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RENAN SANTOS E BEN MENDES AO VIVO EM MINAS GERAIS

Renan Santos · 28/02/2026 · 134 min · Renan Santos
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▶ 00:00:29 Olá, meus queridos, estamos ao vivo ou estou apenas aberto? >> Está ao vivo. Ok. Ok. Me desculpe por parecer às vezes meio tolo, mas olá meus amigos. Estamos num bate-papo incrível e sensacional, simplesmente com grande

▶ 00:00:59 grande bem Mendes. E aí, bem, >> tudo bem? >> Prazer grande, porque eu tenho 1,81, né? [risadas] >> É, é, é terra do S tem o rei, tá? União dos Estados Unidos não seja tão grande. Exato. Exato. Prazer estar aqui com você, tá? Opa, tô, meu áudio tá aberto aqui, gente. Desculpa. >> Acontece, eu faço isso. É a famosa tiozãozada. Isso, exatamente. Mas é um prazer estar aqui com você, principalmente aqui no nosso estádio de Minas Gerais. Seja muito bem-vindo à nossa terra, tá? Acho que vai ser um bate-papo legal, >> maravilhoso. E só avisando para todo

▶ 00:01:30 mundo, vamos botando o famoso like na live, like na live pra live crescer, tal, e vamos trocar ideia aqui. Só avisando, tivemos agora um evento hoje de manhã, ã, na praça Afonso isso. Afonso que dizem que é uma praça que faz as manifestações das esquerdas, né? >> Era, >> era, >> era, porque agora chegamos lá, né? [risadas] reapropriando, né? Não, muito bom. E foi bem legal, cara. Perguntas muito bem feitas pela plateia. Foi muito bom. Foi, foi, foi um momento legal. Lembrando que amanhã vamos pegar

▶ 00:02:00 caminhões e vamos direto para Juiz de Fora entregar mantimentos, não fazer. O Lula tá fazendo agora um papelão ali, >> o Lula depois assim o governo não investir em infraestrutura, deixar não só Juiz de fora, mas o barngua nessa parte. E lembrando, infraestrutura para investir significa que você tem que de alguma maneira fazer, vamos dizer, o saneamento das contas públicas para ter espaço para investir. Não investiram e aí fica esse jogo de empurra. Se foi o governador, se foi a prefeita, se foi o governo federal. Na prática não investiram. E agora, porém, o Lula volta

▶ 00:02:30 dos Emirados Árabes, chega direto lá e aí vai fazer aquele passeio na lama, aquele famoso passeio político na lama no desastre. É a tur aí. Aí é sempre isso. O cara passeia na lama, ele aponta assim, gente que dá umas horas tipo não. E aquela parte ali? E aí fala o cara da Defesa civil, mas ali tá resolvido, né, para parecer que ele tá mandando para gerar uma espécie de eh sequências de imagens para usar na campanha depois tá se importando, né? >> Isso. E é uma coisa meio meio meio bizarra porque a gente sabe que depois essas imagens são usadas, as pessoas nem percebem, mas ele foi muito vaiado. Então agora tô enviando vídeos dele

▶ 00:03:00 sendo vaiado, que é uma, vamos dizer coisa ruim, não é, né? >> É exato. Muito bom. As pessoas estão percebendo, né, realmente como as coisas estão acaminhando. >> Pois é. Pois é. Pois é. E aí, bem, bem, o que o que podemos falar desse cenário mineiro para além do desastre que aconteceu? Como podemos desenhar o estado estado 26, você, nós? >> Sim, Renan, Minas Gerais é um estado realmente assim estratégico e bastante importante, né? Eh, não é à toa que se diz que Minas Gerais é decisivo para as eleições presidenciais. Nós estamos

▶ 00:03:30 falando do segundo maior colégio eleitoral, só perde pro São Paulo, né? Ah, então o que, qual é o cenário atual? Nós temos um governo, governador Romeu Zema, que ele sobe ao poder como sendo uma esperança à direita, mas no meio do seu mandato ali, talvez até bem no prinípiozinho, no primeiro terço do mandato, ele deixa o estado de Minas Gerais e começa a pensar na viabilidade para presidência da República. Então esse é um grande problema. A segurança pública no estádio de Minas Gerais hoje ela tá abandonada. Os policiais eh sem recomposição

▶ 00:04:02 salarial, as perdas inflacionárias já chegando aí a quase 50%. e equipamentos paraa polícia defasados. Tem policiais militares que estão indo pro combate com colete vencido. Então esse é o cenário atual, um endividamento, um suposto endividamento do estado com a união. Por que eu falo suposto sempre, Renan? Porque e se diz que temos uma dívida de R0, quase R bilhões deais com a União, mas nunca houve uma auditoria séria dessa dívida,

▶ 00:04:33 né? Então eu vou dizer que é suposta, porque pode ser suposta mesmo, mas tem que dar um ponto positivo pro governo, porque antes do Zema houve o desastre do PT através do Fernando Pimentel, que foi um desastre. O Pimentel chegou ao absurdo de parcelar o salário do funcionalismo, né? Eu tinha pessoas próximas à época que reclamavam bastante disso, que o salário era parcelado, fora tantas outras coisas que o Pimentel fez aqui no poder. O Zema, pelo menos ajustou um pouco a casa, mas tem o ponto

▶ 00:05:06 fraco que é a questão da segurança pública, essa questão do endividamento do estado e abandonar o estado para pensar somente na presidência. Então esse o cenário pra missão é um cenário muito propício para crescimento aqui no estado, né? Você tem taciques eleitorais se organizando para entregar uma alternativa pro povo que não seja uma alternativa do povo, aquela prática mesmo de chegar e falar como se fosse assim nesse que vocês vão votar. >> É o Pacheco, uma coisa dessa. >> O Pacheco é uma é uma coisa dessa. É o

▶ 00:05:37 Pacheco. Eu sempre gosto de falar que o Pacheco é aquele >> na na volta a gente compra do Lula, né? Que que o Lula, o que todo mundo sabe que o Lula, na verdade, o Pacheco, aliás, na verdade, queria ser ministro do Supremo. Isso aí todo mundo sabe. E o Lula então indica o Messias e agora ele tá tentando entregar o estádio de Minas Gerais pro Pacheco como se fosse um prêmio de consolação, né? Toma aqui, você não foi ministro do STF, mas você vai ser governo do estado. >> E isso não vai acontecer, né? Se depender de nós, depender da missão, isso não vai acontecer de forma nenhuma.

▶ 00:06:07 Então, o Pacheco é uma é um desses nomes. Eh, tem-se também um trabalho para emplacar o vice-governador do Zema, que é o Mateus Simões, né, para ver se ele emplaca, mas o Mateus também não tá conseguindo emplacar por causa desses gargalos da da segurança pública. Então, está muito incerto o cenário. >> Posso fazer mais perguntas? Porque é o seguinte, ó, a gente tem que pensar cenários, desenhar cenários. Uhum. >> Eh, o bem conhece muito da política local e a gente sabe de algumas fofocas de pastor. Por que que eu desculpa te o

▶ 00:06:37 que eu te jogo é o seguinte, >> o Mateus tá tentando ficar obter o apoio do Nicolas aqui, né? >> Ao mesmo tempo, eu imagino que o Nicolas e a turma do PL só entregue o apoio ao Mateus se o Zema tirar a candidatura e apoiar o Flávio. >> Sim. >> Não faz sentido eles apoiarem um cara que vai apoiar um concorrente do Flávio. >> Sim. >> Eh, >> tem tem esse desenho, tem essa disputa de bastidor. Como é que tá isso? Porque para mim o o Mateus só empaca se ele tiver um apoio do bolsonarismo aqui. >> Ex. Exatamente. Esse esse tá sendo o principal gargalo, né? Ele não tá emplacando justamente por isso, por essa indefinição.

▶ 00:07:07 Mas o Zemo, em toda entrevista que dá, ele diz que ele é cabeça de chapa, que ele não vai ser vice do do Flávio. Então fica esse ambiente de incerteza e um ambiente de incerteza e um ambiente rachado, né, presidente? Então a gente vê que em um ambiente de incerteza, em um ambiente rachado, significa que o povo mineiro tá esquecido. >> Estão pensando nas composições, nas alianças. E aí paraa missão que tem um projeto realmente isso é positivo, a gente entender que o povo tá sabendo que

▶ 00:07:37 nós somos os únicos que estamos aí com o projeto e que vamos submeter esse projeto ao escrutino público, não é em relação a alianças, composições, >> mas o Zema tá interessado é na presidência mesmo. Eu não sei se ele viria como vice do Flávio. Algumas pessoas falam que sim. Não sei. >> Você sabe que eu eu eu nunca dei a candidatura do Zema como certa. Sim, >> porque eu sei, isso eu sei de alguns bastidores. Quando havia o Tarcísio, eles falaram: "Não, não, eu vou botar o zema de visto Tarcísio". Em algum momento o Tarcío aceitou >> lá pra virada do ano, porém aí veio o

▶ 00:08:08 Flávio, aí acabou a candidatura Tarcísio, aí não tem Zema de Vício. >> Hoje eh eu o que eu vejo do quem pode impedir o Zema de ser candidato é o fato dos do novo ter tantos candidatos a a deputado que são bolsonaristas e que vão apoiar o Flávio, que eles vão ficar incomodados e ter um candidato que atrapalhe o Flávio. >> Exato. Exatamente. >> E só deles estarem no partido, o a candidatura do Zema ser uma candidatura condicionada a um apoio indireto ao Flávio. Porque imagina o seguinte, o candidato do novo em São Paulo é o Ses, que é Bolsonaro. >> Eh, em Minas é o Dalanol e o aquele

▶ 00:08:40 kilter, né? Que é o >> desculpa. No Paraná. >> Ã, no Rio de Janeiro é um Luí, não esqueci o nome, é um cara que era do PR, foi pro novo, esqueci agora o nome dele, Luiz, alguma coisa. Então todos esses caras são bolsonaristas e passam o dia defendendo Bolsonaro. Esses caras >> vão ficar, vamos dizer, vai atrapalhar a eleição deles como deputado federal ter o Zema como candidato. >> Então o Zema ficaria entre o Cruze e a espada ali, né? Ao mesmo tempo, e

▶ 00:09:10 >> há uma demanda por um terceiro nome. >> Sim. >> E para mim fica, adoraria que o Zema realmente não fosse candidato, mas pode ser que ele vê, ele vê não, posso tentar agora. Essa tentativa passaria por atacar o Flávio em algum momento, coisa que eu não vejo eles fazendo. >> Não, não vai. O o novo virou quase que um puxadinho do bolsonarismo, >> né? E aqui em Minas isso expressa de forma muito muito significativa. Por isso é que a gente tem as figuras que não estão, por exemplo, o Nicolas, ele teve algumas caminhadas com o Mateus Simões na tentativa de projetar o Mateus, mas não fecha também uma

▶ 00:09:40 aliança, sabe, de vir a público e falar assim: "Não, nós estamos com o Mateus", >> né? Então tá indefinido pro lado deles, né? tá bastante indefinido. Tem um, o Flávio tá querendo um palanque em Minas e o Zema tá sendo esse esse essa pedra no sapato aí. >> Sim, sim. Eh, voltando pro jogo de Minas aqui, então, então você teria o Cleitinho pelo Republicanos, que pode ou não pode ser candidato. >> Ele anunciou o apoio ao Republicanos, você acha que ele vem candidato? >> O Republicanos teve uma notícia hoje na Itatia da o presidente nacional dos republicanos afirmando que o Cleitinho

▶ 00:10:10 será. >> Hum. >> E aí é outro problema, né? Porque o Cleitinho, ele inclusive se manifestou publicamente esses dias. que parece que havia uma espécie de acordo dele com o Nicolas. O Cleitinho viria se tivesse o apoio do Nicolas e se o Nicolas viesse, o Cleitinho o apoiaria. Mas se o Nicolas tá na composição com o Mateus Simões, o Cleitinho tá vindo. >> Exato. >> Entende? Tem um um uma desorganização aí. Mas o presidente nacional do Republicano disse que o Cleitinho viria. >> Uhum.

▶ 00:10:40 >> Então pode ser que sim. Pode ser que sim. Aí realmente >> é um bololô. É >> é uma confusão. >> Sim. Eh, eu eu vou antes da gente falar mais de você e tal, eu ia de novo pensar nesse cenário de Minas, porque tem uma coisa que é interessante, porque assim, Minas sempre foi um uma lugar muito aristocrático. A política de Minas sempre foi uma política de grandes famílias e grandes quadros. Sim. >> E desde sempre, né, a política do café com leite era São Paulo e Minas. Depois você teve grandes lideranças mineiras. Você vai pegar o próprio Tancredo na oposição ao regime militar.

▶ 00:11:11 O desenho de Minas também vai do próprio Tamar Franco sempre foi um desenho meio aristocrático, top down. Sim. E meio que me parece que isso quebrou a última disputa aristocrática que teve tinha o Pimenta versus Pimentel, >> né? E aí o Zema fura eles. >> Isso. >> E >> o Anastasia, né? >> É, tinha Anastasia. Isso, mas antes teve o Pimenta. É. >> E aí, e aí depois vem com o o Zema furando eles em 18. >> Sim. >> E daqui da em diante Minas passou a ser um lugar não da uma política meio de topo, aristocrática. E ela passou a ser uma política popular. Sim.

▶ 00:11:42 >> Você vê que dois dos políticos mais pop do Brasil, que é o são Cleitinho e o e o Nicolas, são de Minas. >> E acho que Minas tá passando por esse processo que não é tão comum na política mineira de ser um lugar, vamos dizer, de políticos pop, >> né? São figuras pop de em âmbito nacional. Tanto Cleitinho quanto Nicolas são em qualquer lista dos 10 políticos mais populares do Brasil, vai ter o Cleitinho, vai ter o Nicolas. E eu acho que isso muda muito a dinâmica do estado, que você pega assim, ah, o Pimentel pode ser Pimentel, não, o o Pacheco, o

▶ 00:12:12 >> Pacheco. Ah, o Pacheco. Ah, >> o Pacheco pode ser candidato, mas ele é um candidato já nesse contexto das famílias, candidato old school. >> E o próprio Simões também. >> Também. >> E aí eu ia te perguntar, porque você claramente se encaixa como uma liderança política popular. >> Como? E e aí eu penso uma coisa sobre Brasil. Claramente há uma quebra das a das oligarquias em vários lugares. São Paulo também acontece, mas acontece no Brasil todo em alguma medida. E aí você divide a vontade popular em dois caminhos. Um que ainda é maior, que é uma vontade popular tosca,

▶ 00:12:42 >> que enfim, e eh é é o populacho pelo populacho e outra que tem projeto. Eh, você claramente tá num caminho de projeto e você tá trabalha para se qualificar. Queria entender qual é o projeto popular seu. Como você vê, não só Minas, Brasil, traga o seu mindset, uma política que é popular, você faz um trabalho de atendimento à população, de defesa de direito à população e como isso se encaixa numa leitura de alguém que se pretende um líder, >> certo? Renan, é importante a gente eh pontuar essas questões que você pontuou aí, mas pensando o seguinte, eh esses

▶ 00:13:14 nomes que são populares, isso é incontestável, Nicolas Cleitinho, são populares, mas eu acho que é uma posição triste, eu não queria estar na pele dos dois, porque eles são populares ligados a um nome, >> certo? No dia que o Cleitinho ou Nicolas quiser ser de fato autônomo, ser o Cleitinho, ser o Nicolas, ele não vai conseguir. Por quê? porque eles são Bolsonaro. Inclusive hoje se tem aí na na no cenário político pessoas dizendo: "Ah, o Nicolas tá tentando se afastar do bolsonarismo", mas não pode. O Cleitinho

▶ 00:13:44 é a mesma coisa. Inclusive, recentemente ele prestou uma entrevista e ele ele falando: "Não, eu sou o bolsonarista". Então você percebe que existe essa vinculação. Então eu não sei se a popularidade desses nomes são por causa do trabalho deles ou é porque herdaram do bolsonarismo e estão vinculados a eles para sempre. No nosso caso, a gente tem o quê? Uma liderança que ela foi construída com trabalho, né? Então, essa certa popularidade que nós temos, você pontua muito bem, ela vem da defesa do consumidor. Então, nós temos, já

▶ 00:14:14 tínhamos um trabalho ligado à sociedade mineira, um trabalho que teve uma penetração, que é o quê? Eh, estar junto da sociedade mineira, do povo mineiro, que teve uma falha do da prestação de serviço do estado, né? Porque o meu trabalho só existe porque o estado falhou, né? Se o estado tivesse com os órgãos de proteção e defesa do consumidor eficazes, não precisaria de um jornalista fazer a defesa do consumidor. Então, o que difere? Claro que a popularidade de um Nicolas ou Cletim é muita muito maior do que a minha, mas o que difere no no que diz

▶ 00:14:44 respeito à popularidade é que uns são populares, mas não podem ser, eles não têm um projeto deles, eles não podem. Sim. >> E inclusive eu falo isso até com respeito às pessoas. Eu nem sei se se a própria pessoa do Cletinho teria um projeto. >> Exato. Às vezes o o cara é bom, só que ele tá numa armadilha. Então vamos tentar ser generoso. Eu vou tentar aqui. Eu sempre sou muito briguento, então eu tenho que aprender a ser mais mineiro. Isso >> às vezes a gente é, vamos tentar ser generoso. Às vezes o cara veio de baixo, ele não sabia como construir mesmo. Pro MB foi muito divid. A gente tá construindo o livro amarelo há 2 anos e meio.

▶ 00:15:14 >> Mele tem 11 anos, passou muitos anos navegando, tentando construir identidade. >> Ex. Uhum. >> Isso sendo um grupo, ele é uma pessoa. Então, sendo generoso, às vezes o cara caiu num num buraco que não dá para sair. >> E não dá para sair. Exatamente. É isso que eu percebo deles. Então, se algum dia eles precisarem discordar, por exemplo, do bolsonarismo, eles perdem toda essa popularidade, né, que ela é vinculada e precisa ser vinculada. Eles precisam arrastar isso há muito tempo. O nosso caso, e aí eu falo até mesmo pelo projeto da missão. A missão é um projeto

▶ 00:15:45 que ela é acima de qualquer nome, né, Renan? É um projeto. Então, todos nós fazemos, fazemos parte de um projeto e trazemos a nossa popularidade, mesmo que pequena, a um projeto que ele é desvinculado de nomes, é um livro, né? É um conjunto de propostas. Então, nós ajudamos a construir essas propostas. você traz eh a sua expertise, cada um vai trazendo a sua experiência, mas nós não estamos ligados a uma pessoa que se

▶ 00:16:15 ela errar, >> Exato, >> né? Nós vamos ter que dizer: "Não, ela não tá errada, porque se eu disser que ela está errada, eu perco tudo que foi congridor de uma pessoa e é sagrado no grupo." Não, esse é um ponto, cara. Vai chegar um momento bem. >> Eh, e eu coloco isso porque assim, eu muita gente fala: "Ô, Renan, você mesmo?" Ô presida, cara, eu >> eu sou uma liderança, é isso que eu vejo, uma liderança, o quem é outra? Haverá outras lideranças que vão pintar e vão vão um dia, um dia é você, candidato a presidente nosso. Mas é

▶ 00:16:45 isso, despois de você, não. [risadas] >> Agora, agora, agora tô aqui na minha tentativa, mas você entende assim, a não é um grupo que nasceu para ser um culto à personalidade e a nossa força é a gente ser uma constelação, >> né? A gente ser uma constelação e ela funcionar. Sim, >> se a gente fizer isso de verdade, ninguém para a gente se a gente souber administrar os grandes talentos. >> Exatamente. Concordo. Concordo plenamente. E e esse é um dos motivos que me fez e vir pra missão. Eh, porque não se pode ter um projeto. E eu acho

▶ 00:17:15 que você vai se lembrar, Renan, lá lá em Postos de Caldas, eu acho que a primeira pergunta que o militante fez a mim foi isso. Eh, bem, aqui nós trabalhamos em um grupo e é um projeto. Você tá vindo para interesses? Ele foi bem direto, ele falou: "Você tá vindo para interesses pessoais, individuais ou para o grupo? Acho essa pergunta bem interessante. Por quê? Porque não pode falar da construção de um estado, da construção de um Brasil colocando interesse individual. Isso é, isso é egoísmo demais, >> né? Você colocar um interesse pessoal acima de um projeto nacional, acima de

▶ 00:17:46 um projeto estadual, isso é muito egoísmo. E é justamente por isso que o Brasil tá num fracasso que tá hoje, >> né? porque se gerou eh eh essa essas construções não baseadas no pensamento coletivo, mas no pensamento individual. Então, o que que você vai, o que que você vai me oferecer? Eu vou, se você me oferecer alguma coisa e quando a gente fala de alguma coisa na política, é dinheiro, né? Muitas vezes é, é influência. Então, se construir um projeto de país, um projeto de estado, de governo, baseado em interesses

▶ 00:18:17 pessoais, é a mesma coisa, né, do do que tá sempre aí. Então, não faz sentido. O Brasil é um país e de potencial de sermos aí um país de primeiro mundo, mas são oligarquias. Você tem, você citou o Tancredo e o Tancredo fez um neto que é o Acio, que acha que tem um direito sobre estado, né? Aí o AT foi lá e botou Anastasia. Então assim, é uma é uma política que vai se perpetuando baseada não interesse coletivo, mas no interesse individual. E é muito triste quando a

▶ 00:18:49 gente vê nomes surgindo, nomes despontando e seguindo a mesma lógica, né? Eu também tento ser bastante generoso em relação a as pessoas que que aparecem aí como pessoa. Talvez a gente não tenha ponto para para falar como negativo, mas por exemplo, o principal nome hoje na disputa do governo que é o Cleitinho. Infelizmente Clein tá seguindo o mesmo caminho, né? Esse caminho de fazer uma uma política direcionada a a um nome, a uma pessoa, sabe? Eh, tanto é que a gente pode ver no Centro-Oeste eh, o Cleitinho, candidato ao governo, mas ele já é

▶ 00:19:20 senador, o irmão é prefeito de Vinópolis, o outro irmão, salvo engano, é vereador na cidade, o outro irmão é Assembleia Legislativa. Então, é como se tivesse trocando um nevismo por um cleitinismo, sabe? E isso é muito ruim para o estado, né? A gente tem que ter o quê? Um projeto. Então, não importa se o seu sobrenome, né? Não importa. Eu não tô construindo um projeto agora na missão chegarmos ao governo do estado. Eu não tô construindo um projeto de governo de estado para que o meu filho Mendes seja, não [risadas] é? Entende?

▶ 00:19:50 Não é quem for melhor qualificado da missão que vai eh dar tocar adiante, né? Então é muito triste quando a gente percebe surgirem esses o mais do mesmo, né? No fundo é isso, é mais do mesmo e interesses individuais acima dos interesses coletivos. [roncando] E eu acho que Minas e o Brasil serão livres disso, né? Eu torço que sim. >> Sim, sim. O essa dúvida eh que a gente tem sobre a o projeto versus a individualidade. Sim.

▶ 00:20:21 >> Eh, porque é muito louco, porque vir mexe vai alguém nosso em algum podcast. Teve agora uma ida do Pedro num podcast, o Pedro Deirô e o e o França lá do Paraná. >> E aí o cara, não, mas vocês são aceita, vocês são uma seita. El, mas por que a gente é uma seita? Não, porque se o grupo falar tal coisa, mas é o grupo são assim, né? Exato. Exato. Sim, porque senão eu vou chamar qualquer coisa. Uma empresa é uma seita, uma igreja é uma seita, tudo é uma seita. Então, toda vez você tem um coletivo em que as individualidades se diminuem em prol do todo, isso se torna uma aceita. Outra coisa, todo grupo tem que ter regras. Se

▶ 00:20:51 você for numa empresa que produz sapato, eu não posso no meio da fábrica de sapato falar: "Não, eu vou fazer um, sei lá, um grampeador". Não, você vai fazer sapato. >> Então, num grupo político tem um projeto tal, com uma linha tal, você tem que se encaminhar pela linha tal. É meio que o óbvio, >> sem dúvida. Mas o brasileiro é meio arredil a isso >> e as pessoas se apegam a pessoas. Tanto que o apresentador, acho que no podcast, ele falou para ele: "Não, não, eu voto em pessoas". Eu entendo, não tem problema nenhum votar em pessoas, mas quando você só vota em pessoas, isso tem consequências. É uma coisa meio

▶ 00:21:21 monárquica. Você votar no cara, mas se o cara morrer >> precisa votar no filho dele, >> que é o que acontece, >> né? a seguir as dinastias familiares. Tanto que nos interiores do Brasil você tem essas dinastias, vota no pai, o pai lança o filho e fica aquela família se repetindo porque a pessoa no fundo no fundo ela é monarquista. >> E eu não tô nem falando como um ataque. A, eu acho que a democracia, a república no Brasil nunca chegaram para valer. E eu tava em Portugal, era a mesma coisa. Os portugueses, no fundo, tem uma uma alma monarquista ainda. >> E é uma característica. Outros povos não

▶ 00:21:51 são assim. Os suíços não são assim. Os ingleses, por mais que sejam monarquistas, eles têm um espírito republicano de muito tempo, né? A lógica deles é monárquica, é, mas é parlamentar, de divisão do poder, é de visões de grupo e visões de longo prazo das coisas. Então, é é uma outra natureza que eles têm, os franceses para caramba. Então eu o a gente saber conjugar essas duas coisas num país como Brasil é difícil, porque tem que ter o personalismo, porque na política as pessoas votam em pessoas aqui no Brasil,

▶ 00:22:21 >> só que tem que ter o grupo, senão a pessoa é o ficar exato. Tem que saber, é, exato. Eu acho que tem que saber ponderar exatamente isso, né? É claro, a pessoa ela vai votar numa pessoa igual, enfim, Minas Gerais. As pessoas que conhecem a missão conhecem através do bem, mas ela tem que chegar a conhecer a missão, né? não pode ficar só na figura do bem, porque eu concordo plenamente com você. >> E aí a gente tem reflexos disso, Renan, você faz um uma análise, no meu ponto de vista, perfeita em relação ao Brasil,

▶ 00:22:52 por esse reflexo não tá só na política partidária, ela tá também nas cortes. >> Uhum. A, eu, eu sempre apontei isso, assim, me incomoda bastante quando um um jornalista vai noticiar, por exemplo, uma decisão do Supremo, ao invés dele dizer o Supremo Tribunal Federal decidiu o quê? Ele diz o ministro fulano decidiu o quê, né? E aí você vai criando essa figura de do estado sou eu, né? O estado sou eu. Então você tem o ministro fulano de tal que decide. Então aí o o Supremo,

▶ 00:23:23 que é um um um o órgão de estado, ele se torna uma pessoa. >> Sim. >> E se ele se torna uma pessoa, essa pessoa vai crescendo demais e aí realmente ela ela consegue englobar o o Supremo ou o poder legislativo. Até que chega um ponto que ela domina tanto aquela instituição que a partir desse momento que ela dominou, a instituição vai ter que acobertar tudo que ela fizer, >> né? É o que nós vimos aí recentemente,

▶ 00:23:53 escândalo do Banco Master, nós vimos o o Supremo Tribunal Federal, nós temos visto, na verdade, o Supremo Tribunal Federal com uma crise, ele tem uma crise, ele precisa dar uma resposta à sociedade, mas por outro lado criou-se a figura tanto personalíssima em relação a a determinados ministros que o Supremo ele não pode agir institucionalmente porque senão é é como se ele agindo contra determinado ministro, ele tá ele Ele tá atacando o próprio Supremo. É um problema.

▶ 00:24:23 >> Exato. Foi o paradoxo agora do Dias Stofford que eles precisavam atacar um ministro que tava personalizando uma crise pra Corte. A Corte que precisava pensar coletivamente para melhorar a imagem da corte. >> E aí eles não sabiam o que fazer. >> Tipo, ou defende o Tofoly porque defendeu o Tofol é defender a corte, mas defender [risadas] o Toffol também é destruir a corte. Fala, >> mas é culpa deles que personalizaram. >> Eles geraram esse problema. >> É, é, eu acho que a gente tem que construir uma mentalidade coletiva para isso. Tudo bem. Enquanto somos esse modelo político, as pessoas vão votar o

▶ 00:24:53 nome, vai ter um nome que vai estar na urna, vai ter um nome que vai atrair essas pessoas a conhecerem o projeto. [suspirando] >> Mas tem que ser um projeto, tem que [roncando] ser, é um Brasil, é um estado, não é, não pode ser uma família, não pode ser bolsonarismo. O bolsonarismo ele nasce, né, fruto ali de uma de uma indignação popular, né, nas ruas, [roncando] mas chegou esse esse veneno chegou lá. Ou seja, aí hoje se você diz: "Eu sou direita, mas eu não sou bolsonarista".

▶ 00:25:24 Não, você não é direita. >> Entende? >> Isso, isso é isso é >> é um problema. Por quê? Porque uma se tornou uma família. Então é uma família. Então agora, se você não concorda com aquela família, se você não levanta a bandeira daquela família, logo você não é brasileiro, patriota, você Então esse é um problema que a gente tem que superar, né? E a gente tá tendo coragem de enfrentar isso. >> Eu acho, eu acho que assim, dói muito, cara. Eu eu eu falo para você bem e às vezes eu tenho uns papos, o Artur já teve aqui com você, o Artur ele ele é o mais agoniado.

▶ 00:25:55 >> Eu entendo um pouco da agonia do Artur, que o Artur é um cara muito adequado a essa lógica política, como a gente tá dizendo, mais pessoal. Artur é muito carismático, um dos maiores comunicadores da internet brasileira. Ele é muito bom nisso. >> E ele adotou o caminho difícil. E ele adotou porque quis e porque concorda e sabe que é o caminho. Mas ele sabe o que que ele renunciou. >> Sim. >> Se o Artur quisesse ter sido um puxa-saco do Bolsonaro, o Artur seria gigante. Por que que ele não perderia o mandato dele? Ele seria colossal. Sim, >> tamanho dele seria gigantesco e e ele

▶ 00:26:27 sabe, então, todas todos os dias ele se lembra que ele tomou uma decisão que é certa, mas que vem com um preço, né? E aí ele e ele vê, né, assim, putz, Renan, olha agora, veja os números que um determinado cara tem. E ele teve um um debate, foi muito interessante, foi aquele Rony Gabriel, que é um bolista do Rio Grande do Sul. >> E o Artur foi com dados, máquina de dados e tal, >> e o cara foi jogar uns chavões. O que acontece? O Artur a, em termos de argumentos, debate, o Artur acabou com o cara mesmo nas lacradas e tal.

▶ 00:26:57 [limpando a garganta] >> Só que o que que o Artur viu depois? Aí o cara vai e posta um corte idiota, tipo, ah, eu vou falar na sua cara aqui, ó, que você foi pra Ucrânia. [risadas] É tipo, >> ele não acabou com Artur, não fez nada com Artur. Aí 150.000 1 curtidas, tipo, e aí o Mastia do Zap, parabéns, defendeu o nosso presidente Bolsonaro e ele nem defendeu bem. Mas o o Artur fala: "É, cara, eh, é um país em que, vamos dizer, para uma boa parte da população sarrafa é muito baixo. Se você só falou, ó, viva o Bolsonaro". Ou dentro da esquerda,

▶ 00:27:27 você fez uma defesa do Lula, >> sim, >> meu Deus, acabou. É aquilo, é o suficiente para agradar. As pessoas não estão em busca da verdade. As pessoas não querem, nossa, eu saí mais inteligente depois dessa conversa. Não, eu acho que eu tenho um caminho novo que foi melhor. Não, não. As pessoas só querem uma adesão. >> É um comodismo. >> É um comodismo. E essa, só que essa é uma pílula muito muito amarga que nós temos que tomar para entender o o tamanho do problema, o tamanho do problema brasileiro >> que foi agravado por isso aqui. Isso aqui ajuda a libertar as pessoas, mas isso aqui é um problema. Isso aqui te amarra, tem um algoritmo que te faz

▶ 00:27:58 ficar preso vendo vídeo, >> só só o que você quer. >> Exato. E aí ele fica validando porque a pessoa fica nessa bolha cognitiva e ela acha que o mundo é a bolha dela. >> Exato. >> Isso é assustador. Então, >> eh, a gente tem um trabalho tão grande, a gente tá num caminho certo, a gente sabe que o caminho é esse, >> mas há um longo caminho, não é um caminho que vai te te você não vai chegar no no na terra prometida rapidinho, ele vai ser tortuoso. >> Eu quero te fazer uma pergunta. Você acha que isso vai, isso passa pela cultura? Pelo que você tá falando? muito. >> Como que você pretende abordar isso, Renan, na cultura, na educação, pra

▶ 00:28:28 gente ter um país que não seja problemático desse jeito? >> Vamos lá. algumas coisas pra gente entender. Há um problema cultural do brasileiro e um problema educacional que vem do modelo de educação que a gente adota, que passa inicialmente a partir da base, nós não alfabetizamos as pessoas no Brasil e nós escolhemos um método, infelizmente não é o método fônico, ainda existe lugares que aplicam o método fônico, mas cada vez mais escolas estão adotando métodos alternativos que a criança com 11, 12, 13 anos não sabe apropriadamente ler e

▶ 00:28:59 escrever. Sim. >> Então, há um déficit de alfabetização novamente no Brasil. Esse déficit, porém, ele vem junto com o momento que a criança recebe um celular. Então, a pessoa, sem escrever ou ler direito, sem ter lido o livro, sem ter formado imaginário, sem ter preparado imaginação, ela tem acesso a uma cultura de massa >> que é horrível. Eu dei uma entrevista em Portugal e os portugueses meio que não negaram ali. O português costumam ser com decência, tipo, não, imagina, vocês são lindos no Brasil. Europeu adora isso. >> Eu falei: "Não, a cultura de massa no Brasil é talvez a pior cultura de massas do mundo".

▶ 00:29:29 >> Uhum. Eu falo cultura de massa, essa cultura popular do tá no TikTok, você vai ver numa rádio meio popularisca que é uma cultura altamente sexualizada, uma cultura muito violenta, a parte musical extremamente primitiva e e uma rítmica ligado sempre a sexo, sexo, sexo. Cara, isso não é bom para ninguém. E eu até falei pro jornalista, cara, isso não é bom para ninguém. Não é bom pra mulher brasileira que é desvalorizada, não é bom pra criança brasileira, é bom para quando você expõe a criança a uma cultura ruim, você vai procri >> Sim. e essa pessoa já não vem alfabetizar da escola. Então, quando a

▶ 00:29:59 gente pega a base do jogo, >> a gente tá formando algo horrível. >> Então, as pessoas e a a base da população, ela já vai animalizada. É uma parte dela, ela vai simplesmente para alienação, outra é resgatada pelas igrejas. Aí a igreja vai fazer um trabalho com a pessoa e a pessoa vem muito mal. Aí uma igreja resgata ela aqui, outra resgatada por ali e aí depende, o cara cai numa igreja boa, cumpre um papel, aí esse cara, beleza, esse cara vai se recuperando. Outras vai cair num pastor que às vezes não tá interessado na melhora do cara. >> Aí outras o cara não quer nada, ele só

▶ 00:30:30 arruma um trabalho dele, fica frustrado, um quer consumir desesperadamente. Aí um belo dia ele, sei lá, vai encontrar um Pablo Marsal da vida para servir de coach pro cara. Ou seja, se a gente olhar a jornada de vida de um brasileiro comum, a jornada de vida dele, por conta de uma base muito ruim que ele tem em termos educacionais e culturais, é uma jornada de vida horrível. >> Ele tá desorientado. >> Desorientado. E ele vai ser abusado no caminho, salvo sim, se a família consegue ajudar e nortear ele, se ele tem uma comunidade religiosa que ajuda ele. Se ele não tiver isso, esse cara

▶ 00:31:01 vai tomar tapa na cara, vão passar a mão nele o tempo todo. E aí os políticos tiram vantagem disso. >> É porque ele vai, esse cara vai querer o discurso fácil, né? Facío, porque ele quer a solução rápida. Sim. Sim. >> Você imagina um cara de 30 e poucos anos que foi prometido para ele que a vida dele ia ser assim assado, que ele ia tá comprando um apartamento e aí ele não tem nada, ele ele não tem uma mulher, ele não tem um um lugar para morar, ele não tem uma perspectiva de melhora. E então assim, a única coisa que é me qual a resposta rápida para isso? O fulano, Lula virá para ele, ó, te dou uma picanha, uma cerveja. Ah, tá bom. Acho

▶ 00:31:31 que é isso. Ou alguém fala: "Não, bota no mito que ele vai derrubar os os vagabundos e acabou. Esse cara, esse cara tá desorientado e nós como nação estamos desorientado. A gente tem que olhar pra base, minha visão, e resolver a partir assim dos princípios fundamentais. Cara, essa criança tem que ler, e escrever e a escola del tem que ter uma merenda decente, >> tá? Essa pessoa tem que ter um acompanhamento, se que seja de um assistente social, se a mãe é uma mãe solteira, a mãe solteira tem que ser inserida numa comunidade que seja uma igreja, mas ela tem que, aquela criança

▶ 00:32:02 tem que ter outras referências masculinas ao redor dela, porque se for um menino, ele não pode cair no crime. Tem que ter um acompanhamento escolar de modo a todo mundo, até os 11 anos de idade saber ler, escrever e falar em público fluentemente. Pode parecer pouco, mas o Mississippi, podem pessoal colocar no Google, bota Mississippi Education. município era um dos piores, senão o pior estado em números educacionais dos Estados Unidos. Eles fizeram esse básico, >> método fônico, método simples de aprendizado, foco em ensinar as crianças lerem e escreverem. É revolucionário.

▶ 00:32:33 >> É >> revolucionári se vê resultado, né? >> Muito rápido. Assim, Mississippi foi pro top três em melhores e índices educacionais dos Estados Unidos, sendo ele próprio um estado pobre quando comparado com os outros estados americanos. Vamos repetir essa experiência. >> Sim. fazer o básico, trazer as famílias para próximo da da das escolas e cultivar o estado, cultivar um tipo de cultura >> e renegar outra. >> É pelo o modelo que a gente tem hoje até de investimento público é uma pirâmide invertida, né? Então você faz muitos investimentos, eh, investimentos

▶ 00:33:04 eleitoreiros lá na no jovem que tá ingressando no ensino, na no ensino superior e pouquíssimo investimento aqui embaixo. O projeto da missão é botar essa pirâmide correta e mais investimentos na base. >> Na base e e começar a fazer eh fazer as pessoas entenderem o valor a a uma coisa que a gente repara assim, as pess as famílias mais humildes não dão valor na educação. Por quê? Se a gente for pegar as famílias mais humildes brasileiras, eh, elas são frutos de brasileiros

▶ 00:33:34 brancos pardos que se messigenaram e já moravam aqui e que eles prestavam a especialmente vai no século XIX, XI, serviços grandes fazendeiros e paraa administração e uma massa de de basicamente escravos e excravos que não foram inseridos dentro da sociedade e eles se mesclam essa parte dessa população e eles nunca entenderam porque nunca foram levados a entender que a educação era um valor. Uma coisa que é engraçada, todo mundo fala: "Ah, mas chegaram os imigrantes, veja só, como os japoneses ou como os itens, lógico,

▶ 00:34:04 porque eles vieram de culturas que a educação dava-se muito valor à educação. Então eles saem daquele lugar que tava pobre, mas se dava valor à educação, chegam aqui e aí o que que eles fazem? Eles têm uma uma eles tinham um roteiro de vida mais ou menos pronto. Então o japonês que chegou no Brasil, ele via, ele era agricultor e ele avisava pro filho: "Vai estudar, você vai aprender português, vai estudar". e cobrava, mesmo ele próprio não sabendo falar português, porque ele entendia >> da cultura que ele veio, que aquilo era um valor. Aí você teve a o a ascensão que os imigrantes tiveram no Brasil,

▶ 00:34:34 português, itali, principalmente italiano, alemão, japonês, esses caras acenderam e a e o os demais acenderam, mas não mesmo nível, porque a educação nunca foi colocada pelo pelo restante da população brasileira com prioridade. >> Até hoje a população brasileira não avalia educação com prioridade. Uma escola pode estar ruim, uma mãe não vai na escola cobrar aquilo, porque a mãe não entende o a importância daquilo. >> E não é culpa dela, porque quando ela era ela era essa esse estudante, os pais dela também não davam esse valor. >> Tá repetindo um ciclo. >> É um ciclo. E esse ciclo precisa ser quebrado.

▶ 00:35:04 >> Porque o os pais, a não entender o valor que a educação tem pra formação dos filhos, eles acabam perpetuando a ideia de que os filhos vão permanecer na base da sociedade. E não precisa assim. A gente precisa criar instrumentos rápidos para fazer os pais, mesmo que artificiais, que os pais entendam que a escola tem que dar, tem que ser um lugar que assim, ok, minha vida tem que tá lincada à escola porque meu filho vai decidar bem. Uma das coisas, o Guto entrou com esse projeto, eu acho esse projeto essencial. >> Famílias cujas crianças têm um bom desempenho escolar ao fim do ano, abatimento de imposto.

▶ 00:35:35 >> Sim. >> Então, a família já começa a ver. Não, pera um pouquinho. Eu já vi uma vantagem agora, meu filho. Bem, >> exato. Exato. >> Eu recebo e o Guto ainda melhorou porque você tem os abatimentos de o o Fesps láum >> e aí você consegue basicamente enviar uma grana pra família que tem um bom desempenho. Uma família que garante um bom desempenho de um menino é uma família que vai estar minimamente ordenada e aquele cara não vai parar na no crime organizado. Logo, você tá você não tá gastando dinheiro fazendo isso. É investimento público e simples púlp. E e a e a e essa família tá ficando cada vez

▶ 00:36:05 menos dependente do estado. >> Exatamente. >> Ela tá investindo ali e >> e ela já começa a enxergar desde cedo. Esse menino ou essa menina ele tá trazendo um provento para casa através do estudo. >> Sim. Sim. >> É uma maneira artificial de fazer a pessoa entender educação valor. O segundo a gente pegar esses melhores jovens estão assim, a gente tem um provão nacional. Isso eu quero instituir com um projeto nacional. provão. Todos os anos, a quinta série, quarta série, sexta série, tem um provão, os melhores alunos que tem uma nota de corte alta, tipo garoto que estuda, rala, ou um

▶ 00:36:35 garoto inteligência, um menino super dotado, nasceu numa comunidade quilombola, ele é inteligente para caramba. Fez a prova, achou, vem aqui, quer ir pro melhor escola da tua macrorregião, a gente vai pagar isso e uma bolsa pra tua família, porque às vezes o cara não tem a roupa para frequentar, ele não vai ficar com autoestima baixa numa escola particular. Claro. >> O que nos interessa, esse garoto ir para essa posição. Achou eles, fez um provão já com já cedo. Ele vai ter condições materiais de disputar um vestibular, uma vaga nas melhores faculdades sem precisar dar cota para ninguém. >> Ele vai chegar para disputar.

▶ 00:37:06 >> É justo. As famílias começam a dar valor. Você cria na base da sociedade uma cultura de, pô, eu vou fazer meus filhos irem bem na escola que eu tô começando a ganhar. Ou seja, a gente cria na pessoa >> sistema de recompensa, né? Exatamente. Tudo é, tudo é sistema de incentivo e recompensa. E esse é um sistema de incentivo e recompensa voltado ao bom desempenho. O que que é o pé de meia, [risadas] >> né? >> É frequência. Ah, toma um dinheiro aí para você ir pra escola. Qual qual o estímulo um aluno que vai bem tem? Qual que é um aluno vagabundo que não faz nada recebe uma grana? Dinheiro. É. E e esse esse projeto que que você apresenta

▶ 00:37:37 aí da missão, ele é um incentivo e recompensa e que traz um resultado pra coletividade, né? gigante. >> É, nós estamos construindo um país melhor, né? E se você não é não é só a toma esse dinheiro aqui, vá lá que você vai votar em mim depois, >> né? É isso. Você vai construir >> uma uma um grupo de notáveis, que é o que tá faltando no Brasil, né? a gente não não tem grupo de notáveis, né, na nas tecnologias, nas ciências, porque falta esse investimento público. Então,

▶ 00:38:08 mas para isso, Renan, você vai ter que dialogar bem com o Congresso Nacional ali. Então, é importante também que a missão tenha deputados, >> deputados. necessário. Necessário. E para fazer isso, nós temos que, igual a gente tá falando em fazer as escolas, formar nossos novos líderes. >> Então é um processo muito acelerado para essa eleição em que a gente vai já vir com uma, né, mais de 1000 candidatos para deputado federal estadual, né, mais de uma dezena de candidatos para para governador, outros tantos para senador, tudo isso participar da primeira eleição, ou seja, para provavelmente

▶ 00:38:39 para mais de 90% dos candidatos da missão esse ano será a primeira eleição. Isso me inclui. >> Exato. Sim. É. Isso te incluí também. Minha primeira. >> Então é é praticamente todo mundo marinheiro de primeira viagem. Então vai ser uma eleição muito difícil. >> Mas nós vemos, nós já estamos num grupo que teve outros mandatários. O Quem é um mandatário, já tá com dois mandatos, >> o Guto. >> O Guto. E e não são qualqu não é qualquer mandato, são mandatos muito bons. Então não é que a gente não sabe se chegar lá a gente vai ser inexperiente, não. A pessoa não tem

▶ 00:39:09 experiência, mas a gente tem uma escola. >> É, é igual você. Pô, eu sou um jogador, tô indo fazer meus primeiros jogos, mas tô jogando pelo Real Madrid, sabe? Pô, você tem um técnico do Real Madrid, o corpo técnico, a equipe física, sabe? Você chega ali, você não chega perdido. >> Então, a equipe nossa que vai chegar chega em cima de uma trajetória, uma tradição, eh, e estratégias de como trabalhar um parlamento que vai fazer muita diferença. >> Foi testada e funcionou, né? Eu tem uma coisa que eu acho que é umas perguntas que de vez em quando fazem a gente aí que eu acho é muito mesquinha, Renan. É,

▶ 00:39:40 é no sentido assim, cara, mas você tá indo para um partido disputar a eleição que o partido não tem fundo eh eh partidário. Como é que você vai fazer? As pessoas colocam essa questão de tempo de televisão, fundo partidário, como se fosse, eu acho mesquinho, porque eh eh se coloca isso como uma prioridade maior, né? Mas por outro lado, a gente entende que é um desafio que nós vamos enfrentar, né? Disputar com pessoas que têm a máquina, tem a as televisões, tempo de TV. Como que nós vamos fazer

▶ 00:40:11 isso de modo eficaz para essa mensagem conseguir chegar às pessoas se nós não temos esse tempo, esse investimento público aí com o fundo para fazer com que a gente esteja lá na televisão dessa pessoa? [suspirando] >> Trabalhar e trabalhar e trabalhar. A gente vai ter que trabalhar mais. E hoje, né, as estruturas partidárias são montadas para que os partidos elejam deputados. O número grande deputados dá bastante tempo de TV, também da fundo partidário, também dá fundo eleitoral. E isso também significa que se tem, se você tem muitos deputados, você tem muitas emendas. Então é é uma, é o chamo

▶ 00:40:43 de gincana. As eleções são gincanas que você disputa e os partidos ganham esses prêmios. >> E a gente não tem nada, a gente tá indo pra primeira gincana de todas nossa >> e a gente não dispõe de nenhuma dessas vantagens. Vai ter um fundo eleitoral pra gente usar lá para agosto de R milhõesais 3 a R 5 milhõesa. >> É uma merreca. >> É em comparação com >> É nada. É, só para quem tá assistindo, o PL vai ter mais de 1 bilhão. Eles vão ter 300 vezes, mais de 300 vezes mais dinheiro. PT também. Isso tô falando

▶ 00:41:13 dinheiro limpo, tem também o outro dinheiro, né? Então é naturalmente completamente desproporcional. Só que hoje existem as redes sociais pro bem e pro mal, mas existem que permitem que a gente fure um pouco essa bolha. >> E há um trabalho de militância. E aí nós temos que usar e abusar dessas duas coisas. A rede social mais o trabalho de militância permite que a gente crie estruturas muito sólidas de comunicação, treinamento, formação de pessoas e aí a gente espalha e ramifica ao redor do país. Isso dá pra gente uma base que ela

▶ 00:41:43 é inquebrável. E aí é paradoxal, mesmo com todo esse dinheiro, esses partidos grandes não têm essa base. >> Sim. >> Então há coisas que o dinheiro não compra. Exato. >> Essas coisas que o dinheiro não consegue comprar são justamente as que a gente tem que investir. Exatamente, >> né? Porque você não investe dinheiro, você investe cabeça e coração. >> Sim. >> Cabeça, credibilidade, coração, trabalho, >> motivar as pessoas. >> Exato. Então é muito diferente. É muito diferente. E >> então o que que nós temos que eles não têm? Base militante. Então vamos usar o máximo a nossa base militante, cara.

▶ 00:42:14 capilaridade e meios de chegar na imprensa e chegar nos lugares e falar a verdade que ninguém tá acostumado. Isso também é o único. Eu venho tentando fazer isso na pré-campanha e acho que todos nós temos que fazer. Você já começou suas rodadas de imprensa. >> Quando você fala a verdade de uma maneira franca, >> é revolucionário. As pessoas ficam, o próprio jornalista, eu não tô tendo muito problema, salvo um aqui, ó. Eu já tive meus combates aí com o jornalista, mas >> cara, como eu sou 100% franco com jornalista, ele

▶ 00:42:44 até os de esquerda ficam meio constrangidos de serem escrotos ou coisa do tipo. >> Ele não consegue e ele não consegue identificar porque na cabeça dele alguém que pensa como nós e é um vilão. Aí quando ele vê um cara que até ele discorda, mas ele sente honestidade, >> exatamente, ele ele >> ficaria muito sujo o jogo, né? ele não consegue sim >> e até agora a cobertura que a imprensa vem fazendo, pô, eu já fui para dezenas de rádios já nessa turnê toda. Eh, a

▶ 00:43:16 cobertura na maior parte dos casos, mesmo com esquerdistas ou mesmo alguns bolsonaristas, >> tem sido positiva. >> Positiva. >> E eu acho que você vai eh um momento que vai ser fundamental são os debates, né? >> Sim. >> Eu acho que você é o candidato mais o pré-candidato mais preparado para para o debate. Você tá com expectativa desse momento aí? que você vai fazer debato, né? Porque eh imagina um palco na televisão enorme cham aquela música da Banner, aquela

▶ 00:43:48 >> e enfim. Ah, como usar o debate para expor as nossas ideias de uma maneira muito nova. O que que eu penso? Todo mundo espera assim: "Ah, o Renan vai lá brigar com os caras". Hum. >> Nunca foi meio feitil. E quando eu vou nas rádios, eu vou lá tentar convencer o radialista. >> Sim, sim. >> E eu vou manter essa lógica. Eu vou tentar não apenas eh convencer o o eleitor, porque eu acho que no cara a cara, quando eu tiver falando lá com a câmera, não há como comparar eu ou os

▶ 00:44:19 outros. Se não porque eu sou grande coisa. né? Porque quando você fala verdade >> com alguma habilidade, cara, acaba ficando persuasivo. >> Mas você acha que tem como não brigar com o Lula, por exemplo, quando ele tiver na sua frente assim falando que é monte de mentira? >> Vou, eu vou. É que eu o que eu acho é o seguinte, >> mais do que >> o confronto, >> ter a oportunidade pela primeira vez de virar para milhões e milhões de pessoas e falar coisas que elas nunca ouviram, isso é uma revolução. >> Quando explicar pras pessoas que é possível você basicamente acabar com o crime organizado em um ano no Brasil,

▶ 00:44:50 acabar com as facções, fazer a a violência assim cair como nunca rolou antes, falar pr as pessoas, por exemplo, que dá para ninguém precisava viver em favela. Ó, eu vou acabar com as favelas no Brasil. As pessoas nunca ouviram isso, >> elas nunca ouviram e nunca ouviram um plano. >> Então, e isso vai chocar as pessoas em muitos termos, que vem igual vem chocando os jornalistas. E por que que eu sinto que vai chocar? Como eu rodei muito nordeste, fui muita rádio no Nordeste, pega a pesquisa atas, eu fui de 4.1 para 5.5, >> eu cresci 1.4% só rodando ali. Então, ou

▶ 00:45:22 seja, se eu ficar rodando rádio e rodando os lugares, vindo com essa mensagem, eu convenço até quem era eleitor do Lula. >> Sim, sem dúvida, sem dúvida. E essa linguagem, né? Por exemplo, você falou da segurança pública, prender o matô. Para nós que somos aqui da missão, que a gente acompanha as lives, as transmissões, quem é da militância sabe exatamente o que você tá querendo dizer, né? Mas uma pessoa que não sabe o que tá querendo dizer, eu já fui questionado inclusive no rap hour, mas o que que seria se prender o matô? É o cara que ele furtou um chocolate ali, ele vai ser preso e vai ser morto em seguida.

▶ 00:45:52 [risadas] Repreendeu logo em cima da mata logo em segundo mata. É. Eu consegui explicar lá pro pro rapaz, mas como é que é essa é uma estratégia de comunicação muito boa, né? Porque você traz uma frase ali que a pessoa eu quero entender o que é isso, mas o que que seria esse prendeu matou mesmo para uma pessoa? Não tô falando pr pra gente falar agora para quem já tá com a gente, não. Para quem não tá com a gente. O que como é que a gente explica isso? Esse prendeu matô. Maravilhoso. Ó, isso é uma grande pergunta e você trouxe

▶ 00:46:22 ela porque assim, se eu falar que eu tive uma grande estratégia quando vem com essa com essa, eu conheço a esse bordão, não foi um belo dia matar um ciclista lá em São Paulo >> e eu fiz um desabafo muito agressivo e aí no desabafo eu tava reclamando aquela galera que fala do não, não, a gente precisa recuperar. Fala, não é para recuperar, prendeu, matou. Aham. Então, eh, foi um desabafo, só que ali ficou viral, rodou muito e aí muita gente me conheceu como, ah, o prendeu matou, tem o prendeu matou do MBR. Beleza, eu vou

▶ 00:46:54 agora, né, atendendo por que funciona, né, e que é um bordão interessante e depois o que que seria o prendeu matô, porque funciona. Um um amigo mostrou o seguinte, Renan, quando o Trump falava do muro dele, ele fala: "A beautiful ball, [risadas] beautiful big ball and the border of Mexico." Então assim, o que que ele queria dizer? Era um belo e grande muro. Ele falou se tinha uma metralhadora em cima, ele falou se o muro era de concreto ou se o muro era de metal. não falou, ele falou um muro, ele jogou uma

▶ 00:47:24 coisa meio abstrata e solta e cada pessoa imaginava seu muro. Então, às vezes, um cara falou: "Não, é um muro baixinho que vai ter umas torres". Outra cada um imaginava o conceito do muro como algo novo. Ele deixou aquilo solto porque ele permitia que as pessoas imaginassem de acordo com as circunstâncias do momento o que que era. Então, o prendeu matô, muita gente vai criando sua própria versão do prendeu matô. Entendi. O Renan vai fazer um campo de concentração para membros do crime organizado. Não, não, ele vai prender ou e vai ou matar. Então se assim tudo bem, cada um imagine o seu prendeu matô.

▶ 00:47:55 >> O que eu creio ser, vamos dizer, o prendeu matô é o slogan para um tipo de política pública voltado paraa segurança que não tem na recuperação do bandido o seu foco. >> Uhum. >> Porque a gente tem aqui, tá dada duas opções pro bandido. >> Prendeu, >> matou. Ah, mas cadê o recuperou? Cadê o ressocializou? Cara, isso não é prioridade pra gente. Tem um amigo, tá lá no no partido, tá lá no, inclusive tá no Instituto de Segurança que surgiu no Rio de Janeiro, Instituto Guararapes, chama Silvio. Ele tem uma tese muito legal. Ele, essa tese foi fez com

▶ 00:48:25 professores alemães, ele fez em Coimbra, que é a ideia do direito penal focado na vítima. >> Uhum. >> Então, o direito penal em grande medida. Você, você é do campo do direito. >> Aqui no Brasil ele é a as medidas, inclusive a pena, ela tem como perspectiva, vamos dizer, gerar um efeito sobre o ofensor, >> não só um efeito punitivo, mas um efeito de ressocialização ou até um efeito assim de impedir outros caras como ele de cometerem esse crime. >> Tipo um uma como se fosse educativo a existência de uma pena para que o cara, o bandido, ele não cometa um crime. Então tudo que envolve pena no Brasil,

▶ 00:48:56 no direito penal brasileiro, ele tem como objetivo mirar para o eventual bandido e falar: "Bandido, você pode ser socializado. Bandido, você pode, olha, olhando essa pena, não cometer o crime." Ou seja, o protagonista é o bandido. >> O bandido. >> O que ele proponha é que o protagonista seja a vítima. Vamos olhar em nome da vítima, e é como a pena satisfaz a o senso de segurança, o senso de justiça da vítima. >> A gente sente que no Brasil viver aqui, ser brasileiro é sempre injusto. E o pacto social brasileiro é ruim. E quando você é assaltado e nada acontece com o

▶ 00:49:26 bandido, você fala: "Não vale a pena ser brasileiro". >> Então o pacto social não vale a pena. O prender matô, ele coloca as coisas no seguinte termo: eu vou prender ou vou matar, mas o seguinte, o cara que te gerou o dano, ele vai pagar, porque eu quero gerar justiça para você. Eu quero aliviar teu peito sabendo que faz sentido você viver nessa sociedade aqui, porque quando alguém te fizer um mal, o estado vai para cima desse alguém. Aí você vai sentir mais calmo. >> Sim. E você vai sentir como parte de um pacto. Então prender um é é uma lógica do de te retirar a ideia de que o

▶ 00:49:57 bandido tem como opção uma ressocialização. Não, essa é a última. Existe um caráter punitivo e restitutivo da pena. A pena tem que punir e restituir >> a vítima. >> A vítima antes de tudo. Então tira esse protagonismo do vou salvar, vou não, cara. O cara marmanjo, adulto, a maior parte dos criminosos são reincidentes. >> A maior parte. Eles tomam uma decisão racional. >> Se ele tomou essa decisão racional, eu não tenho que perder meu tempo reeducando ele para arrumar um emprego. >> Sim. E tem uns que são irrecuperáveis,

▶ 00:50:28 né? Também >> quem está no crime organizado, as grandes facções, essa pessoa vai ser ressocializada. Ela nem quer. É, >> é, ela não quer ser ressocializada. E aí, esse enfrentamento do crime organizado, como é que ele se dá? Recuperando a a os territórios. Eu quero dizer, é o estado entrar e falar como foi no Rio de Janeiro com o o Castro, pensa diferente. O que que você acha? Olha o problema do da operação do Cláudio Carlos. Você vê, a gente apoiou, achou, pô, que legal, foi para cima os vagabundos. Beleza. O >> problema é que ela terminou. O problema é que ela termina e no dia

▶ 00:50:59 seguinte outros, >> não é nem que nasce, o o tráfego já tá de volta ali. [risadas] Eles não tomaram o território porque não existe eh, vamos dizer instrumentos jurídicos que permitem a ocupação daquele território, a entrada da polícia na casa das pessoas, porque pensa assim, onde tava as centenas de aviõezinhos, menor de idade ou maior de idade, que trabalham com o comando vermelho e que não foram mortos ou presos na operação. Eles estavam na casa de alguém. A polícia não dispõe de meios de entrar na casa das pessoas para fazer as apreensões desses foragidos. Então,

▶ 00:51:29 muitos foragidos só se esconderam na casa de uma pessoa. Se a polícia não tinha um mandato para entrar na casa da pessoa, >> não entra. >> A gente precisa de um instituto jurídico que permita que a polícia faça uma ocupação, pegue os caras, a maior parte deles vão se entregar e aí ocupou, limpou aquela área, coloque uma base policial e comece naquele momento a arrumar a a o relevo e a geografia da favela. E não é nenhum processo de desfavilização que tem que acontecer. Mas assim, abre uma avenida daqui, uma dali, coloca duas, três

▶ 00:51:59 torres da própria polícia, bota um quartel da polícia, quebra qualquer possibilidade geográfica de barricada, facilita o funcionamento para você facilitar que aquele lugar seja passível de ocupação policial e falar: "Tá tomado aqui". >> Você tá falando de um estado de defesa? É o estado de defesa. Exatamente. Eu dei toda essa volta para chegar aqui. É o estado de defesa. O estado de defesa permite que o agente de segurança entre na casa das pessoas naquela área que tá sob estado de defesa e mesmo sem mandato. Por quê? Porque é um é uma

▶ 00:52:29 situação excepcional. Quem não dá para falar que na favela a pessoa tá vivendo estado de direito >> de jeito nenhum. >> De jeito nenhum. Ela não pode ter a internet que ela quer, o gasto que ela quer. A a filha dela não pode casar com quem ela quer, né? Ele não é estádio de estado de direito de jeito nenhum. >> É, então é, já é de exceção. >> Então tá no estado de exceção, estado de defesa lá. >> Exatamente. >> E aí, pronto. Aí vamos fazer a limpa ali. Alguns vão fugir, lógico, vão fugir, vão fugir para outro lugar. Mas todas, aí, por isso que eu tenho que ser uma operação geral, todas as comunidades têm que entrar em estado de defesa.

▶ 00:53:00 Então, um processo de ocupação permanente é assim igual houve na Segunda Guerra Mundial, a estratégia Blitz Creek é uma guerra rápida, vai ocupa, ocupa, alguns vão fugindo, a maior parte vai se entregando e a partir que você vai ter esse regime especial. Por isso a ideia também do direito penal do inimigo. >> A lei é rápida e a lei é rígida e ela vem concomitante ao estado de defesa. >> Os caras, meu, se eu não me entregar, é, é prisão perpétua, eu vou ficar 70 anos. É melhor eu me entregar para ficar pegar 35, 40, dependendo dos crimes que eu cometi. >> Então eles vão se entregar, eles vão ter

▶ 00:53:30 que se entregar. Então o o processo como um todo é um processo que vai ter um poder de demover eles também da até da resistência. Por isso que será rápido o o Bukell, ele teve alguns enfrentamentos na emo Salvador com algumas gangs, mas chegou em um momento que o não havia como eles enfrentarem a força do estado. As gang se entregaram e estão todas presas até agora. >> E interessante que quem é contra isso aí é só o intelectual do Leblon, porque o o morador honesto da favela, ele é a favor disso, >> que ele é o principal prejudicado com essa com essa com esse domínio do crime

▶ 00:54:00 organizado lá. Sim. >> Ah, o cara, gente, é, é a questão, eu sempre converso quando as pessoas me questionam sobre isso. Imagina você não poder escolher onde você vai comprar o seu gás, cara. >> Não é >> isso? Isso, isso é assustador, não. E, e, e que é uma coisa bem, outra coisa, você é do direito, fala, fala com o pessoa do direito, facilita porque, eh, eh, entendem os conceitos básicos. O direito de propriedade eh é um direito humano básico. Quando a gente vai pegar os direitos fundamentais de primeira geração, é lei, liberdade e propriedade. Não, ai car lei os direitos de primeira

▶ 00:54:30 geração é vida, liberdade e propriedade. >> Vida, liberdade e propriedade. A propriedade é um direito fundamental, porque primeiro vem a propriedade sobre o próprio corpo. >> Sim. A >> a ideia de que você não é escravo de ninguém. Pois bem, >> tá na Declaração Universal de Direitos Humanos. >> Exatamente. É uma é base, é basilar pra gente ter qualquer coisa. Pois bem, na favela, como o estado não foi capaz de garantir para as pessoas a posse e a propriedade da das casas delas, garante a lei do mais forte. Quem garante que uma pessoa mora na própria casa, que seja o barraco, que seja já aquela casa

▶ 00:55:01 de alvenaria, é o traficante. Isso em vários lugares. Em São Paulo, não tô falando no interior, em São Paulo, o PCC determina, não, ó, nessa área de manucial, você sai daqui que eu vou vender essas casas aqui. E a pessoa sai da casa aí que você não morre, né? não morre. Comando vermelho, mesma coisa. Então o que que nós temos? A pessoa não tem nem Ela tá numa situação precária de medo em que um traficante determina se ela pode ou não morar na casa dela. >> Sim. >> Como é que em termos de direitos, direitos humanos? Fal direitos humanos, isso é uma violação

▶ 00:55:32 >> total, absurda. É absurda. E e isso, isso, Renan, no minha casa, minha vida, gente, é engraçado porque assim, se você faz só um programa de habitação, mas você não faz o programa de segurança pública junto, você vai ter o que aconteceu na minha casa e minha vida. Construiu alguns prédios, traficantes chegaram e falaram, falaram assim, ó, você vai ter que sair daí. E no Minha Casa, minha vida, a pessoa perdeu o seu prédio que virou ponto de venda de droga. Por quê? Porque entregou a casa, mas não tem uma política de segurança. >> Exatamente. Inclusive, bem, eh, vários

▶ 00:56:04 programas habitacionais do governo, eles se são assim preferenciais paraa tomada pelo tráfico. O tráfico tira as famílias e remodela. >> Ah, agora fulano fica aqui, fulano fica ali e dane. >> É, >> então isso é assustador. Eu vi isso em Sobral, no Ceará. Os conjuntos habitacionais que foram criados, o tráfico tomou e não, não, agora sai daqui. Agora vou trazer um morador meu daquela outra favela para cá. E pronto, >> já é um estáado de exceção há muito tempo que o Brasil vivencia total. E aí a galera fica falando: "Não, democracia não, porque a democracia que democracia tem democracia nenhuma. >> Sim, jamais, de jeito nenhum. É. E como

▶ 00:56:36 é que a gente vai fazer isso aí? Porque o que que acontece hoje, Renan? Você tem lá CPI do Banco Master e aí a CPI consegue a quebra de sigilo da empresa do Tofol. Aí o Gilmar Mendes vem ou vou tirar o nome do Gilmar, vou botar um ministro do Supremo. Por quê? que nós falamos que não pode ser personalista, né? Então o Supremo Tribunal Federal vem e fala: "Não, não, não, pera aí. Vou ressuscitar um processo que tava arquivado aqui para atrapalhar essa essa

▶ 00:57:06 quebra de sigilo." Então, [roncando] tudo isso que nós estamos falando aqui vai pelo modelo constitucional do Brasil esbarrar em um problema clássico que nós temos que é no superperer da Suprema Corte. Você como presidente decreta o estado de defesa, mas a Suprema Corte chega e fala: "Não pode ser". Quando você chegar à presidência, você vai ter a oportunidade de nomear ministros do Supremo Tribunal Federal. Eh, você acha que com a atual composição que temos hoje, dá para fazer alguma coisa? Eh,

▶ 00:57:38 você pretende colocar ali um ministro que esteja alinhado com o com o projeto da missão, como é que vai ser Miranda Suprema Corte pra gente conseguir botar isso aqui embaixo? Bem, ã, novamente, uma pergunta difícil, eh, mas necessária, porque são, se eu não responder ela, eu vou ser só um populista falando blá blá blá. >> Primeiro elemento para entender a relação do Supremo com o poder executivo é pegar o elemento histórico. Vamos puxar a historicidade. Quando o Bolsonaro entra no poder, o STF tava no

▶ 00:58:09 chão. A operação Lava-Jato varreu o STF e naquele momento as investigações estavam chegando em dois ministros do STF. É ali que o STF monta a CPI das fake CPI não, o inquérito das fake new inquérito do fim do mundo que não acaba. O inquérito interminável, né? >> Nunca vi isso na minha vida. >> É. E ele vai vai e a o a vítima é o é a acusação. É a coisa mais maluca que tem. >> Ali surge uma resposta política deles. E por que que ela funcionou? Porque o Bolsonaro era fraco e o filho dele

▶ 00:58:40 estava envolvido no escândalo de corrupção e o Bolsonaro tinha medo do filho dele ser preso. >> Era isso, apenas isso. >> E o filho que era o Flávio, se ele realmente amasse o Brasil, tivesse pelo pai, o Flávio falaria: "Pai, eu vou aguentar as consequências disso, mas faz o que precisa ser feito. Faz o que você foi eleito para isso, você foi eleito para fazer justiça, para enfrentar o sistema. Eh, e eu corro risco. >> Eu corro risco. E se o Flávio fizesse isso e o Jair tivesse feito, os dois seriam heróis nacionais. As pessoas iam

▶ 00:59:10 perdoar a rachadinha e falar: "Nossa, o cara se redimiu a rachadinha pagando o preço em nome da liberdade política do pai pro pai poder fazer o que precisava." O pai e o Flávio não são esses caras. Começo de tudo. Aí o Supremo se montou e aí o Supremo ganhou muita força no governo Bolsonaro. Aí ganhou o Lula. Quando o Lula ganha, o G o Lula ganha aliado STF. >> Sim. >> Então o contexto que a gente tá em que esses caras mandam e desmandam e você tem o próprio escândalo do Banco Master que envolve todo mundo, porque o o no governo Lula já é um governo filho do

▶ 00:59:41 super poder do STF. Sim. >> Então, hoje é um momento de pico de poder deles. Ou foi, acho que talvez esse momento já tenha passado que agora o escândalo do master já enfraqueceu a imagem e a institucionalidade deles. Se ganha um presidente e cara, não quero parecer, mas se ganha eu, porque os outros estão amarrados nessa treta >> que concorreu com um discurso sobre segurança pública, lei e ordem e acabar com a bagunça que virou o Brasil, eles não têm como me pegar. >> Vão pegar o quê? Ah, o Renan. sei lá,

▶ 01:00:12 eh, toca guitarra, ele canta mal. É, >> é assim, não, não tem muito o que fazer comigo ali. >> Eu não comento crimes nosso partido é um partido corrupto. Se eu ganhei a eleição e eu vou tocar minha agenda, já indo direto pra sua resposta, >> é um momento completamente novo. Tenta imaginar um cara com partido que veio do zero, >> criou um movimento na sociedade civil, ganhou a eleição, vai chegar muito reforçado, toma posse, >> vai lá e coloca no primeiro dia estado de defesa, manda pro Congresso. O Congresso dificilmente vai barrar porque

▶ 01:00:42 o Congresso viu que esse presidente ganhou com esse tema. É a primeira decisão do presidente. [roncando] Eu quero ver o ministro do STF ter coragem, sabendo que ele vai estar arrumando uma briga gigante com o presidente, que não tem nada a ver com as guerras anteriores do STF. A gente não tem nada a ver com a guerra do Bolsonaro, nada. >> Ex. Mas vamos supor que veio um ministro lá e canetou, passou pelo processo legislativo completo, o estado de defesa cumpriu os requisitos formais que o presidente da República tá demandando. Ou seja, há não só o requisito formal, mas há necessidade, dado que existe um crime

▶ 01:01:12 organizado e ocupa isso, a legitimidade popular. >> Logo, um despacho desses é ilegal. >> Sim. >> E o que é ilegal? Não se cumpre. >> Não se cumpre. Perfeito. Perfeito. >> Não se cumpre. Eu não vou eh invadir a ST, não vou não. Dar golpe de estado. Agora, se uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ah, vão ter que me mandar me prender. >> Tendo tendo o processo sendo legítimo. >> Legítimo. Passou no Congresso Nacional, >> foi uma solicitação da presidência da República e qualquer qualquer despacho se torneal num contexto desse. >> Eu não acho que eles fariam um despacho

▶ 01:01:42 legal. >> É, também >> eu não acho que não, porque você faz um processo histórico, é um contexto histórico completamente novo e aí repactua a sociedade. Por isso que tem que ter alguém que não tenha rabo preso ganhando. Não é o caso nem do nem do Flávio. E os caras fazerem isso e nem querem, né? querem. Então assim, as pessoas ficam xingando e aí vão leger gente que basicamente ou tem medo em rabo preso como é o Flávio ou só é parceiro do ST que é o Lula. >> É isso. O jogo. >> Você citou o Buquell? O Buquell lá na na no El Salvador, ele conseguiu fazer exatamente isso que você tá tá dizendo

▶ 01:02:13 aí. o número de de homicídios ficou, acho que salvo engano, um ano sem sem ter eh homicídio, [roncando] mas ele tá enfrentando o que nós enfrentaremos aqui também, que é uma mídia eh que traz a pauta dos direitos humanos para tentar dizer que é um violador de direitos humanos. Como é que a gente vai dialogar com essa mídia, seja a nacional ou a internacional, quando a gente fizer isso aí para resolver o problema da segurança pública no Brasil? [roncando]

▶ 01:02:43 É curioso. Eh, o Bukelli sofreu um assédio internacional, especialmente, curiosamente, da mídia espanhola. >> Eh, por algum motivo o país ficou enchendo o saco, tal. >> Sim. >> Eh, mas não foi muito longe. É muito difícil você >> é e um cara com 88% de popularidade e após fazer algo que todo mundo sabe que é intuitivo. É tipo, e se diante de uma força concreta que faz mal às pessoas, eu aplicar força >> e funcionou? Poxa,

▶ 01:03:13 >> como é que você vai ser contra isso? >> Como é que você vai ser contra isso? Mas eh a a esquerda internacional, o exemplo do Bukelli já veio antes da eleição do Trump, né? >> Uhum. >> Aí o Trump ganhou a esquerda internacional e o jornalismo militante de direitos humanos, eles não estão numa posição boa hoje. A posição deles é muito ruim. E eu vou falar uma posição muito ruim que eles estão agora, tá rolando no Irã agora. Veja, eu não quero guerra nem nada, mas a situação das mulheres no Irã é uma situação horrorosa, é um regime opressivo. >> Eh, o Trump agora meteu dois, três

▶ 01:03:43 mísseis lá no Irã e o Irã respondeu tacando míssil nos Emirados Árabes lá. Acho que foi, desculpem, Abu Dhabi. >> Dorra, Dorra também, Salv. Dorra também. Eu tava vindo para cá, parece que foi atacado também. >> O regime tá caindo e as pessoas estão na rua comemorando. Eh, o Trump quando faz isso, em alguma medida, ele tá reforçando um discurso que envolve direitos humanos das mulheres. >> Uhum. E o Trump acaba com os Estados Unidos da América soando mais efetivo na defesa desse tipo de direito do que qualquer líder democrata. >> Sim. >> Então, e a esquerda internacional tá

▶ 01:04:13 numa posição muito complicada. A esquerda internacional fica falando em democracia. Qual é o regime mais opressivo da América do Sul? Venezuelano. >> Foi o Trump que derrubou o regime venezuelano? >> Exatamente. >> Ah, é democracia. Ah, não tem democracia lá com o Buellin é o Salvador. Tá. Não tem democracia na Venezuela. e o presidente americano de direita com Marco Rúbio lá derrubou o regime. Então eu acho muito, tá difícil a situação ali. >> E aí você pega, todo mundo que vai para essa agenda fica altamente popular. O Milei tá popular primeiro com a parte econômica e depois com a parte de segurança. Na Argentina ele tá metendo

▶ 01:04:44 lei pesada. Então, eh, eu não teria nenhum medo. Pelo contrário, isso é uma baita oportunidade. Eu adoraria ir na ONU, discursar e atacar esses caras na ONU, xingar os jornalistas, xingar o presidente da França, sempre, sempre tem um presidente da França atacando a gente. Vamos para cima, [risadas] vamos mostrar assim. Até porque sabe o que vai acontecer? Bem, a gente arruma segurança do Brasil. >> Sim. >> Na hora esses caras vêm fazer turismo no Brasil. >> É claro. É isso. >> Eles vão para cá tomar caipirinha, vão pra praia. É isso, >> é, é isso. Ô, ô, Renan, eu acabei me esquecendo aqui que, na verdade, eu tô

▶ 01:05:15 no seu podcast, eu tô fazendo pergunta atrás de pergunta. Eu tô adorando. [risadas] Para mim é um é um é um é um batebola isso aqui. >> Não, então eu vou que eu tô aproveitando, gente, só um pouco >> que eu te fiz perguntas no começo também. >> Foi, foi, foi. Eu tô aproveitando aqui pra gente ir ir batendo mais papo, porque tem outra questão também que eu acho que é interessante a gente conversar, Renan, é sobre as fontes energéticas do Brasil, né? Brasil ele tá aí muito ligado a ao petróleo, né? Só que o petróleo é um é um recurso não renovável. Como é que a gente dá missão?

▶ 01:05:47 Nós vamos eh nós vamos investir em fontes renováveis, nós vamos aproveitar o vento do Brasil para pra gente conseguir produzir energia eólica, o sol pra gente conseguir produzir energia. Como é que nós vamos fazer isso aí? Bem, a o Brasil as pessoas comentam muito assim, que que são os recursos que uma nação tem que ter no século XX, agora, no mundo que vai puxar muita energia, imagina a computação de tantas gerações, não sei o quê. Como o que que você precisa ter? Você precisa ter comida, isso inclui água,

▶ 01:06:17 >> sim. Você precisa ter energia e você precisa ter recursos militares para se proteger. São três coisas básicas para que você precisa, ainda mais com um território como o nosso. Pois bem, o Brasil tem os três, quer dizer, tem dois e falta terceiro, >> mas dois essenciais tem. E o Brasil consegue ter um complexo energético com muita, vamos dizer, com muitos meios. O Brasil tem petróleo. Petróleo para caramba. O Brasil pode ter tem carvão. O Brasil pode produzir com carvão. São energias sujas, mas tem que contar,

▶ 01:06:47 porque se a Rússia conta, a China conta, Estados Unidos conta, a gente vai contar. >> Recurso para hidrelétrico de monte. O Brasil tem acho que 14% da água doce do mundo. É, ó que número inclusive simbólico, né? Exato. 14. 14. Tá aí. [risadas] >> O Brasil tem um sol abundante. O Brasil tem uma costa gigantesca. Já já o pessoal vai usar energia com a força das ondas também. é mais um mais um trend e se você tem muita costa também tem vento e vento ajuda pra energia eólica. Portanto, o Brasil consegue ter

▶ 01:07:17 muitas forma de energia e a real é já a gente já tá evoluindo na geração e muito, inclusive com geração de energia verde. Cara, eu tava no Nordeste, cara, olha, eólica e solar já tá muito avançado. Você sabe qual o problema que tem lá? Hum. >> Não tem transmissão nem armazenamento. >> Então vou, por exemplo, você tem energia eh solar, ela ela tem um pico, né? Você tem um sol, ela vai ficando a pino meio-dia até às 2 3 da tarde. Por volta das 2 3 da tarde, você tá no máximo da

▶ 01:07:47 geração. >> Então você tem um pico. Aí esse pico é jogado no sistema de distribuição. Aí dá um pico de energia, administrição não consegue distribuir. E aí você você vai ter, você tem até apagão por conta do excesso de energia. >> E a eólica é a noite. >> Uhum. É o momento que tem mais ventos. O problema, você tem que ter um sistema de distribuição que você consiga trabalhar esses picos. Então, sei lá, um exemplo que você pode ter eh o horário que você tem o pico de energia solar, você não usa a energia da hidrelétrica, por exemplo, ou você tem

▶ 01:08:18 baterias. >> Sim. >> E nós temos que ter agora, além, vamos dizer, de um sistema de distribuição mais bem amarrado, grid, né, bem amarrado ao redor do Brasil, você tem que ter baterias para usar na energia solar. com as baterias, você armazena essa energia que ela é intermitente e aí você consegue usar nos momentos que você tem um pico. >> Por exemplo, o pico, sei lá, 7, 8 da noite, a gente tem um pico de energia que as pessoas usam nas casas. Então, beleza, você armazena aquele excedente que você não usou 2 3 da tarde com a energia solar, ele vai pro grid na no

▶ 01:08:49 período das 7, 8 horas da noite. Isso já está acontecendo. É só o estado não atrapalhar que o investimento tá acontecendo, investimento privado. Então, não é muito difícil. O Brasil não está num estado em termos de energia atrasada. E aí ainda tem o bônus. E qual o bônus? O Brasil tem urânio. O Brasil pode ter usina nuclear que é super limpa, >> é barata e é autônoma. A gente fica autônomo no Brasil. Então a gente consegue ter assim, >> ó, tem hidrelétrica, tem petróleo, tem. Então, portanto, tem termoelétrica, tem eh solar, tem

▶ 01:09:19 eólica e tem o tem nuclear. A gente faz o pacote completo igual os Estados Unidos tem um pacote completo igual a China. Vamos ter, a gente pode ser primeiro mundo em energia e não está tão distante disso. A boa notícia é não está tão distante. A gente foi de um cenário em que a gente tinha possibilidade de apagões para ter arrumando a infraestrutura de distribuição, >> tem energia boa e barata pro Brasil. >> E energia no cenário geopolítico internacional significa poder, né? tudo. É porque assim, a gente vai ter, o mundo vai ter, vai ser um mundo de data centers, vai ser um mundo, existe a nossa vida orgânica, concreta, aqui

▶ 01:09:50 real, >> que a pessoa que tá nos assistindo, né, a você põe a mão na mesa, você põe a mão na outra pessoa. >> E existe [roncando] esse mundo digital virtual que é o Renan e o Bem aqui aparecendo na tela para vocês. Esse é um mundo computacional. Então vai, o mundo vai ser um mundo que vai gastar muita energia com data center, muito. Imagina assim, é para criptomoeda, é para inteligência artificial, é é um é um mundo que consome demais energia. E aí você cons você precisa de água para resfriamento, você precisa de todo toda sorte de de espaços territoriais,

▶ 01:10:20 recursos energéticos. Nesse mundo o Brasil tem uma vantagem colossal, mas muito colossal. Se tiver infraestrutura para trazer data center para cá, se tiver eh, vamos dizer, eh, investimentos, aí entra a própria terra rara para você ter, >> eu ia te perguntar isso, porque Minas tá no centro disso, né? Você não, vocês estão numa posição >> única >> a região ali de Poços de Caldas. >> E é lógico, para você ter eh semicondutor, para você fazer processador, você fazer CPU, para você aí você entra com os modais energéticos. Quando mudar energética, mudar

▶ 01:10:50 energética, nem existe esse tema, você entra [risadas] com diferentes formas de energéticas que a gente tem que permitem que a gente tem abundância de energia. Aí você começa a construir não só a infra, mas gerar valor. Então o Brasil sai de uma posição nesse novo mundo que caso ele tenha energia e o marco regulatório legal, você soma com terra rara e aí você faz a industrialização desse produto aqui. >> Sim. >> Pô, a gente começa a saltar para primeiro mundo em várias coisas. Minas Gerais tem condição de ter um complexo que como tem urânio aqui, ele pode ter Minas Gerais pode ter a as usina nuclear. Então lá no sul de Minas coloca

▶ 01:11:21 usina nuclear, até porque o sul de Minas, se você for pegar, tá numa posição estratégica que um pouquinho para cima tem BH, um pouquinho pro leste tem o rio e um pouquinho pro sul tem São Paulo. Você pode ter um complexo nuclear que já extrai o urânio ali, >> transforma e coloca na usina, fornece energia. Ali já tem a terra rara também. Sim. >> E você consegue retirar a terra rara. Aí a gente pode fazer indústria de semicondutor ali. Ah, o americano quer vir monta indústria aqui. >> Aqui é. E gera emprego aqui. >> É, gera emprego aqui. E dá para ter data center também. Sim. >> Então a gente fica numa numa bem numa

▶ 01:11:51 posição. >> É um salto >> incrível. Então o futuro, mas quando a gente fala o futuro é glorioso, é porque é é só a gente não ser imbecil. O futuro é muito, o futuro é incrível. >> E e aí, Renan, sendo saltando muito rapidamente pra posição de muito poder na comunidade internacional, nós vamos também ficar avisados, né? internacionalmente fala da bomba atômica, a gente vai ter que ter esse negócio. Aí >> tem [risadas] maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso. Porque assim, quando a gente pensa, bom, se a gente tem um território grande, tem um monte de possibilidade de geração de energia, tem

▶ 01:12:22 comida abundante, >> água, >> água, pô, >> não vai ter defesa. >> A real, a real o seguinte, [risadas] qualquer nação grande vai olhar e vai falar: "Esses caras são encrenca". >> É claro, >> esses caras são problema. >> Sim. E o que é problema? A gente ataca, a gente invade. >> Exato. A gente vai, a gente divide. Isso, isso. >> Esses caras são problema. >> É muita água, é território, é possibilidade, são matrizes energéticas das mais diversas. >> Sim. >> Se arruma direitinho. Esse país é um é uma máquina. Eu volto a falar cinco nações que vão andar no mundo, China,

▶ 01:12:53 Índia, Rússia, Estados Unidos e Brasil. >> Eu nem digo [limpando a garganta] a União Europeia mais. >> Uhum. >> Porque a União Europeia vai ficar brigando e tá um Mas esses cinco, >> o único que não tem bomba atômica do cinco >> é nosso. A gente [risadas] >> é nosso. >> É. E por que que existe essa essa resistência? Você você acha que é porque criaram um discurso da bomba como se fos da da guerra como se fosse apenas para ataque e não para defesa? Que que você acha? Como é que a gente vai conseguir conversar com o nosso povo, Renan, para entender isso? Nós somos um país que

▶ 01:13:24 estamos nos tornando potência mundial. Se a gente não se defender, nós seremos invadidos. E a bomba é uma defesa, né? Eu vou te falar uma coisa, não tem nada a ver com o assunto bomba, mas tem tudo a ver. >> Uhum. >> Nos anos 70, o Brasil tava num surto de crescimento econômico ali no período militar. E lá para 74, 75, o o Brasil tinha um o Brasil ainda era considerado país do futebol. O Pelé tava terminando a carreira dele e na Fórmula 1 tinha o Emerson Fitpald. Você falou: "Mas Renan, onde você tá chegando?" Você

▶ 01:13:55 tinha uma indústria automobilística nacional grande. O Brasil exportava carro pra Alemanha. A fábrica da Fenemê exportava Alfa Romeu pra Alemanha. >> A gente era, a gente exportava carros pro Iraque. >> Havia uma indústria no Brasil. >> Então o Brasil tava meio que num final de um apogeu ali nos anos 70. E ali o Emerson Fit Pau de irmão dele decidem montar uma equipe de Fórmula 1. Você imagina que um país que tá nesse momento falando: "Nossa, equipe brasileira de Fórmula 1, que incrível, chamava Cooperar, >> que incrível, nossa. Uau! O quê? A população, por raiva de si própria,

▶ 01:14:26 sabotou a equipe, porque tinha uma curva que a equipe tinha que subir toda a equipe falou: "Começa malum >> até poder ser campeã". >> Depois de 3 anos, essa equipe tava fazendo mais pontos que a Ferrari. Ela tava lá no top seis, top sete da Fórmula 1 já. E teve mais pontos da Ferrari numa temporada, não sei se foi 78 ou acho que 78. >> Sim. >> Pois bem, que que eu quero dizer? A gente se odiou por tem por alguém nosso ou por alguém tentar ser brasileiro de uma maneira séria. >> Uhum. O Brasil tem uma sabotagem em que ele

▶ 01:14:56 não nunca consegue se ver como alguém capaz de exercer poder ou ser respeitado eh em coisas complexas que vão para além dessa desse estereótipo do tipo, ah, eu sambo, eu sou feliz, eu tomo caipirinho, eu sou um cachorro camarelo, bem futebol. É isso. Então, várias iniciativas brasileiras que são sérias, os brasileiros zombam. >> Sim. >> Zombam ou não dão nenhum valor ou fingem que não existe. Então, chegando aqui nessa questão da bomba atômica, a gente se odeia tanto que a gente não consegue se ver como alguém digno de respeito. E

▶ 01:15:27 porque ter a bomba atômica é simplesmente falar: "Eu sou digno de respeito". E ser digno de respeito para um país ter o nosso tamanho é assim: Existe uma injustiça na lei internacional. E qual é a injustiça? Se você tem uma bomba atômica, você não obedece as leis da ONU, você faz as leis da ONU. >> Exatamente. >> E se você tem e se e se você não tem a bomba atômica, você obedece as leis da ONU. Existe uma coisa chamada, >> seja qual for a lei. >> Exato. Se assim, se penta uma decisão do Conselho de Segurança da Único que é composto na prática pro país que tem bomba atômica,

▶ 01:15:57 >> você obedece. >> Sim. >> Agora, se você tá no Conselho de Segurança da ONU com sua bomba atômica, você não obedece. >> Exatamente. >> E eis a posição do Brasil, >> isso é soberania, né? E isto é soberania de verdade. >> Agora o Brasil vai aceitar qual papel? >> O papel, o papel atual é o papel de assim, sai uma decisão, não sei o que, o Brasil tem que ficar, é isso aí. Eu não quero isso. O Brasil é gigante. Então nós temos que estar na posição dos caras que impõe as regras e por vezes impõe as regras injustas pros outros. >> Uhum. >> Mas favoráveis a si próprio. Você só consegue ser injusto com outro e

▶ 01:16:27 favorável a si próprio se você tem muito orgulho de si. >> Uhum. >> A ponto porque assim, você ser bom ou ser mal é uma opção que só os fortes têm. O fraco só tem opção de ser bom. O forte tem opção de ser bom e mau. >> Uhum. >> Então você sabe inclusive se um homem é bom de verdade quando ele pode ser mau. >> Uhum. >> Portanto, a gente tem que ser forte na vida. >> Sim. >> O o Brasil ele não quer se colocar numa posição de de ser forte e o brasileiro parece que não quer. Então o brasileiro tem tem o quê? Tem medo de ser forte, é momento de ser respeitado. Temos que ter

▶ 01:16:58 a bomba. >> Temos. Temos. E um exemplo disso é nós temos aqui os Estados, os Estados Unidos entra na na Venezuela e leva Maduro, porque a Venezuela não tem bomba atômica, mas o Quin Jon não sei o que lá da Coreia não entra, né? E são dois regimes comunistas. Por que que não entra na Coreia? Porque tem a bomba, né? É a bomba defesa. >> A gente vê até os comunistas de de Twitter lá falando, é, vai invadir lá a Coreia do Norte, porque eles tem eles os e os comunos com tem que ter a bomba mesmo, porque é exatamente por isso.

▶ 01:17:29 Ninguém quer tomar a possibilidade de um ataque nuclear. >> Ninguém quer ter. É, a bomba não é para você usar, >> é lógico. A bomba precisa dissuadir. Ela tem um poder de dissuasão, você ganha um outro status. Então vamos lá. 14% da água, recurso energético abundante, território enorme, possibilidades 1000, um mundo que cada vez mais vai ser do sul. O mundo hoje é no norte, as grandes rotas comerciais são no norte, a população sempre esteve mais ao norte. Hoje nasce mais gente no sul, as rotas

▶ 01:17:59 comerciais passam pelo sul, o mundo vai ficar com mais com a cara do sul. O Brasil é a grande nação do sul. >> Uhum. >> A grande nação do Sul é o Brasil. Então o Brasil tá numa posição única. >> Então ele tem que se ver como uma nação forte. me respeita, entendeu? Me respeita. Nós vamos jogar. Ih, para ser justo lá fora, >> para ser justo e correto, >> para entrar no jogo de cabeça erguida. Eh, eu conversando com americanos, né? Eh, eu, eles falam assim: "Ah, mas que posição você vê o Brasil?" Olha, a posição que o Brasil pode ter eh uma parceria/ra rivalidade tal qual a China

▶ 01:18:30 tem com a Rússia. China e a Rússia jogam juntos contra os Estados Unidos. falei: "Olha, o Brasil poderia ser isso com os Estados Unidos." >> Sim, >> nós >> podemos ser um parceiro no um parceiro nesse hemisfério, um parceiro no dito ocidente e esse parceiro ele para funcionar, você é forte, eu sou forte também. >> Sim, exatamente. >> Vamos fazer comércio os dois. Deixa, tira um equilíbrio, né? >> Lógico. E aí eu jogo com você internacionalmente, porque os Estados Unidos ele >> ele não é visto de uma como há uma resistência dos Estados Unidos no sul global. O Brasil consegue ser uma nação

▶ 01:19:02 amada pro sul global. A África amar o Brasil, Oriente Médio amar o Brasil, boa parte da do subcontinente indiano a Brasil. O Brasil ser um país que saiba olhar pro tal do sul global, o dito terceiro mundo, fala ali é o terceiro mundo que deu certo. >> Exato. >> E é isso. O Brasil é isso. >> Sim. >> A gente tem tudo. É só a gente fazer o jogo certinho que o Brasil consegue ser o tal do terceiro mundo que deu certo. >> Exatamente. E chegar a ser o primeiro, né? [risadas] Ô Rena, eu sigo uma uma eu vou até pesquisar aqui o nome dela para eu fazer justiça. É uma senegalesa. Ela é uma empreendedora do Senegal. Depois

▶ 01:19:32 eu eu não quero desviar atenção. Eu vou achar o nome dela aqui. [suspirando] Ela diz o seguinte: "A África não é pobre porque foi colonizada". >> Ah, eu conheço. >> Você conhece ela? Ah, então pronto. Ela diz: "A África é pobre porque para você abrir uma empresa, um negócio na África, é tão burocrático que o empreendedor ele desiste, ele perde os seus recursos na hora de se abrir ali, ele não consegue abrir." Brasil não tá muito diferente disso, né? Para você abrir um negócio no Brasil, você tem uma burocracia extrema

▶ 01:20:03 e depois que esse negócio tá aberto, a carga tributária brasileira, ela é complicada para para que a gente suporte. Por quê? Eu acho que nós poderíamos até suportar uma carga tributária alta se os serviços públicos fossem de boa qualidade, né? Porque então eu tenho uma carga tributária alta, mas eu não preciso pagar plano de saúde, eu não preciso pagar cola, diminui outro lado. >> Diminui, exatamente. Mas a situação atual é uma carga tributária muito alta, um país hostil para o empreendedorismo e

▶ 01:20:33 serviços públicos de péssima qualidade. O nosso projeto aí pro Brasil, nós vamos chegar ao poder. Como é que nós vamos trabalhar isso? Nós vamos ser eh extremamente liberais. Nós vamos ser um estado muito grande. Como é que nós vamos trabalhar isso no sentido de imposto, carga tributária pro cidadão? >> Para te falar, eh, assim, eu não sou dado em termos econômicos, por mais que eu venha de uma matriz liberal, >> sim, >> eh eu não sou dado a ortodoxia no sentido de que eu não vou ficar trazendo aqui um pacote fechado, >> porque sendo brasileiro tem que soar

▶ 01:21:04 também em alguma medida intuitiva que a gente vai falar. Então queria a gente ir chegando nessas decisões aqui por dedução. Primeira coisa, a gente todo, não sei, eu concordo perguntar para você, mas todo mundo aqui concorda que nós precisamos de certos serviços públicos universais >> que cheguem na população, porque a população precisa que o estado leve isso a elas por diversas razões. A gente falou agora h pouco que a população dá valor à escola, a educação. Logo, se a população tá dando valor, o estado vai ter que fazer virar valor. >> Então o estado tem um papel ali. >> Mesma coisa, saúde, há, >> produção de vacinas, por exemplo. Uhum.

▶ 01:21:35 Então o papel tem um estado. Então a gente acredita que certos serviços vamos ter que manter e são universais. Agora, certas coisas são apenas burocracia pura e simples. Uma série de estatais que não precisam existir, que é burocracia pura e simples. >> Cartórios, >> cartórios não precisam existir, que é burocri, >> né? >> Burocracia pura e simples. Eh, >> uma parte importante dos próprios serviços públicos que são mal tocados e eles podem ser alvos de privatizações, concessões e terceirizações. A gente pode concordar. Então você vai vendo que é meio intuitivo que a gente vai chegando. Então tem um tamanho de estado

▶ 01:22:05 que a gente precisa ter aqui que contém um SUS que pode ter participação privada em vários serviços prestados, que tem uma educação que tem que ser universalizada e uma parte também pode ter participação privada, >> mas tem que ter um sistema de incentivos que o sistema público coloca. >> Beleza? Isso vai ter um peso orçamentário. Também concordamos que tem que existir aposentadoria, talvez, com certeza não nos moldes que tem e não nos moldes que tem um funcionalismo público. E tal, concordamos que pessoas que estão numa situação de muita pobreza precisam de uma assistência. >> Sim. a gente pode desenhar um estado baseado nisso. >> Dá para ter com essa constituição,

▶ 01:22:37 ajustando ela aqui ali, esse estado. E eu acho que a gente precisa retirar todos os penduricalos que existem nisso, tirar tudo que é desnecessário, ter um estado que é inxuto, mas muito eficaz onde é necessário, para não custar tanto e ser muito efetivo. Qual é a grande notícia? Bem, se a gente tivesse falando isso há 30 anos atrás, seria um papo meio desesperador. >> Uhum. Agora a gente tá chegando agora no meio de uma revolução tecnológica. A inteligência artificial vai chegar no meio da burocracia do estado e não só nas empresas. A gente fala assim: "Ah,

▶ 01:23:07 as empresas vão demitir um monte de gente, vai assumir um monte de emprego". No setor público também. >> Sim. >> Então, boa parte daquela burocracia inútil ou serviços mal feitos, a inteligência artificial vai entrar. Então, vou dar um exemplo. Na parte de saúde, as inteligências artificiais que vão atuar ali e o machine learning, quando a gente fala do prontuário único, que prontuário único é uma revolução, inteligência artificial mais prontuário único, você vê assim todo o histórico de doenças e passagens que uma pessoa teve num posto de saúde no hospital. Como assim? >> O acerto diagnóstico é muito alto. >> Nossa, vai ser assim, você vai ter,

▶ 01:23:38 olha, essa pessoa claramente ela vai ter diabetes daqui dois anos ou essa pessoa tá, ela precisa disso, disso, daquilo. Só que você tem isso em escala. Olha, nesta região aqui as pessoas estão se alimentando muito mal e tem uma incidência dessa doença que é ali. Vamos ter um estoque de tais medicamentos aqui, vamos mudar uma política pública para mudar os ápiceos. Isso aqui você vai conseguir em escala que nunca houve começar a tocar os problemas de saúde no Brasil. Então a parte de saúde, por mais que a população esteja envelhecendo, >> a escala vai fazer corte de gastos e aumento de eficiência. E sabe o que vai

▶ 01:24:08 acontecer? A inteligência artificial que vai ajudar a gente aqui é a mesma que tá na Alemanha ou que tá no Japão. Logo, a qualidade do serviço público, se a gente não atrapalhar, ela vai fazer isso aqui, ó. >> Equipara, é, >> ela equipara. A tendência dela é equiparar com o primeiro mundo em 20 anos. Olha que coisa maravilhosa >> essa essa questão do prontuário único que você traz a missão traz Renu E acho ela ela é fundamental e eu vou falar agora de de dentro, né, de dentro para fora. Um dos grandes gargalos que a gente tem hoje na saúde pública

▶ 01:24:38 é é impressionante como não se tem, nós temos um sistema único de saúde, mas nós temos cada eh eh equipamento público com seu próprio prontuário. E o que que isso acontece? Eu tô falando coisa que eu vejo diariamente, né, no internato. Então eu atendo um paciente no no pronto atendimento lá do pronto socorro, por exemplo. [risadas] Esse paciente chegou chocado. Vou pegar isso, ele chegou chocado e ali para o para fazer o

▶ 01:25:08 atendimento desse paciente, eu tô conhecendo ele agora. Eu não tenho nenhuma informação sobre ele. Então o máximo é um acompanhante falou: "Ah, ele toma tal e tal medicamento, você então você deduz. Ah, se ele toma esse medicamento, você deduz. o que que ele pode ter, [roncando] mas você vai ter um um uma abordagem ali baseado na na na resolução daquele quadro de saúde aqui. Só que esse paciente vai para casa e eu perco segmento desse eu não tive segmento para ele chegar e eu perco segmento para ele ir. Beleza? Resolvi a

▶ 01:25:39 situação aqui. Ele foi paraa casa. Chegando a casa, ele vai no centro de saúde, que é o centro de saúde dele. O médico do centro de saúde não sabe que esse paciente chocou semana passada. E aí o o médico do centro de saúde, se o paciente não falar, ele vai abordar sem considerar essa questão do choque. Qual que é o resultado disso, Renan? A gente tem hoje, principalmente população idosa, polifarmácia, ou seja, aquele idoso que ele tá tomando, sem exagerar, tem idosos que tomam 10 medicamentos todos os dias, que se você tem uma uma

▶ 01:26:12 solução que ela é uma solução simples, mas altamente eficaz, um prontuário único, eu sei quais os medicamentos que esse que esse idoso tá tomando e por que ele tá tomando. Então assim, qualquer médico vai conseguir, o médico do centro de saúde vai falar assim: "Ah, tá. Esse AS, por exemplo, que você tá tomando aqui é por causa de uma abordagem que foi feito lá no choque, mas agora você não precisa, né? É um, claro que o S não seria pro choque, mas para um acidente isquêmico, por exemplo,

▶ 01:26:42 mas agora você não precisa dele mais. Então eu vou retirar esse medicamento aqui da sua receita. Ou o contrário também, por exemplo, tem muito paciente que usa eh medicamentos que tavam num protocolo antigo, que se tinha um protocolo antigo achava que aquele medicamento fazia parte da profilaxia. [roncando] Hoje entende-se que não mais, mas o paciente continua usando. Isso significa o quê? Onerar o SUS. Esse paciente retira esse medicamento do SUS. Se eu tenho um acompanhamento para saber

▶ 01:27:14 todo o histórico de saúde desse paciente, nós temos aí impacto de bilhões de reais. >> Sim. >> Não só >> é muitos bilhões, são dezenas de bilhões por ano. >> Muitos por ano. >> Não só em em dispensação de medicamento, mas na prestação adequada da saúde, do cuidado de saúde. >> Um prontuário único é essencial. É uma revolução. >> É uma revolução. >> E então quando você mistura assim prontuário único com a o machine learning inteligência artificial que vai

▶ 01:27:44 automaticamente fazendo os relatórios e atualizando as coisas. E uma coisa que é super humana e simpe super básica, agentes de saúde que vão estar visitando as pessoas e fazer elas terem regularidade. Porque a gente tem que criar regularidade na pessoa ter o acompanhamento médico pra gente gerar base de dados para que o machine learning use o prontuário único e fique tendo, a, vamos dizer, decisões mais rápidas. Isso é uma revolução na saúde, >> indo porque eu vou chegar nos impostos, né? Sim. >> Você vê uma revolução na saúde, uma revolução na educação, tudo isso tem um impacto positivo nas contas públicas.

▶ 01:28:15 >> Uhum. O que é ótimo. Portanto, a gente, se a gente faz uma reforma fiscal que enxuga o que precisa enxugar, você vai ter duas coisas. Um, sobre espaço fiscal pro governo investir. A gente investe em infraestrutura na aquilo aqui infraestrutura de bateria, de conexão da da do grid de energia elétrica ao redor do país. Você aumenta, né, faz porto, ferrovia, tal, beleza? Transporte fica mais barato, energia fica mais barata, produzir fica mais fácil. Só que paralelmente os juros ca muito. >> Juros caindo muito também dá mais espaço

▶ 01:28:46 fiscal. >> Uhum. >> Mas além de dar espaço fiscal, o juros barato permite que as pessoas comprem mais e que as pessoas invistam mais. >> Então você vai ter uma revolução no Brasil em que é possível você pagar uma determinada carga de impostos, ter serviços públicos que atend maior parte da população, dar uma renda básica universal para uma parte importante da população que não vai trabalhar. >> Sim. E ainda assim fica altamente competitivo em termos de negócio. >> A gente consegue, na verdade, a gente consegue chegar nesse ponto ótimo. >> Uhum. >> É no momento, e eu acho que esse momento

▶ 01:29:17 é agora, no momento que vai ter uma revolução tecnológica, aproveitar a revolução a nosso favor. Isso. >> Então, o que dá um desespero é assim, as pessoas não entendendo o que significa essa eleição. Uhum. >> As pessoas estão achando que essa eleição é sobre o Xandão, essa eleição é sobre o ser sobre o solto Bolsonaro, sobre picanha. Essa eleição é sobre a revolução tecnológica que vai mudar o mundo e que o presidente que vai estar no Brasil nos próximos 5, 6, 7, 8 anos >> pode mudar o Brasil. O Brasil dá um salto assim, ó, muito rápido. >> Colocaram o Brasil uma potência mundial, >> muito rápido. O Brasil pode dar em 20 anos um salto que ele vira um país

▶ 01:29:47 assim, em 20 anos dá para ser um país sem favela, com energia nuclear abundante, falando já com a bomba atômica, em processo de desenvolvimento da bomba atômica, com muita energia, muito data center, com investimento gringo aos montes aqui, seguro, >> cara, em 20 anos dá para ser um país que o mundo tá vindo morar aqui. >> A nossa discussão é a seguinte, cara, os americanos estão vindo morar aqui e subir o preço da moradia. >> [risadas] >> Exatamente. É, o aluguel na cidade está caro porque tá vindo muito americano morar aqui. Sim. E o tempo é agora, né? É agora. São essas eleições. >> Agora >> e você você tá rodando o Nordeste numa

▶ 01:30:17 estratégia muito boa. Eh, você tem falado o seguinte, nós precisamos construir classe média no Nordeste. Eh, Minas Gerais também tem uma situação parecida com essa, com o Nordeste, né? Você tem aqui, por exemplo, norte de Minas, que é uma região extremamente pobre. E é uma região extremamente pobre. Por quê? Porque lá não se tem industrialização, então não gera emprego. E você tem o problema das oligarquias também. Existem famílias que mandam politicamente ali. Então essa a mesma formação da classe média que você

▶ 01:30:47 traz em a nível nacional pro Nordeste brasileiro, ela se aplica claramente a Minas Gerais, né? Você criar polos de industrialização ali nesses municípios de Minas Gerais. Tô falando de Almenara, tô falando da região do Vale de Jequinonha, onde as pessoas estão eh parece que quase que entregues a um destino de sofrimento. É possível fazer isso e isso é feito através de uma política responsável, né, de se você de você gerar ali uma classe média através

▶ 01:31:18 da industrialização. Fala um pouco mais sobre isso, dessa sua caminhada ali no Nordeste pra gente, como que que você tem aprendido lá, o que que tem que fazer, o que que não tem que fazer. Bem, ó, coisas que nós não podemos aceitar. Primeiro, >> Uhum. >> Nós não podemos aceitar a existência de cidades que não tem nenhuma atividade econômica. >> Uma coisa assim, a vocês estão, a galera que tá em Minas, >> Minas é uma cidade que é um estado que tem muitas cidades que são cidades complexas, cidades que tem o serviço,

▶ 01:31:48 vai ter uma indústrizinha aqui, vai ter uma roça ali. >> Sim. E aí quando você sai de uma cidade para outra, você vai ver posto de gasolina no caminho e caminhão. Por que que tem posto de gasolina e caminhão no meio de uma estrada? Porque tá passando o caminão e tá passando carro. >> E se tá passando o caminão e tá passando carro é porque tem circulação de gente e de mercadoria. >> O que que eu vi e eu nunca tinha me dado conta disso, porque eu moro em São Paulo, as estradas estão lotadas de caminhão. >> Quando você roda pelo interior do Nordeste, você não vê caminhão na estrada. >> Hum. >> Então você sai de uma cidade pequena para outra, você não vê um caminão passando em duas horas na estrada. É. E

▶ 01:32:19 é nesse nível. Sim. Você tá rodando duas horas, você não vê um caminhão. >> Sim. >> Aí você chega em uma cidadezinha pequena, às vezes de 6000, 7.000 habitantes, não tem movimentação nenhuma. A cidade tá parada. Inclusive você para o carro, você sai do carro, você tá vendo aquele barulho assim, ó. >> Hum. >> Não tem barulho de gente. >> Você vê os passarinhos pi não é passarinho porque é roça, porque é interior. É uma cidade pequena, sem trabalho. >> Uhum. Isto não pode existir porque tem tá indo dezenas de milhões, centenas de milhões de reais para aquela cidade.

▶ 01:32:50 Tem uma administração pública falha que tá tocando aquilo lá. Então tem uma economia de mentira funciona aquele lugar. Isso é uma obrigação. Isso é o que não pode existir. >> Sim. >> A gente pode discutir várias coisas, mas defão, vai ser através da agricultura, vai ser através de serviço, vai ser através de indústria. O que única coisa que a gente tem que ter certeza é que não pode existir uma cidade fantasma. Então, primeiro fundir os municípios. na região norte de Minas, assim como boa parte do Nordeste ou mesmo no Sudeste, onde há eh cidades

▶ 01:33:20 pequenas que não são autosustentáveis, junta três, quatro, cinco cidades numa cidade só com um núcleo administrativo só, só com nove vereadores, porque você funde quatro, 4 x 9, 36. >> Então assim, você não precisa ter 36 vereadores com cada um com três assessores. Você não precisa de nada disso. Você não precisa de quatro prefeitos, quatro secretarias, não é? Um, um para tudo e você consegue administrar um repasse federal e uma cartilha com as políticas que eles têm que aplicar com meta, >> indicadores, >> com os indicadores. Não entregou a meta,

▶ 01:33:51 o prefeito perde o dinheiro, direito político. >> Pronto, perdeu o direito político, porque o cara tem que ter medo de concorrer para prefeito. >> Tem que, ó, vou fazer um trabalho, mas se eu não fizer, eu sei que eu não concorro mais. >> E por que perdeu o direito político? Porque a população não sabe avaliar. >> Exato. >> A população, o cara não melhora nada e a população vota de novo nele, porque ele compra o voto da população, >> tá? Então isto é o é o caminho político do ponto de vista econômico. Se a gente faz as reformas que a gente falou ali, reduz o gasto do estado, faz reformas de competitividade, contratar e demitir ser mais fácil, abrir empresa, fechar a

▶ 01:34:21 empresa é mais fácil, trabalha a infraestrutura pra energia ser mais barata e o escoamento dos transportes ser mais barato, essas coisas por si só vão permitir que um cara nessa cidade pequena abre uma vendinha que vira uma loja, o outro abre uma oficina mecânica que depois ele começa a cuidar de outras coisas na região. O o bar vira o restaurante. >> Sim. Ela começa a se fomentar sozinha por ter competitividade, mas não é o suficiente. Aí eu acho que você tem que botar o estado para acelerar, porque eu quero que rápido essas cidades do Norte, Minas, por exemplo, se desenvolvam. O caminho mais rápido é agricultura.

▶ 01:34:51 >> Sim. >> Agricultura mecanizada, ela chega, ela muda rápido as cidades e ela gera um excedente capital em que o cara que é o agricultor grande, o fazendeiro grande, aí ele monta uma concessionária de carro, ele monta ele próprio um restaurante, a filha dele quer ser abrir um consultório de não sei o quê, ele monta pra filha. É assim que acontece. Então é o o o agrodinamiza, só que aí o estado vem e fala: "Ó, tá produzindo muito milho aqui, vamos fazer biocombustível". O Brasil tem condição de rodar não só com biocombustível de cana, dá para fazer biocombustível de milho. >> O Matopiba dá para fazer muito biocombustível de milho. Então assim, dá

▶ 01:35:22 para fazer biocombustível de milho pegando o norte de Minas ali. Vamos, vamos avançar. Quais são as políticas de incentivo que a gente dá? Vamos acelerar >> rapidinho, a galera para de votar no PT ali. Muda, muda toda a lógica, >> muda a mentalidade do >> e as pessoas começam a arrumar emprego formal, sai do Bolsa Família, aquele lugar se torna desenvolvido. E porque a gente sabe que isso acontece >> duas experiências, experiência um do Matopiba. Matopiba, o agroorganizado chegou, aquelas pessoas estão parando de votar no PT. >> Fato, elas estão votando agora na votar no Bolsonaro agora em 2018 >> dos com 2022. E o sul do Maranhão era

▶ 01:35:53 muito, o sul do Maranhão era a região, não a mais pobre, mas uma das mais pobres do Maranhão, 20 anos atrás, hoje é a região mais rica do Maranhão. E eles estão mudando o padrão eh de cidade, tem emprego formal, tudo foi mudando. >> Então, pô, se mudou o sul do Maranhão e o Maranhão é o lugar mais difícil de resolver no Brasil, >> só com agro você muda o resto. E a segunda experiência, a industrialização que houve no Ceará, houve no durante o governo do Tio Gelissat também passou pelo governo do Cilo Gomes um um desenho para você fazer polos locais, para você ter industrialização. E cara, eles

▶ 01:36:23 conseguiram, eles avançaram muito. E se o Estado brasileiro tivesse ajudado com leis trabalhistas mais simples e juros baixos, teria fomentado muito mais. Então o Ceará no sertão >> conseguiu ter um surto de industrialização nos anos 90. >> Sim. se consegue lá, vamos fazer isso no Ceará, vão fazer em Pernambuco, em Norte de Minas. >> Então isso precisa. Daí você cria o interior desenvolvido, tem interior desenvolvido, a pessoa não vai querer mudar pra cidade, ela vai ficar no interior. >> E aí com o interior desenvolvido, você tem uma coisa que os Estados Unidos tem, você cruza um estado nos Estados Unidos

▶ 01:36:55 e todo o estado tem várias cidades que você tem coisas acontecendo. Quando eu cruzei a Alemanha de carro, eu cruzei de Frankfurt para pro Hamburgo até chegar na na Dinamarca em Copenhagen que não tinha uma atividade rica econômica, cidade média. >> Sim. >> Então você ir num estado são São Paulo é assim, cara. Se você cruzar de São Paulo a Ribeirão Preto, todas as cidades estão acontecendo alguma coisa, estão movimentadas. Teria que ser assim o interior do Nordeste. Então, se a gente faz o interior ficar assim, as pessoas ficam no interior, você não manda um monte de gente pra cidade, aí não tem

▶ 01:37:25 favela, você diminui a criminalidade como um todo, a a fica mais trânsito, mobilidade. >> Exato. É melhor para todo mundo. O >> o você falou aí dos direitos da das sessões trabalhistas. É uma outra uma outra questão que a gente tem tem sempre levantado, Renan. E uma vez eu conversando com o Artur, ele falou assim: "Eh, acho que foi até aqui mesmo, não sei se foi aqui ou foi em São Paulo." Eu falei: "Eu acho que tem que rasgar a CLT". Eh, aí eu vou te perguntar assim, nós temos a consolidação das lei trabalhistas e temos um projeto, na verdade, não é um

▶ 01:37:55 projeto, mas uma ação que está engavetada no Supremo acerca da pejotização, da legalização da pejotização. >> Eh, que que a gente pensa sobre isso? Eh, nós vamos realmente mexer na própria CLT ou deixa a CLT como está e avança a possibilidade de pejotização, onde o próprio profissional pode conversar ali com o prestador de serviço, que que você >> Vamos lá. A pejotização, como tudo no Brasil, ela é um puxadinho que a gente

▶ 01:38:25 cria para resolver no improviso um problema que uma burocracia gerou. Ou seja, uma pessoa precisar criar uma pessoa jurídica para ser contratada. É, é, mano, isso é um, a pessoa tá se adaptando. Sim, >> é, é, é até fofo de falar, mas assim, é uma gambiarra. >> Sim, >> a gambiarra. Tipo, eu tenho um PJ pessoal. >> Uhum. >> E todo mundo no Brasil precisa ter uma PJ para você prestar serviço pr os outros sem gerar vínculo trabalhista. Sim. >> Porque no fim do dia e era a gambiarra

▶ 01:38:55 que foi necessária para permitir que, por exemplo, o setor de serviços no Brasil pudesse sobreviver essa loucura. A indústria não aguentou. E a CLT ela é uma loucura. Ela é ela tem uma mentalidade. A CLT parte de uma mentalidade socialista >> que ela parte o princípio da hipossuficiência >> em que você o a justiça não vai estar a favor do que é justo. Ela cria um conceito novo de justo que ela diz: "Olha, o funcionário ele sempre tá numa posição fraca, logo eu vou sempre beneficiar ele, cara. Então, é óbvio que o funciona não é idiota, ele é um ser

▶ 01:39:25 humano. E aí ele vai usar esse sistema de incentivos perverso para abusar da empresa e vai surgir uma indústria do advog de advogados trabalhistas que ganham dinheiro com isso, que virou essa indústria daização trabalhista no Brasil, que ela é uma loucura, >> ela ela era uma insanidade. Então não dá para trabalhar de maneira clara assim. Sim. >> E aí isso cria uma uma super um super acirramento nas relações de trabalho. A indústria no Brasil morreu muito por conta disso, não só por isso, mas muito por conta disso. A pejotização, a gambiarra, eu acho que a gente não tem

▶ 01:39:55 que ter gambiarra nenhuma. Sim, >> eu acho que uma uma pessoa jurídica tem que contratar uma pessoa física para trabalhar num contrato formal de trabalho que tem regras muito abertas, muito abertas e tributação muito baixa, de modo a obedecendo certos limites do tipo, não pode ser uma coisa exploratória, não pode contratar criança, o básico uma coisa civilizada e humana, sim. a pessoa possa fazer a a sua escala de trabalho ou a pessoa ter uma um contrato por desempenho, como

▶ 01:40:25 muitos lugares é. E pronto, é uma relação cível entre adultos, entre maiores plenamente capazes. O problema é que a CLT trata o empregado como um incapaz. >> Incapaz. >> E aí, como ele é um incapaz, ele necessita de tutela. Exatamente. >> Não dá para trabalhar assim. Então, a a eu não acredito em viver de pejotização porque é a gambiarra. Eu quero viver assim. Que que eu preciso fazer? Eu quero claramente que as pessoas tenham contratos individuais de trabalho numa boa, sem precisar fingir que é uma PJ, >> sem precisar simular que tá trabalhando

▶ 01:40:55 para três empresas para não dar caracterizar que ela sal trabalha para um, portanto é é vínculo trabalhista. Ou seja, a gente precisa criar um regime verdadeiro de trabalho. >> E esse regime verdadeiro de trabalho, ele ou passa pela destruição da CLT e a construção de algo paralelo, novo, >> ou, cara, a levar ela a obsolescência. Eu acho que estão levando ela obsolescência a partir do momento que vão querer passar esse esse 6 por um aí e uma redução de jornada para menos de 40 horas por semana. >> É, eu eu ia falar sobre isso, esse

▶ 01:41:25 projeto que é puramente populista, né? É, >> então as pessoas não vão, as pessoas não têm condição. >> Assim, falando pr pra câmera, >> não, não existe isso, que você vai continuar ganhando o seu salário trabalhando menos horas na semana. Isso não vai acontecer, porque nosso a nossa produtividade é baixa. Se a nossa produtividade é baixa, você não vai ganhar mais. Esse dinheiro vai sair de algum lugar, entendeu? O dinheiro da sua não produção vai sair de algum lugar. Ou você vai penalizar a empresa, a empresa vai aumentar o custo, vai jogar para as pessoas, isso vira inflação e aí o dinheiro das pessoas vai valer menos e

▶ 01:41:56 aí tudo que você ganhou de um lado você perdeu. Ou o que é o mais provável que vai acontecer, esse cara vai apelar para informalidade, vai parar de ter relações de trabalho assim, aí vai ter um PJ, vai mandar o sindicato e a merda ou ele vai fazer um lobby com a associação dele e aí tudo isso vai se reacomodar e você não vai ter essas horas de trabalho. Isso é uma ficção. >> Sim. Isso é uma invenção. E as pessoas, porém, estão tão cansadas que elas estão acreditando na mentira da Erica Hilton. >> Exato, >> né? E aí a América Hilton manda uma mentira e as pessoas acreditam nela. >> É muita irresponsabilidade do do parlamentar que faz um negócio desse,

▶ 01:42:27 né? Porque é eleitoreiro, puramente é eleitoreiro, não tem viabilidade, vai prejudicar realmente e e as pessoas elas estão eh ansiosas por renda. Eu até tive oportunidade de falar sobre isso um dia numa entrevista. Renan, o o profissional, o trabalhador brasileiro, eu falo isso que eu sou trabalhador e eu lido diariamente com trabalhadores, ele não vai ao teatro, não vai ao cinema, não vai, é porque ele não tem renda para ir, não é porque não tem um dia livre, até porque quando vem o dia livre, ele bota um bico porque o salário é baixo.

▶ 01:42:58 >> Exatamente. [risadas] Aquele policial que deu entrevista lá, ele falou: "Sou policial e faço Uber". É, é isso, é isso. Não é, ele ele não quer, não é um dia a menos de trabalho que ele vai botar um bico. Ele quer a possibilidade real dele ter dinheiro que vale na mão dele para ele poder para >> ele comprar coisas, porque a felicidade dele é compartilhada com a família dele. Então, às vezes ele faz um sacrifício a mais para ajudar a família. A gente precisa entender uma coisa. Se a produtividade do brasileiro é baixa, isso significa que se ele trabalhar menos horas, ele vai ganhar muito menos dinheiro. >> Sim. Se a as pessoas vão se comparando

▶ 01:43:29 com países em que a produtividade é alta e e as pessoas não entendem o conceito de produtividade. O conceito de produtividade ele não é quer dizer assim: "Ah, um cabeleireiro brasileiro, ele corta cabelo do que um cabeleireiro alemão." Não, não é isso. É que a oportunidade que o alemão deixa de lado para cortar cabelo, dado que é um país que as pessoas geram muito dinheiro, faz com que o corte de cabelo dele seja caro. >> Sim. Portanto, ele gera mais euros por minuto ou por hora trabalhado do que o brasileiro, mesmo cortando o mesmo cabelo. Produtividade não é a quantidade de produtos que você faz por hora.

▶ 01:44:00 Produtividade é a quantidade de dinheiro que é produzido por uma sociedade por hora de trabalho. >> Isso conta o custo de oportunidade. Portanto, o brasileiro, como ele tem uma produtividade menor no sentido de que a gente gera menos receita como um todo, se a carga de trabalho diminui, você vai ter prejuízo, você vai ter menos dinheiro. As pessoas não entendem. Você vai explicar pelo menos é um conceito assim que eh boa parte da política brasileira não sabe. O povão não entende. >> O povão acha que assim, ah, eu vou trabalhar menos e vou ganhar mais. É isso que as pessoas estão achando, cara. >> Não é, cara, é difícil.

▶ 01:44:31 >> Renan, eu vou devolver para você porque eu acho que eu eu fui falando, falando, falando e o tempo foi passando aqui. Mas eu quero só antes de de devolver para você a a a condução aí, não. Eu esse esse bate-papo para mim ele é muito importante, é fundamental. Por quê? porque é o único partido que tem projeto. Se se a gente tivesse aqui, se eu tivesse aqui conversando com qualquer outro eh pré-candidato à presidência da República ou até governador, pré-candidato a governador,

▶ 01:45:02 são propostas muito genéricas e elas não estão fundamentadas em nada, >> em nada. >> Não tem nada. Tudo isso que o Renan falou aqui, você pode ir lá e vai tá escrito no livro amarelo, tá escrito, tá fundamentado, né? É o que a gente realmente acredita pro Brasil. E eu não tenho dúvida que de fato nós estamos num projeto que vai mudar esse país. >> Eu também não. Eu também não. Eu também não. Eu acho assim e e passa por ter um sacrifício, porque se fosse fácil o projeto era ruim. >> Exato. Exatamente. >> Se fosse fácil o projeto era ruim. Porque assim, a gente fica fazendo fácil

▶ 01:45:32 no Brasil o tempo todo e não dá certo. Então, claramente será difícil porque terá resistência. >> Tudo que a gente falou aqui terá resistência de alguém. >> Sim. Então é é o certo. >> Exato. >> Porque se num país que tu você faz errado, errado é a norma, fazer o certo vai ser o a revolução. Isso. >> Então e eu entendo mesma maneira e e acho que não há não há escapatória para isso. Outra coisa que eu ia falar e agora vou jogar, vou devolver essa para você, >> tá? >> Como você formou a a tua lógica política? Quais foram os estímulos de

▶ 01:46:03 seja em trabalho, seja estudo, família, igreja? Como você formou um sistema de valores? Porque assim, a gente intuitivamente concordou aqui. A gente nem precisou ir para livre amarelo. A gente foi concordando com a forma de de de pensar >> aqui no bate bola. Agora, pra gente ter chegado nesses mesmos resultados, a gente veio por caminhos diferentes. >> Sim. >> Qual foi o teu caminho, >> Renan? Eu eu eu sou de uma família que sempre valorizou muito a questão do trabalho e da verdade, da honestidade. Inclusive, pessoalmente, eu tenho muito problema com mentira. assim, eh, se eu

▶ 01:46:34 ouço uma mentira, eu fico realmente incomodado, né? Então, eu venho de uma família de base cristã e então os valores cristãos sempre presentes da minha família, das minhas famílias. E a verdade, a honestidade e o trabalho são valores cristãos também, né? Você tem lá do princípio da criação, para quem acredita, né? Como eu, Deus, ele diz: "Do fruto do suó do teu rosto comerás". Então, o trabalho sempre foi um valor

▶ 01:47:04 que meu pai passou, a minha mãe passou pra gente dentro de casa. Eh, a formação de de laços fortes, realmente, a base da sociedade como família. Então, minha mãe, meu pai, os filhos ali, um respeito. Lá em casa a gente aprendeu a respeitar as pessoas, né? A gente respeitar quem vem antes, respeitar os mais velhos. Eh, embora exista mais velhos que sejam tolos, né? [risadas] Mas pelo menos alguma coisinha você consegue aprender ali respeito às lideranças. Então a gente sempre teve

▶ 01:47:34 isso como um valor muito forte. E na medida que eu fui então crescendo, entendendo que o trabalho, a educação, meu pai sempre foi uma pessoa muito culta, né, dentro de casa, assim, meu pai, eu eu me lembro, eu tinha mais ou menos quatro ou 5 anos vendo meu pai com uma biblioteca particular. Tinha uma biblioteca em casa que a gente comprava, tinha uma editora que chamava, agora não tem problema falar que não é propaganda, ela já fechou, eu acho, chamava E de Ouro. >> Ela vendia livros de porta, lembra? Lembro? Lembro de ouro, lógico. >> É isso. Vendia livro de porta em porta. Então, meu pai, sem meu pai comprava, então ele comprava livros de do mais

▶ 01:48:06 diverso, da mais diversa área de saber, né? Eh, então assim, eu sempre fui vendo que a educação lá em casa era um valor, né? O trabalho lá em casa era um valor e a honestidade era um valor, informação de família também. Então eu cresci com isso, com esses valores. Comecei a fazer o meu trabalho. Eu tô te falando para te falar como que eu fui para para essa questão política. Comecei fazer o trabalho de defesa do consumidor e fui vendo que as pessoas, primeiro que existem pessoas e elas são a maioria que tem esses valores. Você, se você pega a televisão,

▶ 01:48:36 essa essa bandidagem que existe aí no no mundo, passando inclusive pela política, você tem uma percepção errada do que realmente é o brasileiro. O brasileiro, realmente na sua essência, a maioria dos brasileiros são pessoas que valorizam o trabalho, que valorizam a honestidade, a família, a educação, enfim. Então, estando de estando perto dessas pessoas, eu fui vendo que existe muita gente que pensa assim e é a maioria. E essas pessoas estão sendo castigadas por um sistema político que não é assim, porque

▶ 01:49:07 ele é o contrário disso. >> É um sistema que >> vale o a quão mais eu tô tentando evitar a palavra porque meus filhos pode ser que essa eles estão assistindo. Tô tentando evitar a palavra torpe aqui, mas quanto mais safado, mais sucesso você tem. O sistema político, infelizmente, do jeito que tá aí é assim. Quanto mais você consegue fazer um jeitinho aqui para pegar um um dinheiro sujo e botar esse dinheiro, então essas coisas castigam o brasileiro

▶ 01:49:40 e a gente sofre com isso. Então fui fui percebendo isso, um sistema de assim e uma política de estado que a princípio ela parece nobre, ela parece uma virtude, né? Poxa, combate a fome. Quem quem quer que as pessoas sintam fome? Ninguém quer que as pessoas sintam fome. Então isso parece ser muito nobre. Só que na verdade você percebe que a nobreza ela cai por terra muito fortemente. Quando para que eu tenha como política de estado o combate à fome

▶ 01:50:11 num sistema mentiroso, eu preciso, na verdade, é manter essa pessoa em fome perpétua, ou pelo menos uma situação de quase fome, quase fome, porque aí eu consigo sempre falar para ela: "Combate a fome, combate a fome", né? se ela tá ali no quase fome ou fome. >> Sim. >> Então isso, percebendo isso como política de estado, percebendo que eh você ignora completamente, você o sistema político, ignora completamente a educação que realmente é transformadora,

▶ 01:50:43 que é a base. Esqueço ela, esqueço essa aí. Não é, não importa, mas eu politicamente priorizo o topo, que é o rapaz que vai à urna e vai votar em mim, porque eu eu criei um programa de de entrada na universidade, percebendo que isso vai castigando o povo. Isso foi eh eh a há assim dezenas de anos o povo brasileiro foi eh castigado por isso. Eu falei: "Cara, não não é possível agora sendo pai, eu tenho três, né? Uma

▶ 01:51:15 menina, uma menina mais velha, um menino do meio e a mais nova. Renan, não é possível que os meus filhos vão vivenciar essa mesma sacanagem, covardia que >> é que é um é um jogo, é um jogo, é um jogo que é óbvio e você vê que ele tá acontecendo e ele se repete. >> Exato. Exatamente. Entende? Então assim, eu falei: "Não, e eu vou eu vou me abrir para para essa questão" e tal. E aí comecei a ver aqui a perseguição em Minas. Cara, para te falar a verdade, eu nem sei ser uma pessoa conhecida, uma pessoa pública, porque eu eu

▶ 01:51:45 naturalmente sou tímido, eu não sei chegar, eu fico >> também não tá difícil, >> é difícil, sabe? Nunca quis ser digital influência, tal, essas coisas, nem sei fazer meu celular, eu esqueço o meu telefone. Tô num numa conversa, eu esqueço que tem que ficar fazendo live, tal, eu esqueço dessas coisas. E eu comecei a ver que eu iniciei um trabalho aqui da defesa do consumidor em Minas, querendo só trazer esses valores, sabe, de e de justiça, de honestidade, verdade. E eu comecei a ser perseguido

▶ 01:52:15 para caramba, cara. Assim, eu sou tem o público não sabe como que eu sou perseguido, porque eu também não vou pegar isso, vou vir pra frente das câmeras e ficar fazendo discurso de sororô, sabe? Mas assim, é perseguição, tão perseguindo meu meu patrimônio, persegue a minha família, persegue. E eu falei: "Cara, eu só eu só tô querendo fazer o que o estado deveria fazer. Eu só tô ajudando as pessoas. Eu tô ajudando uma pessoa que comprou a porcaria de uma geladeira e a loja não entregou essa geladeira para ela e ela foi no Procom e o Procon falou para ela

▶ 01:52:46 que é só daqui a 3 meses, se meses. Eu só tô querendo ajudar essa pessoa. >> E aí eu comecei a sofrer resistência por parte do empresariado. Empresariado desonesto. É bom frisar isso porque o empresário sério, ele aproveita a oportunidade da da Honda lá na empresa dela. Enfim, comecei a sofrer resistência do próprio estado, sabe? Forças, eh, poder judiciário dando decisões assim que eu falava assim, cara. Eh, mas um dia uma coisa para mim

▶ 01:53:16 assim, ela foi muito fundamental. Eu fui convidado para uma grande emissora para Eu fui convidado por todas as grandes emissoras para botar o programa lá, com exceção da Globo, porque a Globo não tem essa essas essas coisas. Mas cara, assim, eu fui no último andar de uma de uma grande emissora aqui de Minas, é, a sede é em Minas, mas ela é nacional. E o o diretor, eu eu acho, não sei se ela era diretora executiva, é o manda-chuva lá da emissora. Ele fez a reunião comigo, tal, ele falou assim:

▶ 01:53:48 "Mas tem eh patrocinador nosso que não dá para ir". Eu falei assim: "Cara, não é, não é, eu não acredito nisso, cara. Assim, é, o mundo é isso. >> Sim, o mundo é isso. >> O mundo é isso, sabe? Quer dizer que eu vou fazer então um porque para mim funciona assim, Renan. Se eu vou fazer um acordo contigo para não ir na empresa X, eu tô sendo desonesto com a empresa que eu fui. >> Sim, é claro, >> porque essa empresa eu só fui lá porque ela não tem um acordo comigo. >> Então, e é isso que ia falar, porque aí então é mais fácil você patrocinar,

▶ 01:54:18 senão você vai tomar uma ronda. Acaba com você. É isso. Eu tô sendo desonesto. E aí não tem como de forma nenhuma eu me afastar dos princípios cristãos, porque eu sou um cristão radical, cara. Jesus, ele falou assim: "Sejo vosso falar sim, sim, não, não." O que pastor disse é a procedência do maligno. Está escrito nas escrituras: "Bem-aventurado que tem fome, sede de justiça." Então, eu creio que um dia eu vou estar de frente a Jesus. da minha forma que eu tô de frente para você, eu vou est de frente dele e é o nome dele que eu tô carregando. Então, se algum

▶ 01:54:48 dia eu chegar à frente de Jesus e ele olhar para mim e vê que eu fui na empresa do Zé, mas na empresa do Antônio eu não fui porque a empresa do Antônio era minha patrocinadora, eu sei que eu envergonharia o meu Cristo e eu seria envergonhado por ele. Então, para mim, eu falei, quando eu fui nessa reunião, eu falei assim: "Meu pai, não é possível isso". Falei: "Não, paraa emissora, óbvio, tal. pensar que o mundo é isso e e meus filhos estão aí para crescer nesse mundo. Renan,

▶ 01:55:19 pensar que eu eu tenho orado assim, [roncando] a gente orou no escritório esses dias e eu pedi, eu peço a Deus ânsia de vômito. E eu vou te explicar o que que é isso. Eu peço a Deus assim: Deus, me dá nojo, me dá ânsia de vômito, porque é se a gente não sentir ânsia de vômito, quando alguém chegar e falar assim para você, cara, mas você tá em, ó, você tem, você tem aí tantos votos para deputado, você tava eleito, deputado federal, você tava

▶ 01:55:49 eleito, vem pro meu partido que eu vou te oferecer tanto, cara. Se o seu estômago não embrulhar, >> não embrulhar. Ah, eu ia te falar, eu ia falar sobre isso. >> Eu falo assim, você, [risadas] você morreu como cidadão. >> É isso. >> Você morreu como cristão. >> Você Exato. >> Sabe? Exato. >> Eu falei: "Não é possível que seja". Aí quando encontrei a a missão, eu falei assim: "Cara, os caras são muito parecidos, sabe?" >> Mas é é exatamente. Posso contar uma coisa do Kim? >> Sim. Eh, o Kim quando ele montou o

▶ 01:56:19 gabinete dele, primeira coisa que ele colocou foi um quadro em Brasil. Tem até hoje esse quadro dizendo assim: "O dia que eu o dia que eu que eu perder a a eu perder, como é que é? Perder o o aço e a indignação diante de tudo que tá errado ao meu redor, eu tenho que sair desse lugar." >> É isso, é isso, >> é isso. Eu eu vou dar um agora vou dar um exemplo prático do que é isso. >> Eu quando eu tava jogando os Guararapes lá perto de Recife, >> a gente foi num córrego. >> Sim. E num lugar horrível, lugar horrível, numa favela horrível. E o

▶ 01:56:50 córrego basicamente todo o lixo, todo o esgoto ia para lá. Inclusive animais mortos. >> É o pior cheiro que eu já senti na minha vida. Acho que as pessoas moram ao redor daquele cheiro. >> Quando eu cheguei lá, eu tava sendo filmado, a gente fazer transmissão ao vivo, me deu uma ânsia de vômito, cara. >> Uhum. >> Horrorosa. E aí eu falei: "Não, vou ter que segurar minha onda aqui". Mas a real é que depois de 10, 15 minutos você começa a acostumar com o cheiro. >> Uhum. E aí eu vi uma família cozinhando do lado de um daquela água horrorosa >> que tinha ali perto um cavalo morto. >> Sim.

▶ 01:57:20 >> As pessoas se acostumaram com isso. O que que é em termos analógicos que você falou? >> O ser humano tem uma incrível capacidade de se adaptar ao absurdo e aceitar o absurdo. E o absurdo é imoral. >> Não é porque ele acontece o tempo todo. Não é porque eu ten um cavalo morco o tempo todo na torre acho na frente que você vai achar aquele cheiro normal. E não é porque todo mundo tá roubando na política ou ao teu redor ou sendo mentiroso que você tem que se adaptar. É isso. >> Então, a gente não pode perder isso, >> porque na política a gente tem muitos rapazes de direita que foram do MB, os famosos exmiss, >> e esses caras vão lá, vão para, foram

▶ 01:57:51 pro bolsonarismo e aí eles começam a fazer aquelas mesmas práticas pilantas que a gente conhece. Eles perderam isso e pior eles são premiados por isso, >> porque uma coisa é assim, eles se acostumaram com um cheiro ruim, >> mas aquilo não não premiou eles não, eles são premiados por isso. >> Então a gente começa a se sentir é ridículo por ser honesto, por não não se vender. Você começa a sentir um bobo, sabe? Pô, mas >> e eu acho que a gente não tem que se sentir o bobo. E é isso. É o lance é a gente não pode se sentir otário. >> Não, exatamente, cara. assim, eu eu eu chegar na minha para mim, Renan, é o

▶ 01:58:22 seguinte, eu eu [roncando] vou compartilhar, embora tenha 3.000 pessoas na live, mas enfim, [risadas] eu vou compartilhar uma uma coisa assim que é muito muito muito pessoal. [suspirando] Eh, eu eu sou muito envolvido com missões, né? >> Posso ver agora, né? >> Hã, >> estou vendo agora, né? >> Ah, ok. É isso. A missão [risadas] é verdade, mas eh missões evangélicas e tal, ão, muito envolvido. E >> quero assim, eu gasto muita grande parte do meu dinheiro, eu gasto com isso, com

▶ 01:58:52 missões e tal. Eh, eu tenho uma vida confortável, graças a Deus. Não tô dizendo que não, não tenho. Graças a Deus, é uma vida muito confortável. Sou muito grata a Deus por isso, mas poderia ter uma vida muito melhor que isso hoje. Eh, cara, assim, R$ 500.000 faz muita diferença para mim, >> lógico. >> Hoje, >> e eu tô tão feliz com essa caminhada, cara, assim, eh, em Deus mesmo, feliz em Deus, que o Senhor, ele vai nos provar, não é com aquilo que não atraia os

▶ 01:59:22 nossos olhos na necessidade. Não, aprovação não é isso. Aprovação, a água vai ser uma aprovação para mim quando eu tô com sede, não é quando eu tô, né, sem sede. Então eu falo assim, eu tenho louvado a Deus que desde que eu me apresentei publicamente como como uma pessoa disposta à política, já veio propostas, cara, assim, ah, tanto a minha resposta é a mesma resposta que Paulo mandou para Simão o Mago, seja o vosso dinheiro paraa vossa condenação, pra vossa perdição. Por quê? Porque eu

▶ 01:59:55 sei que eu tô sendo provado nisso para quê? para mostrar acima de qualquer outra coisa um bom testemunho cristão. >> Cara, mas isso tem um valor, cara. Assim, eu eu fiz uns stories sobre isso outro dia, porque assim, as pessoas não sabem o que significa o tamanho do bem para um partido político. >> Imagina >> o teu não para eles significa mais até do que o sim pra gente. Pensa nisso. É maior o teu não para eles tem um valor maior do que o sim pra gente.

▶ 02:00:25 >> Porque é o não a tentação fácil que foi normalizada. >> Uhum. A ponto de hoje nem sequer ser crime eles propuserem uma coisa. >> Eles são dispudorados. O cara bota é bota e você [risadas] >> não aceita ser um idiota. >> Você não aceita ser um idiota. E aí entra o que você falou, né, da do do papel do cristão, >> eh, num pa ser cristão num país dessas tentações, >> sim. é mostrar que o o o pecado ainda é pecado e que o errado ainda é errado >> e que a tua espinha tem que ficar ereta

▶ 02:00:56 diante de tudo isso, >> porque é algo de humilhante em você resistir à tentação. >> Eh, no Brasil resistir à tentação não te dignifica. >> Você parece um idiota. Isso. Falam isso. Mas você é bobo demais, cara. >> É, [risadas] você é tratado como um idiota quando você resiste a tentação. >> Não pode ser assim, Renan. Não pode, cara. Mas não tem a ver um pouco a ver com o processo eh eh cultural de construção do Brasil, porque o Brasil é o país que é comemorado pelo carnaval, né? A nossa cultura é o carnaval, que é basic carnaval é um momento em que as pessoas elas se entregam as tentações.

▶ 02:01:27 >> Sim. Sim. >> Só que parece que a gente tá 24 horas por dia, 365 dias no ano no carnaval. E aí ser brasileiro é sobre se entregar as tentações o tempo todo. >> Então parece que tem algo de muito errado em você não querer roubar, não quer ter os proditos materiais, não querer ser a pessoa mais vaidosa do mundo, mais glutona do mundo. Você você quer, ter, você quer ter pegar assim, você tem que ser uma máquina de de >> e de máquina de donismo e aí você é brasileiro. E aí quando você não é ser um idiota, isso me dá a só que é uma

▶ 02:01:58 missão muito dura mesmo assim, vamos dizer, vamos colocar no no universo cristão evangélico. >> Uhum. >> Quantas igrejas não caíram nessa tentação? >> Sim. >> Quantos pastores não se criam mostrando assim só a riqueza dele e não a firmeza moral? Então isso que você faz tem um papel, cara. >> Examente. Ô Renan, mas é isso. >> É um papel que recupera essa dignidade. >> Amém. Que assim seja, cara. É isso. Eu penso um dia, um dia >> é o que as pessoas, eu acho que, deixa eu falar agora com o público cristão aqui um pouco. [suspirando] >> Vocês não sabem que a nossa fé diz que

▶ 02:02:29 um dia a gente irá prestar conta de tudo ao nosso Cristo. Então assim, antes de tomar qualquer decisão, e o cristão, quando ele vincula o nome de Jesus a uma decisão, o nome dele é secundário. Agora, o nome de Jesus que é primeiro lugar. Então, um dia nós vamos estar diante do do nome de Jesus. Eu quando eu fui ao prédio da missão em São Paulo, no final da reunião, eu não sei, não sei se vocês perceberam isso, mas eu eu terminei a

▶ 02:03:01 para dar o sim a missão, Renan, eu falei o seguinte, falei assim: "Está escrito na Bíblia, seja o vosso falar, sim, sim, não, não. O que passou disso é a procedência do maligno." Então, enquanto foro da missão ter o meu nome para o que a missão desejar, eu estou à disposição da missão. Isso é para o povo cristão, isso é para os partidos políticos. Eu dei o meu sim à missão. Então, não há

▶ 02:03:31 dei o meu sim à missão fazendo, vinculando ao nome de Jesus, tá? Não foi ao nome do Benone Mendes, filho do senhor Ricardo Mendes. Se fosse, seria muito forte para mim. Mas eu vim ler o nome de Jesus. Então, não existe a menor possibilidade de eu trair a palavra que eu dei a missão, vinculando ao nome de Jesus. Então, não existe a menor possibilidade de eu conversar a partir do momento que eu saí de São Paulo, que eu de eu conversar com algum outro partido para fazer qualquer coisa que seja diferente

▶ 02:04:02 da palavra que eu dei a missão. Se a missão chegar para mim um dia e falar assim: "Eu bem, eu acho que governo não vai dar, vai para Senado". Se a missão falar, eu estou disposto a obedecer isso. Mas se a missão disser bem, você vai ao governo até o final, eu irei até o final, Renan, porque eu vinculei não só ao nome do senor Ricardo e ao nome do Benone Mendes, mas ao nome de Jesus, cara. Então, espero que isso fique muito claro, tá assim, eh vamos evitar esse constrangimento, por

▶ 02:04:33 favor, não me constranjam a ter que lembrar sempre que eu vinculei a minha palavra ao nome de Jesus. >> [suspirando] >> Não me não me constranjam a isso, entende? Então assim, as pessoas que estão ouvindo isso sabem porque eu estou falando isso. Não me constranjam a ter que falar sempre: "A minha palavra foi sim e a minha palavra está dada e eu eu estou dando". Isso não é por vaidade humana, porque aí eu não posso voltar atrás da minha palavra. é muito além disso. Então, assim, até as eleições, se

▶ 02:05:04 eu for de fato ou candidato da missão, eh qualquer qualquer eh alteração do que foi previamente estabelecido vai ser tomada, se for tomada pela Nacional da Missão, tá certo? Eh, e seja o vosso dinheiro para a própria perdição, como diz Paulo a Simão, porque julgas que o dom de Deus se obtém por dinheiro. Renan, muito obrigado, viu, cara, de coração. >> Não, eu que te agradeço. Isso aqui foi

▶ 02:05:34 um, isso aqui foi verdadeiramente bonito. Verdadeiramente bonito. Verdadeiramente bonito. E sério, assim, a tua chegada foi uma coisa muito muito legal. Eu vou explicar porque foi legal. Eh, a militância no início não entendeu. >> Uhum. Eh, e a não só a militância não entendeu, como as lideranças nossas ao redor do Brasil começaram a tentar compreender. Porque eu volto, eu sempre coloco, a gente investiu muito em pessoas que nunca tinham muito a perder conosco. E e um dos lemas que usava até pro MBL, falava assim, ó, eh

▶ 02:06:07 eh quando você não tem nada, você não tem nada a perder. Então eu trazia pessoas que não tinham nada, porque elas não tinham nada a perder e assumiam riscos conosco. Sim. >> E era um lema até uma música que eu gosto, tal. Eh, você é um cara que veio tendo, tendo a perder. Eu não, eu nunca se porque uma pessoa que tem algo a perder se aproximando da gente, ela é exatamente o oposto das pessoas que não us usaram muita por muito tempo. >> As pessoas que não usaram por muito tempo, às vezes não tinham nada, vieram de baixo. Ah, eu não tenho nada. Bom, vou dar um exemplo do Fernando Holliday, vi de uma família paérrima. O primeiro

▶ 02:06:38 emprego dele foi na prática conosco, trabalhava com a gente, construiu bo falou: "Não, agora eu vou trair vocês. Agora vocês são inadequados para mim". >> [roncando] >> Eh, então esse exemplo, a tua chegada deu uma bugada na cabeça de muita gente, muita gente. E aí as pessoas queriam avaliar para entender. E cara, cada vez, mas eu tô vendo os comentários, a forma como você vem conquistando as pessoas com uma surra de sinceridade e honestidade. Isso é muito bom, porque as pessoas dentro do universo do MBL, o universo Mbell é um grupo talvez muito

▶ 02:07:09 urbano >> em muitos termos e muito jovem. E as pessoas talvez tenha uma visão estereotipada do que seja o cristão na política. Por quê? Porque tem muito cristão na política >> que age de maneira errada ou a com vergonha o nome de Jesus, inclusive. >> E aí as pessoas estão aprendendo a entender como é que é um cristão que age de maneira correta. A primeira coisa que você fez, que é a primeira coisa que eu coloco para todo mundo, ele se quisesse tava em qualquer outro lugar. O bent se quisesse estava em qualquer outro lugar tranquilamente. Ele escolheu a gente. A gente não tava

▶ 02:07:39 nem condição de escolher você porque você tinha um Mas você entende o que eu quero dizer. A gente é um partido que recém criado. Qualquer pessoa com o teu tamanho, com tua posição, com o histórico de trabalho que você tem, >> você teria convite de todos os partidos brasileiros. Tirandoos de esquerda, não chamaria naturalmente, mas do Podemos ao do Podemos ao PL te chamariam, te dari uma estrutura. Você fez uma escolha. Pelo momento que você fez uma escolha e você vai validando a escolha, eh, a gente começa a criar um vínculo e um exemplo e o exemplo aquela coisa, o

▶ 02:08:09 exemplo arrasta, o exemplo começa a trazer outras pessoas que pensam de maneira similar. E é isso, né, respondendo uma pergunta que você fez para mim há uma hora atrás, >> né? Como é que cria a cultura no país? Exemplos. E os nossos exemplos quase tem que ser, quase sempre tem que ser exemplos de renúncia. >> Sim. Porque quando você ganha com aquilo que você na prática defende ou com aquilo que você vive, não é exatamente o sacrifício. A sua vida não carrega, ela em si um sacrifício, ela é uma vida digna de ser vivida, né? Ela tem que ter um sacrifício por alguma

▶ 02:08:39 coisa. Então, eh, a gente tem que sempre se lembrar desses sacrifícios que a gente tá fazendo e sacrifícios das pessoas que se juntam ao grupo. Então, é muito importante isso. Só um é um baita baita exemplo. Baita mesmo. >> Agradeço, agradeço, agradeço de coração e agradeço a vocês aí por eh se importarem tanto com o Brasil, né, com eu falo isso como pai. A gente não pode ter um país onde os nossos filhos, a gente até aceita, né, a gente mesmo viver num país onde seja muito ruim, muito difícil de viver, mas a

▶ 02:09:10 gente quer que os nossos filhos vivam num país onde eles se orgulhem. >> Uhum. E é isso, é isso. A missão, a missão é esse. Estamos, [risadas] estamos junto até, até a hora vocês falarem assim, ô vel não vem, aí aí tudo bem. >> Mas posso falar [risadas] assim, isso é come de algo muito grande, >> algo muito grande. Eu não sei o que nenhuma dessas candidaturas nossas vai dar, onde vai chegar. Eu sei que longe nós iremos, porque tudo isso é muito novo. Eu consigo farejar assim, tem algo de novo no ar e tem algo começando a acontecer. E isso aqui que a gente tá

▶ 02:09:41 fazendo hoje é é sobre isso e vai longe. Então é um processo só vamos trabalhar muito, manter manter as premissas, vamos estudar muito. Uma das coisas é >> é é há uma obrigação em ser melhor do que os demais. A gente tem que estudar sempre bastante. Ser, eu vejo que você é estudioso no campo do direito, você é bem ligado a esse universo. >> Uhum. >> Estuda, estuda, estudo. O Kim sempre fala isso, cara. Eu me garanto lá. Não, porque eu sou simpático, que não é simpático, é um cara tímido. >> Eu não, ele também não entra nos rolos e ele não participa das festas.

▶ 02:10:11 >> Então ele só se garante pela qualidade. >> É isso. >> É só pela qualidade. Se olhar o restante, ele nem se fosse um jogador de futebol, sabe, ah, ele não sabe driblar, ele não é um, não tem o melhor preparo físico, tal, mas ele é muito técnico. >> O que é isso? Ele é muito técnico, então por ser muito técnico, ele se garante. Então essa é uma valência que na política foi abandonada, é uma característica que na política ficou secundária, porque fica famoso, fala qualquer coisa, faz umas negociadas, tá tudo bem. >> Ter qualidade é o nosso diferencial. A gente só sobreviveu pela qualidade. Então é isso, vamos, vamos ser esses

▶ 02:10:42 caras. >> Agradeço, agradeço demais e estamos junto. Vamos, vamos para isso. É para isso que a gente tá aqui. É, meu filho tem que se orgulhar do papai, assim como o pai dele se orgulha do seu pai. >> Mas já tem muitas pessoas aqui orgulhosas de você, ó. Parabéns, bem. Parabéns. Muito obrigado. >> Bem é um cara admirável. Eu ele uma baita dupla. É isso. >> É isso, galera. Precisava muito que vocês tivessem conhecido bem hoje, como no nesse podcast de hoje foi fundamental, foi muito legal. >> Obrigado a todos que assistiram. Hoje temos mais eventos. Eh, quer deixar um recado final pra galera ou

▶ 02:11:12 >> quero. Quero sim. Eh, pessoal, nós precisamos, eu falei ontem lá no no nosso rap hour seguinte, não são as pesquisas que nos moldam, somos nós que moldamos as pesquisas. Então, converse com o seu pai, com a sua tia, com a sua avó, com o seu amigo sobre os pré-candidatos da missão, sobre o projeto da missão. Não se deixa guiar por pesquisas. As pesquisas são importantes, sim, mas nós que a fazemos. Então eu disse lá ontem, o momento de

▶ 02:11:42 acreditar que o Renan é o próximo presidente da República, não é só quando ele pontua 10, 15, 20, não. É agora quando tá pontuando cinco. O momento de acreditar que o seu amigo pré-candidato a deputado estadual, a federal vai chegar ao Congresso Nacional, à Assembleia Legislativa, é agora, não é quando várias pessoas tiverem lá falando: "Ah, vou votar nele agora". Então nós temos uma grande vantagem que é nós somos sinceros. Nós fomos sinceros desde nós fomos o primeiro grupo que já

▶ 02:12:14 se colocou como pré-candidato e aceitou já ser entrevistado, ser confrontado. Nós estamos nas ruas, o Renan tá nas ruas o tempo todo. Eu tenho estado às ruas o tempo todo. Todos os pré-candidatos da missão estão nas ruas aceitando ser confrontadas, dando entrevista para jornalistas que são espertos nas pesquisas, nas pesquisas, nas perguntas. Aliás, o jornalista ele é preparado nas perguntas. Então você se colocar como pré-candidato eh [roncando] antes, muito tempo antes do pleito, é um

▶ 02:12:44 ato de coragem. Por quê? Porque você vai ser perguntado, você vai ser questionado em relação a pontos sensíveis, enquanto os outros candidatos ou pré-candidatos estão se escondendo. Para quê? Para chegar só no momento mais confortável. Isso é um ponto positivo, um ponto positivo nosso. Então, mostre os materiais da missão para as pessoas próximas a você. E eu brinquei ontem, se perguntaram tá pontuando quanto? Você fala assim: "Olha, nós vamos, se você acreditar no projeto e caminhar com a gente, a gente vai pontuar o tanto que você precisa que a gente pontue, né?" É

▶ 02:13:14 exatamente isso. Estamos juntos nesse projeto. Acompanhe as redes sociais, né? A rede social eh do partido, as redes sociais dos pré-candidatos. E se você conhecer alguém que tenha valores parecidos e deseje ingressar na na na vida pública, fale para conversar com a Nacional, né? O o é o Oliver, hein? O Oliver, né? com o Oliver que vai conversar com essa pessoa e quem sabe a gente vai conseguindo encontrar talentos

▶ 02:13:46 aí ao longo do Brasil, que sejam pessoas que tenham valores parecidos com o nosso, porque o futuro é glorioso, >> maravilhoso. Valeu, >> valeu bem, valeu a todo mundo que assistiu. >> Beijo a todos. Obrigado, galera.