Anexo de verificação bônus · formato compacto
Caso 2002 — José Serra (bônus, formato compacto)
Tripé macroeconômico literal no texto; achado de convergência — os dois programas de 2002 propunham substituição de importações e esforço exportador.
- Fonte primária
- “Trabalho e Progresso para Todos” (80 pp., ago/2002, Coligação Grande Aliança PSDB-PMDB, vice Rita Camata) — acervo oficial do PSDB (static.psdb.org.br)
- Integridade
- Acervo oficial do partido. Pendência registrada: Alckmin-2006 ainda sem espelho íntegro localizado (candidatos: acervo ITV, Biblioteca Digital do TSE).
- Verificação executada em
- 26/07/2026 · conforme Metodologia v1.1, seção 10
Resultado por eixo (compacto)
Âncora fiscal — APERTA/MANTÉM (tripé explícito): CONFIRMADO COM EVIDÊNCIA DIRETA. A única afirmação do dry-run sobre este documento (“continuidade explícita do tripé”) está literal: “o Governo José Serra garantirá a manutenção do tripé: regime de livre flutuação cambial, regime monetário baseado em metas de inflação e, sobretudo, o novo regime fiscal marcado pela austeridade” (p. 16); “serão gerados os superávits primários que forem necessários”, trajetória declinante da dívida/PIB com meta de grau de investimento (p. 16); LRF cumprida “com rigor” e reivindicada como obra própria (p. 16). Restrição autoimposta: fechar a equação fiscal “sem novos ou maiores impostos” (pp. 16-17).
Abertura comercial — MERCANTILISMO EXPORTADOR COM SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES — o achado do caso. O documento não propõe liberalização: propõe “políticas de comércio exterior e industrial ativas” (p. 17), aceleração de exportações e substituição de importações (pp. 17-18, com seção própria), Ministério do Comércio Exterior, BNDES/BNB/BASA “privilegiando exportações e substituição de importações” (p. 17), derrubada de barreiras externas às exportações brasileiras. Convergência textual com o programa Lula-2002 (que propunha exatamente substituição competitiva de importações + Secretaria de Comércio Exterior + esforço exportador): no eixo comercial, os dois programas de 2002 eram quase indistinguíveis — a eleição menos polarizada da série no plano textual, o que reforça a leitura do piloto de que o diferencial informativo de 2002 estava no custo dos sinais (Carta, coalizões), não na distância programática.
Previdência — OMISSO/PARCIAL (expansão da complementar, sem reforma estrutural). Menções à previdência complementar como poupança de longo prazo (pp. ~20, 42); nenhuma proposta estrutural. Cautela eleitoral bipartidária de 2002 confirmada dos dois lados.
Educação — MISTO, com uma meta datável. “Erradicar o analfabetismo dos jovens e adultos com menos de 30 anos” (p. 47) — meta de resultado rara na série; demais compromissos em chave de acesso e avaliação, sem desenho de incentivo detalhado.
Estado na economia — MANTÉM/REDUZ MODERADO. Privatizações defendidas como legado bem-sucedido precedido de marco regulatório (p. ~28, telecomunicações), sem programa novo agressivo; BNDES e bancos regionais mantidos como instrumentos ativos de política industrial. O Estado serrista é regulador-indutor — mais próximo do texto de Aécio-2014 que do liberalismo de Bolsonaro-2018.
Instituições — MANTÉM/FORTALECE (econômicas). Tripé + LRF como núcleo identitário; enquadramento do conflito político (subcampo v1.1, oitavo teste): adversário tratado como competidor legítimo, retórica de continuidade administrativa; zero linguagem de inimigo. Consistente com a série PSDB verificada (2014).
Testes A e B (compacto)
Teste A: expansão prometida (transferências, infraestrutura) contra a restrição “sem novos impostos” + superávits necessários — gap moderado, com âncora dominante; simétrico ao caso Lula-2002. Teste B: coalizão PSDB-PMDB ampla; agenda de continuidade sem dependência de PEC no núcleo; score alto. Candidato derrotado: valem detecção e consistência apenas.
Síntese
O bônus confirma a afirmação única do dry-run e adiciona o achado de convergência comercial 2002: os dois finalistas registraram programas desenvolvimentistas-exportadores com âncora fiscal explícita — a distância programática textual de 2002 era a menor da série verificada, e cresceu monotonicamente até 2018/2022. Para o produto 2026, isso calibra a métrica de “distância entre programas” como série histórica: o índice de polarização textual é ele próprio um sinal de época.