Jornalistas TENTARAM me pressionar e eu NÃO RECUEI. | Romeu Zema no UOL
Romeu Zema · 31/03/2026 · 36 min · Romeu Zema
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▶ 00:00:00 Eh, a gente recebe nesse momento aqui no nosso All New, né, ele é governador agora afastado, não é mais ex-governador neste momento de Minas Gerais, Romeu Zema, mas eh até esse momento eu acho que pré-candidato, a gente pode dizer assim, né? Pré-candidato à presidência da República. Ele que está conosco ao vivo aqui no nosso W News e eu me levanto aqui para recebê-lo. Olá, governador. Bom dia. Seja bem-vindo ao nosso programa. Bom dia, Fabula, bom dia, Josias,
▶ 00:00:33 Sacamoto, para todos que estão nos acompanhando. Um prazer estar com vocês. >> Vamos falar, a gente tem recebido aqui, ontem recebemos Eduardo Leite, a gente tem conversado aqui, né, sobre esses bastidores da política, esses dias de negociação. O senhor segue firme e com o desejo de ser candidato à presidência da República ou de repente já pensa talvez e até se candidatar a vice numa chapa com Flávio Bolsonaro? Dizem até que esse era um dos desejos, né? É um dos desejos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O
▶ 00:01:04 senhor aceitaria ser o vice de Flávio Bolsonaro nessa disputa em outubro? Fabíula, eu fico muito honrado, lisongeado do meu nome está sendo lembrado sempre, vejo sempre no noticiário algum líder político mencionando, mas eu levarei até o final, até porque sou um candidato diferente. Nunca havia exercido qualquer atividade política até 2018, quando eu fui eleito
▶ 00:01:35 pela primeira vez. E o que eu quero é acabar com essa farra dos intocáveis, é fazer aquilo que eu fiz em Minas Gerais, consertar aquilo que o PT estragou. Eu assumi um estado arruinado, um estado sem nenhuma credibilidade e entreguei nesse último domingo para o meu sucessor um estado que está de pé, que tem crescido inclusive acima da
▶ 00:02:05 média Brasil, sem corrupção, sem escândalos. O brasileiro tá cansado. O brasileiro hoje não tem dinheiro. E o problema do Brasil não é que falta recurso. O problema no Brasil hoje é que tá sobrando o ladrão e nós precisamos mudar isso. Então são propostas diferentes e eu mostrei que é possível e eu sou muito favorável também a uma boa chacoalhada. Quando o senhor fala de propostas, Quando [limpando a garganta] o senhor fala de propostas diferentes,
▶ 00:02:36 as suas propostas são diferentes do Flávio Bolsonaro. É por isso o senhor acha que não é possível compor essa chapa. O senhor falou que fica muito lisongeado, com seu nome se citado. Mas por que o senhor não aceitaria essa composição com Flávio Bolsonaro? Bom, Fabíola, eu estive em agosto do ano passado com Bolsonaro para comunicá-lo em primeira mão que eu seria pré-candidato. O próprio Bolsonaro me disse: "Zema, quantos mais candidatos a à direita
▶ 00:03:08 tiver, melhor, mais ela vai ter votos, mais forte ela fica. E no segundo turno nós estaremos todos juntos. Então, uma coisa não impede a outra de forma alguma. Isso opinião dele e com a qual eu me compatuo também. A direita tem bons nomes, governadores bem avaliados e nós estaremos mostrando para o Brasil o que que é um governo responsável e no segundo turno, sim,
▶ 00:03:40 vamos estar trabalhando em conjunto. Olha, governador, pelo cenário atual, eh, há uma, se a gente analisa as pesquisas, há um bloco do eleitorado eh pendendo para o Flávio Bolsonaro, um outro bloco pendendo para o Lula e tem um miolo ali de eleitores ditos independentes que estão oscilando entre um e outro ou até decididos a não votar. E o senhor frequenta essas pesquisas
▶ 00:04:10 abaixo dos dois dígitos ali, em torno de 2, 3%. O que é que o faz crer que se apresentando como um candidato de direita que tem eh valores muito próximos dos que são eh defendidos pelo Flávio Bolsonaro, o que é que o faz crer que o senhor vai crescer? para crescer supostamente no primeiro turno, o senhor precisaria se diferenciar dos dois polos, inclusive do Flávio Bolsonaro? Não lhe parece isso?
▶ 00:04:42 Ô, Josias, eh, primeiro, cada eleição é uma eleição totalmente diferente. A minha eleição de 18 foi uma, a minha reeleição de 22 foi em outro contexto. E nós estamos aí diante de uma caixa de Pandorra aberta por esse caso do Banco Master, toda essa corrupção e nós vamos ter aí eh acontecimentos imprevisíveis, totalmente incertos
▶ 00:05:14 nesses próximos meses. E eu sempre saliento, Josias, que em 2018, em março, eu estava pontuando 1% contra quem? Contra Pimentel do PT e contra Anastasia do PSDB. Sei que aquela eleição teve características distintas e à medida que eu fui percorrendo Minas Gerais, naquele ano eu fui a mais de 200 cidades de carro dirigindo, o mineiro foi vendo que
▶ 00:05:47 havia uma proposta diferente. E agora até outubro eu estarei fazendo mesmo pelo Brasil. Eu quero mostrar para o Brasil aquilo que nós fizemos em Minas. Apesar do estado de Minas ter 300.000 1 funcionários. Eu não dei emprego para nenhum parente meu. Nenhum parente meu tem qualquer regalia, contrato, proximidade com o estado, está se beneficiando. Eu quero mostrar que é
▶ 00:06:17 possível fazer um governo sem corrupção, sem escândalo. Eu acredito num estado que foi feito para servir e não estado como do Brasil, que é mestre em criar privilégios, distribuir favores, como tem acontecido. O Brasil precisa de uma chacoalhada, precisa de alguém de fora, uma empresa em crise, sempre chama um externo, um outsider para poder fazer isso, porque geralmente quem tá ali
▶ 00:06:47 dentro tá culturado e não consegue enxergar os reais problemas. Governador, bom dia. Obrigado aqui pela presença no All News. A gente agradece bastante, governador. Eh, para retomar, eu queria que o senhor avaliasse um pouco o papel do seu vício, Mateus Simões, que agora vai se deve se candidatar, né, ao governo de Minas Gerais, né? Ele ficará no caro com a saída do senhor e se candidata, né? Eh, o senhor acha que o nome dele, como colocou aquelas anotações do senador Flávio Bolsonaro em fevereiro e ficou
▶ 00:07:19 foi reveladas pela Folha de São Paulo, o nome do Mateus Simões eh leva, puxa para baixo a candidatura do eh bolsonarista eh de Flávio Bolsonaro, porque foi isso que tava anotado lá, né? Falou assim: "Me puxa para baixo, né? ao lado do nome do Mateus Simões e colocando se o Mateus Simões fosse candidato, o senador Cleitinho e o senador Rodrigo Pacheco também seriam, né? Então, como é que o senhor avalia eh o papel a ser
▶ 00:07:49 estabelecido por Mateus Simões e se ele realmente puxa para baixo Flávio Bolsonaro, como aquela anotação mostrou? Bom, Leonardo, as opiniões eh variam sacamoto, desculpe. Eh, e >> mas ele é Leonardo também. [risadas] Ele é Leonardo. Você não errou não. Ele é Leonardo Sacamoto. Tá certíssimo, governador. >> Tá certo, governador. Obrigado. De qualquer jeito. [risadas] >> Mas eh eu já fui lá em 2018 a grande zebra e o Mateus Simões tem qualidades
▶ 00:08:21 que talvez quem nunca trabalhou próximo a ele, como eu trabalhei, não conheça. Ele foi o meu braço direito durante mais de 6 anos à frente do governo de Minas. primeiro como secretário geral, depois como vice-governador, uma pessoa brilhante. Ele pode ainda, Sacamoto, ser desconhecido, ser uma pessoa que eh conversa talvez de uma maneira mais técnica, até pela
▶ 00:08:51 formação dele, mas ele está agora tendo seu momento de visibilidade. Ele assumiu o governo de Minas nesse último domingo, me mostrou, ele vai estar em mais de 150 cidades nos próximos 100 dias e isso muda tudo. Ele conhece a máquina pública como poucos. Ele é a pessoa que mais está a par das centenas de projetos que nós temos hoje em andamento em Minas
▶ 00:09:22 Gerais, os maiores investimentos da história. Então ele com toda certeza vai ter essa oportunidade e vai caber ao mineiro eh estar analisando. Respeito Rodrigo Pacheco, respeito o senador Cleitinho e fico até feliz de Minas ter bons candidatos, bons nomes, que são e de certa maneira significa um seguro contra a catástrofe do PT. Tenho certeza que nenhum deles vai fazer os crimes,
▶ 00:09:53 vai fazer eh aquilo que aconteceu entre 2015 e 18 com Minas Gerais, quando o estado foi literalmente arruinado pelo PT. >> Ô governador, eh tem várias perguntas chegando aqui da nossa audiência. Eu gosto também de contemplar que quem tá nos acompanhando ao vivo, o Cláudio manda uma mensagem e outros também falaram a respeito disso, que eu acho que é um assunto, o senhor já falou em Minas Gerais, né, sobre a questão do aumento do seu próprio salário, né, de cerca de 300%. Eh, o senhor que agora acabou de falar sobre a questão, né, da
▶ 00:10:24 corrupção, isso não é corrupção, é um aumento de salário, não estamos falando de corrupção, mas estamos falando sobre essa coisa, né, dos dos benefícios, né, eh, e algumas pessoas questionam, o Zema que é do Novo, que sempre falou sobre um estado mais enxuto e tudo mais, como explicar esse aumento? Esse essa é uma pedra no sapato? O senhor se arrepende de ter feito isso, >> Bílola? De modo algum. Eh, nós fizemos aqui uma correção que era necessária.
▶ 00:10:55 Primeiro tem que ficar claro, para mim o aumento não fez diferença, já [limpando a garganta] que todo salário meu desde o início é doado, geralmente para as APAIs. Diversas aqui em Minas já receberam valores provenientes desse valor que eu recebo mensalmente. Então, eu não coloquei nada no bolso. Graças a Deus, minha vida tá resolvida. Segundo lá atrás, por volta de 2005, nós tivemos um populismo gigantesco em
▶ 00:11:27 Minas Gerais, quando o governador da época reduziu pela metade o salário dele e de todos os secretários. Só que era para inglês ver, todo mundo recebia gets tanto no governo do PSDB como depois no governo do PT do Pimentel. Eu gosto de mostrar aquilo que tá acontecendo e não de ficar criando mecanismos que as pessoas têm
▶ 00:11:59 dificuldade de enxergar. Então eu tive a coragem de falar hoje, secretário de educação, secretário de saúde de Minas ganham o mesmo dos outros estados e não ficar pagando uma ninharia menos do que um secretário municipal de uma cidade pequena, que é o que acontecia em Minas Gerais, e ficar criando os getons conselhos de administração para esses secretários. Era um truque para poder
▶ 00:12:30 enganar os mineiros. Eu não gosto de truque, eu gosto de ser transparente. Por isso que Minas saiu da colocação número 22 em transparência para primeira no Brasil. Eu acho que eu tô certo. Agora o brasileiro parece que gosta do engana que eu gosto e e eu não. Então a minha linha de atuar é essa. >> Ô governador, dentro da dessa sua linha de transparência, eu depreendo das suas declarações que o senhor está fazendo uma leitura da conjuntura política. O
▶ 00:13:02 senhor está avaliando, pelo que se depreende das suas declarações, que a campanha de 2026 será mais parecida com a de 2018, quando havia o componente da corrupção do que com 2022, quando foi muito valorizado o componente, o fator eh democrático. Então, eu queria insistir na minha pergunta. Como é que o senhor vai fazer nessa conjuntura com a leitura que o senhor eh realiza, faz da conjuntura,
▶ 00:13:33 como o senhor fará para se diferenciar do Flávio Bolsonaro? Porque para crescer, no primeiro turno, por exemplo, o senhor precisa se mostrar diferente dos dois polos, não é? Como se mostrará diferente? que todo mundo sabe que o senhor é diferente do Lula, está aqui durante a entrevista já eh realçando essa diferença, o antipetismo. Como fará para eh ficar diferente do Flávio Bolsonaro? Porque eh ficar mais um bolsonarista, talvez o eleitor prefira o original, não lhe parece?
▶ 00:14:06 Ô Josias, você tem toda a razão. Eh, candidatos de direita ou candidatos de esquerda sempre vão ter mais similaridade um com o outro, mas eh eu respeito o Flávio, gosto dele, eh estive ao lado do pai dele. Eh, vai caber o brasileiro está analisando. O que eu quero é que a direita ganhe essa eleição. Eu ganhando, vou contribuir com
▶ 00:14:37 o Brasil. Algum outro candidato da direita ganhando também contribuirá para o Brasil. Agora, essa questão até ela não me preocupa tanto. O que eu tenho é de diferente dos demais candidatos, é que eu venho é do setor privado, ralei a minha vida inteira, rodei dirigindo mais de 2 milhões de quilômetros para implantar a a empresa em 470 cidades e em Minas Gerais. E eu estou na
▶ 00:15:09 política para servir. Nós precisamos, eu acho que os políticos muitas vezes esquecem que o Estado foi feito para servir e não para distribuir favores e enriquecer alguns. Nesse ponto, eu acho que eu sou bem diferente da grande maioria. Eu falo que deveria ir para política, prestar concurso público, quem tem vocação. O que nós estamos assistindo no Brasil é quem vai para poder tirar proveito para poder colocar
▶ 00:15:41 dinheiro no bolso. Tá errado. Tá errado. Se quiser colocar dinheiro no bolso, vai empreender. Abre uma empresa, vai ralar. Agora tem gente que entra no estado e fica a vida inteira reclamando que tá ganhando pouco. Se ele é tão brilhante, tão competente, abra um escritório de advocacia, abra uma empresa e mostre que ele é bom. Agora o estado foi foi feito para servir. No Brasil nós temos um
▶ 00:16:12 estado rico pobre. Ô governador, é interessante isso que o senhor tá falando, que o Josias tava te perguntando a diferença. O senhor acha que esse é um ponto de diferença com a família Bolsonaro, por exemplo, que é uma família criada na política, né, nesse momento, inclusive os filhos também se candidatando e o senhor até fala: "Meu salário dou ele integralmente às ONGs, o senhor não é uma uma cria da política". Esse é o ponto diferente seu da família Bolsonaro, por exemplo.
▶ 00:16:42 >> Ó, eu tenho muito, Fabíola, em comum com a direita. Quando a direita governa, nós não temos corrupção. Quando a direita governa, a segurança pública vai melhor. Então, nós temos muito em comum. Agora, eu sou diferente de um modo geral, é da classe política como um todo, tanto esquerda quanto direita. Por essa minha maneira de pensar, eu paguei imposto demais na minha vida. O brasileiro tá
▶ 00:17:12 cansado de pagar imposto e acho que vocês também. Você quer mais imposto e mais privilégio pros políticos? Eu não quero. Nesse ponto eu vou ser muito coerente com essa postura minha. chega de imposto. >> Tem outra >> a sua proximidade com o Caiado nesse momento, governador. Ah, desculpa, Josias, eu ia emendar essa que eu acabei fazendo outra, mas eu queria saber do Caiado se há alguma possibilidade de alguma de alguma aliança, né, para que
▶ 00:17:42 venha essa terceira via aí. Eu não sei se o senhor também se considera por esse caminho aqui que o senhor tá oferecendo, né? Eh, o senhor há algum tipo de negociação que possa vir a acontecer com com o governador Caiado ou não? >> [roncando] >> Fabíula, eu sempre me dei muito bem com os governadores de direita, Caiado, Ratinho, Tarcísio, Jorginho, sempre caminhamos lado [roncando] a lado e vejo que o Caiado é
▶ 00:18:14 uma boa opção, um governador bem avaliado. Agora, todo mundo sempre fala: "Eu serviço". Alguém pode servir meu também? Você concorda, né? E Minas Gerais é um estado até que em população é maior do que Paraná, é maior do que Goiás. Então tem de ficar claro. Eu vou lev quem senhor gostaria de ser o vice? O senhor falou assim: "Ah, podia ser meu vice também. Quem o senhor queria que fosse seu vice?" >> Ó, eu não tenho esse nome ainda. Tá
▶ 00:18:45 muito cedo. De preferência, eu gostaria que fosse uma mulher. Eu fui o governador de Minas que mais nomeou mulheres para o Tribunal de Justiça, o que mais teve mulheres em cargos de liderança. E a participação feminina na política no Brasil vai inibir muito a corrupção, porque eu vejo que as mulheres são mais honestas do que os homens. Governador, eh, o senhor tem sido eh, bem, a fórmula, né, mineira da sua
▶ 00:19:15 gestão, o senhor tem falado bastante de austeridade, o senhor tem falado bastante desestatização, né, de redução de tamanho do estado nessa atuação. Só que o Brasil, isso em termos de Minas, né, o Brasil tem disparidades regionais e disparidades sociais econômicas muito grandes, né? Você tem a o Sul Sudeste em relação, por exemplo, a norte-nordeste, né? Como é que o senhor pretende, né, encarar essas realidades? regionais, uma vez como presidente, eh, sem a força, sem a atuação do Estado para tentar
▶ 00:19:47 fazer essa compensação através de políticas públicas. Bom, Sacamoto, eh, eu vivo vivi esse problema em Minas, Minas Gerais tem na região norte do estado eh uma região que é extremamente semelhante ao Nordeste. Acho que nenhum governador do Brasil consegue encarar algo semelhante àquele que governa Minas. Nós temos em Minas uma parte que é igual a São Paulo, uma
▶ 00:20:17 parte que se assemelha ao Rio e uma parte que se assemelha ao Nordeste. E por incrível que pareça, na minha reeleição, eu fui e o vencedor em todas, até na parte norte do estado que se assemelha ao Nordeste, um pouquinho menos votado, mas mesmo assim com uma diferença bem expressiva, o que demonstra que nós conseguimos fazer uma gestão que atendeu todos. O Norte de Minas recebeu grandes investimentos,
▶ 00:20:49 tanto privados, empresas que se instalaram lá, quantos quanto públicos. Depois de mais de 20 anos, nós estamos construindo lá duas pontes sobre o rio São Francisco. A, o PT da esquerda prometeu e não entregou nada lá. Eu estou entregando duas pontes lá. O vice-governador, o agora o novo governador Mateus Simões vai estar inaugurando a primeira delas esse ano e a outro ano que vem. >> Governador. Não, mas eu eu tô desculpa interromper o senhor, não, mas é é que
▶ 00:21:20 eu tô entendendo o que o senhor tá querendo dizer, mas a pergunta eu não eh tudo bem, o senhor tá falando com relação a Minas, mas como candidato, pré-candidato à presidência da República, né, por isso que eu puxei essa pergunta. Mas como é que o senhor pretende levar a mesma coisa, esse mesmo, essa mesma indução de desenvolvimento a determinadas áreas do norte, nordeste? Não, que não, é claro, o senhor bem sabe, eu não tô dizendo que o senhor tá falando isso, não se resume a construir pontes, né? Não se resume a essa parte de infraestrutura rodoviária. Mas como é que o senhor pretende levar isso, fazer isso, né? Eh, numa situação
▶ 00:21:50 que, é claro, a gente tem investimento privado, mas existe historicamente o uma função do Estado que é induzir desenvolvimento de forma local, né? Uhum. Bom, Sacamoto, não existe uma fórmula mágica para poder fazer isso no curto prazo, um parafuso que você aperta e resolve tudo. Mas o que eu vejo é que um governo fiscalmente responsável, que acaba com essa farra dos intocáveis, que
▶ 00:22:23 direciona recursos públicos de maneira adequada para o social, eu vou querer aprimorar em muito o Bolsa Família. Hoje nós temos marjo de 20, 25 anos, que fica o dia todo julgando videogame em casa, recebendo Bolsa Família. essa pessoa na na minha gestão vai ter de estudar, mostrar que tá fazendo um curso, está se qualificando e quem é mãe, quem tem filho, vai ter, vai continuar recebendo,
▶ 00:22:55 na minha opinião, até mais, e mostrar que o filho tá aí na escola. Eu tenho, eu ando muito no interior de Minas, tem professora me reclamando, ó, a, a, as mães não estão levando os filhos na escola. vem aqui pedir favor, porque se se não tiver aqui um documento da escola, vão parar de receber. Eu quero que quem precise receba, mas que conduza de acordo com aquilo que está previsto. Filho na escola, filho vacinado. E a
▶ 00:23:25 agora o Marmanjão, ele vai ter de prestar serviço voluntário paraa prefeitura, ajudar numa creche, ajudar num lar de idosos, ajudar na limpeza pública. Ele vai inclusive estar se qualificando. No Brasil nós estamos criando a cultura da dependência. O sujeito tá saudável, novo e fica vivendo desse auxílio do estado e só fazendo bico. E quem faz bico de vez em quando, lava carro, trabalha ali de servente,
▶ 00:23:55 não se qualifica. Eu quero criar também um prêmio para quem tiver a carteira de trabalho assinada. Saiu do Bolsa Família, entrou no mercado de trabalho formal, vai ser dado um prêmio como recompensa. >> Governador. Mas o governador, isso aí não é muito simplista. Por exemplo, senhor tá falando agora, eu quero ver a carteira de trabalho assinada. A gente sabe hoje o mercado de trabalho da forma como ele está, o motorista do Uber não tem carteira assinada, o o cara que entrega o iFood não tem carteira assinada. Muitas vezes a diarista não tem carteira assinada porque faz eh
▶ 00:24:26 faxina em várias casas. Não é simplista falar isso. E quando o senhor fala, por exemplo, e que quer aprimorar o Bolsa Família fazendo a retirada de pessoas que não deveriam receber, o senhor tem dados a respeito disso? Quem são essas pessoas que estão aproveitando de maneira errada o Bolsa Família? [roncando] Ô, Fabíola, tenho sim, porque durante esses meus 7 anos como governador, eu fui a mais de 430 cidades, inclusive cidades de 1000, 2000
▶ 00:24:59 habitantes. Eu converso na rua com o pequeno produtor rural, eu converso na rua com o comerciante e todos me alegam isso. Eu acho que as estatísticas no Brasil é às vezes é que estão falhas, ficam muito teóricas, focadas em grandes centros e eu acompanho direto o setor produtivo. Nós temos hoje pessoas que têm oferta de trabalho, caixa de supermercado, que não querem ir porque
▶ 00:25:31 vão ter de trabalhar das 8 da manhã às 6 da tarde. E tem muita gente que acha que isso é um grande sacrifício hoje no Brasil. Então nós temos de mudar um pouco esse conceito. Não tenho nada quem quer ser Uber que é MEI. Parabéns para esses microempreendedores que estão ralando e carregando o Brasil nas costas. Então nós temos é de retirar esse peso da sociedade, acabar com esse
▶ 00:26:02 círculo vicioso em que as pessoas não se qualificam, estão aprendendo a viver no improviso, empregos pouco qualificados. Nós temos uma CLT de 1940. O Brasil não se modernizou nesses últimos 90 anos. Nós estamos aí com aquilo que funcionou no século passado. Precisamos de uma CLT2, ter opções também no mercado de trabalho. Então eu sou favorável a uma mudança na regulação do trabalho. A
▶ 00:26:33 nossa reforma trabalhista de 2018, que o Temer fez o 17, foi totalmente desfeita já pela esquerda. Governador. Eh, o eleitor de Minas Gerais teve um comportamento dicotômico em 2022. né? Reelegeu o senhor e ao mesmo tempo deu uma vitória ao Lula, né? O Lula teve mais votos em Minas Gerais do que o Bolsonaro. Agora o Lula está eh preparando o palanque dele eh ao lado do
▶ 00:27:04 Rodrigo Pacheco. Rodrigo Pacheco tá ensaiando aí uma migração pro PSB e deve concorrer ao ao governo de Minas Gerais. O senhor acha que o Lula vencerá de novo em Minas Gerais? Qual é a estratégia que o senhor adotará para evitar que eh o presidente da República, candidato à reeleição, prevaleça no seu estado? Disse que quem vence em Minas vence no Brasil, né? O senhor acredita nisso? >> Ô, Josias, eh, primeiro em 2022, na
▶ 00:27:35 minha reeleição, eu tive mais votos do que o Lula em Minas. Teve sim muita gente que votou em mim e nele, o que demonstra que o brasileiro não tem um voto tão ideológico. Ele vai muito pela simpatia com as pessoas, algo nessa linha. Mas o que nós estamos assistindo nesse momento é um governo, um presidente de esquerda totalmente calado com relação ao maior escândalo de
▶ 00:28:05 corrupção da história, que provavelmente vai se provar. que é o banco master, estão calados, omissos. Por quê? Será que tem algo que os incomoda? Eu tenho até sido, com toda a certeza, e aí eu me diferencio dos demais políticos, o que mais tem criticado, o que mais quer apuração sobre esses fatos. Eu não tenho rabo preso, eu posso estar sempre pleiteando. É o que eu quero. Aliás, nós
▶ 00:28:35 do Partido Novo, eu, os deputados, somos os que mais têm colocado a boca no trombone com relação esse absurdo. E parabéns para vocês também da mídia que tem dado total cobertura. Então, o Brasil não pode se calar. Nós temos hoje um presidente que tá caladinho, ministros que estão caladinho, o máster, a fraude dos velhinhos. precisam ser apurados e tem gente da esquerda envolvida próxima do presidente.
▶ 00:29:07 >> Nesse aspecto, governador, eh o senhor tem muita razão quando realça esse caráter pluripartidário, né, do do escândalo do master. Mas dias atrás, o presidente Lula, que de fato andava meio silencioso, ele disse, né, que o caso do Banco Master, ele classificou como um ovo da serpente do Bolsonaro, do Campus Neto, que não vai deixar o governo dele pedra sobre pedra, palavras do presidente. E
▶ 00:29:38 ele classifica o escândalo como um problema que vem da gestão do Roberto Campos Neto. De fato, a intervenção no banco, a liquidação do Banco Master foi feita agora na gestão do Gabriel Galípolo. E também chama a atenção, não sei se eh o senhor também tem eh atentado para isso, o silêncio do Flávio Bolsonaro, né? Ele eh diferentemente do Lula que andou falando aí ovo de serpente e tal, o Flávio Bolsonaro não diz uma palavra, né? O senhor não acha
▶ 00:30:08 que é incômoda eh a posição dos dois lados? não acha que eh o escândalo é pluripartidário e que também o bolsonarismo tá muito silencioso em relação a esse caso? Rosias, você tem toda a razão. Como eu disse, acho que eu, a bancada do Novo, somos os que mais tem falado. E eu não vou me calar com a com relação a esse escândalo. Pelo que eu tenho conhecimento, tenho acompanhado, Josias,
▶ 00:30:40 eh isso foi gerado na Bahia. A operação do Banco Master começou lá pagando cestas básicas, algum programa com governo do PT que deu espaço. Para mim, Josias, tem de ficar muito claro, as apurações t de avançar e ser responsabilizado quem quer que for, de esquerda, de centro, de direita. O Brasil não existe para atender nenhuma
▶ 00:31:11 ideologia. que o Brasil existe para atender o brasileiro, aquele que levanta cedo e rala. E nós estamos vendo uma casta de intocáveis querendo que esse processo não avance. Nós temos um governo rico e um povo pobre no Brasil que tá cansado, que não tem dinheiro para pagar as contas no fim do mês. Então eu sou totalmente favorável às investigações e lamento que a classe política não esteja questionando,
▶ 00:31:41 colocando a boca no trombone, como eu e os deputados do Novo fazemos. Nesse ponto novo é disparado o partido número um no Brasil. Nós não temos o rabo preso, nós fazemos o certo. E é isso que vai melhorar o Brasil, fazer o certo e poder denunciar o errado. Quem não tá denunciando para mim tá errado, tá tá errando muito. >> Por último, governador, nós estamos chegando perto do final da nossa conversa, mas o senhor disse a certa altura que governos da direita não têm
▶ 00:32:13 corrupção, né? Nós tivemos durante a gestão do presidente do então presidente Bolsonaro, eh, o a criação do orçamento secreto. Disso uma uma corrupção desenfreada. Hoje, eh, há um um ladrão instalado dentro do orçamento da República. O dinheiro escorre por esse ladrão. Há mais de oito dezenas de inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal. E o senhor se apresenta aqui na nossa
▶ 00:32:44 entrevista como um outsider, embora eh tenha dois mandatos como governador do de Minas Gerais, o senhor apresenta se apresenta como outsider, né? Não acha que essa perversão do orçamento que foi potencializada pelo orçamento secreto durante a gestão do Bolsonaro, ela precisa acabar? E como o senhor fará para governar eh tendo um partido, sendo membro de um partido que é minúsculo, né, que é o novo? Como o senhor se relacionará com o Congresso sem orçamento secreto, sem emendas, sem essa
▶ 00:33:15 ladroagem que se instalou eh no orçamento? Ô Josias, eh, nós precisamos dar uma boa chacoalhada no Brasil, no Congresso, em Minas Gerais, Josias, durante a minha primeira gestão, eu tive sim eh inicialmente dificuldades com a Assembleia Legislativa, mas eu tenho como missão mudar essa cultura de permissividade.
▶ 00:33:45 Eu vou conversar, eu vou mostrar que precisamos ter um outro caminho, que alguns interesses serão contrariados e à medida que você ganha credibilidade, você ganha tração e força para fazer essas mudanças. Na minha segunda gestão em Minas Gerais, onde os resultados já estavam visíveis, muito bem percebidos, adivinha se tinha deputado que queria ficar longe de mim? A maioria queria
▶ 00:34:15 estar próximo [limpando a garganta] e eu os privilegio sem comprá-los, que é a prática no Brasil. aqueles deputados de Minas que caminharam comigo e foram muitos, eu fui na cidade deles, fiz diversos evento com eles. A minha maneira de fazer política é a maneira lisa, é a maneira de trabalhar muito e não de chamar dentro de um gabinete e falar: "Ó, vota comigo que eu vou te dar tanto." Isso não aconteceu no meu governo. Então eu quero voltar com essa
▶ 00:34:49 política que é a política saudável, que é a política que vai fazer o Brasil caminhar pra frente novamente. Fácil não. Impossível também não. Vai acontecer de um mês pro outro não. Mas nós vamos caminhar nesse sentido. Minas hoje está muito melhor em todos os aspectos, inclusive no ético. Converse com os prefeitos de Minas. que você vai perceber isso. Antes eles eram perseguidos, eram pressionados e hoje
▶ 00:35:22 eles têm um governo que é parceiro. Então nós temos de mudar esse modelo mental que passou a vigorar na política no Brasil e foi muito fomentado pela esquerda. A direita tem problemas, tem, tem de ser apurado e tem de ser sanado. Mas nós sabemos que tudo aquilo de mais grave aconteceu foi na esquerda. Petrolão, Lava-Jato, Mensalão, etc. Na direita tivemos problemas, mais menos. >> Governador Romeu Zema, muito obrigada
▶ 00:35:53 por estar aqui no All conversando com o nosso público. Até uma próxima oportunidade. >> Até uma próxima. Foi um prazer. Um bom dia para vocês. Grande abraço.