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Não Vai ter Golpe - Documentário

Renan Santos · 15/06/2026 · 134 min · Renan Santos
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▶ 00:00:29 esse processo é um golpe. [música] Você é [música] >> todo mundo que tá que tá aqui dá a cara para bater. [música] >> Eu estou pronta para resistir. >> [música]

▶ 00:01:12 >> 2002, [música] Lula, líder do Partido dos Trabalhadores, torna-se presidente da República. A esquerda sindical festeja. [música] A tática do PT era calculista. Para alcançar a vitória, Lula assinou a carta ao povo brasileiro, acalmando as forças do mercado. O sucesso [música] do Plano Real mantém os juros baixos e a moeda estável, garantindo o crescimento. Mas por trás das cortinas, o PT subvertia a democracia. Em 2005, o

▶ 00:01:42 mensalão petista [música] comprava o Congresso para fazer suas vontades. Com a conivência da oposição, Lula sai ileso popular, poucos jornalistas ousam enfrentá-lo. Era então o momento de avançar a estratégia para a América Latina. Em todo o continente, partidos de extrema esquerda se organizavam para formar a chamada pátria grande. Assim nascia o foro de São Paulo. Partidos e movimentos se aliavam [música] com

▶ 00:02:12 organizações criminosas como as FARC e o Mir chileno. Hugo Chaves abria fogo contra manifestantes na Venezuela. Lula usava os cofres do BNDS para financiar seus amigos ditadores. Mas em 2010, Lula comete seu maior erro. Indica um fantoche para a presidência. Dilma Russef. Cabeça dura, pouco carismática, Dilma não era uma líder, mas a [música] gota d'água ainda estava por ver. Em

▶ 00:02:45 2012, Dilma resolveu fundar a tal da nova matriz econômica. O estado estimulava o crédito sem redução do gasto público e sem ter um ganho de produtividade. Era inviável. A crise econômica, junto com os casos de corrupção, instauraram um caos no país. A República foi vendida, o Brasil ia para o buraco e as pessoas para as ruas.

▶ 00:03:42 Ó, estamos aqui acompanhando a votação no Senado. O que que tá acontecendo aqui agora? Tá aqui, >> ó. O PT tá tentando salvar os políticos da Dilma, né? Ela pro Ah, vai acontecer agora já. >> É, agora é agora. Agora, agora >> eu quero, gente, todo mundo delirando para esse >> delirando, hein? >> A história por trás desse pequeno grupo de pessoas não é exatamente usual. Tudo começa na cozinha da minha casa em idos de 2013 comigo e com o meu irmão, o Renan. Passamos anos a Fio trabalhando

▶ 00:04:13 em coisas que não gostávamos. Eu, que fui aspirante a youtuber em 2005, terminei cuidando do setor financeiro de empresas com dificuldade financeira. Não era exatamente paraíso na terra. Não completei minhas faculdades, não ganhei dinheiro, tomei alguns processos, vários processos e desisti. Chutei o balde, resolvi abrir uma produtora de cinema e larguei meus pais e o meu irmão, que estava em uma situação ainda pior. Renan era aluno

▶ 00:04:45 exemplar em todos os colégios que passou. Entrou na faculdade de direito [música] do Largo da São Francisco. A melhor do país era o orgulho da família. Mas ao invés de estudar, começou a se envolver na política estudantil. matava aula para organizar seu próprio partido acadêmico e tinha um prazer especial em derrotar o PT nos anos em que ser petista era moda. [música] Mas nem tudo eram flores. Quando pretendia ser presidente do 11 de agosto, principal centro acadêmico do

▶ 00:05:15 país, Renan tomou um golpe e outra pessoa se elegeu. Ele ficou bem mal, abandonou seu partido, abandonou sua faculdade e prometeu nunca mais se envolver com política. tornou seu empresário frustrado e passou anos sem direção, administrando processos e as empresas sem futuro. Não poderia dar certo. Até que vieram as jornadas de 2013 [música] e com elas seu reencontro com a política. Renan e mais alguns amigos

▶ 00:05:45 roubaram, isso mesmo, roubaram uma manifestação da esquerda e juntos com o Ministério Público de São Paulo, lideraram a luta pelo fim da PEC 37, que tirava o poder de investigação dos promotores e procuradores. O ato foi um sucesso e o Congresso rejeitou a proposta. E vamos deixar isso bem claro. Se a PEC 37 passasse, não tinha Lava-Jato, não [música] tinha Fora Dilma, não tinha Lula na cadeia, não tinha nada, nem esse documentário existiria.

▶ 00:06:16 Nessa época eu já me aventurava pelo mundo do audiovisual e foi em uma das minhas tentativas de arrumar cliente que eu conheci o Pedro, uma figura curiosa da cena musical brasileira. Pedro Deirô, criado em Curitiba, era mais um que abandonou a faculdade. O motivo criou uma banda de funk. É isso mesmo. Pedro e seus amigos misturaram o ritmo carioca com rifes de rock e samples de eletro e criou uma espécie de funk tipo exportação. Explodiu. Com hits como

▶ 00:06:46 Solta Frango, Maria Gasolina, picolé e Vida Louca, [música] Pedro excursionou pelos maiores festivais do mundo, fez fama, ganhou dinheiro e retornou ao Brasil para descobrir e produzir novos artistas, como a turma da Band e até a drag queen Pablo Vitar. Eu tentei cavar um clipe com ele, mas Pedro não tinha grandes planos para minha tentativa de produtora. Só me chamou para gravar uns clipes toscos, mas muito toscos, para uma boy band constrangedora

▶ 00:07:17 que ele agenciava. E foi para um desses vídeos que eu chamei o Fred para me ajudar. Formado [música] pela SPM, Fred é uma usina de referências estéticas. Alemão de Blumenau, perambulava pela cena alternativa de São Paulo e sabia editar vídeos. Foi graças a ele que desenvolvemos uma linguagem muito particular. A propósito, é ele quem tá dirigindo esse documentário comigo. Junto com Fred, trouxe também Gabriel, que foi meu colega na escola de cinema [música] e ator de sucesso no público

▶ 00:07:47 infanto juvenil. Entre um personagem e outro nos ajudava nas produções. Mas a coisa não parou por aí. Pedro precisava de compositores para a série de músicos exóticos que ele descobria. Foi então que eu chamei o Renan, que além de político frustrado, é um ótimo compositor. As ideias bateram e decidimos os três montaram o escritório. Eu com uma produtora de vídeos, o Pedro e suas bandas e o Renan com seus projetos de política, que já começavam a dar seus primeiros frutos. Pipocavam

▶ 00:08:18 pelo interior as filiais de nosso micromovimento liberal, o Renova. Foi através dele que conhecemos o Rubinho, nosso eterno advogado e politiqueiro de vinhedo. Rubinho não entendia muito as esquisites de Pedro, mas vai lá, gostava da ousadia do Renan. Foi através de Rubinho que conseguimos nosso primeiro cliente, um corretor de móveis com cara de Clark Kent chamado Paulo Batista. Paulo era candidato [música] a deputado estadual pelo PR, um partido parado no tempo. Tinha uma

▶ 00:08:49 esperança comovente que ganharia as eleições e queria algo meio quadradinho. Nós topamos, mas com uma condição, fazer tudo do nosso jeito. Foi ali que pintaram nossos primeiros memes, vídeos não sensarições na imprensa. Tudo isso com ajuda de um novo reforço, Rafael Riso. Um moleque que falava estranho, mas entendia tudo de Twitter. Ele se tornou o comandante das nossas redes sociais e um dos maiores especialistas do mundo no assunto. Com o time formado, exploramos tudo que tínhamos ao nosso

▶ 00:09:19 redor. Fizemos Paulo voar, lutar com Nutco e virar matéria de jornal no New York [música] Times e até na HBO. Pauloista. >> Foi uma época muito divertida, mas nem tudo é ouro. O primeiro turno acabou, não elegemos Paulo Batista, mas ficamos quase famosos. Já era alguma coisa. Ainda assim, nos restava uma missão. Como impedir Dilma de ganhar no segundo turno. Tínhamos uma ideia. Graças à campanha de Batista, nós pudemos conhecer [música] Danilo Gentile. Sim, o

▶ 00:09:50 Gentile. Ele declarou voto no nosso candidato e acabou virando uma espécie de amigo. Combinamos de fazer o vídeo com ele, mas para isso precisávamos de um roteiro. E para escrever o roteiro, pensamos em um japonês. Havia um moleque impertinente [música] que fazia vídeos no YouTube comentando de liberalismo. Eu achava ele meio esquisito. Parecia um vietnamita. Seu nome King Katagri. Quem era uma espécie de menino super inteligente que você [música] só vê em filmes adolescentes? Sabe aquele nerd oriental que resolve problemas [música]

▶ 00:10:21 complexos e constrói robôs? O King era isso. Ele abandonou a faculdade e se mudou de Malicuia para o nosso escritório, acreditando que o vídeo de Gentile poderia lhe render grandes frutos. >> Eu sou o Danilo Gentile e esse é o Jornal da República Bolivariana. >> E de fato o vídeo foi muito bem. Nos divertimos muito fazendo, editando e divulgando, mas quando o domingo chegou, o resultado não foi o que esperávamos. Vamos agora ao vivo à Brasília às 9:31

▶ 00:10:51 da noite do domingo em que Dilma Roussef reeleita presidente da República pelos próximos 4 anos. Estas imagens são ao vivo [gemido][grito] >> de um hotel da capital federal >> em que a presidente reeleita agora vai fazer o seu primeiro discurso como vencedora da eleição. Aí ela ao lado do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

▶ 00:11:22 Vamos encontrar a força e a legitimidade exigida neste momento de transformação para levarmos à frente à reforma política. Agradeço ao meu companheiro de chapa, parceiro de todas as horas, meu vice Michel T.

▶ 00:11:58 10 horas da noite, o Alexandre pirou em um surto de raiva por conta da vitória da Dilma, criou um evento com o Renan chamando por uma manifestação. Ou a Dilma sai ou o São Paulo cai fora. Um evento que mudaria a história do Brasil. Nós temos que voltar paraas instituições democráticas que do nosso país que nós demoramos para conquistar para elas rubarem [grito] jamais será vermelha.

▶ 00:12:29 >> São Paulo tem que tomar iniciativa hoje nós todos para iniciar o movimento nas ruas, pressionar as instituições, defender a imprensa, porque a veja foi atacada. Par [aplausos] missão para esse >> É, a gente tava numa ressaca pós-eleitoral, mas já vi os grupos que a gente se encontrava pela internet, Facebook e tudo mais. Eu conhecia o Kinda aí do grupo Liberalismo e outras

▶ 00:13:01 coisas assim. >> A gente não queria ter a bagunça que houve em 2013 com um monte de pauta lá. Era fora Renan, era fora isso, fora aquilo. Falou: "Não, então vamos ter um caminão de som, vamos ter uma liderança clara. porque assim a gente consegue [música] ter resultados políticos concretos. >> E quando a gente viu, uma outra pessoa tinha espelhado [música] o evento, né, tinha colado o evento com o mesmo texto, né, igualzinho e também tinha bombado. E a gente foi ver quem era esse cara e era o tal do Marcelo Reis do Revoltados Online, né? >> Revoltados Online é um movimento que nasceu do povo para o povo. 2010 decidimos colocar a rede social e

▶ 00:13:33 automaticamente o povo se focou pra política. [música] Eu nem entendia de política. A gente deitou na época na frente do caminão pro camião não andar. >> Se tiver algum responsável da PM para poder nos auxiliar aqui na frente, porque provavelmente já é alguém do PT [música] tentando a manifestação. >> Nós tentamos impedir pro caminhão não andar porque o público também era nosso. >> A intenção era se livrar dos [música] revoltados e para isso seguimos até o monumento As Bandeiras ao lado do Parque

▶ 00:14:04 Birapuera. Unido jamais será vencido. >> O povo bonito jamais será vencido. O povo será o >> tinha mais de 1000, muito mais do que o cerca de 1000 que a Folha depois noticiou. >> E aí já no Twitter, olha só pessoal, olha que que engraçado, né? O o cara da Folha do Estadão entrevistaram o mesmo tiozinho pedindo entrevista militar no meio de 2000 pessoas. Que coisa estranha isso aqui? [música] Eram militantes trabalhando na imprensa, publicando

▶ 00:14:35 coisas para denegrir o movimento. >> Então tem controle, né? As pessoas estão indo pra rua, você pode ter gente pedindo todo tipo de maluquice, inclusive intervenção militar, eh, eh, que é uma obsenidade. >> A gente veio na rua por causa da imprensa, por causa das instituições democráticas que o PT tenta comprar. Que vergonha. F. >> [aplausos] >> Nós estamos aqui pelo Estado democrático

▶ 00:15:05 de direito. Fui encontrar com um caminhão que eu tinha alugado na 23 de maio para cruzar com MBL lá no Ibirapuera. E no final das contas ficou ótimo porque ficou os dois caminhões ali no deixa com empurro no monumento no Ibrapuera. Cada um combinou, fala um pouco e outro caminhão fala um pouco. Então começou ódio, amor entre revoltados online e MBL. >> Deu para perceber que o brasileiro não estava satisfeito com o resultado da

▶ 00:15:35 eleição e não ia para casa desmobilizar, ia pensar em futebol, cerveja e e Big Brother. O 1eo de novembro de 2014 aconteceu principalmente em São Paulo, foi o maior, mas também rolou em Porto Alegre e até uma bem pequenininha em Goiânia com Silvio. De alguma maneira, esse grupo de pessoas espalhado pelo Brasil, em Porto Alegre, o Fábio e o Marcel, o Silvio em Goiânia, é a gente em São Paulo, foi o embrião do que veio a ser o movimento Brasil Livre, que antes já era uma página de Facebook que era tocada pelo Fábio, pelo Juliano

▶ 00:16:05 Torres, mas que ganhou corpo, ganhou força, expressão política com esse grupo de pessoas que saiu às ruas em primeiro de novembro. Eles podem defender o que eles quiserem. Somos do país livre, pelo menos por enquanto. E nós vamos continuar com a pauta do dia primeiro, pressionar o congresso para que continuem as

▶ 00:16:35 investigações do uso partidário da máquina pública. A Polícia Federal ontem fez um excelente trabalho. Prenderam 16 pessoas, prenderam ailhado do >> hav estratégia ali por parte especialmente do Olavo de Carvalho, de querer fazer uma espécie de um jogo entre intervenção militar [música] com a turma do Revoltados e a gente pedir impeachment como se fosse uma dialética ali. [música] Essa dialética talvez funcionasse bem na cabeça dele, mas com a formação da opinião pública e com a imprensa ia ser um desastre. >> A gente concluiu que precisava de mais

▶ 00:17:05 agentes da sociedade civil, né? mais pessoas com cara de classe média, justamente para dificultar esse trabalho da imprensa. E aí a gente lembrou daquela galerinha que durante as eleições tinha feito várias manifestações proéci, tinha conseguido aí levar bastante gente pra rua. Então a gente foi atrás deles. Vem pra [grito] rua. Vem pra rua. >> Foi o encontro de um monte de gente indignada com o que tava acontecendo, né? Já tava os desmandos da Dilma, já aparecia o petrolão, né? começava escândalos, já tinha acontecido o

▶ 00:17:35 mensalão. Eu mesmo encontrei eh os meninos, o Colin e o Shecker na rua. E aí nós colocamos os nossos dois caminhões, um do lado do outro e fizemos a primeira manifestação. Acho que foi umas 50, 70. mil pessoas, porque o Brasil não é do PT, o Brasil é nosso. Estamos vivendo hoje uma antidemocracia. [aplausos]

▶ 00:18:07 A gente tinha que se livrar do Marcelo. A imprensa tentava nos taxar de militaristas e ele não ajudava. Qual era o plano? Marcelo e seu caminhão gigante não podiam se deslocar. Então a gente juntou o vem pra rua e fomos até a praça da Sé. Quem quisesse podia vir conosco, quem não quisesse ficava com o Marcelo. É para voltar sear. Se for uma prana sem responsabilidade é dele. É para ficar aqui na Paulista. OK. É para ficar na Paulista.

▶ 00:18:40 >> E a gente teve que descer com o canibal e ficar preso no centro da cidade com trio elétrico que não passava. Esse BBL só apronta. O povo escolheria o rumo das manifestações. Outro dia a gente tem que lembrar, não vamos lutar por intervenção militar, a intervenção é popular. Vamos nós, o povo, intervir nas nossas instituições e

▶ 00:19:12 protegê-las do maior inimigo que a gente já teve. Subi no caminhão, o Renan tava falando já esgotado, só ele falando, sem condição. Ele já nem me deu oi. Ele já me deu o microfone. >> Nós não faremos petista ter vergonha na cara. Isto é impossível. O que podemos fazer é despertar a outra parte do Brasil que está dormente e que hoje ainda não veio aqui. Então, não temos tempo a perder. Nós temos que fazer o que eles já fizeram no passado,

▶ 00:19:43 que é ser militante 100% do tempo. Nós temos que ser brasileiro 100% do tempo. [aplausos] A gente vai evitar no nosso país tem uma maldita bandeira vermelha aquele gosta. Não. Nós vamos preservar a democracia. Nós vamos preservar a nossa liberdade. Nós vamos preservar as nossas cores. O Brasil conta conosco e nós não vamos decepcionar o nosso país. Muito obrigado a todos que estão aqui. Do Partido Comunista tá usando, tá

▶ 00:20:15 usando, tá usando aquele japonezinho que é o Kim e usando outros caras. Não caiu nessa. Vamos dar nome aos bois. Movimento vem pra rua e movimento do tal do Brasil Livre. Foi os dois sacanas que quebraram o acordo e vieram pra Barça da Sé. Mas nós vamos marcar na Paulista dia 29. Estamos juntos. [aplausos] >> Que a gente sempre tinha um problema, é que eles tinham uma relação parasitária com a gente. Eles sabiam que eles eram menores, mas eles ficavam colando nos

▶ 00:20:45 mesmos eventos para tentar mostrar que a visão de mundo deles era grande. >> Depois dessa manifestação, houve uma espécie de um racha, até porque estava brigado, né? Eles resolveram marcar paraa nossa alegria, né, uma manifestação que eles iriam sozinhos. Marcelo fez uma manifestação lá em seguida, no dia 29, que não foi lá grande coisa e nós fizemos o 6 de dezembro junto com Vem pra Rua novamente, com público consistente. [música]

▶ 00:21:21 >> A nossa vida oposição é frouxa. Quem vadeiramente luta pelo nosso país somos nós. Todos vocês que estão na rua aqui hoje, eles estão desapropriando. [música] Eles vão tomar tudo que é nosso se não fizermos nada. Com muito orgulho ver aqui, embora tivessem outros grupos de influência lá, quem era o líder percebido? MBL. [música]

▶ 00:21:51 Quem é que tinha as ideias mais firmes, claras pra população? MBL, que são as ideias da liberdade. [música] O ano terminou em grande estilo. O MBL colocou fora Dilma até na praia. Preocupados com o surgimento de uma nova direita, o movimento Passe Livre voltou

▶ 00:22:21 às ruas em uma tentativa frustrada de roubar a indignação popular. Mas o que realmente chamava atenção era a tal da lava-Jato. A Polícia Federal deflagrou em janeiro a operação Myway, um de seus alvos, Vacari é extesoureiro do PT. Semas depois, ele seria preso. Enquanto isso, o clima em Brasília esquentava. Eduardo Cunha, primeiro turno. Antônio Carlos Silva, 267 para o Eduardo Cunha, 136 para

▶ 00:22:51 Alindo Quináa, 100 para Júlio Delgado e 8 para Chico Alencard do Pessoal, daqui a pouquinho >> nós assistimos, como assistimos mesmo, uma tentativa de interferência do poder executivo nesse momento, a eleição de parte dele dentro da eleição do poder legislativo. >> Ele domina o ambiente na Câmara e tem aí condição de fazer o enfrentamento contra um outro poder. Quando essa força do PMDB se divide entre Michel e o presidente da Câmara, que era o Eduardo Cunha, esse clima que era no primeiro

▶ 00:23:23 momento de muita coesão, foi se desgastando, mas quase que diariamente. >> Na história do parlamento é muito raro você ter um presidente da Câmara dos Deputados a na oposição ao governo federal. Isso é muito difícil. E quando acontece, né, quando acontece, a surpresas podem acontecer também. >> [música]

▶ 00:23:57 >> O 15 de março surgiu para mim quando num fim de semana eu recebi uma corrente de WhatsApp eh chamando uma manifestação que falava sobre impeachment da Dilma e ao mesmo tempo sobre crise hídrica. O que a gente sabe, a gente trabalha com política polarizada, você não consegue colocar esses dois elementos juntos. ainda mais em 2015. >> Quem tá mandando isso? Qual o interesse disso aqui? E a gente olhando o contexto global, o que que a gente começou a ver que em outros países, né, na Grécia, na Espanha, qual era a dinâmica? Você tinha um partido de esquerda [música] que ia

▶ 00:24:27 lá e tava governando. Esse partido de esquerda implementava as ideias dele, quebrava a economia. Depois você vinha um com um partido de esquerda mais radical e falava: "Olha, esse partido aqui de esquerda é corrupto, esse partido de esquerda quebrou o país. Na verdade, a gente precisa de mais esquerda para resolver". A ideia central era, vamos falar que nós enviamos esse esse disparo de WhatsApp, mandamos um envio pra imprensa, fizemos um release e anunciamos a nossa página de Facebook que nós éramos os autores do 15 de março. >> A esquerda, como eles criaram a narrativa junto com a imprensa lá atrás,

▶ 00:24:57 tentaram colocar na gente uma pecha de retorno da ditadura, né, de volta dos militares, a gente conseguiu criar essa, digamos assim, esse escudo ideológico, né, na no na tese do impeachment e isso afastou a esquerda, eles mesmos. por todas as coisas e todas as pechas que eles colocaram em cima da gente, depois eles não podiam entrar. Eles até quiseram em alguns momentos entrar e eles não conseguiam [música] mais. Teve várias semanas de preparação, né, para manifestar, vários meses, aliás, porque a gente marcou a manifestação do dia 15 de março, acho que foi foi quando saiu

▶ 00:25:27 parecido Visgandra, que foi em fevereiro ou janeiro, foi no comecinho do ano. [música] Quando eu examinei as declarações dela anteriores, tudo aquilo que havia em nível até de pedaladas, orçamentos, promessas, de não cumprimentos, mas principalmente, entende todas as falhas, tudo aquilo que ocorreu, sem que ela tivesse mostrado probidade na administração. em verdade que era do governo anterior, mas ao manter a graça fosta para o

▶ 00:26:00 segundo mandato, o que representa uma continuidade de tudo aquilo que aconteceu com a Petrobras, eu vi que havia possibilidades do impeachment. >> Quê? Improbidade administrativa. >> Que troço é esse, tia? >> Vocês sabiam que a Dilma chamava a Graça Foster de Graciosa? Daí veio a Lava-Jato e mostrou aos distraídos que a Graciosa, ela sabia de toda a gracinha do Serveró, do duque, da gangue petista, que usava

▶ 00:26:33 toda a grana da Petrobras. E a Dilma, o que que ela fez? A que assinou as negociatas da refinaria de Passadina. Que que ela fez diante desse escândalo? Nada. A nossa querida Passadilma, reeleita pelos distraídos, ela usou da distração geral do povo e manteve a graciosa na presidência da Petrobras. Isso não é feminismo, Brasil, isso é crime. Crime de responsabilidade.

▶ 00:27:05 Vamos pra rua, Brasil. Você vai ficar aí achando graça da graciosa. Dilma, >> houve naquele momento uma um período de bastante tensão com o Vem pra rua, que o Vem pra rua queria impor que a narrativa do 15 de março era uma narrativa de luta contra a corrupção e o MBL e o Revoltados Online. Não, olha, isso aqui é pelo impeachmo. Nós queremos que o governo caia. Você não pode fazer uma

▶ 00:27:35 manifestação política e chamar as pessoas à rua para lutar para um ideal abstrato, né? Você tem que lutar para um ideal tangível. [música] Isso tem que ter uma vitória tangível. Então o impeachman é algo, é uma vitória política tangível, é um objetivo que a classe política é capaz de entregar. >> E aí nós decidimos não aderir ao ao impeachment formalmente nós aderimos ao Fora Dilma, mas ainda não pedindo o impeachment porque a gente não tinha essa segurança jurídica. como vem pra rua tinha uma ligação muito forte não só com o PSDB à época, mas também com

▶ 00:28:05 outros com juristas e com figuras que, enfim, eram muito cautelosas com relação ao impeachman, eh, houve houve essa tensão, houve troca de farpas entre nós. A imprensa era tudo muito complexo ali, era não era um jogo fácil de compreender e a imprensa queria ver o circo pegando fogo entre a gente. >> Então, quer dizer que você tá mudando o país, cara? Hoje é dia, >> hoje é dia, não sei que dia é hoje. Sabe por quê? Porque a gente trabalha que nem

▶ 00:28:36 filhas da [ __ ] aqui nessa merda. Dia 5 de março, nós aqui fomos entrevistados ao mesmo tempo pela Folha, pela >> pela Folha. >> Estamos organizando o movimento [ __ ] toda no Brasil inteiro. >> Ah, >> nosso não fatura [ __ ] nenhuma. Nós somos fodidos. Olha quem aqui. Olha só. Olha como eu sou [ __ ] >> É minha roupa de 2011. Isou dia colando lambilam.

▶ 00:29:06 Lambilamb. Traz do lamilamb. Mostra lam. >> Mostra lá o balde. Vai lá [música] >> aqui, ó. Esse é o começo da revolução. Esse símbolo do impeachment tem que est presente nas ruas, tem que tá, as pessoas tm que ver isso, tem que sentir [música] que é um movimento real e não só uma coisa de internet, que era uma preocupação que a gente tinha naquela

▶ 00:29:36 época. O Renan, eu e o Alexandre, né? Capa da folha. Próximo do dia da manifestação já dava para saber que ia ser grande, porque você falar, você pedir um café lá pro cara e e aí você vai na manifestação, é, vou abastecer o carro, então todo mundo tava sabendo manifestação. Dava para imaginar que ia ser grande. Dá para imaginar que ia ser tão grande, mas dá pr imaginar [música] que ia ser grande. >> [música]

▶ 00:30:07 [música] [aplausos] >> Se não é golpe, por que que o PT pediu de bola? [aplausos] Se ele não é golpe, porque o PT pediucia o qual é ele? [aplausos]

▶ 00:30:38 O PT pode mandar o MST, o PT pode mandar a CUT, mas ele nunca vai acabar com a maior oposição do Brasil, que é o povo brasileiro. O dinheiro pra gente esperar para ser moderado, porque os parabéns de oposição todo mês o dinheiro deles está aqui, ó, tá no bolso durante 4 anos eles pediram pra Dilma sangrar e a gente sangrar junto.

▶ 00:31:08 Vocês querem esperar? Ruas e praças cheias em cidades dos 26 estados e do Distrito Federal para manifestações contra a corrupção e [música] contra o governo Dilma. [música] >> 15 de março, a gente cresceu-se lá quase metade da página. Putz, foi foi

▶ 00:31:38 histórico. >> Acho que foi a maior emoção da minha vida foi quando eu subi no caminhão e vi a avenida lotada. Eu des até a chorar. Ou seja, não é essa turma barulhenta de rede social, não foi o seu João, a dona Maria, pessoas que estavam até alheias, ah, não sabiam talvez o que era a MBL, muito menos Instituto Liberal, mas de alguma forma elas acordaram, perceberam o que estava acontecendo e foram mobilizadas, foram lideradas eh para irem aos protestos por grupos como o MBL. E realmente o que e era mais

▶ 00:32:10 interessante pra mídia naquele momento era repercutir a tese de somos todos contra a corrupção. Tanto que apesar do dia 15 ter sido um sucesso de público, em termos de narrativa, não foi tão proveitoso assim, porque depois até o Cardoso, que era ministro da Dilma, ele foi lá e ele deu uma resposta satisfatória, né? Reitero que nos próximos dias, até o final da semana, Sua Excelência, Presidente da República, irá lançar um conjunto de medidas já

▶ 00:32:40 anunciadas na campanha eleitoral e que visam dotar o Estado brasileiro de mecanismos ainda mais eficientes para que possa combater a corrupção e a impunidade. Nossa vida. Nó aceitando mais isso. Seja pobre ou seja rico, seja negro ou seja branco. Bora P. [aplausos]

▶ 00:33:10 Nós não vamos dificuldar. >> Pô, furacão Holiday, hein? Ó. >> Pois é. É, e você consegue ver que ele acabou virando o maior orador da da geração dele. Não foi à toa. Logo no comecinho ele já tava certinho. A gente acabou conhecendo o Hold foi num vídeo que ele mandou pra gente falando do passe livre. Foi. Ah, >> ó quem tá aqui. Aqui. Que que que você tá fazendo aqui? >> Não, é óbvio que eu não ia deixar vocês falarem desse dia assim. Eu tá aqui. Não, eu tenho que garantir que a verdade

▶ 00:33:40 seja dita. >> É o fiador da verdade. Aí >> invadiu a cena para para garantir que ele vai falar merda de você. Não, não. Porque o negócio é o seguinte, quando eu cheguei lá e tal, eu vi o Alexandre toda aquela energia, né? Não, somos uma família, não sei o quê. O o Kin, né, que eu era um fã e tal, acompanhava os vídeos, já era relativamente conhecido, tava com aquele olhar de peixe morto, sabe? Uma coisa meio antipática. Então, a primeira impressão, digamos, não foi a das melhores. >> Vira, vira, vira, vira essa [risadas] [ __ ] Aê.

▶ 00:34:13 [ __ ] [risadas] >> eu eu fui legal. >> Não é não. Você parecia ter credibilidade, né? >> Parecia. Bom que ele fala no passado, né? Parecia. [risadas] >> Mas mas aquele dia eu saí, não sei assim com o pé meio atrás, sabe? Será que esses caras sabem o que estão fazendo? Não sei. >> Mas você voltou e aí a gente criou junto novo nome, o Fernando Holiday.

▶ 00:34:48 >> [música] >> Tari era para ser Fernando Fucker, [risadas] não sei se você lembra. >> Ainda bem que ficou Holiday, >> não? E mesmo assim eu achava que Hollid era uma coisa meio de drag queen, sabe? Uma coisa nome de guerra. >> É, >> mas foi tudo muito rápido. Você virou uma espécie de youtuber nosso no canal que chamava Inimigos Públicos. >> Meu sonho era me tornar uma espéci de Felipe Neto, sabe? Pessoal, vou chamar o meu amigo aqui da Fefelete para fazer um som com vocês. Valeu. Chega mais.

▶ 00:35:21 >> Cota, cota, cota pra cocota. Eu quero é [música] cota. Cota cota pra chochota. Eu quero é cota. Cota para jogador de dota. Eu quero é cota. Nota para pagar minha motoca e só não arder para quem não tirou a minha nota. >> Vou estudar. >> Realmente sonhava assim. Ah, vou ser um youtuber famoso. Felipe >> Felipe Negro. Ainda bem que a gente estraga sonhos, né? Imagina. [risadas] >> Desculpa, velho. Mas disso aí veio logo

▶ 00:35:53 a manifestação do 15 de março. E acho que o principal coisa que rolou, você se destacou muito ali >> e foi muito rápido, né? ele começar no YouTube, já tá na manifestação. >> E foi ali que a minha família começou a perceber que talvez aquilo ali pudesse dar certo, porque saiu no jornal, teve toda aquela repercussão. Nós queremos, pedimos, imploramos já. >> Mas você não ia muito com a nossa cara ainda. >> É, não. Eu achava que na verdade vocês eram um bando de playboys que não sabiam direito que estavam fazendo tal. Foi foi

▶ 00:36:25 um processo, digamos assim. A gente acabou só ficando amigo na marcha, mas aí ele é bom lembrar, né? A playboyada foi pra marcha, mas o teu, né? A mamãe, né? Não, né? Vamos assistir lá. Vai, vamos. >> [música]

▶ 00:37:20 >> Eh, logo após o 15 de março, a gente convocou 12 de abril para dar uma continuidade e tinha que marcar logo no mesmo dia pr as pessoas entenderem que criar um processo e não um passeio no parque. >> E cada manifestação que a gente fazia que era um pouco menor, a imprensa sempre ia lá como Butre e falava: "Olha, o movimento do impeachment tá perdendo força." >> A gente precisava se adaptar o tempo todo à circunstâncias políticas até pra gente não ficar, nós somos um grupo que organiza manifestações. A ideia do MBL nunca foi ser um grupo de organizar a manifestação. Manifestação é uma forma de você fazer sua ação política. que

▶ 00:37:51 você pode fazer ação política de inúmeras outras maneiras. >> Qual é o novo modelo disruptivo que a gente consegue criar algo poderoso e simbólico que continue construindo essa narrativa bonita e que não dependa das pessoas que agora estão no momento de energia cívica abaixo? >> Poucas pessoas sabem, mas a ideia da marcha foi do meu pai. >> A notícia da marcha foi um negócio bem complicado. Como assim andando para Brasília? Ele falou: "É por vocês não vão andando paraa Brasília? >> Nós temos que ir a Brasília.

▶ 00:38:21 Quem quer ir a Brasília? [aplausos] >> A narrativa principal que a gente queria fazer era: nós vamos sair de São Paulo com pedido de impeachment em mãos, com um grupo de pessoas que ia sair da capital do maior estado do país, ia rodar a estrada do a primeira rodovia dos Bandeirantes, depois em Anguera, depois entrava em Minas Gerais, Minas Gerais entrava em Goiás e Goiás entrava no Distrito Federal. Ali mostrar pr as pessoas, olha, nosso foco é o impeachman. A gente não tá indo pra Brasília lutar contra a corrupção. >> Eu não vou nem [ __ ] Foi isso que eu

▶ 00:38:51 pensei. O que eu tinha entendido, que eu tinha conversado com o Renan, era sempre ia ter uma pessoa com uma bandeira andando, mas não todo mundo andando ao mesmo tempo, indo de cidade a cidade. Aí chegou lá na hora era andar todo mundo todo o tempo. >> Aí foi bem triste. >> Quando a gente decidiu protocolar o impeachman, a gente tinha convicção que a gente tinha que partir pra atuação política em espécie. O que que é atuação política específica? Era articular com deputados. E foi isso que eu construí enquanto o MBL marchava. Trouxe deputados para que

▶ 00:39:22 aderissem nossa pauta, tentando convencê-los, tentando articular com eles. >> Eu passava o dia inteiro tanto postando coisa na internet quando vendo como vendo onde eles iam dormir, onde eles iam comer, onde eles tinham que estar tal horário, onde que o ônibus tinha que est em tal horário, quem eles encontrar, não sei aonde, enfim. ia combinando o caminho conforme a marcha ia andando. >> Quando a gente anunciou a marcha no dia 12 de abril não tinha nada planejado. Essa é a grande verdade. A gente anunciou e parecia tudo as mil maravilhas, mas a gente teve aí apenas

▶ 00:39:52 uma semana para produzir tudo. >> Tudo feito na hora. Era bizarro. Dá um medo às vezes. >> Fazer essa marca mais nada >> dois anos atrás. Fodeu, >> fodeu. Agora vai ter que andar. >> Agora vamos ter que andar para Brasília. >> Foi um dia de luta, um dia de teste. A

▶ 00:40:23 força do povo sempre vence. >> Nossa, que cara populista. >> Quando a gente chegou na Marginal Pinheiro, você tá andando no meio daqueles carros [música] e tal, aí você fala no meio: "O que que eu tô fazendo aqui?" A gente sabia que não é muita gente que vai poder andar o [música] negócio inteiro, mas que as pessoas vissem, andassem 10 km, andassem 20 km, cada um pudesse se doar para aquilo quanto conseguisse de fato. >> Meu nome é Fabrício, sou Jean Franco, sou Igoran. >> Meu nome é Cleudes, >> meu nome é Carlos. >> Meu nome é Raquel Pereira,

▶ 00:40:54 >> meu nome é Jean. Sou da cidade de Monaus. E aí, me conta do dia, ah, esse dia aí, dia 11 da marcha. >> Mas tinha um cara que chamou muita atenção, ele era diferente de todos os outros. Tava todo mundo com bandeiras do Brasil, shorts de caminhada, tênis esportivos. Fora o fato bizarro dele

▶ 00:41:24 andar com sapato social, a camisa botoada até até o pescoço, calça social, um terço na mão, >> um um óculos futurista assim aquele era o Ian, o ministro no meu carro. O >> tá ótimo, fumaram é uma maravilha. O L tem razão. >> E nunca senti dor no pé e nunca senti dor nenhuma. que ele a gente acabava de andar, tava tudo lascado, só o minisco que tava lá pulando, lutando box. Além

▶ 00:41:54 disso, ele ainda andava e lia. >> E o fado, ele tá usando mesmo sapato também todo dia era tens? >> Não, eu levei um confortável sapato de ouro, assim como se deve numa caminhada como esta. >> E o e o Renan tava encantadíssimo pelo menino, né? Ele toudo ágil, tudo, ele era magrinho, parecia que o vento levava ele. E ele, né? Ele era uma personalidade bem peculiar, tinha algumas diferenças. O era um Olav, então é como foi quando Olavo de Carvalho, né? Era Deus no céu, Olavo mais ou menos no

▶ 00:42:24 céu e o resto na terra. Olá, >> tá gravando? >> Nós estamos no >> Tá gravando pro documentário ou >> não sei. Eu tô gravando. >> Então vamos gravar. Vamos gravar. >> Vocês estão conversando o que aí? Estamos conversando sobre livros e a literatura. >> Então continuem aí. livro de o movimento da molecada de direita, uma

▶ 00:42:55 molecada pragmática, que faz política pragmática, que é articulada, que tá nas mídias sociais e no momento que o MBL abraça o impeachma de forma sistemática e faz uma marcha para Brasília, que é uma coisa que normalmente [música] você imaginaria que a UNI faz, certo? Então assim, é o tipo de ato simbólico. E a política desde a Revolução Francesa, ela é cheia de atos simbólicos. Se você olha todo o o século XIX, ela é cheia de atos

▶ 00:43:27 [música] simbólicos e os donos dos atos simbólicos era sempre a esquerda. >> Boa tarde, pessoal. Hoje estamos em Minas Gerais. Hoje a gente tá um pouco preocupado porque a rodovia não é o que a gente queria, né? Não tem acostamento. >> Eu acho que hoje alguém vai cara de cobre. É sempre um perigo possível. >> É uma bosta estrada, pelo menos não tá

▶ 00:43:57 esburacada, né? Bom, sol forte, não tem acostamento, trazendo maior perigo. Eh, então a gente precisa tomar mais cuidado. >> Eh, o K e o Holiday começavam a discursar e começou a ver uma competição saudável para ver quem era o melhor orador no grupo. E uma hora era o King, uma hora era o Holiday. Vai ser um momento histórico, vai ser um momento, enfim, que vai estar nos livros futuramente, que você precisa fazer parte e deixar todo o resto de lado,

▶ 00:44:28 porque agora o foco é o impitment do presidente Dilmaf. >> Agora depende de todos nós nos dedicarmos por um Brasil melhor e lutar por esse Brasil. >> E aí a gente foi palestrar em Uberlândia na Câmara Municipal, que era um município também governado pelo PT. Eu gostaria de dizer que a cena que acabamos de ver, um petista sendo expulsado pelo povo, é a cena que verão no dia 27 de maio. Mas não será apenas um, não será apenas um petista, será uma

▶ 00:45:00 cója de ladrões imundos que nos esmagaram todos esses anos. Eles serão expulso da mesma forma que assistiram nesse momento. >> E eu vi que tinha um vereador, tinha um vereador que ficava tirando sarro. Vereador ficava rindo, tirando sarro. Aí eu tava meio puto. >> Quem desvia o dinheiro do bolso do brasileiro não sou eu, é o senhor, é o seu partido, são os seus movimentos que atentam contra propriedade, que roubam no povo brasileiro, que atentam contra a triptição de poderes e destróem a nossa república. Olha pra minha cara aqui, sem

▶ 00:45:31 coragem, porque tá de costas. Olhe para mim agora. Pode continuar a andar, pode continuar com seus deboches. O povo brasileiro tá aqui, ele vai estar em Brasília no dia 27 e ele vai derrubar o governo do seu partido. Muito obrigado. [canto] [música] Eu vou pegar um terra muito quente.

▶ 00:46:02 Esse movimento é a favor da liberdade. >> Bom, tô aqui tomando meu meu último mineirinho na divisa de Minas com Goiás, admirando essa paisagem magnífica. >> E bom, enfim, eu adoro esse esse tipo de coisa, me faz refletir sobre a vida e mais do que isso, me faz pensar sobre o futuro que nos aguarda logo após o final dessa marcha. Enquanto percorríamos o Brasil a pé, a

▶ 00:46:34 Polícia Federal e o Ministério Público faziam a sua parte. A operação Lava-Jato acabara de prender João Vacari e uma série de delações eram homologadas, colocando cada vez mais o PT no centro dos esquemas criminosos. Além do pragmatismo político do MBL, além de ter um time numa marcha como essa, né? O time é eh fazer um ato fundador, né? Criar, como vocês mesmo

▶ 00:47:05 falam, quase um mito. Sai numa caminhada de São Paulo até chegar a Brasília, levando uma bandeira, uma disposição, um sentimento nacional que a classe política estava quase que acovardada. A classe política estava renunciando ou deixando de enxergar aquilo que o Brasil vivia. E vocês levantaram essa bandeira com todas as dificuldades, até porque eu

▶ 00:47:36 posso testemunhar que eu os recebi em Goiânia. A sensação que você tem eh é da chegada de um grupo de resistência. Um >> dia pesado, cansativo. [música] Tô com sono para caramba. Eu tô me juntando. Sou mais um patriota, como todo mundo aqui, né? Na Relate Patriotas é o nome do meu grupo. Eu sou de Belo Horizonte. >> A gente vai inovar aqui. A gente vai

▶ 00:48:07 continuar criando essa narrativa de que o impeachment tá avançando, de que as coisas estão evoluindo, que é importante, né? Senão as pessoas vão perder a esperança. E a esperança de uma manhã melhor é o carro chefe de um movimento político, porque se as pessoas desistirem de lutar também você fecha, apaga a luz e vai embora. >> Após um dia maravilhoso em Goiânia que a gente recebe a notícia de que, ok, a oposição não vai receber vocês, não vai ter protocollo de pedido de impeachment

▶ 00:48:37 nenhum. Não estamos proibidos de dizer a palavra impeachment. Ela apenas não está na agenda do PSDB. >> E aqui vale colocar, né, o Miguel R Júnior, né, quis no final, né, eu sou [ __ ] tô no impeachman, tal. Ele jogou contra o impeachment até o impeachment se tornar viável. >> Que o PSDB não vai pedir o impeachment no dia 27. Ele saiu fora e ele já já é oficial. E amanhã ele vai ter um vai ter uma reunião às 10 horas da manhã com os líderes dos outros partidos de oposição

▶ 00:49:07 para dissuadir eles de pedir o impeachment no dia 27. >> É lógico que naquele momento também [música] não era agradável todos ouvirem aquilo que vocês queriam colocar, o que vocês colocavam. >> Óbvio que ali naquele momento havia também [música] eh dentro do próprio PSDB uma série de outras leituras que não era só essa, o que significava a sucessão, o que significava o PMDB. assumir eh o governo, >> todo mundo que saiu às ruas dia 15 de março e dia 12 de abril, essa é a

▶ 00:49:39 resposta que os partidos de oposição estão dando para vocês, que a gente [música] entendia que dessa vez o protagonismo era das ruas. A gente, como eu falei, a gente chegou onde a gente chegou porque a oposição falhou e a gente [música] pegar e tirar o protagonismo e a esperança das ruas e depositar naquela oposição de novo era um erro estratégico gigantesco.

▶ 00:50:16 >> [música] [música] >> เ >> [música]

▶ 00:50:47 [música] >> Após a atuação desastrosa do Est Neves em deslegitimar o dia 27 e acabar com o impeachment, a gente tinha que dar uma resposta não só pro grupo, mas pra população em geral, de que o movimento antidilma e o movimento per impeachman, ele continua firme e forte. Então, parar a estrada, botar o bandeirão foi [ __ ] para [ __ ] foi muito bom. E mostramos que não dependemos da oposição, não dependemos de A, nem de Caiado, nem de Carlos Sampaio.

▶ 00:51:19 >> Deu, não sei, eu houve pavo de 10 até 100 km de congestionamento. >> E aí eu fiz [música] o meme, eu do na mão da Dilma, vergonha. E aí é a Folha. E foi a primeira vez que a gente viu um meme político ser publicado impresso [música] na Folha de São Paulo. Uma pessoa que tem demonstrado total

▶ 00:51:49 incompetência e irresponsabilidade. Chega, a inflação tá descontrolada. O governo não consegue mais controlar a economia. Política. O Brasil tá no fundo do pode. >> Nós não podemos perder esperança, porque o poder ele está nas nossas mãos. Nós apenas temos que descobrir que o poder é nosso. Direita bandeira para dentro. >> Tranquilo. A gente tá acompanhando vocês, tá? Tá apoiando o movimento.

▶ 00:52:20 Beleza. >> E agora a gente tá próximo ST. Vamos lá. Bora. >> Bom, então pessoal, o que tá acontecendo agora é o seguinte. É ali tá o acampamento, o assentamento do MST. A gente tá ficando aqui num lugarzinho escondido para vigiar se o pessoal tá tendo movimentação estranha. [ __ ] >> fora PT, [aplausos] fora PT, >> fora PT, fora PT, [aplausos] fora PT, fora PT, fora P,

▶ 00:52:54 >> fora PT, >> fora PT. Fora PD, fora PT, fora PT. >> Grande verdade é que a grande maioria do povo brasileiro quer fora PT, fora Diva em Pachman já. Que Deus abençoe a nossa marcha. Vamos em frente, meninos. Coragem. Vamos atravessar. Vocês estão quase chegando, quase chegando.

▶ 00:53:43 [música] Povo brasileiro, de dia ou de noite, fora Dilma. >> Fora Dilma. >> Aconteceu acidente aqui na BR60 aqui, ó. Bateu ali. >> Ô, meu, você tá bêbado, meu? Quem é que tá dirigindo? Esse cara. >> Quem que tá dirigindo? >> Você tá bêbado, meu irmão? Cara, >> ô mano, é >> você matou uma pessoa, meu irmão. Não

▶ 00:54:14 foi bora filho da [ __ ] >> Para, >> para, para, para, para, para, para, pelo amor de Deus, >> para, para, para. Você é preso, chama a polícia. Aí eu levantei assim, aí olhei pro meu braço, tava assim, tudo ensanguentado. Aí eu levantei com outro braço, porque eu

▶ 00:54:44 levantei com outro braço, eu vi a Amanda com o rosto todo ensanguentadas. >> Eu participava do vem pra rua Brasil quando eu conheci o MBL, os meninos da marcha. Só lembro de falar o meu nome e o número do meu CPF dentro da ambulância. Não lembro de nada. >> O que aconteceu, né? Viio um cara bêbado que bateu em outro carro e outro outro carro bateu na gente. >> Ele bateu num carro de família. Nós pensamos num momento que aquela família que tinha atropelado, >> a gente tira ele do carro, ele tá bêbado, aí queriam linchar ele, a gente

▶ 00:55:15 separou para não linchar. Foi um clima muito pesado. >> 400 por hora a gente estava no apostamento. >> E depois a polícia de Alexânia entrou em contato umas três vezes porque o cara era envolvido nesses movimentos e ele vivia de uma cidade para outra. Então não foi um acidente por por coincidência, mas eles acreditam que foi ocasional, que foi porque queriam fazer aquilo com a gente, >> né? É possível que fosse, é, mas tava bêbado e enfim, tem bêbados dirigindo,

▶ 00:55:45 tem. A gente não sabe dizer o que aconteceu, mas a gente teve uma sorte muito grande. A chance de alguém ter morrido aquilo lá era bem grande. Não, >> não filma isso aqui não. >> Desliga isso aí, pô. de todo esse tempo de ativismo, foi um dos momentos mais tensos foi essa marcha do impeachment para Brasília quando aconteceu esse acidente. >> Eh, a gente sempre paga um preço, né, por nossas escolhas e eu faria de novo sem arrependimento.

▶ 00:56:15 Com certeza faria de novo. >> Eh, todo mundo viu, tal. Vou ficar com muitas delongas para ser um acidente. Eh, ela tá bem. Você já tem as notícias todas oficiais. Ela tá 100% bem, nem >> eh já fez o a tomografia, não teve nenhuma lesão no cérebro. >> O Kim também. Enfim, de novo, só lembrando, isso aqui é arriscado para [ __ ] que já é a terceira vez que alguém quase morre. A gente já enfrentou o caminão rodando no meio da estrada agora. Isso aqui hoje. E vai ser assim

▶ 00:56:45 até o final e não tem muito que a gente faça para mudar. Isso aqui é complicado. Alguém tem alguma dúvida com relação a isso? O Rubinho me ligou. Rubinho é o cara que tá fazendo articulação nossa, que a base do PSTB no Congresso vai est com a gente lá e ela tá brigando com a por contra decisão dele e aí tudo aquilo que a gente achou que perdeu, estamos de volta no jogo, >> tá?

▶ 00:57:15 >> E finalmente chegamos ao Distrito Federal. Se isso aqui é um momento de ruptura pro surgimento de uma nova oposição, que no caso a gente pode ajudar a encabeçar, eu não sei. Eu tô sentindo que sim, mas que é talvez um dos momentos mais importantes da história do Brasil, eu tenho certeza. >> Na véspera da chegada da marcha pela Liberdade, a o pessoal já estava em Brasília e eu ainda tava articulando dentro do Congresso Nacional, tentando construir alianças para os deputados irem recepcionar a marcha. vocês decidiram hã buscar o Congresso,

▶ 00:57:48 que eu achei sensacional, [música] tá? E decidiram fazer aquela caminhada. Essa gurizada é louca, é ousada, né? Mas o breche disse que que o futuro é dos loucos [música] do presente.

▶ 00:58:44 >> [música] [música]

▶ 00:59:22 >> para trás. E esperamos que o Congresso aja de forma independente, como vem agindo desde que o senhor assun que leve à frente esse diálogo com a população que é tão importante nesse momento em que uma nova política surge, que é a força de a gente

▶ 00:59:52 vem aqui para trazer legitimidade do trabalho que a gente já e ter parceria. Se a parceria for frutífera, a gente pode realmente ter mudanças que vão alterar o rumo do país. Eu acho que todo que todo mundo aqui quer. >> Nós [limpando a garganta] vamos ver o que que nós vamos precisar nos embasar juridicamente para poder concordar ou discordar de cada ponto que tá sendo colocado, que na hora que eu tiver a minha decisão tomada, ela seja dada com embasamento técnico e não simplesmente com adição política. Então, eu não sou o dono do processo, eu sou apenas uma peça do processo que tem a minha obrigação

▶ 01:00:23 regimental de receber, processar, dar curso e todos os meus hábitos aqui na casa são passíveis de serem recolhidos. Então, nada se esgota em mim. É uma coisa pessoal, unipessoal que morreu ou dá seguimento pela minha única decisão pessoal. Fiquem tranquilos que vocês vão ser tratados o o que vocês estão trazendo e vocês mesmo, com todo o respeito que vocês merecem. Sejam muito bem-vindos e a casa vai

▶ 01:00:59 >> o que entra pra história é ou a nomenclatura daquilo que os detratores fizeram ou a caricatura do que os detratores fizeram. O que que os nossos detratores usam contra a gente é principalmente aquela foto. Então é aquela foto que vai entrar pra história e para mim não tem problema nenhum, acho maravilhoso. Mostrou que a gente teve coragem de ir lá tirar foto com o Eduardo Cunha, protocolar o pedido de impeach, fazer o que tinha que ser feito, independentemente da do risco que tinha pra imagem. Lula sabia [música] de tudo. A Dilma R também

▶ 01:01:29 chora Bista [música] corruptor que nunca enganou ninguém. Somos a [música] banda mais local, a banda local liberal, [música] a banda que desestatiza a empresa estatal. Sabia de multou a Dilma serve também. Choraista [música]

▶ 01:02:00 corruptou e nunca enganou ninguém. Não há nenhum gesto da minha parte que possa dizer acabou a governabilidade do governo hoje, mas saiba que o presidente da Câmara a partir de hoje é a oposição ao governo >> aquas macror fala para ele passar o endereço que ele tá que procur e o do PMDB tem que ser por nós

▶ 01:02:33 do líder para ele gerenciar, para ele cobrar antes do impeachment. >> Tá aqui, ó. Hoje foi o dia em que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, oficialmente rompeu com o governo. Isso significa que ele está tão lascado que ele tá arriscando tudo aí e ele quer lascar com o governo em retaliação. >> E ele quer passar tudo sem vítima >> e tá tudo na constituição e no

▶ 01:03:03 regimento. Dá-lhe regimento. Ao mesmo tempo, a oposição institucionalizada junto com o Miguel Reali, né, eles perceberam que eles precisavam fazer alguma coisa, né? Então, foi um período de entreatos ali. Houve a manifestação 16 de agosto, onde a gente se fortaleceu muito, foi uma manifestação robusta, foi muito mais forte 12 de abril [música] e mostrou pra classe política que, ok, esqueçam, vai ter manifestação, essas forças das ruas vão continuar agindo e vocês vão ter que se moldar o processo.

▶ 01:03:33 A percepção que começou a existir em Brasília e inclusive na oposição era de que eles precisavam aderir o impeachment. tinha uma dificuldade em aceitar o nosso pedido, principalmente por parte do PPS, que era mais à esquerda, [música] PPS, PSB, os partidos mais à esquerda que queriam apoiar o impeachman, não poderiam apoiar o nosso impeachman, né? E a gente tinha que ter a resiliência necessária para criar uma nova estratégia de articulação para fazer passar. E aí eu me lembro que a que a liderança do PSDB, o Carlos Sampaio, numa reunião, falou: "Olha, Rubens, eh, existe um simbolismo muito

▶ 01:04:04 grande no pedido de impeachment do Hélio Bicudo. O Hélio é um dos fundadores do PT, né? Então ele tinha tinha uma imagem muito forte, era muito simbólico ali, tá? O fundador do PT, um cara que viu o Lula desde o comecinho, um cara que foi deputado federal pelo PT assinando o pedido e era meio que um alívio pros partidos de esquerda falar: "Pô, é realmente não é um negócio de direita". E e o e o movimento busca a unificação do país em torno da ideia da democracia, né, da, enfim, da da liberdade para

▶ 01:04:36 todos, não para, apesar uma uma >> uma parcela para um partido, né? >> É exatamente nada é a partidária, não temos nada com ver com partido político, eu não tenho nada a ver, acho que você também já o tem. Então, o o nosso movimento é o movimento do dos brasileiros. Então, a a o aparecimento, o surgimento do Dr. Hélio nessa história, eh, significa o seguinte: é um homem de 90 e poucos anos de idade, que por 40 anos foi promotor de justiça, que

▶ 01:05:06 lê a denúncia e de Janaínas, você está com a razão sobre ponto de vista político, seu ponto de vista jurídico, sobre o ponto de vista da estrutura dessa peça. >> A primeira peça deles era muito parecida com a nossa, tratada das pedaladas fiscais. Na verdade, ele era diferente em relação às pedaladas, porque eu nem abordei as pedaladas, mas não eh diferente no que diz respeito ao descontrole das contas públicas, que as pedaladas, a origem das

▶ 01:05:36 pedaladas é o descontrole das contas públicas. >> Bom, mas afinal, o que são pedaladas fiscais? Para explicar, temos aqui Maurício Chivartes, dos chefes na rua. >> Vou explicar isso aqui para você de um jeito mais comida de rua. Digamos, você queria começar teu próprio negócio, abrir sua barraquinha de cachorro quente e gourmet, um food truck, que nem esse aqui, que que você faz? Vai no banco, levanta um empréstimo de uns R$ 100.000 e começa a brincadeira. Para melhorar, papai fala o seguinte: "Filhão, paga esse empréstimo aí que você pegou em um ano que eu ponho mais R$ 100.000 no teu

▶ 01:06:07 negócio." Menino, vai pra rua animadaço. Só que chega lá, o dia a dia é outra coisa, né? É ponto da salsicha, é milho, ervilha, batata palha, coisa não é tão fácil quanto ele imaginava. Fim do ano chegando, as contas não estão fechando. O que que o filhão faz? Deixa de pagar aquele empréstimo, segura umas parcelas, deixa o dinheiro na conta e mostra pro papai: "Olha aqui, papai, tô indo bem pr caramba. Olha o dinheiro. Esse é o meu menino. Tá aqui mais R$ 100.000. Sabe o que que o Fileão acabou de fazer agora? Uma pedalada fiscal.

▶ 01:06:38 >> Naquele momento eu nem sabia que eu tinha sido professora do Renan, entendeu? Porque são muitos alunos, eu não sabia. E a e a face mais visível, né, do MBL é a do Kim. Eu acho que fui eu que liguei. Eu falei: "Olha, já houve um primeiro contato com outro movimento, eles aceitaram apoiar o nosso". Então, assim, com muito respeito, eu estou fazendo uma consulta porque assim, veja, quando você faz um trabalho e você e os meninos foram a pé paraa Brasília, cria um laço emocional com a coisa. Então,

▶ 01:07:08 ninguém tem direito de falar: "Ó, larga a mão do seu e vem apoiar o meu, entendeu? ninguém tem esse direito. E a resposta foi praticamente imediata, entendeu? Então eu acho isso assim um, eu acho que esses movimentos, né, essa coisa de você desistir do seu para apoiar o do outro, isso tem uma grandeza humana muito muito significativa. Aí veio a MBL, eu tinha uma interlocução com com MBL e nas ruas e o professor Miguel, uma interlocução com o pessoal

▶ 01:07:38 do vem pra rua. >> A sociedade entrou naquilo, né? a sociedade assinava junto com juristas, com pessoas que entendiam do assunto, com pessoas que estavam lá eh eh dentro dos poderes. E a honra de ter sido, né? Nosso nome tá lá, nossa assinatura tá lá paraa Dilma [risadas] olhar de vez em quando. Depois da campanha eleitoral

▶ 01:08:10 de >> um remédio que tá prescrito na Constituição nunca pode ser qualificado de golpo, né? Nós estamos agindo de acordo com o que a Constituição diz. Em primeiro lugar, eu não sou do PT, >> foi só foi fundador. >> Eu, mas não sou, não quero dizer nada. Eu há muito tempo que eu deixei o PT porque não concordo com a com a maneira do PT gerir a a sua própria administração. Eu acho que o Fel Miguel também, nós somos brasileiros.

▶ 01:08:41 >> Uhum. Eu eu diria em acréscimo que esveram sempre juntos em defesa dos direitos humanos. >> Isso mesmo. >> Eu digo com toda tranquilidade que hoje tem muito mais elementos do que havia em 92. Fora isso, se fez toda uma fraude com relação às contas públicas para dar uma falsa aparência de estabilidade pros investidores nacionais e internacionais. >> As pedaladas permitiram que se fizesse um escudo, um biombo por via do qual se escondeu a situação efetiva das finanças brasileiras. >> Nós temos aqui hoje inúmeros movimentos

▶ 01:09:13 sociais representados, né, pela Carla, pelo Kim, pela Delaide. São três gerações, né, de denunciantes aqui. Três gerações e jovens dando força para isso. Importância dessa força é que não venham com argumentos formalistas para querer não dar seguimento para isso. >> No dia 27 de maio, a gente protocolou o nosso pedido de impeachment. Héli Bicudo

▶ 01:09:43 também protocolou o pedido de impeachment dele recentemente. A ideia é a gente mostrar que existe essa união entre a esquerda democrática e o novo pensamento comunitário que tá surgindo, novo pensamento liberal que tá surgindo e que independentemente de ideologia, as pessoas estão aqui para reconstruir o país. As pessoas estão aqui para derrubar de Musf e retornar ao debate democrático. >> E aí o Cunha recebeu e nós juntamos as peças num pedido só e foi o pedido que posteriormente derrubou a Dilma Roussef. Olha, esse aqui é um é um momento que na

▶ 01:10:17 história do mundo, né, eh levou a a a as levou as pessoas a seguirem este ou aquele caminho. Então eu repito o que dizia Júlio César quando ele atravessou o Rubicon para eh tomar conta do do do governo eh romano Alia Jacquaes. A sorte está lançada. >> 1000 km marchados, pedido embasado por juristas de renome e mesmo assim o

▶ 01:10:49 impeachment não andava. Em outubro, as contas da presidente Dilma foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, fato inédito na Jovem Democracia Brasileira. >> Os ministros do [música] Tribunal de Contas da União disseram que o governo Dilma Russef escondeu do país o real estado das contas [música] públicas. Agora não era um partido de oposição ou um movimento de rua denunciando crime, era um braço do próprio estado. O flanco estava aberto

▶ 01:11:19 e a gente precisava atacar. >> Meu nome é Ang Garcei do movimento Brasil Livre e este é o nosso ato de resistência pelo impeachment de MCEF na frente do Congresso Nacional. Venham conhecer. [ __ ] agora com a vitória no TCU, com o pedido de impeachment firme, com o presidente da Câmara com medo, é um gato acuado. Uma hora que você acuou ele muito, ele vai te bater, ele vai para cima. Era a hora de fazer algo [música] diferente. >> Aí o Alexandre teve a ideia, falou:

▶ 01:11:49 "Bom, por que que a gente não acampa então na frente do Congresso >> e a gente não sairia de lá enquanto o impeachment não fosse acolhido". Pronto, >> até o Cunha realmente parar de usar o o pedido de impeachment como barganha, né? com com a Dilma, como a gente acreditava que ele tava fazendo. >> E aí chegando lá, OK, nós vamos acampar, como nós vamos fazer? Precisava da autorização tanto do Eduardo Cunha, que era o presidente da Câmara, quanto do Renan Calheiros, que era presidente do Senado. >> A gente conseguiu a assinatura,

▶ 01:12:19 autorização do Eduardo Cunha para pra campanha em frente ao Congresso, só que pisava também do Renan Calheiros e o Renan Calheiros não deu, >> repartiu o gramado, se o gramado não fosse do Brasil, né? né, que fossem uma metade fosse da Câmara e uma metade fosse do Senado. >> E aí a gente colocou só na parte da Câmara e os deputados de oposição colocando barraca e tal, com 10 gatos pingados correndo com umas barracas abertas nas costas, invadindo o gramado, enquanto uns seis deputados federais correm do outro lado, chegam e impedem

▶ 01:12:50 que a Polícia Legislativa expulse a gente lá.

▶ 01:13:25 Que político bilionário, que grande empresário tem uma vista dessa >> hã, >> vem para cá, monta tua barraca e vem ter a vista mais privilegiada do Brasil hoje. A vista do lugar onde você vai poder derrubar de uma Russia. >> Talvez não tenha sido a melhor ideia do mundo e talvez não tenha sido muito bem planejado, mas ocorreu. >> Esses são os alojamentos. Já contamos com um grupo de mais de 70 pessoas vindos de todas as regiões do Brasil. Vou mostrar para vocês por aqui as residências do pessoal que tá chegando.

▶ 01:13:55 Barracas amarelas, azuis, verdes, de todas as cores. E ali outro dos nossos coordenadores, multidão vindo jovens para esse ato de resistência. Almeida, >> e aí >> corre aqui >> nosso coordenador da Bahia, Ricardo do Almeida. Olá. Aqui aa central do acampamento da resistência lauge da república frente ao mole

▶ 01:14:25 >> com sofás suprimentos >> área de convivência nacional por aqui se vê que o pessoal também trabalha dentro do congresso, tá sempre indo para trás dos deputados correndo os votos pela impío fazendo o lobby necessário aqui a nossa cozinha. Deixa eu apresentar Beto Maura. Beto, >> deixa eu mostrar o nosso cozinheiro. >> Brasil com frango. >> Nosso cozinheiro profissional, Beto Maur

▶ 01:14:55 tá cuidando da comida todos os dias aqui pro pessoal. As mulheres aqui são muito cuidadosas. Dá uma olhada. Olha, olha a malade. >> Todos os suprimentos cedidos por pessoas de Brasília que apoiam o movimento e vem todos os dias entregar para nós resistirmos aqui com apoio popular. É >> por último, não tem como >> prefeito do acampamento, Pedro Cheiro. >> Olá, como vão pessoal organizado. >> Estamos aí me intitularam, tá, mas o

▶ 01:15:25 salário é pouco, mas estamos aí, somos guerridos. >> Muito obrigado, pessoal. E vocês não fazem como ideia como é maravilhoso acordar todos os dias com essa vista. Gra. [música] >> A parte mais legal do acampamento foi a conexão dos vários núcleos do MBL. >> Sou de Campina Grande, Paraíba, Blumenau, Santa Catarina, >> na Bahia, em Alagoas, em Brasília.

▶ 01:15:55 Vai, vai, vai, vai, vai, vai. Combate, combate, vai. >> Fora todos os outros movimentos, era um negócio meio medieval. Então cada um chegava, colocava suas bandeiras numa região do acampamento. Então era o vem pra rua, o embell do rio, fora podres, fora corruptos. Olê, olê, olê, [música] olê. Estamos na rua para derrubar o PT. A, o jornal da Globo fazia takes

▶ 01:16:25 noturnos na frente do Congresso ao vivo para cobrir, para falar as notícias políticas do dia e a gente reparava que a gente nunca aparecia nesses takes. Um belo dia avisaram: "Olha lá, tá, tem um furgão da Globo, pessoal. E a Globo não quer, ela tá filmando aqui e ela não quer incluir o acampamento, ela tá querendo cortar do take o acampamento. Disse que não é pertinente, sendo que ela vai falar sobre impeachment e a gente tá acampado para isso. Então vamos todo mundo lá. Vamos lá. Vamos, vamos pegar gol. >> Nós desistimos, cara. A nós desistimos.

▶ 01:16:57 >> Eu só queria a compreensão que a gente tá fazendo um trabalho até 1 hora da manhã, assim como vocês também. O cara falando isso aí é legal também, >> mas só para não atrapalhar o nosso trabalho. Não, >> ele vai atrapalhar, ficar só atrás. >> Vai ficar atrás. >> Nós estamos acampando uma semana a gente de longe. A gente não é nem ficar perto. Ignorar nossa existência. >> Quando vocês vão fazer uma matéria sobre futebol, tem uns torcedores atrás. Quando vocês vão fazer uma matéria sobre qualquer coisa, tem gente atrás. Por que não ter gente atrás de vocês aqui? Ah, eles não.

▶ 01:17:27 >> Renan, fala. >> Obrigado. >> Bora. Muito obrigado. Valeu. >> Valeu. >> Derrubaram o trabalho de um dia. Nós vamos derrubar a Dilma. Derrubar vai derrubar também. >> Decidiram ignorar a nossa existência aqui para não mostrar pro telespectador da Globo que nós existimos, que nós estamos acampados aqui. Eles querem apagar a luta pelo imp. Por que isso? Alguém aqui vai tentar de usar de violência ou aparecer? Não. >> Só queremos mostrar que a nossa luta

▶ 01:17:57 existe. Tem gente do Brasil inteiro. De onde serve? São Paulo, uma semana aqui, >> Espírito Santo, >> Rio Grande do Sul, >> Catarina, >> Santos, >> Belém, >> Santa, Santa Catarina, >> Campinas. >> Por que você tá fazendo isso com a gente, Globo? que uma coisa é você fazer um gesto de rebeldia num único momento, num único ato. A outra coisa é você externar por um período longo isso, as pessoas começam a perceber que essa indignação ela era do cotidiano de vocês e vocês reproduziam o cotidiano da

▶ 01:18:29 sociedade brasileira. Você depois vocês começaram a vir com câmeras, né, a tomar posição dos deputados e a registrar. Então aconteceu isso também, né? A estrutura da Câmara ficou aberta para vocês. Caso um pedido de impeachment venha ser votar na Câmara dentro dos deputados. Se eu voto ser assim, >> nem sei quem você é. Tô dizendo que não vou falar com você. Sabe quem é? Não pressiona, >> opressão. Deputado não quis saber.

▶ 01:19:01 Ele não quis conversar comigo, já saiu correndo. Aí contrário ao impeachment. Fica aí o recado aos eleitores dele. >> Como vota o senhor e como vota o PPS? Favorável ou contrário ao impício? A gente também passou em relação a isso. Eu tava lá presente. Um abraço. >> Mas por favor, se houver mais uma manifestação, eu vou pedir a retirar o >> Por favor, [música] por favor. [aplausos]

▶ 01:19:33 >> Eu quero meu tempo de volta, presidente. Por favor. Eu vou juntar a gente e vou botar vocês para correr daqui do frente do ponto de vagabundos. São vagabundos. Você vagabundos. >> Vamos pro pau com vocês agora. [aplausos] Vai acabar. Estamos no quê?

▶ 01:20:05 Nossa não vai acabar. Sim, sim. A gente não vai entrar também do acampamento. >> Nós estamos legalizados aqui por uma questão legal. Estamos sobre a proteção do pessoal ali. >> Sim. Tranquilo. >> Então só isso. Mais nada. De boa. >> Tranquilo. Tranquilo. >> Então tá bom. Parab. Boa luta para vocês aí. Confusão.

▶ 01:20:35 Ninguém quer arrumar confusão. >> A nossa bandeira jamais será vermelha. Vermelha a nossa bandeira. Vamos na rua para derrubar o PT.

▶ 01:21:12 >> [grito] [gemido] >> Viemos para tirar a Dilma, não viemos para brigar. Viemos para tirar a Dilma, não viemos para brigar. tirar aqui, >> isso aqui é para você que não veio, entendeu? herói. Deu 24 horas, eh, chegou uma

▶ 01:21:44 turma do movimento do sem teto e simplesmente quis expulsar a gente do nosso próprio acampamento >> e, mano, soltando rojão na gente, tacando pedra, dando paulada voadora. Eles vieram realmente com intuito de arrancar as barracas e enfim, graças a Deus tinham gente lá na naquela hora que impediu e começou a enfrentar eles. E tratei imediatamente de formar uma linha, fiz questão que eles pegassem as bandeiras e realmente mostrasse pros caras que ia ter resistência e que

▶ 01:22:14 ninguém expulsar a gente de lá. Vamos na rua para E começaram a gritar, xingar todo mundo. Alguns aproveitavam, né, para para dar um um soco ou um chute em alguém e sair correndo lá no meio. >> Enquanto isso, eles colocavam mulheres algumas delas com crianças ou grávidas na frente, né, como uma espécie de barreira para que a gente não pudesse

▶ 01:22:45 avançar. MBL, [aplausos] MBL, MBL. >> E a gente adotou a seguinte tática, né? A gente ficou de costas para eles para ninguém falar que nós estávamos agredindo os pobres coitadinhos, né? >> Eu lembro que eu levei alguns chutes na nas costas, um deles foi até fotografado pela Folha de São Paulo. Fiquei com o meu ombro deslocado por alguns dias, mas eh valeu a pena. Naquela região ali que

▶ 01:23:15 tá que tem a luz, que tem a o farol, não tem ninguém. Por quê? Porque eles foram embora, deixaram todo o lixo ali. Dizem eles que vão voltar >> amanhã, né? Eles foram dormir em algum lugar e vão voltar amanhã. A gente tá acampado aqui e é isso. Continuaremos e nós sim somos a resistência. O conflito com o com os gangsters do CBA Machado fez com que o acampamento crescesse muito. começaram a vir

▶ 01:23:46 reforços do Brasil inteiro e ele foi aumentando de tamanho, aumentando de tamanho, aumentando de tamanho. >> [música] >> Yeah.

▶ 01:24:20 >> [música] >> estava bombando, mas o impeachment nem tanto, já que Eduardo Cunha usava de barganha todo o custo para tentar se livrar do conselho de ética. >> Conseguiu a cedo suspender [música] os trabalhos do Conselho de Ética numa manobra regimental para atrasar a análise do relatório que pede a continuidade do processo de cassação dele. >> Ele não tava exatamente no melhor momento dele e ele também não tava botando o nosso impeachment para andar. >> A verdade é que Brasília não foi feita pro povo estar na rua. Olha esse lugar

▶ 01:24:50 no meio do cerrado. Longe de tudo, calor escaldante. Os prédios são distantes uns dos outros e extremamente desconfortáveis. Suas ruas padronizadas e o concreto cinza e frio dão um tom depressivo que toda cidade planejada por comunista merece. É uma cidade só para os políticos e seus funcionários. Ninguém quer ter você aqui. E a gente já tava lá há 25 dias. Uma hora eles iam se cansar.

▶ 01:25:27 O senador Deluxílio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, foi preso logo cedo pela Polícia Federal neste hotel em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Teoriza Vasque do Supremo Tribunal Federal. E o Deus Aral era exatamente um agente que tava negociando junto a forças do PMDB e aparecia e aparentemente ele tinha conversas muito próximas do próprio Eduardo Cunha. >> Quando prenderam deídio, não tinha mais com quem negociar. Cunha estava com seus dias contados, mas ele tinha uma carta na manga. >> Eu proferi a decisão é com o acolhimento

▶ 01:25:58 da denúncia. A argumentação para o ano de 2015, ele traz a edição de decretos sem números no montante R bilhões deais. que foram editados em descumprimento à lei orçamentária, afrontando a lei 1079 no seu artigo 10º, parágrafo 4º e sexto. São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado

▶ 01:26:29 por mim. Nós estávamos, não digo desistindo, mas meio que perdendo a esperança. Tanto é que eu fiz um vídeo dizendo que o presidente da Câmara ia incorrer no crime de prevaricação, né? Se ele pelo menos não despachasse, >> o Eduardo Cunha teria usado os movimentos, especificamente o MBL, para o objetivo de derrubar o governo. Mas será que não é o contrário? Eu acho que o Eduardo Cunha foi um instrumento que tinha que ser usado na hora, porque ele sentava lá no comando da Câmara para

▶ 01:26:59 fazer chegar a ele uma pauta que era popular. >> Se ele não acolhesse o impeachman, ele ia responder às ruas. Então ele tinha que fazer uma escolha entre o PT e o povo. E ele por uma razão que achou mais inteligente, não necessariamente por paixão ou compromisso, não acredito nisso, ele acabou escolhendo o povo. >> E quando eu recebi a notícia, nós fomos, foi todo mundo correndo pra Paulista e a gente ficou ali na avenida na frente do MASP e brincando e todo mundo

▶ 01:27:29 comemorando. Os representantes do movimento Brasil Livre e de outros grupos fecharam a Paulista no sentido Consolação. Em Porto Alegre, a manifestação reuniu 30 pessoas de acordo com a Polícia Militar ou 70 nas contas dos organizadores. Os manifestantes comemoraram o acolhimento do pedido de impeachment da presidente Dilma, mas deixaram claro que não apoiam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. E aí o Renan teve a ideia de fazer uma campanha que era esse impeachment é meu Fred foi lá, trabalhou no design, fizemos tudo bonitinho e a gente falou:

▶ 01:27:59 "Pô, vamos fazer isso creative commons, né? É inspirado no Diretas já. A gente não queria algo que pertencesse o MBL, a gente queria algo que juventude de partido pudessem usar, a gente queria algo que os outros movimentos pudessem usar. E aí nós marcamos pro dia 13/13, do dia 13/12 às 13 horas, que foi eh um esquenta. >> A gente convocou a manifestação para uma semana depois e não foi uma manifestação grande, foi uma manifestação menor. >> Podem vir atrás de mim, todo mundo que dá, que tá aqui, dá a cara para bater e

▶ 01:28:29 não tem medo do PT. [aplausos] Ninguém aqui, ninguém aqui tem medo de bandido. Todo mundo tá aqui pela pátria que é algo maior que nós mesmo. [aplausos] A gente não vai parar. >> A imprensa falam que o impeachman pertence ao Eduardo Cunha. Aí pergunta que fica, esse impeachment é são ou do Eduardo Cunha? >> [aplausos][grito] >> Esse impeachman é meu, é seu, é de todo

▶ 01:28:59 mundo. Os brasileiros construíram impeachman. Mas não é fácil tentar derrubar quem está há 13 anos no poder. O contra-ataque veio rápido. Na semana seguinte, a manifestação contra o impeachment foi [música] maior que a nossa. A imprensa adorou. A manifestação é tão extensa que a gente está no miolo de todo esse grupo composto por milhares de manifestantes. >> Um grande investimento físico, monetário da parte dos nossos adversários. Finalmente tiveram mais gente do que a manifestação dos coxinhas.

▶ 01:29:34 >> E gostaram mais ainda quando no dia seguinte o STF acatou um pedido do PCDB para que revisassem o rito do impeachment. Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram anular os procedimentos adotados pela Câmara até agora no pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma. A comissão do impeachment que havia sido montada pelos partidos e que era amplamente favorável ao lado de cá, ela foi dissolvida pelo Supremo. O rito definido pela Câmara dos Deputados e

▶ 01:30:06 pela mesa foi exatamente o rito aprovado quando do impeachment eh do ex-presidente Color >> e intervenção, porque da mesma forma que o Congresso não intervém o regimento interno do Supremo, o regimento interno do Supremo, o Supremo não poderia intervir no regimento. Então houve até excesso, entende? de disposições, pretendendo proteger o presidente Hil. >> Nós estamos falando de uma Suprema Corte em que a maior parte dos membros foi

▶ 01:30:38 nomeada pelos governos do PT que >> estavam ali cumprindo, alguns deles cumprindo missão partidária, fez com que a Constituição naquele momento ela não foi rasgada, mas ela foi escrita, ela foi emendada. A Suprema Corte, ela é guardiã do pacto social, que tá materializado na Constituição. E quando tá um conflito nesse pacto, o Supremo entra e pacifica. Ele diz: "Não é isso, mas no Brasil ele passou a ser o contrário. O Supremo passa a ser gerador

▶ 01:31:09 de fatos de instabilidade, como foi nesse caso. >> E obviamente como o Congresso ia ficar fechado ali em janeiro, era recesso, a gente teria um mês de nada logo após o Cunha acolher o impeachment. Ou seja, aquele era talvez o nosso pior momento desde o começo. Até aqui a estratégia deles foi de nos ignorar, mas em 2016 eles foram pro ataque. O establishment criava sua própria versão dos fatos, que o

▶ 01:31:40 impeachment perdeu força, que as ruas eram vermelhas e que os movimentos antidilma eram comprados pela oposição. [música] O Mberry acabou de fechar com a com o PSDB, dem PMDB, uma articulação para eles ajudarem e aí também com a força sindical que é o Paulinho, né? Uma para divulgar o dia 13 com uma usando as máquinas deles [música] também, enfim, usar agora uma uma força que a gente nunca teve e foi o Bell que montou isso. A gente fez, a gente tá costurando agora com todos eles para ter o impeachment, a

▶ 01:32:11 gente tá em outra, a gente tá realmente causando problemas pra Dilma. O Wall pegou basicamente com um jornalista que veio a trabalhar depois pro Instituto Lula, um cara muito isento. Ele pegou um áudio meu que havia vazado comentando sobre [música] este momento específico e resolveu falar que nós recebemos dinheiro de partidos para fazer aquilo, quando na verdade nós exigimos dos partidos que eles divulgassem nas redes deles a manifestação do dia 13. O que tava sendo colocado ali era uma relação com os partidos, a busca de apoio político,

▶ 01:32:41 porque eles tinham os meios institucionais, os deputados que têm o mandato meio legal para levar o impeachment. Era só isso. E um jornalista experiente sabe disso, mas quando é conveniente, ele finge não saber e propaga para queimar o movimento e assim esvaziar aquele trabalho pelo impeachment. >> É, a imprensa sempre [música] foi, sempre será agente político, né? Eu não tenho problema com isso. O meu problema é não ter concorrência. O meu problema é ter dinheiro público na mão dessas empresas. Isso que é antidemocrático,

▶ 01:33:12 antiliberal, né? Isso tinha que acabar, né? A as empresas elas têm que servir o leitor, elas tem que servir o governo. >> Cada um de nós ouviu dezenas de vezes. Deixa disso, vai dar em nada. Nós fomos determinados naquele momento e isso fez [música] muita diferença. >> Mas por que a gente tinha tanta certeza? horas. Crise política, recessão, desemprego, impopularidade, corrupção, gente indo presa. Não existe milagre ou remédio para isso. O impeachment gera uma força incontrolável

▶ 01:33:43 e não tinha como parar. [música] Vamos montar um comitê permanente [música] de ação provocar os deputados e as ruas juntos, porque a gente tinha uma manifestação marcada para março, o 13 de março. Se eles trabalhassem em conjunto

▶ 01:34:14 com a gente como reloginho, a gente poderia não apenas bombar a manifestação, mas a manifestação funcionar como um dinamo para que eles pudessem influenciar seus respectivos partidos pra gente virar o jogo. >> O Renan me procurou e vamos organizar de como organizar. Vamos fazer um ganograma aqui como se fosse uma uma entidade, presidente, vice-presidente. Entramos em contato com vários deputados e como a maioria não tava lá, foram vários assessores. [música] Eles

▶ 01:34:44 sentaram, se reuniram e a gente falou: "Vamos montar o comitê do impeachment". >> Nós montamos aqui os nomes, fizemos o o organograma, nós vamos fazer uma estrutura administrativa do comitê próim impeachment. E esse comitê se organizava eh com vários coordenadores para eh fazer contagem de votos, eh projeção, eh e [limpando a garganta] eh convencimento de parlamentares, interagindo sempre também com os

▶ 01:35:14 movimentos de rua com o comitê formal. amado. Agora tínhamos que voltar nossas atenções ao evento mais importante do ano, 13 de março. E dois grandes desafios nos aguardavam. Primeiro fazer uma manifestação maior que o 15 de março e depois levar políticos pro nosso caminhão.

▶ 01:35:45 A imprensa começou a falar de novo de impeachment quando o João Santana foi preso. Pegaram [música] o criador de sonhos ali, pegaram a espinha dorsal do PT, que é propaganda, que é criar imagem, que é a maneira de se transmitir o populismo deles. Aí [música] começou a o o buzz em volta do impeachment de novo. E a gente aproveitando isso para alavancar o 13 de março, que tinha que ser uma uma exção gigantesca, era a última, era a principal. Além da prisão de João Santana, outra possível prisão alavancava a manifestação. Poucos dias antes, Lula foi levado corcitivamente para depor na

▶ 01:36:16 Polícia Federal. >> Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. E a jararaca tá viva como sempre esteve. Guerreiro, brasileiro.

▶ 01:36:49 E aí a gente põe as É isso aí, pessoal. Acho que estamos nos momentos finais de toda a nossa nossa aventura do impeachment desde que a gente começou lá no 1 de novembro de 2014, já nas primeiras manifestações. Hoje é 13 de março de 2016. A expectativa é que seja maior que 15 de março. Então botou do nosso caminão aqui. A polícia não quer deixar ele virado. Acho que a gente vai ser mutado, mas agora foi. Tá tudo agitado.

▶ 01:37:35 [música] No começo do processo veio a gente falar inclusive que quem estava na rua defendia golpe militar. Nós falamos não. O grande segredo é vencer as instituições, pois tendo instituições fortes, nós construímos uma nação. Nação só acontece quando se tem instituição.

▶ 01:38:06 Em Brasília já bateu 15 de março. Em Belo Horizonte são quase 50.000 pessoas também bateu 15 de março. O Rio de Janeiro registrou o maior concentração de pessoas da história. [aplausos] Dia 13 de março, este dia marca as maiores manifestações já ocorridas em tempo de paz do mundo. [aplausos] >> Enquanto os outros movimentos estava

▶ 01:38:37 chega de política, não vamos ter político, não sei o que, não sei o que lá. MBL tava falar, pô, o impeachment do [música] presidente da República é um processo político que é votado por políticos, que precisa de 341 votos de deputados que são políticos. >> O impeachment não se deu aqui. O impeachment aconteceu com vocês. Nós passamos a ter um apoio. Nós passamos a ter um grupo de frente que mobilizou milhões de brasileiros.

▶ 01:39:07 E a partir daí a classe política se sentiu responsável por dar continuidade aqui. >> Nós conversávamos entre nós, isso havia, ó, não dá para seguir um processo desse com eh a população e e o Congresso tão distante e sobretudo daqueles que tm a mesma identidade. E o ML foi fundamental para abrir esse espaço. >> Mas a gente teve disposto a ceder e correr esse risco e realmente colocar eles lá no palco porque ora era o momento de unificar a oposição. E seria muito medíocre e muito pequeno da nossa

▶ 01:39:38 parte não receber as lideranças que, enfim, receberam voto para est lá e que iriam votar no impeachment no nosso palco, no nosso caminão de som. Então a gente topou e decidiu correr o risco. >> O meu voto daqui alguns dias é pelo impeachman. É o sim, é o afastamento de Dio da Russão. >> O impitman é uma realidade. É cobrar do deputado ir para cima, impachma da Dilma. E o PMDB vai votar sim. Vai votar

▶ 01:40:08 sim pel. Viva o Brasil. E vamos chegar ao impeachman. >> Fora Dilma. Impitme já. >> O meu voto é pelo impeachment da presidente Dilma. Agora já somos muitos e com vocês vão ser a maioria para botar o prefeito para fora e para botar a Dilma para fora. >> É muito diferente, eu que tô na vida pública há bastante tempo, eh, de outros movimentos que contam com máquinas e estruturas de associações, sindicatos.

▶ 01:40:38 >> Fora [grito] >> com vocês está nascendo um novo Brasil. [aplausos] Sem ódio, sem medo, com coragem e com muita esperança. >> Inúmeros outros parlamentares do Brasil inteiro subiram no nosso palco. Você tinha gente do Mato Grosso, você tinha gente do Rio Grande do Sul, se tinha gente do Paraná, tinha gente do São Paulo, você tinha gente do Rio. E eles

▶ 01:41:10 discursaram e as pessoas aplaudiram os discursos deles. E lá o público foi muito maduro e entendeu que realmente esses políticos precisavam estar lá e isso era parte de uma sociedade madura que tá lutando por uma coisa dentro das vias institucionais. Diferente de 2015, eles não tinham como fingir que nada aconteceu. O 13 de março

▶ 01:41:40 jogou o governo na lona. Além de dobrarmos a meta de público, a participação de diversas lideranças do Congresso na manifestação celva um pacto com as ruas pelo impeachment. >> O povo está indo às ruas e os políticos também, todos colocando cara tapa. dizendo de uma vez por todas que votarão sim pelo impeachment de Dilma. Vou, [ __ ] >> acabou.

▶ 01:42:13 Catou. Boa noite. [música] >> Boa noite. >> A crise do governo Dilma Roussef atinge o ponto mais alto. >> Luís Inácio Lula da Silva é nomeado ministro chefe da Casa Civil. >> Ele sai do alcance de Sérgio Moro, o juiz federal do Paraná responsável pela Lavajato, >> e passa a ter o [música] chamado foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. >> Alô, >> Lulá, deixa eu te falar uma coisa. Hã, >> seguinte, eu tô mandando o beia junto

▶ 01:42:45 com o papel pra gente ter ele e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse. >> Aham. >> Tá. >> Ah, tá bom. Tá bom. >> Só isso. Você espera aí que ele tá indo aí. >> Tá bom. Tô aqui. Fica aguardando, >> tá? >> Tá bom. >> Tchau. [aplausos] >> Tchau, queridia. [aplausos] Rúcia, renúcia, renúcia,

▶ 01:43:15 renúcia. >> É o seguinte, meu filho, eu tô tô com a seguinte fé, é guerra, viu? E e quem tiver artilharia mais forte ganha. Chega, chega. >> [aplausos] >> Lula na. Lula na daiga. [aplausos] >> Os líderes dos partidos governistas também ficaram muito revoltados, mas com o juiz Sérgio Moro, porque ele tinha autorizado a liberação e das gravações feitas nos telefones do presidente Lula.

▶ 01:43:46 O juiz Sérgio Moro justificou ter tornado pública aquela gravação, [música] afirmando o seguinte: "A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando esses buscam agir protegidos pelas sombras. Você vai ter porrada, vão criticar. É, daí, né? Uma boa. Aí você resolve um outro problema, entendeu? Que é o problema da governabilidade. Você, Dilma, um depende do outro. Aqueles que estavam usando e se dizendo

▶ 01:44:17 favoráveis ao impeachman para jogar pra torcida se convenceram que não, agora não é mais torcida não, agora a coisa ficou séria. >> Seja bem-vindo, querido companheiro ministro Luís Inácio, ministro Lula. >> [grito]

▶ 01:44:49 >> E eles pensaram que mais uma vez iriam tirar sarro da cara de milhões e de milhões de brasileiros. Agora em Brasília, milhares de pessoas estão nas ruas. Agora, em São Paulo, >> os efeitos da posse foram suspensos em seguida por uma decisão liminar de um juiz federal em Brasília. Fora PT. >> Fora PT. Fora PT.

▶ 01:45:19 >> O erro do PT não podia ter vindo em melhor hora. Faltando um mês paraa votação. Era o caos necessário para virar os votos no Congresso. [grito] Que vocês tentam porque tentam me separado. Lula. A minha relação com o Lula não é uma relação de poderes ou superperes. minha relação com é uma sólida relação de quem

▶ 01:45:52 constrói um projeto junto. marca dessa operação e aí tudo que for concernente a ela, a gente vai ter uma marca exclusiva. Então é um vídeo isso aqui, força

▶ 01:46:22 força tarefa da operação. >> Força tarefa. >> Então e vamos cobrir e fazer uma cobertura especial desse aqui. A gente Brasília é uma força tarefa. Vamos, vamos, então vamos fazer assim, vamos ter um, vamos ter um nome, criar uma logo, fazer umas camisetinhas barata, escrito força não sei o que e mandar os caras tudo todo mundo bem e poção minerva. Uma coisa que a gente precisa >> e >> operação Minerva. >> O MBL lançará nos próximos dois dias a

▶ 01:46:53 primeira fase da operação Minerva que irá atrás dos deputados que estão negociando seus votos com o governo. São 53 os principais [música] políticos que essa operação irá mirar. Não, não irá mirar é [ __ ] >> A operação minerava funcionava da seguinte maneira. A gente mandava o os nossos militantes para dentro da Câmara do Deputado ir lá falar com esses deputados. E paralelamente nós atacávamos no mesmo dia o deputado em rede social. Dá, esse aqui dá para virar? >> Oi. >> Ok. [música] Esse cara é suscetível à pressão e esse cara, se eu também

▶ 01:47:23 segurar, virar esse cara, ele pode virar mais uns três. Aí os caras deram uma lista que é reduzida, [música] acho que tem uns 50 nomes e é a lista. Então assim, é um num estado, é dois no outro, é quatro no outro. Nós lançamos um um site, [música] era o mapa do impeachment e era um site em que mostrava a posição do deputado ou a posição eh primeiro foi da da comissão e a gente divulgava para a população, olha, tal deputado é a favor, é contra ou tá indeciso? >> Foi montada então uma comissão para que

▶ 01:47:53 houvesse um parecer do impeachment. Essa é um uma parte do rito formal, é necessária. >> Lotaram sim. 433. 445 eleita a comissão especial destinada a dar aparecer sobre a denúncia contra a senhora presidente da República por crime de responsabilidade. Acho que o conjunto da casa entendeu que eu teria o perfil de procurar a presidir uma

▶ 01:48:25 comissão tão difícil, né, de uma forma serena, equilibrada e principalmente a de acordo com a Constituição, que era o aspecto mais importante, e com o regimento da casa. >> Foi feito um trabalho pela base do governo Dilma, que só entraria na comissão aqueles indicados pelos líderes da bancada. Partido Progressista na época era um dos principais partidos, eh, apoiava a Dilma [música] e nós sabíamos que não teríamos o apoio para alguém que queria o impeachman poder ingressar à comissão, que era muito

▶ 01:48:56 importante que a comissão tivesse uma votação expressivamente favorável, ah, porque ela era uma espécie de microbioma de como seria a reação quando fosse a plenária. >> Com a comissão iniciada, precisávamos do apoio das duas maiores bancadas para virar os votos. Foi um MBL que promoveu essa reunião entre representantes do segmento da agropecuária com a bancada evangélica pra gente começar a alinhar já aí a questão de votos. >> Ana falou: "É para ir pra Goiânia já

▶ 01:49:28 para você e o Caiado convencerem eles a entrar no impeachment". Eu falei: "Beleza, vamos embora". não pensei duas vezes. >> Eu tive a oportunidade de me pronunciar, eh, sinalizando também o momento que a bancada ou que a Frente Parlamentar dacuária não podia ter dúvida em relação [música] ao apoio ao movimento de você. >> Isso precisa ficar bem registrado de que se não fosse o MBL, talvez esse elo não tinha sido tão concreto. >> Paralelamente, [música] a gente começou a desenhar uma estrutura que seria a estrutura que ficaria em Brasília de pressão sobre os deputados. A gente combinou de alugar uma casa para fazer

▶ 01:49:59 pressão e levar os militantes do MBL de diversos estados para lá instalados na casa, montar uma turma que ia fazer um lobby dentro da Câmara e pressionar os deputados de cada estado para que eles votassem pelo impeachment. >> E a gente tinha uma lista de missões para fazer. Ter que visitar o o gabinete do cara A, do B, do C, do X, do Y, do Z. Tem que falar assim, tem que falar assado. >> Por que um catarinense poderia cobrar os deputados de Santa Catarina, um paraibano, os deputados da Paraíba, um baiano, os deputados da Bahia que ah, tem que falar sobre aquilo que aconteceu lá no estado dele, que os eleitores estão cobrando que ele mude, que ele aja

▶ 01:50:29 dessa forma e assim o clima de pressão sobre os deputados já ficar ainda maior. >> A gente foi espalhando para cada local o seu deputado, o deputado que foi eleito na sua região é contra o impeachment ou está indeciso. [música] Durante o processo, as pessoas iam na minha casa, pró impachment e contra impeachment, né? E e tanto os prós quanto contra não sabiam como eu ia votar. O que eu achava maravilhoso. >> Foi talvez o maior desafio que vocês tiveram foi eh enfrentar [música] uma máquina do governo liberando emendas,

▶ 01:51:01 liberando obras, a criando ministérios, repassando ministérios para partidos políticos. E aí o jogo começou a ficar intenso. [música] Um dia a gente perdia três votos, no outro virava 10. O que a gente tinha era uma guerra acontecendo. A operação minerva com a pressão sobre os deputados, a internet bombando, fazendo sua parte, o vem pra rua com o site deles e os deputados trabalhando no Congresso. Aconteceu muita coisa. Boicote empresa que doava para deputados contra [música] o impeachment, choro de

▶ 01:51:32 deputada que estava sendo atacada na sua casa e até bronca de pai deputado para apoiar. Teve umas até meio pesadas, faz parte. >> Hoje foi um dia triste para o governo. Em um só dia, o governo perdeu ou está perdendo o apoio de três partidos. O primeiro deles é o PP. Isso é aquele que hoje era, depois da saída do PMDB, o maior partido da base do governo saiu. E quando nós tomamos a decisão eh de

▶ 01:52:05 apoiar o impeachment, isto foi decisivo. A partir dali, o PR, o PSD nos dias seguintes também tomaram o mesmo caminho. >> Depois que formava maioria dentro do partido, o partido eh acabava vindo institucionalmente. Foi muito legal isso, porque as pessoas participaram e se sentiram dentro eh do jogo democrático. O político não tava mais no pedestal. O político tava ao alcance do seu Facebook, tava ao alcance do seu Twitter.

▶ 01:52:35 Esse sentimento tava tão enraigado dentro das pessoas de que ela tinha praticado as ilegalidades e não tinha mais condições de conduzir o país, que mesmo tendo uma base na comissão majoritariamente favorável a ela, ela acabou perdendo nos votos. 38 não 27 e nenhuma abstenção. O parecer está aprovado. [aplausos]

▶ 01:53:31 as discussões no plenário da Câmara começaram ontem, avançaram a madrugada e já duram mais de 24 horas. Os partidos ainda vão falar por mais 8 horas aqui. Oito partidos ainda têm tempo para falar e vão apresentar os seus representantes. Portanto, vai mesmo entrar pelo sábado, depois pelo domingo. Sessão marcada para a votação começa às 2 da tarde. >> [música]

▶ 01:54:08 [música] >> Carindo a Dilma, a gente não pode esquecer do triplex do Lula. Não tem

▶ 01:54:39 mais dúvida que era dele o triplex. Apesar que, pera aí, se a gente levar em consideração que o dono é quem paga. Pera aí, aquele triplex é nosso, [ __ ] [aplausos] Pera aí. Nosso. >> Seguinte, festa do impeachman nosso triplex em Atibaia. Todo mundo para lá. É, é agora. É hora. Vai começar começar. Eu voto a favor

▶ 01:55:09 [aplausos] legado de Getúlio, Jango e Brizola. Pela democracia e o estado democrático de direito. Pelo Brasil, o PDT vota não. Mais esperança para os brasileiros. Sim. >> [aplausos] >> pelo Rio Grande e pelo Brasil. Senhor

▶ 01:55:41 impeachm. >> O meu voto é não a esse gol. pela nossa Constituição, o meu voto só poderia ser e será sim ao impeachment da presidente Dilma e sim de esperança num novo futuro pro nosso Brasil. >> E coloca a mão para cima. Coloca a mão para cima

▶ 01:56:12 >> pelo povo que foi às ruas do Brasil, de verde e amarelo, por um Brasil livre do PT, pelo Paraná, pela República de Curitiba. Eu voto sim pelo meu Amazonas. O voto é sim. Meu voto é sim, senhor presidente. [aplausos] >> Pelo fim da hipocrisia, meu voto é não, presidente.

▶ 01:56:43 >> Para que a decência se sobreponha a este governo moralmente desonesto, o meu voto é sim. Não, não a esta tentativa de golpe que tá sendo dada aqui. Que Deus tenha misericórdia dessa nação. Voto sim.

▶ 01:57:18 Não há crime, portanto é golpe. E eu voto não contra o golpe. Eu voto não ao golpe. E turmam com essa canalhas. Pelos movimentos sociais. MBL vem pra rua Revoltados online e todos os outros. Lula e Dilma. na cadeia. Voto sim ao impeachma. Senhor presidente, >> meu voto é sim.

▶ 01:57:54 Quando o Eduardo Cunha me chama, que a gente [música] percebe realmente aquele um ambiente do Brasil, foi ali para dentro daquele plenário. Muito orgulho, com muito amor. >> [aplausos] >> Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor. >> Deputado Bruno Araújo, transferido seu voto.

▶ 01:58:26 Depois h, >> senhor presidente, >> por favor, eu quero >> Quanta honra, >> por favor. Quanta honra o destino me reservou >> de poder. [aplausos] >> Quanta honra. O destino me reservou de poder. >> Da minha voz saiu o grito de esperança de milhões de brasileiros.

▶ 01:58:57 [aplausos] Senhoras e senhores, Pernambuco nunca faltou ao Brasil. Carrego comigo nossas [música] histórias de luta pela liberdade, pela democracia. Por isso eu digo ao Brasil, sim, pelo futuro. >> [aplausos] >> Neste momento, às 11:07 em Brasília, nesta noite de domingo, 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados

▶ 01:59:30 acaba de autorizar o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Russen. Não adianta você ficar na torre de marfim suplicando, sem orgulho, por favor, me

▶ 02:00:01 trate melhor. Não, você tem que lutar por elas. A liberdade exige eterna vigilância e participação e responsabilidade. >> Não há nenhuma hipérbole, nenhum exagero de linguagem falar [música] que se não tivesse ocorrido o impeachment, o Brasil poderia ser Venezuela hoje. É uma análise. Derrubar a Dilma interromper um projeto autoritário de permanência no poder. Maravilhoso, necessário, teve o apoio e tem o apoio da população brasileira. O brasileiro tem na sua cultura enraigado muito essa coisa assim

▶ 02:00:33 da do fatalismo, do derrotismo. E e acho que o impeachman mostrou uma realidade diferente. >> Destruíram [música] o país e a gente teve que optar entre embora do país ou ficar e lutar. Mas para vencer, a gente precisava tomar as rédeas do próprio destino. A gente precisou afastar o PSDB da liderança do processo de oposição. A gente precisou construir os nossos [música] próprios ritos, nosso próprio discurso, nossa própria forma de fazer política. tirar o o PT do poder depois de tantos anos, com o governo aparelhado, com todas as instituições aparelhadas, com todos os

▶ 02:01:03 problemas que nós brasileiros sabemos que o país tem e mesmo se você [música] conseguir um processo de impeachment dentro da lei da ordem, eh, foi uma coisa impressionante. >> Isso jamais pode ser diminuído. Isso jamais pode ser considerado como uma coisa pequena ou como 6 por meia dúia, como alguns tentam falar, para desmerecer o trabalho que foi feito ali. >> A alternativa é o quê? a anomia, a destruição das instituições, [música] o golpe de estado, greve geral e cada um por si. >> Alguns podem achar, por exemplo, que

▶ 02:01:33 revolução é solução. A gente sabe que não. Pegar em arma, nunca resolveu problema algum. >> E as experiências passadas no Brasil de quebra de ordem institucional foram todas muito ruins. >> Resguardar as instituições, ter conseguido seguir o devido processo legal foi uma gigantesca vitória que todos os brasileiros devem sim se orgulhar. >> Eu acho que é essa sensação que toda a população brasileira tá. a ideia de que ela é dona do próprio destino. >> Mas a gente não pode ser irresponsável e dizer o seguinte: "Também não quero, também não quero, não quero nada. Tá melhorando e você não reconhecer que tá havendo uma melhora. E a geração de

▶ 02:02:04 vocês, ela provavelmente terá um resultado muito melhor do [música] que a minha geração, pela coragem que vocês estão imprimindo na luta política e ao mesmo tempo dando como exemplo aos jovens da idade de vocês. >> Eu fico muito orgulhoso de saber [música] que as novas gerações hoje já vivem num ambiente muito melhor e às vezes elas não precisam parar e lutar. Eu acho que está vendo uma melhora clara e eu espero que a gente siga nessa direção uma acentuação,

▶ 02:02:34 o aprofundamento de políticas públicas de menos estado, a pauta do nosso querido Brasil Livre, menos estado, menos burocracia. A esquerda levou um direto no queixo e ela não tá conseguindo recuperar a narrativa, mesmo que os principais agentes oficiais produtores de narrativa [música] na sociedade ainda sejam de esquerda e ainda estejam articulados principalmente em escolas e universidades. E >> o incômodo da esquerda é que esse tipo de atitude, de narrativa, era próprio

▶ 02:03:05 exclusivo deles. E agora eles têm adversários jogando no mesmo nível, né? Fazendo o que se chama de guerra cultural. É do jogo. Chora na cama que é lugar quente. >> Existe uma estranha sensação de missão cumprida quando você retorna pra casa. Me ajuda. Brasil nessa hora. >> Vai.

▶ 02:03:36 >> A vitória na Câmara dos Deputados definiu o destino de Dilma Roussef. Meso o Senado apenas referendou o resultado. Muita gente esperava que aquelas pessoas de amarelo fossem sumir das ruas ou simplesmente parar de falar de política. Não aconteceu. Diferente de Dilma, nós sobrevivemos ao impeachm. Ganhamos novos amigos, vivemos novas aventuras, lutamos por reformas importantes, mas nem tudo são flores. Vivemos um país dividido e insensato. Parece uma guerra

▶ 02:04:08 sem trégua em que os mais barulhentos dão o tom e o bom senso foi pro saco. Temos culpa nisso? Em parte sim. São as dores do crescimento. Não sabemos o que será do futuro, mas sabemos bem o que não queremos. A democracia passou a ser divertida e com todos os erros e dores passou a fazer [música] sentido para muita gente. É por isso que não teve golpe e é por isso que a gente ainda tá aqui.

▶ 02:04:43 for

▶ 02:06:11 Parece [música] meio clichê falar que é o o caminho, meio clichê ou meio babaca falar que o caminho importa mais do que o fim, mas no final das contas o caminho é bem mais emocionante que o fim em si, [música] né? Mesmo porque quando a gente para para ver a votação no Senado, por exemplo, que todo mundo já sabia que ia acontecer, que ia sair a Dilma, já tinha passado, né? O negócio mesmo tinha sido toda a trajetória, manifestações, a marcha, tal, ali que tá o grosso do acontecimento histórico. Não no fato em si [música] das ações que eu fiquei, foi todo mundo pra rua, foi todo mundo ou pra rua, pro Congresso, ou em Brasília

▶ 02:06:41 ou em São Paulo. E eu fiquei sozinho [música] em uma agência em Brasília que tinha visão pro Congresso [música] e era uma coisa assim, era legal, impeachment tá sendo aprovado e tudo mais, mas eu estava sozinho no escritório naquela naquela hora [música] não tinha ninguém do meu lado ali para abraçar, para não sei o quê. Repostei o meme, peguei meu celular, vi o corredor e liguei pro pai chorando. A gente consegui. E foi isso. [música] Como eu tinha que gravar, eu tava em cima do caminhão ali

▶ 02:07:11 gravando a cena final, galera comemorando. Então, todo mundo voltou, todo mundo se abraçando, todo mundo chorando e eu lá em cima tendo que gravar. [música] Aí eu lembro que só fiz assim com o braço, vi o Fred da tela, ele fez assim para mim e foi um momento meio que solitário e e enfim, diferente do [música] que todo mundo tava vivendo naquele momento. >> É, na verdade teve diversos momentos que o Alexandre não conseguia segurar essa angústia. ele tinha que largar a câmera

▶ 02:07:41 e ele ia lá participar, [música] mas tava certo. Ele realmente tinha essa essa essa vontade de de liderança assim e ele fazia esse papel bem e nessas horas eu era o único encarregado em em gravar aquilo para contar essa história. >> Eu vi o MBL comemorando. Agora o Revoltados Online não pôde porque a pressão foi tremenda e fora que era a pressão em cima da minha família, dos meus filhos. Você [música] entendeu? Fiquei muito preocupado nessa época.

▶ 02:08:11 >> Hoje eu sou uma pessoa completamente diferente. Eu sou um conosor de política brasileira devido ao MBL. Realmente mudou minha vida e mudou minha vida por conta de uma marcha de 33 dias a Brasília. >> É uma pena que muito do que a gente plantou tenha sido aproveitado, infelizmente, por muita gente oportunista na última eleição, [música] né? a gente e plantou, a gente aliou uma terra para vir muita gente que muitas vezes não saiu de casa para ir numa manifestação. Quando acabar as pessoas

▶ 02:08:42 vão falar: "Ué, e agora? O que que será que aconteceu com o MBL?" O MBL tá muito maior, né? Não só o MBL quanto o movimento, mas todos os seus membros estão mais conhecidos, mais influentes, mais inteligentes e pautando muito mais as reformas que vão eh modificar o futuro do Brasil. Então eu acho que esse conjunto de coisas da essa maluquice, meu, chega aqui tem xícara de de café suja, um funqueiro lendo eh obras filosóficas, de repente passa um deputado, um ministro, liga para cá. Esse conjunto é que faz justamente o MBL ser tão, não é plural, ser tão versátil

▶ 02:09:14 e pragmático. >> Ah, e o MBL me pareceu [música] aquilo que era mais genuíno, mais autêntico e mais inovador também na forma de fazer política, na forma de colocar suas pautas de mobilização. Então me interessou [música] muito. >> Só quem viveu MBL de dentro sabe como é tipo um caos todo dia e a gente faz esse caos funcionar. O MBL é algo que transcende qualquer pessoa, transcende, [música] transcende qualquer individualismo. É uma coisa muito maior. O MBL é uma ideia de verdade e essa ideia ela é tem teve a

▶ 02:09:47 resiliência necessária para fazer tudo isso acontecer e eu tenho certeza que vai ter a resiliência para continuar fazendo outras tantas coisas acontecer. >> Eu acho [música] que a gente conseguiu transformar a opinião pública e provocar a reação das pessoas contra uma opinião pública que já tava formada. a gente ia conseguir quebrar isso. Eu imaginava que era uma coisa de 10 ou 20 anos. Mas a verdade é que os meninos, o MBL chegou com pé na porta. >> Eu acho que eleição dos meninos do MBL, né, do King, do Holiday, do Mamãe Falei

▶ 02:10:17 também é muito importante, porque não [música] tem como a gente mudar a política se a gente não mudar os políticos, né? A gente tem visto uma mudança de postura [música] nas pessoas que hoje as pessoas não sabem mais a escalação do time de futebol e sabem quais são os ministros, o nome dos ministros do Supremo. E a gente transformou [música] essa população em alguém fanático por política, alguém que se interessa. >> Elas não ficam reféns [música] apenas do jornal X, do jornal Y, não. Elas têm capacidade de ir numa página do

▶ 02:10:47 MBL e buscar alguma liderança do MBL na sua cidade, receber uma indicação de um livro, receber um vídeo no YouTube de algum pensador, de alguma pessoa que é formadora de opinião, tá nas ruas, tá nas universidades, [música] tá nos bares, tá nas conversas, tá nos grupos de família. E isso é sensacional. >> Tipo, tem um outro lado e a gente precisa mostrar esse lado de um jeito leve, de um jeito que funcione e de uma comunicação acessível para todos. E MBL foi a força [música] motriz disso. >> Um momento onde o povo se reencontra e

▶ 02:11:20 fala basta e agora a gente vai começar a dar as cartas nesse [música] processo social, político, econômico na história do Brasil. Continuaram ativas na política. A eleição de 2018 demonstrou [música] isso e sem dúvida que o impeachment foi um turning point aí para essas pessoas. Eu acho que todo esse processo de [música] mudança fez com que as pessoas vissem que valia a pena tirar a bunda da cadeira para fazer a diferença. A gente teve [música] resultado. >> Tenho certeza que o impeachment teria

▶ 02:11:51 acontecido se eu não tivesse participado. Só que se todo mundo tivesse pensado assim, não seria possível [música] o impeachment. Então, independente da polarização que ocorreu depois ou até mesmo antes, todas as pessoas hoje conseguem discutir [música] política melhor. >> Não é só a esquerda que pode ficar com a rua. A a rua não pertence a eles e a gente mostrou isso com impeachment. >> Então, nós tínhamos duas metas iniciais, [música] impeachment de MCEF e cadeia

▶ 02:12:21 pro sapo barbudo que tá na cadeia. O impeachment [música] ele quebrou um paradigma social, além de ter sido uma grande vitória política. O >> impeachment foi [música] e e sempre será um sopro de liberdade no para pro povo brasileiro. Eu ouso falar que é uma escada e a gente só subiu um primeiro degrau e tem muito que fazer agora, né? É, [música] a gente tá no momento agora de reconstrução, assim, e esse momento foi importante. >> O impeachment foi a prova de que quando você ama e quando você quer fazer alguma

▶ 02:12:52 coisa, [música] você tem que abrir mão de tudo e lutar sem vergonha e sem medo de [música] fazer as coisas que você quer. Belle mais me ensinou foi isso, foi o valor dos amigos e da relação das pessoas até para mudar um país. Em tão pouco tempo nós fizemos grandes [música] manifestações. Eu fiquei conhecido por centenas de milhares de pessoas no país inteiro. Derrubamos [música] uma presidente da República e depois de tudo isso, eu ainda fui eleito o mais jovem

▶ 02:13:24 vereador da maior cidade do país, que é São Paulo. E tudo isso em praticamente [música] 2 anos. É um negócio inacreditável. Se fosse uma história de ficção, acho que seria tão inacreditável. que ninguém compraria, porque nenhuma criança [música] conseguiria imaginar transformações tão grandes em tão pouco tempo. Eu não consegui imaginar, minha família não [música] conseguiu imaginar e talvez quem esteja assistindo esse documentário

▶ 02:13:55 nesse momento não conseguisse imaginar.