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Anexo de verificação

Caso 2006 — Lula (incumbente)

Padrão-incumbente confirmado; a direção desenvolvimentista do 2º mandato estava textualizada no programa (p. 12).

Fonte primária
“Lula Presidente — Programa de Governo 2007/2010” (34 pp., coligação PT-PCdoB-PRB, registrado em ago/2006) — acervo digitalizado da FPA
Integridade
Acervo oficial partidário; título e estrutura conferem com o registro histórico. Nota temporal decisiva: o programa foi registrado depois da troca Palocci→Mantega (mar/2006) — é o primeiro documento formal da nova orientação.
Verificação executada em
26/07/2026 · conforme Metodologia v1.1, seção 10

Resultado por eixo (dry-run → verificado; classificação completa nova, o piloto era compacto)

Âncora fiscal — MANTÉM, COM DRIFT EXPANSIONISTA LEGÍVEL. “Estabilidade monetária e responsabilidade fiscal” e “preservado o equilíbrio macroeconômico” (pp. 8-9); “prosseguir o processo de redução da relação dívida pública/PIB” (seção Brasil Produtivo) — tudo genérico, sem meta. Na direção oposta: “programas seletivos de desoneração tributária”, salário mínimo acima da inflação e meta de taxa de investimento acima de 25% do PIB. Manutenção da âncora com vetor expansionista declarado — exatamente a direção “tripé preservado na forma, flexibilizado na prática” que o desfecho 2007-10 confirmou.

Abertura comercial — MANTÉM/FECHA (por omissão). Integração continental e Sul-Sul como eixo da inserção soberana (pp. 15-16); política industrial e estímulo a exportações. Zero menções a acordos com economias desenvolvidas, tarifas ou agenda de abertura — omissão consistente com a série do campo.

Previdência — GESTÃO ARRECADATÓRIA (não estrutural). Seção própria (pp. 26-27): combate a fraudes, censo previdenciário, melhoria de atendimento, redução da informalidade, Super Receita, e regulamentação da previdência complementar dos servidores “instituída pela Reforma Previdenciária de 2003”. Nenhuma medida estrutural nova. Quarta ocorrência da família arrecadatória na série verificada — aqui na variante-incumbente: administrar a reforma feita, não propor a próxima.

Educação — ACESSO-GASTO COM RETÓRICA DE QUALIDADE. “Educação massiva e de qualidade” como eixo (p. 11), aprovação do FUNDEB como ação fundamental (p. 12), superação do analfabetismo, expansão universitária e técnica — sem meta mensurável nem desenho de incentivo. Categoria intermediária, de novo.

Estado na economia — AMPLIA: CORREÇÃO RELEVANTE AO PILOTO — A DIREÇÃO ESTÁ NO TEXTO. O piloto classificou o texto como “quase não-informativo” e creditou a leitura do segundo mandato inteiramente ao indicador antecedente (troca da equipe econômica). A leitura integral corrige: o programa declara textualmente que o novo ciclo “pressupõe o fortalecimento da iniciativa do Estado, das empresas estatais e do sistema financeiro público, por sua capacidade indutora do desenvolvimento”, com “elevação substancial dos investimentos, especialmente públicos” (p. 12) e meta de investimento >25% do PIB. O desenvolvimentismo do segundo mandato (PAC, expansão de crédito público) estava inscrito no documento registrado — convergente com o indicador antecedente, não substituído por ele.

Instituições — MANTÉM. Reforma política por “amplo diálogo” (financiamento público, fidelidade, lista pré-ordenada, p. 14); fortalecimento da CGU e controles (p. 15); continuidade da Reforma do Judiciário em chave gerencial — “garante os direitos da cidadania e contribui para a melhoria do ambiente de negócios” (p. 15); “democratização dos meios de comunicação” em uma frase, como acesso à informação (p. 15); relação “democrática com os poderes Legislativo e Judiciário” e FFAA em “missão constitucional” (p. 15). Subcampo v1.1 (sétimo teste): (i) econômicas — mantém; (ii) enquadramento do conflito — polarização eleitoral explícita e dura (“confronto entre passado e futuro”, “forças do atraso”, “privataria”, pp. 7-9), porém integralmente dentro da moldura eleitoral: o adversário é um bloco político a derrotar nas urnas, não um regime ilegítimo. Ponto intermediário documentado entre a conciliação-2002 e a refundação-2018 — a série intra-campo do subcampo institucional agora tem quatro pontos datados (2002, 2006, 2018, 2022).

Índice de especificidade — CONFIRMADO (padrão-incumbente)

34 pp., ~11 mil palavras, metade inicial de balanço e enquadramento eleitoral; compromissos dominados por “dar continuidade/prosseguir/manter/ampliar”. Únicos números prospectivos: investimento >25% do PIB e a promessa de manter o Bolsa Família “no patamar já alcançado”. A afirmação do dry-run (“programa fino, genérico, centrado no balanço do primeiro mandato”) está documentalmente confirmada — e o par 2006-Lula × 2022-Bolsonaro, ambos verificados, estabelece o padrão-incumbente nas duas direções ideológicas: balanço retrospectivo denso, compromisso prospectivo raro.

Teste A — CONFIRMADO (gap pequeno, coberto pelo histórico do incumbente)

Compromissos: salário mínimo acima da inflação, Bolsa Família preservado, desonerações seletivas, investimento >25% do PIB. Âncora: redução contínua da dívida/PIB, sem número. Para um incumbente com quatro anos de superávits acima da meta (histórico verificável ex-ante), a promessa fiscal genérica era crível pelo comportamento revelado — a régua 30/70 opera exatamente assim. Gap ex-ante: pequeno/moderado, compatível com o desfecho (expansão gradual com tripé formalmente mantido, capitalizada pelo boom externo, marcado como choque exógeno favorável).

Teste B — CONFIRMADO

Coalizão declarada no próprio texto: PT-PCdoB-PRB “compromisso compartilhado com o PSB e a maioria do PMDB” (p. 7). Executabilidade alta legível na capa — confirmada pelo desfecho.

Ajuste metodológico decorrente (changelog)

Reforço do item 7 (sem item novo): segunda instância documentada de sinal atribuído pelo piloto a fontes extra-textuais (equipe econômica) que estava também no texto registrado (p. 12). A regra “verificar o texto integral antes de declarar sinal fora do texto” fica calibrada por dois precedentes de campos distintos (2002 e 2006), além do espelho invertido de 2018-Bolsonaro (sinal no texto que o piloto não leu). Nota adicional: quando o registro do programa é posterior a um indicador antecedente (aqui, a troca de equipe), o texto deve ser lido como primeiro documento formal da nova orientação — insumo direto para o módulo incumbente 2026 (PLOA 2027 vs. programa registrado).

Síntese do caso

A fila principal está completa: oito documentos primários, zero inversões de classificação. O caso 2006 fecha o padrão mais importante para 2026: nos dois casos em que o piloto declarou o texto “não-informativo” (2002 e 2006), a verificação encontrou o sinal dentro do documento — os textos de programas brasileiros são sistematicamente mais informativos do que a memória pública deles. Combinado ao caso inverso (2018: sinal institucional no texto, ignorado pelo piloto), o balanço da verificação documental é uma defesa empírica do próprio método: ler o documento inteiro, com régua fixa, produz informação que nem o consenso jornalístico nem o dry-run capturaram.

Classificações com citação de página; confirmado/corrigido/invertido registrado honestamente — as correções são ativo de credibilidade, não constrangimento. Para candidatos derrotados, o backtest valida apenas detecção e consistência, nunca desfecho hipotético.