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RENAN VISITA O MAIOR AQUÍFERO DO MUNDO
Renan Santos · 06/07/2026 · 13 min · Renan Santos
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▶ 00:00:00 Ah! Alguém me busca aí agora, agora, agora. Pegou a formigagem. Vem. >> E aí, tá animado? >> Tô. Olha, eu esperava que tivesse mais quente >> também, >> né? Temperatura de boa. >> Prazer. Como é que tá? Tudo bom? Como é que tá? Beleza.
▶ 00:00:32 [música] [música] Amigos, nós estamos numa pequena aventura. A gente veio basicamente se navegando sobre o maior aquíífero do mundo. Não exatamente aqui o aquífero, mas [música] ele tá embaixo inclusive dessa água. E nós vamos mostrar para vocês os contrastes, né? [música] O Pará é uma terra de constar trastes, um lugar muito desigual e você
▶ 00:01:02 tem ao mesmo tempo o lugar com a maior reserva de água doce do mundo e a cidade mais próxima, a maior cidade mais próxima, ela não tem água potá. São aquelas coisas do tipo, estou na Venezuela e não tenho combustível, [música] né? E realmente acontece isso na Venezuela. Então, a gente veio mostrar esse cenário todo para vocês. O cenário paradisíaco, [música] o começo da nossa saga paraense. Bora. >> Ô, Morique, então explica para nós. Aqui
▶ 00:01:33 é uma junção de vários rios e acho que por conta, sei lá, do volume de água, você tem então, vamos dizer, uma vazão disso para baixo. É isso aí. É, gera um reservatório o ací. >> Exatamente. O acífico é subterrâneo, né? É gigante aqui embaixo. Imagina que se você pegar ele num cubo, você pega um cubo de 44 km. É o tamanho desse aquífero. Cabe estados do Brasil dentro dele. >> Sim. >> Tá. E é a maior reserva do mundo por conta disso. E a turma ainda tá descobrindo mais acrílicos na Amazona.
▶ 00:02:03 >> Sim. >> E tudo isso é por conta dos rios. Aqui tem rios gigantes como o Tapajó que a gente tá aqui agora do Alter do Chão, tem o rio Amazonas, tem o Madeiro, tem o negro, né? Isso, Limões. Então, por conta de toda essa questão do aquífero, do desses rios gigantes que tem esses aquíferos. E aí a gente falava muito do Aquífero Guarani que fica lá pra região do Paraná, né? Fica lá para lá pro sul. >> Aqui é maior ainda, >> é duas vezes maior. O Aquí Paraná tem 40, aproximadamente 43 km c e esse aqui é 86 km.
▶ 00:02:34 É o dobro. Exatamente. >> Entendendo essa lógica, né? É mais uma das descobertas de recursos naturais bizarros que a gente tem quear, porque aqui no Pará a gente não descobriu nada ainda. Por exemplo, temos de terras raras tem para cá, >> deve ter muito. >> Ouro, tem pr caramba, né? Ferro. >> É ferro. >> É. É aqui ou na? Eu acho que é aqui que tem eh acho que é fosfato para exploração de fosfato ou potássio. Um dos dois tem vontade de fazer o tem >> o os turutilizantes no Brasil. Aqui é potássio e magnésio. Então é um lugar a
▶ 00:03:06 a absurdamente rico. E é legal fazer esse vídeo longo porque é o seguinte, qual é a tese que a gente tá trabalhando em nossa pré-campanha sobre o Pará? É a tese do Pará colônia. O Pará é como se fosse uma colônia do governo brasileiro. E não, não é nemum colônia que se fosse uma colônia do povo brasileiro, a colônia do governo brasileiro. Brasília tem uma colônia e você tem o feitor da colônia, o administrador colonial, que são os barbalho. A família barbário é dona do estado há décadas. Fio um século. Você pode dizer, >> você tem um barbalho francês que veio para cá, né? Você tem assim há muito
▶ 00:03:36 tempo que os caras estão aqui. Se eu não me engano, para falar que a Praga não é pouco, eles vieram pro Maranhão. >> É, eles vieram do Maranhão, vieram para cá porque não acharam aqui muita facilidade na época, né? Pouca gente, oportunidade de poderes para cá e assumiram até hoje. >> Sim, sim. É um século que eles estão comigo. E aí, qual é a função? Como é um regime colonial? Esse feitor ele administra a extração dos recursos naturais daqui. Esses recursos naturais naturalmente, né, o feitor fica com pedágio, por isso que ele tem negócios. Ele é a família com tudo importa aqui.
▶ 00:04:07 Prefeito, o Normando, né? O prefeito de Belém é ligado a ele. Inúmeras a o MDB, acho que tem mais de 70% das prefeituras estão ligados ao MDB, que é o partido dele, então no estado. >> Eh, o único opositor é Diana Nindua e é corrupto ainda. >> É. Eh, então eles têm essa participação nesse extrativismo. A união se beneficia e aí quem não se beneficia a população local, o resto do Brasil. Porque paradoxalmente para custear a população pobre daqui, >> a União tem que pagar. Então a união
▶ 00:04:38 manda os recursos e aí a galera daqui acha que existe uma espécie de uma oposição entre eles e o resto do Brasil. >> É >> só que não é é basicamente assim. Você tem uma elite que explora a população local, Brasília que se beneficia com isso e o Brasil não se beneficia. Então o trabalho nosso é fazer com que o Pará deixa de ser uma colônia. E tem ainda uma outra coisa que é legal que é tão tratado com a colônia e o Pará se vê tão isolado e é isolado geograficamente, não tem realmente conexões eh viáveis do pist, rodovia, ferrovia, é tudo
▶ 00:05:08 >> o ferro grão tá parado, >> que é ligado à extração, né? >> Isso >> que é como se o Pará tivesse uma cultura própria de um país próprio. >> É. >> E aí o Pará a gente tem muito orgulho da cultura dele, mas é uma cultura que ela é fechada em si, ela já não tem tanta conexão com o Brasil, o que se parece muito com a ideia de uma colônia. a ideia do Pará com uma grande colônia. E não era mais ou menos assim? Você pega, vai primeiro exemplo disso. O Pará começa a ficar conhecido na época ele era o grão Pará. >> Grão Pará. Eh, e antes com as drogas do sertão, que é quando buscavam cacau,
▶ 00:05:39 ervas mais diversas, eh, acho que pimentas, você tinha, vamos dizer, inúmeros recursos naturais que eram extraídos daqui. Aí você tinha rota de comércio que levava pro Nordeste e de lá só com exat da setão. Aí cabanagem foi aqui na cabanagem foi uma rebelião da população local. Eles destituíram a elite local, mataram coisa de 30, a resposta do governo imperial foi matar 30, 40% da população. Foi uma uma
▶ 00:06:11 limpeza étnica que teve aqui, que basicamente era a metrópole enfrentando a colônia rebelde. >> É. >> E aí é tão uma colônia que aí o vira o século, vem o Ford para cá. O Henry Ford, ele nem veio para cá, se eu não me engano, >> não, ele não veio pro Brasil. Ele mandou iniciários e aí eles fazem Ford Lâia, eles fazem pelo menos duas cidades que era basicamente um regime colonial americano instalado aqui, que poderia ter algum medida tero bom pra gente falando em termos de desenvolvimento eh econômico, se se transformasse em cultura de de trabalho e
▶ 00:06:41 empreendedorismo aqui, mas não foi o caso, foi só uma experiência esquisita no meio da floresta. E isso acaba terminando no que a gente tá vendo aqui dos recursos hídricos, né? Porque o recurso hídrico ele é tão abundante, gente. Olha isso aqui que nem é visto como um recurso, é quase como um ar, né? Uma é um dado da realidade. >> Vai com mais dano, vocês não ligam. >> É, >> imagina que para fazer uma hidrelétrica aqui é uma confusão do mundo, né? Aconteceu com o Belo Monte. >> É, >> né? Tá aqui o recurso tá aqui passando, indo voltando e não é utilizado. É,
▶ 00:07:11 >> né? A gente pede o coisa que a China fez diferente, né? >> Sim. Parar essa coisa da natureza selvagem que a gente tem aqui, né? A região norte é muito isso. Natureza selvagem. eh, e processos de povoamento e integração muito frágeis. A gente tem que ter investimento em infraestrutura para conectar de fato para quais no Brasil. A Transamazônica até é uma obra da época do regime militar, até hoje não tá pronta. Eu acho que a gente vai passar alguma coisa dela, vai >> vai passar. Então, a gente tem trechos
▶ 00:07:41 de terra aos montes, gente atolando na apenas amazônica, eh, mas do ponto de vista do regime político, a gente percebe esse esse drama todo. Um exemplo que é o Amapá, que é um estado aqui do lado, não tem conexão por terra com Amapá. Ou você vai de avião ou você vai de barco. >> Tá até hoje lá no Vale do Jari lá tá abandonada as obras da ponte. É muito tempo. >> E aqui o Pará, novamente, conexão do Pará quase do Brasil, ela é precária. Precária. E uma coisa que a gente vai ver muito aqui no Pará, Renão, é a vida
▶ 00:08:12 do Ribeirinho. Como é que é a maior comunidade assim que existe no norte é a comunidade do Ribeirinho. E você entender como eles se adaptam à desgraça, a falta de água, a falta de energia, a falta de tudo. Eles se adaptam a isso e disse: "Ah, não, eu prefiro ver aqui, tá bem? Eu tenho minha casa, eu tenho minha pesca, eu tenho umaçaí e eu pego o Bolsa Família". Então, já é um Bolsa Família. um açaizinho a um, sei lá, um filhote, >> é, pesca um filhote, pega um bacuri, é uma coisa. Esse vídeo é o primeiro aqui da viagem do Pará, né? Mas uma coisa que
▶ 00:08:42 eu vou falar, eles desse isolamento criaram uma cultura muito própria. Tem elementos que eu gosto, tem elementos que eu confesso que eu não gosto. A comida eu adoro, >> comida é boa. >> Sotaque é muito interessante. Eu gosto de sotaque daqui. O jeito das pessoas é legal. É, não gosto da música. Música não gosto. Gostos amigos parensão ficar mal com não gosto da música. >> O rock doido. Você não gosta do rock doido? >> Quem que é um rock doido? Você não conhece? >> É uma mix. Uma hora que tem uma mixagem na balada que bota várias músicas >> aí. Chama de rock doido.
▶ 00:09:17 >> É engraçado. É engraçado. >> A comida é muito única. A comida é uma coisa muito, muito, muito única. Tanto que o Brasil deveria explorar melhor esse elemento amazônico da comida daqui. É uma comida, pô, você for pegar elementos do sertão, é tucupi, jambu, são os peixes, >> é o açaí, a farinha daqui que é muito diferente. O Brasil é uma parte tem muita farinha. A farinha daqui é mais legal das bolinhas que eles têm. >> É tapioca que eles chamam, chamam tapioca. >> Aqui eles chamam de tapioca. Aquele floquinho. >> É tapioca. E aqui também tem uma famosa que é farinha de puba.
▶ 00:09:48 >> Isso. Já falou >> farinha de puba que ela é bem grossa. >> Sim. E ao mesmo tempo tem alguma coisa de elemento português, por exemplo, a maniçoba é tipo uma feijoada, só que você substitui o feijão pela pela maniva que é a maniva da folha deles. E é bem, você sabe que é bem tóxico, né? >> Pr caramba. Um dia você tem cozinhando. >> É praticamente toda a culinária paraense é tóxica. Toda. >> Tudo você tem que passar vários dias fazendo, cozendo, preparando, senão você come e morre. >> E a e o elemento africano, o camarão, camarão seco é africano. É o camarão seco é uma coisa que veio da África. Então é uma cozinha, é uma culinária
▶ 00:10:19 muito, muito diferente. É uma das culinárias mais peculiares do mundo. E o fato do Brasil não saber vender isso a fora é um problema. Tem uns vídeos meus que eu falei de gastro gastrodiplomacia. Foi muito bom. >> E o Pará é um dos elementos centrais da gastroniplomacia nossa. >> É o açaí, né mesmo? O açaí furou bolhas. Você vai em Orlando, tem aça a saiteria lá. Aí você trita no Brasil todo, antes eu de basicamente por daqui,
▶ 00:10:49 >> ó os gringos ali, ó. >> Assim também o palmito também, né Ren? >> Que que esses gringos estão fazendo? Só uma pausa aqui, né, no na papo, mas tem uns gringos ali, né? Acho que são franceses, né? Estão lá remando, né? Que que eles estão, né? Bota Bob Mar de fundo. Os caras estão lá. [risadas] Não, esse lugar é muito louco, cara. Isso aqui é muito louco. >> Pelo amor de Deus, gente. Isso aqui é é
▶ 00:11:21 realmente um tipo de paisagem, né? É muito única, assim. Bom, pessoal, estamos aqui no meio de um rio no Pará. Aparentemente o motor pegou um pouco de mato ali e travou. E estamos presos aqui no meio do rio. Nosso grande Apolo tá tentando arrumar ali. >> E aí, Apolo? Resolveu aí, Paulo? >> Ei, tá de brincadeira. >> Foi o que que deu agora aí, irmão? Só para saber. >> É a secou a bomba do de combustível do
▶ 00:11:52 motor. >> A gente tá preso aqui, então. >> No momento. Sim. >> No momento estamos presos aqui agora, pessoal. >> Ainda bem que sei nadar. [risadas] >> Todo mundo qu sabe nadar. Ó. >> E aí, Paulo? Resolveu aí, Paulo? >> Ei, tá de brincadeira. >> É, acho que vamos sair. [música] >> Pena que eu não consigo subir nessa árvore, né? >> É, você vai. >> Não, não. Se ele conseguir encostar o
▶ 00:12:22 bar, o lance é não me molhar. É. É, e naqueles galho ali eu consigo terminar o vídeo desse jeito. É engraçado. O Pará sempre foi tratado como uma colônia [música] de exploração da família barbáho. Tirar os barbalho do Pará é libertar esse lugar paradisíaco e entregar as riquezas do estado pro povo que merece. Meu nome é Renan Santos e eu sou pré-candidato a presidência da República. Ah, alguém me busca aí agora, agora, agora.
▶ 00:12:52 Pegou a formigagem. Vem. Ô, volta aí, cara.