo federal vão receber bolsas desde já nas escolas. >> Tá? Isso é agora se o senhor foi eleleito. Eu quero falar quero voltar só dar um só dar um recado que faltam 5 minutos, tá? Eu quero só voltar para pras cotas. Eh, por que que o senhor o
▶ 01:25:30 senhor dissesse assim, no futuro o meu desejo é acabar com as cotas, porque a desigualdade estaria superada e nesse caso não precisaria mais de reparação. >> Mas é exatamente o que eu tô falando. >> Eh, eh, não, mas não foi isso que o senhor disse aqui. Esse é um ponto. O outro ponto é o seguinte: acabar com o sistema de cotas. Se o sistema de cotas promoveu inclusão de pessoas pretas, não só na universidade, mas no mercado de trabalho também. Eu acredito no mérito. Eu acredito que pessoas pretas, pessoas brancas, indígenas, quilombolas, elas
▶ 01:26:01 têm que entrar pelo mérito, competindo igualdade de condições, as condições mais próximas possíveis das demais. Eu acredito que a universidade é um espaço de mérito e o crescimento econômico vai ser basado em mérito. E eu vou dar instrumentos não na universidade depois dessa criança ter passado por um ensino deficiente. Eu quero detectar quem são as crianças, quem são os outliers que vão entrar nessas faculdades, que vão ser objeto dessa política pública e desde já pegar essa criança, colocar nas melhores escolas, dar uma bolsa para ela, acabar com o programa Pé de Meia e transformar o Pé de Meia numa política de incentivo aos bons estudantes, baseado em mérito, para que essa criança
▶ 01:26:32 concorra a igualdade de condição ao longo da vida dela e que ela já vá paraa universidade preparada. É isso que eu quero fazer baseado no mérito dela e na na integração que eu vou ter entre a escola, a família dela e o estado. É isso que eu acredito. É você antecipar os efeitos disso ainda no ensino fundamental. Não fazer um, vamos ser claro, uma correção. Você não consegue entregar nada em termos de desempenho quando você compara o ensino público com privado para formar esse capital humano. Aí depois agora dá uma cota para corrigir e faz uma propaganda. Não acredito nisso. Não é baseado em mérito, não é justo. Eu vou eu vou voltar pra
▶ 01:27:02 base. É o outlier, é o garoto especial, é a menina especial. Vamos dar uma bolsa para essa pessoa, vamos já inserir ela nas escolas. Vamos colocar elas melhores escolas públicas ou privadas. A escolha da família no seu município, no seu estado, para que ela concorra igualdade de condições. É isso que eu quero. >> Candidato, que o senhor já falou em desmame financeiro do Nordeste? que o senhor considera injusto que estados recebam mais do que arrecado. Mas isso não é romper o pacto federativo, punir o eleitor nordestino. >> Muito pelo contrário, o elitor nestino é a maior vítima disso. Basta ver que a
▶ 01:27:33 classe política do Nordeste ela se mantém firme e forte num processo de exploração das pessoas mais humildes e ainda assim o dinheiro continua sendo retirado dos outros estados e mandado para essa classe política. Porque a quantidade de dinheiro que é colocado ela é desproporcionalmente mais alta. O pacto federativo é profundamente injusto com outras regiões, só que isso não se transforma em benefício para as pessoas no Nordeste. Então, se tá ruim pra pessoa do Sul, Sudeste, Centro-Oeste que paga o quem é o maior, tá ruim pra pessoa que mora no Nordeste, inclusive estimula para outros estados, para quem tá bom? Ah, para alguém tá bom, tá bom pro político. Eu rodei o interior do
▶ 01:28:04 Nordeste, graças a Deus, falando isso de rádio em rádio. E aí você explica isso, fala: "Mas para quem tá boa essa história?" O fluxo migratório, tirando o eh Paraíba, é de saída o gentado de pessoas. As pessoas estão estão indo embora, estão metendo pé e estão metendo pé. A qualidade de vida tá ruim, o crime organizado chegou, não houve um aumento de renda quando comparado outras regiões, só que a classe política parasitária de lá continua atuando e ganhando dinheiro. Isso não pode continuar. Isso é é um sistema de incentivo ao mau trabalho. E é por isso que a gente é administrado na Câmara dos Deputados pelo Gumota e no Senado pela
▶ 01:28:34 Alcol Columbri. Não, isso não inclui só, parte do norte também. Os lugares que têm menos atividade econômica, que são menos independentes, eles mandam nos que estão pagando a a conta. >> Mas a solução pro Nordeste é mandar menos dinheiro, >> não? A solução pro Nordeste é estabelecer um crescimento econômico, colocar lei de responsabilidade gerencial para quebrar esse ciclo de pobreza e as pessoas mesmo de maneira democráticas como cidadãos e cidadãs livres, capazes de votar, sem precisar de um carguinho do governo, de uma compra de voto, eles vão substituir a seguinte política maldita que são eles. Para voltar, pra gente fechar o ciclo da
▶ 01:29:04 entrevista com o começo, são eles os deputados e senadores que em grande medida eu vou ter que negociar e compor. O senhor tem o timing, o senhor tem. A gente tá encerrando aqui a nossa entrevista, mas queria dar um minuto pro senhor para as confiderações finais. Eu adorei entrevista. Vocês são jornalistas realmente muito boas. Vocês são tudo aquilo que eu imaginava numa sabatina. Perguntas difíceis, perguntas boas. Eu fiquei muito feliz porque precisa ser assim. Espero que seja ainda mais difícil com meus adversários, mas eu adorei. Adorei e fiquei feliz. Espero que muitas
▶ 01:29:35 pessoas tenham me conhecido hoje. Muito obrigado pela oportunidade. Fiquei muito honrado. >> Obrigada. Obrigada pela candidatção. >> Amanhã aqui nos nossos estúdios a gente vai receber o Romeu Zema do novo na sexto, Ronaldo Caiado do PSD, Flávio Bolsonaro do PL é o convidado da próxima segunda-feira. A Globo News e o G1 transmitem ao vivo essa série de entrevistas especiais e conjuntas. Muito obrigada. M.