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Sabatina OA!/G4: Renan Santos | O Antagonista - Eleições 2026
Renan Santos · 04/08/2026 · 48 min · O Antagonista
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▶ 00:00:00 E eu já quero aproveitar e chamar ao palco o terceiro sabatinado do dia, Renan Santos, do partido Missão. Vamos aproveitar e ver um vídeo sobre a vida degrau >> Renan Santos. Renan Santos tem apenas 42 anos, mas o expressivo histórico de quem ajudou a criar o maior movimento político dos últimos anos no Brasil, que
▶ 00:00:30 ele transformou com seus colegas do MBL no partido Missão, pelo qual disputará a presidência da República. Com uma atuação de destaque nas redes sociais, Renan dialoga diretamente com o eleitorado mais jovem e desafia os partidos tradicionais com um discurso agressivo. [música] Um viés da direita liberal, o jovem que se destacou como um dos líderes da
▶ 00:01:01 mobilização pelo impeachment de Dilma Russef promete uma reforma administrativa profunda. bate a corrupção e uma política de enfrentamento ao crime sem concessões, inspirada no presidente salvadorenho, Naí Buquelli. >> Bom dia a todos. Eh, candidato Renan, assim como falamos com todos os candidatos aqui, essa é uma entrevista de emprego pro próximo CEO do Brasil. Logo a gente reuniu aqui eh empresários,
▶ 00:01:34 membros do ecossistema do G4. Então, aqui estão representados 100.000 empresários online conosco e sentados aqui nessa sala, que são 100.000 empresas que o G4 tem seu ecossistema, que emprega 16 milhões de pessoas. Então, uma uma parcela importante da massa salarial brasileira está aqui para sabatiná-lo e, obviamente, exige uma pergunta tão dura quanto o cargo que o senhor pretende ocupar. Renan, o senhor passou 10 anos derrubando e criticando quem governa, mas nunca assinou uma folha de pagamento
▶ 00:02:05 relevante, nunca respondeu por um orçamento, nunca demitiu ninguém olhando no olho. Nenhum empresário nessa sala contrataria um CEO com esse currículo para tocar uma padaria. E o senhor está pedindo a maior operação do país. E o problema não para na execução, alcança também as suas convicções. O senhor diz que bolsonarismo e petismo são duas faces da mesma decadência, mas as pesquisas desenham um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. E nesse
▶ 00:02:36 cenário não existe terceira face hoje. Branco e nulo não somam para ninguém. Só que o seu eleitor é esmagadoramente antipetista. Então, cada voto seu que se anula desfalca apenas o lado que enfrenta o Lula. A neutralidade que o senhor vende como pureza é, na prática, um empurrão para o planalto de quem o senhor diz combater, o Lula. Então, responda a essas coisas que essa plateia
▶ 00:03:06 precisa ouvir. Qual foi a entrega mais difícil que o senhor já geriu na vida com números, prazo e resultado auditável? E estando fora do segundo turno entre Flávio e Lula, em quem o senhor vota? E avisamos desde já, não estaremos no segundo turno, não é resposta, porque estadista de verdade responde inclusive aos cenários em que perde. >> Boa tarde a todos. Muito obrigado aí
▶ 00:03:36 pela oportunidade. Bom, ah, a pergunta já começa com uma imprecisão um tanto quanto bizarra, porque minha vida pregressa toda passou por administrar empresas. Eu sei o que é fazer uma folha de pagamento e o pior, eu sei o que é pegar uma empresa fechada, quebrada, com os funcionários devendo cinco meses sem receber, botar para andar baseado no crédito pessoal que eu construí recuperando empresas. Trabalhei isso não com uma, nem com duas, mas com quase uma dezena de empresa ao longo da minha vida. Sei o quer tá no banco dos réus da justiça trabalhista ouvindo a injustiça de um sindicato safado que tentou te estorquir no momento da negociação
▶ 00:04:07 anterior. Ser exatamente o que é ter um aota ligado a uma factory indo querer te empurrar as dívidas da gestão anterior com juros que não deve ser aceitado. Você justamente fazer isso. E essa é a postura que o próximo presidente da república tem que ter, porque a gente vai pegar um cenário muito similar a esse. Só que essa são as minhas realizações antes de me tornar um líder político. E o líder político é um líder que necessita tomar esse tipo de decisão num contexto novo, em que não se conta apenas a ética da convicção, que é a ética da convicção que eu contei todos os anos e que eu fui militante político, algo que eu tenho orgulho, faço desde
▶ 00:04:38 2014, mas também como liderança que precisa da ética da responsabilidade, que é quem vai assumir um país e vai ter que tomar decisões muito, mas muito difíceis. Pois bem, como líder político, no movimento, creio o maior movimento político do Brasil, isso é oferível, nós fizemos o maior, a maior ação política com as maiores manifestações da história do Brasil ao longo dos últimos anos, que foi o impeachment da Dima Russef. Organizei essas manifestações, ajudei a criar a linguagem política daquilo que chama de direita no Brasil, algo que foi surfado por muito vagabundo por aí. Depois disso, consegui criar um partido
▶ 00:05:08 político, algo que o ex-presidente Bolsonaro tentou e falhou miseravelmente, tando no poder, botando seus filhos para tentar tocar isso, algo que naturalmente eles não conseguiriam com a baixa inteligência que eles têm à disposição. Fiz isso no menor período de tempo. Vamos comparar com o partido novo, que é um partido montado por executivos da iniciativa privada. Eles gastaram milhões e demoraram 5 anos. Eu consegui coletar as assinaturas em menos de 2 anos com muito menos dinheiro, sendo um líder, acima de tudo, político, não líder empresarial. Porque existe uma diferença muito grande entre ser um líder empresarial e político. E você,
▶ 00:05:38 como uma pessoa que conhece Aristóteles, sabe muito bem disso. Não existe nada mais nobre do que a boa atividade política e a busca do bem comum. Nesse sentido, eu até não concordo, me permita discordar, Thalis, da ideia de que eu tô fazendo uma entrevista de emprego. Porque liderar um país não é uma entrevista de emprego. Liderar um país é apontar o caminho de um povo como um todo. Meu objetivo não é obter um lucro. Meu objetivo é obter um horizonte. São coisas diferentes, ambas muito nobres, mas elas têm naturezas diferentes. E a gente tem que entender essa natureza. E o que me qualifica nesse sentido para tá aqui, além dessa experiência pretérita e dessas realizações que são
▶ 00:06:08 metrificáveis, no partido político que eu montei, eu tinha uma folha de pagamento que envolvia milhares de jovens espados pelo Brasil, milhares que ficavam debaixo de chuva, debaixo do sol, tomando não na cara de um monte de gente que falava: "Ah, eu não vou acreditar em montagem de partido. O Brasil não precisa de um partido". E eu tinha que toda quinta-feira, toda sexta-feira pagar o valor deles, obtendo doação, vendendo produtos e montei um partido vendendo livro num país de pessoas iletradas que não dão valor à leitura. Eu vendi livro e os e a venda de livro foi responsável pel 50% do faturamento que montou esse partido.
▶ 00:06:38 Então o que eu sou é um líder gestor qualificado no setor privado, porque a política, a atividade política que eu toco, inclusive o partido político, é um ente privado. E é um ente privado em que nós fazemos muito mais com muito menos. Criei a revista Valete, que é a segunda maior revista de política e cultura do Brasil, impressa, depois a revista Piauí, não tô falando em digital porque ela nossa é só impressa, que um ecossistema do Valet Plus com 50.000 usuários para produção de conteúdo independente, uma rede social própria. Isso nos qualifica usando, volto a colocar, o que há de melhor em termos de gestão para ser um grupo político
▶ 00:07:08 inovador. E aí que as eleições os mostram é fazer mais com menos. Sobre a política de segundo turno, eu volto a repetir, eu vou lutar em um líder não vai ficar aqui falando: "Ah, eu não vou pro segundo turno e qual esse cenário?" Não posso fazer isso. Imagina o Alexandre Galgamela. Você ama o Alexandre assim como eu? Imagine o Alexandre Galgamela. Ah, não, não sei. Acho que vou negociar com o Daril. Não, ele foi até o fim. E eu tenho que ser assim, porque eu o mesmo time, o mesmo exército de militantes que eu motivei a montar o partido político, eu tenho que motivar agora. E eu não posso ter compromisso com erro. A família
▶ 00:07:38 Bolsonaro e o Lulismo são duas faces da mesma moeda. Não porque são iguais, eles são diferentes entre si, mas porque ambos geram danos terríveis pro nosso futuro. A gente tá penhorando o nosso futuro. A discussão política dessas eleições vai ficar centrada o quê? O Lula dá mais um pouco de pé de meia, o Lula dá mais um vale gás para as pessoas e o Flávio Bolsonaro oferecer celular de graça paraa mulher para melhorar a intenção de voto com mulher. Essa que se tornou descução política no Brasil. Tinha que tá falando de desindexação, desvinculação, reforma de competitividade. Eu não aceito trabalhar
▶ 00:08:08 com essas categorias e isso não é ficar neutro, isso não é fugir. Até porque quando você adota esse caminho, o que acontece é que você apanha dos dois lados, que foi o que aconteceu comigo. Mas sabe o que acontece também? você se torna um líder melhor. E esse é o ponto. Eu só estou aqui sentado, tendo a honra de estar sentado com vocês conversando, porque eu adotei o caminho, não da neutralidade, mas de enfrentar ambos, de não aceitar o erro de ambos. Isso me tornou um líder qualificado que de acordo com algumas pesquisas, como é o caso da Atlas, já me coloca em primeiro lugar do público de 16 a 24 anos, ou seja, construindo o horizonte novo. E citando aqui um líder empresarial que
▶ 00:08:39 deve ser referência para todos vocês, que é o Peter Ti, ele já dizia bastante: "Crie seu próprio monopólio, crie antes de tudo seu próprio monopólio. Seja líder de uma tecnologia que ninguém pode imitar". Foi isso que eu fiz para as novas gerações. Eu criei um pensamento político próprio, para um grupo político próprio, uma estética própria, uma liderança própria. E com base nisso, nós criamos um nicho eleitoral próprio com um sonho, um horizonte próprio, que nos deixam aptos a participar do grande debate. E é por isso que eu tenho a honra, tá, de estar aqui com você, de poder discutir isso com você, de poder discutir com o Duda e tá aqui. Eu tô é
▶ 00:09:09 uma visão que pode ser encaixada também como empresarial no sentido de gestão, mas uma visão muito poderosa em termos de coração. Eu tô aqui por causa desse coração e é isso que vai fazer a gente mudar o Brasil. Obrigado, nosso >> candidato a resposta. Vota Lula ou Flávio, sendo que Lula ela é Jul. >> Eu voto Renan Santos. Eu não vou pra batalha pensando em perder. Eu voto Renan Santos. >> Candidato, deixa eu aproveitar e exibir rapidamente uma pesquisa real time da da real time big data sobre o candidato Renan Santos. Fizemos uma sondagem com
▶ 00:09:39 eleitores e aí fizemos a seguinte pergunta: Qual é o maior feito de Renan Santos? 64%, acredito que nenhum. 7% falam que é a criação da MBL, 8% falam que a que é a fundação do partido missão. Eh, 20% falam da derrubada da Dilma Russéf, ex-presidente da República. Temos outros slides também. Eh, e qual a promessa de Renan Santos só a melhor? Nenhuma para 35%. O tirão anti Bolsa Família 17%. Mudanças na educação,
▶ 00:10:11 13%. e guerra ao crime organizado, modelo penal diferenciado. Candidato, a partir dessa pesquisa, eu quero fazer a seguinte provocação ao ao senhor. O que faria a pessoa física, Renan Santos, votar no candidato Renan Santos? Eh, infelizmente tem que recorrer à resposta anterior, ser um bom líder. Ser um bom líder e algo que não tá presente aqui, que é ter tomado as decisões duras que machucaram meu grupo político, mesmo quando o caminho oposto soava mais
▶ 00:10:42 fácil. Quando a gente enfrentou a Dilma Russef, eh, e a gente começou a congregar toda aquela energia do antipetismo num caminho só, era um caminho relativamente fácil. Nós, os bolsonaristas, andávamos juntos, a turma do Partido Novo, todos andávamos juntos. quando o governo o governo de direita em que nós precisávamos cobrar e e discordar. E aqui eu vou fazer um elogio ao antagonista, que o antagonista adotou um caminho difícil à época também. Nós cobramos, imagino que o antagonista deve ter perdido assinantes e clientes. Muitas pessoas perderam. Nós perdemos toda a nossa base política. Só que o
▶ 00:11:12 papel de um líder é sofrer com as suas teses. O líder político ganha dinheiro ou fica famoso ou ganha votos defendendo algo que não acredita, não é um bom líder. Na verdade, ele é um seguidor, ele segue o que a manada puxa e o líder ele lidera, ele aponta o caminho. Então a minha maior qualidade que tá ali, ela se expressa não exatamente proposta a proposta, mas no que está por trás das propostas, substância por trás, que é ser um bom líder. e fui um bom líder de um grupo que hoje está no jogo político descupando um jogo de gente grande simplesmente por causa dessas
▶ 00:11:42 qualidades, as qualidades de uma boa liderança. E eu acho que o Brasil passa por uma crise de liderança. O grande problema nosso é uma falta de liderança de gente que tem uma visão de um Brasil e que tente implementar ela de maneira ferrenha. nem é que nem que você sua reputação e sua vida seja destruída no processo. Muitas pessoas no campo empresarial fazem isso, destróem suas vidas pessoais, fazem abdicações e isso é belo. E só que aqui no Brasil o poder é visto como uma maneira de você fruir e você atender seus prazeres mais baixos.
▶ 00:12:12 Não atua. O escândalo do Banco Master era basicamente sobre dinheiro e prazer sexual, não é isso? A elite política brasileira se baseia estritamente em dinheiro, troca de favores e prazer, quando não sexual, a boa liderança, ela tem que ir para um outro caminho. Então, ao fazer esse tipo de sacrifício e dado que quem nos acompanha mais e tem um determinado recorte, acho que a pesquisa pega isso, vai pegar um recorte um pouco mais masculino, vai pegar um recorte também mais jovem, esse recorte ele se apaixona e aí aí vem a responsabilidade de transformar essa paixão não em culto,
▶ 00:12:44 mas em ação. Passo a palavra para o colega Duda Teixeira, diretor da revista Cruzóia. >> Renan, vamos começar pela questão mais polêmica, que é o bordão que vocês têm do prendeu matô, né? Você pode explicar qual que é essa ideia e quem que vai morrer nessa história? >> Ah, espero que assim, eu resp lá do pessoal da da Globo e lá no nosso congresso, né? Ele falou: "Poxa, você quer diminuir as mortes, mas você quer aumentar a letalidade policial?" no que
▶ 00:13:14 eu respondi, ora, então vamos fazer o seguinte, eu vou agora comunicar os líderes do tráfico para se entregarem de maneira voluntária até no governo Lula e tá tudo bem. Não, não precisa haver morte nenhuma. Não tenho uma vocação para Rambo, nem, né, nem tô afim de ter, mas a gente sabe muito bem que o Brasil vai precisar combater essas organizações e essas instituições. O bordão não fui eu que criei como se fosse uma agência de marketing, ele surge da própria militância, ele surge de um processo natural. Eu faço lives diárias em que eu comento problemas e esse bordão surgiu quando da morte de um empresário, um que
▶ 00:13:45 tava andando de bicicleta na frente do Parque do Povo. Alguns aqui conhecem o caso. E diante do assassinato dele veio uma revolta, porque ele entrega seu celular e o bandido de maneira voluntária opta por atirar nele. E assim, é uma banalização da da vida ou uma banalização do da atividade do assassinato bizarra. E aí você vem resposta: "O que você vai fazer com ele? Só tem duas circunstâncias que você podem, você pode entregar para um cara desses. Ou você prende ou você mata. Se entregou, prendeu. Combateu o policial, reagiu, morreu. Não deve haver uma
▶ 00:14:15 terceira alternativa. O problema é que a e e essa é uma pequena reflexão. Não sei se eu tenho tempo para isso, mas >> senhor tem 32 minutos e 40 segundos se for suficiente. >> 42 segundos. Puxa. Tá. Tão ótimo. [risadas] Gostei da precisão. Eh, o que acontece é que o sentimento de culpa que veio do regime militar, da ideia de violações de direitos humanos, contaminou a cabeça do legislador, dos juristas na redemocratização, de modo a você ficar impondo garantias muitas a quem comete
▶ 00:14:45 um determinado crime violento. E você tornou no final a pessoa, a sociedade refém deles. E aí a ideia da prisão, a ideia da pena ficou vinculada, por exemplo, à ressocialização, quando não tem que ser o caso. Eu acho que uma das perspectivas de direito penal que a gente tem que trazer o direito penal voltado pra vítima. A vítima só vai entender que o pacto social é válido se ela se sentir contemplada através do senso de justiça por uma pena que venha a a atingir o seu ofensor. Essa é uma ideia de justiça mais ampla do que vou pensar permanentemente em ressocializar.
▶ 00:15:15 Então, o prender um matô é uma resposta sobre isso, é uma resposta sobre um pensamento, eu fui estudante de direito, é um pensamento errado que tomou as discussões sobre matéria penal nos últimos 30 anos e que agora tá se alterando. Candidato, já o senhor falou em Pacto Social e algo que eu inclusive falei no início do da das sabatinas é que um desafio do próximo presidente da República vai ser refazer um pacto social em nome da governabilidade, principalmente tentando restabelecer o sistema de freios e contrapesos, aquele que todos nós conhecemos por notes que etc, etc, etc. Balance.
▶ 00:15:46 >> Exatamente. Porque hoje vivemos uma balbúrdia, né? o judiciário legisla, o o enfim, o Congresso executa e o poder executivo fica dependendo desse tipo da do próprio Supremo para poder fazer alguma coisa. Como que o senhor vai conseguir restabelecer essa essa relação, tentar fazer com que o o executivo volte a executar, que o judiciário volte a julgar e que o legislativo tenha sua
▶ 00:16:17 função de fiscalizar? Essa é uma pergunta de 1 trilhão deais, vamos colocar assim. Eh, todas as democracias no dito ocidente passam por um problema em que o executivo não executa. Isso não é, vamos dizer, um privilégio do Brasil. Isso vem acontecendo em todos os lugares e recuperar a capacidade de ação do executivo, especialmente no mundo em que grandes ah grandes potências como a China executam em muito, ou vamos falar de outras nações, a Arábia Saudita executam em muito, se tornou um desafio pro Ocidente que se tornou uma espécie
▶ 00:16:48 de um regime travado, altamente burocratizado. Isso no Brasil se agrava porque nós temos um regime que é oligárquico. E as oligarquias elas estão no judiciário, no executivo e no legislativo. E elas fazem trocas de favores mútuas de modo a você permanecer com essa estrutura oligárica no poder a custo da nossa competitividade, a custo, por exemplo, de uma dívida galopante, do aumento dos juros, do aumento de impostos, que redunda nisso. Como enfrentar isso? você vai ter que enfrentar a estrutura própria do jogo. Se por um lado eu vou ter que fazer concessões e coalizões, estão lá eu
▶ 00:17:18 entro no poder, porque existe até um uma um conceito errado que a ideia tipo: "Ah, o Renan é um cara antistema, então como se eu vou chegar lá em Brasília xingando os outros?" Não é isso. Eu vou ter quear, chegar em Brasília e montar uma coalizão, não só com o Congresso, mas com a sociedade civil. E uma coalizão vai passar um convencer da Rede Globo a ao empresariado, a agricultura, a formadores de opinião, a ter certos consensos junto com líderes partidários para que eu possa ter governabilidade. Essa governabilidade vai se dar em pautas, tem que estar muito clara para
▶ 00:17:48 todo mundo. Não é assim, ah, eu vou ter 4 anos de aliança com todo com uma maioria no Congresso, como foi o governo Lula 2, por exemplo, que com o petrolão ele estabeleceu uma maioria pra PEC e não passava PEC nenhuma que importava. Nenhuma reforma foi feita aquela época. Nós temos que saber quais são os temas centrais. Desinexação, desvinculação, reforma da previdência, uma agenda de competitividade muito poderosa, reformas em termos de matéria penal. Então, OK, eu vou precisar de maioria para PL para algumas e matéria e maioria para PEC e vamos trabalhar caso a caso, gerando essas maiorias na sociedade civil. Ao
▶ 00:18:18 fazer isso, eu começo a entregar coisas. Eu recupero a capacidade do governo federal de executar e ter a sua, vamos colocar assim, sua credibilidade de que as coisas voltaram a acontecer. E aí eu tenho que retomar determinados instrumentos que hoje estão na mão do parlamento para servirem ao executivo. Vou colocar uma coisa em primeira mão que nós precisamos fazer e que não são exatamente a coisa mais antissistema do mundo em falar. Nós vamos ter que usar as emendas parlamentares a nosso favor para obter governabilidade e para obter espaço fiscal, que é uma coisa que interessa para vocês bastante. Espaço fiscal representa investimento,
▶ 00:18:49 representa também queda nos juros. O a nossa o nosso ajuste fiscal vai passar também por estabelecer um determinado gatilho. Todo valor em toda a votação orçamentária que você reduz de despesa obrigatória, abre espaço para investimento. >> Sim, >> abrirá também espaço para aumento das emendas. Elas não serão mais condicionadas a à receita, elas serão condicionadas ao aumento do espaço de investimento, porque o Congresso Nacional tem que ficar vinculado a cortar gastos obrigatórios para aumentar o espaço de investimento. E aí a gente disciplina o funcionamento das emendas. Outro dia tavam me xingando. Ah, o Renan
▶ 00:19:19 falou bem do Flávio Dino porque ele tá falando as emendas. Veja só, pode ser o Capeta. Se o Capeta ajudar a disciplinar as emendas, a gente vai ter que dar uma conversada com o Capeta para fazer tocar, porque hoje o Congresso Nacional se tornou esse instrumento próprio de gestão, porque ele tem o controle das emendas. E aí entra a questão STF, que é outra questão extremamente complexa, porque o STF, ao mesmo tempo que ele chegou num pico de poder, ele também está no seu na sua no seu vale de credibilidade com seus ministros envolvidos em escândalo de corrupção. O Congresso Nacional vai ter autonomia para tocar isso? Deve ter autonomia. Só
▶ 00:19:49 que o próximo presidente da República que vai ter condição de nomear ou três ou quatro ministro do Supremo, terá condição de estabelecer a maioria. Vamos ser bem claro, as nomeações vão ter um critério que será técnico para STF, mas que envolve uma posição política sobre uma mudança no funcionamento do STF. >> Então, os que eu nomei terão que ser não apenas escrutinados, mas terão um compromisso público em acabar com essa farra dos escritórios ligados à ministro do STF, a serem favoráveis e não tentarem judicializar, por exemplo, licenciamento ambiental, como tem gente querendo fazer. Licenciamento ambiental e queda de juros vai transformar o
▶ 00:20:19 Brasil num canteiro de obras e eles terão que ser favoráveis à segurança jurídica. três, o STF entenderem e e eh tornarem vocal que o STF não deverá ser a última instância ou o foro privilegiado dos senadores em especial e também de deputados para que você não tenha um controle que eles exercem político sobre as ações criminais que envolvem os parlamentares para que o parlamento tenha sua capacidade. Ou seja, a criação de uma corte paralela que nós vamos ter que passar com PEC junto ao Congresso Nacional, uma corte voltada, montada provavelmente com
▶ 00:20:50 desembargadores nomeados por 2 anos para poder andar com essa agenda. E assim nós vamos retirando de maneira, vamos colocar aqui, democrática e republicana esses super poderes do STF. É mais complexo do que a relação com o Congresso, mas terá que ser feito. E não terá que ser feito na base da briga. Eu não vou chegar lá, entrei no poder, vou brigar, vou brigar com o Xandão. Não dá para fazer isso. Eu tenho no poder, eu vou brigar com o PCC e com os problemas fiscais. E aí pode virar uma briga com o STF se eles resolverem se opor essa agenda. >> Candidato, deixa eu aproveitar e já que eu falei um pouco do macro, deixa eu
▶ 00:21:20 fazer um pouco, falar um pouco do micro que talvez seja mais simples. O senhor assumiu a cadeira de presidente da República, né? está com a chave do Palácio do Planalto, Plan davorada, melhor dizendo. Eh, quais são as três primeiras medidas iniciais de um primeiro dia de governo que podem ser ã que serão utilizadas para melhorar o ambiente de negócios? Eu vou falar anterior a isso, porque a o governo vai começar a transição e a
▶ 00:21:50 primeira coisa que o presidente da República tem que fazer é na transição. São as reformas fiscais altamente impopulares que vão mudar a trajetória da dívida e assim mudar a trajetória do juros futuro do Brasil. Eu preciso passar a desindexação do dos valores previdenciários do BPC que hoje estão vinculados ao aumento do salário mínimo e eu preciso passar a desvinculação dos gastos de saúde e educação que são vinculados à receita. São duas coisas que são PEC e que precisa passar porque isso mexe com o crescimento completamente descontrolado que a gente tem dos gastos e por
▶ 00:22:20 consequência da dívida. >> Candidato, senhor sabe que assim, em várias situações no Congresso se tentou mexer na DRU e e outros não conseguiram. >> Pois é, outros governos também tentaram mexer em muitas agendas e passaram e outros não. Um governo como Fernando Henrique passou muitas agendas tendo em 90, de 98 a 2002 um governo impopular. O Michel Temer tinha 3% de popularidade e conseguia passar reformas. Aí vai dar habilidade em construir, em negociar, em usar os instrumentos todos que você tem à disposição. E falo aqui de maneira eh muito realista, inclusive as emendas, de
▶ 00:22:51 maneira republicana, mas inclusive as emendas para poder obter essa maioria com o entendimento de que se nós não fizermos isso, não haverá credibilidade paraa queda dos juros. A queda de juros que vai acontecer sem ser marretada, que ninguém aqui é é moleque falando de, ah, baixa hoje o banco central é independente. O banco central só vai ter meios de fazer isso? Não porque, ah, o Renan entrou e ele tem credibilidade porque é para o mercado, não. É porque nós já estamos antecipando já na transição. Então, essas são as medidas que vão afetar diretamente a mudança no ambiente. Ambiente de investimentos, ambiente econômico no
▶ 00:23:21 Brasil. E essa é uma resposta que não, eu não tenho que nem esperar o dia 5, que é quando o presidente toma posse. É uma resposta para dar no dia seguinte a vitória no segundo turno. >> Duda, Renan, outra proposta de vocês é a desfavilização, né? Você podia explicar também o que que é isso? E pessoal que mora nas comunidades deve ficar preocupado. >> Não, pelo contrário, né? Eu vou salvar eles. Eles têm que ficar felizes. A desfavelização é assim, alguma, eu também eu recebi uma pergunta da Folha de São Paulo, né, que eu falei assim: "Olha, uma pessoa que mora numa favela,
▶ 00:23:52 ela não é hoje um cidadão, ela não é um titular de direitos, ela no máximo é titular de deveres e ela vive diante de um sistema jurídico paralelo, não escrito, que é o do crime organizado, que às vezes até é escrito, tá? Mas enfim, eh, que que é a política de desfavorização? é você entender que você tem milhões de brasileiros que vivem num arranjo urbanístico e social que aumenta a existência de crime organizado, que aumenta a existência de tuberculose, que é uma doença que nem é uma doença tão preocupante no geral, mas nas favelas ela tem uma exência muito maior. em
▶ 00:24:22 algumas favelas é 11 vezes maior, que tem uma taxa de gravidez na adolescência muito maior, que o desempenho das crianças é menor, que tem taxa quase baixo, quase nenhuma do saneamento básico, às vezes tem fornecimento de água, depende da favela, depende da cidade, ah, e que as pessoas estão urbanisticamente distantes também do do de onde elas trabalham, ou seja, é apenas um aglomerado muito ruim. Você vai ter que separar as favelas em de acordo com dois critérios macro que vão se dividir em quatro modelos de operação, que é se aquela favela tá numa área de interesse econômico maior ou
▶ 00:24:52 menor e se ela tá numa área plana ou uma área de encosta. Se é uma área de encosta e ela tem um alto interesse econômico, por exemplo, uma parte importante das favelas no Rio de Janeiro, você vai ter que fazer uma realocação das pessoas, você vai construir prédios, você vai também usar aquele espaço para investimentos privados, porque vai ter interesse privado em participar daquilo. Se a pessoa tá numa encosta, como por exemplo em Juiz de Fora, que ã no nesse ano teve aquele a a aquela crise com as chuvas, eu mesmo fui visitar ali. Pois bem, ali o interesse econômico talvez não seja tão grande, mas você vai ter que tirar essa pessoa da encosta. Agora, uma
▶ 00:25:22 favela plana com interesse econômico. Paraisópolis tem um misto, mas Paraisópolis tem uma parte importante plana. O próprio governo estadual já tá fazendo um trabalho de desfavorização ali, entendendo que haverá interesse econômico, porque é uma área nobre. Ou seja, você vai ter modelos diferentes para modelos diferentes de favela e todos passa pela urbanização. Aí no final vai falar: "Mas com que dinheiro?" Pois bem, não apenas temos que gerar espaço fiscal para aumento investimento de infraestrutura, e este é um investimento fundamental de infraestrutura, como haverá o convite a iniciativa privada para participar nas PPPs, especialmente nas áreas em que há interesse econômico e criação de uma
▶ 00:25:52 modalidade em que quando você, por exemplo, vou dar um exemplo, você pega Paraisópolis, você vai dar o título de propriedade pra pessoa e você vai fazer a reforma na casa dela para fazer a adequação e você vai fazer os equipamentos urbanos ao redor. Aquele título de propriedade vem com um valor muito módico. Eu tô falando, eu tô pegando até a experiência que o Mauro Mendes e os governa e o governador, a, o piveta tenham fazendo lá no Mato Grosso, você pagar um valor mensal mínimo, maior do que da minha casa, minha vida, até porque essa pessoa já entrou como se fosse a entrada com o barraco dela ou a casa dela. E aí nessa adequação que é feita, a pessoa ganha um título de
▶ 00:26:22 propriedade que acaba sendo formalizado na economia. aquilo vai acabar se pagando também, porque aquela pessoa é formalizada na conta de luz que ela paga na na no próprio IPTU que ela paga com um regime de transição que ela tá saindo hoje de uma de um de um processo completo de informalidade para um processo de formalidade. E esse recurso que retorna a economia acaba financiando ao longo do processo. A gente apresentou no livro amarelo um estudo interessante sobre como transformar isso em algo economicamente viável, porque o custo, se eu for fazer do zero, seria de mais de R 1 trilhãoais. Então a gente tá
▶ 00:26:52 falando de uma um projeto de 15 anos tem que ser uma política de estado e que tem que ser acompanhado de mais uma coisa, um estatuto da desfavorização que passa por impedir, utilizando satélites, toda nova invasão de território urbano rural. Claro, tem um problema de de favorização do campo com MST, mas todo todo o processo de favorização, inclusive um acompanhamento muito sério sobre os tais movimentos de moradia que trabalham basicamente com especulação imobiliária e com invasão de terrenos e com o uso dessas pessoas como bucha de canhão. Então invadir terreno público ou privado tem que ser muito combatido, tem que passar a régua nisso. Passar a régua e
▶ 00:27:23 quem hoje mora numa favela tem que entender que já ele vai ser alvo de um plano e um plano que vai entregar dignidade cidadania para ele. candidato, deixa eu só voltar um pouquinho para para paraa economia. Eh, há alguma perspectiva no seu governo de redução de ministérios, redução de carro com os comissionados? Tem meta para isso? redução de ministérios, assim, por mais que seja um sinal que você passa, eh, apresentar isso como uma nossa, eu tô reduzindo os gastos aí, acho que é meio
▶ 00:27:53 conversa, é legal, tipo, vai milei, a foeira, a foeira, a foeira, mas quem é quem tá no ministério hoje com um cargo que não é comissionado, ele vai continuar na Folha, o prédio vai continuar existindo, pertence à União. Acho que o critério que tem que utilizar é, vou remodelá-los de acordo com o modelo de gestão. Então o Kagui vai fazer o vai tocar um ministério de gestão nosso que vai congregar previdência, que vai congregar trabalho, que vai congregar planejamento. Ou seja, a ideia nossa, inclusive com ele, é a gente montar uma espécie de uma startup no próprio palácio do Planalto junto com a secretaria geral, congregando essas
▶ 00:28:24 áreas que são estratégicas. E esse próprio ministério cuidar de a gente olhar todo o capital humano que a gente tem à disposição, como uma espécie de um super RH, e aí você fazer as relocações e readequações que são necessárias, até porque existe assim muito preconceito com o comissionado, mas em muitos ministérios, em muitas prefeituras é o comissionado que toca gestão. Uhum. >> Então você boa parte da equipe técnica, que a gente chama dos ministérios da fazenda, que passar para eram bons cargos técnicos comissionados que foram colocados lá. >> Então você não mexeria nisso ou mexeria? relocaria de acordo com a necessidade de gestão. Eu botar uma meta específica,
▶ 00:28:55 para mim é mais perfumaria e eu fugir do que é verdadeiramente popular, mas gera resultado fiscal. Eu falar da desindexação do salário mínimo do da aposentadoria do BPC do aumento do salário mínimo é impopular, mas isso te dá resultado fiscal muito grande, muito grande. Isso vai permitir que os juros caiam, que o dinheiro das pessoas vha mais, inclusive do aposentado. O dinheiro dele vai valer mais no fim do dia. Só que aí eu falo isso, não dá tanto volta que eu falar: "Ah, eu vou cortar 20 ministérios de uma vez". Eu acho isso bobo, honestamente. Eu acho que tem que obedecer critério de gestão.
▶ 00:29:26 É isso. >> Reforma de previdência, >> reforma paramétrica, tá? Inclusive protocolada por nós. A gente tem que alterar eh os parâmetros. vocês tem como gatilho automático. Inclusive o CDE tem uma lista das nações que trabalham nessa linha que é você tem um gatilho automático conforme a a idade avança, eh, naturalmente o sistema previdenciário se adequa à aquilo. E nós temos que reduzir as exceções, reduzir ou quase encerrar as exceções. Nós temos tanta exceção e a última reforma incluiu tanta exceção que no fim do dia ela nunca tem um efeito que ela precisa, tanto que ela precisa ser refeita.
▶ 00:29:57 E vou te falar, eu gostaria de passar a previdência junto nesse pacote que envolve desvinculação e desindexação na transição. >> Só para fechar, para entregar pro Duda, pro Eu queria aproveitar só explorar uma questão sobre incentivos fiscais. O senhor no eventual governo, Renan Santos, o senhor cortaria incentivo fiscal ou faria uma análise? Faria uma readequação? Vou cortar muito incentivo fiscal e também farei muita readequação. Eh, você tem modelos que funcionam e modelos que não funcionam. O do o do agro funciona funcionum. O do agro funciona e quando
▶ 00:30:27 comparado aos nossos concorrentes no mundo, eh, o subsídio é muito menor do que os nossos concorrentes globais. E o agro ele se tornou uma cadeia que hoje ela não é apenas agro. Quem vai no Mato Grosso, eu fui no Maranhão, que é uma das regiões, você é do Maranhão, >> você vai pra região de Balsas, hoje você tem usina de etanol lá em Balsas e é o agro, o capital do agro, gerando tecnologia, estourando agroindústria para exportar. Aquilo mudou a dinâmica e balças. Quando você vai para Pinheiros, da Terra do Sarnei, você vê um negócio >> decadente, triste. Você vai para Balsas,
▶ 00:30:57 por mais que urbanisticamente ainda tá, né, tá se arrumando, já é outra energia, você vai pro Mato Grosso, outra energia, é a transformação do agro em agroindústria. Então, e isso tá dando frutos pra gente. Inclusive, boa parte do projeto que a gente tem que ter de Brasil, de sair o Brasil, bolsa família, passe a entender que o papel da agricultura ali é um papel transformador. Ele muda a dinâmica política, econômica e social desses lugares. Então isso é um exemplo do que funciona, mas logicamente aquela coisa, né? O o molho molho fica mais caro aqui pro o que não funciona. Zona franca de Manaus é um exemplo que não funciona. Só a Honda tem 16 bilhões em renúncia
▶ 00:31:29 fiscal por ano. A Honda para ficar levando equipamento daqui para lá, de cá para lá, só porque tem um vamos colocar aqui, um uma malandragem fiscal que foi criada. Talvez houvesse ali no período da ditadura militar um objetivo de ocupação. Hoje não funciona. Manaus uma cidade de 2 milhões e poucos mil habitantes e você tem renúncias fiscais nas casas das dezenas de bilhões de reais. Ou seja, não está batendo. Eh, tem orçamento de capital no Brasil que não dá o que é a zona franca de Manaus e de capital maior. Me corrija aí o pessoal que tá aqui, mas eu duvido que o orçamento do Rio de Janeiro seja maior da cidade do Rio que é bem maior do que
▶ 00:31:59 Manaus, do que o dinheiro que vai pra zona franca de Manaus. Então, lógico que é uma distorção e essa distorção precisa ser corrigida. Eh, também você eh, só que também acredito que quando bem implementado, algumas renúncias fiscais podem funcionar. A construção do complexo do agro que envolveu em rapa pública, e olha só, eu sou um cara também do vamos privatizar a Embrapa pública, mas as frentes pioneiras que levaram a gauchada do sul para o centro-este pro norte, isso misturou estado, misturou iniciativa privada e
▶ 00:32:29 misturou algum grau de subsídio e isso gerou algo muito bom. Então nós temos que saber pontuar e utilizar e não correr, não encorrer na esparrela do campeão nacional, que é uma vergonha e não funciona e que a gente não vai cair nisso, >> tá? Candidato, como jornalista, eh, li o plano de governo de vocês e fiquei preocupado com aquela questão do código de imprensa. Que que vocês querem colocar dentro desse código de imprensa? Tem risco aí de censura? Não fique, não fique. Muito pelo contrário, você é um jornalista sério e eu acho que a sua categoria tá sendo assaltada por uma
▶ 00:32:59 modalidade nova que eu vi rodando o Brasil e que eu acho que talvez vocês estejam acompanhando. Algumas páginas de fofoca no Brasil, na verdade existem dezenas de milhares de páginas de fofoca, elas atuam como veículos jornalistas jornalísticos nos municípios e são compradas pelos prefeitos locais. É dinheiro público que é usado e ninguém sabe que é dinheiro público sendo utilizado para um veículo de imprensa. Isso entra como verba publicitária, porque elas são congregadas dentro de agências. Isso aí não tá disciplinado. Isso não é jornalismo. Eles não estão obrigados a fazer checagem, a nada. Ninguém tem autoria da matéria, não tem redação, ninguém sabe que é isso. São
▶ 00:33:29 milhões que sabe, milhões de reais que estão sendo direcionados para para esse esgoto e ninguém sabe. Alguém alguém tem condição de checar por como esse dinheiro é usado. Será que a a rúbrica a rubrica dele dentro da do orçamento municipal que fica dentro de gasto de publicidade com agência não deveria ser eh tornada transparente? Isso é um exemplo. Agora, nenhum momento a gente quer atuar contra a liberdade pensa muito pelo contrário. Eu vi que você havia feito uma uma crítica, até a gente respondeu ali na Cruzoé, a crítica é pertinente, porque esse tema tem que ser colocado sempre à mesa, porque a
▶ 00:33:59 imprensa ela é necessária num país doente como o Brasil. Só que as inovações que vem acontecendo em termos tecnológicos, a página de fofoca, um exemplo disso, são coisas tão bizarras que o próprio jornalismo tá sendo meio que comido por baixo, sem nem perceber. Eu acho que o a população tem um direito de saber que a página de fofoca que tá aturando no município dela recebe grana de emenda do prefeito. Isso é um absurdo. Isso precisa ser corrigido. >> Candidato, como é que seria uma diplomacia num governo Renan Santo? Você faria uma aproximação com Estados Unidos, com China, com Rússia?
▶ 00:34:31 >> Um governo nosso, ele tem que entender que o o que é o Brasil perante o mundo, quem nós somos. Ah, o Brasil é o ocidente, não. O Brasil ele é uma experiência única que congrega ocidente e o dito sul global. O Brasil é como se ele fosse uma porta, um portal entre o Ocidente e esse mundo novo que envolve África, que envolve, que envolve a a Ásia. E o Brasil consegue congregar isso de maneira carismática e apaixonante. Então, a o Brasil é um país que não tem rejeição perante o mundo. Na Copa do Mundo tinha mais gente torcendo pela seleção em Banglad, na Índia. Não sei se
▶ 00:35:02 vocês acompanharam isso, do que nas cidades do Brasil. Este papel nos coloca não como um baloarte, que é um aliado automático dos Estados Unidos como parte da direita que vê, mas como uma nação que vai ter que saber fazer esse papel, vou colocar diplomático internacional de soft power e em termos de atração de investimentos com uma dinâmica pragmática. Vou dar um exemplo, terras raras. Os Estados Unidos não fez a eleição de casa dele com as terras raras. Não fez. Inclusive eles venderam a tecnologia pra China. as empresas privadas deles, a China pegou nos anos
▶ 00:35:32 80 a tecnologia americana, investiu tudo em processamento, tem as maiores reservas, tem, se eu não me engano, mais de 90% do processamento de terrazaras do mundo. Para você fazer um F35 caça americana, o maior instrumento de guerra dos Estados Unidos, você precisa de meia tonelada de terra rara. Aí os Estados Unidos dependem da China para isso, tão na mão, não se planejaram. Agora eles olham pro Brasil que tem 20% das reservas, pelo que a gente sabe. Aí os Estados Unidos não não preciso extrair sua reserva aí. Isso que os Estados Unidos ele tem o processamento de um ou dois elementos. Aí o Brasil vai olhar e vai falar: "O quê? Só extrai e leva embora?" Não. Qual o nosso papel
▶ 00:36:03 nesse novo jogo geopolítico? E na nossa visão, eu tenho que sentar com a União Europeia, tenho que sentar com o Taiwan, que precisa de Terraara também. Eu tenho que sentar com o Japão, tenho que sentar com os Estados Unidos, com o Canadá e com a própria China e estabelecer um sistema relacional em que há transferência de tecnologia e investimento e parcerias de longo prazo envolvendo isso, porque a as tais as terras aras vão colocar a gente, vão fazer com que a gente possa tirar o gap tecnoló lógico em matérias que a gente ficou completamente para trás. Então é, do ponto de vista geopolítico, uma reorganização que nós vamos estar a
▶ 00:36:33 fazer e que não é uma resposta fácil, porque você vai ter que sentar e negociar com todo mundo, com absolutamente todo mundo. A União Europeia tem um interesse numa reindustrialização dela focada nisso. Mesma coisa os Estados Unidos da América que tem uma dependência geopolítica desse tema. Vamos para outro tema, data center. Hoje o Brasil não está em condição de falar: "Pô, eu tô aqui na fronteira do conhecimento IA." Mas boa parte das IAS do mundo vão precisar de infraestrutura de data center com energia limpa sendo tocada em vários lugares ao redor do mundo. >> Brasil tá numa posição boa para isso.
▶ 00:37:03 Basta nós tocarmos direitinho a a o nosso licenciamento ambiental, não deixar ONG ficar sabotando a instalação dos nossos datacentes, como tentaram fazer agora no Ceará, porque houve tentativa explícita de sabotagem com o pessoal da Casa dos Ventos que trouxe os data centers ali. do ponto de vista logístico, a gente tá num hub de fibra ótica que recebe fibra dos Estados Unidos e que tem redistribui pra pra África e Europa. Ou seja, a gente tá numa posição boa que caso a gente use as nossas matrizes energéticas, diminui os juros, entra investimento, a gente se torna essa essa infra que aí você também
▶ 00:37:35 ganha poder e leverage para negociar também troca de tecnologia e inclusive capacidade de investimento pra gente poder criar as nossas próprias ah IAS aqui, né? Não sou tão otimista no curto prazo, mas acho que no longo prazo, eh, do ponto de vista diplomático, a gente consegue quebrar o gap nessas áreas. >> Candidato, vocês pensam em reduzir o número de municípios no Brasil, né? Qual que seria o critério para fazer essa redução? >> Isso tá no nosso Deixa aproveitar essa esse questionamento do colega para fazer um outro questionamento. Como uma que
▶ 00:38:05 uma proposta dessa passa num congresso em que o o deputado federal normalmente depende do prefeito para ter voto? Posso me estender nessa? Eu acho que isso aqui é é o tema mais mais legal pra gente tratar. Se a gente for falar de reforma política no Brasil, nós temos que falar disso, porque muita gente fala em reforma política. Ah, vou mudar o modelo para distrital, distrital misto. Isso pouco importa no regime atual. vocês que fazem cobertura política, eh, tem que entender que, e vocês entendem,
▶ 00:38:35 claro, que o município se tornou, especialmente o município com baixa atividade econômica, um executor de recursos que vem do governo federal e executor de emendas do padrinho político do prefeito, que é o deputado que recebe a emenda hoje. Que que é um deputado federal? Ele é um gestor de uma série de, vamos colocar, filiais que ele tem, que são municípios. E eles executam as emendas dele, fazem o show do Wesley Safadão para CR Releger, não tem nenhuma obrigação ou compromisso com indicadores de desempenho, os famosos Kipis que vocês têm que colocar nas empresas de você para vocês poderem validar se a empresa tá funcionando ou não. E aí eles
▶ 00:39:07 giram esse dinheiro. Não há aumento da atividade econômica nesses municípios, até porque aumentar a atividade econômica significa diminuir o ciclo de de dependência do cidadão para com o prefeito, com o deputado. E aí o deputado, quanto mais cidades ele tem para ele controlar, que é esse o jogo político um deputado federal, mais poder ele tem em Brasília. Por isso isso mais demanda emenda e as emendas são utilizadas, especialmente do orçamento secreto, para alimentar esse jogo. É isso que a gente chama de pacto federativo no Brasil e é isso que faz com que o centrão, ano após ano mande cada vez mais. É por isso que a política
▶ 00:39:38 brasileira não é feita baseada em, vamos dizer, nem critérios objetivos, nem programa, nem ideologia. A gente fica discutindo ideologia, vocês escutem no antagonista, eu discuto na minha live. Mas no fundo isso é um isso é uma perfumaria diante de um sistema de uma máquina muito dura, cujo funcionamento é um funcionamento que é danoso pro Brasil. Como resolver isso? Esse o ponto que eu vou chegar que vai envolver a fusão de municípios. Houve no governo do Fran Henrique a lei de responsabilidade fiscal que disciplinava no fundo a a utilização do orçamento por parte de entes
▶ 00:40:09 federativos. Aquilo foi uma revolução à época, porque a coisa mais comum era um prefeito terminar o mandado dele ou terminar um ano mesmo, sem pagar folha, dar um calote e jogo que segue. Pois bem, a lei de responsabilidade gerencial, que é um dos projetos que tá no nosso programa, prevê que um prefeito, e vamos começar com os prefeitos, tenha indicadores de desempenho objetivos, piais. O principal deles aumenta a atividade econômica no município. Lembrando que quanto você aumenta a atividade econômica, menos gente vai ficar no Bolsa Família, menos gente vai ficar dependendo dos favores do prefeito. Índices de educação que já
▶ 00:40:40 são públicos e existem. E o Brasil, inclusive, é um país bom dessa parte de transparência e avaliação em muitas áreas melhor do que os Estados Unidos. Cobertura de água, cobertura de esgoto, fila nas UBSs, ou seja, critérios objetivos que vão entregando uma pontuação do prefeito. Prefeito não entrega a pontuação mínima ao longo do seu mandato, fique inelegível por 8 anos. prefeito bate as suas metas, ele se qualifica para receber mais emenda. Então o prefeito pode receber mais emenda desde que entregue bons bons indicadores de desempenho, facilmente metrificáveis e auditáveis. O
▶ 00:41:11 maior deles, aumento da atividade econômica percebida com aumento de emprego e redução de pessoas vivendo do assistencialismo. Com isso, eu já disciplinei o uso da emenda e com isso eu permiti que os municípios que hoje têm baixa atividade econômica, que são aqueles que deveriam ser alvo de uma fusão, passem a se tornar a ter sua porta de saída. Caso eles não tenham isso, o governo federal terá dois caminhos, que é um, você por decreto ou via um projeto, quando eu falo decreto, via um projeto, você fazer os critérios para uma fusão, ó, município com menos de 10.000 1000 habitantes que não apresenta atividade
▶ 00:41:42 econômica, vai se juntar com o município mais próximo, obedecendo algumas vicissitudes. Por exemplo, se o município tá no interior lá do Amazonas e é se tem 100 km de distância, como acontece de município forto, não vai dar para fazer isso, claro, mas onde dá, você vai fazer. E inclusive incentivos financeiros para que haja fusão, porque os ganhos no longo prazo são assim. Então, ou nós fazemos pelo amor ou nós fazemos pela dor. Espero fazer pelo amor. E o amor é bom pros prefeitos porque um dos elementos que tem que tem que tá, né, vocês se conhecem tipo privado, sistema de incentivos.
▶ 00:42:12 De um lado, o prefeito tem que ter essas metas indicadores e a punição, caso não cumpra a meta, mas do outro, caso ele cumpra a meta, o tão famig gerar do fundo partidário, que nós não vamos conseguir cortar nesses 4 anos de mandato, porque os partidos são tão hiper empoderados, passam a ser determinados pelo número de indicadores, os pontos que eles obtêm por município, ponderado pelo tamanho do município, multiplicado pelo número de municípios que um partido tem. Ou seja, o que que um Cassab, um Valdemar ou um Renan Santos, que agora sou presidente de partido, vão ter como meta corpo técnico, boas prefeituras com boa gestão, atingindo bons indicadores. Meu
▶ 00:42:42 partido vai ser recompensado por isso. Você altera a dinâmica. Essa alteração dinâmica impacta a questão da fusão dos municípios, impacta o que seria, na minha visão, a grande reforma política do Brasil. Hoje, ou seja, a gente realinha esses interesses. Para mim, isso é a coisa mais importante que o meu mandato teria que fazer. Ela é menos popular para eu falar, mas ela é mais importante. E essa é a reforma que a gente atinge diretamente o coração do centrão, porque eu não vou conseguir, não sei se não quero, é que assim, eu não vou conseguir destruir o centrão no meu governo. Eu acho o centrão um problema tão ou não. E aí eu entrego também pro senhor paraas suas
▶ 00:43:12 considerações finais. >> Tem que responder rápido, né? >> Não é sim ou não? É >> sim ou não? >> Bate bola. Jogo rápido. >> É difícil ou não? >> Redução da maioridade penal a favor ou contra? >> Sim. Impachma de ministro do Supremo. Sim. >> Flexibilização do aborto, não. >> Cancelamento de Bolsa Família >> não tá precisa, né? Porque uma bolsa família para quem para quem vamos colocar aqui num município que não há atividade econômica, é crueldade por e
▶ 00:43:42 simples. Para uma pessoa que tá usando isso como um instrumento para ficar na informalidade e pegar um bico como o agroor reclama, eu vou acabar, >> tá? Pena de morte. Não dá para mexer. Sou favorável, mas não vai dar para mexer no meu governo. >> Autonomia financeira da PF. >> Gosto >> gostar é >> político. Sim. Eu gosto. É sim. É tanto sim que eu gosto. Gosto e quero. Vou fazer igual o Eduardo Jorge no naquele debate em 14. Quero >> fundão eleitoral. >> Não, não gosto. Mas redisciplinado é
▶ 00:44:14 melhor do que tá. Como eu expliquei agora na pergunta anterior, >> é, eu tinha colocado aqui piso para saúde e educação. >> Como eu disse, eh, você pode estabelecer algum tipo de piso, agora, o reajuste como tá não dá. >> Indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. >> Dosimetria para ele, para todo mundo dia 8ito. Quem cometeu o crime, simplesmente porque é de direita, não pode não, né, não, não ser punido pelo crime. Mesma coisa. Tem um cara de esquerda no se o Lula perdeu a eleição, pessoal do MST invade tudo. Ah, vamos anistar eles. Não, cometeu o crime, vai ser punido,
▶ 00:44:44 mas com julgamento justo. Porque por isso que a dosimetria é uma solução política boa. As forças políticas vêm diante de um caso bizarro em que o STF sai da linha e em que a população e lideranças políticas saem da linha e fazem um pacto para pacificar o Brasil. Doimetria. >> Tá certo, candidato, 2 minutos para suas considerações finais. Já te agradeço, gentão pela participação aqui no evento. >> Eu queria primeiro agradecer assim a a honra incrível de estar aqui presente. Eh, eu queria primeiro agradecer também todos os jovens que coletaram assinaturas, que me permitiram estar aqui. Eu só tô aqui porque gente se
▶ 00:45:15 sacrificou. Teve gente que tomou ameaça de morte, gente que foi esfaqueado na rua coletando santura pro nosso partido. Eu tô aqui pelas pessoas que foram corajosas em falar não diante do like fácil, do view fácil em redes sociais, de todo mundo que resiste à tentação e de todo mundo que tá aqui. Não porque ah, eu não sou o Lula, ah, porque eu não sou o Bolsonaro, mas sim porque a gente tem a chance de tornar esse país uma das cinco maiores potências do mundo nos próximos 30 anos. Se você é ambicioso, se você tem essa energia, se você quer construir isso e não quer ficar de conversa mole, prazer, nós somos a tua casa e a tua casa tá te aguardando.
▶ 00:45:45 Obrigado. [aplausos] >> Até quando você vai deixar que criem narrativas para esconder a verdade [música] de você? O bombardeio diário de informações, o barulho das redes sociais e as minhas verdades só servem para uma coisa, te confundir. Mas o jogo político real acontece nos bastidores >> e Rodolfo Borg. Mas existe um lugar que não baixa a cabeça, onde a velocidade da notícia em tempo real de o antagonista
▶ 00:46:15 se une a investigação profunda sem amarras da revista Cruzoer. Nós vigiamos quem está no poder. Não importa o partido. Assinar o nosso combo significa ter na palma da sua mão os bastidores de Brasília em tempo real. análises de quem conhece o jogo político por dentro e grandes reportagens que a imprensa tradicional muitas vezes prefere não mostrar. E hoje você não precisa escolher entre
▶ 00:46:47 agilidade e a profundidade. Preparamos uma condição exclusiva para o nosso público do YouTube. Um combo promocional imperdível para você garantir o acesso total ao antagonista e a Cruzoé por um valor que cabe no seu bolso. Não seja apenas mais um espectador da história. Faça parte do jornalismo que incomoda os poderosos e defende a sua liberdade. Clique no link aqui embaixo na descrição ou aponte a câmera para o QR code na tela. Assine o combo agora e mude sua forma de ver o Brasil. [música]