COMO É SER UBER MULHER NO BRASIL?
Romeu Zema · 06/07/2026 · 29 min · Romeu Zema
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▶ 00:00:00 Como um novo presidente pode ajudar os motoristas de aplicativo? >> O meu primeiro dia de aplicativo, há uns anos atrás, eu [música] tive um sequestro. >> Que isso? dois rapazes e provavelmente menores de idade que zeraram a minha conta, o limite da minha conta inteiro. Tenho um contrato de trabalho e os meus >> Mas não é CLT >> não. Não é CLT, é autônomo. >> É o RPA, recibo de pagamento autônomo. >> Exatamente. É algo que precisa de uma
▶ 00:00:32 regulamentação ordenada. >> Nos outros países é tão fácil resolver isso, porque o pessoal trabalha por hora. Aqui no Brasil você não consegue tá [música] ajustando. >> E o senhor fazendo o que em São Paulo? >> Compromisso um atrás do outro. Aí tô pulando igual pipoca dentro de panela. >> Trânsito hoje tá pior. Táío com a chuva. >> Ah, o trânsito de São Paulo, normalmente a
▶ 00:01:02 gente tem um um sério problema. Hoje em dia, eh, as terças e quintas viraram sextas >> mesmo. >> E as sextas pioraram, triplicaram o problema. >> Por que que terça e quinta piorou assim? Desde a época da pandemia, quando começamos os home office no Brasil inteiro, >> ah, o trânsito diminuiu, claro, e quando voltaram a trabalhar presencialmente,
▶ 00:01:33 estipularam a maioria das empresas que voltassem às terças e à quintas. >> Ah, entendi. Uhum. Então, segundas, quartas e sextas o pessoal fica em casa supostamente >> e as ter sextas e quintas a gente tem um problema, mas as sextas todo mundo sai, né, para se divertir, para passear, para curtir. Então, sexta-feira com tempo assim é bem [música] pior. >> E mulher como motorista de aplicativo é uma minoria, não é? Você tem ideia se é
▶ 00:02:05 10%? >> É uma minoria. a gente tem um pouco mais assim, eu na verdade eu comecei no no aplicativo e saí no mesmo dia. Eu tive um problema muito sério >> mesmo. Que que foi? >> Sim. No meu primeiro dia de aplicativo, há uns anos atrás, eu tive um sequestro. >> Que isso? Sim, eu fui fui sequestrada no primeiro dia, minhas últimas clientes
▶ 00:02:36 e decidi em diante eh o que eu não fiz foi dirigir, >> mas eh levar carro, te deixaram amarrado. >> Levaram o meu carro me deixaram agachada fazendo a galera da do golpe do Pix e >> como é que funciona? Eu eu tipo obrigaram você a fazer e >> transferências, pegaram o meu cartão,
▶ 00:03:06 passaram o meu cartão de crédito e débito nas maquininhas, >> sei, >> zeraram a minha conta, o limite da minha conta inteiro. E aí depois me liberaram num local ermo e foi bem difícil para mim e conseguir contato com a minha família para poderem me resgatar. Não fizeram nada comigo, né? A gente tem que olhar por um lado. >> Não teve nenhuma agressão. >> Não, não. Além da psicológica.
▶ 00:03:36 Exatamente. Que fiquei um trauma enorme. >> Fiquei fiquei traumatizada muitos dias. Foi bem difícil voltar a dirigir >> sim >> sem ser pelo aplicativo. Porque eu dirijo há muitos anos, né? >> Era uma pessoa só >> eram duas moças. >> Que você tá brincando. >> Elas eram as iscas. Exatamente. >> Na hora que você falou duas, uma mulher, a gente até fica, porque é mais raro isso ainda, né? >> Mulher bandida, >> duas moças. Então,
▶ 00:04:06 >> tem duas moças. Tem um aplicativo que a gente dirige hoje em dia que a maioria dos motoristas, eu já parti para um outro nicho, né? Sim, >> por conta desse trauma me surgiu a oportunidade de dirigir no executivo. >> Sei. >> Então, hoje a gente eh eu dirijo com corrida, vamos dizer assim, eh muitas empresas não me contatam porque eu tenho duas outras línguas além do português. >> Ah, olha, >> você já morou fora, então? morei, morei
▶ 00:04:37 fora, morei fora um ano, estudei, eh, terminei a faculdade quando eu voltei para São Paulo. Trabalhei em banco minha vida inteira, saí do banco por motivos e familiares e aí veio a pandemia e aí eu me divorciei e aí comecei a dirigir para umas pessoas no condomínio onde eu morava, só que não não aplicativo. Não, sim. >> Isso aí. Quando chegou o aplicativo que eu tive esse trauma, eu fiquei uma semana afastada das ruas e
▶ 00:05:07 a pessoal de casa. Não, você tem que voltar, mãe. Você tem que voltar, você tem que voltar. Porque eu dirijo desde os 11 anos, né? >> O carro recuperou. >> Recuperou. Eles me deixaram com um carro. Eles queriam fazer transferências bancárias. >> Ah, o carro não levaram, então? O carro ficou com você. >> Ficou comigo. >> Se eles queriam transferência. Queriam zerar a sua conta. Só >> zeraram a minha conta. Exatamente. >> Fez. Uhum. >> Uma questão bem bem bem ruim para nós motoristas de uma forma geral, porque a gente não tem uma segurança nenhuma, né?
▶ 00:05:38 >> E hoje, eh, além de aplicativo, eu penso que você então presta esse tipo de serviço eventual como uma motorista para pessoas que você conhece, etc., que você já tinha como cliente? Sim, são empresas além dos dos particulares, né, onde eu já morava e dirigia para eles. O a gente fez, eu faço parceria com muitas empresas de turismo, não atuo no turismo, mas eu faço a muitas parcerias e quando tem algum estrangeiro ou
▶ 00:06:10 >> para recepcionar no >> para recepcionar no aeroporto, levar, você vai lá com a plaquinha, espera ele, leva ele pro hotel. >> Exatamente. Exatamente. >> Como que chama esse serviço? Tem um nome em inglês, é hospitalidade, né, que eles falam. É, >> é, eu não lembro o termo inglês, mas aqui a gente faz receptivos. >> Receptivos, >> exatamente. É, >> sim. Aqui, >> então você vai sempre a Guarulhos receber alguém Congonhas. >> Guarulhos, Congonhas. Sim.
▶ 00:06:40 Então, então você tem um diferencial com relação à maioria dos motoristas de aplicativo, que é essa esse outro tipo de prestação de serviço que deve ser mais rentável, né? Não sei ou não. >> Sim, é mais rentável e bem mais segura. A gente tem nome, sobrenome, >> local de chegada, local de destino, né, de partida de destino e uma segurança melhor, né, pra gente. E é um nicho para as mulheres que tá crescendo bastante em São Paulo. Não,
▶ 00:07:12 não, não, não se encontram motoristas executivas bilíngues em São Paulo. Isso é bem difícil. É, >> examente. Você morou fora onde, Thaíso? >> Eu morei em Boston. Tem muito brasileiro lá, né? Pelo que eu já escutei. >> Tem. Nossa, e muito mineiro. >> Mineiro. Isso. Eu tenho um colega que estudou com meu irmão, um conhecido que estudou a vida inteira com ele. Tá lá. >> Uma prima também que mudou lá para Conericant, que tá bem próximo, né?
▶ 00:07:43 Você ficou lá >> bem. >> E e o que que te levou a querer morar fora do Brasil? >> Estudar. >> Ah, foi antes de ter filhos, então? Sim. Sim, sim, sim. Antes de ter filhos, estudar e aumentar, né, o conhecimentos de outras culturas, ter conhecimentos de outras culturas foi muito importante para mim. >> Ficou lá um ano. >> Fiquei um ano fora do [música] Brasil. >> Aí voltou, foi pro trabalhar no sistema financeiro. Então,
▶ 00:08:13 >> foi trabalhar em banco. Exatamente. >> Ficou muito tempo. >> Fiquei 12 anos. >> 12 anos. Conhece bem da área, então? Conheço bem. E o que que você tá enxergando do Brasil, Thaís, nesse ano de 2026? Que que você tá achando? Bom, a gente sabe que é um país maravilhoso, que a gente tem uma uma grandeza de riqueza, tanto
▶ 00:08:43 passado, presente, futuro. É, mas o que eu posso falar do que eu vejo no meu dia a dia, o que a gente sempre vai reclamar enquanto não houver uma mudança concreta é a questão da ressocialização de pessoas para possam viver em sociedade, que isso a gente não tem mais. Há muito tempo isso caiu por terra. Isso inclui segurança, isso inclui educação
▶ 00:09:14 e isso inclui a força de vontade que a gente não vê hoje em dia, pelo menos no modo geral, eu não vejo. Então isso, a questão das pessoas na rua, as questões que envolvem estrutura para poder receber pessoas assim ou para educá-las, enfim, eu tive a oportunidade de poder estudar em outro país, ter outro conhecimento, mas a
▶ 00:09:45 gente volta para casa com um sentimento ainda de vazio, né? Por que que o nosso país não evolui? Porque quem comanda o nosso país não >> não dá bom exemplos, >> não dá bons exemplos, não coloca as pessoas para estudar, não coloca as pessoas para conhecer outras culturas, enfim. Eh, eu sinto muita falta disso, né? O que a gente vê fora e se concretizando no
▶ 00:10:15 nosso país, né? que é maravilhoso, um lugar riquíssimo de pessoas, de lugares, de, enfim, recursos. Tem tudo para dar certo. >> Esse país tem, >> me parece que falta gestão e liderança e coragem, não é isso? >> Exatamente. >> Acho que é por aí, né? >> É isso. Gestão, uma boa gestão. Falta uma boa gestão. >> Você é paulistana mesmo? >> Paulistana. Paulistana é descendente de italianos.
▶ 00:10:47 >> E no passado a gente não via essa quantidade de moradores de rua, não via. Eu não recordo não. >> Eu frequento São Paulo desde criança >> e não recordo de ver não. E Belo Horizonte, que é aonde eu tô morando há 8 anos também, parece que é cada vez mais. Gente acampada na calçada. Que que você acha que seria uma solução adequada? Olha,
▶ 00:11:18 ressocializar. >> Mas assim, como que faria isso na sua visão? >> Bom, >> já me falaram que se você chegar para essas pessoas falar: "Vamos trabalhar, eu vou registrar sua carteira". Eles não querem. >> Muito bem. Eu vejo isso onde eu moro, porque eu moro na beira de uma rodovia Raposo Tavares aqui em São Paulo. >> Ah, você mora aqui na zona sul?
▶ 00:11:48 >> Eu moro na zona oeste aqui. Isso, Raposas zona oeste, próximo ao Butantã. E tem um morador de rua que eu já soube da sei da história dele, porque a vizinha da família dele é minha cliente e ele vem de uma família estruturada, de uma família que tem casa própria, que tem educação, que tem conhecimento. >> Ele teve condições de estudar, teve condições de estudar. Sim. E num determinado momento da vida dele, ele
▶ 00:12:18 começou a desenvolver uma uma doença psicológica, psiquiátrica, talvez >> deve ser esquizofrenia. >> A esquizofrenia, exatamente, chegar nela já notícias que a pessoa >> passa a ter alucinações, não é isso? >> Exatamente. Exatamente. E ele anda para cima e para baixo com uma coberta aqui no ombro. Sei, >> com o cabelo desgrenhado, às vezes descalço, às vezes calçado.
▶ 00:12:48 E eu sei a história da família, então, e eu conheço outras pessoas que são que têm esse problema psiquiátrico, esquizofrenia, e estão trancadas dentro de casa, porque a socialização, a gente sabe que é difícil e hoje eu não vejo um direcionamento para um tratamento. Isso não tem. Bom, se tem, não se fala no país, eh, para tratar a o psicológico de pessoas que precisam ser tratadas, >> que é o caso desse que você conhece. O
▶ 00:13:19 problema dele é um problema psiquiátrico, não é isso? Ele precisa de tratamento psiquiátrico. >> Ele tá morando na rua literalmente. Ele não volta resto de comida, de pedir, coisa desse tipo. >> E ele anda no meio da rodovia. Às vezes a gente sabe, todo mundo que passa por ali, a maioria quem mora, principalmente já conhece a história. >> Então, na sua opinião, pra família, o que que você acha que seria melhor? Ele continuar assim ou ter uma lei que desse,
▶ 00:13:50 tipo, condição de alguém chegar e praticamente levá-lo de maneira obrigatória para uma instituição onde ele se trataria? Eu acho que a família em parceria com as instituições, com a polí a política pública, polícia não, política pública, tivesse uma lei ou algo que voltasse para esse tipo de cuidado, né? Porque é o que a gente mais vê, pessoas dependentes de droga, pessoas que cometem eh,
▶ 00:14:21 enfim, alguns tipos de crimes e se escondem na rua >> de uma forma que passa a ser >> eh mendigo, pedinte, enfim, para não ser encontrado, talvez, sem falar os doentes realmente mentais que precisam de um tratamento, né, de um olho, de um olhar um pouco mais seguro e voltado, né, para tratamento mesmo. Isso é tão importante, seria tão importante isso.
▶ 00:14:51 >> E o fato seu do sequestro, do quase assalto, aí elas estavam armadas? Eu >> não, elas não estavam armadas, né? >> Eu estava terminando o meu dia, foi a última corrida. >> Sei. >> E elas entraram no carro como passageiras e seguimos. Quando nós chegamos no local demarcado pro final da corrida, eu fui abordada. >> Ela tirou uma faca, alguma coisa? >> Não, dois rapazes pararam do nosso lado e entraram, abriram a porta do carro. Eu
▶ 00:15:21 destravei o carro para elas descerem, os rapazes entraram. >> Ah, entendi. Então, então não foram as duas isoladamente? >> Não, elas eram considerad. dois rapazes aguardando. Então >> tinham dois rapazes e provavelmente menores de idade que o que tava >> Sei. Então na verdade foram quatro participantes, duas mulheres e dois homens. >> Pessoas Exatamente. Foi. >> E depois desse episódio, você não teve outro? Não.
▶ 00:15:51 >> Depois desse episódio eu quase não dirigi mais em aplicativo. Eu não tive mais nada. Ah, então o aplicativo você usa pouquíssimo. Então, >> sim, eu fui hoje pro nicho do executivo mesmo. Aplicativo eu ainda tenho, eh, não vou mentir que entre um cliente ou outro, porque a gente tem hora marcada com atendimento hoje em dia, então entre um cliente e outro eu tô na rua. O meu carro ele tem um perfil eh do Comfort Black, então eu tenho um nicho
▶ 00:16:22 diferenciado, mas isso não significa que na hora que eu vou abrir a porta do carro, quem vai entrar no carro. Então é uma segurança diária. >> Sim. E hoje quem é motorista de aplicativo tem medidas de segurança, consegue colocar uma câmera que a vez tá transmitindo imagem também para outro lugar. Caso aconteça alguma coisa, fica documentado, tem, né? >> Sim, sim, sim. Isso tem >> como avisar que algo aconteceu
▶ 00:16:52 >> é com a tecnologia, os nossos celulares, né, nossas famílias, eu pelo menos deixo localização com todo mundo em casa. a gente de a gente compartilha um perfil familiar, então é uma segurança. Os aplicativos em si tem gravação, eh alguma coisa assim, mas não tem uma eh ele qualifica demais o motorista e não qualifica quem vai entrar dentro do veículo. Então isso é uma algo
▶ 00:17:22 >> que a gente sente dificuldade. Tem alguns aplicativos de de direção que tem a gente pode escolher dirigir somente para mulheres. Isso é uma medida para mulheres que aumentou a segurança. Mas no meu caso que eu fui sequestrada por mulheres, >> elas é que te levaram para a Puca, né? Para. >> Exatamente. Exatamente. >> E você teve notícia depois? Se conseguiram descobrir quem era? Algo assim, se foi preso? Nada, né? Nada. >> E isso já tem muitos anos? Tem tem mais
▶ 00:17:53 de 4 anos já. >> Tem mais de 4 anos, infelizmente. >> E e voltar a trabalhar em banco, você nunca mais cogitou. >> Não, não tenho essa vontade, particularmente falando, >> não tem saudade? Não, não tenho. A liberdade que a rua nos dá, no meu caso, eh, e fazer o meu horário e poder atender o nicho de cliente que eu atendo, eh, me abriu muitas portas,
▶ 00:18:25 então eu acho que não volto para trás no banco. >> E você começou com essa atividade, foi na pandemia. >> Na pandemia. na pandemia que você começou. Então, >> na pandemia que eu comecei a dirigir. >> E hoje quando você presta serviço pra empresa, como que funciona? Você precisou abrir uma microempresa, uma um c >> Sim, eu tenho uma microempresa e tenho um parceiro que nós temos uma
▶ 00:18:55 uma parceria muito forte, assim, foi ele inclusive que me colocou no ramo do executivo. Ele é inclusive ele é um estrangeiro bem conhecido no nosso ramo, inclusive um senhor assim extremamente profissional. E ele abriu muitas portas para mim, então me cadastrou, vamos dizer assim, me apresentou várias empresas que trabalham com transporte em São Paulo e
▶ 00:19:25 a gente vai se associando a elas. Então o o meu carro é diferenciado. Tira nota não é pra empresa do executivo, você tira a nota para uma empresa que agrega diversos prestadores de serviços. É, exatamente. >> Eh, eh, vamos dizer que você foi buscar lá um executivo da empresa química. Você não vai tirar nota para pra empresa química e tal, não. >> Não, não. >> É para alguém que controla toda essa movimentação aí.
▶ 00:19:55 >> São várias empresas, né? São vários. Entendi. >> Porque eles falam: "Não, essa aqui fala inglês, essa aqui fala espanhol, essa aqui fala não sei o quê". Tem tem motoristas bilíngues disponíveis. e é é se cadastrar lá. Então, >> exatamente. >> Então, eles ficam eh com, vamos dizer, você recebe, mas eles receberam um percentual também por estarem intermediando. >> Sim, sim. Na maioria, sim, intermediam e a gente presta, faz a prestação de serviços para essas empresas. Isso nos
▶ 00:20:27 faz nos aproximar muito, né, dos clientes finais. E a gente acaba ficando mais, os clientes acabam ficando mais confortáveis em solicitar aqueles determinados motoristas. Ah, já já dirigiu para mim pessoa fulano de tal, eu quero a fulana, não sei. >> É, isso acontece bastante. >> Isso é bom porque fideliza, né? Eu acho. >> Então, já teve pessoas que o senhor já buscou aí 10 vezes >> já. Bastante. É bastante. Já aconteceu isso bastante.
▶ 00:20:59 E por ser mulher, né? que é um nicho diferenciado, vamos dizer assim. >> E me conta, se você tira notas fiscais aí por mês de, sei lá, R$ 8.000, o que que o o imposto tá te custando, te comendo hoje? Eu não tenho nem ideia se é isso, se é mais >> por ser meio por ser meio. >> A, o seu é meio, então tem aquele limite meio. Eu tenho limite de 80.000. >> 80.000 Isso por ano >> dá uns 6000 por mês e alguma coisa, não
▶ 00:21:30 é isso? >> Isso. Isso. Como o meu parceiro tem, a gente tem vários motoristas na parceria, a nota aí a gente emite pelo CNPJ da empresa que eu presto serviço. Então eu simples só dirijo porque além de eu ter os meus clientes finais que eu emito as notas, >> sei. >> Eu trabalho para essa empresa que tem CNPJ, que me contrata, que me contratou. Mas não é só LT não, você contratar. >> Não, eu sou o MEI dele. Isso
▶ 00:22:00 >> sei, >> mas ele tem uma empresa de transporte. Isso é uma das coisas que no Brasil a gente tá buscando a regulamentação de uma forma eh concreta. Eu participo de uma associação que chama Abulovx, inclusive. >> Sim. >> Que é dos motoristas executivos. E a gente tá buscando essa regulamentação >> a nível municipal, estadual e federal. >> É porque às vezes assim, esse limite do
▶ 00:22:31 MEI, ele pode ser adequado, vamos dizer, para alguém que presta serviço de faxina, mas às vezes para um aplicativo que já tem um carro envolvido vai ultrapassar esse limite, não é isso? Você deve enfrentar problema aí. O aplicativo, como eu dirijo pouco pelo aplicativo, o aplicativo em si, ele eu não entro na meia, eu sou pessoa física no aplicativo. >> Sim, ele não entra na meia. >> Não, não, ele não entra na meia.
▶ 00:23:02 >> Mas na hora que você presta serviço, é cooperativa essa outra, como que funciona? É uma associação. >> É uma associação. >> Aí na hora que você presta serviço pra associação, entra no entra o meio. Então >> não, a associação ela está buscando a regulamentação de todos os motoristas executivos a nível nacional. >> Sim, >> nós estamos nessa luta já tem quase 10 anos, inclusive. Sei. >> E o presidente da associação eh
▶ 00:23:34 está buscando, a gente tá buscando regulamentar isso. Por quê? O que que a gente encontra de dificuldade? Ahã. Os taxistas são sindicalizados, os motoristas de aplicativo t a o aplicativo em siado para eles como uma segurança. E os motoristas executivos são meros prestadores de serviços. E a gente precisa regulamentar a categoria, ela não tem uma regulamentação no noquele Código Nacional de
▶ 00:24:07 >> atividade. >> Atividade e Kenai. Exatamente. >> Ele tem dois tipos de códigos. Então a gente precisa regulamentar isso. Isso e estamos tentando mostrar isso para os três municipais, estaduais, federais, que isso precisa ser regulamentado. A gente busca isso já faz um tempo. >> Existe atividade, né? Como que não regulamenta? Não, não é isso >> exato. É essa tecla que a gente bate quase que diariamente. Então nós temos a a empresa que eu
▶ 00:24:38 presto serviço tem carros alugados. Então nós prestamos serviços para essa empresa, para eles, eu somei, quem gera a fatura é a empresa. Ela é que cobra da da >> Isso. Eu tenho um contrato, quem recebe o serviço. Eu tenho um contrato de trabalho e os meus, >> mas não é CLT, >> não. Não é CLT, é autônomo. >> É, é, é autônomo. É, é o RPA, então que que que você acaba emitindo para eles. >> Exatamente. Exatamente. É isso aí. O RPA, recibo de pagamento autônomo.
▶ 00:25:10 >> Exatamente. A gente faz e os meus particulares eu gero todos os recibos pela MEI. É uma é algo que precisa de uma regulamentação ordenada. >> Exato. >> Isso. >> Nos outros países é tão fácil de resolver isso, porque o pessoal trabalha por hora, >> né? Então poderia ser assim, ó, trabalhei aqui 2 horas, trabalhei 3 horas, tá? aqui e você vai me pagar tanto. Aqui no Brasil você não consegue
▶ 00:25:42 tá ajustando. >> E estamos tentando ajustar isso daí. E o senhor fazendo o que em São Paulo? >> Compromissos um atrás do outro. Aí tô pulando igual pipoca dentro de panela, viu? >> Você sabe que meu pai é de Minas, né? Aliás, ele se tornou mineiro por de coração. >> Aonde que ele viveu? Lá em Minas ou nasceu? Não, meu pai m de São Paulo, casou com uma mineira e foi embora. Largou São Paulo para trás, mora no sul de Minas, próximo ao Pouso Alegre. Qual
▶ 00:26:15 cidade? >> É um distrito do Itaim. >> Sei não. Isso não. Minas. Bem próximo a >> tá ao lado de Pouso Alegre ali. >> Ao ladinho de Pouso Alegre. Exatamente. >> Estamos. >> E os teus filhos já são grandes? São, eu tenho três filhos adultos, um de 27 com uma de 22 e um de 20. >> Nossa, então você foi mãe muito nova. >> Eu fui, fui mãe bem jovem.
▶ 00:26:46 >> O mais velho seu. Aí tem quase a idade dos meus. Os meus é 32 e 30. >> Ah, tá quase. >> Então você já é avó ou não? >> Eu já sou avó. >> Eu tenho dois netos. Exatamente. Tenho dois netinhos. >> Os filhos moram aqui, os netos >> moram. >> Então você tá fim de semana você sempre encontra. Então >> encontro quase a semana toda, né? Porque dois moram comigo e um mora já mora
▶ 00:27:18 sozinho. O pai dos meninos já mora sozinho. >> Meu filho morou ali próximo de você que ele fez a politécnica e morou ali no Butantã. >> Ah, é bem próximo. >> Perto ali. É, é avenida que tem ali. A Corifeu. É, >> tem aif >> é um pouco para lá do Instituto Butantã. Tem uma praça lá, General Araripe de Faria. Tem mesmo. >> Foi ali nessa pracinha ali que ele morou. Tinha um prédio lá, mas agora ele
▶ 00:27:50 mudou aqui perto da praça do Largo da Batata, já tem uns 4 anos. Ele formou e ele começou a trabalhar, ficava mais fácil para ele. Mas fui muito ali no Butantã, que >> é uma região muito boa. >> Primeiro quando eles eram crianças que toda vez que vinha a São Paulo tinha de levá-los para ver as cobras lá. Sim, >> né? >> E depois porque ele acabou mudando para lá. Mas filho é muito bom, né? Eu tive
▶ 00:28:21 dois e se tivesse tido mais, teria sido melhor. >> Neto o senhor não tem ainda? >> Não, tenho sobrinho neto. Meu irmão já é avô, sobrinho neto de 10 meses que eu tenho >> lá. O pessoal tá mais preguiçoso para casar e ter filho do que na sua família, viu? É, ser ter filho é muito bom, mas ser avó muito melhor.
▶ 00:28:53 >> Você é avó assim, >> Thís? Mas muito obrigado, viu? Um prazer te conhecer. Parabéns pela história, pela trajetória. Obrigada >> pela família. >> Obrigada. >> Uma satisfação muito grande. >> Igualmente, igualmente. Conhecer o senhor também. Lá em Minas, nós já melhoramos muita coisa e vamos melhorar o Brasil agora. >> Obrigada. >> Tá bom. Tudo de bom.