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RENAN SANTOS SURPREENDE EM NOVA PESQUISA | PLANTÃO MISSÃO | Ricardo Almeida | 03/02/26
Renan Santos · 03/02/2026 · 33 min · Partido Missão
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▶ 00:00:01 Muito boa tarde, senhores missionários. Estamos ao vivo aqui com o professor Ricardo Almeida. >> Muito boa tarde, senhores missionários. Estamos aí ao vivo. Vou falar algumas coisinhas. Eu quero utilizar essa live. Eu não ia fazer essa live hoje, na realidade eu estou substituindo aqui um pouco em cima da hora o Orlando que ia fazer essa live. Mas eu já fiz algumas lives da missão e eu confesso a vocês que eu gosto de fazer essas lives porque eu acho que dá pra gente ir atualizando algumas expectativas do que tá rolando
▶ 00:00:31 na pré-campanha, do que a gente entende como nosso projeto político e algumas palavras que eu sempre digo assim a respeito aqui a respeito do livro amarelo, né, que vai ter algumas novidades em 2026. Boa tarde. Boa tarde, pessoal. Boa tarde. Eh, e eu estava vendo vocês comentando, né, que nessa campanha vai ser necessário muito esforço e tudo mais. É verdade. A gente vai para uma pré-campanha, uma campanha, na seguinte situação, né, no seguinte contexto. Eh,
▶ 00:01:03 inegavelmente nós somos o os possuidores, os portadores, por assim dizer, do discurso mais disruptivo, revolucionário e interessante que está sendo feito na política brasileira. Não apenas na direita brasileira. Isso é um fato que a gente tem que eh ter em vista, assim claramente a gente tem realmente o discurso mais interessante de todos. E eu falo isso aqui tentando ser o mais neutro possível em relação à minha participação no MBL. Eu falo como um analista. Se eu fosse um analista de fora e tivesse me contratado e eu não
▶ 00:01:34 fosse do MBL, não militarse no movimento, tivesse nada a ver com isso aqui. E aí me contratassem, dissessem: "Faça uma análise do cenário político brasileiro e julgue qual é o discurso mais inovador, disruptivo, mais alinhado com as tendências internacionais. Eu tranquilamente diria que é o discurso da missão/MBL. Eh, como nossos concorrentes, se a gente olha pra esquerda brasileira, a gente enxerga uma esquerda brasileira que está ainda com muita dificuldade de renovação. Você veja que as maiores
▶ 00:02:05 renovações da esquerda brasileira, olhe só, Junito, é o comunismo e o trabalhismo. Quer dizer, duas ideologias que tem aí mais de 100 anos. Trabalhismo esse que teve a sua última expressão antes do regime militar. Isso é algo que os próprios trabalhistas reconhecem naquele debate que eu participei, eles mesmos reconheceram isso. Quer dizer, a última grande expressão do trabalhismo foi anterior ao regime militar, né, e que de fato ganhou a presidência, que de fato, enfim, pode fazer as suas reformas
▶ 00:02:36 de base, que foi o governo João Gular. E desde então você teve uma certa sobrevida do discurso trabalhista no projeto político do Ciro Gomes, que fracassou redondamente, né? O Ciro é um exemplo de fracasso presidencial. Ele partiu de uma eleição no qual na qual ele teve cerca de 12% e caiu numa eleição em que ele teve menos de 4%. Ou seja, mais ou menos o que hoje o Renan Santos já tem na sua expectativa de voto, tendo nem sequer começado a campanha, né? Então, essa é uma essa é
▶ 00:03:07 uma das renovações, eh, nas quais a esquerda brasileira aposta as suas fichas. A outra renovação é mais, digamos assim, antiquada e fora do alinhamento temporal eh do que o trabalhismo, que é o comunismo. Quer dizer, a gente está num país que hoje vários dos maiores influenciadores de esquerda do Brasil são comunistas, né? Eles têm uma ideologia ainda ortodoxa, ainda base eh, no entendimento de Marx Lenin, a respeito de como funcionam as
▶ 00:03:38 relações de produção, de como devem ser estabelecidas a a como deve ser estabelecida a ação política, em como eles vão conseguir conquistar o poder e como eles vão governar e de que forma eles vão eh chegar a obter poder para operar as transformações que eles pretendem. Quer dizer, isso aí é uma das renovações, entre aspas, eh, da esquerda brasileira. O comunismo, comunismo é uma ideologia que está enterrada no mundo inteiro. Eh, os próprios comunistas nem, eh, concordam, eh, se eles reconhecem
▶ 00:04:10 que a China é comunista ou se a China não é comunista. Existe um debate muito intenso que divide aí as fileiras eh dos comunistas em torno da do caráter da China, né? Se a China seria comunista, se não seria comunista, se seria um país capitalista, tal. Então, a única experiência do socialismo real que tem algum poder imperial hoje, que é a China, já é considerada uma experiência divisiva, ou seja, uma experiência em torno da qual eles não conseguem chegar
▶ 00:04:40 a nenhum consenso, né? E e tirando a China, você olha, todos os demais países comunistas são países muito pequenos, países que não têm nenhuma capacidade de transformar eh nada num horizonte histórico efetivo. A gente tá falando aí de Vietnã, Cuba e Coreia do Norte, n basicamente, e laus, né, e um estado lá da da Índia, ou seja, é uma experiência minúscula. E no entanto, a renovação discursiva da esquerda brasileira é o comunismo. Então
▶ 00:05:10 se você tem na esquerda como as duas renovações, uma ideologia política que deu seus últimos frutos no Brasil anteriormente ao regime militar e uma outra ideologia política que não tem praticamente nenhum estado como seu representante e o único estado que tem representante não encontra consenso teórico nas suas próas fileiras, então você não tem uma grande renovação do pensamento de esquerda. Beleza? Eh, se a gente vai pro pensamento de direita e para as coisas que estão sendo feitas na direita, o que que nós temos na direita? a gente tem na direita eh um
▶ 00:05:41 discurso já envelhecido, né, que é basicamente a defesa residual da família Bolsonaro e da manutenção, digamos assim, do estandarte da direita dentro da família Bolsonaro. Mas eh nesse discurso, nesse projeto, não há nenhuma, absolutamente nenhuma novidade. A gente não vê o bolsonarismo falar nada de diferente do que ele fala desde 2015. Eh, são sempre os mesmos slogans, os mesmos chavões, as mesmas pautas, o
▶ 00:06:12 mesmo tipo de discurso. Então, qual é o discurso bolsonarista? Nós temos aqui um enfrentamento contra o STF, ou seja, questões internas do bolsonarismo, que questões internas eh da facção política que eles representam. Eh, nós temos aqui a necessidade de defender o o Jair Bolsonaro, ou seja, algo personalíssimo em relação ao Jair. E de resto nós temos aqui uma estratégia de apaziguaia. Eles falam algumas generalidades sobre segurança pública, algumas generalidades sobre a economia e nisso se limita o
▶ 00:06:43 discurso bolsonarista. Eh, por outro lado, você tem eh os partidários dessa direita majoritária, que quer dizer, direita majoritária é bolsonarista, mas dessa direita do centrão, essa direita alternativa que aí está representada por governadores de estado como Caiado, Zema, Ratinho Júnior e Tarcísio. E esses caras todos eles não têm nenhum discurso original, porque a única coisa que eles sabem falar são platitudes a respeito de administração pública e da necessidade de reduzir a polarização no Brasil.
▶ 00:07:14 Então assim, por onde quer que a gente olhe, o cenário do discurso político brasileiro é extremamente empobrecido. para não dizer que você não tem nada, você tem ainda algumas coisas originais pintando ali no campo dos nacionalistas, mas mesmo assim muito pouca coisa, porque via de regra, o discurso nacionalista e a a a política que os nacionalistas imaginam também é uma política velha, é uma política um tanto quanto baseada naquele ufanismo do Brasil ou numa certa
▶ 00:07:46 nostalgia da época de Getúlio ou qualquer coisa desse tipo. Então, é isso que a gente encara no cenário político brasileiro. Num contraste muito acentuado, assim, um contraste drástico com tudo isso, nós temos a missão/MBL. E por que que eu digo que há um contraste grande? Porque se a gente olha em todos os setores, nós somos inovadores. Em todos os setores a gente tá sendo inovador. Eh, no setor que se refere a criação de pensamento, nós temos hoje um pensamento que tá aqui no livro amarelo, que é um pensamento que
▶ 00:08:17 não pode nem ser classificado. Ah, outro dia eu respondi um rapaz que tava no meu Twitter perguntando, né? Ele tava perguntando, pô, eh, eh, como é que vocês se classificam? Vocês ainda são liberais? vocês são desenvolvimentistas, o que que vocês são? E a única coisa que eu pude dizer para ele, a gente não é nada disso aí não, cara, porque a gente não tá dentro dessas etiquetas. Nós estamos criando uma coisa própria que ainda não tem uma etiqueta e que depois os historiadores vão dizer: "Olha, esse pensamento aqui
▶ 00:08:48 era assim assado, ele se baseava nessa e naquele nesses e naqueles pilares." Então é uma novidade. Se você pega o discurso do Renan, forma como ele fala e as coisas que ele fala. Ninguém estava falando da forma como ele fala e as coisas que ele fala. Então, todo mundo falava de segurança pública, mas ninguém havia trazido a bandeira de vamos decretar uma guerra com direito penal do inimigo, com supressão de direitos, garantias processuais penais e direitos penais desses eh inimigos da nação. E vamos fazer assim nos moldes de El
▶ 00:09:20 Salvador, do Buquele, etc, etc. Ninguém havia dito isso no Brasil desta maneira. Todo mundo falava de segurança pública genericamente, mas com essa clareza, com esse contorno preciso, ninguém havia feito. Quando você pega as nossas ideias sobre reforma política, todo mundo fala de reforma política. Desde que eu era criança, eu ouço políticos falando de reforma política. Mas é sempre são sempre propostas genéricas. Ah, vamos mudar ah o a o sistema eleitoral do sistema atual pro distrital ou pro
▶ 00:09:50 distrital misto. Beleza? Essa é a discussão. Ou vamos mudar a forma de governo, que a forma de governo é presidencialista, vamos retornar aqui ao parlamentarismo, beleza? essa discussão ou vamos ter que fazer aqui uma reforma para evitar a corrupção e daí naturalmente os políticos falam alguma generalidade sobre como evitar a corrupção e fica nisso. No nosso caso, não. A gente tem uma reforma política que está nitidamente vinculada à obtenção de índices superiores em todas as áreas da administração pública. Ou
▶ 00:10:21 seja, aquilo que interessa de fato, aquilo que é concreto, que são os índices de educação, de segurança, de saúde, de e eh e preservação do meio ambiente, PIB eh per capita e assim por diante, todos esses índices eles têm que est ali na mão dos gestores em nível federal, estadual e municipal. E a reforma política vai se basear nisso, né? Ninguém também falava algo assim. Se a gente vai para eh eh por exemplo, que a gente cria em matéria cultural, quer dizer, como é que dá para avaliar um
▶ 00:10:52 revista como a Valete? A Valete é uma revista inclassificável, porque não é uma revista da direita católica, ela não é Olav, ela não é liberal, ela não é nacionalista puro sangue, ela não é nada disso. Ela é um produto sui gêneres, uma coisa nova e única que se torna nova e única. Por quê? Porque você tem a congregação, o ajuntamento de diversos intelectuais e escritores que t formações ideológicas as mais diferentes possíveis. E é dessa pluralidade que
▶ 00:11:22 nasce uma coisa nova. Então, aonde quer que a gente olhe paraa nossa ação, nós estamos olhando em algo novo, para algo novo. Do ponto de vista organizacional, qual é o movimento que tem simultaneamente militância estética a banda limão rosa, odiada e amada por alguns, né? [risadas] O Janito aqui com a parte do ódio. Uma banda como Limão Rosa do candidato a presidente, uma cena cultural que começa a nascer, uns eventos e um gigantesco evento que é um congresso, que na realidade é um festival para 4.000
▶ 00:11:53 pessoas pagantes. Ou seja, é uma parada que ninguém tem. Você vai paraos partidos tradicionais, PSD tem isso, PT, o PT tem isso, não tem. O PSDB tem MDB, republicanos, todos esses partidos, a sua organização, a sua estética, a sua lógica é extremamente mais convencional. Então, tranquilamente, nós podemos dizer que a gente tá fazendo o único. E esse fazer o único, e aí eu quero chegar no tema dessa live, apareceu, está aparecendo para a gringa, está
▶ 00:12:24 aparecendo para os estrangeiros, especialmente para os americanos. Eh, eu fiz essa live explicitamente com a intenção de comentar um artigo que o Renan escreveu na revista Paládium. Eh, eu já fiz um podcast sobre esse artigo, adorei fazer um podcast sobre artigo, porque eu acho que esse artigo é extremamente importante na história recente do que a gente tá fazendo, porque ele indica os os primeiros passos, ele anuncia os primeiros passos de uma aproximação necessária com direita norte-americana. Esta sim, esta
▶ 00:12:56 sim, bastante original agora, então lá nos Estados Unidos, lá nos Estados Unidos está rolando, né? Não importa qual é a avaliação que a gente possa fazer. Não importa qual é a avaliação que a gente possa fazer, mas nos Estados Unidos está rolando uma renovação do pensamento direita. No Brasil quem tá fazendo é a gente. Não é o bolsonarismo, não é a direita, entre aspas, desses gerentões. É a gente que tá fazendo. Agora nos Estados Unidos tá rolando. E assim, você pode concordar ou discordar. Você pode achar que a direita conservadora, old school lá mais antiga,
▶ 00:13:28 era melhor do que essa nova direita que tá surgindo. Você pode achar isso. Você pode achar que os caminhos dessa nova direita são complicados. Eu, por exemplo, tenho várias ressalvas e reservas, né? Mas se eu tivesse aqui num no contexto de ter que debatê-las, eu estaria levantando algumas ressalvas que eu tenho em relação ao que eu tô vendo como tendência dessa nova direita. Mas o fato é que as coisas novas estão acontecendo. Os americanos estão efetivamente fazendo coisas novas lá e a gente tá alinhado com essas coisas novas que estão pintando aí no nosso Big Brother do Norte. esse artigo do Renan,
▶ 00:13:59 eh, portanto, o anúncio e de uma aproximação necessária que está se fazendo aqui foi um artigo que ele publicou na revista Paládio. Para quem não sabe, contextualizando, a revista Paládio é um veículo de comunicação dessa direita tecú em torno ali do Peter Till, do atual vice-presidente dos Estados Unidos, o J Vence, do Curtis Harvin, que a gente recebeu no nosso Congresso e que é uma nova direita. Por quê? Ela é nova porque ela começa a sair
▶ 00:14:29 da caixinha eh de certos pressupostos que eram partilhados assim normalmente como se fosse ah digamos assim um um um uma um ideia inquestionável dentro direit dentro da direita. Então, por exemplo, você pega eh tudo que a direita escreveu dos anos 50 até os anos 90, passando pelo governo de de Rean, é quase tudo em torno de eh liberalismo econômico, de um retorno ao conservadorismo de costumes, eh de um certo catolicismo. Então há uma certa
▶ 00:15:00 direita católica. Eh, o Veglin Institutes, né, a recepção da obra do Eric Vegling, que foi um pensador austríaco nos Estados Unidos, abriu caminho para essa direita católica. Então você tem uma direita católica nos Estados Unidos e também a grande quantidade de católicos que habitam aquele país, que vieram eh de fora e que se converteram ali dentro. Há um certo movimento da direita católica, né, em torno de figuras como Feglin e outros. Eh, e liberalismo, evidentemente, boa parte dos think thanks, boa parte dos institutos da direita tradicional
▶ 00:15:31 norte-americana são institutos liberais. E aqui eu cito a Atlas Foundation ou a CTO ou a própria Hoover, a própria Heritage, eles estão entre, digamos assim, no espectro de um liberalismo mais libertário até um um liberalismo mais conservador ou um conservador eh um conservador liberal, como se queira chamar, mas eles estão ali dentro, digamos assim, do espectro do liberalismo. O que a gente tem visto nessa nova direita técnica é outra coisa, uma novidade ideológica. Eles estão saindo para fora das balizas do
▶ 00:16:03 liberalismo. Eh, estão fazendo críticas abertas a todo o processo de bandernardização, fazendo críticas abertas à própria institucionalidade democrática americana desde a sua raiz, desde o seu princípio. E isso inaugura uma época de muito mais radicalismo, de muito maior radicalismo teórico do que antes. Porque notem, uma coisa é partir, né, do entendimento lá dos founding fathers e da ideia de liberalismo norte-americano, que tava meio que básica ali pra direita e pra esquerda,
▶ 00:16:33 um certo consenso nos Estados Unidos, né? Outra coisa, você sair completamente dessa esfera e começar a lidar com elementos reacionários, monárquicos, com constituições políticas avangard, né, de de vanguarda, imaginando aí um tecnofeudalismo, um futuro tecnológico, CEOs que de alguma forma eh se substituem a uma democracia envelhecida. Tudo isso é muito novo em matéria de concepção, em matéria de ideias. Isso tá rolando nos Estados Unidos. Essa entrevista, portanto, ela cai, ela
▶ 00:17:05 recai, que foi, ela recai nesse pool, nesse universo, nesse contexto das novas ideias norte-americanas. E é uma grande entrevista. A entrevista tem algumas partes. Eh, eu sugiro que vocês >> eh, mas eu preciso atualizar numa coisa. Eu acabei de abrir a entrevista e ela está fora do ar >> no site da Paládia. Eu perguntei pro Ren: "Renan, tá fora?" Fal, "Ah, sim." É, tiveram alguns problemas lá, eles vão republicar ela. >> Ah, pô, que pena. Ah, mas é um problemas de praxis, né?
▶ 00:17:35 >> É problema técnico. É problema. >> Problema técnico. Não, problema melhor ainda, porque aí eu resumo um pouco a ideia da entrevista e vou comentando aqui, enfim, das nossas coisas. Mas basicamente a entrevista é o seguinte. Ah, ele começa apresentando ali a origem do movimento Brasil Livre. Vocês sabem qual é, né? Surgimos lá do contexto das disputas contra Dilma e tudo mais. Nos desenvolvemos nessa época. Ele vai apresentando como o centrão foi tomando a política brasileira e como eh o Bolsonaro e o Temer são ambos expressões desse centrão. E daí ele apresenta o que
▶ 00:18:06 a gente tem feito. E ao apresentar o que a gente tem feito, ele enfatiza a importância da valete, do livro amarelo, da própria candidatura pré-candidatura presidencial e das candidaturas pré-candidaturas no legislativo que a gente vai ter. e mostra isso como uma grande novidade. E o que eu achei mais interessante, tanto no tom dessa entrevista, quanto no tom do próprio discurso do Curtvin, é o fato de que há um um algo ali de nós não estamos aqui para aprender com os americanos, nós
▶ 00:18:38 estamos aqui para ensinar a nossa experiência. Isso é muito bacana. Eu acho que o o brasileiro que quer criar alguma coisa importante, ele dá o seu primeiro passo na direção de criar uma coisa importante quando ele se coloca como alguém que vai ensinar algo para o mundo. Foi assim que aconteceu com os nossos maiores criadores. Analisando a história da cultura brasileira, a gente percebe isso. Vila Lobos quando foi paraa Europa compor a sua música, ele foi lá na condição de um mestre. Ele foi lá na condição de ensinar os europeus, de fazer algo que vinha desde o Brasil,
▶ 00:19:09 desde as entranhas da cultura brasileira e que deveria ser um produto autônomo. Não era ali, ele não estava ali na posição de um discípulo das tendências europeias, mas na posição de alguém que diante dessas tendências acrescenta algo de novo e original a essas tendências. A mesma coisa com a nossa música. Ah, quando tem aquele disco famosíssimo, maravilhoso, que o Tom Jobin gravou com o Stangets, que talvez seja o melhor disco da música popular brasileira, é um disco que é um disco de bossa nova
▶ 00:19:40 misturado com jazz. E a aquela música ali de exportação, a bossa nova do Stangets, aquilo ali foi a exportação de brasileiros criando a novidade, criando o original, criando o novo para os estrangeiros consumirem, verem, aprenderem, saberem como é que é essa postura. é a postura que está contida nesse artigo e é a postura que está contida no nosso projeto. Então eu acho que a cada vez mais na cada vez à medida que o tempo for passando, né, vai ficar
▶ 00:20:11 mais claro o que a gente tem feito aqui de original. Isso vai chamar mais atenção dos estrangeiros e ficará mais sedimentado o fato de que nós e somente nós estamos fazendo aquilo que importa na política brasileira. Mas ninguém está fazendo algo que importa na política brasileira. E aí, nesse sentido, eu fico muito tranquilo em relação às eleições eh de 2026. Eu acho que independente do resultado, nós estamos afinados com o espírito do tempo. E quando você tá
▶ 00:20:41 afinado com o espírito do tempo, você pode não vencer imediatamente, mas você vai vencer. Essa ideia de que é inevitável, se torna inevitável porque você está afinado com o espírito do tempo. Estar afinado com o espírito do tempo garante uma certa inevitabilidade. E eu não vejo ninguém estando afinado no Brasil. Infelizmente, a discussão política brasileira é uma discussão muito empobrecida, muito fraca. É até assim sem graça acompanhar as coisas que são feitas para além do que a gente
▶ 00:21:11 constrói aqui no MBL. Então eu recomendo a todos vocês que quando essa entrevista voltar ao a vocês leiam a entrevista, leiam com cuidado. Quem souber inglês leia. Quem não souber, por favor, traduza. Mas é uma entrevista que dá aí o norte do que a gente está fazendo. Bom, agora eu vou responder algumas questões que porventura me façam aqui no chat. >> Só uma é, tá dando para evitar. Só lembrando, tá? Eu fixei aqui pro pessoal se filiar, né? Agora nós temos um programa de filiação a partir a partir do Missão.
▶ 00:21:42 >> Então pessoal, eh eu fixei aqui o link, quem não é filiado aí, inclusive eu não me filiei ainda, viu? >> Eu também não. >> Vamos, eu vou vou tentar me filiar hoje, ver se eu tô com meus documentos ali. Precisa do título só, né? >> Ou não? >> Eu acho que sim. Não, não deve precisar de muita coisa, não. >> Não. >> Bom, mas você tá aqui, você se filie na missão, né? assim, faça isso urgentemente. A gente precisa do maior número de filiados possíveis e a gente vai eh, eu não sei como é que tá os detalhes do sistema de filiação, mas
▶ 00:22:12 deve ser bem bem simples, não deve ser muito complexo, não. >> Acho que já estamos com mais de 10.000 filiados, né? >> Mas a gente a gente vai subir para 100.000 rapidinho, você vai ver. >> Porque assim, qual outro partido você tem orgulho de bater no peito? Ó, sou da A orgulho, eu a gente usa a camiseta da missão. Eu tenho uma tatuagem da missão. Nenhum. Nenhum. né? Eu acho que já teve, Júnior, já teve. Em outras épocas, os bolsonaristas tinham orgulho do Bolsonaro. Em outras épocas os petistas tinham mais facilmente o orgulho do PT no PT da velha guarda e tal. Mas isso
▶ 00:22:43 meio que acabou, né? >> Os PCD B, eu acho que gostam do partido dele, do P. >> É, mas é, mas são partidos envelhecidos, né? É aquilo que eu falei, a renovação política da esquerda, a venda da esquerda, é uma renovação do trabalhismo do comunismo. É tipo uma renovação velha, uma renovação em cima de ideologias já já antiquadas, já obsoletas, né? Ó lá o >> não dá para levar muito a sério. Ô >> louco, sou mais antigo no partido que o Junito e o Ricardo. >> Opa, é isso aí. >> Mas eu sou membro fundador. Desculpa. >> O Felipe tá me perguntando a expectativa que eu tenho sobre o desempenho. Cara,
▶ 00:23:14 eu acho que esse desempenho é o seguinte. ou a gente vai ok ou a gente vai extremamente bem e não haverá tipo um intermediário. Eu não acho que a gente vai tipo a muito bem, mas não eu acho que ou vai OK ou vai incrível. Isso é o que eu acho. >> Olha, >> e eu acho que se for incrível, o incrível vai nascer do seguinte. Eu vou lhe dizer do que que nasce o incrível. O Renan é hoje disparadamente a pessoa que melhor faz lives do Brasil em matéria política. Não tem ninguém igual, sinceramente, a forma como ele se
▶ 00:23:44 comunica, como ele consegue se expressar, ele cativo o público e tal, ele é realmente muito bom fazendo isso. Eu acho que se o Renan que vocês veem na live com aquele tipo de energia, com aquele discurso afiado, indo exatamente nos pontos e dotando o discurso dele daquela plasticidade que fica um negócio simultaneamente é engraçado e é épico. Ele tem uns momentos de ser épico e tem uns momentos de ser engraçado. Ele consegue transitar
▶ 00:24:14 nesses dois registros com facilidade. Então, por hora ele épico e às vezes ele se empolgaá e aí sai aqueles cortes de que você sente, o prendeu, matou e vai acontecer e vamos transformar o Brasil e tal. E por outro lado ele também é engraçado, então ele consegue quebrar a expectativa do épico e do descritivo com o humor. Ele é uma pessoa engraçada. Se ele conseguir fazer isso que ele faz nas lives para uma grande audiência e entregando isso para o povo brasileiro
▶ 00:24:46 nos vídeos, nas participações, entrevistas, no que for, e o material dele começar a conectar com as pessoas da forma que conecta-se com as pessoas que assistem as lives, aí você pode ter uma coisa assim muito muito muito surpreendente mesmo. Mesmo isso isso é uma coisa que pode acontecer. Eh, não, não, não há certeza quanto a isso. Não é dizer: "Ah, isso aqui é um destino manifesto, é certo", tal, que nem essa
▶ 00:25:16 essa xícara está aqui em cima da mesa. Não é assim, mas isso pode vir a acontecer. E aí alguém pode fazer a pergunta que eu faria, né? A pergunta logo posterior a essa pergunta que é: "Ah, beleza, mas como fazer acontecer? Como fazer acontecer? Como como dá esse salto? Eh, eu não acho que tem uma fórmula. É, é é um desses problemas cuja solução não é uma solução fechada. Se já você tem uma fórmula, dá para você fazer isso e isso e isso. Não, o que dá para fazer, a gente está fazendo é exposição,
▶ 00:25:48 é gravar um monte de material, é ele ficar rodando o país inteiro, é futuramente ter voluntários paraa campanha, enfim, é fazer essas coisas. Isso a gente já está fazendo. E esse pulo e esse salto ele vai ser dado como? De que maneira? Eu acho que esse salto é assim, é é pegar o que já está sendo feito e se você conseguir dar um ajuste fino em alguns vídeos e fazer com que esses vídeos se tornem fenomenalmente
▶ 00:26:20 grandes, como foi, por exemplo, o vídeo do Nicolas, o primeiro lá da blusa preta, né, que ele tava comentando, nem lembro qual foi o teor vídeo, mas foi o primeiro vídeo que explodiu, que deu não sei quantos bilhões de visualizações, mais visualização do que gente no planeta Terra. Se a gente consegue dar um ajuste fino a alguns vídeos do Renan para atingir esse pico e daí ele saltar muitas vezes no tamanho do das suas redes sociais, existe a chance disso acontecer. Isso aconteceu
▶ 00:26:50 recentemente com o caso do cão orelha. O vídeo que ele fez do cão, porque justamente é uma pauta que mobiliza muita gente, viralizou imensamente. E ele teve um salto aí, sei lá, ganhou 50.000 1000 seguidores num dia. Foi foi uma coisa assim muito impressionante que ele conseguiu com aquele vídeo. Eu acho que implacaram alguns vídeosco. Isso é o que dá para fazer. Agora, evidentemente que esse elemento é um tanto quanto imponderável. Eh, o que as pessoas da parte de edição que estão cuidando aí do marketing tem que fazer, obviamente, eh, verificar o que que funcionou mais, o
▶ 00:27:21 que que tá funcionando mais, qual é o o qual foi o gancho que funcionou mais, que tipo de gancho funcionou mais. Então, esse é um caminho. Há um segundo caminho. Há um segundo caminho. Não podemos nos esquecer. Esse segundo caminho é muito importante. Eh, essas manifestações que a gente tá montando aí sobre Banco Master, etc, etc., elas não são manifestações partidárias, elas não têm interesse de nos promover, a gente não pode ficar levando coisas da missão lá. A gente escolheu fazer isso e eu acho que é uma escolha correta, tendo em vista que nós
▶ 00:27:52 não devemos misturar um caso de corrupção com o marketing do que a gente tá fazendo, porém nós estamos fazendo. É innegável que o grupo que está levando isso adiante somos nós. Não é o novo, não é o bolsonarismo, não é ninguém, somos nós. Agora, se essas manifestações que a gente tá fazendo, elas tomam um corpo maior, se elas começam a ficar mais poderosas, se disso sai realmente uma sublevação, é natural que os organizadores centrais disso aí, isto é, nós, tenhamos um holofote por conta disso. E isso pode furar bolhas, isso
▶ 00:28:23 pode quebrar certas barreiras. Eh, o que nos falta e de fato é ser visto por todo mundo que é de direita sem prevenção. Se as pessoas que são de direita hoje, se todos os bolsonaristas hoje começam a consumir material do MBL sem prevenção, isto é, sem, ah, eles são os moleques esquerdistas, eles são pessoal kids, eles não estão com Bolsonaro, logo eu não gosto deles, etc, etc. Se eles começam a consumir esse material sem esta prevenção, aí nós podemos crescer demais. Porque não nos enganemos, a
▶ 00:28:54 nossa grandeza significa ruína do bolsonarismo e vice-versa. Nós estamos entrelaçados ao destino do bolsonarismo como inimigos fidagais, no sentido que a gente só cresce o bolsonarismo cair. E se a gente não crescer, o bolsonarismo permanece. É, é de, é desse jeito aí. Desse jeito aí. Não importa as mutações, não importa as transformações que o bolsonarismo vem a ter. se vá para o Nícolas e sai da família, não interessa. Essa direita majoritária que é conhecida pelo seu
▶ 00:29:27 oportunismo, pela forma eh tosca e e e canalha de se valer da religião, que é moralista, hipócrita, porque vamos combinar, quase todo mundo aí que tá rotando moralidade é no privado vagabundo, a gente sabe disso, entendeu? A direita tá cheia de vagabunda e vagabunda. Essa é a verdade, que fica rotando moralismo e tal, mas é mentira. Mas é uma direita moralista, é uma direita, ah, como eu disse, que se vale
▶ 00:29:57 da religião. Então, tem um monte desses pseudoprofetas aí, as pessoas que recebem uma revelação de Deus. Eu tô com Deus e Deus aqui, Deus e Deus a culá. Então eles fazem esse uso instrumental da religião e é uma direita que não tem projeto. Então direita sem projeto que se que se vale da religião de forma canáha e que é moralista de guela. esta coisa chamada direita brasileira que é assim e que é burra e que também é estúpida, tem um nível intelectual ruim, nível teórico precário e tal, esta coisa
▶ 00:30:28 chamada delita brasileira, se isso permanece poderoso, se isso permanece com a capacidade de captar boa parte da atenção do campo da direito, dos votos, aí a gente não tem vez. Mas aí eu digo, o Brasil não tem vez porque dessa direita, dessa direita não vai nascer, não vai nascer nenhuma solução para problema nenhum que está no Brasil. Isso é um fato. Bolsonaro já governou. Foi uma tragédia. Se um próximo cara egresso dessa direita governar, vai ser uma bosta do mesmo jeito, porque eles não têm projeto. E além deles não terem
▶ 00:30:59 projeto, eles, como eu disse, eles são oportunistas, canalhas, vagabundos, inclinados à corrupção miúda. Então, quando você tem este tipo de personagem lhe governando, não espere muita coisa. Uma pessoa assim não vai se sacrificar para fazer o bem ao Brasil. não vai fazer isso. Ele vai buscar compactuar-se, né? Ele vai entrar no sistema e buscar utilizar o sistema para os seus benefícios pessoais. E é isso que vai acontecer. E vai acontecer de novo. E se botar 10 vezes pessoas agressas desse
▶ 00:31:31 campo da direita majoritária, é isso que acontecerá novamente. Portanto, nós estamos, volto a dizer, umbilicalmente ligados à ruína do bolsonarismo. A ruína do bolsonarismo é a nossa glória. E a glória do bolsonar, a glória não, porque eles não vão ter glórias, mas a grandeza do bolsonarismo é a nossa ruína. O que nós temos que fazer é levar o nosso material para os bolsonaristas. para que eles vejam, eles acordem, eles saiam do seu torpor, do seu sono hipnótico doentil
▶ 00:32:04 e passa a enxergar a realidade como ela é, que o projeto Bolsonaro fracassou, mas que felizmente, felizmente existe um novo projeto de direita que é o MBL, porque se só tivesse o bolsonarismo aí era fim de jogo total para a direita brasileira. como nós existimos, então o caminho que conduz ao que nós estamos fazendo é o caminho que as pessoas têm que seguir para que haja o direito brasileiro no futuro. >> É isso aí. Bora, bora. Voltamos sexta-feira porque
▶ 00:32:34 quinta-feira temos um encontro marcado à frente do Branco Master. Então, sexta-feira teremos a live com provavelmente Orlando Lima, se ele tiver internet, porque lá em Portugal, aparentemente tá tendo várias, muitas chuvas fortes. E >> p que nem São Paulo, né? Só tem roça nesse mundo, pelo amor de Deus. Isso aí. >> É isso aí. Um abraço a todos vocês. Até mais.