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À CNN, Renan Santos diz não ter medo de perder votos ao falar a verdade, veja íntegra | CNN BRASIL
Renan Santos · 31/07/2026 · 21 min · CNN Brasil
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▶ 00:00:00 E a gente vai pros estúdios em São Paulo. Y Euripita. >> É isso, Débora. Boa tarde a você. Boa tarde para quem nos acompanha. Cheguei um pouquinho atrasado aqui no início do nosso jornal, mas é por um bom motivo. Nós vamos conversar agora com Renan Santos, que é candidato do partido Missão, está ao vivo conosco, a exemplo do que já conversamos com outros candidatos oficializados por seus partidos nas convenções. Renan Santos também participa conosco. Agradeço desde já, candidato, e com uma peculiaridade,
▶ 00:00:30 né? A convenção do Missão para explicar, até para dar o contexto, estava prevista para amanhã, dia primeiro. E aí, como combinado, eh, conseguimos marcar essa entrevista hoje. Mas logo no dia 20, o senhor eh foi feita a parte burocrática, digamos assim, que o partido deve fazer para oficializá-lo como candidato e amanhã vai ser o lançamento da sua campanha. O que esperar para este evento de lançamento? E uma das alegações que o senhor colocou era a questão de poder ter acesso à segurança da Polícia
▶ 00:01:00 Federal, como todos os candidatos têm, por receber ameaças. Esse essa questão foi resolvida no seguinte ponto: as ameaças diminuíram ou o senhor continua recebendo ameaças? E que tipo de ameaças? Nós recebemos ameaças especialmente nos estados tomados pelo comando vermelho e em geral vem, citando nomes aqui, vem dessa facção. Ainda não recebi uma ameaça específica do PCC, mas o Comando Vermelho é bem recorrente. Na Bahia tem um BDM, um nome bem meio vulgar bonde dos maluco, né, no singular
▶ 00:01:30 e recebia ameaças deles também, mas o mais recorrente é o é o comando vermelho. E o problema, como eu circulo em estados que tem a presença deles e como na última viagem, por exemplo, pro Ceará houve ameaças muito claras, inclusive onde está, onde que hotel ele tá hospedado, onde acha esse cara, em grupos de Telegram com presença desses membros de facção, eles são bem abertos para falar das ameaças. Não é que eu precisei de um grande processo de investigação, era passou a ser necessário eu ter contar com o apoio da Polícia Federal. Eu conseguia com o orçamento que a gente tinha ter uma segurança privada, mas era mais modesta. a Polícia Federal faz um trabalho mais
▶ 00:02:00 complexo, inclusive e de checagem de em ambientes virtuais. Então, precisava mesmo. >> Perfeito. E só para continuar aqui pro evento e de amanhã, qual é o o já que ele deixa de ter esse caráter estritamente político ou burocrático na questão da formalização da candidatura, o que que o senhor vai apresentar para os seus apoiadores eh neste evento de amanhã, neste lançamento de amanhã, qual que vai ser o mote aí da da dessa dessa ocasião? Olha, a principal coisa que
▶ 00:02:30 interessa o eleitor que eu vou apresentar, além de um belíssimo discurso modestia parte, eu não sou um orador ruim, eh será, acima de tudo meta. Muitos políticos apresentam propostas, outros apresentam ideias. Eu vou apresentar meta. Eu tenho um projeto de que vai mudar a administração pública no Brasil, que vai impor metas ah tanto para prefeitos quanto para governadores. E eu acho natural que o presidente da República também tem as próprias metas e amanhã vai ser a apresentação dessas metas além do discurso. O que que eu vou entregar no final desses 4 anos de mandato? Qual Quais são as áreas que serão prioritárias? Eh, o que nós colocaremos de meta que nós precisaremos
▶ 00:03:00 obedecer até o fim da nossa da nossa da nossa gestão no comando do Brasil? >> Pedro, >> seja bem-vindo. Você sempre eh o senhor sempre costuma exaltar Na Buquelli, que é o presidente eh que tem uma política muito dura com a questão da segurança pública, mas por outro lado acabou com a questão da da do limite para eleições presidenciais, estabeleceu eleições presidenciais ilimitadas. Eh, também é um exemplo para você essa decisão do Naib Buquelli ou nesse
▶ 00:03:32 aspecto você acha que ele não é uma referência a ser seguida? >> Nesse aspecto ele não é uma referência a ser seguida. Eu elogio a capacidade que ele teve de eh reverter um processo de transformação do país dele em um narcoado. O o Salvador não é que est era um narco-estado. E ele teve competência em destruir o crime organizado nisso. Ele aplicou um conjunto de ideias, um conjunto de premissas no combate ao crime que outras nações aplicaram em outras. Por exemplo, a lei antimáfia da Itália é similar nisso, né? implementação daquilo que eu chamo direito penal do inimigo. Eh, mas se ele se, vamos dizer, se ele se empolgar com
▶ 00:04:03 a popularidade dele e achar que ele vai ter mandatos infinitos, eu acho que ele vai cruzar uma linha que eu jamais cruzaria. >> É uma ditadura, senor propriamente? Não acho. A questão toda é se ele vai eh resistir ou não essa tentação autoritária que, infelizmente, na América Latina acontece o tempo todo. A gente olha, por exemplo, o caso venezuelano que por outras vias o Hugo Chaves acumula poder até por popularidade no início, aí ele sucumbe essa vontade. Acho que o Naib Buquelli tá diante dessa tentação e espero verdadeiramente que ele resista. Se não resistir, não será exemplo.
▶ 00:04:34 >> Débora Bergamasco. >> Boa tarde, candidato. Obrigada pela entrevista. Débora falando contigo aqui dos estúdios da CNN em Brasília. Candidato, o senhor é um fenômeno nas redes sociais e tá nessa batalha, né? apesar de pouco dinheiro, eh vai ter pouco espaço na televisão, tá nessa batalha para ser conhecido. Então, para as pessoas conhecerem um pouquinho mais do senhor, é importante dizer que o senhor não se coloca como uma linha auxiliar de Flávio Bolsonaro. O senhor
▶ 00:05:06 critica Flávio Bolsonaro, o senhor também critica o presidente Lula para as pessoas entenderem eh um pouco do seu do seu pensar, né? O que que é pior? O que que na sua avaliação é mais nocivo pro Brasil? Lula presidente ou Flávio presidente? >> Eh, essa é uma pergunta boa, porque a resposta que eu posso dar é: o que que é pior? É ser atropelado por um caminhão Scania ou ser surrado pelo Mike Tyson até a morte? Em ambos os casos, você vai morrer. Então você pode preferir apanhar do Mike Tyson, outros para você ser
▶ 00:05:36 atropelado por um caminhão e cada um faça a sua escolha. Eu o que eu quero apresentar e acho que isso tem um pouco a ver com o crescimento nosso nas pesquisas, é a ideia de e se nós não precisarmos pensar nessas duas categorias e se a gente puder construir um Brasil diferente com propostas diferentes? Eh, eu vejo muitos erros naquilo que a gente chamava de terceira via agora para essas eleições, porque no fundo eles só eram terceira via no ato de criticar o Lula, mas eles aceitavam a liderança dos Bolsonaros. Eu jamais aceitaria na minha vida a liderança de um homem menos inteligente do que eu, menos capaz do que eu. E eu acho curioso, até desculpa colocar isso, que
▶ 00:06:07 agora o Flávio Bolsonaro tá falando que não vai nos debates e a gente sabe que é por minha causa. Eh, já houve uma tentativa dele de barrar a minha ida num debate. Isso saiu até num veículo de imprensa, saiu no Metrópolis. E ao mesmo tempo que ele faz isso, ele bota a turma dele para dizer que, ah, o Renan não tem um diploma, porque eu larguei a faculdade de direito da USP. Tudo bem. Então eu já deixo aqui abertamente um desafio pro Flávio Bolsonaro para debater comigo. Por favor, Flávio Bolsonaro, venha debater. Se você diz que eu sou um incapaz, que eu sou um analfabeto, venha debater. Eu já fiz até um uma uma proposta bem clara. Flávio Bolsonaro, eu prometo que não vou falar
▶ 00:06:37 dos seus escândalos no debate se ele topar, eu e ele. Não falei dos escândalos e dareia o dobro de tempo para ele para apresentar as propostas, porque já que ele não apresenta proposta nenhuma, dou outro tempo, eu com metade do tempo tenho o suficiente. Vamos ver se ele topa. E nós precisamos fazer isso porque senão o nosso campo político ou antipetismo vai ficar eternamente refém disso que a gente chama de bolsonarismo, que é uma coisa muito ruim. Tá sempre envolvido escândalo, sendo que ter dado desculpa porque participou do escândalo A, porque se encontrou com o bandido B. Eu não posso aceitar isso. >> Essa essas críticas a a Flávio Bolsonaro
▶ 00:07:07 têm sido muito diretas, recorrentes. E ao mesmo tempo o senhor tem apontado aí problemas com Ronaldo Caiado e Romeu Zema como muitos submissos ou reféns, digamos assim, do bolsonarismo. Mas como na prática deixar este bolsonarismo, não só do ponto de vista eleitoral, mas do ponto de vista de posicionamento político e de governo de fato. O que que marca a diferença de Renan Santos em relação ao que foi, por exemplo, o governo Jair Bolsonaro, que
▶ 00:07:37 contou no início com o apoio dos do MBL, do qual você é um dos fundadores. >> A gente apoiou o Bolsaro em 18 no segundo turno contra o Hadad, mas eh tão logo começou a aparecer os escândalos do Flávio [limpando a garganta] e no final do ano de 2018, quando apareceu a Furna da Onça, a operação que pegava a rachadinha, fomos críticos e fomos cancelados, perdemos seguidores. Eu acho que o que falta para todo mundo é convicção. Convicção de verdade. Olha, e o bolsonarismo não serve como liderança. O Bolsonaro virou presidente da República, ele não sabia o que fazer. Bolsonaro foi contra, em grande medida a
▶ 00:08:08 própria reforma da previdência no começo do mandato dele, pedia pros deputados fazerem exceções para militares, etc. Então ele não tinha convicção nas próprias reformas que ele entrava. Isso, isso é assustador. Eu acho que para todo mundo falta falar a verdade do que precisa ser feito pro Brasil, mesmo que isso lhe custe votos. Eu tô falando para todo mundo, a minha agenda fiscal que vai recuperar a economia brasileira, mas ela é impopular. Só que eu tô avisando, eu faço até olhando pra câmera, vai ser difícil, vai ser muito duro que precisa ser feito para recuperar a economia brasileira, mas se nós não fizermos isso, vai ficar quebrado. E aí eu vejo os demais candidatos evitando falar
▶ 00:08:38 sobre esse assunto. Isso é uma postura diferente do bolsonarismo. O Flávio veio a público falar que não vai fazer desvinculação de determinados gastos como saúde e educação, não vai fazer a desindexação de gastos de aposentadoria e BPC, não vai fazer uma nova reforma da previdência. Veja, o Flávio está mentindo, só avisando para câmera. É mentira. É mentira. É como eu avisar para um fumante. Pode continuar fumando que você não tá com câncer de pulmão e o câncer já e o paciente já tá num estágio quase terminal. Esse é o estado da economia brasileira. Então eu tô avisando pro leitor, se eu ganhar, vou fazer uma série de reformas que talvez vocês fiquem bravos comigo no começo,
▶ 00:09:08 mas vamos aplaudir no final. O que eu não aceito é essa mentirada. E o medo de perder voto. Vamos, vamos, vamos correr o risco de perder voto, mas vamos falar a verdade. Eu fiz isso sobre o bolsonarismo no campo da direita, me custou muito no começo, mas hoje eu tô numa posição melhor do que a deles. >> Pedro, >> candidato, nesse debate de segurança pública aqui no Brasil, recentemente teve essa PEC apresentada pelo presidente Lula, pelo governo federal, que esbarrou na resistência dos estados que não aceitam essa centralidade do governo federal no debate sobre segurança pública, nas resoluções,
▶ 00:09:39 enfim. Eh, mas a sua proposta bastante ousada paraa segurança pública, acho que prevê essa centralidade e do governo federal. Então, duas perguntas em uma. Apoia essa PEC, acha essa PEC importante de ser aprovada, a PEC da segurança pública e como é que seria tratado disso nos estados, que é provável que os estados resistam a qualquer proposta que tire autonomia, qualquer autonomia deles nesse tema da segurança pública? Eu eu eu proponho a centralidade na excepcionalidade, no sentido de que o combate à aquilo que é excepcional, como a ocupação territorial, o governo
▶ 00:10:09 federal precisará atuar. Para quem tá assistindo entender, quando eu falo, por exemplo, do PCC, eu tô falando da maior parte do faturamento dele saindo pelo Porto Santos, que é a exportação de droga. A droga vem lá do Mato Grosso do Sul, em grande parte, passa pela rota caipira, ou seja, ela vem da fronteira, passa pela rota caipira, ela é embalada ou preparada ali na Baixada Santista e embarcada em navios que vão paraa Europa. Essa operação vai demandar eu atuar Mato Grosso do Sul, São Paulo, no Porto, na Baixada, com polícia federal, com polícias estaduais, com o Ministério
▶ 00:10:39 Público atuando. Vai precisar do governo federal fazer uma articulação. Isso é necessário. Então, na excepcionalidade que a destruição desse crime eh eh crime organizado que ocupa território e que fatura bilhões, precisaremos de uma centralidade. Agora, no combate diário ao crime, é interessante você respeitar o espaço institucional dos Estados. Então, no que é excepcional, haverá a união atuando e naquilo que é natural, é corriqueiro do dia a dia, vamos dar espaço pros estados e >> apoia a PEC, >> né, nesse elemento que congrega, vamos dizer, o combate ao crime organizado e
▶ 00:11:09 também o combate ao crime comum o tempo todo nas mãos do governo federal. Não, eu sou a favor dos estados manterem a boa parte da sua autonomia como existe hoje, tá? E eu acho que haverá um momento que não é agora, em que nós vamos poder discutir eh legislações penais específicas pros estados. E acho legal que haja uma competição dos Estados legislação. Ainda não é o momento, porque a gente tá vivendo um momento excepcional, que é o crime organizado dominando praticamente todas as regiões do Brasil. Débora, >> interessante, né, que o senhor coloca
▶ 00:11:39 esse debate da segurança pública. E agora eu puxo de novo pra economia. Se o senhor eh for eleito presidente da República, o senhor já sabe quem vai ser o seu ministro da fazenda? E queria aproveitar, emendar que o senhor falou da questão das metas, né, do governo apresentar metas, ter metas. E aí eu queria dois pedidos. Um, que o senhor antecipasse em primeira mão aqui uma das metas e dois, se não atingir a meta, que que acontece? Se eu não atingir a meta, eu pretendo
▶ 00:12:10 ser julgado pelos meus pares do meu partido político como alguém que falhou. Nós vamos fazer uma correção de rota. E se considerarem que eu não sou um líder bom suficiente por não ter batido as metas, eu não concorro mais a presidente da República. Eu acho que é essa vergonha na cara que a gente tem que ter. Essa é a primeira coisa. Eh, eu antecipar todas as minhas metas, eu vou fazer um furo jornalístico sobre o meu próprio grupo político, sobre o meu próprio evento de amanhã. Mas como você me fez a pergunta, eu não gosto de fugir de pergunta. E uma das metas que nós temos que ter no final do meu mandato é os homicídios caírem para
▶ 00:12:40 menos de 10.000 por ano até o final do meu mandato. Hoje eles estão para acima de 30.000. E 10.000 é uma meta até confortável. A gente tem que buscar menos de 5.000. Esse é o objetivo nosso. Mas buscar menos de 10.000 vai ser um número assim que o Brasil não atinge há décadas. E acho que seria uma grande vitória, uma vitória objetiva a se encaixar. Mas tem mais, tem pelo menos outra sete pra gente trazer amanhã. Ministro da Fazenda. >> Perdão. É. >> Ah, então é esse ministro da Fazenda. E eu não estou desesperado atrás de Minos da Fazenda. Nós temos t excelentes conversas com economistas e com figuras
▶ 00:13:12 que estão vindo para compor nosso time. Amanhã já estaremos algumas novidades nesse sentido, mas diferente de outros candidatos, eu não vou me ancorar na ideia de um posto Ipiranga. Eu não gosto desse termo. E eu sei defender as ideias nossas plenamente. Eh, nosso time econômico sabe, nós temos, antes de ter o tal do posto de pirangol, ministro, nós temos um livro de proposta já foi protocolado, que já teve conversas com alguns dos melhores institutos nessa área no Brasil. por exemplo, o CDP, eu conversei com o CDP, trouxemos políticas públicas eh que o próprio CDP traz no livro deles. Então, eh não vejo o
▶ 00:13:43 problema em nesse instante eu negociar e faz preparar a montagem do time do que ficar desesperado atrás de uma pessoa que falei: "Ó, esse cara sabe tudo dessa área". Eu não acho que precisa. Eu posso falar em termos principiológicos, em termos de proposta sobre aquilo que a gente acredita. muito foco aqui do que a gente tá percebendo pelas respostas e e outras outros momentos que a gente já pode conversar, candidato, que a segurança é um pilar central, assim como questão de economia do ajuste ajuste fiscal, senhor falou das medidas impopulares que são necessárias. Área social, qual área que o senhor
▶ 00:14:14 escolheria como prioritária? Saúde, educação, a assistência social aos mais miseráveis? O senhor é um crítico eh da forma como o Bolsa Família é implement adotado, aplicado no Brasil, não da política em si, mas de uma série de situações que o senhor coloca que podem ser nocivas para pra economia do país. Qual dessas áreas são estaria num primeiro momento como prioritária e com qual política diferente do que vem sendo adotado até agora?
▶ 00:14:44 >> É uma grande pergunta porque todas estão muito mal, né? Então fala, pô, educação, educação, a gente tá passando por um um drama terrível em termos de alfabetização no Brasil. Saúde, o problema do acesso é gigantesco. Mas tem uma área e acho que essa seria a resposta mais inteligente ao te dar, que não soa como político social, mas é que é habitação. E por que habitação? Porque em geral o conjuntos urbanos, aquilo que a gente chama de favela, elas congregam de maneira transversal todos os grandes problemas no Brasil. Então você tem mais gravidez na adolescência na favela, você tem menos simoento básico e mais doenças
▶ 00:15:14 parasitárias na favela, você tem mais tuberculose na favela, você tem mais presencia do crime organizado, você tem mais violência contra a mulher na favela. Então você combater urbanisticamente um arranjo que não funciona, oferecer não apenas a ideia de propriedade privada para aquela pessoa, o título de propriedade, mas refazer aquele espaço urbano como um bairro, trazer os empregos para lá para que a pessoa não precise se deslocar tanto, é a política social com maior impacto sobre todas as outras áreas sociais, porque a os as aglomerações urbanas, como a gente conhece como a favela, elas
▶ 00:15:44 acabam mostrando um vetor de problemas. Por quê? Porque o estado não tá presente. Muita gente fala: "Ah, o Renan defende estado mínimo". Não é ali. Eu tô defendendo muito estado porque o estado tá completamente ausente e a vida das pessoas é muito ruim. Então a maior política social que nós temos é desfavelizar o Brasil. Tira o crime dessas regiões e leva o estado e torna aquelas pessoas que as pessoas que estão vivindo na favela, elas não são cidadãos de verdade. Elas, no fundo, elas têm apenas os deveres da cidadania. Não tem nenhum direito. O estado não garante nenhum direito. Elas a começar pelo direito à propriedade da da sua própria casa ou a liberdade de vir. Nós vamos
▶ 00:16:14 transformá-los cidadãos também por conferir a elas direitos. >> Uhum. Pedro, >> omissão é um partido que tá em formação, tá lutando para superar a cláusula de superar a cláusula de barreira e provavelmente não vai ser um dos maiores partidos do Congresso Nacional. No caso da sua vitória, vai ser possível governar sem o centrão? Bolsonaro prometeu isso em 2018, se alou ao centrão. A gente sabe que isso parece uma utopia, já que eles conseguem sempre formar as maiores bancadas do Congresso Nacional. >> Ah, se eu vencer a lição, a missão será um dos maiores partidos. Não digo maior e nem que eu vou conseguir governar só
▶ 00:16:44 com o meu partido, infelizmente, porque eh em regimes presidencialistas em geral você não tem essa confusão partidária que a gente tem no Brasil. Dito isso, também para falar para ele, ele para não mentir, mantendo a mesma lógica, vou precisar montar um governo de composição. Já estou avisando pro eleitor ali, não vai dar. Quem falar não, eu vou fazer um governo sem contar com nenhum partido, vai mentir. O Bolsonaro tinha fado que ia fazer isso em 2018, não deu dois meses, já tava compondo com o centrão. E por quê? Porque o modelo democrático brasileiro, ele é muito fal em muitos termos e o
▶ 00:17:15 principal é há uma captura do eleitorado hoje via emenda, via compra de voto, utilizando as prefeituras e esse orçamento secreto gigantesco que faz com que as pessoas votem em políticos genéricos que oferecem serviços e favores para as pessoas. A isso nós damos o nome de Centrão e esse é um problema gravíssimo e nós vamos precisar governar, infelizmente, dentro de um regime desse. Como eu vou eu vou ser também bem claro qual vai ser o meu regime de discussão junto com o centrão? Todas as reformas que aumentem o espaço fiscal, seja reformas que diminuam as despesas, eu vou aumentar
▶ 00:17:45 proporcionalmente o espaço para emendas e eu vou disciplinar o uso da emenda. Portanto, será do interesse do dito centrão aumentar as as reformas minhas que diminuam a despesa, por isso vai aumentar a capacidade deles de investir. O que eu vou fazer, que é diferente do que acontece hoje, é disciplinar o uso das emendas. Graças a Deus. E veja, eh, até daqui, de quem você não espera pode vir algo bom. O ministro Flávio Dino tá fazendo um trabalho muito bom em fiscalizar as emendas e eu serei muito aberto em dizer este trabalho é um trabalho republicano e com base no trabalho que o ministro Flávio Dino tá fazendo, a gente vai poder disciplinar o
▶ 00:18:16 funcionamento das emendas, porque se hoje você abrir o que tá acontecendo, vai todo mundo de todos esses partidos preso. Então, já que nós precisamos contar com o Congresso e já que há essa confusão envolvendo emendas, vamos quer um regime disciplinado que permita novamente que eu gere governabilidade, entenda quais são os tipos que o Centrão hoje. Só que a emenda bom português, não tô nem ligando mais porque é discutido no Congresso, mas vamos transformar a emenda em algo bom. Hoje ela é algo ruim, vamos algo positivo pro Brasil. >> Uhum. Débora. >> E agora para encerrar, a gente tem um minutinho, candidato. O senhor falou que
▶ 00:18:48 tá confiante que omissão vai crescer. Qual a expectativa, a meta do Missão pro Congresso Nacional o ano que vem? Ah, eu adoraria fazer 503 deputados, mas não vou conseguir. Eu eu não consigo dizer, eu juro para você, porque em geral o Partido Centrão, como eles têm na unha, eles conseguem calcular quantas eles votos eles vão ter por candidato. Eh, eu eu não sou dessa natureza, nosso partido não é nossos candidatos não são. Então, eles vão depender muito do meu desempenho, da relação que tem entre a marca do partido e o o nosso trabalho como candidato a presidente. Então, eu
▶ 00:19:19 não sei estimar hoje hoje com os com o que as pesquisas mostram, a gente passaria com tranquilidade da cláusula de barreira. Agora eu quero ganhar a eleição. Eu quero fazer pelo menos no primeiro turno 30% para enfrentar o Lula no segundo turno e ao fazer 30% eu vou fazer uma bancada de pelo menos uns 50 deputados federais. Então é para isso que eu tô trabalhando com um número desses. Ah vocês verão muitas pessoas de preto, amarelo e branco lá no Congresso. >> Bom, nosso tempo aqui chegou ao fim, mas deu pra gente pegar um bom panorama do que pensa Renan Santos, oficialmente já
▶ 00:19:50 candidato pelo partido Missão, o partido mais novo dessa disputa recém. eh vai ser estreante nas urnas e agradecer a sua participação desse desejar agora com a campanha oficial começando uma boa sorte, um bom desempenho e até a próxima, candidato. >> Muito obrigado. Agradeço a vocês, a CNN, maravilhosa entrevista. Estou sempre à disposição. >> Obrigada, candidato. E vamos lembrar que a CNN Brasil convidou os cinco pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas para entrevistas no estúdio da
▶ 00:20:20 CNN ou no local da respectiva convenção partidária depois do evento. Ronaldo Caiado do PSD foi entrevistado no domingo. Romeu Zema do Novo participou na segunda-feira. Flávio Bolsonaro, do PL disse ter compromissos prévios e não pôde agendar a entrevista.