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SUPER LIVE DE LANÇAMENTO DO VALETE+! | Renan Santos, Antoun, Pedro Pallotta, Eng Leo e Diogo Chiuso

Renan Santos · 28/10/2025 · 164 min · MBLiveTV - Lives do MBL
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Transcrição gerada automaticamente a partir das legendas do vídeo — pode conter erros. Confira sempre no vídeo original.

▶ 00:00:02 Estamos ao vivo. Olá, galera. Estamos ao vivaço aqui. Figuras ilustres. Isso não é um dark, isso aqui é basicamente uma live especial que nós estamos fazendo hoje. Live comentando sobre o surgimento desse novo app num dia muito conturbado. Temos a figura de dois cariocas aqui presentes, portanto eles vão poder fazer relatos de guerra. Ã, Toco Grande Impera, um cara moderado do centro esquerdo, assim como eu, uma figura que tá hoje defendendo direitos humanos, né? E aí, galera, tudo bom?

▶ 00:00:32 >> Tudo bem galera? Cara, quase não conseguimos chegar pra live, né, por conta dessa, ah, essa é pequena baguncinha que tá acontecendo na cidade do Rio de Janeiro, mas que bom que a gente poder, poôde, né, pode estar aqui no lançamento do Valete Plus animado. >> E aí, galera? E, e antes de tudo, perguntar para vocês como é que tá, porque vocês estão no Rio. E aí, como é que tá a cidade? Cara, eh, o Rio de Janeiro dividido assim por grosseiramente em quatro pedaços, né? Centro, zona norte, zona sul e zona oeste. Cara, zona norte caos

▶ 00:01:04 total, né? As facções mandaram fechar o comércio em boa parte da região, fogo em ônibus, barricada, centro evacuado, né? hoje em dia do funcionário público também, então já tava bem vazio, mas de qualquer forma eh assim destruiu a linha do metrô totalmente ocupada, eh crise de mobilidade urbana, zona sul para variar vai bem, né? Vai ok, pelo menos >> tá tranquilo. >> De bagunça. É um pouco de bagunça, mas vai bem. E a zona oeste também, cara, muita, muita loucura assim, né? Tem

▶ 00:01:34 muito ponto contestado entre milícia e tráfico ali, chegando mais para perto da zona norte, né? E aí também disseram que o bicho tá pegando. >> Pois é, várias vias eh principais assim fechadas ou pelo diretamente pelos criminosos ou por moradores das comunidades que não são exatamente criminosos, mas tem a relação ali. Então, cara, caus absoluto, né? Para quem não sabe, essa operação tá acontecendo na zona norte, no meio da zona norte, então no complexo alemão e na Penha, que provavelmente são os dois maiores redutos de poder do comando vermelho no estado. O meu entendimento é

▶ 00:02:06 que os líderes do CV mais poderosos do Brasil, aqueles que não estão presos, eram os caras que eh governavam esses pedaços assim. E a ideia era justamente pegar eles hoje, além de fazer os 80 eh cumprir os 80 mandados de prisão, pegar fuzil e tal. Então tá, cara, cena de caus assim, né? O negócio do drone tá acontecendo é uma coisa absolutamente surreal. >> Sim. >> É. E e provavelmente era as duas maiores fortalezas do CV, né? Então seria assim, eh, simbólico, né? Ainda não concluiu a operação, mas se é é conclusiva, né? Se

▶ 00:02:37 tem uma tomada mesmo, né? Se as lideranças ali são presas ou mortas, cara, é uma superação do que o CV tinha de mais eh dificultoso assim para oferecer, né? Então, hoje eles inclusive estrearam nova tecnologia, né? teve uso de drone, o que é absurdamente preocupante. Mas de qualquer forma também, cara, a polícia teve pouca e baixa, né? Teve, enfim, é sempre uma tragédia ele dar com a morte de um policial, né? A profissão tão prejudicada no Brasil, né? Tão injustiçada, mas de qualquer forma o, enfim, a taxa, né, de tá tá bastante

▶ 00:03:08 alta. Parece sem maiores problemas, a Polícia Militar do Rio conseguiu tomar os dois lugares, executar a alteração, que é animador, né? >> Sim, sim, sim. E e verdade assim, eu tava vendo a declaração do Lewandovski, que vocês chegaram a acompanhar, em que ele fala aquelas coisas de, ah, não, ã, operações precisam de ver a questão da inteligência, né? Eh, foi uma operação muito cruenta, eu achei engraçado que usou o termo cruenta, né? Foi um evento cruente que aconteceu e criando uma espécie de uma oposição entre o que

▶ 00:03:38 seria uma operação com inteligência, né, e uma operação, vamos dizer, e estúpida ou cruenta. Só que o que tá escocendo é que assim, foi uma operação efetiva. De fato, a operação conseguiu prender boa parte do daqueles que precisavam prender, conseguiu levar a cabo, vamos dizer, a missão que eles tinham à disposição. E, né, eu não vejo hoje detalhes, vamos dizer, negativos que possam ser trazidos sobre operação. Queria queria saber isso com vocês aí. O dire negativo é que ela podia ser maior, né? Eu acho que é aquilo, eh, já

▶ 00:04:09 foi usado 2000 homens, 2000 policiais, o que é bastante, mas eh 60 bandidos foram a óbito, mas é aquilo, né? O complexo alemão e a o complexo da Pens são gigantescos. Será que vai rolar a verdadeira ocupação efetiva do território? assim, não. >> Enfim, não sei. Eu eu me nos meus sonhos assim, né, mais ousados, eu eu penso assim, cenário de República Velha, sei lá, Polícia Militar de Minas Gerais vai emprestar um contingente pro Rio, Polícia Militar de São Paulo vai emprestar um contingente

▶ 00:04:39 pro eh pro Rio e aí vai ter uma grande operação. Ao invés de 2.500 caras na rua, serão 10.000. Assim, eu acho que foi uma foi uma demonstração de competência, porque diferente de algumas operações que antecederam essa, essa não vazou, né? Então, a o CV foi surpreendido no dia. Eh, isso aparece, né, na quantidade de mortos, na quantidade de presos e também pelo pelo bom pelo êxito, né, pelo sucesso no geral. Acho que parece que o o as lideranças lá do complexo alemão eh morreram, parece, né? Então,

▶ 00:05:10 infelizmente, a gente ainda não vai ter ocupação efetiva do espaço, né? Com tudo que a gente sempre conversa aqui na live, urbanização, acesso à educação, né? eh presença plena do Estado, integração às instituições modernas, representatividade política, você vai você vai votar em alguém que você compreende, você gosta, entendeu? Eh, isso não vai acontecer ainda, mas de qualquer forma não dá para saber o que que vai acontecer no próximo ano, porque hoje foi um dia absolutamente atípico no

▶ 00:05:40 governo do Cláudio Castro. Eu não, isso é a única, é, essa é a conta que para mim não tá fechando, né? >> Eu achei que politicamente o timing pro Lula ficou muito ruim, né? Porque acabou de ter aquela declaração dele falando, ah, o traficante, na verdade, ele é um coitado do cara, ele é ele que é a verdadeira vítima do cara que quer consumir droga, o que é surreal, né? Porque as duas pontas do do tráfico de droga são eleitores do Lula. O bandido vota nele e o usuário também vota nele. Então ele estaria ofendendo os próprios eleitores de qualquer maneira. Mas enfim, o Lula deu essa declaração infeliz e também saiu a notícia que o

▶ 00:06:12 governo do Rio de Janeiro pediu três vezes para que equipamento militar, suporte viesse do governo federal das Forças Armadas e foi negado. Então Lula fica numa posição muito ruim. Se nesse momento a mídia mais aliada ali ao governo Lula ou então os próprios membros do governo começarem esse papo de massacre, massacre, igual teve quando aconteceu a operação no Jacarezinho, que morreram confirmados 26 pessoas, cara, ia pegar muito mal. Ia pegar muito mal, ia ficar muito escancarado, que na verdade o governo Lula não apoiou porque

▶ 00:06:43 ele meio que não tá do lado de da lei, né? Enfim, >> não. >> Hum. É um cara, mudança muito grande de clima no Rio de Janeiro, assim, a própria cobertura jornalística, a gente tava comentando também. O que aconteceu no Jacarezinho do Tim foi tratado como massacre mesmo e um exagero assim, um despreparo da Pemerge hoje. Ah, de verdade, para alguns talvez, ah, não teve a fince necessária, assim, até que ponto o Rio de Janeiro ainda tá aberto para pr pra solução refinada, né? Mas de qualquer jeito, cara, a cobertura da

▶ 00:07:13 Globo foi bandido, bandido a cidade. Então, cara, assim, forças maiores estão operando aí, não é possível, sabe? Eu não tô nem falando aência parda, não. Eu tô falando do cosmos mesmo. É uma coisa impressionante, >> cara. Tem uns cinco dias aí que eu falo, cinco lives que eu faço, eh, que eu estou repetidamente falando a mesma coisa. As coisas estão mudando muito rápido. Papos que não tem nada a ver com com assunto de de crime, mas a gente pode misturar junto aqui. Conversas que a gente teria aqui agora seriam canceladas um ano e meio atrás. Esse

▶ 00:07:45 papo de tratar bandido como bandido 1 ano e meio atrás era impensável, sabe? O o papo mole do Lewandowski que vai ser criticado o o Lula mandando que ah não, o traficante é vítima, pelo amor de Deus, sabe? são e a o tipo de crítica que tá sendo feita em cima do dessa frase do Lula é o tipo de coisa que a gente não veria um ano atrás. Cara, o o Gist tá mudando muito rápido. É meio que é um é um é um é bas lidar contra isso daí é basicamente

▶ 00:08:15 tentar parar um tsunami. Mudou, as coisas mudaram e tem gente que já tá em estado de negação e vai ser varrida do do cenário político por causa disso, cara. Esse é o ponto. >> É, o discurso institucional ele ele ficou muito morto. Gente, estamos com uma visita incrível aqui. É, até vamos até mudar o tema porque a gente estava tratando, estava tratando de outros assuntos até chegar ele. Grande Sacan, bem-vindo a aqui à live. >> Boa noite a todos aí. Tudo bom? >> Prazerão falar com vocês aí. Sacani. Ah,

▶ 00:08:47 primeiro, né, assim, saiba que você tem um um amigo entre nós aqui, o grande Henrique, tá? foi show da minha banda e finalmente reconheceu que minha banda não é ruim de acordo com ele. Então fico eh muito feliz porque eu ia pedir para você bater nele caso ele tivesse uma opinião contrária, >> tá? >> Tá vendo só? >> É ou que mandássemos ele pro espaço com apenas com uma passagem de ida aí na no campeonato. >> Ele tá querendo ir, ele tá querendo ir, ele tá querendo ir. >> Ã, Sacan, obrigado por obrigado por tá aqui. Eh, queria comentar com você e com a galera a iniciativa aqui do do Valet

▶ 00:09:18 Plus. Eh, sei que você vai postar por lá também. Então, é uma honra ter você aí participando desse ecossistema. Queria mostrar para vocês e depois a gente falar de de outros assuntos. Eu não sei quanto tempo você tem aqui na live, mas eh enfim, a tua aparição já deixa a gente muito feliz. Eh, >> eu tenho até a sete que depois eu vou lá no Vilela a participar online ao vivo também lá. Maravilhoso. Ã, queria perguntar para você, Sacan e hoje como é que tá a questão hoje de divulgação científica no

▶ 00:09:49 Brasil e na internet? Você foi, talvez o grande nome que popularizou isso para uma molecada hoje para falar de espaço, falar de até até de geologia virou uma coisa que é é e você divulgou, você tornou isso comum, isso se tornou, vamos dizer, corrente com a molecada, né? Muitos, muitos meninos nossos, isso é uma coisa muito louca, eh, que fazem parte da espécie de bolha do universo que a gente fala, você é uma figura recorrente, mesmo não tratando de política, né? Eu sei que muita gente vai te atacar, ah, o Sacani, o Sacani não é

▶ 00:10:19 um cara de extrema esquerda. Você já é tratado, portanto, como um um fascista por eles, né? E o K, como é que tá isso? >> Como é que é como é que tá o cenário da difusão científica hoje no Brasil? >> Cara, primeiro, obrigado aí, um prazer estar aí com vocês aí. Parabéns aí pelo pelo pelo que vocês estão fazendo aí e assinal, vão dar os créditos, certo? Né? Na verdade aí quem, né? O o grande pioneiro da divulgação científica no Brasil é o grande Pirula, né? Infelizmente o Pirula, que faz todo um

▶ 00:10:49 conteúdo ali de biologia, ele sofreu um AVC e ele tá tá bem mal, né? Assim, né? Ele ele tá se recuperando em casa e tudo mais, mas muito provavelmente vai ter sequela, tá? A gente fica muito triste, muito chateado, porque ele foi o cara que abriu aí essa essa coisa toda da divulgação científica. Eu tô ali no meio junto ali com uma com uma galera também. Tô de o Space Today tá desde 2015 aí, né, divulgando vídeo direto. Eu eu faço vídeo pro YouTube desde 2012, na verdade. Então tem um tempo aí já

▶ 00:11:21 bastante aí. Cara, divulgação científica é o seguinte, é bom, né, que atualmente o pessoal tem tem dado um pouco mais de valor, entendeu? Eu acho legal. Eh, é muito difícil, né? Tem esse problema todo. O Brasil ele com ciência, ele não é lá muito chegado, né? Ainda mais em em parte na parte que a gente fala, que é a ciência espacial. Nós não nós não temos uma cultura espacial, nós não temos um um foguete, temos poucos satélites,

▶ 00:11:53 eh tem um descaso muito grande. Aí a gente tenta, né, trazer um pouquinho aí é a a área que eu gosto. Eu falo da outra área que é a área que eu trabalho, né, que é a tal da geologia que você falou, mais especificamente a parte de petróleo, né, que é a parte que eu que eu trabalho. O pessoal até pergunta para mim: "Ah, mas você faz pouco vídeo disso?" É porque, sei lá, a gente às vezes não gosta de falar daquilo que a gente trabalha, né? Não sei o que que é causa os bloqueios aí, mas mas ultimamente tenho falado bastante aí, principalmente de terras raras e do e da margem equatorial, porque é um negócio que é importante a

▶ 00:12:24 gente a gente falar, tá discutindo e tá antenado nisso aí. E e da parte espacial aí, astronomia e lançamento de foguete, é, eu tenho visto aí, né, o pessoal tem começado a principalmente os adolescentes, entendeu? Meu conteúdo aí tá tá muito sendo divulgado no TikTok, embora eu não tenha TikTok, nem instalado no celular eu tenho, mas tem o pessoal que corta minhas coisas, joga lá e a é bom ver aí a molecada uma uma não querendo me me achar nada, tá? Mas o

▶ 00:12:55 pessoal da USP, por exemplo, chegou até entrar em contato comigo aí o ano, no começo do ano, por conta do vestibular de astronomia, que foi um dos vestibulares mais concorridos, algo que é inédito, né? A USP é uma das poucas universidades que tem astronomia no nível de graduação e o desse ano foi um dos mais concorridos, o quarto ou quinto mais concorrido aí entre todos os cursos da USP. E o pessoal falou: "Cara, isso aí é você aí que tá trazendo astronomia aí, cara. Que bom que Tomara aí que leiam bastante, estudem. É muito

▶ 00:13:26 importante. Eu falo que o conhecimento é a única coisa que nunca vão roubar de ninguém. Então se você tiver estudando, lendo e adquirindo conhecimento, você já tá bem demais aí. E se for de astronomia, melhor ainda. E o é isso que você falou do vestibular, porque assim, muita gente eh é muito negativo sobre o Brasil e fica sempre meio black pill na seguinte vibe, n imagina que a gente vai conseguir produzir conhecimento nessas áreas, n, né? Eh, área muito mais ligadas a

▶ 00:13:57 ciências exatas. Ah, e um tipo de com um tipo de densidade que, enfim, só os países mais desenvolvidos produzem, mas a gente tem população, a gente tem institutos que produzem isso, a gente tem locais de excelência aí, aí você se repetir ficar debraer e tal, mas assim, não deveria ser isso, né? E não deveria ser essa alta imagem que a gente tem, porque o o o tu a tua relevância nesse setor, nessa área do conhecimento que você difunde no nas redes sociais no Brasil, ela é desproporcionalmente

▶ 00:14:27 grande. Se você fosse imaginar que o Brasil é um país apenas de idiotas, e o Brasil não é um país de idiotas, né? Não haveria um interesse desse se fosse justamente um país apenas de luvas de pedreiro ou de gente interessada em conteúdo eh luva luva pedreirístico, né? Então, eh eh você já chegou a a ter discussões nesse sentido? Porque muita gente é negativa. Eu não consigo ficar negativo. Quando a gente vai, por exemplo, você citou a USP, quando você vai para São José dos Campos, vai ver a galera do os itanos, né? Você vai ver um outro mundo, um mundo à parte. Não

▶ 00:14:58 deveria ser assim. Ah, >> assim, e eu eu sou meio eu sou meio do outro lado, viu? Eu sou meio um cara que não tem muita esperança no Brasil. >> Ô louco. >> Mas tudo bem, mas vamos lá. Principalmente na parte científica, né? Tem a frase que eu falo sempre aí, o pessoal que me acompanha sabe, né, que o Brasil odeia ciência, mas não é o brasileiro, não é são as pessoas. Eu acho que o Brasil como como país, como como principalmente como governo, né, a ciência ela tinha que ser um negócio tratado como política de estado e não de

▶ 00:15:29 governo. E não é o que acontece, infelizmente. Mas tirando essa parte aí, nós temos, né, então assim, muitas áreas, o Brasil ele é ele é líder aí mundial, né? No meu caso, na minha área de trabalho, por exemplo, né, dificilmente você encontra pessoas melhores que os brasileiros. Tanto que os geólogos brasileiros eles são eles são requeridos aí nas maiores empresas do mundo eh hoje, né? Então assim, e muito por conta de toda a experiência que a gente que a gente tem aqui, porque

▶ 00:16:00 achar achar o nosso petróleo não é fácil, então os outros que são muito mais fáceis, a gente vai achar ajuda muito muito mais. Na área, na área espacial, infelizmente na área espacial nós não temos relevância aí, não temos relevância quase nenhuma mesmo, né? A gente tem, a gente tem alcântra ali, que é aquela confusão, aí a gente não tem foguete, aí a gente satélite, a gente tem muito pouco, satélite que tem uma parte funciona, outra parte funciona meio capenga. Então essas coisas vão, a

▶ 00:16:30 gente não tem um sistema próprio, né, de GPS, a gente não tem um satélite meteorológico nosso, que seria muito importante. Então aí tem uma série de coisas que a gente que a gente poderia falar, mas você falou uma coisa muito legal que não é por falta de recurso humano. recurso humano a gente tem, então tem alguma coisa que tá desacoplada aí, né? Falta talvez investimento, talvez interesse nessa em nessa galera aí, porque aí o que a gente tem que muita gente vai embora do Brasil, né? Vai embora logo do Brasil

▶ 00:17:01 porque lá fora eles conseguem muito mais oportunidades, principalmente nessa nessa área. Aí a gente tem não, obviamente, né? Não tem. Eu sou, eu sou formado na USP e tenho mestrado, doutorado pela Unicamp. Então não posso deixar de, de falar, a gente tem USP, a gente tem Unicamp, a gente tem ITA, a gente tem o IMP, que é um grande que é um grande centro, a gente tem o Sírios, né, ali atrás ali da da Unicamp, que é o nosso acelerador de partícula, que é que é fenomenal. Nós vamos ter um laboratório nível quatro, né, de de biologia, eh, que é o aqueles

▶ 00:17:31 laboratórios que fazem análise dos vírus aí mais violentos que tem. vai ser o único lugar do mundo que você vai ter um laboratório nível quatro do lado de um acelerador de partículas, o que é muito bom para você fazer uma série de pesquisas. Então assim, a gente tem, só que o que eu falo sempre é que essas coisas tinham que ser mais, né? A gente pinça alguns exemplos, né? Tinha que ser um um num nível que a gente não conseguisse dar exemplo de tanto que tem, mas vamos focar nesses exemplos aí, vamos usar isso aí para pra frente,

▶ 00:18:01 então, né? Eu acho, né? É, eu não consigo ficar negativo não. Eu eu acho eu acho que não não não não, porque assim, naturalmente a situação Brasil é horrível. Ela é horrível, só que ela é muito contrastante ao mesmo tempo. >> Então ela é horrível porque a média fica ruim, mas sabe aquela média, a média tá ruim, mas quando você olha um lado das pontas, sabe? Tem >> sim, >> tem um tem gente, tem coisa acontecendo e o impacto poderia ser muito maior se a gente não vivesse num eterno, vamos dizer, uma entrava vibe de

▶ 00:18:32 autossabotagem. É muita, é, é muita autossabotagem aqui, porque se a gente for pegar coisas correlatas, pessoas que querem trabalhar com tecnologia, por exemplo, querem, a gente tem um amigo em comum que tá produzindo drones para pulverização, que atua no água. O que o cara fez é é é gigante. Nem sei se pode contar o caso aqui, acho que é gigante. A empresa dele é sensacional, fez captação, fez o trabalho todo certo, montou dromes, tem um mercado aqui que é o mercado agro, só que a incheção de saco é brutal.

▶ 00:19:02 Então, a toda a parte mais difícil que era captar o humano, desenvolver a tecnologia, fazer a captação do recurso, tudo aconteceu. Aí vem burocracia, o cara não consegue implementar, é um troço. >> Aí chega >> aí fica aquele paradoxo que a gente tava tratando agora que a gente faz, a gente não consegue botar para voar drone para fazer pulvarização para aumentar ainda mais a produtividade do agro brasileiro. Mas o comando vermelho tava com drone fazendo operação de jogar bomba na polícia do Rio hoje. Cara, >> melhor chamar eles para ir lá, né? Colocar lá. Não é isso aí? Isso aí é um absurdo

▶ 00:19:33 mesmo. Não, essas coisas que a gente vê é um absurdo. Parece que os caras têm uma tecnologia muito maior do que, né, qualquer outra. E não só tecnologia, o até a inteligência, né, porque eles usaram a tecnologia de forma inteligente. É o que a gente tenta usar. Mas aí você falou uma coisa muito séria mesmo, que é esse lance todo da burocracia que a gente tem e tudo mais, que acaba eh desanimando, né? muita gente que quer até entrar nessa área e tudo, mas você acaba desanimando com a burocracia muito grande. Você vai lá nos Estados Unidos, é assim, quando você tá

▶ 00:20:04 na universidade, eh, você vê essa diferença impressionante. Aqui você quer comprar, eu tenho um exemplo que aconteceu comigo, eu tinha que comprar um HD, um HD. O cara queria que eu fizesse três orçamentos, esperasse não sei quantos dias. Cara, eu fui na Santa Fig e comprei o HD, entendeu? Não tem papo. >> Não vou, não vou fazer três orçamentos para HD e esperar 45 dias para ter. Eu vou ali e compro, entendeu? Eu compro é meu e acabou. Nos Estados Unidos também já aconteceu comigo. Você pede um negócio às 8 horas da noite na sua faculdade, no outro dia 8 horas da manhã

▶ 00:20:34 tá em cima da sua mesa, cara. Ninguém pergunta, ninguém faz nada. É isso que você precisa. Preencheu lá o documento, manda, acabou, tá lá. Entendeu? Então assim, eh, isso isso quando você chega e vê isso aí, você fala: "Caramba, cara, que que eu tô fazendo no Brasil?" Entendeu? Porque essa é a diferença brutal. Mas aí obviamente a culpa não é nem do pesquisador nem nada, é desse do sistema que é todo embranhado aí, emaranhado que a gente tem, né? Ô, ô, Sérgio, eu tendo, você não acha,

▶ 00:21:04 você acha que a faculdade é uma etapa absolutamente necessária nisso? Eh, você acha que pode surgir algum tipo de alternativa, principalmente baseada em tecnologia? Porque eu entendo que o Brasil realmente não tem cultura de universidade, né? As nossas universidades mais antigas, elas datam do tempo já da vinda da família real. Elas são posteriores a isso até, né? Elas estão, acho que a faculdade mais antiga do Brasil é uma faculdade de artilharia no Rio de Janeiro que hoje em dia veio a dar origem ao imi, né? E aí eu não sei, cara. Lá nos Estados Unidos eu vejo os caras já até relativizando o

▶ 00:21:34 currículo, rolam umas bolsas para tirar o cara da universidade, botar ele para empreender, para ele já cair correndo. Como é que você acha que o Brasil não tem condição de de repente pegar um atalho, pular, sabe? E a tecnologia tem um papel nisso também, >> cara. Assim, eu sou um defensor da da universidade, tá? Eu acho que a universidade ela é muito importante, principalmente em áreas tecnológicas, porque assim, uma coisa, eu vou te dar um exemplo, eu posso te dar um livro de física quântica aqui para você estudar.

▶ 00:22:05 Agora, eu posso pegar um professor e te orientar naquele estudo. Então, a universidade já tem um papel muito muito importante em orientar, em montar toda uma metodologia e toda essa parte. Isso aí é muito importante. O que acontece nos Estados Unidos acontece isso também. O negócio que acontece nos Estados Unidos é é muito difícil a gente comparar principalmente o sistema universitário dos Estados Unidos com o nosso aqui. Porque nos Estados Unidos existem universidades e universidades. Por exemplo, a Universidade de Stanford,

▶ 00:22:36 por exemplo, ela quer que o cara fique lá, se forme e tudo mais, formam uma mentes brilhantes em várias áreas. Você pega universidades como Harvard, por exemplo, é um pouco diferente, porque a a mentalidade ali é outra. A ment o cara ali, ele não quer formar, o pessoal até brinca, né? Eles não querem formar eh empregado, eles querem formar empregadores. Então, tem um pouco de diferença. Você vai ali pr para tem uma universidade muito famosa, é a universidade onde o Musk se formou, por exemplo, a Pen State, que é a Universidade da Pennyvânia. Lá dentro

▶ 00:23:06 tem a faculdade de economia, que é a faculdade, por exemplo. Cara, é a faculdade que formou mais presidentes do dos Estados Unidos, formou grandes empresários e os caras se formaram. Então, assim, eh, eu acho que a universidade ela tem um papel muito muito importante nisso, em, nisso aí, entendeu? e e principalmente em áreas mais técnicas, ela é mais importante ainda porque vai vir um professor, vai vir alguém que tem uma experiência naquilo ali e ela vai criar atalhes, vai cortar caminho, vai dar a metodologia

▶ 00:23:37 correta, o jeito certo de você estudar. Então isso eu acho que é que não tem como tirar da universidade, tá? Isso aí eu acho que não tem como tirar. Agora a gente poderia ter aí uma outra discussão. A gente aí é o sistema, o negócio do Brasil é que o sistema é igual em tudo. Agora a gente poderia ter como os Estados Unidos tem. E aí de novo, né, como a comparação era muito complicada de fazer, mas a gente poderia ter alguns centros no Brasil que fossem dedicados a uma formação diferenciada.

▶ 00:24:08 Isso poderia sim, tá? Mas que é que é o que tem nos Estados Unidos. nos Estados Unidos tem a as universidades top ali que elas você o cara se forma, entendeu? Ele se forma normal. Algumas o o interesse é o cara sair logo e empreender ou ser ou ser empresário e tal, mas a grande maioria a pessoa se forma meio de um jeito meio que tradicional também e depois faz mestrado e faz doutorado também e por aí vai. Se bem que nos Estados Unidos muita já o mestrado já tá sendo meio que abolido, o

▶ 00:24:38 pessoal já vai fazer doutorado direto, mas eu sou um defensor. Eu acho que a universidade ela é importante sim nesse nesse nessa nessa questão. >> Você acha que faltam uns centros de tecnologia privados aqui? Eu vou dar um exemplo. Ah, na parte de business no Brasil e até na parte de direito, né, GVL, Winsper viraram, vamos dizer, e escolas de excelência e estão formando elite ali. >> Eh, mas tá faltando um MIT privado, sabe? Brasileiro aqui, sabe?

▶ 00:25:08 >> Falta, >> falta um MIT, isso falta mesmo. O Brasil aí, nesse caso, tinha que fazer igual a Índia. Você sabe que a Índia tem o MIT, né? A Índia tem o IIT. Eles foram, eles foram na noiti e copiaram, tanto que a sala é até igual a sala do MIT. Eles copiaram. Então eles criaram lá um centro indiano lá de tecnologia que é exatamente igual ao MIT. Até a sala é igual com o intuito de formar pessoas na

▶ 00:25:38 área tecnológica. Não é a toa que a Índia é o que é por conta disso, né? Então no Brasil falta isso sim. Falta com certeza você ter esse essa parte aí mais assim, né? A gente tem não tem, né? A gente basicamente não tem. O que a gente tem são centros de pesquisa em algumas universidades. Então a COP no Rio de Janeiro, que é famosíssima, né? UFRJ ali, né? Eu trabalhei ali, eu trabalhei na na Rallyburto muitos anos. A minha a minha empresa era ali no Centro de Tecnologia da UFRJ. A Unicamp

▶ 00:26:08 tem o centro de tecnologia também ali atrás. A Federal da Bahia tem o centro de tecnologia belíssimo ali atrás também que que que pega aí tem muitas startups nascendo ali dentro. A UnB também. Então tem algum é aquele negócio que eu falei, né? A gente tem alguns pontos assim que a gente consegue pensar. O ideal é que fosse um negócio bem geral mesmo, mas com certeza falta falta expandir esse modelo dos centros de tecnologia é um é um modelo muito interessante, tá? Por exemplo, a COP era um negócio que ela

▶ 00:26:38 tinha que ser copiada no Brasil inteiro. Brasil inteiro tinha todos todas as universidades, principalmente federais, né? Vamos pegar a COP porque ela é de uma universidade federal. Principalmente a Universidade Federal tinha que ter algo parecido com a COP. A Federal da Bahia fez e tem muito sucesso lá na na Federal da Bahia. Tem muitos startups, tem muita coisa legal sendo feita lá. >> Você viu o lance do Porto Digital em Recife? >> Tá, também. É, mais ou menos. Aham. Conheço também >> que eles ainda pegaram uma área degradada ali e fizeram. >> Isso é. E normalmente é assim, né?

▶ 00:27:08 Normalmente é assim. Você pega a CP no Rio lá no fundão, né, que era uma área largada, os caras transformaram na COP. Não, então o Porto Digital no Recife, então tem esses exemplos aí. Exatamente isso. >> Porque é uma coisa, porque assim, a gente pega o exemplo do Porto Digital, assim, já tem empresa bilionária ali e unicórnio que surgiu ali, cara, ninguém imaginava Recife sendo um polo de tecnologia. Recife um lugar que tá atrás da da das capitais do centro sul, cara. Articulou, tá tá tá juntou a universidade, tá? Sim.

▶ 00:27:38 >> Rolou porque tem um tem uma por isso que eu eu tendo a ser é que eu sou o político e o e o seja o engenheiro, né? Então o a gente vai est sempre depende. É, >> eu sou depende disso aí. Eu sou geo físico, geólogo e engenheiro de petróleo. Aí depende da situação, eu me adequo. >> Ah, ok. Ok. Mas pode chamar de engenheiro, tem problema não. >> É, eu falo assim, você é o dia de exatos, eu sou político, sabe? Você tem que pensar uma luzinha ali, >> senão a gente não tem como no no que no que se segurar. Mas o

▶ 00:28:10 eu assim sempre surge algum exemplo. Toda vez que eu mesmo fico meio negativo, a gente vai acabar achando um exemplo sempre nessa área, porque se for na área de humanas, não vou encontrar muitos exemplos positivos eh cavando por aqui e ali. E eu sempre, a gente vai achar sempre na área, especialmente saiu agora uma pesquisa interessante também na parte e da de medicina sobre a a pessoas que estavam paralíticas, acho que numa universidade no Rio de Janeiro, alguém me corrige aí, mas né, um estudo que tá avançado, você fala: "Pô, tem coisa, tem coisa acontecendo". >> Não, tem coisa, cara. Tem coisa. Não

▶ 00:28:41 pode negar que aqui em São Paulo tem os clínicas aí com o pessoal tem esse laboratório nível, esse laboratório nível 4 que tá construindo ali na Unicamp ali do lado do Sírius, ele vai dar uma alavancada muito boa na área bio, vamos dizer biomédica assim no Brasil, sabe? Isso aí é muito legal. Você tendo um centro desse, isso acaba incentivando quem quer fazer, quem quer cursar essa essa essa área a entrar, entendeu? Então assim, o centro de tecnologias também, Porto Digital

▶ 00:29:11 realmente é muito legal. Recife, né, é um caso muito muito interessante. Recife é um é um é um caso a parte assim, eh, é muito legal acontece lá. Recife é uma das cidades mais eh, vamos dizer assim, engajadas com a astronomia que a gente tem no Brasil. Por incrível que pareça, é Recife. Então, >> muitos dizem que é por causa da colonização, sabia? Muita gente disse. >> Deixa eu fazer uma pergunta seos holandeses e tal. >> Como é que é teu following no Ceará? Por exemplo, se Fortaleza é minha terceira cidade com o número de seguidores. Não sei como é que é para

▶ 00:29:41 você. Será assim o Fortaleza? >> Não, para mim não. Então o Vamos lá, né? O eu tenho uma ligação muito grande com o Ceará por conta da pata do petróleo, né? Então eu tenho muita gente, eu tenho muitos alunos que vieram de lá da UFC. A UFC é uma das poucas universidades do Brasil que tem o curso de graduação em engenharia de petróleo. Então assim, nessa parte aí tem, eu tenho muito, mas de seguidor não tenho muito não. Seguidor da minha área da PT astronomia não tenho muito não, mas eu tenho uma ligação muito grande com a UFC por conta disso aí, tá? Tem muitos amigos lá,

▶ 00:30:12 pessoal que fez doutorado comigo, boa parte deles eram de lá, voltaram para lá para dar aula. Então é um centro, né? O o que aconteceu no Brasil agora nem tanto mais, né? depois aí do do petrolão e tal, as coisas ficaram complicadas, mas a Petrobras, pelo fato da Petrobras ter tido eh unidades espalhadas pelo Brasil todo, então ela tinha uma uma na no Ceará, ela tinha em Aracaju, Bahia, Manaus, isso ajudava a fomentar

▶ 00:30:42 principalmente as coisas nas universidades desses locais, entendeu? Então isso é um outro ponto. Você tem uma grande empresa nesses lugares aí isso ajuda a desenvolver de certa forma. Então muitos funcionários da Petrobras davam eram convidados para dar aula na Federal de de do Ceará ou em Manaus ou na Bahia. Então isso acabou desenvolvendo desenvolvendo muita coisa, tá? Então assim, é tem coisa, é que você tá me dando esperança. Eu não gostei não, hein. >> Não, calma. eu é isso. Eu jogar pr você

▶ 00:31:14 assim justamente isso porque >> começa a falar, eu começo a ficar esperançoso. Não gosto não. Deixa. >> É porque a gente tá só falando da região Nordeste, que é justamente uma região em que se a questão das desigualdades é mais óbvia e muita coisa acontecendo lá. Se toda a Bahia falamos do Recife, Ceará e aí a gente tem que chegar num assunto que eu acho que ser o que mais dói no teu coração. Vamos chegar no Maranhão, base de Alcântara. É. >> É. Então aí chega lá, né? >> Perdido, cara. >> Potencial perdido demais, né? Agora vamos ver aí, né? Tá para, eu não sei se vocês sabem, mas tá para ter um lançamento de Alcantra. Na verdade era

▶ 00:31:46 para ter sido hoje, dia 28, mas ele foi adiado para novembro. Em algum momento deve acontecer uma empresa sulcoreana chamada Ino Space vai lançar um foguete chamado Rambtinano. E se tudo der certo, vai ser o primeiro lançamento orbital, porque esse foguete vai entrar em órbita feito do território brasileiro. Esse uso que querem dar para Alcânra é muito legal. É muito legal. mesmo, porque o que acontece, a eh você manter e você ter uma base de lançamento é algo

▶ 00:32:18 alcântra. Você precisaria gastar, cara, não faço nem ideia a quantidade de dinheiro em infraestrutura, tá? >> E a gente sabe o que que ia acontecer, porque só tem três empresas que iam conseguir trabalhar em Alcânara, infelizmente. Não iam ter outras, que são essas todas aí mesmo que vocês pensaram, as mesmas de sempre. são as empresas grandes que a gente tem, as únicas conseguir fazer infraestrutura em Alcânara, entendeu? Eh, qual que foi a ideia? Então, a gente aluga a base. A, essa empresa sulcoreana, ela tem um foguete, o foguete dela é pequeno, é 21

▶ 00:32:49 m de altura. Então, ela vem, ela paga um aluguel, ela pega a basezinha dela, que é bem pequenininha, coloca ali, lança o foguete, depois ela recolhe a base e vai embora. Pegada zero, ela não deixa nada para trás. E o Brasil ganhou uma graninha com isso aí. Então, se a gente começa a a desenvolver isso, isso é muito legal, porque a gente não precisa gastar e não vai dar margem pro que pode acontecer ali, porque é muito perigoso, entendeu? Porque a gente

▶ 00:33:19 sabe que tá envolvido essa parada. >> Então, esse jeito de usar o Cantra é um jeito muito bom. Tem essa empresa chamada Inospace, tem uma empresa do Reino Unido que ela tem até o nome daquele banco, mas não é, não, tá? É o nome, é uma empresa de lançamento, chama C6, é o C6 lá. Não é o banco não, tá? É uma empresa de lançamento do Reino Unido. Ela também quer usar o cântra desse jeito. Então assim, tem tudo isso. O Brasil, cara, para para quem não sabe, eh quando aconteceu o acidente Alcânra, que faz 22 anos, né? Foi em 2003,

▶ 00:33:52 quando o teve o acidente em Alcânara, o Brasil ele era vanguarda na exploração espacial. O foguete nosso que Ah, o Pedrão tá aí, ó, que não deixa eu mentir. >> O foguete nosso que que pegou fogo lá ou que explodiu, como quer que você queira falar, ele era um foguete dos seus 18, 20, 15, 18 m aí, que é a classe desses foguetes de agora. Então, olha como que a gente tá, a gente tava na frente da parada. Aí aconteceu tudo aquilo lá, aquele desastre todo. Perdemos muita

▶ 00:34:22 gente ali, pessoas assim, realmente eh era a nata, né? da da engenharia aeroespacial brasileira. Aí depois daquilo ali, cara, emendou em vári uma série de problemas. A gente teve o ciclone, como que chama lá? O Alcantra Ciclone, né? Foi uma ciclone foi terrível, >> não? A roubaleira sem que vocês não fazem nem ideia, cara. Nem ideia do o do tamanho da roubaleira que foi aquilo lá. Ali ali era um ralo. Ali era um ralo de dinheiro. Ralo de dinheiro mesmo. Era que pegava o dinheiro e jogava. Aí é ralo, ralo mesmo. Então assim, agora

▶ 00:34:55 essa utilização aí que tão querendo querendo dar para Alcantra, eu acho que é um caminho, cara. É um caminho sim, tá? Você não vai gastar com infra, você não vai precisar construir nada. Existe todo um plano, tá? Para quem não sabe, o Pedrão sabe melhor que eu. Existe um plano de remodelar o canto, fazer um porto, fazer não sei o quê, cara. Mas é é tubos de milhões de dinheiro para para gastar ali. Esse jeito aí a gente vai usando, cara. dá uma utilidade, utiliza o centro que é legal para caramba. Aí a empresa vem, o que que a empresa faz?

▶ 00:35:26 Ela já usou uma vez, ela fez propaganda, ela falou: "Ó, Alcantra funcionou legal, o pessoal o o pessoal lá da da base, tudo trabalhou legal, não teve problema nenhum. E essa propaganda que é feita paraas outras empresas é muito bom para Alcânra. E esse uso aí eu acho que no momento é a melhor coisa de fazer. Ah, construir um foguete e tal. Pô, cara, construir um foguete, cara. Vai reinventar a roda também. Vai construir foguete. Tem um foguete aí que tá, né, o como que é o MLBR, né, Pedrão?

▶ 00:35:56 >> Uhum. É o pessoal >> micrancador brasileiro, né? >> É. >> É assim, a a base de Alcântara ela é tem uma posição, cara, que é excelente para lançar foguete. Ah, você pode lançar ele pro norte, pode lançar ele pro pro leste, ou seja, órbitas que são porque vão pros polos ou vão pro Equador, né? a gente tem essa vantagem excelente que a gente chama de azimúia, né? Pode lançar basicamente para qualquer lado ali, hã, que é bem útil. Ah, o problema da história toda aí é que a gente simplesmente decidiu como estado, tá?

▶ 00:36:29 Não como governo, eh, como nação, não investir nisso. A gente tinha várias coisas que a gente poderia fazer, a gente decidiu fazer a pior delas, quer fazer nada. Então, eu falo que muitas vezes o Brasil tem opção boa, a mais ou menos e a ruim, a gente escolhe a horrível, entendeu? Então, eh, a, a gente poderia ter um programa espacial parecido com o da Índia, que é um programa espacial barato, ã, muito bom, muito eficiente para o que o que o país precisa. Ah, e a gente não tem, hoje a gente tem a a Inespace aí, que é essa

▶ 00:37:00 empresa sulcoreano atuando no Brasil, mas como o Sergão falou, é uma forma de aluguel eh do espaço que é ótimo, tá? É ótimo, porque você incentiva pelo menos a população a ver aquilo, a entender o que é aquilo e assim pelo menos dá ali um um interesse para esse assunto, tá? Eh, eu também concordo com Sérgio que a gente não precisa ir lá, vamos fazer um Falcon 9, vamos bater de frente com a SpaceX. Isso é uma burrice e sem tamanho que ninguém bate com a SpaceX, é ninguém no mundo inteiro. Você pode somar todas as empresas do mundo, todas as agências

▶ 00:37:31 espaciais, nenhuma delas bate a SpaceX. som é um monopólio assim, é uma coisa absurda. >> Pode ser uma pergunta bem de bobo, bem de leigo, >> faz >> por quê? Não, não, não, não. A gente tá por ningém, que que tem de especial ali nos caras, >> cara? Eh, eu é assim, tem coisas que acontecem no mundo que a gente não sabe explicar por acontecem no sentido de assim, você todo mundo faz isso há tanto tempo e ninguém nunca virou pro lado e falou: "Cara, por que que eu tô fazendo isso aqui, cara?" Entendeu? Hum.

▶ 00:38:01 >> No sentido assim, tem um experimento muito bom que você pega vários macacos, põe eles dentro de uma sala, ah, e põe uma escada com uma banana em cima. Toda vez que o macaco sobe lá, ele pega a banana, solta a água em todos os macacos e aí os macacos vai lá e desce a porrada no macaco pegou a banana, certo? Então isso vai acontecendo até uma hora que ninguém sobe mais para pegar a banana, porque todo mundo sabe que quem subir vai pegar a banana, mas vai tomar um pau da galera. E aí o que acontece? Eles começam a tirar um macaco de lá, põe um outro macaco e assim, ninguém mexe na

▶ 00:38:32 banana, certo? Ninguém mexe mais na na banana. Tem uma hora que você troca todos os macacos de dentro dessa sala e nenhum deles sobe para pegar banana. Eles nem sabem por eles não sobem para pegar banana. Aí você fal assim: "Ah, mas o que que isso tem a ver com lançamento de foguete?" Botaram na cabeça do mercado de que lançamento de foguete é um negócio sempre perigoso, sempre caro e sempre difícil, tá? A SpaceX provou que dá para ser mais barato, dá para ser rápido e dá para ser seguro. Em questão de A SpaceX pousa foguete,

▶ 00:39:03 Renan, há 10 anos, cara. Ninguém no mundo inteiro conseguiu fazer isso. Por quê? Porque quando eles tinham um problema dentro da da Dragon, que é a espaçonave que leva o a galera pra estação espacial internacional, pô, tem um parafuso aqui, cara, que vocês precisam colocar. Ah, mas quanto custa esse parafuso? Pô, cara, mas é um parafuso de plástico, velho. Só que custa 30 centavos, >> entendeu? É umas paradas nesse nível, tá ligado? Do tipo, você não precisa fazer um foguete ultra revolucionário. A

▶ 00:39:34 SpaceX usa ax de panela para fazer foguete. Cara, >> tinha uns caras que os soldadores eram soldadores normais lá, soldando >> normal. O cara que que cortava que cortava barco no porto do lado ali da de Starbase lá, entendeu? Não é um cara, nossa, três PhDs, tá ligado, para fazer um parafuso. Não, é um peão, entendeu? Um peão. Óbvio que é um peão com conhecimento técnico, mas é um peão, entendeu? Então assim, eles começaram a olhar a usar uma ótica de, cara, isso

▶ 00:40:04 aqui não precisa ser complicado como como a a foi colocado nos últimos 50 anos que era, entendeu? Eu faço isso paralelo com a aviação. A aviação tem isso, cara. vai certificar uma peça [ __ ] do banco do da do avião, cara. É dois anos para fazer isso, entendeu? E a SpaceX começou a fazer o quê? Bater do lado desse regulatório para falar: "Ô, a gente tem foguete para lançar, cara. A gente tem foguete para lançar, ó, até a hora que começou a mudar a coisa no sentido de, pelo amor de Deus, para de encher o nosso saco, só lança esse

▶ 00:40:34 negócio e vai embora, entendeu?" Então assim, a SpaceX mudou como se construir foguete. Existe um antes e depois a SpaceX e a e é um exemplo não só paraa área de foguetes, tá? Isso é um eh isso é um exemplo para qualquer tipo de indústria, tá? De que muitas vezes você tá fazendo coisas que você não tem a menor ideia porque que são feitas. Tem processos que são feitos que você é aquela coisa de olhar e 2 minutos você fala: "Cara, isso aqui é idiota não serve para nada. Eu tô gastando tempo de um cara que ganha bem para caramba para

▶ 00:41:05 ficar tipo pensando no negócio que ele pode user em do minutos, entendeu? Então é e é impressionante como as coisas acontecem e rápido. Eu fui para Starbase sete vezes, assisti o lançamento do Starship, que é o maior foguete do mundo. Cara, toda vez que eu fui lá parecia que eu estava em outro lugar de tanto que muda aquilo. Sérgio foi duas vezes, né, Sérgio? Das duas vezes que você foi, não tinha nada a ver uma vez com a outra, cara. É, os caras destróem, constróem coisas.

▶ 00:41:35 >> Se anos é 6 anos. Você vê a foto do que era do que era Starbase 2019, que quando começou tudo isso era dois barracões, né? E o e o e a caixa d'água ali do lado, né? O Star Hoper. Hoje virou uma cidade, cara. Hoje é uma cidade. É a cidade mais nova dos Estados Unidos. Tem CP, tem tudo. É uma cidade. Então assim, o que que os caras fiz em 6 anos, né? É 6 anos, não é nem uma década, entendeu? Então assim, é aquilo, né, cara? Tem que fazer, faz, entendeu? E aquele lance,

▶ 00:42:05 ele vai, ele vai fazendo e vai e e erra e explode e volta e não fica, ah, explodiu, tem problema, cara. Vamos pegar aqui, vamos lançar o outro também. Ah, se der errado, cara, se der errado, a gente faz de novo também, entendeu? O ano que vem ele já quer lançar o Starship, mesmo não tando totalmente pronto pr pra Marte. Lança, cara, daí enfia um monte de robô lá dentro, lança, explodiu, cara. perdeu os robô lá, tá tudo bem, tá tudo ótimo, vai que dá certo. >> É, então é é a questão de que você eh se

▶ 00:42:35 você não tá colocando pessoas em risco, né, você e você tem condição de construir aquilo, faz. E assim, você olha a produção dos caras, Renan, é bizarro. Os caras estão fazendo seis, oito foguetes uma atacada só. E tipo, como eu falo que é exemplo para qualquer tipo de indústria, eh, é isso. Os caras estão cortando etapas. de coisas que todo mundo fazia e ninguém sabia explicar exatamente por fazia isso daquela forma, sabe? Que eh e você e eles pegam gente de faculdade, cara, é

▶ 00:43:06 uns malucos mais novo que nós, cara. Acabou de sair da faculdade, tá trabalhando lá. Aí eu vi esse lançamento no Japão que aconteceu esses dias, você vê lá só os velinhos, cabeça branca lá, tal, os caras têm uma baita de uma experiência, mas eles têm que estar no nível mais sénior da parada e não no operacional, entendeu? Então tem essa toda essa essa mudança que assim é um exemplo que a gente poderia fazer de eliminar burocracia, entendeu? Pô, vamos eliminar burocracia nisso aqui para fazer o negócio render. A gente não precisa lançar foguete. A gente pode fazer saté, a gente pode fazer sistema espacial, pode fazer retransmissão de

▶ 00:43:37 dados, pode fazer uma série de coisas. Aí, como eu falei, o que que a gente decidiu fazer? Nada. Isso mesmo. >> É, uma coisa que eu acho interessante do exemplo do El Musk é que o o Peter, né, que é o empresário que chegou a trabalhar com ele, falava que ninguém investia mais em fazer inovação no mundo dos e dos átomos, só fazia no mundo dos bits. E o Elon meio que provou com a SpaceX, com a Tesla que dá para fazer inovação no mundo dos átomos. Já tem outros caras sendo inspirados, né? Aquele é Palmer Lucky, que é o

▶ 00:44:08 empresário da empresa de drone americano, foi 100% nesse viés. E eu fico pensando, caraca, será que não dava pra gente ter algumas empresas de inovação no mundo dos átomos? Porque eu sou engenheiro também, eu sou formado na FRJ e todos os meus amigos, principalmente os mais inteligentes, a galera acabou indo trabalhar na Faria Lima, mercado financeiro, esse tipo de coisa. Infelizmente >> não foi para Faria Lima, mas foi para de bancária. >> Pois é, eu fiz isso um tempinho também, aí depois eu resolvi empreender na internet porque eu, enfim, eu sou maluco. Mas é isso, foi no mundo do, foi no mundo dos bits também. Podia ter sido

▶ 00:44:39 no mundo dos átomos, né? Eu acho que era muito triste, porque eu vinha, eu via pessoas na faculdade que entravam engeria mecânica, engenheir química, etc., né, apaixonados pela parte mecânica ou química e no meio do curso trocavam para engenheiras de produção, que era mais fácil de eventualmente arranjar um emprego trabalhando no banco. E é é meio triste, mas mas sei lá, essas histórias do Alomans que mostram como que talvez seja só uma uma virada de pensamento e e aí eu tendo um exemplo aqui, um exemplo aqui lá, talvez a gente consiga já começar a gerar o

▶ 00:45:09 pessoal ter mais interesse em caraca, vamos fazer coisas no mundo real, eh, novas, interessantes, né? Não, isso aqui é um exemplo, cara. Eh, assim, a gente tem empresas como, por exemplo, a Imraer, uma baita de uma empresa boa que o Brasil tem, é o Brasil que deu certo, né? Então, assim, eh, tem como você fazer boas empresas que fazem eh inovações com frequência, né? E só que assim, eh as pessoas têm conta para pagar, entendeu? Então, na hora que você que eh você se forma engenharia e aí

▶ 00:45:41 você fala assim: "Pô, cara, mas eu achar um emprego aí tá difícil na minha área, entendeu? Se for para ganhar três contos para me ferrar, tu vai assim: "Cara, eu vou eu vou paraa de banco aí vou trabalhar num banco da vida que você vai ganhar o dobro triplo." E é isso. Você assim, a quantidade de pessoas aqui no Brasil que se formam e não atuam na área que elas se formaram é algo bizarro, cara. É bizarro. Você pega um cara que se formou engenharia e o cara tá fazendo Uber, mas ele tá errado? Não, porque ele tem conta para pagar, mas ele é um

▶ 00:46:11 potencial desperdiçado pelas condições do país, entendeu? Uma coisa que eu fico p da vida e eu sempre falo, cara, teve o desastre de Alcântaro, foi uma tragédia, mas a maior burrada que o Brasil pode ter feito é não continuar o programa espacial, porque o programa é pior forma de você eh homenagear o sacrifício que essas pessoas fizeram nesse nesse acidente é deixar o programa espacial morrer, porque não parou de se formar engenheiro mecânico, engenheiro eletricista, engenheiro mecatrônico, engenheiro aeronáutico, por aí vai.

▶ 00:46:42 Essas pessoas não pararam de existir, entendeu? as faculdades não fecharam, entendeu? Tipo, a gente realmente eh deixou essas pessoas morrerem à toa, entendeu? Eu falei isso já dentro de palestra dentro, que eu fiz palestra dentro do Maquenze e aí teve um dos caras que estavam lá, um dos professores falou: "Eu trabalhei no CLA, o que você falou é verdade. Tipo, eu teve tive colegas que morreram nesse acidente e a pior coisa que eles poderiam fazer é não fazer nada. Então, a gente escolheu eh não seguir com programa espacial que

▶ 00:47:13 traz muito desenvolvimento, cara. Programa Espacial traz muito dinheiro para país, cara. Traz muito dinheiro porque ele traz serviço, ele traz tecnologia, ele traz tecnologia de ponta, de ponta, salário mais alto pra região. Mesmo você pegar uma galera que vai ganhar ali, que nem SpaceX tem 12.000 funcionários, cara, ela não é a que melhor paga no mercado, mas paga bem, entende? Então assim, esse desenvolvimento ele vai se cadenciando ao longo da das da sociedade, entendeu? Então é só olhar as bigtexs americanas

▶ 00:47:43 como todas elas têm alguma área que depende de tecnologia espacial. Todas elas, tipo, ou várias áreas, Google Maps da vida lá, entendeu? Tipo, serviço de localização, tudo mais, eles dominam isso. Por quê? Porque eles falam assim: "Pô, cara, vamos fazer isso aí, entendeu? Vamos deixar o". Aí o governo fala assim: "Pô, eu vou tentar não atrapalhar aquela coisa, né?" Então, eh, o dinheiro entra, ã, e melhora a vida das pessoas, cara. E o caso da Índia é maravilhoso. Os caras têm problemas e de meteorologia climáticos gravíssimos, né?

▶ 00:48:14 Na época de Monção, eles têm problema de contaminação de água, de eh poluição, de qualquer tipo e estão usando tecnologia espacial. Hoje a Índia, cara, tem mais saneamento que o Brasil. Isso, isso é, é, eu a povo orgulhoso. Eles têm orgulho de todas essas conquistas assim, né? Mais do que orgulhoso, cara. Quando pousou ali no lado no polo sul da lua, a Xandr pousou lá, eu eu falo isso aí sempre, pessoal. É a live mais assistida na história do

▶ 00:48:45 YouTube. 8.5 milhões de pessoas ao vivo e os indianos estavam na rua comemorando como se fosse final de Copa do Mundo. Cara, era final de Copa Mund. >> Eles levam escola, várias escolas. Então lá a exploração espacial é obrigatória no ensino fundamental. Então é aquele lance que eu tava falando aqui no começo, antes do Pedrão chegar, eh lá eles têm a tal da cultura. Lá eles colocaram a cultura espacial, a criança já cresce com essa cultura, entendendo que o que salvou o país de fome e de

▶ 00:49:17 sede foi a exploração espacial. Aqui é o contrário. Aqui se você pegar um, vou pegar um exemplo de vocês aqui. Se você pegar o Kim e o King chegar lá no Congresso e falar assim: "Cara, eu vou assinar aqui uma lei pra gente fazer um satélite. Ah, você vai ficar aí enquanto tem milhões de pessoas passando fome". >> Mas mal sabem que o satélite é que pode ajudar a diminuir a fome. O >> o exemplo da Índia é maravilhoso. >> E o exemplo é a Índia. É, o exemplo é a Índia. Eu tive no congresso do o ano passado do IAC a em 2024, a Índia ganhou

▶ 00:49:48 todos os prêmios do Congresso. Por quê? Porque a exploração espacial deles salvou o país, cara. Entendeu? Salvou o país. E é sempre legal, né? A gente fala, né, Pedrão, de falar, a gente podia falar da China, do Mas é legal falar da Índia, porque a Índia é um país tão problemático quanto o Brasil. Em algumas áreas até mais problemático. >> Sim. A realidade é bem complexa. >> E eles estão aí, cara. ão tão aí. Essa parte que a gente tava falando antes aqui, essa parte da tecnologia, né? Hoje

▶ 00:50:19 você pegar as grandes empresas americanas em cargos altíssimos, sempre tem um indiano, tem um indiano beliscando ali, entendeu? Então os caras são são excelentes na parte de programação, os caras são assim fora de série. >> Eu vou dar um exemplo na parte de fabricação. Aqui no Brasil ainda se usa muito pouco na área industrial. Não tô falando eh na assim comercial no sentido de produção, eh, em pequena escala, eh impressão 3D, tá? Eu trabalho muito com impressão 3D aqui. E assim, você pega as empresas

▶ 00:50:50 americanas que tão trabalhando com tecnologia de ponta, todas têm impressão 3D de algum ponto. Área espacial tem muito hoje, muito. Os cara faz motor inteiro de impressão 3D. Aí você vai ver quanto que custa uma máquina para fazer isso. Cara, é caro. É máquina de R$ 2 milhões para mais, R$ 2 milhõesais. Só que você olha o preço dela em dólar, você começa, você consegue pegar uma máquina dessa aí de entrada por, sei lá, 250.000, tá ligado? Uma coisa assim, chega aqui a 2, 3, 4 milhões, entendeu? Como é que você compete com isso, cara?

▶ 00:51:20 >> Uhum. Eu falo isso do meu lado aqui. Eu tenho 15 impressoras 3D aqui. Um americano que quiser começar um negócio de impressão 3D lá, ele consegue comprar 15 impressoras com metade ou menos do valor que eu investi aqui. Como é que você compete com isso? Ele tá errado? Não, ele não tá errado. Ele tem as condições para fazer, né? Isso só na compra. Não tô falando de incentivo e tudo mais. E você consegue empréstimo para fazer negócio nos Estados Unidos assim, ó. Os juros que eles têm

▶ 00:51:50 comparado com o nosso, né? Só para o juras é patético. Não dá nem para >> os juros, os juros pros cara 4,5% lá, cara, nego tá pulando da janela aqui. A gente tá com 15 e a gente tá aí, eh, tá chegando na Black Friday, entendeu? Então, é, é assim, você vê pelo investimento em tecnologia >> que assim, grandes empresas aqui não usam impressão 3D a nível industrial, que é aí metal, outros materiais que são mais complexos, titânio, alumínio, inox e por aí vai. Por quê? Porque o cara vai ter que comprar uma máquina que custa R$

▶ 00:52:20 4 milhõesais, comprar um kit de manutenção junto que vai custar mais 1 milhão, mais uns 1 milhão às vezes de capacitação. E ele tem que comprar numa atacada só porque vai ter que desembaraçar o negócio. Porque se ele perder uma peça que deu problema, a gente sabe que peças dão problema, ele vai esperar seis meses com a máquina parada. Enquanto os Estados Unidos lá, o cara tá lá duas semanas, às vezes uma peça super complexa chega da China uma semana, às vezes até menos. O cara já tem lá. Ol, como é que você compete com isso? Entendeu? Competição tem que assim tem

▶ 00:52:51 que ajudar o empresariado, o pessoal que tem e indústria, por exemplo. Eu conheço o cara aqui que trabalha com usinagem que é bom para [ __ ] cara. Aqui em São Caetano do Sucar é bom para caramba. Um cara desse nos Estados Unidos era para est zilionário, cara. Pela o cara faz molde para encaixe de peça de de carro, só para ver se o gabarito tá certo, porque sabe como indústria de carro? Se você errou uma peça, você errou 10.000 carros, entendeu? e vir um recall absurdamente caro, entendeu? Então assim, o cara faz uma uma uma usinagem

▶ 00:53:23 de ultra precisão para fazer essa parada, que nos Estados Unidos ele estaria ganhando tipo às vezes 10, 20 vezes mais que isso, entendeu? Porque aqui as condições não permitem que o cara exploda. É, é, é, é tipo, é, é aflitivo isso, cara. Aí eu não sei se você se vocês compartilham do mesmo sentimento, mas é aflitivo você vê gente muito boa dando nó em pingo d'água para fazer o que o cara lá com dois dias de empresa faz, entendeu? É, é bizarro. É.

▶ 00:53:53 >> É. E falando da desindustrialização que a gente tem aqui, o que acontece mesmo essas cadeias pouco eficientes, tipo a indústria automotiva, eu cheguei a trabalhar um pouco nesse setor, eh, mesmo que tinha e tinha gente incrível trabalhando, fornecendo para sistemas áreas e vários meios, desde plástico a metal, isso tudo vai desaparecer. a indústria, a indústria automotiva no Brasil, por diversas razões, vai acabar e meio que essas pessoas assim toda ou a o próprio legado delas, o conhecimento acumulado vai desaparecer. E eu não

▶ 00:54:23 consigo entrar nessas discussões em termos meramente economicistas, tipo, não, não, mas tudo bem, mas vamos vender só porque tá, mas e esse conhecimento ele vai só sumir, esse tipo de conhecimento vai desaparecer e dane. Tipo, você começar isso do zero, é muito mais difícil do que você dar continuidade. >> Uhum. É o que eu falo, por que que fazem submarina até hoje, Renan? Não é porque subinha é caro para [ __ ] é difícil para caramba para fazer, demora horrores. Por que que eles fazem? Porque cara, se parar a produção um ano daquilo ali, nego morre, nego se aposenta, o cara vai vai pescar e não tá nem aí.

▶ 00:54:53 Esse conhecimento, ó, sempre vai ter o tiozinho lá lá do do setor lá do quinto dos infernos que sabe qual que é o torque que tem que dar num parafuso lá. Isso não tá no projeto para valer. Isso é a experiência do dia a dia. >> Uhum. >> Entendeu? E esse de conhecimento vai embora. É isso que as pessoas acham que no mundo porque ele ele é muito eh globalizado. A gente tem hoje inteligência artificial que tem outros métodos, né, para poder fazer a fazer a a o fazer montar projeto que tudo é virou analítico. E não, cara, você ainda

▶ 00:55:24 depende de pessoas. Pessoas fazem as coisas, por mais que robôs façam, as pessoas ainda projetam. E não é tudo que tá escrito, entendeu? Sempre tem coisa que não tá escrito e esse conhecimento vai embora. E depois que vai embora, você falou, vai para retomar, cara. >> Nem tanque e submarino, cara, é duas coisas que não param de fazer justamente por isso. Vê quantos projetos de submarino apareceram no mundo nos últimos anos. Quantos projetos de tanque apareceram nos últimos anos? Não aparece, cara, porque é estupidamente caro. Mantém o que tá fazendo ali só

▶ 00:55:54 para não morrer, entendeu? Para não morrer aquele aquele setor que ele ele é muito importante na área de defesa. E foguete é a mesma coisa. Foguete é soberania, cara. o a verdadeira soberania do país, né? Não, a soberania de de botiquim que a gente tem visto por aí. >> Deixa eu falar um negócio. O Sacani vai sair daqui a pouquinho. Eh, eu só ia avisar uma notícia legal, só aproveitando aqui o gancho da saída, eh, um doador mandou pra gente comprou 28 ingressos pro festival. Acho que todo

▶ 00:56:25 mundo aqui vai estar presente no festival dia 29 de novembro. E um doador comprou R$ 29 e falou: "Todo mundo que baixar o o app, falei: "Faça alguma promoção, beleza? Promoção é o seguinte, todo mundo que baixar o aplicativo vai acabar preenchendo o cadastro e a gente no final da live faz o sorteio aqui do dos ingressos. Obrigado, cara. Não vou abrir o nome, mas obrigado pela doação, sensacional. Obrigadão mesmo de coração. >> Baixem o app, o link tá na descrição e no chat fixado, é só clicar e se cadastrar. Maravilhoso. E Serjão, muito obrigado

▶ 00:56:56 pela participação. >> Valeu aí, pessoal. Uma boa noite aí para vocês. Parabéns aí. Tamo junto. Qualquer coisa, só chamar sempre aí. Um abraço. >> Valeu. Valeu. Arrebenta aíão. >> Valeu. >> Vamos aproveitar mostrar um pouquinho do do appano. >> Quer mostrar agora? >> Ô, deu uma olhada no app, tá maneiro. Parabéns aí, cara. Baita trabalho legal de vocês. Já pude escrever para, né, participar da valete aí. Eu acho o trampo de vocês muito legal. Já falei isso pro Renan também. E uma parte é uma

▶ 00:57:27 coisa diferenciada mesmo. >> É, você foi um dos primeiros que eu mesmo te fiz a live com você, fiz a entrevista, foi um dos primeiros a falar na valete. Bem bem lembrado. >> Então o que que tá que como é que tá funcionando o aplicativo? A gente decidiu misturar três funcionalidades assim que eh para mim são centrais na galera que acompanha, vamos dizer, conteúdo um pouco mais denso para além do universo do YouTube que tá tem muita coisa boa e muita coisa ruim. é o áudio e os podcasts que tem no Spotify, os textos no substac e uma timeline legal

▶ 00:57:59 com curadoria, que é o que não tem no Twitter, ela tem a timeline, mas a ideia é nós vamos nos responsabilizar pela curadoria, ou seja, ã, não é todo mundo que vai escrever na timeline. A ideia é que a gente tenha pessoas legais colocando conteúdo interessante e você acompanha a timeline. Aos poucos a gente vai migrar inclusive para um modelo de algoritmo dentro da da da timeline. E o objetivo é que você interaja, consuma conhecimento e que todos os criadores de conteúdo tenham a possibilidade de ganhar dinheiro de verdade produzindo o próprio conteúdo usando o app como uma ferramenta. Hoje um criador de conteúdo que chega lá fala

▶ 00:58:30 assim: "Ah, eu quero vender minha assinatura para ter produtos exclusivos". Cara, fica com 100%. A gente não tá interessado em ficar com share disso na operação da Valette. Não é sobre isso. A ideia é criar um ecossistema de pessoas que produzam conteúdo focado só em qualidade, focado em como eh chegar numa galera bacana. E como todo mundo tá trazendo seu próprio público e todos esses públicos mais ou menos se conversam, galera da ciência vai conversar com galera que gosta de finanças, que vai gostar, a galera gosta de história, a gente vai colocar todo mundo e aí uma um vai poder conhecer o outro. Eu acho que cria uma massaroca legal a ideia de ter, vamos dizer,

▶ 00:59:02 jovens e intelectualmente curiosos, ã, que em geral já acompanho meio que todo mundo uma bolha do outro. Eh, assim, a turma que acompanha o Sacani vira e mexe aparece na minha live ou vai aparecer em alguém que trabalha, eu já falei com muita gente de mercado financeiro que é o mesmo público em comum, então trabalhar essas intersecções na ideia de que essa pessoa jovem, inteligente, intelectualmente curiosa, ela gosta de tudo isso. Então, vamos criar um ambiente em que ela possa eh apoiar as iniciativas dela, consumir o conteúdo

▶ 00:59:32 tanto gratuito quanto o conteúdo pago. Então, eh, acho que tá rolando e, enfim, foi um desafio muito grande pra nossa nosso time, assim, é programação, tem ficar desenvolvendo. Eu não entendo nada disso, não entendo eu só participei da concepção assim, né, que é uma coisa meio riponga de ficar falando, né, ai participei da Concepção, mas na prática o seguinte, ficou um monte de gente mexendo aqueles números na tela incompreensíveis e tá rolando. Ainda tem muita coisa a melhorar. A primeira atualização já sai hoje, né? Então já

▶ 01:00:03 tem atualização. Hoje a ideia é ficar dia sim, dia não, saindo atualização e ele vai ficar muito bonito com cada vez novas funcionalidades. E pô, é uma honra estar com todos contar com vocês e, enfim, tá com essa operação rolando aqui. Estamos agora eh com uma nova figura que chegou aqui, que é o grandioso engenheiro Léo. Parece que é uma live assim, a galera de exatas está nos dominando, Anton. Estamos, estou eu e você aqui isolados aqui. Pouco primeiro, né? O máximo respeito aí

▶ 01:00:33 tem que ter mesmo. >> Boa noite a todos. Eu só achei desnecessário vocês falarem que não ia colocar eu e o Sergão para não ficar uma transmissão muito pesada. Eu achei desnecessário esse esse comentário. Brincadeira, pessoal. Ô ô ô, tô chegando agora. Se vocês permitirem um um comentário meu, apesar de eu estar no MBL desde abril, eu acompanho o MBL há muito tempo e volta e meia o MBL ele retweetava algum comentário meu, às

▶ 01:01:04 vezes tirava print, postava até no Facebook. Eu lembro de um comentário que eu fiz até de uma conta que eu já perdi muitos anos atrás. Eu conto uma história de um dia que eu vou na Santa Efigênia, precisava comprar uns produtos lá e precisava fazer refazer uma fonte do meu notebook. E aí eu fui num cara que eu sempre ia, que o cara manjava, ó, isso aqui é original, isso não é tal. E era um cara homossexual, mas muito gay. O cara, mas você percebia de longe, né? E o cara era muito simpático e manjava muito. Eu sempre comprava com ele. E aí eu comprei ali o produto com ele e o

▶ 01:01:34 rapaz que arrumou minha fonte era um rapaz negro. E eu fiz o seguinte comentário que foi printado e colocado pelo MBL em várias em várias redes, né? Eu fiz assim o o legal do capitalismo, né? Falei assim, ó, eu fui, né? Acabei de comprar produtos aqui com homossexual. Eh, consertei aqui minha fonte com rapaz negro. Isso é legal do capitalismo, porque você busca competência, né? Você não tá preocupado se a pessoa é negra, se é gay, se é isso, é aquilo. Você não tem essa preocupação. E aí quando você olha lá lá em cima no aplicativo da Valete, aparece

▶ 01:02:06 lá em destaque um negro e um japonês. Aparece o destaque. Quando você busca a competência, a competência ela não é nichada, a competência não é só para branco. Quando você foca na competência e não no negro, na trans, você vai ter automaticamente diversidade. Eu acho curioso como a gente não é um grupo que prega por diversidade, mas é o grupo político mais diverso que existe, né? >> Pois é. Pois e isso é muito louco. Em posições de poder, não em posições alegóricas, né?

▶ 01:02:36 >> Eh, tipo, Amanda não tá naquela posição porque é mulher ou o ou Guto não é um bom deputado na área de educação porque ele é negro, porque ele é o Guto, né? É. Sim. >> Eh, e isso é legal, isso realmente funciona. Porque não vira chaveirinho, né? essa coisa do token que você fica carregando, >> eu chamo eu chamo isso de currículo social. É o currículo social. É assim, tipo, você pode ser um PhD lá em física nuclear, mas tem que botar lá que você é mulher, é não sei, mãe, é não sei o quê,

▶ 01:03:07 não sei o que, sei o que, sei lá, cara, quero saber se você é bom no que você faz, não importa o que você seja. Uma pergunta para todos nisso aí, porque aqui, né, novamente tô eu e o Anton oprimidos, né, oriundos da área do direito com três caras da área de exatos. E é o que tem que ser, né? A área de do jeito tem que ficar minoritária e desaparecer, porque é uma praga. Eh, dito isso, né? Uma pergunta, a gente tá vendo nos Estados Unidos, eu tive lá agora e assim, essa coisa do walk, do dia dei, né, essas áreas inteiras dedicadas à diversidade e tal, isso tá morrendo e meio que todo mundo virou a chave e foi virando chave assim,

▶ 01:03:38 começou as grandes, a os fornecedores foram diminuindo quando viu todo mundo tá largando mão. E outra coisa que eu reparei, eu fui em algumas dessas faculdades de referência da universidade de referência lá e assim todo fala: "Ai, não, tá tudo igual", né? virou, tá tudo igual, sei lá, a Fefelh, a faculdade de filosofia lá na USP. Eu não vi nada disso em Harvard, eu não vi nada disso. Eh, Berkley, que é a mais esquerdista de todas, bem OK. Por mais que tenha, né, o os estudos de gênero, tem todas essas coisas, né, esse exagero todo, eh, me

▶ 01:04:10 sou algo mais retórico do que qualquer outra coisa, pelo menos na parte plástica, não tô falando na parte que é do que é produzido em termos de conteúdo ali, mas o que que eu iria dizer? Me parece que nos Estados Unidos essa coisa tá sendo empurrada, né? Netflix tirando programação, a Disney voltando atrás. Só que aqui e eu tive uma conversa com alguém do mercado, por exemplo, cinematográfico, tava explicando, a gente tá agora executando os projetos que foram gestados nos últimos anos nessa parte bolk. Então, boa parte da galera de comunicação, boa parte dos projetos de lei que passaram, boa parte dos juízes e promotores que entraram tão

▶ 01:04:41 com essa mentalidade. Parece que a gente tá uns 5 anos a no mínimo atrasados nisso, nisso. Então o Brasil ainda vai ficar vivendo essa bagaça. Como é que vocês vem essa isso aí? É um é um tema recorrente, inclusive para quem trabalha com tecnologia, é um tema mais geral que dá para todo mundo falar. Cara, eu posso falar do da na minha perspectiva de que acho que um ponto de virada eh que ficou muito claro foi aquela campanha da Sydney Swin. >> Hum. >> Aquilo ali para mim foi a virada de chave pra galera falar: "É, realmente

▶ 01:05:12 isso aqui tá muito errado, cara. Porque assim, era uma campanha como a gente via antigamente, uma moça muito bonita, com com a roupa sendo e eh sabe, exibindo sua sensualidade da sua forma e sem querer levantar bandeira nenhuma. Isso incomodou uma galera, cara. Só que ao mesmo tempo você vê como foi o resultado da empresa depois disso. >> Uhum. >> Foi tipo, cara, bizarro de forte assim. É, é no tipo, mano, a gente não é tudo que a gente precisa levantar a bandeira,

▶ 01:05:42 não é tudo que a gente precisa ficar eh eh falando absurd gritando diversidade. A diversidade para mim, ela vem da normalidade, no sentido de que te eh colocar pessoas negras, colocar eh homossexuais, LGBT, o que quer que seja, elas têm que ser feitas de forma natural, no sentido de, cara, eu quero que você trabalhe aqui porque eu gosto de você como funcionário, vou te dar uma oportunidade, não sei que sei lá e por aí vai, sabe? Eu nunca precisei ficar levantando bandeira e e e cantando aos quatro ventos o que eu faço para para

▶ 01:06:13 ajudar pessoas aqui e e integrar essas pessoas, tá? Durante um bom tempo aqui no escritório, a única pessoa branca que tinha no escritório era eu. Eu nunca falei isso para ninguém, cara, entendeu? Então assim, tipo, e eram boas pessoas que trabalhavam aqui comigo e tudo mais. Eh, e nunca precisei ficar falando não, porque nós somos um o antro da diversidade. Não, cara. Pessoas estão aqui para fazer um trabalho. Elas vão ser respeitadas como qualquer outra pessoa, porque elas merecem respeito e

▶ 01:06:43 dão ter as mesmas oportunidades. E não preciso ficar dizendo como eu sou lindo, maravilhoso. Ai, nossa, eu sou incrível, cara. Vai trabalhar, entendeu? Aquela coisa, né? Vai lavar uma pilha de louça. Eh, seja homem, seja mulher, vai arrumar o que fazer. É, acabe como é clássico, né? Cabeça vazia, oficina do diabo. >> É, Renan, eu antes de começar a empreender assim na internet, eu tava trabalhando eh no mercado na área meio de exatas e eu acho que cara tava bem

▶ 01:07:13 atrasado, porque em 2020, eu me lembro que a empresa que eu trabalhava tinha lá eh era uma empresa americana, então tinha meio que esses grupos de afinidade, né? É bem comum empresa paulista já escritório de advocacia eu sei que tem. E no grupo de afinidade de tipo promoção de eh de interesse eh da comunidade negra, só tinha branco no grupo, sabe por quê? Porque a empresa meio que tinha acabado de criar. E era engraçado porque você via lá, batia a foto, todo mundo que faz parte do grupo de afindade negro, já é todo mundo pálido, o negó trabalhava muito e ficava

▶ 01:07:43 mais branco ainda. E aí eles começaram a implementar mais ou menos na época que eu saí. Então eu acho que, cara, talvez demore um pouco mesmo para pra galera desimplementar aqui no Brasil. Outra coisa que eu tava pensando sobre isso é é lá a pauta trans ela tá meio que saindo de moda, só que lá tem meio que menos amarras para ela sair da moda. O que eu fico imaginando é e aqui no Brasil a Unicamp, a UF e várias universidades ou então algumas empresas públicas que criaram a cota pra pessoa trans, sabe? Será que isso vai durar

▶ 01:08:14 mais tempo? Será que isso não vai tornar mais thick assim? esse eh, sabe, esse progressismo desmedido, porque é aquilo, a pessoa trans quando ela passou na universidade, independente se foi cota ou não, ou então numa empresa pública, ela vai ficar lá, se sair de moda o negócio tran, você não vai falar pro caramba, beleza, agora sai daí e tal, bom, isso não vai acontecer. E isso é uma coisa que me deixa um pouquinho eh preocupado, mas enfim, infelizmente são eh poucas vagas e o pessoal da esquerda realmente presta no Brasil presta bastante atenção no que acontece lá nos

▶ 01:08:44 Estados Unidos. Assim, eu acho que a moda passando lá de vez firme é uma questão de tempo até passar aqui também, sabe? Ah, >> você falou uma coisa que é bem é bem é bem desculpa, fala então. >> Não fala não, vai meto >> que eu ia comentar disso que que o pessoal falou uma vez tava tava num evento conversando com a galera e a galera tava comentando isso que é o é o é o patrimonialismo, né? Como no Brasil, tudo, essas ideias ruins, elas vêm, elas ficam, elas se amarram no estado, elas vão se solidificando. Você vai ter, sei lá, um uns transorios de um concurso

▶ 01:09:16 prestado há 30 anos atrás, ainda amarrados no serviço público, militando numa causa que eventualmente já passou na gringa. E aí só vai ficar de pé aqui porque é um fóssil, sabe? São fósseis ideológicos que vão ficar ali amarrados ou ou em legislação ou em julgados no judiciário ou amarrados dentro da máquina pública ou no material escolar de alguém. que é uma coisa muito eh clássica de, vamos dizer, de um tipo de cultura que é a nossa, que ela ela não se livra rápido do do erro, né? O erro vem, fica e ele meio que ocupa o espaço,

▶ 01:09:46 cria um um sistema de defesa, vamos dizer, dos seus interesses e ele vai durando, né? Que é igual, por exemplo, que tem em Brasília, que é um exemplo típico de Brasília, eh, em Brasília tem um sindicato dos ascensoristas lá na Câmara dos Deputados e ele é muito forte e eles não deixam nunca retirar os ascensoristas. E aí eles têm sala, eles têm um lobby e os sindicados ascensoristas é uma instituição, ninguém imagina como retirar um sindicato dos assensoristas na Câmara dos Deputados, porque eles sabem como deputado sobe, desce, eles criaram um meio de, né, se proteger, criaram relações afetivas com

▶ 01:10:17 os próprios deputados e ninguém tira. Então você tem um um sindicato dessa natureza ali. E é um exemplo bizarro, mas é um exemplo que você consegue com base nele ampliar para as outras coisas, né? o as afiliações que sei lá, um sei lá, um sindicato de vamos botar aí eh de ã auditores trans da receita. Já já vai ter, né? Ó, nós somos auditores trans da receita e nós estamos lutando pelo pelo fiscal trans, né, cara? Eles vão criar suas relações e e a coisa se amarra. Quando viu passa 30 anos, eles estão lá

▶ 01:10:48 ainda, né? Então, eh, isso é meio bizarro, porque isso isso é um problema claro nosso, assim, a gente não é velócio, né? americano é papum negócio. Ah, ok, passou, tchau. >> É, eu eu falo uma coisa, Renan, que a gente já chegou num nível de e isso não é nível Brasil só, tá? a esse nível, falo global, principalmente ocidente, né, de parasitismo no estado, que a gente precisa fazer uma reforma do estado moderno, eh simplesmente desconstruir várias coisas que foram

▶ 01:11:18 sedimentadas ao longo desde final da Segunda Guerra, principalmente. Hoje todos os governos gastam absurdamente mal dinheiro, absurdamente mal. Eles, todos eles imprimem dinheiro, todos eles estão gerando inflação e tentando mascarar de alguma forma com algum outro caminho eh na parte da macroeconomia. E você não vê reformas contundentes em nenhum desses países, nem nos Estados Unidos, tá? Eh, você tem o problema do déficit do de vários, por exemplo, vários Japão e Estados Unidos, principalmente, e eles não são resolvidos. A gente começou a criar um

▶ 01:11:49 lastro de crédito gigante que isso vai, a gente não sabe onde isso vai parar e quem vai se ferrar é o pobre. A gente sabe quem vai se ferrar. Quem vai se ferrar é o pobre, porque na hora que o que o que que o chicote estará lá, ele que vai tomar a primeira, né? Então, assim, e a gente tem problemas, acho que são mais agudos no Brasil, eh, com relação a isso de estrutura do funcionalismo público, a estrutura do Estado como um todo, a estrutura política e por aí vai. Só que, eh, a, se a gente, a gente como como sociedade, como humanidade, como todo, não começar

▶ 01:12:19 a resolver isso, a gente vai começar a se travar, vai começar a travar o desenvolvimento da da humanidade como um todo. Isso vai acontecer pelo declínio populacional, pela incapacidade da economia de crescer. por travar o o desenvolvimento tecnológico e por aí vai. A gente eh principalmente 2008 para cá, viram a vársia do caramba, né? Tudo tudo que aconteceu na na no nas grandes economias e do do Ocidente, principalmente, na minha opinião, foi um grande retrocesso em vários pontos. é

▶ 01:12:50 maior burocracia, é maior enrosco para fazer fazer mudança de lei. Não tem nenhuma reforma estruturante grande, nem na parte de previdência, nem na parte de impostos, nem na parte eh das da do do funcionalismo nesses países como um todo. A gente tá aí empurrando com a barriga, entendeu? Enquanto isso, no no na parte no Oriente, muitas das coisas acontecem, óbvio que são regimes muito diferentes na maioria das vezes, mas que estão andando, entendeu? Isso que é que é curioso de de enxergar hoje como tá sendo. >> Falou uma coisa bastante interessante

▶ 01:13:20 agora. Eu eu acho curioso como o Brasil é um país é um país sem pautas, é um país sem bandeira, é um país sem personalidade. O Brasil é um país sem personalidade. Eu acredito que todos vocês conheçam o seriado Seinfield. Eu assisti Senfeld tardiamente e é curioso como pautas que estavam em moda no século XX no Brasil estavam em Seinfield na década de 1980. E a gente sempre tá copiando pautas, a gente sempre tá importando pautas, seja da Europa, seja dos Estados Unidos. Eu

▶ 01:13:51 acho que a diferença é como bem o Renan falou, né, de de um deleito de 5 anos, essa essa diferença temporal ela vem diminuindo, mas mesmo assim o Brasil é um país sem pautas. O Brasil é um país sem bandeira. O Brasil é um país sem personalidade. E eu acho que é aí que é a importância que tem o o nosso movimento, o MBL, porque já é muito claro que a gente tá pautando o o o diálogo, a gente tá pautando o debate público. O Renan, ele gosta muito de falar, por exemplo, da questão do

▶ 01:14:23 combate à criminalidade. A gente tem aí deputado de outros partidos que nunca falam de criminalidade, que na verdade o cara é influencer, não é deputado. Agora começou até colocar projeto na questão de segurança pública, né? Mas entre outras áreas, por exemplo, o Ratinho Júnior, que ficou 7 anos comendo o IPVA enquanto governador, ele reduziu o IPVA do Paraná pro mais baixo do Brasil para ele ir para para presidente. Você acha que ele ouviu isso da onde? Você acha que ele tá pegando essas ideias da onde?

▶ 01:14:54 Então o o MBL ele tem essa essa função importante, não só de pautar a política, o o o diálogo, né, a política pública aqui no Brasil, mas de criar a personalidade brasileira, né, de você que mostrar o plano pro Brasil, porque nunca teve plano para esse país, para 10, para 20, para 30 anos, nunca teve. Então, olha o trabalho, quantos anos que tá se formando aí, tá se escrevendo o livro amarelo para você não ter um plano pro Brasil, um plano para onde a gente

▶ 01:15:26 quer chegar, onde esse país quer chegar. Então, o único grupo hoje que tem condição de criar uma coisa que a gente não tem, que é uma personalidade brasileira, a gente parar de ficar importando pauta estúpida dos Estados Unidos da Europa, o único grupo hoje é o MBL. a dificuldade que a gente precisa transportar. E é curioso como como isso e eu não sei como que a gente vai fazer isso em MTA, mas eu fui para um podcast esses dias e é normal isso acontecer. Fui de Uber na ida.

▶ 01:15:56 Foi >> não, não por normal de eu ir no podcast, mas eu fui de Uber e o cara me reconheceu na ida, o outro me reconheceu na volta e os dois os dois motoristas eram bolsonaristas, né? E aí o cara me reconheceu, começou a conversar comigo, ele falou que gosta do Bolsonaro. Falei assim, ó, eu não tenho assim nada assim contra o Bolsonaro. Só que uma uma pauta que é cara para mim, tá? Eu como de certa forma conservador, como eu sou, algumas instituições formam a sociedade, são importantes pra sociedade, independente da época que a gente tá. E

▶ 01:16:27 uma dessas instituições é a família. Saiu uma pesquisa, já faz um tempo do birou americano, que uma criança que cresce sem pai, ela tem 20 vezes mais chance. de entrar pro crime, de ser presa 20 vezes. A formação da família é importante. Aí eu peguei e falei para ele, pô, o Bolsonaro, até a Michele Bolsonaro falou que o Bolsonaro aprovou, sancionou 70 leis feministas, ela até exagera, são 30 e poucas. Aí eu falei para ele, falei assim: "Meu, não acredita em mim, tá?" Falei: "Não

▶ 01:16:57 acredita em mim. Chega em casa, bota lá no chat GPT quantas leis feministas o Bolsonaro aprovou, né? E quais são essas leis?" Expliquei a lei Mariana Ferrer, meu, cheguei lá no podcast, tava indo pro Redcast, esse cara tava revoltado com o Bolsonaro. Então eu acho curioso como os absurdos, eu falo, a esquerda que quer destruir qualquer instituição que tenha influência sobre o ser humano, que não seja o estado, ou seja, a família, a igreja, qualquer tipo de instituição, a esquerda quer destruir.

▶ 01:17:29 Ninguém destruiu a instituição família mais que o Bolsonaro. A esquerda não foi competente o suficiente para destruir a instituição família como Bolsonaro. Hoje é inviável você ser homem no Brasil. Os homens não querem se relacionar com mulheres. Você pega essa lei Mariana Ferrer aí, se você sair com uma garota de programa, paga ela e aí ela te acusa de estupro. Seu advogado vai chegar lá e vai falar: "Pera aí, mas tem um dinheiro aqui que saiu da conta dele, entrou na sua conta. Você não é garota de programa?" O advogado hoje não pode

▶ 01:18:00 perguntar isso porque ele tá constrangendo a vítima, tendo que quem falou que aquela mulher é vítima só porque ela denunciou, quem que sancionou essa lei? Aí fala: "Ah, mas o Bolsonaro não podia não sancionar". Ah, mas o curioso que o da o do decisões monocráticas do do dos ministros do STF, ele vetou aí essa, ele vetou quando ele quer, ele pode vetar. Chega uma lei de uma petista, uma petista me bota uma lei com o nome de uma mentirosa que fez

▶ 01:18:30 falso testemunho e você vai lá e sanciona: "É esse o presidente de direita?" É curioso como um a um eu consigo convencer muito facilmente as pessoas do péssimo presidente que o Bolsonaro foi. Eu não sei muito bem como a gente vai fazer isso em MTA, né? Mas um a um a gente vai convencendo. É uma coisa interessante que quer comentar que puxando o que o Léo falou é que eh as pessoas acham isso, isso isso desde da parte do governo, as pessoas e

▶ 01:19:00 os empresários muitas vezes também de que você pega dinheiro e esse dinheiro se transforma em outra coisa automaticamente, certo? Existe uma coisa no meio chamado trabalho, plano e por aí vai. Então assim, precisamos resolver o problema da educação. Cara, se a gente dobrar a verba da educação no Brasil, a gente vai dobrar a nota? >> Não, não, >> não vai. >> Se a gente dobrar a verba da saúde, as pessoas vão vão morrer metade das pessoas? Não, não vai. Então, essa é uma proposição idiota que a gente precisa sempre combater o sentido de você pode

▶ 01:19:31 ter um orçamento pífio, patético, mas um bom plano resolve muito mais problema do que mais dinheiro para quando você tiver mais dinheiro, você fazer 10 vezes mais coisa e não o dobro, entendeu? Então, coisas eh que eh é é bizarro como a gente ainda eh bate cabeça. Eh, cara, a gente tem docum, a gente falou que é centralizado, por exemplo, tudo no CPF, né? E aí você vai lá e monta um documento que tem todos os números dos outros documentos que você tem. Tipo, cara, isso não é centralizar, você só tá

▶ 01:20:01 escrevendo no mesmo papel e você não tá resolvendo o problema da burocracia, que é você ter que fazer a quantidade de coisa que você tem que informar para dar entrada num hospital, certo? A gente não tem um sistema integrado entre o SUS e os hospitais particulares para fazer a parte toda de ah como chama? de de prontuário integrado. Você tem o SUS que tem um pedaço e cada hospital tem o seu. Não existe uma base integrada disso. Isso é uma grana absurda que é jogada fora,

▶ 01:20:31 >> fazendo que você e o tempo que toda vez que você entra pisa no hospital, cara, ou o dinheiro tá contando, tá ligado? É dinheiro sendo jogado fora. Muitas vezes enquanto você não tá sendo tratado e cuidado, é dinheiro sendo jogado fora, entendeu? E aí isso significa o quê? Pessoas que estão morrendo na fila do susto. É, é, é. A tradução é bem simples, então não é só pegar dinheiro que sai automaticamente do outro lado. Tem que botar a cabeça para pensar e isso dá trabalho e nego não quer ter trabalho. >> Desculpa de fazer um corte. Eu até não sei se o se o Renan chegou a ver. Eu escrevi um plano sobre a saúde, até

▶ 01:21:03 mandei pro professor Ricardo Almeida. Eu gostaria muito que o Renan tivesse um tempo lista que é eu não sou da área de saúde, mas eu acho curioso como coisas que a gente faz, por exemplo, na indústria automobilística, o o o plano que eu escrevi paraa saúde nacional é só sobre banco de dados e inteligência artificial, só isso. Você resolve 1 milhão de problemas. Eu acho curioso como a gente já faz isso para toda a indústria automobilística dos das dos 30 dos mais de 30.000 1000 componentes que a gente tem no meu carro, por exemplo,

▶ 01:21:33 eu consigo rastrear um por um desde a origem da matéria-pra e a gente não tem rastreamento praticamente nenhum de ser humano nesse país. Então eu escrevi um se o se o Renan tivesse um tempo, até gostaria que ele dse um vou ler. Eu eu trabalhei na automotiva. Eu sei que assim, você tem que catalogar tudo, você tem que saber a chapa que foi feita no teu forne, é tudo, tudo >> tudo. E a gente não tem informação nenhuma aqui sobre ser humano. Então o o sistema que eu fiz é até para ah foi na

▶ 01:22:03 na no hospital não sei aonde eh o cara apareceu com uma doença lá, uma doença que não tinha no Brasil, aí aparece no outro hospital, aí aparece no outro hospital, mas aí o sistema vai olhar, pera aí, apesar de terem hospitais diferentes, esses caras moram no mesmo bairro, entendeu? >> Quer um exemplo disso? Eh, tão falando que o sistema de saúde inglês tá querendo usar isso. Com inteligência artificial e agente de saúde, você começa a criar uma base de dados comum, eh, e um prontuário geral. Esse prontuário unificado, aqui acontece, a inteligente já começa a pegar os

▶ 01:22:34 padrões. Ah, o cara tá, ele já foi, ele deu entrada três vezes com problemas de feridas na perna. Ah, tá, ele tem diabetes, tá? Ele tem diabete. Então, ó, tem tantas chances desse cara tem diabetes. Manda a gente de saúde visitar esse cara que tá com diabetes para já botar um tratamento antes que aconteça. Tem que ter muito mais barato. Preventivo é ridicamente mais barato. >> Muito. >> E o a inteligência artificial vai poder fazer isso. Só que você precisa tem que ter o prontuário eletrônico de tudo. E dá para unificar, porque olha, olha só, que que é a é um é um tema que a gente até quando a gente estava nos Estados Unidos, eu fui com uma galera lá para falar disso.

▶ 01:23:05 >> Eh, o sistema centralizado do Brasil sempre foi uma fraqueza. a gente fala: "Pô, é ruim a centralização, burocratiza". Com a chegada da inteligência artificial e da tecnologia, pode ser que seja uma força, porque a gente vai ter meios de juntar todos os experimentos trum. >> E aí você começa a ter, vamos dizer, a inteligência artificial que não é 10 milhões de funcionários, sabe? É um um sistema que opera e vai pegando padrões. Aí você chega: "Prontuário do fulano de tal, ele deu entrada tantas vezes e tais coisas. Quanto mais eh inputs o cara colocar dentro do prontuário dele, mais

▶ 01:23:35 padrões eles vão conseguir pegar para poder ter uma ação, vamos dizer, profilática para evitar que o cara, né, tenha doença, que aí vem o custo todo operacional, é cirurgia, é tratamentos mais caros. Isso vai ser uma revolução e o Brasil, por incrível que pareça, consegue fazer um troço desse. >> Imagina assim, tem coisas que hoje assim, quando eu era pequeno, né, eu até o o Léo que é mais deixo que o Léo é mais velho que eu eh não tinha essa informatização, beleza? Mas era um problema da da sociedade que a gente simplesmente não tinha. Hoje a gente

▶ 01:24:06 hoje você consegue no meu filho, tem dois anos, cara. Se o prontuário dele fosse unificado para valer, qualquer médico que você vai, qualquer hospital que você vai clínica, você teria como ter tudo que ele teve ao longo da vida dele inteira. E tipo, olha, com dois anos ele teve uma gripe lá que ele passou no hospital e ele teve, aí você pega lá o prontuário do cara, você vê que, por exemplo, do meu filho lá, ele teve eh 10 episódios de gripe durante 5 anos. Isso às vezes com 18 anos explica porque ele tem problema de bronquite, tá

▶ 01:24:37 ligado? Isso ajuda ele, talvez ajude, mas ajuda mais um monte de gente para você prever um monte de coisa que acontece. Esses dados eles estão aí, entendeu? Você só não está trabalhando com eles. O que é, você pode reprocessar isso tudo a qualquer momento. Ainda tem isso a questão, né? Se o dado tá lá, você pode reprocessar a qualquer momento. Você pode fazer prévia de diagnóstico. Por isso é um negócio que que médico vai matar, mas prévia de diagnóstico baseado no no nos sintomas que ele tem, não é para você eh tirar o papel do médico, papel papel do médico

▶ 01:25:07 nunca vai sumir, mas é você dar produtividade para ele, para ajudar as pessoas, atender melhor as pessoas, entendeu? Então assim, você tem um monte de coisa de tecnologia que pode auxiliar e e aquela questão de assim, nesse caso de unificar precisa de uma uma pauta política. Infelizmente vai ter que tem que passar pela pauta política, tem segurança deidad dado, tem uma série de coisas que são muito importantes nesse ponto. Mas o mais importante é salvar a vida das pessoas, é o cara não morrer de tuberculose, tá ligado? Em 2025 o cara não morrer de cólera e de caganeira, tá

▶ 01:25:37 ligado? É porque o cara mora num esgoto que não tem saneamento, entendeu? Então, essa coisa da preventiva é é assim fundamental. O cara, como falei, o cara pisou, botou o dedo dentro do hospital, cara, é uma fortuna que vai. E você tá tirando trabalho, enfermeiro, técnico de enfermagem, secretário, eh, pessoal de limpeza, todo mundo vai operar para fazer. É muita gente trabalhando. >> Isso é uma coisa que eu falo em comparação do sistema dos Estados Unidos, muita gente fala: "Ah, não, porque lá você qualquer coisa você paga

▶ 01:26:07 por aí vai". Primeiro que você não pode entrar num hospital qualquer coisa, menos se for uma emergência, tomar um tiro, você tem que ir numa clínica, tem o caminho certo para você fazer. Justamente para quê? Porque se você entra no hospital, você está tirando a vaga de uma pessoa que precisa estar num hospital e você pode ser que não precise. E outra coisa, cara, você lá você pode sair devendo os tubo, mas os caras vão te tratar num hospital de primeira, entendeu? Não, não se fala sempre que saúde não tem preço. Eu prefiro ficar devendo do que morrer, cara. Entendeu? Tipo, eu prefiro ficar vendo assim, é, é ruim, lógico que é

▶ 01:26:37 ruim, lógico que é ruim, mas você não vai, não vão te negar atendimento, entendeu? Você não vai ficar numa fila interminável para fazer tratamento de câncer, que nem acontece para caramba hoje. >> Eu não sei, desculpa me intrometer mais uma vez, eu não sei se o Artur chegou a contar para vocês. A gente foi lá pro Rio de Janeiro, o Artur, ah, foi o dia que a gente foi pro congresso do Rio de Janeiro, né? E eu gravei podcasts lá, gravei alguns podcasts lá no Rio. O Artur tava até comigo lá em alguns, eu não sei se ele chegou a comentar, a

▶ 01:27:07 polícia do Rio de Janeiro, ele tá com uma inteligência artificial que eles chamam de Mike, se eu não me engano. Então, para você não ter os problemas jurídicos que o policial prende e a justiça solta, pá, porque tinha que colocar primeiro algema na mão direita e depois na esquerda. Você colocou primeiro na esquerda, depois da direita. Eles estão com uma inteligência artificial que o policial pega lá para uma mulher, uma mulher trança, e o policial fala: "Mike, tô abordando uma mulher trança, car, como que eu faço a abordagem?" E ele responde e e ele explica. A gente deveria ter isso,

▶ 01:27:37 inclusive até pra saúde. Ó, meu filho tá com tal coisa, tal, não sei o quê, não sei o quê, onde eu tenho que levar ele, tá? Então ele vai te mandar pro hospital adequado, hospital público adequado, e se tiver mais do que um hospital, ele vai te mandar porque tá mais vazio, entendeu? Então, toda essa tecnologia aí o pessoal fala, eu falei sobre isso aí, ah, mas a questão de computadores, a quantidade de dados que vai armazenar, a Receita Federal tem muito mais que isso. E eu não quero que a Receita Federal tenha meus dados. Agora, o pessoal da saúde, eu quero. Então, isso aí já

▶ 01:28:07 existe, a gente já tem isso. É só agora aplicar de forma a servir o cidadão e não a usurpar o cidadão, como o Estado brasileiro sempre fez. É o problema da saúde, cara. A gente não investe pouco em saúde, a gente tem bastante dinheiro para saúde, só que ele é muito mal aplicado, entende? Assim, você vê eu passa quando passa no jornal aquela, né, o as UBSs, né, essas hospitais públicos e por aí vai, cara. Se é assim, o chão todo detonado, o cara

▶ 01:28:39 não tem não tem oxigênio, não tem luva, não tem seringa e por aí vai, cara. E assim, tipo, pera aí, dinheiro, existe o dinheiro, certo? O que está acontecendo com esse dinheiro que eles não não está chegando? Porque não o que o Léo falou, cara, tu pega um componente safado do carro lá, tu tem toda a o caminho dele lá de existência e a gente não consegue explicar porque que não chegou lá em Chique chique a a seringa que que o o médico enfermeiro precisa para aplicar o negócio para salvar a vida de alguém. É que é bizarro porque o o dinheiro ele

▶ 01:29:09 vai quase todo pro costeiro. No Brasil tem essa coisa da do regime de contratação e aí você contrata uma pessoa, se não deu certo aquela locação ali, eh, vai ter que ficar para sempre e que se dane e pronto. Então você vai, né, a gente, os governos falam, estão investindo tanto, cara, não tá investindo, ele tá aumentando o custeio em uma determinada área, mas não sobra verba para investir. Aí não tem a verba para investir. Aí aquela coisa, você tem uma folha gigantesca, mas você não tem a infra. Eh, e isto isto é a área, a parte mais

▶ 01:29:39 desesperadora do do modelo brasileiro, que é um modelo que no fundo é oriundo da Constituição de 88. Ela garantiu tanta coisa, ela universalizou tanta coisa, que ao fazer isso, ela aumentou o o gasto com o custeio de tal maneira que você não sobrou mais dinheiro nenhum para investir. Isso tem a ver inclusive com a favelização. Não sobra dinheiro para você investir em infra de toda a natureza, de estrada a ponte até moradia. E aí você pega de 88 para cá, como as favelas foram construídas antes, a galera chegou especializando 70, 80, 90. Mas não. Então assim, quem pegar chegou, sentou, montou uma favela e nada

▶ 01:30:10 aconteceu. Então a gente tá numa numa situação assim, ausência total e completa de dinheiro para investir. O governo não tem nenhum dinheiro se não existe mais. E não passando uma reforma que precisa ser feita das contas públicas, não vai ter dinheiro nem pro custeio. A gente vai chegar num num caso que é o que é previsto para 27 >> de você precisar pegar dinheiro emprestado para pegar para pagar a despesa obrigatória. Eu vi um negócio outro dia que eu achei maravilhoso, cara, que foi eh como fosse uma reunião dos detrãs assim do país falando que

▶ 01:30:41 eles precisavam voltar a instalar as placas dos na placa Mercosul de volta nos Detran como forma de aumentar a arrecadação dos Detrans para custar. >> Cara, o Detran não tem função de arrecadar dinheiro, entende? Essa não é a função do Detran. Detran fornece um serviço paraa população. E essa história de que órgãos têm que arrecadar dinheiro ou assim como o judiciário, foi falado recentemente até que o judiciário eh paga metade das suas contas como se

▶ 01:31:12 fosse algo assim incrível, tipo, não, cara, era para você não dar custo, você sair no zero a zero, né, e não dar custo pro estado. Sim, >> né? E assim, o que acontece não é você ouve os caras falando que vamos ferrar a vida da população para você botar sua placa aqui no no Detran, que era uma máfia do caramba, né? Eh, para você eh muitas vezes tem pessoas que tinam que pagar para ir pra frente pr as coisas, né? O famoso cafezinho para as coisas acontecerem, assim como a história das

▶ 01:31:42 autoescolas que tem uma é um de corrupção, né? Porque isso aqui é bom, é muito bom você ferrar a vida dos outros para ajudar dois, três vagabundo. É, é, é inacreditável. E se fala com uma normalidade, cara, como se fosse algo assim, pera aí, cara. Isso é uma pauta muito importante pro país, botar o Detampad arrecadar dinheiro de placa, entendeu? Tipo, eu não sei se vocês viram a notícia que saiu hoje, >> que o Brasil tá gastando, hoje, ontem, 400 bilhões ano com assistencialismo.

▶ 01:32:15 Se um país tem um quarto da sua população vivendo sobre assistencialismo ou dependente de assistencialismo, já tem que renovar todo esse país. Esse país tem que acabar. Você precisa mudar todo esse país. Você tem que ter impitman do presidente na hora, dos governadores na hora, tá tudo errado. Mas se a gente tivesse 1 qu4to da população receberam 400 bilhões por ano, 1/4 da população, se a gente agrupar essa população recebendo assistencialismo em famílias de quatro pessoas, cada família tá recebendo R$

▶ 01:32:45 40.000 anuais. Anual é R 3.000, quase R$ 3.400 por mês que cada um, meu não pode estar ninguém passando fome nesse país, né? Então, o que me assusta nesse país é como o dinheiro ele vai desaparecendo no caminho. Então, a gente é muito dinheiro que sai do contribuinte e não chega quase nada do destino. Então, é isso que me dá desespero, né, que é o que precisa ser combatido a corrupção nesse país. Agora, mudando

▶ 01:33:15 completamente de assunto, falando vocês falaram de pautas importantes, eu tenho uma pauta que é acho que é das prioritárias desse país. Quero fazer uma pergunta nessa nessa rara oportunidade que eu tô aqui na live com o Renan. Quero fazer uma pergunta pro Renan presidente, se você me permite fazer uma pergunta, hein, Renan? Pode ser. Lógico. >> Vamos lá. Renan, você presidente do Brasil em 2026, falta de injustiças que precisam ser tanadas. Eu quero saber se você vai fazer um pedido paraa FIFA

▶ 01:33:45 reconhecer o Mundial do Palmeiras. Isso é uma pauta importante, tá? Alguém precisa fazer um pedido para se reconhecer o campeonato mundial do Palmeiras. Ah, isso é, isso seria crime de responsabilidade, né, cara? >> Presidente não faz milagre, né, cara? >> Eu eu tenho uma indagação aqui que eu acho >> eu acho que assim, a gente deveria concordar aqui que o Kim ano que vem deveria deixar o seu nome eleitoral como

▶ 01:34:16 deputado Kim Fon. >> Ah, >> ia ser maravilhoso, cara. deputado Kim Fonão, cara. >> É assim, ele negou o Fonão, cara, por muito tempo, Palota. E e cara, é fonão. E assim, qualquer evento que ele vai, ficou chamando ele de fonão. É maravilhoso, porque o Kin é cheio de ficar zoando todo, ele é o zoeiro. Ah, eu sou japonês zoeiro, né? É o famoso japa do pesqueiro. Aí ele, o japa do pesquí meter o fonão nele, ele hum não gosta. Enfim, né? Ele ele que se

▶ 01:34:47 vire com isso. Mas eu também acho. Agora eu acho que o King ano que vem vai ter provavelmente a melhor eleição dele. Acho que assim, o King tá gigante, cara. O este mandato dele tá tá meio meio bizarro. Ã, querem rodar algum outro assunto? O Antum e o pessoal não param de falar. Não sei se >> é deixa os meninos falar que a gente já falou demais. >> Não, não, cara. Mas a conversa tava boa. A a questão da do Brasil é um país sem verba discricionária, mais, né? é tudo estratificado em orçamento e custo fixo.

▶ 01:35:18 Então, talvez o único lugar que você consegue administrar a verba ainda é na Câmara, provavelmente sem sacar não sobrou nenhuma nenhum órgão público. Eh, o que o que é extremamente preocupante. E aí isso volta numa conversa lá no início que a gente tá falando que o Brasil é o país da justamente da da consolidação, é o país do direito garantido, da do entrincheramento dos interesses. E aí, cara, daqui a pouco a gente não consegue ab, a gente não consegue brigar com Detran, não consegue brigar com um cara que é concursado em lugar nenhum. A gente daquele da também a gente vai conseguir brigar com cara

▶ 01:35:49 que é de repente transessou uma vaga por qualquer cota. É um país muito da conformidade, cara. Eu penso que a tecnologia eh vai ter um papel assim divisor de águas total. Vai ser umaada que vai cortar a burocracia brasileira no meio, porque não poderia ser de outra forma. Só I, cara, a quantidade de melhorias que dá, dá para passar o dia inteiro pensando aqui no volume de melhorias que poderão ser agregadas com IA, sabe? Então, vocês podem até falar melhor do que eu, né? Meu Reen falou, tô meio meio refém aqui eh do da galera de exato, mas muito bom

▶ 01:36:20 papo. >> É o que eu falei, é isso vai de encontro o que eu disse da história da reforma do Estado moderno. Cara, a gente criou uma estrutura tão burocrática que eu não vejo nem não nem só a a como chama a corrupção como um problema endêmico. É a própria trava que foi criada que nem se sabe o que fazer, entende? É, é aquela coisa do, do, do, do meme do Cebolinha lá, do Cascão, sabe? Tá acontecendo, que tá acontecendo, não sei, eu não sei. Então é isso, tá ligado? A gente criou

▶ 01:36:51 um Isso eu falo, como falo, eu falo ocidente, cara. Se a gente olhar outros países que são e na Europa, países da Europa, se olhar os Estados Unidos, o Canadá e por aí vai, e são coisas muito parecidas que tem nesse ponto. Óbvio que cada país tem a sua peculiaridade, mas é a incapacidade do líder do país de fazer qualquer coisa, de fazer qualquer coisa. Não tá falando de cara, vou virar a mesa. Não é isso que a gente tá falando. O único caso que a gente tem hoje que é é assim fora do parâmetro é o MEI na Argentina. Pode concordar, pode discordar, mas o cara que realmente

▶ 01:37:22 conseguiu fazer algumas coisas lá que não se esperava que ele fosse conseguir fazer, que é basicamente, cara, rasgar o papel e falar, vamos começar de novo em uma série de coisas. E assim, isso tá emperrando o desenvolvimento do Brasil, tá emperrando o desenvolvimento dos países desenvolvidos também, porque chegou num num ponto onde todo mundo quer tudo, todo mundo quer o almoço grátis, >> é, >> entendeu? Todo mundo quer o quer o seu almoço, é o seu almoço de caveiar com com filé minhon, né? E não tem, cara,

▶ 01:37:52 não tem, não tem para todo mundo, assim, e a gente vai ter que voltar à base de falar pras pessoas, você quer? Beleza? Então você vai trabalhar, você vai ter um emprego, você vai trabalhar, a gente vai te dar estudo, vai te dar condição para você crescer, mas a gente sem trabalhar você não vai conseguir. Sem ralar não vai, porque infelizmente o ser humano não chegou até onde chegou sentado com a bunda na que tipo panda, tá ligado? O bicho mais inútil da natureza tá lá comendo bambu, não serve nem para transar direito, sabe? Não

▶ 01:38:22 consegue se reproduzir, cai sozinho, tá ligado? Aquela coisa no ser humano não foi assim. ser humano teve que bater cabeça. Fizemos um monte de merda. Fizemos um monte de merda ao longo da história. Óbvio que fizemos um mon de merda, mas o progresso ele aconteceu. Agora chega no momento que a gente tem o maior desenvolvimento tecnológico da história, exponencial para caramba. A gente não consegue nem lidar com o regulatório dessas coisas. É, pô, vamos resolver como vamos enfiar imposto. >> Uhum. >> Tá ligado? Vamos taxar as bigtexs, vamos taxar não sei o que lá, vamos taxar grande fortuna, vamos taxar não sei fin

▶ 01:38:53 das contas, tá enfiando no rabo do pobre. Aqui no Brasil isso tá maravilhoso, né? Agora, isso tá acontecendo em outros países também. No fim das contas, a a o que virou a economia, a macroeconomia, é o governo torra dinheiro, se endivida, aí tem que mexer nos juros e aí o governo não tem mais dinheiro, enfim, imposto. É, esse é o ciclo da macroeconomia hoje no ocidente. É isso que acontece. No fim das contas, você não vê o o a a a história da do do da dos macacos dentro da sala com a banana. Falando, as pessoas estão fazendo as

▶ 01:39:23 coisas, elas nem sabem porquê. E ninguém quer quebrar esse ciclo, porque todo mundo tem medo de perder. Só que no fim das contas tá perdendo é todo mundo. Todo mundo tá perdendo. A gente poderia estar com mundo crescendo a 8% ao ano gerando riqueza. Não, a gente tá gerando crédito, só gerando lastro. E não tá gerando riqueza na prática. Poucos países estão gerando riqueza para valer. O Brasil não é um país que tá gerando riqueza. Acho que vamos deixar bem claro aqui, >> né? Senão a gente não tava com nego passando fome, óleo custando R$ 8 e azeite custando 30

▶ 01:39:55 con, entendeu? Tipo, aquela década que aquelas décadas que teve dos Estados Unidos, os anos 60, 70 ali, que teve aquele crescimento onde eles, tipo, você via a riqueza acontecendo, alguma coisa de certo foi feito ali e aquilo pode ser exportado pro mundo todo. Tem espaço para crescer riqueza no mundo durante muito, muito tempo e melhorar, principalmente a vida de quem é mais pobre. Porque cara, é questão bota a bunda na cadeira e trabalhar. >> Pessoal, estamos com o Kuso aqui. Bem-vindo, Kuzo.

▶ 01:40:26 >> Tudo bem? Como é que vocês estão? >> Maravilhoso, maravilhoso. Bem-vindo aí, cara. Estou, eu estou aqui mais ao vivo que o Léo hoje. Estou aqui em sequência de lives aqui e trocando ideia. Muito legal. E só avisando de passar porque galera, Valet Plus, tô avisando quem baixar o aplicativo hoje vai concorrer a um sorteio que nós estaremos ao final de 28 ingressos pro nosso festival gratuitos. Então vamos lá, se inscreva, é só se inscrever. Do >> ô que maravilha, hein? >> É, não estamos com desde que eu dei uma

▶ 01:40:56 bronca nos doadores, falei: "Pô, tem que doar, tem que doar, não adiantó admiro você, admiro você". Se você é rico e admiro a gente, doa, doa, cara. Uma maneira legítima e sincera e bonita de ajudar. Nos Estados Unidos é assim, cara. Qualquer coisa os caras fala já, não vou doar, vou doar. Aqui parece, né? Tem uma cultura de medo. Não. E assim, o cara doou, muito obrigado. E vai se revertir ingressos. E então entrem no app. Inclusive muita gente entrou hoje. Tô bem ou assim, tô bem, tô bem animado.

▶ 01:41:27 Ô, >> ô, Renan, >> manda. Desculpa intrometer de novo. Se você permite um comentário, isso que você falou, eu tava vendo essa tua, pessoal tentando te cancelar por essa questão aí, né? Isso eu acho uma coisa curioso, a capacidade que o Renan tem de ter cancelado por pudim. E eu falo umas coisas que desloco a janela de overton lá pro quinto dos infernos e não sou cancelado, né? Isso. Acho que eu eu falei a mesma coisa outro dia, outro eu tava com a Paula Camacho, eu falei: "Porra, tudo é difícil pra

▶ 01:41:58 gente que é de direita. Tudo é difícil. Esses filh das [ __ ] da esquerda tem uma que eu não vou falar o que que é uma lazarenta aí que ela tem uma [ __ ] de um podcast, você vai ver os podcasts dela lá. Tem quatro visualizações, cinco visualizações, juro para você, tá? O podcast é gravado num teatro cheio de frigo com frico tal. Tem uma galera de esquerda que alugou o o estúdio de um amigo meu agora, via lei Juanê, uma galera de esquerda. Eu falei, a gente aqui defendendo, falei assim, quem que foi o cara que lutou sozinho

▶ 01:42:29 praticamente para colocar mais defensivos agrícolas aqui, por exemplo, nesse país foi o Kim Cataguiri. Aí a gente faz um [ __ ] trabalho, eu não tenho um filha da mãe do agro que investe na gente, que bota um dinheiro aqui no nosso podcast, né? que, pô, vocês não querem, vocês querem perder a propriedade pro MTST, vocês não, vocês não querem evoluir, não querem crescer, vocês não querem exportar mais, investe em quem tá do lado de vocês. Eu falei isso de forma agressiva, não deu nada. O Renan fala a mesma coisa, fala

▶ 01:42:59 10 segundos, pronto, cai o mundo, cai o fala: "Meu, você precisa investir em quem quer fazer mudança de verdade, em quem quem tá do teu lado. O outro lado tá cheio de investimento, a gente não tem. Mas posso falar uma coisa? É um problema para todo mundo que tá aqui nessa live, né? Todo mundo tem iniciativas muito boas e já me peguei conversando com pessoas bem posicionadas, gente com grana, pô, admiro demais, mas para ali na admiração. E e é muito complicado, cara. E assim, e essa é uma coisa muito

▶ 01:43:29 complicada. E o você fez uma comparação com a esquerda, né? Eh, naturalmente a boa parte da generosidade dele está amarrado em benefícios que eles obtêm junto a ao aparato estatal. A gente viu agora no lá com o Elon Musk e o governo do Trump mostrando isso. Boa parte do dinheiro que vai para essas mesmas fundações que a gente fala: "Pô, veio o dinheiro do da Open Society pra esquerda no Brasil". Sim, mas isso aí veio de grana que eles estavam pegando lá também. Então você tem um, né, um um canal de transferência de grana, mas eh é um fato dado assim que a

▶ 01:43:59 esquerda opera com muito mais dinheiro e a e esses agentes, não importa de onde veio o dinheiro ou como veio, eles tacam nas iniciativas. E do nosso campo, é assim, é muito muito difícil. É muito difícil você pegar um cara que produz conteúdo e esse cara produtor de conteúdo consiga se bancar de maneira autônoma. Como o todo mundo tá aqui se banca de maneira autônoma. Isso é uma raridade. É igual a gente pegar, por exemplo, o pegar os jogadores de futebol que estão na Série A do Brasileirão e estão lá eles com a realidade dos jogadores de

▶ 01:44:30 futebol que tão jogando futebol no Brasil. A maior parte assim mal ganha um salário mínimo e a maior parte dos produtores de conteúdo bons tão largados a míngua. E enquanto a gente vê a outra coisa acontecendo, você deu um exemplo, né, da da sala de teatro que é alugada, a gente pega vários filmes que são feitos com leis de incentivo e e olha só que assim, eu acho que dá para fazer coisa boa com leite incentivo, mas o cara não tem nenhum estímulo em botar o filme e fazer ele ser vendido no mercado. Aí o cara faz um filme aquele transe, não sei se chegaram alguém, é assim, o Anton reagiu, você deve ter reagio. Não é possível. O filme é uma

▶ 01:45:01 obra prima da babaquice de esquerda. é um dos maiores e aquilo lá, obviamente, assim, a gente foi uma brincadeira que queria marcar um happening num cinema para encontrar todo mundo para ver o transe, né? Eh, e a gente foi olhar, a gente abriu as salas e tal. Realmente ninguém comprou ingresso para ver o filme. O filme é um filme, ele é um acontecimento. >> Mas aí é fácil fazer sem risco, né? Porque aí você faz, não tem risco nenhum. >> Zero, >> né? A a lei de incentivo à cultura não é pra Cláudia Raia fazer o espetáculo dela porque ela acha que ela merece. É para

▶ 01:45:32 para o cara que tá lá na periferia que quer fazer uma peça de teatro pra comunidade dele ter lá R$ 10, R$ 15.000 para poder bancar a operação ali, pagar o negócio. >> Ou o artista ou ou também o artista que faz e eh eh coisas, como é que é? Novidades, né? E experimentais, tal. Esse cara também na ponta da linha, né, né? é o cara que realmente o cara que realmente precisa de um financiamento público porque ele ainda não consegue eh eh votar um teatro porque ele é famoso, esse cara que precisa da lei ruanê.

▶ 01:46:03 Agora eu acho uma estrescência esse negócio de pegar lei ranida, faz fazer um um trabalho com com artista que consegue facilmente encher. >> Então, mas aí consegue, a pergunta é, consegue encher porque tem é assim, se porque quando tem a a uma pessoa grande, uma Cláudia Raia da vida, faz um negócio desse, ela consegue um monte de mídia em cima, ela consegue um monte de patrocinador em cima. >> Sim, >> mas aí ela não tem risco nenhum. Agora vai você. Mas você viu o pessoal do do standupão fazendo pessoal de

▶ 01:46:33 standup, por exemplo, tá fechando, tá fechando o teatro com galera. >> É o risco, cara. É um [ __ ] risco. E não tem dinheiro público na parada. Estão fazendo tipo, estão fazendo a parada, tem o risco de você não encher e tomar no rabo. Aí é muito fácil. Você vai lá, pega uma grana, porque o projeto é formatado para tirar o dinheiro. É um é um é um mercado isso. Você sabe muito bem disso. É um mercado. Você contrata uma empresa que vai lá e formata o teu projeto para fazer para caber nisso. Aí você já vai numa galera que que já faz esse tipo de coisa, que já é uma galera

▶ 01:47:03 amiga, e você levanta uma grana. Só que assim, quando você tem um, você é o cara da periferia lá que tem quatro, cinco alunos tocando um violão lá para fazer um um saralzinho, uma graça lá pr pra comunidade, cara. [ __ ] você. Agora quando você é uma pessoa grande, um artista grande, aí você consegue captar a baita de uma grana, só que você não precisa, >> que é uma coisa. Mas fal tem duas coisas. Tem só, só falar uma coisa. Tem duas coisas, porque eu eu passei por isso que eu fiz o documentário sobre Israel. Tem duas coisas. Uma, eh, eu fiz o documentário sobre Israel, não é passando pano para Israel, nada. Eu

▶ 01:47:33 queria mostrar como é que as pessoas vivem lá no meio da guerra, né? E foi difícil conseguir patrocinador. Eu consegui alguns patrocinadores, mas eh assim, a maioria das pessoas não querem não querem pôr seu nome. Eh, só para você ver, eu tive dificuldade, eu tive que dirigir o documentário porque eu não conseguia achar um diretor eh profissional, porque a maioria falava: "Ó, eu não quero porque eu trabalho com publicidade, eu trabalho com vai queimar meu filme". Falei: "Pô, mas fazer um um documentário sobre como é que as pessoas de Israel vai queimar teu filme." Então,

▶ 01:48:04 o pessoal tá todo meio eh engessado com essa questão ideológica. Ah, isso aí pode me trazer um dano paraa minha carreira, então não vou fazer. E muita gente que não tem problema nenhum com Israel, não tem problema nenhum até e eh talvez seja até mais radical do que eu e defenda as coisas do do doar, as maluquías do Taniar e tudo, mas quer ficar escondido. Outra coisa que eu acho que é mais eh na linha que você tá falando é a questão de de o a lei Ran, ela ela ela dá uma ah ela vicia o

▶ 01:48:36 mercado, né? Porque ninguém vai querer investir no filme como apenas marketing, né? Você vai chegar num público, mas sim por conta de descontar no imposto de renda lá. Eh, entendeu? Então, se você não tiver uma carta assim, eu eu ouvi muito isso, pô, mas você não tem lei ranê, você não tem nenhuma lei de sentivo porque isso facilita as coisas. Por quê? Não vai ser um investimento, você vai deixar de pagar pro governo para fazer uma propaganda. Então, >> e é um um uma vantagem pro empresário, lógico que é. Só que isso também vicia, porque ele não vai querer dar eh eh fora

▶ 01:49:08 da lei rané, né? Eh, dificilmente ele vai querer patrocinar um filme por conta do seu público e tudo mais. Eu acho que vira uma bola de n, uma um círculo vicioso, na verdade. Isso e é muito ruim assim, eu senti na pele tentando fazer um documentário que que a gente conseguiu levantar, o comentário tá feito, a gente já exibiu, tal, em vários lugares aí, mas é muito difícil trabalhar autônomo, sabe? fora desse desse desse laser lei ruanê e a gente acaba sendo empurrado para lá, fala: "Pô, o próximo que eu vou fazer, eu vou tentar fazer pela lei ruanê também, tá

▶ 01:49:39 todo mundo fazendo, é o a forma como eu tenho que fazer, né? Eh, senão não consigo tirar do papel. Então, acaba te empurrando também, né, para para o próprio mercado já tá meio formatado nisso, né, >> mas e >> mas assim, é possível fazer por fora. Eu fiz, né, eu fiz no documentário e deu tudo certo. Foi mais difícil do que provavelmente seria se eu tivesse uma verba pública à disposição, né? Mas esse é um problema também eh eh daí da dita

▶ 01:50:09 direita, né? É, a gente tá tão com filme queimado aí por conta dos últimos acontecimentos que todo mundo já sabe quais são. Eh, que fica difícil também, né? Eh, conseguir convencer as pessoas de de primeiro a gente tem que mostrar que a gente não é louco como bolsonarista, esses maluco eh lunático que tá por aí, né? Eh, isso já já começa tendo que fazer um disclaimer, né? Olha, eu não sou esse pessoal aí, então é é tudo muito mais difícil, né? Mas o que o

▶ 01:50:40 Léo falou é verdade. Quer dizer, a esquerda tá aí, pode fazer o que quiser, pode falar o que quiser, pode, né? Pode falar qualquer atrocidade que no final vai ter um dinheirinho lá e ou um teatro alugado para ele. >> A história do beautiful people, cara. Já ouviu a história do beautiful people? Se você for beautiful people, cara, você consegue qualquer coisa. Você consegue patrocínio grande, você consegue estar nos melhores lugares e por aí vai. >> Agora deixa eu contar uma coisa engraçada que não envolve a esquerda. Vou contar uma coisa que não esquerda envolve um um suposto eh

▶ 01:51:12 criptoonservador. Talvez o Brasil seja Talvez o Brasil seja um dos países que mais invista em cultura no mundo em percentual do orçamento. Por quê? Porque grande, e eu tô falando sério, porque grande parte das emendas do RP9 que não são obrigadas a a obedecer aquele critério de distribuição do antigo RP9, famoso orçamento secreto, não precam seguir critérios de distribuição, eh, tipo, ah, um percentual para educação, outro paraa saúde, igual igual é na emenda na emenda papai e mamãe. É, eles vão pra área de

▶ 01:51:42 cultura e ele fala: "Cultura porque cultura é muito aberto, você consegue desviar cultura, mas o deputado usa, né, especialmente deputados que t base em cidades de interior, usa isso para fazer shows. E os shows tem que lotar, porque o show do deputado não é o show, por exemplo, do filme Trans. Tem que lotar que ele precisa de voto. E os shows em geral são shows que alimentam um circuito eh especialmente sertanejo e e forró. É basicamente sertanejo e forró. Wesley Safadão vive disso. Boa parte dos grandes cantores sertanejos brasileiros vivem disso, que é o circuito de shows

▶ 01:52:12 cidade pequena. E aí você tem, por exemplo, quando, imagina quando você vai ter o São João no Nordeste, é o cara, né, os cantores é jatinho para lá e para cá de um lugar para outro tal, mas mesmo assim você tem a festa da uva, festa do não sei o quê, festa do blá blá blá, festa, toda a cidade vai ter o aniversário dela todo ano e você mais de 5000 e poucos a municípios. É um dinheiro bizarro que fica jorrando nisso. É de são bilhões de reais. E eles estão indo para esse tipo de artista. E eu tô, eu tô colocando isso, não é nem para tipo, ah não, não é só a esquerda,

▶ 01:52:42 é que essa tecnologia, ela já foi adaptada pelo centrão e ela é multiilharária e ela elege gente. Ela é funda um um deputado que mande uma emenda para fazer um show no seu estado, no seu município. Ele monta o circuito de shows no município. É um deputado que, pô, tá elegendo, ele tá reforçando o trabalho do prefeito. O prefeito vai agradece. Houve aquele caso de Sergipe, né, da da prefeita que comemorou que o deputado mandou uma emenda e que no ano que vem o Safadão voltaria, né? Então tem vários caras, Safadão, eh, Alan, Alanzinho, é

▶ 01:53:15 isso. E tem vários. São assim, tem um circuito inteiro multibilionário. E é bizarro porque se olharem, acho que ninguém, eu vou até dar ver qu fazer um levantamento de este, mas provavelmente em percentual do orçamento federal, o Brasil é um dos países que mais investe cultura do mundo. Bizarro. É o contraste gigante. >> Deve ser mais grana que a Deve ser mais grana que a lei ranê e tal. >> Eu acho que sim. Eu acho que sim. 50 são 50 B emenda. Eh, é muito dinheiro por ano. Então, um percentual importante

▶ 01:53:45 disso é é fora o orçamento todo da cultura, é só nessas festas. >> É. E meio que já virou um elemento de governabilidade, né? O cara conseguiu é a disrupção do telos da coisa, né? dizer é o é o é o a cultura pelo ganho eleitoral da coisa que é enfim é até é difícil porque se você tivesse que qualificar o que é a cultura legalmente seria tão dificultoso assim, né? Que eu acho que seria, cara, é um obstáculo quase insuperável, né? E a lei pro prefeito é é é quase obrigatório, né?

▶ 01:54:16 Porque aquele dia que o cara fala: "Isso não é um prefeito, é um pai", né? Safadão no interior, aí libera chope, bolo, eh, aquela farra toda. É mais importante do que tá tudo em dia no posto de saúde da cidade, se bobear, né? Enfim. E aí é interessante mesmo como cada um consegue adaptar a sua própria maneira, né? Mas os dois, obviamente, eh fazendo a disrupção do propósito final da coisa. Eu acho que a direita trabalha, é mais pragmática, acaba trabalhando mais governabilidade. Eu não

▶ 01:54:46 sei os esquemas que rolam no entorno disso, mas rola aduscativa econômica, né? Show do Wesley Safadão movimenta tantos milhões na cidade de cara de, sabe, de Joãozinho da Casa do [ __ ] lá. E aí é mais pragmático e a esquerda ela ela tem uma visão mais de arte pela arte, né? Então além do aspecto relacional, né? que o dinheiro acaba indo pra Cláudia Raia, porque a Cláudia Raia é uma querida, é maravilhosa e casou com Jo Soares, enfim, e todas essas coisas. Eh, ela acaba tendo uma visão mais pura do que a cultura, mas

▶ 01:55:17 ainda assim deturpada, né? Porque, enfim, todo mundo viu aquele filme Transe e, [ __ ] pelo amor de Deus assim, né? >> É. E aí, né, a gente teve o azar de ter o lá ainda estou aqui, eh, ganhando prêmio lá lá lá no Oscar, que aí aí eles estão justific tá justificado. Aí assim, veio o Wagner Mouro, ele voltou pro Brasil e avisou agora abriu a torneira, agora na nós somos uma fábrica de ócar e mas fodeu, cara. Aí foi o deu. É uma situação muito, muito complicada mesmo.

▶ 01:55:49 >> Eu gostei quando o Wagner Moura foi lá em Salvador falar que aqui a direita não se cria. Ele falou justa isso na capital mais violenta do país. >> É verdade. >> Maravilhoso ele. Aliás, vocês já cansaram de vocês já falaram tudo sobre o que tá acontecendo no Rio? >> É que o largaram o aço no Rio de Janeiro lá. >> Ah, sim. Falamos. Não, porque eu tô extremamente decepcionado com o que tá acontecendo no Rio. Só eu que tô decepcionado?

▶ 01:56:19 Por me conte >> não, porque tô lendo aqui, tava tava vendo a TV agora e a ação mais letal e violenta do estado do Rio de Janeiro. Aí tá lá 64 mortes. No século passado no Carandiru, a gente matou 111. É uma vergonha a polícia do Rio de Janeiro matar 64. 64 era para matar por minuto no Rio de Janeiro. Caramba, nós matamos aqui dentro de um lugar só, 111. Isso no século passado, 1992. Os cara fizeram a

▶ 01:56:51 maior ação mais letal para matar 64. Só eu achei uma vergonha. Para mim 64 tinha que ser igual telecena de hora em hora. o o a operação lá no Rio de Janeiro, assim, os caras estão reclamando que ela foi, eu vi lá o o Lewandows falando: "Ah, isso aí foi uma espécie de um foi uma operação cruenta e faltou como é que ela fou?" Não é que ele faltou inteligência, mas ele ele botou assim, né? Ele não criou uma oposição natural, mas olha, foi uma operação cruenta, mas não estou a par, vou pegar todos os

▶ 01:57:22 detalhes, mas precisamos ver questões de inteligência, operações que funcionam bem, preciso ter inteligência, inteligência, inteligência, inteligência. E aí a gente acaba esquecendo que é uma operação que no fim do dia foi bem-sucedida. Ela uma operação que deu certo, >> mas matou pouco. >> Ah, eu acho para você destruir o crime organizado lá no Rio de Janeiro, muita gente vai precisar ser presa e muita gente vai precisar ser morta. Isso é é um fato dado. Você vai precisar fazer eh o combate real, porque a galera tá fingindo que não é guerra. Acho que a questão toda que aconteceu é a galera

▶ 01:57:52 está fingindo que não é uma guerra. E aí hoje, né, nós viemos eh o o Comando Vermelho inaugurando o estado da arte da guerrilha contemporânea, que é o uso de drones eh com eh ou drones de combate à distância, naturalmente, atacando os adversários deles. Eles estão usando táticas de guerril que a Ucrânia tá usando ou que a Rússia tá usando. Então o o Comando Vermelho inaugurou no Brasil, né, um uma nova etapa, um novo capítulo. Eu acho que esse capítulo tá dado aí. E vamos fazer um exercício aqui de

▶ 01:58:22 realidade alternativa, tá? Imagina, por exemplo, que não sido operação no Quarandiru em São Paulo e aqueles 111 bandidos perigosos não tivessem sido mortos. Quantas pessoas teria teriam sido assassinadas, violentadas sexualmente, sequestradas, roubadas por aqueles caras? Meu, você pode botar mais de 2.000 pessoas fácil. Mais de que você salvou a vida, pode botar pelo menos 1000 por você ter matado aqueles caras

▶ 01:58:53 lá que foi um escândalo aqui na minha época. E a única coisa que eu fico chateado ele ter morrido só 111. Dava para ter eliminado muito mais. Aí no Rio de Janeiro que é para matar 6.000, mataram 64. Eu vou reclamar com o Rafa Luz falar: "Rafaluz, você tem que dar uma dar uma orientação lá pro pessoal lá para aumentar essa letalidade aí que que tá baixa, né, meu? Mas o pessoal não vê isso, né? O o bandido ele tem um ele tem uma vida útil. Você não vê o cara assassinando com 60 anos assassinando para assalto latrocínio. Claro, você vê

▶ 01:59:24 assassinando, mas você não vê o cara, o latrocida com 60 anos. Ele tem uma vida útil. O bandido, ele aproveita essa vida útil. Quando você matou bandidos até relativamente jovens ali, você salvou um absurdo de vida que ninguém contabiliza essas vidas. Aqueles caras lá do pavilhão nove do Carandiru não tinha recuperação não. Vai achar que tinha recuperação. Eles iam sair e matar no mesmo dia que eles saíssem dali. Iam violentar sexualmente no mesmo dia. Então isso precisa essa essa conta precisa ser feita também e não se faz. O o é, eu eu não tô eu na época eu só vi

▶ 01:59:56 o filme do Carandiru, até hoje falo que tem a outra versão da história. E o o que eu acho o seguinte, essa tentativa de divinização que os caras acabam criando da figura do bandido, ela meio que morreu como discurso hoje. E hoje o fato da Rede Globo ter utilizado o termo bandido na cobertura. Eu acho que há um há um há uma mudança, né? Eu ainda tô curioso porque acho que a Globo News vai ter que segurar a onda. Alguém na grande mídia vai ter que segurar a onda. Mas, né, é, é, há uma, eu sinto que há uma mudança aí nos ventos, cara, bem clara.

▶ 02:00:28 >> É, porque você >> só fazer uma uma interjeição aqui, só que eu preciso sair. >> Claro. >> Eh, quero agradecer o ao o Renan, pessoal do MBL Tí pelo convite. Parabéns aí pelo pelo app. Eu já pude contribuir um pouco aí com a com a Valete no passado. Vocês sabem que querendo meus insites estou aberto. E também lembrar que eu tô participando lá do concurso para tentar virar o terceiro astronauta brasileiro. >> Por favor, faça sua divulgação. Tá bem legal. >> Estamos na luta aí. Tô em primeiro lugar no Brasil por hora. A gente tá é uma

▶ 02:00:59 missão que é séria, o que tudo indica. E e aí eu pedi a quem puder me apoiar nessa ah nessa parte vai ter lá no nas minhas redes sociais, tem no no Instagram no @pedropalota com2 L2, ou só procura pro Space Orbit em todas as redes e a gente tem lá um tutorialzinho simples para entrar na plataforma para poder ajudar a gente ali eh fazer uma uma diferença, né? Levar um pouco ali que eu falo que eu quero provar que a Terra não é plana, né? Eh, pelo menos lá de cima vai dar para ter certeza. Então,

▶ 02:01:29 agradecer aí de novo o convite e um abraço para vocês. Precisam encontrar o Renan aí. Faz tempo que a gente não se vê. Tempo à vezes que a gente se encontrou de uns papo muito bom, >> muito bom. >> E >> contem comigo aí para que precisar. Até aí o link tá na na na descrição também. Tem vários eh videozinhos aí também para explicar como que é a missão e tudo mais, como é que vai ser e que eu tenho quero encher o saco do Víor Espanha falar que eu também sou astronauta, só para >> Maravilhoso. >> Valeu, gente. Obrigadão, viu? Valeu, >> tamos junto. Falou,

▶ 02:02:02 >> valeu. >> Ã, prosseguindo. O o o pessoal tava de volta, apareceu. >> É, vou mandar uma mensagem para ele. >> É, é que não vi aparecer. Não sei se era a foto dele. Às vezes ele tem, ele tá ocupado. Não quero e tirar do que ele tá fazendo também. às vezes eh que eu vi a eu vi a foto, não sei se era eh eh ô >> Renato, só só para não perder o fio aí desse negócio da violência que vocês estavam falando, que assim você tá falando que que a imprensa começou até a

▶ 02:02:33 mudar a forma, né, o como é que é usar o termo bandido, né? >> Uhum. >> Porque eu acho que o que que tá acontecendo também é assim, não tem mais espaço para esse esse discurso, sabe? essa racionalização do crime, como como os governos fazem, sobretudo a esquerda sempre faz, né, de de por exemplo que você falou aí, como é que é operação Lewandowski falou, né? Operação cruenta, temos que usar a inteligência, >> cara. Como é que você vai falar isso pro policial que tem que entrar numa favela e trocar tiro com bandido? Ó, não pode

▶ 02:03:04 ser cruento, você tem que usar inteligência. Naquela hora não dá para usar inteligência, você tá tomando tiro para quanto é lado. Mesma coisa acontece com a população, né? eh, que tá sofrendo com o crime aí, todo mundo tá sofrendo com o crime já. Não é mais essa coisa de, ah, o pessoal da periferia sofre mais, não. Todo mundo, qualquer bairro que você tá em São Paulo, por exemplo, você tá passando um perigo ali, se de alguém te roubar ou alguém meter um revólver na sua cara, como aconteceu com aquele rapaz, o ciclista lá em frentea, né, um tempo atrás aí. Então, quer dizer, não tem mais espaço para ficar

▶ 02:03:35 com, sabe, eh, eh, conversa mole, né, com lorota. ah não, vamos pensar aqui uma forma inteligente, não tem mais. Quer dizer, e é até meio absurdo, talvez você chegar e e abrir um discurso falando que é uma guerra. Pode parecer, aliás, absurdo isso, mas é o que tá acontecendo há muitos anos. Quer dizer, sabe que que nem você começou a vir com esse com essa conversa, com esse com esse esse negócio, olha, estamos em guerra, né? A princípio você para pensar, fala: "Porra, que merda guerra? Como assim?" Né? Mas é o que a gente tá

▶ 02:04:06 vivendo, sei lá, pelo menos é uma década, sabe? O crime organizado tomando conta de tudo. Eh, já tá em tudo quant lugar, você vai você vai abastecer o carro hoje, você tá dando dinheiro pro PCC. Aqui perto de casa tem uma padaria que eu compro pizza aqui, compro pão. Aí você vai ver, falou: "Porra, é do PCC também, você é analista, né, da da imprensa." Então, falei: "Pô, então eh o crime organizado já ele já faz parte da nossa vida, né, cotidiana. Isso não é normal, sabe? racionalizar isso, sabe?

▶ 02:04:36 Como se fosse uma coisa, não, vamos pensar aqui, vamos fazer uma tese acadêmica de doutorado ou de Não dá para ficar nesses termos mais. Eu acho que é isso que eh eh a própria imprensa vai ter que se adaptar, o próprio discurso, porque senão eh vai ficar ainda cada vez mais esse abismo entre as classes ditas falantes, né? os intelectuais, a imprensa, os artistas que ficam lá solda, quer dizer, uma campanha, por exemplo, que nem tinha aquela solda

▶ 02:05:06 parte, faz sentido hoje, 98, 99, não lembro disso, que é que é, eu não sei se você lembra que era assim eh essa aí foi a primeira, o primeiro grande investimento, acho que da Fundação Ford do e do Soros no Brasil, foi a campanha dos armamentos. Eles aproveitaram o assassinato de um estudante, eh, eu acho que é um estudante da USP, inclusive. Eu eu conheço bem essa história porque o cara que idealizou isso é o Denis Misney, foi depois presidente da Fundação Lemon e ele veterano dos meus veteranos lá na faculdade, ele era um ídolo, um ícone lá, porque ele, basicamente ele levantou o dinheiro para

▶ 02:05:37 para montar essa operação da UNG, aproveitou a morte de uma moça e aí falou: "Olha, o problema é o armamento essa moça foi morta porque um bandido teve acesso à arma e nós precisamos e a forma da gente gerar paz é a fazer o desarmamento." E aí, né? Que que era a malandragem? Ficava todo mundo, ai, queremos paz, não aguentamos mais tanta morte, queremos paz. Só que a resposta era: vamos desarmar. Não tinha nada na aplicação de, vamos dizer, políticas diferentes, né? Nada. Era basicamente desarmamento. E muita gente caiu naquela nessa conversa, porque naquela época esse papo genérico você botava na

▶ 02:06:08 televisão e rodava. E misteriosamente o cara, o Denis, que era um estudante de faculdade, ele conseguiu, né, através da ONG recém montada, dinheiro para botar propagandas de horário nobre na Globo. Então essas propagandas lembra da música sou da paz e eles tocaram aquilo lá. A questão é, alguém queria paz? Os anos 90 que usa aqui de São Paulo, os anos 90 em São Paulo foram um inferno na terra. Os anos 80 foi a famosa era do sequestro relâmpago. Minha mãe foi foi alvo de

▶ 02:06:38 sequestro relâmpago duas vezes. Meu irmão teve em sequestro relâmpago. Era uma coisa comum. São Paulo colapsou a parte de segurança pública nos anos 90 e definitivamente quando resolveu isso em parte, né, nos anos 2000 não foi seguindo esse receituário. Pelo contrário, foi aumentando o efetivo da polícia, foi aumentando a letalidade da polícia. Então não foi seguindo o L, mas essa esse tipo de discurso é são é o tipo de mantra idiotizante que foi colando e que ele precisa ser substituído, porque o outro lado não tá querendo paz para P nenhuma, o outro

▶ 02:07:08 lado quer guerra, só isso. O outro lado, o outro lado precisa disso. >> Mas até por isso que a gente não pode deixar em paz. Você vê, já tem, eu não sei se você quer que fala ou não, mas se quer que eu falo, fala até o nome, já tem vereadora lá do Rio, né, falando o que está acontecendo no alemão e na Penha não é operação policial, é genocídio. Quando você lê isso aqui, todo mundo aí na internet já tem que entrar no perfil e falar assim: "Sua jumenta [ __ ] você não sabe o que é genocídio, cala a sua boca que você não sabe o que é isso". Aí ela fala:

▶ 02:07:38 "Cláudio Castro transformou o Rio em um laboratório de extermínio do povo negro. Eles estão lá para matar bandido. Ela tá dizendo que só negro é bandido. Isso é racismo. Essa mulher tem que ser presa. Então, já que racismo é crime, essa mulher tem que ser presa. Uma coisa que eu acho maravilhoso aqui no Brasil, nas eleições, é o povo votar numa imbecil como essa, que tá falando dessa estupidez. E aí você entra no perfil dela, tá lá o currículo dela. O currículo dela, ela é mãe preta, suburbana, flamenguista e mangueirês. É

▶ 02:08:09 isso que é o currículo dela. Aí você está votando nessa pessoa. É esse o extenso currículo, o histórico de resultado, a formação acadêmica dela. É esse o extenso currículo. Então você tá votando em pessoas sem competência nenhuma para nada, pessoas que não têm capacidade sequer de identificar problemas, quanto mais propor soluções funcionais para os problemas. Então a gente tem um grande problema também de que quem as pessoas votam, né? Cara, esse discurso para mim, cara, da inteligência, ele é muito, ele é muito

▶ 02:08:39 engraçado, é uma verdadeira fácil. É porque e ele corresponde toda toda proposta ativa da polícia burrice, na verdade. Então a polícia só pode ser inteligente quando ela tá analisando algum gráfico, alguma planilha, aí é inteligente, mas quando ela tá agindo, ela de forma operacional, ela estritamente tá sendo burra, truculenta ou exagerada. E esse é o do tremendo absurdo. E a gente fica nessa expectativa da inteligência, da inteligência que é uma inteligência que nunca vem. Eu imagino que seja uma inteligência a quem dos homens. a gente

▶ 02:09:09 tá esperando a inteligência divina para num estalo acabar com o crime organizado. Eh, porque eu não assim se alguém souber, né, uma uma metodologia assim, Brasil, no contexto de hoje, um em cada quatro brasileiros tem contato diário com crime organizado, né? Tá sobre área de influência ou de controle efetivo. Qual inteligência exatamente se aplica a esse caso? Assim, >> como é que o cara que ocupou uma região, como é que eu de forma inteligente posso repelir ela dessa dessa região que é

▶ 02:09:40 minha, sabe? Eu eu acho que não dá para ficar mais simples do que isso. E é feio mesmo. É >> exato. É, a forma mais seria, sei lá, artilharia, né? Eh, apoio aéreo, mas isso não é não tá disponível, né? Seria desumano, >> cara. Na live de ontem, eu tava tava na minha live de ontem, eu tava comentando sobre a casa daquele sobre o caso daquele traficante, foi, eu tava reagindo um a um podcast do Edson Castro, ele e o cara, o convidado dele comentando sobre um

▶ 02:10:11 traficante que tinha mais de 300.000 seguidores, vendia tigrinho, [ __ ] e foi morto ou gota alguma coisa assim. Cara, ele tava, ele tinha um rastreador no bolso dele em que ele publicava no Instagram e nada acontecia com esse cara. Tipo, você não precisa de, você não precisa de um aparato de inteligência, você não precisa de um, de uma de replicar a operação da NSA, da NSE, é só, sabe, e prender o cara, ele

▶ 02:10:41 se divulga, ele é um traficante, sabe? E a maior parte desses traficantes, basicamente agora divulgam tudo que eles fazem, seja no Twitter, seja no Instagram. >> É isso. É, isso é bem bizarro, tá? Eu até vou gravar um vídeo sobre isso, de tá levantando isso. Eh, existe todo um universo de influenciadores de assalto e e tá rolando a luz do dia, tipo, ó, eu com roubada, ah, levando para casa a moto, tudo, cara filmando assalto. Ah, isso tá claro. É assim, você não não tem, você precisa de um grande aparto de inteligência, o cara tem uma conta, a

▶ 02:11:11 conta tá online, o cara se, o rosto apare, tem nada, é só impunidade pura e simples. Esse discurso, esse discurso da inteligência é uma das grandes, é uma das grandes falácias. A válvula de escape do tecnocrata. Tecnocrata vira e fala: "Não, precisamos de inteligência, vamos colocar inteligência no processo, vamos agir de maneira inteligente, tá? E com muita inteligência a gente vai tomar medida mais inteligente e evitar mortes desnecessárias, né? Até porque quem mais sofre é a população, cara. É esse eu fui estudante de direito. Esse era o discurso obrigatório e era um mantra tão

▶ 02:11:42 repetido que você nem tinha paciência em começar a questionar isso. Você ficava meio embotado isso. E você e era uma câmara, desculpa, não é câmara de é uma operação abafa que você não conseguia olhar pro lado e falar com alguém, ô, isso aqui é uma grande imbecilidade, né? Não tinha. eram raríssimos os nomes que havia ali no final dos anos 90, começ anos 2000, que você você tava preso naquilo quando você, aliás, a talvez explique, né, o próprio o bum do Olavo de Carvalho, né, porque ele já era meio contracorrente ali naquela época e

▶ 02:12:12 depois quando viu a internet e as redes sociais o suj da direita estava reprimido. Imagina você encontrar milhares de pessoas que pensam como você, aí você descobre que você é a maioria no Brasil pensando essas coisas. naquela época não era eh você achava que você era um louco e que ninguém pensava como você. É, >> é muito por causa de de de mídia tradicional, né? As pessoas assistiam Rede Globo, viam novelas retratando aquela elite ilustrada do da zona sul do Rio de Janeiro e pensa: "Não, aquilo dali é o Brasil, sabe? Não, o Brasil é o que tá ao seu redor, sabe? As pessoas

▶ 02:12:42 são bem menos liberais em em certos em certas questões do que se imagina. Tipo, não, o brasileiro quer que traficante seja esfolado vivo. [ __ ] Sabe, já se já se passou a a as negociações. Não, veja bem, como cargas d'água, um um doutor do direito vai conseguir me justificar a existência do Gota, o maior, falaram o nome dele, o maior assaltante de carro, o maior ladrão de carro do Rio de Janeiro com 300. mil seguidores vendando tigrinho. Tipo, o cara é a tríplice coroa da da nata, da

▶ 02:13:13 nova elite brasileira. Ele é um traficante influenciador tigreiro, tipo, vendia tigreiro. >> Pelo amor de Deus, cara, ele é tudo aquilo que que há de pior. Só falta, bom, se ele fosse preso e solto, ele poderia ser ser eleger deputado por pelo PSOL, sabe? Ia ser o o bermche do do Lu. >> Não dá ideia, não vai, não fica dando ideia. Eu eu tava num podcast esses dias, tava eu, eu, o Monarque e o Alessandro Negão. E

▶ 02:13:46 aí a gente falando sobre questão de criminalidade e tal, tem algumas coisas que eu falo que aquele negócio é deslocar a janela de overton. Não é uma coisa que necessariamente eu ia chegar e ia fazer de imediato. Mas, por exemplo, eu falo: "Ó, por que que não testar medicamento em bandido? Por que que eu tô testando em animalzinho?" Animalzinho não foi nada. Vamos pegar, aprender, vamos testar. Ah, mas é violência. Não, eu ainda quero que chegue lá, dê um soco no cara e aí dei gestão nele, porque esse cara merece um latrocida, um cara que pratica violência, violência sexual.

▶ 02:14:17 Eu falando isso, o monarque e o negão meteram o pau em mim, os dois, os dois contra. Aí saiu o corte disso aí, né? Falei: "Nossa, eu vou apanhar até altas horas nesse corte. Na hora que eu vou ler os comentários, todo mundo a meu favor. Mas todo mundo a meu favor de se meter no Paulo Mirão. >> Eu até entendo de onde que surge a defesa deles, mas eles já foram completamente colonizados, sabe? Eles não não eles não conseguem transcender essa essa essa eles eu acho que e o Mon

▶ 02:14:48 eu vejo os argumentos do monarca defendendo a liberdade de expressão do Oruan. Tipo, ele não consegue entender que a gente tá numa guerra e o ele faz parte do exército inimigo, sabe? Ele não sei lá. Tal [ __ ] que pariu. Vou fazer uma uma comparação aqui, mas ele >> acho que é só uma pessoa que pensa diferente. >> É. >> É, pô. Você puxa para você puxa para, sei lá, Guerra Fria. Um se os soviéticos tivessem a possibilidade de capturar aqueles americanos que faziam parte daquela rádioliberdade, tipo, que fazem ficavam enviando propaganda pra União

▶ 02:15:18 Soviética, os soviéticos iriam executar esses caras, sabe? propaganda do inimigo. Segunda Guerra Mundial é isso. O o propagandista que que trabalha pro inimigo, ele é capturado, preso ou morto, sabe? É assim que você opera. O Oruan é é um é é o Oruan tá pro pro Brasil. O que, sei lá, um um americano traidor estava trabalhando para uma Alemanha nazista, produzindo propaganda com eh pró nazista para os aliados. Tipo, não, Oruan não tem que tá operando. Ele não é um ente que tem que ter voz. O Oruan tem que ser preso,

▶ 02:15:49 [ __ ] Acabou. Ele opera para um para umação inimiga que tá nos nos destruindo, sabe? Ponto. Atacando bomba, as de terrorismo, [ __ ] [ __ ] drone bomba, mano. [ __ ] pelo amor de Deus. >> Mas só voltar um pouco da inteligência que assim, é óbvio que a inteligência pode ajudar a operação policial, mas ela não anula, né? Você usa inteligência, você usa novos, novas tecnologias, novos armamentos, sei lá, tem aquela, aqueles armamentos não letais, tem armamentos

▶ 02:16:19 mais letais do que do que a gente conhece. Quer dizer, essas coisas todas podem ajudar, né, a ao combate operacional que não vai ser substituído. No final de contas, vai ter que ter um policial, um PM subindo uma vielinha, eh, tomando tiro. Não tem como mudar isso, né? E então assim, essa essa questão dizer, ah, vamos trabalhar com inteligência, tal, é um discurso meio malandro também, né, de de político, eh, picareta, né, que quer parecer bonzinho,

▶ 02:16:49 quer parecer racional, quer parecer mais eh eh benevolente e tal, mas no final de contas esse discurso não muda nada a realidade do cara que tá indo lá, o policial que tá subindo morro lá, tomando tiro e e sabe, e essa essa realidade não não muda, né? Eh, é óbvio que eh tem um monte de de feiras de de segurança pública. Você vê lá um monte de equipamentos novos, tal, que podem ajudar no combate ao crime. Óbvio, isso é óbvio. Só que não é disso que esse pessoal fala. Quando esse pessoal fala

▶ 02:17:20 de inteligência, é para dá uma uma passar um um veriz, né, no discurso para parecer que tá tudo bem. Não tá tudo bem com o o do pessoal funqueiro aí roubando o cara sem influencer de de ladrão, né? Eh, ou o crime organizado tomando conta de tudo, eh, sabe, já tá metido com política, já tem coisa de ônibus, já tem padaria, já tem tá tudo bem, vamos, vamos usar a inteligência. Não tem, sabe? Quem tá usando inteligência, se

▶ 02:17:51 você for vender, no final de contas, é o crime organizado que ele tá se infiltrando, ampliando seu seu eh os seus negócios para outras coisas, lavando dinheiro em em negócios até, entre aspas, que são lícitos, né? Sei lá, um ponte um posto de gasolina, ó, né? O cara vai lavar dinheiro lá, tá ferrando. O cara que tem um posto de gasolina de verdade, que que trabalha todo dia, que é o negócio sério, paga os imposto direitinho e tal, aí vem o crime organizado tomando conta de tudo, né? Isso é normal, isso é inteligente, o

▶ 02:18:22 estado tá sendo inteligente deixar o crime organizado cada vez mais se expandir. Essa é a questão que esse pessoal não não eh não discute, né? e sempre vem com clichê, com palavra eh eh eh com frase feita, né? Ah, não é uma uma operação cruenta, temos que usar inteligência, isso e aquilo. Mas o fundo e é um discurso que quer deixar tudo como tá, tá tudo bem no afinal de contas, mas não é a realidade. A realidade é o que o Léo tá falando. Se

▶ 02:18:52 você vai com um discurso meio, sabe, meio meio mais radical, você tem apoio do pessoal, porque tá todo mundo se ferrando igual, tá todo mundo sentido na pele que a situação não tá boa, né? Todo mundo tá com medo de sair de casa e contrar um cara e roubar ou pode ser um só o teu celular, né? Mas pode ser também o cara te d um tiro que nem acontece normalmente. Quer dizer, eh, então e essa questão da segurança pública tratada desse jeito, com essa

▶ 02:19:22 com essa, sabe, com essa com essa forma picareta, com essa forma canalha, sabe, de ficar eh querendo vender a ideia que tá tudo bem e não tá tudo bem. que quer dizer, a gente não precisa, óbvio que a gente precisa de inteligência para equipamento, para para pra polícia operacional da polícia ser ser mais ser mais produtivo, vamos dizer assim, ou ser melhor, eh evitar que o que o policial também corra risco, tal. Isso tudo é muito bem-vindo. Agora, esse

▶ 02:19:52 discursinho de que não tá tudo bem, vamos vamos usar inteligência e não oferece nada na ponta, é só canalista, é só picaretagem. E e cara, para mim é é o mais é o mais comum assim, a metáfora perfeita é como se tivesse um telhado numa casa e esse telhado tá furado, né? Aí você chega e fala pro cara assim: "Cara, o telhado tá furado, vai infiltrar a casa, vai dar merda aqui, não sei o que". Cara fala: "Não, cara, semana que vem eu vou mexer nisso aí com um pouco mais de inteligência, tá? Mas semana que vem aí

▶ 02:20:22 continua, continua chovendo, vai molhando, a casa vai sendo arrebentada". Fala: "Meu irmão, a casa está sendo arrebentada. Eu vou botar um piso antiaderente com última tecnologia. É isso. Ex. Então é, cara, lá, então, lá nos Estados Unidos eles estão falando sobre um novo piso e tal, então vou mexer nisso com mais inteligência mês que vem, quando eu for para Orlando e tal. E aí o problema vai, ele vai indo, ele vai indo, ele vai indo, a casa no fim das contas é destruída e a inteligência acabou que não fez nada, que ela não teve proatividade, né? Ela não teve um um um um um desejo de exercer eh a sua vontade ali nisso tudo.

▶ 02:20:54 Então, no fim foi uma coisa estéril, passiva, eh deformada. E no fim, cara, o discurso da segurança pública, a gente tem que retomar e as verdades são mais fundamentais, assim, eu acho que muito do triunfo do Bukelli eh partiu disso. Então, o discurso da segurança pública no Brasil talvez seja o discurso mais turvo assim, mais enevoado. Você, na verdade, ninguém tá falando sobre, ninguém tá se entendendo, tem um bando de jargotes que ele ficam [ __ ] nenhuma. A a informação é de terrível qualidade, os relatórios profundamente enviasados.

▶ 02:21:24 Eh, o dinheiro que circula nessa área não é nem brasileiro. Então, o estado brasileiro não tem muita autonomia, não tem muita entendimento próprio, né, individual da temática. E aí, cara, uma frase que o o Kell colocou que para mim é perfeita e aquele que poupa o lobo sacrifica as ovelhas. Esse para mim é o princípio básico de todas as coisas. É, a sua aliença mata a sua a sua a sua alença, o seu desejo para uma inteligência que nunca vem, ela mata todos os dias. É uma renúncia fiscal todos os dias. É um revés ecolâmico

▶ 02:21:54 todos os dias. É uma vida mentirosa que foi proposta por um garoto que nunca vai jogar lugar nenhum e vai morrer nessa nessa coisa, entendeu? Porque o estado não tem escolha no fim das contas, entendeu? A partir do momento que você pegou um fuzil e tomou conta de um bairro, e aí o que eu faço? Qual é a coisa inteligente que eu posso fazer com você? Não tem escolha. >> Já me pintou várias ideias inteligentes aqui. O que fazer com esse cara? A real, cara, assim, eu eu você deve ter tido isso na faculdade, né? Eh, parece

▶ 02:22:26 burro você falar em ter uma agenda punitiva. Eh, parece tipo, pô, o cara tá falando inteligência e eu sempre me incomodou, tipo, quando vegetabal, olha, com muita inteligência a gente vai conseguir melhorar a vida das pessoas. E o e o o lance assim, o cara vem, ele propõe, vamos dizer, as leis penais mais lenientes com o cometimento de crime. Só que o crime ainda existe. A ideia da inteligência ela como se fosse um super poder. Ela é um meio que um deus exm. Ela vai, não vem a inteligência e resolve aqui, entendeu? Então você vem como inteligência, essa inteligência e

▶ 02:22:56 nunca sabe o que que é inteligência. Eles descrevem assim, ah, vamos fazer uma operação assim, vamos fazer uma operação integrada que pegue os bens e bloquee isso, aquilo, que em geral eles vão usar para cobrar impostos. esse tipo de operação, em geral é uma licenciosidade para que o Ministério Público consiga ter maior capacidade de investigação na parte tributária. Foi o que aconteceu, a gente viu nessa questão do IOF, a discussão não só do Pix, aquela discussão que atacaram Nicolas e não sei o quê, mas aqui na prática é um pouco sobre isso, né? Não precisamos de mais instrumentos de inteligência para coibir essa questão da evasão fiscal e tal, né? E aí, né, que o PCC faz muito

▶ 02:23:27 Não, o PCC ele ele trafica droga, ele dá arma para você roubar banco, roubar carro forte, tudo isso você não precisa mexer em muita coisa. É uma questão de lei e ordem, de prisão, o cara foi preso, fica lá. E aí eles eles jogam isso como um mantra, é um mantra tecnicista. Só que o que você pega na atuação desses mesmos agentes é uma parceria clara, bem óbvia, com ONGs, artistas e formadores de opinião e agentes políticos que defendem justamente a agenda próxima do crime

▶ 02:23:57 organizado. Então, meio que eu eu nunca consegui encontrar um cara que eh falasse em inteligência sem encontrar essa agenda oculta. E aí todo mundo aqui é favorável de uso de todos os instrumentos. É o que o que uso tá falando, todos os instrumentos técnicos à disposição que reduzam letalidade, aumentem efetividade, ninguém tá tem problema nenhum nisso aí. O a questão toda que é raramente, eu vejo o outro lado que defende o direito penal mínimo, né? Falam assim: "Não, não vamos usar inteligência para aprender muita gente". Não, não. Inteligência para o outro

▶ 02:24:27 discurso vocês sabem qual é, que é o clássico, né? Não, mas que que adianta ficar? A gente tá enxugando o gelo, a gente tem que chegar na causa. Aí, qual é a causa? A causa é desigualdade social não é a causa é pobreza, não é. Os Estados Unidos, pegar a renda per capta dos Estados Unidos é gigantesca, gigantesca. Não importa o corte social que você faça, o estado que você olhe, a renda per capita é alta para caramba. Comparar a renda de um pobre americano com classe média no Brasil e suposto, você tem uma população carcéria gigantesca. Você tem problemas dessa num país rico, a nação mais gloriosa da

▶ 02:24:59 história da humanidade. E aí você tem, se houve incentivo, se há uma cultura que permite o cometimento do crime, se é a ausência paterna, você vai ter crime, isso tá bem claro. E eles ficam acham, você tem que ficar preso essas tipo, ah, não, resolva a questão econômica aqui. Não, não, cara, eu quero prender antes, eu quero derrotar os caras. É, é, é, esse é o discurso tem que sumir do debate público. Esse discurso tem que ser meio que varridão. >> Sinto muito, mas o discurso de resolver problemas sua jeca, >> né? >> Eu acho que eu acho que é sempre um é

▶ 02:25:29 sempre esteticamente é muito agradável falar, não, a gente tem que resolver com inteligência. Devemos primeiro, devemos acabar com a raiz do Sou inteligente, sou sou agradável. É, sabe? É fácil, não é? É. E até na prática, vamos lá, até pouco tempo atrás, esse discurso não resultava em ver um rios de sangue escorrendo pelas ruas do Brasil inteiro, sabe? Então, meio que, ah, não, a gente tem que resolver a desigualdade primeiro, depois a gente resolve o crime. É legal, porque a criminalidade

▶ 02:25:59 não tinha chegado no nível que morriam mais pessoas durante o governo Dilma, eram 60.000 por ano, agora são só 40. Mas a sensação de insegurança hoje é muito maior do que quando morriam 60.000 pessoas por ano aqui no Brasil. situação, [ __ ] inacreditável. As imagens que que eu vi da da operação do Rio é cara, é Síria, nem é piada, é Síria, sabe? É um negócio grotesco, é fogo, é tiroteio. >> Mas há muito tempo, mas há muito tempo a gente vê esses números. É número de guerra que o Brasil tem na segurança pública.

▶ 02:26:29 >> E vou dizer uma coisa, uma coisa que que pouca gente fala, né? Mas eu conheço gente que fez estatística pro governo. Eh, aquelas coisas que você vem no no no Tropa de Elite, ah, você é você é legista? e não sei o quê aconte acontece nos governos. Quer dizer, você tá com problema de homicídio, você cria novas categorias, você diminui o homicídio do dia pra noite. Isso aconteceu aqui em São Paulo. >> O desaparecido, você tá acompanhando os desaparecido, né? O >> o tem entre nos últimos 2 anos e meio tem 150.000 desaparecidos na

▶ 02:26:59 estatística. Não, não. E não é não é a zoeira. Então se você distribuir aí você vê que o número de mortos, porque um desaparecido não está brincando de contro. Porque isso eu isso eu sei, porque eu conheço alguém que trabalhava na na época do do do PCB que tava no poder. Eh, ah, tipo, precisa diminuir estatística. Como é que a gente diminuir estatística? Bom, tem vários várias formas de de diminuir estatística. Você fazer um eh eh um trabalho policial, mais operação, vai morrer mais gente e tal. Ah, mas como é que faz uma coisa mais clean, né? Ah, clean é o seguinte, a gente pega estatística, cria novas eh

▶ 02:27:30 eh vertentes de crime, por exemplo, homicídio, ah, mas morte violenta, não sei o quê. Aí você pega e apresenta paraa imprensa, fala: "Olha, diminuímos aí 20% número de homicídios". Na verdade não mudou nada, os números continuam os mesmos, só que como você criou categorias novas, né? Então agora você diminui o homicídio em São Paulo. Então assim, eu vi isso acontecer aqui em São Paulo, todo mundo eh eh noticiou isso. Eu lembro até o Reinaldo Azevedo encampou: "São Paulo o maior estado, o estado mais eh eh que mais combateu o

▶ 02:28:01 crime, mais combateu os homicídios. E eu sei que que não era bem assim a coisa. A estatística é muito manipulável, o número é muito manipulável, né? Você tem que, quando você vê número, você tem que levar em consideração qual que é a metodologia, como é que foi levado isso. E ninguém leva a sério isso. Quando chega o número, estampa no jornal, é a verdade, acabou. Ninguém mais vai questionar isso, né? É o que normalmente isso acontece no Brasil. Agora, por outro lado, assim, eh, você falou aí do, como é que é? Do do do discurso Kivicogjeca, né? Qual que é o discurso

▶ 02:28:31 que vicjeca? Vamos buscar a razão do problema, essa desigualdade, essa pobreza. Não, não, não. O discurso que soa Jeca é falar: "Não, a gente tem que matar vagabunda e prender. Isso, isso é feio. >> Isso é feio. Isso, pior que esse discurso mais jeca. Pior que esse discurso é você levantar a questão moral, porque eh eu sempre lembro do tem um um texto do de uma conferência que o Rui Barbosa fazendo lá naquele de 20, eh ia fazer em Santos, acabou não fazendo,

▶ 02:29:01 enfim, eh que que o título é a crise moral e você lê aquilo, você fala: "Cara, não mudou nada desde então. É nego roubando dinheiro público, é nego puxando o saco para conseguir um carguinho". que ele ele falava que tinha pessoas que queriam entrar no no serviço público como crustrá eh crustácios que aderem, né, como crustácios ficar lá para sempre e tal, eh o nepotiismo, essas coisas todas, né? Então ess a a questão é eh como é que a gente vai combater violência, combater crime organizado, tal, se eh parece que é

▶ 02:29:32 normal um empresário abrir um bar e servir metanol para as pessoas, sabe? >> Eh e não acontecer nada até até agora assim, morreram algumas pessoas, tá? Mas tá tudo bem. e tal. Quer dizer, eu eu não sei se uma pessoa é que assim, quem já teve algum comércio, quem já eh administrou alguma empresa, sabe que que e você não é enganado. O cara não vai chegar com uma caixa de whisky lá e falar: "Olha, estou aqui uma caixa de whisky". Ah, mas pô, isso aí é falsificado, [ __ ] vamos pôr, não sei eu que vou beber mesmo. O cara que pensa assim, ele não tem nem o direito de ter

▶ 02:30:02 um bar, não tem nem direito de ser empresário. >> Tá? Agora, eh, a gente teve um boom aí desse combate à corrupção que foi a Lava-Jato. Todo mundo a gente se ficou, foi ingênuo, acreditou que, quer dizer, não é que é ingênuo, né? O país parecia que tava mudando, né? Só que a gente voltou estaca zero e talvez até pior do que tava antes, né? Quem imaginava que o Lula ia ser presidente de novo depois de tudo que ele aprontou, sabe? Aí a gente vê eh esse pessoal aí a a outro problema também que a gente tem é o os

▶ 02:30:32 intelectuais, a qualidade dos intelectuais que a gente tem hoje. Eu não eu não consigo ver, por exemplo, Elias Jabu ali num lugar e fala assim: "Não, que acabaram com o mercado de empreenteiras no Brasil. Pô, me desculpa, é um mercado, as emprenteiras estavam aí roubando desde a época de ditadura, tava uma [ __ ] corrupção do [ __ ] E aí você vai falou o quê? Não vamos garantir o espaço reservado, não tem que acabar e deixar outras empresas aparecerem, empresas que fazem a coisa direito e não roubalheira, porque o discurso que ele usa, não, veja bem,

▶ 02:31:03 fecharam, não precisava, era só punir os culpados. Os culpados eram os empreiteiros, caramba. E que tá todo mundo solto hoje. Então, quer dizer, o discurso anticorrupção virou Jeca também agora. Agora Jeca falar, você vai falar contra a corrupção, vai falar de moralidade e tudo mais pública, isso não faz mais nenhum sentido hoje na na na sistema político que a gente tem. Sumiu no debate, né? E é muito ruim porque também faz parte do problema. Quando a gente fala de segurança pública, a gente tem que também levar em consideração isso,

▶ 02:31:33 porque as pessoas também eh não é só o traficante lá que tá com o fuzil pendurado com o short do do do Vasco da Gama lá na short de futebol, vai ser cancelado pelos vascairos. Eh, mas não é só o problema ali, é toda estrutura que que acaba eh tendo eh dando dando dando possibilidade para que isso se torne comum, né? E o Estado tá aí eh completamente eh eh as ações deles são inócuas e muitas vezes é até permissiva,

▶ 02:32:06 né? as leis, as próprias, eh, eh essa essa essa eh eh esse estado de coisa, né, de pessoas às vezes, o cara é político, mas tá envolvido com umas coisas muito esquisitas, tal. Então isso tudo tá no rol quando você fala de segurança pública e que não é discutido. Quer dizer, a a questão da da cri da da da moralidade ou do combate à corrupção foi jogado para baixo do tapete, né? Tá fora do discurso público hoje. E a gente fica discutindo isso aí. Quer dizer, os

▶ 02:32:36 nossos, aí voltando os nossos intelectuais, a a classe intelectual hoje é isso, só fica falando de inteligência, de democracia, soberania, blá blá blá. E os problemas reais, [ __ ] cada um se vira com o seu. Então é é como a gente tá vivendo hoje no Brasil. E e eu acho que precisa quebrar um pouco esse discurso. Não não dá para ficar eh não dá mais para ficar, né? Não tem mais espaço para ficar com lorota, conversa mole, porque a população já não tá mais, como o L falou

▶ 02:33:06 aí, ele vai lá, fala umas coisas, pô, tem que matar, tal, não sei o que. É isso mesmo, isso mesmo. Todo mundo tá concordando, sabe? Por mais que possa parecer absurdo você ser mais truculento, mas é o que hoje todo mundo tá sentindo esse esse sentimento. Quer dizer, cara, essas cobranças moles não leva a lugar nenhum, cara. Então, a gente precisa de uma coisa mais enérgica. Eu acho que não não tem muito eh eh pode falar. >> É só fazer um ponto uma coisa que você vai que tem a ver com que você tá falando e até com que o império falou não deixa de ser engraçado que boa parte

▶ 02:33:36 do que eh a própria os filhos das elites gostam de frequentar essas festas baires com proibidão. Lola para luz aqui o discurso do vamos matar oriundo do tráfego, ele não é jeca. o a ostentação da arma, eh, pura e simples, o estou na pista com um carrão, tal, e é hora do não sei o quê. E não há nenhum, assim, é esteticamente, vamos dizer, eh, aceitável um discurso truculento. Não é sobre a truculência, nunca foi sobre truculência, porque se fosse a

▶ 02:34:06 truculência que assustasse, eh, esse outro tipo de discurso não seria dominante nas, não digo altas rodas, mas nas rodas eh intermediárias para alta ali, né? Eu posso falar, o cara que vai no Lola e vai ouvir esses caras, vai e você vai pegar outros rappers e e vai gente oriunda desse desse universo, desse tipo de som e tal. Eles vão dando essas opiniões. As opiniões são consideradas válidas, as músicas são ouvidas, a estética é é mantida. Então, é é como se fosse é uma truculência, tem algo de poético na

▶ 02:34:37 truculência do traficante, tem algo de cool na violência do traficante, tem algo de redentor e que tá autorizado você exercer isso como linguagem, que essa que é a parte assim, os caras moldaram a sensibilidade, esse lance de ter moldado a sensibilidade permite muita coisa, dá muito, tá, dá muito caminho porque naturaliza e quando tá naturalizado para você tá tudo OK, né? As pessoas, repara assim que igual tá naturalizada a sensibilidade do brasileiro, a ideia de que um movimento como ST pode invadir uma propriedade e não deveria ser. Aqui era um crime, mas é a sensib antes da lei, a sensibilidade

▶ 02:35:08 já naturalizou. Mesma coisa o exercício da violência por parte desse tipo de de agente faccionado. É uma sensibilidade que foi moldada e e é uma desgraça porque esse tipo de coisa tá no topo à base da pirâmide. Do topo à base da pirâmide. Se eu for, eu me lembro, cara, tem, pô, gente com grana que acompanha MBL. Primeira vez que eu comecei a falar do Eu recebi a pôra Renan, não atrapalha meu trapzinho. Ô trapzinho, que vai tomar no cu com seu trapzinho. Que bosta de As pessoas não se tocam da dessa >> de merda. >> É não. E assim parece que também perdi o

▶ 02:35:38 Beethoven, né? [ __ ] [ __ ] Mas é um lance que assim, a chave da sensibilidade tá tá alterada e isso é um isso é muito muito problemático. >> Só sobre eles falaram. >> Problema é que esse discurso tá no centro. Fal >> quando vocês falaram da inteligência, tá? Eh, tava tendo uma entrevista do militar na TV antes de eu entrar aqui na live e a repórter tava perguntando para ele, falou: "Vocês se surpreenderam com

▶ 02:36:10 o arsenal apresentado pelo pelo pelos criminosos e tal?" E o militar respondeu: "Fal, não, a gente já tinha plena consciência do arsenal, inclusive o arsenal bélico que eles tinham, tal". Então eles sabiam o que eles iam enfrentar, sabiam quantas pessoas tinham lá, sabiam o caminho que eles tinham, as alternativas que tinham que para sair. Eles poderiam inclusive ter cercado. Não fizeram isso porque aí sim você criaria o número de mortes de pessoas inocentes. Então eles deram inclusive espaço para fuga. Quem a gente não pegar vai poder escapar. Tudo bem. Então, é falado dessa

▶ 02:36:41 ação como se não tivesse havido inteligência paraa preparação dela. E houve, houve inteligência paraa preparação dessa ação. Só que toda vez que você dá um tiro e você vai ter que chegar nesse momento, porque o o cara lá do dono da boca, o cara que comprou metralhadora, fuzil, bazuca, granada, esse cara não vai se entregar por outro argumento que não seja violência. Ele não vai se entregar. Aí na hora que você chega na ação efetiva, toda a inteligência que

▶ 02:37:13 teve anteriormente, toda a captação de dados de informação e a inteligência com essa informação, ela é ignorada. A gente até fala aqui como se ela não tivesse existido. E ela existiu tanto que os militares estavam dando entrevista e nada surpreendeu eles. Absolutamente nada. >> Pessoal, ã, uma pergunta, eh, tão pedindo para eu encerrar aqui? Ah, querem dar umas considerações sinais? Eu dar o último rep, ó. Galera, baixem o aplicativo, tanto Android quanto Apple Valete Plus. Baixem, baixem. Vamos

▶ 02:37:43 baixando e já já tem um agora o sorteio, né? Sim. Na verdade, o é são 28 pessoas, né? O pessoal sorteou e já me mandou aqui a listinha. >> Eu vou falar o nome pra galera e vou colocar o a imagem na tela. >> Só um minutinho. As 28 pessoas que ganharam ingresso pro nosso festival. Então, ó, pessoal, vou colocar aqui na tela, tá pequeno, mas dá um zoom aí e veja, eu vou lendo aqui também. Maurice Barbosa, Freitas, Marcos Henrique Araújo Silva, Flávio Gat

▶ 02:38:14 Montefusco, Samuel Arroio, Keinan, Matamala, Debrito, Marcelo Barbosa, Bento, Gabriela Angler Barbosa, Leonardo Zanatelli, Capobianco Pereira, Daniel Gonçalves Barros, Pedrizani, Thiago Vender Gonzales, Augusto Domingos Ribeiros, Daniela Bernardino, Enzo de Oliveira em Gráccia Guerra, André Matias Demron Tesser, José Henrique Santos da Silva, Luig Hernandes, Reis Felício, Fabrício Vieira Paganela de Oliveira, Guilherme Bertoli, José Eugênio Monteiro de Camargo Filho, Felipe Gabriel da Mota

▶ 02:38:45 Brenner, Ivo Verbec Frish, Thago dos Santos Severo, Wilbert Alves de Lima, Conrado Uber da Silva, Danilo Sostena Leão da Silva, João Víor Viana Chagas e Marcos Andrei Siqueira ganharam aí o ingresso para o nosso festival 28 pessoas que o querido dou. >> Maravilhoso. Meus amigos, querem mandar aí as últimas as últimas declarações aí? Obrigado por participar. Obrigado demais. A live, a live foi sensacional. Muita gente entrou no app e assim fico

▶ 02:39:16 muito muito feliz assim de ter contado com o apoio. A gente tem que contar com os amigos, né, na hora e h e a gente sempre e pra gente tá sendo um prazer trabalhar com todos vocês. Obrigado mesmo. Enfim, mandem aí suas considerações. >> Só um comentáriozinho. Primeiro eu queria agradecer eh ter participado dessa live. Foi um grande prazer para mim. Vou preparar já o meu primeiro artigo aí pro Valete, eu acho que o pessoal vai gostar. principalmente o pessoal que tá pensando aí se vale a pena ou não fazer universidade. Tô escrevendo sobre isso. Eh, uma coisa, eu que sou, eu acho, acho que eu sou mais

▶ 02:39:46 velho aqui, né? Tenho 46 anos, nasci 1979. E uma coisa que eu escutei desde que eu era criança, isso acho que perdeu um pouquinho de força, mas é uma coisa que eh era um mito que se estendeu e todo mundo me falava e eu e quem não participou disso parecia que era a pessoa mais por fora do mundo, tal, não sei o quê. Era uma coisa que eu sempre ouvi do tal do festival de Wood Stock, cara. Wood Stock, Wood Stock, quem não esteve Wood Stock, não sei o quê e tal. Então parecia que era um, sei lá, um idiota quem não esteve no stock, não fez parte da história da música. E eu

▶ 02:40:17 brinco, mas é falando sério, gente, o esse festival do MBL, dia 29 vai ser o stockque, tá, da política do Brasil. Quem perder este festival >> vai não vai ter feito parte da história da política desse país daqui 20 anos, 10 anos. pessoas vão estar contando pro filho. Ó, tá vendo tudo isso aqui que aconteceu? Eu comecei lá atrás, eu participei desse festival, foram 12 horas mais after part, não sei o quê, quase morri de bebê, tá? O pessoal vai estar contando essa história durante

▶ 02:40:48 décadas, vai ser o mais próximo que a gente vai ter aqui no Brasil do UD stock que se falou, que se fala até hoje. Eu falo, o pessoal acha que que eu tô brincando, mas eu não tô brincando, tá? Então você não vai ter feito parte da história da política deste país se você perdeu esse festival. Então entra lá no site, tá? Tá aí, ó. Entra lá no site festival.org.br. Se usar o cupom engenheiro 10 ainda ganha 10% de desconto. Já usa lá meu cupom e a gente faz. >> Oi. >> 10.

▶ 02:41:18 >> É o Impera 10. >> Impode usar também, mas o engenheiro 10 é melhor, tá? Dá 10% melhor que os 10 do Impera, viu? Brincadeira. Mas gente, compra lá pra gente se encontrar lá. Como eu falei, é você fazer parte da história política desse país. Fora que o festival vai ser vai ser absurdamente show, >> vai ser vai ser muito, vai ser muito legal, hein? Comprem já vai ser [ __ ] cara. >> E só avisando ah, desculpa, >> não pode falar >> não. Não, só avisando que um ou dois

▶ 02:41:48 anos atrás a gente teve que, ó, e acabou os ingressos, a galera tá acabando, vamos comprando aí galera. >> Meu, a cara, o app da valet é um bagulho muito [ __ ] cara. a quantidade de gente boa que tá sendo reunida no mesmo lugar para produzir conteúdo pelos próximos anos e toda essa galera vai estar na [ __ ] do congresso ao mesmo tempo, no mesmo lugar, no mesmo dia. Cara, vai ser uma loucura. Tipo, tô tô e eu eu tenho, eu tenho essa, eu tô eu tenho essa vibe já, já tô sentindo essa esse negócio tem um tempo já de que é muita gente boa

▶ 02:42:19 reunido no mesmo lugar ao mesmo tempo, cara. Isso, isso é meio assustador. Isso é meio assustador. E um monte de gente boa, muito jovem, no mesmo lugar ao mesmo tempo. Tipo, apenas assinem, apenas assinem o entrem no aplicativo, tá ficando fino. Eu vou começar a soltar um podcast meu lá. Eh, melhor recitar o meu podcast. Faz 5 anos de de programa eu parei faz um ano. Vou voltar para Z agora. Fora o resto do material. >> Ô, gostei de ver o Léo aí. Tá com um garrafão de whisky, cara. Que isso?

▶ 02:42:49 >> Quê? >> Metanol. Metade não >> é brincadeira. Não, não vou. Eu não, é só para, só para dar uma quebrada também, mas eh muito obrigado aí, Renan, pela oportunidade. Enfim, conheci vários feras aí hoje no na live e tô animado também contribuir lá com o Valete, cara. A sensação que eu com Valete Plus, a sensação que eu tenho realmente que tá juntando uma união de vanguarda assim, cara, que sabe, quem sabe um dia a gente chega à altura, né, das vanguardas que nos antecederam, mas eu estaria animado. Se eu ti, se eu tivesse de fora, eu estaria curioso ir estando dentro. Tô animado.

▶ 02:43:19 >> Então, entra. Obrigado, Anton. Valeu, velho. Quem mais tá da live com vocês? Bate-papo legal para caramba. E e pô, essa iniciativa aí do do aplicativo é boa para caramba, porque é o que todo mundo falou aí, tá juntando muita gente e é importante isso, é importante ter ter conteúdo, ter discussões e e é um ambiente que acho que vai gerar muitos frutos aí pro futuro. E parabéns aí pela iniciativa também. Obrigado,

▶ 02:43:51 obrigado galera, obrigado todos. Valeu a todos que entraram. E é isso, galera. Estou aqui mais homo ao vivos hoje do que o nosso grande engenheiro Léo. Obrigado. Valeu. Valeu, galera. >> Pessoal, todos os links aí estão na descrição do festival, do app, do Valete Plus, tudo. Então, entrem e bora para cima. Até a próxima. falou, >> "Valeu, >> valeu,