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O RIO DE JANEIRO TEM SALVAÇÃO? | MBL NEWS | Renan Santos, Rafa Luz e Coronel Busnello
Renan Santos · 23/10/2025 · 104 min · MBLiveTV - Lives do MBL
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▶ 00:00:04 Estamos ao vivo. Olá meus queridos amigos para mais um MBL News, tá? E hoje um programa especialíssimo, especialíssimo, tá? Estamos falando simplesmente ã de São Paulo/Rio de Janeiro. Então vai ser uma live aqui no famoso eixo Rio São Paulo, uma live muito especial, tá? Eh, primeira, o terceiro news, acho que é o segundo ou terceiro news que eu faço essa semana e vai ser um news tratando
▶ 00:00:34 muito da questão da segurança pública, com duas pessoas que conhecem, né, Bombeiro Rafa e é coronel Bnelo. Coronel, >> sim, >> coronel, porque eu sempre erro patentes, então não quero, não quero ser impreciso, >> tá? >> Logo com ele, né? Não erre, por favor, a patente do Capira. Não, não posso errar, mas eu acertei, então estou feliz. Eh, o bombeiro Rafa, Coronel Busnelo. Vamos falar sobre segurança pública, vamos falar, acho que vale a pena até falar do caso do juiz lá do Rio de Janeiro que censurou antagonista, mas vamos falar sobre políticas que funcionam paraa segurança.
▶ 00:01:04 Para mim é uma honra muito grande tá não só com o Rafa, que todas as participações que eu faço nas lives são maravilhosas, mas com o Busnelo, que é uma pessoa admirável, que arriscou a pele dele a vida inteira defendendo que é certo. E a gente sabe muito bem que fazer o certo num país em que o errado é premiado, eh, vai te fazer ser tachado de louco em algum momento. né? O futuro é dos loucos do presente, então ah, vamos juntar uns loucos aí pra gente ter ideias legais e construir algo melhor. Então, vai ser uma live bem legal e para mim será um grande prazer começar aqui. Só lembrando para todo
▶ 00:01:34 mundo, eh, dia 29 de novembro, nosso festival aqui em São Paulo, presença de todos. Naturalmente, Rafa e Busnelo não apenas estão convocados, como irão falar. Então, eh, aguardo ambos ansiosamente aqui em São Paulo e também, ah, aviso para todo mundo, tá? Eh, hoje ainda tem o meu desconto aí, que é o desconto eh Renais, né? Eh, cupom Renais. >> E com base nisso, vamos iniciar aqui a nossa live. Tudo bom, Rafa? Tudo bom?
▶ 00:02:04 Tudo bom, cor? Ã, querem fazer as apresentações? Querem começar e a gente vai endereçando o assunto. A live é bem tema, a gente vai livre, vamos conversando, pode interromper. É um bate-papo super aberto, >> nada mudou, não tá chovendo para cima. Então, coronel primeiro, por gentileza, que a antiguidade é aposta, né? Fez para merecer, né? >> Nada. Vamos seguir a hierarquia política aqui, né? Eu prefiro que o governador dê a introdução aí para que a gente possa surtir aí a as ordens a serem cumpridas. Agradeço a gentileza, meu irmão. Eh, eu
▶ 00:02:35 vou hoje, na verdade, eu gostaria, eu tô nessa live muito para ouvir e aprender com quem viveu segurança pública mais de 30 anos na vida. E não é qualquer segurança pública, né? É Rio de Janeiro quem operou no batalhão de operações especiais do Rio de Janeiro. Eh, um dos, se não primeiro, um dos primeiros batalhões de operações especiais do Brasil. Eh, e aí eu tô muito aqui para ouvir Busnel. É um amigo muito querido. Nós temos vários amigos em comum. Coronel Bnelo, para quem não sabe, é uma lenda do Rio de Janeiro. É um policial
▶ 00:03:07 muito respeitado, muito querido. Depois que a gente fez o anúncio que ele eh o que me deixou muito feliz e muito até envaidecido, né, dele aceitar, dele entender nossa proposta e aceitar seu eventual secretário de segurança num eventual governo nosso, ele a a gente recebeu muit centenas de mensagens de policiais do estado inteiro. Não foram, não foram poucas, não. Foram centenas de mensagens eu e Martins. Aliás, Martins não está aqui porque está de serviço, foi escalado num serviço, numa operação,
▶ 00:03:38 então por isso não está aqui. Eh, e aí recebemos mensagens, centenas de mensagens de policiais falando: "Agora vai". é um cara muito respeitado na tropa, todo mundo adora, um cara muito justo, muito correto. E então isso me deixa bastante orgulhoso de saber, como o Renan falou em live recentemente, a mensagem tá chegando paraas pessoas corretas, paraas pessoas que querem somar, que querem estar junto. Então eu tô aqui nessa live para ouvir, para aprender e pra gente dividir. Então já que publicamente quero lhe agradecer meu amigo querido João Coronel Busnelo por
▶ 00:04:11 ter aceitado esse desafio, por estar contribuindo tanto. falo mais com ele agora do que eu falo com a minha esposa. É, todo dia a gente trocando, falando, conversando, pegando opinião. Eh, então, muito, muito obrigado por acreditar nesse projeto, tá? Seja bem-vindo, meu irmão. >> OK. Eh, com a permissão do presidente, do governador, né, nós iniciamos aqui a nossa apresentação. >> Está devidamente autorizado. Não, nem por favor, >> nem precisa.
▶ 00:04:41 Eh, não, que o som deu uma picada aqui. Ah, >> eh, bom, o a minha apresentação é simples. Eu tenho 32 anos de dedicação ao serviço público na área de segurança e temos assim grandes vitórias, grandes derrotas, como qualquer profissão, como qualquer eh qualquer ato de trabalho que você faça. E nós temos uma experiência acumulada aqui no sentido de o Rio de Janeiro
▶ 00:05:14 precisa de uma modificação profunda na área de segurança, mas não só de segurança. Eu acho que a segurança ela começa pela educação, vai pela saúde, vai pro desenvolvimento econômico do Estado, o desenvolvimento social do Estado. Só polícia não é a solução. a polícia vai continuar o que a gente chama de enxugar um gelo para que não possamos no final o próprio policial não morrer afogado, né? Então, eh, é um é um dito que o Rio de Janeiro é uma terra
▶ 00:05:46 arrasada a nível de segurança, a nível de tudo. Então, há uma transformação a ser feita. Essa transformação, ela não é sozinha, ela não é única, ela tem que envolver toda a sociedade nessa, nesse nesse ato de transformação, de pacificação e de transformação eh pela paz. Eu digo, eu digo uma coisa, se você mora na ilha do governador e você tem um parente que mora em Copacabana e aí num final de semana você
▶ 00:06:18 fala assim: "Pô, vem aqui em casa jantar na sexta-feira à noite". O Rio de Janeiro, você já vai pensar duas vezes, como eu tenho que sair da ilha do governador, ten que passar por linha vermelha, ele pegar Avenida Brasil, eu já não vou mais. Então, o Rio de Janeiro ele está sitiado, ele tá isolado, as pessoas estão se isolando e não estão curtindo a coisa boa da cidade, a coisa boa do estado, que é um estado maravilhoso, é uma cidade maravilhosa e que está perdendo cada vez mais nessa
▶ 00:06:49 pontuação. Acho que aí é um ponto de alavancagem que nós temos que trabalhar, nós temos que buscar um encontro que vá a força polí. >> Ele acho que ele deu uma travada ali, de a sociedade também eh se comprometa nisso. >> Isso é >> essa seria a nossa ideia de segurança pública. >> Coronel Busnelo falou uma coisa que quem não é do Rio de Janeiro talvez não tenha entendido a dimensão do que ele falou. A ilha do governador é um bairro no Rio de
▶ 00:07:20 Janeiro que é simplesmente onde está o aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Você a o aeroporto está ali para você chegar na zona sul, por exemplo, Copacabana, Ipanema, Leblon e ou até para ir pra Barra, você vai passar pela linha vermelha, que é um local hoje extremamente perigoso. Então as pessoas cogitam realmente não ir aos seus compromissos familiares ou evitam de fazer compromissos presenciais, compromissos profissionais presenciais para não passar na linha vermelha. E é onde tá o aeroporto internacional. Então você percebe como a o problema de
▶ 00:07:50 segurança ele tem um impacto absolutamente gigantesco, não só na rotina do carioca, mas na rotina turística, na chegada de turistas, no no no trajeto seguro de quem tá visitando o Rio de Janeiro. Então esse é um problema bastante grande. E aí o coronel Busnelo tá, desculpa, Renan, você queria falar alguma coisa? Não, não, segundo. Tô, tô acompanhando. >> Bastante alinhado aqui, porque quando o coronel Bnnel entrou na polícia 32 anos atrás, né, eu tinha 10 anos de idade, ele já tava na Polícia Militar,
▶ 00:08:20 eh, já se faziam operações. Então, a gente tá fazendo operação policial no Rio de Janeiro há 35, 40 anos. E a gente pode e aí vou vou colocar um número aqui, tá? Eu não sei, pessoal, que fique registrado aqui, eu não sei este número exato, mas a gente tá buscando esse número. Vamos supor aqui, Busnelo, que a gente teve 10.000 óbitos de pessoas marginalizadas, de marginal da lei, de criminoso. A gente não resolveu o problema de segurança do Rio de Janeiro. Quem pega um fuzil fez uma escolha e aí
▶ 00:08:52 acabou. Seguinte, ou você vai ser preso ou você vai ser neutralizado pela força de segurança. Não, não tem escolha. Quem pega um fuzil não tem escolha. Só que o que vem antes de pegar o fuzil é exatamente o que ele fala, que é exatamente o que a gente fala também, porque as pessoas olham quando a gente fala assim: "Ah, prendeu uma ah que coisa boa". Não é? A gente não tá falando só disso aqui. A gente tá falando de comprar uma guerra com crime organizado, que é importante, mas a gente tá falando que se não vê um investimento massivo em educação, a gente vai continuar comprando guerra com crime organizado pelas próximas décadas. Se a gente não falar de saneamento
▶ 00:09:22 básico, desfavilização, a gente vai continuar comprando uma guerra com crime organizada pelas próximas décadas. E aí quando a gente traz um um coronel de polícia, 32 anos de experiência, operador especial, e ele reforça esse discurso, isso só mostra como o nosso discurso como é o discurso correto. Quem lê o livro amarelo, você lê lá o livro amarelo, você lê Brasil Poderoso, você lê até o Cruzeiro do Neymar, o primeiro livro, e você olha como a gente tá no caminho correto, como a gente tá falando de comprar uma guerra muito dura com o crime organizado, mas com o
▶ 00:09:52 propósito, com uma coisa vindo depois, com uma base vindo junto para que esse jovem não não entre. Busnelo, ô o diga aqui pro Brasil, por gentileza, hoje se o crime organizado no Rio de Janeiro tem algum problema de mão de obra, se falta mão de obra, >> não é? Esse é o grande vetor dele, que a mão de obra dele é barata, descartável e extremamente fácil de ele angarear. Eh, só para esclarecer, a a questão da UPP, eu lembro que quando nós implantávamos a
▶ 00:10:23 UPP, a primeira coisa que nós tínhamos que fazer era a limpeza urbana, ou seja, um serviço público básico, né? Limpeza. Ah, e ó, eu fui no, eu tive uma, a gente volta e meia eu trabalhava, eu servi quase a carreira toda do bombeiro no quartel de Copacabana e a gente tinha muitas ocorrências nas comunidades de Copacabana, né? Copacabana tem quatro comunidades, né? Só de Copacabana. Tem no Leme ali, né? Chapéu Mangueira e Babilônia. Aí tem Tabajaras, Pavão, Pavãozinho e Cantagalo ali, que já é e
▶ 00:10:54 Panema. E a gente tinha muita ocorrência ali. Então, no pavão, pavãozinho, eu lembro perfeitamente, mas essa cena não me sai da cabeça, tinha uma quantidade enorme de de lixo no chão e tinha uma caçamba de lixo. As pessoas passavam e ao invés de jogar o lixo na caçamba, elas jogavam no chão e havia uma caçamba de lixo. E aquilo pegava fogo, a gente ficava dias ali numa operação de combate a incêndio, porque não tinha o mínimo limpeza urbana, mas também não tinha educação, que é uma coisa que a gente fala muito, que é de acabar com esta cultura da
▶ 00:11:25 favela, com essa cultura de não de de não cumprir as determinações corretas. E aí isso tinha muito no PP, né, Busnela, essa dificuldade de de conseguir fazer valer aquilo que é o correto, né, de em termos de legislação, em termos de deveres das pessoas, né? É, esse é um fator de inclusão, né? Você não consegue incluir o cidadão sem aplicar justamente a lei e a ordem, né? O poder público, ele tem essa obrigação, esse dever. E se você não consegue incluir o cidadão nisso, ele vai manter
▶ 00:11:57 a desordem, ele vai manter isso tudo. Então, essa crise de autoridade que nós temos hoje, a autoridade pública que eu tô falando, eh, no sentido de o Estado exercer sua função, isso é essencial para que possa ter uma segurança pública válida para todos. Não importa quem seja, mas que você não tenha mais essa questão de isolamento. As pessoas não podem mais se isolar. Elas têm que desfrutar da cidade, elas têm que desfrutar da do seu estado e elas têm
▶ 00:12:28 que construir nele um bem-estar social possível para ele, para as pessoas. >> Uma um ponto interessante, né? a gente tá falando é na prática, acho que é de um conceito que a gente vem utilizando muito, que é o da ideia de desfavelização. E não só desfavelização, como a desconstrução de um modelo urbanístico baseado em claves muito fechados a e aglomerações de casas irregulares sem saneamento básico, em que as pessoas têm uma taxa de tuberculose ali muito acima da média nacional, porque, né, é bizarro, né,
▶ 00:13:00 porque é muito úmido, muito fechado, desenvolve mofo. um local que se uma pessoa cai de uma escada ou se uma pessoa tem um ataque cardíaco uma ambulância não consegue chegar. Então e a gente tá extrapolando a ideia simplesmente da desconstrução urbanística deste modelo, tá? da criação de um modelo urbanístico que converta a favela no bairro, mas também de um de uma presença do estado, de modo alterar imaginação das pessoas e fazer o que elas vivendo num lugar mais bonito, num lugar melhor, com lei e ordem e não só com direito, mas com responsabilidade. Hoje acho que as pessoas ali não têm
▶ 00:13:30 direitos nem responsabilidades. As pessoas são tratadas como, vamos dizer, animais ou crianças na maior parte do tempo. A gente começa a construir uma sociedade melhor. uma estatística que eu acho que ela é mortal e a gente precisa trazer e tem a ver com a ideia de buscar uma solução para além da ideia de mero combate, que tem que ter o combate, mas a gente fala da guerra, porque a ideia de uma guerra é que a guerra tem começo, meio e fim, né? E que um estado, vamos dizer, militante, eh, não vai durar, um estado de guerra não vai durar para sempre, né? que é mais ou menos o que a
▶ 00:14:00 gente tem, a gente tem uma uma endemia, né, que é um as forças policiais do Brasil estão permanentemente em um conflito que nunca é tratado pelo Estado como um conflito que tem que ser definitivo. Então, tá sempre morrendo um policial aqui, morrendo policial ali, mas nunca o estado toma uma decisão enfática. Mas depois disso tem que ter uma solução. E aí eu ia falar assim, quem é, né, e a gente sempre tem que tratar nesses termos, quem é a força de reposição do crime organizado? Me corrijam aqui, eu sou o único que não sou da área, então, eh, mas eu tô trazendo uns dados bem interessantes da GV e eu quero compartilhar com vocês e a
▶ 00:14:30 gente trabalhar. A GV fez um estudo em 2007 demonstrando que a maior parte dos rapazes cometem crimes são rapazes de 15 a 25 anos sem a figura paterna, né? Na maior parte dos rapazes que em São Paulo vão parar na FEBEN, é coisa de 80 a 90% a ausência paterna. Um número muito forte. E a correlação com o comente de crime, cometimento de crime é muito clara. Se o cara não tem a mãe até, né, tem uma pequena alteração estatística, mas a grande alteração é se o cara não tem a figura paterna. Esse cara também, em geral vai est morando num num lugar de risco, vai estetível a exemplos
▶ 00:15:01 ruins. Então a gente sabe quem é a força de reposição do crime, a gente sabe de onde eles vêm. E estatisticamente falando e do ponto de vista inclusive do cadastro junto ao governo, a gente sabe quem são esses rapazes. A gente sabe quem são os próximos rapazes que se nada for feito, eles vão entrar nas fileiras do crime. Eles existem hoje, né? Eles estão indo pra escola, em geral, eles estão indo para uma escola pública. E absoluta, quando a gente olha a jornada deles, que pode levá-los ou a serem cidadãos comuns, trabalhando, ganhando sua vida, ou entrarem pro crime, nada é
▶ 00:15:31 feito pelo Estado para evitar, muito pelo contrário. Então, quando a gente for olhando todas as etapas do processo, um amparo para ele, exemplos masculinos bons dentro da escola, uma escola que ordene ele, uma sociedade que venha a repudiar os exemplos, como exemplo daquele Oruan, pose do rodo e tal, que se tornam, vamos dizer, referências de um estilo de vida para esse tipo de rapaz. Mudança nas leis penais e no Código de Processo Penal, de modo ele não ter estímulos econômicos, achar que se roubar uma, duas ou três motos no mês não vai ser pego. Se pego não vai acontecer muita coisa. logo vale a pena
▶ 00:16:02 ele tirar essa grana do que arrumar um emprego eh digno. Acompanhamento escolar para esse cara sair de lá e arrumar um, sabe, um curso técnico para arrumar um emprego e começar a se sustentar, adquirir independência. Ou seja, o acompanhamento para esse cara sair dessa dessa rota não é pensado. E essa discussão, inclusive, é interditada. Não existe essa discussão em termos práticos, né? O o eu vejo, eu já vi sociólogos e pessoas discutirem. Não, mas quem pode cometer o crime é todo mundo. Não, não é todo mundo. Hoje assim, tá na periferia, é um jovem, em geral não tem a presença paterna. E esse
▶ 00:16:33 cara tá muito suscetível a a todo tipo de ideia ruim e todo tipo de convite ruim. Quando a gente faz esse mapeamento e restabelece a autor a autoridade do estado nessas áreas tomadas pelo crime e a gente mata o sistema de incentivos, a meu ver, se não mata completamente, a gente diminui essa força de reposição. E no fundo é sobre força de reposição. Se você elimina o exército do seu adversário e você pode eliminar ele das mais diversas maneiras, uma delas eliminando o recrutamento do exército adversário, você estrangulou ele, né? E
▶ 00:17:03 eu acho que essa é um dos pontos que eu queria comentar com vocês, eh, como essa questão da da coopação dos dos jovens, eh, como se como se dá isso e se de fato há um sistema de incentivos muito perversos que faz com que esse jovem vão parar no crime? >> Posso posso falar de de teoria primeiro? Depois eu queria ouvir o o Busnelo na prática, né? Porque viveu dentro da da >> disso, né? Viveu muito isso na prática. Eu, a gente tem duas grandes problemáticas aqui. Primeira problemática é, e isso vai demandar
▶ 00:17:33 muito tempo, é que a comunidade perceba que é mais vantajoso ter o Estado na comunidade do que ter o crime organizado. Hoje é mais vantajoso dentro dada aquela cultura a que a sociedade é imposta e especialmente a cultura do medo, da imposição, força pelo medo. Eh, então para ele é como aquele aquela figura daquele marginal é o resolvedor do problema dele. ter comprom da comunidade, ele vai até a a ao chefe da da ao líder da comunidade ali, o líder criminoso da comunidade, o
▶ 00:18:03 narcoterrorista, para resolver o problema dele. Não consegue chegar o estado. E a outra questão aí, falando de dados agora, a média da idade da evasão escolar desse grupo que a gente tá falando é de 12 anos. Então, com 12 anos ele sai da escola, começa a frequentar o crime organizado e aí vai ser preso ali 13, 14, 15 anos, que é quando a gente começa a ter essa estatística. Então ele passa um tempo em uma posição eh de menos risco físico, depois Bugela me corrig se
▶ 00:18:33 eu tiver errado, fazendo, já servindo ao crime, mas ali indo comprar uma coisa. Eh, enfim, hoje a gente tá, a figura do fogueteiro tá desaparecendo porque hoje na maré, por exemplo, você vai ali, tem quatro, cinco drones do crime organizado o dia inteiro no alto, olhando e tomando conta de todas as entradas, todos os acessos. E aí quando ele começa a assumir essas funções mais militarizadas, ele tem ali 15 anos. E aí é quando ele, a polícia consegue prendê-lo. Ah, muitas vezes ele não tem uma passagem anterior. Mas isso começa lá na evasão escolar. Ele deixa a
▶ 00:19:04 escola, a escola não é interessante para ele. Ele não vê futuro na escola, ele não vê razão de estar na escola. Então o trabalho não dá para ser um trabalho. E eu gosto muito de estar em live porque a gente consegue aprofundar um pouco os assuntos, porque as pessoas tendem a ver cortes e aí julgam todo um plano por um corte de Instagram, né? É um corte de um minuto. Ah, a gente não, a gente vai ter uma, a gente vai ter uma política muito dura, inteligente, estruturada e planejada de combate ao crime organizado. Tá claro isso? Perfeito.
▶ 00:19:35 Daqui a gente também vai ter um planejamento e uma guerra contra a evasão escolar, uma guerra contra a indisciplina escolar. A gente também vai tratar outras guerras que não são tratadas no campo do fuzil, são tratadas no campo do lápis, são tratadas no campo do acolhimento, são tratadas no campo do saneamento básico, são tratadas especialmente no campo da dignidade. Ninguém aqui é contra pobre. Muito pelo contrário, eu tô do lado do faminto, cara. Eu tô do lado do faminto. Eu tô do lado do cara que passa fome. Eu tô do lado do cara que quer estudar e não
▶ 00:20:05 consegue. Eu tô do lado da menina que morreu porque passou uma barricada em São Gonçalo e tomou quatro tiros no rosto com um filho de 4 anos no colo. Eu tô do lado dessa menina. E essa é uma guerra muito ampla que a gente vai tratar e é muito difícil porque a mão de obra é muito é muito grande. Então a gente tem que tratar em várias frentes. E essa mão de obra é uma mão de obra que é tudo ou nada, né, Busnel? Assim, ele não tem nada para perder. Ele tá ali, ele ele tem muita dificuldade em casa, falta coisa em casa, falta comida, etc. Para ele não tem nada para perder. Se ele conseguiu levar comida para casa, morrer com 15,
▶ 00:20:35 16 anos, não tem nada para perder. E a gente precisa mudar essa cultura, precisa mudar essa concepção, precisa botar o estado lá, precisa ter a presença do estado ali, pô, com policiais honrados, com gente ali dentro, que seja uma referência para esse jovem, que esse jovem olhe o professor como referência e não como quem atrasa a vida dele. Que olhe pro policial como referência e não como alguém que tá ali só para prendê-lo. Não é isso que a gente quer. A gente quer realmente fazer uma mudança de cultura. Desculpa, viu, Busnelo? Falei que me >> desafi falar aqui. >> É isso.
▶ 00:21:06 Esse jovem ele quando tem a formação da personalidade dele com 5 6 7 anos ali, ele é qual é, qual é o exemplo que ele tem ali? Ele não tem a figura paterna. Na maioria dos das vezes, a mãe é uma trabalhadora braçal e não consegue ter tempo para poder dedicar-se totalmente à educação desse desse dessa criança. E o estado, por sua vez, não dá uma educação e um planejamento de formação para esse para esse indivíduo.
▶ 00:21:37 Logicamente que ele vai, na primeira oportunidade que ele tem de se transformar, ele vai ele vai ter o quê? o tráfico de drogas, ele não vê a legitimidade do trabalho, ele não vê a legitimidade de de estudo. Por quê? Porque não é feito, não se faz isso, não se acompanha isso, não se tem a qualidade do ensino para para essa comunidade, para esse para esse jovem. Então esse é um começo que tem que ser feito. Outra vez, outra coisa que daí é é uma questão que a sociedade vai ter
▶ 00:22:08 que que admitir isso, que é além da transformação a nível escolar, você vai ter que ter transformação no nível no nível jurídico. Por exemplo, o ECA ele tem que ser totalmente remodelado, atualizado e trazido pro nosso tempo. É uma legislação que tá arcaica e que necessita urgentemente de uma atualização. Você não pode mais permanecer com o estatuto da criança adolescente do jeito que está. Eh, você vê sociedades que
▶ 00:22:38 tiveram cortes, né? Eu vou dar um exemplo agora. Salvador. O presidente lá deu um corte na sociedade, tirou todo mundo e ele julgava dentro de um processo legal da da da sociedade, transformou a educação. Ele transformou a educação para que essa educação venha a ser a a primeira linha do estado no combate a esse a esse mau exemplo que ele teve. E essas pessoas que estavam eh
▶ 00:23:09 subjulgando e escravizando aquela sociedade pelos seus crimes, estão afastadas da sociedade, estão isoladas, contidas. Outra sociedade que fez isso, a Coreia na década de 60 fez isso, o Japão na década de 50 fez isso, ele cortou exatamente gerações para que outras gerações do futuro pudessem ter um estado de transformação e de melhoria. Então, acho que o Brasil, pela sua grandeza, pela sua eh diversidade,
▶ 00:23:39 ele tem que compor uma legislação que seja justa e que seja adequado à sua realidade. Esse é o primeiro ponto. E a transformação pela educação, como falamos aqui, porque senão essa mão de obra, ela vai ser recorrente, ela vai ser ainda mais barata e ela vai ser cada vez mais explorada pelo sistema criminal do país. Então essa transformação pela inteligência policial do aparelho repressivo do Estado que vá conter com
▶ 00:24:10 uma nova legislação criminal, isso tem que ser debatido a nível de sociedade, a nível de transformação da nossa sociedade, a nível de eficácia, você tem que ter uma transformação pela educação e uma transformação pela inclusão de todos na sociedade ordeira e legal. É isso. >> Maravilo. É como se fosse um processo, >> né? Um processo. >> É um processo assim >> longo >> de retrocessos e de avanços. Você vai
▶ 00:24:40 ter que dar 10 passos pra frente, retroceder 10 e e e persistir nisso, porque são muitas lacunas. Eh, se você vê o Rio de Janeiro, por exemplo, a formação da da cidade do Rio de Janeiro, do estado do Rio de Janeiro, ele foi formado na sua história basicamente na pirataria. né? Eh, o o português tirou a capital de Salvador e trouxe pro Rio de Janeiro para poder ter uma ocupação para evitar a pirataria aqui. Então, a o o a
▶ 00:25:10 história de violência, ela é muito longa na nossa sociedade e isso tem que ser desconstruído, isso tem que ser transformado. E esse é um debate sério que tem que ter dentro da sociedade, porque essa história de violência, ela não pode ser perpetrada. Hoje você tá sendo perpetrado por quê? pela mão de obra juvenil que é explorada pelo crime. A mão de obra juvenil, ela tem que ser o futuro do Estado, o futuro da nação. Ela tem que ser a próxima geração que vai
▶ 00:25:40 ser produtiva, que vai ser construtiva e que vai ser pacífica. É isso. >> Eu eu eu concordo. Eu acho que assim, tem essas fases do processo. Eh, uma coisa que eu falo muito com o Rafa, eh, é sobre o mito fundador. Eh, eu acho que o Brasil não tem um mito fundador sólido que seja integrador. Eu acho que um dos mitos fundadores que nós precisamos estabelecer na nossa geração, e esse é a nossa geração, pelo menos nós tentamos e e temos dentro do coração a ideia clara de que a gente tem um papel eh quase
▶ 00:26:10 criador, tem um um aspecto imaginativo nisso. Nós temos que ter um ato que faça com que a pessoa mais pobre e a mais rica no Brasil se sintam parte da mesma história. A partir do momento muito que diferentes se sentem parte da mesma jornada, elas falam: "OK, eu sou dessa nação". Eh, a, o próprio processo de independência do Brasil foi um processo muito peculiar tocado pelo pelo príncipe, né, na prática. E ele se torna imperador aqui e tem o mérito, mas não foi um processo conduzido com a energia devida pela própria sociedade civil. Foi um processo meritório, mas que eh é eh é
▶ 00:26:41 igual aquele bebê que na ele nasce ele nasce nasce no parto natural, né? Ele não precisa fazer o esforço para sair, né? Isso aqui pra gente, o Brasil nunca teve esse esforço de nascer. E eu acho que a gente tá diante de um de um momento que é para mim é um quase um impasse histórico em que o PCC tá se tornando uma entidade em dentro das entranhas do Estado brasileiro e do mercado aberto e vamos dizer funcional, legal. Ou seja, eles estão em certa medida praticamente listados na bolsa de valores. E o comando vermelho fazendo
▶ 00:27:11 ocupação territorial. De modo que, eu acho que isso a gente vai ter que falar, já eles vão estar dispondo de drones para fazer tipo de operação de defesa em guerrilha que vão trazer um problema muito grande pras polícias. o o salto em termos orçamentários, mas também o salto tecnológico que a gente tá vendo em tipos de combate que estão rolando na África, na no Oriente Médio e especialmente na Ucrânia, vai chegar, os caras não são idiotas, vai chegar aqui e a gente vai poder ver, vamos dizer, eles darem um passo à frente nessa ideia de
▶ 00:27:41 transformação do Brasil no narcostado. Diante disso, eu acho que não há, eu queria trazer essa discussão aqui com vocês, é, não há como não falarmos de um processo de refundação nacional, um quase um mito fundador, em que se nós recuperarmos as nossas periferias, mas não só as periferias, a gente recupera, vamos dizer, aí no no Rio de Janeiro você tem os morros, em São Paulo a gente tem periferia, a gente tem no Nordeste, cidades inteiras estão sendo tomados pelas facções, tá tendo uma guerra no Ceará horrível entre facções. E basicamente eles mandam evacuar cidades inteiras, tomam cidades inteiras. Houve o caso da morte da moça que se negou a
▶ 00:28:12 da Antonioni Rodrigues da Silva, uma moça que se negou a envenenar a comida de um batalhão de polícia inteiro lá no Ceará. E aí ela foi, vamos dizer, eh eh tomou uns tomou um foi tomou rajada de tiro do lado da filha de 12 anos e morreu. Todo houve todos esses casos que estão demonstrando o seguinte: todo mundo, do mais rico ao mais pobre de todas as regiões do Brasil tá sentindo o avanço do crime organizado. O estado brasileiro destruiu o crime organizado, tem esse caráter para mim. Eu queria jogar para vocês aqui de mito fundador. É como vocês falaram: "Não, não, daqui em diante a gente vai começar a tratar
▶ 00:28:42 as coisas a sério nesse lugar e não pode parar". E eu acho que essa questão assim, a pergunta que eu quero jogar é as nossas forças policiais, se houver um esforço concreto do governo federal de mudança de legislação penal, legislação de processo penal e de vontade de colocar o estado para fazer isso, um, as forças policiais conseguem derrotar esses caras? É a primeira pergunta. Segunda pergunta, o processo de desfavelização que a gente fala que aí sim é pegar aquelas pessoas que estão no julgo do crime, sobre o julgo do crime e trazer elas pra sociedade civil organizada. Portanto, essa guerra é uma
▶ 00:29:13 guerra de libertação. Como toda boa guerra, no bom, na melhor acepção do termo, tem que ser guerras de libertação. São as guerras virtuosas que são lembradas ao longo da história. E ela ganha o caráter de vamos liberar coisa de 23 milhões de brasileiros. 16 milhões vivem em favela, mas 23 milhões estão nas circunscrições do crime organizado. E eu coloco isso. Eu não consigo ver eh um elemento mais emancipador e mais bonito pra nossa história do que esse. É um é é bonito de se contar, é dá significado. As pessoas
▶ 00:29:44 que vão participar desse momento da história vão falar: "Eu vivi esse momento que meu país, meu país meio que nasceu ali, porque hoje a gente tem mais um estado do que uma nação. Mas eu pergunto, efetivamente, nós conseguimos vencer?" Ainda mais com uma perspectiva carioca. Vai, vai. Vou deix, pelo amor de Deus, vou deixar o secretário de segurança falar, né? Então, eh, o Rio de Janeiro, ele é uma base para muitas ações, eh, no Brasil. Eh, a nossa polícia, ela tem uma
▶ 00:30:15 qualidade incrível de expertise tática, operacional que espalha pelo Brasil todo. E isso é notório. Ah, nós temos que entender que as carências principais hoje desse estado de insegurança que nós vivemos é basicamente ele passa por uma legislação arcaica. E aqui no Brasil você tem um problema muito sério, que é a não independência dos Estados membros da União na sua legislação criminal, né?
▶ 00:30:47 Nós somos submissos a uma legislação criminal federal que vale do do norte ao sul, do leste ao e isso não respeita a cultura e a regionalidade. E com isso você gera eh uma uma retidão de uma coisa que não dá certo. Não tem como você aplicar dentro de uma cultura diversa como a nossa a mesma coisa. Então você carece de uma independência. Isso já é um processo de reforma
▶ 00:31:18 constitucional que tem que acontecer, que tem que tem que debater. Nós estamos aqui num debate político, eh, não não debate só tático de como vou fazer, como vai ter, mas nós temos que ter um debate crítico, político, para que possamos chegar a um ponto denominador comum, que é a construção da paz social, a paz para a construção do bem, para a construção do que nos torna eh poderosos e ricos em saúde, em amor, em fraternidade, etc.
▶ 00:31:50 que nós esquecemos. Eh, hoje você tem no Rio de Janeiro eh, uma questão, o roubo a cargas. Você vem para cá, quando acontece uma uma infestação de roubo à carga, você tem um aumento do custo de vida. Quem é que sofre mais? É o pobre, é o o cara que vive de renda, o cara que vive de salário mínimo, que ele vai pagar mais por isso. Por quê? porque o custo ficou mais caro do que isso e sem
▶ 00:32:20 falar o patrimônio que é destruído em relação a isso tudo. Então são construções diversas. Nós temos que ter uma construção de um estado que tenha poder e independência para poder gestar suas crises e ao mesmo tempo você tem que ter uma política que venha a desfazer tudo o que foi feito de errado até agora. E aí você entra com as táticas. Eu digo, a polícia do estado do Rio de Janeiro, aí falando polícia civil, polícia militar, polícia
▶ 00:32:51 penal também, nós temos capacidade plena de resolver esse problema. O problema são as entidades que orbitam a segurança pública, que muitas vezes não deixam nós trabalharmos. Eu tenho uma uma pegada que eu falo o seguinte, eu não vou lá no quartel do exército falar da metralhadora e do canhão que o exército tem que ter. Eu não vou lá na Marinha falar do navio de guerra do submarino. Eu não vou lá na Aeronáutica falar do
▶ 00:33:22 avião, do helicóptero, etc. Eu não vou lá no Ministério Público falar em processos, ele vai ter que acusar ou defender. Eu não vou lá na na justiça eh dizer: "Olha, o juiz, você tem que administrar a sua vara, a sua vara de justiça aqui assim, assim, assim, assim". Eu não vou lá no consultório médico dizer como é que o médico vai atender. Eu não vou lá no dentista dizer como é que ele vai atender. Mas o que tem de gente de fora que não entende de
▶ 00:33:54 segurança pública e que vem aqui e faz e comanda e lidera um monte de políticas erradas, políticas equivocadas que permitiram que o estado do Rio de Janeiro chegasse aonde chegou até hoje. Então, nós temos que dar um basta, nós temos que acreditar na polícia, nos policiais e, acima de tudo, cobrar da polícia e dos policiais o resultado em troca da liberdade do Estado poder construir essas novas políticas. senão
▶ 00:34:26 nós vamos continuar enxugando o gelo. Como eu falei no início, nós estamos aqui num processo de cada um cuida de si. E não é esse o propósito de quem vive em sociedade. O propósito de quem vive em sociedade é um proteger o outro e ambos juntos constróem uma fraternidade. É isso. >> Bichó o o padrão, né? Assim, ninguém vai tratar o assunto de segurança pública com a seriedade e a profundidade que a gente trata. que a gente não não tem
▶ 00:34:56 assim, ninguém vai tratar, ninguém vai tratar. Sabe por que ninguém vai anunciar secretário de segurança? Porque vai ser um monte de acordo para anunciar um secretário de segurança. Ninguém vai anunciar secretário de educação porque vai ser um monte de acordo para ter secretário de educação. Porque ninguém tá preocupado com essa profundidade que o coronel Busnelo traz, que acredita na tropa, que fala da tropa, que entende os problemas que orbitam o entorno do trabalho da tropa, porque ele pertence à tropa. Assim como alguém vai falar de defesa civil e atendimento de emergência
▶ 00:35:26 comigo, não vai falar. Eu mesmo fui policial militar antes de ser bombeiro militar. não vai falar mesmo. Você nunca pegou numa arma na sua vida, você nunca enfrentou o crime organizado, você nunca prendeu ninguém. Pelo amor de Deus, você não pode falar, não dá para você falar. Ou então traga quem fala, quem é que você vai trazer para falar? Não sei, porque depende da aprovação de uma. Então assim, esse esse tipo de trabalho que a gente tá fazendo aqui de há um ano antes, um ano antes da eleição de começar a apresentar pessoas, é para mostrar que a gente sim, a gente tem um plano, tá muito sério, a gente não depende de ninguém para esse plano. O plano é nosso e a gente vai executar
▶ 00:35:56 esse plano e as polícias terão a honra e a satisfação de resolver o problema para poder bater no peito e dizer: "A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro resolveu isso aqui. A polícia civil do estado do Rio de Janeiro investigou, a gente foi lá e resolveu isso aqui. A Polícia Penal toma conta dos presídios, a gente resolve isso aqui. A gente precisa que as nossas forças de segurança tenham a satisfação de resolver o problema do Rio de Janeiro e elas são plenamente capazes. Agora, a legislação precisa acompanhar. Você trouxe uma um detalhe importante, Renan.
▶ 00:36:27 Você falou, por exemplo, de drone. Já temos drones sendo usados na pela criminalidade do Rio de Janeiro, tanto para a vigia de perímetro, né, para para acompanhar o perímetro, chegada das viaturas policiais, etc., quanto para ahã um ataque tático, quanto para ferir policiais. E aí você fala assim: "Tá bom, por que que a gente não usa o drone de volta?" Porque a nossa legislação não permite. >> Não, per. Exatamente. Para quem tá na legalidade é muito mais muito mais fácil.
▶ 00:36:57 >> A é muito mais fácil. AC já existe uma determinação da ANAC que proíbe que drones carreguem armas, mas proíbe pra gente, pô. Proíbe pra gente. Então não é possível que ninguém E aí eu falo, a ANAC é uma instituição de segurança pública? A ANAC é Agência Nacional de Aviação Civil. Essa essa decisão não deveria caber a ANAC. Olha só, N que você tá avaliando aí drone civil, né? O menino que quer filmar, o produtor que vai fazer uma
▶ 00:37:28 imagem, você não apita no drone da Polícia Militar aqui, você não apita no drone do da Polícia Civil ou no drone do exército que seja. E aí a gente tem uma série de legislações que já aí dizer assim: "Ah, mas é porque você vai desumanizar o combate ao crime porque você não vai saber quem atirou?" Meu amigo, se o drone da polícia, quem atirou foi a polícia e a polícia é do estado. Quem atirou foi o estado e o estado atirou. E aí eu preciso ter plena confiança no trabalho, no julgamento do meu policial e a gente terá e ele e ele se sentirá
▶ 00:37:59 seguro para isso, porque ele vai ter respaldo para isso. Quem atirou foi o estado. Esse policial que atirou está representando o estado. E ele neutralizou um agressor da lei, uma pessoa que estava portando um fuzil. Então não tem discussão. É o foi o estado que fez isso. O estado fez isso para preservar a minha vida, a sua vida e a vida de todos os cidadãos fluminenses. Mas a lega gente começar a discutir isso, a gente vai demorar anos para alguém autorizar que a gente use um drone e eles vão estar usando o drone a rodo, porque eles não, obviamente eles não precisam obedecer ninguém.
▶ 00:38:31 E aí esse é um ponto de virada pra gente também, da gente entender. Quem decide segurança pública é a segurança pública e quem decide a segurança pública do estado é o estado. O STF faz uma DPF que obriga, por exemplo, para você fazer uma operação, que que é importante até dizer o a a a DPF, né, Busnel? Ela não proibiu operações, mas ela quase inviabiliza uma operação de sucesso, porque você tem que comunicar tanta gente que você não consegue manter o sigilo de uma operação. Tá, mas que por
▶ 00:39:01 que que o STF tá dando pitaco em como o Rio de Janeiro tem que fazer a segurança dele? Por por que por quê? Qual Qual é a razão disso? Então, esse é um ponto central da discussão. A gente precisa ter uma polícia forte, reconhecida, valorizada, policiais valorizados com um comando que que cumpra um planejamento estabelecido pela Secretaria de Segurança e que não tenha 50.000 pessoas e instituições no entorno dizendo como é
▶ 00:39:32 que a gente precisa fazer. Porque se algum deles sabe mais de segurança pública do que o coronel BNEL, beleza, tudo bem. Mas normalmente não é essa a realidade, né? Normalmente alguém tá dando um pitaco que não é. Eu lembro só para para ilustrar aqui e dar uma uma aliviada. Eu lembro que eu fui para uma ocorrência de bombeiro e Busnelo, foi um incêndio em Copacabana, um incêndio grande em Copacabana, num prédio perto da Atlântica, muita gente, era 7 horas da noite, etc. A gente chegou lá e aí rapidamente o meu comandante na época tava na ocorrência, né? E ele falou:
▶ 00:40:02 "Liga, liga uma água, liga uma água aí". Começa a jogar uma água. O pessoal, não, mas coronel, a gente vai fazer o ataque por dentro? Não, não, não interessa. Só liga uma água, não precisa nem acertar o prédio, não. A, só liga uma água. Aí no final ele falou: "Rapaz, sabe que a gente liga uma água que é pro bomberólogo ficar calmo?" Porque o bomberólogo lá, o repórter viu a água saindo da mangueira do bombeiro para ele tá tudo certo. Se tá fazendo efeito, não tá fazendo efeito, ele quer ver a água saindo da mangueira do bombeiro. Se tá saindo água da mangueira do bombeiro, tá resolvido, tá tudo bem. E aí você acalma as pessoas. E pra polícia isso não é pior, porque todo mundo opina, todo
▶ 00:40:32 mundo dá pit. Aí é sociólogo, filósofo, psicólogo, polissólogo. Aí tem um monte de gente que dá opinião em segurança pública, mas nenhum deles viveu 32 anos 32 anos imerso em segurança pública. Então esse esse é um ponto. >> Rafa, deixa eu te falar. Eh, o policial no no o policial ele paga de três formas a su os seus erros e as suas dívidas. Ele paga com a vida, com a saúde e com a
▶ 00:41:03 liberdade. Então, ele não pode ter a chance de de um de um de uma multa. Ah, eu errei aqui nessa ocorrência, eu vou pagar uma multa de R$ 100, vou pagar uma multa de R$ 1.000 e vou resolver. Não, ou policial quando ele erra, ele paga ou com a vida, ou com a saúde, ou com a liberdade. E isso é tão forte que um exemplo de de um país que respeita a autoridade policial, aquele cidadão que dedica a ser policial, citar os citar os
▶ 00:41:34 Estados Unidos, eh lá o o policial é tão respeitado porque ele dedica à vida, a saúde e a liberdade dele em prol da sociedade, em prol da sua comunidade, em prol do seu estado, em prol da sua do seu condado lá. Então isso é uma coisa que tem que ser eh respeitada demais. E aqui nós não temos esse respeito por parte nem da sociedade que muitas vezes não vê o policial por n motivos, né? Ele não
▶ 00:42:06 consegue ter essa visão e ao mesmo tempo por causa de uma do de uma falha de comunicação eh da da mídia em esclarecer o que que é o bom policial, o que que é a boa polícia. e acima de tudo explicar que o policial ele tem as responsabilidades dele, quer pagar com a vida e pagar com a sua liberdade se ele errar. Ele não tem outra opção. Ele não tem que nem multa de trânsito. Errou ali, vai lá, paga a multa. Não, ele paga
▶ 00:42:36 dessas três formas. Se ele errou, ele vai pagar com a liberdade, com a saúde ou com a vida. E se ele for atacado, ele vai pagar com a vida, com a saúde ou ou vai ser eternamente um cadeirante. Aí, infelizmente temos muitos aí. Então esse processo de valorização do policial é um processo que você tem que colocar como primeira ancoragem para você poder ter um bom plano de segurança. O segundo momento, você tem que acreditar na polícia e essa credencial você tem que
▶ 00:43:09 ter através de uma sociedade que venha a participar juntamente com a sua instituição na segurança pública. Pô, cara, sensacional. Essa essa fala, Busnel, ela é tão importante, tão importante. E nós eh vou vou explicar aqui, talvez nem todo mundo conhece, né? Eh, eu e Busnelo somos militares, né? Da agora da reserva, ambos, né? Da reserva. Eh, nós estamos em posições hierárquicas
▶ 00:43:39 diferentes. Eu entrei no Corpo de Bombeiros como praça, Coronel Busnelo entrou como oficial. Então, o coronel Busnelo naturalmente foi uma pessoa de rua, foi do BOP, né, muito operacional, mas chega o momento da carreira do oficial que ele acaba fazendo funções mais de gestão administrativa e de comando, o que é natural da carreira do oficial. A carreira da praça, ela é uma carreira que ela por mais tempo, ela é operacional, ela é mão na massa, chega o momento que você vai ser sargento, subtenente e você vai ser o elo ali
▶ 00:44:09 entre os executores, que são os cabos e soldados e os oficiais, né? Mas é uma função por mais tempo, mais mão na massa. E aí é e isso, essa demonstração também do que a gente tá montando no plano de governo é uma praça que tá liderando uma chapa para ser governador, traz uma pessoa que reconhecidamente sabe comandar, sabe planejar, que tem essa experiência e que nós dois juntos conseguimos trazer paraa realidade todas as dificuldades que os militares do Rio
▶ 00:44:40 de Janeiro têm, tanto as praças como os oficiais. Então, o policial militar que tá na rua ali parado na viatura eh ã 12 horas de dia, depois de 12 horas de noite, ele que tá parado ali e ou ele que entra na favela e apanha. Eu até fiz um vídeo sobre isso recentemente, né, Bujela? Um capitão de polícia apanhou, foi espancado dentro de uma comunidade por prender uma pessoa, por executar o seu papel, seu serviço. >> Aconteceu em São Paulo também. Servinda
▶ 00:45:10 deu um tiro no pescoço do policial, o outro sai correndo com a arma. Então, a não só as pessoas não temem a polícia e que não seria o ideal, elas não respeitam e não temem. Elas não respeitam e não temem. Então isso para esse policial é muito ruim. O bombeiro ah, ele acaba tendo um pouco mais, muito mais carinho da população do que a Polícia Militar. Mas ambas instituições são instituições que salvam vidas. Tanto bombeiro militar como
▶ 00:45:40 policial militar são profissionais, servidores públicos que salvam vidas de maneiras diferentes, com atribuições diferentes, mas ambos salvam vidas. Por que é que as pessoas não conseguem ter o carinho respeito pela Polícia Militar que tem pelo Corpo de Bombeiros, dado que as duas instituições são instituições importantes e estão ali para servir a população fluminense? Porque é óbvio, aí existe uma narcocultura, aí tem o pose que canta bala no verme, mata o polícia, não sei o quê. E aí você tem uma série de problemas que fazem as pessoas acreditar
▶ 00:46:11 que o policial é o inimigo. Quando não é o policial, é um pai de família, é uma mãe de família, é um filho, é uma esposa, é um marido, é alguém que que sangra, que que chora, que sente dor e que vive e sai para trabalhar com esse pensamento. Se eu errar, eu vou morrer ou eu vou ser preso. E aí é todo dia assim, dá 20 anos, a saúde mental do cara foi foi por água baixo. E aí, qual é a classe profissional que mais se suicida no Brasil? São os policiais. Então, olha a importância da gente ter
▶ 00:46:42 um plano de segurança, claro, óbvio, mas que passe em primeiro plano pela valorização do policial. E aí eu falo de todos os policiais, policial civil, policial militar, policial penal. A gente precisa entender e reconhecer que a polícia não é a nossa inimiga. Não acredite em falas ante polícia. Olha o que que o Bugnel tá falando aqui, gente. A polícia é nossa aliada. Você acha que esse esse tema ainda é quente, sendo honesto, porque eu sei, eu entendo que a imprensa fala disso, mas a própria
▶ 00:47:12 imprensa tirou um pouco o pé. Eh, eu eu sei que as esquerdas, a televisão ainda puxam isso e talvez alguns moradores em favelas, eles, vamos dizer, comunguem com uma cultura, vamos dizer, antipolícia. Mas no geral, eu acho que a situação tá indo para um um nível de >> de gravidade que as pessoas estão aí implorando. Eu tô, quando a gente sai um pouco, por exemplo, de do eixo Rio São Paulo, vai pro caso do Ceará, eu tô indo pro Ceará para inaugurar a placa da da Antônia. >> As pessoas estão des os dois estão convidados, aliás, para para ir juntos.
▶ 00:47:42 Se tiverem como ir, seria sensacional. Vai ter presente de muitos policiais, a gente fazer um evento, a gente vai, a ideia é tombou um herói, pode ser fardado, pode ser um civil que tomou um auto de coragem. Vamos homenagear essa pessoa. Vamos que a gente rode o Brasil homenajando as pessoas. A gente tem que começar a escolher lado. Escolher lado e mostrar que a gente tá no lado das pessoas certas. E ali no Ceará é desespero total. Desespero total. E eu eu ia te eu ia te te colocar esse ponto porque eh
▶ 00:48:12 a ideia de termos uma guerra e a ideia de fazermos um enfrentamento muito grave a esses caras, né? Quando digo caras, eu falar o crime organizado, ela naturalmente a gente ela vai ter como uma resposta dos aliados mais imediatos deles. Eu tô falando hongueiros, tô falando aquela turma do PSOL. Eh, o Busnelo tava dando exemplo. Posso chamar de Busnelo? Você posso falar o coronel? >> Então, tava tava dando aquele exemplo que todo mundo fica dando pitaco, né? O que eu mais vejo aquelas ONGs, os especialistas em direitos humanos que vão na Globo News, né? os especialistas em segurança pública, Instituto Garapé,
▶ 00:48:43 eh toda essa galera cheia de grandes opiniões, são cheios das opiniões. Eh, e a a obviamente que o foco deles vai ser, vamos dizer, no enfrentamento mais drástico ao crime organizado, é tentar pegar qualquer pelo em ovo, qualquer coisa para transformar aquilo num, ó, meu Deus, a violação dos direitos humanos e tentar manter o estado das coisas, que é basicamente o que essas pessoas querem, né? Se você tem uma ONG que vive de receber dinheiro de fora do Brasil para ficar fazendo políticas de segurança pública, alguém tratar de maneira drástica, o tema é um problema para suas contas públicas, pro seu próprio salário. Tem gente que vive da
▶ 00:49:13 violência, igual que tem gente que vive do mercado do morador de rua. Aqui em São Paulo tem uma indústria do morador de rua bilionária que mobiliza ONGs, mobiliza políticos, mobiliza e eh empresários, mobiliza construtoras, que esse tipo de coisa eh vai nessa área também, né? você destrói barros inteiros com cracolândas sendo instaladas neles. Então, a gente sabe a a dinâmica dessas pessoas. A questão eh eu eu quero pegar esse ponto que o Rafa levantou é eh até que ponto num enfrentamento drástico,
▶ 00:49:44 né? Vamos falar trabalhar com uma suposição, vencemos aí no Rio, começamos o enfrentamento ao crime até e vamos dizer que vamos contar, vencemos até o no governo federal, vamos botar aqui, vencemos de cabo a rabo aí, né? Passamos uma legislação penal, uma legislação de de processo penal muito rígida, não apenas aumentando as penas, mas também acabando com progressão penal, acabando com saidinha, eh acabando com essa coisa do juiz de garantia, entendendo que um flagrante de um faccionado já manda o
▶ 00:50:14 cara direto pra cadeia, se o cara é reinistência, é cana direto, ou seja, facilitamos o trabalho para que o bandido seja pego. que a gente comece a a um ter uma ação efetiva, como vocês veem e até porque vocês são de campo, a atuação do inimigo ou em experiências pretéritas, o inimigo, né, quando eu falo esse inimigo na imprensa, o especialista, como vocês vem a atuação dessa gente? Então, a a questão toda, só voltando um
▶ 00:50:47 pouquinho, eh a ocupação do espaço urbano, ela tem que ser construída de de uma forma muito firme e forte por parte do estado. Eu digo o seguinte, eh, você fez agora há pouco tempo, aí há um ou dois anos atrás, começou-se um processo de desmobilização e de demolição de prédios na Musema, no Rio de Janeiro, área da milícia ali, que eles construíam prédios em terrenos de de área de proteção ambiental, sem a devida
▶ 00:51:18 registro arquitetônico, etc. E esses prédios foram reduzidos. Mas hoje você eh vocês, a gente iniciou uma conversa em relação a isso. Hoje o tráfico de drogas, ele é o o principal vetor a nível de violência, de confrontos, mas você tem uma questão que a exploração imobiliária, eh, assim como você tem a exploração de menores e crianças em sinais e semáforos, é a exploração imobiliária nas comunidades em que o
▶ 00:51:48 cara vende a sua laje, ele vende o seu espaço e vai se construindo uma uma um arranhaacel, uma Babilônia de coisas sem ordenamento e isso reflete em todo o seio da sociedade. Isso tem que ser e de imediato ser a primeira tem que ser feita numa numa num governo que você, como você falou, que você vai eh vencer de cabo a rabo e vai transformar a legislação. Então você já tem o ordenamento, a ordem, a organização que
▶ 00:52:20 você vai ter que fazer. Logicamente que isso vai ter etapas, vai ter eh conflitos que que vão vai ter choques. Isso mudança gera choque, não tem como. E ao mesmo tempo eh você vai ter que ter uma uma disposição de transformação eh de longa data. Você não tem que ter políticas, somente políticas de governo, como foi a UP. Foi uma uma política de governo que virou-se numa política que só expandiu
▶ 00:52:51 a a a o crime. O cara, cidades do interior do Rio de Janeiro que não tinham o crime, criado o PP, o cara foi para lá, migrou para lá e instalou a a célula criminosa lá naquela cidade, num outro bairro que não tinha isso. A Baixada Fluminense sofre muito com isso, tá? A população da Baixada toda sofreu muito e sofre muito com isso. O interior, então, nem se fala, né, eh, relação a isso. E então você teve uma política de governo, você já teve uma
▶ 00:53:21 política de estado para segurança pública. Então, vencendo a eleição, fazendo uma transformação, você, antes de mais nada, tem uma política de estado que vai transformar essa questão da violência que hoje tá dentro da sociedade, tá eh ancorada dentro da sociedade por fatores históricos, por fatores hoje financeiros, por uma exploração incrível de mão de obra escrava de crianças, de jovens que são eh destruídos usando da sua da sua eh
▶ 00:53:54 capacidade, sua da sua qualidade de menor, né, de um estatuto, de uma lei que protege o menor, acaba ele não protegendo o menor e não protegendo a sociedade e não dando ferramentas pra sociedade proteger, porque o estado finge que vai botar o menor para ser reeducado e não acontece. Esse é o processo muito grande. Então essa essa transformação da nossa sociedade vem por uma de estado e não uma política de governo. Evitar uma migração da criminalidade
▶ 00:54:24 para esses para esses locais que eram locais pacíficos e ordeiros e que hoje sofre muito. Eu comandei duas unidades da Baixada Fluminense, o 20º Batalhão e o 15º Batalhão. 20º pega Nisquita e Nova Iguaçu e Nilópolis e Duque de Caxias, que é um é uma cidade. O que que acontece? Você tinha bairros e não tinham problemas nenhum de
▶ 00:54:54 criminalidade. Com essa com a chegada das da das UPS, você teve uma migração criminosa e ninguém pensou nisso. O cara na hora que planejou, que organizou a UBP, ele não fez uma atualização de riscos em relação a isso. Ele não fez cálculo de risco nenhum sobre isso. O qual seria aquilo ali? ou foi-se pela não olhar para isso, para você olhar para dentro da dessa migração, ou então foi
▶ 00:55:24 uma coisa covarde, que provavelmente é o que eu penso, né, que foi do governo Sérgio Cabral, uma ação covarde dele poder dizer que tinha um resultado imediato e milagroso, colocando a UP como um grande braço e esquecendo do resto. Ele jogou o o que era ruim para debaixo do tapete, migrou aquele bandido para outro lugar e lá ele desenvolveu a ação criminal dele de uma forma nefasta que hoje você tem um descontrole total
▶ 00:55:55 da ocupação territorial do estado e dos terrenos urbanos. Renan, sobre o que você falou especificamente, eh, eu vou dizer, eu acho que existe, a gente tá caminhando para um processo de valorização maior do policial, dado que a sociedade percebeu que assim, ou é, ou são esses caras ou acabou de vez. Só que a gente percebe também no discurso quando falta, quando o assalto consegue acontecer, quando a atitude criminosa ela é concretizada. Ah, mas pera aí, mas
▶ 00:56:26 cadê o policial? Ah, mas é porque o policial tava no banheiro. Mas claro que o policial foi ao banheiro, né? Então assim, então assim, também há muita crítica à atuação do policial, mas também h um entendimento que olha, a gente tem a polícia, a gente precisa valorizar a nossa polícia, porque sem ela nós já teremos afundados num caos. Mas esse esse grupo que tem apoiado mais a polícia, em geral é um grupo que não faz tanto barulho quanto o grupo que critica a polícia. E isso é um problema. Então, e dentro deste grupo que critica a polícia, nós
▶ 00:56:57 temos muitas vozes que são profundamente ressoantes no âmago desse grupo, que estão na imprensa. >> Sim. >> Então, que falam para muita gente, né? E que acabam convenc a imprensa nas últimas décadas foi muito problemática. Vamos, vamos ser honesto. >> Qualquer operação policial tinha, entrava Globo News, entrava Globo com um especialista, tipo Ilona Zabó do Instituto Igarapé. Não, não podemos esquecer que o Estadinha era estrela do Fantástico na década de 80 e 90. >> Exatamente. Exatamente.
▶ 00:57:28 >> Tadinho, Paulo maluco, sei lá, o irmão dele lá, >> matou o jornalista foi lá, Elias Malucou Tim Lopes. Eles eram estrelas do Fantástico no domingo, [ __ ] >> O Beramar concedeu diversas entrevistas, né? Enfim, >> outra estrela. Eu digo, eu digo mais. Quer ver? O Beramá, ele tá para completar 30 anos de prisão e ele completar 30 anos de prisão, ele tem que ser solto. Ele tá condenado anos de cadeia aí, mas você vai reunificar a
▶ 00:57:59 pena e é 30 anos de cadeia. E eu digo que ele vai ser o futuro deputado senador do Rio de Janeiro. Por que isso? Pode ser o partido que for, mas você tem que definir que esse tipo de cara ele não é aceito mais na sociedade. Ele não pode ser condenado a 1000 anos e você configurar a pena de 30 anos e deixar ele solto. >> É óbvio. >> Ele já mostrou que ele é incapaz de viver socialmente. Ele não tem estrutura para viver socialmente. Ele tem que ser
▶ 00:58:30 isolado, contido. E e só que no Rio de Janeiro ele vai sair e vai ser ovacionado. A a filha dele já é vereadora em Caxias. Ah, o caso do Oruan. O caso do Oruan organizou uma manifestação pra soltura do pozo do rodo. Tinha uma manifestação na frente dele celebrando a saída dele. A questão assim, você pega o perfil, né? É, é um do ponto de vista da leitura eh da ciência política, é a famosa aliança topo base, né? A base da pirâmide social, as pessoas com cérebro
▶ 00:59:00 completamente frito, com ideia errada. E essas pessoas servindo ao topo aí no topo tô falando essas ONGs, essas instituições, gente dentro do jornalismo, eh, gente, figuras políticas em geral recebendo dinheiro de fora. Eu sempre falo muito desse tema porque é impressionante porque essas ONGs atuam atuam mais no est no no Rio de Janeiro do que no Brasil. A quantidade de dinheiro norte-americano não é teoria conspiratória, pelo amor de Deus. É, basicamente tá nas prestações de contas dessas fundações. Pega a Fundação Mariane Franco, pega o Igarapé, pega o
▶ 00:59:30 Instituto Sou da Paz, eles recebem sempre dinheiro dos mesmos institutos, especialmente do da Ford Foundation, da Rockfeller Foundation e do Open Society do George Soros. Essas existe um mercado colossal sente milionário, quando não bilionário, de financiamento dessas ideias e desses jornalistas, dessas ONGs, dessas instituições que entram dentro do estado e elas atuam no topo e a gente é cercado, a gente fica no meio, né? A sociedade civil, a polícia tá aqui no meio. No topo você vê o jornalista com barulho atuando na imprensa ou o
▶ 01:00:01 especialista formulando políticas públicas, né? Soltando aqueles relatórios. Repou que sempre sai um relatório do Fórum Nacional de Segurança Pública, sempre falando que a polícia é racista. Eh, matou-se tantos negros. É sempre isso, né? O pardo vira negro na estatística, prendeu-se tantos negros, nunca se matou tantos negros. E é sempre, né, eles levam para aquele viés deles e as políticas que eles estão propondo para resolver isso são sempre do abolicionismo penal. E na base da pirâmide não entra nem nessa discussão. A base da pirâmide simplesmente eh considera, e acho que essa é a parte mais perigosa de tudo, que ela é parte
▶ 01:00:32 de um caudo cultural. Ela é parte de um sistema de relações sociais, de um de um sistema cultural em que o o no topo de hierarquia tá o Oruan, a namorada Oruan, tá o cantor, o traficante e que aquilo é permitido, aquilo é legal, aquilo é bacana. Esse é um tipo de arranjo, por isso que ele, para mim, ele ele é ele é extremamente perigoso, que se a gente for assim, eu vou agora virar um chapéu, virar um esquerdista aqui, me perdoem aqui, mas assim, eh, o Marcos falava, você tinha que ter uma super estrutura, que era um conjunto de ideias que justificam uma infraestrutura, que é uma
▶ 01:01:03 um conjunto de relações materiais. Ou seja, as relações materiais do crime organizado são justificados por um sistema de ideias completamente amalucados que fazem com que o traficante seja gente boa, bacana, que as ideias que sustentam eles são ideias, vamos dizer, moderninhas, um estudante de direito vai achar: "Não, legal, sou um abosicionista penal". E aí, cara, você perpetua isso. E a gente tá chegando no num num estágio que que é muito perigoso. A a o o boa parte do nosso trabalho, né, eu vejo, é, estamos
▶ 01:01:34 no meio, nós somos uma parte da sociedade civil organizada, nós representamos um Brasil que trabalha e produz. Nós não somos donos da Rede Globo, nós não recebemos dinheiro dessas fundações internacionais. Eh, se a gente vai falar de segurança pública no jornal, vai ter uma espécie de uma má vontade. Inicialmente sempre tem uma má vontade, tipo, que que você quer? você quer encarcerar o povo negro, sempre essas conversas que eles vão vir. Eh, mas eu sei que, e isso já começou a acontecer no Rio, você com há um cansaço da parte de quem, vamos dizer, ocupa essas posições do poder em defender o indefensável. Eu recentemente dei
▶ 01:02:05 entrevistas para uma série de jornalistas que há 5 anos atrás eles não me tratariam como eu como estão me tratando comigo falando as coisas que eu falo em termos de segurança pública, né? É assim, ó. Temos que eliminar o crime organismo, temos que prender e barra ou matar, especialmente em combate os membros faccionados dessas do crime organizado. Temos que alterar completamente as leis penais, temos que baixar a maioridade penal. Ah, mas os caras antigamente, eu juro para vocês, eu seria tratado como
▶ 01:02:35 um maluco, agora não, tá? Esse cara tem um ponto, não. Legal, porque é um cansaço geral. E agora que é um cansaço geral, o que que eu sinto? A gente chegou no momento da gente fazer uma invasão no topo. E qual é a invasão no topo? propor boas ideias no no em termos de segurança pública para fazer o enfrentamento nesse campo das ideias. E o nosso adversário tá completamente falido, não tem como eles demonstrar que esse tipo de lógica funciona. Nosso adversário ele tá derrotado do ponto de vista ideológico. E a base é o seguinte, eh tomar essas posições que o crime do organizado ocupa, prender os
▶ 01:03:07 marqueteiros disso aí, né? Pose do rô do, essas figuras que são parte das facções, elas têm que estar presas, elas não têm que estar aí. Ah, não, som arte. Aquilo lá é basicamente shows que são utilizados para lavagem dinheiro. Os shows já é nítido. O caso do posto do Rodo, pegaram o show dele. É a ele movimentou mais de R60 milhões deais 200 milhões deais com dinheiro de shows, que é óbvio que é o dinheiro do tráfego que é lavado ali. Show é uma das grandes operações para você lavar dinheiro e o cara >> toca aquilo na maior, não é um artista, não é? é parte da operação. Então, pegar
▶ 01:03:38 a parte de baixo até mais fácil do que as pessoas imaginam, mas o o pulo do gato é pegar o topo. A gente discutir no topo, ter esse espaço na imprensa, ter esses espaços de discussão que nós teremos, eu acho que é inevitável, e fazer um convencimento que no mínimo neutralize esses inimigos que tem muito dinheiro. Se a gente neutraliza aí o aí o jogo tá virado. >> Mas olha, olha como é difícil, Renan. A gente tá tratando aqui, eu falei, ah, eu acho que esse grupo que tá mais cansado e que acaba defendendo mais a polícia, é um grupo que que ele
▶ 01:04:08 >> eh grita menos, né, do que essa galera, como por exemplo, a Ouron vai preso e aí sai. Aí você tem a deputada federal, a Érica Hilton, que manda um tweet lá pro pro Uruan e fala: "Pera aí, Uran, calma aí". Ele foi aí, ela nessa nisso que ela fez, ela não tá valorizando o pobre periférico, ela está desvalorizando o trabalho do policial e criando essa cultura na cabeça deste pobre periférico, etc. Olha, ele tá preso a masé injusta, ou seja, a polícia
▶ 01:04:38 trabalhou mal. E aí é o outro ponto que eu ia falar, além dessas pessoas, nós ainda temos nas ainda temos, perdão, nas instituições de poder muita dificuldade, que foi a fala do ministro da da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Levandovski, que fala: "A polícia prende mal, o judiciário é obrigado a soltar." Mes como assim a polícia prende? A polícia perdeu o cara em flagrante delito. >> O cara estava cometendo o crime. Não tem, não tem como prender mal um cara
▶ 01:05:08 desse. Você pegou, o cara tava ali, roubou latrocínio, pegou, matou, a polícia, foi lá, prendeu o cara, apresentou a autoridade do delegado de polícia e aí o solta. O cara foi preso 86 vezes, leva a delegacia, vai ao juiz e o juiz diz: "Não, mas eu não tenho como imaginar que ele vai delinquir pela 7ª vez". Não, pera aí, cara. Pera aí. Então a gente também precisa pensar em ocupar essas posições de poder mais acima para que, como você fal venha de cima para baixo dizendo assim: "Olha, policial, você tem respaldo aqui". E é o
▶ 01:05:38 que eu digo muito, o Buginelo, eu digo, eu digo muito em live, eu falo muito que na se Deus nos permitir comandar o Rio de Janeiro, no dia primeiro de janeiro, a gente vai começar a colocar o nosso plano de segurança em prática e eu estarei lá no campo junto. Eu preciso que o policial entenda que vem de cima isso. Nós estaremos juntos. ou você o Martins, estaremos lá em campo dizer policial, a gente tá aqui, a gente tá com você, você não tá aqui correndo o risco de perder sua vida, etc, abandonado pelo estado, não, a gente tá junto com você, como aliás eu sei que
▶ 01:06:09 era uma coisa que você fazia muito, porque isso foi uma das coisas que chegou pra gente também depois que a gente anunciou você falou assim: "Pô, Bugnal tava em todas as operações com a tropa, tava sempre junto com a gente, etc." É, então é isso que a gente precisa, não do ministro da justiça e segurança botando a culpa da legislação e do bandido voltar pra rua no trabalho do policial. O ministro da segurança pública dá uma dá uma declaração dessa, ele joga a moral do policial, ele amassa e joga fora. Falou: "Mas eu tenho que fazer o que agora? Se eu prendi o cara em flagrante, eu tô prendendo mal, tenho
▶ 01:06:39 que fazer o que agora?" Então esse essa essas pessoas nesta posição, nestas posições de muito poder, precisam comprar o discurso e precisam mais do que isso, apoiar e estar junto com a tropa. Eu preciso estar entrincherado com esse cara, porque só quem sente o aço ruê na carne é que sabe a dor que é. Só quem entra no incêndio é que sabe o calor que faz, entende? É, precisa estar junto. Fala, Binelo. >> Vou vou te falar um negócio. Vou uma aí
▶ 01:07:11 é uma experiência minha pessoal. >> Eu era, >> por favor. >> Eu era primeiro tenente. Eu tava em Copacabana, Morro Chapéu Mangueira, Babilônia, que é a comunidade que é a residência, era a residência da Benedita da Silva. Eh, então a época candidata à vice-governadora do Garotinho, a vice-governador pelo com a chapa do Garotinho. Era setembro, a eleição ia ser em outubro, né? Acho que foi isso,
▶ 01:07:41 cara. Eu tive uma ocorrência de lá que resultou numa morte. Eu não estava no local e eu fui mandado pro local pela p pela Marezer, né? pelo pelo nosso pelo nosso gestor de de sala de operação. Cheguei lá, administrei a ocorrência, levei, socorremos a a vítima, né, o agressor e levamos ele para pro hospital. Ele veio a óbito na sala cirúrgica, ou seja, não teve a
▶ 01:08:11 criação daquela fantasia que o policial faz ali, a ideia de que o policial faz uma cena de crime. Não, ele veio a óbito lá, nós socorremos ele, ele veio a óbito pela lesão no hospital. Cara, eu respondi por 20 anos a um processo de homicídio em que eu tinha uma espada na minha cabeça de 12 a 30 anos de cadeia e o estado nunca sequer foi me defender. >> Isso é um absurdo. >> Nunca foi me defender. >> Traição. >> E eu tava e eu tava fardado em serviço
▶ 01:08:44 pelo estado. Contrário. O estado me acusou. Teve uma época e foi foi tão interessante que foram foram foram arquivado três vezes esse processo e três vezes ele voltou. Então eu passei, passei por exatamente três instâncias judiciais, exatamente por dois juízos em primeira instância e em três juízos de segunda instância para que possa para que possa, no final de 20 anos eu me livre de um de
▶ 01:09:16 uma espada de 12 a 20 anos de cadeia e a demissão sumária do serviço público por uma coisa que eu não fiz, que eu não estava presente, mas o cara disse que que eu era do BOP, que eu representava aquilo, uma fantasia, e que ao mesmo tempo eu era o responsável pela ação do do do marginal lá, que eu tinha que conter ele de outra forma. Como é que eu vou conter noite? Como é que eu vou
▶ 01:09:46 conter à noite? aqui, seu vagabundo, uma rosa aqui, seu vagabundo, toma uma rosa aqui. E aí eu tive, eu tive que pagar meu advogado, pessoal, assim, chegou um limite que a promotoria ela mandou fazer semanalmente uma foto minha. Ela, eles me chamavam semanalmente na delegacia de homicídios para eu tirar uma foto que é para manter o meu arquivo de fotos atualizado no processo para que as famílias fossem lá e indicassem a pessoa
▶ 01:10:16 certa. Ou seja, o Ministério Público em vez de promover a justiça, ele promovia a injustiça, porque ele tava violando o meu direito à defesa também. Então você tem uma inversão de valores dentro da sociedade para que o policial pague de uma forma muito violenta. E isso eu quando comandei a unidade prisional da PM em 2014, teve um policial que ele foi submetido a sete tribunais do júri. pelo
▶ 01:10:47 mesmo fato. Sete vezes você sentou num banco para ser condenado, cara. Sabe o que que é isso? Isso é uma destruição moral e psíquica de qualquer ser humano. E aí você joga esse cara depois de sete vezes ele ser condenado, eh, sentado no banco dos réus, você tira ele de lá, paga uma arma pro cara, vai pra rua salvar a sociedade. Isso não é assim, >> financeira, né? E financeira, porque
▶ 01:11:19 policial que paga o advogado. >> Sim. Aí, aí você vai, aí você vê então a garantia do processo legal, a garantia da legislação de defesa da ação policial e a garantia da defesa do policial por parte do estado é uma coisa que nós temos que implantar de imediato, porque a tropa ela tem que ser defendida. Se ela tá trabalhando pelo estado, se ela tá defendendo o estado, fardado, eh, identificado, se ela está aquilo ali,
▶ 01:11:49 não tem por prender o mal. Veja bem, o policial ele não prende mal. Ele ele viu o flagrante, tomou atitude porque é dever de ofício dele. Ele foi contratado pelo estado e é remunerado pelo estado para agir naquele caso. Ele leva para uma outra autoridade que é formada em direito, que tem todo o embasamento legal, que é selecionada e treinada pelo Estado para aquilo ali. Depois ele passa por um Ministério Público que é independente, que é totalmente eh fora
▶ 01:12:19 da questão policial. Depois ele vai para um juiz, aí o policial é que prende mal. Pera aí, tem julgo de valores aí totalmente invertido dentro da nossa sociedade. Então o policial ele tem que ser submetido a nove juízos para poder ser inocentado como eu fui. Eu passei 18 anos, melhor 20 anos da minha vida com uma espada de 12 a 30 anos na cadeia. E dane-se a tua história, dane-se o que você fez, dane-se o seu sacrifício.
▶ 01:12:49 Então, a valorização do policial, ele para você ter uma sociedade que vá funcionar dentro daquele estado legal, você tem que dar a proteção legal pro policial trabalhar. Sem isso você não dá. E se o policial ele tá em forma, se o estado eh ele é eh eh se o Estado é responsável pela ação do policial, ele tem que ser responsável pela ação de defesa como pela ação acusatória. Não somente acusatória, ele tem que ser pela defesa
▶ 01:13:20 do policial. Ele tem que defender, ele tem que ter um corpo jurídico para defender o seu policial, o seu integrante da segurança pública, ou seja, pela procuradoria geral do Estado, ou seja, pela Defensoria Pública, ou seja, por um corpo próprio independente, que é o que eu acho que tem que ser, um corpo jurídico próprio independente das instituições, sem estar ligado à questão hierárquica das instituições, né, sem ele ser independente e ser proativo a
▶ 01:13:50 nível de defesa do policial, porque hoje você tem uma inversão total de valores a nível de legislação contra o trabalho policial. Isso tem que ser banido do serviço público policial. Que histó que história horrível isso, assim, isso dá um ódio. É um ódio. assim, é que país escroto, desculpa assim, que país escroto, que estrutura foi criada >> para que uma pessoa que tá botando a
▶ 01:14:21 pele dela em risco, em operação contra bandidos que estão em geral com armas de calibre ainda maior, com uma legislação que beneficia esses caras, qual o estado vai para cima do cara em ação. Eu já recebi inúmeros relatos desde que a gente começou a tratar desse assunto. Eu recebo relato de policiais assim, vem para cima e vem o Ministério Público que não quer saber, pega o prof aquele promotor, aluninho de direito, direito humanista, ai meu Deus, minha função agora, quem vigiu vigia, vamos para cima da polso
▶ 01:14:51 precisa ser profundamente alterado. Nós estamos o o o Rafa Sabe, a gente tá com um grupo de pessoas aí no Rio de Janeiro montando, né, amigos nossos estão montando uma instituição que pretende colocar vários advogados sérios, escritórios sérios trabalhando para defender policiais. Agora a própria natureza disso aí não deveria existir. O estado tinha que ser o primeiro a a a fornecer a defesa para quem tá atuando na defesa, na garantia básica do que prega a Constituição. >> Não. E olha que loucura, Renan. Isso,
▶ 01:15:21 isso é uma isso, isso é insano. Isso é insano, cara. Só deixa te dar um toque. Deixa te dar um toque. As audiências de a audiência que tem do cara que é preso, >> o cara chega lá a audiência asos audiências de custódia, o cara chega lá e fala: "Não, o policial me bateu". O que você tem de processos sendo gestado para isso e desencadeia um processo administrativo contra policiais? é uma monstruosidade administrativa, é uma monstruosidade burocrática, é uma
▶ 01:15:52 monstruosidade de risco que o cara corre de trocar de valores ali, de trocar de posição assim de um dia pro outro, de uma audiência de custódia para outra. Então isso são coisas que t modificadas de imediato dentro do nosso da nossa da nossa sociedade, porque senão como é que você vai trabalhar? Ô, Renan, não sei se você lembra quando a gente estava no Congresso do Rio de Janeiro, eu na minha fala, o Martins também depois falou sobre isso, a gente falou juntos da criação de uma PM6, né,
▶ 01:16:22 que era uma uma uma estrutura dentro da própria Polícia Militar que fosse que defendesse os policiais. Eh, desculpa, entrou alguém aqui. >> Oi, gente. Quem é vocês? >> Pronto, vem aqui. Pronto, aí. Tchau. >> Tchau. >> Isso aqui é o tio Renan. Tio João. >> Oi. >> Vocês são meus amigos. Você >> E aí? Vai lá, >> cara. É por eles, né? É por eles. É por eles que a gente faz.
▶ 01:16:52 >> É por eles. É 100% por eles. Eh, a gente teve a criação da falando da criação da PM6, tá? Eh, porque você, olha que loucura. Hoje, para você ser oficial da Polícia Militar, você precisa ser formado em direito. Tem que ser bacharel em direito, você faz com Polícia Militar, mas ele entra na polícia militar, ele não pode advogar. Pô, mas eu tenho um um advogado, um bacharel em direito que também é policial militar, se formou numa das escolas de formação de oficiais mais respeitadas do Brasil e esse cara não
▶ 01:17:23 pode defender o colega dele de farda. Qual é a lógica disso? Aí o policial tem que ir na rua pagar do próprio bolso para poder arrumar uma defesa de um processo que vai durar 20 anos. Como é que paga isso? >> Não, isso é assim, isso é uma das coisas mais assustadoras que tem, mas é de novo, é é a Constituição de 88, ela veio com uma mentalidade errada. Eh, ela entregou não só o Ministério Público, hiperpoderes, mas ela entregou a pra
▶ 01:17:53 sociedade civil e para essa máquina geradora de equivocados, que são as faculdades de direito no Brasil. Infelizmente, eu falo aqui como alguém que estudou direito também, eh, um poder tremendo. E todo mundo achou que aumentar direitos e aumentar, vamos dizer, a cidadania do brasileiro significa aumentar as prerrogativas, os direitos de defesa. E eles foram emparedando. Então, quando eles emparedam o policial na hora dele fazer o trabalho dele, eles estão na prática emparando a sociedade civil. E esse emparendamento institucional é o
▶ 01:18:23 que vai ter que ser brecado. Não vai dar para falar. E eu vi tinha um cara, eu até bloqueei aqui, tinha um um moleque, né, fal: "Ah, você tinha que falar só empreendeu, matou o esse assunto tá chato". É que e tem a galera que não entendeu. Não vai dar para fazer o que a gente quer se a gente não tiver as mudanças institucionais. Todo mundo sabe disso. E vai ter que ser meio que assim muito forte, muito top down, porque não vai haver, vamos dizer, uma cooperação voluntária por grande parte do judiciário e de grande parte do Ministério Público em ajudar a resolver o problema. E essa é a real, porque a mentalidade ali é uma mentalidade que já
▶ 01:18:54 sai, já sai daquele jeito das faculdades de direito. Não estou falando que são todos, mas estou falando que, infelizmente, o pensamento majoritário em grande parte do judiciário é esse. E as decisões vão nesse caminho. A classe política, né, toda vez que você aumenta a lei penal, você aumenta pro bandido, mas também aumenta pro pro colarinho branco. Então ele também fica preocupado. Então o Brasil vai ter que entender o que que é prioridade, porque as pessoas acabam não sabendo. O exemplo que o que o coronel deu aqui para todo mundo que tá assistindo, é é a gente fala: "Ah, não é só a polícia lá e matar". Não é, cara. Não é. Se o cara
▶ 01:19:26 fez o trabalho dele, ele começa a ser perseguido pelo Sistema Nacional de Justiça, pelo promotor e aí vai para juiz e a vontade e o cara tem que tirar do bolso. Ele tira do bolso num dia, no outro dia tem que estar na na rua correndo risco, não recebem bem, imprensa fala mal, todo o sistema de incentivos, inclusive os policiais, é para jogar eles na marginalidade, que a gente sabe que é o que, né? para os caras igual a gente vai aí na imprensão do fã porque aí viu as milícias, lógico que as milícias são é um negócio
▶ 01:19:57 erradíssimo, ninguém tá aqui para defender isso, mas os caras estão empurrando todo mundo pra marginalidade o tempo todo. Não estou defendendo, não estou sequer justificando, mas é é curioso que o caminho todo seja jogar as pessoas, jogar o policial na marginalidade e depois apontar, viu? Olha, são fascistas, né? curioso. E enquanto isso outorgam cidadania ao inimigo. O o lance, né? Não sei se o coronel chegou a acompanhar aquela ON que rodava lá em Brasília eh da ligada à dama do tráfego, o o pessoal do
▶ 01:20:28 Metrópoles do Estadão fez uma série de matérias sobre eles. Eh, no caso ali eles com essa ONG defendiam os direitos carcerários. Essas ONGs defendiam as mesmas coisas que outras OGs de direitos humanos defendiam, mas essas ONGs eram ligadas, eram uma joint venture do PCC comando vermelho. Esses caras lançaram um filme na Netflix e o filme contou com a presença da ministra dos direitos humanos, Aniele Franco, do ex, né, o futuro ex e STF Barroso >> contou com a mãe do do Marcola, contou com o Oruan. Nem sei se o Marcinho VP
▶ 01:20:59 chegou a participar. Ou seja, o filme também foi uma joint venture, comando vermelho e PCC e tudo normal, com um especialista em direitos humanos falando assim: "Não, nossa, o razoável é isso." Ou seja, eles empurram o o policial paraa ilegalidade, enquanto pro traficante, pro criminoso, pro assassino, pro ladrão em série, eles puxam pra legalidade, para proteção titulares de direitos humanos inelados. Ah, isso é, ô >> Renan, >> essa a gente tem que virar essa chave.
▶ 01:21:29 E você percebe a diferença do nosso grupo e a profundidade que a gente trata o assunto, porque já teve político aí dizendo que ia matar, ia fazer, vou dar tiro, etc. Na hora que assumiu o governo não consegue executar, porque o problema ele é muito profundo. E é isso que a gente discute aqui. Isso é importante ter gente de segurança para não ficar com um discurso bobo e vazio. Gente, ah, vamos matar. Não, mas não, mas calma aí, a gente vai, se precisar, a gente vai, tá? cara que pega um fuzil e atira contra um policial, esse cara escolheu o caminho dele. Ninguém iso ninguém tá dizendo o contrário disso, mas existe
▶ 01:21:59 toda uma uma história muito mais profunda que essa como um cara respeitado que ficou 20 anos respondendo o processo, cara. Aí, aí que que é porque, OK, o material que o Busnel é feito é diferente, mas tem muito policial que fala: "Meu irmão, eu vou me botar aqui dentro da viatura, não vou descer para nada, não vou prender ninguém, não vou dar tiro, porque eu eu não tenho nem dinheiro para pagar advogado para isso tudo." E qual é o nosso ponto de virada, que eu acho que é o ponto fundamental de virada, entregar um trabalho. >> Teve uma menina em São Paulo, uma uma uma policial feminina de São Paulo que
▶ 01:22:30 ela virou as costas, né? Ela tá, acho que deu problema para ela, né? Porque ela presenciou um assalto e não é comigo. Liga pro 190. >> Liga para o 90. Tá de folga. Ela fardada, né? É. >> É. >> Qual é o nosso ponto de virada? é fazer um trabalho tão bom, entregar um trabalho tão bom que essas instituições não vão ter coragem de ir contra a opinião público, pera aí, vamos avaliar aqui o trabalho. Tem que avaliar o trabalho do do do executor do do do governador, enfim, do prefeito,
▶ 01:23:01 ele tem que ser avaliado, ele tem que ser acompanhado, ele tem que ser ã fiscalizado. É óbvio, né? Mas quando a gente começa a ter uma entrega muito positiva de segurança e a mudar a realidade, a gente começa a ter uma virada de chave de pro cara que foi uma coisa que aconteceu um pouco com Cabral também, né? Quando começou o processo da PP, que no princípio começou a dar certo, o Cabral sentou na no trono de rei e falou: "Cara, eu tô resolvendo o Rio de Janeiro, quem é que vai ser contra mim agora?" E aí ele fez o que fez. Então é a diferença, né, do mau caráter do bandido, né, que pegou a
▶ 01:23:32 posição que ele tava e fez o que fez, transformou um processo que poderia ser bom em politiqueiro e fez o que fez. Então esse também é um ponto de virada bacana pra gente. >> Lembrando que ele tá em casa sem tornzeleira no Leblon, né? Vivendo do bom e do melhor. >> E se for candidato capaz de ganhar, deputado, etc. Capaz dele ganhar. >> Não tenho dúvida. Não >> não duvido. >> Não duvido. >> Basta ver como é que tá a pesquisa ali com o melhor amigo dele, né? Um grande
▶ 01:24:02 parceiro de aventuras, né? que quer ser governador e depois presidente ainda. >> Exatamente. E celebrado, que essa é a coisa que deixa tudo muito maluco, né? As pessoas, ah, ele é muito esperto, ele é muito, cara, o Brasil, o Brasil é um lugar que de fato não é para amadores, né? Eu eu volto a colocar, eu estava fora do Brasil, tava nos Estados Unidos, quando eu expliquei do Lula, o pessoal já ficou chocado. Expliquei do pais, expliquei de Lava-Jato. Pessoal, mas vocês aí, o pessoal volta a voltar, vota, vota tudo de novo, bota o cara lá,
▶ 01:24:35 bate palma, >> difícil, difícil, mas ao mesmo tempo, conversando com os americanos, né, o o que eles sentem, olha, vou >> essa questão dos cartéis será uma questão de enfrentamento central por parte dos Estados Unidos. Eu acho, pelas conversas que eu tive que a gente verá uma nova política americana pra América do Sul. Bem claro isso. Então, a gente tá vendo discussões sobre Panamá, Venezuela e Brasil. A questão que todo mundo sabe é aí não é tanto uma questão carioca, uma questão mais que volve São Paulo. O Porto Santos
▶ 01:25:05 é o principal porto exportador de cocaína paraa Europa e também vai cocaína para os Estados Unidos. Ã, é aquela rota que o PCC controla. Eh, e eles eles avisaram, nós teremos que interferir nesta questão brasileira. Como eles vão fazer? Eu não sei. A questão é, vai pintar uma janela histórica para resolução, se não resolução, para endereçar esse problema na América do Sul. O nosso papel é, qual é o nosso papel nessa história? Pode pintar que o nosso papel seja um papel mais humilhante possível. Os Estados Unidos vêm aqui, resolvem do jeito deles e
▶ 01:25:37 deixa a gente aqui e eles só cuidam do do deles, porque o americano quer cuidar dele. Essa é a real. Se ficou tudo cagado aqui, desculpa o termo aqui no meio do caminho para eles, tá? Nós temos uma janela histórica sensacional para uma ação com cooperação na América do Sul inteira. A gente dá um, né, avançar, sei lá, anos a fio num combate sério crime organizado com apoio internacional. A gente não pode, né? A gente não pode ser o país do absurdo. A gente tem um, tá pintando realmente uma chance e eu eu juro, juro para vocês que mesmo ouvindo esses casos, olha as
▶ 01:26:08 coisas com esperança. >> E temos, temos que ter só a chegada desse homem aí, ó. A chegada desse Caveira já mostra que a gente pode ter esperança de que a gente vai entregar um trabalho jamais visto no estado do Rio de Janeiro. Se a população confiar, a gente vai entregar um trabalho. Eu costumo dizer que não é a falta de orçamento, não é a falta de de vontade, é simplesmente de uma falta de de de
▶ 01:26:38 querer quem comanda, de quem lidera e de quem eh tem capacidade de transformar. O cidadão comum, o cidadão que tá ali sofrendo dia a dia no ônibus, no trem, no metrô, que tá ali eh vivendo essa essa essa miséria da desgraça, da violência, ele quer uma solução. E quem tem a solução, eh, muitas vezes que é o policial, ele é algemado, ele é impedido
▶ 01:27:09 de poder agir. Hein? Você você ou você você não age por uma questão legal ou você age por uma questão de omissão. Pô, isso vai me dar trabalho, isso vai me dar problema, eu vou virar as costas e vou para lá, não vou ver esse problema aqui. E aí você perde a função que você foi contratado por aquilo ali. Então o Rio de Janeiro, a a questão policial no Brasil, ela tem que ser dinâmica no sentido de proteger o policial e o Estado defender o policial.
▶ 01:27:40 E a outra coisa que tá em voga aqui atualmente são as polícias municipais, né, que já já foi até aprovado, acho, na comissão lá da da Câmara ou do Senado, a criação das polícias municipais. Isso tem que ser uma coisa muito bem debatida e muito bem desenvolvida, porque isso vai gerar responsabilidades. E gerando responsabilidades, eh, você vai ter que, eh, cobrar responsabilidades, né? E isso eh criar uma polícia. Você vai lá e cria uma polícia, você cria mais um custo, você
▶ 01:28:12 cria mais uma instituição e é uma instituição cara e é uma instituição que demanda toda uma uma organização e tal, você não tem. Então eu eu eu proponho assim ao nosso presidente aqui que quando chegar lá proponha o Código Nacional de Procedimento Policial. Ali vai tá os direitos, garantias, as formas de agir, como que ele tem que agir. O cidadão vai falar: "Ah, esse policial violou o meu direito, mas tá
▶ 01:28:43 ali no código de procedimentos policiais que o policial tem que apontar arma, que o policial tem que dizer o que que ele tá fazendo, ele tem que usar da fundada suspeita para isso. E tá tudo no código, tá escrito ali, a democracia é código, você tá no código ali, o policial errou". Eu não errei. Eu apontei a arma por quê? Porque era um lugar ermo, sem iluminação. Eu tava ali para garantir a lei e a ordem. Tive que usar do meio necessário. Então esse código de
▶ 01:29:13 procedimentos policiais, ele tem que ser o primeiro. E com isso você vai ter que não só criar a polícia, como vai ser feita agora. Cria polícia. Aí você cria uma polícia mal armada, mal remunerada, mal preparada. Os resultados serão desastrosos. Então você tem que debater muito isso a nível de sociedade. Ainda acho que você começa por uma lei, por um estatuto, por um código em que venha especificar exatamente o procedimento
▶ 01:29:44 policial, o direito do policial e a garantia do policial poder praticar o seu ofício para o qual ele foi contratado e treinado. Para isso, >> deixo um convite para para ambos. Ah, a gente tem um deputado federal, o Kim Catagui a gente pode, muitas das ideias que a gente vem tendo, a gente já tá avançando junto com ele para ir protocolando na Câmara. Algumas já começaram a andar, o que inclusive aprovou nesse ano já foram aprovados dois projetos dele, já foram parar no Senado, ligados à área de segurança pública. E essa é uma ideia sensacional
▶ 01:30:14 que a gente pode andar com ele. Se vocês tiverem a fim, a gente pode inclusive começar as conversas assim, voltar até um grupo e ele é super veloz, tem um time excelente, podemos abrir as discussões e andar com isso. Ã, já tá bem bem bem bacana o que dá para fazer ali com o Kim. >> Isso seria uma ação muito diferenciada, porque o policial não tem garantias de nada. Ele tem a garantia da interpretação do delegado no balcão do Ministério Público e do juiz. e dane-se o direito dele. Se se o comandante dele foi lá, se a polícia, se a instituição
▶ 01:30:44 policial chegou para ele e falou: "Pega aquela viatura sem step, com pneu careca, sem condições de de de rodar e ele é obrigado a ir pra rua com uma viatura totalmente fora do padrão. Se ele é obrigado a ir pra rua com colete vencido, se ele é obrigado a ir para isso, para aquilo, como é que você vai cobrar resultados positivos disso?" Então isso tem que tá escrito até mesmo para ele, porque se ele recusar o colete vencido lá na reserva de armamento, ele não ser depois pego porque ele ali,
▶ 01:31:14 porque ele vai estar embasado dentro do estatuto dele, dentro do código dele, aquilo ali. Então isso é um procedimento muito grande, porque a ideia agora é a solução pra segurança pública. Antes era a legalização das drogas, agora é a criação de polícia municipal. Vai dar vai dar resolver o problema. Poxa, sabe que não tem milagre nesse problema. >> É, você falou uma coisa, >> falou uma coisa interessante, né? O assunto da legalização das drogas foi chegou a ser a principal pauta de segurança pública no Brasil ali no
▶ 01:31:45 governo Dilma. >> Isso a os tempos estão mudando. Nem mais se mencionou nesse tema mais no debate público no Brasil. Esse tema meio que foi inclusive o tema do Tropa de Elite, se a gente olhar com carinho, né? Eh, tinha as discussões ali na faculdade do esqueci até o personagem do policial que o Matias ele discutia na faculdade e tal. >> A esquerda tentou tocar esse projeto, todo mundo tenta falar: "Ah, só existe essa questão da criminalidade porque não legaliza as drogas." Hoje o enfoque foi para domínio territorial, controle territorial e impunidade, o que é
▶ 01:32:15 maravilhoso. As pessoas estão percebendo que o assunto é muito mais muito mais complexo do que a mera compra e venda de drogas, né? Se você falar pro PCC agora, ah, legalizou a droga, pronto, voltem para as vão trabalhar, não, não, não, não. A atividade delituosa vai continuar, até porque as margens de uma atividade delituosa em qualquer coisa, de um roubo de carro, de um roubo de moto, de um roubo de carga, aí no Rio de Janeiro acho que é o estado do roubo de carga, são incomparáveis com qualquer coisa você faça. Você cpar um território e vender gás naquele território ou ter
▶ 01:32:45 controle do sistema de transportes naquele território é incomparável. As margens são incomparáveis com qualquer coisa que você faça na iniciativa privada. É um monopólio, é um setor, são setores essenciais. Você faz o preço que você quer por ser um monopólio e você não paga imposto. Não, não há comparação com nada legalizado. É isso e tigrinho hoje em dia. Então a quando os caras levam para esse enfoque da droga é até risível porque as coisas já se tornaram muito dinâmicas. O próprio PCC hoje ele é um dos maiores ou estava sendo um dos
▶ 01:33:15 maiores distribuidores de combustível do Brasil. A coisa, a coisa cruzou muitas linhas, pessoal. Vamos para as perguntas do público. >> Vamos, vamos lá. Vamos lá, >> então. Vamos aos pingas, pessoal. Vou começar aqui com a comentário do Mateus. Mandou R$ 10. Finalmente, meu RJ tem esperança. Hope, coronel Busnelo, futuro governador e futuro presidente. 2026 é 14. Tamamos junto.
▶ 01:33:45 >> É isso. Confirma. Uhum. Alexandre Crespo mandou: R$ 20. Brasil é uma República federativa sem federações. Os estados são, não tem autonomia em nenhuma matéria relevante, além de ser dominado economicamente via dívidas com a União. RJ só paga servidores por liminar do Tofoli. >> Verdade. >> Leonardo mandou R$ 20. Quero saber como vão lidar com as milícias. Vai tentar uma anistia e desarmamento para evitar um derramamento de sangue maior ou vai ser secote rio direto para todo mundo?
▶ 01:34:16 sem perdão ou exceção. >> Eu acho que crime é crime. >> O cerol tem que ser baixo, a grama tem que ser cortadinha e o jardim tem que ser bonito, porque senão você não consegue chegar a uma a uma paz duradora. Se você tem um jardim bagunçado, não é não gera paz. Então a grama tem que ser cortadinha com a franjinha direitinho. Tem que ter rosinhas, tem que ter plantinhas, florzinhas e ser um jardim para todo
▶ 01:34:46 mundo. O Michelle Headline mandou algumas sequências de pimbas aqui, disse o seguinte: "Uma das deficiências está pela falta de comunicação entre os órgãos de segurança pública, COPOM, GCM, CPOL e SECOM, pelo rádio. Ã, reforçando o que mandei, acho um absurdo eu, como civil do meu trabalho, ensinar a Polícia Civil como usar o equivalente que é cedido para ele, que é o rádio. Precisamos organizar a casa primeiro, antes de começar a combater o crime. Dito isso, passei para o assessor Doguto.
▶ 01:35:17 >> Deixa eu fazer um um comentário rápido sobre isso aqui. Eh, realmente falta, a gente percebe que falta uma integração das das forças, por exemplo, até, por exemplo, bombeiro, a gente volta e meia precisa de apoio policial. O nosso rádio não fala com o rádio da Polícia Militar. a gente precisa mandar uma mensagem pra nossa central, pra nossa central falar com a Polícia Militar. Aí lá eles conseguem se comunicar, mas eu não consigo falar com a Polícia Militar. Então, realmente, tem algumas coisas que a gente pode pode pensar, avançar aqui, etc., até com as próprias GCMs, com as guardas civis eh municipais que fazem um trabalho super importante, especialmente
▶ 01:35:47 cidade do interior, etc. Era, é importante realmente que a gente consiga integrar e entregar especialmente informação, né, inteligência e informação para que a gente consiga ter um resultado mais efetivo no combate ao crime organizado. Fato. Deixa eu te contar só um pontinho aqui. Eu comandava o JEP no Maracanã, que é o grupamento especial de policiamento em estádios, e eu tinha que usar dois rádios, um rádio para falar dentro do Maracanã e um rádio para falar fora do Maracanã. Por quê? O Rio de Janeiro
▶ 01:36:18 passou por vários eventos históricos, né? Olimpíada, Copa do Mundo, Jornada Mundial da Juventude, Jogos Pan-Americanos e o legado paraa Polícia Militar foi zero. Tivemos imensas somas de fortunas investidas maus e não conseguimos criar uma linha de rádio única e que atenda a todo o estado. O básico, a arma do comando, a arma da direção, a arma de quem tá eh liderando é a comunicação.
▶ 01:36:51 Ótimo. >> O indoliv mandou R$ 5. Devemos proteger nossos policiais por todos os meios. Contudo, o policial corrupto deve ser punido em rigor dobrado. >> Punição, cara, até porque tem, vai dar assim, conosco, ocupando as posições certas, os policiais vão ter muitas responsabilidades, vão dispor de armamento, vão dispor de direito de defesa e eles não vão poder extrapolar isso. O exemplo que vai precisar ser dado. Boi brasileiro mandou R$ 10 sobre segurança privada no campo. Acredito que
▶ 01:37:23 quem morar próximo ao Secotins deve ter um regime especial para autodefesa, o que é justo, pois tocantinense carregará o peso da paz do Brasil. O Leopoldino Neto mandou R$ 5. Sou PRF, já fui polícia civil. A a solução passa pela carreira única em todas as polícias. Esse é o primeiro passo. Isso é valorização. >> É uma é uma discussão que a gente vai ter. A gente até até bater um papo sobre isso já, né, Bogelo, sobre essa discussão, etc. Tem uma questão cultural
▶ 01:37:54 muito importante, mas de carreira única, tá? Isso é, isso é discutido, tá, pessoal? A gente tá, a gente debate muito isso >> também. É preciso, é importante lembrar também, desculpa, gente, eh >> que existem aqui a gente tá tratando, né, de uma live com pré-candidato a governador e com a pessoa profissional especialista que foi indicado para ser o secretário de segurança, né? Então tem limitações do próprio executivo, né? >> Tem coisa. Então, por isso que é importante que a gente eleja deputado federal, que a gente eleja senador, porque algumas alterações precisam partir de Brasília, elas não podem
▶ 01:38:24 partir do governador. Então, é importante que a gente entenda isso. Algumas coisas o governador não tem papel nenhum de decisão sobre isso. Então, por isso que a gente precisa eleger deputado federal e senador. >> Aí o boiadeiro brasileiro continua o pimba aqui com mais R$ 10. Rizo não leu todo Pimba tarde. Sou do sudoeste do Paraná e numa fuga de vagabundos da cadeia levaram minha moto e tentaram invadir a minha casa e não tínhamos um bodoque sequer para se defender. >> Pois é. >> Nossa. Aí,
▶ 01:38:55 >> Pepé ilegal mandou R$ 10. Renan, como anda o projeto da faculdade de direito? Terá polos em diversos estados? Quais os requisitos para para ingressar? Qual conteúdo recomend? >> Deixar, deixa eu terminar o ciclo aqui da da do partido, cara. Calma. vai ter, terá, é, é aquela, aquela coisa seremos nós a fazer mesmo. Não tem mais ninguém pensando nisso, mas não tenho nem detalhes para te dar. Elardenberg Souza mandou R$ 20. Renan, vocês pretendem fazer vídeos curtos no canal azul sobre as principais propostas
▶ 01:39:25 de vocês? Declaração de guerra ao crime, desfavorização? >> Vamos ver como nós vamos fazer. Não sei se é no canal azul, >> pessoal. Vou atualizar os pimbas aqui. Não mais nada. Ele já foi. >> É, mas eu acho que não. Nem tem mais nada, não. É, esse foi o último. >> Fiz. É isso, >> meus amigos. Se se pede para seguir as redes, por favor, Rafa, para tanto Rafa quanto coronel, pra galera conhecer o trabalho de vocês. >> Pessoal, quem quiser seguir lá meu Instagram, é @bombeirfa.
▶ 01:39:56 Então, sigam lá. Eh, o do Buznelo é coronel Buznelo com 2L. @coronelbelo com el. Vamos bombar o Instagram do coronel. Coronel tá meio off, né, de de internet, né, de Instagram, mas vai voltar. Então, está aí o meu Instagram. Sigam lá. Queria, Renan, já de antemão agradecer, tá? Ah, e sigam o Martins também, nosso pré-candidato a vice. Sargento_line, Martins 14. O bruxo tá de serviço hoje, por isso não poôde participar. Vamos fazer uma outra com ele. Queria convidar todo mundo para ir no festival MBL,
▶ 01:40:27 pessoal. Importantíssimo todo mundo. Eu estarei lá, Martin estará lá. Vamos ver se o Coronel Binelo vai também. Eh, a gente no dia 7 tratar sobre isso. Dia 7 a gente vai ter uma reunião gigantesca só de montagem de plano de governo para segurança com montão de especialista. Então assim, vai ser muito pro pesquisador assim, a gente vai ter uma bait, a gente tá levando muito a sério isso. E aí eu queria convidar então você, se você perdeu o cupom do Renan, tem o meu cupom lá, é Rafa 10. Então, bota lá o cupom, pega um desconto para você, vá no evento. Ah, e eu queria
▶ 01:40:57 muito, não posso deixar de passar isso, não vou citar nome de ninguém hoje para não ser injusto, mas agradecer a todo mundo do Rio de Janeiro que tá ajudando, colocando essa pré-candidatura de pé. A gente tem grupo de inteligência, programador de editor, tem gente fazendo site, gente fazendo pesquisa. Agradecer o pessoal do Novos Clássicos, Antu e Pessoa estão ajudando demais a gente com pesquisa lá. Então, toda a militância do Rio de Janeiro, todo mundo, muito obrigado pelo trabalho que vocês estão fazendo. Obrigado, Renan, pela oportunidade, pela conferí minha gratidão imensa, minha sincera e
▶ 01:41:27 respeitosa continência, ao coronel Busnelo que aceitou, topou esse desafio. Seja muito bem-vindo ao time. Obrigado. E Gabriel, obrigado, tá, meu irmão, mais uma vez pela gentileza de sempre. Valeu. Deixar o meu ab que deu uma travadinha. >> Queria aqui deixar o meu meu boa noite a todos. Obrigado aí pela pela oportunidade que nós temos de construir aqui um uma nova oportunidade, uma nova
▶ 01:41:59 possibilidade de transformação da nossa comunidade, da nossa sociedade. Isso demanda engajamento de todos, das pessoas que estão eh inertes, a gente tem que provocá-las para que eles continem social de quem é que está transformando a sociedade,
▶ 01:42:30 política e ao mesmo tempo a gente tem Acho que deu, deu, que caiu aos para que >> Guilherme, >> vamos coronel tá tá tá dando instabilidade na sua internet >> agora. Agora >> tá tá ruim aqui.
▶ 01:43:00 >> É, >> uma boa noite a todos aí e contem comigo com a minha dedicação. >> Muito obrigado. É uma honra para mim ter feito essa live com o senhor coronel Rafa já sabe também. E vamos vencer. Não há outro caminho além da vitória. Quem tá certo, quem estuda, quem é corajoso, tem um caminho e esse caminho vai ter que ser percorrido. Obrigado, galera. Valeu a todos. >> Pessoal, todas as redes estão aí na descrição. Sigam todo mundo e até a próxima. Valeu, [Música]