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TODOS QUEREM SER RENAN SANTOS - ORLANDO LIMA E RICARDO ALMEIDA | MBL NEWS
Renan Santos · 05/05/2026 · 130 min · MBLiveTV - Lives do MBL
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▶ 00:00:00 as melhores discussões. >> Estamos ao vivo com mais um MBL News aqui com o Orlando e com o Ricardo que não param de conversar. >> Eu devo dizer que eu estava aqui demonstrando uma coisa extremamente importante para a história do Brasil e do mundo, a importância da controvérsia entre Thomas Robs e Roberto Belarmino. E vocês me impediram de concluir essa argumentação, mas eu queria só só concluir isso aqui. Me desculpe. Boa noite. Olá, sejam bem-vindos. A gente vai falar de coisas muito legais. Estamos aqui com Orlando. Olá, operador.
▶ 00:00:31 Olá, espectadores. Mas sobre Belarmino, a importância da controvérsia que Belarmino era na época o principal defensor da potestas papalhas, da do poder do papa no mundo cristão católico inteiro, né? ele era um cara extremamente importante. E aí essa controvérsia justamente sobre as os limites do poder do Papa, os limites do poder do Estado. E ao longo dos séculos acaba que Robs venceu porque Robs constituiu o poder da soberania do Estado e tudo mais. E e e e essa
▶ 00:01:01 constituição dessa soberania está diretamente vinculada a este debate dele com o Roberto Belavindo. Portanto, é uma das coisas mais importantes que existem, mas vocês não sabem disso é a vida >> e ninguém quer aí [risadas] aí ninguém vai querer saber. Tá nem aí para isso. Vamos falar do que tá bem assim. Ah, cadê falar fala de outra coisa? >> Vamos falar do que interessa. O que que tá rolando, o que que tá pegando aí no mundo, >> cara? Está pegando que estão copiando e Renan Santos. E além de copiar Renan Santos, temos um um senador da República, um pré-candidato a senador.
▶ 00:01:32 >> Ah, eu vou falar demais sobre isso. >> Surgindo aí, me parece que há há um futuro a ser disputado no Paraná. >> Você sabe que eu acho, eu vou lhe dizer uma coisa aqui, talvez você discorde, talvez os nossos espectadores discordem também. Eu não acho ruim que estejam copiando Renan Santos. Eu acho, na verdade, muito bom que estejam copiando Renan Santos. Eu gostaria que mais candidatos copiassem Renan Santos. Eu gostaria, aliás, que todos os candidatos copiassem Renan Santos. Por algumas
▶ 00:02:03 razões me levam a acreditar nisso. Ah, é chato ver o nosso discurso que a gente constrói com cuidado e tem livro amarelo e tem valete, tem isso, tem aquilo, sendo copiado de uma maneira tosca por candidatos que são claramente inferiores e que claramente não acreditam naquilo que eles estão falando. Lógico que é chato. É chato ver o Zema fazer uma campanha de Cupincha em que ele fica repetindo as coisas do Renan e para pessoas com QI 30 pontos a menos. É chato. Mas há uma coisa boa. Há uma
▶ 00:02:34 coisa boa nessas cópias. A principal coisa boa dessas cópias que eu vejo é que aos poucos se vai naturalizando no ambiente do debate político brasileiro as ideias da missão e do Renan. E quando você vai naturalizando certas ideias, você cria o o o ambiente ideal para os a formação dos consensos. Uma das grandes dificuldades, dificuldade óbvia de movimentos, agremiações políticas e líderes políticos que têm opiniões que são muito
▶ 00:03:06 dissensuais, ou sejam opiniões que são que contrariam muito aquilo que está estabelecido e que trazem opiniões originais, a principal dificuldade dessas pessoas é angarear apoio, porque elas vêm com uma opinião muito original que todo mundo olha assim, desguelha, achando que é uma coisa esquisita. Não, veja bem. Então, a a a dificuldade de estabelecer o consenso também é uma dificuldade prática, política. Porque para você exercer o poder político, você precisa estabelecer consensos dentro da
▶ 00:03:36 sociedade. A sociedade precisa acreditar naquilo que você está falando. Claro, a vitória de um candidato a presidente com um determinado programa, um programa muito específico, de certa maneira já é um grande consenso, é um poderoso consenso, só que ele é um consenso da metade do eleitorado. Um consenso da metade do eleitorado, em primeiro lugar, não é um consenso da outra metade. E segundo, não é o consenso dos partidos que estão no parlamento. Os partidos que estão no parlamento podem ter as ideias mais diversas de uma metade do
▶ 00:04:08 eleitorado e da outra metade do eleitorado. Eles podem ter ideias desconectadas com o eleitorado. Então é importante, se você quer exercer bem o poder político, que você consiga o consenso difuso na sociedade civil, que você também consiga o consenso no parlamento. Quando figuras como o Zema e e o Caiado também repetiu umas coisas do Renan, não foi? Há um certo tempo atrás. >> Agora os di >> mudou e ele mudou muito discurso sobre questões relacionadas à soberania e tal.
▶ 00:04:39 O Caiado tá claramente tentando convergir mais com o Renan hoje. >> O Nicolas também copiou o negócio do ah um povo alegre que não deve ser um povo alegre que a gente tem que ser não tem. E então quando você tem essas figuras fazendo essa cópia, isso significa que a posição delas vai se irradiando para a a gremiação dela. Por exemplo, o Nicolas, o Nicolas é um cara gigantesco em redes sociais. Se ele fica copiando as ideias do Renan, ele tá jogando as ideias do Renan para uma base de milhões de
▶ 00:05:09 eleitores dele e de milhões de eleitores dos candidatos que estão associados a ele de alguma maneira. mesmíssima coisa o o caso do do Zema, né? O Zema é governador de Minas Gerais, ele tem uma posição institucional assegurada, né? Então, se ele vai repetindo essas ideias, isso chega em todo o eleitorado dele de de Minas Gerais. Isso chega nos correlionários dele do partido novo, que é um partido que tá aí há mais tempo do que a gente, que tá estruturado. Então,
▶ 00:05:39 eu não vejo isso como algo ruim, sinceramente. Eu vejo isso algo como algo positivo. Eh, eu gosto da ideia de você ir gerando essas maiorias silenciosas com algumas ideias disruptivas. A gente, na prática está fazendo aquilo que os liberais gostavam de dizer que eles faziam na época de ouro do liberalismo brasileiro, que era puxar a janela de overton. Adorava essa expressão, né? Janela de overton. Então você tá lá a janela, você tá empurrando as ideias ali na janela de overton. Eh, e isso tudo é muito bom. Então esse é o comentário inicial que eu tenho a fazer
▶ 00:06:09 sobre isso. >> Não, eu também vou por esse caminho. Acho que é muito bom que estejam copiando. Quando quando o Renan esteve em Portugal, eu levei ele para ter uma reunião no IDL, que é o Instituto de Democracia e Liberdade, que é o Instituto de Política do CDS, o partido da da eh, enfim, o Partido Católico Português. Tá. >> Eh, e o o líder do IDL hoje, presidente do IDL é um ex-deputado, eh, o Manuel Manuel Monteiro. É um senhor
▶ 00:06:39 inteligentíssimo, francófilo, [risadas] é um senhor muito inteligente. E aí ele escutando o Renan com as ideias mais subtilas de todas assim, >> e ele parou, ele pegou, falou, fez bem assim conosco. Eh, só posso te dar um conselho, conselho de velho para você? Você tem ideias muito muito novas, assim, subitivas, mas muito cuidado. O líder político tem que ter muito cuidado para não estar muito à frente do povo, porque uma hora o povo para de olhar para ele,
▶ 00:07:10 não enxerga mais. >> Uhum. >> Se ele for [limpando a garganta] muito à frente, ninguém mais consegue enxergar. Isso foi uma forma dele falar assim: "Suas ideias são muito inovadoras. Cuidado para inovação não está muito à frente do tempo do seu próprio eleitorado. Quanto mais copiam esse tempo mais se acelera a nosso favor. >> Exatamente. >> Então eu também sou muito a favor de que eles façam essa aproximação. >> Hum. >> Que eles tentem fazer essa cópia, porque e aí é que está, eu escrevi isso um tempo atrás, que o Renan já tinha vencido essa eleição porque eh venceu a
▶ 00:07:41 disputa metapolítica. Uhum. >> Sobre as ideias que formam as ideias. o Renan, a missão e o Renan estão estão conseguindo vencer eh a disputa política esse ano, mais do que no eleitorado. E olha que isso está dando resultado no eleitorado também, porque as pesquisas demonstram isso. >> Eh, os trackings que chegam demonstram isso. >> Eh, mas tá vendo ven v vencendo principalmente nas nas ideias que formam as ideias, naquilo que anterior à superficialidade do debate político, né?
▶ 00:08:12 eh tudo aquilo que forma a a a base até chegar na superfície, nós estamos povoando isso tudo e aí quando chegar na superfície o o voto tá convergindo conosco. >> Claro. >> O que o que demonstra também como que o público está não apenas fazendo com que a gente consiga, OK? Eh, isso isso h são ideias inovadoras, todos depois copiam, mas todo mundo consegue endereçar quem foi que trouxe essas ideias para o debate público, né? Eh, uma das coisas que eu achei interessante na entrevista
▶ 00:08:42 com o José de Seu foi o o Igor na hora que escutou o o José de seu falar, o Igor falou: "Pô, você está parecendo o Renan Santos". É, >> é aquilo ali. Eu achei eu achei incrível >> porque a primeira associação dele justamente é Não, isso é coisa de Renan Santos associação. A primeira associação que ele que >> não é coisa não do livro do DC da Não, para com isso. Isso é coisa de Renan Santos. Exatamente. Então, eh, esse, o esse tipo de associação só pode ser feita porque o Renan conseguiu fazer uma conseguiu obter vitórias no debate
▶ 00:09:13 político propriamente dito, que é da grande política, >> não dessa politiquinha boba e >> não não da grande política, né? Outra coisa que é e lá em Portugal teve uma vez eu conversando com o amigo muito outro amigo inteligentíssimo que tenho lá e ele falou o seguinte, ele foi pro evento que fizemos com o Renan e que tava como ele falou, ele disse: "Cara, um evento lotado assim, eh, e vocês estão discutindo coisas da grande política, vocês estão discutindo bomba atômica, vocês estão discutindo e eh
▶ 00:09:44 como vai reduzir os estados, como vai reduzir municípios." São coisas assim que são incríveis, né? E ele diz, aqui em Portugal, a gente tá discutindo sobre o orçamento do ano que vem paraa saúde, coisas que são de gestão que ele falou, bota um burocrata para fazer isso, bota agora a inteligência artificial para tocar essa parte aí, vê como fazer a melhor distribuição, porque a grande política que tem que estar conosco. Essas questões menores, qualquer um consegue fazer. E a o Renan e a missão, né, o nosso projeto, ele bate na grande
▶ 00:10:15 política. Ela não vai bater nessa politiquinha, porque essa politiquinha do dia a dia, cara, isso aí é consequência da grande política. A o grande problema que a gente vê, por que que criticam que o Hadad tem uma política quase parecida, assim, semelhante, muito semelhante com a do Paulo Guedes? No final do dia não existe nada eh na na política brasileira de debate que seja essencial e que se traduza na na nas estruturas de estado, porque o debate político por si só já é superficial. Exato. Agora eu acho que se
▶ 00:10:47 deve, mas antes de falar do que se deve, quando você tava falando, eu tava surgindo aqui na minha cabeça, a gente podia fazer uma lista aqui agora na frente do nosso público, uma lista de quais destas ideias já estão reverberando no debate público brasileiro. E a gente pode fazer uma lista de acordo com a a adesão das ideias, partindo da ideia que tá mais colocada para que ainda não apareceu, mas que talvez futuramente apareça, as mais disruptivas. Acho que é interessante uma tier list disso aí.
▶ 00:11:18 >> Eu vou pegar, vamos lá. Eu acho que a primeira ideia, assim, a a essa tá muito difundida para mim é que tá mais difundida de todas. E e e e meio que isso vai ser o mote da eleição, a atenção especial à segurança pública. >> E ninguém assim, ninguém me diga aqui, ah, em toda eleição todo mundo fala, lógico que fala, todo mundo fala de segurança pública, mas fala do mesmo jeito. Exatamente. Fala do mesmo jeito que se fala sobre saúde, sobre economia,
▶ 00:11:48 sobre qualquer outro assunto. como um dos assuntos que ali você vai lidar, não com a percepção de que há um problema agudíssimo, emergencial e que esse problema merece um endereçamento duro e rápido. Eu acho que esta percepção, ela está estabelecida nos debates eleitorais. Ah, falar, por exemplo, do Caiado. Caiado é um cara que recorrentemente ele fala de segurança pública, porque ele tem números expressivos sobre segurança pública em Goiás. Ele é um cara que fez muita coisa de segurança pública em Goiás. Ele fala disso, isso é o centro
▶ 00:12:18 da do discurso dele. Ah, a o grande fato político que fez aumentar a popularidade de um governante nos últimos tempos no Brasil foi a operação do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que de um, literalmente do dia paraa noite aumentou 10 pontos percentuais de popularidade do Cláudio Castro, né? E que não adiantou nada, agora já era. Mas enfim, na na época aumentou a popularidade do Cali. Eh, isso é um assunto que, por exemplo, eu acho que o Zema já já tocou nessa questão do das segurança também, se eu
▶ 00:12:48 não estou enganado. Enfim, é um tema o o próprio IPT agora tá numa numa linha de ir corroborando isso aí, de pensar alternativas polícias conversaram a postar coisa dizendo que a população eh tinha que tá armada e tals, que a classe trabalhadora tinha que Mas mas aí é uma diferença aí tem uma diferença conceitual. Você acha que é uma diferença? Se for PCO é de direita, pô. >> Não, o PCO sim. Não, mas aí tem, >> se não me engano, foi o PCO. Não, >> não, não, não, não, não. Sim, sim. Mas
▶ 00:13:18 aí tem uma diferença porque eles não estão só preocupados na segurança pública. El eles ali eles estão colocando uma ideia muito mais disruptiva do que a nossa de tudo. O que eles querem é armar a população para que a população faça uma revolução em algum momento, uma revolução armada. Então isso tem uma inflexão um pouco diferente. A gente não quer armar a população para ela fazer uma revolução armada. >> [risadas] >> A gente quer que as forças de segurança, as forças militares oficialmente postas no Brasil, formalmente atreladas ao Estado brasileiro, executem o seu trabalho, que consiste em destruir os bandidos e as facções, desbaratar as facções e retomar os territórios
▶ 00:13:48 brasileiros que estão tomados crime. >> Para para o comunismo, o fato de você ter bandido armado não é o problema se ele fosse revolucionário. >> Exatamente. Se eles fizessem revolução, daria tá tudo, tá tudo certo na FARC. Exatamente. >> Isso já demonstra muito bem. Exatamente. Problema com eles não é o crime, >> mas também falando sobre cópia, >> é o caráter reacionar do crime. >> Exatamente. >> A gente tem a cópia absurda do Zema, né? Copiando a camisa prendeu matou com lei e ordem. >> Ah, também. Então assim, assim, o que o que que tá pintando aí, né, Lu? E, e, e Orlando?
▶ 00:14:20 Essa esse tema eu acho que é o primeiro, é o que tá mais disseminado, que tem mais reverberação. >> Sim. E que mais conseguiram? Que mais que mais consegui tudo lugar? O que que você sugir? Então, o da segurança foi o que mais conseguiram copiar e que não só conseguiram copiar, como eles aderiram a todos os nossos termos, né? Acho que não todos. Direito penal de inimigo. Alguém já falou, >> eles não falam propriamente de direito penal de inimigo, mas eles falam basicamente o seguinte: "Olha, a gente precisa fazer eh alterar as leis, >> não, não só alterar." Eles dizem
▶ 00:14:50 exatamente de criar um tipo penal diferente para para eles que não pode ser julgado como um crime comum e que >> é basicamente direito penal, >> só que sem nomear direito penal, >> sem sem a teoria. Eh, >> agora eu acho que o estado de defesa não não falaram. >> É, o estado de defesa não. Agora, cara, vou qual seria o segundo primeiro segurança, sem dúvida nenhuma. Eu acho que tem um um segundo que a gente bateu muito é sobre a questão da da do pacto federativo. Eu percebo que os outros
▶ 00:15:21 estão indo também muito nisso do pacto federativo. Até o de seu está começando, Ou seja, é algo que tá pegando esquerda e direita. Por que que tá pegando esquerda e direita? Porque o pacto federativo do jeito que tá dado hoje só serve pro centrão. >> Exatamente isso que eu ia dizer, >> né? Só se repar, é só central que tá sendo denunciada. Então, a a esquerda viu nisso e incrível que eles ficaram 20 anos parados no tempo. Mostra muito bem sobre a morte da imaginação da esquerda que está aqui. Inclusive, quem quiser hoje comprar, quem entrar hoje na valete vai
▶ 00:15:52 ganhar um livro, o príncipe e duas valetes. Uma é essa aqui, o Xandão já velho com bal e essa aqui que é a morte da esquerda, que essa aqui eu adoro. Os textos que eu escrevi para essa aqui, eu gosto muito. >> Você escreveu para todas as revistas, Valete? >> Sim, >> olha, >> todas. Nunca deixei uma sem escrever, eu acho. Teve uma que eu não queria ter escrito. Eu estava de férias,
▶ 00:16:22 >> hum, >> em Coimbra. e me ligaram e falaram: "Você tem que escrever sim que você está sendo pago para isso". Eu falei: "OK, >> caral, [risadas] >> ok, ok, ok, >> ok, ok." Eu fiquei no quarto do hotel assim escrevendo com ódio, mas tudo bem, [risadas] >> não, brincadeira, não falaram desse jeito. >> Mas o o eu acho que o segundo é esse, porque as esquerdas ficaram 20 anos paradas num tempo sem conseguir andar para um lado e pro outro. Eh, e foi o
▶ 00:16:52 Renan a trazer esse debate. A a direita brasileira, como também não está colocada, eu sempre digo isso, a direita brasileira é descontextualizada no espaço e no tempo, né? Ela não consegue se colocar assim, OK, estamos aqui, nosso ponto histórico é esse e temos um estágio civilizacional e a partir daqui a gente tem que saber o que fazer. A direita brasileira nunca se debruçou sobre isso. Fala a nova direita brasileira, né? é o o exatamente o MBL, a missão que buscam fazer esse tipo de debate. Eh, e
▶ 00:17:23 como nunca foi feito esse debate anteriormente, simplesmente ficou algo OK, existe um problema aqui, nós temos o o Acre com oito deputados e daí, né, ninguém parou para pensar, sabe? um dia que eles sempre pensavam no nessa questão do pacto federativo, nisso tudo, somente na parte de tirar o imposto daqui, mandar para lá, que que o problema dinheirista >> do da direita, direita brasileira é dinheirista, né? [limpando a garganta] >> Eh, então tudo era muito focado somente assim, não é porque tá tirando o nosso imposto aqui, tá? Mas não é só imposto,
▶ 00:17:53 é a questão do poder político, que é o principal, >> né? Se tirasse o imposto, mas tivesse você mantivesse seu poder político intacto, vale muito mais a pena. >> Uhum. >> Né? Então acho, mas eu acho que esse, esse é a segunda pauta que mais pegou e mais disseminou. >> Concordo. Vou jogar a terceira. Não sei se você vai concordar. Eu acho que a terceira. Vamos lá. Segurança pública, primeira, segunda, pacto federativo. Ã, bom, essa essa restrita aos meios da direita, obviamente. Bolsa família.
▶ 00:18:25 >> Bolsa Família. >> Bolsa Família, que foi o que o Zema falou agora, né? Ah, mas fica uns marmanjão de 20, 30 anos e não faz nada e não sei o quê. Eu acho que a as contínuas expansões, porque esse é o ponto, as contínuas expansões dos programas de transferência de renda, eh, geraram um um uma massa tão gigantesca de brasileiros que é beneficiado por esses esses programas. Nós estamos falando aí de dezenas de milhões de pessoas, literalmente. Acho que são são
▶ 00:18:55 40 milhões, 50 milhões. É uma quantidade muito grande de pessoas que que é beneficiado direta e indiretamente para esse program. >> Acho que são 50 milhões, né? Então você gerou uma quantidade tão grande que você tem basicamente 1 qu4to do país improdutivo, mas é muita gente que é improdutivo. Existem cidades em que a economia gravita em torno dos benefícios que o governo dá, porque senão as pessoas não tm nenhum poder de consumo. Ou seja, cidades que estão literalmente penduradas em dois galhos. Um galho é o galho da Bolsa Família e o outro galho é
▶ 00:19:26 o galho da prefeitura. Sim, >> isso aí não é uma cidade, isso é um arrumadinho, é um, sei lá, um puxadinho aí de qualquer coisa. Não é uma cidade digna do nome de cidade. >> Existem cidades, muitas cidades do Brasil que vivem desse jeito, muitos municípios completamente inoperantes. Aí e só fazendo um parêntese, porque eu me lembrei agora mesmo em relação a essa questão do pacto federativo, acho que a gente vai mais além do pacto federativo quando a gente propõe a lei de responsabilidade gerencial e quando a gente propõe fusão de município, que isso é uma coisa que eles não fazem. >> Sim. [roncando] Eles não tocam nesse ponto, até porque esse este é um um dos
▶ 00:19:56 pontos mais delicados, porque esse é um ponto que envolve uma luta extremamente direta com o centrão, assim, uma luta de morte com o centrão. Ah, o centrão em um governo da missão tensionasse estabelecer critérios de gestão e fusão de municípios associados a cristão, o centrão faria de tudo para impedir isso. >> Nossa, não, isso aí >> tudo o que desse para impedir isso aí no Congresso a gente sabe que isso vai ser um problema. No Congresso isso vai ser problema. que você, eu, eu tenho uma tese sobre estratégia política aí, né? Eu já falo isso desde a época que eu
▶ 00:20:26 fazia Newils com Renan antes dele ser candidato. Eu acho que o negócio é o seguinte, a gente assumir, a gente fazer, tem que se fazer uma coisa só, só uma. E significa estado de defesa, perseguir bandido, segurança, polícia, exército, etc, etc. Todas as outras coisas vêm da legitimidade popular adquirida por por esse tipo de operação, que pode ser assim, ó, o o governo da missão, ele é um governo que ele pode dar muito
▶ 00:20:56 certo, muito errado. Ele pode dar muito certo >> ou a gente pode terminar todo mundo >> ou ele pode dar terrivelmente errado. Isso é assim, tipo, uma tragédia. Eu eu não vejo da se a gente for fazer mesmas coisas que a gente tem eh em vista, eu não vejo outra. Não vejo. Ah, é um governo que vai passar, não é um governo vai passar assim, o governo que vai passar é um governo taxísio, governo Flávio, governo Lula. Dá para para passar assim de lado com a popularidade mais ou menos. No nosso caso é o seguinte: ou a gente vai explodir de
▶ 00:21:27 popularidade como o Bukell, ou a gente vai ser tragado pela nossa tentativa de resolver o problema, uma tentativa malograda e a gente vai pro saco. Porque quando você vai para um all win contra a bandidagem, tem dois cenários que podem acontecer. O primeiro cenário é: você começa a guerra, você garante a força da guerra, você começa a retomar os territórios e aí vai ter um monte de reportagem da mídia contra e um monte de coisa. E e veja, a gente vai ter que
▶ 00:21:57 rapidamente começar a estabelecer controles midiáticos. Nem sei se eu devo falar isso aqui nessa live, mas eu vou falar. Controles midiáticos sobre fluxo de informação a respeito das operações policiais. Isso vai ter que ser tecido juridicamente. Uma coisa muito séria, porque senão a gente vai ver uma mídia hostil ao governo destroçando a imagem do que a gente vai estar fazendo ali, porque inevitavelmente você vai ter acidentes, mostos inocentes, tudo isso vai acontecer. Assim, isso isso é inevitável. Você tá falando de uma guerra em larga escala contra o tráfego
▶ 00:22:28 que domina 20% do território nacional e que está imbricado em regiões montanhosas de topografia inacessível no meio de uma população que tá toda exprimida ali, de uma população que é subjulgada pelo tráfego, portanto serve aos seus warlords. Isso isso não é simples, essa sabe essa macro operação em tudo que é lugar. Então tem dois cenários. Um cenário que você vai, avança, começa a tomar os territórios e isso começa a ser celebrado pela população brasileira como uma grande
▶ 00:22:58 vitória. Esse é o cenário bom. E o cenário ruim é o cenário em que você não consegue fazer a tomada dos territórios, em que a guerra, você inicia a guerra contra o tráfico, mas ela não consegue chegar a um bom termo e um cenário em que a mídia começa a desconstruir o que você está estabelecendo, em que todos os partidos começam a ficar contra do que você tá fazendo e daí você perde popularidade rápido. A popularidade é muito rápida. Então tem esse esses dois grandes cenários. ou você vai fazer algo muito gigantesco ou você não vai
▶ 00:23:30 conseguir fazer algo muito significativo. Portanto, é bastante desafiador e com isso você abre a margem para todas as outras coisas. Porque você, se você, no caso do bom cenário, obviamente, né, você adquire uma legitimidade popular imensa, >> você adquire por parte do exército e das forças policiais dos estados um grau de confiança e de ligação muito poderoso, muito poderoso, que permite com que se
▶ 00:24:02 venha uma decisão do STF para desbaratar o que você tá fazendo, você não cumpre. Não vou cumprir ponto final. Eles eles não vão fazer nada. Eu já fiz uma live, eu já fiz uma live falando, eh, travou aqui, tá? Não, >> eu já fiz uma live falando sobre isso. Eu reitero aqui, se você tem o apoio do exército das polícias e você tem coragem, você diz que não vai cumprir uma decisão do STF que é legal, eles não vão fazer nada. Eles vão ficar calados, como diz no popular, eles vão ficar de xereca, vão ficar aí na deles e acabou-se. É a real é essa, não vou
▶ 00:24:33 fazer nada. Então você estabelece uma força tal que a partir dali você vai fazendo as outras reformas. Então acho que o caminho é esse. O primeiro caminho é tire bandido e o resto são as outras reformas que você vai fazer. >> Acho perfeito. É bom. Eu sou muito a favor disso e também sou a favor de após conseguir a legitimidade atuar muito através de plebiscitos e referendos. Lógico, >> tem que fazer uma ligação direta >> com o povo. >> Exatamente. Tem que fazer uma ligação direta primeiro, porque quando você
▶ 00:25:04 conseguiu uma legitimidade dessa, você quebrou a questão de ser esquerda ou direita, acaba com isso. É o que aconteceu com com o Bukelli. O Bukelli ele não se considera uma pessoa de de direito, tá? Pelo contrário, tá acima dos das dos. Exatamente. É uma questão eh o o no Brasil a missão é o único projeto que tem condição de fazer isso, de conseguindo chegar lá no poder e atuando na segurança pública de forma muito efetiva, conseguir romper com essa questão da da da dualidade entre direita
▶ 00:25:34 e esquerda na hora do poder. Eu acho muito possível. O nosso discurso não é um discurso dogmático em relação a isso. >> Correto. É, mas eu tenho algumas reservas. Eu eu acho que há uma diferença importantíssima em relação à trajetória do Buquelli é a nossa. >> Eu concordo sobre as trajetórias. >> Exato. O o Buquelli, bom, você sabe, né? O Boquelli é um cara que ele começa na política de esquerda, ele é lá da da Far Marti, ele tem uma a trajetória dele é por si híbrida. >> Sim. >> No nosso caso, a nossa trajetória inteira, ela é está muito na direita
▶ 00:26:04 para que a esquerda brasileira não veja, é, não faça todas as ressalvas possíveis e a gente não seja colocado na direita. Claro, se você tem uma um grupo de direita que faz uma política intensamente popular, eh, no na base do eleitorado, ela quebra essa divisão, >> porque as pessoas que é o que me importa, porque eu se porque a partir do que seria considerado como esquerda na na parcela, hoje tava tendo essa discussão até com Merreiro, é muito pequeno, >> é pequena, é bem menor do que a bolsonarista. >> Sim, muito. Exatamente.
▶ 00:26:35 >> Quando eu falei isso ele falou: "Você acha que é menor do que o bolsonarismo?" bem menor, na verdade é mesmo da metade. >> Sim, com é isso. E eu falei com ele, pegue qualquer pesquisa, eu acho que as pesquisas ainda não estão pegando corretamente o tamanho dos fenômenos, >> né? Eh, esse é o primeiro ponto. O outro ponto é que eu acho que o MBL nesse sentido e a missão, né, eh, tem um discurso porque que tá tudo aquilo que era conhecido como MBL, incrivelmente eu achei que fosse ser automaticamente transportado para missão.
▶ 00:27:06 Não foi. É incrível. boa parte da visão que há sobre MBL não está sendo transportado para a missão em si. Eh, muitas pessoas olham para a missão e ainda tem essa dificuldade, inclusive, de saber como nos situar politicamente. >> Hum. >> Essa é uma dificuldade que as ainda têm essa dificuldade de Mas como vocês se situam e por isso? O nosso antibolsonarismo, nosso antipetismo antes, enquanto MPL, enquanto movimento político, estava muito atrelado ainda a uma visão
▶ 00:27:37 quase que ligada a uma direita liberal que não se via no bolsonarismo, mas que na hora H parecia que ia pro bolsonarismo e nós não fomos o único que não fomos. >> Uhum. >> Só que aquilo ficou ainda marcado por uma questão que foi o 2018. OML efetivamente apoiou o Bolsonaro, >> então tinha uma posição que parecia não estar tão longe do novo, tanto que muitas pessoas faziam isso. Ó, o Embé é um é um novo que não virou partido. >> Aham. >> A missão não, a missão se torna um partido trazendo um discurso primeiro de
▶ 00:28:09 quebra geracional e que continua a ser antibolsonaro e anti antipetista. E o mais incrível, faz isso de forma muito clara. Então se coloca em uma posição de de ser verdadeiramente um partido como se fosse uma terceira posição nacional e que consegue fazer essa terceira colocação no país enquanto uma força política que pretende redesenhar os limites da imaginação, porque é o que o Renan sempre fala sobre os limites da imaginação. Como um partido que tem uma
▶ 00:28:39 capacidade de ter um líder que tem, porque o o partido tem que refletir esse líder e nós temos esse líder. Então, o líder quando ele faz o discurso sobre uma nova demarcação imaginativa, uma nova demarcação de posição política, isso me parece que gera a possibilidade de chegando no poder, efetivando suas políticas, fazer essa quebra que o MBL em si não pôde fazer. O MBL estava muito marcado. Um bom ponto. Um bom ponto.
▶ 00:29:09 >> Então acho que nós temos essa capacidade e eu sou a favor de fazer muito essa ligação direta. A partir do momento em que você tiver essa legitimidade e começar a quebrar com a lei de responsabilidade gerencial, você quebra o poder do centrão, o Congresso pouco a pouco vai se dobrar. >> Outra coisa que eu sou favorável nesse processo que você tá falando, veja, se a gente chega ao poder, isso é um sinal de que o MBL cresceu muitas ordens de grandeza. >> Sim. >> Para você chegar ao poder, né? Você tá imaginando o Renan com mais de 50% de voto.
▶ 00:29:40 Isto se reflete em você necessariamente necessariamente tem uma bancada de dezenas de deputados. Nenhum presidente com 50% de nenhum presidente tem uma bancada minúscula. Então a bancada de algumas dezenas de deputados >> nada. >> Algumas bancadas uma bancada de dezenas de deputados. E outra coisa que dá para fazer e que vai nos fornecer os instrumentos necessários para esses plebiscitos e referendos, eu me lembro que na época da Dilma hoje houve um, eu
▶ 00:30:10 acho que era um referendo sobre mudança constitucional que mobilizou uma galera. Você tava na esquerda na época e você deve lembrar disso aí que foi um foi um referendo pelo um negócio grande que foi muita gente, eu acho que era mudança constitucional, era alguma coisa teve foi um pouco antes de 2013 teve uma parada dessa. Eu lembro que eu namorava uma menina que era esquerdista, que ela foi assinar essa porcaria aí ela ficava me enchendo o saco por esse negócio. Ela é assine também. Eu vou assinar [ __ ] nenhuma. Para com isso. Mas eu não lembro do que era. Não lembro. Mas era
▶ 00:30:40 uma parada que mobilizou muita gente e o o PT e grupos de esquerda e coletivos, etc., esses grupos todos, né, que fazem a capilaridade da esquerda na universidade, fora da universidade, eles se moveram para colocar as pessoas aí para dentro e fazer com que as pessoas fizessem as coisas. Eh, ora, se você tiver um candidato, um um um vitorioso na presidência, o tamanho do MBL, enquanto movimento é gigantesco. O que significa que a gente vai ter o poder de jogar junto com a
▶ 00:31:12 missão. Do mesmo jeito, por exemplo, que a CUT joga junto com o PT, que o MST com algumas reservas joga junto com o PT, >> sabe? Então, a gente ter o MBL como movimento de massa, jogando junto com o presidente. Ah, beleza, vai ter plebiscito, OK, agora vai ter uma organização aí em 2.000 núcleos do MBL, porque essa autor do campeonato, dá para ter 2000 núcleos. 2000 municípios com a organização do MBL, fazendo atos e
▶ 00:31:43 coisas para divulgar o plebiscito e levando as pessoas e junto das pessoas. Isso aí dá um poder tão gigantesco, >> porque sempre me pareceu, >> olhando a história eh recente da da política fora do ocidente, porque no ocidente a política democrática ocidental tem me parecido essa dos últimos tempos uma política muito fragmentada, muito problemática e que não consegue chegar a grandes resultados porque não tem continuidades, não tem linhas de continuidade. democracia, você tá em crise em tudo que
▶ 00:32:13 é lugar. E aí você tem os os disputantes dessa democracia, mas eles não têm força suficiente para se estabelecer. Eles estabelece, faz algumas coisas, depois volta e fica uma coisa muito incerta. Mas quando você sai do do Ocidente, você olha o Oriente, no Oriente as grandes eh os os grandes grupos políticos, eles eles transcendem os partidos, eles são movimentos de massa gigantescos, alguns deles com décadas às vezes até mais de um século de existência. E é
▶ 00:32:44 esta força que constitui o esteio das modificações. Então você pega, por exemplo, o mundo islâmico, tem um monte de partido lá na Tunísia vai você vai achar um partido, na Turquia, você vai achar um partido, no Egito você vai achar um partido, mas quem que tá por detrás de vários desses partidos democráticos no mundo islâmico? Uma instituição que não é um partido, que é um grande movimento de massa instituição chamado irmandade muçulmana. Então o os irani que estão lá desde 1928, quando Rana Albana os fundou, eles estão lá. Então o partido vem, partido cai,
▶ 00:33:15 eles criam outro partido, criam outro e eles vão fazendo isso. A Índia é a mesma coisa. Você tem o o BJP, beleza, mas o BJP é uma expressão de uma outra coisa da RSS que está aí há um século praticamente. A Índia, beleza, a Índia você tem a Índia, o quê? a China, aí você tem um partido mesmo, mas o Partido Comunista ele já é a sociedade chinesa, ele é a elite inteira da sociedade. É um novo mandarinato na na China, né, com 90 milhões de membros e com 100 anos de
▶ 00:33:45 >> Então, se você tem um um movimento que é muito gigantesco, com milhões de filiados que conseguem mobilizar realmente o país, você tem tudo. Você tem tudo, porque estes grupos da esquerda, eles não têm mais essa legitimidade, eles não têm mais essa força. Uma mobilização da CUT, por exemplo, não consegue mais parar o Brasil. É difícil a CUT, se ela, se a CUT quiser, vamos parar o Brasil, não consegue parar o Brasil. Mas se você tiver um movimento que consiga fazer um pelbicito desse tamanho, aí você tem um belo instrumento nas suas mãos.
▶ 00:34:15 >> Sim, eu não lembro exatamente qual foi esse plebiscito que você falou anterior, porque se foi antes, foi 2011, 2012, ainda tava na época de escola, né? E eu >> Mas rolou alguma coisa assim. É, mas eu não consigo lembrar muito bem, mas eu lembro muito bem qual foi. Teve um movimento a época que foi muito mobilizador que Mas aí já estou falando na época do Já estou falando da época do For temer. Hum. Na época do fora Temer, teve um movimento por conta da questão do
▶ 00:34:46 aborto, não sei se vai lembrar, uma determinação do Ministério da Saúde na época do Temer, que basicamente deixava as regras sobre aborto um pouco mais rígidas, nem era nada demais assim, mas que a gente simplesmente saiu às ruas do Brasil todo e acho que foram as maiores manifestações fora Temer, foram por conta dessa questão da da regra de aborto. >> Caramba. >> E lá em Salvador, lembro que a manifestação foi gigantesca. desceu a barra assim, >> manifestação gigantesca. >> É, então, então, quem que quem estiver
▶ 00:35:16 gostando dessa dessa conversa, entrem na Valete Plus que vocês vão ganhar um livro. E qual livro? O príncipe de Maquiavel e duas revistas valetes, a morte da esquerda, que é uma das edições que eu mais gosto, e essa aqui, o judiciário contra as cordas. Essa edição da morte da esquerda é uma das edições que eu mais gosto. >> Hum. Essa aqui eu acho que a gente conseguiu fazer um debate muito bom sobre a morte. Até eu digo aqui no meu que não morre um campo político não não
▶ 00:35:48 morre do dia paraa noite, não é como se desse um tiro e ele acabasse. Mas sobre a capacidade imaginativa desse campo político, >> eu acredito, mas eu eu não fiz. As minhas contribuições na Valete, elas são pontuais e em geral elas estão completamente alheias ao tema da valete. Eu escrevo uma coisa que não tem absolutamente nada a ver. A Valente diz, sei lá, o tema é tecnologia. Tô escrevendo sobre, sei lá, a filosofia de Heidegger. [risadas] Filosofia tem a ver, né? Filosofia de tem a ver com tudo. Mas assim, são temas sempre
▶ 00:36:18 absurdamente distantes do que tá colocado. >> Mas eu eu acho esse esse aqui muito bom e e dialoga muito sobre o que a gente tava falando sobre a questão do José de Seu, por exemplo, porque foram 20 anos com a esquerda no poder, mas plasmados, né? Eles ficaram plasmados, não conseguiram andar. O Dirceu está mentalmente moribundo. >> Não, o Diceu não. Eu acho que a esquerda e e ele o o Disseu é um caso incrível. Ele continua a ter uma mente muito arejada pro pro tempo.
▶ 00:36:48 >> Humum. >> Eh, por sorte ele não tem mais a força que já teve dentro do PT. >> Que bom. >> É, não, assim, muito bom perceber que fizeram uma troca >> entre Jang de seu escolhe. Já [ __ ] >> Parece fazer muito sentido. Fico muito feliz com [risadas] isso. >> Maravilha. >> Fico triste com essa notícia. Ele continua a ter, ele continua a ter uma capacidade de pensamento, de dar inveja, de dar inveja e vai vai ser deputado, acho que vai ser eleito deputado, acho que ele vai fazer
▶ 00:37:18 bastante voto esse ano. Eh, vai ser um deputado que vai dar vai dar assim trabalho para um governo da missão. >> Quero ver os embates dele aqui em Cataguiri. >> Nossa. The champion entering. Essa aí, esse bate é bom demais. >> É a velha geração contra a nova geração, PT contra MBL. Gosto disso. >> Contemb
▶ 00:37:48 e embate de de grande qualidade, não é só de gritaria, né? Pelo contrário, cara. Eu gosto muito, eu eu gosto muito de de eh de pensar que você ainda pode ter bons adversários políticos no país. Eu não tenho problema e até assim vou deixar aqui uma crítica, tá? Não, não vou deixar uma crítica, não. Deixa para lá. Mas >> mas deixa crítica agora. [risadas] >> Ia ser uma crítica, ia ser uma crítica ao Junito, mas não vou fazer crítica ao
▶ 00:38:18 Junito, >> pô. No momento de glória do Junito. Não, o Junito está no momento de glória. Você não vai conseguir sustentar a crítica. [risadas] >> V, v, vem cá. Quantos por cento você já teve pro Senado? >> Nenhum. Nenhum. >> Fica quieto. [risadas] Cala a boca. Critic o Junito para >> colocar aqui em tela inteira >> aqui. A gente só a gente só celebra o Junito. >> Olha, vejam se um homem que aparece sem ser colocado oficialmente em nada com 1.3%
▶ 00:38:48 para Senado, a majoritária do Paraná pode ser criticado por alguém. Cara, o negócio é assim. Renan Santos está aqui, Junito tá aqui, pô. Olha que é é tipo isso aí, pô. Isso é Senado. Senado 1.3% no Senado do Paraná. Aliás, eu fico muito feliz sem isso. Sem dizer que ele é candidato. Ele >> ele não não disse nada. Não é candidato, nem falou para que cargo ele vai. Ele não falou nada. >> Só as tretas dele com chif, as livezinha deles. Já vai, já vai. Daqui a pouco
▶ 00:39:20 vira senador. Mas falando sério, eh, meus parabéns aí. O Jun tá fazendo um trabalho espetacular e toda a sorte aí na sua pré-campanha, no que você quiser fazer em termos políticos. Fico muito feliz que esteja se desenrolando, >> não? E é assim, 1.3 sem ele fazer fazendo live, >> tá? Não precisa fazer nada. >> Só fazendo livezinha assim do jeito >> falando sobre coisas >> nada a ver com nada com com as tambs. >> Olha aí, foi citar o Junito, o cara entrou. >> Rafael, seja bem-vindo, Rafael. >> Um beijo, Rafael.
▶ 00:39:50 >> Não critique esse homem. >> É não. Eu ia fazer uma crítica a esse homem. Não, assim, falo. Diga o quanto você ama Junito. >> Eu amo 100% Junito. >> Você concorda com as opiniões, Junito? >> 100%. Todas. >> Você você abrogou as suas posições anteriores. >> Todas. >> Todas. É isso. Parabéns, Jonito. Você ganhou essa batalha. >> Todas as batalhas disputadas por juiz. >> Todas as batalhas. >> Todas. Todas. Peço até desculpas, >> mas o que eu ia falar é que eu ainda acho que dá para dá para para temos que escolher muito bem nossos adversários no
▶ 00:40:20 debate político. >> É, é uma dessas, por exemplo, porque eu parei de reagir, fazer react no YouTube a vídeos do Nando Boura, sabe? Eh, eu só cheguei num ponto que falei bem assim, do que adianta sem querer ser sem querer parecer [ __ ] e arrogante aqui agora, >> mas já sendo, né? >> Do que adianta interpelar este imbecil, sabe? >> Miserável? >> O que adianta? Eu eu estou [risadas] lendo assim, você acabou, pronto, acabei aqui o livro do Gig do do Nado Moura. Pô, eu tô imbecilizando meu público, cara.
▶ 00:40:50 Se eu se eu eu estou fazendo isso, estaria eu estou imbecilizando meu público. Então eu só tomei uma decisão de que não vou fazer isso. Acho que a gente tem que escolher bem os nossos adversários políticos, porque você ter bons adversários políticos eh é algo que engrandece a você próprio. Se você tem bons adversários políticos, você está em uma posição privilegiada, né? Então, eh, não tenho dúvida de que a gente vai ter, por exemplo, se se for José de Sil versus King, é infinitamente superior a
▶ 00:41:20 o debate dele, sei lá, com Erica Hilton, sabe? >> É, acho que sim. >> É algo infinitamente superior. É, é. Então, só por isso, >> pessoas que gestam, >> então >> não é assim, ó. Quem são as que gestam? >> É, é, é do jeito que o Fernando Holid fala, ela eu, eu acho que os dois são idênticos falando, impressante. >> E, e, e parecem mesmo, incrível aqui. >> É, existe algum algum problema que ainda não consegui identificar qual? Bom, tem temos pautas para hoje?
▶ 00:41:50 >> Temos sim, >> claro que temos. >> O que que mais temos? >> Mas essa mulher tem todas as Olavo de Carvalho, né? Ah, senhor Olá de Carvalho, ela havia me falado que tinha como pauta o Olavo. Mas o que do Olá? >> Então, o meu o meu ponto é que foi uma coisa que o Jun foi o Junito que trouxe a ideia, >> ou seja, além dele ser celebrado, o Junito ainda indiretamente pauta esse programa. Não tem condição isso aqui. Eu vou eu eu vou vir com poster do Junito da próxima vez. >> Ele que ele que >> colocar um quadro um quadro do Deus aqui
▶ 00:42:21 atrás. >> Verdade. Sabia [risadas] que mentiu para mim. Vocês sabiam disso? Sim. O Junito só sumiu algum dia aqui do escritório. Aí chegaram em mim, disseram meio assim: "Meu, você sabe que o Junito foi embora e ele só voltou depois da eleição, né?" Aí eu disse: "Não, mentira". Aí eu fui mandar mensagem pro Junito, né? Disse: "Meu, não acredito que você foi embora. Ele não. Semana que vem eu volto >> que nada. Enrolação. Ele ele teve o maior upgrade aí de todos, pô. Ele foi de operador de live para senador, pô. Pelo amor de Deus. >> Me deixou aqui. Sabia que eu sou
▶ 00:42:51 aprendiz do Junito? Tipo assim, eu sou, eu sou aprendiz um pouquinho de todo mundo, >> mas o que me ensinou mesmo foi o Juju. >> Que bom. Um grande professor, uma grande escola. Mas você boa operando live, você tá mais desenrolado agora também? Tá falando mais. Antes você era assim, meio tímida, ficava guardada aí na caixa defender a a me defender do Orlando. >> Ah, tô ligado. >> O Orlando, o Orlando fez nada. >> Orlando me xinga todas as lives. >> Você xinga ela todas as lives. Xingo. Nunca não xingo. Não xingo. >> Cuidado, viu, Orlando? A gente tá com uma lupa sobre maus tratos de homens do MBL.
▶ 00:43:21 O Artur já tá sendo investigado aí por me mostrar. >> E aí você pode fazer as duas coisas. Você não pode nem xingar muito, nem elogiada, ficar ali uma posição de neutralidade profissional. Trabalho é muito bom, você é muito elogiar mulher já é difícil porque pr [risadas] >> aí pior eu parto de uma de uma >> já é um sexo que não tem muito a ser elogiado. >> Elogiado. Eu já parto de uma questão que eu já olho pra mulher falo bem assim: "Ah, [ __ ] >> você Aristóteles, toda tradição". [risadas] Aí quando chega aí, não é só uma mulher, é a Eloía. Eu falo: "Ah,
▶ 00:43:54 meu Deus! Nou, ô Ricardo, sabia que uma vez ele falou bem assim que ele preferia pegar um mendigo na rua para operar do que eu? [risadas] >> E falei isso ao vivo, só para deixar claro. >> OK. Preferências, né? Tem tem mendigos [risadas] que foram agraciados por muitas coisas no de vocês. >> Isso porque eu vim no feriado operar live para esse [risadas] ingrato >> no feriado. >> Deixei minha família, deixei o meu lazer, >> gastei dinheiro com Uber. Não, não, não, não. O primeiro erro aí é o que que um baiano está fazendo, trabalhando no feriado. >> Pois é. >> Não, eu também você, cara, você
▶ 00:44:24 representa muito mal >> a nosso estado. Pare de trabalhar. Você, você sabe que é péssimo para mim, porque [risadas] você trabalha muito, então você gera um contraste desagradável. >> Eu não quero isso. Trabalhe menos, Orlando, pelo amor de Deus. A galera, pô, você também não faz. Orlando. Aí trabalhou 20 [risadas] horas ontem e você. >> Essa semana tava semana passada eu queria vir na sexta-feira, fui feriado, né? Aí eu, aí eu fui falei com, com, com o Lobato, falei: "Lobato, sexta-feira você tá disponível?" >> O Lobato falou: "Bo eu espero que você
▶ 00:44:54 não me chame para nada, porque se você me [risadas] chamar e você convencer a Jenny que tem que vir aqui na sexta-feira, cara, >> o que eu vou fazer com você vai ser tão [risadas] triste, tão triste, que eu vou preso e você não volta para Portugal". >> Lobat herói, lou. >> Eu falei: "Não, não, sem problema, sem problema". Venho para cá sozinho e pronto, não precisa nem você vir me gravar, vou ficar só lá em cima mesmo. Aí aproveitei para para ficar lá no escritório também. Eu tô na Memelândia, né, cara? Então entre ficar na mesma meland trabalhar, eu prefiro trabalhar. >> Você tá num lugar muito inóspa, né? Exatamente. >> Se você tivesse numa bela taberna portuguesa, morando com eles.
▶ 00:45:24 >> Tô durante esse mês. Tô lá na mesma. >> Meu Deus do céu. >> É assim que o MBL trata os nossos colaboradores mais inteligentes. Ele joga em qualquer buraco lá. [risadas] Você fica no esgoto com bando de bárbaro. Se vira aí, >> cara. O primeiro dia que eu cheguei na Memelândia, abri assim, sem querer falar mal da Memelândia, que segundo Ca é um palácio. A porta tava aberta. Diz ele que a porta tava aberta. Tá três dias eu atravessei a porta, o cheiro de cigarro estava impregnado nas paredes assim. Eu falei: "Não é possível, não é que o Junito dormia aqui". Eu falei: "Ah, pera
▶ 00:45:55 aí. Me colocaram onde o Junito dormia". Eu peguei >> uma grande honra. Eu peguei, [risadas] cara, eu joguei, eu peguei o, o travesseiro, joguei no chão, comprei outro travesseiro. Aham. >> Porque o cheiros estava insuportável daquele travesseiro. Comprei outro travesseiro para poder dormir. Tivesse me dado aquele travesseiro, eu provavelmente estaria hoje com, sei lá, carrapatços no cabelo. >> Você vê que o Partido Missão MBL tem um padrão, sabe? Um padrão de autol.
▶ 00:46:28 É o Renan furando o pneu do carro no meio da estrada. É o Orlando dormindo no travesseiro do Junito. É só só luxo aqui, cara. >> Eu quero saber quando vai vir o tempo das vacas gordas, porque eu tô Não, mas você chegou agora. Pera aí. [risadas] Você tem quantos anos de movimento? Você tá ruim. >> Você fala daqui 10 anos você pergun. [risadas] Eu sou quase um fundador disso aqui. Eu tava lá em 2015, quase desde a fundação. Até hoje eu não vejo o tempo das vacas gordas. >> Tava sendo comunista. >> Cadê o tempo das vacas gordas? Nunca vai chegar na >> época que eu tava protestando contra o
▶ 00:46:58 MBL. O Ricardo já tava no MBL. >> Pô, a gente vai assumir a presidência e vai ficar nesse negócio. Vai, vai. Não, durma aí nesse buraco >> não. Mas todo, todo mal pro Orlando ainda é pouco. Nossa, >> todo mal pro Orlando é pouco. Ele me trata mal, ele me xinga. O Orlando me fez passar as maiores vergonhas da minha vida. >> Eu pensei que fosse o Artur. Não, >> também é os dois. É, os dois. É que ultimamente eu ia operando mais as lives do Orlando, né? Eu vim passando mais tempo com Orlando >> do Orlando. Orlando. >> Porque o Orlando ele fica fazendo assim,
▶ 00:47:29 ele pega um o dia inteiro, ele quer fazer todas as lives do dia. >> Cara, se me deixar eu faço todas as lives possíveis. >> Esse cara, esse cara é um work holic. [risadas] Ele, ele é um doente. Não, não, sério mesmo. As duas pessoas mais orc, ele e o Renan. >> E, e, e o Ian. Cara, é sério, bota o Renan, o Orlando e o Ian. Meu Deus do céu, parem com isso. Trabalhar tanto. O Orlando, olha o que ele fez. >> Eu tô, eu olho os três conversando, já fico com sono. Fica com falar, pelo amor de Deus. >> O coitado do Aluísio mora longe. Ele
▶ 00:48:00 veio no feriado, eu também saí da minha casa, vim no feriado, cheguei aqui, fui humilhada. Nossa, preferi o mendigo. Meu Deus, essa menina é muito burra. Não sei que lá não sabe operar. Não, não, mas chama o mendigo para fazer a live me xingando a live inteira, velho. >> Você você vê que ela gravou isso? >> Elaou mago eu achei que ela não fosse, eu achei que ela não tivesse condições de lembrar tanta coisa, entendeu? Lembrar. [risadas] >> Coitadinha. Coitadinha. Tá vendo? É, odeio [risadas] você, Orlando. Vai embora logo.
▶ 00:48:31 >> O Orlando, você tá reclamando que você veio da sua casa para cá? Eu veio de Portugal para cá para poder apresentar a live. Você tá reclamando? >> Mentira, mentira. Te amou não [risadas] veio porque quis. Vem porque quis. Pô, eu tô trabalhando, tô ganhando. >> Não, aí ontem eu fui pro lança. Ontem teve um excelente lançamento do livro do do Renato. Do Renato não, do Charlie Kirk com prefácio do Renato. >> Fui pro lançamento. Aí quando saiu de lá eu ainda vim aqui pro escritório, né? Porque tinha que fazer umas coisas aqui. Aí eu falei: "Bom, bora caí que ir lá pro escritório". Ele falou: "Vai demorar muito?" Eu falei: "Não, pô, coisa
▶ 00:49:01 rápida. [risadas] >> 5 horas, >> cara". A gente saiu daqui, sei lá, 22 e tantas da noite, sério. O Cai já tava e o Cai, cara, amanhã vou ter que acordar cedo, velho. Amanhã ter reunião cedo. Eu falei, cara, >> coitado, >> calma, a gente já tá indo pra casa. É coisa rápida aqui. [risadas] É coisa rápida, [ __ ] Eu já tô terminando aqui. Aí eu falei: "Cara, bota aí alguma coisa pra gente assistir no YouTube enquanto a gente tá aqui." Aí ele botou o YouTube lá e eu fiquei igual como faz com criança, né, velho? Bota aí no YouTube, >> fica aí o negocinho, [risadas] vai. Ai,
▶ 00:49:31 >> mas mas é porque eu eu fico com medo de de sair daqui para Memelândia muito tarde da noite sozinho. Muito longe. Se for >> não são quatro minutos andando, só que 4 minutos em São Paulo é muita coisa. >> É, [risadas] o cara tá acostumado no interior de Portugal. As chances dele ser assaltado são confundindelândia com a casa dos coletores que ela era um pouco mais. >> Ah, tá. Não, não, não. É, é, é outra favela que para português. Todo brasileiro é imigrante. Aqui é [risadas] >> não é porque onde onde eu moro, tipo, são 2000 pessoas. É tudo muito calmo, muito assim. O último crime, o último
▶ 00:50:03 crime violento lá, sabe quando aconteceu? 2005 >> uma mulher matou o marido. >> Ah, tá. >> É porque não tem muito brasileiro, né? >> E [risadas] e agora é engraçado, ela matou o marido, quer di, tô dizendo que ela matou o marido. Desculpa porque ela foi inocentada. >> É porque por falta de provas, porque o corpo sumiu. >> Como é que tá, Fernanda? [risadas] O corpo sumiu. E a gente já passou na frente da da casa da mulher. A gente passa quase todo dia na frente da casa da mulher que cometeu isso.
▶ 00:50:33 >> E e aí a gente fica tipo assim, cara, onde será que tá guardado esse corpo, velho? Algum lugar esse corpo tá. A gente fica dizendo algum lugar tá. Mas assim, nada a ver com nada. Agora esse assunto cadavérico aqui. >> Na realidade a gente tá Mas era um negócio do Olavo. >> Do Olavo. Ah, assunto cadavérico chegou no Olavo. >> Nossa, [risadas] essa esta piada não. Meu Deus. [roncando] Parem essa live. >> Parei. É, não foi, foi uma piada muito ruim para live cair culpa sua. >> Não, desculpa. Desculp. >> Não, foi, foi, foi uma piada ágil. Eu, eu achei bem >> Foi [risadas]
▶ 00:51:03 teve teve insight aí. >> É, mas desculpas. Qual foi? >> Porque a gente tava falando o seguinte, o o Junito falou: "Ó, tá todo mundo, tá todo mundo copiando o Renan". Ou seja, acabou a imaginação da direita brasileira, só tem a gente com imaginação. Quem poderia ser o novo Oláio de Carvalho? Cara, essa foi uma discussão que trouxeram até ontem lá no no lançamento do livro. Quem seria? Por que que qual foi a pergunta que fizeram? Por que que vocês não eh por que que no o Brasil não produziu outros Olavos de
▶ 00:51:33 Cavado? >> Eu considero que essa posição ela não será produzida mais por alguns motivos. Eh, o o a posição específica do Olavo no desenvolvimento da direita brasileira foi tal que ele estava antes de tudo. Quando você tem uma posição que você é muito pioneiro, você tá muito lá para trás, você consegue influenciar tudo que vem a partir de você, porque você tá justamente na raiz da coisa ela
▶ 00:52:05 aparecendo. Então, >> toda a direita, a nova direita brasileira é de alguma maneira influenciado pelo Olável. ou é diretamente, como no caso dos Olavetes, dos bolsonaristas, ou é indiretamente, como nos casos dos liberais também, que foram influenciados pelo Olavo, mas todo todo mundo teve a marca do Olavo. Então, por exemplo, ah, boa parte da bibliografia que a direita até hoje lê, veio do Olavo. a ideia dele de juntar conservadorismo moral e liberalismo econômico, que é uma
▶ 00:52:35 ideia americana, obviamente, tava lá há muitas décadas, mas que aqui no Brasil aparece com Olavo, ah, o anticomunismo extremo das posições dele, Olav aparece pra direita toda e assim por diante. Então eu acho que este nível de influência que se radia de uma raiz e vai para todo o fenômeno da nova direita, eu não vejo ele sendo ah, eu não vejo como isso poderia ser reproduzido. O segundo ponto, eu não
▶ 00:53:05 vejo ninguém dos sucessores do Olá, das pessoas que admiram o trabalho dele e tudo mais, que tem ele como um mestre. Ninguém tem a abrangência dele. Você pega, por exemplo, o o Luís Gonzaga de Carvalho. O Luiz Gonzaga de Carvalho é o filho do Alava. O Luiz Gonzaga é um cara que de religião comparada e simbolismo, ele sabe mais do que o pai. Ele tem um grande domínio disso aí. Ele dá um monte de aula sobre isso, ele já escreveu sobre isso, ele tem livros traduzidos dele e tal. Porém, e ele eh se confina a isso, sabe? Ele ele é um pensador
▶ 00:53:36 tradicionalista interessado por essas questões. Olavo não. Olavo transitava disso e ele ia para a comunicação política. E aí tem outro elemento também que Olavo tinha que é muito raro de você juntar. Ele era simultaneamente um erudito e um grande comunicador popular. Então ele era uma pessoa que conseguia ser muito engraçada. Ele fazia programas de grande audiência e os cortes dele ficavam rodando pela internet afora assim, sabe? tinha uma propulsão eh eh uma disseminação que ninguém não tem
▶ 00:54:09 nenhum intelectual da direita que faça isso hoje. Então, esse é o segundo ponto. E aí você também tem uma uma geração que ele formou, infelizmente, ah, e para mim isso é a coisa mais grave de todas, uma geração que o imita e o que o copia de modo serviu. Porque o ponto é qualquer um que tenha a ambição de ser um novo Olário de Carvalho, não pode, por definição, copiar o Olário Carvalho. Tem que ser alguém que traga uma outra matriz
▶ 00:54:40 teórica, que tem um outro pensamento, que tem um outro estilo, que tem outro seja uma individualidade tão dissonante e e assim, sabe, impactante. >> Tem que ser algo singular, tal como singular. Exatamente. Você não pode. E aí você tem um problema dos sucessores do Olá. Quase todos eles inclusive os três jeitos. >> Quase todos eles são cópias manquê, são cópias eh eh mancas, enfraquecidas, débeis do mestre deles. Então isso que acontece. O que eu acho que dá para fazer, isso eu acho,
▶ 00:55:12 aposto e é meu projeto e eu quero e a valete é uma expressão disso e tudo mais. O que é possível fazer é criar a tal da elite intelectual que ele tanto falava. Mas eu não acho que essa elite vai ser criada pelos Olavetes. Eu acho que ela vai ser criada por nós aqui, especialmente por ele, pela revista Valete, pelas pessoas que estão em torno da Valete, pelo Ian, que também é um cara muito ativo nisso, especialmente na parte de logística, de trazer os intelectuais.
▶ 00:55:42 Agora o Ian tá com essa ideia de trazer um monte de escritor, já fiz entrevista com alguns escritores. >> Sim. >> Então, eh, formar-se em torno do MBL uma um círculo de intelectuais e trazer todo mundo que tá aí na nova direita escrevendo poesia, escrevendo prosa, escrevendo teoria, fazendo sociologia, pensando em ciência política, pensando em filosofia, isso dá para fazer. uma pessoa para assumir a posição, eh, digamos assim, fundacional do Olavo, eu
▶ 00:56:12 não vejo como, a não ser que a direita passe por um tal processo revolucionário que ela meio que morra e apareça uma outra coisa a partir daí, né? Uma coisa completamente diferente e alguém tem uma mão muito pesada na na constituição disso aí e aí dê para de alguma maneira associar. Mas eu acredito mesmo que o ponto aí é criar um coletivo de pessoas que tão ali pensando em comum e que vão dialogar. Também havia algo eh na ação
▶ 00:56:43 histórica do Olaf que eu considerava muito negativo, era o fato de que ele ele não era um sujeito que estava no diálogo, sabe? Assim, ele tinha alguns amigos com os quais ele dialogava, Miguel Reale, Bruno Tolentino, mas assim, era um círculo muito restrito de pessoas, José Osado Meira Pena, tal, mas ele não tava no diálogo, digamos assim, construtivo. o diálogo que ele tinha com a esquerda um diálogo
▶ 00:57:13 extremamente polêmico, de agressividade total ali, era simplesmente um embate violentíssimo que eu acho que naquela época tinha sentido de ser porque ele precisava abrir uma clareira, um espaço naquela mata fechada hegemonizada pela esquerda e essa agressividade dele ajudou ele a abrir a clareira e as pessoas foram se atraindo por isso. Mas hoje eu não acho que nós >> e do mesmo jeu também ajudou a fechar cada vez mais. É, >> exatamente. Abriu e se tornou sectário porque se tornou uma igreja. >> Mas ah, todo mundo tem essa ali. O debate dele com o do Guin, por exemplo,
▶ 00:57:44 é um não debate. O Din queria debater. >> Ele não debate. >> Não debate. Ele ataca o du e pega aquilo ali nas interpretações mais, digamos assim, antipáticas possíveis e vai enfiando as teses dele e acabou. é é meio que um monólogo, é um é um monólogo com pontos de tensão dialética, mas não é um verdadeiramente um debate. Eh, então eu acho que a forma como ele se colocou ali não é uma forma que a gente deveria copiar. Eu acho que nós temos que pensar em eh coletivos, em muita gente fazendo muita coisa. Até porque
▶ 00:58:15 assim, tem um detalhe mesmo que você tenha um gênio. Eu não considero que o Olá foi um gênio. Para mim ele foi um grande talento, um talento extraordinário. Gênio é uma palavra forte. Bom, você você vai depender de da onde se da onde você faz o corte para o que é o gênio, do que não é um gênio. Mas se você tivesse um gênio de fama mundial que apareça uma coisa assim do outro mundo, eh essa pessoa por si só, ela não teria capacidade de alterar a orientação institucional de todo o pensamento das
▶ 00:58:46 humanidades no Brasil, mesmo maior gênio, >> que é um dos problemas que eu vejo, por exemplo, porque isso isso é coletivo. >> É, e eu e eu eu tenho certos problemas, por exemplo, quando tem aquelas interpretações do seguinte tipo >> que é do Christopher Rufo, né? Bom, estamos vivendo a revolução marcuziana. Marcus venceu. Ah, Marcus venceu. Não é assim. Não é assim. >> Acredita que um >> não, uma pessoa chegou, >> uma pessoa. É isso. O Christopher Rufo, ele tem o livro dele sobre revolução cultural. >> Ele, a tese central dele é que estamos
▶ 00:59:18 vivendo a a revolução marcana do mundo de Marcosi. >> A gente tá vivendo na cabeça do Marcus até hoje. >> Não é assim, >> sabe? é um tipo de de pensamento bobo. >> Ninguém tem esse poder. >> E e que é e esse é um problema que boa parte da direita e o Olavo internalizou isso porque ele acreditava que ele seria um ponto de virada na vida intelectual brasileira como uma força da natureza, né? Ele seria essa força de virada >> e aíudo >> e ele não criou outras pessoas. E aí, eu
▶ 00:59:49 acho que o último debate que [limpando a garganta] o o que o Olavo fez, que ele de fato debateu, mas que já demonstrou uma virada para esse fim do debate, foi contra o Laur Café. >> Nossa, bem lembrado. Nossa, verdade. Bem lembrado. Belíssima referência. >> É, é um o durante o debate é um excelente debate entre os dois, que ele vai melhor do que o final já é >> e no final é porradaria. >> Porradaria total. O ala foi filho da [ __ ] ali, [risadas] >> sinceramente. O alaô, isso é verdade. O Ala acusou de mentiroso. Eu eu vi esse
▶ 01:00:20 debate, eu li esse debate duas vezes. Quando o Alaô acusa de mentirosa, ele começa ele baixo o nível, aí já >> aí e termina da pior forma possível ou da melhor, dependendo do [risadas] Mas eh foi o último debate de verdade do Olavo, porque ali ele durante boa parte daquele debate são os dois com ideias e tal, é onde o Olavo fala sobre o marxismo enquanto cultura, >> tem excelentes insites ali dentro. >> Eh, a primeira vez que eu li esse debate, eu ainda era de esquerda.
▶ 01:00:51 >> Hum. Quando eu li esse debate a primeira vez, eu ainda era de esquerda. E aí é que está. Acho que aquela ali foi a última vez que ele tentou realmente debater. E depois ele foi se fechando cada vez mais, nem em interlocutores sinceros, >> mas em seus apoiadores puxa-sacos. >> Exatamente. >> Que é outro problema, por aquilo que ele acusava na academia, que era supostamente está enclausurado, né? Ele diz que a academia estava nesse enclausuramento das ideias progressistas, ele se autoenclausurou nas suas próprias ideias. Ele teve um travos com o Antônio
▶ 01:01:22 Vargas. >> Com o Antônio Vargas. >> O Antônio Vargas era jovem, bem bem jovenzinho assim. Mas o Antônio tinha muita leitura de Kant, né? E o Antônio escreveu uma carta sobre Kant para mostrar as interpretações erradas do de Olavo sobre Kant. E ele disse que o Olavo pegou a carta e esculhambou ele no seminário de filosofia, não deu uma resposta à altura e tal. E o o Antônio na época era aluno do Olávio. Então é é o que você disse, ele se enclausurou não só no não debate, mas não não debate, nem mesmo com os alunos dele que eram
▶ 01:01:52 críticos, que tinham posições críticas. Ele estava ali em diálogo com puxa-sacos, pessoas que estavam ali para dizer: "Aém, o senhor tá certo". Blá >> e ele negava isso, dizia: "Não, sou muito aberto, tá aberto". Quando ele fazia essas Quando ele fazia essas reages contra alguém, ele era extremamente violento, geralmente com muitas piadinhas, né? O Carlos Veláscos, que ficou até meio doido depois, mas o Carlos Veláscos quando foi os irmãos, né? Ah, >> quando foram achincalhados por ele e assim, eh, eles tem um o livro aquele
▶ 01:02:24 filosofia em seu inverso, ele faz respostas a algumas pessoas. >> Sim. Júlio Lemos. Júlio Lemos, pô, [limpando a garganta] a forma como ele responde Júlio Lemos, assim, vamos falar a verdade, aquilo ali não tem um debate filosófico propriamente dito, >> né? E eu gosto daquele livro, mas não tem um debate filosófico propriamente dito. A forma como ele responde é sempre uma forma muito mais dura e pessoal do que um debate de ideias. >> E ele foi se enclausurando nisso. E esse é um problema por a direita brasileira internalizou que o debate tem que ser
▶ 01:02:55 feito nesses termos. Exato. É, é, é, é uma porradaria verbal. >> É uma porradaria verbal. Não tem um debate propriamente dito. >> É chegar, é chegar e porrada. >> Mas eu acho que a internet também ajuda demais. O instrumento da internet ajuda demais. >> Mas tá, eu eu recentemente estava tava assistindo um debate entre dois campos de direitistas da Inglaterra. Tem um canal que é o JB News, que é um debate britân que é um canal britânico, né? E eles estavam fazendo um debate entre o
▶ 01:03:25 Reform e o Ristor. Botaram dois intelectuais jovens, um intelectual jovem vem de cada lado, né? Os dois ali para poder debater. Cara, debate de alto nível, sem descer, sem descer. Aí você vai dizer: "Ah, tudo bem, na Inglaterra". na Inglaterra, mas na Inglaterra também tem porradaria, também tem, >> tem, lógico. >> E eles conseguiram manter um debate de grande qualidade. Eu tava vendo agora o debate do Jubilee, que é aquele canal de YouTube dos Estados Unidos, eles fizeram agora foi um israelita versus 20 20 palestinos ou 20 muçulmanos, alguma
▶ 01:03:55 coisa assim. >> Cara, obviamente tem momentos ali que são muito mais de espetar. >> Uhum. Mas no geral estavam levando questões razoáveis pro debate. Não gosto do formato, um contra 20, 20 contra um. Não gosto do formato porque não é um debate propriamente dito, é um espetáculo, mas você pode levar questões relevantes para esse debate. A questão toda do Brasil é que quem leva questões relevantes para um debate geralmente perde, porque o nosso público é ele é
▶ 01:04:25 muito deseducado nesse sentido. Está muito mais o o [limpando a garganta] público ele pede pelo momento do corte, pede pelo momento da da porradaria, pede pelo momento que você vai espetar a pessoa, né? Eu vou dar um exemplo aqui de coisa que eu participei. Aquele debate com os trabalhistas, eu só fui bem porque era um debate de verdade. >> Sim. >> Se fosse porradaria assim, teria que descer o nível. Eu desceria. Eu eu consigo descer. Eu ia levantar a voz, dizer: "Cala a boca, você tá falando tudo errado, ia fazer um
▶ 01:04:56 au lá". Mas e ia fugir, obviamente do escopo de qualquer tipo de debate. Aí já não é mais debate. Mas é mas é raro. É como você falou, o público não espera essas coisas. O público brasileiro fica entediado >> muito rápido, >> muito rápido. Ah, falou muita coisa, a tese é longa, ai preguiça. E aí tá acontecendo o que aí? >> Sim, é o é um problema que a gente vê aqui nessas lives. >> Sim. >> Quando a gente tem um debate às vezes meio abstrato de questões abstratas e tal, pessoal começa a ficar impaciência, >> pessoal ficar
▶ 01:05:26 >> vai logo. >> É, tem como falar aí do do, sei lá, fala de alguma coisa aí polêmica? É, sabe? Fala alguma coisa polêmica. Ontem no lançamento do livro do >> O público que era a fraca, a faca tramontina. É isso. Rápido. >> Ontem no lançamento do livro do >> Renato do Chark é do Charlie KK. Muito muito obrigado. >> É, teve uma hora que virou uma rodinha assim, né? Eu fiquei no centro da rodinha lá. [roncando] Ele
▶ 01:05:56 >> Opa. [risadas] >> Por que começar? >> Melhor do que ficarem no centro da sua rodinha. >> É, exatamente. Mas foi por que que por que que fez aconteceu isso? Porque começaram a fazer perguntas que são perguntas assim, ah, o Gerão fez a primeira pergunta, fal assim, foi de direita ou de esquerda? E a partir dali a gente foi desenrolando e tal. E aí, basicamente >> virou uma rodinha para poder fazer esse tipo de discussão. >> E existe um público que parece que está ansioso para ter algumas discussões um pouco mais relevantes ou aprofundadas,
▶ 01:06:27 não vou dizer relevantes, mas aprofundadas. e a capacidade de abstração. Mas aí foi engraçado porque tava o Pirajá lá e o Pirajá falou bem assim: "Pô, meu amigo, vai falar de alguma coisa importante, vai falar, sei lá, e teve agora o vídeo aí da da ex do Cristian Figueiredo, vai falar dessas coisas, par falar de bobagem". Ele falou brincando claramente, mas existe um um um cansaço das pessoas quando você começa a debater certas certos pormenores que não são pormenores irrelevantes. Eh, se você não
▶ 01:06:58 não dá para você falar sobre a questão do do liberalismo na Inglaterra sem antes pensar na guerra das rosas e sabe e aí você vai fazer certas que simplesmente você as pessoas vão dizer: "É, isso é cansativo". Bom, mas esse esse é o debate propriamente >> isso me leva a voltar pro início do programa. É por isso que assim, se você não conhece a controvérsia entre Thomas Robes e Roberto Belarmino, me desculpe, você não sabe nada. Tem que diz, desista da vida política. Todo mundo que não,
▶ 01:07:30 que não conhece essas controvérsias, no detalhe que tá aqui no texto da Patrícia Springb, é um ignorante. Você não sabe nada do que está acontecendo. Nada do que está acontecendo aí você sabe. Fique quieto. Ah, eu quero opinar sobre o F. Não tem que opinar sobre nada. Nada, >> nada. >> E hoje eu tava fazendo, tô tô fazendo a releitura de um livro do Gij para poder fazer o curso pra Valet Plus, né? >> E aí eu tava fazendo releitura e tendo também tem que fazer marcações e tal. >> Tô dizendo queira [risadas] já é o baixa base. >> Baixa base.
▶ 01:08:01 >> Aqueles moleques do Afeganistão que fica [risadas] dançando assim. Os caras são muito escríveis. Pô, entrem aí no no valet Plus, faz uma propaganda. >> Faz a propaganda enquanto eu vou beber muita água. Vocês vocês vão ganhar um curso do baixa base no >> no aplicativo, ó. Vocês vão ganhar o Príncipe, vão ganhar a revista A Morte da Esquerda. Opa, esta aqui. E vão ganhar a revista O Judiciário contra as
▶ 01:08:32 cordas. duas revistas mais um livro, fora o conteúdo maravilhoso do Valete Plus, que é nada mais nada menos que o melhor aplicativo de política do Brasil. Isso assim de longe. E eu acho assim, não tem nenhum aplicativo que dê para concorrer com o Valet de Plus, sinceramente. R$ 30 por mês. R$ 30 por mês para você ter todas essas coisas. Olha, Elo, a Eloía vem aqui. Dá um recado aí pra militância. >> Galera, assinem o Valete Plus. Olha que
▶ 01:09:02 simpático. Não, mas de desenrole mais. >> Ó, assinando Valete Plus, vocês vão ganhar revistas mensais que podem ter textos. Você escreve para valete, né? >> Eventualmente. >> Então, que de do professor Ricardo Almeida, pode ter texto do Gorlando Lima. Então, assim, são pessoas intelectuais extremamente inteligentes que vocês vão adquirir muito, muita inteligência lendo os textos deles, tá? Fora o conteúdo do Valete Plus, eh, de muita gente lá, tem do Kim Cataguiri, tem do Ricardo Almeida, tem curso do
▶ 01:09:33 Bitcoin, tem um monte de coisa que você podem, tem um monte de coisa. É isso aí. Então, entre no Valete Plus, fica aí quando é que você entrou no MBL, por quê? >> Eu entrei no ano, no início do ano passado e na verdade eu vim fazer entrevista de emprego para trabalhar no gabinete da Amanda. >> Ah, >> é. Aí eu vim fazer entrevista aqui, conheci o Oliver, foi ele que me entrevistou. >> Mas você já acompanhava seu momento? Conhece MBL desde 201 era criança? >> Era criancinha, tinha tipo 10, 11 anos. Já conheci MBL porque eu tenho meu mais velho. >> Tenho meu mais velho. Ele já acompanha
▶ 01:10:04 há muito tempo. >> Aí eu vim fazer a entrevista, né? >> Acabei ficando no no na missão. Fiquei trabalhando na missão até que o partido fundou. Aí cada um foi se >> relocando em outro espaço. >> Entendi. >> Aí eu vim para vendas e agora tô perando as lives. >> Legal. >> E agora vou substituir o Glando Lima. >> É bom. Espero que tenha uma grande trajetória, hein? >> Não vá trair a gente >> nunca. >> Espero que a trajetória dela acabe. >> Cara, olhe, olhe só, viu? >> Se eu for trair, vai ser só para ir
▶ 01:10:34 contra o Orlando Lima. >> Cara, eu espero que ela >> Não, não, nenhum nenhuma traição, nenhum divulgação. >> Espero ela, que ela volte a vender. Vai vender, cara. A gente precisa vender. Vai vender. >> Eu já eu vendo. Eu vendo. Meu filho. Você acha que esse único plus entrou por quê? Por causa de vocês. Por que não, por causa de mim? Ah, tenho certeza disso. Tenho certeza disso. >> Olha aí, tantos, tantos corações. Que fofinho. [risadas] Sim, voltemos. >> Não, agora vou te falar, homem que é gado, que fica mandando coração, tem assim, esses aí tem que ser mandados para um gulo. >> Não, mas não adianta. A gente já falou muitas vezes, toda hora a gente explica
▶ 01:11:05 porque que cegado não é uma coisa. As pessoas, as pessoas não aguentam, elas só, elas precisam gadear. >> Tem um amigo português aqui falando sobre as traições do MBL. Ele falou que precisávamos de um camarada beria para os traidores e eu falei que precisávamos também um pros gadiadores. >> É um camarada beria seria uma boa, [risadas] precisava, >> mas segundo dizem, no final ele que traiu, né? Dizem as mais línguas que ele matou Stalin. Mas isso é mentira. >> É, também acho. >> Eu acho que Beria era era um homem fiel ao partido. Isso.
▶ 01:11:35 >> Ele foi, ele >> ele só era um homem mal, né? Muito mal. >> É, muito mal. Muito mal. Berita. Então, precisava de um camarada Beria que não fosse mal. Eh, não, não, mas para para o beria fazer o trabalho do beria, ele precisa ser mau. Uma pessoa boa não faz o trabalho do bero, >> tem que ser justo. >> E as pessoas estão, elas estão boiando aí. Vocês não sabem o que é beria. Lavrente Beria foi o chefe da KGB durante um tempo, NKVD, todos os nomes lá que tinha. Ele que sucedeu um outro cara que também era mau, mas não era tão mau quanto ele, o Iagoda. O >> Beria, não. E o Ber tem um,
▶ 01:12:06 >> ele que matou o Iagoda, eu acho. >> E o Berat tem ainda pesa contra ele as acusações de >> É, >> né? sexuais tal que tinha ele é um doente assim, o cara era um doente. >> Tem histórias terríveis. Disse que ele andava pela cidade assim por Moscou. >> Deus meu Deus. >> E aí era coisa terrível. Mas voltando é >> sobre o Ola, >> esse é o país que teve o grande salto civilizacional, né, seu comunista. [risadas] >> Sai daí. >> Ah, tá. Ah, tá. A América entregou ostein. [risadas] Juntou América e
▶ 01:12:37 Israel. entregar pro mundo. Pode falar mal da América e não tô nem aí para isso. >> É isso que o liberalismo entregou pro mundo. >> Você quer saber o grande salto civilizacional? Pesquisa que aconteceu em 1979. [risadas] >> Deixa eu ficar quieto aqui. Que que foi que você tá falando da da crise do petróleo? Sim, naturalmente, naturalmente. >> Do início do liberalismo. >> É, exatamente, exatamente. Não, entende perfeitamente. Entendi perfeitamente.
▶ 01:13:08 [risadas] >> Sim. Mas a gente tava onde? >> Sobre Olavo de Carvalho. Tava falando sobre eh a gente parou falando sobre a parte dos debates e tudo mais. >> Existe um ponto no Olavo, que eu também acho que é importante dizer, ele tinha essa capacidade eh primeiro generalista, né? Ele era um generalista. É muito difícil você ter hoje na direita brasileira alguém com tanta referência quanto ele. >> É qualquer coisa, né? >> Né? >> Ele tem a ele realmente tem um leque de
▶ 01:13:39 referências muito grande. E a direita brasileira ficou confinada em em alguns dos autores que ele trouxe e que não conseguiram ampliar isso. Não conseguiu ampliar. Eh, você que fala de conservadorismo no Brasil, tem dois ou três autores. Hussel KK, é o Roger Scruton e o Shot >> e Burk. >> E ainda tem o Burk. Verdade. >> São esses quatro autores. Saiu desses quatro. Ok shot, >> verdade seja dita. Ok shot é como se fosse uma fase superior.
▶ 01:14:09 >> É verdade. >> É que as pessoas gostam muito de ler. Mas o o três aqui o shot que alguém chegar lá já é alguma coisa. Hum. >> Aí se você vai falar sobre a parte econômica é misesis hay, né? Eh, bastiar. >> Basti, nossa, Basti, [risadas] >> é Bastiar. >> Ó, uma uma dica para vocês assim de vida intelectual, Bastiá não é um grande autor, OK? Bastiá era um panfletário, ele é um cara da classe C, da inteligência. Não falem de bastiar com a
▶ 01:14:39 boca cheia, como se ele fosse um grande gênio da teoria, porque ele não é. Só fica aí a dica. Mas vai. E aí, eh, quando vai falar, pronto, você quer fazer uma grande crítica, assim, uma crítica mais rebuscada, mais elegante a ao comunismo e essas ideologias totalitárias, aí as pessoas buscavam Eric Voglin para falar sobre a imanetização do escaton. É, mas existe o universo também não vai sair muito disso. Era um universo muito contido, né? Uhum.
▶ 01:15:10 >> Eh, o universo literário também é muito contido. Então, no final, cara, outra coisa terrível, né, que as pessoas vulgarizaram o Senhor dos Anéis de tal modo e e você sabe porque você é um especialista nisso. >> Sim, sim, sim. Um grande fã. >> As pessoas vulgarizaram o o Senhor dos Anéis para transformar aquilo tudo em uma grande alegoria para qualquer coisa. Quer fazer um discurso político, vai fazer uma grande alegoria. Até hoje o o Dando Moura falou sobre
▶ 01:15:40 >> só perde para 1984. >> Ah, isso aí é o úto que é [risadas] aí. >> Ah, esse aí >> esse e revolução dos bichos. >> Nossa Senhora. >> São os livros. >> O monólogo lá do porco é a coisa mais mais lida para um direitmo na face da terra. [risadas] >> Sabe aquela frase do Alguns animais são mais iguais do que outros? Pô, repetido a exaustão, né? Mas é isso, o o o canon intelectual referencial da direita brasileira é muito pequeno.
▶ 01:16:10 É algo e e aí se você vai trazer algumas coisas e e eu nem tô falando dessas coisas mais fringe que eu gosto de trazer, tá? Tô falando, você pode pegar tantos autores >> dentro da da direita e da própria esquerda, outra coisa que um problema muito sério da nossa direita, é uma direita que não leu autores da esquerda. [roncando] Por isso que eu tive aquela ideia de dar o curso de marxismo cultural que parou na terceira aula há 200.000 anos parou nessa terceira >> de tá aí em algum lugar parou na
▶ 01:16:40 terceira aora o livro do Marx. >> Qual? >> O Manifesto Comunista. >> O manifesto Comunista. Leia o Manifesto Comunista. E tem uns autores, esses do século XX que eles criaram lá a escola de Frankfurt, né, no Instituto de Pesquisa Social. E eu tenho muito interesse em continuar essas aulas e dar aulas sobre isso, porque eu vejo na escola de Frankfurt muita coisa, muita coisa que dá para aproveitar dentro de um pensamento conservador, mas muita coisa, muita coisa. A crítica do iluminá, claro que dá, até porque eles
▶ 01:17:12 >> eles são reaccionários, né? [risadas] É, eu eu vejo que sim, como antissoviéticos que eram, >> mas não só isso. Eu realmente acho que é porque, por exemplo, a questão lá da dialética do esclarecimento, eu tenho certas dificuldades tá com aquilo ainda. Tenho, tenho dificuldades, mas apesar disso, eu acho que são excelentes. Eu gosto muito do Marcus, que não era da escola de Frankfur propriamente dita. é minha discordância em relação a isso, porque eu eu coloco ele fora da da escola de Frankfurt.
▶ 01:17:42 >> É, >> mas o eu gosto muito do Marcusi. Eh, e eu acho que esses autores, a nos a direita brasileira lê pouquíssimo, lê pouquíssimo, lê pouco autor de direita e lê nada dos autores de esquerda, até porque tem uma preconceito, um medo, >> medo. Medo, sabe? Eu acho que é medo. A palavra é mais que é mais forte que o preconceito. Acho que é medo. Medo, medo mesmo. Sabe o que é medo de ser convencido? Sim. >> Você veja, você não pode desprezar, eh, jamais se pode desprezar o medo que
▶ 01:18:12 as pessoas, quando elas têm qualquer posição delas serem convencidas pela posição contrária, as pessoas ficam ansiosas para isso. Elas não querem sair da sua posição. Então, elas vão se fechando ali, fecha a cabeça dela. Isso acontece com aquelas pessoas que elas não estudaram suficiente para para apoiar essas ideias. Acho que assim, tipo, [roncando] a pessoa quando ela já tá eh muito concentrada naquilo que ela que ela apoia e ela entende daquilo que ela apoia, muito provavelmente ela vai se abrir para entender mais sobre a oposição. >> Mais ou menos. Mais ou menos, porque veja, você pode ler, sei lá, um monte de
▶ 01:18:44 livros da tua corrente e não ter lido muita coisa da corrente oposta e aí você tem um supostamente um grande conhecimento, mas você tem um conhecimento que é paroquial, um conhecimento restrito, você sabe aquilo ali. >> Aí se você sai daquilo ali, você começa a ter o oceano de outra literatura, às vezes você fica completamente perdido e você percebe que você não acred que você tinha crenças que eram paroquiais e agora você fica assim, oh. Sim. >> Então eu acho que isso rola muito, isso rola com a esquerda também, viu? A esquerda também tem medo de se aproximar de certos autores, especialmente no caso
▶ 01:19:16 dessa esquerda democrática brasileira, dos autores que ela considera fascistas e autoritários e tal. Então é uma galera assim que coloca ali o o pezinho com muito cuidado. No máximo ler um Cmit porque Cmith é muito é muito mainstream. Och tem um peso muito grande dentro da academia, mas eles sempre botam assim o pezinho na água, tá quente, tira o pé, eles ficam com muito medo dessas coisas. >> E isso assim para um intelectual, isso é uma frescura, entendeu? Isso é isso é isso é boiolice intelectual para usar [risadas]
▶ 01:19:46 com isso é frescura extremamente moralista. Ah, >> é, você tem que ler qualquer coisa que tá aí. É, eu acho que isso é uma característica muito muito forte no bolsonarismo. Acho >> os bolsonaristas nem lê, né? >> A galera não lê. Tô falando de gente alfabetizada. >> É, tá falando de gente que não vai tomar sorvete e bater [risadas] na testa com sorvete. >> É, eu não digo isso. >> Eu tenho medo de dar um sorvete, uma casquinha do McDonald's na mão de um bolsonarista, porque ele vai me meter na testa assim, vai. Eu fico imaginando o Superman do Bolsonaro com medo de ler a dialética
▶ 01:20:18 de Frankfurt. Ele tá pensando, putz, eu leio a dialéctica Frankfurt ou economia, sociedade de Max Weber. Não, eu acho que eu vou para ver porque Weber não é comunista. Tem tem uma coisa interessante, >> você já percebeu como que, por exemplo, >> esse e vários outros, >> existe uma uma dificu, tem uma uma história do Leandro Coner, não sei se já escutou essa história do Leandro Coner, quem conta isso? Fala, >> é o, acho que é o o José Paulo Neto. É isso que o [roncando] José Paulo Neto, ele conta uma história do Leandro Coner, que na época da ditadura foi preso, né?
▶ 01:20:49 E aí vão pegar um livro dele e aí o delegado interrogando o Leandro Coner. Aí disse que vai lá e pergunta: "Mas seu livro é sobre o quê?" Não, olha só, sou um professor. Isso aqui, esse livro estou debatendo sobre a questão da dialética marxista, tal. O que é dialética aí? Não, disse que o delegado parou e falou assim: "Tá, mas o que é dialética?" Aí disse que o escrivão: "Calma que essa parte eu sei". Dialética, delegado, é quando um comunista disse que algo é assim e logo
▶ 01:21:19 depois ele des o que ele disse que era e chega a uma conclusão que nunca foi. [risadas] Isso é a dialética. Mas isso que o Leandro Con olhou e falou: "É isso [risadas] >> muito bom. >> Essa história é maravilhosa do Leandro Conclusive [risadas] leiam Leandro Coné, tem bons livros do Leandro Con. A esquerda brasileira tem já teve grandes intelectuais. Leandro Coner foi um desses grandes intelectuais. Não sei se você gosta dele. Eu gosto muito do Leandro Coner. >> Eu nunca li. Nunca li. Gosto do Leandro Coner. >> Gostava. Eu gostava do que morreu. Rui
▶ 01:21:49 Fausto. >> Rui Fausto. Bom, bom também. >> Uhum. >> Muito bom. Bom, a esquerda brasileira já produziu muita coisa boa. >> Já. >> Já produziu muita coisa boa. E verdade seja dita. Ainda tem a capacidade hoje de produzir >> os anos 40 e 90. feio >> ainda, mas ainda hoje produz algumas coisas interessantes. Eu li recentemente um Douglas Barros, um nome do autor, Douglas Barros, ele escreveu um livro chamado O que é identitarismo. >> Hum. >> Ele faz uma crítica ao identitarismo >> desde a perspectiva marxista. >> Sim. >> Aham.
▶ 01:22:19 >> E ele faz essa crítica que para mim é superior a boa parte da crítica que a direita fez. É superior até mesmo à crítica que o bom Antônio Risério fez. >> Uhum. >> Com todo respeito ao Antônio Rizério, que é baiano também, né? >> Baiano também. Então tem um respeito redobrado pelo >> Isso aí. Isso aí, grande figura. >> Mas eh ele ele faz uma crítica muito interessante >> sobre uma sistematização eh ele ele cria uma sistematização que demonstra como o identitarismo, na verdade, é o deslocamento do consumo para as relações de relações políticas. Então ele
▶ 01:22:51 consegue fazer isso muito bem. Douglas Barros é um autor agora recente, entrou até em polêmica com o Jonas Manuel, tiveram uma desavença recentemente aí. Eh, o o Safatle que traz discussões interessantes, apesar de eu achar as conclusões dele ruins em relação à morte da esquerda, porque ele basicamente tá propondo agora ver até uma entrevista dele recente falando sobre radicalização como uma resposta. Isso não é uma resposta. Você só tá, você só você admita que você não tem uma resposta. Saf é muito inteligente, é muito
▶ 01:23:21 sofisticado, mas em matéria de política real, ele não sabe o que ele tá fazendo. >> Não sabe o que fazer. Então assim, ele faz uma bela crítica. É o intelectual da Torre de Marfina na prática. É aquilo ali. Eu eu já li um livro dele, o Dar corpo ao impossível sobre adorno. Muito bom o livro. Você pesquisa naquele jeito piano bem estrito, rigoroso, livro bem escrito, maravilha, né? Já vi palestra dele, mas sempre no final é a gente nunca pode fazer nada, não sei. E e tem
▶ 01:23:51 uma coisa do Safatle e e de vários intelectuais parecidos com ele. Ele eles passam uma imagem de pessoas frescas. >> Isso é verdade. Isso é verdade. >> Você sa eu eu não, isso me incomoda, sabia? Vê, vê, você vê o parece que é uma pessoa, a gente usava na faculdade de filosofia da UFBA, meus amigos usavam uma expressão que era um intelectual de cachicol. De cachicol. Não é um cachicol real não, >> mas é o cachicol metafórico
▶ 01:24:21 >> que o cara sempre vai estar com aquele cachicol, ainda que esteja vestido, cachicol, tomando um vinho, ouvindo o Jumbão Gilberto, >> sabe essa coisa meio assim, meio Carolina ralal, meio, sabe? Isso não é real, isso não parece uma pessoa real, entendeu? O Lula é uma pessoa real. O Lula ser é uma pessoa, uma pessoa real >> de ser uma pessoa real. Mas esse esse esse pessoal, não sei, eles são todos heterossexuais, mas são todos que parecem homossexuais, o que eu já acho.
▶ 01:24:52 Eles já já t um jeito muito >> muito afeminado, muitoé muito láido, sei lá, tudo tudo meio Caetano Veloso. Você olha pro Caetano Veloso, você acha que o Caetano Veloso tá é gayizão. >> Isso me incomoda, não é? Eu acho isso estranho. >> Então, tem um tem uma vez que teve um encontro do Senado na casa de um rapaz lá em Portugal que era um intelectual, e esse era de fato assim, um é muito lido, que já tinha era um jovem de 32 anos que já tem livros publicados e tal, um cara muito. E aí ele, eu vou ter que fazer aqui para vocês verem, ele fica sentado
▶ 01:25:22 primeiro aqui na cadeira, ele ficava sentado assim meio já deitado, meio deitado. E ele ficava pegando o próprio cabelo assim [risadas] >> e conversando conosco e pegando no cabelo. [roncando] Aí ele fica, porque quando você vai pensar, aí ele faz um três jeitos e [risadas] eu tava sentado e eu falei bem. Eu virei pro meu amigo, falei bem, vem cá essa rosa esse cara [ __ ] que que tá acontecendo? Não, não, não, ele é casado. Falei: "E casado? O cara tá por quê?" E ele ia falar no dia era sobre
▶ 01:25:52 Tomás de Jaquino que ele tava e uma coisa, ele era palestrante. Aí ele para falar sobre Tomás de Aquino, eu falei velho vocês botaram uma [ __ ] para falar Tomás de Aquino que [risadas] assim vocês estão cuspindo na Igreja Católica. >> Mas ele não é, ele é casado. E todos esses caras eles não são, eles são heterossexuais todos eles. >> É, mas é um jeito afrancesado no sentido caricatural da coisa. Uma coisa meio >> é o cara que sonhou ir pra Sorbone, não foi, >> mas ele tá com sempre tem um, ele tem do
▶ 01:26:22 lado dele um croação. >> Eh, um café, >> um café. >> Sim. E e o cachec. Concordo. Ele era exatamente isso, >> cara. Isso isso me dá uma profunda impaciência porque eu acho que isso é um é uma espécie de personagem e e assim eu vejo alguns alunos da USP que são assim em geral alunos muito destacados, muito bons. >> O cara tinha um óculos do tamanho do da Eloía, assim era um óculos, >> mano, eu não uso mais meu óculos. [risadas] >> Só que era o óculos do tamanho da Eloía,
▶ 01:26:52 só que com a armação fininha. Então o cara era simplesmente assim, muito branquelo, com o cabelo dele meio para cima assim e aí ele ficava mexendo no cabelo e com aquele oclão. >> Eu eu capturo exatamente isso que você tá dizendo. Parece que se você chega lá e dá um tapa na perna do C e aí, irmão, o cara vai ficar assim assustado porque ele nunca viu isso, não tem uma interação. Aí eu penso o seguinte, isso assim, isso é particularmente e eh
▶ 01:27:22 depressivo para a esquerda, mais do que paraa direita, >> porque a esquerda supostamente tem uma interlocução com o trabalho, com a base da sociedade, com os extratos mais, sabe, mais elementares, mais fundamentais da sociedade. E essas pessoas elas estão completamente, elas são como libélulas, elas estão tipo, sabe, rarefeitas. Esse [risadas] as pessoas não têm condição como conversar com um trabalhador. Elas não têm o não se parece uma pessoa normal que pega um
▶ 01:27:52 ônibus. Sim. >> Sabe? >> Entendeu? >> Eu eu olho para ele, eu imagino, eu imagino o carro dele é um secreto. O carro dele tem que ser um 5800ento, que é aquele carro da Fiat meio sabe de mulher, que é carro de mulher. 5800 é um carro bonito, mas é de mulher. Eu tenho certeza que o carro dele é um 5800. Eu tenho certeza que ele tem um pudo ou algo parecido. >> Um gato. >> Um gato >> muito feudo. Um gato muito feudo. >> Tipo Barroso. Estão falando o Barroso. O Barroso é um exemplo disso. >> O Barroso é a é o Iluminismo em uma
▶ 01:28:22 pessoa. >> Se o Iluminismo pudesse ser uma pessoa, seria o Barroso. O >> Barroso é casado, tem uma filha lindíssima. >> Sim. Não. E o o Barroso que me inspecionou. Eu também achava que o Barroso fosse. Não é. >> Não, não é. >> Supostamente não é. Fosse, fosse o quê? Fosse >> é uma homossexualidade intelectual, é uma baitol do espírito. >> Isso. O que me faz o que me faz pensar que o gay é a é a fase superior do intelectual. [risadas] >> Está chegando, tá chegando, >> tá chegando. >> Onde é que você atinge a iluminação?
▶ 01:28:52 >> Aí você começa a ficar meio ah, porque não >> essa, cara, essa live tá altamente cancelada. [risadas] Live bo é assim. Live boi é assim. É, são discussões interessantes. >> Eu gosto do Tim Bernardes. [risadas] É tipo isso. >> É tipo isso, velho. Pô, mas o Tim Bernardes é bom, mas é caricato. É caric é aquela caricatura, o bigodão, camisa do Flamengo, falando da garupa da gatinha para >> sei lá, passa pouca pouca. E e eu e isso é uma das coisas que eu fico sempre impressionado com a academia e e lá em
▶ 01:29:24 Portugal primeiro que existe um o chamado Beto, que é o o o de direita, é o Beto. >> O Beto >> é o Beto. >> E o Beto, como é que é o Beto? >> O Beto é o cara que vai vestir um pullover, vai estar com pullover, é com uma gravata sempre muito bem alinhada. O sapato tem que ser o moca assim. Eu tive que comprar uma [risadas] cassin por conta disso. Esse sapatinho. >> Eu tive que comprar uma cassin por conta disso. Porque a primeira vez que eu fui para um um jantar do Senado, eu fui com assim. Eu fui assim,
▶ 01:29:55 >> o cara foi com o Mizuno. >> Não, eu fui, eu fui do jeito que eu tô aqui. É uma camisa e eh coisa social. Isso aqui é uma camisa social, sei lá que >> fui com uma camisa social, uma calça, >> jeans e com sapato, um tênis. Cheguei lá, eu me senti um mendigo. Eu falei: "Caralho, tá todo mundo aqui de moca assim. e eh pulover, calça calça chino >> e outros de terno e gravata. Eu tive que começar a andar de terno gravata ou pulover, tive que para para não parecer tão favelado, né? E aí eu já esse é o o
▶ 01:30:27 arquétipo da direita na Europa. Na Europa você vai vai qualquer coisa com a direita. Os caras estão vestidos dessa forma, né? Todo mundo com pulover, todo mundo os uma questão lá são os talheres. Os talheres são essencialíssimos nisso. >> Se eu for para Portugal, eles vão me pegar e vão botar para eu servir as pessoas. Eu [risadas] eu sou você em toda a Europa. >> Quando eu tava quando eu fui para, porque agora a gente montou em Bruxelas, né? Mas quando eu fui à Bruxelas ainda
▶ 01:30:58 não tinha montado o Senado lá. Eu me encontrei com uns amigos >> que faziam parte do do grupo político do do CDS e do Chega. E é e aí a gente se encontrou lá e tal. E aí você sabe, pô, eu tenho um inglês eh macarrônico assim para poder me comunicar com eles. Só que eu tava me comunicando e eu vou pegar o talher para poder comer. Cheguei assim, fui mexer, eu mexi, só me fiz mexer assim no talher, conversando com eles e tal, porque eu fico muito, minha mão fica mexendo, né?
▶ 01:31:28 Ele levantou, vio do meu lado assim, ajeitou a [ __ ] do talher, coisa que eu falei, vai pra [ __ ] que [risadas] tipo tá ajeitando isso aqui. Mas aí tem essas coisas que é uma coisa muito a esquerda europeia, então aí é que fica acho incrível, a esquerda europeia é diferente da brasileira nisso. >> Ah, é, >> é uma esquerda muito menos ain e e e muito menos afrescalhada. Ah, eu não posso ir para Europa. Se eu fui para Europa, eu vou mudar de posição [risadas] >> a esquerda e vou ver pessoal inteligente
▶ 01:32:00 normal. Pelo amor de Deus, são meus brothers. >> Agora eu vou falar aqui, vou fazer aqui agora uma >> G. Eu vou fazer uma, eu vou vou fazer aqui uma confissão, por exemplo. >> Eu ia toda, eu gostava de ir no, no na cafeteria do Partido Comunista Português, da onde eu morava, >> não de [risadas] você fala: "Nossa, >> um total de zero pessoas surpresas". Partido Comunista de Portugal, ele gostava muito. Comprei vários livros com eles, >> ficava lá conversando. Muito melhor de
▶ 01:32:31 você poder >> muito fic apoiando as pautas e tudo, pensando em como trazer isso pro Brasil. >> Olha, uma coisa eu tenho que falar. Tem um livro que fala sobre sobre a questão liberal que eu esqueci agora. Foi uma um livro, não tem um artigo, tá até lá em cima. imprime o artigo para fazer uma algumas anotações. O autor coloca o partido português, o Partido Comunista Português e o Partido Comunista Grego como as os dois únicos partidos europeus liberais.
▶ 01:33:01 >> Caramba, >> os dois únicos partidos iliberais. >> Interessante. >> É o partido com e e ele realmente tem discussões muito mais frutíferas. >> Uhum. Mas a a esquerda a esquerda europeia é muito menos afrescalhada, >> apesar de que eu não posso reclamar nada do pessoal do Senado, porque me fizeram vestir muito melhor. >> Eu me vestia muito mal antes de ir pro Senado e hoje eu sinto que eu me visto melhor. Eu já contei do do jantar que eu fui lá com os velhos, né, que eu estava vestido com a camisa, uma calça jeans
▶ 01:33:33 que ficava mostrando boa parte da cueca. Cara, eu ia pra faculdade assim, depois eu tive que melhorar para ir pra faculdade >> mostrando a cueca. Aí chega lá o maior intelectual português, um catedrático lente de Coimbra na na cadeira de filosofia escolástica e tá lá a cueca do Orlando na frente dele. >> Meu Deus, que >> o velho ele morre ali, né? Ele não posso ver isso >> não. Teve um rapaz que falou assim: "O cara fala como se toda a Europa fosse
▶ 01:34:03 igual a Portugal". Não, filho, eu estou falando, eu não tive somente experiência em Portugal. Eu acabei de falar sobre experiência em Bruxelas, que fica, não sei se você sabe onde fica Bruxelas, é Bélgica. >> É >> que por acaso não faz divisa com Portugal. >> Entendam que a Europa é pequena, [risadas] porque só eles estão falando como se fosse uma coisa. Não. E você tem contatos? Poxa, foram foram lá pessoas da da Hungria, não foram pessoas da Hungria, foram já fomos paraa Espanha para poder participar de palestras e a
▶ 01:34:34 gente tem esse contato. Então, e e você consegue perceber um padrão, existe um padrão de comportamento, assim como a a esquerda brasileira, eu tenho certeza absoluta que tem existe uma esquerda baiana e uma esquerda gaúcha, né, que hoje é quase a mesma coisa, porque tem muito baiano lá no Rio Grande [risadas] do Sul, mas [suspirando] e e a esquerda uspiana que é muito muito diferente lá da UFBA. Você passou pela UFBA e passou pela USP, >> tem são diferentes, mas que convergem nesse estilo aprescalhado.
▶ 01:35:04 >> Uhum. Com certeza. >> Que é o estilo quase que carioca de ser. >> Bom, minha gente, a gente é, vamos 8:30 já. Bora lá. >> Já são 8:30, galerinha. >> Pô, entra mais um alguém aí no Valete Plus, pô, >> durante sping. Seria bom. >> Sério? Sério, pô. A live foi divertida hoje. Teve contribuições intelectuais, deu bastante gente. A Luía falou: >> "Foi quanto que deu hoje?" >> Foi 1700 1800 pessoas. >> Uau. Olha aí. Olha aí. Vá, vai lendo os pimbas enquanto eu vou mostrar as revistas. O Thiago Araújo mandou R$ 20 e disse:
▶ 01:35:36 "Quais seriam as alas dentro da missão? Quem seriam os representantes intelectuais?" Professor Cabum é muito socialdemocrata centroesquerda. Eu como a ala mais radical do partido missão decor isso é um grande erro. Eu sou maior reacionário que há. Eu estou no no limite. Você está pagando pelo seu pecado. >> Mas eu estou pagando pelo meu pecado [risadas] de querer diversificar a base ideológica do MBL. Mas veja, eu fui diversificar a base da lógica, mas não comigo mesmo, porque eu não posso, não tenho eu
▶ 01:36:07 tentei, né, porque real, realmente eu acho que tá tipo muito à direita assim. Seria interessante ter umas posições mais centristas, mas não é a minha posição pessoal, não. Acredite, >> social democrata velho. Não, não, não. [suspirando] >> O Thiago Araújo mandou mais R$ 20: "Renan sendo eleito e indicando seis ministros do STF, o que seria possível?" Uma nova constituição outorgada sem negociata com a elite política. Por favor, se tiverem oportunidade, fechem o PT e o PSOL. Não tenho pena da esquerda. >> Caramba, você quer fechamento de dois
▶ 01:36:37 partidos e outorga de uma constituição. Você quer o império, né? [risadas] Não é só só ministros do Eu aceito. Eu aceito. Vai. >> Você mandou dinheiro. Vou aceitar com >> Vai. >> O Renato Gonçalves Beraldo mandou R$ 5,14 e disse: "Professor Orlando e professor Cabum. Texto novo publicado no Valet Plus. >> É, não é espetáculo, liberdade religiosa e o limite do respeito no espaço comum. Olha, >> esse esse Renato é bom. Esse Renato é bom. >> Leiam aí o texto do Renato. >> Sim, eu vou ler esse. Ainda não li esse.
▶ 01:37:07 Li outros que ele indicou e gostei muito. >> O Joaquim Nabuco mandou R$ 5 e disse: "A política de compadre e patrimonialista conservaria relações com uma sociedade policion policionadal. >> Oi? Como é que é? >> Policinodal. É pré-absolutistas como descrita por Espanha. Não, calma, calma. >> Repete aí, por favor. Esse e essa é uma mensagem que tá realmente um pouco ininteligível. >> O quê? >> A política de compádrio e patrimonio
▶ 01:37:37 >> é compadril. >> Isso. Política de compadre. >> E patrimonialista conservaria relações com o uma sociedade policinodal pré-absolutistas como descrita por Espanha. E o que eu acho, esse rapaz leu algum alguns textos, >> tá um pouco difícil, >> e ainda não conseguiu concatenar muito bem as ideias. Pouco estranho. >> É pól nodal pré-absolutista com questões de compadril e patrimonialismo. >> Eu eu eu não entendi muito bem qual
▶ 01:38:08 >> ah é compadril com acento no a é que aqui tá sem acento. >> Não, não tem como. Não tem acento. >> Não tem acento. >> É só compadri mesmo. >> Escreveram aqui no chat com acento aí. Não, não. Tá, tá errado. É certo. Vai. Próximo. >> A Ana Tema mandou R$ 10 e disse: "Olá, meu neto me recomendou esta essa transmissão. >> O quê? >> Sou o judeu ucraniano centenário, que viveu Wola deore e estava em Israel em 7 de outubro. Dois jovens espertos a pesquisar mais sobre suas opiniões." [risadas] >> O que? Isso parece uma piada, mas
▶ 01:38:38 >> parece. >> Parece. Cara, só quero dizer para vocês que não procurem minha opinião. Sabe a ô você sabia que o Orlando tava sendo cancelado esses dias? A galera tava me mandar mensagem para xingar ele? >> É sério? Pelo quê? Porque culpa não foi minha, né? >> Porque ele é católico. Aí ele tava falando coisa do Martinho Lutero, tava falando sobre a igreja glicana. >> Mas não pode, >> não pode. >> Mas é impressionante, né? Você não pode, pessoal, não pode fazer nada. Tudo cara,
▶ 01:39:08 cara, eu já falei, o pessoal tá muito fechado a debate. Vou conseguir, por exemplo, debater sobre, sei lá, a superioridade do islã em relação ao cristianismo? Posso falar isso? >> Não, você não pode. >> Se você falar isso, você vai ser morto. >> E eu nem falei nada demais, tá? Eu nem falei nada demais. Eu acho que eu só eu só falei o seguinte, eu eu como católico, eu eu acho que eu fiz uma piada do tipo assim, cara, vocês primeiro vão ter que entre as 9.000 denominações que vocês têm, resolvam qual aí que vai debater com a Igreja Católica e depois vocês vem fiz uma piada só assim, o pessoal fic é
▶ 01:39:38 >> é a galera não gosta dessas opiniões muito divergentes, né? Isso da Jorge. Mas isso não é Jorge. Isso não é Jorge. É que evangélico é chato mesmo. Aí pronto, agora foi Jorge. [risadas] Tá vendo? Aí me obrigaram a ser Jorgeelado de novo. >> Eu não queria. Eu tava tentando não fazer isso. Mas agora >> agora agora, agora. Mas é que assim, não generalizando, mas teve uma galera que que pega muito assim com isso, velho. Galera, só sejam mais light. A o Cláudio André, >> até porque vocês acreditam numa religião que é falsa, né? Então, [risadas]
▶ 01:40:11 brincadeira, uma piada. Gracinha, gracinha. [risadas] Só >> próximo. >> Seu lado, seu lado judaico falou mais alto agora. >> Isso. [risadas] O Cláudio Andrade mandou R$ 10 e de si. Daniela Lima está destruindo o Zema no programa que o Renan também foi, só rebatendo as contratações dele. Vai render muitos cortes. >> Nossa, coisa boa, hein? Amanhã vai ser >> coisa boa. >> Amanhã vai ser um dia interessante de Estou imaginando vídeo de Artur do Val
▶ 01:40:41 amanhã >> live de Artur Val ao meio-dia às 11:30. Quer dizer, >> parece que um certo Zema vai sofrer, hein? >> Vai, cara. Rapidinho, sobre o Zema, eu fui fazer uma live anteontem sobre o Zema e o Renato disse que foi a live mais nojenta que eu já fiz na minha vida, porque ele falou que eh foi uma sequência de ofensas ao Zema que eu fiz. >> Hum. >> Meu Deus. Porque mas não foi uma sequência de ofensas assim chamando ele de sei lá vagabunda, tal, nada disso. Eu eu comecei a falar sobre quão quão incapaz ele é, como se fosse um cachorro
▶ 01:41:11 sem dente, né? Ele é uma pessoa que você não consegue ter raiva. O que você vai fazer, ele é, >> você está vendo ele, você vai ajudá-lo a atravessar a rua, porque ele é uma pessoa incapaz. Ele não pode atravessar a rua sozinho. Aí você vai pegar igual um um idoso de 95 anos, você vai ajudar a atravessar a rua. E, e, e eu fui, só que eu fui fazendo isso de forma e rebuscando a ofensa, né, que é uma arte também, ofender uma arte. E aí o Renato falou que terminou a live sentindo pena do Zema. Ele falou: "Cara, eu terminei a
▶ 01:41:43 live sentindo pena do Zema, quase que mandando mensagem, peço desculpas a você, [risadas][suspirando] mas pode continuar". >> [roncando] >> Eh, o Henrique Bueno mandou R$ 10 e disse: "Quem ainda não tirou o título de eleitor tem até o dia 6, quarta-feira, para tirar online é rapidinho, menos de 10 minutos, né? >> Importantíssimo. Todos os jovens tirem o título de eleitor. Não posso dizer o motivo porque não pode fazer propaganda, mas você já sabe, né? >> É bom você ter, talvez o seu emprego exija que você tenha.
▶ 01:42:14 O Cotsubo mandou R$ 5 e disse: "Quem versus Dirceu, o deputado mais forte da atualidade? versus o deputado mais forte da história, Pique Cinema. >> Calma, da história também não. Da história também não. >> Bernardo Rodrigues mandou R$ 5 e si. Boa noite. A missão já iniciou alguma discussão acerca da reforma do exército brasileiro? Servir 5 anos como cabe e os problemas são inúmeros. Não, que me conste reforma do exército administrativa, não. A gente tem, a gente tem coisas sobre bares industrial de defesa, eh, reforçar a o sistema de proteção,
▶ 01:42:46 eh, especialmente na parte de inteligência artificial cibernética. Agora reforma do exército administrativo ou não? Ah, o tema até interessante. >> Ah, o Denilson Duque mandou R$ 20 e disse: "Boa noite, Ricardo e Orlando. Aqui no Rio, o Hitsel teve um discurso mais agressivo contra a bandidagem, mas o primeiro erro, a implícua, vocês não temem que o prendeu matou, vire o novo acerte na cabecinha do W." >> Ah, cara, o Vitel foi eleito, né? Não. E outra coisa, eh, a gente tem que lembrar
▶ 01:43:16 que o momento mudou muito. Mudou muito. >> As acusações que são feitas contra Mbell hoje, se fossem há 5 anos, o MBL estaria nesse momento e a gente estaria comendo pão, pão de sal e água e e dando graças a Deus. É isso que aconteceria. >> Uhum. >> Hoje são feitas essas acusações e a gente fala: "Ah, vai qual a próxima, filho?" E o que mais? Mudou na época do Witzel. Eh, ele foi eleito, foi eleito naquela onda Bolsonaro e aí, como resultado, eh eh caiu em desgraça todo
▶ 01:43:47 mundo que esteve com Bolsonaro, né? foi consequência daquela daquele problema do do problema daquela direita que não conseguiu fazer muita coisa, não tinha imaginação, não tinha capacidade institucional, nem teve imaginação institucional para poder rebater. E ele caiu por conta disso. O prendeu matou, cara, virou uma coisa que eu vejo hoje, pô, tem vezes que um uma você vai ver uma menina normal assim, do lado a menina solta um prendeu, matou uma um velho, um sabe, é muito comum hoje.
▶ 01:44:18 vendo tão comum assim chega com conversa prender eu entendi o que ele quis dizer. Não é literalmente eu prender uma mas ela tem discursos que sim >> isso é verdade. Eh, a Fé missionária mandou R$ 2 e bera da missão seria o Katu. >> Não, >> coitado do K. >> Júlio Ferreira mandou R$ 5 e si professor quando vai ser o seu X1 com o Fred Creep? O seu debate semana passada com Manuel foi muito bom. Olha, talvez
▶ 01:44:49 sabe quando, sabe quando vai acontecer quando eu criar um canal, >> quando eu criar um canal, alguma coisa minha assim que eu exija eu ficar me fazendo autopropaganda, talvez eu encare uns debates desse aí, só para ficar gerando corte para mim. Já pensei nisso algumas vezes. Problema é tempo, cara. você sairia candidato, professor Ricardo. >> Olha só uma coisa que eu quero, eu quero isso, eu vou dizer, eu eu quero, eu quero ter algum alguma coisa em que eu faça as minhas coisas e que eu divulgue
▶ 01:45:21 para as pessoas do meu jeito. >> Por que que você não faz um canal? >> Então, não, eu quero mais do que um canal, eu quero ter um curso de filosofia. Eu tava pensando isso recentemente, eu fazer um curso de filosofia meu, do meu jeito. O problema é que essas coisas demandam tempo. O meu tempo ele já é comprometido com o MBL e ele é comprometido com a tese e é comprometido com a minha vida. Então assim, são vários compromissos do meu tempo que vão tomando o meu tempo inteiro. Para eu ter uma parada dessa, eu tenho que ter comprar um curso de filosofia do professor Ricardo. >> Você vai comprar então, viu? Porque eu vou cobrar, eu vou te constranger quando
▶ 01:45:53 o custo es tiver. E se estiver caro, você empenha o seu salário aí suado vai comprar, >> vai ter que vender muito para poder pagar. >> Vai comprar. Não, não. Eu penso, eu penso um curso em torno de R$ 300 e poucos, R$ 400, dividido, obviamente no semestre ou no ano, uma coisa assim. Eu não quero que seja muito caro, não. Eu quero que o ticket seja assim coisa de 30, 40 por mês para Mas assim, eu que o que eu eu gostaria é de fazer um curso de filosofia de verdade, porque você
▶ 01:46:25 sabe uma coisa que mata as pessoas que são vocacionadas à teoria, dar aula no sentido de que você tem que adaptar a sua aula para uma audiência que não entende o direito das coisas, que tem uma certa preguiça de ir atrás. Sim. >> Aí que é a situação de quase todo professor no ensino médio, por exemplo. >> Não, as aulas de filosofia no ensino médio elas são bem bem bem enxugadas mesmo. Tipo assim, chato. A gente dá uma passagem pros filósofos, tipo assim, sobre conceitos, aí a gente fala muito
▶ 01:46:55 sobre Sócrates, aí depois vi Platão, isso aí o cara passa um filme, aí tem um debate, tem >> geralmente é algo muito superficial, muito superficial sobre Aristóteles, sobre >> é como eu vi recentemente um grande empresário brasileiro confundindo Aristóteles com Platão, né? E aí ele falava, é, ele ele realmente confundiu assim o eu tava assistindo, fazendo um react dele >> e aí quando ele falou disse: "Mas isso aí, isso aí não é Platão, você tá citando Aristóteles, não tô entendendo". E aí eu percebi que ele só deve ter pego
▶ 01:47:26 de assim de orelhada >> e aí começou a repetir aquilo. >> Eh, mas é a cara do do da nossa elite nacional. Então eu gostaria de fazer um curso de filosofia de verdade, que você que eu pegasse uma questão, por exemplo, questão de relevância teórica para mim e eu fosse fazer uma aula que é assim investigação. Eu tenho uma questão aqui, a gente vai pegar texto, vai pegar livro, vai pegar referência, eu vou passar os livros referência, vou dizer isso, aquilo, aquilo, vou fazer uma exposição, vou construir um esquema, vou pensar aqui o assunto, mas pensar de
▶ 01:47:56 verdade, pensar de verdade, porque se eu se eu faço isso, isto se torna parte da minha formação. Então eu não sinto que eu tô perdendo tempo preparando uma aula dessa natureza. Se eu tiver que preparar uma coisa pra adolescente, uma coisa simplificada, aí eu vou est chegar. E aí, pessoal, vocês sabem quem é Aristóteles? Aristóteles foi um pensador da Grécia. Ele tinha, eu não quero, não quero falar desse jeito, eu não quero preparar dessa forma. Eu acho que aí é tosco, cara. Eu, sinceramente, para quê?
▶ 01:48:27 Agora, se eu pudesse dar um curso de verdade em que eu preparasse a partir das minhas questões, putz, eu faria isso com gosto. Eu começaria dando um curso assim, por exemplo, um tema que relevante para mim, essa questão do início da modernidade, especialmente lá na Inglaterra, porque tem a ver com o contexto de hobbies, que envolve, por exemplo, o declínio da magia, surgimento da revolução científica, o que aconteceu com a revolução científica, com o impacto disso nas teorias políticas da
▶ 01:48:57 época, que são ultra complicadas. E assim, quando você vai estudando essas coisas, você começa a perceber as raízes das coisas. E assim, é muito impressionante. Por exemplo, existe uma filiação longa e complexa entre a teoria da eh da autorização comunitária para a autoridade da igreja e o liberalismo. Existe esta conexão porque vai se passando através de lock e tal. chega, chega até aqui. Você construir isso aí
▶ 01:49:28 na cabeça de uma pessoa que não conhece, isso é incrível. A pessoa sai assim, tipo, isso é assim que funciona? Legal. >> E e aí a pessoa começa a ver as coisas. E uma coisa também que me interessa muito pessoalmente é ver a mente do estudante se abrindo e o estudante começando a se interessar genuinamente pelas questões. E isso é algo muito raro, muito raro. Você vê, ah, o estudante agora ele tá realmente interessado. >> Se eu conseguisse fazer uma coisa assim, eu ficaria feliz. >> Eu tava comentando com os colegas meus
▶ 01:49:58 aqui do trabalho, eh, que eu nunca fui uma pessoa assim, tipo, putz, muito interessada em questões de humanas. Mas eu sempre fui até o ensino médio assim, eu sempre fui mais exatas. Quando chegou o ensino médio, eu tive uma professora assim que meu despertou um interesse em mim, absurdo. E aí foi bem a época que eu comecei a estudar muito, muito, muito. Eh, Primeira, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, que também era um assunto que cai muito no ensino médio, né? Aí você é obrigado a estudar. >> E eu me lembro que teve >> um sorteio assim que, meu, eu estudava
▶ 01:50:28 demais até fora assim, até por vontade própria, porque eu gostava mesmo, meu, sentia prazer em estudar sobre essas gas. E aí teve uma teve uma situação que a professora passou uma atividade pra gente que a gente tinha sortear a o tema que a gente daria uma aula. Então ia ser uma aula invertida, a gente tinha que ir lá na sala, dar uma aula, passar questões >> falando sobre aquilo que a gente aprendeu. >> E aí eu me lembro que um amigo meu caiu com o fascismo e meu, queria muito dar aula sobre fascismo, velho. Queria muito. Só que aí ele pegou e eu disse:
▶ 01:50:58 "Meu, tá beleza, né?" Eu peguei Guerra Fre, que também era legal, mas eu preferia fascismo. E aí eu me lembro que quando ele foi dar aula, foi assim, foi escruto, velho. >> Foi ruim, >> foi muito ruim, foi muito feio. Eu fiquei assim decepcionada [risadas] porque eu disse: "Meu, se eu pudesse fazer, eu teria fito muito". >> Você chegou, levantou o braço, é um ignorante, você não sabe nada disso. Dele. Eu disse: "Velho, eu não acredito que você não quis. >> Cuidado como leva, vai levantar o braço da hora de fascismo. Muito cuidado. [risadas] >> Levantou? >> É, não, não, calma. Mas é, eu fiquei decepcionada. Eu queria muito ter
▶ 01:51:28 apresentado sobre fascismo e aí no fim das contas eu não pude, eu tive que ficar só no na na Guerra Fria. >> Eu queria eu queria dar uma aula sobre democracia. Se eu pudesse dar uma aula, você sobre democracia. >> Críticas contemporâneas democracia. >> Você sabe que eu fiz, né? >> E dá um curso maravilhoso sobre isso. >> Dá para levantar. Eu, pô, isso é muito legal conseguir fazer isso. Agora, ao mesmo tempo que eu eu penso nisso, se eu for para montar uma coisa minha e tod ter esse trabalho, eu não quero ter meia dúzia de nerd para assistir, porque aí não paga o meu trabalho. Ter pelo menos
▶ 01:52:00 uma quantidade de pessoa para eu ter o dinheiro de eu fazer o esforço, né? >> Começ tipo assim a recrutar essa galera. Tipo assim, já começa. >> Eu vou eu vou fazer, deixa passar minha qualificação de tes. Eu acho que tem um eu acho que tem um público que que compraria. Eu eu agora vou começar o curso sobre eslav Jack, Introdução e filosofia do Eslovaj de Jack. >> As primeiras aulas que você tá na minha pegada, você tá fazendo uma coisa muito específica. >> Isso eu peguei o que eu fiz. As primeiras aulas fiz sobre conceitos gerais deles, principais conceitos, principais referências, >> apresentar as pessoas sobre as
▶ 01:52:31 principais principais referências e conceitos de Jack, né? Então eu tratei sobre a questão do objeto piteado do Lacan, como é utilizado por por ele, como que Hegel é introduzido na na obra do Gig por aí vai. A partir de agora, as próximas aulas serão focadas obra por obra. Vou pegar as principais obras. Quando ele tem mais de 20, não posso pegar mais de 20, mas eu vou pegar as principais obras. Quero pegar 10 obras dele e fazer assim, pegar uma obra e com as anotações, com tudo
▶ 01:53:03 mais. aulas para pras pessoas. >> Quando você prepara isso, você sente que você não está perdendo seu tempo, que você está estudando. Eu é o que eu tava fazendo hoje, fazendo a releitura do do G aqui, fazendo marcações no livro por conta disso, né? E aí eu tava fazendo e eu parei assim, eu disse: "Caramba, que que insite maravilhoso que ele tem aqui, tal". Aí teve outra hora que eu falei: "Pô, mas que coisa". >> E a crítica dele, a Hana Arent mesmo, eu adoro aquilo ali, que é a crítica ao conceito de totalitarismo, né? Então, >> gostaria de ver. É >> essa me interessa >> não.
▶ 01:53:33 >> Onde é que tá? Em qual >> o livro dele alguém disse totalitarismo. >> Opa. >> É, ele faz. Esse livro é muito interessante. >> Muito interessante. >> Eu tenho esse problema. Eu fico em dúvida de quais livros ler sobre quais assuntos que eu tenho interesse. Tipo, por exemplo, eu queria muito ler o livro do Alexandre Grande. Tem aqui, só que ele tá na versão errada, foi produzida com menos páginas. E eu fico putz. >> Em outra oportunidade, se você me disser os seus interesses, eu lhe passo algumas leituras. Perfeito. >> Mas faça. >> Perfeito. >> Se não fizer vai ser castigado.
▶ 01:54:03 >> Faça pimba. Com certeza. >> Como castigo vai ter que fazer 70 lives do Orlando? >> Meu Deus. >> Caramba. >> Não, agora eu faço. >> Eu não sou tão cruel. [risadas] >> Próximo. >> O Rodrigo Cabral mandou R$ 20 e disse: "Sou publicitário, 90% do que eu aprendi na academia são autores de esquerda. Nunca fui de esquerda e usei o conhecimento para contrapor a esquerda. Estou desde eu não prestei atenção. Desculpa. Ele não é de esquerda, mas ele ouviu muita coisa de esquerda quando era publicitário. Utilizava os autores para
▶ 01:54:33 contrapor a esquerda e ele nos acompanha desde 2015. >> Maravilha. >> Muito bom. >> O Rian Matias mandou R$ 5 e disse: "Abre aspas, leia o Capital do Marx ou a milésima edição de 1984 com o comentário do Guilherme Freire. Ah, eu acho que a milésima edição vale mais a pena. Vale, vale mais a pena. >> É, eu comecei a ler esse livro e parei >> agora. Sinceramente, leu ler o capital é para pouca gente viu. >> É igual. texto imenso e difícil e chato. >> Tem não, teve uma vez que eu vi, tem um cara, >> aquilo ali não é [risadas] um texto muito fácil não. E e assim, teve uma vez
▶ 01:55:03 que eu vi um cara, eu como sabe como eu fiz a leitura do capital, foi na época que eu >> que eu era da esquerda marxista e aí >> seja até agora [risadas] não, mas existia ontem >> não é porque existia o grupo esquerda marxista que era uma tendência do partido. >> Sim, sim, sim. >> E a todo sábado aí você tinha que ler durante a semana um capítulo ou uma sessão do livro. você vai ler uma sessão do livro, vai fazer anotações, questões e no sábado íamos debater. >> Hum. >> Foi assim que durante dois anos fizemos
▶ 01:55:33 a leitura do do tomo um e do tomo dois. Perceba bem, em dois anos fizemos a leitura de dois tomos. Não chegamos no terceiro tomo. Até hoje eu não li o terceiro tomo. >> É, >> para fazer a leitura dos dois tomos foi dessa forma. Dois anos só parados no capital. >> É uma leitura inspecional cuidadosa. É. E, e, e aí, e aí era todas sábado de manhã, 9:30 da manhã, eh, em ligação para fazer o debate. >> É isso aí. Tá vendo? >> Eh, [roncando] o Douglas 991 mandou R$
▶ 01:56:04 20 e disse: "Buenas, mestres, vocês acreditam que as mídias digitais em escala irão mudar a forma de que nossa prolle se conecta com o seu passado?" Exemplo, os os bisnetos dos senhores poderão conhecer vocês através de todos os vídeos em anos? Com absoluta certeza vai mudar >> sim. >> Não quero elaborar porque já tá tarde. Mas vai. >> É o peg o combo mandou cinco e disse: "Como foi cunhado por russo? Barroso, nosso iluministro russo Israel. [risadas] >> Bela, bela alcunha.
▶ 01:56:34 >> Galera, não mandem mais pimbas. Vou carregar pela última vez que eu sei que tem mais alguns pimbinhas. >> Ã, o Thiago Araújo mandou R$ 10. de si. Vocês não responderam sobre quais as possibilidades que teríamos se o Renan for eleito e trocar seis ministros do STF. >> Olha, se ele trocasse seis ministros do STF, ele teria muita facilidade de obter todas as maiorias, né? Mas, mas o ponto fundamental do STF, sinceramente, eu não acho que é tentar governar via trocar
▶ 01:57:04 pessoas do STF, etc. O ponto fundamental do STF governar a contrapelo do STF. Você governa, o STF é contra e você não faz. O STF fica quieto. >> É você tirar o poder político. Ex. Exato. É isso. Tem que tirar o poder político. O o livro, o livro não, o >> não, o outro. >> Ah, >> nesse aí, o meu texto nesse aqui fala sobre a questão >> do poder burocrático versus o poder político. Nesse tirar o poder da >> quem entrar agora na valete vai ter acesso a esse texto, né? >> Olha aí.
▶ 01:57:34 >> Aqui, ó. Vai ter acesso >> crítica da razão burocrática. Crítica da razão burocrática. Aqui está >> muito belo, belo título, inclusive. >> Bele. Aqui eu falo exatamente sobre a questão do poder político versus o poder eh burocrático. Porque a grande questão é que o o o STF só tem o poder que tem, né, porque houve a falência da saída política e eles arrogaram para si o centro decisório na democracia brasileira. >> Exato. >> E e então assim, quem entrar na Valet Plus vai ter acesso a esse texto aqui que eu é um dos que eu mais gosto, tá? é
▶ 01:58:05 um dos que eu mais gosto. Eh, olha isso aqui. Como podemos então demarcar o momento em que o político, e pense político aqui como um conceito, né, foi esvaziado de poder, perdendo assim a sua prepoderância sobre a vida do Estado. Percebo, perceba que eu não falei sobre a administração do Estado, porque a administração é ainda um papel menor. A vitória política está condicionada pela capacidade de produção de uma sociedade, a sua imagem e semelhança. A, acessem a valet agora. Fácil aí que vocês vão receber essa valete, vão poder
▶ 01:58:37 ter acesso a esse texto que é um baita texto. >> É isso aí. É isso aí. Ó, >> o Celso Alion R$ 10 e disse: "Eh, não gostava de ouvir esses baianos e era porque não entendia [ __ ] nenhuma. Voltei a ler porque não me [tosse][limpando a garganta] conformava de não entender minha própria língua". Então, obrigada por me mostrar a minha burrice. Veja bem. >> Poxa, que bacana. >> Muito bom. E sempre que você achar que você não está entendendo algo, lembre-se daquele vídeo do Cloves de Barros. Em abril. >> Exatamente. Tem abril. É uma coisa que depois aquele ali, eu sempre me lembro
▶ 01:59:07 daquilo ali. Tô lendo uma coisa, falo: "Putz, pera aí, volto, tem >> não. >> Se alguém escreveu, eu posso entender. Mas é bom mesmo. >> Aquele cara, só, só uma coisa, desculpa que já sei que tá tarde, mas é porque dele, >> fui ler um livro dele uma vez, não nem me terminei de ler, porque ele hoje em dia só escreve coisas assim, >> né, para ficar rico. >> Dito isso, a capacidade que ele tem >> de prender a atenção das pessoas, pô. Eu eu eu fico assistindo aquele cara, >> ele é um grande orador. >> É um orador assim absurdo
▶ 01:59:38 >> de uma de uma simpatia gigante. >> Pode ler. >> Ã, o Thiago mandou R$ 10. O Thiago Araújo mandou R$ 10 e disse: "Vocês também não responderam sobre quais alas de seus representantes dentro do Partido da Missão? Eus Baianos está com preguiça de me elaborar resposta. Estou dentro da caverna de Platão." >> Então vou lhe falar uma coisa, Thago. E eu não vejo o partido tendo alas. Não acho que é um partido de tendências. Eu acho que é um partido que tem um centro muito bem definido. Eu não sinto que tenha alas. O que existe assim são
▶ 02:00:08 propensões. As pessoas têm propensões um tanto diversas. Recentemente a gente falou lá do ousadismo e moralismo, as pessoas que têm mais propensão a acolher gente diferente, coisas tal, as pessoas que sempre tem mais reservas e você precisa passar ali por um estágio. Por exemplo, o Orlando é um cara de mais reservas e eu sou um cara, venha, venha, pode vir todo [risadas] mundo, tal, venha todo mundo, quanto mais vier, quanto mais diferente, venha. Mas agora segur, >> teve um cara que falou bem assim, comentou um post meu, né, sobre muralismo e falou bem assim: >> "Se nós fôssemos muralistas, você não
▶ 02:00:39 estaria na bell hoje". >> Uau! [risadas] Ó, >> é, ele falou isso isso foi isso foi sutil. Isso. >> A minha a minha resposta é que eu já subi a escada, agora posso chutar. [risadas] Mas o que eu ia falar, eu eu tenho um eu tenho uma coisa sobre a questão de tendências. Eh, eu acho que se formos por um caminho de centralismo democrático e pensar ali um comitê como um politiburo,
▶ 02:01:09 eu sou a favor de criar os focos de de debate, ter canais de dentro do partido para debates e ter algumas tendências de pensamento. Isso é bom, até porque tem muito pouca e o embell tem muito pouca discussão teórica de política até hoje, mesmo com valete, livro amarelo, mas boa parte das discussões mais internas, tirando eu, Orlando, assim, eh, a discussão normal assim dos é muito tática o que fazer, como fazer, como fazer a propaganda, como chegar lá, como
▶ 02:01:39 sair. Eu acho que mais discussões sobre teoria política seriam muito bem-vindos no >> É isso. Eu sou a favor de fazer isso no partido, ainda mais que como vai haver o politiburo, não vai ter risco de faccionalismo. >> Se você for montar isso aí, me fala que eu vou ajudar. >> Perfeito. >> A Fel missionária mandou R$ 5 e disse sobre o curso e abrir a cabeça dos alunos. Você não acha que esse tipo de contato só se daria pessoalmente ou pelo menos se perderia muito online? Ah, cara, mas eu imagino pessoalmente também, velho. Para mim é o seguinte, eu cri,
▶ 02:02:09 >> não, eu crio, eu eu crio um um curso que é online, em si o curso, mas depois se tiver gente eu faço encontros pessoais, eu conheço as pessoas, vou pro lugar, assim, quem não saiu comigo não, eu sou uma pessoa muito agradável nos situações sociais, eu consegui entreter um público aí de gente, [risadas] é sério, é sério, sou bem simpático. Aí a gente vai >> meu. Inclusive eu fiquei sabendo de rolê muito louco de vocês dois com o com o carinha do Rio que veio pra cá, mas depois eu falo. >> Foi >> ah que >> ah da porrada.
▶ 02:02:39 >> Da porrada. >> Da porrada. Rolou rolou isso aí. >> Essa foi boa. Uma boa história. >> Só como só entrou um Valet Plus. Não vou contar a história. Mas se tivesse entrado um ciclo a gente contava a história. >> Isso é o Guilherme disse: >> "Ah, só uma coisa rápida, desculpa, pô. Tá tarde, eu tô aqui toda hora parando para falar, mas eu sou a favor da gente você fazer esse curso de filosofia e montar um dia um encontro assim com o pessoal que é de São Paulo, que tá no curso de filosofia em São Paulo, fazer a mesma coisa assim, >> lógico, >> se eu se eu ainda esse ano voltar pro Brasil em algum momento, eu quero fazer
▶ 02:03:09 isso com o pessoal que tiver no curso de Gig. >> Legal, é legal. Vê as pessoas próximo. >> O Guilherme de Souza Cena mandou R$ 27,90 e disse: "Professor, faça uma aula sobre o Hans Jonas e suas posições próambientalistas". >> Adoraria. Adoraria. Hans Jonas é um autor que eu conheço tudo. Li praticamente tudo que ele escreveu. Conheço bem ali, aler o que ele faz. E e assim uma parte sensível da maneira como eu vejo o mundo repousa nas bases de Ran Jionas, da forma como ele encara algumas
▶ 02:03:39 coisas. Eu acho que R Jonas é um assim um pensador de uma de um equilíbrio, de uma sabedoria, de um, sabe, de uma é um pensamento tão ecumênico, tão bonito. O pensamento do Hans Jonas é assim, uma coisa assim sinfônica mesmo que ele faz. É, é, é extraordinário. Ele é é um é um é um grande gênio. E o Hans Jonas é um gênio. E escreveu pouco. Escreveu pouco. O essencial do Hans Jonas é escrever tipo cinco livros, seis livros, quase quase nada. Princípio responsabilidade, matéria mente, matéria, mente mundo, sei
▶ 02:04:10 lá. Eh, o o o livro dele sobre mais biológico, mais complexo, ensaios filosóficos, mais um outro. Acabou. >> Qual, qual o, se você pudesse assim ter uma obra que mudou responsabilidade o seu >> princípio responsabilidade, >> não que me mudou não, que o que mais me mudou foi o primeiro dele que eu li, que não foi o princípio responsabilidade, foi os ensaios filosóficos. que eu quando eu li esse livro, uou, aqui tem alguma coisa original, muito original. E aí eu fui atrás do resto e ele tem mesmo, ele tem. E porque o Ronas, ele tem uma filosofia do orgânico. O
▶ 02:04:42 objetivo dele é mostrar que o organismo está regido por princípios lógicos diferentes da matéria morta. E daí ele faz uma série de inferências que alteram completamente a ética, que vão alterando partes inteiras da filosofia. Então, por exemplo, uma crítica que ele faz, ele diz que a toda a ética de Aristóteles ao século XIX foi toda uma ética eh centrada no homem, uma ética no fundo antropológica. Por quê? Porque a questão da natureza não se colocava na ética da
▶ 02:05:15 forma como hoje ela se coloca, porque não havia a possibilidade do homem destruir a natureza. Então, a natureza era, digamos assim, um pano de fundo para as ações humanas, mas de fato o objeto da ação humana era um homem diante do outro homem, tal, ou diante de Deus, mas não diante da natureza enquanto tal. Isso era algo muito menor. E aí ele vai reformular completamente a a ética, porque ele diz: "Olha, as condições de vida sobre a tecla mudaram completamente, completamente a partir da do do desenvolvimento da do
▶ 02:05:47 empreendimento tecnológico moderno, nós temos hoje poder de afetar a natureza e hoje nós somos custódio da natureza. E é por isso que ele constrói aquilo que vai ser a base da bioética". Então, toda a bioética, no fundo, é uma ética do organismo vivo, como preservar o organismo vivo, a responsabilidade que você tem em relação ao organismo vivo e assim por diante. E é genial, é brilhante, ele é incrível. Sério mesmo. >> Podemos finalizar? >> Oi. >> Ainda tem mais? >> Não, acabou os pimbs. >> Acabou de chegar um. >> Eh, o Renato Gonçalves mandou: "Gostaria
▶ 02:06:17 muito de termos discussões de defesas apologéticas. Como protestante, gostaria muito de poder me aprofundar e poder debatermos dentro do MBL. >> Pode ser. >> Acho bom. Acho que quando eu acho que a Valete Play ainda vai cumprir esse papel. >> Hum. >> Acho que ainda vai cumprir esse papel. Valete Play tá passando por mudanças agora que eu acho que o local de debate propriamente dito vai ser a Valet Plus, debate mais amplo. E eu acho que no partido tem que ter um espaço para debate. >> Gosto. >> Boa. Agora podemos finalizar.
▶ 02:06:47 >> Chegou mais um. Pronto. >> Ah, chegou mesmo. Eh, o Renato também mandou: "Professor Orlando, dos textos que eu escrevi, qual foi o que você mais gostou e quais seriam suas principais críticas?" Ah, cara, vou ter que lembrar isso. Eu li semana passada depois de uma live aqui. Tem tem um que você escreveu que que eu gostei bastante. Eu ten até tenho algumas críticas para fazer, mas eu vou ter que pegar depois e eu vou ter que lembrar exatamente porque eu li dois ou
▶ 02:07:17 foram três textos seus, mas eu vou ter que lembrar e fazer as críticas a você. Me manda mensagem no Instagram que eu te mando lá. Agora sim. Não faça igual uma vez um cara que pediu para ler um texto dele fazer uma crítica e eu fiz a crítica e eu e o cara ficou puto comigo. Então, [risadas] então assim, me manda mensagem lá no meu Instagram que a gente começa. >> Mas também como é que você fez a crítica? Foi educado, né? >> Às vezes a crítica é assim, você não tem nenhum talento, você é uma cavalgadura.
▶ 02:07:47 O Renato tem talento, >> o Renato tem talento, mas o rapaz me mandou um texto uma vez que ele queria pegar. Essa aqui é é boa. Desculpa ter que finalizar a live. Assim, o cara me mandou um texto, é tão ruim que eu lembro até hoje. >> Meu Deus, >> de tão ruim, ficou preso na memória. O cara pegou, fez um texto extremamente ambicioso, pretencioso, em que ele pegaria a questão do Leviatan, do Hobbes, do Birmot, do Hobbes, que ele não leu nem o Bmot,
▶ 02:08:18 >> nem o o Leviatã. Isso, isso estava claro, ele utilizava como alegoria. Uau! Gente, se você for pegar assim a questão do do se você quiser pegar algo de de autores tão grandiosos, você não pode pegar isso apenas como alegoria. Leviatando Robs não é uma alegoria. >> É, não é >> não é uma alegoria. O bimot não é uma alegoria propriamente. Aí ele pegou e quis usar aquilo como alegoria, me
▶ 02:08:49 mandou o texto, eu li assim, era um vazio aquele texto >> com algumas alegorias para aparecer pavão, >> né? Era uma galinha fantasiada de pavão. >> E eu falei com ele, eu disse: "Olha, o que você me mandou aqui é um nada. Se você tivesse me entregue um papel em branco, você teria me entregue algo até melhor do que você." >> Nossa Senhora. Este é um professor que incentiva existe uma crítica dessa. O cara é um cara muito corpo. Olha, meu Deus do céu. Tô falando que esse cara é ruim.
▶ 02:09:19 >> Não, não seja assim. Ol mesmo quando é ruim. Isso é um nada. Se você tivesse me entregado um papel em branco, seria a mesma coisa do que o seu texto, porque apesar de todas as palavras aí você não quer dizer nada, porque você não conseguiu inteligir nenhuma ideia, já que a sua mente é um grande vazio. >> Então, eu, mas eu eu quis mostrar exatamente isso, assim, amigos, o vazio do espaço federal é mais cheio do que a sua mente. [risadas] >> Aí ele pegou, ele falou, ele falou tipo assim: "Ah, cara, vai tomar, me xingou". >> Correto? >> E bloqueou. [risadas]
▶ 02:09:50 >> E me bloqueou. Eu nem tinha ouvido hisem ouvido a história. Eu já sabia cara do final. Certeza. Razoável. >> O cara me bloqueou. Eu falei: "Caramba, o cara me pediu uma crítica. Faço uma crítica ao texto." >> Que crítica é essa, Orlando? Meu, >> que texto era aquele? >> Sim, sim, sim, sim, sim. Mas já é 9:10. Eu estou com fome. Vamos [risadas] acabar. Acabou, acabou. Não mandem texto pro Orlando. Não façam isso. Nem para mim. Por motivos diversos eu tenho preguiça e ele é grosseiro. >> Eu não sou grosseiro. É sim. Tchau,
▶ 02:10:21 tchau, tchau. Vamos embora. [risadas]