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RENAN SANTOS EM PERNAMBUCO | RECIFE | BAR DOS RATOS
Renan Santos · 28/01/2026 · 44 min · Renan Santos
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▶ 00:00:00 Aí, basicamente esse pessoal aqui da periferia já internalizou aqueles monas desse jeito e tipo, então não tem mais aquela vergonha, né? Agora virou gracinha você entrar aqui e dizer que você é um rato. >> Ah, entendi. O rato é o lance de tipo eu moro no esgoto, agora tem um monte de lagarto aqui também, né? >> Ver aqui é tipo o esgoto do da o esgoto aqui residencial, né? Saindo aqui pelos buracos. Saindo aqui, sendo que aqui era para ser um riacho, né?
▶ 00:00:30 >> É, >> é. Chama-se o riacho da o riacho do Plaza aqui. Mas agora virou o bar dos ratos, né? Essa área aqui é cheia de entho aqui, cheia de lixo. Aí, tipo, o pessoal deix das comunidades trazer o lixo, jogar aqui nesse nesse espaço. Aí fizeram recentemente e tá tentando botar aqui uma calçada agora para não ficar tão feio, né? >> É, é, acho que mexeram aqui em volta, né? >> Tá trabalhando ainda ali, né? tipo de movimentação acaba acontecendo, porque como o Campos é um cara que é ele é um cara de maquiagem, ele vive de ficar
▶ 00:01:00 maquiando, >> então como veio aquele vídeo, aquele vídeo pegava mal, aí ele corre e faz a maquiagem. >> Exatamente. >> Tá. É uma é uma coisa meio bizarra, né? O o todo o desespero do cara é sobre imagem. E era lógico, porque o Campos é um cara muito frágil. Você tirou a imagem dele, não tem muito nada assim. O o Morique tava me passando números aqui do município, números da gestão dele. Uhum. >> Basicamente foi gestão sobre maquiagem. É praça, praça, praça, praça. Corrimão, corrimão, escadaria, escadaria, escadaria. Eh, exatamente a orla agora depois de 4 anos ele aí terminando, sabe? Então, é um cara de obras aí
▶ 00:01:32 mesmo, de maquiagem. Ah, é branc assim as ele constru um monte de praça e as praças dele não dura muito assim. João Cap é um cara assim que ele tem um intelecto assim bem limitado. Eu não sei se tu já viu ele falar cara, ele não. >> Eu vi ele no Roda Viva. Ele no Roda Viva era era bem bobo, velho. >> Na verdade conheceu o João Campos quando ele entrou deputado em 18. Ele entrou junto com o Kim >> e o Kim participou de algumas coisas com ele. O K falou: "Nossa, cara, eu tô aqui com o filho do João Campos, ele parece um idiota". É. Então assim, não é que
▶ 00:02:03 >> ainda ele é um idiota não sabe o que >> é não. O irmão dele é péssimo. O irmão dele é lamentável, cara. O irmão dele já respondeu um vídeo lá para mim. >> Parece um bobo, velho. Porque é estranho porque esses caras de elite, né? E eles costumam, eles se casam entre si, eles costumam nascer com algum intelecto. Tô falando sério, cara. Os nossos adversários aí do centrão, dessas famílias oligáricas, el são burro. Definitivamente não são burros. Eu eu conheci já vários desses caras. Agora não é o caso do João Campos. O João Campos ele é burro, sim. Então, e sabe qual é minha indignação, cara? Porque assim, tava falando ontem sobre isso.
▶ 00:02:33 Qual a dificuldade de pessoas inteligentes entrarem no poder? João Cabas é tipo o cara mais idiota que eu conheci. Porque isso aqui não é difícil de resolver, não. É muito simples. Tipo, cara, dar um pouquinho de saneamento básico pra galera não é nada complicado. E ele é formado em engenharia. Ele é engenheiro civil. Segundo ele, ele é, nossa, eu sou super engenheiro, super técnico, que nem Taba Tamamarão, né? Ele quer pegar aquele jeito e tava técnicos aqui para fazer um estudo, fazer cois do bar dos ratos é o eleitorado dele,
▶ 00:03:04 cara. É, né? É isso, pessoal. E se o pessoal tá aproveitando o descaso que tá acontecendo aqui, porque ele vai ajeitar alguma coisa, sabe? Então nem faz sentido ele ajeitar. >> Mais fácil ele vir aqui e começar a dançar. >> É mais fácil ele entrar e no meio e começar a dançar, sabe? Então, porque quem volta nele é esse pessoal aí. >> Explica pra galera o que que é a cultura do Rafa. >> Tem uma gíria para isso no Rio de Janeiro também. É basicamente o cara que é desenrolado meio mandrque lá em São Paulo. É o daqui. O rato é o mand é o mand. >> Há uns anos atrás ele se autodeclarava, né? Bactérias, né? Gera bactéria. A
▶ 00:03:34 pessoa falava tipo galerosa. >> Então o tempo todo na live fica um monte de gente mandando gera bactéria. Gera bactéria. [ __ ] >> é uma gíria daqui também. É como se fosse rato também. Ah, eu sou bactéria, eu sou rato. Basicamente eles esses termos e se chamam assim. É, recentemente, segundo que entendesse bactéria, virou rato, porque o pessoal vive por aí meio tipo da noite, por aí no meio do lixo e tal. Então esse influenciador que começou a fazer essas gracinhas, ele disse: "Pô, se a gente é rato, a gente entra no canal, canal sujo aqui e começou a fazer esses vídeos." Ele começou a chamar bar dos ratos, que ele tomou uma cerveja
▶ 00:04:04 >> desse estilo de maluteiro, tal. Então é toda uma cultura de que mulher gosta que eles sejam assim, eles se tornam assim para ficar com mulher, entendeu? >> É. E chamam elas de caça ratos, né? >> Caça ratos. Rato e tem as caças rato também com shortinho assim, um tatuaginho todo esto, tá entendendo? Essas são as casas que entra aqui também >> que entra aqui também que esse esse é a branca, né? Eles gravam vídeo aqui, não só os caras, um monte, eles botam um monte de meninas aqui, maioria menor de idade para ficar dançando mega funk, né? E tudo isso a causa principal de tudo
▶ 00:04:34 isso é pai ausente, cara. >> Ah, isso é >> a menina tem pai ausente aí gosta de um cara assim e o cara se torna assim para agradar a menina, sabe? É um ciclo, né, cara? Cultura fomentada por pai ausente. A >> a criança, coitada, ela não tem referência de nada. Imagina assim um menino, como a referência de um menino pobre é um alguém ser famoso, ela acha legal as coisas mais absurdas. A criança coita dela é uma esponja, ela só fica absorvendo. Ela vai absorvendo merda. É >> literalmente. É, é. Não é, é bem bizarro, cara. Bem bizarro. Porque o o
▶ 00:05:04 lance desse de dessa bagaça é você passa uma linguagem de status baixo e aí você fica revirando nessa linguagem de status baixo. Só que é um status baixo relativo. E por que relativo? Porque dentro do universo deles é status alto. Então você se comportar como esse rato, você ganha um status alto dentro de um universo baixo. Só que você não consegue sair daquele daquele mundo. Porque aquilo prentre dessas pessoas é você é o topo de um universo que dentro da pirâmide social é baixo, mas dentro da pirâmide do cara é alto. Isso é uma merda, porque é é no fundo são eles são
▶ 00:05:34 todos ali abaixo da linha da pobreza, vamos colocar aí, não sei se formalmente, mas eles estão abaixo de uma linha de aceitabilidade e e aí não entendem, tipo, cara, você não vai conseguir arrumar um trampo da hora, você não vai, tua vida não vai andar. E você vê assim em vários lugares, por exemplo, às vezes você pega um desses caras, ele tem trabalhando a sobrancelha, muita tatuagem, às vezes o cara se toca, o cara vai arrumar um emprego normal, aí o cara se adaptar um emprego normal, arrumar o português dele para falar, é um esforço, mas ele já gastou os melhores anos da vida dele fazendo merda, cara. E aí entra um ponto
▶ 00:06:04 que eu acho assim, eu ia perguntar para vocês, porque, bom, a gente sempre foi identificado como liberal, eu tô cada vez menos liberal. Eu tô, eu, eu cada vez mais acho a gente tem que ter intervenções na esfera cultural. Por exemplo, a escola tem que formar esse jovem dentro de um set, dentro de um padrão cultural específico. Ah, mas poxa, Renan, isso é autoritário, tá, mano, tá bom. >> É, de certa forma, eu acho que o estado tem que, principalmente no Brasil, eh moralizar o povo. É um povo totalmente desmoralizado que a gente tem aí, uma cultura de favela que existe muita promiscuidade, promiscuidade pesada assim, não é nem coisa, sabe, leve que
▶ 00:06:35 acontece aqui. E a gente tem que fomentar isso, porque o principal problema do Brasil muitas vezes não é nem medidas administrativas, sabe? é a cultura do povo, porque não faz sentido a gente cobrar, por exemplo, obviamente é função dele resolver isso aqui, mas se o povo entra aqui. Exato. >> Sabe? Então o que é que vai adiantar a gente cobrar se o povo tá se aproveitando de um descaso desse? >> Deixa eu falar uma coisa sobre ontem, tá? Sobre ontem a gente foi lá no negócio e também sobre cabo de Santo Agostinha. Queria fazer uma revisão sobre o que a gente tá falando e fazendo, né? Porque ontem a gente foi lá
▶ 00:07:06 com o Xand lá em eh do Santo Agostinho e jáão ele tava cobrando com razão a ah não os políticos tal, beleza. Só que assim eu tenho uma postura e eu sinto vocês isso aí também que acho que a gente tinha que ser assim os líderes dessa postura em não ser condescendente com a população. >> Porque assim o o tava um menino lá, né? Ah, fala os problemas aqui da tua comunidade. Ele fala. Aí quando eu perguntei, mas a população joga o lixo lá, não joga? Então não é que sabe porque assim fica
▶ 00:07:37 são fica aquele discurso tipo, lembra quando Michael Jackson foi em Salvador, ficava lá Michael, eles não ligam pra gente, sabe? Porque parece sempre isso, sabe assim? Não ligam para nós, eu estou aqui igual um bichinho, procurando cuidado. >> O problema é que quando começam a ligar, tipo, se o governo vi aqui ajeitar e tal, a semana seguinte o pessoal já deixa. >> É lógico, cara. É lógico. A a aquela história, por exemplo, deram indenização para aquelas pessoas saírem daquela daquela encosta, aquele córrego e os
▶ 00:08:08 caras, não, não vou ficar. Ou a gente trata a galera assim como pessoas que têm agência, né? Eh, inglês, esse termo não é muito comum no Brasil. Inglês chama de agency, que é uma espécie de autonomia para tomada de decisões, né? Então, essa a pessoa tem agência, ela é autônoma. Então, essas pessoas têm agência e elas usam a agência dela, ou seja, a autonomia delas para fazer merda. Então, se elas são capazes de ter agência e fazem merda, você vai ter que corrigir elas também, porque não dá pra gente só ficar fazendo aquele discurso, senão a gente vai ficar parecendo muito populista do tipo, ó, os políticos não estão olhando pro povo, não. Lógico que
▶ 00:08:38 eles não estão olhando pro povo, mas o povo também não tá olhando pro povo. Eu veio um senhor ontem falar, falar assim: "Não, olha só, eu eu ajudo as pessoas na enchente com combi." Legal, senhor. Falei: "Mas vocês já se organizaram para falar para botar uma caçamba de lixo". Ele: "Não, >> é o que que tá faltando, né? Então, por que que o pessoal joga o lixo no chão ali? Pois é. Ele falou: "Pois é, pois é". Ah, então pois é, né, cara? Porque assim, não precisa ser assim. O que eu quero dizer é não precisa ser assim. Aquelas pessoas claramente fazem parte de uma cultura muito ruim. É muito ruim
▶ 00:09:08 para elas. E o problema aí entra assim e as pessoas de classe média, as pessoas que vivem nesses bairros aqui, o problema das pessoas de classe média é que como elas vivem apartadas das outras, elas acham natural elas viverem aqui, o outro viver na merda. E ela acha que a merda não vai invadir a vida delas. E a merda invade, seja através da segurança pública, seja através da cultura. Então, quem eu acho que tem que tomar a réuação são as pessoas de classe média. Elas vão ter que estabelecer um um padrão cultural hegemônico que vai incluir as pessoas eh na que estão na pobreza dentro de um mesmo padrão. Todo mundo está, sabe, tem uma certa homogeneização cultural. Sim. E essa
▶ 00:09:39 homogeneização cultural, ela vai criar hábitos civilizatórios bons para todos, para que as pessoas vivam mais ou menos dentro de um mesmo sistema de valores. >> Como é que a gente faz com uma classe alta, por exemplo, que vê o pessoal bestalizado desse jeito e diz assim: "Não deixa porque a cultura deles não é para mexer". Então, >> então é uma das coisas mais clássicas, clássicas clássicas, eh, os caras chamam de aliança topo base, né? Aliança topo base é um é um sistema clássico. Por exemplo, o o no final do feudalismo ali os reis começaram a concentrar poder e
▶ 00:10:09 eles usavam a legitimidade que eles tinham no nos burgos, nas cidades, para e até até no início com a própria burguesia para diminuir o poder das lideranças feudais. Aí a concentração do poder do rei estava com essa aliança que se chama de aliança topo base. Em vários momentos da história aconteceram alianças topo base. O Brasil é um modelo de aliança topo base, que é basicamente você pega uma elite, fica ganhando Globo de Ouro lá, o Ker Mendonça, aí Lula pega todos esses caras e aí o voto deles é na base. Eles tm um assim é topo e base. E o meio se ferra e o meio não sabe se
▶ 00:10:40 organizar. O problema do meio, que é quem paga conta, é que o meio vai lá e se organiza e volta no Bolsonaro. E aí o meio perde. >> Enquanto que o o topo que a aliança topo básica que é a a pessoa mais pobre votando num num Lula, que é amigo da Paula Lavini e da galera que mora no Leblon e de banqueiros, é que esses caras do topo eles criam uma linguagem condescendente com a base. A premissa do funcionamento da aliança topo base é que você é condescendente com os erros da base e você se apropria dos erros da base para você se manter nesse topo. E aí você se mantém nesse topo e você no fundo expropria o meio. O lance nosso,
▶ 00:11:10 eu vejo, é nós somos representantes do meio. >> A gente tem que ser aquele meio chato que cara que é o cara que vai apontar o dedo e falar o que você falar outro dia. >> A gente for depender da elite recipência aqui, nada vai acontecer. Os caras estão totalmente estado escuro e fechados com o sistema só canal. >> É que foram anos, cara, dizendo assim que se um policial parar uma pessoa que tá causando na rua, ele tá sendo racista, ele tá barrando uma expressão cultural. E cara, o policial só tem que botar ordem na galera. Só que eu acho que aí sim a gente tem que entrar e ter um um pacote de leis ordenadoras, eu
▶ 00:11:40 acho, >> altamente repressivas, >> né? Tá, mas que que que você quer fazer de repressivo, ó? Vou dar um exemplo de coisas altamente repressivas. É sobre barulho, é sobre comportamento, sobre invasão do espaço salheio, só dessas coisas e apropriação de espaços e públicos. Então o o o vendedor que fica enchendo o saco numa praça, a praça é um espaço de convivência pública, já tem poucas no Brasil e funcionam mal, cara. Se o cara se apropria, um morador de rua deita num banco e acha que ele vai morar num banco, a pessoa quer morar embaixo de uma marquise ou quer cara não vai. E aquela coisa assim, ela lei da vag lei
▶ 00:12:10 da vadiagem, tem o alberg morador de vai para alberg. Ah, não quero, eu quero ficar aqui, então você vai preso. Ponto. Não, sem discussão. Ou você vai para albergue ou você vai preso. A rua você não vai ficar. Aí vem aquele padre filho da [ __ ] que você é especialista. Não é sujeito. Não. A rua é o espaço dos pequenos filhos de Deus. Não cara, vai para albergu. São coisas diferentes. Você não tá sendo anticristão porque você não quer que o cara more na rua. A rua não é um lugar para morar. É desumano viver na rua. Um cara que quer manter a pessoa na rua, o cara é doente, o cara é freak. Todos esses movimentos
▶ 00:12:40 de moradia e eles geram aumento e diminuição de de preços para você fazer especulação imobiliária. E aí s seus aliados de consultor vocês, eles compram, isso é clássico, centro de São Paulo. >> Ele desvalorizou a moca ali. Não é brincadeira. >> Bizarro, né? Esse cara assim, ele é uma, eu vou dar um exemplo, afastar a cracolândia já daquela região da cracolândia, né? >> Uhum. >> Só de ter o cheirinho de que vai valorizar >> os imóveis já começaram, então é um negócio de destruir o valor de mercado e
▶ 00:13:10 aí as pessoas vendem na baixa e reconstruir. Só que a gente tá falando de um mercado multimbilionário, né? A gente tá falando do do centro da da cidade ali. Aqui no Recife tá acontecendo algo parecido. Boa viagem, que era para ser um bairro relativamente nobre, né? lá tem muita gente que empresário e tal, cara. Está assim inundado de moradores de rua desde que João Campos assumiu. Basicamente ele botou um desses eh centro pop, né, que é centro popular para ajuda aos usuários de droga. Cara, assim, a viagem tá tá um
▶ 00:13:40 inferno. Morador de ruim por tudo que é canto em lugares que nunca tinha sido vistos, né? E basicamente tá acontecendo isso. Muita gente tá vendendo suas casas e as construtoras est passando para comprar as casas e tal porque daqui a pouco construi um prédio e por enquanto que tá tudo cheio de na frente da minha casa ali tem uma cracon basicamente uma padaria que funciona das 5 da manhã até às 6 da tarde. 6 da tarde é assim que o pessoal baixa as portas, já começa aos moradores de usar usar craque ali na frente.
▶ 00:14:10 >> Quem qual será a construtora que tá fazendo a obra daqui? Vocês viram aquele escândalo do João Campos lá, da construtora dos amigos dele lá? >> Sim. O do contrato de barrigadeliz. >> É, não, não, nem sei se é esse assim, tem uma tem um grupo de construtoras que é basicamente uma família e eles pegaram mais de centena de milhão em obras de de essas obras de praça, obras simples estão sendo tocadas. Eu vi um blog aqui, tava divulgando. Vamos até dar uma olhada na placa para ver o nome da construtora para puxar se tem alguma coisa a ver. Construtora WB. Tem um vídeo que fica falando sobre
▶ 00:14:41 essas construtoras que fizeram as atrasado também. >> Hã, >> tá atrasado também. >> Sim. Nem sei, mas o que interessa, assim, parece ter tem um esquemão de uma de uma família que tem um grupo de construtoras, de amigos do João Campos e eles pegam todas essas obras de reforma de praça. É claramente um esquemaço, são todo mundo parente, então são licitações de mentira porque tipo eu concorrendo com o meu irmão. Então, e se a gente vê todas as obras de João Campos, tem indício de superfaturamento, só que as investigações não avançam no Tribunal de Contas do Estado, mas todas,
▶ 00:15:12 >> até porque quem julga ele na maioria dos casos é um primo que foi indicado pelo próprio pai dele, né? O desembargador que julgou ele no caso do Hospital da Criança que tem um superfaturamento milionário, foi um primo que foi indicado por Eduardo Campos, >> sabe? Então, como é que vai acontecer alguma coisa? É pior, a avó de João Campos, ela é conselheira no Tribunal de Contas da União, é uma pessoa muito poderosa, uma pessoa que ele tem muito poder então na nada se avança e tod todos todas as obras dele, ele não só atrasa quanto ele começar a aportar
▶ 00:15:42 aditivos. Então, tipo, vai construir uma ponte, não, essa ponte aqui vai ser rapidinho, vai ser baratinha, vai custar 50 milhões. Aí vai, vai se atrasando, passa um aditivo, passou outro aditivo, vai adicionando e adicionando coisa que aconteceu com o parque to campus. O parque da Campos é basicamente um dos parques mais mais caros que já foram construídos aqui no Brasil. Foram mais de mais de quase 150 milhões de de rides. Tipo, não é nada assim do outro mundo. É uma bronca muito grandinha.
▶ 00:16:12 >> Par que do campo >> ess cara assim, >> eu não consigo não ver isso aqui só como absolutamente abusivo e picareta. Cara, >> se for pegar, cara, cada casa, eu não duvido, tá, de eles pagarem patrocínio pra casa. >> Com certeza. Com certeza. E aqui, cara, é uma coisa muito antiga que tem aqui no Morro da Conceição. É uma coisa que se desenvolveu por causa da religião. Tem muito comércio aqui que é focado nisso. Só a festa dura dias e o pessoal se utiliza disso para fazer propaganda política, cara. Desrespeitando totalmente a fé do povo,
▶ 00:16:43 sabe? Então, a santa tá ali do outro lado. É uma coisa histórica aí, centenas de anos que os políticos estão se aproveitando aí há muito tempo. >> Você conhece a história da Santos com a história dessa igreja aqui? Depois da de ser proclamado o dogma da Imaculada Conceição, no século XIX, foi criada essa igreja aqui e eles trouxeram a santa da França para cá. A imagem que tá ali veio da França, toda de ferro fundido, e colocaram ali, foi um dos primeiros lugares do Brasil que colocaram a imagem e referente ao dogma da Imaculada Conceição. E aí, desde lá
▶ 00:17:15 para cá, a população de Recife vem para cá em procissão, pagando promessa. Muita gente fala que milagre acontece aqui. E todo ano tem a festa de Nossa Senhora da Conceição, que tem show, tem tudo aqui. E aí que eles se aproveitam também para fazer muita propaganda política. A santa é ali do outro lado antes de ser colocado a imagem aqui. Isso aqui era muito pobre ainda. É, né? Se você olhar assim, não tá muito bem desenvolvido, mas era muito pior. Depois foi colocado e virou um ponto turístico basicamente
▶ 00:17:47 de pessoas que tm fé. Começou a se desenvolver um pouco mais por causa do comércio que isso causa, sabe? Por conta das vendas aí das festas. Muita gente aqui sobrevive disso. E é visitado o ano inteiro aqui, Morro da Conceição. Os pessoas sobem de joelho. Aquela a ladeira que a gente subiu aqui, a ladeira que a gente subiu de carro, as pessoas sobem de joelhos. Essa igreja aqui é muito grande também, muito bonita. >> Ah, estátua ali no fundo. >> É essa aí. >> Ah, >> muito grande. Mais de 3 m de altura. Então, aquilo que a gente disse, eh, uma
▶ 00:18:19 coisa, é meio difícil separar a religião do Brasil, não tem muito como fugir disso, sabe? Mas uma coisa é você ser católico e usar política ou respeitar pelo menos a fé do povo do que ser político e usar a religião ao seu prazer aí para se eleger, mesmo sem respeitar nas pautas que se defend e a igreja ela a arquitetura dela é recente. Essa parte >> é é foi reformada recentemente. >> Ah, aqui foi uma reforma. Foi, foi aqui
▶ 00:18:49 que aconteceu uma tragédia muito grande também, que foi que o teto caiu, matou duas pessoas e na hora que o teto aqui caiu, foi ano passado. Isso eu acredito, foi 2024 ano passado. Matou pessoas, tal, tava acontecendo uma caridade aqui. Eles fazem atos de caridade. Enquanto estavam entregando as marmitas pras pessoas estavam entrando, o teto desabô. Eh, depois das investigações disseram que foi por causa de
▶ 00:19:21 T solar que colocaram aí, mas não tinham feito historia antes. >> A empresa foi indiciada e aí, se não me engano, alguém foi preso também depois que o teto caiu, mas foi uma tragédia muito grande aqui. Ficou devastado. >> Então, a gente tá falando aqui de um espaço e de fé extremamente importante pra população daqui enfim. A gente tá falando de um local que deveria ter uma infraestrutura para receber as pessoas melhor do que tem, mas, né, não obstante
▶ 00:19:52 tudo isso, a gente só tem propaganda política. Assim, eu tô eu tô de fato assustado. Eu vi um pouco disso lá em Juazeiro do Norte do Ceará por conta do santuário do do padiso e tem um pouco, mas isto aqui é é ostensivo, é propaganda ostensiva, que é um tipo de coisa que a pessoa já perdeu completamente a vergonha, cara. Só só só não está ligando. >> E aquela coisa também, né, com certeza as pessoas que cedem aí recebem, podem podem receber alguma coisa em troca de
▶ 00:20:23 que fazer essas propagandas políticas. Então é uma questão cultural também que a gente tem o Brasil inteiro, infelizmente é uma questão cultural aí. >> Ah, mas isso isso é isso é um clássico, cara. Isso é um clássico. Aquela coisa do cara com é que alguns lugares tem uma legislação que foi demais. você pintar o muro da casa com o número, o nome do político. Vários lugares ainda tem ainda mantém essa essa só que aqui, né, o que tem é a cara de pau. Você vê que é o seguinte, é na na hora de fazer esse tipo de projitismo, a lira, o o campos estão tudo misturado,
▶ 00:20:53 cara. >> E essas fitinhas aqui são pedidos que você faz e amarra. >> 1904. 1904 foi quando a imagem veio para cá, >> tá? >> 1904. O dogma foi proclamado em 1854. É basicamente o dogma da Imaculada Conceição diz que Maria nasceu sem pecado, sem amante do pecado. Foi, é o dogma mais recente e pouco tempo depois aí um padre, crer que seja francês também,
▶ 00:21:25 mas ele encomendou com certeza a imagem da França, trouxe para cá essa imagem. E aqui eles construíram o, vamos dizer, a espécie do >> Acredito que aqui eles construíram a o que tá em volta e a imagem veio de fora. Olha, persentativa do excelentíssimo senhor bispo diocesano do mundo desenvolvimento da sessão desenvolvimento foi confiada a sociedade de São Vicente de Paulo representada pela comissão abaixo indicada e conforme os planos de direção do CO planteado o presidente Dr. Carlos Alberto Menezes. E a ela foi instalada aqui desde que desde o desde quando chegou aqui.
▶ 00:21:56 É bem legal, cara. Cara, >> a galera nem disfarça e tem essa competição. Vamos ver de perto, vai a competição que assim o Campos e a Raquel ali, eles tm que se matar, né? Porque, né, eles estão desesperados para ver quem ganha. Mas é isso, você anda um pouquinho aqui, ó. Aí, Raquel Lira, ó, morra com esse lado e é. E aí, aqui parece que a gente tá mais uma área raquel raquel lira, né? >> Aí já tem ali o menino. >> Aí o morro agradece a Raquel.
▶ 00:22:28 Então é aqui a gente pegou uma pequena área de Raquel liras, né? >> É. >> Aí andamos ponco. >> Jarbas aí, ó. Jar Jorge Concelos. Eu sabia que o Jarbas ele tava na política. >> Tá aí, deputado Jarbas, não, o filho dele aí. Jarbas filho. >> O que irrita nessas coisas e acho que mostra o contrato dá pra gente entrar numa viela aqui e mostrar, >> dá? é o fato de que eh a todo o investimento de marketing nos caras recorrente, sem nenhum sem nenhum
▶ 00:22:58 critério. É basicamente tá com a minha cara aí, fala que eu fala que eu estamos juntos com a população, eh, juntos pela fé, joga qualquer frase genérica. >> Deus padre família, né? >> É, é, cada um tem o seu Deus para família. É, >> né? que a esquerda tira sarro disso. Mas tá aí, cara. >> É, tá aí. >> Aqui, ó. João Camposa. 3 a 2. A que a Lira vai vencendo mais um
▶ 00:23:28 João virou o jogo. Tá 4 a tr João Campos. >> Mais um Raquel. >> Raquel empata o jogo. >> Empatou de novo >> aqui só para mostrar a vista. >> Olha aí. E aqui a gente vê a questão da urbanização, né, que é quando a gente sai da daquela coisa maquiada que o pessoal faz, né? E aí que tá vendo basicamente um córrego com esgoto passando aqui do lado, onde as pessoas andam de um lado do tir a
▶ 00:24:00 casca da parte ao redor do tempo. >> Sempre assim >> é a precariedade pur simples. >> Sempre assim. >> Aqui, ó. Então, o que acontece? Basicamente todo o entorno, todo o entorno do santuário é um uma favela com as pessoas vivendo mal, vendo mal. Não há encaramento, não há esgoto. Como você falar aqui, ó, você olha aqui para baixo, basicamente as coisas são jogadas para cá. E isso aqui é só pra gente, assim, pra gente ter sempre em perspectiva que é a desigualdade e a pobreza, ela vai
▶ 00:24:31 estourando regra quando a relação é abusiva. E aí as pessoas naturalizam esse tipo de modo de vida. E detalhe, as pessoas não precisam viver assim. Hoje existe várias técnicas construtivas que permitem que você consiga urbanizar essa área, dê dignidade. Esgoto não é tecnologia para fazer foguete. Esgoto é uma coisa muito simples. Os romanos tinham esgoto no período republicano, assim, mais de um século antes de Cristo, já tinha esgoto em Roma. Não é uma grande tecnologia, sabe? Uma coisa relativamente fácil de fazer. Há recurso e nós conseguimos urbanizar isso tudo. E mais, você consegue urbanizar, você não
▶ 00:25:02 precisa nem ocupar toda essa área. Você consegue ocupar por 1/3, 1/5 dessa área. Você faz prédios, você faz bairros arborizados, tá todas essas pessoas de maneira decente. Comemorar que você fez uma escadaria aqui, igual o João Campos faz com aquelas construtoras de amigos dele, isso é, isso é desumano, cara. Zoando. >> E esse Felipe Francismar, o assessor dele era filho de um chefe de facção daqui, foi morto em combate com a polícia. >> Pô, que sujeito maravilhoso. >> Coincidência, né? Ele tá te desejo, tá desejando um feliz Natal,
▶ 00:25:34 próspero ano novo. >> Ele deseja saúde, paz e esperança. É um troço muito abusivo. O o lance que ir Rita precisa ser abusivo. A relação precisa ser necessariamente relação de abuso. Porque você olha as pessoas, aquelas senhoras estavam lá, bom dia, as pessoas são boas na maioria. A em essência porta dessas pessoas são boas. Só que em relação ao museas acabam nem percebendo, cara. Pessoal, eu trouxe o Renan aqui no Morro da Conceição e a gente percebe ver, a gente consegue ver aqui a relação abusiva que os políticos têm com o povo daqui. Eles usam da fé
▶ 00:26:05 para se promover. Muitas dessas vezes os políticos nem votam a favor de causas que prevalecem a população aqui. E a gente vai vendo aí, ó, a situação. Se a gente der uma geral aqui, a gente consegue ver propaganda de políticos que muitas vezes nem são católicos e usam da fé do povo. >> Ele nem toca na >> não, não. >> Eu não sei se ren fazer aqui na hora um pagamento bonito mandado por Nossa Senhora para ganhar uma política. Eu desejo assim na hora.
▶ 00:26:36 Tem que fazer o bx, >> tem que fazer o homem que é o bx. >> Passa sem demora o bx para meus meninos. Eu sou de Nazaré da mata desse torrão nordestino. Um peixe não quebra ele, mas ajuda meu menino. >> Esse daqui é grafina, eu lhe digo assim ao rapaz de estudo formatura que eu admiro demais, mas não faz a detalhe o que esse velhinho faz. Ai, ô, me fala um negócio. >> É, não, esse é demais. Eu vou fazer um
▶ 00:27:06 paradeiro para conversar. Eu converso na vida de violeiro, mas antes dessa conversa me manda um peixe primeiro. O senhor sabe fazer um ponteio aí, alguma coisa assim? Eu já disse para Renan de primeira
▶ 00:27:36 qualidade que eu moro em Nazaré, tô longe da minha cidade. Eu posso votar em você quando chegar a verdade. Renan é tranquilidade e a moça é uma garantia. Não sei se é cornelita, se é Ana ou Maria. Quem ama é essa danada gastar R$ 1.000 por dia. É uma garantia. Vou fazer meu paradeiro. Vou pegar aqui o Pix para o cantador violeiro para ver se Renan bota o peixe
▶ 00:28:07 que ajuda o brasileiro. Ela queria tirar uma barraca. >> Ela chegou aqui, velho. Vamos fazer foto porque nesse dia eu tava de rosto da roupinha dela. Infelizmente eu nem sabia que ela vinha. Ela disse: "Sa, você tá com a minha roupa? Vamos tirar." Ah, eu vou tirar a senhora daqui, Raquel Lira. Vou tirar a senhora daqui ombrinho. Até filmagem eu tenho para provar, mas infelizmente eu não acredito. E desculpa eu dizer, eu não acredito na política de hoje. Eu espero que você seja um bom político. Eu espero que você consiga seus objetivos, que você lute por Olinda, porque o que a gente precisa é
▶ 00:28:37 de uma pessoa que ame Olinda, não uma pessoa que chega aqui queira mais o dinheiro, queira mais um uma mídia. Desculpa eu dizer, isso aqui para mim >> não me beleza, porque eu acho uma mídia, porque de três gestões e uma governadora me prometer há 8 anos, é uma senhora de 48 anos, vou fazer 50 e tô aqui 8 anos sem uma barraca, é um absurdo, não é? Não, veja só, é um absurdo. Se você puder fazer pelos artesãos, >> qual recado? Manda um recado aqui pra atual gestão. >> Olha, eu gostaria que a atual gestão olhasse pelo povo de Olinda, amasse o
▶ 00:29:07 povo de Olinda, amasse a cidade e amasse a administração da gostasse da cultura e administração da cidade. Somos uma cidade cultural que não temos cultura, não tem investimento no turismo, não tem investimento, são vários artesãos. Podia ter agora uma orquestra de de música aqui investindo no turista. Não tem. Vamos fazer investimento no turista, na qualidade de vida da cidade, na limpeza da cidade, que a cidade tá suja. Então, prefeita, desculpa eu dizer, saia do seu confortinho, vai andar lá no Amaro Branco, vai andar ali no bairro novo, vai andar ali no Rio Doce, vai andar em
▶ 00:29:38 outros bairros aqui da cidade, que a senhora vai ver em todo canto os lixos que a senhora deixa sem administração perfeita pra cidade. >> As praias são complicadas, né? Muito assalto, muito >> assim, tem que ter lei ordem nessa [ __ ] Se não foi, senão a gente tá sempre na mão dos caras. Policial, as delegacias, na realidade ela não tem as condições adequadas. Eh, o a questão todinha do crime é resolver. Para resolver tem que ter a parte técnica. Você manda um negócio, um confronto balístico demora, a gente
▶ 00:30:09 desiste. A gente é a melhor polícia considerando, né? Hoje a gente a gente fez fez muitas prisões, a gente fez quase 80 inquéritos policiais. A gente teve uma uma taxa de resolutibilidade de 60,9%. >> Hum. De cada 10 de homicídio a gente fez aqui na cidade, por isso que houve uma redução. >> Não, isso é um número maior que a média nacional, >> muito melhor. >> Bem maior que >> a gente a gente tem hoje hoje a delegacia da gente, a gente saiu de 153
▶ 00:30:40 para 115 esse ano. Então a gente teve uma redução de 25% mais ou menos, contraria a média nacional. O >> senor saiu por quê? >> Sai de quê? >> Senão não tá na delegacia. Eu tô tô tá entendi trabalhando. Eu vim para cá só. >> Ah, não, eu entendi que o senhor foi afastado. Falei: "Pô, tá indo bem, foi afastado?" Não, tô, tô trabalhando, inclusive lá agora. >> Não, pô, meus parabéns. Tô na luga, vim aqui >> números melhores do que a média nacional, pô. Com certeza. Tem como provar isso, né? >> Aí eu cois porque lá no meu ligado, tá?
▶ 00:31:11 Tal >> porque assim no Brasil a resolução dos homicídios e a prisão dos caras sempre demorado. Tá com problema muito faccionado aqui. >> Tem muito. >> Qual é maior facção? Aqui é PCC, comando vermelho, sendo que o comando vermelho aqui >> Mas qual maior, PCC ou o comando? O PCC usa uma >> É porque são áreas distintas, vê o PCC ele trabalha mais a parte da lavagem de dinheiro, negócio, negócio ilícito e o e o comando vermelho é as biqueiras, é as boca. Aí eles empregam mais violência.
▶ 00:31:41 Tem aqui na ver como vermelho é mais rude, ele é mais violento, >> mais rud, é mais violento. Pronto, a gente fez um inquérito aqui que a gente prendeu 13 do comando vermelho. O líder foi bater no Rio de Janeiro. Eu até pensei que ele tinha sido morto nessa operação lá do Rio, mas não foi. >> Aí a gente conseguiu identificar onde ele tava, mas a Polícia Federal deixou o cara escapar. tem um problema de desenvolvimento, tem um problema de corrupção também devido a vários desvios de dinheiro que, como o Lucas disse, já reina nessa obra já fazem anos e estamos
▶ 00:32:12 tendo um resultado agora, mas com indícios de que não vai durar muito tempo. Olha aí a situação. Isso aqui ainda tá sendo gramado. O pessoal já jogou lixo ali >> já. N isso aqui assim o entulho. Eh, a gente fica falando muito do problema brasileiro, né, que é um de poder público, filho da [ __ ] e população que tá na famosa acarálha, né? A população tá [ __ ] também. E como um vai retroalimentando o outro, as pessoas naturalmente tornam isso uma cultura,
▶ 00:32:42 porque é recorrente, porque no topo a base isso se torna recorrente. Da vontade popular da base, a vontade da popular da base, tá? desconstruída. Então você tem um jogo que é muito ruim. Esse jogo às vezes é quebrado quando a elite ela é melhor. Então lugares que tem elites melhores, eles conseguem quebrar essa dinâmica. Então lugar que tem uma elite melhor, ele consegue e ver o que o povo não tá vendo e aí ele transforma as coisas e traz cultura para a própria população e altera essa dinâmica. Agora, um lugar em que a elite é filha da [ __ ] e a população ela tá na ignorância,
▶ 00:33:13 basicamente o lugar vai ficar permanentemente ruim. Na verdade, eu acho isso o problema básico de >> problema crônico daqui, >> é o problema de presente de sei lá, quase 3.000 municípios no Brasil, vamos ser claro. Inv >> aí as palas estão sendo construídas agora. Isso daí éção de agora a gente pode ir. >> Ah, vamos lá, vamos lá. Vamos lá ver. >> Já entrou água aqui na sua casa? >> Já. Sim. Agora depois que fizeram esse canal não entrou não. >> Não teve aquela chuva ainda, né? Não tem só >> o pessoal, a população da violina premia
▶ 00:33:45 e vereador que não faz nada. Vereador, os vereadores aqui estão há 30 anos se elegendo. >> Por que que ela premia? >> Porque, cara, a população aqui vota, vota em em vereador que que faz alguma coisa eh que não é o serviço do vereador, pô. Dá empreste uma mesa, empreste numa cadeira. >> Entendi. Ela vende o voto. >> Ela vende o voto, cara. E e barato, >> cara. Tem um coxo de cavalo aqui. >> É, já botaram um coxo. Aqui a gente tem uma favela que já faz algum tempo também que tem atuação aí do tráfego. Já teve
▶ 00:34:15 mortes aí de vez em quando a gente escuta uma bala ou outra. Fazem três meses que um rapaz da oficina aqui de perto foi morto com 10 tiros e até hoje a gente não achou quem foi. Não, não sabe. As coisas acontecem aqui no susto e basicamente fica por isso mesmo. >> E aíou? Tamamo junto. E aí, como é que tá? Manda um oi aí. >> Tô olhando aqui a sua live, cara. >> Ô louco, manda um reloão. Veio lá da frente só para ver. >> Ô louco, manda um oi pra galera. >> Pai, filho aqui. Pai e filho. >> Tudo bom, pessoal? >> Vocês são da onde? >> São Tabajara. Mesmidade de Tabaj.
▶ 00:34:46 >> E aí, quais são os maiores problemas aqui onde vocês moram? >> Prefeito, né? >> Vagabundo. >> E qual o problema social? Que que você é crime? A invasão >> aqui no Fragoso é muito perigoso. Perigoso >> aumenta essa área aqui. >> Aqui é tudo invadido. >> Que que vocês gostariam assim? Se a gente chegar se não, quando a gente chegar ao poder, que que vocês acham a gente deveria fazer que ia impactar muito aqui? >> Urbanização, >> desfavorização na prática. >> É na prática >> urbanizar assim, arrumar o o córrego,
▶ 00:35:18 saneamento. No fundo é infraestrutura urbana. É ou não é? É verdade. >> Arrumar isso aqui, não ter favela, não tem isso aqui, porque é feio de se ver, é triste de se ver, é sujo, é desrespeitoso. Eu tô contigo. É isso. É tão óbvio que iss é um problema nacional. Reparou que a gente naturaliza isso. Eu juro que eu de eu dei duas entrevistas já e a galera Mas a a favela é parte da nossa cultura. Que cultura é essa, velho? >> É verdade. >> Cultura, cultura suja, né? >> É. Sou. >> Olha aqui, ó. Isso daqui choveu, Ren vai
▶ 00:35:48 tudo para o meio da pista. Fica que merda misturado com bagunça. Olha aí, ó a situação da palavra. Então esse trabalho de desfavelização é também algo mental, né, que a gente vai ter que incorporar na sua na população para eles entenderem que viver nessa mediocridade é viver na uma pobreza eterna. Não é só o estado que vai fazer alguma coisa diferente. As pessoas têm que também começar a trabalhar a cabeça para poder
▶ 00:36:18 fazer por elas. Mudando a mentalidade do povo, a gente consegue mudar o país. A gente vê, a gente arrecada muito e não vê essa arrecadação sendo usada pro básico. A gente a gente precisa do básico aqui e não tem. Então nem eu não digo nem que tinha nenhum governo de pão em circo, porque nem o circo eles estão dando. Nem o pão, nem o circo. É o governo nem pão, nem circo. A licitação para essa parte aqui foi feita em 2013. >> Olha isso aqui, galera. >> São 13 anos. >> Vocês t que entender. Esse aqui é o país
▶ 00:36:49 >> da COP 30. Eu não tô em Belém, eu tô em Olinda. Esse é o país da COP 30. Então aqui nós temos um córego, as pessoas moram atrás do córego, o o esgoto sendo jogado aqui. Esta é a regra, a forma como, vamos dizer, essa questão fluvial é tratada em todas as cidades. Isso não é, vamos dizer, um problema só daqui. Vou para São Paulo. Isso é um problema de São Paulo. São Paulo não conseguiu resolver a questão basicamente do esgoto que é jogado no rio Tetê. Até hoje conseguiram poluir o Pinheiros, mas já falam: "Não, o o o Tet é impossível".
▶ 00:37:20 Porque a regra nas periferias é isso aqui. E aí é um país que quer ser uma COP 30 e fica dando aula de de ambientalismo pro mundo. Porque eles gostam de falar da floresta, mas a maior parte dos problemas ambientais do Brasil estão nas cidades. O problema ambiental brasileiro, por excelência, é um problema ambiental urbano, tá? Nós destruímos toda a parte fluvial urbana, as matas, a favelização quase sempre contar se zona de mata. A mata atlântica do Rio de Janeiro que é linda, a paisagem de mata atlântica mais linda do mundo é destruída por invasões. E a gente, ah, não, não, mas isso é natural. Olha só essa que arquitetura bonita,
▶ 00:37:51 como nós respeitamos esse Brasil. Isso é a cara do Brasil, isso não é a cara do Brasil. Essa é um tijolo não rebocado numa área invadida, jogando dejetos aqui. As pessoas vivem mal e provavelmente essa área é controlado por alguma facção. >> Com certeza. >> Tá? Então essa é a regra do jogo. A gente tá numa área de uma facção vivendo isso. E isso, cara, isso só tem que acabar. A gente só tem que acabar com isso. Não tem que não tem muita discussão. Ai não, qual o melhor? Não tem discussão, isso só não tem que existir. É isso aqui tem que virar um bairro e isso aqui tem que ser cuidado. E esse essa água que vai passar aqui,
▶ 00:38:21 ela tem que ser limpa e pronto. Como qualquer lugar minimamente civilizado, não existe muita discussão, não existe muita ai nós temos agora uma uma filosofia, não tem cara, isso aqui só não tem que existir. >> A galera aqui no chat tava reclamando do seu visual meio Pablo Marcializado. Você vai ter que fazer uma promessa para mim. Não, cara, para com isso. Eu tô aqui como um representante. >> Eu sei, assim, ó. Não, não, não, não, não. Sem corrente, sem relojão, >> sem óculos, porque isso não é o visu da
▶ 00:38:51 missão >> já, porque senão vai aparecer isso aqui já. Ó, começa a saltar a canela, entendeu? Ó, >> mude o visu. Dica dica de fashion no cara que se veste mal, tá? Eh, passe a energia do mesmo time teu. Cara, você tem uma missão muito grande aqui. É. Isso tem uma missão muito grande, porque assim, eu não sabia que a gente vê a a quando a gente fala dessa a gente fala da região, fala de Orlinda, fala a gente vê assim, pô, esse lugar é bonito, esse lugar é um lugar histórico e a gente sempre fica pensando na questão histórica, mas as pessoas falam da parte histórica e esquecem disso aqui. Que
▶ 00:39:22 onde, vamos ser honesto, onde mora a maior parte da população, onde >> nós moramos, >> então você tem uma missão muito grande, brother, muito grande. Muito grande. E as pessoas têm consciência do problema? >> A maioria sim, mas eles não conseguem, não tem voz para resolver. acreditam em pessoas que são oportunistas e acabam que continuam na mesma situação retroativamente. Todos os anos, em vez deles terem a oportunidade de votar em alguém competente, eles votam nas pessoas que paga ali alguma coisa para eles por fora, acaba comprando esse voto
▶ 00:39:53 de forma direta ou indireta e eles acabam na mesma situação que vivem. >> Sim, isso é bizarro. Você porque a perpetuação do volto a falar, o problema do Brasil é um problema de imaginação. A pessoa que mora aqui, ela não consegue imaginar uma situação diferente para ela. Então ela não consegue imaginar uma nova relação com o político. O político também não consegue imaginar que algo possa ser diferente do que a pobreza extrema. E aí, cara, se é um problema de imaginação, ou você tem gente muito nova, muito gente diferente, que diferente ou não tem nada, tá? E vem sempre de cima para baixo. Nunca espere que as mudanças venam de baixo para
▶ 00:40:23 cima. As ideias irgiam de cima para baixo. Nesse sentido, eu sou muito hierárquico, eh, eu sou muito clássico. As ideias de cima de cima para baixo. Portanto, as melhores pessoas saberão antes e elas vão irradiar para baixo. Precisamos de liderança e é uma mudança de liderança de mentalidade. Ó, os meninos vaqueiros estão dando seu show ali, ó. E aqui são os conjuntos habitacionais. Aí muitas vezes servem de ponto em droga. Aí mesmo, >> aí dentro mesmo serve. Olha aí, ó. >> Ó aqui, ó. Ó isso aqui, ó. Como vocês podem ver.
▶ 00:40:54 Demarcação aqui por parte do PCC, tá? Pinta aqui, já estabelece o comando. Essa é uma região hoje controlada pelo PCC. E assim vai funcionando natural, é no meio da avenida principal aqui da cidade, tá? Então estamos na avenida principal aqui, ó. Primeiro comando da capital. Você vê que em outros lugares tem CV. Você tem aqui um conta habitacional e os moradores aqui eles vivem em constante guerra de facção. Então aqui você v o PC, mas se eu olhar para ali, ó, Renan, ali ó, no
▶ 00:41:24 outro muro, no outro muro ali, ó, já tem CV, ó, CV e o outro que é o BMB ali, ó. >> Ó, é quase uma joint vender, né? É isso. Então eles ficam guerreando e aí quem sofre é justamente os moradores da comunidade que tem que viver diariamente com essa guerra da acção, não sabe se consegue chegar em casa, voltar vivo, justamente por conta da guerra do crime organizado. O estado nada faz, não chega para intervir quem manda não é o estado, são as organizações criminosas. Tem que começar a montar um pasta, tem que começar, não só hoje a gente vai simbolicamente
▶ 00:41:55 pintar o símbolo, mas tem que chegar e começar poder. >> A gente vai chegar no poder e cara, não vai ser uma pintura que a gente vai fazer e não vai ser de branco, vai ser de vermelho, se vocês entendem, tá? A gente vai lavar esses caras de vermelho, >> ó. É isso, pessoal. Eles pintam, a gente vai pintar também. Ó, galera, ato simples, direto e reto. Se você é daqui do interior do Nordeste e quer saber, ó, Renan, tá tendo comando vermelho, tem na minha cidade, conte pra
▶ 00:42:25 gente, mande forço. Esse tipo de coisa tem que ficar cada vez mais recorrente. É, as facções tm que sair da paisagem urbana de todas as estados do Brasil. A gente tá aqui em Paulista, em Pernambuco, não pode ser normal. E, aliás, não deixa de ser irônico, né, que uma facção paulista, que é o PCC, venha aqui e começa a tomar o controle dessa cidade, tem esse nome aqui, tá? São Paulo tinha que exportar outras coisas, cara. Não, facção. Ah, São Paulo fica tirando muito sarro com o Rio de Janeiro, né? Toque essa bosta aqui. Tudo dois. Tudo dois é CD, né? >> Qual é o dois? >> Aqui. Tudo dois ali, ó.
▶ 00:42:55 >> Ah, tá. Tudo dois é o comando vermelho. >> É o que é uma subsidiária do comando vermelho. >> Não é o comando vermelho mesmo. >> É tudo do que quem faz esse símbolo aqui por isso que três é proibido. Adidas não sei o qu. >> Por isso que se você v mexer Adidas o dois pode >> é te te matar. E se você faz o dois você também corre o risco. >> Por isso que aqui no Nordeste por exemplo você não pode tirar foto fazendo símbolos. Então você não pode tirar fazer o dois rapaz, o trêso. >> Vamos,
▶ 00:43:25 >> vamos lá. Vamos lá. Caramba. >> Entrando em outro complexo bem grande de celas, tá? Esse aqui. >> Isso aqui eram celas. >> Os caras largaram aqui, cara. Um monte de prova. Seja do comando vermelho, seja do TCP, seja de qualquer outra facção, vai ficar na mesma aula, cabelinho raspado, todo mundo abaixado, sem mordomia. >> Olha isso aqui, cara. >> Camisinha, sem mordomia, com relógiozinho, sem parede revestida. Mas todo mundo vai ficar de cabeça baixa,
▶ 00:43:56 quietinho, pagando severas penas por tudo que eles cometeram. >> Pelo amor de Deus, isso aqui é uma das cenas mais místicas que alguém pode ver. Cara, que coisa insana, cara. M.